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A pergunta do muito honor�vel cavalheiro sobre
tarifas de importa��o � compreens�vel,
mas prematura.
Apresentarei minhas propostas � C�mara sobre este assunto e afins
no informe de com�rcio internacional na segunda-feira.
Neste momento, aconselho o muito honor�vel cavalheiro
a controlar sua impaci�ncia.
O muito honor�vel cavalheiro, n�o a quem � endere�ado,
mas aquele que est� falando agora,
� o muito honor�vel Christopher Waites, Ministro de Com�rcio Internacional.
Ele � apenas um dos muitos que tiveram a sorte de servir ao Parlamento.
Existem duas maneiras de entrar para o Parlamento.
Voc� pode entrar por meio de voto, como ele,
ou abrir espa�o e entrar na galeria de visitantes,
como eu.
- N�o acredito nisso. - Janet, por favor.
Por qu�?
O que as pessoas pensariam se ouvissem que a
Sra. Christopher Waites n�o acredita em seu pr�prio marido.
Oh, eu acredito em Chris.
Simplesmente n�o acredito nos meus pr�prios olhos. Voc�, aqui?
- Onde as leis s�o feitas e n�o quebradas? - Incongruente, n�o �?
O �ltimo lugar na terra que eu esperaria encontrar
o not�rio Simon Templar.
Tudo bem, ent�o, eu vou embora.
O SANTO
S03E10 - O Pol�tico Imprudente
Legenda por Susanawho
- Ok, Tim? - Uma c�pia muito boa.
- Vale um milh�o de libras. - No m�nimo.
Mal posso esperar para ver o Sr. Christopher Waites.
Mal posso esperar para ver o discurso dele.
Desde que seja antes de segunda-feira.
Deve ser um fim de semana interessante.
Posso prescindir dos interesses, � o dinheiro que eu quero.
Tudo bem, vou deix�-lo aqui.
Para onde vamos agora?
� C�mara dos Comuns, por favor.
Este rascunho do seu discurso sobre o informe de
com�rcio internacional est� excelente, Chris.
Obrigado, Primeiro Ministro.
Gostaria de l�-lo novamente cuidadosamente.
Vou envi�-lo para voc� na casa de campo, esta noite, �s 22:00hs.
Obrigado, senhor.
Tenho confian�a em saber que o pronunciar� na segunda-feira,
- ap�s o encerramento da Bolsa de Valores. - Certo.
Algumas pessoas ficar�o conosco no fim de semana, Simon.
- Por que n�o se junta a n�s? - Sim, por favor.
Eu adoraria, muito obrigado.
- Estamos indo agora, n�o �, querido? - Certamente. Posso ir imediatamente.
Receio n�o poder ir sen�o mais tarde.
� a Casa Wetherby em Stinton.
- Sim, eu sei. - Faremos o nosso melhor
para fornecer um tradicional mist�rio de casa de campo para voc� resolver.
Posso eliminar o mordomo agora mesmo?
Bem, aparentemente n�o. Obrigado.
Um cidad�o quer me ver, urgente. Sempre �.
- Desculpe-me. - Claro.
O que est� fazendo aqui?
Na verdade, disponho de toda uma hora.
Em uma vida emocionante como a sua?
N�o posso acreditar.
O que posso fazer por voc�, Sam?
Oh, um milh�o de coisas, Sr. Waites, um milh�o de coisas.
Mas...
primeiro, eu gostaria que desse uma olhada nisso.
Interessante, n�o �?
- Onde conseguiu isso? - Oh, n�o acho realmente que importa,
desde que saiba que eu a tenho. A original, quero dizer.
Entrarei em contato, Sr. Waites.
Janet, j� faz um bom tempo desde que nos vimos.
Temos viajado muito.
� bom v�-la parecendo t�o feliz.
- Quem disse algo sobre felicidade? - Janet?
Querida, sinto muit�ssimo, mas era urgente afinal.
Receio n�o poder lev�-la ao campo agora.
- Terei que ir mais tarde. - Eu sabia.
- O que �, intui��o feminina? - N�o, experi�ncia.
Sinto muito, mas surgiu algo realmente importante.
- Vejo-os mais tarde esta noite. - �timo.
- Qual � o problema, Simon? - Chris parece preocupado.
- Intui��o das aventuras? - N�o, experi�ncia anterior.
Posso estar enganado, vamos, vou acompanh�-la ao seu carro.
