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Boa noite. Tem autoriza��o?
Sim, senhor.
Obrigado. Adeus.
Fique aqui, algu�m vai cuidar de si.
Bra�os no ar!
A tua parte. Tamb�m h� aqueles que s�o pontuais.
Houve um pequeno problema, tive que improvisar.
Prepara��o, perspectiva...
- Exageras. - ... E precis�o!
� verdade, o seu pequeno concerto foi muito preciso.
� melhor fazeres assim,
� por isso que ainda estou vivo.
Tem raz�o...
Na art�ria car�tida podes ver o efeito imediatamente.
N�o se preocupe, eu j� tenho um comprador para esse Stradivarius.
Prepara��o. Se soubesse quanto tempo eu pensei sobre isso.
OS MEUS TESOUROS Tradu��o de Raquel Rosa
Continua com esta explica��o confusa.
Espero ter uma resposta clara.
Consegues fazer algo ou n�o?
Talvez eu possa desactivar a chave da LAN,
� por isso que eu posso entrar no registo principal.
N�o percebo nada do que dizes.
� repar�vel ou n�o?
Estamos a falar de uma quantia de mais de 500,000 Euros!
E uma vez que sou mal informado, tens uma ideia.
O que tens de diferente para n�s?
Tenha um bom dia.
- Desculpe. - Idiotas.
Ainda t�nhamos a chave LAN,
eu tinha a tarefa de poder cancelar.
Isso podia ter acontecido, mas n�o gostei da gravata dele.
Carole Perceval? Bom dia.
- Bom dia. - Assine aqui.
Um carta de um admirador?
- Adeus. - Adeus.
De quem �? N�o me diz respeito.
O meu pai morreu.
J� n�o estava morto quando nasceste?
Sim, certo, estava.
Mas depois descobrimos que ele estava vivo.
E agora est� mesmo morto?
Est�s bem? Posso fazer alguma coisa por ti?
N�o, estou bem.
Nunca o conheci, nunca o vi.
S� sei que ele veste o tamanho XL.
Ele � grande.
Eu diria, vamos at� l� falar disso depois do trabalho.
Posso falar com o Coreano que entregou a carta.
N�o, est� tudo bem.
- Mas eu... - Se me d�s licen�a.
Claro.
Champanhe, senhora?
Com prazer. Deixe-me adivinhar...
A sua �ltima conquista falhou e tornou-se num milion�rio Saudita.
E agora procura algu�m para consol�-lo.
� muito perspicaz.
Apenas esperta, mas n�o estou preocupada consigo,
todas as mulheres est�o a olhar para si.
- Deixa-me muito optimista. - Este � o meu melhor atributo.
� um verdadeiro cavalheiro, j� n�o h� homens assim.
Este � o meu melhor atributo.
Infelizmente tenho que ir.
Fique mais um pouco.
Se n�o for agora, a minha carruagem transforma-se numa ab�bora.
Tenha uma boa noite.
N�o precisa de um carro, esta noite vai no meu jacto privado.
A s�rio? E onde?
Para Roma.
- Roma, n�o posso. - Muito bem.
- J� � esperada l�. - Seu sacana.
Cinderela, comporte-se.
Vou entreg�-la �s autoridades italianas, j� est�o � sua espera.
Seu sacana imundo, raios.
Tens dinheiro?
Dou-te o meu vestido, se me deres alguma coisa.
Acho que tenho um dinheiro aguardado.
O meu pai j� contraiu isso.
N�o percebes. Preciso de dinheiro.
Tens a certeza que n�o queres sentar-te primeiro?
- Acho que tens correio. - N�o v�s que tenho pressa.
Esta tarde um tipo deu-te isso e pensei que fosse uma mensagem.
Abri, mas achei que n�o fosse agrad�vel.
Ainda menos agrad�vel do que uma mensagem.
Acho que o teu pai morreu.
Odeio estas situa��es, nunca sei o que dizer.
Bem, n�o importa, acho, sabes...
� importante e � poss�vel um ponto de piv� para ti.
Ao mesmo tempo, do not�rio em Genebra,
podes ganhar algum dinheiro.
O que disseste? Genebra? Adoro-te!
Deixo a minha j�ia, deve ser o suficiente para a renda.
Bom dia.
Miss Perceval, Miss Laugier.
Desculpe, talvez possa primeiro come�ar j� com a fam�lia?
Sim, tamb�m queria introduzir isso.
Sim, por ordem.
Esta senhora � a �ltima mulher do meu pai?
O pai dela?
Vou explicar tudo.
A minha �tica de n�o dizer nada for�ou-me a ficar em sil�ncio.
Carole Perceval, apresento-lhe Caroline Laugier, sua meia-irm�.
Isto � uma piada?
N�o, legalmente t�m o mesmo pai
e duas m�es diferentes, ent�o, s�o meias-irm�s.
Carole e Caroline?
Sim, isto � uma coincid�ncia muito reveladora.
Pode-se dizer, os segredos do subconsciente.
Certo, o que significa isso? Partilhamos 50-50?
Quem � a mais velha?
Podemos confiar nesta papelada?
Bem, o vosso pai preferiu deixar um mensagem em v�deo.
Um V�deo?
Meus tesouros, gostaria que aquela noite tivesse sido diferente.
Eu sei que a culpa � minha.
Gostava muito que se encontrassem e que se conhecessem.
Cometi muitos erros na minha vida
e muitos deles � o facto de n�o ter vivido ao vosso lado.
Quero pedir o vosso perd�o.
E embora tenha todos contra mim,
eu adoro-vos.
� isso mesmo.
N�o, obrigada, sou al�rgica � celulose.
Bem, agora que j� vi o v�deo, o que � que ele nos deixou?
Precisamos de um invent�rio para recolher os pertences pessoais,
do chal� nas montanhas de Courchevel.
Courchevel?
Tenho que me fazer explicar, diz respeito a uma propriedade alugada.
Alugada? Certo. E mais?
N�o h� mais nada.
Raios, sacana.
Desculpe, falou de uma pessoa que est� morta, certo?
Desculpe, mas n�o conhe�o este tipo.
Ele fugiu quando ainda estava na barriga da minha m�e.
