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Original subtitles

Roubar números de cartões de crédito foi uma má ideia, Hank.

Fugir da condicional foi pior ainda.

- Onde é que foste? - Estava ao telefone.

- Enquanto eu o perseguia? - Olha para esse gajo.

Não corria nem numa escada rolante.

Hank? Eu estava falar para ti?

A sério, Hank? É disso que tu gostas? De ser pisado?

- Olhe, eu vou fugir. - Não vais, não, Hank.

- Tem um pouco de piedade. - Não.

Quantas vezes achas que ele foi pisado por uma mulher tão bonita como tu?

Uma, em Amesterdão.

Vá lá! Ele vai para a cadeia 6 meses. Não o vais pisar mais?

Dá-lhe uma toquezinho.

Tira as botas, vamos ver esses dedinhos.

Que nojo!

Ela já o pisou?

Nem imaginas.

Legendas traduzidas, revistas e sincronizadas por:

« Tonius Lusitanus » luso.legendas@gmail.com.

Repara, considero-me uma pessoa desinibida no sexo, mas pés?

O que quiseste dizer com desinibida?

Nada de esquisito.

Ao ar livre.

Marcos nacionais e monumentos.

Tu sabes, coisas normais.

Fizeste amor marcos nacionais e monumentos?

Aqui em Washington?

- Quantas vezes? - Seis.

O Rigby está aqui.

Seis?

Olhem só, encontrarmo-nos com um corpo, ainda vivo.

Não é uma coisa que se veja todos os dias.

Chama-se Hank Barnes. Procurado por fraude eletrónica.

Clonava cartões na sapataria onde trabalhava.

- Quer que eu o leve? - Eu levo-o.

Com licença.

Acho que não nos conhecemos. Steve Gibson.

Michelle Maxwell.

Trabalhou nos Serviços Secretos, certo?

- Sim, trabalhei. - Certo.

Trabalhámos os dois. Sean King.

Olá.

Ele já saiu há muito tempo.

Nixon... não é um fã.

- Nixon? - Sim, já trabalhei no Capitólio.

Quer tomar um café um dia destes?

Claro.

Vou só soltar o Barnes e pode prendê-lo.

Vejo que tem um novo colega.

O que aconteceu ao Agente Carter? Promovido?

Suspenso.

O quê? Por quê?

Ontem à noite, foi mandado parar por causa de um farolim partido.

E bateu num dos polícias.

Que pena. Tinha um futuro brilhante pela frente.

Obrigado pela detenção.

Então, não foi no Memorial a Lincoln.

Então, no Monumento a Washington.

- Pareço-te um cliché ambulante? - Vamos lá, disseste seis, certo? Seis?

Lembra-me para não te contar mais nada.

Edgar, aqui está a nossa fatura.

Recebemos 10% da fiança do Hank Barnes.

Por que é que as pessoas não te pagam?

Do que é que estás a falar? Claro que nos pagam.

Estas pessoas não. Por que é que elas não te pagaram?

A Betty Camden nunca nos pagou? Encontrámos a irmã gémea dela!

Somos detetives particulares.

As pessoas contratam-nos para descobrir a verdade.

Infelizmente, a verdade não é o que as pessoas querem saber.

Por isso, às vezes culpam-nos a nós.

Faz parte do trabalho.

Para mim, Edgar, isso é só um monte de palavras.

Sean é advogado, um homem de palavras.

Eu, por outro lado, sou uma mulher de atitudes.

Toma uma atitude, Edgar.

Faz com que esses caloteiros paguem. Assim como fizeste com as Finanças.

O que achas que aconteceu ao Agente Carter?

Não faço ideia.

Sabes, se ele foi preso ontem à noite,

será libertado daqui a algumas horas.

Não, não, Ouviste o Edgar.

Precisamos de clientes "pagantes".

Michelle, ninguém merece perder a carreira por causa de um erro.

- Nós perdemos. - Pois perdemos.

