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GRITO DE HORROR VI

Por toda a cidade n�o fica mal, Fuller,

mas n�o ter a minha fotografia na minha pr�pria casa,

vai fazer com que as pessoas pensem

que eu n�o quero saber destas elei��es.

E n�o quer mesmo, pois n�o, Hank?

Bem, n�o, mas... N�o acha que seria uma boa ideia,

as pessoas saberem que sou candidato?

N�o se pode dizer tudo aos eleitores, Hank.

Eles t�m que procurar os fatos mais simples.

Assim, eles v�o acreditar que v�o estar tomando

uma decis�o inteligente no dia das elei��es.

Ter mais um candidato n�o � um fato simples, Roger.

O que � que interessa se ele est� candidatando-se,

apenas porque perdeu uma aposta?

N�o tem piada.

- O meu irm�o pode ganhar, sabia? - Claro!

Esta poder� ser a primeira vez

que n�o vai haver um desabar de terra, n�o, Hank?

N�o fique preocupado, Roger. T�m o meu voto.

Se o tempo n�o mudar,

vai ser o �nico votando.

Mais tr�s fam�lias deixaram-nos, esta manh�.

Esta cidade n�o est� nem perto de desistir.

H� muito suor e muito sangue

naqueles terrenos para que os verdadeiros agricultores

decidam fugir por uma causa qualquer.

Suor e sangue � tudo o que eles t�m!

Estou vendo que no in�cio do pr�ximo m�s v�o aceitar isso

como pagamento da hipoteca.

Acho que n�o fomos apresentados.

Sou o Fuller.

Xerife Fuller.

Tem um nome?

Tenho.

Ian Richards.

De onde v�m?

De toda parte, para ser sincero.

- Que pron�ncia � essa? - Inglesa.

Inglesa?

Como eles falam l� na Inglaterra?

Isso mesmo.

Canton Bluff fica bastante longe da Inglaterra.

Tem alguma identifica��o com voc�?

N�o. S� papelada.

Papelada em dinheiro?

Sim, uns quinze d�lares.

O hotel vai custar-lhe 17,50...

Bem, eu estava...

Eu estava pensando em arranjar um trabalho diurno.

Um trabalho diurno? S�rio?

Bem, est� vendo, n�s temos aqui um problema, Sr. Ian Richards.

Porque n�o temos trabalho diurno.

Alguma vez trabalhou com madeira?

- Sim, j� trabalhei. - �timo. Est� contratado.

N�o posso pag�-lo em dinheiro, mas tenho uma cama

no s�t�o e a minha Elizabeth cozinha muito bem.

� muita generosidade da sua parte, Dewey.

Muita generosidade.

N�o vejo o porqu�...

Eu sei que n�o.

Siga-me.

Esta cidade n�o precisa de visitantes de longa dura��o.

Compreendeu?

� aqui.

� um homem religioso, Ian?

N�o.

Eu j� n�o sei se sou.

Est� restaurando esta igreja?

Gostava de fazer.

� a minha casa.

- Eu sou o padre. - Pai, estava pensando...

Boa oportunidade.

Quero que arranje o quarto no s�t�o.

Esta � a minha filha, a Elizabeth.

- Lizzie. - Este � o Ian Richards.

Ele vai me ajudar a reparar a casa.

D� algumas das minhas roupas velhas, est� bem?

Vamos, Ian. Eu mostro-lhe o andar de cima.

Isso seria �timo.

Ent�o?

Ent�o o qu�?

Disse que trabalhava com madeira.

O que � que fazemos primeiro?

N�o distingue um martelo de um serrote, pois n�o?

N�o.

Boa merda.

Rapazes! Hora de descansar!

N�o deviam trabalhar tanto debaixo deste calor.

N�o � um concurso.

- N�o estou cansado. Est�, Ian? - Eu estou.

Bem, se apanharem uma ensola��o, n�o venham pedir ajuda para mim.

Tente agir de acordo com a sua idade, Elizabeth.

