All language subtitles for How Sarah Got Her Wings 2015_pt

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Original subtitles

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Padre Tim.

- Desculpe interromper, mas... - Sarah, est� c� novamente esta noite?

A Sarah ajuda sempre durante as festas.

Alguma atualiza��o do casal novo?

- Casal novo? - O que vem de Birmingham.

A m�e � professora em Reed, o pai fica em casa, dois filhos.

Adora dan�ar salsa.

Sim, os Jensens.

A Sarah tamb�m � a nossa agente imobili�ria residente.

Culpada. Sarah Fitzpatrick. Imobili�ria Dingo.

A realizar sonhos na �rea alargada de Portland, desde 2008.

AG�NCIA IMOBILI�RIA DINGO

A sua empresa comeu o meu beb�.

Meryl Streep.

"Ag�ncia Imobili�ria Dingo."

Sim. Pois, n�o � esse Dingo.

Existe outro tipo?

Acho que os s�cios queriam um nome inventado, como Google,

que apelaria a uma demografia mais jovem.

S� que � um mam�fero.

N�o sou eu que lhes dou os nomes, s� as vendo.

N�o tive oportunidade para falar com eles sobre a habita��o.

Tenho uma vitoriana perfeita em Healy Heights, mas vai vender-se r�pido.

Seria perfeita para eles. Amiga de crian�as, pronta para a mudan�a.

Avise-me. Posso dar-lhes entrada depois da Passagem de Ano.

- Assim farei. - Est� bem.

- Feliz Natal. - Deus a aben�oe.

Queres um cobertor?

Ol�?

Est� bem?

Gostava de outro cobertor? Ou talvez um caf�?

Esta noite est� frio.

- Perdi-a. - Quem?

A Fiona.

Fiona. � a sua esposa?

N�o. � a minha cadela.

Vou ver se a consigo encontrar. De certeza que n�o foi longe.

Importava-se?

Fique quentinho e n�o saia daqui.

N�o o quero perder e � Fiona.

Obrigado.

Fiona?

Fiona?

A s�rio?

Fiona?

Anda c�, Fiona.

Onde est�s?

Tenho aqui um docinho.

Encontrei-te.

Aqui est�s. Anda c�, Fiona.

Ol�.

Bem-vinda.

Ol�. N�o sei muito bem onde, ou o que...

O que se passa, exatamente?

Obrigada.

Est� a brincar?

Ele n�o � um sonho?

Pode dar-me o seu nome, querida?

Como? Sou a Sarah Fitzpatrick.

- E a sua amiga? - Fiona.

�timo. Deixe-me s� confirmar as nossas reservas.

Onde estou?

Sim, claro, querida. Teve uma grande viagem, n�o foi?

Bem-vinda � Entrada.

Acabaram de abrir?

Porque conhe�o todos os s�tios da moda em Portland,

e este n�o me parece familiar.

- N�o se lembra de nada? - N�o.

Espere, sim.

Houve umas luzes e som...

Apanhei a Fiona e...

Estou...?

Morta? Sim. Receio que sim, querida.

E a sua cadelinha tamb�m.

Sempre quis fazer isso.

Ent�o isto � o c�u?

N�o. Isto � s� a entrada.

Meio-caminho, o limbo.

O purgat�rio. Odeio chamar-lhe isso.

� t�o medieval.

O c�u � por aqueles port�es.

Mas n�o podemos deixar entrar toda a gente.

- T�m de estar na lista. - N�o acredito que isto est� a acontecer.

Compreendo. Pode ser traumatizante.

Est� a brincar? Sonhei a vida toda com isto.

Sempre soube que seria assim. Lindo, sereno, estiloso.

Espere, pensava que o S. Pedro era um homem.

Sim, ele foi embora h� j� uns 100 anos.

E, sinceramente, estou a ficar farta de ouvir falar nisso.

As pessoas t�m conceitos de g�nero muito antiquados

sobre anjos em posi��es de gest�o.

� um anjo?

- N�o acredito, estou a falar com um anjo. - Um grande arcanjo, na verdade.

Mas pode chamar-me Daphne.

Agora vamos lev�-la para dentro. N�o quer perder a sua reserva.

O que foi? N�o faz mal se tiver de estar aqui um pouco. Este s�tio � incr�vel.

E aqueles lanchinhos...

N�o a estou a ver aqui.

� Fitzpatrick. Com um Z.

O que foi? O que se passa?

N�o a posso deixar entrar se n�o estiver na lista.

Como assim "n�o estiver na lista?" Acabei de salvar um c�o do frio.

Tecnicamente, n�o a salvou, de facto. Anda c�, Fiona.

Anda c�, querida. Sim, linda menina.

Vai l�.

- Como � que ela pode entrar? - Todos os c�es v�o para o c�u.

Deixe-me s� fazer uma chamada.

Deve haver algum engano. Vou � igreja desde os meus tr�s anos.

Comecei um programa para bailarinos em risco quando tinha 11 anos.

S� beijei um rapaz aos 16 anos.

Bem, aos 15, mas mesmo assim.

Todos os anos me voluntario no Natal, no abrigo dos sem-abrigo.

N�o fumo.

Ocasionalmente, bebo um bom Pinot, mas quem n�o bebe?

Parece que fez coisas fant�sticas. Espere um segundo.

Al�m disso, estou pronta. A minha fam�lia est� toda aqui.

Os meus pais morreram num acidente quando eu tinha 20 anos, resulta bem.

Os meus amigos v�o ficar tristes, mas v�o ultrapassar. N�o tenho namorado, filhos.

Quando penso nisso, n�o tenho nenhum motivo para ficar na Terra.

Pronto, desculpe, mas tem de estar na lista.

- Ent�o o c�u cometeu um erro. - Querida, o c�u n�o comete erros.

Mas aqui est� a boa not�cia:

� poss�vel que ainda a consiga p�r na lista de reserva.

Estou a ador�-la, Daphne. Muito bem, o que tem de fazer?

- N�o depende exatamente de mim. - N�o estou a compreender.

Para ir para o c�u, ter� de voltar � Terra

e descobrir o que ainda precisa de fazer para entrar na lista.

Fiz tudo bem. N�o sei o que mais possa ser.

Lamento. A nossa pol�tica n�o me permite ajud�-la com isso.

- Mas... - Mas vou envi�-la de novo

para algu�m que talvez a possa ajudar.

Espere, n�o vou voltar como zombie, ou assim, pois n�o?

N�o, agora est� no mundo dos esp�ritos.

Pense nisso como sendo um anjo em forma��o, sim?

Pronto, pegue nisto.

Usa a aplica��o do C�u

quando estiver pronta para voltar, depois podemos ver se entrou na lista.

Voc�s t�m uma aplica��o?

Sim, o Steve nunca para de trabalhar.

Mas e se eu n�o descobrir o que devo fazer?

Ter� de ficar aqui. E, se n�o entrar na lista,

receio que terei de lhe pedir para esperar ali.

SEM VAGAS

Para sempre.

Ent�o volto para a Terra

e quanto tempo tenho para me salvar

de passar a eternidade naquele banco triste?

A gest�o s� lhe pode dar at� � v�spera de Natal.

Mas isso � daqui a uma semana.

Na verdade, s�o doze dias. Mas � uma altura do ano muito ocupada.

- Despache-se. - Mas eu...

Boa sorte.

Ela vai precisar.

�s um copo alto de �gua benta, n�o �s?

FEITO NO OREGON CIDADE VELHA

Jordan Riggs?

Sarah?

O que...? Como � que tu...?

� uma longa hist�ria.

Fui ao teu funeral.