E levei oito anos para ultrapassar isso.

Tu estás cá fora há apenas 18 meses.

Vamos só falar com o Carter.

Só isso.

E depois fazes o que é habitual, quando eu não quero o caso.

- Que é o quê? - Deixar-me constrangida.

Homem de palavras, certo? Mulher de atitude.

Deixa-me ser eu a falar.

O que é que estão a fazer aqui?

Michelle?

- Viemos falar consigo. - Queremos ajudar.

Obrigado, mas não preciso de um investigador particular.

Agente Carter...

Sabe que as investigações internas do FBI, demoram meses.

Tem de contar a sua história imediatamente.

Querem saber a minha história? Aqui vai ela.

2 polícias brancos mandaram-me parar por causa de um farolim partido.

Mostrei o distintivo. Não quiseram saber.

Mandaram-me sair do carro.

E um deles pôs-me as mãos em cima. Passei-me.

Conclusão, eu devia ter sabido.

Quer saber o que é estar de licença administrativa?

Pergunte-me a mim. Ou, melhor, pergunte-lhe a ela.

Parecem férias remuneradas.

Mas não é. É um inferno.

Pode não precisar de um I. P., mas precisa de um advogado.

Para dizer o quê? Que fui provocado?

- Acha que isso importa? - Não sei até me contratar.

Mas sei que posso ajudar.

Tudo bem. Quer ser meu advogado, força.

Não vai fazer diferença nenhuma.

É impessão minha, ou ele está a esconder alguma coisa?

Fala comigo.

Estou no local onde o Carter foi mandado parar. Não há testemunhas.

Onde estás?

Vou dar-te uma pista. Há cheiro a gel capilar.

Diz ao Agente Steve que lhe devo uma chamada.

Adeus.

Despache-se, King.

Estou a localizar um fornecedor de Oxycotin e está a correr bem.

Quero que ajude o Carter a recuperar o emprego.

- Que é que tem com isso? - Sou advogado dele.

Isso facilita as coisas. Fale com o Jurídico.

- Pensei que se davam bem. - E damos.

De todos os meus colegas, Carter foi o que durou mais, 9 meses.

Celebrámos com um bolo.

"Armaram-lhe numa cilada."

O caso está a ser tratado por um "asnocrata"

sem competência nenhuma. Sabes o que isso significa.

O Carter bateu num polícia.

É sorte ele não estar a respirar por um tubo.

E você é o colega dele. Devia protegê-lo.

Os colegas são designados.

O Carter não foi escolha minha, não com o histórico dele.

Que histórico?

Se precisar de mais alguma coisa, fale com o Jurídico.

Para já acabámos.

- Betty Camden? - Sim?

Trabalho para a King e Maxwell. Deve-lhes 1.786 dólares e 55 cêntimos.

Pode esperar um momento, por favor?

Alguém que me substitua.

Não sei.

A licença administrativa não tem sido assim tão má.

Fale-me do seu irmão.

O que é que o meu irmão tem a ver com o caso?

- Acho que sabe a resposta disso. - Já lhe disse que não arranjo desculpas.

Nem eu, sou advogado. Crio argumentos.

O FBI faz os deles. Deixe-me fazer os seus.

Era o primeiro carro dele. Um Camaro vermelho de 12 anos.

Eu disse-lhe o que ia acontecer, avisei-o.

Se aparecerem os polícias, encosta. Põe as mãos no volante.

Olha para a frente. Sim, S.r. Não, S.r.

Não lhes dês nenhum "motivo".

Mas a primeira vez que aconteceu,

ele olhou pelo espelho e viu que tinham sacado as armas.

E entrou em pânico.

Foi para apanhar a carteira do banco da frente,

um dos polícias gritou "arma".

Que mais quer saber?

Deixe-me perguntar-lhe e quanto a si.

Seja honesto.

- Você é temperamental? - Eu?