Desculpe, mas n�o me interessa.
Tamb�m n�o o conheci. Mas ele continua a ser o meu pai!
Eu pe�o-te, modera a tua linguagem grosseira.
Muito bem, acalma-te.
Desculpa. � verdade. Lamento a morte dele.
Eu gostei muito dele, o meu punho bateu na boca dele.
E os seus itens pessoais?
Como se trata de tr�s cuecas e duas gravatas,
d� �s criancinhas, elas podem fazer melhor uso.
Ela � t�o vulgar!
Desculpe.
J� decidiste que �s um deles para ficar com as cuecas?
N�o, a minha ambi��o � maior do que isso.
N�o sei se sabes, mas o teu pai n�o era chefe de pastelaria.
Como assim?
Merda. Ol� m�e, n�o posso falar contigo agora.
Porque ainda estou no semin�rio!
Sim, mais tarde, quando estiver no quarto de hotel.
Sim, claro, sozinha. Certo, vou desligar.
Porque n�o lhe disseste que ele morreu?
E tu? J� disseste � tua m�e?
N�o � preciso. Ela morreu h� 15 anos.
Estamos quase l�?
- J� n�o sei mais nada. - Que mis�ria.
Eu quase n�o tenho uma recep��o.
Raios, sem rede.
Segue o caminho.
Onde est� o caminho?
Vamos continuar.
Tentamos seguir em frente.
Aquele � o chal� das montanhas de Courchevel?
Preferia estar numa cabana do outro lado mundo!
� pequeno, mas giro, n�o �?
Que sacana. E agora? Ele ainda � um sacana.
N�o fa�as sempre esta cara, quando digo sacana!
Ent�o n�o est�s morto?
N�o.
- N�o est�s morto. - Teriam vindo se eu pedisse?
N�o est�s morto, estou a sonhar.
N�o vou pedir o vosso perd�o.
N�o podemos apagar o passado.
Pensei que seria melhor aproveitarmos
o tempo que ainda nos resta.
Espera, Carole. N�o queres ir embora outra vez?
Como foste embora?
Escreveste uma carta � minha m�e? Deixaste dinheiro?
N�o, tudo o fizeste foi destruir a nossa vida.
Lembra-te, o meu nome � Caroline.
Mas foi h� 25 anos. Eu sou um homem mudado. Deixa-me explicar-te.
Como quiseres!
N�o fa�as um disparate,
eu posso ir contigo.
Agora n�o preciso de ti. Entendido?
Leva pelo menos os skis.
Eu n�o sei esquiar.
Porque n�o tive um pai para ensinar-me.
Vais morrer de frio.
Ent�o ter� algu�m para enterrar nas Seychelles.
� mais r�pido por ali.
Se quiseres, eu levo-te.
O meu comboio sai amanh� cedo.
Ainda tenho um tempinho.
Encontrei isto.
A mam� sempre dizia que adoravas o luxo.
Esta casa � segura, eu uso-a em caso de problemas.
Costumas a ter problemas?
D�-me os teus sapatos. Vou aquec�-los.
Caso contr�rio, ficas com os p�s congelados.
- Toma. - Obrigado.
N�o � a Cinderela, � a branca de neve.
Est� de volta? O que faz aqui?
Voc� nem n�o me abalou, deixei-a fugir.
Porqu�?
Estou atr�s do grande jogo e voc� � apenas um ratinho.
Um ratinho muito bonito.
Mas o teu pai � que me interessa.
Vais entreg�-lo e ele fica 30 anos atr�s das grades.
O meu pai est� morto.
Assaltos comuns, assaltos pesados, crime no meio do voo.
Os italianos n�o toleram estas coisas.
Leva muito tempo, 2 anos na pris�o.
Est�s preparada para 2 anos da tua vida
por algu�m que n�o merece 2 minutos?
Lingui�a com salm�o fumado, a minha especialidade.
Sou al�rgica a frutos do mar.
- Ent�o, eu deixo o salm�o. - Tamb�m sou al�rgica ao gl�ten.
Aqui tens a diva de volta.
Est� muito frio aqui.
A mam� sempre dizia que adoravas o luxo.
- Vais comer isso? - N�o sou al�rgica...
Diz-me, o que fazes em Courchevel? Est�s a ter aulas de ski?
N�o, �s muito velho para isso.
Finges ser um Gigolo para as Russas em hot�is de luxo?
N�o, �s muito velho para isso. Ent�o, o que fazes?
Estou aqui porque voc�s afastam as minhas preocupa��es.
Tenho muitas preocupa��es!
E n�o estou a falar de 18 anos de manuten��o de dinheiro
e a taxa de ensino que foi lembrada.
Acho que ser� mais ou menos 2 milh�es.
Estava a pensar de h� 15 anos.
- Quem? - O qu�?
Do que est�s a falar?
Eu disse-te que ele n�o era um chefe de pastelaria.
Estou a preparar um golpe para voc�s.
E depois vou reformar-me.
Ent�o, foi o que disseste � minha m�e antes de desapareceres?
Era jovem. Tinha a pol�cia atr�s de mim. N�o tive escolha.
Bom, mas eu tenho.
Achas que consegues ir muito longe sem sapatos?
Caroline, se sa�res podemos n�o nos vermos outra vez.
Carole!
Bem, qual � o plano?
Qual � o plano?
O homem chama-se Romain Weber.
Tamb�m � ladr�o?
Se quiseres. Ele � o meu ex-c�mplice.
E � esse o Stradivarius, que eu roubei em S�o Sebasti�o.
Um Stradivarius?
Sim, � um violino de 1740...
Eu sei o que �. Obrigada Wikipedia.
- Posso continuar? - Sim.
Este homem � perigoso.
Se lhe roubaste, porque estamos aqui?
- Olha s�, est�s interessada agora? - E ent�o? N�o posso fazer perguntas?
O Romain enganou-me e tentou matar-me.
O Romain encontrou o comprador ideal.
Julianna Van Gaal. O seu marido foi um magnata do petr�leo na Holanda.
A Julianna herdou toda a sua fortuna.
E para expandir os neg�cios, ela comprou 5 pal�cios pelo mundo,
dos quais, um aqui em Courchevel. - Mas aqui em Courchevel...
