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Seriamente Divertido
Cleveland. Como est�o? Est� tudo bem?
Est� um frio de rachar! N�o gosto nada disso. Odeio neve.
Voc�s t�m dessa neve derretida, da que escorrega.
Est� a derreter, cuidado! N�o gosto. N�o devia nevar aqui.
Mas tem sido um bom ano para voc�s. Para come�ar...
Tudo bem, docinho? Descarrega tudo antes de come�armos.
Um aplauso para o meu amigo Shaq aqui � frente, dos Cleveland Cavaliers.
Tamb�m c� est� o meu amigo LeBron. Um aplauso para o LeBron.
Tem sido um bom ano para voc�s. Pode ser desta!
V�o ter-me por aqui durante algum tempo. Cerca de uma hora.
Vou contar muitas hist�rias reais. Mas n�o me julguem por isso.
Adoro ser sincero em palco e falar da minha fam�lia e dos meus filhos.
Tenho dois filhos, um casalinho. Antes, dizia que o meu filho era idiota.
Era o que pensava. Agora vejo que n�o � idiota, s� faz coisas idiotas.
N�o gosto das birras dele.
As crian�as fazem birra, gritando e atirando-se para o ch�o. Isto � verdade.
O meu filho faz assim, a s�rio. N�o me fa�am rir. � assim.
Faz isto.
� atrasado. Tenho de esperar que acabe para explicar o que se passa:
"Est� chateado, porque n�o lhe dou doces."
Ele � estranho! Quando se chateia, enfia-se no forno.
Enfia-se no forno e chateia-se comigo quando o mando sair.
Sai desse maldito forno!
Se n�o sa�res, eu acendo-o.
Quando digo isso, ele diz: "Queima! Isto queima, pap�."
Mas adoro-o de morte. J� a minha filha, � uma mimada.
Tem quase cinco anos. Sim, mimo-a, � o que devo fazer.
Est� na idade em que sabe como virar os pais um contra o outro.
No outro dia, lixou-me entrando na sala e diz: "Posso comer uma bolacha?"
E eu digo: "Sim, vamos l�." Entro na coziinha e s� oi�o:
"N�o lhe d�s bolacha nenhuma!" Pregou-me c� um caga�o, at� parei.
Nem percebi, pensei que era Jesus: "Porque n�o pode comer a bolacha?"
Vejam a esperteza dela ao picar-me: "Pap�, n�o �s tu que mandas?"
Esse coment�rio dela fez-me passar dos carretos.
"Porque n�o pode comer a bolacha? Ent�o, porque as compras?
�s parva se compras bolachas que n�o se comem. Agora, ningu�m as come."
Peguei no escadote, pu-las em cima do frigor�fico e escondi o escadote.
N�o era um escadote grande, era de tr�s degraus, coisa r�pida.
Enquanto pais, temos de ser pacientes.
� preciso paci�ncia para mi�dos e eu n�o tenho. Estou a aprender.
�s vezes, passo-me. N�o gosto que os mi�dos fa�am tudo o que lhes digo.
Quero que obede�am, mas da forma que os imaginei a faz�-lo.
N�o como lhes apetece, mas sim como eu visualizei.
Pode ser confuso, mas � importante.
No outro dia, o meu filho come�ou a correr pela casa e eu fiquei fulo.
Disse: "Chega! Para a cama!" Ele fez isto, juro. Fiquei fulo.
Eu disse: "Cama!" E ele...
Fiquei fulo e disse: "Acorda! N�o se dorme de p�.
N�o �s um vampiro."
Fiquei fulo, n�o sabia explicar o porqu�.
N�o se fecha os olhos at� o c�rebro dar sinal ao corpo para desligar.
Enquanto pai, tenho muitos medos.
O meu maior medo � que o meu filho cres�a e se torne gay.
N�o sou homof�bico, n�o tenho nada contra gays, sejam felizes,
mas sendo heterossexual, podendo evitar que seja gay, f�-lo-ei.
Dito isto, n�o sei se lidei bem com o primeiro momento gay do meu filho.
Todos os mi�dos t�m o momento gay, mas h� que p�r logo um trav�o.
Diz-se logo: "Para! Isso � gay!"
N�o sei se lidei bem com a situa��o do meu filho.
Estava a brincar numa festa de anos.
Quando eles brincam, n�o se percebe nada do que fazem, mas divertem-se.
Ele estava a portar-se bem. Acabei de falar, voltei a olhar para ele
e estava outro mi�do a ro�ar-se no rabo do meu filho.
Fiquei em p�nico, sem saber como agir e mandei os dois ao ch�o.
"O que se passa aqui? Que tipo de festa � esta?
O que � isto?" Apareceu uma mulher a dizer para deixar as crian�as brincar.
E eu disse: "Mostra-me outro mi�do a ser comido por tr�s e eu acalmo-me."
O meu filho tinha cal�as de veludo. N�o vi nada, s� ouvi.
Quem � que est� a jogar �s cartas? Est�o a baralhar as cartas?
S�o muito novos para jogar � Copa.
O que me chateou foi estar a comer uma asinha de frango nessa altura.
Devia t�-la largado e ido a correr, mas primeiro lambi os dedos.
N�o queria, mas disse: "Mi�do...!"
Foi a inveja negra.
� stressante lidar com crian�as. Mas j� estou melhor num aspeto.
Os meus filhos v�o errar. Em crian�a, tamb�m errei.
Fiz muita porcaria, eles far�o o mesmo. Mas agora estou mais calmo.
Um dia, a ver o Bob Esponja, a minha filha disse asneiras e n�o me chateei.
Aconteceu uma coisa ao Patrick e, do nada, ela diz: "Merda!"
