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Ao sair do curso n�o h� como conseguir trabalho.
Notei que nunca esteve neste pr�dio...
N�o. Digo apenas que � preciso prevenir as pessoas.
Previnam as pessoas. Digam a eles...
N�o mandem algu�m fazer um curso,
o qual j� sabem que n�o permite algu�m ser empregado.
N�o se deve fazer algo assim com as pessoas,
elas devem ser bem tratadas.
Entende o que quero dizer?
Cheguei aqui ao seu escrit�rio
e tenho a impress�o de que irei voltar, indefinidamente...
Vou diz�-lo francamente,
um curso de guindaste, visto seu perfil...
- Eu n�o recomendaria. - �, mas eu o fiz.
- Bem, o que fazer... - Eu o fiz e...
Quando se...
Se n�o se tem experi�ncia no solo,
n�o se � aceito no guindaste.
- E isso n�o dissemos. - N�o nos dizem antes.
E assim nos deparamos... Em um grupo de 15,
13 pessoas nunca haviam posto o p� num canteiro de obras.
Para eles o curso n�o serviu para nada.
Ent�o, digam �s pessoas que n�o haver� emprego ap�s,
ou ent�o deem uma orienta��o para algo �til, que sirva.
Para mim, tais coisas deveriam ser ditas antes.
Agora, se foi feito assim...
Ser� necess�rio, eu acho, fazer de outro modo...
O senhor deve ter procurado
todas as empresas que buscam manobristas de guindaste?
- Todas as construtoras daqui? - �, e perdi 4 meses.
Entre o curso e a busca, perdi quatro meses.
- Ent�o, chego a... - Queria lhe dizer...
- Continue. - Depois, o objetivo �...
recome�ar a busca de emprego.
- O senhor tem esse curso... - Em 9 meses,
acaba meu seguro desemprego.
Na Assist�ncia Social, ganharei 500 euros por m�s. Como farei?
Como farei para pagar as contas?
Como vou viver com 500 euros?
S�o 9 meses, acabam logo ali.
A �nica coisa que posso fazer, � ficar com seu curr�culo,
ver quais empresas posso contatar...
- Ou seja, come�ar de novo. - �, n�o vou lhe mentir...
- Tudo o que fiz antes, perdido? - Bem...
O curso que fez n�o foi o correto...
�, mas poderiam ter me dito.
A Sra. Rouault... Ningu�m lhe diz nada.
De fato, voc�s se livram das pessoas...
Voc�s brincam com as pessoas. N�o voc�, pessoalmente...
Claro, voc�s s�o pagos pelos cursos, ganham dinheiro.
Todos recebem sal�rios, os professores, etc.
E ao final, continuo desempregado.
- S� perco meu tempo. - Bem, sobre esse curso...
Claramente, esse curso nem todo mundo deveria fazer.
H� outros cursos para pessoas como o senhor,
- que querem mudar... - Estou lhe escutando.
Por exemplo, tivemos um para armazenagem,
para o transporte,
mas exige outro curso, porque para manobristas...
Mas se depois do curso me dizem que n�o empregam
porque para trabalhar com tal carrinho sei-l�-o-que...
e nada de emprego, n�o adianta nada.
- Bem, depois... - Mas h� 15 meses estou nisso.
O que h� � que os empregadores � que fazem o recrutamento,
n�o n�s. N�s, na verdade,
tentamos objetivar cursos onde os empregos...
- Nesse caso, honestamente... - Mas n�o sou o primeiro!
No caso do curso de guindaste, n�s �ramos 15.
13 voltaram, por qu�? Porque n�o conheciam canteiros de obras.
Eu n�o sou o primeiro.
O VALOR DE UM HOMEM
Depois ponho mais. Pegue isso enquanto est� quente.
Pode... Pode me passar o sal, por favor?
Est� l�.
- Pronto. - Obrigado.
Devagar.
Bom apetite.
Sabe, num copo de �gua assim,
num copo vazio, quando ele est� vazio,
quantas gotas d'�gua � poss�vel por num copo vazio?
Gotas de �gua ou uma gota d'�gua?
Quantas gotas d'�gua num copo vazio?
N�o.
Bem...
Assim, desse jeito?
N�o.
N�o, mas quantas?
Bem, n�o sei, muitas. Muitas.
- Muitas gotas d'�gua. - N�o.
N�o.
- � uma pegadinha? - �.
Espere. Colocar gotas d'�gua num copo vazio, � isso?
- P�e l� fora quando chover? - Eu sei. Zero.
- Zero, porque � um copo vazio? - N�o, � um colega
ele contou isso na escola h� pouco.
- Eu falo que � zero. - N�o.
- N�o entendi nada da hist�ria. - Quando voc� pode puser...
- Quanto? - �.
...de gotas d'�gua num copo vazio.
Uma s�! Depois, n�o est� mais vazio.
Isso!
As informa��es colhidas pelo Comit� de Empresa
mostram que o neg�cio era vi�vel.
Ent�o contestamos a dispensa por dificuldades econ�micas.
Voc�s t�m informa��es suficientes para provar?
Sim, no Comit� havia relat�rios feitos por especialistas
que eram... bem claros.
N�o havia raz�o. A empresa tem lucros.
Est� nos relat�rios que est�o com os advogados.
Tanto os feitos no Comit�, quanto os da diretoria.
Os advogados dizem inclusive que os relat�rios da diretoria
s�o, em alguns pontos, ben�ficos para n�s.
- Ou seja, temos vantagem. - Eu acho, simplesmente,
se voc� me permite, sem estar julgando voc�s...
Voc�s est�o mais informados que eu, nessa hist�ria.
- Eu... - N�o mais que voc�.
- N�o, mas me escute. - Mas n�o mais que voc�.
N�o, eu s� quero dizer...
Minha impress�o � rodar no vazio.
Que � preciso passar a outra coisa.
N�o sei se isso vai servir para alguma coisa.
� verdade que... Isso.
Em tudo isso, eu sou...
- O que � passar a outra coisa? - Eu cansei!
Cansei, cansei.
- � isso... - Todos n�s estamos assim.
Minha vontade � cortar os la�os com Perrin, estou at� aqui.
- Thierry tem raz�o. - Sofri tanto quanto voc�.