- Foste? Que querido. - O que fazes aqui?

- Como entraste? Podia matar-te. - � demasiado tarde para isso.

Lamento muito. N�o sabia que eles me iam enviar de volta para ti.

Eles quem? De volta de onde?

� melhor sentares-te. E talvez colocar umas cal�as.

Depois a Daphne fez as luzes brilharem em pequena m�sica e coisas do c�u,

e achei que era muito fixe, at� perceber que n�o estava na lista.

Tenho at� � v�spera de Natal para perceber o que tenho de fazer,

ou tenho de me sentar num s�tio horr�vel com umas pessoas,

para sempre no escuro, sozinha.

Depois ela disse que me ia enviar de volta para algu�m que me podia ajudar,

mas achei que seria o padre Tim, mas acabei aqui,

e tu apareceste com um bast�o e, pronto, foi isso que aconteceu.

Est� bem.

Foi muito bom voltar a ver-te, mas acho que s�o horas de ires embora,

de volta para onde os fantasmas v�o quando n�o est�o a assombrar,

e talvez falemos disto amanh�.

Ou nunca.

Acho que n�o me est�s a ouvir.

Isso foi fixe.

Est� bem, pronto, tens de ir embora agora.

N�o posso ir at� resolver isto.

E n�o sou um fantasma, sou um anjo.

Bem, sou quase um anjo.

Isto n�o est� a acontecer.

"Pode causar confus�o e desorienta��o."

S� est�s a reagir � tua medica��o nova.

Est�s bem, Jordan.

Est� tudo bem.

Gostava muito que me ouvisses e n�o te passasses.

Estou mesmo a alucinar.

Foi exatamente por isto que acab�mos. Contigo h� sempre drama.

Vou para a cama e, quando acordar, ter�s desaparecido.

Est� bem. Falamos amanh�.

Importas-te que eu fa�a umas limpezas? Ajuda-me a relaxar e,

bem, n�o quero ser mal-educada, mas a tua casa est� mesmo a precisar.

Vai embora, por favor!

Est� bem. Dorme bem.

Riggles.

Sou eu, abre.

- Ent�o! - Ol�.

Ontem � noite estavas demais.

Aqueles idiotas hipsters estavam mesmo a merec�-las.

Ol�, Stu.

Lembra-me de nunca te perguntar se o mescal � org�nico

e de te pedir que mo sirvas num frasco de conserva

com uma flor comest�vel a enfeitar.

Tiveste um ataque de TOC ontem � noite?

Sim, algo do g�nero. O que bebemos ontem � noite, depois do trabalho?

- Manhattans. - Lembra-me de me afastar dos Manhattans.

O que te aconteceu ontem � noite? Passei a manh� toda a mandar-te SMS.

Pensava que as mi�das do bar te tinham raptado.

Diz-me que j� n�o trabalhas naquela espelunca.

- Relaxa, estava a brincar. - Ela voltou.

- O qu�? - Ela.

� a Sarah.

Ol�, Stuart. � bom voltar a ver-te.

Est� bem. Sim. Eu li sobre isto. Est� bem.

Est�s em choque, sim?

Mas isso � normal.

- Acab�mos de ir ao funeral. - N�o a consegues ver?

Estou aqui para ti, amigo, est� bem?

Anda c�, d�-me um abra�o.

Eu disse-te, mais ningu�m me consegue ver.

Est� bem. Pronto. Tens de ir embora.

A nega��o � o segundo passo no processo. Ou � o terceiro? N�o me lembro.

Mas o que interessa � que tens de aceitar quem �s.

- Est� bem? - Adeus. Ligo-te mais logo.

D�s-me o meu casaco, por favor? Preciso do meu casaco.

- Jordan, precisamos de falar. - N�o precisamos nada.

Para de falar contigo mesmo.

N�o est�s a falar contigo mesmo.

Ar.

� disso que preciso, de ar fresco. Sim.

Jordan, espera.

V� l�.

�s a �nica pessoa na cidade que n�o acredita em atravessar fora do verde.

� ilegal.

Era uma das coisas estranhas e encantadoras que adorava em ti.

Lembras-te que cheg�mos atrasados � nossa reserva na Ox porque...

Porque tinhas de mostrar aquele s�tio? Disse-te para n�o o fazeres.

Eu ia atravessar a estrada, para te dizer para ires ter comigo,

quando apareceu aquele autocarro

e quase... Te matou.

Passaste o resto da noite furiosa comigo. Salvei a tua vida.

O que se passa comigo e com os autocarros?

O que � isto, o sem�foro mais longo de Portland?

Pronto, a culpa foi minha. A viagem � terra das mem�rias acabou.

- Temos de descobrir como � que eu... - O Stu tinha raz�o. Consegui, finalmente.

Conseguiste o qu�?

Dar-me um colapso nervoso.

Jordan, para. Jordan.

N�o est�s a ter um colapso nervoso.

Est�s perfeitamente normal.

Eu � que estou a lutar pela salva��o da minha alma.

Sei que � dif�cil de acreditar, mas isto � real.

Eu sou real e preciso da tua ajuda.

O c�u enviou-me de volta a ti por algum motivo e preciso de descobrir porqu�.

Quanto mais cedo descobrir, mais cedo saio da tua vida.

Isto � uma loucura.

�s um anjo.

Estou a falar com um anjo, no meio da rua.

Ol�.

Jordan, por favor, ajuda-me.

Est� bem, eu ajudo-te.

- N�o sei o que devo fazer. - Obrigada.

NATAL

Amigo.

Vai ser maluco noutro s�tio. Est�s a assustar os meus clientes.

DEPARTAMENTO DE RECE��ES

Jordan.

Amanda.

Vieste.

Vim?

Enviei-te uma mensagem a dizer que vinha buscar a �rvore,

mas n�o esperava que aparecesses.

Que querido.

Namoras com a Amanda Simmons?

Acho que n�o o disseste com julgamento suficiente.

A Amanda Simmons que gere a CTEC software?

Porque � t�o dif�cil de acreditar?

N�o sei.

N�o pareces ser o tipo dela.

Trabalhador? Empres�rio? Bem parecido?

Empregado de bar?

J� percebi. Est�s com ci�mes.

O qu�? N�o. Isso � rid�culo.

N�o consegues lidar com o facto

de eu estar com algu�m com mais sucesso do que tu tens.

Tinhas.

- Ela n�o tem um filho? - Sim.

E n�o te importas com isso?

Lembro-me perfeitamente de dizeres que n�o querias ter filhos.

Porque me est�s a interrogar?

Devias descobrir como sair da minha vida e voltar

l� para cima.

N�o, tens raz�o. Desculpa.

� completamente inapropriado.

Toma. Experimenta isto.

Ainda gostas do teu caf� como uma menina da faculdade?

Est� mesmo bom.

Ent�o, qual � o plano?

Viste aqueles filmes onde o anjo tem de ajudar uma alma perdida?

S� temos de descobrir como te posso ajudar.

Ent�o o teu plano � seguir o gui�o de Anjos em Campo?

Por que outro motivo fui enviada para ti?

Est� bem, pronto.

Adiante. Vamos despachar-nos com isto.

Talvez seja um problema de autoestima?

Ou tratar daquela situa��o estranha dos pelos no peito?

Pelos no peito?

Presumindo que te deixaste daquela cena toda de ator.

Estava a tentar algo novo.

Obviamente, chegaste ao fundo do po�o, sen�o eu n�o estaria aqui.

N�o cheguei nada.

Preciso de usar a casa de banho. Meu Deus.

Pronto, a minha vida est� um pouco confusa. Mas qual n�o est�?