Eu disse: "O que disseste?" E ela: "Merda! Levaram o Patrick, n�o viste?"
E n�o me chateei com ela, porque me lembro da primeira asneira que disse.
A minha m�e bateu-me em frente a outras pessoas.
Estava a brincar com os amigos e a minha m�e vem refilar comigo.
Ela mandava ali, mandou-me para a cama de castigo e deu-me um estalo.
Em crian�a, quando levamos um estalo, ficamos acesos.
"Bateste-me, cabra? Em frente aos meus amigos?"
Era um puto com sangue na guelra. "Vou fugir de casa!"
Nem sabem quantas vezes fiz as malas com um brinquedo.
Fazia e mala e dizia: "Estou farto. Eu e o He-Man vamos embora."
Uma vez, a minha m�e deixou-me dizer uma asneira.
Estava a portar-me mal na escola e a professora chamou-me.
Escreveu um bilhete e agrafou-mo no peito para a minha m�e ler.
Em casa, a minha m�e l�-o:
"Se prestar mais aten��o ao seu filho em casa, ele porta-se bem na escola."
A minha m�e disse: "Diz-lhe que se meta na vida dela,
antes que v� at� l� dar-lhe uma tareia."
E eu disse: "E queres que o diga literalmente?"
E ela diz: "Diz-lhe que se meta na vida dela,
antes que v� at� l� dar-lhe uma tareia."
Eu disse: "Sim, queria ter a certeza que era para diz�-lo tal e qual."
E ela: "Se tiver de repetir, dou-te uma tareia."
"Est� bem, j� percebi."
Senti imensa press�o. A minha m�e deixou-me ofender a professora.
N�o estava confort�vel com aquilo e quis ir ensaiar as minhas deixas.
Ponho-me em frente ao espelho a rever as deixas.
A minha m�e mandou-me dizer-lhe que se metesse...
N�o, foi demasiado alto. N�o � cred�vel.
Depois de tudo revisto, decido ir deitar-me mais cedo para descansar,
porque tinha um dia muito importante e n�o queria estragar tudo.
No dia seguinte, acordo, visto-me e, no autocarro, os meus amigos dizem:
"Vejam, chegou o Kevin! Como � que �, Kev?"
Eu disse: "Hoje, n�o. Tenho coisas em que pensar, n�o me distraiam."
Disse que n�o lhes podia contar nada, apenas que as coisas iam aquecer.
Ficam confusos, mas digo-lhes para me seguirem que aquilo ia aquecer.
Entro na sala e a professora Green come�a a falar com os alunos.
"Ol�, bom dia. Bom dia... Ol�..."
V�-me e diz: "Kevin". E eu digo: "Sra. Green".
Pergunta se a minha m�e lera o bilhete e digo: "Leu, pois!" E o que disse ela?
Respiro fundo, olho para os meus amigose digo: "Isto vai aquecer!"
Digo: "Bem, a minha m�e mandou-me dizer-lhe
"que se meta na sua vida, sua cabra!
"Sua cabra d'um raio! Professora burra!
"Nem sequer sabes quanto s�o dois mais dois, cabra!
"Sua vaca de cu gordo!
Cabra mamalhuda sem mamilos!"
Foi de loucos. E os meus amigos s� diziam:
"Ele disse que ela n�o tem mamilos!"
Fui suspenso e a minha m�e deu-me uma tareia ao chegar a casa.
"Eram s� duas asneiras, disseste 76." Senti-me um Samuel L. Jackson.
"Farto dos professores e da escola!" E atirei a gabardina para tr�s.
Quando se faz isso, temos de dar uma de nos estarmos a lixar para tudo.
N�o podemos ser t�o duros com os nossos filhos.
Um amigo tem uma filha adolescente e � r�gido demais. Mandei-o ter calma.
Ela vai fazer o que tiver de fazer nas tuas costas. Tem calma.
Mandou-me educar os meus filhos e n�o me meter nisso. Desculpei-me.
Isto n�o tem piada, mas fez-me rir.
Vai ao telem�vel da filha e v� uma foto da coisa de um mi�do.
Ele � meu amigo, conta-me tudo.
N�o teve piada ele ver l� a foto, mas a forma como me contou.
Confia em mim e conta-me tudo. Entra no autocarro a fumegar e diz:
"Vi uma foto da coisa de um mi�do no telem�vel da Tiffany.
E eu: "O qu�?", ele diz: "Vi uma foto de um cachorro sem p�o no telem�vel."
"Ela tinha a foto de uma pila no telem�vel!"
Nem sabia o que dizer. Comecei a enrolar em torno disso.
"Se vir o telem�vel, vou ver uma pila? O que vais fazer?"
Ele diz: "O que achas? Vou � escola para descobrir de quem � a pila."
E eu digo: "N�o � boa ideia levares a foto de uma pila infantil no telem�vel
"e andares a compar�-la com a dos outros.
Parecer�s um ped�filo. �s preso em menos de nada."
Pergunta-me o que faria e essa foi a pergunta mais dif�cil que me fizeram.
N�o sei o que faria ao ver uma foto de uma coisa no telem�vel da minha filha.
Talvez a esmurrasse, sei l�. Porque tamb�m tenho um filho.
Se o meu filho andar a mostrar a coisa, sou duro, se tiver a m�e por perto.
"A s�rio? Mesmo? � isso que fazes na escola?
Queres dizer que n�o precisas de cal�as, porque tens a pila de fora?"
Mal a m�e sai: "Anda c�. O que disse ela do que viu? Bate aqui! Isso mesmo!"
Por vezes, tens de p�-la na mesa.
Somos pequenos, mas tamb�m somos grandes, elas que vejam.