- Querido. - Desligue essa coisa, sim?
Acabou, n�o �?
Posso compreender.
Conhe�o os sinais.
Grande discurso, carreira � sua frente.
Hora de limpar a imagem p�blica.
Ent�o, adeus, Denise, ol�, Rua Downing.
Qual � o problema?
Chantagem?
Chantagem. Algu�m sabe.
Algu�m tem o original disso.
Quem �, Denise?
Quem o tem?
Eu tenho, junto com as outras cartas.
- Vou peg�-las agora. - N�o adianta olhar, comece a pensar!
- N�o vai encontr�-la. - Quem poderia peg�-la?
Diga-me voc�!
Quem, posso perguntar, � a quest�o de todas essas facetas.
Quem mais tem acesso ao seu quarto?
Isso � uma coisa horr�vel de se dizer.
Sim, �, sinto muito.
Suponho que a coisa �bvia � ligar para a pol�cia.
Voc� parece n�o entender.
Eu era secret�rio particular pessoal do Chanceler,
quando lhe dei a dica do or�amento.
Por mais sem import�ncia que parecia na �poca,
o fato � que voc� ganhou setecentas libras de
informa��es que eram completamente confidenciais.
Chris, eu estava desesperada.
Sim, isso faz toda a diferen�a, � claro.
- Oh, n�o seja sarc�stico. - Por que diabos guardou as cartas?
� s� um h�bito.
� um h�bito que deveria quebrar,
antes que quebre mais algu�m.
Querido, me desculpe. N�o sei como isso aconteceu.
Tudo bem.
Eu ligarei para voc�.
Acabou, n�o �?
Talvez.
Talvez tudo tenha acabado.
Adeus, Denise.
Nos encontramos novamente, Sr. Waites.
E em total privacidade. Confer�ncia em sess�o.
- 5.000. - N�o, n�o, n�o. Um milh�o.
- Voc� est� louco. - Mas n�o vai lhe custar um centavo.
Esse � o agrad�vel, discreto e �nico ponto.
Seu discurso na segunda-feira dobrar� o valor de determinadas a��es.
Voc� nos mostra este discurso com anteced�ncia,
e lhe damos sua carta de volta. N�o � mesmo?
Depois que falar na C�mara.
Ningu�m nunca saber�.
E assistiremos sua ascens�o ao topo do poder pol�tico.
- Oh, de longe. - Que tal as Bahamas?
Que ideia espl�ndida, Tim.
E poderemos dizer um ao outro,
Chris Waites est� onde ele est� por nossa causa.
e n�s estamos aqui sob a luz do sol por causa dele.
A alternativa � desagrad�vel.
Enviaremos a carta original para o Primeiro Ministro.
Voc� se meteu essa confus�o dando informa��es, Sr. Waites.
- Por que n�o sai da mesma forma? - O que diz?
� aqui que eu saio.
Certo.
Bem, qual � o informe do chefe?
As not�cias dele l� da casa de campo,
s�o que um mensageiro do governo
vai entregar o discurso �s 22:00hs esta noite.
Obrigado, chefe.
Obrigado, Sra. Waites. Ela disse a ele.
O que?
Diretamente, como parte de pedido de desculpas
pela aus�ncia de seu marido, para deleite.
Sra. Waites, eu te amo!
Chantagem?
Algu�m sabe.
Agora temos que nos livrar disso.
Chantagem. Algu�m sabe.
5.000. N�o, n�o, um milh�o.
Voc� est� louco. A alternativa � desagrad�vel.
Chantagem.
N�O
SEM SA�DA
- Diga obrigado, Ellen. - Por que eu casei com ele, Janet?
Porque o ama, querida. Com licen�a.
Maneira encantadora de beber conhaque.
Sup�e-se que deveria saborear o bouquet.
Estou tomando uma bebida, n�o colhendo um buqu� de lilases.
Tem certeza que n�o quer uma bebida, Sr. Anthony?
Oh, n�o, obrigado.
- Eu n�o. - Spencer, e voc�?
N�o, nada, obrigado.
E n�o me diga que o Michelangelo de Mayfair � abst�nio.
Entendo que escreve livros, Sr. Anthony.
Bem, apenas livros did�ticos, receio.
- Sobre o que? - Matem�tica.
Qual � a sua can��o favorita?
Eu tenho logaritmo.
Oh, � muito engra�ado.
Obrigado.
Seu trabalho � interessante, Sr. Philips?
