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Grazie.
No, no. Grazie, non voglio.
Non voglio. Non ho bisogno. Grazie.
Dependendo de como voc� se sente, Roma � a cidade mais hist�rica do mundo,
ou � a cidade de gritos, sinos e cheiros,
onde todo vendedor ambulante e fot�grafo de cal�ada
fazem um dinheirinho r�pido com turistas desavisados.
Vejam aquele casal ali.
Eles est�o prestes a ser cobrados em 2.000 liras por um trabalho de 500 liras.
(Sotaque italiano) Para voc�s, um pre�o especial. Apenas 2.000 liras.
Com quem acha que est� brincando? Eu sou do Missouri. Vamos!
Pelo amor de Deus, Eddie. Pare de pechinchar!
N�s s� temos 45 minutos para o Coliseu!
N�s nem sequer come�amos.
Parecia muito melhor naquele filme de Cecil B. de Mille!
Voc� acha que eles consertariam isso.
N�o tem um telhado!
Eu o vi em algum lugar.
Ada, estou com calor. N�o podemos tomar uma cerveja em algum lugar?
Voc� sabe quem ele �? Ele � uma celebridade.
Quem se importa?
Eu vi nos jornais que ele estava em Roma!
Eddie, este � o famoso Simon Templar!
O SANTO
Legenda por Susanawho
S01E02 - O Toque Latino
- 1.000 lire? - Si, signora. Mille lire.
Mas a mesma viagem ontem custou apenas 300!
Non so parlare inglese, signorina. Mille lire!
- Voc� est� cometendo um erro. - Mille. Mille.
(Sotaque americano) Ele "brinca" demais.
N�o, n�o, voc� pede muito.
Algum problema?
Ele est� me cobrando demais mas ele n�o me entende.
- Motorista, quanto custa? - 1.000 liras.
Motorista, voc�...
E agora quanto custa?
300 liras.
- Ele levar� 300. - Aqui est�. O que lhe disse?
Nada.
(Sotaque italiano) Nada? Ele me chama de mentiroso, ladr�o e idiota
e algo que n�o � traduz�vel, mesmo em ingl�s.
Eu retiro a parte "idiota". Estacione seu t�xi e espere por n�s.
Esperar? Eu? Dirigir para um homem que insultou Marco di Cesare?
Nunca! Eu tenho meu orgulho, senhor!
1.000 liras adiantado.
Espero no t�xi.
Eu acho que tenho muito a aprender. � minha primeira viagem ao exterior.
Ent�o me permita ser seu guia, fil�sofo e amigo.
Sem condi��es, sem obriga��es, nada.
- Como devo cham�-lo? - Simon. Simon Templar.
Oi, Simon Templar. Meu nome � Susan.
- Simon, quem? - Templar.
Ouviu? Sabia que era Simon Templar. Dever�amos avisar aquela garota.
Ela � americana, posso ver.
Ada, n�o h� nada que possamos fazer.
Vamos terminar o Coliseu, e tomar uma cerveja.
Claro, os romanos fizeram coisas em grande escala.
O Coliseu costumava acomodar 50.000 pessoas.
Foi constru�do perto do pal�cio de Nero.
foi o imperador que tocava lira enquanto Roma ardia.
Aquela � a garota!
Claro, o piso original n�o existe mais.
Essas paredes e se��es s�o o que sobrou das masmorras,
onde os crist�os costumavam se sentar e esperar
e ouvir o rugido da multid�o,
e os gritos de morte.
- Podemos ficar aqui um minuto e olhar? - Por que n�o? Cigarro?
N�o, obrigada.
Estes poucos minutos fazem a viagem valer a pena.
Com licen�a, senhor!
Tem fogo?
Sim.
- Como cheguei aqui? - Eu n�o sei, senhor.
Esperei por voc� do lado de fora do Coliseu.
voc� n�o vem, ent�o eu entro para procur�-lo.
Eu te encontro inconsciente!
Eu estava indo em busca de ajuda e a pol�cia chegou.
E ent�o... ent�o...
- Continue, e ent�o? - Eles me prenderam.
Prenderam, por que?
Acharam que eu estava tentando roub�-lo!
Terr�vel, n�o?
Terr�vel, mas...
Como pegou meu isqueiro?
Caiu do seu bolso e eu estava guardando para voc�.
- Minha carteira, passaporte? - N�o!
N�o, est�o com a pol�cia.
Ei! Guarda!
Senhor...