Fui escolhido para ser negociador

de reféns na escola, em Quântico.

Então, o que é que aconteceu ontem à noite?

Ser parado, provocado por dois polícias.

Pensou no seu irmão e passou-se.

Isto não é uma desculpa. É um argumento legal.

Como está o seu irmão hoje em dia?

Porque não lhe pergunta?

Agente Van Ness, posso falar consigo por um instante?

É do FBI?

Não, sou I. P.. Tentando devolver o emprego ao Agente Carter.

Tudo o que tenho a dizer está no meu relatório.

Ótimo. Levarei a sua câmara de tablier,

- verei o que o júri acha disso. - Boa sorte com isso.

Tivemos uma avaria a noite passada

enquanto estávamos fora.

O meu colega é advogado.

Quando ele o colocar no banco das testemunhas,

vai descobrir o que é querer esmurrar alguém.

O que conseguiste?

Um bom argumento para levar o Carter de volta ao emprego.

Melhor do que "ele caiu numa armadilha de dois "chuis" corruptos?

Porque tudo é competição para ti?

"Qual é a tua prova?"

Um dos polícias partiu o farolim dele.

Vi pedaços de plástico laranja dentro do carro patrulha.

Viste-os? Sabes a diferença entre eles e, digamos, "cheetos"?

Tirei uma fotografia. Acho que aqueles...

Edgar...

Edgar, onde é que vais? Edgar.

- Fala comigo. - Estou a falar contigo.

Não... Conta-me o que aconteceu.

Ela pediu-me para ir cobrar aos clientes que te deviam.

Desculpa, eu quis dizer para enviares a conta.

"Faz com que os caloteiros paguem. Como fizeste com as Finanças."

- Foi o que eu disse. - Foi o que eu fiz.

Edgar, tenho a certeza de que estás com fome.

Vai comprar um cachorro quente. Depois falamos.

Só um?

Toma. Aproveita.

Não, não, eu... Compra dois cachorros quentes.

Como tens tanta certeza que esses "chuis" tinham o Carter como alvo?

Sou ex-polícia. Venho de uma família de polícias.

Confia em mim. Os dois são corruptos.

Seguiram-no até uma rua escusa e desligaram a câmara do tablier.

- A ponto é: porquê? - Quando o Carter foi preso,

foi automaticamente suspenso do FBI, certo?

Talvez tenha a ver com um dos casos dele.

Por isso precisamos do Rigby do nosso lado.

Faz isso. Vou descobrir quem pagou a esses "chuis".

- Como? - Dividir para conquistar.

Em toda a parceria há um chefe da matilha e um submisso.

Assim como nós.

Nos degraus do Capitólio.

Diz-me só, nalgum dos seis lugares

- há uma loja de presentes? - Adeus...

Agente Rigby.

Se é acerca do Carter, já disse tudo que tinha a dizer.

E se eu lhe disser que dois "chuis" corruptos o lixaram?

Diria que é uma teoria interessante

e que a devia partilhar com os advogados do FBI.

Deixa sempre que seja o seu colega a falar por si, Agente Palermo?

Não tenho nada para lhe dizer.

Meu Deus! Você não sabe, pois não?

De que é que está a falar?

Acha que aquela carrinha de canalizador parada frente à sua casa

está lá para consertar uma fuga, não é?

Você armou uma cilada a um agente do FBI.

Sabe quantas agências da Polícia Federal

estão de olho em si?

Está maluca.

Sabe, estou enojado com a sua atitude.

O que quer de mim, King?

Tudo que eu quero é um nome.

Quem vos pagou para lixar o Carter?

Acha que é o tipo muito forte

saltando de colegas?

Sei tudo sobre si, Rigby. Está tudo aí.

Sim.

Os Serviços Secretos

e a sua habilidade de "ler" as pessoas.

Força. Dê o seu melhor palpite.

Você fala muito deliberadamente.

Isso quer dizer que superou a gaguez em criança.

