All language subtitles for The Manson Family (2003)-por

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Original subtitles

� melhor abrir os olhos.

O momento do julgamento frente � Deus est� pr�ximo.

Ser� o pior dos infernos sobre a Terra.

Comparado com a Alemanha nazista ser� um piquenique.

Deve estar preparado

Aqui e agora

J� est� come�ando

E vivemos isso a todo instante

Faz o que � necess�rio

Se � necess�rio matar, mata-se E a vida continua.

A revolu��o est� muito pr�xima.

Voc�s mesmo acenderam a chama.

Vamos cort�-los em peda�os, todos voc�s.

L.A. ser� reduzida � cinzas

Los Angeles ser� reduzida � cinzas.

Julgaram mais uma vez o reflexo de voc� mesmo.

Somos o que voc�s fizeram.

N�s fomos tra�dos.

N�s fomos todos tra�dos.

Temos que matar para a purifica��o.

E para isso eu matei.

E para obter isso. Eu mato!

O fim est� pr�ximo e depois nada mais vir�.

Tudo que conhecemos hoje mudar�.

Mude sua vida, ou afundar� junto com o fim da humanidade.

Pensam que sabem de tudo, mas n�o sabem de nada!

N�o.. N�o sejam assim.

Parem com essa encena��o.

De um modo ou de outro todos est�o indo em direc��o � morte.

N�o h� como escapar da morte.

Precisam morrer para a purifica��o.

Precisam morrer para a liberta��o.

A morte n�o � algo que se possa escolher.

� algo que precisa ser feito.

Somos uma fam�lia.

� algo que precisamos fazer juntos.

Fa�am com eles o que querem lhe fazer.

E ent�o encontrar� um meio de escapar.

Tudo o que fazem levam a outra coisa pior.

O que fazem � para uma purifica��o.

Matam os beb�s porque se recusam a viver nesse mundo.

N�o podem viver nesse tipo de mundo.

S�o doentes.

Est�o doentes.

Pouco importa os gritos e as l�grimas angustiadas...

A morte vale mil vezes mais do que 10 dias dessa vida.

Se soubesse o que os espera prefeririam morrer essa noite.

A morte � normal.

Eu os convido hoje...

a se juntarem � mim Jack Wilson.

Para uma edi��o especial de "Cenas de crimes".

Voltaremos � 9 e 10 de agosto...

do ano de 1969.

Esperamos a libera��o de nosso pai.

Duas noites de assassinatos que levaram...

Los Angeles e o mundo ao terror.

O dia do julgamento se aproxima.

O "Cenas de crimes" o deixar� face � face com alguns monstros.

Que marcaram para sempre a gera��o do amor.

Conhecer� os membros da fam�lia Manson:

Ver� a confiss�o de Leslie...

Rainha da promo��o transformada por Charlie em man�aca da faca.

Bobby, o pilar da fam�lia que matou o primeiro.

Sadie, crist� fervorosa que era a pior disc�pula de Charlie.

Patty, que ensinava catecismo...

Ela encontrou Jesus Cristo em Charlie.

E Tex, um jogador de futebol que se tornou um filho de Charlie.

Em Charlie encontraram um pai, um amante e um salvador.

Simples palavras de sua boca foram suficientes para acender neles...

um fogo de �dio mort�fero.

Verdadeiros assassinos.

Falaremos a primeira vez do passado...

da Fam�lia Manson.

Ouvir a sua voz � muito bom.

Havia muitas drogas.

Achavamos que tudo aquilo era o certo.

Bom dia, Jack?

Quer ser liberada sob juramento.

Minhas audi�ncias s�o registradas e difundidas...

Sem remetente.

Que diabos � isso?

D� uma olhada.

"Para o porco que produz um filme sobre Charlie."

Quanto mais ainda tenho que sofrer...

por uma coisa que fiz quando tinha 20 anos?

Coloque desde o in�cio, quero ver o que diabos � isso.

Voc� manda.

O poder da serpente que vive...

Charlie.

Na escala do infinito...

e se mostra em qualquer vida...

pela voz de uma crian�a perdida.

Corte. Talvez possa ser �til. Podemos usar.

De maneira nenhuma vou usar isso.

Cada vez que se fala dos assassinatos...

e da Fam�lia se fala: "Charlie, Charlie, Charlie."

O pr�ncipe do mal. Certo?

Se prop�e muito raramente a falar...

das crian�as que seguravam a faca ou o rev�lver. � isso que quero.

Bobby, Gypsy e eu...

formavamos uma esp�cie de fam�lia viajante.

Aquilo j� rolava para mim quando conheci.

Tinha as minhas garotas, ele tinha as dele.

Isso n�o est� bom. Relaxe.

Me sinto muito mal. � o �cido.

Est� corroendo minha pele.

Me ajude. Os vulc�es s�o bonitos, o fogo � bonito.

Estou morrendo.

Deixe. Deixe acontecer. Vai passar.

Vai passar.

Deixe que siga seu curso.

Deixe. Deixe-o ir. Deixe-o morrer.

Deixe morrer.

Bobby encontrou Charlie.

Foi antes de estar sob a minha influ�ncia.

Ent�o eu conheci Charlie.

Encontrei Charlie atrav�s da m�sica.

Charlie tocava com o Milky Way e eu entrei no grupo.

Era um bom m�sico.

Muito intenso, muito en�rgico at� mesmo para aquele tempo.

Tinha �timas letras.

Eu estava, como muitas jovens da minha idade procurando Deus.

Um busca por Deus.

Fazia bobagens, me drogava.

Era como uma cega perdida na floresta.

Me d� um pega.

Linda, quero que venha ao rancho comigo, dessa vez.

Apenas alguns dias.

Charlie � guiado pela sua alma.

Charlie � o homem que todos n�s esper�vamos.

Morava em um apartamento com meu cachorro.

E tinha uma vida muito comum. Trabalho, casa, fazer compras.

Trabalho, casa, fazer compras.

E era realmente uma droga.

E Charlie apareceu e mudou tudo.

E fique mais solta, larguei tudo.

Fez brotar em mim as coisas que estavam escondidas.

Quando Charlie saiu tinha 33 anos. Ficou fechado desde os 13 anos.

Era solit�rio e era a primeira vez...

que era cercado de mulheres...

que se importavam com ele, que gostavam dele.

E Charlie gostava delas. Tratava elas...

com um grande respeito.

Tentava me aproximar das meninas de Charlie.

� estranho, Charlie nem conhecia Dennis e viv�amos todos juntos...

nesta casa de Astro do rock.

E Dennis abriu os olhos e todos ficamos de fora.

H� muito �cido no rancho.

E certamente, segui as mulheres no rancho...

e tentei ser aceito por Charlie.

Vim � voc�s com todo o meu amor.

E massacraram-me. Massacraram-me.

Agora, devo esconder minha alma para que n�o me matem.

As crian�as escondem-se para n�o morrer.

Os seus pais dizem: "Calem-se, isso n�o � para voc�s".

"N�o seja t�o duro,"

Faz se sentirem idiotas.

T�m horror de se olhar no rosto.

