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Original subtitles

ESCRAVOS DA AMBI��O

Escrit�rio Executivo. Phoenix, Arizona

O FILME QUE V�O VER A SEGUIR REFLETE,

DA MELHOR MANEIRA POSS�VEL, OS FATOS REAIS RELACIONADOS

COM ESTA ESTRANHA SITUA��O, VERIFICADOS POR

ARQUIVOS HIST�RICOS E LENDAS DO ESTADO DO ARIZONA.

O GOVERNADOR DO ARIZONA.

Estamos em frente a Superstition Mountain.

Uma imensa massa rochosa de 65 km de comprimento por 33 km de largura.

O homem se chama Floyd Buckley.

Entra nestes 1.300 quil�metros quadrados de morte violenta e s�bita...

porque acredita que se trata s� de uma montanha a mais...

e porque ambiciona seu tesouro.

Sim, eu disse tesouro. Ouro.

20 milh�es de d�lares deste precioso metal amarelo...

esperando para ser encontrado na mina mais esquiva da Am�rica,

apropriadamente denominada "O Holand�s Errante".

� f�cil chegar at� ali. Me refiro � montanha.

Voc� se dirige a 58 quil�metros ao leste do Phoenix,

Arizona, e ali est�.

Parece f�cil de fora.

Por dentro �

como a galeria de arte particular de Satan�s.

Duras rochas de granito esculpido, resistentes ao tempo,

escondidas em aterrorizantes

gargantas e desfiladeiros.

Mas se quer conseguir 20 milh�es...

e pensa, como Buckley, que uma montanha � s� uma montanha,

te ensinarei onde procurar.

Mas antes de partir para o Arizona...

deve saber que 21 homens

foram assassinados ao tentarem fazer isso...

e centenas mais morreram de outras

maneiras.

Esta � a verdadeira hist�ria da Superstition Mountain.

A biografia de uma armadilha mortal.

Meu nome � Barry Storm.

Me meti nesta hist�ria quando ouvi aquele tiro.

At� ent�o, era s� um cara normal com uma curiosidade razo�vel...

pela mina do Holand�s Errante.

Nunca gostaria de ter nascido com esta curiosidade.

Me apressei para o som do tiro,

esperando encontrar algum ca�ador que tivesse matado um cervo.

Encontrei o Floyd Buckley, que j�

estava morto.

Seu sangue, sua vida e seus sonhos derramando sobre um ch�o hostil.

Se encontrar um morto sup�e-se que deve chamar � pol�cia.

Sou um bom cidad�o. Dispus-me a fazer o l�gico neste caso.

O medo e o p�nico me empurravam para a sa�da...

e comecei a correr, n�o a andar, para a sa�da.

A pressa n�o significava nada para o Buckley

mas para mim sim.

N�o queria ser apanhado pela mira telesc�pica...

de um rifle de longo alcance.

Eu s� tinha ido procurar ouro.

N�o queria me encontrar com o chumbo da arma de algum assassino.

Demorei tr�s dias e 58 km de travessia...

para avisar o xerife de Florence, Arizona.

PROPRIEDADE DO ESCRIT�RIO DE INVESTIGA��O

Pulseira de identifica��o.

Carteira.

Telegrama.

"Conferencia em Los Anjos, 30 de setembro".

Ter�o que procurar outro conferencista.

Esses s�o todos seus pertences pessoais.

Vamos.

Sente-se, filho.

Disse que se chama Barry Storm.

� do Colorado e s� esta aqui a 10 dias.

N�o � mineiro mas estava onde atiraram em Buckley.

O que estava fazendo na montanha?

Sei que n�o parece certo, mas estava seguindo o Buckley.

Estava o que?

Espere um minuto. Eu n�o atirei nele.

Tinha uma raz�o para estar la em cima. Meu av� era Jacob Walz.

- Quem? - Jacob Walz.

O dono da mina de ouro do Holand�s Errante.

O holand�s, hein?

Isso foi em 1880.

Ele deve ter matado muitos homens em sua �poca.

N�o tem nada que ver comigo.

S� sei que quando era menino...

minha m�e ouviu falar desta mina que seu pai tinha encontrado.

Sempre pensei que algum dia viria aqui.

Ent�o veio. Continue.

Pensei que ainda encontraria alguma fortuna

com meu nome escrito nela.

Primeiro fui ao Escrit�rio de Reclama��o em Phoenix.

- Como disse que se escreve? - Walz. W.A.L.Z. Jacob Walz.

N�o. Ningu�m com esse nome registrou nunca uma reclama��o aqui.

O arquivo chega at� 1870.

Mas tem que haver alguma coisa.

O Holand�s Errante valia uma fortuna.

N�o teria renunciado esse dinheiro.

Talvez n�o encontrou nenhuma mina.

Muitas pessoas n�o acreditam que existisse um Holand�s Errante.

Bom, mas outros acreditam.

Havia uma hist�ria nas not�cias nesta manh�.

Aqui.

Este artigo foi minha primeira pista.

Floyd Buckley visita Phoenix

Queria conhecer o sujeito que dizia que ia encontrar a mina de meu av�.

Sr. Buckley, eu gostaria de lhe fazer umas perguntas sobre este artigo.

- � obvio. Eu gosto de estar com a imprensa.

- N�o sou rep�rter.

S� me interessa saber como esta t�o certo de localizar o Holand�s Errante.

Se ler meus livros, saber� que n�o vou � aventura.

- Tem um mapa? - Claro que tenho um mapa.

- De fato, um dos Curva originais. - Curva?

A mina Curva que procuro e a do Holand�s Errante s�o a mesma.

Ent�o parece que voc� e eu temos algo em comum.

- Sim? - Eu sou o neto de Jacob Walz.

S�rio? O suposto propriet�rio?

Certo, isso � muito interessante.

- N�o sabia que tinha uma fam�lia. - Posso provar se for necess�rio.

Por isso seria bom deixar eu ir com voc�.

Se souber como usar este mapa...

N�o s� sei como us�-lo, tamb�m sei onde est� o sinal.

E tamb�m sei como utiliz�-lo.

Mas para sua informa��o, rapaz, nunca levo companhia.

Me desculpe.

Me desprezou. E decidi que ia seguir ele.

Quando chegou a Apache Junction, eu estava lhe esperando.

Comecei a lhe seguir. Mas Buckley era muito inteligente.

Perdi ele no terceiro dia. Nunca voltei a alcan��-lo.

- At� que ouvi os tiros. - 30.30. Introduzido por baixo por tr�s.

Este deve ser o mapa de que falava. Estava em sua carteira.

- Falta um peda�o da parte superior. - talvez j� conseguiu assim.

Talvez tinha dire��es e ele mesmo rasgou.

Alguns sujeitos memorizam as dire��es

para que ningu�m mais possa usar seus mapas.

Por isso metade do estado sofre indigest�es

por haver comido velhos mapas.

Esteve no Phoenix?

