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FRONTEIRA AUSTRO-H�NGARA, 1960
Como vai, amigo?!
Oh, meu amigo! Estou feliz em v�-lo!
- Sr. Scheffler, como vai? - Prazer em v�-lo novamente.
Voc� est� muito bem. Extremamente.
Obrigado.
- Oh, fique � vontade. - Obrigado.
Caf� ou um pouco de conhaque, talvez?
Um conhaque estar� bem.
Conhaque para o Sr. Reynolds e para mim, por favor.
Voc� sempre com sua velha campainha.
Oh, voc� est� me provocando, como sempre!
Eu sou apenas um velho tolo e fora do seu tempo.
Mas, diga-me, eu n�o esperava voc� at� amanh�. Como veio? De carro?
De avi�o, r�pido como o vento. Senti o cheiro de dinheiro.
E a sua bagagem?
Ficou no hotel como recorda��o
Que simp�tico! Ficou muito tempo em Madri?
Alguns meses.
Nada em particular.
E antes disso, onde esteve?
Por a�.
Aquele homem ainda o segue, n�o �?
Como voc� sabe?
Voc� o chama de "bookmaker". Correto?
Aquele palha�o? � o cobrador da casa de apostas.
Oh, sim. Essas medidas dr�sticas eles reservam para grandes d�vidas, certo?
N�o brinque comigo, Hermann. Voc� esteve investigando.
- Sabe inclusive quanto devo a eles. - Exato.
Deixe de rodeios e v� direto ao ponto.
Sente-se, por favor.
O homem no centro se chama Jansci.
Por toda Hungria...
ele est� sendo procurado, e quando o encontrarem...
Kaputt, n�o �?
- Queremos evacu�-lo antes. - Quem � "n�s"?
Interesses privados. Eu n�o posso dizer mais.
Exceto que sabem o que querem e que pagar�o de acordo com o risco.
Quem � esse Jansci?
Um ex-professor da Universidade,
l�der da Revolu��o. Um personagem muito popular.
Pouco se sabe sobre suas atividades ultimamente.
Esteve escondido, claro.
Por que isso � t�o importante para voc�?
Esse homem est� com problemas em rela��o a um grupo,
e outro grupo quer salv�-lo, eu n�o sei mais nada.
Hermann, com que grupo voc� est�?
Voc� est� me provocando!
Que idiota eu sou!
De qualquer forma, muito obrigado, mas n�o estou interessado.
N�o est� interessado em salvar uma vida?
Ora, vamos, Hermann, nem voc�s tamb�m. Se estou...
errado, por que voc�s mesmos n�o v�o procur�-lo?
Oh meu amigo, eu n�o tenho sua experi�ncia de combate,
sua habilidade, seus conhecimentos.
Claro. E voc� n�o precisa do dinheiro, ent�o tudo bem.
Suponhamos que... aceite,
- Como eu poderia encontrar esse Jansci? - Oh, �timo.
Temos motivos para acreditar que sua filha Julia escapou facilmente para a �ustria.
As autoridades acreditam que ela est� morta.
- Afogada, creio. - Isso n�o ajuda muito, voc� n�o acha?
Mas � alguma coisa. Uma refugiada,
jovem, bonita, ... Julia recem chegada a Viena.
- N�o vai ser dif�cil para voc�. - Uma moleza.
Vai agir disfar�ado, claro.
- Se n�o, isso a colocaria em perigo. - Claro.
E ela ter� mudado de nome.
Naturalmente.
Estou aborrecendo voc�, Michael?
Ou�a, Hermann, � muito artificial.
Suponha que encontre a garota, O que eu fa�o ent�o?
Eu n�o posso bisbilhotar por Budapeste. Sou americano.
Saber�o cada movimento que eu fizer.
Sim,...
E n�o me diga para deixar crescer o bigode, isso j� foi feito antes!
Esperamos que acreditem ser improv�vel deixar um americano fazer isso.
- Precisamente por isso! Voce entende? - N�o, eu n�o entendo.
SSeu nome: Robert Stevens. Profiss�o: escritor.
Aqui est� o seu passaporte, seu visto
sua permiss�o de visita, cart�o de jornalista.
O jornal para o qual trabalha, em Ohio, EUA
Aqui est�o os artigos que voc� escreveu.
Seu estilo � med�ocre, perdoe a licen�a.
E aqui est� sua passagem.
O trem parte de Viena para Budapeste em 19 de julho �s 12:00
Voc� ter� um comit� de recep��o em sua chegada a Budapeste �s 16:00
Aproximadamente ... Esses trens n�o s�o t�o pontuais quanto os nossos.
E ele partir� de Budapeste ...
em 21 de julho �s 21:00 h.
Oh, sim,
demorei um tempo organizando tudo isso
Estou muito orgulhoso de mim mesmo.
Bem, o que me diz?
Est� muito seguro, n�o �, Hermann?
Bem, est� enganado, amigo. isso n�o � para mim.
Nos vemos por a�.
Seu hotel.
N�o pode voltar at� que tenha pago US $ 200. Correto?
E aquele homenzinho estranho na rua reclama 40.000 de voc�. Correto?