A tua m�e est� preocupada?
Estou mam�, n�o posso falar agora.
� a tua ex. Uma das tuas ex-mulheres. Queres falar com ela?
N�o, estou no comboio. Tenho que desligar.
A Julianna tem um filho.
Tobias. Um pequeno g�nio a tocar violino.
E no anivers�rio dele...
N�o digas que ela quer dar-lhe o Stradivarius.
Exactamente, dentro de 5 dias.
A Julianna s� vai convidar amigos mais pr�ximos, todos multimilion�rios.
Haver� tantos guardas por metro quadrado como quilos de caviar.
Gostaria de dizer, esta noite vamos � festa...
Espera a�, se quiseres,
posso ser a jovem mulher de um magnata do petr�leo, sem problemas.
- Queres dizer uma puta? - Fecha boca, Quas�modo.
Podem-se concentrar por dois minutos?
- Mas n�o fui eu, foi ela! - Est�s a exagerar...
A lista de convidados est� na suite da Julianna.
At� mesmo os empregados s� conhecer�o a lista,
minutos antes de come�ar a noite.
- Mas como queres roubar o violino? - N�o vou roub�-lo.
Vou roubar o dinheiro da transac��o.
Vamos invadir a conta do Romain.
Vamos de helic�ptero para o Luxemburgo.
Abrimos a conta, pegamos no dinheiro, fechamos. Terminado.
E ao mesmo tempo tens a tua vingan�a.
Claro que n�o. Eu n�o misturo sentimentos com trabalho.
A regra de ouro �: Perspectiva, prepara��o e precis�o.
Parece-me muito bom.
Esperem, h� um problema. Disseste roubar a conta do Romain.
- Sabes que isso n�o � simples, certo? - � complicado, mas vi�vel.
Sobretudo, se fores um g�nio em inform�tica.
Muito bem, o teu parceiro traiu-te, est�s sozinho
e de repente lembras-te que tens filhas...
- N�o � o que pensas. - E porque estou aqui?
Eu come�aria a olhar para baixo "Prostituta dos magnatas do petr�leo",
acho que estar�s perto.
Vamos roubar 15 milh�es euros. Isso n�o cai do c�u quando queremos.
N�o me toques.
O Romain instalou outra seguran�a para abrir a conta.
Uma identifica��o atrav�s da �ris.
E como queres reproduzir a �ris dele?
Com isso. H� uma c�mara de alta defini��o colocada no quadro.
N�o acredito.
Ela � o Einstein e eu sou a Barbie com p�lpebras a piscar?
Aproveita o tempo que te resta.
Benef�cio, nada mais.
Bem-vindas � vossa casa.
- Est�s a brincar? - N�o, porqu�?
N�o posso dormir em baixo.
Desculpem, mas eu sofro de claustrofobia.
Como achas que este s�t�o vai aquecer-nos?
Este s�t�o como lhe chamas tem janelas � prova de balas,
uma liga��o segura � Internet
e estamos a menos de 2 horas da It�lia e da Su��a.
Boa, mas com uma bronquite n�o sou muito sensual.
Vou buscar umas madeiras.
� isso, vou dormir.
Carole, tira os p�s da�! Tira os p�s!
Carole, est�s a dormir?
N�o.
- Porqu�? - Estou ansiosa por uma coisa.
� um Renoir. Achas que � verdadeiro?
N�o. Achas?
Patrick? Patrick?
- Desde quando andas a espiar-nos? - Que horas � que s�o?
H� quanto tempo andas a espiar-nos?
Uma vez que sabes tudo sobre n�s, deves espiar-nos dia e noite.
- Isso n�o pode esperar at� amanh�? - Nunca ouves quando falamos contigo?
N�o, ele prefere esperar pela presa!
Isso n�o pode esperar at� amanh�.
O que querem que eu diga?
Sou ladr�o, impostor, mentiroso, mas sou o vosso pai.
As coisas s�o assim. Escolheram o n�mero errado.
Posso voltar a dormir?
� verdadeiro?
Depende. O que querem ouvir?
Raios. Fred Campana. Atende, atende.
- Tudo bem? - Sim, o que fazes em Courchevel?
Podes parar de localizar-me atrav�s do meu endere�o de IP?
J� ouviste falar de uma conversa privada?
Ligaste-me.
Pensei que estavas em Genebra para o testamento do teu pai.
O pai que n�o estava morto, mas que afinal sim?
Ele afinal est� vivo.
Certo. A tua m�e j� ligou 3 vezes para o escrit�rio porque pensa que est�s em Genebra.
N�o sabe de nada.
Uma vez que ele n�o est� morto, menos mau.
Fred, tenho uma miss�o para ti.
Uma miss�o sem Elos, an�es e drag�es.
E sem ti.
- Precisas de dar o teu melhor, Fred! - �s suas ordens, Khaleesi!
Magn�fico! Fica �ptimo!
Vou lev�-lo.
Desculpa, Caroline, mas talvez n�o precisas de um vison
para chamar as aten��es do Romain por um minuto.
Est�s a subestimar-me, Vou lev�-lo.
Vou experimentar o vermelho, o preto e o marfim.
J� os trago.
N�o pode ser verdade!
Tu �s a especialista. Esqueceste de ligar-me.
N�o tinha nada para dizer-te. Ele n�o preparou nada.
Ele s� queria encontrar-nos outra vez.
Eu quero nomes, datas e quero apostar.
O vestido, senhora.
Se n�o me liga dentro de 24 horas, coloco-a no primeiro avi�o para Roma.
Devia levar o vermelho.
Estou enganado ou o teu pai n�o � uma aranha esperta?
Sabes o que fazemos...
� completamente ilegal. Sim, eu sei.
- E se formos apanhados? - Mas eles n�o nos v�o apanhar.
Ol�!
- Est�s ocupada? - Estou bem.
Foi cansativo. Est� pesado!
Desculpa, quanto tempo vais usar a tua tomografia?
Um minuto.
Certo, ent�o compraste um vison por um minuto?
Outra vez.
Este � Chinchilla. Este � o privil�gio de ser mais velha.
N�o, sou a mais velha.
