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Original subtitles

H� muitos e muitos anos,

um grande tumulto sucedeu-se no mundo dos homens.

Os reis da Terra M�dia entraram em guerra.

Grandes guerreiros ingleses, vikings e normandos morreram.

N�o s� nos campos al�m de Hastings,

mas em 3 gloriosas batalhas.

E a nossa terra,

a Inglaterra,

nunca mais seria a mesma.

Esses terr�veis eventos do ano de 1066,

foram tecidos em roupas feitas para um rei.

Mas essas costuras falam apenas da conquista

pelo ponto de vista do conquistador.

Se olharmos mais de perto,

veremos uma hist�ria diferente.

N�o da nobreza, mas de homens comuns de nosso pa�s.

OS HER�IS DESTE FILME S�O FICCIONAIS

MAS SEUS NOMES S�O DA �POCA DOS ANGLO-SAX�ES

E SUAS VIAGENS E BATALHAS ACONTECERAM DE FATO

ORDGAR - ANGLO-SAX�O "PONTA DE LAN�A"

LEOFRIC - ANGLO-SAX�O "O AMADO"

TOFI - ANGLO-SAX�O "NASCIDO PARA DOMINAR"

A hist�ria deles � a de todos os ingleses

que testemunharam a �poca mais obscura de nosso tempo.

CROWHURST

CROWHURST SUL DA SAX�NIA |SUSSEX|

"H� TERRA PARA 22 ARADOS.

E FLORESTAS PARA 4 TIPOS DE PORCOS."

LIVRO DE DOMESDAY

SEGUNDO O LIVRO DE DOMESDAY,

CROWHURST FOI TOTALMENTE DESTRU�DA NO ANO DE 1066

Dou-lhe esta grinalda,

que simboliza nossa vit�ria sobre a solteirice.

Childru!

"Giev me thinn sho."

Concedo-lhe o sapato de minha filha,

e os cuidados pelo bem-estar dela.

Nim minere hand.

Ve sind handfeste. Ve sind vere and veef.

Beije-a logo!

Beije-a logo! Beije-a logo!

Beije-a logo! Beije-a logo!

Beije-a logo!

Beije-a, ent�o.

-Amor ao seu esp�rito. -Amor ao seu esp�rito, tamb�m.

Ordgar, � voc�?

-Sim, Leofric. -Bem-vindo ao seu lar.

Voc�s me conhecem,

sabem por que vim.

-Senhor... -Hoje � o dia.

N�o posso contribuir na escolha de voc�s.

Os homens guerreiros formam uma fila aqui.

As esposas devem se sentar.

As esposas devem se sentar!

Hoje, o fronte de guerra forma-se de novo.

Mas os homens que usei da �ltima vez n�o retornar�o.

Preciso levar estes homens jovens para juntarem-se a eles.

Voc�, voc�, voc�.

Voc�. V�o para casa, peguem seu escudo e lan�a.

E voc�, voc�.

Voc�, sente-se.

Voc�.

Os que n�o t�m ningu�m, os que s�o jovens, receber�o novas armas.

Por que mant�m os homens? Por que pega mais?

Onde arrumaremos alimento, quando a fome chegar � �poca da P�scoa?

Se eu n�o pegar esses homens, agora,

nenhum de voc�s ter� est�mago para sentir fome. Sente-se.

Os dois, v�o para casa.

Ainda h� algum tempo antes de agirmos.

Onde Leofric foi?

Leofric!

Cora��o fraco!

Venha c�.

Ordgar, sou s� um fazendeiro.

Mas agora ser� um soldado.

N�o. N�o sou soldado.

J� escapou do meu fronte de guerra, antes.

Estaria em melhor condi��o se eu tivesse te pegado na �ltima vez.

Mesmo?

Como?

Haver� trabalho desta vez.

Como j� estamos instru�dos e ordenados, amigos.

Eu juro, diante desta unidade,

que vou lutar at� a morte pelo meu rei.