Em suma, voc� � um homem
a quem n�o resta outra alternativa.
Correto?
COMIT� INTERNACIONAL DE AJUDA AOS REFUGIADOS
N�o pode haver tantos rec�m-chegados.
N�o insista. Eu n�o posso ajud�-lo.
- Por qu�? Voc� est� muito ocupado? - Exatamente.
Claro que voc� pode me dar alguma informa��o.
Lamento senhor, apenas parentes podem receber informa��es
- Talvez seja um parente. - Comprove isso. Bom Dia.
- Boa tarde. - Boa tarde.
- Voc� tem frango com p�prica hoje? - sim
�timo. E tamb�m um pouco de salada, por favor.
- Como? - Salada ...
H� quanto tempo est� aqui?
Un ano. Estou aprendendo ingl�s.
Formid�vel!
Ent�o est� em Viena h� um ano, n�o �?
Desculpe. Vou...
Voc� a assustou, senhor.
Aqui as perguntas fazem fugir a maioria das pessoas.
Exceto eu.
Meu nome � Elsa. E o seu?
Stevens.
Se importa que me sente?
Me parece que j� fez isso.
� muito am�vel.
O� que pidi� pollo a la paprika. �Puedo tomar un poco?
� o meu prato favorito.
Pode pegar o meu. A verdade � que n�o estou com fome.
Est� aqui a neg�cios, Stevens?
De que tipo?
Bem, digamos que de recursos humanos.
- Nada relacionado com Wall Street? - Sinto muito.
Eu gostaria de conhecer alguem relacionado a Wall Street.
Tenho certeza que voc� encontrar�.
Sabe, d� a sensa��o de que ambos estamos...
perdendo tempo. H� quanto tempo voc� est� aqui em Viena?
Quatro anos.
Antes trabalhava no Teatro de Budapeste.
�?
Que interessante!
Obrigado.
Vejo que voc� j� tem algo a fazer.
Antes de eu sair gostaria de pedir um favor.
Estou ocupada esta noite.
Que sorte! Voc� conhece ela?
L� eu n�o reconheceria o meu melhor amigo, se eu tivesse.
Certamente voc� tem um.
Voc� � ador�vel.
Obrigado. Por favor volte novamente.
Uau, voc� teve um dia agitado!
Voc� queria me ver, amigo?
Devo acompanh�-lo, senhor?
- Quer companhia? Precisa de um guia? - V� embora!
Eu conhe�o bem a cidade.
- Eu quero ajudar voc�. Sou seu amigo - Cai fora!
Muitos como voc� v�m aqui. Estou ciente do que est� acontecendo.
- O que est� acontecendo? - Eles n�o s�o gentis.
Eu tamb�m sou um refugiado.
A foto que carrega ... Eu posso v�-la?
Essa pessoa � h�ngara, como eu?
Voc� � h�ngaro?
Por parte de m�e.
Se eu n�o a reconhecer, eu irei embora.
Sem perguntas, sem nomes, apenas a foto.
Muito bem,
uma jovem acabou de chegar ao nosso setor.
N�o tenho certeza que � ela.
Qual o endere�o?
Isto... vou tentar lembrar para ajud�-lo.
Eu tamb�m te amo.
Quer caf�?
Sim, claro.
Como est� se sentindo?
P�ssimo.
Quer uma massagem nas costas?
N�o, n�o, tenho que me levantar.
N�o seja tolo. Precisa descansar.
Onde � esse lugar?
Isso � t�o importante?
Para mim, � como Wall Street.
Onde �?
N�o v�.
- Eu tenho que ir. - N�o deixarei.
Ou�a, querida...
Me conte mentiras.
Pare.
Voc� n�o deveria.
Onde �?
Que deseja?
Meu nome � Stevens. Eu gostaria de falar com voc�.
N�o, eu n�o recebo ningu�m.
Espere um momento, Julia.
No me llamo Julia. Me confunde con otra persona.
N�o fique nervosa.
N�o lhe farei nenhum mal. Eu s� quero conversar
Por que voc� n�o me convida para entrar?
Tudo bem. N�o tenha pressa. Eu tamb�m estou de mau humor.
Voc� tem caf� decente? Uma coisa que eu odeio...
� caf� ruim e acabei de tomar o pior de todos.
- Fora daqui! - Ei, calma. Se algu�m se sente...
- mal, sou eu. - V� embora!
Sente-se e relaxe.
O que estou tendo de problemas para fazer algumas malditas perguntas!
Tem que haver uma maneira mais f�cil.
- Quem � voc�? - Um espi�o internacional.
� o que eu estava pensando.
Mas age mais como um gangster americano.
Obrigado, Julia.
Meu nome n�o � Julia.
Eu sou Greta Heinrich. Deve estar enganado.
Ou�a, sou jornalista
e estou a caminho de Budapeste. Eu quero uma entrevista com seu pai.
Me disseram que poderia me ajudar.
- Quem lhe disse isso? - O que importa?
Est� decepcionada, n�o �? A verdade � sempre t�o simples!
- Simples? � rid�culo. - Talvez.
Mas eu vou tentar. Vai me ajudar?
- Est� louco! - Eu estou.