Por favor, n�o diga nada sobre o isqueiro.
Vou preso, tenho esposa e 7 filhos. O que vai acontecer a eles?
Relaxe. Eu s� quero nos tirar daqui.
Ei, guarda! N�o h� ningu�m?
Oh, senhor...
O senhor � muito gentil, me sinto envergonhado.
Vou ser honesto com o senhor.
N�o sou casado.
N�o dou import�ncia.
Sete filhos e n�o � casado?
N�o, voc� n�o entende. Disse isso para ter simpatia por mim.
Eu n�o tenho filhos. Nenhuma esposa.
Eu nem tenho namorada.
A garota! O que aconteceu com ela?
Garota? Que garota?
A garota que voc� tentou cobrar 1.000 liras. Ela estava comigo quando fui atingido.
Eu n�o a vi.
Quando te encontrei, tudo que vi eram aqueles turistas americanos.
A mulher com a boca grande, e o marido pequeno.
Ei, guarda!
Estou com pressa!
Meu nome � Harmer, Eddie Harmer, Indianapolis, Indiana.
- Esta � minha esposa, Ada. - O que posso fazer por voc�s?
Eu n�o sei com quem devemos conversar
mas vimos uma garota americana ser sequestrada no Coliseu,
e devemos contar �s pessoas certas.
Guarda!
Ei, guarda!
Voc� com certeza � bem calmo.
Voc�, venha!
Isso � o que voc� ganha comendo espaguete.
- E eu? - Voc�... cale a boca!
Sou um cidad�o respeit�vel.
Tenho esposa e 11 filhos!
O Sr. Templar, Inspetor.
Bom! Fa�a-o entrar.
Sim, senhor.
Entre, Sr. Templar.
- � o encarregado aqui? - Exato.
- Por que estou detido? - Sente-se, Sr. Templar.
Prefiro ficar em p�.
Conhe�o sua reputa��o, Sr. Templar.
por isso n�o finja que ser preso � uma nova experi�ncia para voc�.
- O que est� fazendo em Roma? - Eu estava me divertindo. Isso � um crime?
N�o!
A garota que estava com voc�, sabe quem � ela?
Nunca a vi antes.
Apenas um... como voc� chama... um flerte?
Mais ou menos.
Bravo!
N�o do jeito que voc� quer dizer.
Eu a vi fora do Coliseu, discutindo com um taxista.
Ele tentou se aproveitar dela, ent�o eu ajudei.
Ent�o fomos olhar o Coliseu e levei uma pancada.
Quando me recuperei, estava em sua casa de h�spedes.
- Gostaria de saber porqu�. - Claro.
No momento, � acusado de perturbar a ordem p�blica,
mas pode ser mudado.
Para o que?
Um c�mplice de sequestro.
Obrigado, Sr. e Sra. Harmer. Fizeram muito bem.
O homem que estava com ela era Simon Templar.
- N�s o ouvimos dizer seu nome. - Muito obrigado por virem aqui.
O assunto ser� tratado pelas autoridades competentes.
- Est� aqui h� muito tempo, Governador? - H� um m�s.
O Governador lnverest preside o Conselho de Com�rcio �talo-americano.
No entanto, ele tem um compromisso.
Claro, claro. Bem...
- Adeus. - Adeus.
- Aproveitem a estadia. - Adeus.
Hudson...
Acha que pode ser Sue?
Parece.
- Por que...? - Dinheiro, provavelmente.
Mas n�o temos!
Sra. Inverest, para um italiano, ser Governador de um Estado
soa como um grande pacote de d�lares americanos.
Sr. Benson, quero ir � pol�cia imediatamente.
Certo, senhor.
Vou ligar para o Inspetor Buono e terei um carro da Embaixada
- na frente, em 5 minutos. - Obrigado.
Falei com o Embaixador pelo telefone, esta manh�.
Ele est� voando de Londres. Ele estar� aqui em breve.
Enquanto isso, a Embaixada est� � sua inteira disposi��o.
- Agrade�o, Sr. Benson. - N�o h� de que, senhor.
Encontro-os l� fora em 5 minutos.
� loucura, n�o pode ser...
Maude, em qualquer manh� �s 11:00, quantas garotas americanas
usando um vestido de seda listrado chap�u de palha preto
est�o visitando o Coliseu com Simon Templar?
Sim, o chap�u resolve isso.
Governador, tem minha palavra, eu nunca vi sua filha antes.
