All language subtitles for Charlatan.2020.576p.DVDRip.x264.AC3.HORiZON-ArtSubs

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

- Art Subs - 12 anos fazendo Arte para voc�!

Legenda - Thais Ortega -

Revis�o - NoriegaRJ -

Anuncie seu produto ou marca aqui fale com www.OpenSubtitles.org hoje

Para tr�s!

Para tr�s!

Est� morto.

O Presidente Z�potock� morreu �s 3h52.

O Camarada Presidente faleceu.

Um cora��o comunista parou de bater.

E os l�bios pronunciaram suas �ltimas palavras.

Um cora��o que batia por todas as pessoas.

Essa tristeza, mais do que apenas sofrimento.

Essa tristeza, mais do que apenas dor.

� como se o mar todo tivesse derramado...

O CHARLAT�O

Trouxeram suas garrafas?

Certo.

Bom.

Venha comigo.

Bom dia.

- Como se sente? - N�o muito bem.

Volto para v�-lo mais tarde.

Bom dia.

Deixe-me ver.

A febre n�o cedeu. E ela n�o comeu muito.

N�o, n�o, n�o.

Isso foi feito por um a�ougueiro, n�o por um cirurgi�o.

Canalha!

Continue com o emplastro de camomila.

Claro.

Voc� vai ficar bem. Acredite e acontecer�.

Fique firme, vou l� preparar.

Bom dia.

S� aceitamos garrafas transparentes.

Pegue esta aqui.

S�o 15 coroas. Voc� pode ir urinar ali.

Bom dia, pode vir. E a garrafa?

Tudo certo, pode entrar. Pr�ximo.

A garrafa?

- Precisa limpar a boca. - Como?

O Sr. Mikol�ek odeia mulheres de maquiagem, n�o vai atend�-la.

Garrafas!

A garrafa precisa ser transparente.

- N�o tenho outra. - Eu te dou uma. S�o 15 coroas.

- Tudo isso? - S�o 15 coroas!

- S� um? - O resto ficou preso na Central.

E o jornal est� cheio de mentiras sobre voc�s de novo.

Mais dois.

Mas s�o os �ltimos, certo?

S� dois lotes de 50 amostras.

A mulher do correio disse que o resto ficou preso em Praga.

Pelo menos atenderemos os pacientes mais cedo.

Homem, 38 anos.

Infec��o cr�nica do trato respirat�rio inferior.

Tomar o composto n�mero 3 por cinco semanas.

Aplicar compressas quentes e cataplasmas de banha de ganso.

N�mero 2. Mulher, 56 anos.

Pedra nos rins.

Tomar o composto n�mero 1

e pelo menos tr�s litros por dia de ch� de salsa morno.

N�mero 3. Mulher.

62 anos.

N�o h� o que fazer.

- O que devo escrever? - Escreva o que quiser.

P�ncreas.

"A amostra apresentou

diagn�stico inconclusivo.

Recomenda-se fortemente

uma visita imediata ao m�dico."

Ela estar� morta antes de ler.

Posso dizer a eles que n�o est� disposto hoje.

Pr�xima amostra.

- Ajuda a todos, mas voc�... - Homem, 54 anos.

Aqui, senhor.

N�o pode ir entrando assim. Espere chamarem o seu n�mero.

ESPECIALISTA EM PLANTAS MEDICINAIS

Voc� sofre de mic��o excessiva.

Se n�o tratar isso, nunca ir� engravidar.

Nosso m�dico disse que sou inf�rtil,

- que n�o posso ter filhos. - Seu m�dico disse isso?

Fique de p�, por favor.

Voc� � jovem e forte. Est� cheia de vitalidade.

O seu m�dico � um tolo.

Quem mandou voc� entrar?

Ningu�m te chamou!

Tome banhos de ervas.

E passe isso duas vezes ao dia.

Passar onde?

Nos genitais do seu marido.

� um composto de tomilho e casca de carvalho.

Se ele n�o deixar de trai-la,

seu problema nunca ser� resolvido.

Pode pegar as ervas com as enfermeiras

na sala de espera.

N�mero 38!

Trouxe algo para o senhor.

E a sua urina?

Sente dor nos dedos do p�?

Nem me fale.

Eles doem demais.

Precisa parar de comer carne.

A carne que come vai para as juntas.

Voc� tem gota.

Logo n�o conseguir� dobrar os dedos.

- Mas sou a�ougueiro, doutor. - N�o sou um doutor.

A escolha � sua.

Quer que eu ajoelhe?

S� ajoelhamos na igreja, Johana.

Ent�o me diga o que fazer para que voc� me escute.

Voc� j� disse tudo. Venha comer.

Mas o dinheiro n�o � para mim, � para a sua sobrinha.

Ela nem quis vir, tem medo de voc�.

Eu pago de volta, prometo.

Sra. Johana!

Sra. Johana, espere!

Isto � para a senhora.

N�o posso aceitar. Voc� � muito bondoso.

N�o, n�o � meu.

Seu irm�o separou ontem para a senhora.

Por que ele sempre tem que nos humilhar desse jeito?

Deixe-me ver.

Consegue levantar?

Ent�o levante.

E o bra�o?

Bom.

Muito bom.

Eu posso segur�-la.

Obrigada.

Pode deixar.

- N�o me parece poliomielite. - No hospital disseram

que a poliomielite deformou as pernas dele.

E eu estou dizendo que ele precisa de sol.