- Essas s�o suas coisas? - Algumas delas.

Eu levo comigo quase tudo o que possuo.

Coloquei minha bolsa no dep�sito da esta��o

depois de deixar o hotel.

N�o tem trabalho.

Diz que � neto do Holand�s Errante.

Persegue um cara que acreditava que lhe ocultava algo e o matam.

Ray, � melhor lev�-lo � montanha amanh�.

Que lhe mostre como isso aconteceu nesses tr�s dias.

Walter, ser� melhor que voc� tamb�m acompanhe eles.

Quanto demorou para encontr�-lo depois do tiro?

Entre dez e quinze minutos. Talvez mais. Ainda estava quente.

- N�o viu ningu�m mais? - N�o.

Quais eram seus planos se Buckley tivesse encontrado a mina?

N�o sei muito bem. Mas n�o teria matado ele.

Acho que n�o tinha nenhum plano.

Al�m de esperar que houvesse uma mina sobre a que tivesse algum direito legal.

Vamos, Walter.

Vamos dar uma olhada no outro lado

do canyon.

O que est� procurando agora?

O Buckley foi atingido pelas costas.

O assassino estava ali em cima naquele penhasco.

Voc� estava por l�.

Isso prova minha inoc�ncia?

Talvez. A n�o ser que Buckley se virasse antes de cair.

Outros tr�s sujeitos morreram nesta mesma �rea...

antes que Buckley, inclusive antes de que voc� viesse aqui.

Isso � um ponto a seu favor.

Buckley foi o quarto?

O quarto nos �ltimos dois anos.

Todos nesta �rea e todos por uma 30.30.

E se olhar no arquivo...

ver� que 20 homens morreram nesta montanha desde 1880.

J� est� bem. Vamos voltar para Apache Junction

e tomar uma cerveja gelada.

Estava pensando que isto nos d� uma pista.

- Qual? - Quatro homens assassinados, todos aqui,

todos por uma 30.30, � sombra do Weaver"s Needle.

E o que?

O assassino pensa que sabe onde

est� o ouro.

Achava que os outros podiam encontr�-lo antes que ele,

quando se aproximavam muito, os matava.

Ent�o o pr�mio gordo deve estar por aqui perto.

Perto daquele pico.

Aposto que Buckley a encontrou.

- O que encontrou? A mina? - N�o, o sinal.

Disse que sabia onde estava o sinal e como us�-lo.

Venha. Eu vou lhe mostrar uma coisa.

A� est� seu sinal.

- A isso se referia Buckley? - � o �nico sinal nesta montanha.

As pedras cravadas nesse velho cacto assinalam tr�s dire��es,

mas s� a que aponta para o norte conduz a algum lugar,

a uns s�mbolos esculpidos naquelas rochas l� encima.

� uma boa escalada. Vamos.

Aqui est�o.

O que significam?

Esta palavra espanhola quer dizer ouro. O sol significa que a mina est� perto.

Isto significa 45 metros na dire��o a que aponta a serpente.

O �nico problema � que ningu�m p�de encontrar nunca nada...

seguindo esses s�mbolos.

- N�o s�o de verdade? - Quem sabe?

Quem os colocou a�? Acho que foi meu av�?

N�o, s�o s�mbolos espanh�is. sup�e-se que os Curva gravaram.

Curva. Buckley tinha um mapa Curva.

- O nome de "Manuel". - Eram tr�s.

Irm�os. Manuel, Pedro e Ram�n.

Foram os primeiros que encontraram ouro aqui faz 100 anos.

H� uma velha lenda �ndia sobre eles e esta montanha.

Abriram algumas minas e partiram.

Depois, Pedro, o irm�o mais velho, voltou com uma expedi��o maior.

Walter, que � �ndio apache, ouviu que sua pr�pria gente...

o relato do que aconteceu.

Depois de muitos ataques dos �ndios,

Pedro Curva decidiu esconder seu ouro.

Escolheu a mina mais rica e inacess�vel...

como local de armazenamento.

Atingido por um canyon estreito, sinuoso e quase oculto,

que ao final se abria um caminho sinuoso.

Esta pista era a �nica entrada e a �nica sa�da da...

fabulosa mina, localizada debaixo, sobre um estreito saliente.

Enquanto homens armados faziam guarda,

os mineiros de Pedro conduziam seus animais para o saliente,

onde separavam o mineral bruto de que tinha sido esmagado...

e as pepitas de ouro puro se vertiam a toda pressa em sacas...

para armazenarem na mina escondida.

Pedro estava em sua mina...

e viu que tinha ouro no valor de 20 milh�es de d�lares.

Mas o destino lhe reservava uma sorte bem diferente.

O destino e os Apaches.

Cochise, o maior dos chefes apache,

comandou um ataque rel�mpago.

E quando todos os espanh�is tivessem mortos,

ordenou a seus guerreiros que fechassem a mina.

Os espanh�is tinham profanado um lugar sagrado...

ao vir a Superstition...

porque para os Apaches era o lar sagrado de seus deuses do trov�o.

N�o bastava matando Pedro e seus homens.

Terei que apagar qualquer rastro deles e de seu trabalho.

Ent�o fecharam e esconderam a mina.

Uma vez feito isso, Cochise e os Apaches...

sentiram que seus deuses do trov�o ficavam vingados e satisfeitos.

Todas as minas foram fechadas...

t�o eficazmente que desapareceram da vista como se nunca tivessem existido.

E os 20 milh�es de d�lares de Pedro...

ficaram enterrados na montanha sagrada de onde tinham sido extra�dos.

Essa � a lenda...

como os Apaches contaram durante mais de 100 anos.

- Os Apaches enterraram todo esse ouro? - Igual no Fort Knox.

Os outros irm�os, Ram�n ou Manuel, n�o retornaram?

Dizem que Ram�n voltou mas, quem sabe?

Aos turistas normalmente eu cobro 10 d�lares para lhes contar esta hist�ria.

A mina em que est� enterrado o ouro, � a que meu av� redescobriu?

Isso que dizem. Vamos.

- Ray, espere um minuto. . Sim?

Tenho que ir com voc�? Eu gostaria de ficar aqui um pouco mais.

Voc� tamb�m quer procurar o ouro?

Cada turista ao que eu conto tem que ficar um pouco mais.

- Todos tentam decifrar os s�mbolos. - Eu sou mais que um turista.

Tenho um interesse familiar nessa mina.

Por mim, est� bem. Deixarei alguma

coisa para comer.

Mas, lembre-se, h� um assassino solto. N�o quero que acabe como Buckley.

O aviso sobre o Buckley do Covin...

tirou-me parte da emo��o, mas s� durante um minuto.

O oficial podia pensar que eu era um idiota...

mas estava disposto a tentar resolver o hier�glifo.

Espremi o meu c�rebro durante os cinco dias seguintes,

tentando decifrar os s�mbolos espanh�is do tesouro que me guiassem.

Dizem que 45 metros.