T�m horror de olhar a sua verdadeira face.

Eles os perseguem.

Charlie esse � Tex. Pode ter tudo que tenho.

Charlie n�o era um l�der.

Ele nos seguia e tomava conta de n�s.

Est� pronto para morrer?

Sim, estou pronto.

Ent�o � voc�, a vida eterna.

Ser aceito pela fam�lia e por Charlie era como...

uma resposta.

Uma resposta a uma pergunta n�o formulada.

Antes disso de Helter Skelter, tudo era maravilhoso.

Pensava-se apenas em fumar, usar �cidos...

e fazer amor o quanto se podia.

�ramos for�ados a examinar nossas almas.

N�o de maneira privada ou secreta...

mas na frente de Charlie e toda a fam�lia.

Tudo... tudo girava ao redor do sexo.

Tudo girava em torno disso.

Nos reunimos gra�as ao LSD.

Quero dizer, se n�o estava fazendo estava se preparando para.

Era pesado.

E se n�o estava se preparando estava transando.

O sexo em grupo era novo para mim, mas gostei.

As meninas me diziam que era complexo pelos meus pais...

que devia me desprogramar para perder as inibi��es.

Charlie dizia que aquilo era o significado de universo.

O resto era nada. Fumar, comer, beber...

N�o era nada perto de um boa trepada.

N�o s�o hippies.

S�o metedores.

O rancho era isolado.

Tinha que pegar uma estradinha de Santa Susanna para chegar.

Pertencia a um cego de 80 anos...

chamado George.

Charlie n�o acreditava que George era completamente cego.

Mandava uma mo�a se despir na frente dele para ver a rea��o.

Charlie tentava todo hora dar prazer � George...

com as garotas. Cozinhavam, limpavam e transavam com ele.

E claro, ajudavamos com o rancho.

Retirava-se o estrume cuidava-se dos cavalos...

Tudo para podermos transar e ficar bem com George.

E na maioria da vezes nos d�vamos bem...

com a maioria dos agricultores.

Saiam daqui bando de hippies podres...

Exceto com Shorty.

Aberrra��es.

Com licen�a.

Charlie tentou, mas o seu poder..

N�o tinha influ�ncia sobre Shorty.

Charlie n�o procurava chamar a aten��o.

Por isso acabava atraindo tanto.

As pessoas tem outra vis�o...

de casal.

Oi, Tex.

Oi, Tex.

Sadie.

N�o sabia o que pensar de Bobby quando o conheci.

Tinha um ar de um hippie muito descolado.

Era arrogante e sempre estava tentando...

ter poder e influenciar o resto do grupo.

Algum problema?

Disse a noite passada que ia nadar essa manh�.

N�o que iria transar com Bobby no celeiro.

Olha, n�o perten�o a voc�, Tex. Entendeu?

N�o perten�o a ningu�m.

Posso fazer o que quiser. E voc� tamb�m.

Ent�o porque me trouxe aqui? Para que conhecesse todos.

Paraque conhecesse Charlie. Charlie, Charlie, Charlie...

Algumas vezes o sexo em grupo era estasiante...

outras vezes era devastante.

Mas evolu�mos com aquilo e form�vamos uma fam�lia.

E Charlie que dirigia todas as energias...

mas ningu�m podia dirig�-las.

Charlie n�o era nosso l�der.

N�o queria nos alienar como nossos pais faziam.

N�o havia necessidade.

Charlie nos permitia sermos belos.

Estou pronta para morrer por Charlie, porque � parte de mim.

Achavamos que est�vamos nos purificando espiritualmente.

O objectivo era atingir uma harmonia interna...

como grupo.

De ser um exemplo para o resto do mundo que se encontrava...

falido e perdido.

Falamos assim com Charlie...

e pessoas com voc�, dizem que nos fizeram lavagem cerebral.

Mas vimos Charlie fazer coisas que nenhum ser humano fez.

Vimos ele dar a vida a um p�ssaro que estava morto.

E ele disse: " Viu, eu lhe disse que era perfeito".

"Voc� deve sempre pensar em voc� como perfeito."

E eu tenho poder sobre qualquer lavagem cerebral.

Pedi para que todos procurassem.

Ningu�m tem mais nada.

Clem, preciso ficar doidona.

Enrole um pra mim, porfavor.

Era o �ltimo...

S� pode estar brincando.

N�o tem mais.

N�o, merda! N�o, merda!

Merda, Charlie isso � uma droga.

Podemos queimar esses abutres.

Venha. Vamos.

Ei onde vai? Charlie, solta minha perna.

Solta minha perna.

Se acalme, Sadie.

Est� tudo bem.

Seus p�s es�o horrorosos, Sadie.

Havia amor.

Um amor muito forte e verdadeiro sem o qual...

n�o teria seguido Charlie.

Um baseado.

Gra�as a Deus.

Oh gra�as aDeus, Charlie tem um baseado.

Quer acend�-lo?

Mas enquanto n�o souber quem voc� �...

eu serei cada vez mais o que sou.

Deus todo poderoso.

O que v� no v�deo? A loucura desses garotos.

Charlie era como um her�i para essse garotos.

Um momento. Vou te mostrar uma coisa.

J� tinha at� me esquecido disso.

Encontrei numa loja de terror. D� uma olhada.

O rosto de Charlie no infinito. Veja.

E compreendi que tudo acontecia naquele momento.

� como a fam�lia. � a �ltimo instante.

Porque agora tenho o corpo perfeito que sempre quis.

O mais perfeito poss�vel.

Aquele que passar� pelo �ltimo momento.

Charlie dizia...

que as crian�as dirigiam a fam�lia.

Eram eles que nos guiavam.

Descans�vamos com eles e nos impunham o seu ritmo.

Jesus Cristo e suas crian�as eram apenas crian�as.

Podiam viver livres, sem vergonha, sem culpa.

Podiam ficar nus no sol e n�o fazer mais nada.

Fizemos centenas de viagens com LSD juntos.

Fumamos muitos baseados juntos.

Porque quer�amos ser como Charlie.

Porque para n�s ele era a encarna��o da perfei��o.

Um exemplo.

Faz�amos muito sexo.

Faz�amos sexo de todas as maneiras que pode imaginar.

Faz�amos coisas que nem imagina.

� um milagre que n�o tenha morrido de doen�as, at� agora.

N�o tinha princ�pios.

Deitava com qualquer um.

Com quem queriam e com quem Charlie queria que eu deitasse.

Me dava sempre o mais maldoso ou o mais louco...

dizia que sabia que eu podia dar conta de qulaquer um.

Ok. Pare a�.

Sabe...

o processo da Fam�lia marcou o fim da era hippie.

Pensava que Patty...

Martin Luther King morreu por amor.

Kennedy morreu falando de uma esp�cie...

de amor generalizado que n�o compreendia.

Isso foi Brilhante?

O amor seria a �nica arma? Tenho toneladas de armas.

Tenho meus m�sseis, tenho b�ssolas.

Tenho revolveres, tenho dinamite.

Tenho muito com que lutar.

Eu lutarei. Eu lutarei.

Devem lutar tamb�m.