� mesmo divertido.

Obrigado, pela bebida.

De nada.

Obrigado.

N�o o via sorrir h� meses.

Na verdade, ele disse a mesma coisa de voc�.

Um belo trabalho.

Vou ser sincero.

Pensei que n�o conseguiria fazer tanto num s� ano.

N�o est� mau, pois n�o? Eu pensei que

n�o conseguiria fazer tanto numa vida inteira.

Neste ritmo, vamos acabar isto numa semana.

Arranjou uma boa escola, Sr. Richards.

Voc� � uma esp�cie de... artista, se me entende.

Obrigado, senhor.

Ou�am... Eu pensei em pagar uma cerveja

a todos, l� em baixo, no bar do Hank.

Posso pedir mais uma, se tamb�m quiser vir.

J� est� registrado para votar, Sr. Richards?

N�o, lamento.

Ent�o ele pode comprar a sua pr�pria cerveja.

Para ser sincero, estou um pouco cansado.

Acho que vou dispensar o convite.

Talvez numa outra vez.

Vamos l� buscar uma bem gelada!

Ian, n�o v�m?

Voc� � a coisa mais interessante

que tem acontecido por aqui,

desde que me lembro.

Venha at� ao bar do Hank e fale de voc�.

N�o h� nada para falar.

Todo mundo tem alguma coisa para dizer.

Onde estiveram,

o que querem,

o que procuram.

Voc� � um homem simp�tico, Dewey, mas, por favor,

n�o me tente convencer com serm�es.

Boa noite.

Vivo, morto, de qualquer maneira

tragam-no de volta, foi o que nos disse.

Nada mais, sen�o traz�-lo de volta.

Este n�o �, nem de longe, o seu primeiro trabalho, Sr. Bellamey.

Nem o seu, Sr. Toones.

O que � que tem a dizer em sua defesa?

Sr. Carl?

Aquela coisa maldita irritou-me.

Ficou s� olhando, como...

Ficou s� olhando.

Eu me diverti.

� um esp�cime incr�vel.

Muito bem, meu rapaz.

Agora est� seguro.

Eu nunca quis mago�-lo.

Eu quero sair daqui.

Voc� fala...

Isso � bom.

Eu quero ir embora!

Porqu�?

Para onde quer que v�, tudo � igual.

As crian�as riam, e os velhos gritam.

Apontam o dedo e gritam... "Monstro"!

Estou certo?

Nunca mais.

O mundo vai olhar para voc� com venera��o.

Enquanto estiver comigo,

nunca mais v�o cham�-lo de monstro.

Eu prometo.

Quem � voc�?

Meu nome � Harker.

Eu sou o Winston.

Bem-vindo ao santu�rio.

Winston.

Venha aqui!

- Levante-se! - Pare com isso!

Vamos l�. Bem-vindos ao circo!

Bem-vindos ao circo!

Comprem j� os seus bilhetes!

O Lorde An�o do Cemit�rio.

Vejam, v�o ver muitas coisas.

Um beb� com duas cabe�as e uma mulher-girafa...

est�o l� dentro.

Carlotta, uma mulher, um homem ou as duas coisas?

Ele est� aqui, � aut�ntico! Comprem os seus bilhetes!

Monstros, maravilhas e aberra��es.

Senhoras e senhores, v�o sufocar e tremer de espanto!

Tudo o que podem ver aqui, tudo o podem ver ali,

est� l� dentro!

A Alice Gorda de Dallas, duas toneladas de amor!

O Engolidor de Espadas, a mulher sem cabe�a,

uma sereia de barba. Temos monstros...

Que tal?

N�o foi demais?

Oi, Xerife.

Ent�o, pessoal.

- Vamos l�, tem que experimentar! - N�o me parece.

Eu acho que sim!

S� custa um d�lar!

Bem, ent�o � melhor sairem da frente.

Muito obrigado e boa sorte!

Ent�o, l� vai.

Perfeito!

Aqui est� uma lembran�a para a garota.

