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EU E OS URSOS
Quando cheguei a White Bird,
havia sa�do h� tr�s semanas do servi�o militar.
Tinha planeado vir com um amigo, Larch A-Tas-Ka-Nay.
Esta era a sua terra natal.
Mas uma noite, em patrulha, houve um ataque de morteiros.
N�o tinha vindo para relembrar o passado. Tinha algo para fazer.
Encontrar o pai do Larch.
Ele era o chefe de uma pequena tribo de �ndios chamados Os Taklutes.
Tinham uma povoa��o nas margens do lago White Bird.
A loja do Oliver Feto Vermelho.
Tinha ouvido falar no Oliver.
Um licenciado que voltou para servir o seu povo.
Ol�.
Sam Fala Com �guia.
N�o tinha ouvido falar nele,
mas iria ouvir.
Ol�.
Podem dizer-me onde encontrar o Sr. A-Tas-Ka-Nay?
� funcion�rio do governo ou algo assim?
- N�o. Porqu�? - O que quer com Peter A-Tas-Ka-Nay?
Era amigo do seu filho, Larch A-Tas-Ka-Nay.
- �ramos da mesma divis�o no Ex�rcito. - Sou o pai dele.
Sou o Bob Leslie, senhor.
Eu e o Larch �ramos amigos.
Estes s�o os seus pertences.
Achei que gostaria de ficar com eles.
Lamento, senhor.
Ouvi tanto sobre este lugar que pensei ficar c� uns tempos.
Acampar.
Sou guia registado.
Tenho um esquife para pescar, uma espingarda 30-30 para ca�ar.
Muitos alces e pumas.
Quinze d�lares por dia. Voc� fornece a comida.
Eu n�o ca�o, s� pesco.
Tenho uma cabana em Nugget Creek.
A uns quil�metros do lago. Precisa de arranjos,
mas alugo-a por 30 d�lares durante a esta��o.
Parece-me bem.
H� salm�o e truta-arco-�ris no riacho.
E ouro tamb�m, se quiser procur�-lo. Quer v�-la?
N�o, acredito no que diz.
Vai precisar de uma canoa. O Sam aluga-lhe uma.
- Quinze d�lares. - Ele aceita dez.
Muito bem. Dez.
- Tamb�m preciso de mantimentos. - De que precisa?
D�-me feij�es.
Um pouco de Bacon.
Caf�.
Sim, mel.
Durante a travessia do lago, lembrei-me do que o Larch dizia sempre:
"Para certos veteranos agitados, White Bird seria bom rem�dio."
E come�ava a entender o que ele queria dizer.
Fiquei animado ao ver o meu primeiro alce.
E um lobo.
E um puma.
Comecei a reflectir novamente quando vi a alce-f�mea.
Ela tamb�m fugia.
Mas sabia para onde ia.
Eu n�o.
Por isso queria ficar sozinho.
Talvez pudesse descobrir o que fazer com o resto da vida.
Mas as respostas viriam mais tarde.
Naquele primeiro dia, sentia-me bem com toda a situa��o.
Foi ent�o que vi a cabana do Oliver Feto Vermelho.
N�o era grande coisa, mas era um lar.
E tinha habitantes para o provar.
Uma fam�lia de guaxinins.
Mais algu�m?
Muito bem, hora do check-out. Todos para fora. Vamos.
Sai.
As limpezas demoraram v�rios dias.
E depois vieram as repara��es.
Com tanto que fazer,
s� passada quase uma semana � que vi os ursos.
Aprendi logo uma coisa.
Os ursos negros e castanhos s�o o mesmo urso.
T�m apenas cores diferentes.
Na manh� seguinte, ia pescar peixe fresco para o pequeno-almo�o.
Mas a calha de lavagem abandonada ao longo de Nugget Creek
provocou-me febre do ouro.
Via-se alguma cor. E eu sabia reconhecer ouro.
Tamb�m devia ter reconhecido que estava em apuros.
Mas n�o reconheci.
Ol�, rapazes.
Esperem. N�o fujam.
Aprendi a regra capital da terra dos ursos...
Nunca se meter entre a m�e ursa e as suas crias.
Batear ouro rendeu-me meia hora de sal�rio em dois dias.
Ao terceiro dia, recebi uma visita.
Sr. A-Tas-Ka-Nay. Ol�.
Entre.
N�o, vem.
Tenho algo para ti.
S�o do meu filho.
Talvez as possas usar.
Sim, claro que posso, mas...
Ele era teu amigo.
Agrade�o. Certamente que as usarei.
Um momento. Tamb�m tenho algo para si.
Volto j�.
Sr. A-Tas-Ka-Nay?
N�o, quero que fique com ela.
Sr. A-Tas-Ka-Nay.
Um aperto de m�os era a �nica forma que sabia para aproximar-me do velhote.
Ele queria que falasse do Larch, conseguia senti-lo.
Mas n�o suportava ouvir.
