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Segue.
Para a direita. Para a�.
Para a direita.
Direita.
Para a�.
Entra.
Cheira mal aqui dentro...
Entra, meu jovem.
O meu nome � Simeon. �s o Alex, certo?
Queres um ch� ou alguma coisa para beber?
A cama de baixo � minha, sim? Por causa da proximidade da sanita.
Fiz uma greve de fome e a minha barriga ficou p�ssima.
Desculpa pelo cheiro, mas depois logo passa.
Eu dou-te um bocado de espa�o.
Se quiseres alguma coisa, est� � vontade.
Queres ir parar ao inferno? � isso que queres?
Porque � o que vai acontecer se continuares a variar.
Sei que andaste � luta.
Sobe as escadas e vai lavar essas m�os sujas antes do jantar.
E vais logo dormir. N�o te quero ouvir hoje, percebes?
Sim, tia.
Alec Alphonso Wheatle,
nascido a 3 de janeiro de 1963.
Alphonso, uma crian�a ileg�tima,
foi recolhido pelo Estado sob a sec��o 1 da Lei da Crian�a de 1948
a 17 de abril de 1964, uma vez que a m�e de acolhimento
onde tinha sido deixado pelo suposto pai n�o p�de tomar conta dele.
A m�e, Mrs. G., uma mulher casada, abandonou-o quando nasceu.
Foi colocado numa creche da C�mara, inicialmente,
e transferido em fevereiro de 1966
para a casa de acolhimento infantil onde vive agora.
Na altura da entrada sofria de eczema agudo,
mas melhorou e est� a progredir bem.
A m�e do Alphonso n�o teve contacto com ele desde o nascimento.
C�us...
O Wheatle fez chichi na cama outra vez. Tia!
- Cala-te! - Seu sacaninha imundo!
Como se n�o fizesse o suficiente por ti.
Estou completamente farta do teu comportamento nojento.
O que � que fiz para te merecer? �s um menino horr�vel e nojento.
C�us.
Quantas vezes, p�?
Podias usar a sanita do recinto em vez de empestares isto!
N�o estou orgulhoso disto, jovem.
J� pedi desculpa uma vez, volto a pedir.
Rasta nojento.
- Tens sorte de n�o dar cabo de ti. - Dar cabo de mim?
� bom que d�s mesmo cabo de mim.
Se me deixares de p�, a tua vida acabou.
Que piada. Como se me conseguisses matar.
Ouve...
Tem calma, jovem.
Tem calma.
O que � que eu disse?
Ouve. Tem calma.
Pronto, pronto.
Pronto, jovem. Pronto, jovem.
Pronto. Ouve, meu. Quero ouvir.
- Qual � a tua hist�ria? - A minha hist�ria?
- Qual �? - N�o tenho hist�ria nenhuma!
Est� bem, pronto.
Pronto, pronto. Ouve.
Tenho a noite toda. E os ouvidos bem abertos.
Come�a pelo princ�pio.
- Como � que se chama? - � m�sica reggae.
- A can��o? - N�o, a can��o n�o.
- Porqu�, gostas? - Adoro.
Desliga esse barulho de pretos. N�o estamos em �frica.
- O que � que vais fazer? - Deixa-o da m�o.
- Ouve a letra, acalma-te. - N�o tenho medo daquele idiota.
Fecha a boca antes que ta encha.
- Luta! Luta! - Wheats, para.
- Luta! Luta! - Wheats, d�-lhe!
D�-lhe! Est� no ch�o!
- Os professores! - Larga-o!
- Larga-o! - Larga-me!
- Por amor de Deus! - Eu dou cabo de ti!
Vai � merda e leva essa m�sica nojenta contigo.
Tira-o daqui!
- N�o piores as coisas para ti. - Cala-te!
Anda c�. Anda c�.
Fica a�, macaco.
O nosso n�ufrago desta semana � um escritor de contos,
livros infantis e argumentos, Roald Dahl.
Conseguiria adaptar-se ao isolamento, numa ilha?
Muito facilmente, sim.
Procuro-o cada vez mais, na minha vida.
Odeio diz�-lo, mas adoraria.
Qual � a import�ncia da m�sica para si?
� muito importante, mas n�o num sentido profissional.
Antigamente, antes de casar, nunca come�ava a escrever de manh�
antes de p�r �ptima m�sica,
como um quarteto de Beethoven.
Ficava sentado a ouvir,
na esperan�a que a sua excel�ncia me tocasse e que escrevesse...
Na verdade, ajuda bastante porque � imposs�vel...
Fecha o port�o.
Essas s�o as tuas chaves. N�o as percas.
Estas s�o as regras, memoriza-as. Alguma pergunta? �timo.
Raios me partam.
Nunca vi ningu�m com um ar t�o pateta.
A s�rio. N�o estou a brincar.
�s doido ou uma besta?
Dennis, comporta-te!
Ele est� s� a brincar contigo. N�o lhe d�s ouvidos.
