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AV: A CAÇADA
O que foi?
Merda.
Abra a porta!
Esconde-te.
Abra a porta!
Rápido, abra! Abra a merda da porta!
Vamos a ter calma!
Raios o partam.
Vamos lá.
Afaste-se!
Então?
Filho da mãe.
Não!
Foda-se!
Comecemos!
Quero ouvir-vos! Mais alto!
Nos vossos sítios. Batam como homens, vá!
Com mais força!
Com mais força! Posição inicial, vamos!
Não ouço nada!
Outra vez! Dêem-lhe! De novo!
Está mas é calado! Não jogas um corno.
Óptimo resultado! 15 pontos seguidos, meu!
- Neslihan? - Ayse?
Foi o que arranjei.
- Vais ganhar infecção. - Isto incha, desincha e passa.
Tu és tão teimosa.
Está a doer?
Tenho um compromisso hoje.
Consegues levantar-te?
- Posso passar a noite contigo? - O Murat está em casa.
- Vou embora de manhãzinha. - E digo-lhe o quê?
O que devo eu dizer?
Olha bem para mim. Para onde achas que devo ir?
Preciso de esconder-me, mas não tenho dinheiro.
É tudo o que tenho.
Fica com ele.
Então, e agora?
- O que devo fazer? - Pronto, acalma-te.
Eu disse-te que isto ia acabar assim.
Destruíste-te a ti e a tudo ao teu redor.
Vamos sair daqui.
- Para onde vais? - Não faço ideia.
- Não me viste, certo? - Sim, mas vais para onde?
Se perguntarem alguma coisa, não me viste, certo?
Ayse, estou a tentar ajudar-te.
- Esquece o assunto. - Vê se me ligas.
Sabias que ia dar nisto. Como querias divorciar-te?
Tens de ficar sossegada. Sabes o que aconteceu à Neriman?
Deram com ela na outra ponta da Europa. Acabou-se, não há como fugir!
Hatice, por favor! Não tenho para onde ir!
Não vou voltar a dizer o mesmo!
Não venhas para aqui! Ele vai atrás de ti com a família!
Nada pode pará-lo! Tens de ficar longe dele!
O que posso fazer? Para onde devo ir?
Não tenho escolha. Tenho de ir para Istambul.
Não venhas cá enquanto não resolveres essa merda!
Irmã? Hatice?
- Irmão? - O que estás aqui a fazer?
O que estás tu aqui a fazer? Não é suposto estares na Alemanha?
Que raio estás a fazer aqui?
- Já estou de saída. - Para onde?
- Volta para a cama. - Onde é que vais?
Ahmet!
Ela está a fugir! Rápido!
Ayse!
São 206,50 liras já com a gasolina.
- Não tem mais pequeno? - Não.
Foda-se.
Bom dia.
Os seus documentos e os documentos da viatura.
- Há algum problema? - Falta a matrícula da frente.
- A carta de condução? - Deixei a carteira em casa.
- E a sua identificação? - Também está lá.
Sabe que posso multá-la por conduzir sem documentos?
Sei.
Diga-me o seu nome completo.
Ayse Emine Soluk.
- O carro é seu? - É do meu pai.
Certo, dê-me um momento.
Se tiver de pagar a multa, podemos chegar a um acordo.
Foda-se.
- É a Ayse Emine Soluk? - Sou.
- Por favor, dê-me as chaves. - Porquê?
Nestes casos, confiscamo-las.
- E qual é o caso? - Por favor, entregue as chaves.
Vamos.
- Certo, agora acompanhe-me. - Para quê?
Para nada. Acompanhe-me simplesmente.
Vamos.
Para onde vai?
- Para Istambul. - Sempre seguido?
É uma viagem longa.
O que vai lá fazer?
Nada. Vou só visitar uns familiares.
Certo.
Estamos à espera de quê?
A menina não tem identificação nem a carta.
E, assim sendo, teremos de verificar a sua identidade.
Sei o número do cartão de cidadão. Isso serve?
Não funciona assim. E se o carro for roubado?
