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Original subtitles

Desculpe.

Obrigado.

Quando est� chovendo em Londres,

nevando em Nova York ou o carteiro entrega

uma cobran�a do Imposto de Renda

ou h� um marido irado batendo,

h� apenas uma coisa a fazer:

arrumar uma mala cheia de dinheiro

e pegar o pr�ximo avi�o para as Bahamas.

Aqui encontrar� mares quentes, bebidas frescas,

vida boa e baixos impostos.

O que mais algu�m poderia pedir?

Entendeu o que quis dizer?

N�o consegui falar com Lida porque a linha estava ocupada.

O avi�o n�o parte at� amanh�.

Pensei que talvez hoje � noite n�s tr�s pud�ssemos jantar.

� bem gentil da sua parte.

Seria um prazer.

Quanto tempo faz desde que viu Lida?

Cinco, seis anos.

Ver� que ela mudou muito.

Como?

N�o sei. N�o parece mais minha irm�.

Nos �ltimos meses, tem agido de maneira muito estranha.

De que forma?

Ela apenas parece assustada e preocupada.

Sinceramente, Simon, tentei ajudar, mas ela simplesmente n�o

quer falar sobre isso.

Acha que ela falaria comigo?

Ficaria muito grata se voc� tentasse.

Se h� uma pessoa no mundo em que ela pode confiar

� o famoso Simon Templar.

O SANTO

S03E02 - Lida

Legenda por Susanawho

Lida Verity. Al�?

Conseguiu?

Sim, consegui.

Sabe o que fazer, n�o �?

Claro que sei. J� passei por isso antes, n�o?

Bem, n�o se atrase.

Essa ser� o fim, n�o �? Quero dizer...

Prometeu que seria a �ltima vez.

Sempre cumprimos nossas promessas, Sra. Verity.

Fa�a apenas o que mandamos e n�s nos daremos bem.

Agora lembre-se: 22:00hs, n�o se atrase.

Lida, tenho uma maravilhosa...

Sempre entra no quarto sem bater?

Desculpe, simplesmente n�o pensei.

Pelo menos eu poderia ter um pouco de privacidade em minha pr�pria casa.

N�o tive a inten��o de estourar com voc�.

� s� que...

Deixa pra l�.

- Lida, o que est� errado? - Nada, nada mesmo.

Deve haver alguma coisa.

Tem estado t�o tensa ultimamente.

- N�o, n�o se preocupe. - N�o posso evitar de me preocupar.

Se houver alguma coisa, quero ajud�-la.

Bem, voc� n�o pode nem ningu�m mais.

- H� algo... - N�o!

Olha, Joanie, vai parar de me fazer todas essas perguntas?

Tudo bem, tudo bem, n�o vou dizer mais nada.

Adivinha?

Simon Templar est� aqui.

� mesmo?

Encontrei-o hoje no clube.

E sabe de uma coisa?

Ele est� nos convidando para jantar hoje � noite.

Joan...

Desculpe, n�o posso ir.

Mas disse que estava livre esta noite.

Algo aconteceu. Tenho um encontro �s 22:00hs.

- Feche para mim, sim? - Com quem?

- Um amigo. - � no nome dele que estou interessada.

Oh, pelo amor de Deus, Joan! Vai parar de me interrogar?

Tudo o que eu perguntei � com quem vai sair.

Certamente n�o � interrogat�rio.

Estou ocupada, vamos deixar assim.

Lida, Simon poderia ajudar?

N�o aceita n�o como resposta, n�o �?

N�o quero que voc�, Simon ou mais algu�m se meta nos meus assuntos!

Est� bem, n�o precisa gritar.

Se n�o gritar, voc� n�o entende.

Tudo bem, ent�o eu me meti numa complica��o.

Vou sair dela.

N�o quero ajuda ou interfer�ncia de ningu�m

e n�o sei como deixar isso mais claro.

Cuide da sua vida e me deixe em paz!

Maurice?

Maurice?

Lida!

- Que bom v�-la. - Maurice!

- Incomodaram voc� de novo? - Sim.

Diga-me, o que aconteceu?

A �ltima vez n�o pude levantar mais dinheiro

e pensei que me deixariam em paz.

E ent�o as liga��es come�aram novamente.

Vamos, sente-se um minuto.

Agora, diga-me, o que querem agora?

Isto.

Vai dar a eles?