Sim, mas fui enviada para ti.

Porque � que a Daphne me enviaria para ti se n�o precisasses da minha ajuda?

Pensa. Que parte da tua vida precisa mais de conserto?

Pode ser dif�cil de acreditares, mas a minha vida � boa desde que partiste.

Tem de haver algo.

Uma inf�ncia terr�vel? O teu pai n�o jogava � bola contigo?

�tima inf�ncia. Acabei de ir a um jogo com o meu pai.

Qual � o sonho que queres realizar? Ou algo que quisesses mudar?

Sem ser livrar-me do fantasma da minha ex-namorada?

- Anjo. - Tanto faz.

- Pensa. - J-Dog.

Arranjei-nos uma reuni�o com o propriet�rio daquele bar em River Point.

Mas prometi-lhe meia d�zia de cronuts de bacon

e ele disse que nos dava cinco minutos.

Estes touros velhos t�m sempre um pre�o. N�o �?

Ol�? O imobili�rio � a minha cena.

Por favor n�o digas isso.

� um sonho est�pido, n�o vou comprar nada.

Porque n�o pensei nisto antes?

Jordan, � isso. � por isso que me enviaram para ti.

Deixa-me ajudar-te a realizar o teu sonho. Vou ajudar-te a teres o teu bar no Natal.

Tenho a bexiga de um homem de 90 anos.

V� l�. Tenho de me preocupar contigo?

N�o. S� estou a tentar alguns alongamentos novos.

Falei-te da nova aula de cardio barre que comecei a fazer?

Tenho de te levar, vais adorar.

Sim.

Tens de tentar equilibrar e manter o chi.

Manter o chi.

Ent�o...

Ia precisar de algum trabalho.

Meu Deus, cheira muito a peixe.

� o que adoro no bar. � mesmo ao lado do rio.

D� a sensa��o de classe-trabalhadora.

Estava a pensar chamar-lhe The Dock House. O que achas?

Acho que devia ter trazido g�s-pimenta.

V� l�, n�o � assim t�o mau. N�o h� uma �nica prostituta � vista.

Acho que tens de elevar as tuas expetativas.

- Isto devia ser o s�tio dos teus sonhos. - Mas �.

O meu av� costumava trazer-me aqui quando eu era crian�a.

Sent�vamo-nos e v�amos os barcos a subir o rio e a prepararem-se para ir pescar.

O que posso dizer? Acho que sou um tipo sentimental.

Este s�tio est� aqui desde sempre.

S� precisa do amor e do cuidado que merece.

Bem, acho que todas as vizinhan�as precisam dos seus pioneiros.

Pearl District era s� lojas de penhores e laborat�rios de droga at� virem os gays.

- S� precisamos de treinar a licita��o. - N�o desperdices o teu tempo.

Ouviste o que o Stu disse, o tipo n�o quer vender.

Porque o venderia a algu�m como eu? N�o posso oferecer muito dinheiro.

Ol�? Onde est� o teu esp�rito natal�cio?

Ele s� se vai encontrar connosco porque o subornamos com donuts.

� um tipo � moda antiga que est� preso aos seus m�todos.

N�o vai resultar.

Isso � rid�culo.

Este tipo devia pagar-te para lhe tirares isto das m�os.

Tens a certeza de que n�o h� mais bares, noutras zonas da cidade, de que gostes?

N�o sei. Talvez.

Mas se estamos a falar do meu sonho?

� isto.

Pronto, n�o temos muito tempo.

Tempo. Raios, Mason.

Onde vais?

Prometi � Amanda que ia buscar o filho dela ao treino.

Temos de arranjar forma de fazer com que este homem venda.

Tu consegues fazer milagres correto?

- � melhor come�ares a bater as asas. - Eles nem sequer t�m asas.

V� l�, Steve, ningu�m consegue fazer essa matem�tica.

10 DIAS

- Desculpa o atraso. - N�o faz mal.

Desta vez, o Angus Miller s� me bateu duas vezes.

Meu Deus, Mason, est�s bem?

Estou a brincar.

Maioritariamente.

- Porque disseste isso? - N�o sei. Para te sentires culpado.

Isso � maldoso.

N�o te sentes culpado por te teres esquecido de mim?

Sim, sinto. N�o, n�o me esqueci de ti, � s� que...

Como foi o treino?

Foi bom.

- Esta noite vais l� a casa? - Esta noite?

Para decorar a �rvore.

Ou tamb�m te esqueceste disso?

- N�o. - Est� tudo bem.

Provavelmente tens muitas coisas em que pensar.

N�o fazes ideia.

Pareces um pouco distra�do.

Sim. Bem, acho que ando distra�do.

O bar tem estado uma loucura, por causa das festas,

e, para al�m disso,

uma velha amiga apareceu do nada.

Que velha amiga?

Algu�m que eu conhecia.

Uma rapariga?

N�o.

Sim, mas n�o � como est�s a pensar.

Ent�o em que estou a pensar?

- Que � algo que n�o �. - N�o.

- Em que est�s a pensar? - Estou a pensar que n�o importa.

N�o �s o meu pai, podes fazer o que quiseres.

Mason.

� s� que a minha m�e adora o Natal,

se vais acabar com ela, podes faz�-lo depois?

N�o vou acabar com ela, adoro-a.

E n�o o faria no Natal. Nunca.

Est� bem.

Lamento n�o poder ir esta noite. Tenho de trabalhar.

Mas mal saia do trabalho na Consoada, vamos estar juntos.

Na Consoada tenho igreja.

Vou fazer um solo.

Um solo de guitarra?

N�o, vou cantar.

� muito foleiro, mas a minha m�e gosta.

N�o � foleiro. As mi�das adoram um rapaz que saiba cantar.

Rapazes que cantam "O Holy Night"?

Pelo menos a tua m�e adora. � ela que importa, n�o �?

Acho que sim.

E se eu for � igreja? Prometo que n�o me rio de ti.

- Est� bem. - Est� bem.

Vamos.

FELIZ NATAL

Surpresa!

- Desculpa. - Tens de parar de fazer isso.

� uma linda �rvore, n�o �?

Sim. Como fizeste isso?

Tenho trabalhado nas minhas capacidades de anjo.

� t�o divertido.

Olha, cidra de anjo apimentada.

Nada mau, n�o �?

N�o � mesmo nada mau.

- Espera, o que se passa? - Estamos a pr�-festejar.

� bom visualizar o que queremos, n�o nos preocuparmos com o que n�o controlamos.

- Sempre foste a otimista. - Amanh�, vais arrasar.

D�-me um bom motivo para este tipo vender o bar a algu�m como eu?

Sempre fizeste isso.

- O qu�? - Duvidaste de ti mesmo.

� s� que n�o sou muito bom no papel.

N�o te preocupes. Estarei contigo, amanh�.

N�o vais fazer nada dessas coisas esquisitas de fantasma.

Ol�? N�o preciso de nenhuma ajuda divina.

Sou a rainha do ramo imobili�rio de Portland.

� Sara, a melhor e mais falecida rainha do ramo imobili�rio de Portland.

Desculpa.

N�o, est� tudo bem, eu s�...

Foi um gesto bonito. Apenas n�o tive um momento para o processar.

- Como �? - Estar morta?

N�o sei bem, n�o tive oportunidade para pensar nisso.

Consegues ver o que as outras pessoas pensam.

O qu�? Meu Deus, nem sequer tinha pensado nisso.

- Quer dizer, pensei nisso, mas... - Qual � a tua senha?

Vai � minha p�gina.

Tiraste-me da lista de amigos, lembras-te? N�o consigo ver.

