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Original subtitles

�TILA

" As cenas de batalha foram filmadas com a participa��o e colabora��o

do Esquadr�o de Seguran�a P�blica e do Esquadr�o de Pol�cia. '

Os Hunos est�o chegando aqui.

Uma horda irresist�vel de b�rbaros dos distantes desertos de �sia,

levados por um anseio insaci�vel de rapina,

se move at� as ricas terras ocidentais.

Os Hunos, um mar de sangue, de destrui��o e morte.

Guiados por um chefe selvagem, cujo nome se menciona tanto como o do dem�nio,

e t�o afiada como uma espada - Atila.

� o ano 450 da era crist�.

O Imp�rio Romano do Ocidente agoniza.

E na fronteira oriental, no Dan�bio, avan�a uma delega��o romana.

Liderada pelo �nico homem que realmente conhece �tila,

e que � capaz de chegar ao cora��o de seus planos secretos e ambiciosos.

Um homem nascido na Pannonia,

que viveu no Imp�rio Romano do Ocidente durante anos.

A�cio, general romano.

Olha, Prisco.

� o territ�rio dos hunos. � melhor termos cuidado.

O que temos a temer? S�o nossos aliados.

Durante dois dias, sentimos uma esp�cie de presen�a invis�vel.

Quem � voc�? Que faz aqui?

Sou A�cio, general romano.

Trago uma mensagem do Imperador para Rua, seu rei.

Siga-me.

Adiante, Bleda.

Anda. Pegue-o.

Mais r�pido. novamente, vamos.

Mais r�pido. Pule em cima dele.

Derrube-o. Vamos.

Agarre-o novamente. Vamos. Est� ganhando.

N�o o solte.

Ombros no ch�o. Que est� esperando?

Vamos. Vamos.

- Est� sangrando. - N�o � nada s�rio. Vamos, Bleda.

- Deixe-os em paz, s�o s� meninos. - Melhor que aprendam de pequenos.

Vamos, Bleda. Que espera? Ponha-o de espadas.

�tila, chegou o general romano.

- Deixe-o passar. - Suficiente, Pilai. Su�ltalo.

Qu�tate.

Venha c�. vamos ver seu bra�o.

� isso.

Te d�i Bleda?

- Ter� que acostumar-se. - Nossos filhos ainda s�o pequenos.

Nossos filhos? Meus filhos.

�gua.

N�o � nada.

- Est� doendo? - N�o, nada.

Tal pai, tal filho.

O general A�cio, embaixador do Imp�rio Romano.

Salve.

Trago uma mensagem do imperador do Ocidente a Rua, rei dos hunos.

As not�cias chegam tarde a Ravena.

Rua, nosso tio, est� morto a mais de dois meses.

sinto muito pelo acontecido.

Segundo os desejos do meu tio, meu irm�o e eu governamos juntos agora.

- �tila. - Estava te esperando.

- Bem-vindo. - N�o o via h� anos.

Por�m sua fama como l�der chegou at� n�s.

- Voc� tamb�m se tornou um l�der. - Mas voc� foi coroado rei.

Espero que continue sendo meu amigo. Desse modo, ser� mais f�cil resolver

- os problemas que vierem a... - Gan�.

Que houve? Sil�ncio.

Meu filho menor. Se chama como meu irm�o.

j� matou um lobo.

Ent�o, diz-me.

Que h� de novo na Capital de seu imp�rio?

Nada. N�o mudou nada desde que estiveste l�.

S� nos preocupam os incidentes nas fronteiras.

E, desafortunadamente, suas tribos est�o entre as mais revoltosas.

- O Imperador gostaria... - � in�til, n�o sei nada de pol�tica.

Bleda, ao que parece o Imperador tem algumas queixas.

Onegesio.

Onegesio � nosso conselheiro para tais assuntos.

Ele falar� por n�s.

Hoje, Onegesio, Ihe deseja uma longa vida a A�cio de Pannonia.

Sabemos que o Imperador Ihe enviou para renovar

o tratado de paz conosco.

Mas j� n�o podemos confiar em voc�s.

voc�s detiveram os capturados mais do o acertado,

e foram obrigado a converter-se ao Cristianismo.

- Tamb�m foram violadas nossas fronteiras. - De que est� falando?

Seus argumentos n�o tem fundamentos.

Os capturados ficaram em Ravena por vontade pr�pria.

Muitos se casaram com mulheres latinas.

� verdade que alguns se voltaram para o cristianismo,

mas por vontade pr�pria. A despeito do...

Bispo de Margus ter violado as tumbas dos reis dos hunos.

- Isso � falso. - N�o h� Bispo em Margus.

Faz pouca diferen�a se era bispo ou n�o.

O que nos resulta de importante � o fato.

N�o posso cr� que um sacerdote...

Temos provas de que uma pessoa de sua igreja, talvez um simples sacerdote,

violou as tumbas de nossos ancestrais em Margus.

� isso para n�s � um insulto.

E jurei por meus filhos que me vingaria.

Diante tais fatos, esperamos garantias antes de renovar nosso tratado de paz.

Chegaremos a um acordo.

- Discutiremos... - N�o, n�o h� mais nada a discutir, Bleda.

O culpado deve morrer j�, se bispo ou sacerdote.

- Isso � tudo que querem? - N�o, n�o s� isto.

Nos devolver�o todos nossos capturados e os desertores.

Tamb�m pagar�o um tributo, o dobro do que estupidamente

Ihes temos pago at� agora.

Essa � nossa oferta, e n�o mudar�.

Que diz? Sim ou n�o?

Como pode ser esta sua oferta?

Se perguntam "sim ou n�o" a uma crian�a ou a um ex�rcito derrotado,

n�o a um embaixador de Roma, n�o ao Imp�rio.

Temos derrotado os godos e afastados os francos.