Ou se a menina for terrorista? Há que ver na esquadra.
Os colegas lá vão verificar a situação e dar-lhe-ão luz verde.
Sabe que nunca se sabe.
- Quer água? - Não.
Estou?
Sim.
Certo. Espera aí.
Certo.
Ouça-me.
Deixe-me dar-lhe um conselho. Tente dar-se bem com o seu pai.
Eu devo ter irritado muito o meu.
Eu sei.
Sou pai e sei como é. Também já fui novo.
Agora acha-se rebelde,
mas com o passar dos anos arrepende-se.
Ouça o que lhe digo. Façam as pazes.
Mas você é rapariga.
É diferente. As raparigas são diferentes.
São delicadas e muito valiosas.
Preocupam-se mais.
Eu sou polícia.
Já vi muitos cadáveres de meninas assim.
Cumprimentos do tio Osman.
Ayse! Onde é que vais?
Que merda de carro! Isto não anda mais rápido?
Vamos, acelera.
Meu, vai mais devagar.
- Não consigo ver nada. - Cala-te e deixa-te de merdas.
Toma lá! Tenho de ser eu a guardar o dinheiro também?
Polícia! Vá, toca a mexer, idiota!
Parem de olhar que nem idiotas.
Tu, vem cá.
Já tinhas visto uma destas?
- Como te chamas? - Engin.
- Sabes usar isto? - Sim.
É a tua honra.
Vamos, Rocky.
Çetin, espera! Çetin!
Foda-se.
- Meu, o que vamos fazer? - Caluda.
- Parti o pé. - Cala-te.
Çetin!
Çetin! Çetin!
Nem tentes abrir o bico!
Meu idiota, não te dei uma arma? Como a perdeste?
- Caiu. - Do nada?
Eu disse que era a tua honra. Queres acabar estendido no bosque?
Idiota! Perde-se a arma e não se procura?
Caiu enquanto fugia do javali.
Que raio fazem na floresta se têm medo de um javali?
Não me olhem assim. Vocês são uns merdas.
Rocky.
Malta, esperem. O que vamos fazer?
- Está muito escuro. - Sedat, ele tem razão. Não se vê nada.
Merda, parem.
Não posso mais. Malta!
Não te armes em conas. Levanta-te!
- Esperem! - Levanta-te!
- Parti a perna! - Calma, senta-te um pouco.
Vamos falar.
Estás a ver que ele não está capaz de continuar.
Çetin, sobe à árvore e dispara.
Estás a brincar comigo? Isto parece-te um pique-nique?
Ela escapou-nos.
- Para onde irá sem comer e beber? - Já tens o teu dinheiro, certo?
Essa não é a questão. Ela fugiu para algum lado.
E para onde?
Estamos aqui porquê, então? Estou-me a passar!
Isto é tudo por causa da puta da tua irmã.
Isto não é a Alemanha. Aqui dá-se ouvidos ao velhote.
Quem ia olhar por ela? Não eras tu de certeza.
Vou estripar-te como a um porco.
Eu estou a olhar por ela! Tenho de pedir-te autorização?
Falsifiquei os papéis. Eu olho por toda a gente.
Tenho direito a todas as migalhas de pão naquela casa!
- Cabrão! Não te metas comigo! - O quê? O que me chamaste?
Não sabes o que eu passei nem os sacríficios que fiz!
O quê? Quem achas que sou? Eu não sou como tu.
Eu rebento-te todo. Eu não olhava por ela?
Pára com isso.
- Vais dar-me um tiro? - Não me dês motivos para o fazer.
Estás a apontar-me a arma?
Não sabes o que eu passei.
E importavas-te com ela?
Eu não me importava com ela?
Eu não olhei por ela?
Eu não me importava com ela?
Cabrão!
Eu não olhei por ela?
Fantástico, minha querida.
Devias ter nascido rapaz.
Acorda!
Estou?
Estamos num sítio que se chama Cão de Caça.
Sim?
O Tio Osman?
Os meus sentimentos.
A Ayse matou o Ahmet.
Rocky!
Levanta-te!