Aqui.

V� l�, est�s com medo que eu v� roubar a tua senha do al�m?

J� est�.

Est� bem.

Aqui est� uma da Anna P.

"Isto � muito triste. Num minuto est�s com os teus colegas a beber um copo,

a seguir �s atropelada por um autocarro. Perspetiva total.

Esta noite, vou abra�ar o meu homem. Tenho saudades tuas, mi�da."

Nada mau, n�o �?

N�o fa�o ideia de quem ela seja.

Est� bem.

Tem aqui mais.

"Perda inacreditavelmente enorme. As cau��es nunca ser�o as mesmas."

Deixaste um legado no ramo imobili�rio. Deve ser bom ouvir isso, n�o?

Sim.

Acho eu.

Est� aqui um bom.

"Meu Deus. N�o acredito que ela morreu. Ela tem roupas gir�ssimas.

Ol�, mi�da, esta noite vou brindar com aquelas margaritas gigantes.

Sinto muito a tua falta."

- Isto � fant�stico. - N�o tens de continuar a ler isso.

Est� aqui outro.

"A Sarah mudou completamente o meu mundo.

Tirou-me daquela vidinha estranha

e, esperem, meteu-me no meu novo condom�nio.

- Ela era a melhor. Adoro-te..." - Jordan, para!

N�o quero ouvir mais.

Conhecias muita gente.

Sim. Bem, aparentemente, tudo o que sabiam sobre mim

era o meu emprego e as minhas roupas.

Sarah, n�o sei como dizer isto sem parecer que te estou a julgar,

mas... Mas o qu�?

�s vezes, podes parecer um pouco egoc�ntrica e superficial.

Isso n�o faz sentido.

Estou sempre a ajudar pessoas, a ouvir os problemas das pessoas.

Acabaste comigo na v�spera de Natal.

Sim.

Foi um pouco duro.

Mas n�o estava a resultar entre n�s.

�ramos infelizes. Tu lembras-te. Certo?

Sim, lembro-me.

Ent�o o que devia ter feito, fingir que estava tudo bem?

Na verdade, sim.

Era Natal.

O maior presente que me podias ter dado era fingir durante mais um dia.

Partiste-me o cora��o, Sarah.

N�o estou bem desde que partiste. De certeza que viste os meus medicamentos.

Isso n�o � justo.

Sim, tens raz�o.

Desculpa, eu...

Sei que tu �s mais do que a caridade, os apartamentos e os sapatos.

Talvez isso seja a �nica coisa que deixas as pessoas verem.

Devia ir dormir.

Amanh� temos um grande dia, est� bem?

Boa noite.

N�o gosto da sua cara.

Faz-me lembrar aquele ator.

Aquele filme em que os tipos foram a Las Vegas, embebedaram-se e perderam o amigo?

A Ressaca.

Exato. Odiei esse filme.

Provavelmente � o �nico.

O que est�s a fazer?

Quem n�o gosta de A Ressaca?

Esquece isso. Mant�m-te concentrado.

Senhor, acho que ficar� feliz com as altera��es que quero fazer.

Gostaria de desmontar a cozinha e p�r um forno a lenha grande.

Depois arrancaria o papel de parede e deixaria os tijolos expostos.

Gostaria de transformar isto numa cafetaria?

O qu�? N�o. S� precisa de algum amor e cuidado.

Acha que n�o tratei bem dela?

N�o, fez um �timo trabalho.

S� que h� aqui algumas coisas que podiam ser consertadas.

N�o h� nada.

Senhor, acho que queremos a mesma coisa.

Gostaria de construir aqui apartamentos, n�o �?

N�o, nunca disse isso.

Pergunta-lhe sobre a Liza.

- O qu�? - Pergunta-lhe se � por causa da Liza.

Senhor, isto pode parecer uma loucura, mas...

Isto ter� alguma coisa que ver com a Liza?

Ela quer que o senhor saiba que ela est� bem.

Ela quer que o senhor saiba que ela est� bem.

Ela n�o o culpa.

Ela n�o o culpa.

Ela sabe que ele fez o melhor que podia, mas s�o horas de seguir em frente.

Ela sabe que fez o melhor que podia, mas precisa de seguir em frente.

S�o horas.

Ela quer que ele saiba que vais tomar conta do s�tio deles.

Ele pode confiar em ti.

Ela confia que eu cuide do s�tio. Ela acha que tamb�m devia confiar.

Ela tem um Merlot de 1943 e uma �tima mesa � espera dele, quando ele chegar l�.

A Liza diz que tem um Merlot de 1943 e uma �tima mesa � sua espera,

quando o senhor estiver pronto.

Estou a perd�-la.

O que aconteceu?

Eu estava a falar em voz alta?

Cuide bem dela.

- Boa! - Boa, amigo.

Aqui vamos, querido. Aqui vamos.

- Muito bem. � The Dock House. - � The Dock House.

Amigo, isto � fant�stico.

Vai dar muito trabalho, espero que estejas � altura disso.

Mano, estou aqui para ti, exceto �s ter�as e quintas,

vou urbanizar no Powells. Eles t�m mi�das boazonas.

N�o acredito que isto est� a acontecer.

Nunca te vi t�o feliz.

Mano, tenho de ser sincero contigo,

esta cena de veres a tua ex-namorada morta est� a come�ar a assustar-me.

Tenho de te dizer uma coisa, mas n�o vais acreditar.

N�o, n�o digas.

O que �?

Eu...

Vou tornar-me vegan.

Sim. Estou a fazer uma limpeza para me livrar das toxinas do meu corpo.

E isso est� a deixar-me estranho.

Amigo, isto � fant�stico!

V� l�. Porque achavas que eu n�o ia compreender?

Sei como adoras porco e whiskey. N�o queria que pensasses que eu tinha mudado.

N�o, ser�s sempre o meu pequeno Riggles, n�o interessa a dieta estranha que fazes.

Obrigado. � muito importante para mim.

Muito bem, tenho de fazer pesquisa de bares.

N�o sei se ir beber noutro bar conta como pesquisa.

Para mim, conta.

Sim, que lindo menino.

Muito bem. Os vossos ombros juntos.

Apertem-se um pouco. Muito bem. As vossas vozes est�o preparadas?

Onde est�s?

Vamos l�.

Est�o todos prontos?

N�o tenho tempo para jogar este jogo contigo, Sarah.

S� vai demorar um segundo.

Mas acho que vais gostar.

Espera at� veres o interior.

Feliz Natal.

Como fizeste isto?

Esta coisa velha?

� a aplica��o que fiz na aula de trabalhos manuais.

Ficarias surpreendido com o que consegues fazer quando est�s concentrado num sonho.

Nem sequer vou perguntar que droga consumiste

para preparares este s�tio t�o depressa, mas isto � incr�vel.

Isto � fant�stico, Sarah.

Ent�o...

No outro dia fui � igreja, fizeram um memorial lindo para a Sarah.

Talvez devesses ir l�, para teres uma conclus�o.

Parece-me bem, Stuey. Talvez fa�a isso.

Jordy, sei que isto vai parecer estranho,

mas a Sarah morrer foi a melhor coisa que te podia ter acontecido.

- Desculpa? - Agora podes desistir daquele fantasma.

Consegues v�-la?

Pois, sim. O fantasma do passado dela. J� entendi.

N�o estou a dizer que estou feliz por ela estar morta, ou assim,

mas tens-te agarrado a ela h� demasiado tempo.

Na verdade, nunca compreendi o que vias nela.

L� porque ela n�o est� aqui, n�o significa que possamos falar assim.