Eu nem sabia quem era ela.
Acredito em voc�.
o Sr. Templar deve ser liberado imediatamente.
Excel�ncia, isso � imposs�vel!
Inspetor Buono, o Governador Inverest est� pedindo a libera��o do Sr. Templar
no nome do governo dos EUA.
- N�o h� sentido em segurar Marco, tamb�m. - Marco?
Meu taxista, ele � completamente inocente.
Espero que saiba o que est� fazendo, Excel�ncia.
- Assumo a responsabilidade. Sr. Benson? - Sim, senhor?
- Haver� pap�is a assinar. Cuidar� disso? - � claro, senhor.
O Sr. Benson � o nosso adido legal. Ele cuidar� das formalidades.
E se eu quiser questionar o Sr. Templar de novo?
O telefone da Embaixada americana est� no cat�logo.
Bom dia, Inspetor.
Se � dinheiro que querem, por que n�o telefonam?
- Passaram 4 horas! - Eu me pergunto se � dinheiro.
Governador, poderia haver algum outro motivo
conectado com o seu trabalho? Algo oficial?
De que maneira?
Voc� � o presidente do Conselho de Com�rcio �talo-americano.
N�s coletamos informa��es administrativas. N�s n�o criamos pol�ticas.
Poderia estar conectado com ser Governador do Estado?
Sr. Templar, o que poderia ser oficial ser Governador do Estado em Roma?
Al�!
Sue, o que aconteceu? Voc� est� bem?
Sim, papai, estou bem,
mas, por favor, fa�a o que eles pedirem!
Governador Inverest? Meu nome � Tony Unciello.
- Tony Unciello. - Isso mesmo.
Eu quero que voc� dirija pela Via Cassia at� o km 45,
onde encontrar� uma estrada de terra � sua esquerda.
Entendeu?
Suba por essa estrada 1 km e espere.
Governador... venha sozinho.
- Exceto pelo seu motorista. - Suponho que queira dinheiro.
Dinheiro?
Governador, n�o quero dinheiro.
Eu tenho dinheiro!
Est� bem.
- O que ele quer? - N�o sei.
Vou encontr�-lo �s 17:00hs numa estrada de terra ao largo da Via Cassia.
Devo ir sozinho, exceto pelo motorista.
- Ele n�o quer dinheiro? - N�o.
- Como estava Sue? - Ela disse que est� bem.
Gra�as a Deus!
Ela tamb�m disse que eu deveria fazer o que eles pedissem.
- Unciello! - Voc� o conhece?
Sim, ele foi deportado de Nova York pelo Departamento de Justi�a h� sete anos.
Um dos trapaceiros mais ferozes da cidade.
Mas se ele n�o quer dinheiro, o que ele quer?
N�o tenho ideia.
Sr. Templar, n�o sei como lidar com esse tipo de coisa.
- Se puder me ajudar... - Onde � o encontro, exatamente?
Na estrada de terra da Via Cassia, a 45 Km de Roma.
- Voc� tem um mapa do distrito? - Sim, estava usando um esta manh�.
Poderia a embaixada rastrear esse taxista,
Marco di Cesare, t�xi n� 11093?
Por que?
Ele conhece Roma como a palma de sua m�o,
e me deve um favor.
- Diga-lhes para peg�-lo r�pido. - Certo.
Sr. Templar, espero que saiba o que est� fazendo.
N�o estamos interessados em pegar este homem,
s� queremos nossa filha de volta
viva.
Marco!
- Sabe o que tem de fazer? - Sim, senhor.
� s� que...
Qual � o problema? Est� com medo?
Eu, com medo?
Marco di Cesare, com medo de Tony Unciello?
Estou apavorado!
O Governador vai encontr�-los l� embaixo em 5 minutos.
- Estarei esperando no carro. - Certo.
Sue � sua filha �nica, Governador?
Tivemos um filho, dois anos mais velho. Ele morreu em um acidente de avi�o.
Sinto muito.
Pode entender como Maude sente sobre qualquer amea�a a Sue.
� claro.
Sr. Templar, espero que esteja fazendo a coisa certa.
N�o vai doer ouvir o que Unciello tem a dizer.
Nenhum sinal dele!
Chegamos cedo.
Proteja-me.
- Governador Inverest? - Onde est� minha filha?
Ela est� bem... por enquanto.
- O que voc� quer? - Fazer um trato.
Uma vida por uma vida.