Disseram que saldaria a conta. Prometeram.

Bem, ent�o d� a eles.

Valer� a pena ser livre.

Nunca serei livre.

Ser� apenas um pagamento a mais e assim por diante,

at� n�o sobrar nada.

Maurice, precisa me ajudar.

Mas como?

- N�o tenho dinheiro. - N�o, n�o � isso.

Quero que venha comigo e me ajude a descobrir quem �.

Lida, isso � imposs�vel, perigoso.

Se pensarem por um minuto que estava tentando

engan�-los, eles a arruinariam.

N�o me importo mais!

Mas eu sim.

Muito.

Lida,

n�o suporto v�-la ferida assim.

Mas isso n�o vai durar muito mais, acredite.

Por pior que possa parecer, � a melhor alternativa.

S� n�o sei mais o que fazer.

- N�o consigo pensar. - Aqui, enxugue os olhos.

Ser� s� mais uma vez, Lida.

E ent�o poderemos come�ar a fazer planos.

Vou lev�-la para longe daqui,

para algum lugar onde n�o possam toc�-la.

- Realmente quis dizer isso? - Claro que sim.

Quero estar com voc� mais do que qualquer outra coisa no mundo.

Isso � muito comovente.

Mas tem um encontro, Maurice, lembra?

- Saia daqui! - Estou te esperando, querido.

Ela � linda, n�o �?

Muito.

Ainda n�o tem ideia do que a est� incomodando?

Nenhuma.

Seja o que for, certamente n�o exagerou o efeito nela.

Quando ela passou por mim na estrada hoje � noite,

dirigindo como se os c�es do inferno estivessem atr�s dela.

Sa�de.

Se tivesse chegado antes que ela sa�sse, poderia ter conversado com ela.

Vamos, temos tempo de sobra.

Vamos sentar e me conte tudo o que sabe sobre sua irm�.

Tudo o que aconteceu.

Bem, esta noite foi a primeira vez que ela pareceu

se abrir e admitir que algo estava errado.

Entrei no quarto,

ela estava ao telefone e estourou com viol�ncia.

Perguntei-lhe se poderia ajudar.

Ela disse que nem eu nem ningu�m poderia ajud�-la.

Ela disse que se meteu em alguma encrenca podre

e que somente ela poderia se livrar disso.

Quero dizer, at� sugeri se voc� poderia ajudar.

Boa noite, Sra. Verity. Bem-vinda a bordo.

Ol�, Bosun.

N�o o coloque longe.

- Vou sair logo depois das 10. - Sim, senhora.

Boa noite, senhora.

Sra. Verity, que prazer v�-la novamente.

Esteban.

Est� sozinha ou vai se juntar a algu�m?

Sozinha.

Uma mulher bonita nunca deveria estar sozinha.

Posso lhe pegar uma bebida?

Voc� � muito gentil, mas n�o vou ficar aqui por muito tempo.

Como quiser.

Lida, tudo bem?

Qual � o problema com ela?

- O de sempre, Sra. Verity? - O que?

Sim.

- Que horas s�o? - Quinze para as dez, senhora.

Seu troco, Sra. Verity.

Sua foto estar� pronta em meia hora.

Obrigada.

- Vai jogar hoje � noite, Sra. Verity? - N�o, n�o hoje � noite.

Estou convencida de que ela est� com algum tipo de problema terr�vel

mas ela se recusa a falar sobre isso.

Al�?

- Al�, Joan. - Sim, Lida?

- Simon est� a�? - Sim, est�, s� um segundo.

� Lida para voc�.

- Lida? - Simon, oh, gra�as a Deus!

Escute, preciso da sua ajuda desesperadamente.

N�o tenho muito tempo. S� at� �s 10:00.

- Onde voc� est�? - Clube do Capit�o Kidd.

Clube do Capit�o Kidd? Sim, conhe�o.

Estarei a� em 15 minutos.

- Vamos. - Qual � o problema?

Vou falar sobre isso no carro.

Precisa disso?

- Algo que possa fazer, Sra. Verity? - N�o.

N�o, obrigada.

Ela n�o deu nenhuma ideia do que estava errado?

N�o, s� que o tempo estava se acabando r�pido.

A Sra. Verity est� l� dentro?

N�o sei ao certo, senhor, n�o a vi sair.

- Mas estive muito ocupado. - Obrigado.