Mas percebo pouco a pouco o que fica enroscado...
Meninas, j� chega!
E as tuas coisas, n�o custaram nada?
Menos do que as tuas roupas vagabundas de luxo.
- N�o fales assim comigo, Frankenstein! - Parem com isso. � cansativo.
O meu material...
- Desculpa, sou al�rgica � radia��o. - Sou al�rgica a pessoas ignorantes.
Ignorante? Mas ambas sabemos que j� n�o estamos no s�culo 18.
Cala-te!
- Por favor, podes parar este ganso? - J� chega. Voc�s v�o fazer as pazes.
- Ou o qu�? Vais nos dar palmadas? - Temos que abaixar as cal�as?
Podem falar normalmente? Como duas irm�s?
Meias-irm�s!
O que � que ele tem na bolsa?
- Ele � coquete. - Ele � vaidoso.
Para a queda do cabelo.
Para uma respira��o ainda mais fresca. Ele tem mesmo uma coisa para isso.
Devias experimentar.
Cheira mal!
- Ajustaste os rel�gios? - Claro.
Sra. Van Gaal? Sra. Van Gaal?
Sou um amigo da Sra. Della Vega.
Sra. Della Vega? Como a conhece?
Estudamos juntos em Madrid.
No in�cio ela n�o autorizou, mas um dia a Sra. Della Vega...
Est� a funcionar.
- Tens dois minutos. - N�o te preocupes.
Sra. Van Gaal, esqueceu-se de uma coisa.
Sou m�gico, especializado em close-up
e no anivers�rio de pessoas famosas.
Deve estar enganado, aqui n�o h� ningu�m famoso, Sr. Costa.
Sim, mas h� um p�blico muito atento.
Garanto-lhe que n�o se vai arrepender.
Devo ser doida.
Muito bem.
Boa!
- Ser� um anivers�rio para recordar. - Certamente, mas n�o gra�as a voc�.
E n�o ser� um pequeno truque que me far� mudar de ideias.
Um pequeno n�o, mas talvez um grande...
J� perdi muito tempo.
N�o perdeu muito tempo, mas sim o seu colar.
N�o fiz nada.
Foi o seu filho. Bravo, lindo!
O que se passa? Tocaste em alguma coisa?
- N�o. - N�o � poss�vel.
Vamos ser apanhados.
Que raios � isso? Merda.
Despacha-te.
As imagens voltaram.
- Parece-me estar tudo bem. - Sim, � o que parece.
Raios. N�o.
Agora n�o! Merda!
N�o. Maldita porta!
Diga-me, consegue jurar muito mal.
Est� bem?
N�o h� lista. A caixa secreta estava vazia.
� claro que estava vazia. A lista de convidados est� no telem�vel da Julianna.
O qu�?
- Foi a saia. - N�o, foi a porta.
N�o vou ficar aqui a falar consigo.
Porque o seu pai proibiu?
- E ent�o? A lista? - N�o h� lista. Foi um teste.
O qu�? Um teste? Que tipo de homem �s tu?
Pod�amos estar mortos.
Podes dizer-me onde est� a tua saia, Caroline?
- Carole. - A tua saia!
Tirei-a.
Certo, n�o tens nada para dizer.
N�o gosto de saias e por isso n�o uso saias.
- Sou adulta, visto o que quero. - Sim, j� percebemos.
Nunca param com essa teimosia.
Estamos aqui para nos divertir, relaxem!
Um brinde.
Boa noite. Desculpe, tem um isqueiro, por favor?
N�o fumo, infelizmente.
- Infelizmente! - Sim.
- 23 anos! - 20.
- Na Am�rica ela ainda � menor. - Ela podia ser tua filha.
Podia ser originada do teu esperma.
� melhor fazeres um teste de DNA.
Ou outra solu��o seria ires para a cama com uma mulher da tua idade.
Fixe.
- Eles com rugas... - Com meias.
Uma cinta.
- Podem deixar-me em paz? - A tua m�e tinha raz�o.
Sim. Tudo o que mexe.
S�o os o 3 P's. Predador, pretensioso...
- Pretens�es! - Exacto!
Vou mostrar-vos uma coisa. Suas chatas!
- Venham! - N�o.
- Eu queria ligar-te! - Achas que sou est�pido?
- N�o escolheste o vermelho. - O vermelho � para as putas.
Mas tu n�o.
For�a, sou todo ouvidos.
Ele prepara um assalto.
A qu�?
Ele quer o Stradivarius de volta. O que foi roubado em S�o Sebasti�o.
� normal, ele � um amante de arte. Como pensa ele recuper�-lo?
N�o sei mais nada. Ele � muito fechado. Temos de descobrir dia a dia.
- Dia a dia. - Sim.
Ele � o tipo mais cuidadoso que eu conhe�o e o mais apaixonado.
Tanto quanto no que diz respeito, n�o podes igualar-te a ele.
N�o cries ilus�es. O teu pai � como uma Sangria.
Dourada, a�ucarada, pode-se beber como fosse leite.
Mas ficas b�bado num �pice.
E quando acordas, levantas-te sozinho como um parvo.
- Est�s bem? - Est� tudo bem.
Adoro os teus l�bios.
Gostaria de saber de que forma eles ficam quando os pressionas no meu clit�ris.
N�o � uma conquista numa discoteca!
Ficarias surpreso com as minhas conquistas da noite.
Falas com ele. Ele gosta de ser elogiado.
Ele � homem. Gostas de futebol?
Ele odeia futebol. Ele � culto, refinado.
Como eu, h� 20 anos. Percebes o que quero dizer?
Nem por isso.
Come�a de novo.
- Quando costumas a ir a Courchevel? - Demasiado banal.
Pelo menos diz uma frase!
Se a verifica��o for interrompida mais de 6 segundos,
reinicia-se automaticamente e � in�til durante um minuto.
E a� deves encant�-lo!
Foi assim que seduziste a minha m�e? Encantando-a?
Ela dizia que nenhum homem gostava dela assim, segurando nos seus bra�os como tu.
Ela dizia, um homem que mant�m os bra�os sobre ti... Nunca vai deixar-te.
Ela tinha tanta a certeza que ias voltar.