Falta vitamina D. Leve-o ao litoral.

E onde vou arrumar dinheiro para isso?

Prenderam o meu marido. Eu nem sei onde ele est�...

Vou te dar um unguento para ativar a circula��o e relaxar os m�sculos.

E ter� de se exercitar com ele.

Isto � para a viagem.

- Obrigada! - N�o, n�o fa�a isso.

V�. N�o h� necessidade.

Obrigada. Muito obrigada.

- Ela � uma gra�a. - Obrigada.

Ad�mku, vamos.

"Os Dez Equ�vocos de um Charlat�o.

Visitamos o consult�rio do suposto or�culo da urina,

Jan Mikol�ek, de Jen�tejn.

O parasita se alimenta do proletariado

em benef�cio pr�prio,

enquanto dirige seu carro americano,

toma champagne e ri da cara da justi�a.

Quem vai � Jen�tejn pela cura, volta tomado pela cegueira.

At� quando vamos suportar essa �lcera

em nosso corpo comunista?

At� quando esse charlat�o

vai enganar mulheres de idade com suas ervas?"

Pode parar de ler.

"Alto l�, Mikol�ek e seus iguais! A justi�a comunista

logo lhe prescrever� o rem�dio que merece.

A cadeia!"

Est� l� h� tr�s semanas. O mesmo carro, todas as noites.

Qualquer um pode estacionar na rua.

Por que tem tanto medo de se aposentar?

Poder� cuidar da sua horta e v�o deix�-lo em paz.

Eu concordo, senhor.

N�o precisaria ser espionado.

Eu... n�o quis ofend�-lo.

Pare aqui.

S� faltam dois pacientes.

Podemos ir jantar na cidade, o que acha?

Tanto benef�cio em uma folha.

Mas para quem?

Quero ir para casa.

Jan...

- O que foi? - Uma pessoa do minist�rio.

Boa noite.

Como posso te ajudar?

N�o se lembra de mim?

- De onde? - Daqui mesmo.

Atendemos centenas de pacientes por dia.

Mr�zek.

- Rim? - Fal�ncia renal aguda. 1951.

O senhor fez uma cirurgia de emerg�ncia.

Do contr�rio, estaria morto.

Precisa sair daqui, Sr. Mikol�ek.

O quanto antes.

- Consigo um passaporte. - N�o entendi.

Entendeu, sim.

- Ofereci tudo que podia ao Estado. - Tem amigos importantes.

Posso trabalhar no hospital estadual.

Sr. Mikol�ek, a Seguran�a Nacional come�ar� a investig�-lo.

N�o faz sentido.

Tenho uma boa rela��o com os ministros.

Tratei inclusive do Presidente Z�potock�.

O presidente morreu. Suas boas rela��es acabaram.

Eu s� curo as pessoas.

- N�o est� me entendendo. - N�o, voc� n�o est� me entendendo!

Essas pessoas precisam de mim.

Est� por conta pr�pria.

Boa sorte.

"Ele est� tomando o seu ch�.

O bra�o parou de doer, agora � o est�mago.

Ele estava bebendo, n�o sabia que era para passar!"

Mikol�ek, Pitha, Lauda! Venham aqui!

Saiam! Vamos!

Para fora!

Eu n�o sabia!

Por favor, n�o me mate!

Em linha!

Preparar!

N�o podem fazer isso!

- Apontar! - Camaradas!

Eu disse "apontar"! Obede�a!

�ltimo aviso!

Apontar!

Camaradas!

Fogo!

Desculpe.

� que j� me contou umas cem vezes.

Tem gente que l� a B�blia cem vezes e n�o entende nada.

Voc� tem pacientes em Chicago.

Posso ligar para eles, se quiser.

A pior puni��o � ter uma escolha.

Jan!

Bom. Muito bom.

N�o sabia nem amarrar rabanete antes da guerra.

Vamos podar o ger�nio essa tarde.

E a m�e pediu que v� com a gente na peregrina��o no domingo.

Eu fico na loja.

Alois pode ficar.

Vou ajudar Johana com a irriga��o.

As pernas dela voltaram a doer.

Acreditem, eu fiz tudo que podia.

A gangrena se alastrou.

- S� a amputa��o pode salv�-la. - Amputa��o?

Tenho uma boa indica��o.

O Professor Keitel � de confian�a.

� o melhor cirurgi�o de Praga.

N�o pensem na perna, mas na vida dela.

V�o cortar sua perna fora, que mal tem?

Por que � t�o malvado?

Pare, n�o pode fazer isso.

Por favor, v� embora.

Em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo.

Am�m.

- S�o todos parentes? - S�o.

Esta � do meu marido, ele tem varizes. 43 anos.

Esta � da m�e dele. Ela tem 70 anos.

- E as outras oito? - N�o sei dizer, para ser sincera.

Deve saber. Preciso do g�nero e da idade de cada paciente.

Esta...

N�o, esta aqui � da esposa do diretor da cooperativa.

E estas s�o das meninas... elas vivem no est�bulo.

Dizem que � um farsante, um charlat�o.

Eu li no jornal.

Mas ou�o muitas pessoas rezarem pelo senhor.

Com o mesmo fervor que rezam para a Virgem.

A prefeitura mostrou interesse em comprar a casa

- e transform�-la em uma creche. - N�o fui informado.

Porque n�o quer saber. Prefere ir para a cadeia.

Seu marido tem uma doen�a card�aca. Um tipo de entupimento.