N�o a vejo.

Verifique o sal�o de jogos e depois o toucador.

Boa noite, senhor. Gostaria de uma mesa para dois?

N�o, obrigado. Estou procurando a Sra. Verity.

A Sra. Verity, n�o acho que ela esteja aqui esta noite.

Mas o Capit�o Hook na entrada disse que estava.

� poss�vel, n�o vejo todo mundo que vem e vai.

Bem, n�o vai se importar se eu procurar por ela, n�o �?

Disse que a Sra. Verity n�o est� aqui esta noite, n�o quero nenhum problema, mas...

Ent�o n�o ter� nenhum.

Contanto que fique fora do meu caminho.

O crupi� a viu h� cerca de 10 minutos, mas n�o mais desde ent�o.

Vamos verificar se o carro dela ainda est� aqui.

Devo procurar um m�dico?

Nao se incomode. Chame a pol�cia, ela est� morta.

Por qu�? Por que ela faria isso?

Eu me pergunto.

Eu a chamei, mas ela n�o respondeu.

Apenas passou por n�s.

Quase em transe.

Era muito amigo da Sra. Verity?

Claro.

Ela demonstrou algum sinal particular de ang�stia?

Posso estar enganado, Inspetor,

mas ela olhou para mim como se estivesse chorando.

Muito obrigado. Foi muito �til.

Isso � tudo? Podemos ir agora?

Sim, claro.

Se der o seu endere�o para o meu Sargento.

Provavelmente ser� chamado para o inqu�rito.

Desculpe deix�-la esperando.

Bem, acho que tenho todas as informa��es que preciso.

Por que ela tinha que fazer isso aqui?

Esse tipo de publicidade pode arruinar meus neg�cios.

Uma certa cota de inconveni�ncia � inevit�vel

com suic�dio em um local p�blico.

Sinto-me t�o culpada...

Ela precisava de mim e de alguma forma eu deveria ter feito ela me dizer porqu�.

Suponho que esteja convencido de que foi suic�dio, Inspetor?

Claro.

Todo mundo que a viu hoje � noite concorda que ela estava muito perturbada.

Ela esteve apostando bastante nos �ltimos meses.

Perdendo a maior parte do tempo.

Tenho suas promiss�rias de quase 2.000 libras.

Ela era uma mulher rica.

2.000 libras n�o eram importantes para ela.

Pelo menos, n�o achei que fosse.

O magistrado vai querer ver essas promiss�rias.

Quando quiser.

Acho que isso resolve tudo.

Naturalmente, todos dever�o comparecer � audi�ncia, mas

n�o passar� de uma formalidade.

Tudo limpo e arrumado.

E um carimbo de borracha marca o caso encerrado.

N�o procuro problemas onde n�o existem, Sr. Templar.

Receio ter que pedir para vir � Delegacia

para fazer uma declara��o formal.

Sim, claro.

E o senhor tamb�m, Sr. Templar, j� que encontrou o corpo.

Nada no mundo me impediria.

Vou terminar aqui.

Encontro voc�s no meu escrit�rio em 20 minutos. Thompson?

Vamos?

Oh, Esteban, n�o v� para a cama.

Posso querer falar com voc�.

Soube sobre sua irm�, senhorita.

Sinto muito. Ela era uma boa dama.

- Muito obrigada. - O carro dela ainda est� aqui.

Ajudaria se eu o levasse para casa?

- Pode guiar bem com isso? - O que, isso?

Oh, � apenas um truque.

Eu o tiro assim que termino de fechar aqui.

- Obrigado, agradecer�amos. - Obrigada.

- Acho que cobre tudo. - �timo.

E se apenas assinar para mim.

- E agora, Inspetor? - O que sugere?

Podemos questionar por que uma mulher que pretendia se matar

me telefonou pedindo ajuda?

Existe um axioma no trabalho policial, Sr. Templar.

Nunca se pode decifrar um suic�dio.

Particularmente neste caso.

Essa � uma frase �til para encobrir as coisas que n�o quer saber.

Esteve me criticando a noite toda, Templar.

Se tem alguma ideia, vamos ouvi-la.

Receio n�o poder oferecer nenhuma prova concreta,

mas todo instinto que tenho me diz que h� algo muito, muito errado.

Pelo amor de Deus, observe os fatos.

Ela estava chateada, devia dinheiro, a posi��o da ferida

corresponde � maneira como a arma foi segurada.