Ela n�o parou de te desculpar.
No dia do fogo, eu estava na escola,
ela estava sentada no sof�.
Como todas as manh�s.
E os bombeiros encontraram-na.
Estava no sof�. Ela nem tentou sair do apartamento.
Talvez porque estava � tua espera.
Eu sempre digo que ela morreu...
� tua espera.
Sinto muito.
Um minuto, sabes?
Se tiveres sucesso, tamb�m ter�s sucesso com o Romain.
Caroline, n�o fui feito para isto.
N�o consigo imaginar uma casa, uma esposa, crian�as, um c�o e um gato.
Tamb�m eu.
Sou al�rgica a pelo de gato.
V�s?
E nunca te sentiste arrependido.
N�o havia nada para me arrepender,
teria sido um p�ssimo pai.
Bem, � mais f�cil duas meninas verem fotos.
Depende destas meninas.
Viste os meus �culos?
Podes limpar esta confus�o?
N�o fui eu, foi ela! Compraste-lhe presentes.
Vejo que est�s a ir muito bem.
Sim, estou bem.
Queres que eu v� contigo?
Posso fazer vigil�ncia. Distrair, ou...
Ao fazer isto, nunca estive 24 horas a ver lentamente...
Caroline, o que � que...
Estou pronta.
Olha para ele, o velho ali.
Aquela vaca. De certeza que ele tem
um marcapasso feito de tit�nio, aquele pai Natal.
- Queres repetir isso? - N�o, nada.
Pede desculpa.
Desculpe, senhora.
- Miss. - Desculpe, Miss.
O que foi isso? Pedimos desculpas, senhor.
Isto n�o � motivo!
Faz-me um favor. Nunca confies nestes cabr�es.
Ou o qu�?
Caroline...
Est�s muito bonita!
N�o te esque�as. Se algo correr mal coloca isso nos �culos dele.
N�o digas que est�s preocupado comigo.
N�o leves isso com ligeireza.
O que � isso?
Carole, sou eu, o Fred.
- O que fazes aqui? - Disseste que podia vir.
Nunca disse isso.
Como assim. A s�rio? Estavas desesperada.
Desde que o Malware deixou de funcionar e eu disse,
que � melhor instalar um v�rus metam�rfico.
Mas o problema com v�rus metam�rficos,
se algo correr mal, o banco pode nos localizar directamente.
Sim, mas tens outra solu��o?
Um pouco pequeno para o teu pai.
N�o � mau, � uma casa segura, janelas � prova de balas,
Internet segura, a Su��a e a It�lia fica a duas horas.
- A s�rio. - Sim.
Metam�rfica ou n�o? S� tens 20 horas.
Adoro desafios.
N�o sabia que sabias conduzir um tractor.
N�o � um tractor, � uma carro de neve.
- Alugaste a mota? - N�o, roubei-a.
Desculpe.
Barcos?
Sempre. Tenha uma boa noite.
- N�o! - Sim!
Boa, boa, bravo, bravo.
Bravo, bravo, bravo.
Bravo.
- Tu... - Tenho que informar o meu pai.
Sim, o teu pai... O teu pai.
- Queres que eu espere? - N�o te preocupes, fico bem.
- Bem... Adeus. - Adeus.
Tenho que inform�-lo. � pelo projecto.
- Fred, desculpa. - Eu percebo.
Fred, �s cansativo. Eu n�o te pedi nada.
N�o pedi para vires.
Sim, muito bem.
Bom apetite.
Obrigado. Posso confi�-la uma coisa?
N�o fui capaz de resistir a um Cigale de 16 metros.
� um �ptimo barco � vela. Mas cuidado,
com ventos fortes, n�o � muito est�vel atr�s.
Agora, n�o posso mais troc�-lo.
Por outro lado, tem uma cabine muito confort�vel, o melhor do mercado.
- Posso? - Claro.
Um vodka por favor, senhor.
O que fazes aqui?
Tamb�m estou feliz por te ver. Tive um dia muito cansativo.
Ela est� a divertir-se, a tua princesinha.
E para tua informa��o, desvendei o c�digo.
"Fingers in the nose." Obrigada.
Volta j� para o chal�. Se algu�m nos v� aqui juntos...
Bravo, Carole. Claro que n�o foi nada f�cil de desvendar o c�digo em 24 horas
com uma actualiza��o a cada 15 minutos.
Devo dizer, fizeste-me levantar. Realmente, um campe�o!
Desculpe.
Lamento muito.
- Desculpe, vou deix�-la sozinha. - Claro.
- Desculpe. - N�o, a culpa foi minha.
Tenha uma boa noite.
Desculpe. Sou al�rgica ao Champanhe.
Estou a ver. Muitas bolhas? Muita emo��o?
� isso. Agora tenho de ir.
Isso � uma mania sua, n�o �? A saia, os �culos.
Tudo desaparece. Pode, por favor, dizer-me
quando � o pr�ximo espect�culo?
Eu estou zangada comigo. E al�m disso, eu tamb�m o incomodei.
Uma mulher t�o bonita n�o se deixa esperar.
Sim, � verdade.
Desculpe por ter lhe feito esperar.
J� volto. D�-me um minuto.
Sim.
N�o sei o que me impede de bater-te na cara.
- A culpa n�o � minha... - Estragaste as coisas.
No entanto de onde eu estava n�o ficou �ptimo.
Que criancinha. N�o � poss�vel.
Trata-se de 15 milh�es.
- Como o conheces? - N�o o conhe�o.
Conhece-lo?
Ele reconheceu-te. O que sabes sobre ele?
Aconteceu por acaso quando estivemos aqui. No dia do teste.
Ele cruzou-se no meu caminho. Juro que � verdade.
N�o percebes que � o golpe do ba�?
Posso faz�-lo.
"Posso faz�-lo." Cabe a mim faz�-lo!
- D�-lhe os �culos e o GHB. - N�o.
Os �culos e o GHB.
No dia que preparas isso, eu amarro um saco � cabe�a.
Quando perceberes que isso n�o funciona,
coloca 2 gotas no copo dele e ele j� era.
N�o me desiludas.
- Aqui est�, pedi vinho para si. - Parece-me muito bem.