Sofri tanto quanto voc�. Eu tamb�m perdi meu emprego.
E tamb�m suei indo atr�s.
Para enterr�-lo precisamos conseguir uma condena��o
dos tribunais que nos colocaram nessa situa��o.
Pessoalmente, acho esta a melhor solu��o.
S� digo que eu, pessoalmente, quero buscar outra coisa.
Compreendeu o que eu disse?
Eu compreenderia se voc� j� tivesse outro emprego.
Mas voc� n�o tem emprego.
Voc� n�o ganhou na sena.
� um processo que n�o vai acabar com sua vida.
Para come�ar, estou buscando emprego.
Mas todos n�s estamos.
Sim, mas...
Isso n�o te impede de continuar procurando.
- Mas n�o � quest�o de tempo. - � de dedica��o.
Sua energia poderia ser dirigida a outra coisa.
Mas n�o � isso. Vou explicar... Moralmente para mim, chega.
Me ferrei, paguei caro, basta. Perdi um emprego.
- Perrin, eu n�o suporto mais. - Voc� falava de...
J� estou terminando.
Voltar ao tribunal me faria reviver tudo.
N�o � medo. Participei de todos os combates.
Ningu�m est� dizendo isso, mas...
Responda a minha pergunta.
� claro que voc� participou...
� o porqu� da reuni�o. � porque, justamente...
Ou�am. Francamente pessoal, vou repetir.
Se precisarmos... Amanh� conseguimos reunir 700.
Amanh�, ou n�o sei. � o que decidiremos.
- Reunimos 750 caras. - Se eles vierem.
Pare de ser negativo.
- N�o diga isso! - Respeite nossos combates.
Desculpe, vou dizer de outro jeito.
Nunca vou abandonar 750 pessoas.
O que quero � ir at� o fim, que fa�amos isso,
tudo o que sempre dissemos.
Que incomodar�amos at� o fim, que os far�amos ser condenados.
� tudo o que quero. Ponto final.
Eu n�o mudei de opini�o. S� isso.
- E n�o digam que... - Cada um escolhe
o que deve fazer. Eu, para minha sa�de mental,
prefiro riscar do caderno, passar a outra coisa.
Consegue compreender isso?
Acha que isso faz de mim um pregui�oso?
- Ol�! - Ol�.
- Desculpe. - N�o faz mal.
O senhor � o Sr. Thierry Taugourdeau, correto?
- Sim. - Certo.
Primeiramente, gostaria de agradecer-lhe
por aceitar em fazer esta entrevista pelo Skype.
De nada.
Bem, n�s estamos buscando programadores de ferramentaria.
Recebi seu curr�culo atrav�s da P�le Empregos.
Em qual tipo de ferramentaria o senhor j� trabalhou?
No in�cio trabalhei com m�quinas Cornwell.
Depois com as Kieran.
E a vers�o do IMH, era a 7 ou a 8?
A vers�o 7.
Trabalhamos com a vers�o 7 at� o fechamento da usina.
Ent�o, n�o tive oportunidade de trabalhar com a vers�o 8.
E o senhor n�o teve vontade de treinar com a vers�o 8,
- enquanto... - Sim, claro!
Sim, mas a vers�o 8...
Enfim, sei que h� diferen�as... Ela tem...
� um sistema integrado que roda com Profibus e...
Mas � dif�cil ter acesso aos documentos t�cnicos
quando n�o se tem as m�quinas.
Ent�o, trabalhei apenas com a vers�o 7.
Mas acho que consigo me adaptar com facilidade.
Certo...
H� uma quest�o importante que preciso tratar com o senhor.
O senhor concordaria em aceitar uma fun��o
abaixo daquela que ocupava anteriormente?
Sim, acho que sim.
- O senhor acha, ou tem certeza? - N�o, tenho certeza, claro.
Sim, sim. � claro, certeza.
O senhor entende, claro, que o sal�rio seria mais baixo.
Sim, eu sei. Eu sei.
Mas...
- N�o, isso me conv�m. Perfeito. - Certo.
- Est� dispon�vel de imediato? - Sim.
Bom.
Ah, sim. H� algo que gostaria de lhe dizer
sem embara��-lo.
Achei que a reda��o de seu Curriculum Vitae �...
Como direi? Seu curr�culo poderia ser melhor redigido.
Desculpe, n�o quero lhe dar li��es...
N�o, n�o, mas o senhor...
N�o, olha, � pelo senhor.
Um curr�culo bem redigido � importante, o senhor sabe...
A maneira como apresenta a si pr�prio, n�o � clara.
Bem, � a primeira vez que algu�m me diz isso.
Talvez eu tenha dificuldade em...
Mas eu tinha a impress�o que estava bem claro...
Ao contr�rio.
- N�o � minha opini�o. - N�o, n�o. Aceito.
N�o vou insistir.
N�o � minha fun��o lhe dar cursos de reda��o de curr�culo.
- Bem, ou�a... - Vou mandar outro... Perd�o?
- Eu dizia que vou... - Preciso perguntar,
O senhor tem flexibilidade de hor�rios?
- � importante para n�s. - Sim, bem flex�vel.
- Bem flex�vel? - Sim, claro, eu...
Bem, escute...
Vou dar uma volta,
tenho outros candidatos a ver...
Penso que ter� uma resposta no m�ximo em duas semanas.
Certo, muito bem.
S�o voc�s que far�o contato? Eu devo contat�-los?
- Devo ligar para o senhor? - Isso n�o! Nem um nem outro.
- Enviaremos um email. - Certo, entendido.
Assim fica mais simples.
Ah, uma �ltima coisa importante. Para lhe ser bem honesto,
h� muito poucas chances que o senhor consiga.
N�o digo que a chance seja zero,
mas � muito pequena, certo?
Era importante lhe dizer isso.
- Tenha um bom dia. - O senhor tamb�m.
- At� logo. - At� logo, senhor.
1, 2, 3, 4. Cuidado para n�o se adiantarem.
1, 2, 3, 4.
1, 2, 3. Isso, o n� 1 atr�s.
Ap�s o 4, volta para tr�s.
3, 4.
E o outro p� fica na frente.
Isso, deixe o outro p� na frente.
1, 2, 3, 4...
Nada mal quanto ao ritmo.