Lembra-se de Mick Keston? Vai para a cadeira el�trica em 48hs.
Mick Keston?
N�o me diga que esqueceu!
Voc� assinou sua senten�a de morte. Vamos!
Mick Keston � um vicioso assassino implac�vel.
Ele roubou um banco em Burlington e assassinou dois homens.
N�o fale muito sobre ele Governador. Eu n�o gosto disso.
- O que � Mick Keston para voc�? - Ele mudou seu nome.
Antes disso, ele era conhecido como Mick Unciello.
- Voc� quer dizer... - Isso mesmo.
- Ele � meu irm�o mais novo. - Voc� quer um indulto.
- Tanto quanto voc� quer sua filha. - Entendo.
Estou feliz que entenda, Governador.
Porque se Mick morrer, o mesmo acontece com sua filha.
Voc� tem 48 horas.
� uma troca justa. Uma morte por uma morte.
Um irm�o por uma filha.
Pense nisso.
Ciao.
N�o sei o que fazer.
Mick Keston � culpado de dois assassinatos em primeiro grau.
N�o h� motivos legais ou morais para um indulto.
Mas tem a Sue!
� rid�culo pensar que tenho alguma escolha.
Temos 48 horas.
Antes de sairmos da Embaixada, eu informei Marco.
A estrada de terra corta uma estrada secund�ria em dire��o a Roma.
Com sorte, Unciello levar� Marco a Sue.
- Que horas s�o? - 19:00hs.
Algo deu errado. Deve ter.
Eu acho que Marco conseguir�. Vamos dar mais tempo a ele.
Sim?
Entendo.
N�o, nada mais.
A execu��o de Keston est� marcada para meia-noite, depois de amanh�.
O que ele pode ganhar com um adiamento? Eu n�o entendo.
Tempo.
Tempo para os advogados fabricarem provas para um novo julgamento,
tempo para comprar novas testemunhas.
Quem sabe?
Inspetor, certamente pode encontrar esse Unciello.
Ele � conhecido em toda Roma e a cidade n�o � t�o grande assim.
N�o � f�cil, signora. Entende?
N�o h� acusa��es contra ele aqui. Ele n�o � observado o tempo todo.
Meus homens est�o procurando, � claro.
Mas n�o � simplesmente uma quest�o de prend�-lo em seu apartamento.
Ele est� se escondendo.
E voc� n�o tem ideia de onde procur�-lo?
N�o � f�cil para n�s, signora.
O que o Inspetor quer dizer, Sra. lnverest,
� que Tony Unciello tem um cargo alto na M�fia.
Isso significa que tr�s quartos da popula��o est� com medo.
Milhares ajudariam a escond�-lo
e milh�es n�o diriam onde ele est�, mesmo que soubessem.
O taxista voltou, senhor.
- Marco, onde esteve? - Senhor, que persegui��o!!
- Voc� o seguiu? - Sim, esperei na estrada de terra.
Ele saiu, eu o segui, n�o muito de perto, n�o queria que ele suspeitasse.
Nem muito longe, n�o queria perd�-lo!
V� direto ao ponto!
N�s dirigimos para o rio Tibre, cruzamos a Ponte Cavour.
Ent�o, no sem�foro, quase que o perdi. Mas n�o.
Passei direto pela luz vermelha.
Scusi, signor.
- Encontrou o esconderijo dele? - Estou tentando te dizer, signor.
Onde eu estava?
Cruzamos a ponte, hein? Pal�cio da Justi�a.
Em volta dos muros da Cidade do Vaticano.
E ent�o...
- E ent�o... - E ent�o, o que?
Meu pneu furou.
Signor! Signor! A provid�ncia sorriu para mim.
Voc� tem outro pneu?
N�o, senhor, n�o.
Encontrei um velho amigo, taxista em Roma, desde que eu era crian�a,
Ele conhece tudo e todos.
Contei a ele que segui Unciello e meu pneu furou.
E sabe o que meu amigo disse?
N�o. O que, Marco?
Ele sabe, senhor.
- O que? Onde Unciello se esconde? - N�o...
Isso n�o, mas quase t�o bom.
Aqui est� o endere�o em Roma da pessoa que Unciello n�o pode comprar.
A m�e dele, senhor, a Sra. Giulia Unciello.
Acho que vamos fazer uma pequena visita.
N�o fiz isso de gra�a, senhor.
- Seu amigo o cobrou? - Sim, senhor.
- 10.000 liras. - Marco...
