All language subtitles for Lost.Treasures.Of.Egypt.S01E04

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Egito,

a fonte mais rica de tesouros arqueológicos do planeta.

Este é fabuloso.

Sob esta paisagem de deserto

estão os segredos desta civilização antiga.

Uau! Percebe-se porque os faraós escolheram este local.

Agora, numa temporada completa de escavações,

as nossas câmaras receberam acesso sem precedentes

e seguem equipas na linha da frente da arqueologia.

Conduzo depressa porque estou empolgado.

É uma entrada. Vemos uma entrada.

Revelam segredos enterrados.

Disseram-me que encontraram algo.

Uma esfinge!

E fazem descobertas que podem reescrever a história antiga.

Desta vez, os arqueólogos revelam

o que os invasores de túmulos deixaram.

John investiga um escândalo antigo de roubo de um túmulo.

Os túmulos reais não são roubados por ladrões comuns.

A Segurança Interna dos EUA

ajuda a devolver uma múmia roubada ao Egito.

É fabuloso.

E Don faz uma descoberta num túmulo há muito esquecido.

Meu Deus.

Pode ser algo verdadeiramente emocionante.

TESOUROS PERDIDOS DO EGIPTO

INVASORES DE TÚMULOS

O Vale dos Reis.

Sessenta e cinco túmulos escondidos neste desfiladeiro remoto,

construído para as múmias dos grandes faraós e os seus tesouros.

Ao longo da História, estes túmulos foram invadidos,

poucas semanas após serem selados e até ao século XX.

Para os arqueólogos,

os objetos deixados pelos ladrões são indícios inestimáveis

que os ajudam a desvendar os segredos do Antigo Egito.

Dr. Ryan.

O famoso egiptólogo americano Don Ryan

começa a temporada no vale.

Vim pela primeira vez ao Egito como aluno.

A minha prioridade era ver este lugar.

Tinha um mapa do Vale dos Reis.

Entre os túmulos dos faraós famosos,

vi vários pontos com números.

Isso deixou-me curioso.

Os pontos no mapa de Don

representavam os túmulos mais pequenos e menos conhecidos.

Tornaram-se a área de especialização de Don.

Trabalhar em vários túmulos do vale é especial por várias razões,

além de ser o sítio arqueológico mais famoso do mundo.

A temporada de escavações vai de outubro a abril

e depende da experiência de centenas de trabalhadores locais.

Já o conheço.

É bom.

Este livro é especial,

porque começa na minha primeira temporada no Egito,

em 1989.

Todos os túmulos do Vale dos Reis são uma peça de um puzzle.

As missões de Don focaram-se num grupo de túmulos pequenos

no limite do vale.

Ficam perto da câmara funerária do faraó Amenhotep II.

Muitos dos túmulos circundantes não estão identificados.

Todos eles foram saqueados há séculos.

Os tesouros foram roubados por ladrões.

Em alguns, deixaram animais mumificados

e olaria antiga.

Este ano, Don escava um dos túmulos mais misteriosos,

o túmulo 49.

Não se sabe para quem foi construído.

Pensa-se que está vazio e ninguém o escava há mais de cem anos.

Somos os primeiros arqueólogos

a entrar e a retirar os objetos desde 1906.

Sei, de experiências anteriores,

após escavar vários túmulos dessa época,

que esses arqueólogos costumavam levar os objetos maiores

ou os objetos mais bonitos e deixavam o resto no interior.

Será difícil desvendar os mistérios deste túmulo.

A câmara não tem sinais de identificação.

Não temos qualquer indício

da pessoa para quem este túmulo possa ter sido construído.

Temos de procurar pistas pequenas.

Don tornou-se perito em revelar os segredos

destes túmulos mais pequenos e sem decorações.

Os túmulos onde trabalho não têm inscrições.

Não podemos entrar e ler as paredes.

No Vale dos Reis,

ter uma câmara funerária é uma grande honra.

Podia ser membro da família real ou um alto funcionário.

O túmulo 49 foi roubado por invasores antigos,

mas não significa que esteja vazio.

Levamos e analisamos tudo.

Seria muito bom encontrar algo com um nome.