Sim, tenho miopia.
Se levantar-me, nem consigo ver os meus p�s.
Percebo. Isso pode explicar...
Precisamente, � por isso que sou muito desastrada.
� assim, como as unhas.
Mas sabe que n�o est� nas m�os julgar uma jovem mulher.
- A s�rio? - Sim, s�o as sobrancelhas.
- As sobrancelhas. - Sim.
N�o reparou? As sobrancelhas dizem muito.
Por exemplo, mulheres com sobrancelhas mal feitas
em geral s�o muito frustradas. - O que ela est� a dizer?
Ent�o, as suas sobrancelhas...
Ent�o, diga, o que dizem quando olha para elas?
Vejo uma sobrancelha, sendo sincero, est�o bem cuidadas.
Com um pouco de loucura.
Algo selvagem.
Na verdade, tem sobrancelhas de uma mulher que n�o est� a enganar.
E eu gosto disso.
�ptimo. Tem sobrancelhas de um leopardo que est� pronto para atacar a sua presa.
- A s�rio? - Sim!
Digo o que sinto.
N�o pode ser verdade! N�o se vire!
Porque n�o?
H� um grande rolo de carne na nossa direc��o.
- E quem � o "rolo de carne"? - Continue a falar.
- Carole? - Fred.
N�o olhe para ele. Continue a olhar para mim.
Quem � aquele tipo?
Pensei que estavas com o teu...
N�o posso falar agora, Fred. Depois falamos.
Ou�a, seu sapo, n�o olhe assim para mim. A senhora n�o quer falar consigo.
- Esque�a, ele n�o vale a pena. - Eu n�o valho a pena. Eu sou um...
Cocas. Aten��o � linguagem, ou vai ter que passar por mim.
- N�o faz mal. - Entendido?
Se ficar quieto, por exemplo... Haver� lugar para relaxar um pouco?
� para rir! Muito divertido.
Vai dormir!
Senhor, pare com isso!
N�o � poss�vel. V�o come�ar outra vez!
Parem!
Est�s doida?
� isso. Para n�o ver estas criancices, vou-me embora.
Desculpem.
Volta aqui, Caroline.
Porque est�s t�o sens�vel? Ela � sens�vel, n�o �?
Como a sua irm�.
Merda!
Entra! Recomendo vivamente.
Para onde vamos?
H� um jacto para Roma que nos espera.
J� disse, o plano foi cancelado. A minha irm� estragou tudo.
Sabes quantos homens eu apostei para este plano?
- N�o chegamos ao banco a tempo. - O problema n�o � meu.
Eu juro, as coisas correram mal.
Eu conhe�o o Patrick, ele nunca desiste de um golpe!
Ouve, fiz tudo o que me pediste.
N�o � o suficiente. Volta l� e certifica-te que o plano continua.
E como queres que eu fa�a isso?
O que est�s a fazer?
Deixo-te a conceber o plano.
Est� muito frio. Estamos no meio do nada.
Merda!
Sobrancelhas teimosas.
Estas sobrancelhas querem pedir desculpa.
Vim desculpar-me. A minha vida est� um pouco complicada...
Aquele homem de verde, n�o sabe o seu lugar,
n�o acha que merece melhor?
N�o, por favor. N�o sabe nada sobre a minha vida.
Carole Perceval, 32 anos,
altamente talentosa em inform�tica e mora com sua m�e em Paris.
Pai inc�gnito.
Frederic Campana, conhecido como Fred, 34 anos, o seu colega.
Posso dizer, considerando o comportamento dele, acho que ele pensa que � seu namorado.
Muito bem, tem registos de todas as suas conquistas?
Porqu�? Foi conquistada?
Acho que ele preferia a m�e dele, aquele Fred.
H� tipos que ser� melhor evitar como a peste.
Ou encontrar uma vacina.
Tem uns l�bios bonitos, sabia?
Gostaria de saber como sabem se os pressionar no meu clit�ris.
Vamos ver.
Estou com sede.
J� volto.
Sem elevador de esquis, sem telef�rico,
a cinco metros de altura, s�o as montanhas que adoro.
Vejo a neve, mas � dist�ncia.
� a isso que se chama de luxo e as pessoas acostumam-se rapidamente.
Imagino.
Onde estou agora est�o 35 graus. Onde est� est�o -20�c.
Em 30 segundos morre de frio.
Depois ressuscita-me.
- A n�s! - Sim, a n�s.
Adoro.
Est� bem?
Est� quente.
Est� muito bom.
Gosta de mim, minha princesinha?
Minha princesinha da neve. Sim.
Com sucesso.
- Trago-te um ch�. - Um caf�.
Tem aten��o � tua conta, eles querem apanhar-te em flagrante.
Quem?
Europol. Eles querem que eu te denuncie.
Se n�o, eles mandam-me para It�lia. H� um mandado de deten��o contra mim l�.
- N�o fizeste nada? - Tentei.
O que temos aqui? � o Stradivarius!
J� n�o precisamos de uma tomografia. N�o temos que atacar mais.
Isto � o Stradivarius. Aqui est� ele.
E sim, roubei ao Romain. Do quarto dele.
Droguei-o com o GHB e peguei no Stradivarius.
E aqui estou eu.
- Isso � de doidos, muito bom. - Tens o c�digo da mala?
O c�digo? N�o, mas o Stradi est� aqui, tenho a certeza.
Ent�o, s� temos que abrir a mala.
Isto � uma mala IMSEC. Se colocarmos o c�digo errado,
ou tentarmos for�ar o mecanismo,
dispara uma ampola com um g�s corrosivo.
Um produto que reduz tudo a p� em dez segundos.
Consegues imaginar o que pode acontecer com estas ripas de madeira de 300 anos?
Quando o Romain acordar e n�o encontrar a mala, vai perceber tudo.
O que fazemos agora?
Quando ele acordar, tem que pensar que teve sexo.
Assim? Sim, naturalmente.
Ele deve sentir-se lisonjeado. Caroline, tira a roupa.
- Eu? - N�o, a Carole.
- Disseste Caroline. - N�o vou despir-me.
- R�pido! - Vira-te.