Por isso as varizes.

Quer morar no interior. V� para algum lugar distante.

Estou receitando trigo-sarraceno e tramazeira.

E eu?

O que eu fa�o?

Fa�a as suas malas e v� embora.

� o que quer?

�.

Compre o composto n�mero 3 para a sua sogra,

e fa�a ela parar de fumar.

Meu Deus...

N�o!

Precisamos de ajuda.

- N�o! - Johana, por favor!

- Johana! - N�o quero!

- Precisa ser corajosa, Johana! - Por favor.

- Vai ficar tudo bem. - Mas eu n�o quero, pai.

- Seja forte. - Fique calma, querida. Calma.

- Vai dar tudo certo. - Vai acabar logo.

- Voc� n�o vai sentir nada. - N�o chore.

�ter.

Coragem...

Segure o �ter.

Fique calma.

Bom...

O caso � grave, mas n�o precisa de amputa��o.

- Gra�as a Deus! - Est� tudo bem.

S� um dedo ou dois, talvez.

Pronto, querida.

Mas eu esperaria mais um pouco.

Isolem o local!

Vistam-se, cavalheiros! A farra acabou!

O que est�o fazendo? Eles est�o doentes!

- Onde est� Mikol�ek? - Deve estar dormindo.

Onde fica o quarto dele?

- Onde fica o quarto dele? - � por ali!

Leve todo mundo para baixo em 10 minutos.

De p�!

O velho sumiu.

Pilantra dos infernos!

Leve-os para baixo!

Onde est� Mikol�ek?

Qual seu nome?

Qual o seu?

Qual � seu nome?

Franti�ek.

Palko.

Voc� est� preso em nome da Rep�blica.

Onde est� Mikol�ek?

- Deve estar no jardim. - No jardim? � noite?

Acha isso engra�ado?

- Procurou no escrit�rio dele? - Onde fica?

Jan Mikol�ek?

Seguran�a Nacional.

Voc� est� preso em nome da Rep�blica.

Pelo qu�?

Confisque todos os registros, cart�es e fichas.

Ande, vamos!

- Quantos pacientes temos amanh�? - Sem conversa.

Umas 150 amostras...

Em nome de Deus!

- O que � isso? Vou te denunciar. - Eu disse, sem conversa!

Entre!

"Acredite e sua f� ir� salv�-lo."

� o que diz aos seus clientes?

� o que Jesus disse.

Digo aos meus pacientes que a f� faz parte do tratamento.

F� em sua pr�pria for�a.

Sabe por que est� aqui, Mikol�ek?

J� fui preso v�rias vezes com base em den�ncias.

Voc� adivinhou... errado.

Quero dar um telefonema.

Para quem?

Recentemente tratei da asma do Ministro Duri�.

N�o vai telefonar para ningu�m.

Ent�o chame meu advogado.

- Seu advogado? - O Dr. Finsch.

Ex-presidente da Ordem dos Advogados.

Ele me representa h� 20 anos.

Dr. Finsch...

Os tempos mudaram...

Sr. Or�culo.

Como se atreve a falar assim comigo?

As pessoas n�o fogem mais da justi�a

porque t�m um advogado caro.

Conhe�o os meus direitos!

Voc� n�o tem direitos, Mikol�ek.

Todos vieram para ver a Sra. M�lbacherov�?

Meu ombro. Um ferimento da guerra.

- Ainda d�i. - Trouxe a sua urina?

Ossos saud�veis. Os rins est�o um pouco lentos,

mas n�o foi por isso que veio aqui.

- N�o consigo dormir � noite. - Ent�o n�o durma durante o dia.

E n�o jogue no jardim, temos um barril para isso.

Quem � voc�?

Filho do Mikol�ek, o jardineiro de Rokycany.

Eu...

Eu quero aprender a curar como voc�.

Olhe pela janela.

Veja s� isso.

� isso o que voc� quer?

N�o me deixam em paz nem aos domingos.

- Eu tenho o dom. - Tem mesmo?

Curei a perna da minha irm�.

Eu posso pagar.

S�o quentes...

Sente-se aqui. Pr�ximo!

Bom dia.

- O reverendo me mandou aqui. - Entendi, senhor.

O que ele tem?

E ent�o?

Eu n�o sei.

Onde est� seu dom? Olhe para ele!

- Ele vai morrer. - Bravo! Todos n�s vamos.

Ter�a-feira que vem.

Saia.

Saia e nunca mais volte. Voc� entendeu? Fora daqui.

Visita do advogado!

Ande!

Jan Zlatohl�vek. Seu advogado, ex officio.

E o Dr. Finsch?

O camarada Finsch n�o quis defend�-lo.

N�o � poss�vel. Salvei a vida do filho dele.

- Sente-se, por favor. - Ent�o farei minha pr�pria defesa.

- Sr. Mikol�ek... - Quero sair.

- Leve-me de volta para a cela! - Quieto!

Acho que n�o entende a seriedade da situa��o.

� s� um mal entendido.

A acusa��o n�o entraria

com um pedido de senten�a de morte, se fosse.

O que disse?

Sente-se.

� verdade que h� duas semanas

fez um diagn�stico de anemia aguda com base em uma amostra de urina?

Atendo 200 pacientes por dia,

fora as 100 amostras que chegam de todo o pa�s.

Ent�o � prov�vel?

Temos registros detalhados. Podemos localizar cada paciente.