Ouvi algures que a natureza nasce domada e as pessoas tornam-na selvagem.
Isso mesmo. Anda c�.
Anda. �ptimo.
Mais um bocado.
Toma um pouco de sal.
Anda.
Ca�adores.
Ent�o, percebi. Os ursos.
Pelo som, os disparos tinham vindo do territ�rio dos ursos.
Tinha-os visto por aqui v�rias vezes,
nas �ltimas semanas.
Mas n�o estavam nos locais habituais.
Sam Fala Com �guia e os seus colegas ca�adores.
Tinham matado a m�e.
E as crias?
Coitados.
O que ser� de voc�s agora?
Quem vai tomar conta de voc�s?
Caramba.
Parece que sou eu.
Primeiro, tenho de descobrir como vos tirar da�.
N�o se mexam. Volto j�.
A sua confian�a teria de ser ganha pela comida.
Como n�o sabia o que as crias comiam,
misturei um pouco de tudo.
Venham comer.
Muito bem.
Calma.
Est� tudo bem.
Calma.
Tenham calma. N�o vos vou fazer mal.
As crias talvez n�o gostassem de mim, mas adoravam a minha comida.
Uma segunda dose talvez os convencesse.
E convenceu.
Entrem.
O que se passa?
Est� tudo bem. Acalmem-se. Devagar. Ningu�m vos vai fazer mal.
Calma.
Isso mesmo.
Calma.
Muito bem. Est� tudo bem. Ningu�m vos vai fazer mal.
Os pequenotes vieram para comer
e eu n�o ia desapont�-los.
S� tinha de os acalmar, provar que era amigo deles.
Vamos l�.
Que del�cia.
V�, sou eu. N�o vos vou fazer mal. Venham.
Venham.
S� para provar?
V� l�.
V� l�.
Anda.
Isso mesmo. Anda.
Sim, anda.
Isso mesmo. Sim. � bom, n�o �?
Que tolice!
Eu e os ursos pass�mos o dia enfiados na cabana
e, nessa noite, ainda os tentava conquistar.
Parecia que os �rf�os achavam que s� se tinham uns aos outros.
Ainda est�o assustados?
V�o ter de come�ar a confiar em mim.
Talvez os estivesse a for�ar demasiado.
O melhor a fazer era relaxar e esperar.
Entretanto, mais valia dar-lhes nomes.
O pequenote com a comich�o tinha de ser o Scratch.
Claro que a cria negra com a mancha branca era o Patch.
O castanhinho era uma castanhinha.
Chamei-lhe Rusty.
Foi o Patch a dar o primeiro passo amig�vel.
Nesse momento, de uma forma m�stica,
criou-se um la�o.
Em breve, incluiria os outros.
Mas seria sempre um pouco mais forte entre mim e o Patch.
Nessa noite, pela primeira vez na vida, tinha uma fam�lia.
No outro dia, comecei a minha carreira como m�e ursa.
Pretendia fazer apenas o que ela faria.
Ensinar as crias a serem auto-suficientes.
E n�o seria f�cil.
Para estes pequenotes, aprender ficava em segundo.
Primeiro vinha a brincadeira.
A coisa de que mais gostavam al�m de brincar era de comer.
Pelo que tinham de aprender o que deviam comer.
Um porco-espinho n�o, mas framboesas sim.
Crian�as, tenho algo para voc�s.
Anda. Olha.
Ap�s conclu�rem as framboesas, pass�mos para o curso de prote�na.
Larvas e escaravelhos.
Onde os encontrar e apanhar.
V�s, aqui.
Sim, que tal?
Nos dias seguintes, as crias iam um pouco mais longe
em cada visita de estudo.
At� que um dia sumiram e se meteram em apuros.
Uma cria de alce!
Para as crias, era um companheiro de brincadeira.
Mas o alce n�o pensava o mesmo.
Ent�o, malta.
P�ra com isso!
V�. Sai daqui.
Sai daqui. Fora! Vai-te embora!
Rusty?
Patch?
Vem c�, Rusty. Anda.
Ol�, Rusty. Vem c�.
Vem c�, querido. Vem c�.
Espero que tenham aprendido.
A vida com as crias n�o era s� treinos e sarilhos.
Eram tempos de pregui�a e paz, onde s� o momento interessava.
Alguns dias, que come�avam pac�ficos e calmos,
n�o terminavam dessa forma.
Como quando fomos todos pescar no lago White Bird.
Era um daqueles dias.
O Sol brilhava, os peixes estavam a morder.
E o Patch nomeou-se �nico encarregado pela pescaria.
Sim, tudo parecia calmo.
Mas n�o ficaria assim.
Desta vez, a tripula��o comportou-se.
O capit�o � que esteve mal.
Maldi��o!
Para o Patch e o Scratch era cada urso por si, mas a Rusty ficou.
Im�vel e serena.
Est�s bem?
Por aqui.
Isso mesmo.
Boa. Continua a remar.