Aqui tem. Obrigado.

- Ent�o, que tal? - Olha que fofo!

Sr. Bellamey.

Ele est� pronto?

Est� pronto?

- Ele est� pronto. - Ent�o, vamos v�-lo!

Vamos l�, cara!

N�o queremos que ele fique esperando!

N�o quero que me vejam assim.

Mas est� magn�fico!

As pessoas v�o pedir desculpa aos seus p�s...

Respeitosamente, Winston.

Respeitosamente.

Esta noite,

voc� vai ocupar o seu merecido lugar neste mundo.

Ningu�m vai esquec�-lo.

Muito depois de termos morrido,

ainda ir�o contar hist�rias,

sobre o incr�vel, rapaz-crocodilo!

J� disse-lhe uma vez, Sr. Toones,

que n�o preciso repetir.

Quando se ri dele, ri de mim tamb�m.

Lembra-se daquele riso, Winston.

� o �ltimo que vai ouvir.

Agora, cavalheiros,

o nosso p�blico, nos aguarda.

Winston,

chegou o momento.

Sim,

chegou o momento.

Eles fazem aquilo com espelhos, sabia?

S�rio?

Meu Deus!

Incr�vel!

O que � isto?

Acho que viemos pelo caminho errado.

N�o. Est� vendo? A porta est� abrindo.

Vamos!

N�o sei se...

Vamos! Vai ser divertido!

Ajudem-me!

Saiam por aqui, por favor.

- Saiam por aqui, por favor. - Eu estava com medo.

Saiam por aqui, por favor.

- N�o fique preocupado. - Estamos presos.

E agora?

Que loucura!

Tudo bem, j� pode nos deixar sair.

Vamos l�.

Acho que o seu pai n�o iria gostar de...

O meu pai n�o est� aqui.

T�m medo?

Tudo bem, n�o preciso de companhia.

O que � aquilo?

Isto � um erro.

Elizabeth, n�o se aprende nada com isto.

Isso n�o � verdade, meu amigo.

Todas estas criaturas tiveram vida.

Elas fizeram, e ainda fazem parte deste circo.

� a sua casa.

A mulher com pesco�o de girafa, da Birm�nia.

Miriam,

a menina-pinguim.

O incr�vel rapaz-tartaruga.

Sem pessoas como eu,

o que poderia acontecer a estas pobres

e infelizes almas?

Este mundo serve para muitos prop�sitos.

Para os curiosos,

isto � uma fonte de realiza��o.

Para os mais fracos,

isto � uma fonte de coragem.

E, para os que aqui vivem,

� um santu�rio.

Meu nome � Harker.

R. B. Harker.

Bem-vindos.

Por favor, permitam-me, que eu seja o seu guia.

Apresento, o Sr. Toones.

As suas habilidades �nicas com as cartas

fizeram com que fosse banido permanentemente

dos melhores estabelecimentos de jogo

por toda a Europa.

Eu salvei-o de um vigarista de jogo dos becos

que parecia n�o apreciar o seu talento.

Enquanto viajava pela Amaz�nia,

tr�s membros do nosso grupo foram atacados,

tendo um deles sucumbido as mordidas ferozes.

Um sacrif�cio nobre.

Apresento-lhes, o rapaz-crocodilo.

Ser�, talvez, a �nica oportunidade

que ter�o em toda a sua vida de ver esta criatura do Nilo.

Venham.

Acho que j� vimos o suficiente.

Aquele senhor, me conhece.

Nunca o vi aqui antes.

- � um amigo seu? - N�o tenho certeza.

Refresque-me a mem�ria.

- Ent�o, est�o se divertindo? - Sim! Deve ser... diferente,

viver com todas estas pessoas estranhas.

Para eles, somos n�s os estranhos.

Sim, isso deve ser verdade.

Ouvi dizer que administra o banco.

Na verdade, sou dona do banco.

Isso deve ajudar, quando precisa de um empr�stimo.

Oi.

Posso entrar?