N�o, sou apenas um cunhado desse pol�tico em ascens�o, Chris Waites.
Que Deus o bendiga!
- Traga-me outro conhaque. - J� bebeu o suficiente.
Minha querida esposa n�o percebe que em toda a minha vida
nunca tive o suficiente de nada.
Ela n�o me entende.
Sua esposa o entende, Sr. Vallance?
Oh, n�o sou casado,
mas minhas tr�s esposas anteriores, me entendiam perfeitamente,
por isso cada casamento falhou t�o tristemente.
- Como est�o as rosas, Janet? - Florescendo.
O que esperavam que fizessem, a Polca?
Com licen�a, acho que � o Chris.
Gra�as a Deus voc� est� aqui.
- A Guerra dos B�eres estava furiosa l�. - Ah, convidados.
- Eu esqueci. - Est� terrivelmente aborrecido.
Esperava que Simon pudesse animar um pouco as coisas.
N�o, Simon ainda n�o est� aqui.
Eu gostaria de n�o estar.
Vamos ver, h� minha irm� neur�tica e sua esp�cie de marido,
o chamado pintor da sociedade. Quem mais?
- O Sr. Anthony. - Oh, Deus!
Mas correu tudo bem em Londres?
Sim, � claro.
Bem, vamos � batalha.
� aquele?
Estamos a pouca dist�ncia.
Ent�o os fogos de artif�cio come�aram.
Um banquete �rabe, descobrimos mais tarde.
mas Ginger n�o sabia disso, s� estava conosco h� alguns dias.
"Invas�o", ele grita!
Alerta a unidade inteira e sai correndo pelo deserto.
Bang! Foi quando o rifle dele quebrou sua perna,
caiu o ajuste da arma, sorte que n�o explodiu a cabe�a!
Podem rir, pensei que ele morreria.
- Algo errado? - Onde diabos foi esse mensageiro?
Que mensageiro?
O Primeiro Ministro vai enviar meu discurso hoje � noite por mensageiro especial.
Chris?
Est� chateado com algo?
N�o, n�o, n�o.
S� entediado com nossos convidados.
S�o 10 horas.
Ali est� ele.
Vamos!
Tudo parece perfeitamente claro para mim.
O carro n�o conseguiu parar. Morreu em seguida.
Que pena que n�o conseguiu identificar o carro que passou por voc�, Sr. Templar.
Poderia nos dar uma pista.
Eu diria, pelo modo que dirigia, achei que lhe daria uma pista.
Tem direito as suas opini�es, senhor.
Devo voltar � Delegacia.
- Vou acompanh�-lo. - Obrigado.
- Boa noite, Inspetor. - Boa noite.
N�o consigo pensar porque o est�pido n�o parou.
Mas acho que ele parou.
O que quer dizer?
Existem duas chaves para essa pasta,
uma no ponto de origem e a outra nas m�os do destinat�rio,
o Ministro em quest�o,
- estou certo? - Muito bem.
- O mensageiro n�o carrega nenhuma chave. - N�o.
Esses arranh�es. Foram feitos recentemente.
Por isso acho que o carro parou.
E a pol�cia n�o parece concordar com voc�.
A pol�cia nunca concorda comigo.
- Boa noite, Chris. - Boa noite.
Deveria estar l�, com seu pincel e seu cavalete, Vallance.
Uma pintura para imortalizar.
Carro destru�do, motorista morto ao volante.
O s�culo XX todo plasmado em uma pintura.
N�o sou esse tipo de pintor, Sr. Phillips.
E essa observa��o � de p�ssimo gosto.
A vida � uma s�rie de piadas ruins e a morte � a pior delas.
- Ei, eu disse isso? - Bem, quem mais diria?
Simon, falou com Chris?
Sim, mas receio que ele n�o tenha sido muito comunicativo.
A pol�cia localizou o outro carro?
Como sabia que havia outro carro, Sr. Anthony?
- Voc� acabou de dizer. - Eu n�o.
Ent�o como eu sei?
Voc� � ps�quico, em contato com esp�ritos.
Bem, ent�o s�o dois.
Cale-se.
Bem, Sr. Anthony,
- como sabia que havia outro carro? - Sim, como sabia?
- Voc� foi ao terra�o. - Tomar um pouco de ar fresco.
- Ah, sim, n�o fui. - Observa��o muito matem�tica.
Sim, eu sa� ao terra�o, n�o para tomar ar fresco,
s� para olhar as estrelas.
