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UMA CASA NA PRADARIA
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O SENHOR � MEU PASTOR
Como est� o almo�o? Estou esfomeado.
Est� quase pronto. Hoje vieste mais cedo.
Estava com pressa de chegar e come�ar a trabalhar no arm�rio.
Que arm�rio?
O arm�rio entalhado que vou fazer para a Sra. Jonson.
Charles, nunca fizeste mob�lias entalhadas na tua vida.
Eu sei, mas a boneca que talhei para a Carrie n�o ficou nada mal.
- Sim, mas... - Seja como for,
n�o se sabe at� tentar, e o dinheiro faz-nos falta.
- Quanto � que te vai pagar? - N�o sei.
N�o podia fazer um pre�o sobre algo que nunca fiz.
Deves talhar melhor do que fazes neg�cios.
- Senta e come o almo�o. - Sim, senhora.
- N�o vais comer nada? - A Carrie j� comeu
e eu n�o tenho fome.
Andas a comer como um passarinho.
Em breve vou ganhar peso. Acontece a todas as mulheres.
N�o me digas que est�s preocupada com o peso!
Sais � tua m�e, n�o tens forma de conseguir engordar meio quilo.
H� uma forma.
Se h�, gostaria de saber qual...
Um beb�!
Est�s contente?
Que pergunta � essa?
N�o sei, j� trabalhas tanto e vai ser mais uma boca para alimentar.
Deixe que eu me preocupe com isso.
Um beb�.
- Tenho muito trabalho para fazer. - Ainda n�o acabaste o almo�o!
N�o sou capaz. Vou talhar um arm�rio digno de uma rainha.
Um beb�!
Amo-te.
Que est�s a fazer?
Estava a ver como podemos fazer mais um quarto.
Precisamos de espa�o, se queremos ter o menino ao p� de n�s.
O beb� s� vai chegar daqui a seis meses.
Podes esperar pela luz do dia para come�ar a construir.
Acho que tens raz�o.
Ainda n�o ca� em mim.
Um beb�.
N�o necessariamente um rapaz.
N�o falei em rapazes.
Disseste que gostavas de "ter o menino" ao p� de n�s.
- Eu disse isso? - Sim, disseste.
N�o significou nada.
- Boa noite. - Boa noite.
Temos mais probabilidades de ter um rapaz.
J� tivemos tr�s meninas.
Lembras-te dos Stevenson de Wisconsin?
Onze meninas.
Vou fazer o que puder.
Amo-te.
Est�s feliz com o beb�?
O qu�?
Est�s feliz por a m�e ir ter um beb�?
Claro, tu n�o est�s?
Acho que sim.
V� se dormes.
Queres um irm�o ou uma irm�?
Para mim � igual.
O pai gostava de um rapaz.
Como � que sabes?
Sempre que fala do beb�, ele diz "o menino".
� por isso que sei.
Apenas Deus pode saber se � menino ou menina,
por isso mais vale dormires.
Espero que Deus queira uma menina.
Gostas disso? V�, toma.
- Ol�. - Ol�.
Pensei que tinhas terminado o arm�rio.
Est�. Vou lev�-lo amanh�, assim que acabar de secar.
Ent�o, que est�s a fazer?
Sobrou alguma madeira e pensei em aproveit�-la.
A fazer o qu�?
Era para ser uma surpresa, mas assim vou mostrar-te.
Que achas?
Acho que esperas um beb� maior do que eu posso dar � luz.
Acho que � um pouco grande.
Julgo que sim.
Bem, pensei que um beb� precisa de espa�o para se mexer.
Vais ver que o menino vai crescer mais do que isto num instante.
- Disseste outra vez. - Disse o qu�?
O menino.
N�o me apercebi.
N�o sei porque disse, desculpa.
N�o me consigo lembrar de n�o dizer.
Eu sei, est�s sempre a dizer-me isso.
Para mim � igual um beb� ou um menino.
Achas que ser um beb� ou um menino que � diferente?
Acho que n�o ia gostar se eu fosse uma menina e me chamassem rapaz.
Que se passa?
O menino deu um pontap�!
- Que disseste? - O beb�! Deu um pontap�!
O beb� deu um pontap�.
Damos gra�as a Ti, Senhor, por nos fazeres fortes
e por nos dares os frutos da tua terra. �men.
Espero que tenham tanta fome como eu.
- Posso perguntar uma coisa, m�e? - Claro, o qu�?
Est�vamos a falar na escola e a Christy disse
que quando se tem um beb�, ele sai de um ovo gigante
e temos de o abrir com uma pedra, ou coisa parecida.
N�o sei de onde ela tirou essa ideia, mas n�o � assim.
Eu disse-lhe, � tal como quando nasceu o meu p�nei, n�o � m�e?
Exactamente.
Eu sabia, s� estava a dizer o que disse a Christy.
