All language subtitles for Craig Ferguson Tickle Fight.2017_PT

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Original subtitles

UM ESPECIAL DE COM�DIA ORIGINAL NETFLIX

Viva!

Ol�, pessoal!

Estou a andar para tr�s e para a frente para irritar os operadores de c�mara.

Estou muito feliz por estar aqui convosco, hoje.

Sabem porque fa�o isto? Vou dizer-vos.

Isto � verdade.

Eu come�ava todos os espect�culos com: "� um �ptimo dia para os EUA."

Na digress�o pelos EUA, dizia: "� um �ptimo dia para os EUA."

Era isso que eu dizia. E depois...

Por volta de Novembro...

Pois.

Certo?

Muito bem.

Por volta de Novembro do ano passado,

eu dizia: "� um �ptimo dia para os EUA" e as pessoas passavam-se!

Umas contra as outras! Portanto, comecei a fazer isto...

Para o caso de algu�m ter oportunidade.

� claro que � um momento muito dif�cil para se falar sobre...

Aquilo que eu fa�o na vida... Falamos e as pessoas zangam-se.

As pessoas est�o muito... O mundo est� dividido, agora. Dividido.

70 % das pessoas fazem "Bu!"

e 30 % das pessoas fazem "Ba!"

J� eram assim, antes.

Mas o mundo est� dividido em termos de opini�o.

E � muito dif�cil agradar a todos. Sabem do que falo, certo?

Sabem do que estou a falar.

Isso mesmo. Da minha barba.

Mas n�o � uma barba, pessoal. N�o � uma barba.

� um bigode com um acess�rio.

Porque foi isto que aconteceu: deixei crescer o bigode

e, depois, pensei: "Isto � muito assustador." Portanto...

Portanto, tive de deixar crescer mais um pouco, para baix�-lo.

Mas n�o consigo deixar crescer a barba. Veem? Ora!

Meu Deus! Olha s� a tua barba! Seu cabr�o jeitoso!

N�o, tu. N�o � da televis�o. Estou a ver-te.

� uma grande... Quem me dera conseguir ter uma barba... Vejam s�!

Para ti deixar crescer a barba � como cagar, certo?

Do g�nero...

Barba.

Est�o aqui dois anos.

O bigode � muito r�pido. "Olhem para o meu bigode!

Estou �ptimo, mas estranho e aterrador

como o apanhador de crian�as de Chitty Chitty Bang Bang...

Ouvi dizer que demora muito tempo...

Isto � um bigode com um acess�rio.

Tenho outros bigodes no corpo.

Tenho mesmo. Tenho um bigode comprido debaixo de cada mamilo.

Tenho um estrondoso no traseiro.

Um bigode estrondoso. Sabem do que falo, certo?

Um bigode estrondoso � um encaracolado com muito pelo, um estrondoso.

N�o � um estrondoso sexual.

Acho que isso existe.

Sim, um estrondoso tem de ser algo sexual. Um estrondoso.

Acho que um estrondoso � quando se faz sexo com uma personagem do Harry Potter

e...

E se gruta "Estrondoso!" no final.

"Estrondoso! Dez pontos para Gryffindor."

"N�o, obrigado, Hagrid."

Tenho o corpo coberto de bigodes. H� quem fique ultrajado, mas n�o importo.

Tenho um pequeno bigode � Hitler por cima do material.

� verdade! Tenho! Porque n�o? Um � Hitler por cima do material,

o que � �ptimo, pois, quando fico excitado,

parece que estou a fazer uma sauda��o nazi dentro das cal�as.

"Ol�, querida.

Farei sexo contigo, agora."

Craig! N�o podes gozar com os Alem�es.

Posso, sim.

� o �nico grupo de pessoas com quem ainda se pode gozar, na Terra.

� mesmo! N�o podemos gozar com os gordos ou com quem...

Pessoas baixas. N�o podemos dizer "baixas".

"N�o, n�o digas isso." "N�o vou dizer."

N�o se pode gozar com ningu�m! Nem mesmo como os Alem�es.

T�m de ser alem�es da d�cada de 1940.

Podemos gozar com eles. N�o se importam.

� do g�nero: "Tudo bem. Gozem connosco.

Tudo bem. Puxem-nos o cabelo. Revirem os nossos estrondosos."

Os Alem�es est�o-se a foder deitados para o que eu acho.

� o que eu digo, para ser apelativo para os mi�dos.

Foder deitados. Hashtag: F-D.

"Foder deitados" provavelmente tamb�m � algo sexual.

Sim.

Foder deitados...

� fazer sexo num apartamento brit�nico.

"Ouve l�, queres foder deitada?"

"Flat" � apartamento e o "foder", neste caso, � tomar ch�.

Portanto...

"Portanto, queres tomar ch� comigo no teu apartamento

e n�o fazer sexo." "Sem d�vida."

"Vamos comer-nos para aqui. Andar para aqui."

N�o, estou coberto de pelo. N�o faz mal. N�o se preocupem. Est� tudo bem.

Vai correr tudo bem. Tenho pelos faciais, o que �...

� interessante. Quando estava no The Late Night Show,

as pessoas zangavam-se quando eu... Podia falar sobre tudo o resto.

Podia falar sobre religi�o, pol�tica, qualquer coisa.

Diziam: "N�o faz mal.

� s� um cretino de outro pa�s." Mas...

Quando deixei crescer a barba, as pessoas enlouqueceram.

As amantes de gatos ficaram...

N�o foi bem assim, mas em todo o caso...

Mesmo hoje.

Na Internet e no Twitter,

que costuma ser um f�rum onde nos costumam apoiar...

No Twitter, disseram...

Vou continuar com o espect�culo dentro de nada. A s�rio.

No Twitter, disseram-me: "Craig, esses pelos faciais

fazem a tua boca parecer uma vagina horizontal gasta."

J� percebi que metade dos tipos est� a pensar: "Que est� ele a fazer?

Porque est� a tocar assim na boca? � estranho.

Ser� uma coisa europeia?" "Sim."

As pessoas ficam muito... As amantes de gatos ficam malucas.

Punham no Twitter: "Craig, n�o uses bigode."

N�o podes usar bigode. O Tom Selleck tem bigode.

Esse era a s�rio. O Tom Selleck usa bigode.

E eu digo: "O bigode n�o � deles."

N�o � como em Os Imortais: "S� poder� existir um."

Qualquer um pode ter bigode. V� l�!

N�o sei por que raz�o ficam t�o zangadas.

Afinal, que � um gato?

Um gato � 80 % de bigodes.

� o que � um gato. Bigodes, cu e garras. � isso que � um gato.

Tamb�m � o nome dos meus advogados.

Portanto, nada de grava��es ilegais ou v�o... N�o sei.

H� um boato entre as amantes de gatos

de que eu n�o gosto delas. N�o � verdade.

N�o � mesmo verdade. Fui criado por uma.

Bem, n�o propriamente. A minha av� era uma amante de gatos.

N�o tinha gato, mas era uma mulher desagrad�vel e amarga

e acho que isso conta.

Tive a minha primeira experi�ncia sexual em casa da minha av�.

N�o foi assim! N�o sejam t�o doentios!

Foi um pouco assim. N�o, n�o foi assim!

N�o, estava em casa da minha av�. Ficava l�, depois da escola,

porque a minha m�e trabalhava.

Portanto, a minha av� tomava conta de mim, mas n�o tinha tempo

de tomar conta de um miudinho que era um gordo irritante.

Tinha de escrever cartas zangadas e tal.

Isto foi antes do Twitter. Era dif�cil para as amantes de gatos.