- Sou o teu pai. - Sim, sim, aqui vou.
- N�o gosto disso, vais "mudar-me a fralda". - N�o vou olhar para ti.
N�o vai resultar.
- Ele vai perceber. - Agrada-o, tipos como ele gostam disso.
O que que digo? Foi a noite do s�culo?
Eu disse para o agradares.
Diz-lhe... Que ele tem ombros fortes.
Ombros que gostas de assegurar, quando est�s com ele.
Estou aqui. Um pouco de modera��o.
Diz-lhe que ele te acariciou. Onde gostas tanto.
Isso n�o pode continuar assim.
Diz-lhe... N�o digas nada. Perfeito.
Est�s �ptima.
Temos que ir. Quando ele acordar, diz-lhe
que ele ficou sonolento do Whiskey japon�s que bebeu.
Tens mais do japon�s do que o escoc�s. Raios.
N�o me deixem sozinha! Eu pe�o, n�o me deixem aqui!
Sorri. Se tiveres medo s� tens de sorrir.
Minha princesa, sim, sim.
Minha princesa.
Suavemente.
Estou, m�e. Agora n�o posso!
N�o posso falar, mam�. Estou numa reuni�o.
�s 6h40? Sim, mas tem que ser cedo.
Ouve, m�e, estou na cama com um homem, aqui tens.
Um homem alto, bonito, musculoso e com um p�nis daqueles.
N�o, n�o vou passar-lhe o telefono.
N�o � poss�vel. � tudo, adeus.
- A que horas? - 6h40.
O que fazemos aqui no ch�o? N�o me lembro de nada.
Nem eu, tenho dores de cabe�a.
Foi o whiskey. O Japon�s, n�o foi?
Aquele foi forte. Mais forte do que o Escoc�s.
� verdade. O Escoc�s � menos forte do que o Japon�s.
Sim, tem raz�o. Se tem enxaqueca est� tudo na sua cabe�a.
Tem uns belos ombros.
- S�o bastantes fortes. - � muito doce.
- Tenho que ir. - N�o, hoje �s minha prisioneira.
Tenho uma infec��o urin�ria.
- E ent�o? Correu bem? - Acho que sim, ele n�o desconfiou.
�ptimo.
Lidar com estes velhotes.
- Ficar acordada at� tarde com algu�m. - �s de mais!
Pode ser que a minha m�e tenha raz�o. Ele tem algo de especial.
� verdade. Sabes que mais?
Acho que devias usar um la�o como este, seria muito bom.
N�o est�s nada mal com esta atitude quando l�s.
- Parece bastante natural. - Mas sou bastante natural, sabes?
Renoir usou uma mistura de tinta e terebintina para esta pintura.
D�-nos um efeito brilhante.
N�o � o melhor trabalho dele, mas h� uma vibra��o nas cores.
Sempre que o penduro, sinto-me em casa.
Ent�o, � um original.
Est�s com frio?
Est� aqui tudo. Quem, quando, como.
Ele quer faz�-lo um dia depois do anivers�rio do Tobias?
Sim.
� estranho. Eu faria isso no mesmo dia.
� por isso que ele foge sempre de ti.
Ent�o, esta � a �ltima vez que nos vemos?
Sim.
Infelizmente. Comecei a adaptar-me a ti.
- Porque fizeste isso? - Para ver o que daria.
Estou! N�o posso falar agora.
Tenho de ir. O meu pai est� a tramar alguma coisa.
- N�o contaste tudo? - Tudo.
Desculpa.
Carole, j� trabalhamos juntos h� tr�s anos.
E estou apaixonado por ti h� tr�s anos.
- Porque fizeste isso? - N�o sei, queria ver no que ia dar.
E?
- Raios, quem � outra vez? - Acho que � o teu pai. A tua m�e?
- A minha irm�. - Tens uma irm�?
Estou?
- Tens a certeza que � ele? - Sim, aquele � o helic�ptero para amanh�.
- E agora? - S� um lugar?
Aquele sacana. Ele mentiu-nos deste o in�cio!
- E porqu�? - Pensa um pouco.
Ele estava sozinho, ele precisava de ajuda e ningu�m de confian�a.
Ele chamou-nos. Mas ele sabia muito bem que eu ia recusar.
Foi por isso que ele inventou esta hist�ria com o Guillaume.
E desta forma fui obrigada em ajud�-lo.
Mas porque ele n�o fez a mesma coisa comigo?
Porque ele sabia que ias chatear a sua alma cr�dula.
� verdade.
� isso. Mas posso dizer-te, no dia que eu percebi
que n�o conseguia codificar o c�digo, estava no fundo do po�o.
Felizmente o Fred apareceu...
N�o! N�o, espera a�, ele n�o contou ao Fred.
Porque teria ele feito aquilo?
Enviou uma mensagem sobre ti. O jogo foi jogado.
Ele fez isso com as nossas m�es. E fez outra vez connosco.
Agora que os 15 milh�es acabaram, ele desaparece outra vez.
"Se" aqueles 15 milh�es foram para a conta dele.
Estou interessada.
Senhor, senhoras, em que nome est�?
Eduardo Costa.
Obrigada.
- Merda, � a minha m�e. - N�o diria melhor.
- Eu sei. - Ela � bem chata.
Sim, ela pode ser chata, mas esta batalha aqui devemos a ela.
Porque n�o herdei dele o talento para a matem�tica.
Obrigado, muito obrigado!
Exactamente � meia-noite, mas n�o mais tarde.
Sabes, no final de tudo estou feliz, n�o deveria dar ouvidos �s tuas ordens.
- Fico surpresa. - Eu tamb�m, meus tesouros.
Feliz anivers�rio, Sr. Van Gaal!
Deixe-me apresent�-lo, a minha assistente Katja.
Sopre as velas, Sr. Van Gaal!
Extraordin�rio! Formid�vel!
Sincroniza��o perfeita. Estou surpresa.
O pai n�o suspeita de nada?
Estranho, � a primeira vez que o chamas de pai.
E ser� a �ltima vez. Ele � muito arrogante para isso.
Sopre as velas, Sr. Van Gaal!
Ainda vais aproveitar.
� estranho como consegues sempre.