- N�o Ihe tomamos seu Imp�rio Romano. - �tila. A�cio.

�tila tem sido impulsivo. Ter� tempo para pensar.

Etere, acompanhe o general a sua tenda.

V�. Ver� que os b�rbaros tamb�m sabem honrar seus h�spedes.

Que comesse o sacrif�cio.

Que disse a sangue, Grune?

A prosperidade aguarda os hunos.

Nossas manadas aumentaram

e nossos apetites ser�o satisfeitos.

Nossos amigos nos entregar�o

muito ouro e muitos cavalos.

Mas posso ver a outra mulher junto a ti, �tila.

Deixe-o casar com todas as mulheres que deseje.

Posso v�-la.

� muito famosa e ambiciosa.

Te vejo, Atila, nas portas de Roma.

- Por que s� �s portas? - Em Roma.

Que mais pode ver, Grune?

V� como � f�cil?

Um pouco de vinho d� para derrubar o destino dos imp�rios.

Como se atreve o romano...?

A hist�ria se escreve com sangue, n�o com vinho.

O vinho se usa para brindar as vit�rias,

tanto passadas como futuras.

Meu irm�o tem raz�o.

A hist�ria se escreve com sangue, n�o com vinho.

� com sangue que temos conquistado a terra para nossos arados,

a madeira para nossas casas e a comida para nossas fam�lias.

H� alguns anos, nossas tribos eram dizimadas pelo calor e pelo frio,

percorriam os desertos do norte.

At� alguns anos atr�s, a exist�ncia de milh�es de hunos

dependia do passo de uma manada de b�falos.

Agora, n�s tamb�m temos solos ricos para cultivar,

e terras onde construir nossas casas.

Seremos amigos de todos nossos vizinhos

e viveremos em paz, porque queremos a paz.

o mundo � grande.

H� terra suficiente para todos.

Os hunos e romanos podem viver juntos, como irm�os.

Espero que nunca v� � guerra com eles,

e que, em troca, possamos lutar lado a lado contra inimigos comuns.

Por isso � que brindo pela paz entre hunos e romanos.

- Paz, paz para todos. - Ele tem raz�o.

Sim, mas primeiro que nos devolvam os capturados.

E os prisioneiros.

Nobres palavras, Bleda.

As recebo com alegria.

E tamb�m desejo a paz, como o fazem todos os romanos,

desde o �ltimo legion�rio ao Imperador.

Por isso estou aqui esta noite,

para renovar nossa alian�a.

Em nome de meu Imperador,

desejo ao rei dos hunos vida longa e gl�ria.

Eu brindo por sua fortuna e a dos hunos.

Eu desejo ao Imperador o que ele deseja a n�s.

E agora, convidados,

Ihes proponho uma luta.

Um huno.

- E agora, um romano. - N�o.

N�o h� lutadores em nossa delega��o.

Que estranho, todos os hunos lutam!

Se querem desafiar-nos, venham � Ravena.

Talvez o fa�a.

Um rei huno n�o recusa uma luta com um de seus soldados.

De fato, me orgulho lutar com ele.

Vamos.

- A espada. - Toma, �tila. Usa a espada.

- Vamos. Com cuidado. - Defenda-se.

N�o quero sangue derramado esta noite.

Meu irm�o n�o suporta ver sangue.

Nem sendo um jogo.

- Que v� no sangue? - Tenho medo, �tila.

- De quem? - Daquele que lutar contigo sem armas.

Este � o momento correto. V� com ele, ficarei com Bleda.

Bleda, tratarei de persuadir �tila.

Prisco explicar� nossos planos para o acordo.

Preciso falar contigo, �tila.

N�o gostei de sua conduta h� pouco. Insultou meu Imperador.

Mas esquecerei porque somos amigos.

Ou porque o Imp�rio Romano est� fraco?

O Imp�rio tem v�rios defeitos, mas � forte porque tem f�.

S� tem um deus. S� um.

N�s temos muitos.

Vamos, A�cio, tome uma decis�o.

- Que disse? - Seu pre�o � demasiado alto.

- Diz que n�o, ent�o. - Si digo que n�o, que aconteceria?

Olha.

- �tila. - �tila.

Ali v�o os hunos. Nunca foram derrotados.

Eu sei.

Sua cavalaria � famosa por seu valor.

Aqui h� 20.OOO cavaleiros,

100.OOO homens nessas colinas,

e todo um povo atr�s deles.

Nenhuma cidade nem nenhuma fortaleza os deter� jamais.

- Esse � o general romano. - Dizem que foi convencido a fazer a paz.

Ent�o j� pode ir.

- Bonita arma. - Sim, quando est� em nossas m�os.

Somos b�rbaros, essa � nossa fortaleza.

Est�o todos dispostos a lutar?

- Quantos filhos tem? - Tr�s, �tila. Homens. Eram sete.

- E os Outros? - Se os levou o hambre.

Este � nosso destino: guerrear para viver.

Agora tens um Imp�rio, �tila.

Rodeado de inimigos.

E de quem falam?

N�o sei, N�o entendo.

Esperemos que possamos chegar a um acordo e estar em paz um instante.

A�cio, voc� � soldado como eu, n�o um pol�tico.

Deixe Ravena e una-se a mim.

Juntos conquistaremos o mundo.

A que pre�o?

Terras arrasadas, cidades incendiadas, mortos e destrui��o.

O �dio de povos inteiros. N�o, �tila.

Voc� est� se tornando um fil�sofo.

Chame-me como quiseres. Prefiro amar que odiar,

e construir antes que destruir.

Tenho f� na fraternidade humana,

Na fraternidade crist�, como muito.

N�o venha falar sobre isto, desse modo.

Voltemos ao tema anterior.

J� Ihe disse tudo.