� o ritmo do rock&roll.
Um tempo a cada dois � mais acentuado.
Aguarde um pouco, Thierry, j� vou mostrar os passos.
1, 2, 3, 4. 1, 2, passagem da mulher.
Passagem do homem.
Agora, no lugar.
Mais uma vez.
Passagem da mulher, passagem do homem.
E... no lugar.
1, 2, 3, 4...
Agora fazemos uma volta com as m�os para baixo.
Isso. Vai.
Mais uma vez e vai.
E, no lugar.
1, 2, 3, 4.
Mais uma vez, nos dois sentidos.
Duas. Uma seguida da outra.
Isso mesmo.
Agora vamos encadear, "enrola, desenrola, passagem".
Desenrola.
E passa.
Isso!
Perfeito, ritmo bom.
Continuem.
Bom. Isso, recome�ou bem.
E agora passa! Isso! Assim mesmo.
Isso, perfeito.
Isso. Isso.
Quero mais elasticidade. Faremos n�s dois.
Eu fa�o a dama para sentir como est�.
Isso. Cabe�a erguida.
Isso, relaxe os bra�os. � isso.
Isso, � s� fazer os bra�os desdobrarem.
Isso � tudo. A� est�.
Voc�, fique um pouquinho mais longe.
Faremos um passo, n�o sei... � ele quem decide.
Comece um passo...
Isso mesmo.
Voc� pode passar por baixo. Isso, isso mesmo.
Mais uma vez.
Enrolar.
Voc� cola e passa para tr�s.
Pronto, isso mesmo.
Muito bem.
Agora repitam voc�s juntos.
Voc� est� um pouquinho atrasada.
Esperem, � a m�sica que vai dizer o momento.
� isso.
E j� pensou em um financiamento para os estudos dele?
Sim. A boa not�cia � que nos disseram
que o alojamento seria inteiramente pago.
Alojamento? Por qu�? N�o ser� aqui?
- N�o, ser� a 150 km daqui. - Certo.
Assim, o alojamento ser� inteiramente pago,
mas, Matthieu necessitar� de assist�ncia de sa�de.
E isso, � pago parcialmente por eles
e o resto, �...
- Por nossa conta. - Mas e...
Quanto seria como encargo complementar?
- � cerca de 300 euros. - 300 euros?
- Isso. - Certo.
Ent�o 300 euros que ser�o necess�rios daqui alguns meses.
N�s queremos que ele continue os estudos.
Isso eu compreendo perfeitamente.
- Ele luta, ele... - � prioridade, entendo bem.
- �, � nossa prioridade. - � normal.
Justamente, eu constatei
que depois que seus ganhos baixaram,
o senhor est� utilizando sua poupan�a.
Transferindo da poupan�a para sua conta corrente
para n�o entrar no vermelho ao final do m�s.
� bem isso?
Ou o senhor teve gastos imprevistos, ultimamente?
N�o, tomamos cuidado.
- Tomam cuidado. - Sim.
J� pensaram em...
talvez vender o apartamento?
Para reembolsar a d�vida que voc�s t�m
e principalmente recuperar um pec�lio
para constituir uma poupan�a de precau��o?
Pensamos, mas n�o.
Por que n�o? Qual � a raz�o?
- Minha mulher e eu conversamos. - Sim.
E...
Bem...
Primeiro, s� faltam 5 anos...
- De presta��es, sim. - �, de presta��es.
E seria como se tudo o que fizemos
- n�o servisse para nada. - Sim, eu entendo...
� a �nica coisa que possu�mos.
E sendo assim...
Mas seria apenas uma situa��o...
- tempor�ria. - �, mas n�o quero.
Ao vender, voc�s ter�o em m�os um capital.
Permitiria alugar algo
com aluguel inferior ao que pagam como presta��o.
E quando a situa��o se estabilizar,
- podem adquirir um novo im�vel. - N�o sei se � poss�vel.
- Claro que sim. - N�o!
Porque se eu vendo, n�o sei se poderemos comprar de novo.
E se n�o pudermos comprar, seremos locat�rios
e na minha idade, ser locat�rio... � n�o!
- Certo. Voc�s j�... - Ser� a �ltima solu��o e...
- Bom... - ainda n�o estamos l�.
Ent�o j� pensaram e n�o � essa a op��o.
Mas e j� pensaram...
numa situa��o, claro, menos agrad�vel a pensar...
O que acontece se o senhor n�o estiver mais aqui?
N�o estar aqui, significa...
Algu�m morre, pronto.
J� previram isso? Se prepararam para isso?
Falo de preven��o, de seguro por morte,
que prev� o pagamento de um capital
aos familiares ou aos entes queridos,
- para proteg�-los. - N�o.
�.
Pois eu acho que � algo a ser avaliado...
Quando n�o se tem uma poupan�a suficiente,
um seguro por morte lhe permite
enfrentar o futuro com mais serenidade.
Certo?
� um gasto que � �til.
� um gasto que lhe permite assegurar o futuro
dos entes queridos, simplesmente.
� uma prote��o suplementar.
Porque, atualmente, voc�s est�o numa situa��o um pouco prec�ria.
E nesse caso, eu acho que isso poderia...
lhe assegurar o futuro.
Que se dane.
Nossa, eles j� chegaram.
- Ol�! - Ol�!
Ol�.
- Minha esposa, Karine. - Prazer, minha esposa.
- Faz tempo que chegaram? - Quinze minutos.
Muito bem, � esta aqui.
Tomem cuidado, aqui escorrega um pouco.
Eu vou na frente.
H� uma antena parab�lica?
Sim.
- Ligada exteriormente? - �, na parab�lica.
Tem prateleiras, um arm�rio na entrada.
Ali a cozinha de canto, a sala de jantar.
Havia uma mesa com 4 cadeiras, mas era um modelo ingl�s,
modular, e uma banqueta aqui.
Mas n�o era muito pr�tico.
Achamos assim melhor, a mesa e as cadeiras.
- � mais pr�tico. - Sim.
- E d� para usar l� fora. - Isso, quando se quer.
E para limpar, � s� p�r as cadeiras sobre a mesa,
enquanto a banqueta era fixa...
N�o, mas eu gostei assim.
- E aqui �... - A cozinha.