Sou um pai diferente. Sou mesmo.
Fa�o as coisas de forma diferente.
N�o gosto de cuidar dos mi�dos. � um grande stress.
Nenhum homem aqui presente � bom a cuidar de mi�dos.
O que fazemos � isto: sentamo-nos no sof� a ouvir o que se passa.
� assim que cuidamos deles. Fazem o que querem com o pai.
"Sei que n�o est�s na casa de banho! � bom que n�o estejas!"
N�o fazemos nada.
Detesto tomar conta dos filhos dos outros. � um grande stress.
N�o h� nada pior que ter de devolver o filho diferente de como o receberam.
Como se tivesses de te justificar: "Antes de o veres, � o seguinte:
"o teu filho tinha mesmo dois olhos?
"Pronto, � assim: houve uma fuga de g�s e a cara dele foi pelos ares.
"O meu sabia o que fazer e foi para o forno, mas o teu ficou aqui.
Eles n�o andam a correr pela tua casa?"
Uma menina aleijou-se em minha casa. Foi assustador.
A minha filha tem um beliche. Eu estava na sala a ver TV.
Elas brincavam no quarto e, do nada, oi�o um barulho seguido de choro.
Fui ao quarto e elas de roda dela, uma ajoelhada a olhar-lhe de frente.
Ia partindo-me a rir. Entro e a mi�da faz-me...
N�o podia rir, tinha de resolver aquilo. Vou ao quarto e chamo a minha filha.
"Vem c�, �s respons�vel pelo teu quarto. O que aconteceu?"
Quando os mi�dos andam a brincar, nem se apercebem dos problemas.
Ela continuava na brincadeira. Pergunto-lhe o que aconteceu e ela:
"Pap�!"
J� viram alguma crian�a a fazer esta careta?
"O que foi? Para de fazer caretas. O que aconteceu?" Ela diz-me isto:
"H� muitos monstros. O pr�ncipe veio c�e mandou-nos para o castelo.
"O castelo era no beliche de cima e estava cheio de gente.
"Por isso, algu�m tinha de sair.
Vot�mos, ela perdeu e eu expulsei-a." Espera, o qu�?
"Expulsei-a dali. Podia ter sido qualquer um."
Era uma decis�o administrativa. Tinha de sair, percebo isso.
Vou contar-vos outra coisa da qual tenho medo.
O meu maior medo � levar uma tareia em frente aos meus filhos.
Enquanto pai, o que fazes quando os teus filhos te v�m pedir ajuda?
Tens de l� ir, sejam eles quem forem. � o nosso papel de pai.
O que dizes aos teus filhos, se fores l� e levares uma tareia?
- "Pai, est�o a meter-se comigo." - "Quem, eles? Fica a�. Ot�rios...
"Anda, vamos embora. Eles s�o tramados, vamos!
"R�pido, entra no carro.
"Aquilo era um mi�do?
"Quando chegarmos a casa, vais levar por me teres metido nisto.
Hoje de manh� era crist�o. N�o me podes fazer isso."
� um jogo diferente.
Mas eu n�o sou desses. N�o gosto de brigas.
N�o vou fingir que sou desses. J� vi muita mis�ria.
Aos 13 anos, vi o meu pai levar uma tareia. Fiquei traumatizado.
Um tipo atingiu o meu pai duas vezes no mesmo s�tio. R�pido como um raio.
T�o r�pido, que em plena briga o meu pai para a perguntar o que acontecera.
"Raios! Kevin, ele deu-me dois murros."
- "Pois deu." - "Tens a certeza que era ele?"
"N�o est� aqui mais ningu�m, pai."
- "� t�o r�pido? Ningu�m me agarrou?" - "N�o, � s� ele."
"Ent�o ele deve ser um polvo, pois vi v�rios tent�culos."
"A s�rio, pai? Estavas mesmo a lutar com um polvo humano?"
Quando ele chamou polvo a outro, perdi o respeito por ele enquanto pai.
N�o percebeu e continuou a tentar mandar em casa.
"Kevin, n�o te mandei despejar o lixo? Despacha-te, antes que d� cabo de ti."
"Cala-te. Leva tu o lixo ou chamo o Steve para voltar a tratar de ti."
"Ai vais chamar o Steve? Tu �s incr�vel, sabias?
D� c� o lixo. Eu levo-o."
N�o queria voltar a ver o Steve. Deu-lhe uma tareia daquelas.
J� ouviram algu�m perder a luta e falar como tendo ganho? O meu pai.
Depois de levar a tareia, diz: "J� te chega?"
"Pai, quem tem que dizer isso � quem ganhou, n�o tu.
"Ele � que tem de falar. Fica a� quieto e deixa-o falar.
E levantaste-te demasiado r�pido. Vais ficar tonto."
Quando vi o meu pai levar a tareia e o meu irm�o tamb�m,
percebi que a minha fam�lia n�o � boa neste tipo de atividade.
N�o sabemos lutar, somos bons a ler.
N�o gosto de lutar, porque n�o sei do que � capaz quem vou enfrentar.
Sabem de quem tenho medo? Dos lutadores do UFC. Esses s�o reais.
N�o � nenhum jogo, existem mesmo. Sabem como se faz.
Tocam num ponto de press�o e deixam-nos KO. Acabou!
- "Defende-te". - "N�o consigo.
O meu corpo n�o responde. N�o consigo mexer-me."
Sabem quem leva sempre? Os gangsters. Esses n�o sabem lutar.
Falam muito antes de lutar. Demoram muito com hist�rias da treta.
"Podes crer, o dia todo. S� eu, mais ningu�m. Dou cabo de ti.