- Imposs�vel! - Por qu�?
� uma loucura.
N�o entendo nada que voc� me disse.
Tudo bem. Esque�a.
Vou enviar uma c�pia da entrevista para voc� quando eu voltar.
Alguma mensagem para ele?
Eu j� disse que sou Greta Heinrich.
Ent�o, nenhuma mensagem?
N�o!
Adeus, Julia.
Espere!
Quando vai?
Amanh�, no trem do meio-dia.
Eu mudei de ideia.
- Estou interessada em falar com voc�. - S�rio?
Voc� conhece o canal debaixo da ponte? Nos encontraremos l�.
E por que n�o aqui mesmo?
- � arriscado para voc�. - Agora se importa comigo?
Falaremos l�, ou nada. � tudo o que posso fazer.
- A que horas? - �s sete.
�s sete.
Prazer em conhec�-la, Julia.
Adeus.
� in�til esperar. Ela n�o vem.
Voc� entende? Ela n�o vir�.
- Por que? - Porque n�o quer v�-lo.
Eu vou esperar.
Deixe-me dar-lhe alguns conselhos, Sr. Stevens.
Sou um homem que se op�e � viol�ncia
mas ignorou uma s�ria advert�ncia esta manh�
e persiste em sua teimosia.
Saia agora ... ou n�o vai me deixar outra alternativa.
Mas ... voc� seria for�ado a me matar?
Com grande desgosto, Eu me oponho � viol�ncia.
Boa noite, Sr. Stevens.
- Quem � seu amigo? - Isso assustou voc�?
Isso depende. Eu n�o gostaria muito de reviver a tarde de ontem. Quem �?
Ningu�m, um refugiado como eu. O chamam de conde.
Conde?
Evidentemente. � seu marido?
N�o.
Ent�o, o que o deixa t�o nervoso?
Se precisa perguntar, n�o entenderia
Entendo. Algo a ver com o seu pai.
O que voc� sabe sobre ele?
Sei quem �
Por que est� t�o interessado no meu pai?
Seu pai interessa a todo o mundo.
Ele � um homem excepcional. Isso � o que eu quero dizer.
Vai a Budapeste apenas por ele?
N�o, n�o.
Bem, tamb�m devo fazer...
as t�picas notas de viagem, esse tipo de coisas.
Esta � a minha ideia,
fazer algo mais importante.
Claro que sei que � praticamente imposs�vel.
Eu nem conseguirei encontr�-lo sem a sua ajuda.
Bem, eu vou fazer algo ainda melhor.
Eu vou levar voc� at� ele.
- O que? - Eu irei com voce.
N�o, n�o ser� necess�rio. N�o arrisque sua pele por mim.
- Eu serei sua esposa. - Isso est� al�m do meu alcance.
- E sua secret�ria? - � in�til.
- Sua int�rprete? - N�o.
Teve um monte de problemas para me encontrar.
Por que, se voc� n�o precisa de mim?
Eu j� tinha esquecido.
Poderia ser �til para voc� de v�rias maneiras!
Voc� n�o quer nada de mim?
Em outra ocasi�o, possivelmente.
Em outra ocasi�o.
Se eu n�o for, voc� tamb�m n�o ir�.
Do que est� falando?
- Eu irei � pol�cia. - Com o qu�?
- Com uma mentira. Qualquer coisa. - Ora, vamos!
- J� fiz coisas piores. - Sim, eu acredito.
Claro, mas neste caso n�o pode ir...
� polic�a. Atrairia muita aten��o.
Mas n�o esta noite.
N�o tenho dinheiro para para pagar voc�...
Eu n�o atravessaria a fronteira com voc� nem por um milh�o de d�lares.
- Por qu�? - A filha de Jansci?
Eles pegariam n�s dois.
Eu tenho que ir. Preciso ir!
Voc� est� carimbada
Est� fora. Para que voltar l�?
Foi ele quem me for�ou a sair.
N�o me diga!
� verdade. Sabe que posso lhe contar coisas em que voc� nunca acreditaria?
Como o que?
Meu pai deveria se encontrar comigo na fronteira,
mas quando n�o o vi l�, entendi que ele havia me enganado para que eu fosse.
E aqui estou eu, a salvo e livre.
� a verdade, bem que eu me arrependo.
N�o entendo.
Claro que n�o pode entender isso.
As pessoas livres pensam que n�o h� nada mais precioso.
Voc�s americanos acreditam que inventaram a liberdade.
Nunca poderiam encarar o fato de ter que renunciar a ela...
para preservar tudo o resto.
Mas o resto � crucial.
Ou�a, eu n�o gosto de discutir por tudo.
Eu n�o quero me meter seus problemas pessoais.
Os meus j� me bastam.
Tudo o que eu quero de voc� � uma coisa:
Diga-me como posso encontrar o seu pai... e pagarei a voc�.
Por vend�-lo?
N�o seja t�o teatral. Sejamos sensatos.
Menos de um minuto atr�s disse que me levaria at� ele.
Estava mentindo, n�o estava?
Queria me usar para voltar.
Vamos...
Quanto voc� quer para me dizer onde ele est�?
J� me perguntaram isso antes, muitos homens como voc�,
em troca de dinheiro ou amor.