Podemos encontrar objetos do enterro original.

Pode ser algo verdadeiramente emocionante.

A equipa só tem três semanas para transportar toneladas de terra.

Cada balde deve ser inspecionado à mão.

Até os fragmentos mais pequenos são levados para análise.

Nunca se sabe. O último balde de entulho

pode dar-nos a resposta que procuramos.

Na entrada do vale

há um complexo de túmulos e templos,

chamado Deir el-Bahari.

Funcionários importantes eram sepultados nestes penhascos.

Quantas pessoas temos hoje?

- No total, 30. - Precisamos de mais dez.

O professor Antonio Morales

é um egiptólogo da Universidade de Alcala, em Espanha.

É responsável por 30 peritos internacionais

que trabalham num dos maiores projetos arqueológicos do Egito.

Viemos para escavar dois ou três túmulos

de altos funcionários muito importantes e poderosos.

Dão-nos muitas informações sobre religião,

crenças, rituais

e sobre a cultura do Antigo Egito.

Este ano, a licença do governo chegou tarde.

Esta temporada será muito intensa.

Esperávamos trabalhar cinco ou seis semanas,

mas só temos três semanas. Será duplamente intensa.

Como os túmulos do Vale dos Reis,

este sítio também foi roubado,

muitas vezes por outros antigos egípcios.

A maioria dos túmulos antigos foi saqueada

semanas ou meses após o funeral.

É interessante tentar fazer

uma reconstrução do que aconteceu aqui.

Isto é o conteúdo.

No ano passado, a equipa encontrou centenas de partes de corpo.

Múmias destruídas por ladrões que procuravam ouro e joias.

Os ladrões cortaram as faixas,

à procura do máximo de objetos.

Quando acabavam, podiam queimar ou deitar fora a múmia.

Não queriam ter fantasmas ou visitas da vida depois da morte.

Os invasores acreditavam que os mortos os assombravam,

se não destruíssem a múmia.

Para os mortos, esse era o pior destino possível.

O corpo mumificado tinha de ficar intacto

para viverem na vida depois da morte.

Não queriam deter os ladrões só para proteger o tesouro,

mas também para garantir a vida eterna.

Posso entrar no sarcófago.

Antonio investiga como o dono deste túmulo com 4000 anos

tentou impedir que a múmia fosse destruída por invasores.

Estamos na secção mais profunda do túmulo,

onde estavam o caixão e o corpo.

A equipa sabe que devia pertencer a um funcionário importante.

Não há múmia,

mas o sarcófago está coberto de hieróglifos detalhados.

Entre eles, a equipa encontra o nome do dono.

Conseguimos ler esta área.

Diz "Ipi". O falecido chamava-se Ipi.

Vemos todas as coisas de que o falecido precisa

na vida depois da morte.

Ipi era um vizir, um cargo inferior apenas ao de faraó.

Era um homem de estado poderoso

e foi sepultado num sarcófago muito decorado,

coberto de feitiços que o protegem na vida depois da morte.

Para garantir que a múmia ficava intacta,

o túmulo de Ipi foi concebido para deter ladrões.

A entrada foi selada com pedras enormes.

Dentro da câmara funerária,

o sarcófago foi esculpido no chão.

Foi coberto com lajes, para que a câmara parecesse vazia.

Quando os ladrões chegassem, veriam uma câmara vazia

e um chão maravilhoso, e pensariam que já tinha sido roubada.

Nem esse conceito inteligente conseguiu deter os ladrões.

A múmia de Ipi e todos os tesouros foram roubados há séculos.

Fora do túmulo de Ipi há uma descoberta emocionante.

Disseram-me que numa das secções em que começámos esta manhã

parecem ter encontrado uma estrutura.

A equipa viu uma abertura no meio das pedras.

Pode ser a entrada de uma câmara escondida,

intocada há milhares de anos.

No Vale dos Reis,

o egiptólogo Don Ryan investiga o misterioso túmulo 49.

Não há mais a partir dali.

A decisão de peneirar toneladas de terra

de um túmulo que parecia vazio está a compensar.

A equipa encontrou vários artefactos

que podem ajudar a perceber para quem foi construído,

incluindo olaria, madeira e linho.