Foi ent�o que decidi lembrar �s crias algo que elas tinham esquecido.
Subir �s �rvores.
Crian�as, venham.
Venham c�.
Muito bem, crian�as. V�, vamos. Vamos subir � �rvore.
�rvore.
Vamos. Isso mesmo. Sobe.
Muito bem, Patch. Vai, Rusty.
Sobe. �rvore.
Vamos. �rvore.
Isso mesmo, Rusty.
�ptimo. Onde est� o Scratch?
Nunca imaginei que o apetite de uma cria de urso
duplicasse por cada quilo ganho.
Mas � bem verdade.
O que se passa?
O que vou fazer convosco?
Tenho de fazer duas viagens pelo lago para ir � loja.
Ou�am, malta. � a primeira vez que v�o � loja do Oliver
e � uma ocasi�o especial.
Quero que se comportem, est� bem?
Durante a viagem, decidi que as crias deviam estar controladas.
Ent�o, antes de chegarmos, arranjei uma trela para cada um.
Isso serviria para evitar problemas.
Mas n�o foi o que aconteceu.
Esperem. Esperem, malta.
Esperem.
Muito bem.
O que se passa contigo? Anda. Anda, Patch.
Anda. Rusty, anda.
Vamos.
Para tr�s! Afastem-se! Saiam daqui!
�rvore. �rvore, Scratch. �rvore.
V�, saiam daqui. Fora!
Obrigadinho pela ajuda.
ESTA��O DE CORREIOS
Qual � o problema desta gente? Os ursos podiam ter morrido.
Vives aqui, amigo. Tens muito para aprender.
Somos da tribo do urso. O urso � nosso irm�o.
E n�o se importam se os seus irm�os morrem?
Acreditamos que � melhor morrer do que ser capturado.
N�o os capturei.
A m�e deles foi morta. Estavam indefesos.
S� estou a tentar proteg�-los at� serem auto-suficientes.
Ou at� os poderes vender por bom pre�o.
Espera a�.
O branco faz tudo por dinheiro.
- Cartuchos. - Sam, est�s b�bedo?
Eu disse "cartuchos", n�o u�sque.
Os nossos irm�os ser�o livres!
Espera!
Ou�a, Sr. A-Tas-Ka-Nay.
Este homem est� b�bedo ou � maluco.
Queria matar as minhas crias.
J� matou a m�e deles.
Isso � mentira.
Est�vamos a ca�ar alces.
Senhor, j� tentei explicar, mas ningu�m parece compreender.
S� estou a tentar proteger as crias.
Ent�o porque as prendeste?
Tinha de as trazer comigo. N�o as podia deixar sozinhas.
Um urso n�o � um c�o.
Um urso deve ser livre.
E ser�o, quando forem mais velhos.
O que fizeste � errado.
Errado como?
Enfureceste o Grande Esp�rito.
� ele o guardi�o dos ursos.
N�o �s tu.
O Grande Esp�rito n�o protegeu a m�e deles.
Sr. A-Tas-Ka-Nay, deve compreender
que estes ursos s�o muito... - N�o.
Tu � que � novo demais.
Os jovens perderam o respeito.
Leva os ursos para onde os encontraste.
- Liberta-os. - Sr. A-Tas-Ka-Nay, por favor.
Basta!
Este � um dia mau.
Acontecer�o coisas m�s ao nosso povo.
Lamentei que o velho Peter se zangasse.
Mas a supersti��o dos �ndios n�o mudaria os meus planos para as crias.
N�o enquanto n�o estivessem prontas.
Importas-te? Estou a tentar martelar.
V� l�.
Pelo menos n�o foram as crias a gerar a pr�xima grande complica��o.
DEPARTAMENTO DE PARQUES E LAZER
- Ol�. Podemos desembarcar? - Claro. Entrem.
- Como vai? Sou o John McCarten. - Bob Leslie.
Sr. Leslie, sou o Comiss�rio Gaines. Somos do Departamento de Parques.
Prazer, comiss�rio.
- S�o qualquer coisa. - Venham.
- Que engra�ado. Anda. - Aqui t�m.
Aonde v�o?
- Tem a� uma fam�lia e peras. - Sim.
Como os mant�m t�o mansos?
N�o os quero muito mansos. O suficiente para serem amig�veis.
- Estou a ver. - Tomem um caf�.
Caramba.
- E biscoitos. - Todos os confortos do lar.
Tentamos. N�o s�o grande coisa.
- S�o �ptimos. - Obrigado.
O caf� � bom.
Vamos directos ao assunto, Sr. Leslie.
O que � feito dos �ndios?
Porque desaparecem sempre que um dos nossos c� vem
falar com eles?
Lamento, comiss�rio. N�o sei de nada.
N�o sei do que fala.
H� quanto tempo est� aqui?
- Uns dois meses. - Percebo.
D�-se bem com eles?
Mais ou menos.
Actualmente, n�o com o Chefe A-Tas-Ka-Nay, mas dou-me bem com o Oliver Feto Vermelho.