At� me bateram.
Mas nunca disse nada a ningu�m.
Por uma raz�o muito pessoal, Sr. Stevens: eu amo voc�.
Me perdoe, por favor.
Desculpe o atraso, Sr. Stevens.
Oh! Eu perdi meu equil�brio. O trem se move t�o r�pido!
Pensou que n�o viria?
Minha m�e se op�s a me deixar ir.
- Sua m�e? - Pensei que nunca poderia sair.
Sim, ela � teimosa, n�o?
Ela me trata como uma garotinha, sempre teme por mim.
E teve que tra�-la. Muito esperta. Como voc� fez isso?
Eu herdei isso dela.
Quem quer o fim, procura os meios.
Eu trouxe algumas frutas
Quer uma?
N�o, obrigado.
Sr. Stevens?
N�o pegue mais nada, sim? Ou vai parecer que vamos fazer um piquenique.
Eu gostaria de saber ... quais s�o seus planos, senhorita ...
Heinrich. Esqueceu?
Diga-me rapidamente suas inten��es,
senhorita Heinrich?
- Eu quero ser �til. - Ah sim?
Sabe, eu sou muito grata a voc� por esta viagem.
Sem voc�, eu nunca poderia ter tenha essa oportunidade.
Por favor, n�o posso levar todos os m�ritos..
Procuro viver experi�ncias novas e emocionantes.
Gosta de eufemismos, n�o �, srta Heinrich?
Se n�o tem outras tarefas para mim, Sr. Stevens,
pelo menos aproveitarei o tempo para melhorar meu ingl�s.
Esse conjunto que usa... � algo fora do comum.
J� que est� aqui, eu quero que saiba que estou feliz que fa�a essa viagem.
Isso pode ser muito �til tanto para voc� como para mim.
- Onde estamos? - Na fronteira.
Em Hegyeshalom.
Heinrich. Greta Heinrich.
"Estou muito agradecida"...
"por esta viagem, Sr. Stevens."
"Sem voc�, eu nunca poderia ter tido essa oportunidade ".
Stevens?
Em princ�pio, n�o deveria acompanhar o Sr. Stevens para Budapeste.
Ele me pediu para acompanh�-lo de repente.
N�o houve tempo para informar as autoridades..
Muito interessante.
S� fala e escreve em ingl�s. Por qu�?
� por h�bito.
O homem para quem trabalho � americano.
Sim, sim. Uma raz�o muito v�lida.
Teme falar alem�o?
N�o. Por que?
J� veremos.
Temos aqui um homem not�vel,
ex-professor de l�nguas e fon�tica
na universidade.
Basta ele escutar uma voz
para determinar n�o s� o pa�s,
mas at� a prov�ncia, o cant�o,
a cidade e a vila.
At� a rua onde tenha nascido.
Extraordin�rio!
Estou certo de que...
gosta de poesia tanto quanto eu.
Este � um dos meus poemas favoritos. Venha aqui.
Por favor, leia para mim.
Em alem�o, � claro.
O sotaque vienense tem muito charme!
Me encanta ouv�-lo.
Espero que perdoe minha aus�ncia, Sr. Stevens.
- Um cigarro? - N�o, obrigado.
Tenho tanta coisa para fazer! Papelada!
- Como em todos os pa�ses. - Bem, n�o exatamente.
Veja, n�o tenho inten��o de criticar, Eu tenho a mente aberta,
mas isso dura mais de uma hora. Quando vamos decolar?
- Perd�o? - Quando poderemos ir?
Em muito pouco tempo, eu asseguro.
Uma pergunta, Sr. Stevens: A senhorita Heinrich diz que est� com o senhor.
- Por que a trouxe? - Ele � minha int�rprete e secret�ria.
Sabia que uma secret�ria...
estaria a sua disposi��o em Budapeste.
Prefiro escolher eu mesmo.
Os americanos sempre rejeitam a hospitalidade de seus anfitri�es?
N�o, voc� n�o entende. Existem coisas pessoais como ...
a escova de dentes. Simplesmente n�o se pede emprestado.
Quando trabalho, minha secret�ria � como meu bra�o direito.
A srta Heinrich � indispens�vel para mim.
Pode-se ver que voc� � americano.
� um individualista, Sr. Stevens.
Pode me dar licen�a s� um momento?
A srta Heinrich est� aqui ao lado. Gostaria de fazer-lhe companhia?
Entre, Srta. Heinrich.
Com licen�a.
Sente-se, por favor. N�o vai demorar muito.
- Relaxe. - N�o posso!
Calma. Est� tudo bem.
H� 87 anos, nossos antepassados...
Meu amor, meu tesouro, meu tudo ...
Leia esta p�gina, por favor.
N�o, me recuso. Isso � uma besteira.
- Fora de quest�o. - Leia!
Para agradar o professor.
O interesse deveria lisonje�-la.
Por favor.
Excelente!
�...?
Aut�ntico. N�o pode ser mais aut�ntico.
Voc� mora em Munique h� algum tempo
ou estudou l�?
Eu estudei l�. Sim.
Para o meu diploma de ensino.