Sou a Dawn. O meu quarto � ali.
�s o Alex, certo?
Est�s mesmo a usar PVC?
Raios, est� mesmo. Est� a usar PVC.
- De onde � que ca�ste? - De Shirley Oaks, em Surrey.
Surrey? E vestiram-te com roupa feita por animais de quinta?
Tens cacau?
Tens cacau?
Tenho massa instant�nea que me deram.
C�us. Deus do c�u!
Quem � este rapaz?
Dinheiro, meu. Dinheiro.
Cacau � dinheiro. Tens dinheiro?
- Porqu�? - Deixa-o em paz com isso.
S� quero levar o pobre palerma �s compras.
Sen�o algu�m ainda lhe d� uma sova.
N�o te preocupes com o cacau, Sr. PVC.
Vem ter comigo l� fora daqui a dois minutos.
E deixa o casaco.
Compreendes? Est�s a ver?
Est� a ouvir, mas n�o est� a escutar.
Ouve bem, Sr. PVC.
Digam o que disser, nunca entres na Dunn & Co.
� onde os brancos nojentos compram roupa.
N�o estou a brincar. Compreendes? Isto � importante.
Est�s a ver?
� Farah. Como o que tenho vestido.
Tudo da Farah est� na moda.
Ainda n�o est�s pronto.
Temos uma prioridade mais importante do que cal�as.
Anda, vamos andar.
Vai chegar em breve, irm�o.
Quero que lhe d�s uma afro.
- Ele n�o sabe falar? - Claro que sabe. D�-lhe uma afro.
Ele tem de dizer se quer.
Est� bem. Alex, diz-lhe que queres uma afro.
Quero uma. Uma afro, sim. Sem d�vida. Quero uma.
Como queiras.
N�o comeces comigo. Tantos jovens presos.
Alguma coisa vai rebentar. Soubeste o que aconteceu ao Coffin Head?
Uma besta prendeu-o � porta do Kentucky,
enfiaram-no numa cela, partiram-lhe o nariz e as costelas.
E porqu�? O povo quer justi�a.
Foi o que o Pantera Negra de Brixton disse. Vai explodir.
Sabes o que explodiu?
O amplificador do Filthy Rocker na festa.
As pessoas ficaram danadas.
As mi�das a reclamarem com eles na rua,
e eles n�o arranjavam um t�xi para lev�-los � festa seguinte.
Segues algum desses grupos?
Mas adoro m�sica reggae.
Todos os africanos adoram reggae. Est�-nos no sangue.
- N�o sou africano. - O qu�?
- N�o sou africano... - Mano, �s africano.
N�o sou. Posso ser negro, mas sou de Surrey.
- C�us. - Que conversa � essa?
A Babil�nia deu-te a volta. Puseram-te detergente no c�rebro.
Quem � a Babil�nia?
Onde foste buscar este jovem? Do que � que est� a falar?
Quem � a Babil�nia? A Babil�nia n�o � uma pessoa.
� o sistema pol�tico que oprime todas as pessoas negras.
Onde fica no mapa?
Ele acabou de chegar a Brixton. Ou ao planeta Terra, n�o sei.
Tens de encontrar as tuas ra�zes.
Alexandre, o Grande Brincalh�o.
Rapaz, tens de descobrir quem raios �s.
Sim? Tudo bem?
Selassi-i. Boa.
- O que foi? - � uma besta. Prepara-te para fugir.
O qu�? Porqu�?
O que est�s a fazer?
�s mesmo doido. N�o podes fazer isso.
- O qu�? - Brincar com as bestas, aqui.
- D�o cabo de ti. - N�o d�o nada.
- O qu�? - Est�o c� para ajudar.
O qu�? D�o, sim. D�o cabo de ti, Wheats.
D�o-te com o cassetete. N�o estou mesmo a brincar.
Estava prestes a bazar pela minha vida.
Prestes a fugir, meu.
N�o consigo correr com estes sapatos.
Tenho bolhas horr�veis.
O Floyd tinha raz�o. �s um brincalh�o.
Anda, vamos l�.
- Gostas destes sapatos? - Sim.
- Experimenta-os. - V�o ficar-te bem.
� isso. Como te sentes?
- Bem. - Confort�vel?
- Sim, mas... - Pronto, pronto.
- Certo, foge. - O que � que disseste?
- Vamos, Wheatie! - Mas n�o atei os atacadores!
Venham c�!
Junta as m�os.
Junta as m�os.
Deixa a boca seca, mas d� uma boa moca.
J� fumei antes.
D�-me tr�s libras e o resto � teu.
Boa.
Anda, vamos dar uma volta.
Tudo bem?
- Posso pagar amanh� quando receber? - N�o, jovem.
Quantas vezes tenho de dizer? Volta amanh�.
Na altura j� n�o vai c� estar. V� l�, Lincoln.
Gasto o dinheiro todo aqui, todas as semanas. Por favor.
Dennis.
Ol�, Dennis.