Tem bastante espa�o, � bem pr�tico.
- E aqui... - Gavetas, pequenos arm�rios.
Lugar sob a pia.
- N�o � alto demais para voc�? - Veremos.
- Pomos um banquinho. - N�o, vai dar.
Tem �gua quente e o...
botij�o de g�s.
E um botij�o de g�s para o fog�o.
- Tem forninho? - Tem.
Bonitinho o forninho.
Bem legal.
E est� em bom estado.
E h� um fornecedor por aqui, onde vendem o g�s?
Na parte externa do camping.
- � preciso ir buscar? - �, mas s�o s� 500m.
- Vou lhes mostrar o resto. - Agora a parte noturna.
Isso.
Vou deixar que passem, porque...
- Por ali, Titi. - Fa�o assim.
- Pode abrir mais. - Me ajuda, querido?
Aqui fica a ducha.
- Ducha, pia. - E h� onde p�r as coisas.
Ali tamb�m.
O aquecedor...
- Ela � de que ano? - Tem 16 anos.
- Ela � nossa h�... - 10 anos.
Mas tem 16 anos.
Vendo aquele armarinho ali...
- Eu j� diria, uns 16 anos. - Sim, � verdade.
- O vidro aqui... - Vamos troc�-lo.
�, isso n�o � nada. Eu vou consertar.
Aqui, o banheiro. � igual, pode abrir.
Todas as portas abrem completamente.
Bem...
Estamos interessados na compra, se baixar um pouco o pre�o.
Est� um pouco caro.
O que poderiam fazer?
Quanto podem baixar?
Bem...
J� est� bem abaixo do pre�o de mercado.
Mas se fizerem um pequeno esfor�o...
Para mim, ela vale 6.000 euros.
S� 6.000?
Isso, n�o...
N�o!
Entre 6.000 e 7.000, a diferen�a � 1.000 euros.
Para n�s � imposs�vel. N�o!
Mas no an�ncio constava 35m� e pela minha medida s�o 33.
�? Mas ela n�o foi encurtada.
N�o, s�o 35.
Podemos fazer as medidas se quiserem, mas...
Falamos ao telefone, havia acordo em 7.000,
viajamos at� aqui... N�o, n�o. N�o posso...
- N�o, n�o... - Bem, n�o, enfim...
Pod�amos fazer...
Foi avaliada em 7.500, ent�o j� baixamos...
- 7.000, � o topo da faixa. - N�o, n�o.
Conversamos por telefone, mas eu ainda n�o tinha visto.
Eu n�o iria discutir pre�o antes de ver.
Certo, mas a descrevi, expliquei qual era o estado.
Podemos falar em descontar 100, eventualmente 200.
Para mim seria 6.900. Posso diminuir...
- Eu posso ir a 6.200. - Ah, n�o!
- Para mim � n�o. - N�o, n�o.
J� olhei na internet. Se quiser, olhamos juntos.
- Vamos olhar e... - N�o, eu n�o preciso.
- Pedimos uma avalia��o. - J� fizemos.
Uma casa m�vel como esta custa entre 7.500 e 8.000 euros.
Eu afirmo, j� est� abaixo do mercado.
Tem uma pequena varanda,
o isolamento externo foi refeito...
J� lhe falei do aquecedor de �gua, h� pouco...
- N�o. - Tem 16 anos.
O ch�o n�o est� perfeito.
Posso ir at� 6.300, mas se olharmos bem...
H� algumas coisas a serem reformadas, tamb�m.
E n�o tem acesso direto � praia,
ent�o podemos rever esse pre�o.
Nenhuma casa m�vel aqui tem acesso direto � praia.
N�o. N�o, n�o. � 6.900...
E, francamente, � um pre�o...
Que est� abaixo do mercado. N�o posso baixar mais.
Seja como for, por 6.900 n�o ir�o vend�-la.
Eu n�o acredito. J� olhei por a� e por 6.900, negativo.
- Voc�s � que sabem. - N�o, � isso.
Enfim...
6.300, eu aceito.
Eu propus 6.000, j� aumentei...
- Pago em dinheiro. - N�o � essa a quest�o.
Conversamos por telefone, ficou combinado...
N�s viemos at� aqui, h� o gasto com o carro...
Mas n�s tamb�m. Agora j� vimos, 6.300...
Sentamos, fazemos a papelada, preencho o cheque,
e acabou o seu problema. Vendida e fim.
Todo mundo fica contente.
Olha, francamente, senhor, n�o vim aqui para brincar.
Esta casa m�vel vale muito para n�s.
A estamos vendendo por raz�es que s�o...
pessoais.
O pre�o est� abaixo do mercado porque precisamos vend�-la.
Conversamos por telefone e foi dito que concordava com 7.000.
Posso baixar a 6.900 e at� 6.800.
- Menos que isso, � imposs�vel. - Sim, percebi.
N�o quer baixar o pre�o por motivos sentimentais.
Deve ter vivido coisas boas nesta casa,
mas ela n�o vale mais do que 6.300.
N�o a vender� por mais que 6.300.
Mas, ao mesmo tempo, estamos mesmo interessados.
Ent�o, vamos ver quem ganha.
O senhor sair� com o cheque, pronto.
N�o � o caso, para mim n�o � um joguinho.
- Venderemos a casa por... - N�o � quest�o de jogo,
mas lhes permitir� realizar futuros projetos...
Sabe o que faremos? Paramos aqui.
� um neg�cio, se n�o podemos discutir o pre�o...
N�o, n�o �... Querida, espere um pouco.
N�o � o fato de discutir pre�o, � que t�nhamos um compromisso.
J� demos nosso pre�o e 6.300 n�o � o caso.
Propus 6.900 e � o m�nimo, acabou.
Agora, n�o quero mais vender, acabou.
Lhe proponho uma situa��o concreta.
Imagine que ao seu superior hier�rquico,
o senhor apresente uma sugest�o, uma proposta nova,
e que ele n�o a considere.
- Como reagir�? - Reagirei bem.
Tentarei explicar porque penso assim.
E...
penso que insistirei um pouco.
Por�m, na situa��o, ele n�o querer� ouvir nada.
Como reagir�?
Pedirei que ele me explique o porqu�,
para compreender.