Deve ter sido gozado na escola.

Mexe no dedo anelar constantemente.

Significa que ainda há pouco tempo, usava aliança.

Passou 20 anos como agente especial.

É muito tempo sem ser promovido.

Iss0 qver dizer que há alguma coisa na sua ficha a travá-lo.

Por isso, intimidado em criança,

divorciado, carreira sem futuro.

Pode interromper-me quando eu estiver enganado.

Acho que armadilharam o Carter por causa de um dos casos dele.

E preciso que me ajude a descobrir qual deles.

É isto.

"Joe, eu disse-te que não queria fazer parte disto."

Ela é uma estúpida investigadora, relaxa.

"Por quê? Por que tu o dizes?" E se alguém do Cartel falar?

"Como é que eles poderiam implicar-nos nisto?"

Recebi um telefonema e um envelope cheio de dinheiro, ponto final.

- Então, o que foi? - O que foi, o quê?

O que está na sua ficha que deu cabo da sua carreira.

Foi tão mau como deixar um candidato presidencial

que estava a proteger, ser assassinado?

Foi um rapto, em West Virginia.

A vítima era a filha do dono de uma fábrica local.

Tinha apenas 17 anos.

Eu assumi a responsabilidade.

Espero que os meus colegas façam o mesmo.

Ele assumiu a responsabilidade. Mas foi apanhado numa cilada.

Diga-me, quem o poderia querer fora do caminho?

Bem, vejamos. Há terroristas,

ladrões de bancos, investidores vigaristas.

Escolha um.

Olhe, não estou a querer bloqueá-lo.

Não é o suficiente para continuar.

Obrigado pelo café.

Os dois "chuis" que apanharam o Carter

estão na folha do cartel de drogas de Washington.

E a sua prova é...

Não lho posso dizer.

Vocês trabalham em casos com narcóticos.

Rigby.

Rigby, a carreira dele está por um fio.

Um tipo foi preso numa apreensão de drogas, a semana passada.

Disse que tinha provas contra o K-17,

um cartel mexicano, a atuar na Capital.

Queria fazer um acordo.

O Carter estava a transformá-lo num informador confidencial.

Ele estava a trabalhar nisso sozinho.

Não sei nada sobre o K-17.

O que é que eles acham de espiões?

Consegui mais informações sobre o nosso informador, Doyle Ross.

32 anos,

diz que é jogador profissional de póquer.

Se quer mexer com o K-17, deve gostar de arriscar.

Não é um tipo típico de cartel. É mais para o tipo estudioso.

Desculpe. Velhos hábitos.

Sr. Ross, FBI. Abra a porta.

Acho que encontrámos o Doyle Ross.

Ele gostava mesmo de arriscar.

No que estava a pensar para não usar luvas no local do crime.

Obrigado por ligar.

Você merecia estar aqui.

Doyle Ross foi meu informador.

Devia ser eu a levar um raspanete do Ribgy.

O que é que o Ross lhe disse?

Só o encontrei uma vez, na cadeia, depois que ele foi preso.

Ele gabava-se de conhecer o cartel K-17

e disse que tinha uma "carta" que o livraria da cadeia.

- Algum antecedente? - Nenhum.

Extratos bancários mostraram que recebia 2 mil por mês

de uma empresa fictícia nos últimos 7 anos.

Isso parece típico dos cartéis.

Se tivesse conseguido mais, podia tê-lo protegido.

Os informadores nunca dizem tudo. Guardam sempre alguma coisa.

E Ross era jogador de póquer.

Jamais apostaria tudo até ter a melhor jogada.

É melhor eu ir andando.

Carter.

Vamos reaver-lhe o seu distintivo.

Deixe-me perguntar uma coisa.

Numa auto-avaliação honesta.

Por que se preocupa tanto?

- "Onde é que íamos?" - "A sério, você devia tentar."

O quê, tubarões? Não me parece.

Steve faz triatlo.