"Olha para mim. Acabo contigo. Na pris�o. Com as minhas m�os.
"Uma cama. Uma almofada. Ningu�m me escreveu.
"Era cedo. Acordei. Voltei a adormecer. Nunca fizeste um soninho?
Todos j� o fizeram!"
"O que importa isso? Lutamos ou n�o?"
- "Tamb�m n�o me escreveste." - "N�o te conhe�o."
Esses apanham � grande. Nem todos podem ser gangsters.
Imposs�vel! N�o suporto os gangsters da televis�o.
Conhecem? Os que passam o tempo a imitar o que veem na televis�o.
Sabem a quem me refiro?
Nunca viram um gangster a dan�ar?
"N�o estou a brincar. Achas que estou a brincar?"
N�o gosto desses. O meu tio � um gangster aut�ntico, certificado.
Passou 15 anos preso e quando saiu estava na mesma.
Quando o meu tio fala, seja do que for, � assim.
Seja do que for. "P�e o raio da geleia no p�o!"
Est� doido! Est� institucionalizado.
Quando se est� 15 anos preso, n�o se conhece mais nada.
Reflete-se nos h�bitos, linguagem... S� se vive a pris�o.
At� as amea�as mudam. Se se amea�a, tem de ficar bem claro.
� a transi��o. "Estou farto de ti, levanta-te!" E sabem que vai dar luta.
Tudo o que o meu tio diz deixa-nos confusos.
S�o das piores met�foras que j� ouvi. Nem consigo explic�-las.
O meu irm�o liga-me e diz: "O tio Reggie Jr. saiu em liberdade".
Apanhei logo o primeiro voo. N�o o via h� 15 anos, queria v�-lo.
Quando l� chego, digo: "Ent�o, tio? 15 anos � muito tempo. Como �?"
E ele respondeu-me assim: "Di-lo do peito, an�o negro d'um raio!"
Fiquei sem palavras.
O meu irm�o disse: "Calma, passou o dia nisto, n�o sabemos o que �."
Mas eu disse que queria falar com ele e ele diz: "N�o vais falar com ele!"
Chamo-o e digo: "As coisas mudaram. Estou a safar-me. Ganho bem, tio.
Vamos sair, beber uns copos e divertir-nos com umas mulheres."
Levo-o a um bar. Bebo um copo, estou na maior com umas mi�das.
N�o consigo v�-lo, mas oi�o-o.
Do nada, oi�o: "Estou farto deste ot�rio! Kev, d�-lhe no rabo!"
"Ele faz anos? Porque faria isso? A que te referes?"
"D�-lhe uma garrafa para o pneu traseiro."
Isso � alguma bebida? Quero uma garrafa para o pneu.
- "Di-lo com o peito!" - D�-me uma garrafa...
N�o sabia o que fazer. Estava confuso.
A minha fam�lia atirou-mo para cima. Eles s� diziam:
"D�-lhe trabalho, uma oportunidade." Est� bem, vou deix�-lo treinar-me.
Queria ficar mais musculado para ir para a Austr�lia rodar um filme.
O meu tio tinha um corpo de recluso. Duro que nem uma pedra no tronco.
Mas n�o trabalhou muito as pernas.
�s vezes, tinha dificuldade em suportar o tronco nelas.
Como se andasse sempre a perfurar o ch�o.
"Porque anda sempre a abanar o rabo? Descontraia-o."
"N�o estou a aban�-lo. S�o as pernas."
Para quem n�o sabe o que faz um personal trainer, eu explico.
Um personal trainer motiva-te para ultrapassares os teus limites.
Um personal trainer fala assim:
"V�, tu consegues. For�a! Muito bem. Respira.
Mais tr�s. As duas �ltimas. Levanta. A �ltima. Bom trabalho, descansa."
Falam assim. N�o gostei nada da forma como falava para mim.
Estava a levantar pesos e nem me conseguia mexer.
De repente, oi�o-o: "Fecha a boca antes que ta enfiem l� dentro."
"O que disse ele?
"Peguem nos pesos. Tenho de fazer-lhe uma pergunta.
"Est� mesmo uma pila atr�s de mim ou estava a brincar?
"Se for, � bom que a guardem. N�o treino com isso de fora.
Pago a minha mensalidade, n�o quero ter de ver isso."
Foi quando nos separ�mos.
Num instante. N�o � uma piada, � para saber a vossa opini�o.
Vou fazer uma revela��o.
Isto faz-me gay? Estava no shopping e um tipo aproximou-se de mim.
"Kev Hart, sou um grande f�. �s mesmo engra�ado, continua assim."
E eu apanhei o beijo. Faz de mim gay?
Faz-me gay? Ponham-se no meu lugar. Pensei que estava a acenar.
Quando dei conta de que n�o era, era tarde. J� o tinha apanhado.
Foi estranho, o que fazia? Depois de ele ir embora, pousei-o.
N�o o usei. A s�rio, n�o o pus no bolso, Shaq.
J� quis ser como o meu tio. A ele, respeitavam-no.
Queria que me temessem como a ele. As pessoas acham-me um maricas.
A minha mulher est� sempre a chamar-me maricas.
Diz-mo na cara.
E eu respondo: "Sim, e da�? E agora?"
Sou � esperto e n�o me coloco em situa��es onde n�o vou ganhar.
N�o faz de mim maricas.
E o que me irrita � isto: se sou maricas, � entre n�s.
N�o me conheces. N�o sabes do que sou capaz se discutires comigo.
E vice-versa. S� sabem se sou maricas se algu�m come�ar a ofender-me.
Como ela faz.
Fomos jantar. Eu estava com os copos e come�o a discutir com um tipo.