Podem fazer perguntas � mesa, mas comam enquanto est� quente.
Sim, pai.
Hoje joguei com os rapazes.
- Parece que foi divertido. - Al�m disso, ganhei a todos!
Queres dizer que ganhaste o jogo.
Ganhei a todos. At� ao Johnny Johnson!
Acho que tamb�m era bom se �s vezes brincasses com meninas.
Os jogos de rapazes s�o mais giros, n�o s�o, pai?
- Suponho que sim. - O Johnny diz que sou maria-rapaz.
� o mesmo que ser um rapaz.
Sou mesmo como um rapaz. N�o achas?
Acho que tenho uma menina que fala mais do que come.
- J� podes come�ar. - Sim, senhor.
Est� bom.
Estava a chegar a hora em que ia nascer o beb�.
A m�e j� n�o ia � cidade, por isso a Mary e eu
lev�vamos os ovos para a loja dos Oleson, a caminho da escola.
Se quiseres, ainda tenho mais ovos.
- N�o era capaz de comer mais. - Tens a certeza? Fa�o num minuto.
N�o era capaz. Al�m disso, tenho de ir.
Adoro-te e at� logo.
- Charles. - Sim?
Queres falar com a Grace e ver se ela quer visitar-nos?
Hoje � sexta, chega o correio e deve estar muito ocupada.
- Mas podes convid�-la. - Claro. At� logo.
Queres que a Grace venha c� como visita social?
Est� a...
Sim...
- Quanto tempo mais? - J� n�o pode faltar muito.
Esta foi muito forte.
Est�o muito pr�ximas, n�o est�o?
N�o fiques t�o preocupado.
Estou bem.
Eu sei.
� agora. Eu sei, � agora!
- Agora, saia. � a minha vez. - Sim.
- Grace, tem a certeza que...? - Sim, pode sair.
Ajudei a nascer metade das crian�as de Walnut Grove. Agora, saia.
Pai, a m�e est� bem?
Sim.
A vossa m�e est� �ptima.
Est� �ptima.
Tenho medo, pai.
N�o h� raz�o para ter medo, a m�e est� bem.
� doloroso ter um beb�, n�o �, pai?
Sim, � verdade.
A m�e diz que � uma dor alegre.
Acho que n�o quero ter um beb�.
Quando fores casada, vais mudar de ideias.
N�o me vou casar.
Nem eu. Vou ficar contigo, pai.
Ainda � muito cedo para tomarem essas decis�es.
Esperem uns anos e...
- Est� tudo bem? - Aguente os cavalos, pai.
Quero limpar este beb�, antes que o veja.
Consegue ouvi-la?
- � uma menina? - Estou a falar da sua esposa.
Ela est� sempre a repetir, � um menino!
� um rapaz!
Um rapaz.
Um filho!
Charles Ingalls Junior.
Amo-te.
Venham ver o vosso irm�o.
N�o quero germes em cima do beb�.
� s� um minuto.
S� um minuto.
�s t�o pequeno!
N�o por muito tempo. Vai crescer como uma erva daninha.
Gostas do teu irm�o mais novo, Carrie?
� a boneca da Carrie.
N�o querida, � o meu filho.
Charles Ingalls Junior.
Tens a certeza de que n�o queres ajuda?
N�o, pai. Tenho muita for�a, consigo fazer tudo.
Como queiras.
- Sr. Ingalls, deixou aqui um saco. - Obrigado.
Quando � que vamos ver esse rapaz?
Pode v�-lo no domingo, se n�o ficar a dormir at� tarde.
Vamos baptiz�-lo.
Pois l� estarei.
A Grace disse-me que nunca vai esquecer
a sua cara quando lhe disse que era um rapaz.
- Nunca esquecerei esse momento. - A sua esposa devia estar feliz.
Aposto que sim.
Um filho.
Agora j� tem tudo o que um homem pode desejar.
L� isso tenho.
Nels!
Acha que me deixava dormir? Vemo-nos no domingo.
At� domingo.
- Est� tudo preparado? - Sim, senhor.
Eu tentava dormir, se fosse a ti.
O teu filho vai tratar de nos acordar.
N�o consigo deixar de reparar como � min�sculo.
Olha para ele. T�o pequenino.
Por mais beb�s que tenhamos, nunca nos habituamos.
Olha para este p�.
S�o p�s mesmo pequeninos.
Acho que � um p� perfeito.
Tamb�m acho que � um p� perfeito.
Pensei que um rapaz teria p�s maiores.
Quanto achas que pesa?
A Grace disse que o doutor vai estar um dia ou dois.
Nessa altura saberemos.
�s mesmo excepcional.
Devia ser.
� teu.
� nosso.
� melhor ires dormir.
Charles Frederic Ingalls,
eu te baptizo em nome do Pai,
do Filho e do Esp�rito Santo.