Naturalmente. Uma professora de escola...
prim�ria: precis�o e corre��o. Est� explicado.
Prazer em conhec�-la, Srta. Heinrich.
- Bonita cidade, n�o �? - Igual a Chicago.
Eu gostei de viajar com voc�.
Obrigado.
Desculpe.
Sem brincadeiras, Julia. Est� comigo, lembra?
- Sr. Stevens? - Sim.
Sou Olga Kovacs,
do Comit� Popular para a Paz e a Amizade.
Muito prazer.
Apresento-lhe Ferenc Sakenov,
do Minist�rio da Cultura.
Muito prazer.
Muito prazer.
E o assistente dele,
- Peter Molnar. - Muito prazer.
Nicolas Tereny, do Comit� de Prote��o.
Muito prazer.
Muito prazer.
Minha secret�ria, Senhorita Heinrich.
N�o a esper�vamos, mas aqui tem um bouquet de boas-vindas,
- como � devido. - Obrigado.
Seu companheiro de viagem se junta a n�s.
Sim, nos conhecemos.
- Pode me acompanhar? - Obrigado.
Deve deixar a chave aqui quando sair.
O que h� de errado, n�o confia em mim?
� para sua pr�pria seguran�a, Sr. Stevens.
Oh, sim. Claro, obrigado.
Espero que goste do seu quarto.
Nos Estados Unidos os hot�is s�o menos tradicionais...
menos bonitos, n�o � verdade?
Menos tradicionais, de fato.
- Srta. Heinrich, dormir� aqui. - Obrigado.
N�o demore.
- Me reunirei com voc� num momento. - �timo.
Isto � demais!
E agora, Sr. Stevens, venha ver.
Privado. Para seu conforto,...
um banheiro apenas para o senhor.
Eu n�o mere�o tanto.
Magn�fica, n�o �?
Uma pe�a de museu.
Champanhe da Hungria!
Maravilhoso! Obrigado.
Estamos encantados em receb�-lo em nosso pa�s, Sr. Stevens.
Tenha uma estadia agrad�vel...
e escreva entusi�sticos artigos sobre nosso povo.
Os turistas americanos s�o bem-vindos aqui.
Temos belas cidades, os melhores hot�is, centros tur�sticos...
e muitas distra��es nas esta��es de esqui.
Sem esquecer os famosos balne�rios.
Vamos lhe mostrar muitas coisas,...
nossas fazendas, nossas f�bricas, e muitas atividades culturais.
Vai se encontrar com os trabalhadores das cidades, das fazendas...
e ver� como eles s�o favorecidos.
Ao contr�rio de outros pa�ses, eles s�o felizes.
Os intelectuais h�ngaros de hoje n�o subestimam o trabalho manual.
Ao contr�rio dos intelectuais do passado,
nos dedicamos a um ideal superior: a constru��o do socialismo.
Somos volunt�rios,
os volunt�rios pela paz e amizade.
Todos, jovens e velhos, trabalhando juntos...
na constru��o de um novo mundo,
em que compartilharemos a mesma prosperidade e privil�gios.
Eu sou um trabalhador do Minist�rio da Cultura,
semelhante aos trabalhadores de fazendas e f�bricas.
Ou�a, desculpe interromper voc�,
mas acho que meu copo est� vazio.
Todo esse discurso interessante nos tornou descuidados.
Sim, estive escutando atentamente.
E devo dizer que minha curiosidade est� no seu auge. Quando come�amos?
Amanh�. Pode esperar?
Bem, senhora.
Naturalmente trabalhei sobre o tema antes de vir,
mas pode imaginar minha emo��o esta noite
na v�spera de mergulhar na verdade.
De fato, com sua permiss�o, eu gostaria de propor um brinde.
� verdade!
Senhores,
falaram sobre paz e amizade, eu direi o seguinte:
Se ficarmos de quatro e come�armos a falar de bobagens,
as reuni�es de chefes de governo.
Pense em uma ideia, me entendem? Tiramos o leite
caso o gato queira, isso n�o compromete nada.
As antenas est�o no ar, ok? Algum problema?
N�o, de modo algum, apenas lembrava ao Sr. Sakenov que tem um compromisso.
Desculpe abreviar sua apresenta��o, Sr. Stevens. Desculpe-me, por favor.
Certo. Eu entendo. Os neg�cios antes do prazer, certo?
Eu adorarei voltar a v�-lo amanh�.
- Eu tamb�m. - Quero dizer boa noite � srta Heinrich.
- Onde est�? - A senhorita?
A longa jornada deve t�-la deixado indisposta, sabe.
Direi boa noite a ela de sua parte.
Durma bem neste luxo.
Amanh� ficar� impressionado com outras maravilhas.
L� estarei. Nos vemos amanh�.
Obrigado. Boa noite a todos. Obrigado.
Sintam-se em casa.
Nossa,
j� � tarde.
O que � isto?
- Posso ver seu passaporte, por favor? - Para que?
� necess�rio.
�?
Muito bem.
- Aonde vai? - L� fora.
- Est� tudo em ordem? - Claro.
- Por que vai sair? - Para comer.
- Quem � voc�? - O assistente do Sr.Sakenov no minist�rio.