E viu o outro carro, de volta de Plut�o,
colidir com a Via L�ctea.
- Ent�o n�o viu o outro carro. - Ouvi dois carros distintamente.
um e um fazem dois,
a matem�tica n�o mente.
Oh, Colin, pare com isso, pelo amor de Deus!
Um homem morreu.
Acha isso muito divertido?
N�o vejo porque isso estragaria nossos planos para o fim de semana.
Tudo depende de que planos s�o estes,
n�o �?
- Bom dia, Sr. Templar. - Bom dia.
Adultera��o de evid�ncias materiais?
Francamente, estou frustrado, Sr. Vallance. Tem alguma teoria?
Nenhuma.
E acho que est� errado em tentar cavar abaixo da superf�cie
deste caso tr�gico, mas simples.
Por qu�? Por causa do que eu poderia descobrir?
Porque n�o h� nada a descobrir.
Sr. Vallance, n�o pode ter certeza sobre qualquer coisa
ou qualquer um. Feliz desenho.
- Bom dia, Chris. - Bom dia.
- Posso falar com voc�? - Como desejar.
Tudo bem, ent�o me diga isso:
- qual era o nome do mensageiro? - Harcourt.
Harcourt. Bem, � pouco prov�vel que um homem chamado Harcourt
tivesse as iniciais T.J.B. em sua faca, n�o �?
Onde quer chegar?
Encontrei esta faca no carro.
Parece-me bastante �bvio que o dono desta faca
tentou abrir a pasta com ela.
A pergunta �: quem � T.J.B.?
N�o tenho ideia.
Sabe que este n�o � um caso comum de acidente de tr�nsito, n�o �?
A pol�cia parece satisfeita.
Chris, h� um olhar �nico nos olhos de um homem quando est� sendo chantageado.
� uma estranha mistura de medo e viol�ncia.
Conhe�o o olhar.
Tinha esse olhar no terra�o da casa ontem.
Tem isso em seus olhos agora.
Sim, � verdade.
O que querem?
Olhar meu discurso de informe para o com�rcio internacional.
Antes de segunda-feira?
Sim. Vale uma fortuna para um especulador.
Recusei, mas...
h� apenas um caminho decente aberto para mim agora.
Como pode ver, estou vestido para isso.
- Ver o Primeiro Ministro? - Sim, para renunciar.
N�o, n�o vai.
Janet, fique fora disso, por favor.
E assistir seu cacarejar na Rua Downing arruinar a sua carreira?
O que mais eu posso fazer?
Lembrar!
Lembre-se de como trabalhamos e sofremos para chegar onde estamos.
Acha que em um p�ssimo momento de integridade, vou deix�-lo jogar tudo fora?
Deixe que Simon o ajude, por favor.
Quanto tempo voc� tem?
At� �s 15:00hs de segunda-feira, mas n�o posso.
N�o diga "mas", quando est� lutando por sua vida.
Est� bem.
Obrigado, Simon.
Se houver uma chance, se acha que pode ajudar...
Ele n�o quer agradecimento antecipado, ele quer fatos,
uma dica.
De voc� em primeiro lugar, Janet.
Algum de seus convidados sabia que o discurso vinha por mensageiro?
Todos eles.
Bem, tive que mencionar, � tudo.
- � tudo o que precis�vamos. - O que quer dizer?
Conte-me tudo.
� melhor come�ar com o apartamento 53,
Maxfield Hall, Chelsea, n�o �?
Creio que Denise Grant figura em algum lugar nessa bagun�a perfumada.
- Bom dia, Sr. Anthony. - Oh, eu n�o a vi.
- Voc� me v� agora? - Tenho que usar o telefone.
- Na saleta. - Oh, sim, obrigado.
Sim?
Desculpe. Mais tarde.
Vamos...
Meio da manh�, pensaria que os apostadores j� estariam abertos, n�o �?
Depois de voc�.
Mas n�o vou usar o telefone, Sr. Anthony.
- Ele regressou ontem � noite. - Ah, sim?
Oh, voc� o conhece.
Quem?
O Professor Strange, ele � meu amigo mais antigo.
Que bom que conhece Fred Strange.
- Mas n�o conhe�o. - Ele � um astr�nomo.
- Estou encantado. - Preciso ligar para ele.
Bem, v� em frente.
Vai a algum lugar?
Para Londres. Eu retornarei.