Andei 45 metros em todas as dire��es menos para o c�u.

Se tivesse asas, eu teria tentado.

Comecei a me dar conta de que este quebra-cabe�a n�o era simples.

No final pensei que talvez tivesse que percorrer

cada cent�metro da �rea...

onde tinham assassinado os homens, poderia encontrar algo.

N�o soube at� muito depois o perto que estive.

N�o sabia que me espreitavam,

que por um momento fui uma presa f�cil.

O quinto da lista.

Continuei adiante, sonhando ser milion�rio.

A �nica coisa que aprendi foi que o tipo que assassinou o Buckley...

n�o era o �nico assassino solto no Superstition.

N�o se acalma facilmente.

Demora um tempo em se acalmar depois de um sobressalto como esse.

Quase temia olhar minha perna. Estava certo que tinha me alcan�ado.

N�o tinha atingido, mas esteve perto.

Voltei a respirar e segurei o medo...

que a serpente tinha me causado.

Peguei minha mochila e comecei a me

levantar.

Ent�o foi quando o encontrei enterrado no ch�o.

Quando peguei umas pedras para atirar na serpente...

descobri parte de um rifle.

Emocionado, escavei o resto e o tirei da terra.

N�o sabia de que tipo era, mas ao o ter nas m�os...

achei que poderia ter sido de meu av�.

Porque se era, queria dizer que estava perto da mina perdida.

Perto do ouro.

Chame como quiser destino, sorte,

n�o importa.

Uma serpente que

queria me matar me levou a esta velha arma.

Naquele momento me parecia que podia sentir a presen�a de Jacob Walz...

no canyon hostil.

de repente, saber mais sobre a arma era mais importante...

que continuar procurando a mina.

Ent�o decidi abandonar a montanha e lhe trazer a arma.

- Saberia de que tipo �? - Parece uma Sharp.

- Mas nos interessa uma 30.30. - Sim.

Mas se for bastante antiga, poderia ter sido de meu av�, certo?

- Disse que tinha uma dessas. - Me deixe ver.

Acho que tenho uma Sharp por aqui.

Uma Sharp. Uma arma de carregar

pela culatra.

Calibre 49. Havia muitas destas por aqui nos anos 70 e 80.

Esta matou um xerife em 1875.

Ao encontrar esta onde o encontrei pensei que podia estar perto de sua mina.

Acho que esta seja sua arma.

Nunca ouvi ningu�m dizer que tipo de arma usava Walz.

Se for t�o importante para voc�, v� ao Lar dos Pioneiros.

- O Lar dos Pioneiros? - Est� em Phoenix. Para os idosos.

Algum desses veteranos poderia lhe dizer algo sobre isto...

e tamb�m sobre seu av�.

N�o t�m nada mais que fazer al�m de falar.

Obrigado. Farei lhes uma visita.

LAR DO PIONEIRO

Talvez a Sra. Bannister possa lhe ajudar.

Passou a inf�ncia em Florence Junction.

N�o � f�cil de lidar com ela. Se prometer n�o faz�-la se zangar...

N�o farei.

Martha. Este � o Sr. Storm.

Quer lhe fazer umas perguntas.

Sabe que eu n�o gosto que me incomodem.

N�o tem o direito de trazer gente para me importunar.

� sobre meu av�. Viveu aqui por

volta de 1886.

Conheci muita gente que viveu aqui. Como se chamava?

Walz. Jacob Walz.

N�o falarei sobre ele.

Jacob Walz era um homem ruim e malvado.

E se voc� for seu neto, talvez seja como ele.

Ouvi que mencionava o nome Jake Walz?

Era um homem malicioso.

O que quer saber dele? Fico feliz em lhe contar tudo o que sei.

Sempre anda colocando o nariz onde n�o lhe chamam, Bill Bate.

- N�o perguntou a voc�. - Meu nome � Barry Storm.

- Walz era me... - Pergunta pelo velho Jake?

veio ao lugar certo, rapaz.

- Se quiser minha opini�o... - N�o quer nada de voc�.

Sou eu quem sabe tudo sobre o Jacob Walz.

Encontrei este arma e...

Voc� gosta das armas, n�o �?

Provavelmente anda assustando �s pessoas com elas, como ele me assustou.

Quando era uma menina no Florence Junction,

me assustou.

O que est� fazendo, senhor?

O que est� fazendo? por que est� brincando com isso?

� seu o rifle? � novo, hein?

- Certo, senhor? - Venha aqui.

Quer se divertir?

Coloque o dedo aqui.

Puxe.

Puxe mais forte.

Tenho compradores para dois de nossos burros. Um mexicano e seu companheiro.

Aqui est�o seus burros. Conseguiram a um bom pre�o.

V�o procurar o ouro espanhol perdido?

Acertei, certo?

Todo mundo procura, mas ningu�m nunca encontra.

Acho que os �ndios esconderam. Esconderam muito bem.

- O que quer dizer com isso? - Esse ouro est� escondido para sempre.

Querem voltar a vender os burros? Darei lhes a metade do que pagaram.

Talvez n�o o esconderam t�o bem. n�o �, Curva?

Sil�ncio!

Fecha o bico.

Disseram algo sobre o nome de Curva, holand�s?

Seria uma l�stima se achassem algo...

e n�o estiv�ssemos la para ver o que �.

Sim.

- Est�o acampando para passar a noite. - Sim, j� era hora.

Estes sujeitos devem ser metade cabras,

pela maneira em que v�o provocando desordem.

Prepara um fogo ali no terreno abaixo, mas n�o fa�a fuma�a.

Eu descarregarei o burro.

Assim que jogue uma partida.

Acho que tem raz�o sobre eles.

Nem sequer pararam para procurar em um dos arroios.

- J� sabem aonde v�o. - Claro que sabem.

Teria que ter visto o mexicano atirar-se ao pesco�o do outro...

quando come�ou a falar.

Tem raz�o, sabem aonde v�o.

Tem sorte porque deixei voc� entrar nisto.

V� voc� acender o fogo, e n�o fa�a fuma�a.

Se pegasse o �s de espadas poderia ganhar esta partida.

Poderia ser o �s de espadas.

Ganhei a partida.

S�o os caras mais quietos que j� vi.

Acha que dormem esticados dessa maneira?

Seu fogo est� se apagando.

O maldito �s de espadas nunca aparece quando mais preciso.

Me faz perder cada partida.

Vamos!

Esses trapaceiros escorregadios nos enganaram!

Fizeram-nos acreditar que estavam acampados aqui.

- N�o escapar�o. - Podemos seguir o seu rastro.

Me parece que foram por ali. Voc� o que acha?

- Certo, holand�s. - Est� bem, v� pegar o burro. V�!

Os dois que estavam atr�s de nos,

me pergunto nos seguem o rastro.

N�o, ter�amos visto dois dias antes se o fizessem.

Est� certo de que sabe o que faz?

Encontrei o sinal e os s�mbolos.

N�o falta muito para o seguinte s�mbolo.

