All language subtitles for Mata.Hari.Capitulo.02.WEBDL.720p.Dual.Audio

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Original subtitles

"Minha querida Non,

sinto tanto a sua falta...

Não sei se o seu pai deixará você ler esta carta.

Nem mesmo sei se você já aprendeu a ler.

Sei tão pouco de você

e, no entanto, penso em você constantemente.

Eu te amo muito.

Não esqueci a promessa que fiz a você.

Estou fazendo o que posso para arranjar um jeito

de estarmos juntas.

Mas ele não vai permitir.

PARIS, 1902 UM ANO DEPOIS

Tenho tanta saudade...

-Do que, mãe? -Do circo. Mais do que dele.

A morte do seu pai foi uma tragédia,

mas eu sinto mais saudade do circo.

É muito difícil se segurar no trapézio.

O dia em que perdi o equilíbrio

saltando do trapézio para o cavalo...

ainda me persegue.

Lá eu soube que tinha acabado. Tudo tinha acabado para mim.

Eu já não tinha forças para continuar.

Aí está ela, agindo como uma rainha.

Esperando você preparar seu café da manhã.

E eu... Olhe para mim.

Nesta cozinha, cozinhando e lavando.

E ela? Não levanta um dedo aqui.

O que dá esse direito a ela? Quem ela pensa que é?

Mãe! Por favor! Não tão alto, ela pode escutar.

Não posso nem dizer o que sinto em minha própria casa?

Essa mulher aí em cima, meu filho, será a sua ruína.

Ela vai te destruir.

Lembre-se disso.

Ela não é boa para você.

-Bom dia. -Bom dia, Margaret.

Café?

Não, obrigada.

Tenho aula agora cedo.

Quem vem tão cedo?

Vejo você à noite.

Hoje receberei meu pagamento.

Insisto em convidá-lo para jantar.

Você está apaixonado por ela.

Mas ela só está te usando.

Os vizinhos me perguntam por ela o tempo todo.

Quem é essa mulher?

E o que você diz a eles, mãe?

Digo que Margaret é a mulher do meu filho.

Não posso dizer que é só uma estrangeira

que nem mesmo dorme com você, certo?

Não preciso desse tipo de amor.

Você precisa de uma mulher.

Alguém que te faça sentir como um homem.

Onde está sua tia, senhorita Beata?

-Vamos acabar perdendo. -Não me importaria perder isso.

Que ideia ridícula, assistir a uma execução!

E é cedo demais.

Tia!

Lidia!

Está maravilhosa.

Agora demora mais para eu ficar maravilhosa.

-Ao contrário da minha sobrinha. -Os cavalos estão prontos.

Vamos.

Bom dia.

Venha.

Olá, Lucas.

Olá, senhorita. Chegando tão cedo?

Gosto de vir aqui cedo pela manhã

quando está quieto e não tem ninguém por perto.

Pega!

-Posso? -Claro.

Você é tão bom com os cavalos!

Passo todos os dias com eles. Eu os entendo.

-E também sabe cavalgar? -Nunca cavalguei fora daqui.

Gostaria de tentar?

-É permitido? -Por que não?

O que é isso?

-Está bem, senhorita? -Estou.

Como pode a vida de alguém terminar tão horrivelmente?

Não é nada interessante.

Preparar!

Apontar!

Por favor, senhor, não!

A vida não significa nada.

Fogo!

Pare!

Não me deixe.

Senhorita!

Senhora!

Você está bem? Pode me ouvir?

Está bem?

Acorde.

Está bem?

Senhora...

Vamos. Levante-se.

Senhorita!

Tente ficar de pé. Vamos, você consegue!

Senhorita!

Querida! Fico feliz de ver que lavaram suas roupas.

Sim, senhora. Obrigada.

No caminho até aqui,

Margaret me contou a história dela.

Foi muito comovente.

Sente-se, querida, por favor.

Estou com uma terrível dor de cabeça. Beata.

Então, o que está fazendo agora?

Ensino equitação para mulheres no senhor Mollier.

Com o senhor Mollier?

Há quanto tempo trabalha para ele?

Cerca de um ano.

Acho que eu poderia te ajudar, querida.

Já fez tanto por mim, senhora!

Compaixão é algo tão raro nos dias de hoje...

Acho que posso te oferecer mais do que compaixão.

Beata, traga o meu porta-joias.

Tenho uma ideia.

Chegue mais perto, querida.

Venha.

Você vai se mudar para cá.

Terá alojamento e comida de graça.

E te pagarei um salário para ser minha professora de equitação.

O que você diz?

É muito inesperado.

-Preciso pensar. -Não tem nada que pensar.

Amanhã traremos suas coisas para cá.

Uma pequena amostra...

de gratidão por ter salvado minha vida.