Voc� gostaria que dissesse a ela ou n�o?

N�o podem esperar a oportunidade de atacar-nos.

E por que odeiam tanto a civiliza��o?

E o que � a civiliza��o? A que podes haver em Ravena?

Corrup��o, intrigas, escravid�o.

Um imp�rio de covardes e um Imperador que usa maquiagem.

N�o, Atila.

Se isso fosse verdade, viria contigo.

Mas a lei e a ordem, e a liberdade e a justi�a,

um deus que promete ressurrei��o;

Esta � nossa civiliza��o.

Estas n�o s�o coisas materiais, sen�o valores morais.

Muitos hunos o teria entendido, incluindo seu irm�o.

E quanto a mim, combaterei at� a morte por este ideal.

Muito bem, �tila.

Firmarei o tratado sob suas condi��es,

ter�o os capturados, os desertores, os prisioneiros e o ouro.

E que Deus te perdoe.

Esta � Ravena, nova sede do Imp�rio do Ocidente.

Cuja popula��o humilde e trabalhadora, est�s sob as amea�as de �tila,

pesa a casa da corte imperial.

Valentiniano, imperador covarde e hist�rico,

e sua m�e, Gala Placidia, s�o os representantes dessa corte

que disputam os restos de um Imp�rio em sua pr�pria ru�na refinada.

Por que est� t�o triste, filho? S�o mentiras.

� um prazer ver o imperador romano beber com tanto deleite.

Te EallaS? Me tr�s m� Sorte.

Irm�o querido, deves confiar nos afetos de teus sujeitos,

j� que n�o teme que algu�m possa haver envenenado seu vinho.

Mas depois de tudo �s um deus, e como tal, �s imortal.

Mas meu catador n�o � imortal.

Por que te dignaste a vir ver-nos?

Talvez a culpa seja a saudade, m�e. N�o tenho um filho para cuidar, como voc�.

N�o sabia cuidar de um nifio.

Ao igual que voc�, no entanto os homens seguiriam interessados em ti.

- Morte. - Morte.

Levasse-a a A�cio. Se a ofereceu ao ganhador de tantas batalhas.

Suficiente.

Foram todos.

Quero ver Dominicus.

Que pode ter feito esquecer seu glorioso passado

como general e firmar semelhante tratado?

� uma humilha��o sem precedentes para o Imp�rio.

Quem pagar� os tributos que que Atila Ihe impusera?

N�o satisfeito com causar-Ihe semelhante desafio ao Imp�rio,

tamb�m procura estabelecer um ex�rcito permanente

que s� serviria o prop�sito de satisfazer sua ambi��o.

Vamos, fala. Defenda-se.

Que sup�e que diga? S� s�o palavras.

N�o me rebaixarei para defender-me de palavras.

Estas n�o s�o s� palavras, s�o acusa��es precisas.

O tratado que firmaste em nome do Imperador

� indigno de Roma e nos traz desonra.

Ao aceita-lo, tra�sse a seu Imperador e a seu povo.

Talvez tamb�m at� comprometesse contra sua vida junto a �tila.

- Todo est� contra voc�. - Muito bem.

D� aos pretores a ordem que est�o aguardando.

Mas lembre-se, �tila n�o ter� piedade pelo Imp�rio nem por seu filho.

Dominieus, que pensa o Papa disso?

O Papa confia no entendimento entre homens de boa vontade.

Sim, por�m estes n�o s�o homens de boa vontade.

S�o hunos. Hunos.

Junto a �tila est� Bleda, seu irm�o.

Ele � um homem generoso e nobre.

Sim, � verdade.

Est� Bleda, Bleda.

Por que n�o nos conta sobre Bleda, ent�o?

Porque s� muitos poucos hunos s�o como Bleda, irm�o.

Honoria, te advirto: nunca digas palavras que atraem o infort�nio.

Nem voc�, nem nada mais.

Tenho medo. E n�o suporto o medo.

Me faz sentir-me doente.

Eu tamb�m tinha medo quando estava ali.

Temia por voc�, Valentiniano.

Pelo Imp�rio.

Sem aceitar as condi��es do huno,

foi s� um modo de retarda-los.

Sim, ainda podemos organizar uma defesa, armar nossas legi�es

e formar alian�as. Mas devemos nos apressar.

Sim estas precau��es n�o s�o tomadas de imediato...

quando �tila invadir a It�lia,

n�o haver� cavalo suficientemente r�pido para salva-lo,

nem o bosque alcan�ar� para oculta-lo.

Suficiente. Fa�am calar. Prendam-no.

Fa�am o que quiserem entanto se calem.

- filho. - Prendam-no, � ordem do Imperador.

Ele queria uma estatua equestre,

como a de J�lio C�sar.

A�cio, o salvador de Roma.

Nada pode entrar nesta casa, por ordem do Imperador.

Deixe-a passar.

"Os inimigos dividiram a cavalaria em tr�s partes.

Dois se acomodaram ao nosso flanco, enquanto que a outra

Pensam atacar-nos pela frente, cruzando nosso caminho.

Ao ouvir as not�cias, C�sar ordenou ao ex�rcito formar tr�s linhas... "

Deixe-me, Prisco.

Salve, A�cio.

Honoria. Por que veio?

Nunca pergunte a uma mulher por que ela veio ver-te.

Deixei o pal�cio porque esse ar me asfixiava.

Minha m�e est� cega de medo pelas conspira��es e o amor por meu irm�o.

Quer arruinar-te porque sabe que �s mais forte que eles.

Ela te odeia, A�cio; como me odeia a mim

porque lembra-se de meu pai, Ataulfo, que a escravizou durante tantos anos.

Ela sabe que meu sangue n�o � o mesmo que o de Valentiniano

e que sou t�o forte quanto ela.

Si fosse homem, j� seria Imperador.