�men.
- Em breve ter� outro aluno. - Vamos ter de juntar uma mesa.
- Parab�ns. - Obrigado.
Se precisar de ajuda, tamb�m j� tive um filho.
Dava-me jeito essa ajuda.
- Parab�ns, Ingalls. - Obrigado.
- Sim, n�o � maravilhoso? - � sim, Sra. Oleson.
Vejam s�!
Com esse s�o cin... n�o.
Quatro, n�o � assim, Sra. Ingalls?
Exactamente, Sra. Oleson.
Acho que � assim com as pessoas do campo,
� como ser uma �gua de cria��o.
Mas no meu caso,
a Nellie e o Willy s�o mais do que suficientes.
No caso da Nellie e do Willy, n�o podia estar mais de acordo.
Bom dia.
Bom dia, Sra. Oleson.
- Nels! Vamos embora! - Sim, querida.
Mais uma vez, Ingalls, felicidades para todos.
Ent�o, como estava a tua amiga?
- Aquela mulher �... - Caroline, � domingo.
Ele torna muito dif�cil ter sentimentos crist�os.
Se n�o podes rezar por ela, ao menos reza pelo marido.
Vejam o que nos trouxe o Sr. Edwards. Pipocas!
- Um pacote para cada uma! - Pipocas!
- Edwards, foi muito simp�tico. - Porque n�o? � dia de festa!
N�o � todos os dias que sou padrinho.
L� isso � verdade.
Toma l�, pequenino.
O jogo vai come�ar dentro de 10 minutos.
Todos os homens que quiserem participar, avancem.
N�o vais jogar, pai?
N�o, acho que vou ficar aqui a vigiar o menino.
O teu filho fica muito bem, porque n�o vais jogar?
Por favor, pai.
Hoje � o dia dele.
Daqui a pouco tempo j� vai ter idade de jogar basebol connosco.
Penso que ainda deve demorar um ano ou dois.
Eu vou tratar de me manter em forma.
- Podemos ir com o Sr. Edwards? - Est� bem.
Vamos embora, temos de ir andando para a divers�o!
N�o vens, Laura?
Vou.
- Ainda n�o ganhou peso? - N�o ganhou, mas n�o est� a perder.
Est� com o mesmo peso.
Talvez possamos dar-lhe leite normal, pode ser que resolva o problema.
Mas ele tem muito apetite.
Pode ter algum problema no seu leite, Caroline.
� a qu�mica do corpo, como lhe chamam.
Nunca aconteceu antes.
N�o se preocupe.
Todos se preocupam quando n�o t�m um beb� gordo.
N�o estou preocupada, desde que me diga que est� tudo bem.
Est� tudo bem.
Agora tenho de ir andando.
A Sra. Orram est� outra vez com a garganta inflamada.
S� aqui entre n�s,
penso que gosta do efeito dos comprimidos da cidade.
- Passo por c� na semana que vem. - Espere.
- Seis ovos, todos de duas gemas. - Seis!
S�o muitos.
Est� preocupada por n�o ter um m�dico gordo?
Sinto-me rid�cula a pagar com ovos, quando me deu as galinhas.
Depois trago o balde.
Nunca puseram ovos de duas gemas para mim.
Acho que isso mostra o que pode fazer um pouco de amor.
Ol�. Parece que vais ter uma surpresa para o jantar.
Est� a come�ar a ferver.
T�o alto, n�o. A Carrie precisa de dormir.
Pronto, agora p�e-se na garrafa.
- Porque se ferve o leite? - Para matar os germes.
- Como � um micr�bio? - N�o sei. N�o se conseguem ver.
Como sabes que est�o l�?
N�o se v�em com os olhos, s� com uma m�quina, um microsc�pio.
Fica muito maior e j� se consegue ver.
Quem me dera que tiv�ssemos um. Adorava ver os germes.
Ouvi dizer que h� um em Mankato. Um dia destes vamos l� v�-lo.
Agora faz-se a prova...
Est� um pouco quente demais. Experimenta-se no pulso.
Aqui � onde se sente melhor.
- Eu podia dar o biber�o ao Freddy. - O nome do teu irm�o � Charles.
O Sr. Edwards chama-lhe Freddy.
O Sr. Edwards usa alguns nomes que n�o devia.
Caroline, est�s a falar do padrinho do teu filho.
Assim est� melhor.
Fiz um trabalho especial para a escola, com mapas e tudo!
Vamos l� ver isso.
Gosto da capa.
Espera at� veres os mapas.
Charles, tens de ver isto, ele j� vai a metade!
N�o pode ser!
Ser� que agora vai engordar?
- Eu comia assim t�o depressa? - Todas voc�s comiam depressa.
Olhem para isto, agarra com toda a for�a.
Vai ser um rapag�o.