Encontrar� queimaduras de p�lvora em seu vestido e parafina e

o teste de impress�o digital provar� que ela segurava a arma.

Exatamente, estou lidando com fatos, n�o instintos.

Parab�ns.

Acho que n�o temos mais nada a discutir, Sr. Templar.

Acho que ele quer dizer que a entrevista acabou.

A prop�sito, checou onde Lida pegou a arma?

Est� sendo verificado, essas coisas levam tempo.

Bem, posso ver que n�o vai se precipitar

sobre isso, ent�o n�o se importar� se eu fizer um pouco de pesquisa por a�.

Eu me importarei muit�ssimo. Conhe�o sua reputa��o, Templar.

Se colocar um p� acima da linha da lei,

vou deport�-lo desta ilha em minutos.

Que diabos deu errado?

- Por que ela foi morta? - Calma, Maurice.

Acalme-se, acidentes acontecem em nossos neg�cios como em qualquer outro.

Eles o enforcam por acidentes como este.

O chefe deve ter ficado louco.

N�o acho que o chefe gostaria disso, sabe?

- N�o acho que ele gostaria disso. - N�o ligo para o que ele gostaria.

Olha, t�nhamos algo de bom para n�s e agora est� perdido.

Est� sendo covarde.

Agora, escute.

N�o preciso aguentar esse tipo de coisa de voc�, seu imbecil!

Voc� � muito forte, n�o �?

Estou assustado.

Estou com muito medo.

- Deveria bater na sua cabe�a. - Sim, por que n�o faz isso?

E vou deixar cicatriz em sua linda carinha.

Gostaria disso, Maurice? Hein, querido?

N�o vou me comprometer em nenhum assassinato.

Entende isso?

Claro.

Como eu disse, est� ficando covarde.

Minha parte do acordo � preparar as damas ricas, s� isso.

N�o vou ficar por aqui e acabar sendo acusado de assassinato.

O que vai fazer, Maurice?

Vou pegar o primeiro avi�o para os Estados Unidos

e quero minha parte do neg�cio antes de partir.

N�o havia nenhum neg�cio esta noite.

- Ela n�o tinha a pulseira. - O que?

O que est� tentando inventar?

Ela veio � minha casa antes de ir ao clube

e ela estava com a pulseira porque eu a vi.

N�o a tinha quando o chefe esteve com ela.

Voc� � um mentiroso! Agora escute, quero minha parte.

E diga ao chefe que se ele n�o estiver me esperando

no aeroporto, posso escrever um adeus aos policiais.

Compreende?

Quero meu dinheiro.

Sim? Pebbles.

O Sr. Kerr acabou de sair.

Acho que ele est� ficando com a l�ngua muito solta.

Por que n�o faz algo sobre isso?

Te ligo mais tarde.

Simplesmente n�o posso acreditar que ela est� morta.

H� muito dela nesta sala.

Gostaria que fosse algo mais substancial que a atmosfera.

Algo para nos dar uma pista.

Existe esperan�a? Onde algu�m come�a?

N�o h� nada nessas cartas.

Vamos dar uma olhada no cofre.

Que engra�ado, est� aberto.

Ela esteve sacando grandes somas de dinheiro.

16.000 libras nos �ltimos dois meses.

Deve ser suas d�vidas de jogo.

Sim, mas � jogo impulsivo.

Estes s�o com dois intervalos semanais.

Quer dizer chantagem?

Certamente, mas quem?

O que t�m sobre ela?

- � o Bosun com o carro de Lida. - Bosun?

Pe�a a ele para entrar. Gostaria de conversar com ele.

Ol�, Bosun.

Se tiver um minuto, poder� me ajudar.

Sim, qualquer coisa, senhor.

Por onde dirigiu at� aqui?

Oh, pela estrada costeira, � uma reta.

Foi o que pensei.

Passei pelo carro da Sra. Verity na estrada do aeroporto esta noite.

Isso a desviaria milhas do caminho.

Isso se encaixa.

O que?

Algo que a Sra. Verity deixou no carro.

Talvez eu devesse mostr�-lo � pol�cia, deix�-los cuidar disso.

Gostaria de me contar sobre isso?

N�o quero dinheiro.

Eu disse que gostava da Sra. Verity.

- S� quero ajudar. - O Sr. Templar tamb�m.