"Vou ao carro e vou enfiar-te na bagageira!
Vou buscar uma arma e resolver a quest�o."
E ela diz: "O que vais buscar? O banco do carro?"
"Porque dizes isso em voz alta? Boa, agora estragaste tudo."
Fico fulo com isso, mulheres.
Outra coisa que me irrita: o facto de n�o controlarem a vossa f�ria.
T�m de aprender a p�r uma fasquia na vossa f�ria.
Percebes? Uma fasquia. Um ponto a n�o ultrapassar.
Os homens t�m-na. Qual a pior coisa para se dizer a uma mulher?
Cabra, isso mesmo. H� de diversas formas.
Diversas formas.
Quando a mulher se chateia, d� tudo. Ataca-te o orgulho, os objetivos.
Dizem coisas privadas. No Natal, com a minha m�e l�. � mau feitio.
"Sim, como queiras, seu menino que mija na cama.
"E agora? O que tens a dizer? Vai l� virar o colch�o
para ver a mancha de mijo por n�o controlares a bexiga."
Mesmo em frente � nossa m�e.
E tu tens de fingir que � mentira. "O qu�? Isso � mentira.
� treta, nunca me mijei."
� a diferen�a. Voc�s ficam loucas quando se chateiam.
V�o longe demais. Porque agarram no volante com o homem a conduzir?
Porqu�? Est�o ambos no carro. Matam-nos aos dois.
Mas n�o querem saber, est�o loucas. "Vai-te lixar!
Mata-nos!"
Mata-te tu! Deixa-me fora disso. Tens mesmo mau feitio.
N�o me ensinem nada sobre mulheres. Conhe�o-as de ginjeira.
Vou contar-vos uma coisa que n�o v�o gostar, mas t�m de ouvir.
Nenhuma mulher aqui gosta que o seu homem se divirta sem ela por perto.
� verdade. Vejo algumas de v�s com cara de reprova��o.
"N�o quero saber, diverte-te." Cala-te, v� se morres.
Vou explicar. N�o digo coisas sem fundamento.
Essa � a tua mulher, certo? Diz-me l� se estou enganado.
Sais com os teus manos? N�o h� mal, n�o s�o mulheres.
Est�s a curtir com a malta. Enquanto est�s fora, ela liga-te.
Quanto atendes, ela ouve divers�o de fundo.
E fica fula, porque v� que est�s a divertir-te.
"Cala-te, Steve. N�o, n�o vou beber mais.
"Sim, � a melhor noite da minha vida. Ent�o, querida?"
"N�o � nada. Fica na tua. N�o estou para isto.
"Faz l� o que quiseres. Eu vou fazer o mesmo.
"Fica na tua!
"� s� risadas sempre que ligo. O que se passa a�?
Est�s a rir-te das minhas estrias?"
"Ningu�m sabe que as tens."
Voc�s s�o doidas! A s�rio.
E ainda vou mais longe, para quem n�o est� convencido.
J� se riram a s�rio com a esposa? Daqueles que at� d�i a barriga.
J� viram a cara da vossa mulher, t�o fula por n�o participar na risada?
Olhem para a cara dela, se acham que � mentira.
- "Est�s a rir-te de qu�?" - "Achei piada."
Sei do que falo. As mulheres pensam:
"Os homens fazem o mesmo. Ficam fulos quando sa�mos."
Mas n�o queremos saber, meninas. E vou explicar porqu�.
E n�o! � tudo teatral.
Se vissem o qu�o divertidos ficamos quando saem e ficamos a s�s...
N�o fazem a m�nima ideia. Divertimo-nos � grande.
Fazemos teatro para acharem que nos ralamos, mas � teatro.
"Querida, vais sempre com elas. Passa tempo com o teu homem."
E ela sai.
Fiquei sozinho, boa! O que vou fazer?
Vou dar trabalho � m�o.
Onde est� o port�til?
� o que fazemos. Mal saem, come�a a badalhoquice.
N�o acreditam? Da pr�xima, voltem ap�s cinco minutos e apanham-nos.
Querem apostar? Saiam e voltem logo a seguir.
"N�o ias trabalhar? Gaita!
"Trouxeste algu�m contigo? Espera, deixa-me limpar isto e apagar as velas.
"Raios! N�o ias estar fora o dia todo?
"Tinha uma noite a s�s e apareces tu. Porque n�o tocaste � campainha?
Usas a chave, porque moras aqui. �s realmente incr�vel."
Sei do que falo.
Mas at� vos comprendo, meninas. A s�rio que compreendo.
O vosso maior receio � n�o serem divertidas.
N�o querem que vos vejamos como insonsas e procurem valida��o.
Andam sempre � procura de valida��o. "Querido, sou divertida, n�o sou?
"Querido, lembras-te daquela vez?
Lembras-te que fiz isto? Michael Jordan, lembras-te?"
� por isso que vos ouvimos e vos fazemos sentir divertidas.
Mas odeio hist�rias de mulher. Fico cheio de comich�es.
� uma salganhada de palavras, sem princ�pio, meio nem fim.
E s�o sempre de revolta. Mas porqu�?
S� se queixam do trabalho. Nunca h� nada de positivo?
"Aquela cabra da Sabrina, aparece de meia branca e sapato preto.
"Desculpa l�, cabra, j� passou o Dia do Trabalhador.
Obrigada, backspace, delete."
E falam-nos de problemas no trabalho que desconhecemos.
"Veio ter comigo a mandar-me imprimir aquilo no fax.
N�o, sou secret�ria administrativa, n�o tua secret�ria."
Temos de fingir que percebemos.
"Ela mandou-te imprimir aquilo?
N�o pode ser, ela � doida. Tu � que n�o, obrigado."