Ele deve ter muita energia.

Queres saber no que o morto andava metido

ou vais ficar especada a olhar para o Gibson?

Não estou especada a olhar para ele.

Estou especada a olhar para ela.

Viste aquele olhar, certo? Não é curiosidade mórbida.

Não, é: "estou a passar no local do crime"

e as minha fotografias estão coladas no frigorífico".

Por favor, não sei de nada.

- Por favor! - Tudo bem, não somos polícias.

- Somos detetives particulares. - Não te vamos prender.

Mas pode ter problemas e podemos ajudar.

Sou Michelle. Esse é Sean.

Sou Patty. Patty Russo.

Doyle era o meu namorado.

Eu vi o médico legal.

Ele está morto, não está?

Doyle e eu conhecemo-nos num armazém abandonado.

Estava sozinha e fomos procurar a mesma arma.

Estava "online", no "Flesh Eaters 2".

Espero que não seja um sítio de encontros.

Poderia muito bem ser.

Quando somos os últimos 2 sobreviventes

de um apocalipse zombie, acabamos por conhecer alguém.

Sabia que ele negociava em cocaína?

Não somos da polícia, Patty.

Ele não era do tipo traficante.

Era um excêntrico que convidava os amigos

para jogos de computador todas as 4.ªs à noite.

Mas então...

Foi com alguns dos amigos que não se drogavam, ao póquer,

e começou a ganhar dinheiro a sério.

O que sabe acerca dos contactos de droga dele?

Ele tinha um amigo, Gustavo.

Trabalha na Casa dos Bifes "Charlie Forte".

Doyle comprava-lhe a coca, nas docas.

Alguma vez te levou com ele?

O que estás a fazer?

Fazendo uma separação.

Papéis, embalagem de comida e comida de verdade.

Debulhaste milho aqui?

Queimo 3 mil calorias por dia. Tens de lidar com isso.

A chegar.

A Patty não disse que o Gustavo tinha uma moto?

Disse.

E já lhe enviei a fotografia.

Seja quem for, está sem dúvida, a fazer uma entrega.

Então, Aquário Nacional.

Certo, vou-te dizer quais os 6 marcos nacionais e monumentos

onde fiz sexo, mas vou-tos dizer um de cada vez,

e sem avisar, então presta atenção a tudo que eu disser

a partir de agora.

Sim, a Patty diz que é o Gustavo.

- Parece que está a ir embora. - Temos que o impedir.

O meu apoio está no porta luvas.

Não, não preciso de arma.

Estava à procura disto.

Vais detê-los com a minha conta da luz?

E com o meu único semestre de direito naval.

Esperem rapazes! Esperem! Quem está no comando aqui?

Quem é você?

Terry Malloy. Supervisor de armazéns.

Posso ver os vossos papeis, por favor?

- Algum problema? - Já vos digo.

Quem é o responsável por receber o material?

Isto é uma coisa básica.

Artigo 7, secção 202, do Código Comercial Uniforme.

Nunca tivemos problemas com isso antes.

Claro. Porque estavam a trabalhar com o Fred Dobbs.

- Não sei quem é. - Bem, claro que não sabe.

Por que havia de saber?

Ele sentava-se naquele escritório,

a ver os jogos dos "Nats" numa pequena TV,

- até que o demitiram. - Tudo bem.

Essas caixas são minhas e eu vou sair com elas.

Não até apresentar a documentação correta.

Baixem já as armas.

Então, como te saíste em direito naval?

Nota B.

Talvez B menos.

- Quem são vocês? - Queres responder essa?

Somos detetives particulares.

Estamos aqui por causa do seu amigo, Doyle Ross.

Ele está morto.

Vejo que está preocupado. Isso é bom.

Significa que não o matou.

Agora, por que não pede ao seu pessoal que baixe as armas,

e conto-te tudo o que sei.

O problema é: como sei que não foi você que o matou?

FBI! Parados!