Se meu rei ou meu Senhorio morrer,

vou tomar o lugar dele e lutar como ele teria lutado.

Se qualquer homem daqui me ver de cora��o fraco e fugindo,

vai me lembrar dessa promessa feita diante de meu rei.

JURAMENTO ANGLO-SAX�O PROMESSA FEITA ANTES DA BATALHA:

� hora.

Meu amor!

Volte em seguran�a.

O que te preocupa, crian�a?

O que v�?

O rei guerreiro do mar vem do Oeste para encher os cemit�rios ingleses.

P�ssaros pretos e carniceiros depois.

A morte chega.

Em frente e marchando!

Sempre foi usual para os homens guerreiros

a convoca��o para o fronte de guerra.

Mas este fim de ver�o foi diferente.

Os guarda-costas do rei parecem ter requisitado cada fazendeiro,

cada boiadeiro, cada apicultor

de todos os bosques de nosso pa�s.

Este novo rei, a quem chamavam de Harold,

certamente percebeu os press�gios da destrui��o,

como n�s perceber�amos.

Dizem que uma estrela cadente ardeu pelo c�u

quando ele assumiu o trono.

Falavam de seus inimigos do outro lado do mar das baleias

dispostos a invadir nossas terras e destron�-lo.

SETEMBRO DE 1066

Deus do c�u!

Est� levando isto a s�rio, ent�o?

Eles est�o vindo. Quando o vento estiver adequado,

os normandos vir�o sob o disfarce da escurid�o.

E ao amanhecer,

n�o haver� nada al�m de cinzas.

Oh! Piedade de n�s, em nossa aben�oada ilha.

Este foi um ano como nenhum outro, antes ou ap�s.

Invasores de fato vinham para encher os cemit�rios ingleses.

Nossa Inglaterra descobriu-se um reino vulner�vel nesse ano, 1066.

O velho rei Edward, conhecido como Confessor,

prometeu a Inglaterra para muitos primos das proximidades

do Imp�rio do Mar Norte em troca de uma morte tranquila.

Harold, sem ter sangue da realeza, ficou pr�ximo do leito de morte,

e apoderou-se da coroa.

Tememos que ex�rcitos invejosos fabricassem as armas

e esperassem pelo vento os soprar atrav�s do mar das baleias.

Da Normandia, de Flanders, da Dinamarca.

Mas o maior perigo de todos,

veio de onde os bravos guerreiros mais temiam:

do Imp�rio Viking,

da na��o dos fiordes.

FALANDO EM N�RDICO ANTIGO

STIKLESTAD, NORUEGA

COSTA NAVAL DO IMP�RIO VIKING

Muito foi dito sobre as terras dos vikings, onde o solo era pobre

e o ar, frio.

N�o � surpresa que os severos guerreiros olhavam a Inglaterra

como uma terra de fartura,

e que de boa vontade responderam o chamado das armas.

H� medo para ser sentido por algu�m.

Pelos ingleses.

Eu te observei enquanto dormia.

Esteve sonhando com o futuro.

Sonhos n�o s�o para os guerreiros.

Deve ir devagar, pelo nosso filho.

Voc� j� tem muita idade para ter outro.

Ent�o por que casou-se comigo?

Porque voc� � agrad�vel.

IMP�RIO VIKING

N�RDICOS ANTIGOS

HOMENS DOS FIORDES

GIRD - N�RDICO ANTIGO FINCADO EM UM METRO

SNORRI - N�RDICO ANTIGO "AGRESSOR"

HAKON - N�RDICO ANTIGO "DE SANGUE AZUL"

Foi um sonho?

N�o.

Eu n�o sonho.

Estava deitado em terra pedregosa,

s� isso.

Devo conduzi-los aos barcos.

Garanta que ele volte, meu irm�o.

Vou garantir.

-Garanta! -Sim.

Garanta!

E usem seus escudos como arma.

Esmaguem os rostos deles com o escudo.

Ataquem as pernas, ou os acertem por cima.

N�o foi a primeira vez que a Inglaterra se preparou

para encarar este terror do Norte.