Lamento atirar-te com algumas verdades duras esta noite,

mas sejamos sinceros, a mi�da era maluca.

� altura de seguiremfrente.org, amigo.

Acho que devias ir para casa. Ela n�o precisa de ouvir isto.

� exatamente com isto que estou preocupado.

Ela n�o me consegue ouvir. Ela n�o est� aqui.

Continuas a deixar que esta mi�da te estrague a vida.

Ela n�o estragou a minha vida.

Ela mudou-a.

� a melhor coisa que alguma vez me aconteceu.

S� n�o o consegues ver porque...

N�o o consegues ver.

Jordy, ouve o que est�s a dizer.

Essa mi�da deixou-te como a um brinquedo estragado, h� um ano, na Consoada.

E est�s a falar dela como se ela estivesse aqui.

Est�s a endoidecer.

Talvez esteja.

Mas n�o me importo.

Nunca fui t�o feliz como quando estava com ela.

� por causa dela que temos este bar, n�o gra�as a mim.

N�o admira que n�o consigas comprometer-te com a Amanda.

O que queres dizer?

Aqui estamos, novamente na Consoada.

Deixa a Sarah partir.

Sarah?

Lamento o que o Stu disse. Ele � um idiota.

�s vezes, ele � demasiado protetor.

O que disseste ali era mesmo verdade?

Cada palavra.

Mudei a tua vida?

Sim.

Ent�o acho que s�o horas de me ir embora.

Podes finalmente livrar-te da tua ex-namorada chata.

N�o, Sarah, tenho saudades de cada parte de ti.

Do teu sorriso, da tua gargalhada, do teu cora��o.

Estou apaixonado por ti.

Deus sabe que n�o devia estar, mas n�o consigo evitar.

N�o te disse isso quando estavas viva e devia t�-lo feito.

- Jordan, n�o tens de... - Temos as nossas diferen�as? Claro.

Morta e vivo s�o diferen�as grandes.

� um bocado estranho, mas conseguimos resolver isso.

Jordan, �s muito querido, mas � a Consoada.

Est�o � minha espera.

Tens de me deixar ir.

Sarah.

Ficas mesmo giro em luz.

� a tua cor. Percebes?

Bem-vinda de volta.

Consegui. Resolvi-o. Realizei o sonho dele.

- Pois foi. - Nem acredito.

Viu como ele estava feliz? Acho que significa que estou na lista.

O que foi?

N�o. Volte a verificar.

Lamento muito, Sarah, mas ainda n�o est� aqui.

Mas fiz tudo direitinho.

N�o.

O beijo? N�o devia ter acontecido. Estava s� a tentar ajudar e depois...

Ele apaixonou-se novamente por si.

E agora parti-lhe o cora��o. Pela segunda vez.

E � v�spera de Natal e n�o estou na lista.

Por favor, n�o me fa�a ir para ali.

Est� bem, vou fazer uma chamada.

Desculpe?

Gerald. Gerald Johnson.

Sim, Sr. Johnson.

Sim, a sua esposa est� l� dentro, � espera.

Temos um �timo lugar para si, perto dos port�es.

- O Derek vai acompanh�-lo � sua mesa. - Obrigado.

Vendeu o bar ao meu amigo.

O tipo com a cara?

Vendi-lhe o bar, fui para casa, fiz o jantar.

Alimentei o gato, deitei-me no sof�.

Devo ter tido um ataque card�aco a dormir.

Devem ser horas de eu ir. Adeus.

E � mesmo adeus.

Boas not�cias.

As coisas est�o um pouco atrasadas, por isso a ger�ncia d�-lhe uma extens�o.

Gra�as a Deus.

Mas � s� mais isto, Sarah. Tem de arranjar uma forma.

N�o, j� percebi. Vou ajudar o Jordan a perceber isto.

Talvez n�o seja o Jordan que precise de resolver alguma coisa.

O Stuart? Mas como � que eu...? Seria preciso...

- Por favor, n�o deixe ser o que �. - Sarah, deixou algo incompleto.

N�o pode entrar no c�u com assuntos por resolver.

Volte e descubra o que o seu cora��o quer de verdade.

Agora, v�!

Deseje-me sorte.

Uma cidra de anjo apimentada, por favor.

Espalhaste a not�cia depressa, esta noite.

Obviamente, as coisas n�o correram como planeado,

porque voltei.

Dev�amos falar sobre o que aconteceu. Estou confusa, e tamb�m deves estar.

Que beijo foi aquele?

Foi muito querido... Na verdade, foi super-rom�ntico.

Como em Orgulho e Preconceito, quando o Sr. Darcy atravessa a charneca

e v� a Lizzy, pega nela ao colo e...

Adiante, o assunto mais importante � que preciso de ir para o c�u,

beijei-te e tens namorada e...

� uma loucura. Nunca quis que isso acontecesse.

- Delicioso. - Ol�, Stuart.

- �timo timing, como sempre. - Est�s a ver as jeitosas ao canto?

- Sim. - Sim.

Acho que seria um �timo presente

para o teu melhor amigo, barra, copropriet�rio, barra, mentor espiritual.

Muito engra�ado.

Podemos voltar a mim? Estou no meio de algo.

Senhoras e senhores, d�o-me a vossa aten��o, por favor?

Gostaria que brind�ssemos ao jovem propriet�rio

desde sal�o requintado, desde buraco angelical,

desta cantina intrat�vel...

Pronto. Ao jovem que decidiu seguir o seu cora��o

e abriu o bar dos seus sonhos, h� 12 meses.

Sa�do-o nesta ocasi�o santa, e muito b�beda.

FELIZ 1� ANIVERS�RIO

� The Dock House.

- � The Dock House. - � The Dock House.

Feliz anivers�rio.

Obrigado.

Jordan, do que est� ele a falar? Eu estive fora s� uns cinco minutos.

Ol�? Sou eu.

N�o desperdices o teu tempo, querida. J� passei por isso.

O qu�? Como � que tu...?

Confia em mim. Ele n�o � do tipo de se comprometer.

Amanda?

Oh, n�o.

- N�o. Ela n�o. - Stu!

- Aquela era a Amanda Simmons? - A culpa � minha.

Esqueci-me de te atualizar em rela��o a essa situa��o.

A tua ex-namorada est� c�.

As coisas v�o ficar estranhas?

As coisas est�o super estranhas.

O qu�?

Ol�.

Ol�.

Vou embora.

N�o, estou muito feliz por teres vindo. Andava a tentar falar contigo.

- Sim? - Nunca tive oportunidade para explicar.

N�o quero fazer isto aqui, � frente das pessoas.

Mas � que...

N�o sei. � muito bom ver-te.

Est� bem.

- Tenho mesmo de ir embora. - Por favor. D�-me outra oportunidade.

Fiz asneira, eu sei disso, mas mudei.

Prometo. Estou sempre a pensar em ti, Amanda.

Deixaste-me e ao meu filho pendurados na Consoada.

- Oh, n�o. - Oh, sim.

E para mim basta, Jordan. Chega.

Mas n�o virias c� se n�o sentisses nada, pois n�o?

Isto pode ser um choque para ti, mas o mundo n�o gira � tua volta.

N�o fazia ideia de que este bar era teu.

Nunca me contaste nada sobre a tua vida.

Para ser justa, aconteceu muito rapidamente.

Ent�o foi por acaso que vieste c�, sozinha?

Na verdade, tenho um encontro.

O que, para que saibas, � o �nico motivo que me faria entrar

neste pesadelo do departamento de sa�de.

Devias ter visto isto antes.

Podia espanc�-lo e expuls�-lo daqui, porque sou o dono.