Viu? A lua est� saindo.

Nunca tinha ouvido isso de procurar uma mina

� luz da lua.

Se passaram 38 anos desde o dia que meus irm�os e eu estivemos aqui.

N�o esquecer� nosso acordo?

Sou mexicano.

- N�o posso reclamar esta mina. - N�o, n�o esquecerei.

Eu reclamo a mina como cidad�o americano e vamos dividir meio a meio.

Temos que chegar a borda.

Aqui n�o h� nada.

Se passaram muitos anos, mas estou certo que este � o lugar.

Talvez o vendedor de burros tenha raz�o. Pode ser que os �ndios o cobriram.

Escavamos aqui.

Minhas velhas pernas est�o me matando.

Estou ficando velho para andar por estas montanhas.

Quando voltarmos, vamos a Phoenix no lugar de ir a Florence Junction.

O que acha, holand�s? Voc� nunca esteve em Phoenix, o que acha?

� uma cidade realmente viva.

Lembro-me que uma vez...

Olha! Ouro! Sacas de ouro j� extra�do!

Isto � um armaz�m.

Digo lhes que � o mineral de ouro mais rico

que j� vi.

Vamos.

Ouro!

Joe, o que aconteceu?

acharam ouro em Superstition, Sra. Thomas.

S�o pepitas t�o grandes como seu punho.

FECHADO

- O que est� acontecendo? - Parsons est� pesando.

- Quebra os bancos, estrangeiro. - Quanto?

- Diria que quase 40.000 d�lares por tonelada.

- 40.000 por tonelada.

- � a maior descoberta da Calif�rnia. - Quanto?

40.000 d�lares por tonelada!

- Bonanza! - 40.000 d�lares por tonelada.

- Podem imaginar? - V� e compra todos os burros da cidade.

- Quanto? - 40.000 d�lares.

- 40.000 d�lares. - Mais de 40.000 d�lares.

- � bastante mais de 40.000 d�lares. - Quase 50.000 d�lares.

- Quanto pelo que trouxe? - um pouco menos de 136 kg.

- Darei 5.000 d�lares por isso. - Vale 6.000 d�lares.

Refinado, talvez. Como est�, n�o.

- Vejamos. - Chega de me apertar.

Est� bem, 5.000 d�lares.

Como se chama?

Tenho que colocar seu nome neste recibo.

- Walz. Jacob Walz. - Como se chama?

Disse que seu nome era Jacob Walz.

- Quem �? - Jacob Walz.

- Deve ser um holand�s. - Ou um alem�o.

Sim, isso que disse, um holand�s.

Jacob Walz.

Assine.

� um recibo que diz que te paguei 5.000 d�lares...

por 134,9 kg de min�rio de ouro.

- Ainda n�o me pagou. - Pagarei.

Tem que assinar. � a lei.

Est� assinando com seu nome?

- N�o sei. - Nem sequer est� assinando com seu nome.

- Nem sequer pode escrever seu nome. - N�o sabe ler nem escrever.

O que voc� acha, Julia?

Um bobo estrangeiro que n�o l� nem escreve acha uma mina que vale um milh�o.

E voc� ganha 11 d�lares por semana como balconista em uma loja de ferragens.

Voc� e seu diploma universit�rio.

E dez de 50 s�o 5.000.

Vai apresentar uma reclama��o, certo?

Eu gostaria de falar sobre um acordo interessante.

Por onde est� esse fil�o? N�o vai apresentar reclama��o, senhor?

Rapaz, deste o grande golpe.

Aposto que o mineral vale mais do que disse Parsons.

- Esse ouro tem... - Conseguiu 5.000 d�lares...

Pete.

Pete, onde est�?

Saia de minha cama.

Quantas vezes devo te dizer que n�o entre em meu quarto sem ser convidado?

Tenho direito de deitar em sua cama. Sou seu marido.

Venha para a sala. Quero falar com voc�.

Fale aqui.

Julia!

Assim est� melhor, Pete. Venha.

Est� bem. O que quer?

Sente-se.

Um homem chamado Jacob Walz acaba de chegar � cidade.

- Quero conhec�-lo. - Por que?

Encontrou ouro.

Para que quer conhec�-lo? Tenho o direito de saber.

Serio?

Tamb�m tenho direito a algumas coisas.

Estou farta de trabalhar em uma padaria.

- Um minuto. - Teve quatro anos para me tirar daqui.

- Tive azar. Fa�o o que posso. - Sim, tem feito muito bem.

conseguiu manter seu trabalho?

Recuperou nossas economias...

investidos em terras de pastagem onde nenhum

animal pode viver? Tem feito, Pete?

- N�o foi por minha culpa. me extorquiram. - N�o, extorquiram eu.

Ent�o agora vai trazer esse homem aqui.

- N�o trarei, Julia. - Sim vai trazer.

Lembra aquele assassinato n�o resolvido em Milwaukee.

- Esta certo. - Bem.

� obvio, que n�o deve saber que estou casada contigo.

- Mas est� casada comigo. - Sim, mas n�o deve saber.

Entendeu, Pete?

- O que quer dele? - Ainda n�o estou certa.

Mas estou certa de que n�o ficarei aqui para me enrugar...

como outras mulheres nesta imunda cidade.

Trabalharei na dilig�ncia de Tucson ou como mineiro em um campo de ouro.

Sim. Est� no Sal�o do Luke agora.

Convide a uma bebida ou o que quiser.

Basta conhec�-lo, Pete.

Pete?

H� dinheiro no ch�o.

Esteve aqui por quase oito horas. O quanto pode aguentar?

- Vamos, Walz. nos diga onde... - N�o!

Muito bem, que tal eu lhe pagar uma bebida, senhor?

Eu pago a minha bebida. Poderia comprar este lugar se quisesse.

Onde achou o fil�o, holand�s? Vamos, diga-nos vamos la.

- Querem saber sobre a mina? - H� muito deste min�rio, Walz?

Isso? Isso n�o � nada.

Isso � s� material solto que recolhi no exterior da mina.

Quer dizer no exterior?

No interior da mina h� um veio de ouro t�o grosso como...

- T�o grosso como sua cintura. - Onde? Venha, nos deixe saber.

Est� bem, vou lhe dizer.

Da mina se pode ver o velho atalho militar.

- Sim? - Ent�o, est� em Superstition?

Mas da estrada n�o se pode ver a mina.

Esteve nos enrolando toda a noite, Walz.

Agora, ou nos diz onde deste o golpe ou se cala.

- Saia ou cale a boca. - Assim que se fala.

- J� � hora de que algu�m o intimide. - Ser� fanfarr�o.

- Talvez apresente uma reclama��o. - O que?

Voc�s gostariam, certo?

Saberiam onde procurar. Tornarei

isso f�cil para voc�s.

Pois venham e tentem encontr�-lo. Estarei esperando.

Darei lhes as boas vindas.

Assim que se fala, Walz. Posso lhe

pagar uma bebida?