Portanto, ela deixava-me sozinho e o que eu fazia sempre

era procurar o cat�logo da Sears, a Sears escocesa,

e costumava ver a parte de roupa Interior feminina

do cat�logo escoc�s da Sears. Era muito er�tico.

Mulheres grandes e robustas, em cintas de barbas de baleia

em campos, a fingir que comiam ma��s.

Estou com uma ligeira erec��o, s� de falar nisso, agora.

H� um boato com as amantes de gatos.

S� digo � que o gato... A prop�sito,

elas acham que n�o gosto de gatos,

o que n�o � verdade. Eu adoro gatos.

Tenho um gato.

N�o sou dos tipos que dizem... H� tipos que dizem:

"N�o gosto de gatos. N�o confio neles."

A confian�a � um conceito humano.

Tenho tr�s c�es. N�o lhes emprestaria dinheiro.

"� s� at� ao fim da semana." N�o!

N�o se pode confiar nos animais. Pensam de outra forma.

N�o podemos confiar a nossa erva a um hamster.

Aprendi isso da pior maneira.

Digo-vos: amo todas as criaturas de Deus,

ou todas as criaturas do universo, consoante o sistema de f�, mas...

Estou-me a lixar para os hamsters.

S�o os �nicos. N�o gosto deles. S�o uns filhos da m�e.

N�o gosto de hamsters. Fui criado... N�o fui criado por hamsters.

Seria fant�stico se tivesse sido. "Porque faz ele aquilo?"

N�o, odiava hamsters quando estava a crescer,

porque eles nos partem o cora��o. S�o uns filhos da m�e.

Porque s�o todos... S�o suicidas.

Os hamsters s� querem morrer.

T�nhamos um por m�s. Sempre que t�nhamos um,

ele s� queria ir para tr�s do frigor�fico, para morrer!

Mud�mo-nos quando tinha 16 anos. Afast�mos o frigor�fico

e havia uma pilha de ossos de hamster atr�s dele.

E tinham formado uma igreja.

T�m raz�o, � um pouco negro. mas vale a pena tentar.

Mas vamos continuar o espect�culo. Certo? Vamos. � o seguinte...

N�o, � o seguinte...

Se j� me viram alguma vez,

sabem que ter�o uma noite de grande desilus�o.

Talvez isso seja se j� fizeram sexo comigo.

Estou a brincar, claro.

Se j� me viram, sabem que o que eu gosto de fazer

� contar uma anedota. S� uma.

Normalmente, n�o h� tempo para mais, porque me distraio facilmente.

Mas tenho uma anedota para voc�s, hoje.

E estou muito empolgado, pois, na verdade,

� a anedota mais antiga do mundo.

N�o fa�am ru�dos de fantasmas. N�o me quero assustar!

� a anedota mais antiga do mundo.

N�o sei se � a mais anti... � assim...

A minha amiga Cara � egipt�loga, certo?

E est� no Egipto, porque...

Porque n�o?

N�o h� grandes motivos para ir para Winnipeg quando se � egipt�logo.

Encontraste pir�mides e merdas dessas?

Nada.

Portanto, ela est� no Egipto.

Ligou-me e disse: "Estamos numa escava��o arqueol�gica

e pensamos ter encontrado os restos de uma casa de banho p�blica."

Eu disse: "Que estranho." "Sim, mas ainda mais estranho

� que na parede, escrito em hier�glifos, est� uma anedota."

E eu disse: "Ena!"

N�o sei se � a mais antiga,

mas � a primeira anedota escrita do mundo.

Antes desta anedota, as anedotas eram contadas na tradi��o oral,

coisa que nunca funcionaria, hoje, mas...

Mas � a primeira anedota escrita.

E � claro que a sociedade humana mudou muito com a chegada das anedotas

e quando come�aram a escrev�-las.

A escrita mudou tudo.

E foi um enorme salto em frente.

E dividiu as opini�es.

Havia pessoas a favor da escrita: "A escrita ser� fant�stica!

A escrita vai mudar tudo.

Acabaremos por chegar ao iluminismo pela escrita."

E havia pessoas que n�o gostavam da escrita.

Diziam: "N�o, n�o gostamos disso." � o que n�s imaginamos.

N�o deixaram qualquer registo do que pensavam realmente.

Mas havia mesmo pessoas contra a escrita.

Havia pessoas a dizer: "N�o sei se � boa ideia.

Toda esta escrita levar� � fornica��o."

Acontece sempre. Sempre.

Quando chega algo novo, seja o que for,

sempre que h� possibilidade, os humanos s�o contra.

� a �nica coisa que une todos os humanos:

o seu �dio pela mudan�a.

Coisa que eu acho muito estranha,

porque � a �nica coisa que se pode garantir:

que haver� mudan�a. Haver� sempre mudan�a.

Por exemplo, nos EUA, em Novembro do ano passado,

houve alguma mudan�a.

N�o se preocupem. N�o vou entrar na pol�tica.

N�o sou desse tipo. N�o vou pensar, mas tenho de dizer isto.

Quando vi aquilo, pensei...

Merda.

S� me arrependi uma vez de ter deixado o Late Night.

Quando ouvi...

Quando ouvi...

Quando ouvi que o Donald Trump se candidatara,

pensei: "Est�o a brincar comigo?"

Foi como quando Dick Cheney deu um tiro na cara do advogado.

� simplesmente lindo.

V� l�!

� uma d�diva.

Eu tinha de trabalhar nos mon�logos. Agora, aquele cabr�o candidata-se?

E eu soube imediatamente. Percebi logo que ia ganhar.

Percebi logo. As outras pessoas diziam: "N�o, ele n�o ganha."

Eu percebi que ele ia ganhar, desde o primeiro debate.

O primeiro. O primeiro debate dos republicanos,

quando o Jeb Bush disse ao Donald Trump...

Lembram-se do Jeb Bush? N�o era ador�vel e n�o amea�ador

O Jeb Bush disse ao Donald Trump:

"Donald, disseste uma coisa m� sobre o M�xico

e a minha mulher � mexicana. Gostava que lhe pedisses desculpa."

E o Trump disse: "N�o."

E eu pensei: "Pronto, j� est�." Ele vai ganhar.

� algo que acontece sempre. Eu pensei: "Jeb, meu grande idiota.

Grande idiota. Puseste-te a um canto.

Disseste a um homem: 'Pede desculpa � minha mulher.'

Esse homem recusou-se a faz�-lo. Agora, tens de bater-lhe.

Est� na Constitui��o dos Estados Unidos!"

Eu sabia que ele ia ganhar. Sabia... Sabia que ele ia ganhar.

Pensei: "Porra!"

Com aquela autoconfian�a... Conhe�o os Estados Unidos.

Sou estado-unidense. Estudei-os. Gostam de quem � confiante.

N�o importa se t�m raz�o.

Basta a confian�a. Esse n�vel de autoconfian�a � inacredit�vel.

Estava a v�-lo e a pensar: "Com que frequ�ncia aparece algu�m assim?"

� aquele n�vel de confian�a. Podemos gostar dele ou odi�-lo,

podemos concordar ou n�o com ele, mas...

Inspira-nos!

Acham que ele alguma vez acorda como um ser humano normal

�s quatro da manh� a pensar: "Talvez eu seja um cretino"?

N�o me parece. Acho que ele acorda e diz: "N�o sou um cretino."

Todos acham que sim, mas eu n�o.

Acho que ele tem muita confian�a. "N�o sou um cretino."

Mesmo que metade dos membros do partido o diga,

e metade do mundo lhe chame cretino... Talvez at� mais.

Para mim, tamb�m foi muito dif�cil.

Pessoalmente, senti que me tinham enganado,

porque no s�tio de onde eu venho, em Glasgow, na Esc�cia,

a palavra "trump" significa "merda".