E lembrem-se, permane�am firmes ao lado de seus irm�os.

V�o.

Os Vikings h� muito tempo haviam chegado em grupos

em cada fenda de sua costa,

e determinaram tornados de destrui��o.

O que n�o era bom press�gio para os despreparados homens de nosso pa�s.

Em sua jornada, naquele ver�o,

os Vikings remaram 480 km em mar aberto.

200 embarca��es passaram por Shetland e Orkney,

reunindo mais barcos enquanto apressavam-se.

Passaram pela terra dos escoceses,

cujo rei havia matado Macbeth recentemente.

Para os Vikings, o pr�mio ficava mais ao Sul.

A maior d�diva de toda a Terra M�dia.

TERRA M�DIA

|ANGLO-SAX�O|

TERRA ENTRE O C�U E INFERNO, ONDE HOMENS CAMINHAM.

Acho que ouvi um barco no mar das baleias.

Acho que vi um lampi�o na �gua.

Ordgar.

Os homens do Norte... N�o s�o homens como n�s?

N�o s�o homens como n�s.

Pobres fazendeiros de Crowhurst.

Como poderiam saber?

Enquanto ficavam de guarda no Sul, esperando uma invas�o normanda,

os Vikings desembarcaram de surpresa, centenas de km ao Norte.

14 DE SETEMBRO DE 1066

E n�o nos ataque.

Viemos s� para com�rcio.

Os Vikings est�o aprendendo a negociar.

Precisam nos ouvir, ingleses.

Precisam nos ouvir, ingleses. Estamos aprendendo a negociar.

Mas alguns de n�s s�o bem lentos.

Enquanto os Vikings brutalizavam o desprotegido povo

das praias do Norte,

a costa Sul deleitou-se na ideia segura

de que os normandos n�o se atreveram a vir.

Talvez com medo dos nossos bravos homens guerreiros.

Talvez simplesmente n�o foram favorecidos pelos ventos.

De qualquer modo,

a temporada de guerra estava quase acabando,

e a colheita era oportuna.

A hora de liberar os fazendeiros chegou.

N�o estarei no fronte de guerra por mais um ano.

Estar�o em casa antes do anoitecer.

De fato. Ele para a amada noiva,

eu para a lua de mel com a minha m�o.

Ainda h� o c�rculo de carvalhos no bosque de Crowhurst,

onde as crian�as escalam?

H�.

Gostaria de escalar aquelas �rvores de novo.

Guarda real!

Guardas reais, alinhem-se e me sigam!

N�o se preocupe, s�o apenas meninos carregando armas.

Vou lhe dizer, gostaria de v�-lo tentando escalar uma �rvore,

com uma cabe�a desse tamanho.

Parem!

Suas esposas e colheitas ter�o de esperar.

Peguem suas armas de novo.

E ent�o, nosso novo rei encarou uma decis�o terr�vel.

Deixar as praias do Sul desprotegidas de um inimigo

que possivelmente chegaria com uma mudan�a no vento?

Com a temporada de guerra acabada, o rei escolheu o invasor

j� em nossa terra, ao inv�s daquele que talvez nunca viesse.

Foi uma escolha que determinou o destino de Crowhurst

e de todas as aldeias da Inglaterra.

Depois de destruir o povoado da costa Norte,

os vikings retornaram aos seus barcos.

Se tivessem preparado um trajeto ao Norte, para casa...

Mas n�o!

Dirigiram-se para o interior da na��o,

subindo o rio at� o interior escuro,

onde o grande vale de York jaz.

Os contos dizem

que os vikings de Hardraada

encontraram a primeira resist�ncia em Fulford,

na quarta-feira anterior ao dia de Sto. Matthew.

Os not�veis marinheiros me enviaram,

j� que posso falar a l�ngua estrangeira.

Venho dizer

que voc� pode nos fornecer prata e animais.

Em troca de paz.

Creio ser melhor para voc�s nos pagar com os agrados

do que serem cortados ao meio.