J� lhe disse isso antes. Ele paga sua bebida. Vamos, querido.

Realmente � holand�s, querido? Apostei com o Elsie que era alem�o. Certo?

O que, querido?

Me traga uma bebida.

J� tive o bastante desse holand�s esta noite.

Aposto que se sente sozinho l� encima nas montanhas.

N�o � natural para um homem estar sempre sozinho, querido.

Quando voltar a sua mina, talvez queira levar companhia.

Como levar Lucille contigo?

� como os outros. O que quer � meu ouro. Isso � o que todos querem!

Eu n�o quero seu ouro, senhor. N�o

esta noite.

- Saia de meu bar! - Voc�, sujo...

Chega, Lucille. J� me ouviu, fora daqui.

Est� bem. N�o me deixa ficar...

e eu n�o lhe deixarei sair.

Est� blefando.

Calma, chefe, mais um minuto, e cair� de bru�o.

PADARIA

Fora daqui, b�bado...

Calma.

Vamos, Jim. Apanharemos ele.

- Onde ter� se metido? - Aonde ter� ido?

- Desapareceu, Julia. - N�o t�o alto, Pete.

- Tentei traz�-lo para casa. - J� est� aqui dentro.

Caiu inconsciente aqui na rua.

Agora, por favor, n�o volte at� que te avise.

- Julia. - Por favor.

Boa noite, Pete.

At� que em fim. bom dia. Como se sente?

Aqui h� caf�. Um p�o doce fresco.

Pode se lavar ali.

- Como cheguei at� aqui? - Estava ca�do na porta de minha loja.

- Estava bastante mal. - Ontem � noite estava b�bado.

- N�o podia lhe deixar ali. - Por que?

- Por que? - Sim.

Porque me deu pena. Que outras raz�es haveria?

- Quanto lhe devo? - Me deve?

- Sim, aqui esta. - N�o, nada.

Fico feliz que agora se sinta melhor.

Meu nome � Jacob Walz.

Prazer em conhec�-lo, Sr. Walz. Sou Julia Thomas.

- N�o sabe quem sou eu? - N�o, deveria?

Todos na cidade falam de mim.

- Por que? - Encontrei um fil�o.

- O que? - Ouro.

Encontrei a mina de ouro mais rica do mundo.

Isso � bom. Quer um pouco mais de caf�?

- N�o tem interesse? - Deveria ter?

Sr. Walz, n�o sei nada de minas de ouro.

S� sei de padarias e tentar tocar meu pequeno neg�cio.

Agora, se me desculpar, tenho que assar o p�o.

Nem sequer quer saber onde est�

minha mina.

N�o reconheceria uma mina de ouro se ca�sse dentro de uma.

- Estou lhe muito agradecido. - N�o � nada.

Posso visit�-la algum dia?

- Bem, eu... - Esta tarde?

Est� bem, se desejar.

Me desculpe.

- Bom dia, Sra. Butler. - Quanto custam?

- 20 centavos a d�zia. - � um ultraje.

- E estes? - O mesmo.

Deveria ter vergonha de cobrar esses pre�os.

- Mas s�o os mais baratos da cidade. - Desde esse golpe de ouro,

todo mundo cobra quatro vezes o valor das coisas e voc� n�o � diferente.

S�o todos uns criminosos.

Me de meia d�zia desses.

- Muito bem. - Os mais frescos, se n�o se importar.

- Tudo isto j� est� vendido. - O que?

- Me pertence. - N�o pode...

- E saia daqui. - N�o fale...

- Fora! - N�o permito!

Saia daqui e desapare�a!

Herr Walz, n�o deveria ter feito isso.

Era uma de minhas melhores clientes.

Deixa que essa gente lhe fale assim?

Quando uma mulher tem que se manter...

� preciso suportar coisas desagrad�veis.

Compro tudo.

- Realmente, n�o h� nada...? - Est� � venda?

- Sim, mas... - Est� bem, compro tudo.

fa�a um pacote eu levo.

- Tudo? - Aqui esta.

- Voc� gosta de bolachas? - Sim, senhor.

Aqui esta.

- Todas? - Sim.

FECHADO

Boa tarde.

- Balas de goma. - Obrigado. Que bom.

Quer entrar?

Por favor. Quer se sentar?

Eu estou muito agradecido por me acolher ontem � noite.

N�o foi nada. Eu que estou

agradecida a voc�.

- Por que? - Pelo melhor dia de neg�cio...

desde que vim para Phoenix. Vendi tudo.

- Gostaria de ver o �lbum? - Sim, eu gostaria.

Esta � minha m�e, meu pai. Morreu quando eu tinha sete anos.

Foi depois que vieram da Alemanha.

- Oh, c�us. Esta, n�o. - Espere um momento.

Sempre digo que tenho que tirar da�.

� t�o embara�osa.

Se criou bem.

Me deixe ver.

Nasci e cresci em Milwaukee. Esta � a casa onde viv�amos.

E este � o tio de minha m�e. Agora est� em Dresden.

- E este �... - Quando veio para c�?

Faz uns quatro anos.

Por que veio pra c�?

Quando minha m�e morreu, n�o quis ficar mais la.

Pensei que este era um bom lugar para que uma mulher abrisse caminho.

Agora, esta �...

- Herr Walz, voc� gosta de m�sica? - E quem n�o gosta de m�sica?

Herr Walz.

- Sinto muito. - Boa noite.

Por favor.

N�o queria faz�-la se zangar. S� que � t�o bonita.

Boa noite, Herr Walz.

N�o acha que pode tomar liberdades...

s� porque sou uma mulher de neg�cios que vive sozinha.

- Posso voltar a v�-la? - Boa noite.

- Pode usar esta porta. - Por favor, posso voltar a v�-la?

Amanh�?

Est� bem.

- Boa noite. - Boa noite.

Boa noite, Fr�ulein.

Esse ali � seu marido.

Acha que o holand�s sabe que ele existe.

Walz nem sequer sabe que � casada. As pessoas t�m medo de lhe dizer.

Se dissesse alguma coisa, Walz te

daria um tiro.

Quantas vezes Walz foi � mina desde que a conhece?

Cinco. Pode ser que seis.

O seguinte.

Quanto vai demorar?

Me deixe ver. Tenho este senhor.

Pode ocupar meu lugar.

O que � t�o divertido?

- Me barbeie. - Sim, senhor.

Acaba de voltar para a cidade? S� se passaram cinco dias.

Quem � esse sujeito?

Quem?

� o sujeito que lhe deixou seu lugar.

Pete, o que est� fazendo aqui?

Disse que n�o voltasse se n�o mandasse procurar por voc�.

Todos na cidade sabem o que est� acontecendo menos ele.

- E riem de mim. - Deixa de agir como uma crian�a.

- Por que teria que faz�-lo? - Fazer o que?

Me levantar e fugir da barbearia como um coelho assustado.

A todo o momento o que mais queria...