É demais. Não posso aceitar. Sinto muito.

Isso não é nada.

Meu motorista levará você aonde tiver que ir agora.

-Senhorita. -Muito obrigada.

-Que ingênua! Meu Deus! -Muito bem, querida.

Por um instante, quase acreditei que realmente estava agradecida.

O que você quer dela?

Eu quero ela.

Mas não se preocupe, você também ficará comigo.

Além do mais, ajudaremos nosso querido Maximilian

a derrotar seu rival, o senhor Mollier.

Você tem um plano?

Ainda não, mas ela já mordeu a isca.

Nossa!

Senhorita.

Nunca estive em um automóvel. Falei direito?

Falou perfeitamente.

Gostei muito.

Fico feliz que tenha aproveitado.

Tenha um lindo dia, nos vemos em breve.

Margaret!

-Boa tarde. -Boa tarde, senhorita.

-Muito obrigada, Gabriel. -O prazer é meu.

Como está a mulher que você salvou?

Um pouco machucada, só. Ficará bem.

Senhor Mollier! Margaret está de volta.

Sim.

Nós estávamos preocupados.

Não gosto que você suma de repente.

Sinto muito, senhor Mollier.

Eu só queria levar o rapaz para uma cavalgada.

A mulher caiu.

-Eu só queria... -Eu sei.

O Lucas me contou tudo.

Você veio de automóvel.

Quem é essa mulher que você salvou?

O nome dela é...

Senhora Kireevskaya.

Ela te prometeu algo? Convidou você para sua casa?

Sim, ela convidou.

Você é uma mulher honesta, Margaret.

Sempre apreciei isso e ainda aprecio.

Desculpe, não entendo. O que está tentando dizer?

Não é tão simples.

Para ser breve, te dou uma escolha.

Ou você continua sua relação com a senhora Kireevskaya,

ou trabalha para mim.

Não pode fazer as duas coisas.

Por que não?

Meus clientes são pessoas de respeito.

As filhas deles treinam aqui.

Por outro lado, Kireevskaya não é bem-vinda

em nenhuma casa de respeito.

Ela é rica,

e é a única coisa que a mantém fora da prisão.

Eu juro, Margaret, é verdade.

Tenho que pensar.

Bem. A escolha é sua.

Mas isso arruinará sua reputação

e a nossa amizade.

Lamento dizê-lo.

Linda boneca. Acho que sua filha ficará feliz.

Não coloquei nenhuma carta para Non na caixa.

O senhor McLeod não permite cartas minhas.

Eu percebi, e aprecio sua sinceridade, senhora.

Mas isso é desumano.

E eu ficaria feliz em violar essa proibição.

Obrigada.

Aqui está tudo de que você precisa.

Voltarei em alguns minutos.

-É um homem agradável. -Sim.

Pode contratar um advogado para mim em Amsterdã?

Tenho o dinheiro agora.

Então...

decidiu aceitar o dinheiro de Kireevskaya.

Eu preciso dele, Gabriel.

-Preciso mesmo. -Entendo.

Você vai dançar no baile, não vai?

Na cerimônia de abertura dos estábulos novos.

Vou.

Eu poderia pedir a Mollier

para adiantar 200 francos do seu salário.

E do meu, claro.

-Ele faria isso? -Ele sabe da sua situação.

Ele ficaria feliz de saber que recusou aquele dinheiro.

Senhor Hubert!

-Senhorita. -Olá.

Poderia dar isto à condessa?

Claro que sim. Algum recado?

-Não. -Nenhum recado?

Nenhum recado.

Olhe para mim!

Por que os cavalos não estão limpos?

Estão sim, senhor Riddoch.

Estão? Como se atreve a responder?

Fora!

Relaxando um pouco?

Lidia, o que te traz aqui?

Vim apenas ver como vão as coisas.

Só tem três alunos em sua escola.

Se meu pessoal falasse menos e trabalhasse mais,

os negócios estariam prosperando.

Você é um ótimo amante, Maximilian,

mas um péssimo homem de negócios.

Eu gostaria de te ajudar, como amiga.

Como? Investindo mais dinheiro em mim?

Não. Não.

Te ajudarei a mudar para mais perto de Vincennes.

Está brincando?

Só existe um dono em Vincennes, o senhor Mollier.

Não tem como competir com ele.

Veja, ele me mandou convites para o baile dele.

"Ao meu querido colega Maximilian Riddoch."

-Está caçoando de mim. -Não, deixe-me ver.

Encontrou-a?

Claro que sim.

Ela mora em um apartamento na Rua Carbonnier

com Gabriel Astruc e a mãe dele.

Ainda não conseguiu esquecer aquela holandesa?

Ela teve a audácia de me rejeitar.