-Eu tenho um escrit�rio e um telefone. -Parab�ns.
J� esteve em muitos lugares. Gosta de viajar?
- E voc�? - Sou um trabalhador, n�o tenho tempo.
Um dia irei a Moscou. Uma grande cidade!
Ouvi falar. Ou�a, estou muito ocupado. Voc� se importaria...?
- Gosta de jazz? - Em outra ocasi�o.
Eu ouvi Louis Armstrong. N�o pode ser comparado a Joseph Kolovski.
Gostaria de ir comigo? Posso lev�-lo.
- N�o essa noite. Estou muito cansado. - M�sica muito boa
Muitas garotas, boa cerveja ...
Ou�a, encontre algu�m da sua idade para brincar, sim?
Outra noite faremos a bomba.
Fazer a bomba?
� apenas uma express�o.
Significa se divertir, entende?
- Vejo voc� mais tarde, ok? - Tudo bem.
Seu nome?
Robert Stevens.
O verdadeiro, por favor. Seu nome?
Vamos, Sr. Reynolds, sabemos tudo sobre voc�
Ent�o ... tudo isso N�o � um engano.
N�o � um engano, Sr. Reynolds.
Est� em toda parte, certo?
Oh, sim, lembro que me disse que me mataria.
Por isso estou aqui?
Cinco de n�s s�o a favor.
Apenas um permanece indeciso.
Onde est� Julia?
Eu o aviso, Sr. Reynolds.
Tenha cuidado quando falar dela.
Qualquer coisa que diga reduzir� suas oportunidades.
Ent�o voc� � Jansci!
Cinco homens nesta sala...
arriscaram suas vidas para coloc�-la a salvo.
E voc� a trouxe de volta!
Voc� sabe o que esperar. Responda �s nossas perguntas.
Voc� finje que � jornalista.
Toda essa montagem deve ser o trabalho de algu�m poderoso.
Quem voc� �? Quem o enviou?
Por que n�o responde?
Quem o enviou?
Voc� chegou em seguran�a.
Infelizmente para voc�, Sr. Reynolds, ela chegou.
Bem, podemos mant�-lo aqui
o tempo que for necess�rio. Quem o enviou?
Hermann Scheffler, isto �, Banco Sui�o.
Conhecemos Scheffler. E o que mais?
O que voc� sabe sobre ele?
Ele � uma pessoa intrigante, um inc�modo.
Isso � tudo.
Por qu� voc� est� aqui?
Para convenc�-lo a ir embora.
- Por que meios iria me convencer? - Isso ele deixou por minha conta.
Vivo ou morto? Voc� tamb�m tem essa escolha?
Morto n�o valeria nada para ele.
E como voc� sabe?
Ele quer os nomes dos membros e os planos da sua organiza��o.
- Para qual finalidade? - Ele n�o disse.
Inacredit�vel! Eu ia te dar essa informa��o
mas pouco importavam os motivos.
Esses nomes pertencem seres humanos..
e n�o lhe importavam em absoluto!
N�o, n�o me importavam!
Quanto lhe pagaram?
60.000.
De uma vez s�?
Metade agora e o resto quando eu o tiver tirado.
S�bia precau��o.
Scheffler deu-lhe instru��es para convencer Julia a vir com voc�?
- N�o, ele n�o fez isso. - Foi ideia sua?
Eu n�o queria.
Mas ela o convenceu, fisicamente o dominou.
Espere a�, j� que ela queria vir, eu aceitei.
Decidiu utiliz�-la para
asegurar-se de embolsar os outros 30.000.
Est� bem! Sim!
Quanto tempo tem que durar sua visita oficialmente?
Mais dois dias, at� o dia 21.
- Muito bem. Ele ir� com voc� - N�o!
Espere um momento!
De qualquer forma, deve continuar...
posando como a secret�ria dele.
Voc� tem que voltar para o hotel, n�o pode desaparecer.
- V�o procur�-la. - Tem raz�o.
Com licen�a, tenho uma reuni�o no minist�rio.
Amanh� voc� e eu vamos inspecionar juntos uma f�brica.
Ir�nico, n�o?
� in�til, pai, n�o voltarei.
Eu fico aqui.
Voc� fala como uma tola e sabe disso muito bem.
Quero ficar com voc�.
Voc� sabe que � imposs�vel.
Tudo bem, voltarei para o hotel ...
e serei a srta Heinrich por mais dois dias, mas apenas dois dias.
E depois voltarei aqui, pai, para ficar.
- Voc� v� o sofrimento que causou? - Por qu�?
Por que n�o v�o voc�s dois?!
Seria muito conveniente, certo? J� organizou tudo.
Que plano! Me salva dos meus inimigos para me entregar ao Sr. Scheffler.
Voc� esquece apenas uma coisa: eu n�o quero sair do meu pa�s.
Senhor, n�o tem escolha, seu tempo acabou.
Nesse caso, Sr. Reynolds, vou morrer aqui
Por que voc� tem que morrer? Para que? Eu n�o acredito nessas coisas.
Ou�a, eu vim aqui para salvar sua pele.
E farei isso mesmo se voc� n�o quiser.