Voltam os termos inform�ticos: "Disse: backspace, lolrtofmao...
Obrigado, delete, mtfomofohs."
Significa: "P�e-te a andar!" N�o podemos dizer asneiras aqui.
Adoro-vos, mas n�o vos compreendo.
Mas temos de faz�-lo. � verdade, os homens n�o s�o perfeitos.
Mas a culpa tamb�m � vossa. Colocam-nos num pedestal.
Tirem-nos de l�, nunca iremos satisfazer as vossas expetativas.
Aceitem, os homens fazem parvo�ces. �s vezes, somos parvos.
Fazemos asneira, � a nossa natureza. Quando o perceberem, tudo melhora.
Se n�o acreditam, prestem aten��o ao que dizemos quando aparvalhamos.
"Ent�o, sentas-te ali na piscina com aquelas mulheres todas nuas?"
"Achei que era divertido. Estava � espera que chegasses."
� a posi��o de um homem em sarilhos. Pernas abertas e m�o na cabe�a.
"Pensava que �amos todos comer as batatas fritas.
Do que falas?"
Sei que n�o sou perfeito, que fa�o parvo�ces, admito.
Mas nunca fui longe de mais. Nunca toquei na minha mulher.
S� lhe dei um click na testa. Para ver se n�o era oca.
Foi um impulso.
Ela conduzia e eu disse: "Achas que isto � brincadeira?"
Pensei que a tinha aleijado. At� tive medo de ser preso.
"Desculpa. D�-me tu tamb�m. D�s-me um e ficamos quites.
Podes dar-me um, por favor?"
Estou a ser sincero. N�o sou bom em certas coisas como a passar-me.
Falo de sair de casa furioso e bater a porta.
E deixar na tua mulher a ilus�o de que n�o vamos voltar.
E quando fechamos a porta, ela tem de ir-se abaixo.
Eis a minha imita��o de uma mulher a ir-se abaixo:
"Por favor, n�o fa�as isso. N�o me fa�as isso.
Cada vez que mo fazes... N�o, n�o quero."
Odeio ver mulheres a chorar e a tentar falar ao mesmo tempo.
"Tamb�m n�o quero nada disso."
Pare�o o primeiro escravo que foi libertado.
� demais.
Sou mau a passar-me, porque me esque�o das coisas.
� rid�culo sair furioso e voltar para buscar algo. Falo por experi�ncia.
"Estou farto! Tu e a casa que se lixem. Vou-me embora! Que se lixe!"
Raios, as chaves. Esqueci-me delas l� dentro.
"Querida, d�-me as chaves. Est�o a� em cima disso."
Preciso das chaves, para poder sair com o carro e acelerar.
Fa�o-o, porque as mulheres v�o-se abaixo com isso.
"Vai-se matar. Conduz com cuidado. N�o, � sempre a mesma coisa."
Sou eu a imitar uma mulher.
Tinha de sair. E dou-vos outro motivo para n�o saber sair de casa furioso.
O meu filho quer ir sempre comigo.
N�o posso faz�-lo com um mi�do, demora muito. Tem de ser r�pido.
O meu filho fica � porta. "N�o! Fica com a tua m�e."
"Raios! Fica com a tua m�e." As mulheres usam-nos como arma.
"�s pat�tico. Ele quer ir contigo e tu n�o deixas."
Claro que, sendo assim, tenho de lev�-lo.
Parecemos parvos a marcar posi��o, enquanto reunimos as coisas de beb�.
Falo por experi�ncia:
"N�o quero saber, ele vai comigo. Traz as fraldas e a mala, arruma tudo."
Vi que parecia parvo ao dizer que n�o queria saber dela de saco �s costas.
Quando pus o saco �s costas e a mandei � fava...
N�o foi nada bom.
� a verdade. Posso falar sobre rela��es por experi�ncia pr�pria.
Vejo aqui muitos casais. Sabem no que se meteram? Qu�o s�rio �?
N�o sou contra casais, s� n�o gosto de casais recentes. Odeio esse amor.
N�o gosto de abusos. Sabem aqueles casais que v�o longe demais?
Aqueles rec�m-apaixonados a tentarem partilhar? J� viram?
"Querido, ainda tenho um pouco de sumo. Queres?
"Damos um gole de cada vez. Vamos trocando.
"Toma, d� um gole. Agora, d� c�.
Ao mesmo tempo. Tens o nariz � frente. N�o..."
� demais. Odeio isso.
Gosto de ver casais juntos h� mais tempo, de v�-los discutir.
Nos casais maduros, pequenos problemas tornam-se grandes.
Nesse caso, o sumo pode tornar-se um problema.
Vais comprar sumo e vai contigo.
Abres o sumo e ela pede-te um pouco. Aposto que te vais passar.
Aposto que te passas. Mal sais: "Querido, d�-me um golinho."
"N�o me viste comprar o sumo agora? Porque n�o pediste um?
"Bebes isso tudo e eu fico sem nada, porque tens uma sede dos diabos.
Arrasta esse rabo enorme e compra um para ti. Antes nem querias."
Passar�s o dia a pensar nisso. Sete horas depois, tocas no assunto:
"Raios te partam, um gole do meu sumo. �s demais!
Nem sequer querias sumo."
Uma vez, discutimos por causa de pur� de batata. �amos acabando.
Porque detesto que uma mulher me tire coisas do prato.
No in�cio, temos de tolerar, porque tentamos impression�-la.
"Queres provar? Queres que corte?
"Eu dou-te tudo, fico s� com um pedacinho para mim.
"Devia comer tudo, pois sou diab�tico, mas quero ver-te feliz.