Bem, pra voc�, 5.000.
Sinto muito, Sr. Templar, n�o posso ajud�-lo.
Sra. Unciello,
percebe que a vida da garota est� em perigo?
- Seu filho amea�ou mat�-la. - N�o tenho filhos.
Perdi meus dois filhos no dia que perdi meu marido.
Ele era um bom homem.
Ele criou seus filhos para respeitar a Deus e a justi�a.
Ele morreu doente, signor.
Envergonhado e enojado pelos dois assassinos que levam seu nome.
Antes de eu morrer,
espero que algu�m me diga.
Diga o que, senhora?
Como isso pode acontecer.
Como dois garotos, Antonio e Miguel,
cresceram para o que s�o hoje.
N�s �ramos rigorosos.
Ensinamos a eles o certo do errado.
E n�s os am�vamos.
E agora eles s�o criminosos.
Feios, malvados, culpados.
Desculpe ter te incomodado, signora.
Se eu soubesse onde encontrar Antonio, eu lhe diria.
Eu n�o sei.
Mas tem algu�m que pode ser capaz de ajud�-lo.
Uma garota... Maria Emanuele.
Ela e Antonio eram muito �ntimos, certa vez.
- Onde posso encontr�-la? - Ela trabalha como cantora.
No Clube Alassia.
Obrigado, senhora.
Desculpe-me por t�-la chateado.
Arrividerla.
Eu n�o estou chateada, signor.
Antonio e seu irm�o n�o significam nada para mim.
Nada!
Antonio...
Miguel...
Meus meninos...
Como isso aconteceu?
Ainda temos 36 horas.
Hudson, estamos falando de nossa filha!
Cada minuto conta! Este homem � homicida, criminoso.
N�o precisa soletrar pra mim.
Tudo que voc� precisa fazer � pegar esse telefone. Por favor, fa�a agora!
Mick Keston assassinou dois homens.
Aos 17 anos, ele teve seis condena��es. Um s�dico sem esperan�a e cheio de �dio!
- N�o me importo. - Sabe o que significa adiamento?
Pris�o perp�tua, n�o liberdade.
Com seus advogados isso significar� um novo julgamento e liberdade.
Ningu�m mais hesitaria!
Eu devo ter essas horas para lutar contra isso.
Eu tenho um dever, como Governador.
E seu dever como pai?
Senhorita...
- Meus cumprimentos. - Obrigada.
- Fala ingl�s? - Sim, um pouco.
Junta-se a n�s? Sou Simon Templar, e ele � Marco di Cesare.
Senhorita, por favor.
Senhorita... canta como um anjo!
Se eu n�o tivesse esposa e sete filhos...
Se tivesse esposa e 7 filhos, senhor, n�o estaria aqui.
Senhorita, preciso de uma informa��o vital.
� uma quest�o de vida ou morte.
Onde posso encontrar Tony Unciello?
O que aconteceu com ela?
Ela est� com medo. Espere no t�xi.
- Saia! - Por favor, me escute!
N�o sei nada de Tony Unciello. Saia ou vou chamar o gerente!
Se eu n�o encontrar Unciello em 36 horas,
uma inocente garota americana ir� morrer.
- Que pena. - N�o se importa?
N�o posso fazer nada. Saia!
- Onde ele mora? - N�o sei.
- Conhece algu�m que saiba? - N�o, nunca mais o vi.
- Mas costumava? - Anos atr�s. Agora, por favor, v�!
Maria! Ele est� mantendo esta garota aqui em Roma.
Neste minuto, na Embaixada Americana,
os pais dela est�o esperando preocupados e assustados.
Se eu encontrar Tony, ele ser� preso. Ele n�o ser� capaz de te machucar.
Voc� n�o sabe do que est� falando.
Tony tem gente em todo lugar, at� na pol�cia.
Talvez na pr�pria Embaixada.
Se voc� me ajudar, prometo que nada vai lhe acontecer.
N�o posso lhe ajudar.
- Por que est� com tanto medo? - Por que?
Vou lhe dizer porqu�.
Fiquei contra ele uma vez, h� muito tempo atr�s.
A pol�cia veio at� mim, ent�o, e disse que era meu dever.
"Ajude-nos", disseram eles, "e n�s lhe daremos prote��o."
Bem...
- Eu acreditei neles. - O que aconteceu?
Tr�s noites depois, Tony veio ao meu apartamento.
Ele disse que queria que eu tivesse algo para me lembrar dele.