Parem agora, se tiverem o m�nimo respeito.

S�o pretos, s�o orgulhosos, e diria...

Isso me lembra de algo. Lembra da loja que consegui o poster?

N�o. Ok.

Tinha os dois �lbuns de Charlie.

Os dois. Em vinil ou em CD.

Esgotou nas bancas. Isso � rid�culo.

Voc� comprou?

Diga, como � falar com Charlie?

Fala-se com ele em pequenas doses.

Ele fala dez coisas por vez.

Est� no 3, ele no 7...

e passa a falar fisicamente. Inclina-se, recolhe...

um punhado de pedras joga para cima e diz:

"V�? Jogue quantas quiser todas voltar�opara voc�."

Irradia harmonia divina essa manh�.

Escrevi uma can��o sobre o nascer do sol.

Muito, muito legal.

Charlie n�o estava pronto para se vender aos produtores.

O que � o requisito principal e mais importante...

para que a ind�stria aceite um artista.

Quer um som profissional? Algo que possa realmente usar?

Ent�o sugiro que entre no est�dio...

O que est� acontecendo aqui?

Muitos m�sicos dizem n�o se importar com o dinheiro...

mas acabam se vendendo no lugar e momento certo...

para produzir o que se vende, acreditando ou n�o.

Charlie n�o queria aquilo.

Queria escolher o seu sucesso e n�o queria se prender.

�... Sei o que � bom para n�s. Eu sei!

Sabe algo sobre ac�stica? Sobre montagem, sobre mixagem?

Sei sobre os raios de energia que o amor livre libera.

E sei que sua tecnologia ignora isso.

Am�m, Charlie.

Mas est� l�.

Est� aqui. Est� aqui, entendeu?

Como um pensamento � um pensamento.

Fica no pensamento, no pensamento, meu para voc�.

N�o tenho que aguentar essa merda!

Jerry, Jerry, Jerry, Por favor, cara.

Charlie, o que est� fazendo? N�o se enlouquece as pessoas.

Bem, foda-se voc� e esse seu est�dio de merda.

Voc� tamb�m pensa assim?

Charlie faz as coisas � sua maneira.

N�o se dobra � Lei dos porcos.

Terry, voc� trabalhou no est�dio com Charlie. Voc� o produziu.

O que achava dele como m�sico? Como artista?

Charlie estava no auge.

O ambiente dos anos 60...

Los Angeles. As coisas estavam em uma fase cr�tica. E Disse...

Olhe como as coisas est�o, talvez possamos fazer algo. Mas...

Mas sua m�sica era ruim, n�o? Sim, a m�sica era um lixo.

Muito bem, ver�o a seguir nessa s�rie da BBC.

As coisas iam bem para Charlie.

Todos tinham a cabe�a nas nuvens.

Renunciamos aos nossos anivers�rios e nossas fam�lias.

Charlie proibiu os calend�rios os rel�gios e similares, no rancho.

Dennis e Bobby lhe davam...

o que comer...

autom�veis, mulheres, o que quer que fosse.

Era necess�rio oferecer coisas � Charlie...

dar tudo que tinha.

Oferecer-lhe o seu ego.

Se n�o me tratar como propriet�rio do rancho...

lhe jogarei sobre os trilhos do trem.

Socorro, ajudem, ajudem...

Sob o efeito de �cidos...

l�gico que as coisas pareciam fac�is e certas.

Passavamos o dia brincando...

alterando as situa��es e os personagens.

Logo todos ser�o expulsos.

George j� est� cansado desse rancho.

Querido...

N�o consigo entender voc�s, malucos.

Charlie n�o � Jesus Cristo, nem o diabo.

� um escroto que passou a vida preso. Maldi��o.

Perdidos e marginais come�aram a aparecer no rancho...

come�aram a roubar carros e desmach�-los.

Shorty come�ou a adulterar as placas.

Shorty era casado com uma dan�arina negra...

e aquilo era oposi��o directa � Charlie...

porque ia totalmente contra � sua filosofia racial.

Ei, amante dos negros.

Diz-se que sua mulher est� a disposi��o, � verdade?

Os grossos l�bios, diz asneiras.

Nunca disse especificamente que era Cristo...

mas dava a entender.

Como na vez que me olhou, sorriu e disse:

N�o sabe quem sou?

Fiz amor com Charlie a noite passada.

�...? Como foi?

Foi... Vamos.

Conte-nos como foi.

Foi... Foi genial...

mas um pouco assustador.

Disse um milh�o de coisas maravilhosas para mim.

E quando estava para gozar...

Ficou muito tenso.

E depois gozou e eu tamb�m mas...

Estava t�o...

tensa que n�o pude mexer os bra�os durante um minuto.

Por fim. Eu estava paralisada.

Tive realemente medo.

Porque seu ego estava morrendo.

At� que se entregue por completo e seu ego morra...

n�o pode chegar no final.

Perd�o.

Parem essa loucura.

� preciso parar, voc�s irritam suas crian�as.

Chega de tristeza. Tudo tem um fim. Fico feliz por isso.

Depressa minhas crian�as, se apressem.

Fa�am o certo, temos tempo.

� um ato de suic�dio...

Nos encontramos agora no fim da raz�o.

N�s somos a ess�ncia do movimento.

N�s somos a revolu��o eterna.

Se dirigir assim, vai matar n�s dois.

D�-me as chaves.

Me d� as chaves. Volto amanh�. N�o.

N�o. N�o. Eu te levo.

Vamos, tome um golpe.

Preciso ir pra casa!

Obrigada, por nada!

Desculpe.

Ei, Simi...

Qual o problema? Nada.

Quer um tapa?

Tex tentava agradar � Charlie.

O que est� fazendo?

Charlie adorava quando traziam garotas novas para a fam�lia.

Amores novos, como chamava. Me arrumem novos amores.

Eu te levo. Oh Deus! Eu te levo para casa. N�o se preocupe.

Pegarei a chave do caminh�o com Charlie.

Ok, v� pedir as chaves � Charlie.

S� se prometer vir � festa comigo.

Qual festa?

Toda hora tem festa aqui.

Todos querem conhec�-la. Venha a essa festa.

Ok?

Ok.

Terry deveria vir nos registrar no nosso ambiente natural.

Charlie pensava em assinar um contrato para um �lbum.

Quando eu cheguei no rancho...

estava fervendo.

Havia uma grande expectativa.

Charlie tinha nos feito deixar tudo perfeito.

Tinha baseados e centenas de doces.

E as mulheres tinham preparado...

um maravilhoso buffet vegetariano.

As coisas que as lojas jogavam fora...

estavam perfeitamente boas e escolh�amos o melhor.

Logo no primeiro dia Charlie me mandou ir aos caixotes de lixo.

Disse-me ponha uma roupa limpa pois vai sujar tudo.

Chegamos no mercado e entrei na lixeira.

Vasculhamos e garimpamos. E levavamos apenas o melhor.

Escolh�amos e limp�vamos.

Separ�vamos tudo e tir�vamos as partes podres.

Pode-se comer muito bem assim.

Me desculpe, cara.

Me desculpe, n�o deu pra ir.