N�o desejamos lutar.

S� queremos fazer um trato.

Um trato?

Vamos dar-lhes agrados.

Nossas espadas e lan�as.

E o fino sorriso do machado de guerra.

Tenho 2 grandes condes comigo, com nossos homens.

Agrados!

Eles v�o defender esta terra at� a �ltima trincheira.

Agora pegue sua ideia tola e v�.

Fico muito triste em ouvir isso.

20 DE SETEMBRO DE 1066

CONDES DO NORTE Vs VIKINGS

A BATALHA DE FULFORD

O gado morre,

a fam�lia morre,

todo homem � mortal.

Mas conhe�o algo que nunca morre,

a gl�ria dos mortos!

Com a ajuda de Deus, o que n�s queremos?

Lutar!

- O qu�? - Lutar!

FALANDO EM ANGLO-SAX�O

Os soldados e fazendeiros que se juntaram

aos condes do Norte n�o careciam de coragem.

Poderiam ter se encolhido atr�s dos muros de York,

mas escolheram pegar as armas

e encarar o invasor mais forte ao longo de um canal.

Para defender a honra das fam�lias e a liberdade das crian�as,

arriscaram a vida e os membros.

Um ingl�s n�o se rende a ca�adores de recompensas.

Assim, insultos e lan�as foram disparados.

Os homens de York buscavam fraquezas

na parede de escudos viking.

Uma vez que os insultos n�o poderiam mais se sustentar,

a verdadeira batalha certamente se seguiria.

"OS CONDES DESCERAM O CANAL ONDE A LINHA ESCANDINAVA ERA MAIS FRACA."

SAGAS DOS REIS N�RDICOS

A batalha de Fulford foi a primeira das tr�s daquele funesto ano.

A estrat�gia inglesa era simples e corajosa.

Furar, se conseguissem, o centro da linha viking.

E causar p�nico e baixas em seus soldados.

Mas os vikings eram os melhores guerreiros do mundo conhecido.

Lutando em local pequeno e mortal,

levando os pobres fazendeiros como ovelhas para o abate.

De novo e de novo, os destemidos ingleses se jogavam

sobre os gigantes estrangeiros.

At� que romperam a linha viking.

"A LINHA N�RDICA DO CANAL CEDEU.

OS INGLESES PENSARAM QUE OS NORTISTAS FUGIRIAM."

SAGAS DOS REIS N�RDICOS

Infelizmente, isso s� favoreceu os vikings.

Eram assassinos impiedosos,

cuja for�a aumentou na loucura da batalha.

Sabiam muito bem se transformar em insanos.

INSANOS N�RDICOS ANTIGOS

GUERREIROS DESTEMIDOS DE SANGUE QUENTE

NORUEGU�S ANTIGO

Muitos dos que sonharam com a morte ca�ram naquele dia.

Mas n�o os vikings.

A morte pertenceu aos homens de York.

Pois ca�ram numa armadilha,

idealizada pelo rei n�rdico Hardraada.

Ele atraiu os pobres e inocentes ingleses para o meio...

ent�o p�de mat�-los, pelas costas.

"O CANAL DE FULFORD TINHA TANTOS CORPOS

QUE OS N�RDICOS O ATRAVESSARAM SEM MOLHAR OS P�S."

SAGAS DOS REIS N�RDICOS

Os vikings chegaram, velho.

Deveria ter pagado com algo menos custoso.

Not�cias da agonia de Fulford espalharam-se pela Inglaterra.

Agora, os homens de Crowhurst sabiam o que esperava por eles.

ESTRADA ERMINE FLORESTA HUNTINGDON

A ROTA DA ATUAL A1 A1 = MAIOR ESTRADA INGLESA

Cobrindo 320 km em apenas 4 dias,

o rei Harold disciplinou guardas da realeza,

e indisciplinou fazendeiros,

fechando o cerco para os invasores do Norte.

Harold era um guerreiro famoso.

Como conde, havia devastado Welsh tr�s anos antes.