Encontrei isso no banco do carro.

M.K.

Um homem chamado Maurice Kerr a levou ao clube algumas vezes.

Ele mora na estrada do aeroporto.

Os registros rastrearam a arma. Pertence a um Maurice Kerr.

Isso � alguma coisa. Thompson, pegue meu carro.

Deixe-me adivinhar, est� indo embora?

Quem diabos � voc�? O que quer?

Sou o homem da lavanderia. Isso � seu, n�o �?

Tem minhas iniciais. Suponho que sim.

Ent�o, o que?

Foi encontrado no carro de Lida Verity.

Ah, possivelmente. Eu a vi por um tempo.

- Voc� a viu hoje � noite? - N�o.

N�o tenho que responder suas perguntas. Quem � voc�?

Receio n�o ter um cart�o. O nome � Simon Templar.

O Santo!

Agora olhe, n�o sei como se envolveu nisso,

mas n�o tive nada a ver com o que aconteceu com ela.

Continue falando.

N�o tenho mais nada a dizer.

Vai pensar em alguma coisa. Tente.

Saia daqui!

Maurice, de um jeito ou de outro, vai falar.

Se temos que passar pelo neg�cio sombrio de viol�ncia ou n�o.

Fora!

Est� bem, agora comece a falar.

N�o tive nada a ver com o assassinato de Lida Verity.

- Juro por Deus, que n�o! - Voc� a estava chantageando.

- N�o, eu n�o. - Quem ent�o?

N�o sei.

Estamos de volta �s corridas novamente, n�o �?

Cometi um erro.

Mas os outros s�o os respons�veis. Eu apenas a enganei.

Como?

Eu a conheci no clube e a encontrei algumas vezes

e ent�o a convidei para vir aqui tomar uma bebida.

Isso tem um toque bem familiar.

As bebidas estavam preparadas, suponho.

Sim, n�o � uma atividade nova.

J� fizemos isso com quase uma d�zia de mulheres.

- Todas ricas e casadas? - Sim.

Tudo bem, Maurice.

Vamos ouvir os detalhes doentios sobre Lida Verity.

Bem...

preparei as bebidas de Lida e depois que ela desmaiou

tiramos algumas fotografias comprometedoras.

Que amea�ou enviar para o marido?

Sim. Ele est� na Inglaterra em uma viagem de neg�cios.

Eu sei que � um neg�cio muito ruim, mas valeu a pena.

Ela n�o sabia que eu estava envolvido.

Pensou que eu estava sendo chantageado tamb�m.

Tudo bem.

Quero os negativos e as c�pias.

N�o sei onde est�o.

N�o estou com disposi��o para parar.

Olha, juro que n�o sei onde os guardam.

N�o tinha nada a ver com esse aspecto das coisas.

Quem s�o eles, Maurice?

- Quem a matou? - Olha, farei um trato com voc�.

Vou lhe dizer nomes, lugares, qualquer coisa.

Voc� me coloca no avi�o logo de manh�.

Prefiro fazer um acordo com um rato infestado de peste.

Vou machuc�-lo at� que me conte tudo.

N�o, n�o meu rosto, por favor, n�o de novo.

Olhe!

Pegue-o.

Sei que isso parece clich�, mas pegou o homem errado.

Vire-se e caminhe em dire��o � casa.

Bem, uma coisa � certa,

a menos que Kerr fosse um contorcionista, n�o cometeu suic�dio.

Bem, Sr. Templar.

Parece que tinha raz�o. Encontrei um assassino.

Voc�.

Kerr contou alguma coisa antes de mat�-lo?

Essa � uma pergunta algo confusa.

Quero uma resposta.

Sugiro que use a diplomacia com intelig�ncia.

N�o acho que percebe a seriedade da sua posi��o, Templar.

Refere-se a acusa��o de assassinato.

Agora, Inspetor, n�o tem provas suficientes

nem para multar-me por bilhete de estacionamento.

Voc� foi visto correndo para fora da casa.

� tudo o que tem? Sem arma, sem motivo, sem nada.

Tudo bem, tudo bem.

Agora vamos jogar de frente.

Kerr est� morto.

Quero saber quem o matou e porqu�.

Quem, eu n�o sei.

Por qu�?

Porque ele estava se aprontando para falar.

- Sobre o que? - O assassinato de Lida Verity.