Tentaram na loja dele? H� sempre...
Tent�mos. Nem vivalma por perto.
- Isso � muito estranho. - N�o, n�o �.
Nos �ltimos anos, vim c� acima meia d�zia de vezes
e acabo a olhar para �rvores ou c�es vadios.
Continuo sem saber de nada.
- Importa-se... - Ora essa. N�o � segredo.
Na primavera, enviaremos uma equipa para come�ar a constru��o.
Toda esta zona ser� um parque nacional.
Um parque nacional? Aqui?
� propriedade do Governo. N�o � uma reserva.
H� grande procura por zonas recreativas em todo o pa�s.
Precisamos de mais para ontem.
Percebo. E quando o parque for constru�do, os �ndios t�m de sair. � isso?
Exactamente.
Estas coisas nunca s�o agrad�veis.
Mas gostar�amos de reunir com o conselho tribal
e discutir o assunto.
Mas se os �ndios n�o t�m escolha, o que h� para discutir?
H� muito a discutir.
Gostar�amos de levar os anci�es para Thunderbird Lake,
onde temos uma reserva.
Acredite, os taklutes ter�o tudo
o que t�m aqui e ainda mais.
N�o pedimos que defenda o nosso caso, mas que fale bem de n�s.
Para estabelecermos um di�logo com eles.
Receio que o pe�a ao homem errado.
Mas se surgir a oportunidade, menciono-o ao Oliver Feto Vermelho.
� justo. N�o pedimos mais que isso.
- N�o �, John? � melhor irmos. - Sem d�vida.
Obrigado pela hospitalidade, Sr. Leslie.
- Foi um prazer, comiss�rio. - Faz um belo caf�.
E os biscoitos?
Havia uma velha cave perto da cabana.
Pensei que seria melhor deixar l� as crias quando fosse de novo � povoa��o.
Venham. L� para baixo. Vamos.
V�, malta. Vou ausentar-me por uns tempos.
Aqui, crian�as. L� para baixo.
Vamos. Isso, Patch. Anda, Rusty. Vai l�.
Muito bem. L� para baixo. Isso mesmo.
At� logo.
Na verdade, a viagem era por causa das crias.
Por eles, desenvolvi um maior interesse pela floresta e tudo o que a envolvia.
Por isso, hoje ia encomendar um curso de Ci�ncias Naturais � dist�ncia
Sr. A-Tas-Ka-Nay.
Oliver, quero enviar isto.
E um pouco de ouro.
Sr. A-Tas-Ka-Nay.
O que se passa?
Vimos-te com os homens do governo.
Espera l�. N�o achas que...
Oliver, n�o trabalho para o Departamento de Parques.
Queriam que falasse contigo sobre o parque nacional.
N�o. S� falamos do que est� nesta lista.
Est� bem?
Est� bem.
Quando os nev�es chegam ao Norte,
a lenha nunca � demais.
Por isso, passava o tempo a cortar toros.
E as crias passavam o seu tempo a cortarem-se.
O meu equipamento de lenhador era um serrote, um tren� improvisado
e um par de esquis de ripas de barril.
Ol�, Patch. Como vais?
Vai brincar. Tenho trabalho a fazer.
Por esta altura, as crias tinham duplicado de tamanho.
� medida que os dias ficavam mais curtos e frios,
as crias passavam mais tempo a dormir.
Estavam prontos para hibernar.
E eu tinha pensado nisso.
Para a sua longa hiberna��o,
os ursos precisam de uma temperatura bastante fria e constante.
Isso exclu�a a cabana.
Mas lembrei-me de um s�tio que parecia perfeito.
A velha cave.
Anda, Patch.
Cuidado. Sai.
Isso mesmo.
Bons sonhos, malta. Vemo-nos na primavera.
O inverno chegou em for�a � terra selvagem.
N�o era altura para andar c� fora.
Mas foi ent�o que recebi uma surpresa inesperada.
Oliver.
Pensei que talvez precisasses de mantimentos.
Claro que sim. Entra.
Que surpresa. Pensei que n�o voltarias a falar comigo. Queres caf�?
Claro.
O chefe mandou isto. Eram do filho dele.
Apanhaste-me. O que aconteceu?
O que vos fez mudar de opini�o sobre eu ser um homem do governo?
Imaginamos que, se fosses um homem do governo,
estarias atr�s de uma secret�ria quente, n�o aqui enfiado, a morrer ao frio.
- J� agora, chegaram estes livros para ti. - Obrigado.
Estava � espera deles. Como sabias que eram livros?
Abri a encomenda.
- Abriste? - Claro.
Podia ser uma bomba ou assim.
Oliver, �s demais.
Senta-te.
Ainda bem que esse mal-entendido sobre mim est� esclarecido.
Mas ainda quero falar contigo sobre uma coisa, Oliver.
Porque � que s�o contra o parque nacional?
N�o somos contra o parque, mas que o ponham noutro lado.