Mas como rei,

este foi seu primeiro grande teste.

E muito dependeria desse ex�rcito do Sul, agora atravessando

as florestas da Inglaterra central, enquanto iam para o Norte.

S�rio, minhas pernas cair�o dentro de um minuto.

Voc� tem a escolha.

Ou cale a boca e preserve a respira��o, ou caia morto.

-Voc� � sempre um tirano, Ordgar. -E voc� sempre um chor�o de merda.

Fico admirado como temos o mesmo av�.

-O que fez? -Desculpe-me.

N�o fui feito para andar. Apenas me deixe aqui.

Tenho obriga��o de prover a cada homem e jovem um corpo para lutar.

-Pode ficar de p�? -Com dificuldade.

Aqui, pegue o escudo dele.

Espero que sare r�pido.

Todos precisar�o dos p�s quando chegarmos ao Norte.

Isto �, se chegarmos ao Norte. Se n�o morrermos a caminho.

N�o morreremos no caminho.

Por que carrego tanta coisa?

Os vikings conquistaram o Norte com tal facilidade

que Hardraada, o rei deles, decidiu dividir seu ex�rcito.

Um ter�o defenderia os barcos, em Rica-halh.

Enquanto o restante acamparia para o inverno, perto de York,

em Stamford Bridge.

Todos aproveitando os despojos da guerra.

Hardraada deu instru��es para dividir o ex�rcito.

Dois de cada tr�s esperam aqui pelos ref�ns.

Levarei uns homens e armas para defender os barcos.

N�o � destino para um destemido, capit�o. Eu vou.

Gyrd. Estou sem utilidade no momento.

Snorri deu-me boas ervas, mas elas ainda precisam agir.

Voc�... Receber� as ordens de Hardraada a partir de agora.

Os vikings venceram! O Norte est� caindo.

Esta � a maior campanha em que os vikings j� lutaram.

Vamos prosperar com as riquezas inglesas!

"O DESTINO DO HOMEM" POEMA ANGLO-SAX�O:

Muitas vezes e de novo,

atrav�s da gra�a de Deus,

homem e mulher,

conduzem crian�as para o mundo.

Eles as cultivam,

e as ensinam,

enquanto as esta��es mudam,

at� que seus jovens ossos fiquem fortes.

Seus jovens membros lentamente crescem.

E apenas Deus...

apenas Deus sabe,

como os anos seguintes afetar�o as crian�as em desenvolvimento.

Uma ir�

morrer jovem.

Levando tristeza � fam�lia.

Fome,

a fome consome uma.

Uma tempestade,

uma tempestade levar� outra.

Uma ser� assassinada com uma lan�a.

Voc�, se n�o prestar aten��o.

Elfos!

-N�o diga isso. -Sempre h� elfos na mata.

-O que acabei de falar? -V�o roubar a sua sombra.

E depositar loucura pelas suas orelhas, enquanto dorme.

J� que � assim, n�o dormiremos, ent�o.

Podem lhe arrancar o cora��o, tamb�m

Revele-se, elfo.

Revele-se!

ELFO | ANGLO-SAX�O |

HABITANTE SOBRENATURAL DA FLORESTA COM O PODER DE FERIR OU CURAR

N�o sou um elfo.

Voc�s, tamb�m n�o s�o elfos.

Quem � voc�?

Somos os guerreiros do Oeste.

Ouvimos o chamado da guerra.

Viemos lutar pelo rei. Contra os invasores no Norte.

-Voc�s s�o quantos? -Tantos quanto podemos ser.

Mais vir�o pelas trilhas. Muitos mais.

E trazemos mulheres casadas.

Mulheres casadas que n�o s�o nossas esposas.

Mulheres casadas que n�o s�o nossas esposas.

Ouviram?

Juntem-se a n�s e descansem. Bem-vindas.

-Caminhamos muito. -Bem-vindas.

Deem espa�o para nossos irm�os.

Sirva-me.

Bem-vindas. Bem-vindas.