São fragmentos de tecido.

Estão bem conservados. Podem ter 3000 anos.

O túmulo é seco

e isso ajuda a conservar.

Diz-nos algo.

Se forem faixas de múmia, houve uma múmia naquela câmara.

É importante saber isso.

Estas peças de madeira e olaria antigas

têm mais de 3000 anos.

Isto é provavelmente um fragmento grande do caixão.

Isto deve pertencer à cavilha,

um bocado de madeira usado para manter o caixão unido.

- Têm coisas boas. - Talvez. Veremos.

Com base no que encontrou,

Don pode começar a reconstruir o que existia no túmulo 49.

Uma escadaria escondida, esculpida à mão em calcário sólido,

leva a uma câmara de 6x3 metros.

Os fragmentos de madeira escavados

são provavelmente de um caixão com pintura elaborada,

onde uma múmia bem enfaixada teria sido colocada.

À volta do caixão estavam objetos do quotidiano,

tudo o que o dono precisaria na vida depois da morte.

O túmulo 49 parece ser uma sepultura convencional,

mas ainda não se sabe a quem pertence.

Subitamente, Don é chamado à câmara.

Abduhadi, venha.

Entre os fragmentos está um tesouro notável.

Exatamente o que Don esperava.

Meu Deus.

Um artefacto com um nome.

É um anel de vidro.

É possível que tenhamos, na superfície,

o nome de Ramsés III,

um dos grandes faraós guerreiros do Egito.

A equipa é a primeira a segurá-lo em mais de 3000 anos.

O anel é um achado extraordinário, mas inesperado.

Se pertencer ao faraó Ramsés III, não deveria estar aqui.

Ramsés foi sepultado no túmulo 11, não no túmulo 49.

Resta saber como é que este objeto chegou a este túmulo.

Em Deir el-Bahari,

o egiptólogo Antonio Morales e a equipa

trabalham perto do túmulo saqueado do braço direito de um faraó,

o vizir Ipi.

Acabam de descobrir uma abertura.

Agora só vemos pedras. Após umas horas podemos ver mais.

A entrada está tão escondida

que é possível que os ladrões não tenham encontrado esta câmara.

Ele vai limpar a zona à volta. Quando soubermos o que existe,

podemos tirar tudo e ver o que está por trás.

Tenham muitas pessoas a trabalhar. Temos de fazer isto depressa.

Com uma licença tão curta, a equipa luta contra o tempo.

A estrutura que encontrámos pode ser maior do que esperávamos.

Temos de limpar esta área para continuarem a escavar,

para ver se podemos entrar na estrutura subterrânea.

Antonio espera bons resultados nesta câmara nova.

Na última temporada, perto do túmulo de Ipi,

a equipa descobriu algo incrível,

o que Antonio suspeita ser o maior conjunto

de equipamento de mumificação intacto

alguma vez encontrado no Egito.

Encontrámos 56 potes

relacionados com o processo de mumificação do vizir Ipi.

Para os ladrões antigos, estes potes tinham pouco valor.

Não estávamos preparados,

quando percebemos que alguns potes ainda tinham o conteúdo.

Para nós, é um tesouro.

Embora tenham quase 4000 anos,

os conteúdos estão muito bem conservados.

Raoul?

Vou entrar.

- Este é o conteúdo de um pote. - Perfeito.

Com 56 potes para analisar,

Antonio chamou Salima Ikram,

professora de Egiptologia na Universidade Americana do Cairo.

Ela faz um exame forense a todo o conteúdo dos potes,

incluindo partes de corpo mumificadas.

Por vezes, cheira mal.

Por vezes, temos noção de que tocamos em fluidos corporais

e isso é um pouco estranho.

Mas é fantástico,

porque tocamos literal, física e emocionalmente

em pessoas que viveram há milhares de anos.

Salima investiga 300 sacos de natrão.

O natrão é uma mistura de sal e bicarbonato de soda.

Desidrata e remove a gordura naturalmente.

É isso que fazemos, desidratamos o corpo.

Os Antigos Egípcios usavam a mumificação

para conservar o corpo para a eternidade.