� s� isso.
Eles t�m algumas ideias muito interessantes.
Porque n�o re�nem?
Sempre que o pele-vermelha reuniu com o branco,
foi sempre enganado.
N�o, estes tipos n�o s�o assim, Oliver.
D�-me um exemplo na hist�ria
em que o �ndio imp�s a sua opini�o ao branco.
Sei como te sentes, mas...
... n�o t�m escolha.
Com ou sem conversa, v�o tirar o teu povo daqui.
Estaremos prontos para eles.
� melhor ir andando. Vem a� tempestade.
Consegui cheir�-la a caminho daqui.
J� agora, ainda bem que te livraste dos ursos.
O chefe vai gostar.
Pois. Oliver?
Eles est�o na cave a hibernar.
Mas vou libert�-los na primavera,
assim que estiveram grandes o suficiente. Diz ao chefe, sim?
N�o vou dizer isso ao chefe. Livra-te deles.
A s�rio. Para o bem de todos.
Abriu-se um mundo novo para mim naquele inverno.
Estava vidrado naqueles livros que encomendei,
especialmente nos de silvicultura.
Falava do que tudo era e de como as distinguir.
O inverno finalmente recuou aos picos mais altos,
dando lugar � primavera nos vales em baixo.
Ent�o, um dia, ouvi algo vindo da cave.
Rusty. Sai.
Que grandes que voc�s est�o. Ol�. Vem c�, Scratch.
Vem c�, Scratch. Patch.
Vem c�, Scratch. Scratch, vem c�.
Anda.
N�o me reconhecem? Pronto.
Ol�, Scratch. Como est�s?
Caramba, voc�s est�o mesmo grandes.
A partir dessa altura, as crias vinham e iam � sua vontade.
Mas quando regressavam, o �nico que voltava realmente
era sempre o Patch.
E uma dessas alturas foi a pior de sempre.
Ol�, Sr. A-Tas-Ka-Nay. Oliver.
N�o vai sair?
Sr. A-Tas-Ka-Nay, os ursos est�o livres, se assim quiserem.
- S� v�m quando querem comida. - Ent�o, n�o lhes d�s comida.
� bom ver-te, Oliver. O que te traz c�?
Chegou esta carta para ti.
Departamento de Parques?
Na verdade, � para voc�s.
Eles queriam que vos avisasse que vem uma equipa
no dia 4 para come�ar a constru��o
da sede do parque. - Onde?
Na povoa��o.
Todos os edif�cios ser�o demolidos.
Eu disse-te que os ursos trariam sarilhos.
N�o s�o os ursos, Sr. A-Tas-Ka-Nay. S�o voc�s.
N�o podem ignorar isto. T�m de reunir.
Oliver, acredita, estou do vosso lado.
Senhor, foi-me ordenado que o informasse de que, ap�s processo jur�dico,
esta �rea foi cedida ao Departamento de Parques
para a constru��o de um parque nacional.
O Departamento lamenta a decis�o de n�o coopera��o
e n�o tem alternativa a n�o ser entregar-lhe este documento.
O que � isto?
Um aviso oficial de evacua��o.
Lamento, senhor.
As nossas carrinhas v�o lev�-los para Thunderbird Lake,
mas n�o pode haver atrasos. Temos de limpar a �rea.
Ora tente, branco.
Esta terra � nossa.
Ficamos aqui.
Lamento, senhor. N�o temos alternativa.
Temos de continuar.
Hal? Avan�a.
Muito bem, homens. Acamparemos aqui.
Vamos, mexam-se. Esvaziem as carrinhas.
Muito bem, as tendas v�o para ali.
A loja do Oliver serviria temporariamente de escrit�rio local.
O resto da povoa��o seria demolida.
S� estou a pedir que cooperem.
Entrem nas carrinhas
e trataremos dos vossos pertences.
Ser�o enviados mais tarde.
Muito bem, Hal. P�e os teus homens a trabalhar.
Muito bem, malta. Vamos l�.
Muito bem, anda.
N�o. Desliga. Espera. P�ra.
O que est� a fazer? Saia daqui.
- O que se passa? - Olha para isto.
Algu�m tem de fazer alguma coisa!
Miller, vamos rever os c�lculos.
Era uma grande confus�o que ia crescer.
Eu estava no meio dela.
- Baixem-se! - Para o ch�o!
J� chega. Basta, Hal.
Muito bem.
Ol�, daqui Departamento de Parques. Escuto, White Bird Lake.
Fala John McCarten. Quero falar com o comiss�rio.
E diga-lhe que � urgente. Escuto.
Diz aos teus homens que ter�o protec��o.
- Vou chamar os guardas. - Sim, senhor.
Mant�m-nos calmos e fecha a porta.
- Se fizer isso, eles... - Temos um problema, Leslie,
e tem de ser resolvido. - Sim, mas n�o � for�a.
Tem no��o do que isso poder� causar?