Colin Phillips
ou o Sr. Anthony.
Oh, Spencer Vallance.
Como vai o rep�rter mais ilustre da sociedade de Londres?
Mal pago e suspenso.
O que posso fazer por voc�?
Diga-me o que sabe sobre Colin Phillips.
Cunhado de Christopher Waites.
Mal intencionado, nada brilhante, fala muito e desconhece a �tica.
O que ele faz pra viver?
Ele costumava ser algo na cidade.
O tipo de algo que n�o � nada.
Sim? Ken Shield.
Oh, ol�, querida.
Sim.
Sim, claro que sim. Um brinde a voc�, boneca.
Conseguiu um encontro. Sim, tchau.
- Era mam�e. - Percebi.
O que mais quer saber?
- E Spencer Vallance? - Oh, o artista?
Oh, sim, �timos modos ao lado do cavalete.
Aposto que ele � melhor com �leos.
Um personagem oleoso.
Alguma coisa espec�fica?
Apenas sua gravidade, ele tem problemas de pens�o aliment�cia.
Tr�s esposas para sustentar.
Mais alguma coisa hoje, Sr. Shield?
S� um novo pr�mio Pulitzer.
Mais algu�m?
Sim, um Sr. Anthony, ele escreve livros sobre Matem�tica.
Ah sim, ele � doido embaixo daquela concha.
� obcecado em fazer fortuna.
Ele acredita que pode aplicar os princ�pios de c�lculo no mercado de a��es.
Que tal uma garota chamada Denise Grant?
Ah, sim.
Conhecida por todos como Subs�dio do Governo Grant.
Estou ocupada.
Como vai, Srta. Ocupada, sou Simon Templar.
Ainda estou ocupada.
Que pena, ocupada planejando sair?
- N�o lhe interessa. - Onde voc� vai?
O que voc� quer?
Ajudar Christopher Waites.
Sim, lamento por ele, mas estou absolutamente aterrorizada por mim mesma.
Essa coisa toda vai explodir e o que vai cair em pedacinhos
em toda a primeira p�gina, eu.
- N�o, se voc� ajudar. - Como posso ajudar?
- Deixe-me ir, por favor. - Responda a algumas perguntas primeiro.
Vou responder agora, n�o sei de nada!
Conhece Colin Phillips?
Chris o mencionou. � um cunhado ou algo assim, n�o �? Por qu�?
Ele veio obrigado a este apartamento?
Voc� � o �nico que j� for�ou a entrada aqui.
Para chegar t�o longe, Colin Phillips precisaria ensinar na For�a A�rea.
Ainda n�o terminamos de brincar de perguntas.
E Spencer Vallance?
- O que tem ele? - � seu amigo?
N�o seja bobo, n�o sou o tipo de garota que fica pendurada na Academia.
N�o, mas � o tipo de garota que pode arruinar um pol�tico, n�o �?
Quem voc� pensa que �?
O que voc� est� fingindo ser,
- um espectador inocente. - Oh, saia!
Quem � T.J.B.?
Eu n�o sei.
Pense.
N�o sou muito boa nisso, Chris n�o lhe contou?
Prefiro formar minhas pr�prias opini�es.
Leia minha m�o, ent�o.
Por que conservou essa carta?
- Porque sou sentimental. - Ou previdente.
- Voc� tem coragem. - Sim.
Diferente de voc�, tenho c�rebro, embora voc� goste
de dar �s pessoas outra impress�o.
Para conservar aquela carta, tem que ser muito burra
ou muito, muito inteligente.
Vou fazer o elogio de pensar que voc� � inteligente.
Est� absolutamente certo, Sr. Templar,
e eu tamb�m n�o sou um rosto bonito.
Ent�o esteja certo sobre isso tamb�m.
Vou us�-lo se for necess�rio.
Ou seja, se n�o for sensato.
O que exatamente � ser sensato nestas circunst�ncias?
Receber sua recompensa por resolver as coisas com tanta precis�o.
Afinal, por que intervir bancando Sir Galahad de gra�a, s� pelo
reconhecimento do honor�vel Christopher Waites?
N�o fa�a nada, exceto deixar-nos levar sua parte.
O que poderia ser mais justo do que isso?
Sim.
Algo que seu Sir Galahad nunca sonharia em fazer, n�o �?
Colocando uma dama entre ele e um assassino. Largue a arma!
Largue.
Seu rosto � realmente bastante atraente e seria uma pena desperdi��-lo, n�o �?