N�o, Honoria.

N�o servirei a tuas ambi��es.

N�o poderia interessar-me menos o destino de tua m�e ou o de Valentiniano.

Mas voc� deveria interessar-se pelo meu. Eu posso liberar-te.

Como?

Minha m�e, Gala Placidia, viveu demasiado tempo como Imperatriz.

Sem ela, Valentiniano...

�s igual a eles, Honoria:

�s sanguin�ria e sem compaix�o.

Posso ver em seus olhos.

Tem a mesma express�o v�trea

que tem os olhos de seu irm�o quando decide matar algu�m,

como voc� quer matar eles.

Eu quero liberdade e grandeza.

A minha e a do Imp�rio.

Roma tem os dias contados nas m�os de Gala Placidia e Valentiniano.

S� n�s podemos salva-la.

O crime nunca salvar� nada.

Vamos deix�-las que se matem sem sequer defender-se?

Gala Placidia me odeia,

Mas sabe que pode precisar de mim. Ela n�o deixar� que me matem.

Quando as hordas de �tila aparecerem nas nossas fronteiras,

ela me chamar� e eu comandarei o ex�rcito de novo.

E voltar�s a combater por Valentiniano?

Sou fiel a meu juramento, Honoria.

Aceitei-o.

N�o � minha culpa que o destino nos colocou em fac��es opostas.

Veremos quem � o mais forte, si eu ou seu destino.

O poder est� agora em minhas m�os, posso entregar o que n�o defender�s.

Adeus, general de Gala Placidia.

Eu declaro que...

Sil�ncio. Sil�ncio.

Tomem posi��o.

Onegesio acaba de chegar.

Escutem-no at� que tenha terminado.

A rebeli�o se deu em todo o Imp�rio Romano do Ocidente.

Por exemplo, os b�varos aguardam o momento certo

para rebelar-se contra a autoridade de R�vena.

Este � o momento de atacar.

As armas est�o afiadas. E n�s tamb�m.

Vamos dar aos b�varos sua oportunidade.

O Imp�rio Romano nunca esteve t�o fraco.

E como vamos poder atacar os romanos?

Acabamos de renovar nossos tratados.

Os tratados se v�o com o vento.

Mas a palavra de um rei � sagrada.

E como podemos estar seguros de que ganharemos esta guerra?

Seja paciente, e Onegesio Ihe explicar�.

Nunca hav�amos sido t�o fortes.

Temos soldados mais valentes

e melhores armas que os romanos.

Tamb�m temos alian�as poderosas.

Os chefes mong�is vieram aliar-se conosco contra o Imp�rio Romano.

Chegou o momento de atacar.

D�-me dois meses e os guiarei a Roma.

� muito poss�vel, �tila, mas lembre-se o que se passou com Alarico.

Alarico n�o era huno.

Um s� soldado huno vale por 100.

Dizem que o deus dos crist�os o matou.

Dos crist�os.

Dizem que morreu de uma misteriosa enfermidade ao invadir Roma.

Disparates de mulheres tontas. Escutem-me todos.

Esta � nossa oportunidade de conquistar a It�lia.

E o Mediterr�neo.

Depois disso, conquistaremos o mundo.

Com o sangue de milhares de nossos homens? N�o, irm�o.

Nossa gente j� sofreu o suficiente.

Deixe-nos ficar nesta terra.

Nosso povo vive na tranquilidade,

nossos vizinhos nos pagam grandes tributos. Que mais podemos esperar?

O tratado com os romanos � ben�fico.

Temos guerreado muito.

Dediquemos o resto de nossas vidas ao bem estar de nossa gente.

Nosso pai nos ensinou a guerrear...

- n�o a ser guerreiros. - Mas os tratados...

A�cio os firmou para retardarmos. Est� recrutando novas tropas.

- Os romanos n�o rompem os tratados. - Voc� � ing�nuo...

ao confiar neles. Nem todos s�o assim.

Devemos esmagar os romanos.

Sen�o o faremos agora,

nos enviar�o de volta aos bancos lodosos do Dan�bio.

Este � o bem estar de que falava?

Me entendeu mal.

Eu s� falei de n�o derramar sangue em v�o.

- Digo: "Viva e deixe viver". - E eu digo: "Mate, si queres viver".

- � necess�rio. - voc� � um demente.

Minha tribo est� com Bleda e com a paz.

Pensar que, de nifio,

Eu te amava e te admirava como her�i.

voc� se tornou uma galinha.

Insultou meu chefe e a honra de minha tribo.

Empunhou... sua espada.

Vamos, use-a contra mim.

Um huno n�o saca sua espada...

a menos que v� usa-la.

Um covarde n�o precisa de sua m�o direita.

Voc� � um selvagem. T�m raz�o em chamarmos de b�rbaros.

N�o percebe mais que a viol�ncia, e seu �nico ideal � sua pr�pria ambi��o.

Cr� que podes conquistar o mundo com viol�ncia.

Destruirias a povos inteiros para satisfazer sua sede de poder.

J� temos demasiado poder.

Mas para preserva-lo, devemos derrotar Roma.

- Estou contigo, �tila. - Meus homens n�o te seguir�o.

- Os meus sim. - Estou com �tila.

O seguirei at� o fim do mundo.

Ent�o fa�amos.

Mas minhas tribos e eu n�o podemos apoiar-te

neste empreendimento alocado.

- Eu ofere�o 5.OOO soldados. - Eu tamb�m, �tila.

- Eu te darei 10.OOO. - Meus mong�is est�o contigo.

Podemos ficar bem sem sua ajuda.

Muito bem, veja agora.

- N�s n�o te abandonaremos. - A quem importam Bleda e suas tribos?

Seu irm�o n�o agi como huno, mas sim como romano.

�tila, preciso falar contigo.

Lamento haver criado este conflito.