Eu estava..

Estava cheio de compromissos. Ok?

Ei.. Charlie... Calma, cara.

Nunca lhe prometi que estaria a�.

Disse que iria se pudesse. Ok?

� exactamente o que tentei te explicar antes. Ok?

Os propriet�rios n�o acham que sua m�sica seja comerci�vel.

Proponho que esperemos at� a primavera.

E quem sabe...

E talvez se torne o novo...

O novo Jim Morrison.

Ei, ei ei.. O que dizer como eu decido?

Por um pequeno espa�o de tempo Charlie esteve l�.

Mas n�o estava l�.

Maluco...

Todos gostam da m�sica.

Todos.

Charlie se sentiu tra�do.

Seus alb�ns deviam lhe deixar rico e transmitir sua mensagem.

Aquilo n�o nos deteu, estava tudo pronto para a festa.

Quando Simi se juntou � fam�lia...

Era virgem e tinha muito medo.

Ela estava morta de medo.

Charlie � muito forte.

E vai abrir as portas do seu pequeno c�rebro.

E isso tamb�m.

O que � isso?

Isso � LSD.

Pegue, tome isso.

Vai melhorar.

Vai ajudar a ficar legal. Eu n�o tomo drogas pesadas.

N�o � uma droga pesada. Vamos.

N�s n�o tomamos nenhuma droga pesada.

� �cido, n�o � como a her�ina ou como a coca�na.

� legal.

N�o sei como se faz.

Como assim n�o sabe como? � com quando se vai ao m�dico.

P�e a l�ngua para fora e diz "ah".

Diz "ah".

Certo...

Sempre me perguntei...

onde isso te leva... Sabe... uma viagem.

� muito legal.

Diga "ah".

Ahhhhhhhh

Diga "Ahhh"

Na primeira noite conosco, tomou muito �cido.

E fez uma viagem infeliz.

Uma droga. Ficou completamente pra baixo.

Estavamos todos juntos e com a cabe�a nas nuvens.

N�o foi estupro. Ela adorou.

Foi com...

Debatia-se. Parava de reagir. Tremia de medo...

Debatia-se... E depois se acalmava...

E depois se dava conta do que estava acontecendo...

e voltava a se debater e tremer.

Charlie estava sentado num canto...

e comandava a opera��o.

Sim, sei o que aconteceu com Simi Sherry.

Ela foi estuprada.

Foi Bobby e Charlie. N�o tenho nada a ver com isso.

Depois disso. Ela desapareceu.

Nunca mais ouvimos falar dela.

Rezo para ela todas as noites.

Agrade�o a Deus que tenha partido Poderia acabar na pris�o tamb�m.

� muito am�vel por rezar por mim.

Voc�... Voc�... Sabe quem eu sou..

� sua culpa. Eu te odeio!

Voc� me destruiu.

Destruiu minha vida.

Toda minha vida.

Luta-se. Luta-se contra n�s mesmo.

Charlie, n�o vou abandonar o que tenho para seguir voc�, cara.

De repente, falava-se mais do medo e da sua utilidade.

Ser como um animal. Ser como um coiote.

Usar o medo...

para existir e viver o momento.

Acho que tentei de tudo para me convencer que era uma bruxa.

Era Yanna, a boa bruxa.

Charlie estava no comando.

Ignor�vamos as Leis.

E a realidade mais do que nunca.

Continuavamos a nosso "Viagem pelos mist�rios da magia".

Charlie pegou isso dos Beatles.

Chamava a vida e seu curso, de "Magical Mystery Tour".

Todos faz�amos parte. Uma �nica cabe�a, um esp�rito...

s� um corpo e est�vamos com ele.

� um estado total de paran�ia.

Quando a consci�ncia atinge esse estado...

Voc�...

Sente tudo. Pode ver tudo que se meche.

Escuta todos os barulhos.

Sente todos os cheiros.

Quando a consci�ncia atinge essa fase est� no momento certo.

� quando se come�a a miss�o "Creepy Crawl".

N�o era quebrar regras, era o "Creepy Crawl".

Voc�s o que?

Ger�vamos medo.

Dirig�amos at� um bairro bem rico...

Escolh�amos uma casa...

e criavamos pavor enquanto as pessoas dormiam.

Era preciso ficar atento...

prestar aten��o em cada movimento.

As vezes, tomavamos �cido para aumentar nossa percep��o.

Cri�vamos o terror em 15 casas ou mais.

E nunca fomos pego, nem uma vez.

� preciso ser positivo enfrentar seus medos.

� preciso aceitar seus medos, se submeter � eles e super�-los.

As falta de sentidos tem sentido.

A aus�ncia de pensamentos pode o salvar.

Algumas vezes roub�vamos as casas que invad�amos...

outras vezes s� arrast�vamos os m�veis...

para se aasustarem quando acordavam de manh�.

Era uma senhora do crime.

N�o acredito que ainda esteja vivo.

Voc� n�o merece viver. Eu te odeio.

Precisa partir tamb�m.

Elizabeth...

Meu nome � Cassandra.

Voc� me matou primeiro.

Charlie criou esse jogo.

Tomavamos LSD e sentavamos em c�rculo...

ao redor da cadeira do medo. Olhando e ouvindo Charlie.

Dizia para imaginar um desses porcos da cidade sentados l�.

� o processo do porco, dizia Charlie.

E por ser imagin�rio levava seu medo.

Se imobilizava com seus pr�prios medos.

Julgam atrav�s de Charlie, mas n�o olham no espelho.

N�o me lembro exactamente o que criei no imagin�rio...

mas era inevit�vel. Tudo parecia guiado pelo destino.

As palavras de Charlie pareciam verdades absolutas e divinas.

Charlie n�o falava s� sobre a morte do ego.

Falava de morte violenta, de morte f�sica.

Dizia: A morte � bela...

E ela � t�o bela, porque � o que as pessoas mais temem.

A morte � uma ilus�o. Pois a alma nunca morre.

Se n�o est� morto..

Estar� em breve.

Tex n�o estava bem.

Charlie dizia para nos libertarmos para existir, mas Tex n�o podia.

Libere sua mente...

e sua bunda o seguir�.

Queria muito, de qualquer jeito.

Em um minuto Charlie era mau, e no outro era o que ela queria.

Eu sou Charlie e Charlie sou eu.

Entendeu, cara?

Bem.

Chegamos.

Me d� o dinheiro.

Traga-o aqui, e eu pago.

N�o cara, nada disso, o cara n�o quer ver ningu�m.

N�o vou pagar s� para vir e dar um passeio.

Ele n�o vai mudar as regras para mim.

O que quer ou n�o, n�o me importa. Podemos partir agora.

V�o, Lotsapoppa.

Me d� o dinheiro. E eu trago o bagulho.

Eu n�o gosto disso.

Lotsapoppa ligou para o rancho e foi Charlie que atendeu.

Quem �?

� Charlie, cara.

Charlie falou com ele e o acalmou.

E disse: "N�o venha aqui. eu vou a� e resolvemos tudo".

Onde est� indo?

Ol�. Qual seu nome?

N�o se aproxime!