Vamos ter de ter m�o firme, enquanto ainda podemos.
Olha s� para ele.
Querido Deus, obrigada por todas as tuas b�n��os.
Aben�oa esta fam�lia
e ajuda o meu irm�o mais novo a ficar forte.
�men.
� a tua vez.
Querido Deus,
obrigada pelas tuas b�n��os.
Aben�oa a nossa fam�lia. �men.
Esqueceste-te do pedido especial, para o Charles.
Foi a m�e que nos pediu
N�o tenho de fazer isso.
N�o te preocupas com o teu pr�prio irm�o?
O pai preocupa-se por todos.
Agora s� se preocupa com ele.
Isso n�o � verdade e tu sabes.
� verdade.
Pedi a Deus uma irm�, ele n�o me ouviu.
Agora j� n�o me importo.
Retira o que disseste, ou conto ao pai.
Conta.
Ele n�o quer saber.
Vai estar muito ocupado a brincar com o nosso irm�o.
V�, diz-lhe e vais ver.
- Ent�o, o que �? - Quem me dera saber.
N�o ganha peso.
A crian�a est� a enfraquecer e eu n�o sei porqu�.
Talvez seja algo passageiro.
N�o gosto de mentir, j� vi isto acontecer...
Deve haver algo que possamos fazer.
Talvez em Mankato.
T�m mais equipamento e instala��es.
N�o sei...
�s vezes um m�dico do campo como eu sente-se...
...t�o in�til!
Ouviste o que ele disse, h� melhores m�dicos em Mankato.
- Charles...! - Ouve-me!
Ouve-me, ouviste o que ele disse, disse que n�o sabia.
Ele disse que n�o sabia.
Vamos a Mankato.
Diz � m�e que estou quase pronto.
Gostava de poder dizer que h� esperan�a.
J� vimos isto acontecer muitas vezes.
Sabemos qual � o problema,
mas n�o podemos fazer nada.
Os gl�bulos vermelhos do vosso filho ca�ram drasticamente
nos poucos dias em que esteve aqui.
Lamento.
Ele...
Ele vai ter dores?
N�o.
Ser� como estar a dormir.
Com licen�a, doutor, posso falar com o senhor?
Sim, vou j�.
Com licen�a.
Nunca me tinha apercebido de como est�o todos cheios de pressa.
Todas estas pessoas... com tanta pressa.
Que ser� que pode ser t�o importante?
Sr. Ingalls?
Ele adormeceu, n�o foi?
O Senhor � meu pastor, nada me faltar�.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me �s �guas refrescantes
e reconforta a minha alma.
Ele guia-me por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
n�o temerei nenhum mal,
porque V�s estais comigo:
O vosso cajado e o vosso b�culo enchem-me de confian�a.
Para mim preparais a mesa
� vista dos meus advers�rios;
com �leo me perfumais a cabe�a, e o meu c�lice transborda.
A bondade e a gra�a h�o-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida
e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre.
Onde � que ele est�?
No c�u, filha.
N�o!
N�o!
N�o faz mal, Mary.
Era a vontade de Deus.
Laura!
Deixa-a.
S� precisa de algum tempo a s�s.
Algum tempo.
N�o � suficiente dizer "lamento, Senhor"
e continuar a pecar at� ao domingo seguinte,
onde voltamos a pedir perd�o.
Temos de alterar esses caminhos.
N�o podemos pedir a ajuda de Deus,
at� termos feito a tentativa de nos ajudarmos a n�s mesmos.
Mas se trabalhamos com o Senhor, Ele trabalhar� connosco.
Se nos livrarmos dos pensamentos mal�ficos do dem�nio,
o Senhor far� com que tudo seja poss�vel.
Lembrem-se do que vos digo,
de entre todas as coisas, essa � a grandeza do poder de Deus.
- Como se sente a Caroline? - Bem.
Aquela mulher tem muita for�a.
L� isso tem.
Estou mais preocupado com a Laura.
Est� a reagir pior do que qualquer um de n�s.
J� tentei falar com ela, mas evita-me sempre.
S� passaram algumas semanas, o tempo encarrega-se disso.
Acho que sim.
Vamos, Carrie.
Podem tomar conta da dela? Deixei o xaile na igreja.
N�o corras! O xaile n�o vai a lado nenhum!
Laura, nem te ouvi entrar.
Sentes-te bem, filha?
Queria fazer-lhe uma pergunta.
Com certeza.
Vem sentar-te ao meu lado.
Ent�o, qual � a pergunta?
� sobre o serm�o de hoje.
Fico contente por saber que estavas a ouvir.
Receio que alguns n�o o fa�am.
Que pode Deus fazer?
N�o sei o que queres dizer.
Disse que Deus podia fazer com que tudo seja poss�vel.
Exacto.
Que coisas? Milagres?
Algumas vezes, at� milagres.