Conduz tu, porque n�o vejo nada."
Eis porque me chateei: no restaurante, servem-na a ela primeiro.
Eu digo-lhe para come�ar a comer. Ela come e eu n�o pe�o nada.
Chega o meu e, ap�s as formalidades, ponho o guardanapo o colo.
Fiz isto, porque � grande e eu sou pequeno. Ocupa muito espa�o.
Preparo-me para dar gra�as e � ent�o que oi�o um garfo no meu prato.
"N�o podes esperar que reze at� me vires roubar comida?"
Fiquei fulo! "Tira da� a m�o!" Passei-me!
Tamb�m me enfure�o com pequenas coisas. Uma rela��o requer paci�ncia.
Agora, j� sei. As coisas mudam, nada � eterno.
O sexo muda. No in�cio, � fant�stico.
Porque os homens s�o criativos, espont�neos, querem experimentar.
Queremos fazer isto e aquilo. Mais tarde, tornamo-nos repetitivos.
Fazemos sempre a mesma coisa. A nossa mulher nunca diz nada.
Para saberes, tens de ser autocr�tico. Eis os sinais de que se � repetitivo:
Ela j� se p�s numa posi��o sem que dissesses nada?
� assim que percebes. Metem-se contigo. Durante o sexo:
"Queres que me vire, n�o �? � o mesmo desde 1988. N�o mudas."
Nem precisa de perguntar.
"� todo teu. � o que dizes sempre que levanto o rabo.
Vais vir-te. J� te vieste? Bem disse. D� c� mais cinco. Conhe�o-te bem."
E tu dizes: "Podes crer, dei-lhe bem."
N�o deste nada. � apenas o mesmo que sempre fizeste.
Sei que j� n�o sou bom na cama. Estamos juntos h� demasiado tempo.
Tentei reacender a chama, apimentar a coisa.
At� com sexo telef�nico. Mas � dif�cil, com a casa cheia de gente e mi�dos.
Uma vez liguei: "Querida, o que fazes? Ela diz: "Nada, estou a relaxar."
Pedi-lhe para lamber o dedo e tocar no mamilo, sem mais conversas.
Do nada, oi�o: "Pai, tamb�m queres que fa�a isso?
� o meu filho? O que faz ele ao telefone?"
Quando chego a casa, ele diz: "Pap�..."
"N�o! Isso � de gay. Escuta-me bem."
N�o sabia o que fazer. Foi um momento dif�cil.
� o seguinte: os meus conselhos de sexo v�m do meu av�.
Os seus conselhos valem ouro. Adoro-o de morte.
Se t�m a sorte de ter av�s e querem rir... Palmas para os av�s.
Se t�m av�s e querem rir-se um pouco, perguntem-lhe, para ver o que diz,
quando foi a �ltima vez que comeu uma pardaleca.
Asseguro-vos que se v�o rir � gargalhada.
O meu av� nunca respondia, divagava quando lhe perguntava isso e dizia:
"Ent�o, olha para mim. Sabes bem como sou.
"Pus a chave na porta e tranquei-a, n�o foi?
Dei-lhe uma boa tacada. Olha para mim, rebolei."
"O qu�? O que significa isso? O que disseste?
O que disseste, av�?"
Ele � bem divertido. � daqueles t�picos velhotes do sul.
Quando diz asneiras, pronuncia todas as letras.
Merda! Est� realmente velho.
O meu av� passa o dia � porta a queixar-se.
Passa o dia a mandar vir.
"Olha para isto. Deviam ver isto.
Um gato a beber leite da gamela. Larga a gamela!"
Eis o que me faz rir: ap�s gritar, fica parado a olhar. "Larga a gamela!"
Adormeceu. Tinham de ver.
Os mi�dos gozam com ele. S�o cru�is. Porque s�o assim?
Porque sabem que n�o sai da porta. Por isso, gozam com ele.
Ele fica fulo!
J� viram um velho a passar-se? A fazer aqueles sons?
"O que disse ele? Que rezing�o. � um velho rezing�o."
Uma vez, vi o meu av� cair. Parti-me a rir.
O meu av� levou 47 segundos a cair. Levou demasiado tempo.
Teve piada e n�o teve. Foi assim que o meu av� caiu.
Fartei-me de ver e dei um pontap� �quilo. "Pronto, larga isso.
Podia j� ter terminado h� s�culos. Est�s a exagerar, av�."
Mete piada ver os outros a cair. Quando foi a �litma vez que ca�ste?
Uma daquelas.
Shaq, as tuas quedas nos jogos tinham um piad�o dos diabos.
J� viram as pernas dele ao cair? Quando caiu num jogo, fez isto...
� sempre numa parvo�ce qualquer. Salta para um ressalto e...
E o LeBron diz: "Raios, Shaq, levanta-me esse rabo.
Levanta-te, meu."
Mais uma. Shaq, � assim que cais para a frente: "N�o, por favor."
Raios me partam!
Deviam ter visto a cara do treinador.
O Shaq cai e o treinador faz isto.
"Ajudem-no a levantar-se. LeBron, levanta-o!"
Empurrei-o com demasiada for�a.
Bem vos disse que ia pegar convosco.
Com esta piada, lixei o joelho. D�i que se farta.
A ver se caminhar alivia a dor. J� prendeu.
� a velhice. D�i que se farta.
Falemos de outras quedas graciosas. As mulheres n�o caem, esperneiam.
Gosto de vos ver espernear de saltos altos.
Tentam recuperar o controlo rapidamente.
Parto o c�co a rir. Porque fingem que nada aconteceu.
Tentam agir com normalidade.
"Por favor, salto, ju�zo... N�o, escorrega.