Kerr estava implicado num assunto de chantagem e quando mataram Lida Verity

ele se assustou e quis pular fora.

- Sabe quem estava nisso com ele? - N�o.

Ele estava prestes a me dizer quando um dos cavalheiros

em quest�o apareceu na janela e atirou nele.

Isso n�o � muito para continuar.

Thompson, traga os rapazes da impress�o digital e bal�stica aqui.

Eles est�o a caminho.

Bem, se os dois v�o bancar os detetives, vou-me embora.

H� um avi�o que sai para Nova York �s 10 da manh�.

Vou mandar um homem para ter certeza de que voc� estar� nele.

Estas insinua��es cuidadosamente redigidas

v�o direto sobre minha cabe�a, Inspetor.

Eu lhe disse mais cedo hoje para ficar fora disso.

N�o � da sua conta.

Mas est� enganado, Inspetor.

Vou apresentar algumas boas raz�es porque � da minha conta.

Uma: Lida Verity era minha amiga.

N�o gosto de chantagem.

E al�m do mais, n�o gosto de ser usado para pr�tica de tiro ao alvo.

Ent�o pode mandar quantos homens quiser ao aeroporto de manh�, Inspetor.

Mas n�o vou colocar um p� para fora desta ilha

at� que o assassino seja preso.

Templar? Templar!

Daria tudo para conseguir incrimin�-lo.

Policiais de todo o mundo sentem o mesmo.

Vamos encerrar essa coisa.

Se Templar quer um assassino, vamos encontr�-lo.

Detesto dizer isso, mas parece que o plano dele est� funcionando.

Plano, o que quer dizer com plano?

O jeito que o incomoda.

Acho que ele queria deix�-lo com tanta raiva at� que realmente se mexa.

Vou olhar isso, fa�a uma parada no quarto.

- Pegaram a Joan. - Continue falando.

N�o pude fazer nada, Sr. Templar, ambos tinham armas.

- N�o tive chance. - Voc� os conhecia?

Nunca os vi antes.

Tudo bem, comece do princ�pio.

Est�vamos esperando o senhor voltar.

A campainha tocou.

Joan respondeu porque pensamos que fosse o senhor.

Eles entraram, me amarraram e levaram Joan.

Tudo acabou em dois minutos.

- Disseram alguma coisa? - Nenhuma palavra.

S�o profissionais, Sr. Templar.

- N�o perderam um segundo. - Aqui, beba isso.

Obrigado.

- Precisava disso. - Como est� se sentindo?

Mal. Eu o decepcionei, Sr. Templar.

Deveria ter sido capaz de ajud�-lo de alguma forma.

N�o se preocupe com isso agora.

O importante � recuperar Joan.

Sim, claro, se soub�ssemos por onde come�ar.

O clube seria um bom come�o.

Era onde Kerr fazia seus contatos.

E onde Lida foi assassinada.

Acha que Esteban estava nisso?

Ele fez de tudo para me impedir de ver Lida esta noite.

Vamos perguntar a ele.

- Al�? - Templar?

Agora me escute bem.

S� vou dizer isso uma vez.

A Sra. Verity ia nos trazer uma pulseira hoje � noite.

N�o conseguimos, mas sabemos quem a conseguiu.

Voc�?

- Diga-me quem? - N�o se fa�a de bobo comigo, querido.

Voc� foi o primeiro em cena.

Teve tempo de sobra para peg�-la antes que algu�m chegasse at� voc�.

Foi isso que procurava quando tentou me matar na casa de Kerr?

O qu� mais?

Queremos a pulseira. Se n�o a conseguirmos,

Joan Wingate vai acabar t�o morta quanto sua irm�.

Simon, ele fala s�rio.

Simon, d� para ele, por favor, caso contr�rio ele vai me matar.

Joan?

Joan, pode me ouvir?

Fa�a como a dama disse, Sr. Templar.

Ligarei mais tarde para lhe dizer como, onde e quando.

- Ouviu isso? - Sim.

N�o temos escolha, n�o �?

- O que me aconselha? - Quanto mais r�pido, melhor.

Essa � uma forma de matar Joan.

Depois que conseguirem o que querem, ela n�o ter� mais utilidade para eles.

E poderia identific�-los.

Eles mataram duas vezes esta noite. Mais uma n�o far� diferen�a.

Sr. Templar, eu sei, mas o que vamos fazer?