O que fa�o da minha vida � assunto meu. De ninguem mais.
Oh, voc� n�o entende. Dentro de alguns dias estar� morto.
Conhecemos nossa situa��o melhor que voc�
N�o, est� enganado. Scheffler tem ouvidos em todos os lugares.
Se ele diz que voc� tem 2 dias restantes, voc� n�o ter� mais um.
Voc� pode sentar e esperar ou pode fazer alguma coisa.
Mas se for razo�vel, voc� ainda tem uma sa�da.
Voc� n�o vai ganhar nada. Esque�a sobre n�s.
Tudo bem, eu fui pago.
Eu sei que gostaria que tivesse motivos mais nobres,
que acreditasse em sua causa.
- Eu nem sei qual � a sua causa. - Isso n�o nos surpreende.
E quem a conhece fora desta sala?
Por mais que grite, ningu�m o ouve.
Os outros s�o como eu, eu juro, n�o lhes interessa.
Ideais n�o est�o mais na moda.
Todos nos movemos por compromissos. Por que voc� n�o pode?
Aceitar um compromisso � duvidar das pr�prias convic��es.
E elas devem ser imut�veis.
Convic��es s�o boas enquanto estiver vivo.
Sr. Reynolds, se eu puder viver um dia...
para salvar uma �nica pessoa, me basta.
Mas poderia fazer muito mais fora daqui.
A menos que queira morrer como um m�rtir e um louco...
Eu n�o faria isso se fosse voc�, meu amigo.
Voc� pode precisar de mim.
Voc� est� pronta, Julia?
Muito bem, Julia. Eu n�o sou o que pare�o e Papai Noel n�o existe.
O que voc� quer?
A vida � a realidade aberta. Voc� deveria saber disso.
N�o estou pensando no que parece ser, mas em quem voc� realmente �.
Algu�m que trai seus amigos?
Ele concorda com voc�, h� unanimidade.
Vamos esquecer de mim e falemos sobre voc�.
Os outros n�o lhe inspiram nenhum sentimento, n�o �?
N�o, eu nunca me apego.
Sua vida deve ser muito vazia.
N�o para mim. Na minha profiss�o tenho que trabalhar sozinho ...
e eu n�o ligo, eu gosto.
- E o que faz quando n�o est� trabalhando? - Aposto em corridas de cavalos.
E isso compensa todo o resto?
Ou�a, deixe para outra ocasi�o para adivinhar meu jeito de ser, certo?
E voc�? O que vai acontecer com voc�?
H� uma coisa que lhe escapa, Sr. Reynolds.
Me chame de Mike.
- N�o temos os mesmos objetivos. - N�o?
N�o quero deixar meu pai.
O que ele faz pelo que acredita,
eu farei tamb�m, porque acredito nele.
Voc� � t�o teimosa quanto ele.
Asssegure-se de que est� a salvo. Boa noite, senhor.
Ol�, velho, o que conta?!
E voc�? Onde estava?
Este � um assunto muito s�rio. Deveria prend�-lo por escapar da minha prote��o.
Aonde foi? Exijo que me diga!
N�o, n�o seja um desmancha prazeres. E venham todos ao meu quarto!
Vamos fazer uma festa!
- Eu exijo! - N�o leve a mal, meu velho.
N�o me leve a mal.
Te amo, meu bem. D�-me um beijo. O que me diz?
Depressa, depressa.
Fichas para compras.
Caramelos, amendoins, pipoca.
Tenho aqui um pacote de deliciosos doces
coberto de chocolate por apenas um quarto de d�lar.
E cada pacote cont�m um presente...
que eu garanto vai cativar todos voc�s senhores.
Al�, m�e, � voc�!
B�bado!
Se presentando Stevens e Heinrich, senhor.
Dez bombardeiros e um Spitfire �s 13 horas..
Nada mal com esse nevoeiro, n�o �?!
Ultra secreto! Esqueci.
N�o vai acontecer novamente, senhor.
Boa noite, senhorita Heinrich, querida.
S�o todas iguais, amigo!
Voc� paga um jantar para elas e depois ...nada!
Est� presa, Srta. Heinrich, benzinho.
Amo voc�!
Quarto 21, por favor.
Boa noite
Ah, � voc�!
- Voc� est� bem? - Sim.
Acordei voc�?
Por que est� me ligando? Voc� n�o deveria usar o telefone.
N�o importa se est�o ouvindo, isso � exclusivamente profissional
Minha melhores ideias me ocorrem tarde da noite
� como um sonho.
E tenho que dit�-las de imediato.
Caso contr�rio, desaparecem.
Voc� sabe o que � isso.
Espere. Acho que tenho companhia. J� volto a ligar.
- Quem �? - Sakenov. Por favor abra.
- Chamarei um m�dico. - N�o h� tempo.
O quarto dele ... sil�ncio.
L� ... Vamos conversar l�.
V� encontrar... Jansci.
Traga Julia.
Laszlo... est� detido.
Vamos conversar...
r�pido.
N�o h� tempo.
Vamos!
Quarto 21, por favor.
Srta. Heinrich,
o que eu estava dizendo sobre minhas fantasias a altas horas da noite.