- Por que est� t�o arrumada? - Disse que retornaria hoje.

E n�o quero que encontre voc� aqui.

Viu ele nove ou dez vezes. Quanto vai durar isto?

- Qual � a diferen�a? - Julia, n�o volte a ver ele.

- � um idiota. - Sim, voc� � a esperta.

Mas n�o � t�o inteligente como pensava.

N�o t�o inteligente para obter seu dinheiro

ou para descobrir onde est� sua mina.

Sei o que estou fazendo. Estar� aqui ha qualquer momento.

Voc� j� disse?

J� disse que � casada,

que � a esposa de outro?

- Pete, quero que saia agora. - Algu�m vai dizer.

Talvez algu�m na barbearia j� disse.

Vai descobrir.

Saber� que anda atr�s do mesmo que todos os outros.

Saia daqui.

N�o aguentarei ver voc� brincando com esse holand�s.

Me deixe. Est� estragando meu vestido. Me solte.

Mandarei chamar voc� quando precisar.

� ele.

Saia pela porta de atr�s. Vai.

J� chega.

Ou termina com isso esta noite ou se acabou.

E quando eu voltar ser� pela porta da frente, Julia.

Jacob.

Cada vez que te vejo est� mais linda.

Todo o caminho para c� da mina...

estive ensaiando o que ia te dizer.

Quando vejo voc�, me esque�o de tudo.

A pessoas que falam de mim, de n�s?

- Ningu�m se atreveria. Por que? - H� algo que devo lhe dizer.

Do que se trata?

Eu deveria ter dito isso faz tempo, mas n�o pensei que fosse necess�rio.

Sou casada. Estive durante cinco anos.

N�o podia te mentir, n�o mais.

N�o amo o meu marido.

Agora sei que nunca o amei. Tudo o que quero � me liberar dele.

- N�o se importa? - N�o. Quero voc�, Jacob.

- Como se chama? - Pete Thomas.

- Daria a voc� o div�rcio? - O div�rcio?

Por dinheiro. Daria o div�rcio?

N�o sei.

Aqui tem 2.000 d�lares. Estabelecemos o limite

de 5.000. Ser� suficiente para ele?

Talvez.

Mas deve assinar um papel concedendo a voc� o div�rcio.

Conhe�o estas coisas. Eu estive casado uma vez.

Minha mulher se divorciou de mim, levou a minha filha...

porque minha mulher n�o assinou um papel.

Ent�o deve assinar esse papel antes de receber qualquer dinheiro.

Arrumarei tudo?

- N�o, eu farei isso. - N�o, Jacob. Sei que posso.

Bem. Quando voltou?

Esta noite.

O que aconteceu, Jacob?

Retornarei � mina para conseguir mais dinheiro para n�s.

Amo voc�.

Amo voc�, Julia, e quero me casar contigo.

Logo estaremos s� voc� e eu.

Sim, Jacob. S� voc� e eu.

Todo mundo, acabo de ver o holand�s.

Acordou o velho Parsons.

Fez ele abrir o armaz�m para pegar seu material. E dirigiu-se ao est�bulo.

Voltara para � mina.

N�o sei. V�o atr�s dele.

Me de uma bebida, uma para a viagem.

Voc� e seu boca grande, arruinar�

nosso neg�cio.

Temos que encontrar essa mina.

Vamos. Acorda.

O que aconteceu?

- Quero que prepare minhas mulas. - � voc�.

Para que? Acaba de retornar.

N�o est� certo acordar um homem na metade da noite.

- N�o por umas mulas. - Conhece o Pete Thomas?

N�o sou um fofoqueiro. Eu cuido de minhas coisas.

N�o quero saber de fofoca. Perguntei se o conhecia.

Nos cumprimentamos quando nos encontramos. N�o tenho visto ultimamente.

Faz tempo que n�o utiliza animais.

- Quanto tempo esta aqui? - N�o sei. Tr�s ou quatro anos.

Desde que ele e sua mulher se mudaram para c�

de Milwaukee.

Prepararei suas malditas mulas.

Mas n�o vejo por que n�o pode esperar at� pela manh�.

Aonde foi?

Estarei ficando velho. N�o lembro que se foi.

Ao est�bulo, ser�.

Agora � seguro ir para casa. O holand�s partiu.

Teve uma boa noite?

Acabou, ou tem que lhe ver mais uma vez?

Me alegra que tenha retornado.

Me deu isto. 2.000 d�lares, e haver� mais.

Isto � para voc�, Pete, e o resto

vai chegar.

- Mais que isto se quiser. - N�o quero este dinheiro, compreende?

- Me solte e escuta. - N�o, me escute voc�, para variar.

Terminara com ele, e desta vez me assegurarei que seja assim.

O que quer dizer?

Quando voltar da mina me encontrar� aqui, em meu lugar.

Direi lhe como jogou com ele como um idiota.

� como os outros, mas ainda pior.

Voc� finge ser decente.

Contarei a ele toda esta hist�ria podre, do princ�pio ao fim.

Toda a hist�ria, Pete?

Sim, inclu�do o assassinato.

N�o importa se me delate. N�o me importa com nada...

porque quando acabar com ele, terei outro em minha conta,

Jacob Walz.

- Tem que me escutar. - Tenta me comprar, certo?

N�o pode faz�-lo.

Espera um momento. De quem foi esta id�ia?

- Ele pensou sozinho? - N�o, n�o foi ele.

Foi minha id�ia, toda minha.

Eu n�o gosto desse tipo de id�ias.

Matarei ele antes que saia da cidade.

N�o seja est�pido.

Minha �nica forma de obter o dinheiro foi lhe dizer que podia comprar voc�.

Ainda � minha esposa.

N�o estou mentindo.

Pensa que me dar� o div�rcio em troca de dinheiro.

N�o havia outra maneira de consegui-lo.

N�o entende?

Pode ser que n�o seja s� seu ouro o que lhe interessa,

que estava me mentindo? N�o ser� isso?

- N�o seja tolo. - Me responda. Est� apaixonada por ele?

J� lhe disse isso, tudo o que quero � seu ouro.

- Para n�s. - N�o quero nada dele.

Nem sequer sua mina?

Quando souber onde est�, ele n�o ser� um problema para n�s.

- Julia, n�o est� me mentindo? - N�o.

Tem certeza que parte esta noite?

O sujeito disse que retornara � mina.

- Quando vai partir? - O que aconteceu, holand�s?

SAL�O DO LUKE

Vamos, Walz. Somos amigos.

Bebeu o suficiente para matar um cavalo.

Por que n�o vai para outro lugar?

N�o est�o comprando ouro em Tucson ou em outros lugares?

Cada vez que sai de Phoenix, meia cidade se vai com voc�.

Todos tentam lhe seguir e encontrar onde est� essa mina.

Eu aposto que h� cem clientes esperando...

para lhe seguir at� a montanha agora mesmo.