Ele me deu isso!
Roma �, o que, cinco horas depois do hor�rio de Nova York?
N�o, senhora, 6.
S�o 16:00hs.
Ent�o... temos restando 14 horas.
Isso mesmo, senhora. 14 horas.
Sr. Benson, por uma quest�o de interesse,
como se sentiria se sua filha estivesse nas m�os de Tony Unciello?
� dif�cil dizer, Sra. Inverest.
� mesmo? Por que? Certamente, isso n�o toma muita imagina��o.
Maude, o que est� tentando fazer?
Acha que o medo � seu monop�lio particular?
Sei o que est� pensando, Sr. Benson,
neste momento um homem precisa toda a simpatia que ele pode ter.
Especialmente de sua esposa.
- Eu sei como se sente, Sra. Inverest. - Por favor, deixe-me acabar.
Hudson e eu passamos por muita coisa juntos.
Quando nos casamos, ele era um Professor de Latin sobrecarregado.
- Eu o ajudei a entrar na pol�tica. - Maude, por favor!
Com toda a mod�stia, em 30 anos de casamento,
eu o ajudei bastante.
Tem sido um modo de vida para mim. Vamos perd�-lo.
Maude!
Hudson, se alguma coisa acontecer � Sue,
eu vou deix�-lo.
Ela tem raz�o.
Governador, ela n�o quis dizer o que ela disse. Ela estava apenas chateada.
N�o, n�o tenho escolha. Vou ter que desistir.
Espere um pouco mais, Governador.
Muita coisa pode acontecer em 14 horas.
- Sim? - Inspetor Buono est� aqui para v�-lo, senhor.
Pe�a que entre, por favor.
- Novidades, Inspetor? - Excel�ncia, sinto muito.
Meus homens vasculharam a cidade. N�o encontramos nada.
Nem um rastro.
Entendo o que sente.
A rendi��o � contra meus princ�pios tamb�m, mas
se voc� quiser salvar a vida da sua filha,
acho que voc� deve aceitar os termos de Unciello.
Lembre-se, Marco, quatro pneus novos. N�o os de segunda m�o, novos.
Sim, senhor, mas conhe�o o homem...
Marco! Eu estou pagando por eles!
Eu estarei na Embaixada por uma hora, voc� pode esperar ou voltar.
Governador, ainda acho que voc� deve esperar um pouco mais.
N�o posso, livrar um homem da execu��o leva tempo.
Telefonista! Aqui � o Governador Inverest. Quero fazer uma liga��o internacional.
- Espere! - Telefonista, aguarde na linha, por favor.
- O que �? - Eu tenho Unciello.
O que quer dizer?
Eu entrei em contato com um de seus principais homens.
Quem?
- N�o posso dizer. - Insisto que diga.
� contra a lei esconder isso da pol�cia.
Inspetor, seja razo�vel.
Um dos maiorais de Unciello quer sair.
Ele me contou tudo.
Como a organiza��o opera, e onde Unciello est� se escondendo.
Em troca, prometi manter sil�ncio at� �s nove da noite.
Por que fez isso?
Ent�o meu contato poderia deixar Roma inteiro.
Sr. Templar, insisto em saber onde conseguiu essa informa��o.
Receio n�o poder contar, Inspetor.
�s nove da noite, vou lev�-lo at� Unciello.
A menos que voc� coopere neste assunto, vou ter que prend�-lo.
Vejo seu lado, Inspetor Buono,
No entanto, o Sr. Templar acaba de foi nomeado Adido Especial
da Embaixada Americana, e reivindica imunidade diplom�tica.
Muito bem, Excel�ncia.
Se quer lidar com isso do seu jeito, n�o posso imped�-lo.
Tamb�m n�o posso aceitar responsabilidade pela seguran�a da sua filha.
Enquanto isso, vou aguardar.
Vou alertar nossos seguran�as.
- Sr. Benson... - Sim, senhor.
- Pe�a � minha esposa para descer, por favor? - � claro.
Agora que estamos sozinhos, quem � este homem?
- Governador, n�o h� homem algum. - O que?
- Foi tudo um blefe. - N�o entendo.
Governador, estou contando com o �ngulo da curiosidade.
Unciello n�o vai ficar sem saber qual dos seus homens falou.
Acha que ele vai contat�-lo?
Tenho certeza.
Dentro de uma hora, ele ser� informado que algu�m o traiu.
Suponha que n�o? Suponha que esteja errado?