Acaba de ocorrer algo fora do normal.
N�o, espere. Espere, ou�a.
Ou�a, escreva isto.
Havia um homem, entende?
que estava ferido.
Ent�o eu sa� e o vi correr para a sua porta.
Anotou?
Ainda n�o sei como termina.
- O que houve? - Sakenov est� morto. Vista-se.
Est� pronta?
L� fora, vamos nos separar. Eu saberei como chegar l�.
Eu sei me cuidar.
Cale-se. Vamos!
Tudo bem.
Tudo bem.
Obrigado, padre.
Gra�as a Deus voc� est� aqui!
Eu tenho uma mensagem
Laszlo est� sob cust�dia? N�s sabemos.
Devemos nos mover com rapidez. Vamos nos separar. Depressa!
- Voc� e eu vamos sair por �ltimo. - Sr. Reynolds!
- Eu encontro voc�. - Bom.
Aonde vamos?
Para uma fazenda no interior.
A que dist�ncia?
Nas estradas secund�rias, cerca de 100 km.
Por qu�? Tem alguma id�ia melhor, Sr. Reynolds?
Ter� que esperar, � muito cedo.
Espere!
N�o venha conosco.
- Por que n�o? - Est�o nos procurando.
Se voc� for sozinho, poder� escapar.
O que pretende? Por que est� me dizendo tudo isso?
Eu lhe ofere�o uma rota de fuga.
Se voc� for capturado conosco, vai morrer conosco.
Uma quest�o rid�cula, n�o concorda?
Talvez n�o.
Como assim?
N�o sei. Ou�a, se acabou, vamos, ok?
- Tenha cuidado. - Voc� tamb�m.
Sandor!
Este, senhores, � o momento de regozijar-nos em triunfo.
Que prazer ver homens inteligentes e resignados...
que n�o alegam inutilmente sua inoc�ncia!
Com os satisfeitos, os chor�es, se perde tempo.
� para imbecis.
Senhores, fui encarregado de ganhar sua confian�a.
Para ser mais preciso,
uma confiss�o completa do Sr. Stevens
para us�-la en um tribunal popular.
E de voc�, Jansci,
os nomes dos membros da sua organiza��o.
Conhecem nossos m�todos habituais...
espancamentois, luzes ofuscantes...
longos interrogat�rios animados com mais espancamentos,...
dentes e unhas rasgados ... Todas as t�cnicas cru�is.
At� agora apenas eu falei, cavalheiros. Me perdoem
Se estiverem prontos, etou pronto para ouvi-los.
Sabem quem eu sou?
Sim, � o coronel Hidas, n�o �?
Lembra de mim?
Vagamente.
Entendo. Naquela �poca eu tinha menos pr�tica.
Voce se tornou minha ambi��o pessoal,
minha obsess�o, se preferir.
Vi meus colegas fracassarem, ent�o eu prometi a mim mesmo
que seria bem sucedido onde eles haviam falhado.
Meu assistente, senhores.
Caf� de verdade, senhores.
Claro, cont�m uma subst�ncia...
qu�mica. No princ�pio v�o se sentir estimulados.
Mas ent�o o estado hipn�tico vir�, tonturas e confus�o mental.
Bebam
O comandante Horvath. Est� sozinho?
Sim, mas est� ocupado.
J� sabe o que dizer.
Est� tudo indo bem?
Tudo est� bem. Pode ir.
Pris�o de Virga, coronel Hidas.
- E o seu encontro, senhor? - Agora n�o.
- Oh, comandante, eu gostaria... - Mais tarde.
O senhor primeiro, comandante.
Confio que o comandante espera encontrar-lhes nessas condi��es, para seu bem, camarada.
Por que querem lev�-los embora?
O comandante parece furioso...
porque enviaram estes importantes prisioneiros para voc� em em vez dele. Um erro...
Nunca cometo erros.
Tem muita sorte! Leve-os embora!
Espere!
Sou eu quem manda aqui.
Diga ao comandante que ocoreu um atraso. Eu preciso de uma hora
Muito bem.
N�o tenho nenhum problema pessoal
se voc� chamar o comandante para pedir permiss�o.
Talvez o comandante n�o concorde.
Mas voc� � inteligente e saber� como justificar ao comandante este atraso infeliz.
Ser� recompensado.
Lhe asseguro.
Um suborno? Lamento, coronel.
Leve-os.
Depressa!
Espere! Onde est� J�lia?
- N�o est� aqui. - sim
- Onde est�? - Por aqui.
- O que � isto? - Continue andando!
Voc� tem f�sforo?
Obrigado.
Levante-se!
Tragam o prisioneiro 245.
Onde est� a ordem do Coronel Hidas?
N�o h� tempo.
Ordens do comandante, imbecil!
S� temos 30 minutos. Vamos.
Deixe-os passar. V�o!
Deixe-os chegar � cerca!
Pro ch�o!
Continue!
Aguente!
Detenham-os!
Fico feliz em v�-lo, meu amigo.
Boa noite, senhoras e senhores. Bem-vindos a bordo da BEA.
V�o especial 104 a Viena.
Nossas aeromo�as s�o as jovens srtas Lessing e Power e seu piloto...
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