Como se consegue um milagre?
N�o h� forma de garantir isso.
Mas se rezarmos muito, temos hip�teses?
Sim, podes rezar mesmo muito.
Quando mais pr�xima estiveres de Deus,
maior � a probabilidade de que ele te oi�a.
Quanto mais pr�xima tiver...
Isso mesmo.
Obrigada, reverendo.
De nada, filha.
- Pai, vamos jogar. - Est� bem, queres jogar ao qu�?
A todos os jogos que j� jog�mos, a todos!
De onde vem essa energia toda?
Quero que seja o melhor dia de sempre.
� uma boa raz�o.
Muito bem... �s escondidas! Sou eu. Um...
Vamos, Mary, � o pai!
...tr�s, quatro... - N�o comeste o almo�o.
O almo�o pode esperar. H� jogos para jogar!
...seis, sete, oito, nove, dez! Quem estiver aqui, fica!
Bem disse que o tempo tratava de tudo.
� verdade. A� vou eu!
Vou apanhar-te!
Anda!
Mais n�o! Rendo-me, n�o consigo dar nem mais um passo.
Nem eu.
Foi o melhor dia de sempre, n�o foi, pai?
Podes crer que foi.
Nunca me vou esquecer, e tu?
Nunca me vou esquecer.
Adoro-te mais do que tudo.
Tamb�m te adoro.
Querido pai, n�o te consigo escrever o que vai no meu cora��o,
porque n�o consigo fazer com que as palavras saiam do l�pis.
Portei-me mal ao ter os pensamentos maus que tive,
mas j� sei como remediar as coisas.
N�o te posso contar o resto porque � s� entre mim e Deus.
Jamais me esquecerei do dia de hoje.
Adoro-os. Laura.
Adeus, Jack.
Bom dia.
Sonhei que hoje era domingo.
Isto n�o � um sonho, � um pesadelo � segunda-feira e estou esfomeado.
O pequeno-almo�o j� est� quase feito.
� hora de abrirem as janelas e as portadas!
Deixem os raios de Sol entrar! Laura � a tua vez de ir buscar leite.
A Laura j� se vestiu e j� foi.
Assim � que eu gosto. Raparigas sem medo de trabalhar.
- Charles... - Sim, vou j� buscar a �gua.
N�o... Olha para isto.
Laura!
Laura!
- Mary, podes vir aqui abaixo? - Que se passa?
L� isto.
A Laura disse-te alguma coisa?
N�o, pai.
Pensa bem. Ela ontem disse-te alguma coisa?
N�o.
Ela ontem estava bem, melhor at� desde aquilo...
desde aquilo que aconteceu.
Isto n�o faz sentido.
Que quer ela dizer com "pensamentos maus"?
H� umas semanas atr�s...
O qu�? Que aconteceu h� umas semanas atr�s?
Bem, eu n�o queria contar...
Mary, por favor.
Que aconteceu h� umas semanas atr�s?
Quando o beb� estava doente
e quando nos pediste para fazermos uma ora��o extra por ele,
a Laura n�o quis faz�-lo.
Disse que n�o queria saber!
Porque disse isso?
Porqu�, Mary?
Ela disse...
que era porque s� te preocupavas com ele.
Disse-lhe que n�o era verdade...
e ela zangou-se...
e depois...
Vou � vila saber se algu�m a viu.
Mary, fica aqui com a tua m�e.
N�o te preocupes, eu encontro-a.
Laura!
Laura!
Grace, viste a Laura?
- N�o. N�o est� na escola? - N�o. O Edwards, j� veio � vila?
Passou por aqui de manh�, veio buscar material ao Hanson.
- Vai arranjar o telhado de algu�m. - Obrigado.
Hank, preciso que me emprestes uma sela!
Est�o duas junto � cerca, escolhe a que quiseres.
- Os cavalos est�o l� dentro. - Obrigado.
Quanto mais perto estiveres de Deus,
maior � a probabilidade de que Ele te ou�a.
Pergunto-me que direc��o ter� ela tomado.
N�o h� maneira de saber.
Ela tem algum lugar favorito?
Quando os mi�dos se escondem t�m sempre um lugar de elei��o.
Sempre gostou de Gudule Lake, mas j� passei por l� e nada.
Como � que pude ser t�o cego?
N�o vale de nada culpares-te agora.
A quem mais � que posso culpar?
Passava o tempo todo com o beb�, s� falava disso...
O que est� feito, feito est�. Tudo se resolver� quando a encontrares.
Vais ver que quando a noite cair j� estar� em casa.
- Achas que sim? - Claro.
Escolhe a direc��o para come�armos a busca.
Vamos primeiro � vila,
para procurarmos mais uma vez, e depois partiremos para Este.
N�o falta muito para anoitecer.
� melhor voltarmos para casa. Talvez j� l� esteja.