Tudo bem. Vamos nos certificar de que n�o estou.
Chame a imprensa. D� uma declara��o em todos os jornais romanos.
Diga-lhes para jogar com o misterioso e grande.
Sabe, "um traidor no c�rculo interno de Unciello".
Ent�o vamos nos certificar que Unciello ou�a isso rapidamente.
- V�o atirar em voc� na rua. - N�o, Governador.
Ele vai querer saber quem o traiu.
Se ele entrar em contato, se for levado at� ele,
o que poder� fazer?
Marco vai me seguir. Quando ele souber onde estou indo, dir� ao Inspetor Buono.
E se voc� for morto?
Neste caso, Governador, far� sua liga��o internacional.
Tony quer v�-lo.
Bem... ent�o � o "Santo"?
Tony...
Sente-se.
- Que lugar! - � confort�vel.
Para dizer no m�nimo!
H� muito mais disso.
Eu poderia ficar aqui por anos, e viver como no Ritz.
S� que ningu�m deveria saber disso, que n�o me pertence.
Corpo e alma.
- � assim mesmo? - Ouvi que um dos meus rapazes falou.
- Como descobriu t�o r�pido? - Tenho amigos.
- Onde? - Em muitos lugares.
- Como na Embaixada Americana? - Eu fa�o as perguntas.
- Quem falou? - Ningu�m.
Percebi, como n�o consegui encontr�-lo, que gostaria de me encontrar
se pensasse que um dos seus meninos cantasse alto para mim.
Entendo.
Agora que est� aqui, qual � o trato?
D�-me uma bebida, e eu explicarei.
E ent�o eles viraram na Via Pazzatto, n�mero 47.
Eu os segui pessoalmente.
Ent�o dei meia volta e vim at� voc�.
- Pode achar o caminho de novo? - � claro!
Estou pronto. Meus homens est�o esperando.
Estou agindo como representante n�o oficial do Governador Inverest.
Sim, paremos de nos enganar e falemos de neg�cios.
� por isso que estou aqui. Mas primeiro, quero ver a garota.
- Por que? - Para ver se ela est� bem.
Giorgio, traga-a.
Imagino que seja para voc�.
Sim?
Est� bem.
Mande-o e diga para esperar l� fora.
- Ouvi bastante sobre voc�. - E eu sobre voc�, tamb�m.
De sua m�e.
Minha m�e!
Ela est� atrasada mil anos!
Poderia coloc�-la em um apartamento maior, dar a ela tudo que quisesse.
Mas n�o! Prefere viver naquele audit�rio de ratos
com um monte desbotado de mem�rias gastas.
- Sue, voc� est� bem? - Sim, acho que sim.
Venha e sente-se. Eles te machucaram?
N�o.
Eles v�o me deixar ir?
Voc� vai sair daqui em dois minutos.
- Ele est� brincando, querida. - Acha mesmo?
Eu sabia que seria pego, Tony, combinei para ser seguido.
- Por quem? - Um amigo.
Quando ele viu onde seus capangas me trouxeram,
ele foi direto ao Inspetor Buono.
- Voc� pensa em tudo, n�o? - Vamos dizer que eu tento.
Veja se pensou nisso.
- Vittorio, diga-lhes que entre. - Est� bem.
Como vai meu velho amigo esta noite?
Oi, Tony!
N�s somos realmente am�veis!
Claro. Buono � um dos meus melhores rapazes.
- Ele foi seguido. - Sim, ele me disse.
- Por quem? - Um taxista chamado Marco di Cesare.
- Ele veio direto a mim. - Ele falou com mais algu�m?
- Eu me certifiquei que ele n�o fizesse isso. - Onde ele est� agora?
L� embaixo.
- V� como �? - Exatamente.
N�o h� muito tempo.
N�o.
Volte � Embaixada, mantenha contato com Inverest e me informe dentro de...
duas horas?
Certo. Tchau.
Est� bem, Tony, voc� venceu.
Estou acostumado.
Voc� sabe, � claro, que tudo que o Governador Inverest pode fazer
� dar ao seu irm�o um adiamento.
Isso significa que a senten�a ser� comutada para pris�o perp�tua.
� tudo o que eu quero.
Mick tem bons advogados.
Eles v�o conseguir um novo julgamento.
Eu ligarei.
Sabe o n�mero?
Diga uma palavra errada...
Posso falar com o Governador Inverest, por favor?
Lembre-se!