Ent�o, meu? N�o uses o meu nome.
- Quem � que est� a vender a erva? - Porque � que anunciaste?
Qual � o teu problema?
Anda. Anda, vamos, meu.
- Cuidado com o carro, Dennis. - Cala-te, meu.
- Ent�o, meu? - Est�s bom?
- Estou fixe. - Sim, meu.
D�s-me um saco, por favor?
- De onde veio este puto? - Ele � fixe.
- � seguro. - Toma, cacau.
Ouve, ouve.
Sabes quantos v�o presos aqui por quase nada?
Sai daqui.
- Disse para sa�res. - Badger.
J� me conheces h� muito.
Vende-lhe um saco e fica contente pelo neg�cio.
Ele � seguro, meu.
S� porque �s meu irm�o.
Respeito.
Anda.
Aqui tens o dinheiro.
Respeito.
Pronto, agora v�o dar uma curva.
Tens de ser mais Brixton, Wheats.
Est�s c� h� seis meses e n�o aprendeste nada?
Tipo n�o dizer o meu nome para todos os pol�cias � paisana ouvirem?
- O que � que te chamo, ent�o? - Talvez meu, irm�o ou amigo.
N�o sei, porra.
E muda essa forma de andar labrega, tamb�m.
- Pareces o Espantalho, da TV. - Cala-te.
Tens de andar como um negro. Qualquer mano te topa � dist�ncia.
Depois temos de falar do dinheiro, mas posso ensinar-te umas coisas.
Acabei de gastar o cacau todo.
Se te vou ensinar, tenho de ser compensado pelo meu tempo.
Tu compreendes.
- Tenho 30 "pence". - S� 30 "pence"?
Serve para algumas dicas.
Agora, anda.
Levanta a cabe�a. Mais devagar, Wheats.
Pareces um stormtrooper a marchar atr�s de um Jedi.
Tens de ser o Jedi atr�s do stormtrooper.
- De que diabos est�s a falar? - Pareces um branco a falar, meu.
- "De que diabos est�s a falar?" - Vai-te lixar, Dennis.
Nunca tive ningu�m que me ensinasse alguma coisa.
M�e, pai, irm�o ou irm�, ningu�m, a vida toda.
Nunca tive ningu�m.
Estava s� a brincar contigo, irm�o.
A verdade � que n�o posso imaginar a tua dor.
�s um tipo como deve de ser. N�o estou a exagerar.
Mas sempre te protegi, n�o foi, Wheats?
Ouve.
O Natal est� a chegar e a minha m�e faz uma mesa e peras.
Queres vir comer como na Jamaica, no dia?
- N�o gosto do Natal. - O qu�?
Frango cozido, arroz com ervilhas, batatas assadas,
- recheio, milho... - Est� bem, est� bem.
- Desde que pares de falar nisso. - Vens? Sim?
Estou a avisar-te. A minha fam�lia � um pouco...
doida.
Mas vai fazer-te bem.
Agora, acho que te devo 10 "pence" desta li��o.
Est�s a aprender depressa, Wheats.
Mas eu fico com o dinheiro, assim para a pr�xima s�o s� 20 "pence".
� tipo um dep�sito, sabes?
Cabe�a para cima. Peito para fora.
Jah nunca daria poder.
A um cabe�a rapada.
Corre, vem crucificar.
Os vil�es.
Despacha-te.
- Feliz Natal, mam�. - S� chegaste agora?
Onde estiveste? A comida j� est� pronta h� imenso tempo.
Ol�, Sylvia. Este � o meu amigo Alex.
Arranja-lhe uma bebida primeiro, sim?
Eu � que tenho de arranjar? Deus do c�u.
Anda, senta-te. Pessoal, este � o Alex.
Podes segurar na beb�?
- Os teus pais s�o jamaicanos? - Acho que n�o.
Como assim, achas que n�o? De onde s�o, ent�o?
Preciso de ajuda com o carro.
- D� c� a beb�. - Os trav�es est�o com problemas.
Preciso que me venhas ajudar.
- Ainda est� frio? - Muito frio.
- Diz-me como vai a garagem. - Bem, � de uma boa fam�lia.
Arranjei um Cortina na semana passada.
- Isso � bom. - Preciso que v�s l� ajudar.
Como vai o teu futebol?
- Ouvi dizer, voc�s perderam 4-0. - Estava na baliza.
Toma. Receita secreta de fam�lia.
Ol�, tios. Tudo bem, tio?
Tudo bem? Sim.
- Estou ansioso pelas batatas. - Quem quer comer, que venha agora.
- Meninos, venham buscar comida. - Estou a ir, tia.
Estou a ir, m�e.
A minha m�e s� me deu um bocado de frango.
A comida tem bom aspeto.
- Quantos bocados de frango tens? - Um belo bocado. Dois.
Tens um? Dois bocados? O qu�?
Aqui tens.
Sai do meu lugar. Sai do meu lugar, rapaz.
Sai.
Queres mais molho?