Isso j� foi feito. Uma c�pia do seu registro mostra

que prescreveu o composto n�mero 3 e enviou pelo correio.

O composto 3 � para respira��o e hematopoese.

Despachamos milhares.

O relat�rio policial de Koprivnice diz:

"A amostra de urina pertencia ao presidente do Comit� de Rua,

Karel Strouhal.

Seguindo a receita, preparou um ch� para ele e seu colega, Josef Kos�k,

ambos membros do Partido Comunista desde 1947.

Ap�s ingerirem o ch�, ficaram inconscientes.

Faleceram a caminho do hospital de Ostrava."

Imposs�vel. Ningu�m morre ingerindo tussilagem.

Este � o depoimento do m�dico legista.

Estricnina?

Foi encontrada no est�mago dos dois.

- � derivada da... - Noz-v�mica.

...noz-v�mica.

A dosagem do composto foi fatal.

N�o foi o meu ch� que os envenenou.

Cinco testemunhas confirmaram

que os envolvidos apenas consumiram o ch�.

Qualquer veneno de rato cont�m estricnina.

Sr. Mikol�ek, dois pacientes seus est�o mortos,

temos cinco testemunhas e o veneno foi encontrado na sua casa,

assim como o restante do composto envenenado.

Se souber como se defender sozinho,

ficarei mais do que feliz de informar a acusa��o.

Acredite.

O velho Krejca morreu. Como voc� sabia?

�s vezes eu s� sei.

Olho para uma pessoa e sei quando ir� morrer.

- Quando eu vou morrer? - Eu n�o sei.

V� no s�bado, �s 6h30. Se chegar atrasado, n�o entre.

Obrigado, Sra. M�lbacherov�. Muito obrigado.

A lamparina ajuda quando n�o h� sol,

mas com ele � muito melhor.

Meu marido me ensinou com essa concha.

A urina deve ser colhida pela manh�,

quando est� mais concentrada.

No m�ximo, h� tr�s dias.

As part�culas v�o se dissolver na urina

e mostrar os componentes.

Se for esfor�ado,

n�o precisar� delas daqui a alguns meses.

Um pouco turva na superf�cie.

Esverdeada.

Est�mago.

Agora voc�. Aprenda a dizer o que v�.

Se aprender as palavras certas, tamb�m saber� o que significam.

- Parecem pequenos gr�os... - Bravo!

- Pedra nos rins? - Ves�cula biliar.

Elas se esticam nas pontas, est� vendo?

Nunca vou decorar tudo isso.

Ent�o pegue sua maleta e v� embora.

Um pouco turva.

E tem membranas no fundo.

Infec��o. Reconhecemos pelos sedimentos.

Pode ser de ouvido ou de dente.

Quanto mais ralo o sedimento,

mais longe est� dos rins.

N�o tente fazer milagres, garoto. Ou nunca v�o perdo�-lo.

- Mas a senhora faz milagres. - Fa�o nada!

Acredite e dar� certo. Esse � o meu truque.

Fraqueza: folha de groselha-preta,

amor-perfeito, b�tula,

urtiga

e raiz de dente-de-le�o.

J� sabe mais do que eu.

Folhas de absinto...

Sou jardineiro.

Por que a senhora n�o cobra? Poderia estar rica.

Exatamente por isso.

Tudo que te afasta das pessoas � ruim para um herbalista. Evite.

Folhas de b�tula...

- Nunca te vi na igreja. - Eu fico na loja aos domingos.

Quero que reze comigo todas as manh�s.

- Por qu�? - Para que saiba de onde �.

- N�o � do meu feitio. - Ent�o passar� a ser.

E tente sorrir de vez em quando.

Jan?

- Isto � camomila, n�o �? - �.

Sua m�e precisa de ajuda com a roupa.

N�o quero que volte para l�.

- Por qu�? - Voc� sabe o porqu�.

Estou fazendo o meu trabalho aqui.

Vou ao mercado. Fico na loja aos domingos.

As pessoas est�o comentando.

- Seu lugar � na estufa! - N�o ligo para o que falam.

Quer que zombem de n�s? De mim? Da sua m�e?

- Ela me ensina de gra�a. - Ensina voc�?

O que ela te ensina? A ler uma bola de cristal?

� uma velha de araque! E o marido era pior ainda!

- Ela cura as pessoas. - J� falei, vai ficar em casa!

Pai! Abra a porta!

Jan, n�o fa�a isso!

Largue isso! Largue!

- N�o seja burro! - Largue!

Jan! Pare!

Se soubesse metade do que ela faz!

- N�o faz ideia! - Largue o machado!

M�os fora da coberta, Mikol�ek. De barriga para cima.

Pai nosso que estais no c�u,

santificado seja o Vosso nome.

Venha a n�s, o Vosso reino.

Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no C�u.

O p�o nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai as nossas ofensas,

assim como n�s perdoamos aqueles que nos tenham ofendido.

N�o nos deixeis cair em tenta��o,

mas livrai-nos do mal.

Am�m.

- Uma leve colora��o esverdeada. - Isso mesmo.

- Intestino. - F�gado. Bile. Continue.

Viscosidade: pedra na ves�cula.

Seria mais alaranjada. Parece uma inflama��o no �tero.

Membrana fina e acinzentada com pequenos fios.

Provavelmente diabetes.

Diabetes.

O que foi? Continue.

N�o consigo ver nada.

- De quem � esta? - Minha.