Uma pessoa diz: "Comi indiano, ontem.

Tenho 'trumpeado' o dia todo."

Ou: "Porra! Aquela gaivota 'trumpeou-me' o cabelo."

N�o, n�o � verdade.

Mas se algu�m o publicar no Twitter...

Isso mesmo.

� assim que as coisas se tornam verdade, pessoal.

Publica-se e volta-se a publicar, � verdade.

Antigamente...

Nos velhos tempos do jornalismo... Os mi�dos n�o se lembram,

mas nos velhos tempos do jornalismo,

tinham de fazer uma coisa chamada "verifica��o".

E, na verifica��o, descobriam primeiro se algo era verdade,

antes de o publicarem.

N�o � ador�vel?

Agora: "Tenho de ser o primeiro!" "� verdade?"

Quem se rala? Vamos publicar! R�pido! J�!

Publica, publica de novo, est� na p�gina.

J� est�. Certo? Est� na BuzzFeed;

ao lado de: "Seis celebridades que s�o mais altas do que julga."

"Ena! A Reese Witherspoon tem 1,84 m? N�o acredito!"

Tem mesmo.

Tem. Podemos faz�-lo acontecer.

Se come�armos a publicar hoje: "A Reese Witherspoon tem 1,84 m",

daqui a cerca de um m�s ela ter� mesmo 1,84 cm.

Candidatar-se-� a empregos como uma loura atrevida

e dir-lhe-�o: "N�o, � demasiado alta."

"Quanto � que ela mede?" "1,84 m." "De certeza?"

A Reese Witherspoon vai procurar-se no Google e dir�: "Que se passa?"

Nunca a conheci, mas decerto que ela fala assim.

"Que se passa?" E, depois, como um pequeno hamster,

ir� para tr�s do frigor�fico.

Pronto, pronto.

T�m raz�o. Foi demasiado negro.

Mas a quest�o � que acho que vou fazer a barba.

Desculpem, eu disse: "Fa�amos uma sondagem do p�blico?"

N�o, vou faz�-la. Vou dizer-vos porqu�.

Porque tenho um filho de 16 anos... Tenho dois, um tem 16.

E ele disse-me uma coisa sobre a minha barba que me deixou...

Ele disse: "Pai, gosto da tua barba."

E eu disse...

E ele disse: "Sim.

D�-te um ar de ilusionista."

"Vai-te lixar."

� assim que se lida com adolescentes, pais.

� uma boa parentalidade. "Vai-te lixar."

Porque ele sabe que eu detesto magia e detesto ilusionistas.

Pois... "Desaparece."

N�o gosto. "Como � que se chama..."

"Prendam-nos!"

"Vejam o que est� no meu chap�u." Quero l� saber do teu chap�u!

Digo �s pessoas que n�o gosto de magia e ilusionistas

e elas dizem: "Craig, de que est�s a falar?

Tu adoras magia. Adoras ilusionistas.

Foste o �nico apresentador da hist�ria do Late Night

que teve uma Semana da Magia duas vezes por ano, dez anos.

�s o amigo dos ilusionistas." Muito pelo contr�rio, cabr�es.

N�o, n�o gosto disso.

N�o tinha a semana no The Late Night Show

por gostar de magia e ilusionistas.

Tinha a Semana da Magia pois o meu amigo Chris gosta de Tequila.

Deixem-me explicar.

N�o pude contar esta hist�ria antes porque tecnicamente � ilegal.

� ilegal.

Que me far� a CBS? Despede-me? � demasiado tarde.

Portanto, � assim.

Obrigado, a todos.

� assim. Eis o que aconteceu. � verdade. Foi o que aconteceu.

Quando comecei no The Late Night Show,

o meu amigo Chris foi a Las Vegas pela primeira vez.

� um mi�do fixe do Wisconsin. Maluco e ador�vel.

E nunca tinha ido a Las Vegas.

Portanto, foi l� a primeira vez e adorou.

Foi fant�stico. Ficou no MGM Grand,

o que tem os le�es grandes.

E, na sua primeira manh� l�, vai ao pequeno-almo�o � discri��o.

N�o sei se j� l� foram. Tem muita classe e podem comer o que quiserem.

Ele nunca tinha ido

e diz: "Posso comer o que quiser ao pequeno-almo�o? O que quiser?"

E eles dizem: "Sim." "Est� bem, quero Tequila."

E eles acharam-no giro e deram-lhe Tequila.

O que n�o � boa ideia. Nunca se deve...

Mi�dos, n�o bebam Tequila ao pequeno-almo�o.

Tequila ao pequeno-almo�o pode levar a Tequila a meio da manh� e...

Portanto, o Chris come�ou a beber Tequila �s 9h00,

o que � muito m� ideia.

E, por volta das 14h00,

fez uma coisa que nunca se deve fazer com Tequila.

Teve uma ideia.

Eis o que aconteceu. Estava...

Vai l� para fora, porque pensou: "Tenho de ver isto l� fora."

Vai para o exterior e est� l� a limusina gratuita para os h�spedes do MGM.

E o motorista n�o est�, mas est� ligada,

por causa do ar condicionado. O motor est� ligado.

E tem "limusina gratuita" l� escrito. E pensa:

"Se � gratuita...

� gr�tis, n�o �?

Gratuita.

Vou lev�-la!" Portanto, entrou na limusina e levou-a.

Isso n�o � permitido.

Levou a limusina gratuita

e ia por Las Vegas Strip

quando come�a... Ele n�o � mau tipo. O Chris � bom tipo.

Come�a a pensar: "Espera l�! Que fiz eu?"

Tem o "Chris mau" num ombro e o "Chris bom" no outro.

E o Chris mau diz: "Vamos para a fronteira! Fodam-se todos!"

E o Chris bom diz: "Chris, que est�s a fazer?"

Porque o Chris bom � homossexual.

N�o faz sentido. Desculpem.

"Que est�s a fazer, Chris?" O Chris bom acabou por ganhar.

E o Chris diz: "Meu Deus! N�o posso fazer isto." E para o carro.

Isto � verdade. Ele parou o carro no meio da Las Vegas Strip,

saiu e havia helic�pteros e pol�cia atr�s dele.

Ele disse: "Vai explodir!" e levantou os bra�os,

fazendo o que muitos... O que eu faria naquela situa��o.

Levantou os bra�os e come�ou a chorar.

Come�aram a cair grandes l�grimas salgadas.

Mas, infelizmente,

a pol�cia de Las Vegas j� tinha visto um adulto a chorar

e n�o ficaram com o cora��o tr�s vezes maior naquele dia.

E levaram o meu amigo Chris e puseram-no na pris�o.

Na pris�o. O Chris n�o pode ir para a pris�o. � um mi�do lindo e calmo.

� deslumbrante. � mesmo um tipo bonito.

N�o sou gay, mas come�ava uma luta de c�cegas com ele.

Estamos a fazer c�cegas.

Amigo, estamos a fazer c�cegas. Estamos a beijar-nos.

Tudo bem, n�o faz mal.

A quest�o � a seguinte:

quando levam o Chris e o prendem, ele passa-se.

Portanto, dizem-lhe: "Pode fazer um telefonema. Apenas um."

E ele est� a passar-se. Ainda est� b�bedo

e s� se lembra de um n�mero.

Do s�tio onde trabalha.

The Late Night Show with Craig Ferguson, na CBS.

� verdade.

Portanto, recebi um telefonema, naquela tarde.

Um tipo diz: "Aceita uma chamada da pris�o de Las Vegas?"

E eu digo: "Pode crer que sim!

Sem d�vida!