Vamos ouvir mais sobre poemas, e menos de morte.

Sou Ealfrith.

Voc� n�o � assustador.

Tem um pouco de p�o?

N�o... Sim!

Sim...

N�o, mas tenho uma esposa.

Uma crian�a,

pela gra�a de Deus,

vai derrotar todas as prova��es do diabo,

e alcan�ar felicidade.

Com idade avan�ada,

receber� riquezas,

tesouros,

e um c�lice de vinho...

de seu povo. A quantidade que todo homem deve ter em sua vida.

Tenho algo para voc�.

� p�o!

Aqui vai uma.

Ent�o, sou uma estranha criatura, dado que satisfa�o as mulheres.

�?

Aumento de tamanho e fico ereto na cama.

E sou todo peludo embaixo.

"O ENIGMA" CHARADA ANGLO-SAX�

�s vezes, uma linda garota me ousa pegar pela minha pele avermelhada,

coloca-me na dispensa e me faz perder a cabe�a.

E de repente, fa�o os olhos dela encherem de l�grimas.

-O que eu poderia ser? -Uma cebola.

Uma cebola. Obrigado, Ordgar.

Algu�m conhece estas colinas?

Eu. Moro aqui, conhe�o a configura��o.

Conhece?

Os vikings est�o depois de Jorvik.

Ent�o o Derwent est� entre n�s e eles.

Uma rota de peixes? E que pontes h� l�?

Stamford Bridge. Pequena, de madeira.

Ap�s aquelas colinas.

Depois de 5 dias de viagem, nosso pequeno grupo de guerreiros,

finalmente chegou em Derwent,

rio abaixo relativo � ponte em Stamford.

Esse foi o caminho usado pelos ref�ns de York libertados

para levar presentes, prata e escravos, para os vorazes vikings.

Mais guerreiros chegavam a cada hora.

E os rumores eram que o rei Harold

planejava atacar os invasores de surpresa pela manh�.

O ano de 1066

estava prestes a testemunhar sua segunda gloriosa batalha.

Talvez dev�ssemos voltar.

N�o. Juramos que se o cora��o fraco nos acometesse,

um lembraria o outro do juramento.

E est� me lembrando dele?

-Acho que sim. -Quer que eu te lembre dele?

Sim.

Certo, vou lembr�-lo de seu juramento.

Meus Deus. Est�o muito perto.

Eles parecem drag�es. S�o enormes.

Mas n�s somos r�pidos.

De fato.

O que ajuda muito em fugir.

Precisa mat�-lo.

Mate-o ou todos vir�o em cima de n�s.

-Voc� mata. -Voc� mata!

Ambos matamos.

Acabei de ver dois ingleses pela floresta.

-Voc� os matou? -N�o.

-Eles pareciam soldados? -Pareciam mais fazendeiros.

Ent�o � isso que s�o. Deveria ter negociado com eles.

25 de setembro de 1066

EX�RCITO DE HAROLD Vs VIKINGS

A BATALHA DE STAMFORD BRIDGE

Os contos falam de uma manh� calma nos dois acampamentos vikings.

Um em cada tr�s se deleitava nas praias de Humber,

vigiando os barcos.

25 km distante, acampados perto de Stamford Bridge,

dois em cada tr�s esperavam mais presentes.

Quero aquele cavalo.

Para acalmar os vikings,

o infeliz povo de Yorkshire

levou sua colheita, seus animais,

at� suas crian�as.

Coloquem a armadura! Chamem o resto do ex�rcito que est� nos navios.

Recuem! Defendam a ponte!

Defendam a ponte!

"SUAS ARMAS BRILHANTES ERAM PARA A VISTA COMO GELO RELUZENTE."

SAGAS DOS REIS N�RDICOS

Saiam da ponte!

Formar parede de escudos! Recuem! Ambos os lados da ponte!

Parede de escudos.

O que fazemos agora?

Agora?

Agora ficamos bem pequenos.

J� matei veados. Sou bom.

Mas nunca fiz isto antes.