- � picante? - N�o gostas de picante? N�o faz mal.
Eu trago-te uma bebida.
N�o, obrigado. Tem um aspeto delicioso.
O que te deu? Come com calma. A comida n�o foge.
- A tua m�e n�o te fazia comida? - �s vezes.
�s vezes?
�s vezes n�o sei porque � que me dou ao trabalho.
Estou a fazer uma greve de fome. J� fez dez dias.
Se podem servir comida halal e kosher,
tamb�m podem servir ital.
Acredito que lutar por isso vale todo o sofrimento.
Mas, rapaz, d� cabo da minha barriga.
E por isso, lamento imenso, meu jovem...
Porque � que est�s aqui?
Fui preso no port�o da abadia de Westminster
com uma grande picareta.
Disse ao juiz que ia destruir o t�mulo de Eduardo, o Confessor,
em retalia��o pela profana��o de todos os reis eg�pcios
pelo homem europeu. Ia partir tudo!
Deu-me seis meses.
Ent�o levas mesmo isto a s�rio.
Rastafari n�o � uma religi�o.
� a minha vida.
- O que est�s a escrever? - Porque � que perguntas?
Por nada.
Escrevo s� algumas coisas. N�o tenho talento.
Fui aben�oado foi com o amor pela leitura.
A leitura moldou a minha vida.
- � a tua fam�lia? - Sim.
A mulher de vestido branco � a minha m�e.
A irm� do pastor.
Mant�ns o contacto?
H� muito que n�o.
J� chega sobre mim.
Nunca sofri como tu.
J� sabes como vim parar � pris�o. V� l�, jovem.
O que te aconteceu?
- Fui pelo caminho errado. - N�o, meu. Ouve bem.
Nenhum homem, mulher ou crian�a
aprende alguma coisa na vida sem cometer erros.
Para mim, foi sempre sobre a m�sica.
Era isso.
O que a m�sica tem de bom.
� que quando te toca N�o sentes dor.
O que a m�sica tem de bom.
� que quando te toca N�o sentes dor.
D�-me com a m�sica.
D�-me com a m�sica, agora.
Porque isto � o rock de Trenchtown N�o vejas isso.
Rock de Trenchtown Grande peixe ou espadilha.
Rock de Trenchtown Colhes o que semeias.
Rock de Trenchtown Apenas Jah sabe.
Jah sabe o que o gongo fala!
Sim, meu jovem. Anda c�!
- Sim, meu jovem? - Tenho cacau para este, este n�o.
- Podes guardar durante uns dias? - Est� bem, tens at� sexta-feira.
- Respeito, Lincoln. - Respeito.
Est�s muito gordo. N�o v�s que precisas da igreja?
- E tu �s um rato lingrinhas. - C�o gordo e malcheiroso.
N�o v�s as cal�as a rasgar?
- A tua cabe�a parece uma fruta-p�o. - Parece fruta-p�o?
Sabes que mais? Pareces uma ratazana de esgoto.
- Sabias? - Meu.
�s o homem mais gordo de Brixton, sabias?
- Mas levo-te a mi�da � mesma. - N�o consegues levar a minha mi�da.
- N�o consigo? - S� a consegues levar ao McDonald's.
- E o que � que... - Pareces uma salsicha.
Est�s a ver o teu nariz? Parece o t�nel de Blackwall.
- �s uma bola. - E esmago-te, irm�o.
- Destruo-te. - �s um panda jamaicano.
- Um panda jamaicano? - Cala-te antes que te tire os l�bios
- e fa�a duas salsichas. - O qu�?
- Eu? Deves estar doido. - Sim, gordo.
N�o estou doido, �s s� gordo.
Nem acredito. Valentine Golding.
Vim � tua procura.
Seja bem-vindo.
Fizeste isto tudo?
V� s� a minha nova mala.
Uma Philips 423.
- Como � que arranjaste este disco? - Gastei o subs�dio todo.
E �s vezes fico de vigia para ganhar algum cacau.
Ainda corro depressa. E as bestas nunca me chateiam.
V� s� isto.
Cacau � dinheiro.
- � isso que � preciso saber. - Sim, meu.
- Eu sabia, n�o mudaste nada. - Mudei.
Um bocadinho.
- �s doido, sabias? - Cala-te.
- Aquela � minha, irm�o. - Onde est� a minha?
Estou farto de dizer, n�o est�s pronto.
Hoje vai ser a melhor noite de sempre, juro por Deus.
Mete-te na tua vida.
� o Festus, o operador do Coxone.
- Olha para aquela coluna. - Est�s a dizer-me a mim, irm�o?
Cuidado, meu.
Olha para esta coluna, v�o estar imensas mi�das aqui.
Todo o tipo de mi�das. Do norte de Londres, do sul,
de Londres ocidental, do sudeste.
Fui. Ent�o, querida...
- Espera. 1,50 libras para entrar. - Como assim?
T�m de pagar 1,50 libras. Afastem-se da porta.