Estava a pensar sobre o que seria o mon�logo desta noite. Sim!"

Portanto...

Pensei que era da fam�lia, portanto...

Mas era o Chris e ele disse: "Fiz asneira. Estou na pris�o.

Estou em sarilhos. Roubei um carro...

Bolas, � mesmo mau."

E eu disse: "Meu Deus, Chris! � horr�vel.

N�o comeces lutas de c�cegas, n�o olhes para os olhes deles.

N�o te rales, vou buscar-te.

Vou tirar-te da�, amigo. N�o saias da�."

Ele diz: "Est� bem" e eu desligo. E pensei: "N�o vou a Las Vegas."

E depois: "Tenho de tir�-lo de l�. Ele � muito mole para estar na pris�o."

N�o est� equipado para essas coisas...

E pensei: "Como � que o tiro?"

N�o sei se sabem isto sobre mim, mas na d�cada de 1980,

trabalhei em Manhattan.

Trabalhei na zona da ilha de Manhattan em Nova Iorque

e ainda estava a "aguardar confirma��o do meu pedido de resid�ncia".

Portanto, trabalhei na constru��o para uns tipos

que tinham um esquema de emprego informal.

Mantive o contacto com um dos tipos da d�cada de 1980,

portanto liguei ao tipo... Chamemos-lhe "Tony".

Liguei ao Tony e disse: "Ol�, Tony, � o Craig."

E ele disse: "Ent�o, que tal vai isso? Tutti frutti.

Gelado!"

Ele � italiano.

Ligo ao Tony e falo-lhe do Chris.

E ele diz: "N�o conhe�o ningu�m em Las Vegas." E eu digo: "N�o."

Mas ele disse que conhecia um tipo em Filad�lfia que talvez pudesse ajudar.

Portanto, ligou ao amigo em Filad�lfia, a quem vamos chamar "Carmine".

Tamb�m italiano.

O Carmine tamb�m n�o conhecia ningu�m.

Mas conhecia um tipo em Chicago. E eu disse: "Est� bem."

Lig�mos a este tipo em Chicago a quem vamos chamar "Frankie".

Portanto, temos...

E o Frankie conhece mesmo um tipo em Las Vegas.

Lig�mos ao tipo... Foi o que aconteceu. Tr�s italianos e um escoc�s numa...

N�o � uma anedota! Foi mesmo o que aconteceu.

Ligamos ao tipo de Las Vegas... Juro que � verdade.

Um juiz de Las Vegas que o Frankie conhece.

E... Nem acredito que estou a cont�-lo, mas � verdade.

Percebe-se que � verdade, porque � t�o estranho,

que dizem: "N�o pode ser verdade."

Mas � verdade.

O juiz era totalmente honesto. N�o aceitaria um suborno.

E eu dizia: "Estamos a falar de Las Vegas, certo?"

Mas o juiz disse: "N�o vos posso ajudar, amigos."

Mas continuamos a falar e a amea�ar e...

E a verdade � que...

Isto eu juro que � verdade. S� podia ser nos EUA.

S� poderia acontecer em Las Vegas.

O juiz n�o era apenas juiz.

Tamb�m representava os ilusionistas.

Juro que � verdade.

Os ilusionistas que este juiz representava

n�o eram ilusionistas de tigres brancos, nem o David Copperfield nem nada disso.

Eram ilusionistas de fora. Ilusionistas do Norte de Las Vegas.

Tipos que salvaram de contentores e faziam...

Portanto, falamos com o juiz e este diz: "Tudo bem, Craig,

digo-lhe uma coisa: Faz o M�s da Magia, com os meus ilusionistas,

e eu safo o seu amigo." E eu digo: "O M�s da Magia?" "Isso mesmo."

E eu disse: "Que se lixe. Enforque-o."

Discutimos um pouco e reduzimo-lo � Semana da Magia.

Contratei cinco ilusionistas merdosos e o Chris saiu em liberdade...

Afinal, de que era ele culpado? De se divertir em Las Vegas?

O juiz disse que tecnicamente era roubo de carro e condu��o com �lcool.

De um a cinco anos, no Nevada. Pela primeira vez.

Eu sei. Luta de c�cegas.

Foi assim que criei a Semana da Magia,

porque tinha de tirar o Chris da pris�o. Sei que isso explica uma delas.

N�o explica a Semana da Magia duas vezes por ano, dez anos.

Eu n�o tinha um sindicato do crime em Las Vegas.

O que aconteceu foi que contratei cinco destes ilusionistas merdosos

mas se se lembram daquele programa,

o que eu queria mesmo era ilusionistas merdosos.

Mas quando digo que n�o gosto de ilusionistas,

as pessoas dizem: "Craig, tu adoras ilusionistas. Quem �s tu?

Gostas de gatos. Tens mais de um bigode.

Detestas ilusionistas?

N�o �s o tipo que imagin�mos,

quando v�amos televis�o gratuita, quando est�vamos pedrados.

N�o te reconhecemos." E eu percebo. Nem eu me reconhe�o.

Tenho 55 anos, pelo amor de Deus!

Como se atrevem?

Ainda n�o est�s morto. Olha s�!

N�o, 55. Acho que j� devia ter morrido h� uns tempos, a s�rio.

Obrigado.

N�o! N�o sei o que aconteceu. Mudei mesmo muito.

N�o bebo, n�o fumo.

N�o brinco, n�o consumo drogas.

N�o jogo. N�o como carne. N�o como lactic�nios.

H� m�rmones que v�m ter comigo e dizem: "Devias aligeirar, p�."

Sabem o que �? Los Angeles fez-me isto.

Los Angeles tornou-me um mariquinhas.

Na verdade, deixei de beber antes de ir para LA.

Deixei de consumir droga antes disso. Parei antes de...

Na verdade, era na Esc�cia que consumia.

Isso mesmo. Consumi a droga toda na Esc�cia.

N�o, consumi-a toda.

Do g�nero: "Algu�m tem hero�na?" "N�o, o Craig levou-a toda."

"Mas queremos fazer o Trainspotting." "Lamento."

Consumia muita droga na Esc�cia. Era onde precisava dela.

N�o para escapar � viol�ncia, � doen�a e ao �dio. Habituamo-nos a isso.

� como viver junto ao aeroporto. Mal reparamos nisso, depois.

O qu�? Ah, sim.

N�o, precisava de droga na Esc�cia n�o para escapar a isso,

mas para escapar ao sentido de design interior da minha m�e.

Lembrem-se que me tornei adulto na d�cada de 1970,

o pior per�odo da hist�ria humana, em termos de design.

Era horr�vel. Foram tempos terr�veis.

Hipsters, n�o o recuperem, nem ironicamente.

Foram tempos terr�veis na d�cada de 1970. Era horr�vel. A vida era um inferno.

Tinham len��is de nylon na d�cada de 1970. Que loucura � essa?

Len��is de nylon? � de loucos! Quando ficava em casa da minha av�,

quando tinha 16 anos, dormia no quarto de h�spedes.

Essa cama tinha len��is de nylon

e eu estava l�, com 16 anos e um cat�logo da Sears.

Quando se junta um adolescente a um cat�logo da Sears, haver� fric��o.

E fric��o com nylon � igual a electricidade.

Pensei que Jesus estava zangado comigo.

A d�cada de 1970 foi terr�vel. Toda a gente tinha patilhas.

Toda a gente tinha patilhas!

Homens e mulheres tinham patilhas.

Andavam todos cobertos de pelo. Terr�vel.

Eram todos peludos. � verdade.

A pornografia da d�cada de 1970,

parece um document�rio sobre ursos.