N�o sou eu que fa�o a pol�tica, s� a executo.
Bob, daqui Gaines. Escuto.
Sim, senhor.
Isto est� a ficar grave, senhor.
Temos tido v�rios incidentes e hoje dispararam contra n�s.
Ningu�m se magoou,
mas os homens recusam trabalhar sem protec��o.
Devia mandar os guardas-florestais. Temos de mostrar for�a.
N�o concorda? Escuto.
Sem for�a. Vou enviar os guardas para proteger a equipa,
mas n�o queremos uma batalha campal.
Quero falar com os �ndios.
Vou para a� amanh� de manh�.
Mantenha os homens na sua zona
e tente acalmar as coisas at� eu chegar.
Vemo-nos amanh�, John. Termino.
Muito bem, senhor. White Bird Lake, termina.
Acalmar as coisas. E como vou fazer isso?
Deixe-me falar com o chefe.
N�o acho que o conven�a, mas posso tentar.
Se h� uma hip�tese de o convencer,
tente falar com esse velho, por favor.
Muito bem, acalmem-se.
O chefe dele ainda n�o o fez,
mas n�o sei at� quando ser� capaz de o aguentar.
Ele disse que viria pessoalmente para analisar a situa��o.
Ver como est�o as coisas. Se estiverem m�s,
com os �ndios a dispararem... - A nossa terra. A nossa grande terra.
O que vamos fazer, nada?
Deixar que nos cuspam enquanto roubam a nossa terra?
Algu�m se vai magoar.
N�o quero isso e o chefe tamb�m n�o.
Podemos resolver isto
se ouvir o que o comiss�rio tem para dizer.
Aquele velho...
... o nosso grande chefe!
Ele n�o vai fazer nada!
Eu digo-vos o que vou fazer.
O pr�ximo branco que vir,
fica sem escalpe.
Chefe.
Ouve l�.
Tens um belo escalpe.
E que tal se pusesse uma risca
nesses carac�is?
Sam!
Basta! Basta, Sam.
Porque n�o curas a bebedeira?
Acho que fa�o sobressair o pior nele.
Como pacificador, fui um fiasco.
Ent�o, decidi tratar da minha vida e ver como estavam os meus ursos.
Patch?
Cheguei, parceiro.
Enquanto o Patch se mantinha perto da cabana,
a Rusty e o Scratch ausentavam-se por v�rios dias.
Para variar, hoje estavam todos por perto
a explorar juntos.
Ol�, malta. Como v�o?
O Patch estava vivo, mas precisava de ajuda. Precisava de algo para o mover.
Um cobertor da cabana serviria.
Agora s� podia arrastar o Patch para a seguran�a das margens do lago.
Muito bem, vamos.
Toca a andar. Vamos.
H� outra estrada perto do lago. Sigam-nos.
Vamos. Peguem nas p�s.
Vamos. Peguem nos machados.
Parem as carrinhas. Fa�am marcha atr�s.
Podem ajudar-me?
Aqui!
Oliver.
Devia estar a combater o fogo, mas n�o podia abandonar o Patch.
D�-me aqui uma ajuda. Preciso de ajuda.
Foi quando descobri o grande amigo que era o Oliver Feto Vermelho.
Ele compreendia como eu me sentia e ficou para me ajudar.
O que achas, Oliver? Vai safar-se?
N�o sei, Bob. N�o sei se o ferimento � grave.
N�o podemos fazer nada por ele?
Tenho rem�dios. Vamos lev�-lo para o acampamento.
Apesar das diferen�as pessoais,
a equipa de constru��o e os �ndios uniram-se
contra um inimigo comum, o fogo.
Durante o resto do dia, lutaram lado a lado.
E ao final da tarde, tudo acabara.
Entretanto, outra batalha n�o corria t�o bem...
... pelo Patch. - N�o entendo, Oliver.
Sinto a bala no ombro e a ferida n�o � grave.
Mas ele n�o acorda.
Isso acontece, Bob. Os ca�adores chamam-lhe choque.
Ele pode morrer.
Sr. A-Tas-Ka-Nay, pode ajudar-nos? Por favor?
Se o urso morrer, � porque o Grande Esp�rito quer.
O Grande Esp�rito n�o teve que ver com isto.
Foi a espingarda do Sam Fala Com �guia.
O Sam Fala Com �guia n�o voltar� para este lugar.
Algu�m? Sabem de uma forma?
T�m algum rem�dio que ajude o urso?
V�o deixar o urso morrer em v�o.
O Larch disse-me que o pai era s�bio,
mas, neste momento, n�o acredito.
N�o tens respeito.
Sim, eu sei. J� mo disse.
Mas h� uma coisa que eu respeito, a vida.
� o que importa.
Eu e o seu filho aprendemos isso em batalha.
Digo-lhe uma coisa,
se o Larch estivesse aqui em vez do chefe,
teria ajudado o seu irm�o urso.
Obrigado, Oliver.
O que... O que foi que ele disse?