Pegue seu ouro e v� para outra cidade. Arru�na nosso neg�cio vindo aqui.

Me consiga um l�pis e um peda�o de papel.

Aqui est� Weaver"s Needle. Aqui est� a pista.

Essa � a sa�da, a 183 metros do sinal no cacto.

- A mina est� debaixo. - J� vi.

- N�o vou voltar para Phoenix. - O que?

Muita gente me segue.

Cada vez s�o mais, e � mais dif�cil despist�-los.

Nos encontraremos em outro lugar,

qualquer.

- Mas, Jacob, pensei... - Pode se divorciar em qualquer lugar.

Pode abandonar seu marido igual a minha esposa quando me deixou.

N�o � assim?

N�o, s� pensei...

� obvio, se n�o sentia o que disse sobre n�s.

Se mentia.

Oh, n�o.

Sim eu sinto, Jacob.

N�o tem sentido dar dinheiro a ele. Pensei melhor.

N�o posso ir contigo agora?

Nunca perderia essa gente pelo caminho se estiver comigo.

- � t�o estranho. - Se reunir� comigo na mina, ou n�o?

Sim, encontrarei voc� la.

Pode ser que demore dois ou tr�s dias mais por causa das pessoas.

- Chegar� antes que eu. - Sim, estarei lhe esperando na mina.

O que queria? Por que voltou?

Nada. S� para me ver outra vez.

Est� planejando me deixar, Julia?

N�o, Pete.

Sabe que n�o iria sem voc�.

Sei.

E sei outra coisa. Est� apaixonada

por ele.

Tamb�m estava me mentindo sobre isso.

Mas vamos juntos � mina.

Vai estar la quando eu matar ele. Compreendeu?

Me deixe ver esse mapa outra vez.

Ali est� Weaver"s Needle. Quase chegamos.

E n�o posso esperar mais.

Aqui est�. Esta � a pista de que falou.

O que aconteceu n�o est� aqui?

Disse que demoraria dois ou tr�s

dias mais.

Em qualquer caso, me espere.

Se estiver aqui, fa�a que saia para onde eu possa lhe ver.

Jacob.

Pete, venha. Est� tudo bem. N�o est� aqui.

Olhe isto, Julia, olhe isto.

Agora sei por que sempre voltava para a cidade t�o depressa.

S� tinha que recolh�-lo.

Pete.

Vale milh�es.

Traga as mulas aqui embaixo.

A pista pela que viemos � o �nico caminho para este saliente.

V�. estava t�o ansioso de estar preparado para isso.

Tem raz�o.

Julia!

- Desapareceram. N�o h� nada. - O que?

Nossas provis�es, a comida, a �gua, tudo. desapareceu.

- Talvez as mulas estejam vagando por a�. - N�o, estavam amarrados.

- Ele j� est� aqui. Sabe. - N�o.

Chama ele. Fa�a que tire o chap�u. Vamos.

Jacob, onde est�?

N�o queria traz�-lo. N�o queria.

Me escute.

Eu n�o queria traz�-lo. Me obrigou.

Por favor, querido. Me ajude. R�pido, antes de que descubra que n�o estou.

Idiota.

Se afaste de mim.

Est� bem, o que est� esperando? Acaba com isso.

Pete, lhe pe�a �gua. Vai.

Quer ela?

Pegue. Pode ficar com isso.

Ningu�m quer voc�.

Desde o come�o, foi id�ia dela.

Eu n�o quero seu ouro. Nunca quis.

Se quiser ela, Pegue. Pode ficar com isso.

Veja Jacob, me livrei dele.

Matei por voc�.

Agora sabe que n�o estava mentindo.

Tudo terminou.

S� voc� e eu, lembra? Como voc� queria.

Me ama. Isso que me disse.

Agora nos podemos nos casar, como

voc� disse.

N�o estava mentindo, Jacob.

Me obrigou a traz�-lo comigo. Eu

n�o queria.

Tem que acreditar em mim. Voc� precisa.

Provei que amo voc� ao mat�-lo.

Por favor, me ajude.

Jacob amo voc�.

Tudo o que queria era meu ouro. Agora j� tem.

Este arquivo s� chega at� 1912.

Arizona n�o era um estado at� ent�o.

Mas conseguiu os dados desses velhos jornais.

Me lembro claro que foi em 1910,

dois anos antes de ter escrit�rio de investiga��o.

Do que est�o falando?

A prova de um esqueleto feminino achado no Superstition.

Se Bill Bate tinha raz�o, o esqueleto era de Julia Thomas,

a mulher que meu av� estava apaixonado.

Se n�o deixar de se obcecar com esta hist�ria do Walz,

algu�m vai denunciar voc� por lun�tico.

Mas tenho muito para continuar, Ray. Primeiro encontrei o rifle.

Depois comprovei as hist�rias dos velhos do Lar do Pioneiro.

Inclusive sei que houve um terremoto no Superstition.

- Foi em 3 de maio de 1887. - E quem se importa?

Vou voltar para canyon onde encontrei o rifle.

Nos vemos, amigos.

Como eu tenho que limpar uma de

minhas mesas.

Ser� muito azar se o trouxerem no domingo.

- Ja encontrou sua mina? - N�o.

Mas agora mesmo volto para o Superstition.

Ser� melhor que tome cuidado. Ainda h� um assassino.

N�o tenho nada ha perder, exceto a vida.

O c�u se cobria de nuvens...

e o vento tentava me afugentar...

enquanto retornava aos s�mbolos do

tesouro.

Tr�s dias mais tarde,

as nuvens abandonaram o c�u e se instalaram em meu c�rebro.

Me perdi.

N�o podia encontrar nem o canyon onde desenterrei o rifle.

Como um idiota,

perambulei de um ravina a outra,

dando voltas sem mais sentido...

como se estivesse estado em um moinho.

Sabia que tinha que localizar a rocha Weaver"s Needle...

antes de come�ar a procurar a mina

perdida.

Ent�o a sorte me levou at� ela.

Aqui foi onde encontrei a arma e matei � serpente.

J� tinha meu ponto de partida.

A pouca dist�ncia achei o precip�cio...

de onde podia ver a antiga pista militar.

Jacob Walz havia dito que de sua mina podia ver a pista,

mas da pista ningu�m podia ver a mina.

Me propus a provar que era verdade.

Sou um cara que fica tonto no alto de um meio-fio.

Mas inclusive quando a terra se desprendeu sob meus p�s,

como um amigo mau, continuei empoleirado a bordo do precip�cio,

mantendo os olhos na pista.

Se sofre da febre do ouro n�o tem paci�ncia nem cuidado.

S� pensa em p�r suas garras no...

reluzente tesouro ao final do arco �ris.

Continuei pela beirada do precip�cio,

com os olhos na pista durante os tr�s dias seguintes.

Minha febre foi baixando uma vez que aumentava o desgosto...

e quase ia me render e voltar para casa, quando de repente...

cheguei a um largo saliente.