Lhe agrade�o muito, Sr. Taugourdeau.
Tiveram a oportunidade de ver o comportamento do Thierry.
Imagino que voc�s j� t�m uma primeira impress�o,
observando a grava��o.
Por�m, iremos primeiro utilizar a tabela que lhes dei
e trataremos desses pontos que ela cont�m.
O primeiro item � a postura geral.
O que acharam da postura do Thierry?
N�o muito din�mica, francamente, um pouco afundado na cadeira.
Sim, exatamente. H� outros que concordam?
Eu concordo inteiramente,
mas acho que tamb�m h� a camisa aberta...
N�o sei qual � o emprego que procura,
mas achei que parece um pouco relaxado...
Efetivamente.
Thierry, � verdade que pareceu afundado na cadeira.
A postura geral est� ligada
� imagem que se envia no �mbito n�o verbal.
Sabemos que isso contribui com 55% dessa imagem.
O objetivo � mostrar ao entrevistador
que voc� est� disposto a estar ali,
de abrir a porta a ele, digamos assim.
N�o sei se compreendeu o que eu quis dizer?
Isso � algo muito importante.
Em rela��o � amabilidade, o que voc�s acharam?
Um pouco frio, eu acho. Distante, n�o sorri.
Isso mesmo. Muito bem.
No in�cio, quando o cumprimenta,
ele n�o retorna o cumprimento.
- � um dos pequenos truques... - Muito bem.
Se fosse real, voc�s teriam vontade de conversar
com o Thierry que viram no v�deo?
Eu n�o.
E � verdade. E a amabilidade � algo verdadeiramente �til
em uma entrevista.
A ideia aqui � passar um bom sentimento ao entrevistador.
Durante a entrevista, a pessoa � projetada no local de trabalho,
na maneira como ir� se comportar
quando ocupar aquela vaga na empresa.
Logo, � muito importante
mostrar essa amabilidade durante a entrevista.
- Ignoro o que est� pensando. - Bem, estou...
- Estou de acordo. - Certo. Bem...
Em rela��o ao olhar, o que acharam?
- Ele busca... - Pensativo.
D� impress�o que ele n�o est� ali.
Foi � entrevista, mas n�o est� ali.
Concordam?
O olhar � fugidio.
D� a impress�o que ele n�o est� se abrindo.
Est� recuado, apenas responde �s perguntas.
Parece que ele n�o est� investindo na entrevista.
Ele n�o mostra...
- que est� ali. - Certo.
A pot�ncia da voz?
- Pode falar. - Achei correta.
- Puderam escutar? - Sim, escuta-se bem.
Concordo, escuta-se bem.
Eu tamb�m concordo. Postura de voz, correta.
N�o � forte demais. Por vezes, abaixa, mas d� para entender.
Muito bem.
Eu j� acho que n�o dava para escutar bem.
- N�o se ouvia bem? - No final das frases, baixava.
- Concordo. - Em uns momentos, abaixava.
Certo. Nesse caso est�o falando do ritmo da fala.
Neste caso, o que acham?
- Sim? - � mole.
- �... � mole. - Certo.
- Sim, diga. - Ele responde r�pido demais.
- N�o para, para refletir. - Certo, obrigado.
Ele n�o desenvolve o suficiente o assunto.
Sim, estou na escuta.
Recebido.
- O senhor � maior de idade? - Sim, sou.
Tem a carteira de identidade?
- Ou algum papel com seu nome? - N�o, n�o tenho a identidade.
Eu preciso de um papel lhe identificando.
Algo que prove sua identidade.
Por favor.
Se quiser que isso ande r�pido,
coloque na mesa o que tem nos bolsos.
N�o entendo o que est� falando.
No entanto, falo bem franc�s.
Lhe pe�o gentilmente de esvaziar seus bolsos
- e colocar tudo na mesa. - Vou esvaziar os bolsos.
Obrigada.
Meu telefone e o carregador.
Isto nos pertence.
- � mesmo? - Sim, senhor.
Ah, �? E desde quando?
O senhor foi filmado dentro da loja.
Lhe vimos abrir a embalagem, jog�-la fora
e colocar este artigo no bolso.
Certo, e o telefone tamb�m?
N�o, o telefone � seu.
Tem algum documento de identidade?
- N�o. - Deixe isto aqui.
Mas que hist�ria � essa?
Ele est� falando s�rio?
Por favor, senhor. Um documento de identifica��o.
Certo.
Se quiser resolver isso logo,
mostre uma identidade e preencha o formul�rio.
Assim que pagar, pode ir e tudo termina aqui.
Pagar o qu�? Voc� pegou meu carregador...
Ele n�o � seu. Foi pego da loja.
E onde est� a prova?
Acalme-se. Calma, por favor, certo?
- O senhor foi filmado. - Certo, me mostre a prova.
- Ent�o, artigo 17�. - Que seja, azar!
Lhe pe�o, gentilmente, um documento de identidade.
Ela o trata com respeito e o senhor tamb�m a trata assim.
Tudo bem normal. Ponha o celular de volta e obede�a-a.
Por favor, senhor, ser� r�pido.
Um documento de identidade para podermos preencher isso.
Tenho todo o tempo do mundo, n�o tem problema.
� como desejar.
- Quer saber a verdade? - V� em frente.
Eu peguei o carregador, � verdade eu o roubei.
- E sabe por qu�? - N�o.
Porque h� algu�m no exterior da loja que me disse:
"Voc� entra l� e pega um carregador,
- sen�o dou um tiro na sua cara. - E onde est� esse senhor?
Deve estar na frente da loja.
Ele me mandou pegar, ou atiraria em mim.
Ent�o, voc�s est�o me enfiando numa merda.
- Espere. - Eu n�o tenho como pagar.
N�o somos n�s que o estamos amea�ando.
E como faremos?
Consegue entender minha situa��o?
Entendo, mas n�o � nosso problema.
Ah, n�o! N�o est�o a� pra nada!
Um cara atira em mim e voc�s n�o t�m nada a ver?
Acalme-se. N�s estamos conversando educadamente.
Fa�amos isso r�pido. Nos d� um documento.
- Preenchemos, paga e fim. - Pega a�!
N�o, senhor, nada de intimidade.
- Respeito comigo. - Que seja, est� contente?