- Por que veio? - N�o quero me alistar.

Por causa da minha m�e. Preciso de ajuda.

N�o fa�a essa cara. Ainda n�o sabe nem da metade.

Eu sei.

Rins.

Por quanto tempo ficou com essa mulher?

Cerca de um ano e meio. At� ela morrer.

Ela cuidou de voc�?

Eu ajudava com as plantas.

Ela me ensinava a diagnosticar a urina.

- Quanto ela cobrava? - Quem quisesse contribuir,

deixava a quantia no presbit�rio. Ela era muito devota.

Ela s� vendia ch� �s pessoas.

N�s dois sabemos que vender folha seca pode ser lucrativo.

- Quanto ela ganhava? - Eu n�o sei.

Por que ela n�o deixou nada para voc�,

j� que n�o tinha parentes pr�ximos?

Eu n�o aceitaria.

Viveu com ela por um ano e meio.

Cuidou dela at� a morte.

Limpou a bunda dela...

O que foi?

Voc� tem press�o alta. N�o devia tomar caf�.

Voc� fez alguma coisa que a irritou.

Jogue-os no lago para que n�o sofram tanto.

N�o h� o que fazer, v�o comer a casa toda.

Sr. Mikol�ek?

Sr. Mikol�ek!

O senhor est� bem?

Acendem as luzes � noite, n�o consigo dormir.

S� faltam tr�s semanas para o julgamento.

O j�ri popular acabou de ser selecionado.

- Onde est� Franti�ek? - Franti�ek?

Meu assistente.

Ah, o Sr. Palko. Ele tem o pr�prio advogado.

Hoje vamos falar sobre a sua pr�tica antes da guerra.

Deus, por qu�?

Por que tanto interesse no que aconteceu

e n�o o contr�rio? Eu n�o fiz nada!

O meu trabalho � encontrar todas as circunst�ncias atenuantes.

E n�o vou conseguir sem saber tudo sobre o senhor.

O senhor disse que dois anos ap�s a morte da Sra. M�lbacherov�

se mudou para Dobru�ka.

Por que n�o mencionou a sua esposa, Bo�ena Mikol�kov�?

N�o � relevante.

Ela foi sua paciente?

N�o foi um casamento feliz. � o bastante para voc� saber?

Franti�ek Palko.

Como se conheceram?

Sr. Mikol�ek?

Em 1935, eu peguei um empr�stimo

e comprei uma mans�o deteriorada nos limites de Jen�tejn.

Queria transform�-la num sanat�rio para praticar a cura

e precisava de um assistente.

Ele tamb�m era um curandeiro?

Para o seu azar, procuro um bra�o direito.

N�o uma taqu�grafa!

Vou colocar o an�ncio no correio. Tenha um bom dia.

- Aqui est�. - Obrigada.

Tem mais algu�m?

Pode ir. N�o estou com pressa.

Sente-se.

Vai ficar a� de p�?

Estava sentado no trem.

Veio de onde?

Do leste. Como o sol.

- E posso saber o seu nome? - Franti�ek Palko.

- Recebeu algum tipo de educa��o? - Curso preparat�rio.

Curso preparat�rio. Ent�o sabe ler e escrever.

"Busco um assistente para a pr�tica da cura natural.

Exige-se habilidade em datilografia,

prefer�ncia por curso de biologia."

O que pode oferecer dentro disso?

Tudo, se me der tempo.

Sinto que tenha vindo de t�o longe. Pe�a para o pr�ximo entrar.

Sr. Mikol�ek, por favor.

Tenho esposa e m�e para alimentar.

Desculpe, tenho outras prioridades.

Posso te oferecer lealdade total.

- Isso j� estaria incluso. - Bem...

Ser�?

Cuidado com o que diz.

� melhor ir embora.

� o que o meu patr�o quer?

Foi voc� quem escolheu essa col�nia?

Posso mand�-lo embora?

Pode.

40, 41, 42, 43, 44, 45,

46, 47, 48, 49, 50.

Voc�s ser�o os �ltimos de hoje.

Os �ltimos? Como assim?

Se n�o melhorarem at� amanh�, voltem logo cedo.

- Mas s�o crian�as! - Podem esperar mais um dia.

Tem um cigarro para mim?

- Vamos soldar aqui mesmo? - Sim.

Os 20 primeiros.

Por que a demora? Est� me atrasando.

Sr. Koudela, 62 anos. Ves�cula e trato digestivo.

Desculpe.

Tome o composto n�mero 2 como ch� por 10 dias.

S�o 30 coroas.

- Qual � o n�mero 2? - N�o prestou aten��o ontem?

Para curar tantas pessoas, prescrevo quatro compostos b�sicos.

N�mero 1, rins e ginecologia. O 2 � para est�mago e digest�o.

O 3 � para respira��o e circula��o. O 4 para musculoesquel�tico.

Os outros s�o feitos sob demanda.

J� leu o l�xico de plantas que te dei?

- Quer me testar? - Quero que saiba de cor.

Depois te darei mais livros.

Obrigado.

- Mande o pr�ximo entrar. - Obrigado.

N�o recebeu um n�mero. Estou esperando desde cedo!

- Sr. Kiesewatter... - Preciso falar com o senhor.

Eu j� disse, n�o posso fazer nada pela sua filha.

- Precisa ajud�-la. - Desculpe. Leve-a ao hospital.

- Venha v�-la. - N�o posso. Tenho pacientes aqui.