Voc� j�?

N�o dever�amos ter dividido as tropas.

Coloquem as armaduras. Coloquem as armaduras!

Agora! Agora!

Corram!

Corram!

Superados em n�mero pelos ingleses em Stamford Bridge,

os vikings estavam desesperados por refor�os.

Mas seus irm�os tinham de correr 24 km usando armadura completa

para cumprirem sua fun��o.

E mesmo assim, todo o esfor�o poderia ser em v�o,

se os dois lados concordassem em dividir o reino.

"SE ACEITARMOS A OFERTA, O QUE O REI

DA NORUEGA RECEBER� PELO TRANSTORNO CAUSADO?"

MENSAGEIRO DE HARDRAADA SAGAS DOS REIS N�RDICOS

O que ele est� dizendo?

Espero que esteja oferecendo terras a eles.

Espero que deixe o Norte todo para eles.

V�rios bons ingleses morrer�o aqui. E n�o renascer�o ou recrescer�o.

Precisamos desses homens no Sul.

Disse que a temporada de guerra tinha acabado.

-Foi o que voc� disse. -Parece que terminou para voc�?

A conversa entre os reis n�o deu em nada.

Ent�o, o ex�rcito de Hardraada escolheu um desafiante

para levar ang�stia ao oponente.

Eu vou.

Deus esteja com voc�, amigo.

N�o precisamos de Deus num dia como hoje.

Precisamos de Odin.

Gyrdir Skallagrimmson vai usar o berserker que leva dentro dele.

O gado morre.

Os parentes morrem.

Todo homem � mortal.

Mas conhe�o algo que nunca morre,

a gl�ria dos mortos!

Com a ajuda de Deus, o que queremos?

Lutar!

-O qu�? -Lutar!

Qual o problema?

Est�o com medo deles?

-Cad� meu lanceiro? -Aqui.

Ele s� � um homem! V�o!

Parem de empurrar. Parem.

Pelo amor de Deus, parem!

Vamos!

Pelo lado! Pelo lado com voc�.

"HAVIA UM N�RDICO QUE OP�S-SE AOS INGLESES,

QUE N�O PODIAM PASSAR PELA PONTE." NARRATIVA ANGLO-SAX�

Cad� meu primo de sangue?

N�o vamos precisar disso. Entre no rio.

A sa�de esteja contigo. Achei que eu iria � ponte.

Voc� ir� � ponte.

Voc� � astuto, eu soube, e um bom alpinista.

Voc� quer que eu v� � ponte.

Estou disposto a oferecer termos ao seu Senhorio.

Aceitaremos sua rendi��o.

Skald!

H� mais sentido no zumbido de uma mosca.

Voc� me entende?

N�o queremos mais mortes aqui.

Eu o respeito, bravo guerreiro.

N�o quero mat�-lo.

Esse guerreiro ficou muito tempo no sol.

Harkon j� chegou?

N�o.

Ent�o, ingl�s...

n�o vai acabar.

Vou guardar esta ponte!

"ENT�O UM FOI POR DEBAIXO DA PONTE E O PENETROU TERRIVELMENTE."

NARRATIVA ANGLO-SAX�

Eu te respeito, bravo viking.

Lamento pelo meu artif�cio. N�o me d� cr�dito.

V� � dire��o de seus not�veis deuses.

Leofric!

Leofric! Leofric!

Leofric!

Leofric! Leofric! Leofric!

Leofric! Leofric! Leofric!

Oh, sagazes homens da Inglaterra!

Agora t�m vis�o total de suas presas.

Mas ter�o que realizar a matan�a rapidamente,

pois outros homens do Norte v�m correndo em sua dire��o,

em dire��o do confronto que decidiria o destino da Terra M�dia.

A batalha de Stamford Bridge foi muito al�m da ponte em quest�o.

Por toda a floresta, combates violentos se arrastaram pelo dia.

Homens de Crowhurst,

agora todos voc�s ter�o de provar o sangue de suas v�timas.

Parem!