Quanto custa o carregador? J� t� ficando puto!
Poderia ir buscar a embalagem,
escanear e trazer o ticket de caixa?
Leve isso.
- E traga a embalagem, eu quero. - O senhor n�o d� ordens aqui.
O senhor n�o tem nada que querer.
Tenho sim, agora sou cliente, ent�o sou o rei.
N�o tem direito a dar ordens, nem � o rei aqui.
- O cliente � rei, ou n�o? - N�o no momento.
Por favor!
Por favor, um pouco de sil�ncio, por favor.
Estamos todos reunidos hoje e voc�s sabem porque.
Pediria � Gis�le de vir aqui.
Ent�o, Gis�le, minha grande amiga...
Ent�o, Gis�le,
na ocasi�o de sua sa�da para se aposentar,
n�s decidimos,
montar um pequeno coral.
� isso.
Pe�o a meus colegas que venham at� aqui.
Obrigada.
Muito obrigada.
Esperem um pouco...
Se n�o enxergo, n�o vai dar certo...
Perd�o.
Agora...
1, 2, 3.
Ela vende salsichas negras Bacon e salsich�o
Sobre macarr�o Ela sempre tem uma opini�o
Ela n�o conta as horas Ela tem um grande cora��o
Atr�s de seu balc�o Ela transpira felicidade
Feitas bem as contas Faz mais de 30 anos
Que ama seu trabalho
Que ama seus clientes
Agora olhe, preste aten��o
Estamos aqui, Gis�le Para lhe dar um adeus
Agora olhe, preste aten��o
Ver� que as pessoas a amam E n�o � pouco
Logo ir� embora Logo viver� sossegada
Para n�s ser� estranho N�o v�-la mais aqui, Gis�le
Os dias e os anos Ir�o passar suavemente
Mas pode estar segura Que n�o lhe esqueceremos
Agora olhe, preste aten��o
Estamos aqui, Gis�le Para lhe dar um adeus
Agora olhe, preste aten��o
Ver� que as pessoas a amam E n�o � pouco
Bem. Um pequeno discurso para Gis�le.
Gis�le,
a quem n�o conhe�o t�o bem quanto a maioria aqui,
eu gostaria de dizer o que creio
que todos aqui sentem.
Gis�le Gerwig,
n�o h� necessidade de trabalhar com voc� por muito tempo
para apreci�-la.
Estou entre voc�s h� 6 meses agora,
mas sei que sabem muito mais que eu sobre esta loja.
E que poder�o me ensinar muito.
Sempre chega no hor�rio.
Sempre disposta a dar uma ajuda.
Sempre sorridente.
Sempre dando bons conselhos aos clientes.
� importante.
Porque essa � nossa miss�o, servir o cliente.
E durante 32 anos voc� encarnou isso, Gis�le.
32 anos.
Primeiro, no caixa, por 12 anos.
Depois no balc�o de frios onde trabalhou 20 anos.
Agora est� saindo,
mas saiba, cara Gis�le, que ficaremos sempre felizes
ao v�-la nos visitando
e dizendo um "oi".
E do fundo do cora��o, um grande "muito obrigado".
Pronto.
- O que vai fazer? - Voc� j� vai ver.
O que vai p�r?
Pronto?
Esta.
Boa!
Posso dan�ar com voc�s?
Vai, venha.
Ah, n�o...
Vai dance com sua m�e.
Sua vez.
C�mera 22.
� a prateleira de colantes, de roupas de baixo...
Percebeu?
N�o...
A bolsa dela est� aberta e ao alcance da m�o.
Ent�o ela pode p�r tudo o que quiser.
Eles fazem parecer que se interessam por algo,
e em seguida enfiam na bolsa.
Note que o ladr�o
n�o tem idade, nem cor.
Todo mundo � suscet�vel de roubar.
Velhos, jovens...
Preste aten��o.
O produto continua na m�o.
Ela n�o p�s no carrinho. Desconfie.
Nesse caso, parece que est� tudo bem.
Mas durante esse tempo h� outras coisas...
Acontecem v�rias outras coisas nas outras telas.
Bem, h� mais ou menos 80 c�meras no total.
Voc� pode ir se acostumando. Tem um tempo para isso.
Se quiser mudar, � s� digitar o n�mero da c�mera.
Estou pondo a 32... E depois a tecla CAM.
Essa � a m�vel central.
A que permite controlar todas as se��es.
Mas com essa reforma a visibilidade � quase nula.
Este � o setor de vinhos.
Olha os apaixonados...
Mas n�o � por isso que eles n�o roubam.
A 54 s�o os jogos digitais.
E os CDs. Aqui precisa cuidar bem.
C�mera 35.
Outro com o artigo na m�o.
N�o � normal.
Precisa ficar cuidando, ver se ele n�o abre a embalagem.
Viu, ainda est� nas m�os.
�timo.
C�mera 18.
S�o os caixas.
Com os caixas, fa�a zooms para ver
se elas escaneiam todas as mercadorias.
Se elas n�o deixam passar carrinhos com coisas dentro.
Pode acontecer.
Isso porque o diretor est� tentando aumentar o faturamento.
Como n�o houve muitos que aceitaram
adiantar a aposentadoria,
ele est� atr�s de aumentar as demiss�es.
Ent�o, qualquer problema, n�o hesite,
avise a respons�vel dos caixas
para que ela fa�a a abordagem.
Me d� a ducha.
D� aqui sua m�o.
- Obrigado por terem vindo. - Obrigada por nos receber.
Eu queria esse encontro
para nos atualizarmos sobre a orienta��o do Matthieu.
O projeto com Matthieu � um projeto
que � ambicioso, mas realista.
A necessidade do encontro � porque neste momento
a participa��o dele diminuiu um pouco,
e os resultados pioraram.
Mais adiante, isso pode, se as coisas n�o se arranjarem,
comprometer a orienta��o.
Bem, serei bem claro em rela��o a isso,
porque n�o quero
dar uma propor��o demasiada � situa��o.
Matthieu fez um bom ano no in�cio,
com bons resultados.
� por isso que terminado o ano,
ele j� falava de engenharia biol�gica,
- no Centro Universit�rio, n�o? - Sim.
Foi um projeto que voc� amadureceu. Muito bem!