Especialmente porque ocorreu em frente a todos os chefes.

Tratemos de chegar a um acordo sobre a ca�a de amanh�.

Lamento haver tido que contradizer-te, mas voc� se equivocou.

Voc� � quem se equivoca.

Somos um povo, uma ra�a.

Nosso pai lutou para unirmos.

E voc� nos dividiu.

Nunca te perdoarei por isso.

Bleda.

Bleda.

�tila.

Tenho not�cias de R�vena.

- Desperta-lo, � importante. - Deixe-o em paz. Est� tenso.

- Te digo que deves desperta-lo. - Deixe-o dormir.

Hoje dirigir� a ca�a.

- Devo faze-lo, Grune. _ Que aconteceu? �tila, que houve?

_ Que queres? - Tenho not�cias de R�vena.

_ Boas ou m�s? - � uma mensagem de Honoria.

Leia.

"Eu, Honoria, irm� do imperador Valentiniano

e filha de Gala Placidia, e descendente"...

V� al grano.

"Lhe rogo que me liberte da escravid�o...

de uma corte corrupta e me tome como sua esposa".

N�o V�?

Em R�vena, podes faze-la cumprir com sua palavra.

Seu dote ser� a metade do Imp�rio Romano do Ocidente.

Viu, irm�o? Podes conquistar o mundo sem guerrear.

N�o gosto de intrigas.

Mas a oferta de Honoria nos protege de um ataque romano.

As tribos receberiam com entusiasmo

um matrimonio que nos daria a metade do Imp�rio Romano.

Sem dar um golpe, assegurar�amos por muito tempo

a paz que todos desejamos e necessitamos...

Paz. Paz. Paz.

Quem disse que os romanos querem paz?

- Esta carta � de uma mentirosa. - Olhe isto.

Enviou seu anel como promessa.

Este anel representa a posse de um Imp�rio.

Os imp�rios se forjam com ferro...

n�o com intrigas de mulheres.

Perguntem aos deuses, tal como desafiaram nossos antepassados.

Os deuses j� falaram.

Todos a cavalo. Iremos � ca�a.

�tila, n�o v� hoje, te pe�o.

Devo fazer. Hoje n�o, filho.

Mas hoje tenho que matar outro lobo.

_ Por que n�o posso ir? - Anda, Bleda. Eu te alcan�arei.

A pr�xima vez vir�, te prometo.

Leve-o pra dentro.

Alto.

Por ali.

Onde est� �tila?

Sigam-me.

Se quiserem.

Mais alto. fa�a-os latir mais alto.

Podes ouvi-lo? iremos capturar o javali. Est�o perto.

Dispara.

�tila. Irm�o.

Escuta-me.

Acredita se me matar silenciar�s a �ltima voz

que impede seu acesso ao poder.

Mas n�o podes conquistar o mundo derramando sangue inocente,

porque o sangue inocente n�o se lavar�.

- Retornar� a ti. - Disparem.

Assassino.

Ele n�o sabe nada. S� est� assustado.

E eu tamb�m estou. Que v�o fazer?

�tila, a pira funer�ria est� pronta.

Os seguidores de Bleda reuniram-se.

E o campo est� inquieto. Devemos ter cuidado.

Devem estar completando. Livremo-nos dele em seguida.

Ap�s o funeral ser� pior. Devemos ter cuidado.

- Algu�m j� sacou sua espada. - Minha tribo � fiel a �tila.

Ele era um traidor e foi castigado.

- Todos devemos usar a for�a. - Sem derramar mais sangue.

O povo amava Bleda.

- Eu tamb�m. - �tila.

�tila. �tila.

- Assassino. - Assassino.

- Fratricida. - Assassino.

Est� sofrendo?

Eu estou sofrendo mais que voc�.

Para ti, ele era um rei. Para mim, um irm�o.

Carne de minha carne e sangue de meu sangue.

Mas o matei.

Por que?

Foi pela coroa?

J� tenho uma e n�o a uso.

Foi porque o odiava?

Meu filho leva seu nome.

Eu o amava.

E si o matei, foi s� pelo bem estar de meu povo.

Lutamos lado a lado em desertos e montanhas.

Sofremos frio e padecemos os horrores pelo fome...

deixando atr�s um rastro de cad�veres.

Por�m qual foi o prop�sito?

N�o foi para conquistar a pobreza...

sim para conquistar a dignidade.

E fazer dos hunos um povo unido,

que fosse inatac�vel e invenc�vel.

Agora que estamos a lograr

aquilo pelo que lutamos tanto tempo,

Bleda queria trair todos nossos ideais

e aceitar uma exist�ncia med�ocre.

O rei, meu irm�o,

nos teria dividido.

Haveria destru�do a unidade dos hunos.

Por isso o matei.

Nenhum sacrif�cio � demasiado grande

pela gl�ria de nosso povo.

Para obt�-la, sacrificaria as vidas de meus pr�prios filhos.

E aqui, agora, eu Ihes confio a minha.

Tomem-a se mere�o morrer.

N�o, �tila. Deves viver e guiar-nos � vit�ria.

Ent�o deixem arder o fogo.

Que estas chamas nos unam

e nos d� mais for�as.

Mais al�m dessas montanhas est� o inimigo.

� hora de enfrenta-lo.

E de tomar o que � nosso por direito.

Povo de uma s� ra�a,

de um sangue e um destino,

hunos,

�tila nos liderar� � conquista.

Hoje, Roma.

amanh�, o mundo.

Rei �tila.

Divirtam-se agora.

Teria sido melhor mata-lo imediatamente.

N�o assim.

Sua morte n�o seria bastante lenta, de todo modo.

Mas ele � um sacerdote.

Violou as tumbas de nossos antepassados.

Tome cuidado com o deus dos crist�os, �tila.