Caso contr�rio, precisamos de lanternas para continuarmos.
O caminho at� l� acima � bem grande, Deus.
Mas quero chegar o mais perto poss�vel de Ti.
Para que assim me ou�as de certeza.
� que o reverendo Alden,
Tu conhece-lo, disse-me que Tu podias ajudar-me.
� que eu deveria ter rezado pelo meu irm�o,
para que ele ficasse bom,
mas n�o o fiz, e tive pensamentos maus.
Tentei dizer-Te logo, para saberes que estava arrependida.
Queria mesmo que ele ficasse bem outra vez,
mas acho que n�o me ouviste.
Por isso agora quero faz�-lo bem.
Sabe, Senhor?
O meu pai tem tr�s filhas, eu, a Mary e a Carrie.
E na verdade ele precisa de um filho, tal como Tu precisaste.
Por isso, estava a pensar, j� que Tu tens um filho,
talvez possas ter uma filha perto de Ti e devolver o filho ao meu pai.
Era s� isto. Vou ficar aqui � espera.
�men.
- Leva outra candeia e mais comida. - Obrigado.
Preciso de mais querosene.
- Est� tudo preparado? - Sim.
Vamos embora.
Dormiste bem?
N�o sabes falar, minha filha?
- Onde � que estou? - N�o sabes?
N�o tenho a certeza.
Est�s na minha montanha, na montanha do Jonathan.
- Quem � o senhor? - Acabei de te dizer,
est�s na minha montanha, sou o Jonathan.
Ent�o �s somente um homem...
- E tu, quem �s? - Laura.
Laura... e o que te traz at� aqui, Laura?
Estava s� a dar um passeio.
Devias trazer um agasalho para passeares.
Que andas � procura?
Ainda n�o tenho a certeza.
- Est�s numa esp�cie de aventura? - Sim, senhor.
Esses passeios s�o os melhores.
Tenho ali um pouco de comida, queres comer?
- N�o, obrigada. - De certeza?
Eu vou comer.
Adoro a sensa��o da comida quente no meu corpo.
Ainda hoje de manh�, estava a falar disso com Ele.
As noites frias
fazem com que a comida quente seja um verdadeiro regalo.
Pensou que estivesse a brincar, mas teve de concordar comigo.
�s vezes penso que Ele pr�prio se surpreende
com as sensa��es que as coisas nos causam.
Est� a falar de quem?
De Deus, claro.
De certeza que n�o queres comer? Est� �ptima!
Voc� conhece Deus?
Claro! Todos n�s o conhecemos. Uns mais cedo do que outros.
Mas, Ele fala consigo?
Bem, quando tem tempo. Porqu�?
Bem, � por isso que estou aqui.
Para falar com Deus.
Bem, sendo assim, n�o podias ter escolhido melhor s�tio!
Foi o que pensei!
Mas falei com Ele ontem � noite e n�o aconteceu nada.
Estou a ver.
Tens de levar em conta que Ele tem muito trabalho.
Tem de atender a tanta gente...
Nunca te atrasaste nas tuas tarefas,
de modo que demoras dias at� conseguires p�r tudo em ordem?
Sim.
Pois a� tens a resposta. Deus deve estar com trabalho em atraso.
- Acha que pode ser isso? - Aposto que sim.
Ter�s de ter paci�ncia.
E agora, que tal um pouco de comida?
� melhor esperar Deus com o est�mago cheio do que vazio.
Al�m disso, Ele n�o gosta que se desperdice comida, pois n�o?
Acho que tem raz�o.
Est� bom?
Os cavalos j� descansaram, j� podemos partir.
Cavalg�mos muitos quil�metros. Ela n�o podia ter caminhado tanto.
Acho que o melhor � regressarmos, passarmos por casa,
no caso de ter aparecido, e depois continuarmos.
Ontem � noite fez frio,
foi a noite mais fria dos �ltimos tempos.
Senti o vento atrav�s do casaco.
A mim n�o me pareceu muito mau.
A Laura nem sequer levou o casaco dela.
Nem sei quantas vezes eu e a Caroline lhe dissemos para o vestir.
Nem sei quantas vezes...
Charles. Charles!
� hora de partir.
- Paci�ncia, minha filha. - N�o consigo evit�-lo.
O pai diz sempre que as crian�as n�o precisam de ter paci�ncia.
O teu pai parece ser um homem inteligente.
� sim. Tal como a minha m�e.
Ela j� foi professora! Sabe um monte de coisas!
- Tens muito orgulho neles, n�o tens? - Claro!
Toda a gente gosta dos pais.
Ent�o porque � que fugiste?
- N�o lhe posso dizer. - Est� bem.
Gostava de poder dizer-lhe, senhor Jonathan,
- mas � entre mim e Deus. - Eu compreendo.