Foi bem constru�do.
E foi aprovado, no final do primeiro ano,
como sendo um projeto coerente.
Ao contr�rio, os resultados deste primeiro semestre,
n�o s�o
t�o bons quanto deveriam ser.
Lembro que � uma especialidade exigente, muito seletiva.
Houve ent�o um recuo neste primeiro trimestre.
O que pode nos dizer a respeito, Matthieu?
N�o sei,
talvez press�o demais.
Porque como tenho muita vontade de entrar
nesse centro tecnol�gico,
pus muita press�o em mim mesmo.
E tamb�m...
E fui mal na prova surpresa de Ci�ncias da Vida e da Terra.
Fui mal de verdade nessa prova,
porque eu sabia que haveria uma outra prova
na semana seguinte
e a professora disse que era importante para o Centro,
eu estudei, e estudei, e estudei,
- e infelizmente eu... - Bem, seja como for,
houve uma pequena perda,
e � por isso que � importante nos vermos,
para conversar e para eu lhes alertar.
Isso para, no 2� trimestre, termos certeza
de voltar ao n�vel de exig�ncia necess�rio para entrar no CTU.
Talvez voc� exija muito de si mesmo,
- antes das provas. - Isso influi.
Porque em casa, tenho a impress�o que...
Ele estuda muito.
E acho que ele est� no n�vel, mas �s vezes,
a nota n�o reflete o quanto ele se esfor�ou.
Voc� precisa se dedicar,
ter consci�ncia que tem capacidade.
Ent�o, continue a estudar e n�o se disperse.
Voc� diz: "eu estudo, estudo, estudo..."
Ent�o, ou n�o est� sendo eficaz, ou algo lhe preocupa.
N�o faz mal. Objetivo: Centro Tecnol�gico Universit�rio.
Entre aqui, senhor.
Bem...
Sabe por que est� aqui, senhor?
N�o, n�o sei.
N�o, o senhor n�o sabe?
O senhor esqueceu de registrar um artigo no caixa?
N�o, est� tudo aqui.
�, mas o senhor esqueceu de um.
- Qual? - Ah! � o senhor quem sabe.
N�o, tudo o que tenho est� aqui.
Pode nos mostrar, por favor?
Est� em seu bolso.
O senhor foi filmado. O artigo n�o est� a�,
est� com o senhor.
�, bem. Eu peguei isso...
- Pode ir escanear isso? - Foi acidental...
Pois, �...
Deixemos isto aqui, senhor.
O senhor tem documentos de identifica��o?
Fiz isso sem pensar...
- Esse � o endere�o atual? - Sim, �.
Sr. Derval...
Meu colega ir� voltar com o artigo j� registrado,
o senhor s� ter� que pagar e pronto, acaba assim.
Mas eu n�o tenho...
N�o tenho dinheiro para pagar.
- N�o tem dinheiro com o senhor? - N�o... Acho que...
Vou terminar isto.
- Confere? - Sim.
- Devo assinar alguma coisa? - Sim. Aqui.
Bem, senhor...
- N�o tem o dinheiro? - N�o. N�o...
N�o, era tudo o que eu tinha.
Tinha o suficiente para pagar a conta, mas...
E em sua casa?
N�o, era tudo o que eu tinha at� o fim do m�s...
- N�o tem dinheiro em casa? - N�o.
Se deixar aqui a identidade, pode ir at� sua casa,
- trazer o dinheiro e... - N�o, eu...
Encoste na parede, senhor.
Ficou em 15,75 euros.
- Mas eu n�o... - Ele n�o tem como pagar.
- N�o tenho como pagar. - Propus a ele ir em casa.
Voc�s n�o podem ficar com isso, p�r de volta na prateleira?
N�o, n�o � poss�vel. � um produto perec�vel.
Zadi, c�digo V. Zadi, c�digo V.
Sim, na escuta.
Zadi, c�digo V. Zadi, c�digo V.
N�o teria algu�m pr�ximo ao senhor, que pudesse ajudar?
- N�o. - Algum amigo?
N�o. Eu...
- N�o tenho ningu�m que pode... - Ent�o, artigo 17�.
Bem, � a primeira vez. A primeira vez que acontece.
Eu nunca fiz...
- Nunca me aconteceu. - Se pagar, acaba aqui.
Poderei pagar mais adiante, mas agora n�o tenho dinheiro.
Ent�o � o 17�.
Bom...
Eu fa�o o 17�.
N�o h� nenhum outro jeito?
N�o, senhor.
Mas � como digo,
o senhor pagando, acaba aqui.
Se eu pudesse pagar, eu pagaria...
N�o estou de m� vontade.
Se eu pudesse pagar, eu pagaria.
- Trouxe o contrato de emprego? - Sim.
Preciso dele.
- A� est�. - Obrigada.
Certo.
O per�odo de experi�ncia j� passou.
Isto � o que havia informado, est� bom.
Certo, isso � perfeito.
Fico com ele, farei a fotoc�pia daqui a pouco.
Ent�o se trata de um empr�stimo de 2.000 euros?
Isso mesmo.
Encontrou um bom carro usado?
Sim, acho que j� encontrei.
Digo isso, porque posso lhe conseguir
- um empr�stimo at� 4.500. - N�o, n�o.
- Certo... - N�o!
Ent�o, 2.000 euros para pagar em 3 anos...
Com o seguro, a mensalidade ser� de cerca de 60 euros.
- Assim est� bem? - Sim, muito bem.
- Est� contente no novo emprego? - Sim, est� bom.
- Est� indo bem? - Sim, muito bem.
- Volte ao seu local, Samuel. - Certo.
- Bem, o que houve? - N�o sei.
- N�o sabe? - N�o.
Sra. Anselmi, a senhora ficou com os cupons de desconto?
N�o, joguei-os fora como sempre.
N�o, a senhora n�o os jogou fora.
A senhora os guardou para si.
N�o, eu joguei no lixeiro, sob o caixa.
Thierry, pe�a ao Samuel para verificar o que h� na lixeira.
Thierry a Samuel?
Na escuta, Thierry.
Poderia verificar na lixeira da Fran�oise
se h� cupons de desconto?
- OK, recebido. - Certo.
Samuel para Thierry.