Tornei-me adulto durante... H� um per�odo terr�vel no design humano

e se aliarmos isso � minha m�e...

Ou�am, eu adorava a minha m�e.

A s�rio, mas ela tinha os instintos de design de um ditador do M�dio Oriente.

Talvez ainda pior. Se Saddam Hussein fosse � casa dela,

teria dito: "Isto � um pouco exagerado. N�o acha?"

Porque o Saddam Hussein falava como um Dr�cula homossexual.

Isto � t�o...

Pe�o desculpa aos vampiros homossexuais.

"Finalmente, uma anedota para n�s.

Uma. Uma anedota para n�s."

Era terr�vel, na casa dela, porque era a d�cada de 1970

e porque era o design da minha m�e.

Os que viveram na d�cada de 1970...

Sent�vamo-nos � volta da televis�o.

A televis�o era como um telefone, mas n�o recebia chamadas. Estranho.

Mas sent�vamo-nos... Era uma sala pequena e a televis�o.

E os que se lembram da d�cada de 1970

devem lembrar-se do papel de parede.

O papel de parede com cebolas? Que parecia ter cebolas?

Tinha cebolas e uma esp�cie de linha presa por uma membrana.

Sabem de que estou a falar? Era uma cebola castanha e amarela.

Pareciam os test�culos do Larry King na parede.

N�o que eu tenha visto os test�culos do Larry King.

Vi um.

Mas foi ao longe. Ele estava a fugir, portanto...

"Porque me persegues?"

V�, Larry, vamos fazer uma luta de c�cegas.

Tinham um papel de parede com o test�culo do Larry King,

que era horr�vel. Meu Deus! E, no tecto,

na d�cada de 1970, costumavam p�r uma coisa que pareciam natas

com papas de aveia. Parecia...

Parecia merda de gaivota com areia ou algo assim.

Aquela subst�ncia estranha no tecto parecia merengue.

Altamente inflam�vel.

Se agitassem um len�ol de nylon, tudo explodiria.

Portanto...

Portanto, temos...

Temos os test�culos do Larry King na parede,

merda de gaivota no tecto e carpetes rijas.

As carpetes rijas pareciam pelos p�bicos de mamute no ch�o.

Carpetes rijas da cor do refrigerante Juluis

ou talvez de um certo presidente.

H� merda cor de laranja no ch�o,

aquilo l� em cima

e aquela merda.

Era como...

Era como estar sob o efeito de um �cido mau.

E, por vezes, eu estava sob o efeito de um �cido mau.

E, depois, no meio da sala,

havia a pi�ce de resistance.

Que, como sabem, � "pe�a de resist�ncia", em franc�s.

Uma mesa de caf� de conversa. Todos a tinham na d�cada de 1970.

N�o �ramos excep��o. Tinham de ser boas.

Tinha de ser uma coisa vistosa.

Do g�nero: "� o nosso Versailles no meio da casa."

E o nosso devia parecer uma mesa de caf� ornamentada.

Devia ter quatro pernas de m�rmore, mas n�o t�nhamos dinheiro para tal.

Portanto, era pl�stico cinzento com uma linha lil�s desenhada.

Parecia-se muito um p�nis.

Pareciam quatro p�nis direitos a vir contra n�s.

Parece melhor do que era,

Quatro pernas de p�nis e, depois, em cima disso,

um tecido que foi exclu�do desde a d�cada de 1970: veludo burgundy.

Era terr�vel. E, em cima do veludo burgundy,

um quadro feito de qualquer metal reciclado

com cavalos a galopar.

Mas n�o eram cavalos a galopar � solta.

Era como se viessem contra n�s. Era a cara deles. Como se...

Quatro cavalos. E, em cima disso, vidro fundido.

Porque era preciso ter vidro fundido, pois era a d�cada de 1970.

Pareciam os quatro cavaleiros do Apocalipse

a vir contra n�s, sa�dos de algum vulc�o perigoso.

Era imposs�vel consumir droga naquela mesa.

Fazia uma linha, aproximava-me,

via os cavalos, borrava-me nas cal�as e fugia.

N�o, era mau.

De qualquer forma, j� n�o consumo droga, n�o bebo,

estou limpo.

Estou bem. sou vegan, pelo amor de Deus.

� verdade. N�o, poupem as energias, vegans.

Mas sou mesmo. Sou vegan.

Ser vegan � estranho. As pessoas ficam zangadas, n�o �?

Ficam zangadas quando dizemos... Nos EUA, ficam.

� do g�nero: "Vegan? Agora odeias os EUA?"

Nos EUA, zangam-se. No Canad�,

n�o se zangam. S� n�o percebem o conceito.

� do g�nero: "Vegan. Est� bem!

Pode comer Bacon?"

Mas pensam que nos juntamos a um culto quando nos tornamos vegans.

� do g�nero: "Pode comer ovo?"

"Posso comer o que quiser.

� uma op��o de dieta."

Se comer um ovo, a equipa de interven��o vegan n�o aparece.

"Ol�, somos da equipa de interven��o vegan. Estamos cansados."

N�o, � apenas uma escolha. S� isso.

Quando envelhecemos, come�amos a reparar

que certas coisas t�m um efeito no nosso corpo.

Por exemplo, se comer um ovo,

n�o cago durante tr�s dias.

Isso agora � um problema. � um problema.

Sim, agora � um problema.

� um problema.

Mas j� sabem, �...

E, se beber leite, � o oposto. Se beber leite, �...

Pare�o um meteorologista num furac�o. � horr�vel.

Reparo que as coisas t�m um efeito.

Para mim, � claro que o maior � o �lcool.

Se beber �lcool, tenho uma reac��o al�rgica,

que se manifesta no desejo por mais �lcool.

E � claro que isso leva a mais �lcool

e ainda mais �lcool.

Antes de dar por isso, acordo tr�s dias depois

numa sepultura pouco funda em Bogot� com os dedos a cheirar ao Bill Cosby.

Esperem.

Apuparam-me?

Apuparam-me e, depois, aplaudiram-se por me terem apupado.

"Sim, mostr�mos-lhe como �."

Deixem-me salientar que n�o fui eu quem fez isso.

S� digo que n�o bebo, n�o consumo drogas e sou vegan.

Um dos motivos por que me tornei vegan... Sei que n�o �...

N�o � adequado dizer isto, mas sabem quem eu culpo?

A Netflix...

Cabr�es.

Calculo que isto seja cortado.

Mas...

Bem-vindos de volta depois do corte.

N�o, sabem que mais? A Netflix � excelente, n�o �?

N�o, a quest�o � a seguinte:

vi um document�rio

sobre carne m� ou algo assim na Netflix e pensei: "N�o!"

Deixei de comer carne uns dias. Quando tentei voltar...

N�o consigo. Ainda est� na cabe�a.

Estou sempre a pensar nisso. Parece o cat�logo da Sears, mas em comida.

N�o o consigo tirar da cabe�a.

A Netflix mudou-me. Mudou-me.

Por causa da Netflix, tive de ir ao Jap�o.

Deixem-me explicar.

� uma hist�ria ver�dica. Eu...

Quando tinha uns 13 anos... Quando tinha 13 anos,

fiz uma viagem de pai e filho com o meu pai. A �nica que fizemos.

Fomos visitar o meu tio James, que vivia em Long Island, perto de Nova Iorque.

Foi a minha primeira vinda aos EUA. Mudou-me. Queria ir para l�.

Queria fazer parte daquilo. Queria viver nos EUA.

Portanto, quando o meu filho,

o mais velho, fez 13 anos,

eu disse: "Onde quer que queiras ir, filho, vamos os dois."

S� n�s os dois. Estava � espera de algo como Montreal.