Ninguém faz isso sem consequências.

Se quiser, posso encontrar um jeito de fazê-la sofrer.

Sabe o que eu quero?

Quero que ela venha até mim por conta própria.

Depois veremos.

Trabalhe!

Estou entusiasmada com o convite para dançar na festa.

Acha que dançar é algo importante?

Acha mesmo?

Não posso acreditar que você diga isso.

Você era uma estrela de circo.

Fui.

Olhe para mim agora.

Essa cozinha se tornou minha vida.

A vida de uma estrela é fugaz.

Quando você é famosa e rica, é difícil lembrar...

que ninguém é melhor do que os outros.

Você esquece isso quando a multidão aplaude

e os homens caem aos seus pés.

Eu não mudaria só porque me tornei uma estrela.

Não é uma escolha, Margaret.

Você se acostuma com a multidão aplaudindo e a adorando.

E, antes mesmo que perceba, você acha que é melhor.

Mas não.

É tudo uma ilusão.

Não é.

Você fez algo.

Está me julgando por querer mais do que eu tenho.

Sabe o que eu tenho?

Eu não tenho nada.

Não apenas quero mais. Eu preciso de mais.

Como voltarei para a minha filha?

Dando aulas de equitação?

Você tinha o público em suas mãos.

Vivia bem.

Bem...

brindarei por isso.

Tome.

Beba pelo meu passado, e eu beberei pelo seu futuro.

Mais?

Senhorita! Senhor Astruc! Boa noite.

-Boa noite. -Chegam tarde.

O senhor Mollier perguntava por vocês.

Sim, desculpe.

Estávamos escolhendo uma roupa para Margaret.

Está muito bonita.

Soube que ela substituirá a dançarina que ficou doente.

Que emocionante!

Não se preocupem. O sr. Mollier disse

que os espera ansiosamente.

Disse: "Hoje é um dia especial,

e todos devemos nos divertir muito."

E onde está ele? Gostaria de vê-lo.

Está lá, com os convidados.

Ele pediu para eu garantir que ninguém se perca

e para trazê-los até aqui.

-Se me dão licença... -Claro.

-Muito obrigado, Lucas. -Nos vemos depois.

Parece que será uma noite encantadora.

Espero que sim.

É isso que você chama de "belo mundo?"

Isso mesmo.

Os ricos e os poderosos, os detestáveis e os belos.

O melhor da classe alta.

São detestáveis? Não somos detestáveis, somos?

Não. Particularmente não você, Margaret.

Tenho boas notícias.

Falei com Mollier,

e ele prometeu te emprestar o dinheiro de que precisa

no final da temporada.

Meu Deus, Gabriel! Isso é maravilhoso.

Eu sei.

-Não sei como te agradecer. -Mas eu não fiz nada.

É Mollier quem empresta seu dinheiro, não eu.

Margaret, por favor, não faça isso.

Minha devoção é amor sincero por você, Margaret.

Quando entender isso,

bem...

quem sabe seja possível alguma coisa entre nós.

Não seja tolo, príncipe encantado.

Agora dance comigo.

Boa noite, senhora, senhor.

-Boa noite. -Boa noite.

Maximilian Riddoch. O senhor Mollier nos convidou.

Sejam bem-vindos. É em frente aos estábulos.

-Pode nos mostrar o caminho? -Claro.

Você estava com minha querida Margaret

no dia em que eu quase morri, certo?

Sim, era eu, senhora. Por aqui, por favor.

Boa noite, minha salvadora.

Senhora! O que está fazendo aqui?

Meu amigo Maximilian foi convidado para o baile.

Se lembra do Maximilian, não é?

O quê? Está com medo de mim?

Não, não precisa. Eu só queria te agradecer.

Não preciso de nada. Com licença.

Naturalmente.

Boa sorte. E lembre-se, eu sou uma amiga.

Por que está ligado? Não é ruim para o motor?

Às vezes, quando faz frio, é mais difícil de ligar.

Amigo, eu adoraria tomar uma bebida.

Pode me levar ao baile?

Sim, claro.

Posso voltar e sentar no veículo depois?

Meu amigo, você pode voltar e sentar quando quiser.

Siga-me.

E, agora, algo especial.

Margaret Zelle interpretará uma autêntica dança javanesa.

Misture a pólvora com os químicos,

espere ele sentar e depois saia dali.

Entendeu? Agora vá.

Agora sei o que farei quando ela voltar correndo para mim.

Às vezes você me assusta, Lidia.

Eu gosto da humilhação. Me excita terrivelmente.

Bravo!

Bravo, Margaret!

O que aquela mulher está fazendo aqui?

Ela não devia estar aqui, senhor Mollier.

Esbanja luxúria. Carnal! Bravo!