Estou atrapalhando?

J� est� muito tarde.

Bem, est� calor, e n�o conseguia dormir.

E... vi a luz acesa.

Meu pai est� dormindo. Eu verifiquei.

- Ian... Eu... - N�o!

Lizzie, por favor.

Lamento que v� embora, Lester.

- Lamento muito. - N�o vou a lugar nenhum.

sem o meu dinheiro.

O que � que quer dizer com isso?

As portas do banco abrem �s 10h00 e,

j� passa das 10h30!

� uma pena a porta n�o saber ver as horas.

A Srta. Eddington deve ter adormecido, s� isso.

Nada disso. N�o ela est� dormindo.

N�o h� vest�gios dela.

Passei pela casa dela e verifiquei.

Ela sabe. N�o temos chance sem aquele dinheiro.

Ian?

Est� a�?

N�o precisa trancar a porta.

Eu n�o costumo roubar nada.

Desculpe-me.

Velhos h�bitos s�o dif�ceis de perder.

Eu estava apenas dobrando algumas das suas camisas.

Eu pensei que n�o iria sair antes de...

� noite.

E n�o vou.

Bem, n�o vai querer ir embora sem antes dizer adeus � Elizabeth.

Claro. Sim.

Eu... chamo-o quando ela...

aparecer.

Oh, c�us!

Ian?

Ian?

Ian?

A Elizabeth est� aqui!

Sr. Harker!

O que aconteceu?

N�o vai acreditar! N�o � um dos monstros!

Era verdadeiro!

Precisamos conversar!

O que est� acontecendo?

Noite dif�cil?

Atire, Sr. Toones!

- Ian! - Para tr�s! Ele � perigoso!

Quem s�o voc�s?

O que � que... o que � que est�o fazendo com este homem?

O seu convidado tem um pequeno segredo.

N�o t�m?

V�o embora!

Ainda bem que est� se sentindo melhor.

Admito que t�m vantagem sobre mim.

Eu sei que j� nos conhecemos,

mas...

n�o sei bem de onde.

Eu encontrei-o.

Tenho estado a sua espera.

Posso fazer o que quiser.

Pode manter-me aqui, pode deixar-me ir embora.

N�o interessa.

N�o vai mudar nada.

N�o vai acabar com isto.

Porque voc� est� morto.

Voc� est� morto.

Eu posso n�o conhecer o seu nome,

ou a sua cara,

rapaz.

Mas eu conhe�o-o.

Estou vigiando-o.

Eu sei,

do que precisa.

� o pior dos monstros.

Aquele que tenta se controlar, mas n�o consegue.

Voc�,

n�o pode,

negar a sua,

verdadeira natureza.

� por isso que est� aqui.

Eu posso ajud�-lo.

N�o preciso da sua ajuda.

Claro que precisa.

Principalmente depois do que fez, aquela doce menina.

Que menina.

Acho que o nome dela era,

Elizabeth?

Desfez, membro a membro,

antes de conseguirmos derrub�-lo.

Fa�am com que se sinta em casa.

Fuller? T�m que ver isto!

Jesus. Maria e Jos�, t�m que ver isto!

Fale mais devagar, Roger!

Ver o qu�?

Entra no carro!

- N�o posso. Tenho que ver... - Entra na merda do carro!

Sai para l�. N�o vou deix�-lo dirigir.

H� mais. Espalhado por toda a parte!

Isto � a �ltima coisa que eu preciso

a meio de umas elei��es.

Esta merda, pessoas indo embora, e agora isto!

Meu Deus, o Hank Bartlett poderia ser Prefeito!

Ele podia mesmo ser Prefeito!

Xerife, est� ouvindo?

Resolva isto para mim!

Descubra o qu�, ou quem, � respons�vel por isto,

mate-o, prenda-o, n�o quero saber.

Resolva isto depressa e sem agita��o

e eu prometo-lhe um aumento,

com o qual nem poderia sonhar!

Xerife.

Estou contando com voc�.

Sim.