Pobre crian�a.

Deve ser Rosina.

Ei t� falando com voc� d� o fora daqui!

Marnie...

poderia soltar as m�os dela? Onde est� indo?

N�o a solte. Deixe-a presa!

Vamos cara, essa garota n�o pode lhe fazer mau.

Ok, filho da puta! Levante!

Levanta e ponha essa porra de arma sobre a mesa.

Devagar.

Eu disse devagar!

A guerra racial era algo que acredit�vamos realmente.

N�o era a raz�o para os assassinatos...

mas a certeza que haveria uma grande guerra...

era algo real e deixava todos loucos.

Charlie achava que Lotsapoppa estava no Panteras Negras.

Nada mudou desde que falamos no telefone, cara.

Se Tex n�o devolver cada centavo do meu dinheiro...

ele j� era. Eu vou mat�-lo.

Ele j� era, compreendeu?

N�o ser� necess�rio.

Aceite isso como um presente meu.

Um presente? Por favor.

Tudo bem.

Pode atirar.

Me mate.

A minha vida em troca da do meu irm�o.

Atire em mim.

Am�m, Charlie.

Fazia o que queria que fizessem por ele.

� como um espelho, na verdade.

Um reflexo de voc� mesmo.

Levante!

As duas ficaram aqui at� voc� voltar.

Sen�o v�o beijar a morte.

Vou procurar Tex.

Marnie, volto logo.

Agora est� usando a intelig�ncia, carinha.

O que vai fazer?

Atirar em mim?

N�o posso mat�-lo com uma arma vazia?

N�o tem balas, cara.

Certo...

seu maldito de merda.

Solte!

Todos que escreveram sobre ele n�o perceberam...

a import�ncia desse tiro para os acontecimentos futuros.

Charlie temia que o Black Panthers fosse vingar a morte de Lotsapoppa.

Muito bonita a sua camisa.

Me agrada muito. De verdade.

Quer ficar com ela?

Claro. Seria um prazer.

Lembro-me de...

uma crian�a preta de 16 anos que foi morta.

Houve os motins de Watts, o Black Panthers em S�o Francisco.

Martin Luther King foi assassinado.

O discurso de Charlie n�o parecia absurdo.

N�o parecia que ia acontecer em um m�s, estava acontecendo.

Naquela hora.

Eu te amo.

Eu amo.

Para mim aquele foi o in�cio de toda a hist�ria.

Aquilo foi o estopim para os assassinatos.

Foi o primeiro domin� que caiu.

E o resto foi consequ�ncia disso.

Aqui j� est� bom, cara.

Vamos logo com isso. Porra de caras loucos.

N�o sou idiota, cara.

Claramente isso � uma merda. Eu mesmo faria melhor.

Gosto do craque. Tem um pouco mais a�?

Se sente bem e tudo mais. E n�o precisa de mais nada.

As pessoas que s�o idiotas. Abusam.

Meu Deus, para de reclamar, cara. Espere a sua vez.

Obrigada. Finalmente.

Estava vazio da �ltima vez que passou para mim.

Ele � Deus!

Porque acha que nos enviam � c�mara de g�s?

Sua vez.

Segure o gatilho com do�ura.

N�o ponha na boca.

Segure.

Quero falar com voc�s e com o resto do pessoal de Charlie.

Nunca aponte uma arma para algu�m.

Me diga o que conteceu com Simi?

Simi? Ela abriu sua cabe�a, e partiu.

Ela n� volta para casa a 5 dias.

N�o brinquem comigo, malditos hippies.

Cuidado com o que diz, Shorty.

Ou meto sua cabe�a em uma caixa.

Culpados? Os culpados que se importem.

J� s�o 18 horas.

J�?

Sim, e nem todos s�o viciados em trabalho como voc� �.

Annette teve o dia de folga hoje. E eu...

Vou para casa...

E tomara que tenha um bom bife e uma garrafa de vinho.

Ainda vou ficar mais uma hora. Vou dar mais uma olhada nisso.

Nos vemos amanh� �s 9 h. Ok?

Ok. D� um abra�o em Annette por mim.

Eu darei. At� amanh�. Boa noite.

Os habitantes de Samoa aceitam a morte.

Sejam dignos, aceitem.

Parem de temer a morte.

Voc�s, adultos, parem com esses absurdos...

Charlie � o �nico homem de verdade que j� conheci.

N�o se recusa a falar com mulheres.

Pode falar qualquer coisa com ele.

Estav�mos com saudades. Charlie estava com saudades.

O voc� estava? Vai ficar?

O que � isso?

Agora vai ter um monte de coisas para fazer.

Ele nunca nos deu ordens.

Satisfazia-se em nos fazer morrer de medo com seus serm�os.

Todas noites nos dizia que haveria uma guerra racial.

Que os Brancos e os Pretos iriam fazer a pior de todas as guerras.

Dizia que deviamos estar prontos para salvar os orf�os.

E que ter�amos que lev�-los para o deserto para salv�-los.

Dizia para juntarmos carros, armas...

e suplementos para nossa sobreviv�ncia.

E um dia pegou uma faca e disse:

"Voc�s n�o sabem nada, mas eu vou lhes ensinar."

N�o h� nem bom nem mau. S� que �.

J� tinha imaginado ficar possu�do?

O que isso quer dizer?

Vamos, Tex. O que estava fazendo bem agora.

Voc� realmente sentiu o que eu senti.

Charlie. Isso mesmo.

Vamos, Patty

Sabe quem ele �, n�o sabe? � verdade, Tex.

Sei dessas coisas. Sei que � verdade.

Eu ensinava catecismo.

Ia me tornar freira quando conheci Charlie.

O evangelho segundo S�o Charlie, � s� o que as garotas sabem.

Tem toda raz�o, Tex. Porque Charlie � Cristo.

E Cristo � amor. E Charlie � amor.

Portanto Charlie e Cristo s�o um s�.

Os Beatles revelaram muito no �lbum Branco.

Os quatro anjos com rosto de homem e cabelo de mulher...

s�o os Beatles.

E os peitorais de fogo...

s�o as guitarras el�tricas. Entende?

Sabe quem � o quinto anjo, n�o sabe?

N�o sabe?

Estou t�o cansado dessa besteira toda.

Precisa estar pronto.

Duas semanas depois, todos tinham uma faca...

e Charlie nos ensinou como cortar a garganta de qualquer um.

Era como se n�o houvesse passado nem futuro.

S� o presente. Era o que importava.

O momento do julgamento de cada um frente � Deus chegar�.

Ser� o pior dos infernos.

Sobre a Terra. Far� a Alemanha nazista parecer um piquenique.

Precisa estar pronto. Aqui, agora, no momento atual.

E � isso que tentamos fazer o tempo todo.

Charlie montou patrulhas Helter Skelter.

Sentinelas armados montavam guarda no rancho 24hs por dia.

O momento era perfeito para Charlie

Porque a Fam�lia come�ava a se dispersar.

Ent�o se encontravam no �ltimo canto seguro: o deserto.

A imprensa criou a mentira...

que Charlie tentava provocar essa guerra, esse armagedon.