Ju�zo, salto. Por favor."
Ou o que fazem quando falham um degrau.
J� viram alguma vez? Voc�s n�o falham o degrau, fazem...
E h� sempre um pervertido a ver que diz logo: "Eu seguro-te.
"Ias caindo. Por sorte, agarrei-te pelo peito.
"Nunca tinha visto ningu�m a cair assim. Foi bom.
Viste que a segurei pelo peito?"
Estou a gozar com pessoas a cair e velhotes,
mas posso faz�-lo, pois sou chegado a v�rios idosos.
Sou muito chegado ao meu manager. � velho, mas discutimos muito.
Parecemos um casal. Estamos juntos desde antes de ser famoso.
Mas ao fim de tanto tempo, as coisas come�am a chocar.
Irritas-te com pequenas coisas. N�o gosto da forma como espirra.
Quando espirra, parece que vai morrer.
� assim que ele espirra. A s�rio, � mesmo assustador.
Nunca vi ningu�m a ter de recuperar o f�lego devido a um espirro.
Est� velho. Est� sempre a irritar-me.
Detesto pessoas lentas e ele � bastante lento.
Quando entras no carro, quanto tempo demoras a arrancar? Segundos n�o?
No outro dia, demorou 25 minutos.
N�o sei explic�-lo, tenho de mostrar. Mas n�o me fa�am rir.
Vou mostrar-vos o que fez.
Vou no banco do pendura, com o cinto, s� falta ele. � s� entrar e arrancar.
Vou mostrar-vos o que fez. N�o me fa�am rir.
Olha s�.
N�o me rio, porque quero ver porque demora tanto. Foi isto que fez.
V�, vamos.
- "Pronto?" - "Claro, estou � tua espera."
� isto que me irrita. Ele diz: "Vamos."
Mas que raios � isto?!
"Porque disparas contra mim? N�o gosto que me apontem o dedo!
Limita-te a conduzir e n�o me digas nada."
Foi a primeira vez que insultei o Nate e ele a mim.
Mas pelos insultos dele, percebi logo que era velho.
Ele disse: "Escuta, imbecil. �s um peda�o de queijo sem cantos.
Ou seja, nunca ser�s uma fatia."
- "O que me disseste?" - "Entendeste perfeitamente."
Adoro provocar o Nate,
mas ele apoia-me sempre. Apanha uma bala por mim, se preciso.
Como o sei? Porque aconteceu. Est�vamos em Dallas, Texas.
Eu, o Nate, o meu mano Harry, Wayne, Spank e a minha mulher.
Est�vamos numa boa. Fizera um espet�culo e est�vamos na afterparty.
Est�vamos a curtir. Numa boa.
Do nada, veio o dono da discoteca. Agarra a minha mulher, uma amiga
e expulsa-as dali. Eu vi tudo, mas fingi que n�o, para ficar de fora.
O Wayne disse: "Agarrou a tua mulher pelo bra�o."
Fui ter com ele e disse-lhe para n�o tocar na minha mulher, empurrando-o.
N�o se mexeu muito, mas foi dos melhores empurr�es que dei.
Chamou os seguran�as, que vieram e me imobilizaram de imediato.
Sentia-me como estando a resistir imenso, mas s� mexia a cabe�a.
Pensei: onde est� o Wayne? � o meu seguran�a, devia proteger-me.
De repente, Wayne e Spank agarraram os seguran�as e dizem: "Solta-o!"
Continuava preso, mas ouvia-os e sentia-me seguro.
Antes de me soltar, o propriet�rio diz, apertando-me: "Pira-te daqui."
Nunca me tinham posto a m�o na cara, n�o sabia como sac�-la.
Entrei em p�nico e lambi-lhe a palma da m�o.
Lambi-lhe a m�o como nunca: "Tira a m�o da minha cara."
Ele largou-me, mas n�o queria ir para n�o parecer maricas.
Vou ter com ele e digo: "N�o voltes a tocar-me."
A postura dele dizia que queria lutar e achei que me devia proteger.
Ou melhor, d�-lhe primeiro. Dei-lhe um murro na cara.
Nunca o tinha feito. Fiquei empolgado e festejei.
Disse: "N�o queres provar disto. Dureza a s�rio. Toma l�.
"Sozinho. Arma � cintura. Sorriso. Na pris�o. Uma cama. Um cobertor.
Queres ir fazer um soninho?"
E ele tenta derrubar-me enquanto falava.
Mas tenho o centro de gravidade baixo e solto-me, dando-lhe uppercuts.
Estava a perder e chama o seguran�a: "Thomas, ajuda aqui."
Mas o meu seguran�a Wayne encostara o Thomas � parede.
Quando olhei, vi isto...
O Wayne dizia: "O que est�s a fazer? Onde pensavas que ias?"
N�o sei se estava a ajudar-me ou a si mesmo. N�o toquei no assunto.
De repente, percebo: se for preso, s� saio da pris�o na ter�a-feira.
Digo: "Nate, vai buscar o carro. Vamos embora".
O Nate era um gangster, bloqueou o passeio todo com o carro.
Nunca tinha visto o Nate t�o mexido. Disse: "Mete o Kev no carro.
R�pido, antes que chegue a pol�cia. Escondam-no, para que n�o o vejam."
Raios! O Nate j� foi um assassino ou como saberia ele o que fazer?
De repente, acerca-se: "Tens uma carreira na televis�o e no cinema.
"Vais p�r tudo em jogo por uma briga? Que parvo�ce! Vamos, despachem-se!
Faz o que tens a fazer, mas temos de ir."
"N�o temos este tempo todo."
N�o deu tempo para escapar. Cleveland, adoro-vos! Obrigado.
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