Tudo bem, rosto bonito. De p�.
J� tomou seu caf� da manh�?
Estou tomando.
Eu me sinto horr�vel.
Por que estamos aqui?
Porque seria um fim de semana muito magro em nossa casa.
Voc� n�o trabalha h� cinco meses
e n�o h� nada na cozinha al�m de ar quente.
N�o tema, h� um cavalo correndo amanh� com seis pernas.
N�o consegue pensar em mais nada para ganhar dinheiro?
Voc� pode?
Sim, eu posso.
O discurso de Christopher, est� no cofre.
D� uma olhada e invista no mercado.
De fato, eu pensei nisso.
Como uma surpresa para voc�, acredite ou n�o.
N�o.
Al�?
Fred?
Oh, espere, por favor?
� para a Sra. Waites.
Seja o mais breve poss�vel, Templar pode tentar nos ligar.
Janet Waites falando.
Sra. Waites,
se quiser salvar a carreira do seu marido,
v� imediatamente a um barco chamado Jolly D.
Est� atracado logo depois do Hotel Kimballs.
Estarei l�.
Obrigada por ligar. Foi breve o suficiente?
O que diabos Templar est� fazendo?
N�o quer descer?
Srta. Grant, eu presumo.
Fico t�o feliz que n�o esteja surpresa. Assim teremos muito tempo.
Oh, nada sobre uma mulher como voc� poderia me surpreender.
Oh, espl�ndido! N�o quer se sentar?
N�o vai dizer o que tem a dizer?
- N�o consegue adivinhar? - Toda essa esgrima.
- Relaxe. - Estou muito agradecida.
De nada.
Dever�amos ter abordado voc� em primeiro lugar.
Voc� � t�o pr�tica, enquanto Chris...
Oh, talvez devesse cham�-lo de Sr. Waites.
Pode cham�-lo como quiser,
mas ele � meu marido e n�o vou v�-lo acabar na pilha de sucata por sua causa.
Qu�o sensato da sua parte.
Continue.
Voc� vai conseguir aquele discurso e vai traz�-lo para mim.
� uma afirma��o, Sra. Waites, n�o uma pergunta.
- Voc� n�o tem alternativa. - Voc� tamb�m n�o.
Chris nunca ceder�.
Mas voc�, sim.
Os homens t�m ideias muito r�gidas sobre honra, mas as mulheres s�o mais
flex�veis, n�o somos?
Prefiro n�o me comparar a voc�, se n�o se importa.
Por qu� n�o?
Enganei Chris por dinheiro.
Agora voc� vai engan�-lo e trapacear o governo, tamb�m por dinheiro.
Casa, posi��o, status, chame como quiser.
Voc� tem a carta?
Vamos entreg�-la na segunda-feira,
depois que Chris fizer um pouco de sua hist�ria no Parlamento.
Voc� entende, n�o �?
N�o podemos entreg�-la antes de saber que investimos corretamente.
Posso confiar em voc�?
Sou t�o honesta comigo mesma, por que n�o seria com voc�?
Vou lhe trazer o discurso.
Aqui n�o.
Webster Meadows Moorings. Mais privado.
- Muito bem. - Quando?
Em uma hora, duas no mais tardar.
E deixe Chris continuar acreditando que o
Sr. Templar ainda est� agindo em seu nome.
Assim ele n�o far� nada heroico, como renunciar.
Voc� pensa em tudo.
S� queria ter pensado em me aproximar de voc� originalmente.
Voc� � capaz de alguma coisa original?
Pergunte ao Chris.
- A Sra. Waites mordeu? - Como uma cascavel,
t�o superior, mal mantive minhas m�os fora dela...
Bem, � melhor irmos at� Webster Meadows.
Quanto tempo ela disse que levaria?
Uma hora, duas no m�ximo.
Se ela levar duas horas, vamos precisar de mais u�sque.
Ent�o v� busc�-lo.
� claro, Capit�o.
Separem-se, crian�as.
Templar est� aqui.
Morgan, pegue-o! E permanentemente desta vez.
Temos que mant�-lo fora do caminho at� nos apossarmos daquele discurso.
Ok, voc�s zarpem.
Vejo voc� a tempo com o discurso, no clube, 19:30hs.
Ok.
Lamento incomod�-lo, estou procurando um barco chamado Jolly D.
O Jolly D? Sim, claro. Pode ver daqui.
L� est� ele agora, saindo.