Primeiro, os sacerdotes removiam os órgãos internos.

Para secar os órgãos e o corpo,

usavam esponjas, ou sacos de natrão,

para absorver os fluidos do interior do cadáver.

Acreditava-se que a alma residia no coração,

por isso esse órgão ficava dentro do corpo.

Os outros órgãos eram colocados à volta.

Todos os materiais usados no processo eram sagrados,

por isso guardavam tudo em potes, enterrados por perto.

Vou começar com este.

Foi usado no início da mumificação, porque está muito rijo.

Absorveu muitos dos líquidos do corpo.

Foi comprimido.

Vemos os vários pontos de contacto com o corpo de Ipi.

Que roliço! É tão gordo.

Este tem um cheiro diferente do outro.

Cheira mais a corpo, o outro cheirava mais a óleo.

Se observarmos algo com atenção, percebemos o que acontece.

Se os cientistas forenses podem fazer isso agora, em homicídios,

nós podemos fazê-lo em mortes que aconteceram há muito tempo.

A arqueologia é isso mesmo.

Estes materiais

são dos depósitos de mumificação mais antigos encontrados.

Quanto mais pudermos recuar,

mais podemos saber como a mumificação mudou com o tempo.

Estas são provas muito físicas

do que aconteceu e como.

Quinhentos quilómetros a norte, em Gizé.

Aqui, na sombra das pirâmides,

investigadores perseguem invasores de túmulos modernos.

Shaaban Abd-Elgawad é ministro do governo.

Trabalha com agências contra o crime do mundo inteiro

para encontrar antigos tesouros egípcios roubados.

Esta é a lista vermelha egípcia das peças que desapareceram

de museus, de sítios e do Egito inteiro.

Damo-la à Interpol,

para as deter se mudarem de país.

Shaaban já intercetou mais de mil artefactos roubados

do mercado negro mundial.

Não importa se é um rei, uma rainha ou uma pessoa normal.

Queremos conservá-las.

Não queremos que faltem peças.

Após uma operação de um ano,

peças antigas de múmias foram apreendidas nos EUA.

A Segurança Interna dos EUA ligou-me para dizer

que apanharam um homem com três partes de uma múmia.

Ele queria vendê-las no mercado, em Manhattan.

Descobrimos que essas peças foram roubadas no Vale dos Reis,

em 1927.

Na década de 1900,

os ladrões roubaram milhares de artefactos recém-encontrados

no Vale dos Reis,

incluindo restos humanos.

Tocou-me o coração,

porque este homem deixou o país dele,

o túmulo dele, durante 91 anos,

como o meu avô ou o meu pai.

Ele deixou o país não por vontade própria,

mas porque foi roubado.

Podem estes artefactos roubados ser as partes mumificadas

de um dos grandes faraós do Egito?

Shaaban vai a caminho do Museu Egípcio,

onde os artefactos ilegais chegam dos EUA.

Não é todos os dias que recebemos

peças que foram enviadas de fora do Egito.

Não se sabe a quem pertencem as partes.

A mumificação era normalmente feita só à nobreza e a faraós.

Vamos para o laboratório.

Shaaban e a equipa

verão finalmente de perto estas relíquias extraordinárias.

Este é o momento mais importante da viagem.

Estas partes de múmia vieram do Vale dos Reis.

Podem pertencer a um rei ou a uma rainha.

Finalmente em casa,

poderá uma análise forense revelar

a quem pertenceram as mãos e esta cabeça?

No Vale dos Reis,

Don e os trabalhadores locais começam o dia com um ritual.

A esposa de um dos trabalhadores começou a fazer-nos bolos.

Ficou com a alcunha Abu Bolo.

Leve tudo. Não seja tímido. Sabe que é bom.

Muitas vezes, começamos com chá e bolo e depois vamos trabalhar.

Hoje, Don visita

um dos maiores e mais espetaculares sítios do vale.

O túmulo 11.

Após a descoberta de um anel que pode pertencer a um faraó,

ele espera confirmar a inscrição.

Estamos no túmulo de Ramsés III,

talvez o grande último faraó do império egípcio.

Claro que ele tem um túmulo especial e bonito no Vale dos Reis.