- Olha aqui. - Que bonita!
Olha-a com aten��o.
- Tem o meu nome! - Claro que sim. Fi-la para ti.
Obrigada!
� uma cruz muito bonita.
Acho que ficarias melhor com ela ao pesco�o, quando falares com Ele.
- N�o achas? - � uma boa ideia.
Agora vamos at� ao rio, lavamo-nos
e vamos beber um pouco das l�grimas do para�so.
L�grimas do para�so?
N�o posso!
Se Ele responder quando eu n�o estiver,
perco a oportunidade!
N�o te preocupes com isso.
Olha para o Sol! Tem de ser ao anoitecer!
O Senhor tem de descansar.
E s� se levantar� dentro de umas horas.
- Deus tamb�m dorme? - Claro que sim!
- Julgava que nunca se cansava! - Claro que sim!
Com o mundo inteiro a pedir-Lhe coisas
e os problemas todos para resolver.
- � um trabalho muito cansativo. - Voc� sabe muita coisa sobre Deus.
Sei um pouco. Vamos l� embora.
Porque � que lhe chama l�grimas do para�so?
Porque � da� que vem a chuva e a chuva � que d� origem ao rio.
Quando as pessoas que est�o no para�so ficam tristes
com alguma coisa que acontece c� em baixo, choram.
- Tem l�gica, n�o tem? - Se voc� o diz!
E quando o Sol nasce, o para�so fica contente, certo?
Isso mesmo.
Quem me dera que nunca mais chovesse.
N�o pode ser assim. Essa � uma das li��es de Deus.
Quando o c�u chora e as l�grimas caem,
faz com que as coisas cres�am, e fiquem cheias de vida.
O que Deus nos quer ensinar
� que devemos chorar pelo pr�ximo.
Porque se o fizeres, coisas boas advir�o da�.
J� chorou alguma vez, Jonathan?
Muitas vezes, minha filha, muitas vezes...
- Agora, vamos l� ver essas orelhas. - Lavei-as muito bem.
Limpas como se o vento soprasse l� dentro.
Mas nunca sabes quando Ele as vai ver.
J� n�o me lembrava disso!
Lava isso bem!
Desta vez ficaram bem limpas! Prometo!
Isso mesmo, isso mesmo! Esfrega-as com for�a!
Esfrega-as at� que elas te caiam!
A minha cruz!
Tem cuidado, minha filha!
A minha cruz!
Perdi-a...
A culpa n�o foi tua, Laura.
Devia ter posto uma corda mais forte.
Vou fazer outra!
Anda ver isto.
Laura? Anda ver.
Parece que se magoou numa asa.
- Vai morrer? - N�o, se algu�m tratar dele.
Uma enfermeira era capaz de ajudar.
Tratarei disso. Vou lev�-lo connosco.
- � uma boa ideia. - � lindo!
Estava aqui a pensar, que se n�o tiv�ssemos perdido a cruz
nunca o ter�amos descoberto.
� tal como aquilo que disse ainda h� pouco,
sobre as l�grimas trazerem as coisas � vida novamente.
Vamos, minha filha.
Agora vamos at� Old River e da� dirigimo-nos para Oeste.
- Onde � que est� a Laura? - Foi dar um passeio.
Onde?
Algures por a�.
Foi ter com o meu irm�o?
Vamos embora.
- Achas que assim est� quentinho? - Como um p�o no forno.
- E tu? - Tamb�m.
Espero que seja esta noite.
Pode ser.
Espero que Deus n�o se zangue por te ter contado.
Est�s a referir-te ao que falaste com Ele?
- Sim. - N�o, acho que n�o se vai zangar.
J� que voc� o conhece t�o bem,
ser� que poder� dizer-me se acha que Ele far� o que lhe pe�o?
Talvez possa.
O que se passa � quero fazer uma troca com Deus.
Para que assim eu fique com Ele, e o meu irm�o regresse para o pai.
O pai queria muito ter um filho, e � isso.
Esse pedido � muito complicado.
Mas Deus pode fazer tudo.
Isso � verdade. Ele pode faz�-lo.
Isto �, se Ele achar que � o que deve ser feito.
Claro que sim! Falei-Lhe dos maus pensamentos e tudo!
E acho que foi por isso que levou o meu irm�o.
Levou-o por engano, por minha causa.
O meu irm�o n�o podia ter pensamentos maus. Era muito pequeno!
N�o penses que �s diferente das outras pessoas,
toda a gente tem um pensamento mau, de vez em quando.
Os meus pais, n�o.
Talvez um pequenino, mas o importante � que,
consigas fazer as coisas bem.
Que fa�as o que est� certo, para que coisas resultem bem.
Tal como fizeste com o p�ssaro. Muita gente n�o faria nada por ele.
- Eu n�o conseguia fazer isso. - Claro que n�o.