Que se lixe isto.
As melhores mi�das est�o com os tipos do som.
� simples conquist�-las.
Sim.
Temos de fazer um som nosso.
� isso.
Exatamente, mas tem de ser como deve de ser.
� crucial.
Claro, mano.
J� sei.
Podemos chamar ao nosso som Crucial Rocker Sound System.
Crucial Rocker...
- Crucial Rocker, boa, sim. - Boa.
- Mas n�o temos equipamento. - N�o te preocupes.
Eu sei onde arranjar.
Obrigado, Dawn.
Sintonizem no grande som do Crucial Rocker.
- Acendam o isqueiro. - F�cil.
Queremos pelo menos 200 watts por canal no amplificador.
Assim estamos � altura do Tupper King e desses rastas todos.
Roub�mos contraplacado suficiente para tr�s colunas.
- Mas n�o t�m nada para p�r a� dentro. - E ent�o? Tamb�m come��mos com nada.
Este som vai ser brutal e uma loucura. Acredita.
Brutal e uma loucura � o som clandestino.
Vejam-me ali em Brixton.
A dar �s bestas uma sova crucial.
- Crucial, crucial. - Brutal e uma loucura.
� o som clandestino.
A dar �s bestas uma sova crucial.
Raios me partam.
Boa.
Boa. 12...
Raios, meu!
- Est� aqui um c�o! - R�pido, anda!
Mexe-te!
Sai.
Despacha-te!
Merda!
Vim falar com o Cutlass.
O Cutlass est�?
Mr. Rankin, quero dizer.
- E se estiver? - Queria falar de neg�cios.
Neg�cios de grandes quantidades.
Jovem.
- Vim falar de neg�cios. - Tira a roupa.
O qu�?
Tira a roupa.
Tira as cuecas.
N�o tenho nenhum microfone.
N�o sou pol�cia infiltrado.
Quem � o controlador do Moa Ambessa Sound?
O Beres.
Quem s�o os vocalistas do Front Line International?
O Welton Youth e o Silver Fox.
Quem � o chefe do Villa Road?
O Soferno B.
Quem � o operador de som?
O Big Youth.
Mas h� quem o trate por Chabba.
Est� bem. Mas o teu dialeto � estranho.
O teu sotaque parece muito ingl�s. Mas est� bem, meu jovem.
- Quanta erva queres? - 14 gramas.
Mas os irm�os a quem vendo fumam erva de topo.
Sabes como �. Como � que te chamam, meu jovem?
Os meus amigos chamam-me Wheats.
O meu som vai ter o nome Crucial Rocker.
�s porreiro, Crucial Rocker.
Da pr�xima vez que quiseres encomendar n�o venhas c�.
Liga para este n�mero.
Puxa as cuecas para cima.
Jovem.
Gosto do teu casaco.
Crucial Rocker.
Grande Wheats, j� n�o tenho erva, preciso de 85 gramas.
D�-me 85 gramas, e para a semana negociamos.
- Compro-te da boa. - N�o sei, Badger.
Como assim, n�o sabes? Aqui tens de saber tudo sobre todos.
Sim, mas se te der 85 gramas, como � que sei que mas devolves?
Sabes que te devolvo. Pare�o-te um criminoso?
Achas que alguma vez roubava o Big Wheats?
Est� bem. Tenho de ir fazer chichi. Espera a�.
- Vai l� e depois falamos de neg�cios. - Sim, sim.
- Tens droga? - Do que est�s a falar?
Afasta-te de mim! O que est�o a fazer?
- Anda c�. - Larguem-me!
Anda c�!
- Para a carrinha, levem-no! - Mexe-te!
Larguem-me!
Entra na carrinha! Fa�am-no entrar!
POL�CIA
Belo casaco, preto.
Vai � merda, bacon.
Tens alguma coisa a dizer?
Tens alguma coisa a dizer?
POL�CIA
Cabr�o do preto, vai ter muito que andar.
Nunca aprendem, pois n�o?
Nunca aprendem.
Ando por Acre Lane Na chuva, ao frio.
Cuidado, atr�s de ti Cuidado.
Vi duas bestas Juro que eram loucos.
Cuidado, atr�s de ti Cuidado.
Tem calma, irm�o.
Diz-lhe que o cabelo dela est� bonito e isso.
J� chega, mano. A escola acabou.
E n�o preciso que me ensines mais quando sei tanta coisa sobre ti.
Se abrisse a boca tinhas de andar com um saco na cabe�a na rua
e com as orelhas bem tapadas,
porque o riso abafaria um amplificador Shaka.
Anda. Vamos a isto.
Vejam s� o raio do jovem.
- Ol�, entra. Est�s bem? - Ol�. Sim.
- Como est�s? - Obrigada por teres vindo.
E este � o som do Alex. Crucial Rocker.
E do Val tamb�m, n�o �?
- N�o � impressionante? - Sim, foi tudo roubado.
N�o o vinil, meu.