S� uma palavra errada, e voc� ser� um verdadeiro santo.
- Governador Inverest, Simon Templar. - Templar, o que est� acontecendo?
- Sue est� bem? - Sim, ela est� bem.
Ou�a, Governador, tem que atender aos termos de Unciello.
Mesmo que n�o seja para o bem p�blico.
Para o bem p�blico! Tente em latim, o "homo sequendum".
Homo sequendum?
Isso mesmo.
Assim que Unciello ouvir dos advogados de Keston que o indulto foi concedido,
ele vai deixar Sue ir.
Entendo. Est� certo.
At� logo, Governador.
O que � isso de "homo sequendum"?
"Homo" significa o mesmo e "sequendum" significa resultado.
O pai de Sue gosta do toque latino.
Ele estava tentando me dizer algo.
O "bem p�blico", ele disse.
"E tudo se resume ao homo sequendum".
O que significa?
"Homo sequendum" � latim para "o homem que deve ser seguido."
N�o vamos mais esperar. Eu n�o aguento mais.
Assim que Unciello ouvir que o indulto est� confirmado, ele vai liberar Sue.
Ent�o fa�a a chamada!
Para o "bem p�blico".
O homem que deve ser seguido.
Voc� est� tendo muitos riscos. Por que?
Hudson Inverest � um homem rico. Ele ofereceu 100.000 d�lares
pelo retorno seguro de sua filha.
Buono n�o lhe disse?
N�o.
Engra�ado, ele parecia bastante interessado.
Mas Inspetores na pol�cia n�o recebem tanto na It�lia, n�o �?
- Buono � confi�vel. - 100.000 d�lares � muito dinheiro.
Vittorio, diga a Mario para servir o jantar.
E mande avisar Buono que quero v�-lo.
Imediatamente.
- "Experimente em latim ..." - Pode lembrar as palavras exatas?
Para o bem p�blico. Tente em latim.
"E tudo se resume ao homo sequendum".
Hudson, por favor, n�o podemos esperar mais.
Fa�a a chamada.
O tempo est� acabando.
Por que n�o se cala!
N�o se aborre�a, Sue, eles v�o ligar.
Ser� melhor.
C�us, o que eles est�o fazendo?
N�s ligamos meia hora atr�s.
Sim?
Um momento.
- Inspetor Buono quer v�-lo. - Diga que entre.
N�o! Espere!
Consegui, � isso!
Pe�a a Buono que espere e chame o Ministro do Interior. R�pido!
- N�o comeu muito, querida. - N�o tenho fome.
Que pena.
Do jeito que as coisas v�o, provavelmente � sua �ltima refei��o.
A sua tamb�m.
Vim o mais r�pido que pude.
- Algo da Embaixada? - Sim, o indulto foi concedido.
�timo.
Bem, acho que as coisas acabam.
Exceto para ele.
Buono, � sua responsabilidade.
Minha?
Fa�a parecer que ele foi baleado enquanto resistia � pris�o.
Fa�a voc� mesmo.
Mas � perigoso pra mim!
Um par dos meninos vir� para assistir.
Eles est�o ficando um pouco preocupados
que voc� possa estar interessado em uma recompensa.
Se for grande o suficiente.
Eles gostariam que lhes dessem algo.
Teriam mais confian�a.
De repente, voc� ficou silencioso.
O manso herdar� a terra.
Sim. Quando o forte acabar com isso.
Leve-o, Buono!
Vamos!
N�o pode! N�o pode lev�-lo e mat�-lo a sangue frio!
Meu pai fez o que voc� pediu. Por que mat�-lo?
- Pare com isso, querida, ou ele ser� morto aqui! - Vamos!
Sue!
Oh, papai!
- Voc� est� bem, querida? - Sim.
Vamos, ent�o.
Seu pai � um estudioso de latim e voc� n�o sabia
que "homo sequendum" significava "o homem que deve ser seguido"?
Eu sabia isso. Mas como ele sabia quem seguir?
Lembra a dica sobre o "bem p�blico" Eu disse que tentasse em latim.
Pro bono publico.
Eu tinha certeza que ele ia virar o "bono" em "Buono".
"Buono o homem que deve ser seguido".
Sinto muito que n�o havia uma recompensa. Voc� merecia.
Ele deveria ganhar alguma coisa, signorina.
Eu vou me conformar em lhe pagar um jantar no melhor restaurante em Roma
e dan�ar at� o amanhecer.
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