Aos poucos, me dava conta de que...

via a pista mas que uma mina n�o se veria la de debaixo.

E ent�o encontrei o mapa, o estranho mapa esculpido em uma rocha.

Era algo que n�o esperava.

Me emocionei como um jogador de p�quer com um straight flush.

Pareciam antigos sinais espanh�is. uma esp�cie de mapa da regi�o.

Mas os s�mbolos n�o tinham sentido porque n�o sabia como interpret�-los.

Ent�o achei aquele buraco...

e me dava conta de que tinha sido perfurado

por alguma raz�o.

N�o tinha nem id�ia de que raz�o

podia ser...

mas agarrei um pau e comecei a medir para tentar descobrir.

Olhei com o passar do pau...

mas n�o apontava a nada que n�o tivesse visto antes.

Ent�o descobri...

que embora parecia s� um buraco do lado de fora,

na realidade havia v�rios no interior.

Minha segunda olhada tamb�m n�o conduziu a nenhum lugar.

Mas na terceira fez soar o alarme em minha cabe�a.

Dirigi meus olhos para um estranho tipo de pico,

uma surpreendente forma��o rochosa com uma janela em cima.

Me senti como se papai Noel acabasse de descer por minha chamin�.

Comecei a me dirigir para aquele pico.

Enquanto subia para a janela,

um pensamento se repetia.

Ningu�m, nem Ray Covin, nem o xerife, nem Bill Bate,

ningu�m tinha mencionado o absurdo mapa esculpido nas rochas...

ou este pico que tinha famoso o pau metido no buraco.

Tinha descoberto estas coisas por mim mesmo.

O que sabia era secreto, conhecimento secreto para o Barry Storm.

Tive a certeza de que por fim...

estava no caminho certo para o Holand�s Errante...

e a fabulosa mina de meu av�,

onde ia encontrar um mont�o de ouro empilhados como lixo.

Era um sonho, acreditava que s� tinha que atravessar aquela janela...

e a mina estaria do outro lado.

Mas n�o havia nenhuma mina, n�o

havia nada.

Pensei que tinha chegado a outro enigma.

Ent�o vi que o homem tinha feito um arco. Significava alguma coisa.

E quando vi minha sombra no fundo do vale,

soube que essa janela era a chave para o ouro.

Todo meu futuro estava naquele quadrado de luz.

Corri de volta ao mapa na parede para memorizar sua situa��o,

depois comecei o �ltimo lance para a fama e a fortuna.

Mas alguma coisa tinha mudado. N�o estava como eu tinha deixado.

Isso que procura?

Ray, o que est� fazendo aqui?

- Procurando voc�. - Para que? Ray, eu tenho.

Encontrei a janela cavada na rocha. � um sinal luminoso.

Projeta uma sombra que aponta a um lugar onde pode estar enterrado o ouro.

- E o lugar est�... - Em frente.

� obvio, pode ser que n�o signifique nada.

- Por que voltou? - Outro assassinato.

Deixa cair o cintur�o.

Calou em seguida quando pensou que tinha encontrado algo.

Voc� n�o quer um s�cio e eu tamb�m n�o.

Matou o Buckley.

Procurei esse ouro durante 20 anos, Storm.

Se algu�m for encontrar, serei eu.

Tem raz�o sobre esse s�mbolo de luz.

E alguma noite vai me mostrar onde est� o ouro.

Vire-se.

Comece a andar.

Iniciaremos uma busca por voc� em duas semanas.

Desta vez n�o haver� assassinato.

Seus ossos mostrar�o que foi morto por uma queda feia.

Continue andando. At� o final.

Covin � a v�tima n�mero 21.

Menos mal que Walter seguiu voc�, ou ainda teria que estar explicando isto.

Pena que n�o chegasse a tempo de ajudar voc�.

Mas por que me seguia?

N�o seguia. Estava atr�s do Ray.

N�o foi uma casualidade que mandasse o Walter contigo na primeira vez.

Ray tinha a curiosa mania de n�o estar no escrit�rio...

cada vez que ocorria um desses

assassinatos.

E sempre era muito r�pido em encontrar os corpos.

Fiquei atr�s a primeira vez quando Covin me disse que retornasse.

Quando vi ele levantar a arma para atirar, soube que era o assassino.

Ent�o estiveram me usando como isca.

Mais ou menos.

N�o podia prender o meu pr�prio ajudante com hip�teses.

Tinha que demonstrar que Covin era o assassino.

Por isso esperava que voc� entrasse de novo.

Sabia que se voc� se aproximasse muito, teria que lhe deter.

Venha, vamos. Quero sair daqui antes de que anoite�a.

Eu n�o vou com voc�.

Tenho um compromisso la em cima

esta noite.

Se importa com um pouco de companhia?

Pode ser interessante...

ver um homem escavar 20 milh�es de d�lares.

� s� esperar � lua cheia.

Quando passar atrav�s dessa janela...

iluminar� a faixa de terra onde tenho que cavar.

� tudo o que preciso.

Olhe.

Estou bem no centro. Aqui.

Aqui � onde vou cavar.

O ouro de meu av�.

Vale 20 milh�es de d�lares.

Se moveu.

Estava aqui, essa luz quadrada. Agora est� ali.

N�o tinha pensado nisso, Storm?

Esqueceu que a lua e a terra se movem.

A este passo, ter� que cavar toda a montanha.

Precisara de uma escavadeira.

O terremoto tamb�m mudou as coisas.

Por isso Ray Covin nunca encontrou a mina.

Por isso voc� nunca encontrar�.

� verdade.

Se for a lua a que aponta para o ouro, far� s� uma vez por ano.

No anivers�rio da noite em que os Curva fizeram aqueles s�mbolos.

Essa � a chave.

Quando foi feito esse s�mbolo? Que noite, a que hora, em que momento?

Se pudesse saber, levaria esse pr�mio gordo.

E o condado precisaria de um novo

xerife...

porque eu estaria cavando a seu lado. Venha, vamos.

Bem esta � a hist�ria que diz

respeito a mim.

A biografia completa de

Superstition Mountain n�o estar� acabada...

at� que algu�m lhe arranque o ouro.

Os s�mbolos do tesouro, a marca,

o sinal luminoso, todos s�o aut�nticos.

Talvez voc� possa decifrar o estranho mapa esculpido na pedra.

Tenho o pressentimento de que � a chave da fortuna.

Em qualquer caso, tudo est� ali na montanha.

E se est� interessado,

gostar� de saber que todo cidad�o dos Estados Unidos...

tem o direito legal de procurar ouro.

E n�o tem que pagar a ningu�m por esse privil�gio.

Se encontrar o tesouro do Superstition, no estado do Arizona...

e o Governo dos Estados Unidos reconhecer�o que o reclame para voc�.

Como disse no princ�pio,

se quer conseguir 20 milh�es de d�lares, lhe mostrarei onde procurar.

Bom, j� mostrei.

Fim

Tradu��o: Elton Resync RBG 2021

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