Espera, Engin! Espera.
Dispara para o ar e grita como estivesse a acontecer alguma coisa!
Dá-me uma pastilha dessas.
- Acabaram. - Vá lá, pá.
- Já te disse que acabaram. - Não me chateies. E mexe-te.
Vai por ali. E que se fodam as pastilhas.
Ayse!
Queres que o faça?
Queres?
Queres que eu leve um tiro?
Eu já estou morto.
Ambos estamos. Por tua causa.
Por tua causa vamos morrer. Mataste-nos.
Vá, diz alguma coisa!
- Fala! - Força, dá-me um tiro.
De que estás à espera? Que te peça desculpa?
Anda lá de uma vez. Prime esse gatilho.
Vamos, dispara!
- Mata-me, cabrão! - Toma!
Arrisquei tudo para chegar aqui.
E eu não? Prefiro morrer a estar contigo.
E vais morrer.
Mas vais respeitar o teu marido. E vou usufruir do que é meu.
- Fodeste com aquele conas? - Não lhe chegas nem aos calcanhares.
- Só assim é que consegues foder. - Isso é o que vamos ver.
Tu pertences-me. Vira-te lá.
Olha para mim a foder-te. Tu és minha.
Para sempre.
Engin!
Engin!
Çetin!
Çetin!
Engin!
Não vou morrer.
Não vou morrer aqui, sacana.
Porra, pareces um conas a gritar.
É só um javali. Toda a floresta ouviu!
Agora vamos ser perseguidos.
- Onde está o Sedat? - No meu bolso! Ela matou-o!
Vou apanhar esta puta, vais ver.
Era só um javali inofensivo! Não sejas conas!
Pega nisto.
Toma.
Dá cá.
Puta de merda.
Foda-se. Achei que fosse a Ayse.
Não tenhas medo.
Os javalis não vão magoar-te.
No limite, damos um tiro a um e comemo-lo.
- Vai dar um belo guisado. - Comer porco não é pecado?
Achas que é igual?
Se forem porcos selvagens, podem comer-se.
Quando eu era da tua idade,
tinha um colar com um dente de um javali que matei.
Nunca foste caçar à aldeia?
- Não te ensinaram a caçar javalis? - Não.
Estou a ver.
Existem três formas.
Isto é uma coisa de homem. Nem toda a gente sabe.
Emboscadas é para os conas. Homens a sério perseguem e caçam.
- Estás a ouvir-me? - Estou.
E entendeste, parceiro?
Mas tens de ser sorrateiro.
E ter cuidado.
É assim que vamos rastear a Ayse.
Que selvagem.
Mas tens de ter cuidado.
Se mantiveres a cabeça baixa, vais ver como é.
Vamos a isto.
Agora és o meu ajudante.
Vamos caçar juntos.
Vamos a isto, parceiro.
Çetin, vamos voltar.
Onde, meu sacana? Não faças como o Ahmet.
Está a começar a anoitecer.
Também tens medo do escuro, seu conas?
- Por que estás a chorar? - Dói-me o pé.
Certo, senta-te.
Estou a falar contigo! Vamos fazer uma pausa.
Não te descalces senão não conseguirás voltar a caçar-te.
Isso vai inchar.
Dá-me o teu telemóvel.
- Qual é o teu código? - Quatro zeros.
Tio Osman?
Tenho novidades.
Porra, esconde-te!
Entreguem a mochila ou vou ter de ir buscá-la!
Ayse!
Vais é fazer-me um broche, Ayse.
Chupa-me a pila!
Entreguem a mochila!
Vais gostar!
Filhos da puta!
Tenho uma pila grande, sua puta. E vou foder-te!
Vou já atrás de ti.
Vou foder-te, Ayse.
Engin!
De pé!
Levanta-te!
Vira-te.
- Onde está o Ahmet? - Morto.
- Quem o matou, o Sedat? - Sim.
- Irmã, por favor. - Cala-te!
Não sou tua irmã. Pertences ao Sedat?
Estou a falar contigo, idiota!
- O quê? - Sou primo do Çetin.