"Baixem as armas! Já!"

"Deixe-me ver as suas mãos."

"Devagar. Lentamente."

O trânsito estava uma merda.

Precisa de ver o que há naquelas caixas.

Você tem um mandado?

Posso ir por esse lado, ou posso arranjar causa provável.

Causa provável!

Vamos, miúda. Vamos lá.

É uma cadela.

Vamos lá, miúda. O que encontraste?

O que é isso? O que encontraste?

Abra-a.

Carne de bife... da Argentina.

Para o meu restaurante.

Bem, vão em frente. Vasculhem o camião.

Sabem como isto funciona.

Às vezes o produto não está no camião.

Quando estiver, ligue para 112.

"Vamos."

Essa foi sua única hipótese com o Rigby.

Ele não vai voltar a ouvi-lo.

Talvez sim, talvez não.

Fale sobre a carta na manga do Ross para se livrar da cadeia.

O que acha que isso significa?

Ele disse isso na noite em que foi preso,

imediatamente antes de receber uma chamada.

Presumi que ele se referia a um advogado caríssimo.

- Mas? - Não acho que tenha chamado o advogado.

- O que o leva a dizer isso? - Um polícia pagou-lhe a fiança.

Para quem acha que ele ligou, da cadeia?

Não faço ideia.

Não há como ligar uma chamada da cadeia ao Ross.

Não. Mas se era muito importante para o Ross,

há a hipótese de ele ter ligado outra vez, após ter sido solto.

Raio, se tivesse o meu distintivo podia conseguir as ligações dele.

Se, ao menos, houvesse outro modo de as conseguir...

Preciso que localizes uma chamada de telemóvel, de há 2 semanas.

Podes fazer isso, por favor?

Edgar?

Sei que começar num novo emprego é difícil.

Há ano e meio, eu era dos Serviços Secretos.

O meu trabalho era simples.

Protegia pessoas.

Era boa nisso e sentia-me feliz.

Agora o meu trabalho é diferente.

E muito mais complicado.

E nem sempre tenho a certeza de ser boa nisso.

Mas mudar é bom.

Por que é que mudar é bom?

Sabes, Edgar, não sei muito bem como responder a isso.

A verdade é que: "Mudar é bom".

É uma coisa que o meu pai sempre dizia

para me convencer a fazer coisas que eu não queria.

Sentes saudades do teu antigo trabalho nas Finanças, não é?

- Sabia o que tinha que fazer. - E o que era?

As pessoas escondem coisas que eu encontro.

- Queres dizer dinheiro? - Achava dinheiro.

Queres saber? Esquece a chamada.

Faz-me outra coisa.

Como costumavas fazer nas Finanças.

O Doyle Ross recebeu dinheiro, durante sete anos,

de uma empresa fictícia.

Se conseguires achar quem é o dono dessa empresa,

talvez possamos ajudar o Carter a reaver o emprego dele.

Podes fazer isso?

C'um caraças!

"Olá, preciso de verificar a minha conta de telefone."

O meu nome é Doyle Ross.

É Sean.

Às vezes, para chegar à verdade,

um detetive particular tem de mentir.

Um bocadinho.

Sim, tentaria pela internet, Evelyn.

O problema é que eu sou cego.

E não tenho leitor de monitor.

A situação é esta:

Alguém roubou o meu telefone e está a usar a minha conta.

Sim, um telefone em braille.

Concordo consigo, Evelyn.

Há muita maldade neste mundo.

Há alguma maneira de me ajudar?

Deus a abençoe, Evelyn.

E que Ele a sustente na palma da Sua mão.

Imediatamente após ter saído da cadeia,

o Ross fez 5 chamadas seguidas para...

Este homem.

Congressista Oliver Dawson?

Carreira irrepreensível, com uma exceção.

Lembro-me.

Há sete anos, foi interrogado, mas não acusado,

pelo homicídio de Eliza Perkins, estagiária no escritório dele.