Oh, que m� sorte a minha, obrigado.
O que � isso?
Saia daqui! Vou colocar uma em voc� tamb�m.
- Certo, para onde foi o barco? - N�o posso falar.
- Para onde foi? - Webster Meadow Moorings.
- L� vai ele. - Vamos!
Janet?
Suponho que um de n�s deveria estar com nossos convidados.
Bem, n�o pode ser eu, tenho um telefonema importante a fazer.
Janet, quero falar com voc�
sobre Denise.
N�o � preciso.
N�o suporto sua indiferen�a!
Por que n�o me insulta ou algo assim?
Janet, por favor, vamos conversar sobre isso, vamos aclarar o assunto.
Olha, o assunto est� perfeitamente claro agora,
V� e entretenha nossos convidados.
- Tenho algo a fazer no discurso. - N�o, espere!
Bem, at� o Simon dar not�cias,
pode dar azar trabalhar nisso at� ent�o.
N�o � de voc� ser supersticiosa.
Mas temos sido um par calculado e bem organizado at� agora.
Talvez dev�ssemos deixar mais algumas coisas ao acaso.
- Voc� � uma mulher estranha, Janet. - E voc� � um homem teimoso.
V� tomar um ar fresco e deixe-me fazer meu telefonema em paz.
Muito bem.
N�o tenho inten��o de interferir em sua vida particular.
Dizemos que especular com a��es n�o � roubo.
� melhor ter cuidado com esse selo, se Chris suspeitar que foi aberto,
- voc� estar� com problemas. - Saia!
Saia, corra, r�pido!
Agora onde est�? Onde est�?
Eu poderia continuar assim o dia todo. Voc� vai me dar?
Obrigado.
N�o pensei que importasse.
Uma ou duas pessoas especulando,
a Bolsa de Valores n�o entraria exatamente em colapso.
Chris estaria salvo.
- Essa � uma maneira de encarar, n�o �? - Como voc� v� isso?
Simples caso de chantagem.
Se me perdoar, n�o estou muito interessado no futuro de Chris ou no seu.
N�o posso culp�-lo.
Estou extremamente interessado no que Denise Grant
pode estar fazendo neste momento.
Tenho a impress�o de que ela est� ao telefone com um de seus convidados.
Um dos nossos convidados?
- N�o acredito nisso. - Por qu� n�o?
No aspecto suspeito, todos sabiam onde estava o discurso
e at� sabiam a que horas o mensageiro chegaria.
Tentaram chantagem com voc�, Chris. Falharam.
E novamente com Janet. Falharam.
Esta noite v�o fazer sua �ltima tentativa.
Bem, nesse caso, v�o precisar disso.
Vou cuidar muito bem dessa vez.
Ainda v�o tentar.
Presumo que voc� n�o tenha apego sentimental a isso.
N�o.
N�o mesmo.
Vamos, vamos tomar uma bebida.
Vai gostar deste, � uma mistura especial.
- Janet? - N�o, obrigada.
- Sa�de. - Sa�de.
Vamos, beba, vamos nos juntar aos outros.
N�o se importa se eu falar com Janet primeiro?
N�o, claro que n�o. Vejo-os depois.
Ele n�o estava brincando quando disse que era uma mistura especial.
Est� drogado.
O que vamos fazer?
Apenas seguir o jogo.
Chris, voc� est� bem?
N�o, n�o estou. De repente, estou tonto.
Provavelmente est� cansado, n�o dormiu muito ultimamente.
Por que n�o vai dormir?
- Sim, acho que vou. - Voc� est� bem?
Estou bem agora.
Mal posso manter meus olhos abertos.
Boa noite a todos.
- Boa noite. - Boa noite.
Estou ficando com um pouco de sono.
- Pode me desculpar, Janet? - Sim, claro.
- Boa noite. - Boa noite.
Se quiserem uma bebida, h� aqui.
Procurando algo, Sr. Vallance?
Hoje n�o caber� a mim apresentar
a proposta de informe do com�rcio internacional.
Em vez disso, gostaria de fazer uma declara��o pessoal � C�mara.
Diz respeito � minha ren�ncia.
Estou profundamente envergonhado de admitir que permiti que minha vida particular
colidisse com meu dever p�blico.
Janet, sempre posso ajudar um homem a vencer uma batalha contra chantagem.
Mas n�o posso ajud�-lo a vencer uma batalha com sua consci�ncia.
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