Ou "Onde quer que estejam a ver isto na Netflix." Estava a fazer figas.

"Como � que ele sabia que... As pessoas gostam muito disto."

Na "nossa regi�o". Portanto...

Como t�nhamos estado a assistir � Netflix,

disse ao meu filho: "Onde tu quiseres ir."

E, como vemos a Netflix,

ele v� anim� japon�s. Adora anim�.

Adora o Cowboy Bebop, o Soul Eater e o Pokemon, acho eu.

Isso tudo. S�o todas coisas fant�sticas.

Adora isso tudo e disse: "N�o, pai, quero ir ao Jap�o."

Eu nunca tinha pensado em ir ao Jap�o.

N�o era a favor. N�o era contra.

Simplesmente nunca me ocorreu.

Era como fazer sexo com uma ruiva ou algo assim.

Simplesmente nunca...

Nunca surgiu.

Talvez tenha pensado nisso uma vez com o Carrot Top, mas...

N�o gosto de adere�os. Portanto...

Mas estava enganado em n�o querer ir ao Jap�o.

O Jap�o � espantoso.

Algu�m daqui j� deve ter ido ao Jap�o. Algu�m?

� um s�tio inacredit�vel. Um s�tio lindo.

Quando os japoneses visitam o ocidente,

devem pensar que somos selvagens medievais pag�os.

S� pela forma como limpamos o rabo.

E talvez tenham raz�o. Pensem bem nisto.

N�o vos desejo isso, mas imaginem que t�m um pouco de...

... "trump" na m�o.

Pronto, imaginem que t�m merda na m�o. Pode acontecer.

N�o sei. Est�o numa festa e come�a uma luta de c�cegas.

De repente, t�m o punho coberto de fezes humanas.

Ora, j� todos pass�mos por isso.

Estou feliz por n�o estar na CBS.

Mas sim...

N�o. Imaginem que t�m um bocado de merda.

N�o arrancamos um bocado de papel seco da parece

e dizemos: "Pronto, j� est�. Limpo.

Sim, est� bom. Vamos l�."

� o que se faz na casa de banho, aqui.

Cagar, raspar, feito.

Nas casas de banho japonesas, a experi�ncia � muito diferente.

Uma casa de banho japonesa � absolutamente transcendental, amigos.

� linda.

Ao entrar numa casa de banho japonesa, as luzes mudam.

Ela sabe que estamos l� e come�a a m�sica da Enya.

� lindo e abre-se um portal para outra dimens�o.

� inacredit�vel. � deslumbrante.

E sentamo-nos e o assento est� quente.

Aquecido pela electricidade. N�o pelo gordo que est� � nossa frente no aeroporto.

Electricidade!

Pensamos: "Isto � agrad�vel" e fazemos o desagrad�vel.

E, quando terminamos, ela sabe que termin�mos.

O que eu acho estranho, pois, �s vezes, nem eu sei quando termino.

Mas a sanita sabe.

E, depois de terminarmos,

lan�a jactos de �gua. Jactos de �gua vindos de baixo.

E pensamos: "Que se passa?"

� como se l� estivessem pequenos bombeiros an�es.

"V�! Vamos tirar isto daqui!"

"No meu turno, n�o! Maldi��o! V� l�!"

� do g�nero: "Meu Deus!"

Quando termina, pensamos: "N�o h� melhor do que isto."

Estamos enganados.

Depois, quando isso tudo termina, come�am os secadores.

Secadores!

� como se estivessem monges a cantar directamente para o nosso �nus.

Quando termina, pensamos: "N�o h� melhor do que isto."

Estamos enganados, mais uma vez!

Quando aquilo acaba...

Uma nuvem de cogumelo de p� de talco perfumado!

Fiquei...

N�o digo isto com frequ�ncia, mas sa� da casa de banho melhor do que entrei.

A verdade � que, quando terminou, fiquei l� sentado a pensar: "Meu Deus!

Ser� que posso repetir?"

Mas a sanita sabe.

"Podes repetir daqui a quatro horas e 23 minutos."

"At� logo, Nessen 5000."

"Fica bem, cowboy do espa�o."

Portanto, obrigado, Netflix. Acho eu.

Agora que penso nisso, trabalho na Netflix.

Agora, todos trabalhamos na Netflix.

Mudou o mundo, isto da Netflix.

Podermos ver os programas quando os queremos ver.

N�o � s� a Netflix. � a Netflix, a Hulu e a Crackle.

E a Ass Bandit. N�o sei, todas.

E... N�o sei se a Ass Bandit existe.

Mas voc�s percebem.

H� imensas coisas.

Podemos ver o programa que quisermos,

quando quisermos,

o que acho que � uma boa ideia.

Excepto...

quando s�o not�cias.

Acho que n�o dev�amos poder ver as not�cias

quando queremos v�-las e o que queremos ver,

porque isso pode ter... Est� no centro do que corre mal,

porque todos os conservadores veem a Fox News,

para poderem ver as not�cias da forma que concordam.

E os liberais veem todos os outros meios de comunica��o

para verem as not�cias da forma com que concordam.

E as pessoas que n�o se ralam veem a CNN.

Porque se est�o a lixar. Devia ser esse o lema deles.

"CNN: estamo-nos a lixar."

Estejam atentos ao meu pr�ximo especial na CNN.

Eu vejo as not�cias na BBC.

Isso mesmo.

Porque, como muita gente,

acho que se ouvir as not�cias com um sotaque brit�nico,

sou mais inteligente do que todos os outros.

Mas at� funciona.

Funciona, o sotaque brit�nico. N�o sei porqu�.

J� conheci muitos ingleses est�pidos. "Ol�, governador. Vai um estrondoso?"

Mas aquela voz inglesa de classe alta resulta sempre.

N�o sei porque me faz isso. N�o devia, mas faz.

Ou�o as not�cias e digo: "Sim." � como quando eles...

"Hoje, nos EUA, Donald Trump disse algo muito desagrad�vel

e est�o todos muito chateados."

Eu digo: "Imagino que sim, BBC. Obrigado pela informa��o.

Vou fazer uma ch�vena de ch�,

p�r combust�vel no meu cami�o e vou embora."

� aquela voz que o faz sempre.

Se quisermos implicar dignidade e boas maneiras,

usamos uma voz inglesa de classe alta. Funciona sempre.

Em A Guerra das Estrelas, o Obi Wan Kenobi,

quando est�o a tentar encontrar o grande Jedi,

usaram o Sir Alec Guiness,

com aquela voz linda.

"Portanto...

Queres ser um Jedi."

Soa lindamente e muito melhor do que: "Ent�o, queres ser um Jedi?

Sente a for�a, Luke."

Aquela voz resulta sempre. Aquela voz.

Tamb�m o fizeram com o Hannibal Lecter em O Sil�ncio dos Inocentes.

Era um assassino em s�rie, mas isso n�o assusta.

Quiseram torn�-lo um assassino em s�rie inteligente

que nos come depois de nos matar,

para que pudesse dizer, na voz do Tony Hopkins:

"Ouves os cordeiros, Clarice?"

Muito assustador. N�o � assustador dizer: "Ouves os cordeiros?"

Isso nunca me assustou muito, sinceramente.

Estava assustado, mas n�o muito.

Tenho medo de assassinos em s�rie, mas n�o dos canibais,

porque, depois de estarmos mortos...

� o objectivo de estar morto, n�o �?

Bom apetite, cabr�o. N�o me interessa.

Nesse momento, at� podes ver as not�cias na CNN.

J� n�o queres saber.

Medo de canibais? Est�o a brincar comigo?

Tenho algum medo da morte.

Brincar com essa ideia preocupa-me.