Ele era obviamente muito poderoso, um grande guerreiro.

Este templo magnífico e bem conservado

mostra-o a causar transtornos

a invasores estrangeiros e a quem o atrapalha.

Cada faraó tinha uma cartela com o seu nome e insígnia.

Era crucial na decoração dos túmulos.

Está nas paredes, em caixões

e em artefactos preciosos, como anéis.

Tenho, diante de mim, uma imagem com os nomes dele.

Temos a figura sentada da deusa Maat.

À direita temos o símbolo de "Usa", ou poderoso.

Depois, o disco solar de Rá.

Esta é uma imagem ampliada do anel encontrado no túmulo 49.

Ao analisar os hieróglifos do anel,

podemos ver que é idêntico.

Ramsés III era um guerreiro,

famoso por lutar contra a Líbia e outros vizinhos

que tentavam invadir o Egito,

mas as guerras esvaziaram os cofres do Estado.

Numa discussão sobre que filho herdaria o trono,

Ramsés foi assassinado.

Há quem acredite que a mulher dele planeou o assassínio.

O funeral e túmulo dele eram luxuosos.

Amuletos de ouro e joias terão sido colocados

em cada camada das faixas da múmia.

Mas o túmulo de Ramsés foi invadido.

Como aconteceu com outros faraós,

as múmias foram roubadas e desfeitas,

para chegar aos tesouros.

Este túmulo fica diante do túmulo 49.

É interessante termos encontrado um anel de Ramsés III

no túmulo 49. Talvez tenha caído de uma múmia.

Pode ter sido largado por invasores.

Podemos começar com uma ideia interessante

e ver onde as provas nos levam.

O desafio de Don

é descobrir porque um anel com o nome de Ramsés III

foi encontrado nas pedras do misterioso túmulo 49.

Em Deir el-Bahari,

Antonio e a equipa tentam revelar uma entrada secreta

encontrada perto do túmulo do braço direito de um faraó,

um vizir chamado Ipi.

Pode ser uma câmara construída para esconder tesouros

ou para esconder um corpo dos ladrões.

Após dois dias de escavações,

pela primeira vez em talvez 4000 anos,

a entrada está aberta.

Vou espreitar.

Está completamente vazio.

Não tem nada.

É só um espaço vazio retangular e magnífico.

O que era?

Foi talvez escavado para um enterro.

Cabe aqui um caixão pequeno e materiais funerários.

Enfim...

Significa que os ladrões chegaram antes de nós

e levaram o que existia ali.

A equipa retira o entulho,

para verificar que a câmara foi totalmente esvaziada.

Gostamos de encontrar espaços como foram construídos,

mas estes saques dizem-nos muito sobre o restante processo.

Só podem numerar o túmulo e localizá-lo no mapa.

A desilusão não devia existir na ciência.

É uma emoção humana.

Por vezes, ficamos desiludidos, mas aprendemos a viver assim.

No outro lado do sítio,

os potes de mumificação de Ipi são mais gratificantes.

- Olá, Salima. - Olá, Antonio.

Um pote contém algo extremamente invulgar.

Trouxe-lhe este órgão.

Vemos que é um coração bem conservado.

Vemos as várias câmaras.

Aqui, podemos ver uma resina avermelhada.

O dourado avermelhado é importante, porque usavam resina

porque desodoriza, desinfeta, inibe as bactérias

e cheira bem, isso é bom para um cadáver,

mas também porque dá esta cor.

No processo de mumificação, é transformado de ser humano

num ser divino que tem o corpo dourado.

Encontrado nos potes de embalsamento,

o coração pertence quase de certeza a Ipi.

É incrível ter nas mãos o coração de Ipi.

Também pensamos o que faz aqui, porque deveria estar com o Ipi.

Os antigos egípcios acreditavam que o coração continha a alma

e era crucial na vida depois da morte.

É fantástico.

É extremamente raro encontrar um coração fora da múmia.

É o único coração mumificado que eu vi.

Talvez os embalsamadores tenham pensado que era um saco de natrão,

para pôr nos potes. - Creio que falharam.