Prossiga.
N�o encontrei nada. N�o h� nada na lixeira.
Recebido.
E ent�o? Onde est�o os cupons?
Est�o comigo.
Confesso.
Est�o aqui.
Mas juro que � a primeira vez.
N�o foi a primeira vez, senhora. A senhora foi filmada.
- Jean-Eddy, confirma isso? - Sim, senhor. Afirmativo.
- Thierry, confirma? - Sim.
N�o foi a primeira vez, Sra. Anselmi.
Como explica isso?
- Sabe que � proibido, n�o? - Sim, eu sei.
Sei perfeitamente que � proibido.
E agora?
O senhor me conhece h� um bom tempo.
Sou dedicada ao meu trabalho.
O que fez, causa perdas.
- Eu sei... - � roubo.
Mas n�o foi da loja que a senhora roubou.
Foi o b�nus salarial do Thierry,
do Jean-Eddy e de seus colegas.
- Tem consci�ncia disso? - Sim.
Sim.
E ent�o?
Pode se dar um jeito.
Nesse caso, francamente, n�o vejo como.
Que jeito? O que posso fazer? Nada.
Tem alguma ideia?
D� a eles meu b�nus.
Retire meu b�nus.
E seus colegas? O que dir�o eles disso?
O que eles ir�o pensar?
Que � poss�vel ficar com os cupons de desconto
e continuar trabalhando, tranquilamente.
J� lhe expliquei.
Sou uma pessoa dedicada.
� poss�vel dar um jeito.
O problema entre n�s, agora, Sra. Anselmi
� de confian�a.
Acabou-se a confian�a.
Eu n�o consigo trabalhar
com pessoas em quem n�o tenho confian�a.
- Mas eu confio no senhor. - Mas eu n�o mais, em voc�.
N�o confio mais na senhora.
J� confiei,
mas agora acabou.
Sim?
N�o, n�o agora.
Bom dia!
Pode fechar a porta, por favor?
- Bom dia, senhoras, senhores. - Bom dia.
Obrigado por comparecerem a esta reuni�o,
que eu preferia n�o estar fazendo, bem sinceramente.
Nos aconteceu algo bastante excepcional,
que concerne todos n�s.
Eu mesmo, em primeiro lugar.
E solicitei ao diretor de recursos humanos do grupo
que estivesse aqui hoje,
porque quero compartilhar o que aconteceu.
E, se poss�vel, responder �s eventuais quest�es.
Este � o Sr. Draux. Deixarei que ele pr�prio se apresente.
Bom dia a todos.
Sou o Sr. Draux, diretor de recursos humanos do grupo.
Estou aqui a pedido do Sr. Ouhib e da diretoria do grupo.
Irei diretamente ao ponto.
O que aconteceu?
H� uma colega sua, a Sra. Anselmi,
que suicidou-se aqui, no local de trabalho.
O Sr. Ouhib informou que era...
uma pessoa que trabalhou aqui por mais de 20 anos.
Todos a conheciam, certamente.
Ela era bem vista por voc�s, pelos clientes...
e trabalhava corretamente.
Entre voc�s, h� os que se acercaram dela.
Talvez tomando caf� ou no almo�o.
Outros mesmo, a encontraram fora do trabalho.
E nem por isso a conheceram bem.
Entendam bem o que quero lhes dizer.
Ningu�m aqui deve se sentir culpado por esse gesto dela.
Claro, ela se suicidou aqui,
no local em que trabalhava,
ap�s ter deixado o grupo,
mas a vida da Sra. Anselmi n�o se resumia ao trabalho.
A vida de algu�m compreende muitas coisas. Havia a fam�lia,
ela tinha um filho, irm�os, irm�s, amigos...
Tinha as alegrias dela, tristezas, projetos, decep��es.
O trabalho era uma parte da vida dela,
mas havia muitas outras coisas em torno disso.
Quando uma porta est� fechada,
n�o se sabe o que se passa atr�s dela.
A pouco, ficamos sabendo pelo Sr. Ouhib
que a Sra. Anselmi tinha um filho
que se drogava.
� algo que � muito, muito pesado.
Os grandes problemas financeiros que ela tinha
se davam em fun��o disso.
Ent�o, voc�s podem perceber que...
H� muitas coisas que podem explicar esse gesto,
embora apenas ela, conhecesse as raz�es reais.
Apenas ela.
Ningu�m aqui deve sentir-se respons�vel, seja l� do que for.
Senhoras e senhores, agora convido-os a ficar em p�.
Em nome do Pai e do Filho, e do Esp�rito Santo.
O Senhor esteja convosco.
- Vai levar este aqui? - Vou.
Fique ali perto da parede, por favor.
Por favor, ali atr�s.
- Tem seu cart�o Malin a�? - N�o.
- N�o? Tem certeza? - Tenho.
Sabe bem por que est� aqui. Uma d�vida...
- N�o? - N�o, n�o sei porque.
N�o vou ficar enrolando.
Vi voc� passando seu cart�o de fidelidade no caixa
quando havia clientes que n�o tinham o cart�o.
E com esse cart�o voc� recuperava os pontos.
� isso.
- N�o, eu n�o tinha o cart�o. - N�o, n�o diga isso.
Pois eu pr�pria lhe vi fazendo.
E Thierry lhe viu fazendo pela c�mera.
Temos todas as provas.
Voc� sabe muito bem o que acontece.
E sabe tamb�m como se chama o que voc� fez.
Sabe ou n�o sabe?
Me d� seu cart�o Malin, por favor.
Ele est� em meu arm�rio.
N�o est� facilitando sua vida.
D� a ela o cart�o, ser� mais simples.
Porque fez isso?
N�o consigo entender.
Os pontos eram multiplicados por 10.
Ah, �...
Agora s�o os problemas que ser�o multiplicados por 10.
O que farei agora ser� verificar seu cart�o.
Saberemos o n�mero de vezes que voc� o passou e,
em seguida, comunicaremos � dire��o.
S�o apenas pontos, eu n�o roubei nada.
Sou obrigada a verificar isso.
N�o ir�o fazer uma den�ncia
s� por causa de um cart�o de fidelidade...
N�o sei.
- Art Subs - 7 Anos fazendo Arte para voc�!
Legenda Durenkian
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