- Podia fazer isso. - Se ele aparecer, est� � vontade.

Porque, sim, Jordan, voltaram a deixar-me pendurada.

Sei escolh�-los bem.

Deixei-te pendurada na Consoada, por motivos que preferia n�o explicar.

- A s�rio. - Como � que isso poderia soar pior?

Quero que me d�s outra oportunidade.

N�o posso.

- N�o sou s� eu. - N�o, o Mason vai compreender.

Como � que poderias compreender o que o Mason sente?

- Esquece. - Meu Deus, j� sei o que tenho de fazer.

Importas-te?

Sim, importo-me, porque sou um tipo bom.

E gosto muito de ti, Amanda, por isso, por favor, d�-me outra oportunidade.

Se fosse a ti, dava uma oportunidade a isto.

N�o compreendes. N�o posso.

Sou eu outra vez.

Lamento muito. Esqueci-me completamente da cena de aparecer de repente.

Quem �s tu? E o que queres?

Pois, isso n�o � uma resposta f�cil.

Experimenta.

Bem, chamo-me Sarah e fui enviada do purgat�rio

para te ajudar a voltar para o teu verdadeiro amor, o Jordan.

S� tenho at� � Consoada, ou n�o consigo ir para o c�u,

e tenho de passar a eternidade sentada num banquinho horr�vel.

Mas consigo fazer coisas de anjo muito fixes, como fazer nevar.

Ent�o �s um anjo.

Basicamente.

E foste enviada para c� para me ajudares?

Completamente. Estou c� para te ajudar.

N�o � fant�stico?

Pronto.

Ent�o tens de ajudar algu�m?

Sim. Especificamente, tenho de te ajudar.

Obrigada.

- Depois recebes as tuas asas? - Eles n�o t�m asas.

Acho que era s� uma forma de dizer.

- � bonito? - O c�u?

- Ainda n�o sei. - Pois. E � a� que eu entro.

- Est�s a aceitar isto melhor do que e... - Do que quem?

Do que eu esperava.

Quando era pequena, estava convencida de que via anjos em todo o lado.

Principalmente na Consoada.

� uma altura atarefada l� em cima.

Os meus pais achavam que era fofo,

e depois, quando fiquei mais velha, ficaram preocupados

por eu acreditar mesmo que os anjos eram reais.

Bem, tinhas raz�o.

Aparentemente.

Obrigada.

- Isto � fant�stico. Tal como eu gosto. - Mais uma das minhas capacidades.

N�o celebras o Natal? N�o faz mal, se n�o celebrares.

Tenho muitos amigos judeus e estou aberta a todas as f�s.

Festejo. S� que, este ano, o meu cora��o n�o est� muito empenhado nisso.

As decora��es de Natal s�o uma das minhas especialidades.

E eu sou mesmo a �nica que te consigo ver?

Sim. Agora s� temos de descobrir como te vamos juntar com o Jordan.

N�o posso fazer isso, Sarah.

Est�s a dizer que n�o o far�s?

Pensava mesmo que ele era o tal.

Mas acabou por ser s� mais um que n�o se queria comprometer.

Mas e se for o destino?

Destino?

O que aconteceu � livre vontade?

N�o temos uma palavra a dizer sobre com quem queremos estar?

Tens raz�o. N�o faz sentido nenhum.

S� sei que fui enviada para ti por um motivo, e o meu cora��o diz-me

que o teu cora��o ainda est� um pouco partido.

Talvez, n�o sei.

Adiante, tenho um filho fant�stico

que merece uma figura paterna a s�rio na sua vida,

n�o um rapaz-homem que se recusa a crescer. Tenho de proteger o cora��o dele.

Est� bem, alguma vez pensaste porque � que o Jordan n�o apareceu naquela noite?

Porque n�o � de confian�a.

Porque estava a curtir com alguma bimba de quem gosta mais do que de mim.

Est� bem. Talvez n�o.

Ou, talvez ele estivesse a tentar ultrapassar o seu passado,

a tentar encontrar-se e seguir os seus sonhos,

para que te pudesse merecer.

Preciso de algu�m que esteja verdadeiramente empenhado.

E, lamento, mas o Jordan Riggs n�o � esse homem.

Tive a pontua��o mais alta em "Opera��es Especiais".

N�o tiveste nada.

V� l�. N�o podes alinhar, por uma vez?

Fixe.

Isto est� a ficar estranho.

Porqu�? Porque �s um homem crescido

que passa tempo num sal�o de jogos com um mi�do, a meio do dia?

Pois, algo desse g�nero. N�o achas que � altura de contarmos a verdade � tua m�e?

Mas ela odeia-te.

Usar�amos a palavra "odeia"?

Com fervor.

Se nunca mais me quiseres ver, vai l�, conta-lhe.

- Mason. - Espera. Estou no n�vel oito.

Mason.

Raios!

O que te disse sobre a linguagem?

Est� bem. Tens a minha aten��o toda.

N�o posso continuar a fazer isto.

Porque � que os adultos t�m de estragar tudo?

Claramente, esta situa��o funciona para toda a gente.

A minha m�e n�o quer um homem na vida dela,

mas quer que eu tenha um modelo adulto consistente.

E tu queres a minha m�e, mas n�o a podes ter, por isso contentas-te comigo.

E eu posso fazer coisas divertidas com o dinheiro de outra pessoa.

A prop�sito, preciso de mais moedas.

O que se passa?

Passa-se que n�o posso continuar a estar contigo

em sal�es de jogos e de bowling.

Preciso que me ajudes. Quero a tua m�e de volta.

Como?

Porque n�o lhe dizes

que sou o tipo mais fixe que j� conheceste e que os outros s�o uns palha�os?

Vou pensar nisso.

Se n�o lhe disseres at� ao Natal, vou falar com ela.

J� acabaram, falhados?

Est� bem, desculpa.

Enfim. Seja como for, tenho h�quei.

Vamos embora.

Quem � que ela pensa que �, o Kevin Flynn?

A s�rio? Refer�ncias Tron a um puto de dez anos?

O Tron � do melhor.

Para.

Mason.

- Ol�. - Ol�.

N�o lhe vais perguntar sobre o mi�do com o chap�u de Pai Natal?

Que mi�do?

- O qu�? - Nada.

- Como foi o treino? - Foi bom.

O treinador est� a pensar passar-me para guarda-redes titular.

Guarda-redes? N�o � giro?

Falamos mais tarde. Adeus.

Podemos ir comer pizza?

N�o, tenho uma festa de Natal hoje, mas a Carly chega daqui a uma hora.

N�o preciso de babysitter. Sou praticamente um homem.

Pois, mas at� ver a sombra da barba na tua cara,

vais ter uma babysitter.

- Ao menos pode ser algu�m divertido? - A Carly � divertida.

A Carly obriga-me a fazer o trabalho de casa.

Pode ser outra pessoa?

Que tal o Jordan?

Querido, o Jordan avan�ou com a sua vida e acho que tu devias fazer o mesmo.

- Porque acabaste com ele? - N�o vou falar disto novamente.

Ele era simp�tico. N�o era como os outros palha�os com quem andaste.

Desculpa?

Estou s� a dizer, n�o seria bom t�-lo novamente por perto?

Ele gosta de ti e tu costumavas gostar dele, muito.

Confia em mim, desta forma � melhor.

E que forma � essa?

A forma triste e infeliz?

N�o te ris nem fazes nada divertido comigo h� um ano.

Nem sequer mont�mos a �rvore de Natal e j� s� faltam quatro dias.