Que cegueira era a minha,

que n�o pude distinguir o rosto de Deus,

do rosto do Diabo?

Ele n�o � o Diabo.

O rapto � um crime, Xerife, mesmo nesta cidade.

Prenda aquele,

aquele Harker,

fa�a o seu trabalho, ou eu temo que o Ian v� mago�-lo.

N�o me parece que seja muito f�cil magoar o Ian, n�o acha?

Eu reconhe�o a verdade quando a vejo.

Mas, o que n�s vimos,

n�o era uma cria��o de Deus.

Eu vou dizer-lhe isto,

apenas uma vez.

Descanse.

Eu vou ao circo, mais tarde,

vejo, o que o Harker anda fazendo. Vejo o que est� acontecendo.

Entretanto,

acho que voc�s deveriam descansar um pouco.

Acho que precisam.

Importa-se?

Sim, importo-me!

Fa�a isso outra vez, e eu arranco este bra�o fora.

Voc� entendeu?

Ou�a l�, Wyatt Earp...

Aqui n�o, amor. Vamos embora.

Coma uma omelete.

Jesus Cristo, Ian!

O que � que est� acontecendo aqui?

Nada.

Nada...?

Eu n�o sei como fazem as coisas na Inglaterra,

mas por aqui, n�o se trancam as pessoas sem nenhuma raz�o.

H� uma raz�o.

Est� vendo, Xerife...

Eu fa�o parte do novo espet�culo.

As pessoas...

v�o pagar um bom dinheiro para me ver.

S� isso. J� aturei merda suficiente, hoje!

J� vi gado que parece ter passado por um matadouro.

E o Dewey!

O Dewey tem falado e falado

sobre uma besta vinda do Inferno e, do tiro que levou!

S� que eu n�o estou vendo merda nenhuma por aqui.

A �nica pessoa que parece fazer algum sentido por aqui,

� a Elizabeth.

- � por causa dela que estou aqui. - Elizabeth.

Eu vim ver o Harker. N�o o encontro.

Elizabeth. Elizabeth!

- E o Harker t�m mantido voc� aqui. - Elizabeth!

Lizzie!

Quando � que... quando � que, ela disse isso?

Esta manh�.

- Na igreja. - Lizzie.

Ela...

Seu sacana!

Vamos, Ian! O que foi?

Vamos, Ian! Eu quero respostas. O que foi?

Eu...

Eu tenho que ficar aqui.

� s� isso que precisa saber.

� s� isso que precisa saber.

Jesus!

Onde est� o Harker?

Ele n�o est� aqui.

Volta esta noite?

N�o.

Ent�o, quando?

Responda-me!

Amanh�.

Tudo bem...

Diz ao Sr. Harker que eu volto amanh�.

Agora pode ir.

- Viu isto? - Vi.

Isto � a vontade de Deus?

Colocar um homem em exposi��o, como um animal?

Elizabeth, n�o estamos falando de um homem.

Ou�a o que est� dizendo.

Voc� trouxe isto para esta casa.

Voc� deu o que comer, voc� vestiu-o.

Fez sentir alguma coisa.

Responda-me!

Eu n�o sei.

Lobisomem.

Merda.

Acha que o Sr. Harker vai deixar ficar com este gato?

Encontrei-o andando por a�, perdido.

N�o acha que ele me vai obrigar a deix�-lo, hein?

N�o.

Acho que n�o.

�timo.

Porque j� lhe dei um nome.

Vou cham�-lo,

Winston Salem, segundo.

Porque eu sou o Winston Salem, primeiro.

� um nome bonito.

Eu gosto.

Quer ver o que eu tenho estado fazendo?

Tudo bem, Winston.

O Sr. Harker diz que tem que praticar bastante se quer melhorar.

Eu tenho praticado.

E... T�m certeza que quer ver?

Tudo bem, veja isso.

� verdade, o que eles dizem?

Consegue mudar?

Consigo.

Ensina-me o segredo. Tamb�m quero mudar.