Encontrada estrangulada num parque da Capital.

As marcas no pescoço coincidiam com o cordão do seu distintivo,

que nunca foi encontrado.

Por isso, por que lhe ligou o Ross?

O Dawson tinha reputação de apostador.

Ross poderia ter sido o seu traficante.

Faz sentido. Depois de ter sido preso,

ligou para o seu cliente mais poderoso.

É preciso ir ao Capitólio para descobrir.

Sim, eu sei. Falaremos sobre isso no comité.

Receio que tenha de resolver isso com dotações.

Sim, tudo bem. Certo. Adeus.

Congressista Dawson. Desculpe. Tem um minuto?

Para si, querida, até tenho dois.

Michelle Maxwell. Detetive particular,

investigando a morte de Doyle Ross.

Doyle Ross? Nunca ouvi dele.

- Era um dos meus eleitores? - Não.

Mas ele ligou para o seu escritório 5 vezes, a semana passada.

Sabe porquê?

Centenas de pessoas ligam para o meu escritório, S.r...

King. Sean King.

O Ross fez essas chamadas logo após ter sido preso

por drogas, senhor. Parecia desesperado para falar consigo.

Um criminoso ligou para o meu escritório, não para mim.

Onde, pelo menos, trabalham 20 pessoas.

Isso é considerado sacanice?

Isso está a acontecer há 7 anos...

As perguntas e as acusações. Bem, graças a vocês os dois,

agora alcançou um novo nível de absurdo.

Com licença. Vamos.

- Isso foi estranho. - Sim.

"Isso está a acontecer há 7 anos..."

Eu não falei do homicídio da Eliza. Tu falaste?

7 anos. 7 anos.

E se os 7 anos de pagamentos ao Doyle Ross

não vieram do cartel?

E se vieram do Congressista Dawson?

Vou ligar ao Edgar.

Por que pagaria ele ao Ross todos os meses?

Porque o Ross tinha a "carta" para se livrar da prisão.

E acho que sei o que é. Edgar, é o Sean.

Tenho uma coisa para ti.

Viste? Chefe da matilha.

O Hank teria pago bom dinheiro para isto.

Como é que continuam a entrar aqui?

É o aniversário do Agente Especial Kelso.

- Trouxemos bolo. - Rua.

Estávamos certo sobre uma coisa. Alguém pagou aos polícias

para afastar o Carter do seu informador confidencial.

Só que não foi o cartel K-17. Foi o Congressista Oliver Dawson.

E suponho que tenho de acreditar no que estão a dizer, não é?

Não. Dê uma vista de olhos debaixo do seu bolo.

O que é isto?

A prova de que Ross estava na folha de pagamentos do Dawson.

Sete anos de pagamentos regulares,

vindo de 3 empresas fictícias diferentes.

A fonte... O fundo de reeleição do Dawson.

Onde conseguiram isto? O ficheiro, não o bolo.

Do nosso génio contabilista, Edgar. Lembra-se dele?

Acontece que ele é um raio de um contabilista forense.

Ainda não me disseram para que eram os pagamentos.

A resposta a essa pergunta está dentro da casa do Doyle Ross.

Eu não quero pisar os pé de ninguém.

King, pode mostrar-me por que nos arrastou até aqui?

O póquer trouxe dinheiro ao Ross.

Negociar com cocaína fazia-o sentir-se fixe.

Mas no fundo, Doyle Ross... era um excêntrico.

Ele ainda fazia aqui noitadas de jogos no computador, todas as quartas.

E aqui...

Está a "carta" que o livrava da prisão.

Eliza Perkins...

Foi estrangulada com esse cordão.

Aposto que vai encontrar aí 2 tipos de ADN diferentes.

O dela e o do seu assassino. O Congressista Oliver Dawson.

Certo. Vou levar já isto para o laboratório.

- Não, não vai. - Carter, baixe a arma!

Eu chamei o Carter.