Aquele n�o era o momento de ser assolado pelo cora��o fraco,

diante do poderoso Hardraada e sua voracidade por destrui��o.

Onde est� aquele pequeno homem que se casou em Crowhurst?

Est� aqui. O nome dele � Tofi.

Beba, Tofi.

Forma��o focinho de javali!

-Focinho de javali! -Focinho de javali!

"FOCINHO DE JAVALI"

FORMA��O EM ASPECTO DE SETA PARA ROMPER UMA PAREDE DE ESCUDOS

-Focinho de javali, avan�ar! -Parede de escudos.

N�o posso fazer isso.

Quer que sua esposa termine como eu?

Que se exponha nas estradas e se venda por p�o?

-N�o. -Ent�o corra.

Corra com todo o cora��o.

Espere.

Espere.

Corra!

Arqueiro!

Dispare!

"O REI HARDRADA LEVOU UMA FLECHADA NA TRAQU�IA QUE O LEVOU � MORTE."

SAGAS DOS REIS N�RDICOS

"MAS OS N�RDICOS PREFERIRAM CAIR UM POR UM A SE RENDEREM."

SAGAS DOS REIS N�RDICOS

-S� h� esses? -Sim, s� esses.

-Onde est�o seus homens? -Mortos.

-E Gyrd? -Morto tamb�m.

Vamos morrer lutando, ent�o!

Chega de matan�a.

J� acabamos.

"OS HOMENS QUE SE APRESSARAM DOS NAVIOS N�O ESTAVAM APTOS A LUTAR."

SAGAS DOS REIS N�RDICOS

Aquele que sonhou com o fantasma da morte

ir� morrer.

V� descansar.

Com o seu Senhor.

Nunca pensei que morreria nas terras planas do Oeste.

Voc� tem que voltar aos fiordes, agora.

Eu sei. Vou voltar, meu l�der.

Vou levar voc� para casa.

Quero que beije meu filho por mim.

Ele nasceu.

Posso v�-lo.

Voc� deve contar nossa saga a ele.

E ele contar� aos filhos dele.

Eles ser�o... Eles ser�o os vikings.

Dos 300 barcos vikings que aportaram na Inglaterra,

apenas 24 retornaram.

N�o sab�amos na �poca,

mas a era dos vikings havia terminado.

Mas a que pre�o?

V�rios milhares de bravos homens da Inglaterra se foram em uma semana,

para serem lembrados em nossos poemas de guerra.

"O ERRANTE" LAMENTO DE GUERRA ANGLO-SAX�O

"E aquele que viu estas espl�ndidas ru�nas no fim de sua obscura vida

pergunta-se:

Onde est� o cavalo?

Onde est�o os homens?

Onde est� o banquete?

Onde est� o gozo?

Ai do c�lice luzente! Ai do pr�ncipe orgulhoso!

Como o tempo passou

como se n�o tivesse passado."

E assim ficamos de luto pelos bravos homens

que n�o puderam renascer ou recrescer

para a batalha maior que possivelmente se seguiria.

Uma batalha que amea�aria mais do que apenas a coroa.

-Senhor. -Sim.

INAUD�VEL

Direi a ele, Senhor.

Sauda��es! Levantem-se.

Marcharemos de novo.

De p�!

Leofric, eu te promovo guarda real.

Deve fazer seu juramento pelo caminho.

Qual a pressa?

Os normandos chegaram.

Eles se declararam em temporada de guerra.

Desembarcaram em Sussex.

-Sussex? -Levantem-se! Marchamos agora!

Foi dito onde desembarcaram? Em que parte de Sussex?

Estes homens de Crowhurst,

minha Crowhurst,

tiveram que correr e voltar de onde vieram,

para defender seus lares dos novos invasores orcs.

Para lutar na terceira e mais not�vel de todas as batalhas,

a batalha que at� hoje a lembran�a � dif�cil de tolerar.

Hastings.

FIM DO EPIS�DIO 1

Tradu��o, sincronia e revis�o: Shockey

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