Mas algumas pessoas n�o o fariam,
sempre com pressa,
demasiado preocupadas para repararem noutras criaturas de Deus.
Sempre demasiado ocupadas a olharem s� para o seu umbigo.
Acho que isso faz com que Deus se zangue.
Que se zangue? Sim...
Mas que se entriste�a, principalmente.
Nunca pensei que Deus se entristecesse como as pessoas.
Tenho de ir falar com Ele, agora.
Jonathan,
se Ele me responder, e tudo se resolver,
n�o nos veremos mais.
Quero que saiba que para al�m do meu c�o Jack e do Sr. Edwards,
voc� � o meu melhor amigo.
Obrigado, Laura,
mas aconte�a o que acontecer, voltaremos a encontrar-nos.
Uma crian�a assim faz com que tudo valha a pena, n�o achas?
Laura! Laura!
Vamos descansar os cavalos um pouco.
- Sim. - N�o podemos atravessar o rio aqui.
Mas ali em baixo j� podemos.
O melhor � seguir o rio abaixo.
Vou encher os cantis.
Edwards!
Tem de ser da Laura! S� pode ter vindo rio abaixo!
Conseguiste falar com Ele?
N�o entendo, Ele n�o me ouviu.
Rezei com toda a minha for�a!
� tal como te disse, Ele tem muito trabalho.
Mas j� passaram tr�s dias.
Talvez Ele n�o queira falar comigo por causa dos pensamentos maus.
N�o, minha filha. Ele perdoa tudo.
Assim tem de ser, caso contr�rio n�o falaria com ningu�m.
N�o entendo.
Talvez n�o esteja suficientemente perto.
H� montanhas mais altas.
Era ali que eu vivia quando era pequena.
� isso! S� pode ser isso!
Tenho de ir l�!
L� acima, onde a neve nunca derrete!
Espera um pouco.
Antes de fazeres isso podemos tentar outra coisa.
O qu�?
O qu�, n�o sei.
Primeiro temos de chamar a aten��o de Deus, certo?
- Certo! - Certo.
Depois temos de fazer alguma coisa para que Ele nos veja bem l� em cima.
Mas, o qu�?
J� sei! Uma fogueira!
Uma fogueira bem grande, n�o como as dos acampamentos,
mas uma muito, muito grande.
- Ele assim vai ver! - Jonathan, � isso! Uma fogueira!
Vamos, minha filha, temos de apanhar muita lenha
para manter a fogueira acesa at� que Ele te responda.
Ele tem de responder-me desta vez, Jonathan, tem de ser!
Assim ser�, acredita na palavra do Jonathan, assim ser�.
Vamos!
Ingalls!
O que � que achas daquilo?
Vamos!
Tem de ver.
Deve estar a ver-nos, neste momento.
Est�. Fala com Ele agora, minha filha.
Deixemos os cavalos, aqui!
Sei que podes faz�-lo,
e que far�s o meu pai feliz, tal como a mim.
Estou perto da fogueira grande. Por isso, Deus, responde-me.
�men.
Laura!
Laura! Laura!
Laura!
Pai, n�o.
N�o, minha filha.
- Deixe-me ir. - N�o.
N�o quero que o meu pai me encontre at� que Deus me responda!
- Ele j� te respondeu. - N�o respondeu, n�o!
Ele j� respondeu e tomou a Sua decis�o.
Por isso � que enviou o teu pai.
Quer que fiques com o teu pai e que o teu irm�o fique com Ele.
Mas n�o � isso que eu quero!
O pai quer um filho!
N�o, minha filha. Isso � o que tu julgas que ele quer.
S� Deus sabes o que � melhor.
Por isso � que Ele guiou o teu pai at� aqui.
Porque te ama e porque precisa de ti.
De que outra forma poderia o teu pai encontrar-te?
Como � que pode ter a certeza?
Porque Ele assim me disse, minha filha.
Vai ter com o teu pai, Laura.
Pai!
Pai!
Est�s bem?
Porqu�? Porque � que fizeste isso?
Julgava que precisavas mais do Charles do que de mim.
- Como � que pudeste pensar isso? - N�o sei.
Perdoa-me.
Perdoa-me, a culpa foi minha.
Agora j� n�o importa.
Deus quer que fique contigo, foi o que o Jonathan disse.
- Jonathan? - Ele est� aqui. Jonathan!
Jonathan!
Ele estava aqui.
Para onde ter� ido?
Cuidou de mim.
Tamb�m se foi embora.
Foi ele que te deu isto?
A minha cruz!
Foi o Jonathan que a fez para mim.
Onde � que a encontraste?
A uns quil�metros daqui, rio abaixo.
- As l�grimas do para�so... - O qu�?
Foi uma coisa que o Jonathan me disse.
Deus falou com ele, pai! A s�rio!
Vamos para casa.
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