N�s a encontraremos e r�pido.

Esse � o escrit�rio de Esteban.

Parece que ele esperava por mim. Como entramos?

H� uma janela na parte de tr�s.

Mostre o caminho.

Certo, a� dentro.

Voc� � muito h�bil com uma espada

e com a ponta da arma, n�o �?

O que espera?

Algu�m entra no meu clube, n�o vou ficar por a� fazendo perguntas.

Parece razo�vel.

- O que quer? - Conversar.

Todo mundo com quem tento conversar nesta ilha � morto.

Primeiro Lida Verity, depois Maurice Kerr, � muito frustrante.

- Kerr, est� morto? - N�o sabia?

N�o, n�o, como deveria? Quando? Como?

Compre um jornal da manh� e leia tudo sobre ele.

O que est� fazendo?

Acha que tive algo a ver com isso. N�o o matei.

Certamente n�o com esta arma.

J� faz muito tempo desde que foi disparada.

Com nenhuma arma.

Vamos brincar um jogo r�pido de perguntas e respostas.

Por que estava t�o ansioso para me impedir de encontrar Lida Verity?

Isso n�o � verdade...

O fato de n�o ter sido disparada h� muito tempo

n�o significa que n�o possa ser disparada agora.

Tudo bem, tudo bem.

Escute, muitas mulheres v�m ao meu clube.

Os homens que as trazem nem sempre s�o seus maridos.

Estou profundamente chocado.

A Sra.Verity esteve aqui algumas vezes com Maurice Kerr.

Pensei que talvez voc� fosse um detetive particular ou algo assim.

E estava tentando proteg�-la?

N�o queria nenhum problema. Ela era uma boa cliente.

- Gastava muito dinheiro aqui. - Parte desse dinheiro era chantagem?

Chantagem? N�o!

N�o sei do que est� falando.

Estou inclinado a acreditar em voc�, Esteban.

Tem algum tipo de acordo com Kerr?

Ele trazia mulheres para o clube.

Pagava a ele uma pequena comiss�o pelo dinheiro que perdiam nas mesas.

Homens como ele ganham a vida dessa maneira.

� s� pouco dinheiro.

- Estava enganado sobre voc�, me desculpe. - Deveria sentir.

N�o me entenda mal. N�o estou me desculpando.

Lamento, porque com voc� claramente n�o tenho uma �nica pista.

- Ter� que dar a pulseira a eles. - Bem-vindo de volta, como est� a cabe�a?

D�i.

Olha, � melhor voltarmos para casa.

� para l� que ligar�o quando estiverem prontos para negociar.

O pr�ximo passo � com eles, vamos l�.

- Isto � seu? - N�o, de Pebbles.

Ele tem exclusividade da fotografia aqui.

- Qual o nome? - Sanchez, Harry Sanchez.

- Como acabou de cham�-lo? - Pebbles, uma esp�cie de apelido.

Esse apelido � dado a quem usa �culos de lentes grossas.

Claro. Sanchez os usa o tempo todo.

� cego como um morcego sem eles.

Qual � o problema?

As fotografias faziam parte do neg�cio de chantagem e o homem

que tentou me dar um tiro na casa de Kerr usava �culos de lentes grossas.

- Onde ele mora? - Na North Key.

143.

- Sabe onde � isso? - Claro.

Quero ir l�.

E se for outra pista falsa?

Sei que n�o est� tentando atrasar.

Vou ter que devolver a pulseira, n�o vou?

Espero que os pegue.

Usando meu clube para uma atividade de chantagem, rato fedorento.

Nem me deu um centavo.

143 fica do outro lado da rua.

Parece um lindo bairro.

Deveriam derrub�-lo e construir uma favela.

Quer que eu v� com voc�?

N�o, de um jeito ou de outro, teve uma noite bastante dif�cil.

Fique aqui. Se eu n�o sair daqui a 10 minutos, chame a pol�cia.

Certo.

- Boa sorte. - Obrigado.

Meus �culos. N�o posso v�-lo.

Isso n�o � mal? Agora, onde est� a garota?

Onde ela est�?

L�.

- Joan? - Simon, gra�as a Deus est� aqui.

Voc� est� bem?

Ele disse que se n�o desse a pulseira, ele me mataria.

Por isso tive que encontr�-la. Eu n�o a tenho.

- Mas ele disse que sim. - Sei o que disseram.