Voc�s, os jovens, nem pensam nisso.

Vai-te foder, tu com a barba fant�stica.

"Que � a morte? � como n�o ter wifi?"

Sim, �.

Daqui a cerca de 50 anos, ter�o de enterrar as pessoas

com o telefone assim, na m�o.

Porque, se n�o estiver nas redes sociais, n�o aconteceu.

"Aqui estou eu em decomposi��o.

Hashtag: Mortalidade."

Sei que zangar-me com os jovens e a tecnologia � sinal de envelhecimento.

Pe�o desculpa. N�o queria... Estou irritado com os smartphones.

Percebo que s�o muito �teis.

Mas s�o muito viciantes e eu tenho uma m� hist�ria com os v�cios.

E eu...

N�o sei se h� boas hist�rias com v�cios.

"Sim, era viciado em hero�na. Era espantoso."

Mas tenho uma hist�ria com isso e acho que s�o viciantes, mas �teis.

Acho que a hero�na tamb�m � �til. Por vezes, quando dizemos:

"N�o consigo dormir." "Experimenta hero�na."

O que acontece � que...

S�o mesmo muito �teis. Usei um, recentemente.

Safou-me de uma emerg�ncia m�dica.

N�o era uma emerg�ncia m�dica, mas era uma cena.

Estava na estrada, estava em digress�o,

e apareceu-me um alto no cu.

Sim, obrigado. Que grande gargalhada. Muito obrigado...

"Um alto no cu!"

N�o, tinha um alto no cu. Foi horr�vel.

Quando somos novos, temos um alto no cu e:

"Um alto no cu! Vamos sair!" Mas...

Envelhecemos e pensamos: "Um alto no cu? � assim? � assim que vou?"

Com um alto no cu?

Isto ser�... Ser� a minha cena � TMZ?

A maldi��o do Late Night. Outro alto.

Uma morte por alto no cu de antigo programa."

Liguei ao meu m�dico em Los Angeles e descrevi-lhe o alto no meu cu

e ele disse...

"Tem um smartphone?"

E eu disse: "Sim! � isso? � a radia��o do smartphone?

Provoca cancro no cu?"

E ele disse: "N�o, idiota. Tem um?"

E eu: "Sim." E ele: "Pronto. Tire uma fotografia ao alto

e envie-me por e-mail."

E eu disse: "Doutor!

Isso normalmente � no terceiro encontro."

Mas...

Ele � m�dico, portanto...

Desci at� l�,

gra�as ao ioga Kundalini,

e tirei uma selfie.

Foi de muito perto. Foi muito... Certo.

N�o dava para perceber.

Ningu�m diria: "C�us! Um alto no cu!"

Era uma coisa abstracta.

Parecia uma t-shirt tingida ou algo assim.

Sabem do que estou a falar.

Da pr�xima vez que virem uma, v�o lembrar-se desta noite.

Enviei-lhe uma fotografia do meu alto no cu.

E ele diz: "Pois, o que tem aqui, Craig, � uma hemorr�ida."

E eu disse: "Nunca tive disso."

E ele diz: "Bem, parab�ns!

Safou-se bastante tempo.

Agora, � um de n�s."

E eu perguntei: "Que � que eu fa�o?" E ele: "Ponha creme."

"N�o � � hemorr�ida. � fotografia.

Que fa�o com a fotografia?"

E ele: "N�o me interessa."

E � assim que se percebe que sou um homem mesquinho e vingativo,

porque juro que isto � verdade.

Fui � sec��o de contactos do smartphone

e � a fotografia que aparece quando a minha ex-mulher me liga.

Juro que � verdade.

A grande chata da minha vida.

Sou viciado no telefone e quando o tento largar,

sinto que... Acontecem merdas estranhas.

Tive uma experi�ncia paranormal

por causa do smartphone.

Deixem-me explicar.

� ver�dico.

Depois de...

Quando sa� do The Late Night, demiti-me...

Se j� se demitiram, esse dia � �ptimo,

mas no dia seguinte, pensamos: "Porra!"

Estava no primeiro dia do "Porra!"

e pensei. "N�o sei o que vou fazer."

Quando n�o sei o que vou fazer, fa�o uma viagem de carro

e o meu melhor amigo, o John,

mora numa cidade chamada Prescott, no Arizona, que fica...

Fica a cerca de seis horas de carro de LA.

E o John � velho. � um tipo bastante velho.

Porque ele mora em Prescott. L�, s� h� velhos.

Eu adoro ir a Prescott,

porque pessoas que eu n�o conhe�o tratam-me por "mi�do", na rua.

"Mi�do! Que fazes em Prescott?"

Eu digo: "Estou s� a entregar jornais, Sr. Peterson!"

Uso um bon� com uma h�lice e tudo.

Mas eu pensei: "Vou ver o John em Prescott, no Arizona."

Vou at� Prescott e, quando estou a chegar l�,

abre-se uma enorme tempestade.

Com enormes nuvens negras e rel�mpagos.

J� viram uma tempestade. Foi assim.

Foi uma das grandes. Pensei: "Merda"

e conduzi at� Prescott.

Decidi ficar no hotel que vi quando ia a caminho de Prescott.

Vou dizer-vos o nome do hotel,

porque n�o v�o acreditar no que vou contar

e v�o querer procurar o nome do hotel.

E isto � verdade. O hotel chama-se Hassayampa Inn,

em Prescott, no Arizona. Hassayampa.

� uma antiga palavra dos �ndios Yavapai. "Hassayampa".

Significa: "Segue o rio at� onde este for".

N�o sei porque se precisa de uma palavra para isso.

Com que frequ�ncia � que isso surge?

"Para onde vais?"

"Hassayampa."

"Outra vez?"

"Cala-te, Janice."

Mas a quest�o n�o � essa.

Chama-se Hassayampa Inn, em Prescott, Arizona.

Era uma linda estalagem vitoriana, mas a chuva estava a cair

e eu pensei: "Que se lixe!" E corro para dentro do hotel.

E est� um velhote na recep��o.

Parecia o Wilford Brimley, com um gato em cima do bigode.

E ele disse... E eu disse: "Desculpe, senhor.

N�o fiz reserva. Posso c� ficar, esta noite?"

E ele diz: "Sim, isto est� vazio."

Pode ficar na suite nupcial.

� o quarto 426."

E eu disse: "Fant�stico!"

Fui para a suite nupcial e pensei: "Ena! isto � lindo!"

Era um quarto lindo, realmente como uma suite.

Saco do smartphone, para enviar uma fotografia para casa

e o telefone est� a morrer. "Merda!"

Porque deixei o carregador no carro e est� a chover muito.

Rel�mpagos, chuva e tudo.

Ligo para a recep��o e digo:

"Desculpe, o meu telefone n�o funciona. Tem um carregador?"

E o tipo disse: "H� um telefone no seu quarto, senhor.

Est� a ligar-me dele."

E eu disse: "Sim, est� bem, esque�a."

Deixei o carregador no carro e pensei:

"N�o quero ir ao carro busc�-lo. Olha como chove!

Sabe que mais? Passo bem sem o telem�vel uma noite.

Ora!

N�o sou viciado no telem�vel."

Portanto, pousei o telefone e pensei: "Tenho de passar o tempo.

� tarde. Sou um homem sozinho num quarto de hotel.

Vou ver televis�o." Liguei-a.

E pensei: "N�o, isto n�o � para mim." E depois...

Pensei: "Um homem sozinho...

num quarto de hotel."

Fui ver os len��is. Eram de nylon.

Mas nem assim fiquei tentado...

Pois, tenho 55 anos.

J� n�o me consigo masturbar.

Se n�o tens quem o fa�a por ti, agora, esquece.