Para levar o urso para a sua tenda.
Se fizer isto,
se o urso viver,
prometes libert�-lo?
Sim, prometo.
E se o urso voltar para ti,
vais afugent�-lo?
Vou afugent�-lo.
Isso � bom.
Ele quer morrer.
N�o.
Patch?
Patch?
V� l�, rapaz.
V� l�.
Patch.
Toma.
Boa.
Toma.
V� l�.
Boa.
Lindo menino.
Boa.
Isso � bom.
Agora, deixamo-lo.
Ele vai dormir.
� melhor ficar com ele. Ele precisa de mim.
Pronto.
Est� tudo bem.
Patch.
Ol�, parceiro.
Como est�s?
Sentes-te bem?
Pareces �ptimo. Olha para ti sentado.
- Vem. - Sr. A-Tas-Ka-Nay, ele sente-se melhor.
- Ele vai ficar bem. - Vem.
A crise tinha passado para o urso.
Mas para os �ndios, ainda estava para vir.
Olha.
� o homem de que falavas?
- O chefe? - Deve ser o comiss�rio.
Patch?
Tenho de me ausentar, mas volto para te buscar, sim?
Em primeiro lugar,
quero agradecer-vos por terem vindo
ouvir o que eu tenho para dizer.
N�o vou fazer nenhum grande discurso.
S� quero falar convosco e tentar chegar
a um acordo pac�fico.
Temos aqui um problema.
N�s sabemos.
Sabemos que est�o zangados e compreendemos a raz�o.
Mas a quest�o �
que este lago e toda a �rea envolvente s�o propriedade do governo.
Toda a gente neste pa�s, incluindo voc�s,
t�m o direito de usufruir e desfrutar dela.
� por isso que foi tomada a decis�o de a tornar num parque nacional.
Ora, nunca foi nossa inten��o
expulsar-vos daqui sem terem onde ficar.
Por isso, foi constru�da uma reserva em Thunderbird Lake.
E tudo o que t�m aqui ter�o l�.
E muito mais.
Basta.
J� falou o suficiente.
N�o queremos essas coisas.
S� queremos o que � nosso.
Esta terra era nossa muito antes de o branco chegar.
Nascemos aqui e morreremos aqui.
E, se chegou a altura,
morreremos agora mesmo.
Um momento.
N�o falemos de mortes.
J� o ouvimos.
Agora, vou falar com o meu povo.
Aonde v�o? O que � que ele disse?
Oliver, o que se passa?
V�o juntar-se aos nossos antepassados.
Onde?
- No lugar sagrado na montanha. - Para qu�?
V�o esperar e jejuar at� todos estarem mortos.
Est� a gozar.
Comiss�rio, acredite, � exactamente isso que v�o fazer.
Comiss�rio, n�o h� uma resposta simples para tudo isto?
Porque t�m de sair?
- Porque n�o podem ficar? - � imposs�vel.
John, voltemos ao escrit�rio...
Porque � imposs�vel? Estas pessoas fazem tanto parte da ecologia
como a floresta e a fauna. - � contra as normas, Bob.
Ningu�m pode viver num parque nacional a n�o ser os guardas e fam�lias.
- Ent�o porque n�o faz�-los guardas? - Levaria anos a form�-los.
A maioria dos guardas s�o licenciados em Bot�nica, Biologia...
John, n�o temos tempo.
Sr. Leslie, pode deixar-nos resolver isto � nossa maneira?
- N�o queremos um incidente. - Pois.
Mant�m aquelas pessoas separadas.
Contacta o Wayne Thomas do Departamento dos Assuntos �ndios.
Talvez devesse ter seguido o conselho do comiss�rio
e cuidado da minha vida.
Mas sentia que tinha de encontrar o chefe e tentar falar novamente com ele.
Devia isso ao Larch.
N�o sabia onde ficava o lugar sagrado,
por isso, continuei a procurar pela montanha.
Sr. A-Tas-Ka-Nay.
Este � um lugar sagrado para n�s.
Porque vieste?
Porque... o Larch teria vindo falar.
Para convencer o pai.
O meu filho morreu.
N�o podes falar por ele.
Posso tentar.
Sr. A-Tas-Ka-Nay,
o seu filho tamb�m era s�bio. Ele...
Ele aprendeu que o mundo muda...
Os �ndios n�o podem continuar a viver como sempre.
N�o mudarei.
O meu povo n�o mudar�.
Mas � um peda�o de terra,
um lago, vale a pena morrer por eles?
O branco � como um coiote.
Vai de lugar em lugar,
reivindica cada territ�rio de ca�a como seu.
Mas o grande urso...
... s� tem um territ�rio de ca�a.
Somos o povo do urso.
Este � o nosso territ�rio de ca�a.
E o nosso lar.
N�o sabes o significado de lar?
Deixa-nos em paz.
Quero saber se est� dispon�vel. Escuto.
Estarei, McCarten. Mant�m-me informado, sim?