- Sr. Mikol�ek, por favor! - Sr. Kiesewatter...

- Precisa vir comigo! - N�o me toque!

- Ajuda a todos, menos ela. - N�o h� o que ser feito.

N�o diga isso! Fa�a um ch� para ela. Venha comigo!

Direi em alem�o para que entenda. "Ela vai morrer."

Salve a minha filhinha!

Ele precisa salv�-la!

As pessoas n�o se comportam como antes, n�o �?

O desamparo � insuport�vel.

- Venha. - Claro.

N�o!

N�o! Isso n�o!

N�o!

N�o!

Acha que haver� uma guerra com Hitler?

N�o entendo de pol�tica, Sra. Palkov�.

Bravo!

N�o toco h� d�cadas.

Perguntou ao nosso convidado se ele come frango?

N�o conhe�o ningu�m que n�o coma frango.

- Come frango, doutor? - N�o sou um doutor.

Franti�ek disse que o senhor faz milagres.

Bom apetite. Comam logo para n�o esfriar.

S� fa�o o que a natureza permite e o que Deus permite � natureza.

Nada mais.

- N�o � bem assim. - � um homem muito modesto.

Apenas um homem, Sra. Palkov�, como Franti�ek bem sabe.

Ele nunca deixa de rezar,

disso eu sei.

E nunca foi diferente.

Vamos entrar.

Teraxacum officinale, fam�lia Asteraceae.

As flores agem no trato respirat�rio superior.

As ra�zes aumentam a produ��o de bile e o movimento perist�ltico.

As folhas aliviam

os sintomas de infec��o dos rins e do trato urin�rio.

Miraculosa.

De p�!

Est� torto. Voc� ouviu?

Est� torto. Fa�a de novo.

At� mais, senhores.

- At�, Jan. - Espere!

Por que ainda vai para l�?

Porque ela � minha esposa.

- Sua esposa? - �.

Quero que tire uma carteira de motorista.

- Para qu�? N�o temos um carro. - Vou te dar um.

Queria que eu aprendesse a dirigir, certo?

- E vai comprar um carro? - Vou.

Aos s�bados e domingos visitaremos os pacientes.

Se n�o quiser, posso procurar outra pessoa.

V� em frente.

Isso � incr�vel!

Estamos dirigindo!

- Agora v� mais devagar. - Ele anda sozinho!

- S�o 55 cavalos. - V� devagar.

- Segure o volante! Vai nos matar! - Dirija um pouco!

N�o! Pare!

Picou minha bunda!

Desde 1936, voc� usa o t�tulo de "herbalista certificado".

O que seria isso?

Fiz um exame de licenciamento.

Eles me mostraram 80 tipos de plantas em tabletes.

Eu tinha de dizer seus nomes em tcheco e em latim.

E de repente sabia diferenciar essas 80 plantas?

N�o foi de repente!

Passei toda a minha vida estudando elas.

Sabia at� o sabor delas.

Cada erva tem...

seu pr�prio cheiro e sabor.

Quem estava no exame?

N�o me lembro.

Sei que o Professor Jaro� e o docente K�rav� estavam presentes.

E o diretor do Hospital Thomayer, cuja �lcera eu curei.

- Ent�o tamb�m trata dos m�dicos? - A minha clientela � vasta.

Hana Bene�ov�, Olga Scheinpflugov�, �vabinsk�...

E os nazistas? K. H. Frank? Ou H�cha e outros traidores?

Se esqueceu deles? Sabemos da sua clientela!

- Eu nunca fui membro... - Cale-se, n�o foi uma pergunta!

Uma pena eu n�o ter pegado voc� h� cinco anos.

Tudo seria diferente.

Estaria lambendo o pr�prio excremento

e me agradeceria por isso!

Por que est� me olhando assim, seu canalha?

Vai morrer muito em breve.

Tire-o daqui. N�o aguento mais olhar para ele.

Stalin te colocaria no eixo!

Por que n�o me acordou? S�o quase 8h!

N�o tem ningu�m.

Os alem�es destru�ram Lidice ontem.

Que Lidice?

Alvejaram quase 200 pessoas, ali, na hora.

Bom Deus! Por qu�?

Vingan�a por Heydrich. Pelo atentado.

As pessoas est�o assustadas demais para adoecer.

Ei! Ol�!

Parece que algu�m precisa de ajuda. Voc� fugiu?

Venha aqui! Venha!

Pegue o graveto!

Bom garoto!

Talvez precise de alguns pontos.

A camomila dar� um jeito.

Preciso curar as pessoas.

Disseram que atacou o barbeiro. Achei que tinham errado o nome.

Por que faria isso, Sr. Mikol�ek?

N�o sabe a sorte que tem por terem te colocado aqui.

Poderia ter ganhado outra acusa��o.

Quero falar com Franti�ek.

Isso � necess�rio?

Retire as algemas. Eu me responsabilizo.

Camarada, preciso mijar.

Ver� o Sr. Palko no julgamento.

N�o me disse que conhecia o Presidente Z�potock�.

N�o diferencio meus pacientes.

Talvez devesse. A acusa��o ir�.

Tratei de milh�es de pessoas.

Quanto maior sua import�ncia, maior � seu apego � vida.

Como o Presidente Z�potock� encontrou o senhor?

- Atrav�s de Bormann. - Quem � Bormann?

Chefe-de-estado de Adolf Hitler.