Desenterre-o voc� mesmo, si puder. Vamos.

Podem arrasar nossas cidades

e nossas terras,

mas n�o poder�o destruir nossa f�.

Nunca poder�s ganhar, �tila.

Pe�a a seu deus que te salve.

Eu j� fui salvo

porque morro por Ele

como Ele morreu por mim.

Por cada um de n�s que mates,

100 vir�o contra voc�.

N�o podes ganhar matando, �tila.

A hist�ria me dar� raz�o.

A hist�ria te lembrar�,

mas como a vontade de Deus.

Incr�vel. �tila buscava um pretexto para atacar-nos

e voc� Ihe deu um.

Li o que est� escrito.

O rei dos hunos me tem em grande estima que voc�.

� depreci�vel. Te ofereceste a ele,

que jurou arruinar-nos.

Voc�, a irm� de um imperador romano, esposa de um b�rbaro.

voc� n�o pode falar. Foste amante de Alarico

e esposa de seu irm�o Ata�lfo.

S� para salvar minha vida.

N�o tra� meu sangue por ambi��o, como voc�.

N�o h� uma gota do seu sangue em mim.

Sou b�rbara como meu pai, Ata�lfo.

Oxal� nunca te houvesse tido.

Sempre foi minha inimiga.

Quando tinhas 14 anos, conspiraste contra mim.

Aos 17, fugiste com um pretor.

�s a personifica��o da corrup��o e da trai��o.

Aprendi contigo. Voc� matou seus amantes quando se aborreceu deles.

Galiano e F�bio morreram envenenados.

Teodoro, a quem me roubaste.

Voc� me roubou ele.

Si n�o o fizera matar, eu haveria convencido de matar-me.

Deveria esmagar sua cabe�a como a de uma v�bora.

Por que n�o o fazes? Teme matar a mulher de �tila, n�o?

V� embora. Nunca mais quero voltar a te ver.

V� embora.

Mas lembre-se, quando os hunos chegarem,

me pedir�s para salvar sua vida.

Deus meu. Deus meu.

Creio que � demasiado tarde, Gala Placidia.

Desperdi�ou os preciosos meses

que eu havia obtido.

�tila j� tomou posse de toda Il�ria

e rapidamente avan�a atrav�s dos Alpes.

Voc� o deter� quando haver cruzado.

N�o imagino como.

Quando chegarem nossas tropas da Espanha,

�tila estar� ocupado nos planos.

colocaremos todas nossas tropas ao longo do P�.

Si voc� gerenciar para evitar que cruzem o rio,

teremos mais tempo e os refor�os estar�o aqui.

N�o tem ideia quanto s�o valentes os hunos.

Nada os deter�.

�tila os treinou perfeitamente nos �ltimos meses.

E est�o encantados por suas vit�rias...

_ Que aconteceu com nossas tropas? _ nossas tropas?

Voc� tem certeza que podemos confiar nelas?

Voc� as deixou perder-se na indol�ncia.

J� n�o sabem o que � disciplina.

Voc� perdeu sua f� em Deus, A�cio?

Este homem � trai�oeiro.

� um traidor, amigo de �tila.

Que algu�m mais nos guie.

Basta. Calem-se.

Decreto que, a partir deste momento,

A�cio ser� o comandante de todas as tropas romanas.

N�o confie nele, Augusta.

Eu confio em voc�, A�cio.

S� confio em voc�.

E me desculpo pelos diversos modos que te ofendi.

Prometo te apoiar

com toda a autoridade que me resta.

Estou no fim de minha vida

que foi uma s�rie de erros.

Agora me d�i contar isto.

N�o tenho mais aspira��es,

nem ambi��es pessoais.

Meu fim est� perto.

Seja qual for o resultado da guerra,

estou mais do que certo

de que nunca verei �tila subir as escadas deste pal�cio,

nem a ti triunfante nas ruas de Roma.

� s� por meu filho

que falo contigo.

Seus ombros est�o demasiados fracos

para levar a carga que espera.

Precisa de um homem como voc� a seu lado.

N�o V�? N�o me resta Orgulho.

Salve Valentiniano.

M�e.

Est� morto. Est� morto.

Ele era minha vida.

Minha �nica raz�o de viver.

N�o fa�as isto, Valentiniano. N�o chores, filho.

Dominicus, quero que ele v� para o c�u.

Quero que v� para o c�u de imediato.

� uma ordem, me entendeu?

Olha bem, A�cio.

Estas s�o as pessoas pelas quais lutar�s.

Olhe os herdeiros de Roma,

os governantes do mundo.

N�o ir�, Honoria. As vezes, o desespero leva

a uma for�a inexplic�vel.

Sua m�e tem demostrado.

N�o � loucura, Honoria.

� um esfor�o extraordin�rio de uma m�e

que ama seu filho e quer salva-lo.

Escuta-me.

At� agora, temos lutado contra os inimigos de Roma

para salvar o que ficou dela,

seu prest�gio,

sua grandeza, a civiliza��o que foi criada

em tantos s�culos de hist�ria.

Mas de agora em diante, lutarei por seu povo,

para que possam continuar trabalhando, felizes e livres.

Porque eles s�o os verdadeiros herdeiros

das tradi��es de Roma.

Juro que, enquanto eu viver,

�tila n�o ocupar� a It�lia.

Por muitos anos, as palavras confundiram as mentes romanas.

Si os homens de guerra come�assem a usa-las para reunir coragem,

significa que tudo acabou de verdade.

Adeus, A�cio. Adeus, m�e.

Det�m-na. Prendem-na.

N�o, n�o o fa�am.

Deixem-na ir.

Ela tamb�m � infeliz, como n�s.

Os hunos est�o avan�ando.