- N�o roub�mos o ouro. - Mas foram eles que fizeram.
N�o foi, Alex? Com um serrote grande e isso.
Tens de ouvi-lo a fazer de MC.
A Katrina conhecia uma das raparigas que morreram no inc�ndio.
Aquilo em New Cross, na semana passada?
Sim.
Estavam todos a falar disso na festa, ontem � noite.
Acho que foi um daqueles tipos da Frente Nacional
que atirou uma bomba incendi�ria para dentro do edif�cio.
Quantas pessoas morreram?
Foram 13.
Morreram 13 jovens.
E ningu�m diz nada.
E mais 30 est�o feridos ou hospitalizados.
- Todos mi�dos. - E n�o prenderam ningu�m.
Por isso � que as pessoas est�o t�o revoltadas.
Est�o a falar em fazer uma marcha se a Pol�cia n�o fizer nada.
Uma marcha, se tiverem sorte.
Estamos no meio de uma maldita guerra.
- E ningu�m viu o culpado. - Ningu�m?
Estava escuro e, num momento, estavam todos a comer e beber
e no seguinte, estava tudo a arder por causa de uma bomba.
� uma coisa grave. Alguma coisa vai rebentar.
� o que os Panteras Negras de Brixton dizem, n�o �?
Alguma coisa vai rebentar.
Adoro este som! Anda.
Sim, meu.
Rapaz, ela precisa de umas festas.
� a tua oportunidade.
V�, faz a tua cena.
N�o me desiludas, irm�o.
Est�s a envergonhar-me. Faz a tua cena.
Irm�o.
V�, olha para ela a mexer-se. Faz a tua cena.
- Muito obrigada por teres vindo. - Foi t�o agrad�vel.
- Divertiste-te? - Muito, vemo-nos depois.
Adeus.
Desiludiste-me, irm�o. Desiludiste-nos a todos.
Trouxemos-te uma mi�da gira e nem falas com ela?
- Qual � o teu problema? - N�o se ia interessar por mim.
� disso que estou a falar.
Continua assim e nem com as feiosas te safas.
Cala a boca antes que te cale!
N�o sabes nada sobre mim.
Sai daqui, merda.
N�o sab�amos que podia acontecer.
A qualquer momento, em qualquer lugar.
Que o fogo podia acontecer e eles estavam prontos.
Mas apesar disso tudo, ficaram todos chocados.
Quando soubemos os factos duros sobre aquele ataque brutal.
Quando soubemos do fogo em New Cross.
Sobre as vidas inocentes que perdemos.
Sobre os desfigurados, as cicatrizes mentais.
E os parentes que sofreram tanto.
E sabem, apesar de muita gente ficar surpreendida.
N�o disseram que este tipo de coisa nos podia acontecer.
Nesta Gr�-Bretanha, em Londres, hoje.
E alguns ficam com medo, e alguns ficam submissos.
Quase todos simpatizaram.
Com os entes queridos dos feridos e dos mortos.
Porque neste massacre percebemos.
Que podia ter sido eu, podias ter sido tu,
Uma daquelas crian�as.
Que foram v�timas daquele terror, durante a noite.
Mas espera.
N�o te lembras como a Gr�-Bretanha negra inteira sofreu.
Como a Gr�-Bretanha negra inteira ficou azul e melanc�lica.
N�o o azul dos olhos do assassino.
Mas como o fumo da soturnidade naquela manh� de domingo fria.
Mas para.
N�o te lembras como a Gr�-Bretanha negra ficou vermelha de f�ria?
N�o o vermelho cruel dos olhos do assassino.
Mas vermelha de raiva, como as chamas do fogo.
� uma coisa impressionante, sabes.
Que pre�o terr�vel temos de pagar.
S� para viver um pouco S� para tentar sobreviver.
Todo os dias cheios de preocupa��es, luta e conflito.
Imaginem s�, tantos jovens eliminados no seu auge.
Antes do final dos seus dias Sem mais, nem porqu�.
Cai uma sombra triste sobre a nossa vida.
V� como a Pol�cia e a imprensa d�o o seu melhor.
Para impedir a demanda pela verdade.
Lembras-te?
Primeiro disseram que podia ser fogo posto.
Depois disseram que podia n�o ser.
Primeiro disseram que tinha sido uma bomba incendi�ria.
Depois disseram que n�o era.
Insinuaram que podia ser branco Insinuaram que podia ser negro.
O respons�vel pelo ataque �queles inocentes jovens negros.
Em vez de fazer soar o alarme, e dizer ao p�blico o que se passava.
Muitos jornais publicaram mentiras para cegar o p�blico.
E a Pol�cia conspirou e planeou, confundiu e escondeu.
At� os pais dos pobres mortos tentaram usar.
Mas sabes, apesar da propaganda perversa deles.
N�o nos rendemos �s insinua��es feias deles.
Porque at� agora, nenhum deles,
Nem Stockwell, nem Wilson ou Bell.
Nenhum sabe dizer porqu�.