- Tem sido um ano complicado, Mason. - Porque n�o falas com o Jordan?

Porque ele � ego�sta e s� fala nele pr�prio.

Isso n�o � verdade.

- Ele est� sempre a pagar coisas. - Como assim, est� sempre a pagar coisas?

- Nada. - Mason, o que se est� a passar?

Tenho a certeza de que h� uma boa explica��o.

Para o motivo de o meu filho andar a passar tempo,

sem me dizer, com o meu ex-namorado, no �ltimo ano?

Se pensares bem, at� � querido.

Agora n�o, Carly.

Est� bem, vamos respirar um pouco.

Quem faz isto?

- Porque n�o lhe perguntas? - O Jason trancou-se no quarto.

N�o ao Mason, ao Jordan. Talvez assim descubras o que se passa.

Ou podes ficar aqui e falar com um anjo.

Talvez devesses deixar entrar a babysitter.

Tens de come�ar a falar.

Ele contou-te.

- Isto est� lindo. - Antes que te passes...

� demasiado tarde para isso.

Desculpa, devia ter-te contado.

O qu�? Que tens andado a passar tempo num sal�o de jogos com um mi�do?

N�o � apenas um mi�do. � o teu mi�do.

Sim, isso mesmo. O meu mi�do, n�o o teu.

N�o fazia ten��o de estar com ele quando acabaste comigo,

mas ele come�ou a ligar-me, a enviar-me mensagens e e-mails.

- Ele tem andado a perseguir-te? - Sim, basicamente.

Concordei encontrar-me com ele depois do treino para n�o me chatear,

e depois vi aquele parvalh�o do Angus a meter-se com ele.

- O qu�, quem? - O mi�do que se mete com ele todos

os dias, mas ele n�o te quer contar. O mi�do do chap�u de Pai Natal.

Eu disse-lhe que se ele precisasse de algo,

eu estaria dispon�vel, mesmo que tu n�o fizesses parte da minha vida.

N�o sei porque disse isso.

Acho que foi porque eu tamb�m j� fui esse mi�do,

e tinha-me dado jeito algu�m na minha vida, na altura.

Sei que a terapia teria sido a escolha mais inteligente,

mas nem sempre fa�o as escolhas mais inteligentes.

Eu disse-te que havia uma explica��o.

Tens no��o que isto � de loucos.

Eu tentei contar-te, mas tu n�o me respondias.

E o Mason tinha tanto medo que n�o aprovasses que nunca te contou.

Portanto, aqui est�, a verdade.

Nunca vais vou ter com o Mason

e entendo se nunca mais me quiseres ver.

Ent�o � assim, vais abandonar o Mason de novo?

O qu�? N�o, eu...

�timo, ent�o vais continuar a fazer coisas com ele?

Isto � como o Era Uma Vez Um Rapaz.

N�o est�s zangada comigo?

S� quero o melhor para o Mason.

E neste momento, ele precisa de um modelo masculino na sua vida.

Especialmente se aquele mi�do o est� a tratar como dizes.

Ele est� numa idade muito vulner�vel.

A quem o dizes.

- E... - E...

E?

Obrigada.

Obrigada, acho eu, por ajudares o Mason.

Podes ir buscar-me amanh� �s 19h00, e n�o te atrases.

Estou a falar a s�rio.

Sim.

Dev�amos dar uma vista de olhos?

- Sim. - Achas que �...?

Absolutamente n�o.

Esta?

Muito melhor.

- Diria... - Est�s a brincar comigo?

Obrigada.

Lamento, Philly, esta noite � um evento privado.

N�o tens de fazer isto.

Isto � meu, posso fazer o que quiser.

Duas IPA, por favor.

A sair.

S� para lembrar que n�o venho trabalhar na V�spera de Natal, mas vem o Jose.

Vou dar uma festa de Festivus na cave da minha tia.

Onde � que o encontraste?

Apareceu num cesto � minha porta, um dia.

Como o Mois�s.

- Foi uma �tima noite. - N�o tem de acabar j�.

Podes querer p�r gelo nas costas depois daquela queda �pica no ringue.

Aquelas pobres crian�as. Meu Deus.

N�o sabia que eras assim t�o mau a patinar no gelo.

� impressionante, n�o �?

� uma das coisas em que sou terr�vel, mas posso mostrar-te mais.

J� vi algumas.

Desculpa, n�o queria dizer isso.

N�o faz mal. Provavelmente mereces uma explica��o.

Lamento muito.

O Natal passado foi muito estranho para mim e estava a passar por muito.

Porque n�o me falaste disso?

Porque tinha a ver com a minha ex-namorada.

N�o precisamos de falar sobre isso.

O que tem ela?

- Estiveste com ela no Natal passado? - N�o. N�o propriamente.

Ainda gostava dela.

E n�o sabia porqu� porque ela partiu-me o cora��o.

Pronto, est� explicado.

E que tal se passarmos a um pouco de romance?

Malditos ratos na cave.

Vou ver isso.

Jordan, se me est�s a dizer que estiveste com ela enquanto est�vamos juntos,

e esperas algum tipo de simpatia,

n�o sou esse tipo de mulher.

N�o estivemos juntos.

- Foi s� emocional. - Que tal algo mais natal�cio?

- Posso fazer nevar c� dentro. - Eu trato disto, obrigada.

N�o, provavelmente n�o.

N�o conseguia tir�-la da minha cabe�a.

Literalmente. Houve uma altura em que pensei que estava maluco.

Depois percebo que era o ressentimento e a dor que estavam dentro de mim.

Eu s�...

Estava a retrair-me, para n�o me ligar �s pessoas, nem � vida.

Estiveste com ela na Consoada do ano passado?

Sim.

Mas foi nesse momento que soube que tinha de a esquecer.

Sabia que tinha uma mulher fant�stica em casa � minha espera.

E era quase meia-noite quando... sabes o que aconteceu depois.

N�o � uma desculpa.

S� quero que saibas que a esqueci completamente.

E estou aqui, agora.

Completamente comprometido.

Talvez lhe devesse agradecer, a esta tua ex-namorada.

� Sarah?

N�o podes.

- Infelizmente, ela faleceu. - Sarah?

Sim.

O que foi?

Isso � algum problema?

D�s-me licen�a por um minuto?

Amanda, para.

Tu �s a ex-namorada.

- Eu sei. Devia ter-te contado. - Que tipo de jogo doentio � este?

N�o � nenhum jogo. Enviaram-me para te ajudar.

E porque deveria acreditar em ti?

Amanda, sei que te devia ter contado sobre o Jordan,

mas isso n�o significa que n�o estivessem destinados.

N�o quero ouvir.

�s um anjo com planos.

N�o sou nada.

Quer dizer, sim. Mas...

N�o �s um anjo. �s o diabo.

Vai-te embora!

Voc�s os dois... Voc�s merecem-se.

Amanda, n�o compreendo o que correu mal.

N�o consigo fazer isto.

N�o posso estar contigo e ser assombrada por uma mulher do teu passado.

- N�o � assim. - N�o � assim.

Amanda.

Ela foi embora.

Ela foi embora.

O que se passa?

Eu estou bem.

O Jordan vem c� esta noite?

Come o teu chow mein. N�o me quero atrasar para a missa da meia-noite.

Est� bem.

� Natal, estou sozinha e estraguei tudo.

� Natal, mas n�o est�s sozinha.

Fiquei sem tempo, n�o foi?

E n�o estou na lista, pois n�o?

Est� bem.

Est�s pronta?

Espera, n�o os posso deixar assim.

O Jordan est� infeliz e a Amanda ama-o de verdade,

ela apenas n�o confia nesse sentimento.