Esperemos que o pobre Ipi não tenha problemas na outra vida,

por lhe faltar este órgão crucial.

Temos estudado o vizir Ipi do ponto de vista histórico.

De súbito, temos o coração deste vizir.

É impossível imaginar

estar tão perto de alguém que estudamos há tantos anos.

Para mim, este é o melhor trabalho.

É uma aventura, todos os dias temos de lidar com dúvidas novas,

há decisões novas,

achados novos, ideias emocionantes.

Tudo isso torna este trabalho muito mais interessante do que qualquer outro.

No túmulo 49,

a descoberta de Don do que pode ser o anel de um grande faraó

chamou a atenção das autoridades.

É o diretor da região.

É um cargo muito importante.

Ele quer ver o anel com o nome de Ramsés III.

O inspetor-chefe do vale avalia o progresso das escavações.

É a caixa de joias.

Ele pode assumir o controlo da escavação a qualquer momento.

Qualquer artefacto encontrado no Vale dos Reis

pertence ao governo

e deve ser verificado e catalogado de acordo com regras rígidas.

Parabéns.

O inspetor dá o selo de aprovação.

- Obrigado. - De nada. Obrigado por ter vindo.

As autoridades egípcias parecem estar entusiasmadas.

Creio que ficou impressionado. Isso é sempre bom.

O anel é fantástico.

Para nós, o mais importante é recordar o nome de Ramsés III.

O anel é uma grande descoberta.

É provável que vá para um museu.

Para Don, a dúvida perdura.

Como é que o anel do faraó Ramsés III

acabou no túmulo 49?

Uma teoria diz que foi deixado lá, sem querer, por ladrões.

E o anel não foi a única coisa que deixaram.

Uma das coisas que torna este túmulo muito especial

é que, acima da entrada,

temos dois exemplos de grafitos antigos.

Está escrito a vermelho,

com hieróglifos em forma cursiva.

O grafito diz

que há linho muito bom

e xailes de linho

guardados neste túmulo.

O grafito é uma lista de objetos

normalmente usados para enfaixar múmias.

E está assinado.

Há um nome que se destaca.

Ele chama-se Butehamun.

Haverá uma ligação entre a lista de objetos de Butehamun

e o anel de Ramsés III?

Para ajudar a entender a possível ligação,

contam com o professor John e com a Dra. Colleen Darnell.

Estudam as cartas e inscrições de Butehamun há décadas.

As inscrições na pedra são talvez o mais próximo que podemos estar

da mente de um antigo egípcio.

"O que quero que pensem de mim? Como me quero apresentar?"

Hoje, vão a caminho da casa de Butehamun,

um complexo de templos chamado Medinet Habu.

Visito templos sobre os quais li com cinco anos de idade.

Ir lá e perceber o que diz

e as relações históricas

é um sonho tornado realidade.

É um dos locais com inscrições mais complexos do Antigo Egito.

Deve revelar mais sobre Butehamun,

um escriba importante que inspecionava o Vale dos Reis.

Onde está o título de que precisamos?

Há aqui um "Ma-ha".

É ótimo ver. "Bu-tehey-amun".

Creio que diz "supervisor do tesouro".

Mas não há um edifício do tesouro.

Claro que ele supervisiona os maiores tesouros do Império Novo,

é responsável pelo Vale dos Reis.

Também sobreviveram cartas

com mais pormenores sobre o papel de Butehamun no vale.

Uma das informações diretas mais importantes

é esta carta, que diz "organize uma equipa",

à qual Butehamun pertence.

Dizem para realizarem uma comissão.

É importante, diz "abrir um dos túmulos".

É interessante, porque parece ser uma missão especial.

As cartas e inscrições

revelam que, 80 anos após a morte de Ramsés III,

Butehamun recebeu o papel oficial de proteger o vale de ladrões.

Na verdade, recebeu ordens secretas

para saquear os túmulos de faraós mortos há muito, como Ramsés.

Abriu os túmulos, um a um,

e retirou os tesouros para recuperar a riqueza do Egito.

Até desenfaixou os corpos mumificados dos faraós

e tirou o ouro e as joias escondidos nas faixas.