Nenhum sabe dizer quem.
Quem � que transformou aquela noite de festa.
Numa manh� de m�goa?
Quem transformou a bela alegria numa feia trag�dia?
Brixton est� a arder!
Babil�nia!
V� l�! V� l�!
V� l�, seus sacanas!
Seus cabr�es pretos!
- Saiam, cabr�es! - Saiam!
Seus cabr�es de merda! Seus porcos da merda!
V�o � merda!
Seus porcos sujos!
Sim, anda l�!
- V�o � merda! - Desapare�am!
- Vamos, vamos! - Fujam!
Vamos, vamos! Fujam!
Foge!
Larguem-me!
Seu filho da puta, larga-me!
PROIBIDO ESTACIONAR
Acabado de sair da zona de guerra.
Que cheiro � este?
H� um cheiro nojento no ar.
O mano tem de descobrir desodorizantes. Fiquei enjoado.
Cheira a �gua de couve.
Ele est� a ser simp�tico. Cheiras a fraldas podres.
- Cala a boca. - O qu�?
Era isto ou ir parar a uma cela da Pol�cia.
Chegaste a cheirar a esgoto. Sai j� desta casa.
D�-me erva para levar. Por favor.
Da pr�xima vez que te vir, quero o meu dinheiro.
Agora, sai.
Veio empestar-me a casa.
O que � que te disse deste jovem?
O que acham destes?
Insurrei��o � uma insurrei��o.
N�o h� trabalho e n�o temos...
Insurrei��o � uma insurrei��o.
N�o h� trabalho e n�o temos um centavo.
N�o aguentamos mais este sofrimento.
Por isso, revoltamo-nos em Brixton.
Insurrei��o � uma insurrei��o.
N�o h� trabalho e n�o temos um centavo.
N�o aguentamos mais este sofrimento.
Por isso, revoltamo-nos em Brixton.
Insurrei��o � uma insurrei��o.
N�o h� trabalho e n�o temos um centavo.
N�o aguentamos mais este sofrimento.
Por isso, revoltamo-nos em Brixton.
Insurrei��o � uma insurrei��o.
N�o h� trabalho e n�o temos um centavo.
N�o aguentamos mais este sofrimento.
Por isso, revoltamo-nos em Brixton.
Por isso, revoltamo-nos em Brixton.
Sintonizem no grande som do Crucial Rocker.
Esta vai para todos os soldados da revolu��o.
Acendam o isqueiro se estiveram na insurrei��o.
Ao homic�dio de Blair Peach. O inc�ndio de New Cross.
E hoje, 11 de abril de 1981,
quando a Babil�nia levou uma sova.
Se estiveram l� digam, "Para a frente"!
- Para a frente! - Para a frente!
- Para a frente! - Para a frente!
- Para a frente! - Para a frente!
Insurrei��o � uma insurrei��o.
N�o h� trabalho e n�o temos um centavo.
N�o aguentamos mais este sofrimento.
Por isso, revoltamo-nos em Brixton.
Insurrei��o � uma insurrei��o.
N�o h� trabalho e n�o temos um centavo.
N�o aguentamos mais este sofrimento.
Por isso, revoltamo-nos em Brixton.
Insurrei��o � uma insurrei��o.
N�o h� trabalho e n�o temos um centavo.
N�o aguentamos mais este sofrimento.
Por isso, revoltamo-nos em Brixton.
Insurrei��o � uma insurrei��o.
N�o h� trabalho e n�o temos um centavo.
N�o aguentamos mais este sofrimento.
Por isso, revoltamo-nos em Brixton.
Insurrei��o � uma insurrei��o.
N�o h� trabalho e n�o temos um centavo.
N�o aguentamos mais este sofrimento.
Por isso, revoltamo-nos em Brixton.
- Acorda-o! - Acorda-o!
Tira-o da�! V� naquele quarto!
V� naquele quarto! Leva-o!
Acorda!
Porcos da merda! Saiam!
- Larguem-me! - Para dentro!
- Larguem-no! - Para dentro!
- Larguem-me! - Cala-te!
Larguem-me! Eu n�o fiz nada. Isto �...
Digo-te uma coisa.
Podes lamentar e culpar-te pelo que aconteceu,
mas h� muitas atribula��es
e formas de lidar com isso.
E a educa��o que te vou dar vai ser a tua chave.
- E porque � que farias isso? - H� muito que penso na juventude.
Tenho de desempenhar o meu papel, porque sei que o futuro � vosso.
Que rico futuro.
Para toda a juventude l� fora, � o centro de emprego
e o interior de uma cela de pris�o. Mais nada.
Liberta-te da negatividade, Alex.
Mentiram-te sobre o teu povo.
J� chega disso. Ouve.
Quero falar-te do sistema aqui dentro.
Portanto ouve, e com muita aten��o.
H� conversas suficientes sobre racismo e isto e aquilo.
N�o defendo ningu�m acusado de racismo.
Os Rastas n�o discriminam.