Sim, acreditarias que tens vergonha de n�s.
E ent�o � verdade que n�o temos sucesso em lado nenhum.
Mas isso � por causa da falta de autoridade na nossa inf�ncia.
E n�s tamb�m n�o tivemos nenhum exemplo disso.
Merda.
E pronto! Sr. Van Gaal...
Desejamos-lhe um feliz anivers�rio.
Senhora...
- Ele tem sorte. - Obrigado.
Nunca estiveste nos nossos anivers�rios!
�s imposs�vel!
N�o te desejo boa sorte porque d� azar.
Boa sorte, pap�.
Vamos a isso, Carole.
Tem cuidado.
Respira fundo. Coragem!
�s tu. O que fazes aqui?
Desculpe, mas est� a ser muito inconveniente.
Vai odiar-me.
E porqu�?
O Patrick est� vivo.
Como � que sabe disso?
Ele � meu pai. Se ele descobre que eu estou aqui, ele mata-me.
Olhe para mim, onde est� ele?
No hotel.
Entre.
Estou a ouvir.
Ele saiu do carro e contactou-me.
Certo. O que me interessa �, porque est� a dizer-me isso agora?
Quando ele partiu, eu ainda n�o tinha nascido.
Mas eu sempre soube que ele voltaria um dia.
Esperava todos os Natais para receber um presente extra.
Pensei em todas as cerim�nias de final de ano e v�-lo l� sentado no meio da multid�o.
E que tinha muito orgulho em mim.
Um dia a minha m�e colocou as coisas dele fora,
mas encontrei uma das camisas dele e fiquei com ela, como um abra�o.
Mais 15 segundos.
Consegue imaginar que quando ele voltou, n�o consegui resistir.
A sua hist�ria � muito triste.
Mas o que quero saber, � porque est� aqui?
Eu n�o quero que ele tenha sucesso.
- Muito bom, Carole. - Qual � o plano dele?
Eu garanto que prefiro n�o ficar com a saia presa na porta.
- Qual � o plano dele? - Eu n�o sei.
Se eu n�o voltar ele pensa que � uma trai��o.
Carole? Carole? Est�s bem? Carole?
Lament�vel, preferia coloc�-la no jacuzzi.
Carole, o que se passa? Diz alguma coisa! Carole?
Sra. Van Gaal.
Vladimir Akhmatov, o melhor fabricante de violinos de Saint Petersburg.
- N�o confia em mim? - Nem um pouco.
Por favor.
E se eu estivesse no quarto dele amorda�ada?
- Partia a janela e entrava no quarto. - Sim pois, ele quase matava-me.
Mas n�o aconteceu.
- Tens muita certeza. - Exactamente como a tua m�e dizia.
Magn�fico!
R�pido, r�pido, entrem.
A hist�ria foi muito boa. Fiquei impressionada.
Tive um �ptimo professor.
S�o 15h47. Tens 10 minutos.
Uma vez que o dinheiro est� na conta vais deix�-lo aqui
e encontramo-nos no lugar combinado.
Estou orgulho de voc�s. Somos uma bela equipa.
At� logo, Pap�.
- Ouviste aquilo? - � tudo tretas.
Vais ver uma janela do UBS aberta no teu ecr�.
� o Romain que est� ligado � conta.
- E a �ris? - Espera.
Agora.
- A transfer�ncia est� pronta. - Muito bem.
Est� tudo perfeito.
- O dinheiro est� na conta do Romain. - N�o por muito tempo.
Tens a certeza que queres isso? Apesar de tudo, � o nosso pai.
Nunca tive tanta certeza na minha vida.
Agora na nossa conta temos mais de 15 milh�es.
- E na conta do pap�? - Nada.
Estamos milion�rias! Vamos sair daqui.
Vai me desculpar, mas os meus convidados est�o � minha espera.
Pode usar o bar.
Coitado do pap�.
Quando ele estiver no helic�ptero que vai para Luxemburgo,
vai ficar muito desiludido.
Fica-te bem.
- Achas? - Sim.
- N�o como em ti! - Vamos.
Nada � demais para ti, meu querido.
Obrigado, n�o acredito. Obrigado, mam�.
Porque est� o elevador a demorar?
- Merda! - O que foi?
Os teus sapatos.
Por favor? Eu disse: Por favor!
Depressa!
Volta aqui, n�o podes fugir, minha princesa!
Com licen�a!
Meu Deus!
Acredites ou n�o, eu gosto de ti, Patrick.
Mas prefiro matar-te.
Obrigado.
Est�s bem?
N�o h� nada para falar com aquele sacana.
Depressa, temos que ir. Vamos!
Esperem por mim! Imposs�vel.
Obrigada. Mas n�o falta lugares no helic�ptero.
Se n�o conseguimos fugir naquilo. Procuramos outra coisa.
Est�o a falar do qu�?
N�o te preocupes, sabemos de tudo. O Guillaume, Europol, Fred, as mensagens.
- Mentiste desde o in�cio. - Depressa!
O Guillaume e o Fred, foi para ter a certeza
que ficavam e o dinheiro estava na vossa frente deste o in�cio.
- Assim? - Sim.
N�o o ou�as!
Eu adoro-vos!
N�o v�o partir sem mim?
Em 2 horas estamos em Luxemburgo,
e conseguimos 15 milh�es em pequenas denomina��es.
Conseguimos!
N�o haver� pequenas denomina��es, pap�.
Como assim?
Deixamos a conta do Romain vazia como combinado.
Mas depois transferimos para outra conta.
Que conta?
Outra conta, uma conta nossa. N�o h� nada em Luxemburgo.
N�o fizeram isso?
Sim, fizemos. Perspectiva.
Prepara��o.
Perspectiva.
Fizeram isso? Est�o a gozar comigo?
Mas voc�s est�o chateadas!
� gen�tico.
Encontramos a pr�xima pintura aqui, sigam-me, por favor.
O que vemos aqui � uma obra-prima do famoso Claude Monet:
"Gelo no Sena em Bougival"
� demais!
J� chegaram, meus tesouros.
Vai ficar muito bem na nossa chamin�.
- �ptimo. - Linda.
Sincronizadas por: RicardoB/2019
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