- Tratou de Martin Bormann? - Trato urin�rio e pedra nos rins.

E quando foi isso?

Quiseram me enforcar por isso depois da guerra.

Felizmente, algumas pessoas testemunharam

o meu financiamento da Resist�ncia,

e meu irm�o estava em um campo de concentra��o.

Se eu era bom para Bormann,

seria bom para Z�potock�.

O registro diz que viveu em Jen�tejn

por 20 anos com seu assistente.

Voc�s dois s�o casados.

Franti�ek tem o pr�prio quarto,

assim como os outros funcion�rios.

Mas a esposa do Sr. Palko nunca morou l�.

Trabalhar comigo � exaustivo. E o Sr. Palko era indispens�vel.

Em Jen�tejn me disseram

que a rela��o de voc�s era muito �ntima.

Homossexualidade � crime.

- N�o aconteceu nada disso. - N�o mesmo?

Voc� nunca vai me entender.

Estou ficando velho.

N�o parece.

Por que est� me olhando assim?

As bandeiras nazistas precisam ficar no carro?

Fazer parte de um auto-clube alem�o n�o � colaborar.

Se as pessoas t�m medo de nos visitar,

precisamos ir at� elas.

N�o importa o que carregamos no carro.

Preciso curar as pessoas.

Minha esposa est� gr�vida.

Queria que voc� soubesse.

- N�o � verdade. - Ela sempre quis. Um beb�.

E a guerra acabar� um dia.

Eu te dei tudo o que quis.

- Agora quer me humilhar? - N�o � isso.

Vai voltar a morar com ela?

- E deixar tudo para mim? - Veja como vivemos.

Isso n�o tem futuro.

Estamos sempre escondidos como ratos.

Sou seu funcion�rio, nada al�m disso.

Isso � ilegal! N�o entende?

- Tome. - O que � isso?

Fa�a um ch� para ela.

N�o acontecer� nada com ela. Eu juro.

Seu cretino.

N�o pode fazer isso comigo, Franti�ek.

� o meu filho!

Preciso de voc�. Eu imploro. Franti�ek!

Percebe o que est� me pedindo?

N�o vou fazer isso. N�o!

Vai morrer de fome sem mim.

Seu merda!

Seu merda!

Pol�cia! Abra a porta!

- Abra ou vamos entrar! - Gestapo.

Mikol�ek! Abra a porta!

Eu vou.

- Vou com voc�. - N�o!

- Sim! - N�o. Vieram atr�s de mim.

Eu vou com voc�.

Jan.

- Abra a porta! - Jan...

Se esconda. V�.

Mikol�ek!

Franti�ek...

Eu amo voc�.

Nos encontramos mais uma vez, Sr. Mikol�ek.

Sua filha... tinha um tumor no f�gado.

Espero por esse momento h� seis anos.

Eu n�o podia trat�-la naquelas condi��es.

Temos muita informa��o sobre voc�.

Metade j� te mandaria para a guilhotina.

Mas Berlim ouviu falar da sua pr�tica.

Precisamos descobrir se � um charlat�o ou n�o.

Mulher, 22 anos.

Com licen�a...

Cisto no ov�rio.

Poss�vel inflama��o severa das trompas de Fal�pio.

Provavelmente inf�rtil.

- Correto. Pr�xima. - Espere. Tenho algo aqui.

N�o consigo diagnosticar se o recipiente for colorido.

Homem, 48 anos.

N�o sabe?

Sr. Mikol�ek!

O paciente est� morto.

- � sua palavra final? - �.

Eu o interroguei hoje cedo, estava �timo. Urinou sozinho.

- Guarda! - Por favor!

Prefiro que verifiquem.

Descubra o que aconteceu com Kohn.

Como chegou a essa conclus�o?

H� uma grande quantidade de sangue e de prote�na na urina.

� evidente

que os rins pararam de funcionar h� algumas horas.

Teste n�mero 7.

Homem, 40 anos.

Por favor.

A urina � do mesmo paciente da amostra de n�mero 1.

� bem improv�vel!

Aqui. Est� correto.

Falarei com o ministro amanh�.

- Ent�o? Desembucha. - Ele morreu no trajeto.

Ainda que fa�a uma tatuagem da su�stica no peito,

ajudar� mais pessoas do que a Resist�ncia.

Levou para ela?

- Procurando algu�m? - Sim, os Strouhals.

Os Strouhals... Ningu�m com esse nome mora aqui.

Tenho o endere�o do camarada Strouhal,

do Comit� da Rua.

O endere�o est� certo,

mas n�o tem ningu�m aqui com esse nome.

Ele sofreu um tr�gico acidente h� uns tr�s meses.

Sou o fiduci�rio deste lugar h� seis anos.

E n�o h� nenhum Strouhal neste pr�dio ou nesta rua.

Posso ver sua identidade?

- Obrigado. - Espere! Sua identidade.

Desculpe, foi um engano. Obrigado.

Ol�.

Sr. Mikol�ek,

ainda n�o sei de onde veio sua fortuna.

Os quadros do seu escrit�rio foram avaliados em 350 mil coroas.

V� para o inferno, Sr. Zlatohl�vek.

- Os quadros foram um presente. - De quem?

Apoio 18 institui��es, 3 orfanatos,

e os comit�s nacionais de Jen�tejn e de Rokycany.

Doei 20 mil coroas � iniciativa norte-coreana anti-imperialismo.