Porqu�?

Olha para mim. Por causa disso.

Sai daqui, Winston.

Voc� n�o pertence aqui.

O mundo est� cheio de monstros,

e voc� n�o � um deles.

Bem, eu n�o entendo.

Este �,

o �nico lugar em que n�o sou um monstro.

N�o! Este � o �nico lugar em que voc� � um!

O homem-lobo, l� dentro!

De gelar o sangue! Vejam-no vivo, l� dentro.

Fascinante, fant�stico.

T�m que ver para acreditar!

T�m que ver o pelo espalhado por todo o corpo!

Ele vai arrepiar voc� at� a espinha!

Vivo, l� dentro. Comprem os seus bilhetes!

Acredite em mim, Xerife, se vidas humanas estivessem em perigo,

eu deixava � sua porta, pessoalmente.

O que � que eu lhe disse?

Vamos falar de rapto, Harker!

S�rio, Xerife?

O rapto implica, normalmente, um motivo de lucro.

Muita gente deixou o seu dinheiro, para entrar aqui, esta noite.

Eu duvido que esta feira tenha visto

alguma vez resultados iguais a estes.

N�o, n�o viu.

Eu queria que isto fosse surpresa,

mas Canton Bluff vai receber 60%, das receitas desta noite.

Estou certo que o bom Prefeito, possa utilizar o dinheiro para,

melhorar a cidade.

� a minha maneira de dizer obrigado.

De nada.

Ent�o, Xerife,

ou � um obst�culo, ou um benefici�rio.

Escolha como quiser. Tenho um espet�culo para gerir.

60%. Ent�o, Sr. Harker, se precisar de alguma coisa,

basta pedir.

Nunca, ningu�m viu um lobisomem,

e vivo.

Esta noite, queridos amigos de Canton Bluff,

voc�s, v�o ser os primeiros.

Senhoras e senhores,

chegou o momento de conhecer o diabo!

Diante dos seus olhos, um homem desconhecido.

N�o parece diferente de um, digamos, seu vizinho,

um amigo, ou um filho.

N�o se iludam, meus bons amigos.

O cora��o de Satan�s bate dentro dele.

S� a pureza de Deus o pode matar.

Prata, forjada num c�lice sagrado, aben�oada por um homem de f�.

Esta,

esta, � a �nica maneira,

dele conhecer � morte.

Mas dentro deste po�o,

ele est� pior do que morto.

Um inferno vivo, onde est� impedido de saciar o seu desejo,

por sangue humano.

Poder� haver algum entre n�s,

que possa querer

olhar para o outro lado.

Ele vai com�-lo! Ele vai com�-lo!

O espet�culo acabou.

Dewey, eu preciso chegar a alguma conclus�o.

Vou voltar mais tarde para revistar as coisas do Ian.

Filho da m�e!

Oh, meu Deus!

Merda, o que �, que aconteceu ao ficar sentado

e esperar pela minha ordem?

O meu assistente foi descuidado, n�o foi?

N�o se mexa,

ou vai ter que ir apanhar o seu pinto no pr�ximo condado.

Nesse caso, n�o vou me mexer mesmo...

Eu li tudo sobre voc� nos pap�is do Ian.

Onde quer que este circo v�, pessoas aparecem mortas.

Ent�o, Sr. Harker,

ou seja l� como se chama,

voc� est� preso.

Nunca discuti com um homem armado.

Levante bem os bra�os.

Jesus!

Oh, Deus!

Socorro! N�o! Afaste-se!

N�o! N�o...!

Afaste-se!

Boa tarde, Dewey.

Viu o seu irm�o, Earl?

N�o, estive o dia todo em Gar Valley.

N�o encontrei-o.

Bem, eu posso deix�-lo entrar.

Estou com muita sede.

Como aquele homem,

que decidiu ir a uma pescaria,

mesmo no meio das elei��es.

Oh, meu Deus.

Jesus...

Obra de Satan�s,

n�o ficar� sem castigo.