Ao haverem deixado a G�lia e a Germ�nia para tr�s,

os invasores n�o encontraram resist�ncia at� chegar aos Alpes,

que, silenciosos e indefesos, levam � It�lia.

As popula��es dos territ�rios murmuram

que o pasto n�o crescer� aonde for pisado pelos cavalos de �tila.

Na euforia da vit�ria,

s� um pensamento atormenta o conquistador,

o do assassinato de Bleda.

mas o remorso n�o � bastante para deter sua marcha.

Agora, �tila tem o futuro de toda Europa nas suas m�os.

�tila, olha. A It�lia est� aos nossos p�s.

O caminho que leva a Roma passa por este vale.

- A�cio n�o est� em nenhuma parte. - O veremos logo.

N�o duvido. ele nos espera nas colinas.

Este � o final de seu mundo, �tila.

E o come�o do nosso.

Vamos, andando.

Avancem.

Pe�amos a Deus que nos perdoe de nossos pecados.

O fim do mundo est� perto.

�tila chegou �s nossas portas.

Nossa salva��o est� em Roma.

Para Roma.

Para Roma. Para Roma.

R�pido, devemos alcan�ar o acampamento antes que escure�a.

Onegesio, quantos ex�rcitos do Imp�rio do Ocidente partiram?

S� o de A�cio.

Mas dizem que seus soldados n�o lutar�o.

S�o os mesmos romanos que propagam estes rumores.

A�cio sabe como controlar seus homens.

N�o se enganem, a batalha ser� dura.

Mas levou um m�s evitando-nos.

Talvez espera que caiamos numa armadilha.

�tila n�o cair� numa armadilha.

Ele obrigar� A�cio a retirar-se de Roma,

esperando uma oportunidade que nunca chegar�.

Roma, cidade maldita. Nosso verdadeiro inimigo est� l�.

E aquele quem �? O Papa?

Que pode o Papa fazer?

Quantos homens e quantas espadas pode reunir?

Nenhuma, Kadis. Mas temo seu deus.

Si ele existe, logo sentiremos sua ira.

Voc� gosta disso, n�o?

De que humor est�o os deuses hoje?

Dizem que ter�s mais gl�ria e poder do que esperas, �tila.

N�o preciso que os deuses me digam isso.

Mas os deuses tamb�m te advertem de algo.

Cuide-se do homem com nome de animal.

- J� me havia dito. - Tenha cuidado, �tila.

Esse homem poderia te destruir.

Gosto de voc� mais como uma mulher do que como uma profetisa.

�tila, uma romana pediu para falar contigo.

Onegesio Ihe deu sua permiss�o.

Gl�ria e longa vida para voc�, �tila.

� esta a mulher? N�o deixe-a se aproximar.

Sou filha de Ata�lfo e Gala Placidia, irm� de Valentiniano.

Eu sei quem voc� �.

_ Por que voc� est� aqui? - Eu Ihe enviei uma mensagem.

Ah, sim. A recebi.

Mas os b�rbaros n�o sabem ler.

Despe�a-a. N�o confie nela.

Esqueceu o que ocorreu em R�vena, Atila.

Demonstre sua generosidade.

V�.

Ent�o, voc� se lembra tamb�m.

O tempo me ensinado muitas li��es.

Uma dessas li��es foi oferecer seu corpo a um b�rbaro?

Posso Ihe oferecer muito mais que isso, �tila.

O que?

Valentiniano e eu temos os mesmos direitos.

A metade do Imp�rio do Ocidente � minha

e ser� sua quando for sua esposa.

Assim, quando entrarmos em R�vena, ningu�m poder� Ihe chamar de usurpador.

Voc� se casaria comigo?

Posso ainda saborear o vinho que voc� me jogou na cara.

Olhe-me agora. olhe-me bem.

continuo sendo eu,

o b�rbaro que me insultou

porque ele tocou voc�.

Por que veio?

Que fez voc� mudar de Opini�o?

Estou aqui porque sei que meu destino

� viver ao lado do conquistador do mundo.

Como sabe se o conquistador do mundo a quer?

Voc� n�o sabe o que � uma mulher como eu.

S� teve as mulheres de seus acampamentos,

animais que se arrastavam a seus p�s.

Voc� n�o se arrastaria, n�o?

Mas, segundo os deuses,

voc� pode arruinar-me.

Por que destruiria aquilo que mais desejo?

O Imp�rio precisa de homens fortes como voc�,

n�o de t�teres.

�tila, ningu�m � mais digno que voc�

da coroa imperial.

E si voc� estiver errada?

E si A�cio ganhar?

A�cio n�o ganhar�.

quanto desejo seus l�bios.

N�o se desespere, Grune.

Talvez conquistaremos um imp�rio sem lutar.

Os romanos.

Est�o perto.

Olhe. Estes s�o seus postos avan�ados.

Mas a maior parte do ex�rcito est� naquelas colinas.

Os hunos est�o todos reunidos.

Agora arrumam seus carros ao redor do acampamento.

Forma��o defensiva.

N�o nos atacar�o antes do amanhecer.

�tila, o que est� pensando?

Levou anos esperando este dia.

A v�spera da �ltima batalha.

Amanh�, marcharei a Roma contigo.

Marchar�?

Pensa que me levar� a Roma pela m�o?

Comigo a seu lado, tudo ser� mais f�cil.

Vim conhecer um conquistador

e encontrei um homem.

Nunca o deixarei.

- V� embora. - Sou filha de um Imperador.

Isso n�o faz voc� melhor do que uma outra mulher.

Volte para seu carro.

Que est� fazendo? Deixe o cavalo em paz.

�tila, n�o pode humilhar-me assim.

Fabiano, voc� enfrentar� o primeiro ataque do inimigo.

Ponha os melhores arqueiros no meio.

Mas tenha cuidado, e isto � importante,

de n�o deixar que �tila os veja.