� uma opini�o pessoal.

Mas pensei: "Posso deixar o smartphone. N�o sou viciado."

E, depois, comecei a sentir... Sabem do que estou a falar.

Conhe�o a priva��o. Sei qual � a sensa��o.

E pensei: "Porra... Isto n�o � bom."

Comecei a ter palpita��es, a sentir algum p�nico.

Pensei: "Maldi��o! Isto � mau. Ser� por causa do telefone?"

E, depois, pensei...

E, depois, comecei a sentir um verdadeiro p�nico.

"Mas que raio?"

Comecei a achar que estava a ver coisas pelo canto do olho e...

Pensei: "Que se lixe." Corri para o carro e fui busc�-lo.

Chovia e eu fui buscar o carregador � chuva.

Viam-se os meus mamilos atrav�s da t-shirt e tudo.

Estava lindo. Parecia o Fabio � frente de um livro. Estava...

Agarrei no carregador e voltei para o quarto.

Liguei o telefone e esperei.

E quando a pequena ma�� dentada apareceu, pensei: "Gra�as a Deus!"

E pensei: "Procura algo no Google. A Reese Witherspoon tem 1,84 m.

Espantoso!"

Depois, procurei... E tamb�m o far�o:

"Hassayampa Inn em Prescott, Arizona." E foi isto que encontrei:

"O hotel mais assombrado dos EUA." E eu fiquei...

A s�rio! E, depois, li aquilo e dizia:

"Sim, o Hassayampa � muito assombrado.

N�o fiquem, de maneira nenhuma, no quarto 426, a suite nupcial."

E eu...

Pensei: "Mas que raio?" Corri at� � recep��o e o velho estava l�.

E eu disse: "Algu�m se queixou de actividade paranormal no quarto 426?"

E ele transformou-se num morcego e voou para longe!

Pronto, inventei isto. Acrescentei-o, mas...

Parece que h� um fantasma naquele quarto e que ela n�o gosta de homens.

Se um homem fica l� sozinho,

ela vai � casa de banho e rouba-lhe a escova de dentes.

Eu sei.

E eu fui � casa de banho e a escova de dentes tinha desaparecido!

Depois, lembrei-me que sou europeu e n�o tinha escova de dentes. Se tivesse...

Estou a dizer que foi assustador.

Porra. N�o vos contei a anedota. Pronto, aqui est� a anedota.

A anedota mais antiga do mundo.

� verdade. Isto �...

Claro que � verdade. Porque n�o seria? Sabem...

Agora, tudo � verdade.

"Not�cia falsa!" "V�o-se lixar! � verdade." Pronto.

� tudo verdade. Mas isto � verdade.

� mesmo.

A minha amiga Cara, que � egipt�loga,

ligou-me do Egipto e disse: "Encontr�mos uma anedota."

E eu disse: "Fant�stico! Conta-ma."

E ela conta-me a anedota, mas eu n�o falo eg�pcio antigo.

Era: "Mocho, mocho, tipo com cabe�a de c�o." E eu digo...

N�o tem assim tanta piada.

Ena! N�o fazia ideia de que havia aqui tanto eg�pcios antigos, hoje.

Voc�s dizem: "Oh!

Sim, sim.

Boa!

�ptimo!

Finalmente, uma anedota para n�s. Duas! Duas anedotas para n�s."

E ela diz-me a tradu��o da anedota para ingl�s e eu digo: "Que estranho.

Eu conhe�o essa anedota."

A anedota foi-me contada

pelo Drew Carey,

um dos meus amigos mais antigos.

E digo: "Pensava que o Drew era de Cleveland."

Conhe�o-o h� 20 anos.

Tem l� uma casa e tudo.

Portanto, liguei ao Drew e disse-lhe: "Olha l�...

Sabes a anedota que me contaste?" E contei-lha.

Disse-lhe: "� a anedota mais antiga do mundo."

E ele transformou-se num morcego e voou para longe.

Est� a ficar cada vez mais est�pido, n�o �? Pronto, isto � verdade.

O que aconteceu foi que lhe liguei:

"Sabes a anedota que me contaste?" E contei-lha.

"� a mais antiga do mundo."

Ele disse: "Isso � estranho." E eu: "Sim!"

E ele disse: "O estranho � que n�o te contei essa anedota."

E eu disse: "O qu�?"

Disse: "N�o, contaste-me a anedota."

E acrescentei: "Cala-te, Drew Carey!"

E ele disse: "Cala-te tu, Craig Ferguson!"

E eu: "N�o calo!" E ele: "N�o calo!"

Depois, come��mos uma luta de c�cegas e come��mos a beijar-nos.

Foi um telefonema muito estranho.

Pronto, distra�-me.

Aqui est� a anedota.

Esta � a anedota.

Quando ouvi a anedota, n�o se passava no Antigo Egipto,

mas, em todos os aspectos, � exactamente a mesma anedota.

� sobre dois ca�adores, mas quando ma contaram,

passava-se num clube de cavalheiros na era vitoriana.

Era muito diferente de um clube de cavalheiros de agora.

Agora, nesses clubes...

� assim: "D�-me um d�lar.

Dou-te clam�dia." Mas, naquela altura...

Desculpa, estava s� a fazer o meu trabalho.

Pagas mais por esses lugares.

Pronto, esta � a anedota. Pronto, � assim:

S�o dois ca�adores. Um mais velho e um mais novo.

E est�o a ver a sala de trof�us do clube.

E o mais velho est� a gabar-se. Olha para as cabe�as na parede

e diz: "Esta aqui...

� de um le�o que matei em �frica.

Eu era dentista no Midwest."

Lembram-se disso?

Lembram-se de quando era por causa disso que todo o mundo se irritava?

Tempos simples, n�o?

"Foi um le�o que abati em �frica. � uma hist�ria muito assustadora.

Ia a andar pela selva e o le�o saltou para cima de mim.

Veio na minha direc��o e eu fiquei...

Garras afiadas, boca para morder, olhos assustadores.

Eu fiquei... E aproximou-se muito.

Eu saquei da arma e alvejei-o entre os olhos."

O ca�ador mais novo diz: "Muito bem, senhor."

E ele disse: "Sim, sim. E este...

Este tem uma hist�ria semelhante. � um tigre.

Ia a andar pela selva na �ndia

e ele saltou. Cara �s riscas, garras e boca.

Vem na minha direc��o, vai morder-me!

Saco da arma e acerto-lhe entre os olhos."

O mais novo diz: "Muito bem, senhor."

E ele continua: "E esta � a hist�ria mais assustadora:

o rinoceronte. Ia a andar pelo Serengeti

e ouvi...

Vinha na minha direc��o. Viro-me e vejo-o!

Vem na minha direc��o, com os p�s grandes e o chifre.

Vem na minha direc��o, vai matar-me!

Tiro a arma e digo: 'Oh!' Largo a arma e...

Cago-me todo."

O ca�ador mais novo diz: "Tamb�m teria. Parece aterrador."

E ele disse: "N�o foi na altura. Foi agora, ao dizer "Oh!'"

Para ser justo, eu n�o disse que era a melhor anedota do mundo.

As anedotas melhoraram muito desde aquela altura.

Mas � mesmo a anedota mais antiga do mundo e com isso...

Termin�mos.

Isso pareceu-me um al�vio.

J� t�m a vossa anedota

e � tudo o que ter�o.

A menos que comprem a subscri��o especial da Netflix,

que vos d� uma anedota extra.

Procurem-no na p�gina.

S�o fant�sticos. Muito obrigado. At� � pr�xima.

Boa noite.

Legendas: Ana Varela Ripadas por: RicardoB/2017

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