Quem poderia ter feito uma coisa destas?

Ian.

Agora fica quieto.

O Sr. Harker, diz que tenho que castig�-lo.

� isto que eu fa�o aos amigos dos monstros.

Sim, meus pequenos...

Est�o com fome,

meus pequenos amigos?

Os meus beb�s...

Ian!

- O que voc� est� fazendo aqui? - Ian, eu vim aqui para avis�-lo.

- N�o pode ficar aqui. - N�o, ou�a. Olha!

Eles acham que voc� matou o Xerife!

Ian, t�m que ir embora!

T�m que ir agora!

- O lobisomem desapareceu! - Eu quero que voc�s v�o para ali.

e cuidem dessas faixas, est� bem?

O lobisomem escapou! O lobisomem escapou!

Para onde? Eu pensei que ele estava trancado! N�o sei. Desapareceu!

- O que est� acontecendo? - O rapaz lobisomem fugiu do circo!

- Escapou. - Escapou! Jesus Cristo!

O que � que vamos fazer?

N�o podemos entrar em p�nico.

Voc�, chame a pol�cia.

Vamos juntar as nossas fam�lias e ficarmos juntos.

Somos uma cidade. Chegou o momento

de come�ar a agir como uma. Vamos!

Dewey. Vai andando.

- Porqu�? N�o v�m? - Ainda n�o.

Algu�m deveria falar com o Harker.

Sr. Harker?

Sr. Harker... sou...

sou eu, Roger Pruitt. O Prefeito Pruitt.

Tivemos um pequeno problema.

Achei que deveria saber. Se for uma m� hora,

eu poderei voltar mais tarde.

Eu tenho algumas,

boas not�cias, sobre as elei��es.

Mas que diabos?

Jesus!

Mas que... Jesus!

Maldi��o!

Ian, t�m que me dizer o que est� acontecendo.

Harker fazia parte de uma seita estranha.

O meu pai vivia obcecado em acabar com eles.

Nunca percebi o motivo.

Nunca acreditei nele.

Ele chegou perto demais do Harker

e o Harker...

Vingou-se.

Eles vieram e,

mataram toda a minha fam�lia.

Deixaram-me vivo.

Eu sobrevivi.

Deixaram-me assim.

Com esta... maldi��o.

Oh, Senhor, que pode conquistar todo o Mal,

e por cuja vontade todas as coisas s�o poss�veis,

pedimos a sua ben��o sobre estas balas de prata.

E, finalmente, para derrotarmos Satan�s sob os nossos p�s,

pedimos, que nos ou�as, bom Senhor.

Am�m.

N�o v� embora.

Tenho que ir.

Ele vai mat�-lo.

Espere, pelo menos, at� ter recuperado, as suas for�as.

N�o posso.

N�o posso esperar mais.

Eu te amo, Lizzie.

N�o h� motivos para delicadezas.

Quando virem o Diabo, atirem!

Alguma d�vida?

Beleza.

Vamos nessa!

Voc� n�o sabe metade da hist�ria.

Foi voc�.

Ent�o, dane-se, o qu�?

Dewey?

Vou ter que esperar at� mais tarde.

Onde est� o Dewey?

O Sr. Dewey disse para irem come�ando sem ele.

Ele achou que eu poderia ajudar.

T�m o suficiente?

Muito bem, vamos!

Harker?

Onde voc� est�, seu sacana?

Merda!

Atirem!

Eu disse, para atirarem!

N�o posso. Ele � um homem.

N�o me parece nada com um homem.

Isto n�o est� certo.

Seus sacanas chor�es!

J� estou mesmo...

farto...!

N�o!

Eu vou mat�-lo!

Sua puta!

N�o resista, Ian.

Somos irm�os.

Voc� n�o � meu irm�o.

N�o pode me controlar, para sempre.

Vai para o inferno!

Ian?

Ian?

Transforme-se!

Mentiroso!

�ltima oportunidade.

Ian!

N�o se mexa!

Ian, est� bem?

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