Charlie n�o provocou essa guerra.

Para n�s, essa guerra j� estva declarada.

Helter Skelter � o t�tulo de uma can��o dos Beatles. Ponto.

Helter Skelter, era a realidade para n�s.

Sab�amos que ia acontecer tudo estava tomando forma.

E achavamos que chegar no deserto era nossa �nica chance.

De estarmos salvos.

Sempre havia m�sica e orgias mas com um fundo obscuro.

Tudo era b�blico e apocal�ptico.

Mataremos todos que se colocarem no nosso caminho. Ponto.

Vai fazer o que, Charlie? Assustar alguns porcos?

Claro que amava de Charlie.

Para mim, era capaza de voltar � vida.

Sabe... A ressurrei��o de Cristo.

Rei dos Judeus.

Perdoe-nos...

porque isso � o meu sangue o sangue do novo pacto, feito...

para os escolhidos.

E as chamas saltaram como a respira��o do diabo.

Feito para os escolhidos.

Eu sou o diabo.

O diabo. Sou o diabo, Charlie

Levanta. Levanta. Levanta...

N�o havia arrependimento...

pelos assassinatos, nem pela fornica��o...

nem pelas mortes.

E um rei reinava sobre eles...

o anjo do po�o sem fundo.

O seu nome hebreu � Abaddon...

mas seu nome em latim � Exterminans.

Comecei a ficar realmente mau...

olhei para Charlie e vi o diabo, cara.

E disse: cara, acho que estamos no inferno.

Ele disse: Voc� � demente?

Comecei a ver as coisas distorcidas e queria partir.

Como assim? Vem comigo?

Porque? N�o pode partir. Tex e Sadie est�o te vigiando.

Preciso sair daqui.

Porque? O que est� acontecendo?

Estou com medo.

De que?

Charlie me pediu para matar uma pessoa.

O que foi, Sunshine?

Oi Sadie.

N�o pode matar. Matar...

Qualquer pessoa, por tr�s do muro, deseja...

Matar. Sim, numa fra��o de segundos.

Mata-se r�pido. E a vida j� era.

Minha vontade e a minha personalidade...

tinham se dissolvido. Eu era uma extens�o de Charlie.

E cumpria o meu papel seriamente.

O que querem?

Qual o problema? S� quero ficar sozinha um pouco.

Estava com isso. Gosto de ver perfeitamente.

Estava tentando fugir. N�o � verdade. Qual o problema?

Isso mais parece um campo militar do que um rancho.

Tire. Charlie disse para n�o us�-los.

Parem. Eu quero usar!

Nunca deixe o rancho sozinha.

Ir ao Vale da morte. Aquilo fazia muito sentido.

Um lugar onde poder�amos criar nossas crian�as.

E deixar que ensinasse-nos o que dever�amos saber.

Um lugar mais pr�ximo da terra, das estrelas...

e do esp�rito da vida.

Fa�a isso de novo e eu te mato.

Penduro-a em uma �rvore e lhe corto a l�ngua.

N�o tenho ideia de como as coisas chegaram naquele ponto.

N�o falo de frusta��o, mas de loucura.

Charlie pensava...

que Gary tinha uma heran�a bem gorda...

ent�o pediu para ele se juntar � fam�lia no deserto.

Ele disse n�o, e Charlie pediu � Bobby e a mim para convenc�-lo.

Eu o ajudo, ajudo em tudo que precisar...

mas n�o seguirei Charlie no deserto, minha vida est� aqui.

N�o vai ter que mudar nada. Pode levar o seu...

Gohonzon. O seu Gohonzon para l�.

Ter� tudo que tem aqui. N�s te amamos. Precisamos de voc�.

Preciso de voc�. N�o. Certo?

� meu irm�o, e minha irm�... �ltima chance.

Vai precisar nos dar muito dinheiro. Eu dou $40. Ok?

Porque n�o 20.000?

O que? Estamos precisando Gary.

A �nica coisa que Gary tinha era 100 comprimidos de mesca�na.

Eu estava interessado em recuperar meu dinheiro.

Acho que deviam ir embora. Besteira.

N�o seja idiota, Gary. Boby, o que est� fazendo?

N�o seu o que Charlie disse. Mas n�o tenho $20.000.

Est� mentindo. Pare, Bobby.

Saiam da minha casa.

Vigie-o. Vou procurar.

N�o vai encontrar nada. Cala a boca.

J� reviramos todo o lugar n�o sei mais...

Eu n�o sei.

Ok, certo.

OK, tudo bem. Vou cuidar disso.

Est� cometendo grandes erros. Erros que ter� que...

pagar no futuro. Charlie t� puto com voc�, cara.

N�o pode apagar o que j� fez, mas pode balancear fazendo o bem.

Que merda � essa? Voc� tamb�m, Sadie. V�o.

Diga isso � Charlie.

Essa merda me impede de pensar.

Voc� � uma puta.

Isso, continue.

Gary n�o tinha est�mago para suportar aquilo.

Repetia sem parar que n�o tinha dinheiro.

Que estava cansado, que queria dormir.

Bobby e eu procuramos o dinheiro em todo lugar.

� Charlie. Abra para ele.

No fim, Bobby n�o sabia mais o que fazer.

Levanta.

De p�!

Oi, Charlie. Onde est� Bruce?

Charlie, n�o acho que saiba o que est� fazendo. Isso...

Me diga onde est� o dinheiro, agora!

Onde est�? Pegue seu pessoal e saiam.

Ei cara.

N�o voltem...

sem o dinheiro, cara.

Durante meu processo a acusa��o quis envolver Charlie...

mas era dif�cil, porque nunca ele nunca esteve l�.

Fui eu quem cortou Gary...

enquanto brig�vamos passou perto da garganta e n�o da orelha.

Pegue isso, fa�a o certo.

V� se limpar, mulher.

Acho que naquela hora Charlie sabia...

melhor do n�s o que estava acontecendo.

Bobby n�o estava de forma alguma pronto para aquilo.

Mas que merda!

Vou procurar algo para a orelha dele.

N�o vai fazer nada. Escute...

Ficar� sangrando at� que nos diga onde est� o dinheiro.

N�o dir� mais nada se n�o o ajuarmos. Certo.

Vou detonar esse lugar...

e voc� vai ficar olhando.

Vou procurar curativos, agora. Fa�a o que digo Sadie.

V� se ferrar!

Voc� � uma idiota.

Tome Gary. Beba.

Precisamos fazer alguma coisa n�o podemos ficar mais aqui.

J� viramos o lugar de ponta cabe�a. O que quer fazer?

Ligue para o rancho. Vamo perguntar � Charlie.

Peruntar ao Charlie... Sim, Charlie, claro.

Charlie sempre tem a resposta, n�o � verdade?

Nem sempre est� certo, mas sempre tem uma resposta.

� o que sempre fazemos. � verdade.

� o que voc� faz sempre. V�o pagar por isso.

Voc� est� indo para outra cren�a, Gary.

Onde est� a sua f�?

Ligue para o rancho Bobby. Talvez Charlie nos deixar ir pra l�.

Oi, Charlie.