Mas aquilo com que te tens de preocupar neste pa�s
� com o sistema de classe e o classicismo.
Porque � que os filhos de �frica foram arrastados para o Ocidente?
Por causa do dinheiro.
Porque a m�o-de-obra barata beneficiava as classes altas.
Enchia-lhes os bolsos.
E ainda agora, o sistema � igual.
Os pobres mi�dos na escola do bairro, n�o podem avan�ar.
Sen�o, quem vai construir casas?
Quem vai guiar os autocarros?
Alguns conseguem sair, sim. Mas s� uns poucos.
E � por isso que falo sempre de educa��o. Educa��o.
Tens de suplementar o que eles te ensinam,
- ensinando-te a ti mesmo. - Ensinando como?
Tens de desaprender o que aprendeste.
E podes come�ar por ler.
Ler os estudiosos da nossa gente.
Vai mudar a tua vida.
Est�s a ver?
Est�s a ver estes livros todos? Est�s a ver?
A partir de agora,
todos estes livros s�o teus.
E posso recomendar que comeces por ler...
este aqui.
"Os Jacobinos Negros",
de Cyril Lionel Robert James.
Vai mostrar-te o caminho.
Educa��o, Alex.
A educa��o � a chave.
Ouve-me, Alex.
Se n�o conheceres o teu passado,
n�o vais conhecer o teu futuro.
Se n�o conheceres o teu passado,
n�o vais conhecer o teu futuro.
� s� um momento.
� s� um minuto.
Seguran�a Social.
"Dia 27 de agosto de 1976."
"Relat�rio sobre Alphonse Wheatle."
"Data de nascimento, 3 de janeiro de 1963."
"Holly House, Wickham Road, 121."
"M�e de acolhimento, Miss Joyce Cook."
"Em Shirley desde os tr�s anos e meio."
"Inicialmente tinha eczema e asma grave"
"e precisava de tratamento intenso."
"Ambas as condi��es melhoraram."
"H� um ano que n�o tem um ataque de asma."
"O problema principal agora � enuresia diurna."
"Nada de noite."
"� um rapaz solit�rio, mas participa em desporto"
"e atividades gerais."
"Devido � sua indiferen�a carrancuda,"
"a m�e de acolhimento diz ser dif�cil n�o implicar com ele."
"Recentemente, ele acusou-a de n�o se importar com ele,"
"mas Tony Brown defendeu-a imediatamente."
"Mr. Hutton, assistente social, veio quinzenalmente, durante um ano,"
"mas n�o obteve resposta dos parentes de Alphonse."
"Liceu de Shirley. Tem boas notas"
"e parece ter interesse em v�rios assuntos."
"Disse que gostava de alem�o, franc�s,"
"ingl�s, matem�tica, ci�ncia e teatro."
"Recentemente, o Alphonse veio c�, a um s�bado,"
"e disse que n�o o ajudavam na escola."
"O excelente professor de alem�o"
"perguntou v�rias vezes sobre a m�e dele"
"e n�o sabia da situa��o parental dele."
Wheats!
Wheats, o que te aconteceu? Sou eu, meu.
� o Badger. Sim, meu amigo.
Jesus Cristo, est�s com �timo aspeto.
Badger. � bom ver-te.
- Como est�o as coisas? - Rapaz.
Sim, as coisas.
Emprestas-me dinheiro?
N�o, desculpa.
V� l�, d�-me umas libras.
N�o tenho nada.
Mas foi bom ver-te.
Sim, meu, tamb�m foi bom ver-te.
Ent�o, o que � que fazes?
O que � que o Wheats anda a fazer?
N�o sei, meu.
Pouca coisa.
Estou a pensar em ir � procura da minha fam�lia.
Raios.
A s�rio?
Merda.
Sim.
E se calhar tentar escrever um livro.
Escrever... cala-te.
Tenho uma m�quina de escrever para ti.
Nova em folha. Ainda funciona e tudo.
Ainda funciona, acredita. Ainda funciona.
E fa�o-te um pre�o especial.
Porque �s da casa.
Dez libras. Dez libras e � tua.
Vamos.
- Anda l�. - Vamos l�.
O que foi? Seca as l�grimas.
D� c� um abra�o. H� muito que n�o te via.
- � bom ver-te. - Sim, irm�o.
- Queres? - N�o, estou bem.
- Irm�o, bebe l� isso. - N�o quero.
- De certeza? - Sim.
- Mas foi bom ver-te. - Esta m�quina que tenho para ti...
- � mesmo como deve de ser. - Est� bem.
- � ali � esquina. - Acho bem que seja boa.
Est�s a ver aquela mi�da?
Alex voltou a encontrar o pai na Jamaica,
e a m�e, o irm�o e as irm�s na Am�rica.
Alex Wheatle escreveu mais de 15 livros para jovens adultos.
Recebeu muitos pr�mios, incluindo uma Ordem do Imp�rio Brit�nico
por servi�os � literatura.
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