Lida deve ter escondido antes de chegarem a ela.

N�o entendo, mas vamos sair daqui, por favor.

Bosun est� no carro l� embaixo. Diga a ele para lev�-la para casa

- e depois volte por mim. - Sim, mas por favor, n�o demore.

Est� procurando por isso, querido?

Vai me entregar?

Daqui a pouco, mas primeiro quero as fotografias

que estava usando para chantagear Lida Verity.

Essas junto com as outras que voc� tem.

D� um tempo, sim?

Pode ter as fotografias me dando uma oportunidade

de sair da ilha, sim?

Deveria dar gra�as por eu n�o estrangul�-lo agora mesmo.

Vai me dar essas fotos?

- Sim. - Onde est�o?

- Est�o ali. - Vamos peg�-las.

H� mais de onde elas vieram.

A Sra. Verity est� morta agora, � claro, mas h� outras.

Elas pagam bem.

Pode ganhar uma porcentagem.

Voc� acha?

Nunca vai sair.

O que est� fazendo? Elas valem uma fortuna.

Onde voc� vai, querido, n�o precisar� de dinheiro.

Agora...

Quem mais est� nisso com voc�?

- Mais ningu�m, s� eu e Kerr. - Ah, sim, tem mais algu�m.

Algu�m que matou Lida Verity. Quem �?

Sim, de fato, existe.

Quer saber quem � ele?

Por que n�o pergunta a ele? Est� bem atr�s de voc�.

Meu amigo irland�s.

Surpreso?

N�o, imaginei que fosse voc�.

Estava pensando que me imaginava

como o inocente irland�s de olhos arregalados.

As coisas aconteceram um pouco convenientes demais quando voc� estava

por a�, seu irland�s desprez�vel.

Isso � algo terr�vel de se dizer a um sujeito da minha tradi��o.

Deveria enfi�-la na garganta.

N�o tem sentido ficar aqui trocando insultos.

Voc� arruinou um neg�cio perfeitamente bom.

N�o posso deix�-lo se safar disso.

Voc� se arruinou quando matou Lida.

Sim, foi uma l�stima.

Ela deveria deixar a pulseira no banco

e depois voltar para o clube.

Em vez disso, ela estava esperando por voc� com uma arma.

Assim �.

Tivemos uma luta, e a arma se disparou.

N�o foi muito dif�cil fazer parecer suic�dio.

Como vai explicar a minha morte?

N�o vai parecer suic�dio.

Ah, eu tamb�m pensei nisso.

Eu disse a Joan que viria aqui para ajud�-lo e a enviei para casa.

Quando cheguei aqui, Pebbles tinha matado voc�.

Ent�o, naturalmente, tive que atirar nele.

O que significa isso?

- O que significa isso? - S� isso.

Nunca gostei muito dele.

Essa � a beleza deste neg�cio.

A maioria das empresas precisa dar a seus funcion�rios um

rel�gio de ouro ou algo assim quando se livra deles.

Est� amarrando as pontas.

Sempre fui muito esperto.

N�o fez um bom trabalho l�.

Precisa de ajuda?

Not�vel controle do tempo, Inspetor.

Como sabia que eu estava aqui?

Gostaria de dizer que foi um trabalho policial eficiente e inteligente.

Infelizmente n�o � verdade.

T�nhamos algu�m o seguindo desde que deixou o Kerr.

Entendo.

� um grande consolo saber que a pol�cia estava por perto

se Bosun tivesse me matado.

- Parece se sair muito bem sem a gente. - Obrigado.

E desde que resolveu meu caso por mim,

n�o ser� necess�rio perder o avi�o das 10 horas da manh�.

N�o vou prometer nada, Inspetor. H� apenas mais uma coisa.

Obrigado.

Sr. Templar?

Inspetor.

Estava visitando a cena do crime?

Bem, s� queria ter certeza de que n�o havia nada que ignorou.

E havia?

N�o, pode colocar seu carimbo de encerrado neste caso.

Sr. Templar, a pulseira, por favor.

Eu o vi colocar no seu bolso.

Queria ter o prazer de entreg�-lo a Joan eu mesmo.

Bem, n�o vejo que precise negar esse prazer.

- Irei com voc� por precau��o. - Obrigado, Inspetor.

De fato, ficarei � noite.

E o acompanharei ao avi�o de manh�.

A noite toda?

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