Sim, manterei. Escuto.
- Encontrei e falei com o chefe. - E ent�o?
N�o cede. Nem um mil�metro.
John, tem de fazer concess�es.
N�o posso. Sabe disso.
Oi�a, quanto tempo acha que aqueles velhos aguentam na montanha?
Ou faz alguma coisa, ou fa�o eu.
E come�arei por chamar a imprensa.
- Isso seria um erro. - N�o vou...
Fala da esta��o de opera��es.
Sim, daqui White Bird Lake, LO-99.
Quero fazer uma chamada de longa dist�ncia. Escuto.
- Aguarde. Vou estabelecer a liga��o. - Eu aguardo.
Bob, teve outra ideia e n�o foi m�.
Mantenha-se calmo e deixe-me tratar disto, sim?
Quer falar comigo, Sr. McCarten?
- Hal, um momento. - Qual ideia?
Depois falamos, Bob. Hal.
O comiss�rio mandou-me rever umas coisas.
Primeira, manter os homens no desfiladeiro.
E mant�-los longe do lago.
O McCarten disse que tivera uma ideia que n�o era m�.
Ent�o, era a �nica coisa que n�o era m�.
Os meus livros, cadernos, foi tudo destru�do com a cabana.
Bem como uma parte importante da minha vida.
Mas pelo menos podia manter a promessa que fiz ao chefe.
Anda, rapaz. Vamos encontrar o Scratch e a Rusty.
Sabia que me sentiria melhor se o Patch pudesse ficar com o Scratch e a Rusty.
Rusty!
Scratch!
O fogo tinha afugentado as duas crias.
Isso j� sabia. O que n�o sabia era para onde.
Nos quatro dias seguintes, percorremos muitos quil�metros
sem encontrar qualquer rasto do Scratch e da Rusty.
Come�ava a pensar que o Patch teria de se haver sozinho.
Quando achava que nunca encontrar�amos as duas crias,
as duas crias encontraram-nos.
Rusty. Scratch.
Vai com o Scratch e a Rusty.
Vai l�. Sai daqui.
Foi uma noite longa e solit�ria.
Pensei muito.
Nas crias.
No velho Peter, no Oliver e nos �ndios.
E em mim.
Chefe, Oliver.
O que fazem aqui?
O que aconteceu?
Vou falar.
Surgiu uma vis�o da montanha.
E, enquanto jejuava e orava, houve um sinal.
Um arco-�ris em White Bird Lake.
Um arco-�ris?
Soube que a nossa terra nos seria devolvida
e que viver�amos aqui como sempre.
Nesse dia, veio.
- O qu�? - Um sinal do chefe branco.
Um sinal de que, de hoje em diante, viver�amos juntos em paz.
Posso perguntar-lhe qual � o sinal?
"Chefe-adjunto dos Guardas Florestais."
Somos todos guardas-adjuntos. Todos os homens da tribo.
Guarda-adjunto. Quem diria, ele conseguiu.
- Quem? Conseguiu o qu�? - O McCarten.
Pegou na minha ideia, adicionou uma palavra e conseguiu.
N�o percebo.
Ele n�o podia tornar-vos guardas, por isso... Esquece.
O importante � que podem ficar. Podem viver aqui, n�o?
Seremos respons�veis pelo controlo dos animais.
Controlo dos animais? Como assim?
Controlamos os animais pescando e ca�ando.
Mas apenas para alimenta��o.
Ent�o, nada mudou.
Sim, algo mudou.
Agora, eles pagam-nos.
E constroem-nos casas.
�s vezes, os costumes do branco s�o dif�ceis de entender.
Mas � a vontade do Grande Esp�rito.
Quando tinhas os ursos, s� t�nhamos sarilhos.
Agora que os libertaste, acontecem coisas boas.
- Chefe. - Estiveste bem, meu rapaz.
Chefe.
- Patch! - N�o cumpriste a tua promessa.
Chefe, cumpri, acredite em mim. N�o, Patch. Volta.
Vai, Patch. Vai-te embora.
Agora, teremos mais problemas.
Vamos para o barco.
Volta, Patch.
Afasta-te, Patch.
Vai, rapaz. Volta para tr�s, Patch.
Vai, rapaz.
Volta para tr�s, Patch.
- Volta. - Toma. Usa isto.
N�o posso fazer isso.
Ter�s de ser tu a afast�-lo.
Patch, volta para tr�s. Vai.
Foi a coisa mais dif�cil que j� fizera.
Mas depois de feita, sabia que era certo.
Os ursos agora s�o da natureza.
Estariam em seguran�a no novo parque nacional.
E talvez os voltasse a ver.
Porque agora sabia que rumo dar � minha vida.
Terminaria o meu curso e candidatar-me-ia ao Servi�o Florestal.
Com sorte, talvez me colocassem em White Bird.
O Larch teria gostado.
Tradu��o: Nuno Oliveira
Ripadas por: RicardoB/2020
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