Percebi que só alguém com acesso à ficha pessoal do Carter

saberia exatamente como criar-lhe uma armadilha.

Significa que alguém do FBI estava metido nisso.

Aqui o Gibson estava a gabar-se acerca das ligações no Capitólio.

Parece que incluiu uma passagem, como Chefe de Gabinete,

do Congressista Oliver Dawson.

O trabalho dele era manter o Doyle Ross calado.

Primeiro com pagamentos, depois com uma bala. Não foi?

- Vá lá, Agente Rigby. Isso é uma loucura. - A sério?

Da última vez que esteve aqui,

foi repreendido por não usar isto.

Ele fez isso de propósito.

Aqui o Agente Gibson queria ter a certeza

de ter as suas impressões no local do crime.

Para o caso de você encontrar provas que o assassino Gibson

tivesse deixado para trás quando matou Doyle Ross.

Tudo bem. Vamos.

As férias acabaram. Vemo-nos para a semana.

O que é que lhe fizeram? Nunca o vi tão feliz.

Está a amadurecer.

Obrigado por terem recuperado o meu distintivo.

Espero ter ajudado.

"Dawson foi interrogado"

"mas considerado inocente do homicídio de Perkins há 7 anos."

"Mas o FBI encontrou provas físicas ligando-o ao crime,"

"levando à chocante prisão feita hoje."

"Obrigado Lisa. Outras notícias..."

Doyle não teve nada a ver com o homicídio.

Concordo.

Mas de alguma forma, conseguiu apanhar a arma do crime.

E achou uma maneira de ganhar dinheiro com isso.

- Com chantagem. - Doyle não era ganancioso.

Ele estava feliz por ganhar um par das "grandes" pelo seu silêncio.

Até ter sido preso.

Sim, mas então a chantagem já não era mais por dinheiro.

Ele queria que o Congressista lhe tirasse as acusações de drogas.

E infelizmente o Congressista não tinha esse poder.

Então... Mandou matar o seu namorado.

Obrigada... Por toda a vossa ajuda.

E pela tarte. Adeus.

- Tudo bem, vou-me pirar. - O quê? Ainda é cedo.

Temos uma reunião às 8h com uma Companhia de Seguros.

Os cheques deles têm fundo. Preciso de ti bem desperto.

O Instituto Smithsoniano.

Esta foi um brinde.

Nas próximas 5, terás de prestar atenção.

"Obrigado. Muito obrigado."

És tu, Sean.

Sim. Sou eu.

Na noite em que o candidato Clyde Ritter foi assassinado.

O homem que, supostamente, eu devia ter protegido.

Por que o deixaste morrer?

Em responsabilidade civil...

Tirei um Muito Bom. A propósito...

Para descobrir de quem é a culpa...

Tens de trabalhar para trás.

A explosão foi causada pelo fogo

que foi causada pelo homem, que atirou... um cigarro.

As raízes da tragédia estão...

Nos mais pequenos atos.

O Clyde Ritter morreu por causa de uns óculos de sol.

Dos meus óculos de sol.

Não percebi que os tinha perdido...

Até...

- "Muito obrigado." - Estar no palco com o Ritter.

Tu usavas óculos de sol lá dentro?

Tinhas de estar preparado...

Para os flashes e para as luzes das câmaras e...

O que aconteceu depois.

Alguém abriu as cortinas. A luz do sol bateu-me nos olhos.

Foi, literalmente, num piscar de olhos.

Vi o atirador... Matei-o.

Mas era tarde demais.

O Ritter morreu antes de chegar ao chão.

A morte dele foi culpa tua porque perdeste os óculos de sol?

Exatamente.

Disseste que, para descobrir de quem é a culpa,

tem de se trabalhar para trás.

Culpa o sol, Sean.

Quem me dera poder, Edgar.

Foi um bom trabalho hoje.

Vai para casa. Descansa um pouco.

C'um caraças!

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