Posso ter s� mais um bocadinho para consertar a minha asneira?

Por favor?

Eles n�o merecem ser castigados s� porque n�o consigo fazer nada direito.

N�o quero que seja assim que parto do mundo.

Vejo a forma como ele olha para ela e... Como ela o quer na sua vida,

e como o Mason quer um pai.

O Jordan daria um excelente pai.

Eles s� precisam de um pouco de f�.

Disse-me para descobrir o que o meu cora��o quer.

Quer ajud�-los a serem uma fam�lia.

Por favor, posso tentar mais uma vez?

N�o devia fazer isto, mas n�o consigo evitar.

Gosto de si, Sarah.

Pronto, n�o a posso ajudar a entrar na lista,

mas posso dar-lhe mais uma hora para ajudar o Jordan e a Amanda.

Obrigada.

Mas � s� isso.

Uma hora, est� bem.

S� queria poder falar com o Jordan e dizer-lhe o que ele tem de fazer.

N�o posso fazer com que as pessoas a vejam, mas h� forma de a poderem ouvir.

O qu�? Como?

Chama-se o Sussurro do Anjo.

� uma ferramenta poderosa.

Mas n�o exagere. Entrar nas cabe�as das pessoas e controlar o que dizem

� uma arte delicada para qualquer ser espiritual.

N�o faz mal, eles s� pensam que adormeceram um segundo.

Acha que consegue faz�-lo?

- Obrigada. - De nada.

- Ligue-me quando estiver pronta. - Est� bem.

Fa�anhas de for�a!

Fa�anhas de for�a!

Fa�anhas de for�a!

Fa�anhas de for�a!

Anda ter �s traseiras de St. Cecilia daqui a meia hora - traz vinho/comida!

O qu�?

N�o perguntes! Anda!

Vou sair daqui, amigo. Feliz Natal.

V� l�!

Vamos a isso. V� l�.

Tenho de ir.

- Stu? O que se passa? - N�o h� tempo para falar, s� fazer.

- O qu�? - Esta noite � para ajudar quem precisa.

A s�rio, est� tudo bem?

Sim.

Esse casaco � Dolce?

Quer dizer, sim, mano. Est� tudo bem.

Anda.

Espera aqui. Eu venho j�.

Espera, Stu. O que est�s a fazer?

Isso � vinho?

Sim. � para ti?

Sim, tu. Anda aqui.

Stuart, o que fazes aqui?

Pensei em encontrar-te.

Encontrar-me? Para qu�?

O que fazes aqui?

� Consoada.

Estamos todos c� por motivos diferentes.

Amanda, o que aconteceu ontem � noite?

Aqui n�o, Jordan.

Se n�o se pode falar no Natal, quando se pode?

For�a.

Fala-lhe dela. Da Sarah.

- Stuart, do que est�s a falar? - Da verdade.

O que tens a perder?

N�o o ou�as, ele...

Eu consigo ver a Sarah.

A Sarah fala contigo?

Como se fosse real?

Ela disse que veio para me ajudar a apaixonar-me novamente por ti.

- Sei que parece uma loucura, mas... - Eu sabia que n�o estava louco.

Espera, a Sarah est� aqui agora?

N�o.

Est�s apaixonada por mim?

N�o queres estar comigo.

Quero, sim, com todo o meu cora��o. O que posso dizer para acreditares?

Este tempo todo, pensava que eras tu que tinhas um problema,

que eras tu que estavas uma confus�o, mas sou eu.

Sou viciada em trabalho.

Tenho problemas de confian�a gigantes.

N�o fa�o ideia do que se passa na vida do meu filho e falo com anjos.

Tamb�m eu. Tamb�m a consigo ouvir.

Pelo menos, conseguia.

Sinceramente, j� nem sei.

Mas sabes que mais? Nada disso importa agora.

Porqu�?

Porque agora estou aqui contigo, se me aceitares.

Se tu e o Mason me derem outra oportunidade, prometo nunca vos desiludir.

Nunca.

Estou completamente comprometido, Amanda.

O que dizes?

Feliz Natal.

- Ol�. - Ol�, amigo. Fizeste um �timo trabalho.

Mas foi um pouco longo.

Vais festejar o Natal em nossa casa?

Se me quiserem.

Completamente.

� melhor irmos indo se quiseres que o Pai Natal venha.

M�e, o Pai Natal n�o existe. Pois n�o?

Puto, nestes dias, acredito em tudo.

- Esperem um pouco. Venho j�. - Claro.

- Bom trabalho. - Anda, vamos.

Foi t�o bonito, estou muito orgulhosa de ti.

Sarah, s� te queria agradecer por tudo isto, por eles.

Jordan, espera.

Sou eu.

Sarah?

S� precisava de mais um minuto, aqui, contigo.

Estiveste sempre l�, n�o foi?

N�o tens de te preocupar. N�o vou tornar a voltar.

Acho que tu e a Amanda v�o ser muito felizes juntos.

Obrigado.

Porque est�s a chorar?

Porque...

Estou assustada.

N�o resultou, pois n�o?

Lamento muito.

Mas, Sarah, �s boa pessoa. Eu sei disso.

E venha o que vier a seguir para ti, sei que vais ficar bem.

Adeus, Jordan. Amo-te.

Adeus, Sarah.

O que aconteceu?

Acho que viu um anjo.

Podemos acabar com isto?

Sarah?

Quero mostrar-lhe uma coisa.

H� um lugar ainda mais triste para pessoas sem reserva...?

O qu�?

Mas fiquei sem tempo.

� engra�ado.

O amor parece derrotar sempre o tempo.

N�o compreendo.

Apaixonou-se.

Talvez n�o de forma rom�ntica, mas a ger�ncia n�o diferencia.

Quando se ama algu�m verdadeiramente, agimos com o cora��o e n�o com a cabe�a.

O seu nome foi acrescentado � lista

porque ajudou o Jordan, a Amanda e o Mason a tornarem-se uma fam�lia,

mesmo sabendo que n�o ia para o c�u.

Tinha de realizar um ato de amor verdadeiro para entrar na lista.

Recebi as minhas asas.

Os anjos n�o t�m mesmo... Que se lixe. Sim, recebeu as suas asas!

Quando estiver pronta, atravesse aqueles port�es.

- O que se passa? - � s� que...

N�o quer ir?

Sei que � uma loucura, mas...

Quero o que eles t�m, quero sentir o que eles sentem.

Quero sentir dor, paix�o e amor,

e quero o meu cora��o partido e consertado.

E se quiser come�ar a minha pr�pria fam�lia?

Se atravessar aqueles port�es, acabou-se.

Estou certa de que a comida e bebida s�o maravilhosas, mas...

nada disso faz sentido.

Porque tive de morrer?

�s vezes � preciso morrer para se perceber que se quer viver.

N�o quero morrer.

Estou certa de que as vossas reservas n�o t�m pol�tica de cancelamento e...

Estou certa de que n�o me posso enviar de volta.

N�o.

Mas eu posso.

Sente-se bem? Meu Deus.

- Quase morreu. - Sim. Pois foi.

Tem a certeza de que se sente bem?

Sim. Acho que sim.

- Como � que sabia que... - Encontrei-o na porta,

e depois vi-a aqui parada.

Isto � um len�o de sorte.

- Meu Deus, a prop�sito, sou o Hank. - Ol�.

Tem a certeza de que est� bem?

Estou melhor do que bem.

Estou viva.

- Posso...? - Sim.

- Vamos para dentro. - Sim.

Acreditas em milagres de Natal?

Sim.

Tradu��o: Ana Braga

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