N�o. Nada.

Nenhum dinheiro.

O que est� acontecendo?

N�o, Bobby n�o. N�o!

Socorro! Me ajudem! Socorro!

Precisa terminar Bobby.

Bobby, poderia me ajudar?

Morrer � uma coisa maravilhosa. � tudo, �...

� cada uma das cores do espectro, todos os sons...

todas as notas de uma m�sica.

Eu voltei para limpar minhas impres�es...

mas deixei marcas.

Por o lance pol�tico?

Para que acusassem os negros, deixei a marca de pegada tamb�m.

Como os Black Panthers.

Tinha medo de ser preso. Deixei o rancho com um pretexto...

de me livrar do carro.

Os policiais me pegaram uma manh�...

na beira de uma estrada.

Reviraram tudo e encontraram a faca no autom�vel...

e assim, por fim...

acabaram destruindo minha mente criativa para sempre.

� tudo culpa sua, Charlie. Cala a boca!

Voc� o matou! Cale a boca!

Se um de n�s est� na pris�o todos est�o. Estou sentada aqui..

Mas estou na pris�o com todos os jovens que deviam estar livres.

Estou na justi�a com Charlie e no corredor da morte com Bobby.

Tinham Bobby.

Foi por amor a nosso irm�o.

Aquilo n�o tinha nada a ver com uma guerra racial.

Nenhum armageddon, ou Duplo Branco ou Helter Skelter.

N�o se tratava disso.

Disse que �ramos fam�lia e n�o largar�amos nosso irm�o na pris�o.

As garotas amavam Bobby para deix�-lo.

Tiramos a vida daquelas pessoas para dar a vida.

E � o que estamos fazendo agora no corredor da morte, por amor.

Sab�amos que Charlie teria dado a sua vida.

Falava sobre Lotsapoppa e dizia que foi minha culpa.

E de como ele teve que consertar as coisas.

Que tinha tirado uma vida e que agora era minha vez pagar isso.

As garotas...

decidiram que se a pol�cia encontrasse outros corpos com sinais...

acreditariam que o assassino estava a solta e liberariam Bobby

Disse que as garotas tinham um plano e eu devia ajudar.

Que dev�amos ir at� a antiga casa de Terry.

Pegar todo dinheiro que achassemos e matar todos.

Coloquei minha roupa "Creepy Crawl" e eu e Tex...

fumamos um r�pido para podermos ir.

Linda. Levante.

Acorda!

Pegue sua carta de motorista, troque de roupa...

E ponha tudo preto.

Traga sua faca.

Linda, quero que v� para onde Tex mandar.

Todos fa�am o que Tex disser. Ele sabe o que fazer.

Ou�am o que ele disser.

E fa�am uma marca.

Sabem o que quero dizer. Uma marca de bruxa.

Ent�o as levei l�. Como tinhamos combinado.

Sairei do caix�o como um vampiro...

escolherei a minha v�tima e dan�arei na frente dela.

Cale a boca! Cale a maldita, boca!

Temos que ir. Vamos.

Deixe-as me esperando no carro e fui cortar a for�a.

Desci um barranco, escalei o muro e passei pelo arame farpado.

Estavamos indo para a casa quando um carro passou pela gente.

Abaixem. Abaixem!

N�o direi nada

T� na hora. Vamos.

Desliguei o motor, empurrei o autom�vel para tr�s.

E disse a Linda para ficar vigiando.

Depois fomos at� � casa. Consegui entrar.

E fui abrir a porta da frente para Sadie.

V� ver se tem mais gente.

Que horas s�o?

Quem s�o voc�s? O que querem?

Sou o diabo ve vim realizar sua obra.

Preciso da sua faca. Qual o problema?

Fique s� ouvindo.

Sadie voltou com uma mulher de camisola...

e me disse que tinha outro casal em um quarto.

Vigie-a.

O que? Vigie-a.

Ande. Estou com medo.

Cuidado com ela seu maldito!

Sil�ncio

Mais uma palavra e voc� morre.

� s�rio.

Vamos.

N�o se mova.

As drogas que tom�vamos nos deixavam...

leves. O tempo estava a nosso favor.

Eu tinha uma ideia e logo j� a estava executando.

Para mim aquelas pessoas n�o eram humanas, eram artificiais.

Deixe-a.

N�o v� que est� gr�vida?

Deus!

Cala a boca. Cala a boca!

Por favor. Daremos o que quiserem.

Quero todo o dinheiro que tem aqui.

Tenho dinheiro no meu quarto.

Por favor, deixe eu ir pegar. Sadie, acompanhe-a.

Quanto tem?

72 d�lares.

72 d�lares � tudo que tem?

Quanto quer?

Eu quero milhares.

Se nos der tempo podemos lher dar mais, muito mais.

Por favor. Por favor...

Sabe que falo s�rio. Sei, sei.

Sou o diabo.

Que v�o fazer conosco?

Vou matar voc�s...

Socorro... Socorro...

Meu Deus.

Me perdoe.

Eu sinto muito.

Eu sinto muito.

Tex! Tex, me ajude!

Deus, eu sinto muito.

Eu desisto. Me mate.

Por favor, fa�a-o parar. � muito tarde.

Leve-me com voc�s. Deixe-me ter o meu beb�.

Deixe-me ter meu beb�.

Eu s� quero ter o meu beb�.

Por favor, deixe-me ter o meu beb�...

Ou�a, puta, n�o dou a m�nima para voc� ou para o seu beb�.

Prepare-se porque vai morrer. E eu n�o me importo com isso.

Mate-a.

Mate-a!

� preciso realmente ter amor no cora��o para fazer aquilo.

Qual problema? Milh�es de beb�s nascem e morrem a cada dia.

Tex me disse para pegar o sangue e escrever algo...

que chocasse o mundo.

Foi o que fiz.

Charlie estava esperando pelo nosso regresso...

sentado pelado sob a Lua.

Ele nos perguntou...

se tinhamos remorso e a resposta l�gico, foi "n�o".

Lembro que Patty quem me contou o que tinha acontecido.

E... eu fui me trocar, e pensei, muito bem...

Acho que conseguimos.

A noite, Charlie reuniu Clem, Sadie, Leslie, Patty e eu...

e disse para que o seguissemos.

Charlie come�ou a falar...

e passei a me sentir realmente culpada...

e disse que eu tinha que fazer para ajudar Bobby.

Linda que dirigia porque era a �nica que tinha carta.

Ent�o fomos � essa casa que Charlie escolheu...

onde j� tinhamos entrada e feito uma super bagun�a.

Disse que a noite passada tinha sido uma desordem...

e que dessa vez seria diferente.

Entrou e amarrou o casal que vivia l� com um peda�o de couro.

Voltou e disse � Patty, Leslie e eu para ir mat�-los.

Charlie, podemos ir agora?

Podemos ir?

"N�o diga o que faremos, eles n�o se assustar�o e n�o lutar�o"

Soltem-a. Soltem-a.

Cale a boca dele!

Vai nos matar, n�o �?

N�o, por favor. Por favor, n�o...

Ou�am, tenho dinheiro... Tenho muito dinheiro.