Mas Butehamun respeitava os faraós

e voltou a envolvê-los em linho novo,

para que ficassem intactos para a vida depois da morte.

Os túmulos reais não são assaltados por ladrões comuns.

São abertos sistematicamente por pessoas como Butehamun.

Eles fazem algo pelo estado,

antes que os ladrões o façam.

Durante décadas,

a fonte de riqueza do estado

é provavelmente, em grande medida,

o que Butehamun e os colegas tiram dos túmulos reais iniciais.

Terá Butehamun deixado cair o anel de Ramsés III

enquanto assaltava o túmulo 49 com o apoio do Estado?

No Cairo,

as autoridades egípcias lidam com invasores da era moderna.

Peças de múmia roubadas foram encontradas no mercado negro

e devolvidas ao Museu Egípcio.

Pensa-se que serão do Vale dos Reis.

Serão os restos mumificados de um grande faraó?

Bom dia.

Sendo a maior especialista em mumificação do Egito,

a professora Salima Ikram veio analisar os restos.

É sempre emocionante conhecer outro antigo egípcio,

embora não esteja inteiro.

É fabuloso.

Esta é uma mão de criança.

Vejam os anéis pequenos.

Quem roubava múmias, cortava bocados.

Era mais fácil vender assim a turistas.

As mãos eram muito populares, porque muitas vezes tinham anéis.

Ponha a última mão na ponta.

Esta é claramente uma mão de adulto,

mas o mais extraordinário

é que lhe faltam alguns dos dedos.

Mesmo assim, tem um anel.

Um anel azul é claramente visível nas faixas da múmia.

Será esta a cabeça de um faraó?

Os métodos usados na mumificação mudaram ao longo do tempo.

Salima espera encontrar pistas

que a ajudem a datar estes restos mortais.

Creio que se vê o cabelo.

Vejam, tem cabelo.

Há pelos aqui e aqui.

- Significa que é um homem? - Sim, é um homem.

- Com que idade? - Boa pergunta.

Aqui há ouro. E aqui.

Salima detetou lascas de ouro na cabeça,

sobretudo à volta dos olhos.

É uma múmia do período romano, porque é talhada a ouro.

Na época romana,

os corpos de pessoas importantes eram cobertos de folha de ouro.

Nessa época, o Vale dos Reis já não era usado como cemitério.

É improvável que seja do Vale dos Reis.

Os vendedores inventavam histórias para fazer subir o preço.

O Vale dos Reis era algo que atrairia muitas pessoas.

Ele pode não ser um faraó,

mas o uso intenso de ouro

estaria reservado para alguém muito abastado.

Não creio que haja uma relação entre estas três peças.

Não pertencem ao mesmo corpo.

São múmias e podem ensinar-nos mais sobre a mumificação,

a história dos roubos e a vida deles.

São peças muito importantes.

Para Shaaban, do Ministério de Antiguidades,

é um triunfo raro sobre os invasores de túmulos.

Para nós, é muito importante

recuperar toda a informação para a História.

É importante para acrescentar informações

à História do Egito e do mundo.

É uma sensação inacreditável.

No Vale dos Reis, Don Ryan avalia todas as descobertas

escavadas no túmulo 49.

Ele tem uma história nova e incrível para este túmulo.

Estamos a acabar.

Diria que a nossa temporada foi inesperada.

Peneirámos tudo o que havia naquela câmara.

Encontrámos coisas interessantes.

Este túmulo foi roubado, como todos os outros,

e mais tarde teve outra utilidade.

Os achados de Don, as faixas de múmia e o anel de Ramsés III,

com o grafito à entrada,

sugerem que este túmulo pode ter sido crucial

num delito aprovado pelo Estado.

Aqui, Butehamun desenfaixou múmias reais

e roubou as joias no interior das faixas.

Alguns tesouros, como o anel de Ramsés III,

foram deixados sem querer.

Os túmulos pequenos estão cheios de coisas fascinantes.

Quando juntamos tudo,

este lugar é verdadeiramente incrível.

A arqueologia no Vale dos Reis não acabou, de modo algum.

Quando pensamos que acabou, descobrimos algo.

Legendas: Ana Rita Santos

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.