Senhora Kireevskaya, o que a traz aqui?

Esta dama está comigo. Sou Maximilian Riddoch.

Me desculpe, senhor Riddoch.

Mas esta é uma propriedade privada,

terei de pedir à dama que vá embora.

-O quê? -Não faça isso, Maximilian.

Nós vamos embora.

Obrigada, o senhor é um anfitrião maravilhoso.

Adeus.

Olá? Quem está aí?

Você voltou.

Tem alguém aí.

-Não estou ouvindo nada. -Escute.

Aí está de novo!

Mate-o.

O que...

Leve-o para o estábulo.

Maximilian!

-Ajude-o. -Vamos!

Ninguém sabia que você dançava tão bem!

Uma dançarina maravilhosa!

Deveria tê-los visto te olhando fixamente.

Fogo!

Gabriel! Os cavalos.

Rápido!

Procurem o negro, está no estábulo de trás.

Vamos!

-Gabriel! -Sim!

Sim.

Para a direita!

Tem muito fogo para lá!

Saiam daí!

Não, para o pasto de trás! Leve-o para o pasto de trás!

Calma!

Calma!

Vai, vai!

Mais rápido.

Só tem mais um.

Está assustada demais para se mover.

Vou trazê-la!

Calma!

Não!

O que foi?

Um médico! Preciso de um médico!

Vamos procurar água para lavar esse ácido.

Está virando especialista nisso.

Entre no carro.

Vamos embora. Entre no carro, Maximilian.

Gabriel! E o senhor Mollier?

O que os médicos disseram?

Ele não recobrou a consciência antes de...

Você cavalga melhor em mim do que nos seus cavalos.

Gosta de me humilhar, não é?

É minha forma de exercer poder sobre você.

Não quero poder. Só faço o que você quer que faça.

Todo mundo faz o que eu quero.

Menos aquela garota idiota.

Eu teria dado tudo a ela. Meu amor, amizade, dinheiro.

Queimamos os estábulos até o fim.

Ela vai voltar logo, eu garanto.

PARIS, 1903 3 MESES DEPOIS

LAVANDERIAS

Tem alguém te procurando.

Dois minutos, nada mais. Rápido.

A sra. Kireevskaya me pediu para ver como você estava.

-Está te convidando. -Não posso sair agora.

Se eu for, perco o meu emprego.

Entendo.

Trabalhar em uma lavanderia deve ser muito difícil.

As mãos cheias de bolhas, os olhos queimados de alvejante.

Pobrezinha! Não vai demorar para se tornar uma velha.

Põe comida na mesa.

Que pena!

A sra. Kireevskaya tem uma oferta

muito interessante para você.

Acho que sei o que ela quer.

Ainda assim, pense nisso.

Acabou o café, mas encontrei um pouco de chicória.

É bom.

Acharam sua bolsa no estábulo.

Acho que está tudo ali.

Ainda não consegui trabalho,

mas consegui um dinheiro emprestado.

Não é muito, mas dá para pagar os advogados por uma semana

e comprar um pouco de comida.

Não queremos que morra de fome antes de ver sua filha, não é?

Não posso morar com você.

Eu também não quero morrer de fome.

Em que está pensando?

Preciso me recompor.

Vou me vestir.

Olá, senhorita.

-Por aqui, por favor. -Obrigada.

-Olá, senhora. -Margaret!

É maravilhoso revê-la! Um segundo.

Coitadinha. Está tão pálida!

Servirão chá e doces daqui a pouco.

Você é tão gentil comigo, senhora! Eu te devo desculpas.

Beata!

Não fique nervosa.

As pessoas dizem bobagens sobre mim.

É inveja, nada mais.

Venha, sente-se.

Se ainda estiver interessada

em me contratar como professora de equitação,

eu ficaria feliz em...

Claro.

Mas isso foi antes de vê-la dançar.

Você é tão linda, tão maravilhosa...

Tem tanta paixão e emoção!

Meus amigos pagariam um bom dinheiro por isso, para vê-la.

-Acho que não estou entendendo. -O quê?

-Está me pedindo para dançar? -Sim! Não diga que não.

Tenho que pensar.

Margaret, você tem que pensar em sua filha.

Precisa de dinheiro para reavê-la, certo?

Pode ensaiar aqui mesmo.

Amanhã discutimos os detalhes. E agora, Beata, por favor.

Você precisa ir ao cinema ver a Isadora Duncan dançar.

Obrigada, querida.

Isso é para a entrada.

Não sei o que dizer.

Poderá me mostrar gratidão quando for famosa.

Agora, se me dá licença, tenho coisas para resolver.

-Entendo. Obrigada. -Adeus.

Muito obrigada.

-Adeus. -Adeus.

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