- Quantos anos tens? - Dezasseis.
Sabes por que o Çetin te trouxe, não sabes?
És um rapazinho. Terás uma pena mais curta.
Se eles forem encontrados, serás tu o culpado.
Tu não sabes nada.
Sabes o que vão fazer-te na cadeia?
Vão arrear-te todo. Levanta-te!
Vira-te.
Vais seguir-me?
Responde-me!
Irmã, não vás. O javali vai dar cabo de mim.
Pára de me chamar irmã!
E, se me seguites, quando ele chegar aqui já tu estás longe.
Engin?
O autocarro que vai para Istambul pára aqui?
Já partiu. Agora só amanhã de manhã.
- Posso comprar o bilhete aqui? - Não sei, minha querida.
Desculpe?
Olá.
- Como posso chegar a Istambul? - Não faço ideia.
Posso comprar um bilhete aqui?
Desapareça. Não vendemos bilhetes.
- Posso usar a sua Internet? - Desapareça daqui.
Aqui não há rede.
- Você está na Internet! - Já lhe disse para não me chatear!
Está sozinha, por isso, pire-se! Ponha-se na alheta!
Hakki, liga o gerador!
Hakki, o gerador.
Por aqui.
Podes vir.
Muito bem.
Aconteceu alguma coisa? Está à procura de alguém?
- É o autocarro para Istambul? - É, sim.
- Vi-a ali sentada a olhar. - Tem lugares livres?
Lugares?
Por que pergunta?
Quero ir para Istambul, mas estou com uns problemas.
Já fiz um bom esforço ao caminhar até aqui.
Tenho dinheiro, mas não vendem bilhetes aqui.
- Não há lugares? - Infelizmente, está lotado.
Espere!
Se lhe der dinheiro, arranja-me um lugar?
- Já lhe disse que está lotado. - Quanto quer? Dou-lhe 200 liras.
- Céus, já lhe disse que não. - Trezentas liras?
Quatrocentas liras?
Deixe-me ver o dinheiro, se fizer o favor.
- Sempre posso ir? - Quero ver o dinheiro.
Deixe ver.
- Dê-me o dinheiro. - Vai levar-me?
Claro. Dê-me lá o dinheiro.
Como se eu fosse o raio de um gatuno!
Aguarde aí.
Venha daí.
Ouça-me com atenção.
Quando ouvir o som de partida é que irá entrar.
Vai entrar pela porta de trás. Senta-se no primeiro lugar à esquerda.
Senta-se na primeira cadeira vazia à esquerda, certo?
Quando toda a gente tiver entrado e não antes.
Espere pelo meu sinal, sim? Vamos lá.
Não haverá problema, pois não?
Não.
Podes seguir.
- Porra! Ela vai sem bilhete? - Por favor, não grite.
Quer que faça o quê? Não vou sentar-me ao lado dela!
Posso pedir-lhe para ver o seu bilhete?
Qual bilhete? Eu dei-lhe dinheiro.
Como assim? Se não tem bilhete, tem de sair.
Pára o autocarro! Saia. Vai aqui uma à socapa!
- Saia! - Porquê?
Saia daqui! A que dinheiro se refere?
- Ao que eu lhe dei! - Abre a porta!
- Devolva-me o dinheiro! - Saia daqui!
Idiota de merda!
Quais são os teus pecados?
Eu merecia uma puta como tu?
Achas que podes mudar o nosso destino?
Cabra, adúltera, ingrata!
Destruíste a nossa honra e a nossa família!
Levanta-te!
Pára!
- Pai, por favor! - Cala-te!
É o fim desta família. Tu, senta-te, porra!
Sou o pai dela.
- Eu mato quem se mexer! - Fujam!
Não se aproximem.
Fiquem aí!
Larga a arma!
Chamem a polícia!
Mata o cabrão! Dispara!
Já chega! Vou mandá-lo para o inferno!
Parem ou rebento-lhe os miolos.
Realização
Argumento
Fotografia
Música
Produção
TRADUÇÃO E LEGENDAGEM darkdevil
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