Financiei a ida de crian�as

para as montanhas e para o interior.

E o que voc� fez pelos outros?

Fui a Koprivnice.

Nenhuma das suas v�timas morava no endere�o registrado.

Dois homens morreram sufocados em um quarto h� seis meses.

Ent�o...

finalmente tem boas not�cias.

Ent�o foi um engano. Precisa dizer a eles.

Algu�m lhe enviou uma amostra sob o nome de Strouhal,

e o senhor lhe enviou o ch�.

N�o estou entendendo.

Sr. Mikol�ek, ningu�m ir� refutar as mortes.

Tudo que aconteceu... O senhor lhes forneceu a evid�ncia.

N�o podem me sentenciar por algo que n�o fiz.

N�o permita.

Formaram uma opini�o sobre o senhor h� muito tempo.

E sobre mim.

O que pretende fazer?

O senhor perguntou sobre o Sr. Palko.

Ele n�o disse nada al�m do pr�prio nome

nos interrogat�rios.

A acusa��o vai pedir pela senten�a de morte.

Por que suas m�os s�o sempre t�o quentes?

�s vezes acho que se eu apertasse,

acabaria com todo o mal que h� em mim.

Ent�o fa�a isso.

Eu te perdoo.

Talvez da pr�xima vez.

Alto l�! Direita! Remova as algemas!

Alto l�! Direita!

Remova as algemas!

Sente-se!

Sente-se!

Todos de p�.

Todos sentados.

Dou in�cio ao julgamento do caso de Mikol�ek e Palko.

Acusa��o, por favor, leia as acusa��es.

No inverno de 1958,

o falecido Karel Strouhal enviou uma amostra de sua urina

ao d�bio estabelecimento do acusado, Sr. Mikol�ek.

O diagn�stico foi realizado sem um exame m�dico presencial

e um ch� foi receitado por uma quantia assombrosa.

Jan Mikol�ek tratou de nossas m�es.

Ele e o pai.

Antes da guerra, ele foi aprovado em um exame de licenciamento,

mas seu verdadeiro teste foi na Gestapo, em Praga.

Tratou de pessoas renomadas...

Mas trata dos pr�prios rins em Bulovka.

Camarada da acusa��o, vamos manter a calma.

Claro, ningu�m � infal�vel.

Ao tratar de 300 pacientes por dia, seria imposs�vel n�o cometer erros.

Se o acusado causou a morte de algu�m,

ele o fez sem inten��o,

e pede desculpas pelo ocorrido.

Segundo a acusa��o, foi um ataque premeditado

aos membros do Partido Comunista de Koprivnice.

A defesa recomenda a qualifica��o do crime como homic�dio doloso.

Devido � gravidade do crime,

a acusa��o recomenda a pena de morte para ambos.

O acusado Franti�ek Palko recusou o advogado ex officio.

Portanto, far� a pr�pria defesa. Por favor, apresente-se.

O senhor compreende as acusa��es?

Tem algo a dizer em sua defesa?

Pode se sentar.

O r�u Mikol�ek gostaria de dizer algo antes do veredito?

Honor�vel corte,

� verdade que, apesar dos in�meros pedidos de naturaliza��o,

segui com a minha pr�tica de curandeiro e herbalista.

A minha miss�o de vida � combater a doen�a com as armas da natureza.

E foi o que fiz a vida toda.

Gra�as � venda de ervas, adquiri certa fortuna.

N�o estou ciente de que o veneno descrito pela acusa��o

tenha sequer entrado na minha casa.

Por muitos anos,

os compostos de ervas foram preparados por meu bra�o direito

e grande amigo, Franti�ek Palko.

Os compostos s�o preparados no s�t�o,

onde s�o embalados e ent�o enviados aos pacientes.

Tudo sempre funcionou t�o bem, que n�o despendi muita aten��o.

Eu sequer tenho a chave do s�t�o.

Se o veneno realmente foi parar nos compostos,

e ainda imagino ser imposs�vel,

ent�o eu n�o tive e n�o poderia ter

nada a ver com isso.

Obrigado.

Pode se sentar.

R�u Palko, apresente-se.

Gostaria de responder � fala do Sr. Mikol�ek?

Ele teria como saber sobre o veneno colocado nos compostos?

N�o.

Fui eu.

Fui o respons�vel.

N�o! N�o � verdade!

- Acalme-se! - Meu filho nunca faria isso!

Ele temeu este homem a vida toda!

Foi ele. Ele o queria para si!

Oficial! Tire-a daqui!

Estou suspendendo a corte at� � tarde.

- Saiam do recinto! - Isso n�o � verdade!

- Sil�ncio! - Filho!

Estou suspendendo a corte at� � tarde.

Saiam do recinto!

Filho!

Vire-se! Para a porta!

Vire-se! Para a porta!

Tire-o daqui!

Tire-o daqui!

Milh�es de pacientes passaram pelas m�os de Jan Mikol�ek.

"Se eu prolongar a vida em um ano de uma pessoa em cada cem,

ser� como salvar 40 mil anos de vida nessa terra maravilhosa.

E fico feliz, pois vejo que vivi de maneira memor�vel."

- Art Subs - 12 anos fazendo Arte para voc�!

Curta a gente no Face: facebook.com/ArtSubs

E siga a gente no Insta: instagram.com/ArtSubs_Legendas

Contribua tornando-se um usu�rio VIP e remova todos os an�ncios do www.OpenSubtitles.org

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.