N�o fa�am isso.

Onde est�? Onde ela est�?

Rosemary

Rosemary

Cale a boca.

Cale a boca.

Eu estava... Eu estava apaixonada por Bobby.

N�o! Leno! Leno! Leno! Socorro!

Leno! Leno! Leno!

Leno! Leno!

Morra...

Vamos, porca. Morra!

N�o vai morrer? Morra... morra... morra.

Voc� a matou?

N�o, foi Patty.

Precisa enfiar a faca.

Vamos.

Se est� pronto para ser morto deve estar pronto para matar.

Precisa esfaquear.

Hoje eu sei...

o que... o que fiz � Rosemary...

e � Leno...

ele n�o eram coisas...

nem eram porcos.

Meu Deus, eu sinto tanto.

Eu s� quero sair daqui e fazer algo de bom na minha vida.

Pedi � Patty que escrevesse na parede...

e na geladeira com o sangue deles.

As garotas pegaram coisas da geladeira para comer...

eu tomei um banho e voltamos para o rancho.

Sabiam que seriam presos.

Sabiam que seriam presos por todos.

Todos seriam presos antes da salva��o. Dev�amos dizer: eu tamb�m.

Sabiam que estaria sujeitos a c�mara de g�s.

Eles n�o ligam. Isso que as pessoas n�o entendem.

Eles n�o se importam!

E est�o prontos para morrer para que todos os jovens sejam livres.

Os outros va� cuidar de tudo.

Charlie disse que precisava matar Shorty.

Tinha planejado lhe cortar a cabe�a.

Eu ouvi que...

Shorty n�o morreu como Charlie havia planejado.

Charlie disse que ele sabia demais.

Tinha uma l�ngua grande.

Shorty? Charlie.

Ent�o o cortamos em peda�os.

Shorty? Isso.

Depois o assamos. E o comemos.

Colocamos alfinetes debaixo das unhas dele.

E nos olhos.

Nos seus mamilos. E no pinto.

Agora somos realmente loucos, Shorty.

E mijamos em cima dele. Mijamos no sangue dele.

E o arrastamos pela lama.

E ele gritava por sua vida. E Charlie deu o sinal.

E o esfaqueamos como C�sar. Toda a fam�lia reunida.

Mas ele n�o morria com nossas facadas...

n�s golpeamos, golpeamos, golpeamos, golpeamos...

Ent�o Clem cortou sua cabe�a fora.

O cortou em nove peda�os.

E enterrou em nove lugares.

As pernas dele est�o embaixo de voc�.

N�o era verdade.

As garotas que inventaramm a hist�ria dos nove peda�os.

Isso consta at� no processo.

Mais quando Clem...

levou a pol�cia at� o corpo. O esqueleto estava intacto.

N�o! Pare! N�o!

Des�a, r�pido. Vamos.

Deus, ajude...

Est� pronta.

A revolu��o est� pronta para estourar, logo que Charlie sair...

A revolu��o come�a.

Se fizerem mal � Charlie, todos morrer�o.

Ele � Deus! � perfeito!

� a perfei��o. Porque � a mesma coisa.

Tive um irm�o que foi morto, assim, por nada, s� pela guerra.

� exactamente a mesma coisa.

Todos os dia, mata-se por amor.

Est�vamos todos juntos. E esfaqueamos.

Enquanto Charlie ficar preso nessa cela ou nesse t�mulo...

podem dizer o que quiser sobre ele.

Continuem a fazer livros e filmes sobre a vida dele.

Pode rir dele, pode tentar ser como ele...

Podem fazer e dizer o que quiserem...

Mas na verdade, s�o incapazes encar�-lo.

Voc�s s�o como abutres.

Voc�s s�o. Vivem do sacrif�cio de jovens.

Atra�dos pelo sangue. � o que s�o.

Com os seus pequenos s�mbolos decadentes.

Esperamos pela libera��o de nosso pai.

Ele � um g�nio. Voc�s n�o percebem.

� uma segunda crucifica��o. O dia do julgamento se aproxima.

O advogado de Leslie...

Ronald.

A imprensa o chamava de advogado hippie de Leslie.

E n�s o achavamos bastante legal.

Mas era como os outros. Foi o primeiro a condenar.

Todos estamos sujeitos � c�mara de g�s. Ei, ei cara...

O que acha que acontece quando se tem 75 cabe�as cortadas.

Com licen�a.

Est�o julgando a voc�s mesmos.

Fechem as suas portas e vigiem suas crian�as.

O sistema de voc�s � uma piada, bando de idiotas.

As suas crian�as se voltar�o contra voc�s.

A morte � tudo que lhes resta.

Eu voltarei. Eu voltarei. Eu voltarei. Eu vltarei...

As vossas crian�as se levantar�o...

e lhes matar�o.

Que a noite grite, e que nos ou�am.

Alerta.

Intrusos. Alerta.

Intrusos. Alerta.

Intrusos. Alerta.

Intrusos. Alerta.

Espere.

Espere um minuto.

Porque isso?

Isso � pelo nosso irm�o.

Mas que merda!

N�s o pegamos. N�s o pegamos!

Aqui � o escrit�rio de Jack Wilson de "Cenas de crimes".

Deixe uma mensagem.

N�s o pegamos mesmo.

Sr. Wilson, temos um alerta.

Indicando uma infra��o e uma quebra de seguran�a.

Uma unidade de pol�cia chegar� em um minuto.

O nosso pai nos ama.

O nosso pai nos ama.

Ou�am a sua voz que diz que nos ama.

Porque est� usando essa camiseta, Toddy?

Por Charlie.

Mostre as costas. J� viram essa camisa antes.

N�o cara. O que est� escrito?

Que?

O que isso quer dizer? Charlie n�o surfa.

Vamos cara, vamos aair daqui.

Voc�s n�o sabem de nada.

Antes que Charlie matar todas aquelas pessoas...

antes de tudo, ele tava na crista, ele surfava.

Agora Charlie n�o surfa mais. Est� preso. Certo.

Tex, Sadie, Leslie, Bobby and Charlie foram setenciados...

� c�mara de g�s em 1971.

Em 1972 a Suprema corte aboliu a pena de morte e suas...

senten�as passaram a pris�o p�rpetuas.

Em 2003 eles continuam presos mas esperando a condicional.

Lembrem-se, n�o t� nada contra mim.

Tudo que tinham contra mim, eu consegui me livrar.

Agora deveriam se preocupar com voc�s mesmos.

Pouco me importa em perder a vida. E voc�s?

Pouco me importa perder a reputa��o. E voc�s?

Pouco me importa...

N�o me importo em ser torturado. E voc�s?

J� perdi minha liberdade e o interesse nesse mundo.

Repleto de capitalistas.

O racismo n�o me interessa mais.

Querem me obrigar a ficar...

compremetendo-me com pessoas obscenas...

que n�o respeitam ningu�m que morreria por seus inimigos...

Querem provocar a anarquia no nosso nariz, me apressarei.

Em desencadear um fim glorioso e berrante.

Provocarei um fim que urre num momento �nico de prazer.

Ent�o pensem nisso...

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