Assim poderemos tomar a cavalaria de surpresa.

Giustino e Val�rio, voc�s comandar�o as duas alas.

Combater�o s� quando eu ordenar.

Romanos,

durante 50 anos a defesa das fronteiras

reca�ram nos ombros dos aliados de Roma.

Desde ent�o, ningu�m Ihes pediu para arriscarem suas vidas

pela seguran�a de suas fam�lias,

de suas casas e de suas terras.

Hoje, a salva��o depende de voc�s.

Si n�o tivermos �xito, tudo estar� destru�do.

Haver� morte e escravid�o para voc�s e os seus.

Mas tenho f�.

Acredito que os soldados romanos

n�o deixar�o que uma horda de b�rbaros os derrote.

Seus antepassados conquistaram o mundo.

Demonstrem ser dignos deles.

E, acima de tudo,

lembrem que, depois de voc�s.,

n�o ficar� ningu�m para salvar o pa�s.

Romanos, tudo depende de voc�s hoje.

Os homens est�o prontos, �tila.

Finja que voc� vai atacar as alas,

ent�o v� para o centro. Avante.

N�o deixem que eles o enganem.

Esperem que eles estejam dentro do alcance do tiro.

Disparem.

Eles est�o se retirando.

Tropas, o sinal.

Avancem.

Avancem. Eles n�o nos parariam desta vez.

A�cio. A�cio.

A�cio est� morto.

A�cio est� morto.

Aqui est� ela. Honoria est� neste carro.

Pagar� por sua trai��o.

N�o o salvem.

Aqui est�o os altivos romanos,

descendentes de C�sar e Augusto.

Venceram contra os gauleses e contra os Cartagineses.

Olhem-nos agora.

Est�o reduzidos a pilhas de carne sem forma.

Vamos fugir, pai. Tenho medo.

De quem tens medo?

Agora n�o podem assustar ningu�m.

Leve-me embora, pai. Leve-me embora.

Voc� deve acostumar-se a ver sangue.

Mas tenho medo.

Por que, filho?

Depois de uma vit�ria, h� alegria.

E o sabor da vit�ria � doce.

Bleda.

Bleda.

Bleda.

- Bleda. - N�o quis atingi-lo, �tila.

A flecha era para voc�.

Deus me perdoe

por ter matado um inocente.

Bleda. Bleda.

filho meu.

Bleda.

_ Voc� quer beber? - N�o.

Voc� n�o pode ouvir isso?

Ouvir o que? N�o posso ouvir nada.

Voc� n�o pode ouvir nada?

� o vento que assobiando nos galhos.

� como... um lamento.

Uma crian�a chorando.

Por que n�o acampamos?

Temos temperatura, �tila.

Estamos cavalgando a tr�s dias e tr�s noites.

N�o, avan�aremos.

M�e.

- M�e. - N�o v�.

N�o me deixe. N�o v�.

N�o v�.

Diga-me, aonde est� Hip�lito?

Ele tamb�m nos abandonou.

Fugiu, como todos os demais.

Todos foram para Roma.

N�o ficou ningu�m neste pal�cio. Ningu�m.

Dominicus,

Constancius, A�cio.

Todos os que poderiam salvar-me est�o mortos.

- E eu vou me juntar a elos. - N�o, m�e.

N�o, m�e. N�o pode me deixar agora.

N�o estou acostumado a ficar s�.

Que faria sem voc�?

Talvez o Senhor queira que voc�

fique s�. V�.

N�o se preocupe comigo.

V� para Roma.

Busque a prote��o da Igreja.

V�. Voc� deve ir, Valentiniano.

Tem raz�o, m�e. Roma.

Irei para Roma. L� estarei seguro.

Adeus, m�e.

Valentiniano.

Honoria.

N�o quero morrer s�.

� muito cruel

morrer como uma besta,

s�.

Valentiniano.

�tila, o que voc� est� procurando?

Que � que voc� quer?

Est� tamb�m com febre?

_ Que h�, Atila? - Eu tamb�m posso ouvi-lo.

E eu.

� como um canto.

� como um canto distante.

Cuidado com o homem que voc� enfrentar� sem armas.

- Tenha cuidado, �tila. - Poderia ser uma armadilha.

Voc� pensa que eu tenho medo de uns poucos peda�os de madeira?

Quem � voc� para se atrever a cruzar o meu caminho?

Sou o papa Le�o. O servo dos servos de Deus.

Eu n�o conhe�o seu deus.

Mas ele Ihe conhece, �tila.

Ele v� todos seus gestos e o que h� em seu cora��o,

ele fala a seu esp�rito com a voz

daqueles que foram sacrificados por sua ambi��o.

Eu n�o cruzei os Alpes para escutar serm�es.

Eu sei.

Est� impaciente para chegar a Roma.

N�o h� ningu�m para defende-la.

Podes converte-la em uma pilha de ru�nas.

Podes matar a todos, os anci�es, mulheres e crian�as.

Mas lembre, �tila,

o sangue inocente

n�o ser� lavado.

Lembre, irm�o.

O sangue inocente n�o ser� lavado.

Ele voltar� para voc�.

Que outras palavras diz o Vig�rio de Cristo

para tratar de calmar a f�ria b�rbara do l�der dos hunos?

Ningu�m as ouviu.

Este � considerado um dos maiores mist�rios da hist�ria.

Mas talvez n�o seja um mist�rio.

O papa Le�o n�o poderia ter usado outro idioma

mais simples que o divino do Evangelho,

uma linguagem compreens�vel para todos os homens de boa vontade,

romanos e b�rbaros,

grandes ou humildes, escravos ou l�deres.

Mas poderia �tila entend�-lo?

N�o tenho mais o que dizer. � sua decis�o.

Retirada.

Sincroniza��o: Maximus

# FIM #

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