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Como est� o teu novo namorado?
Tem sido muito querido desde que a m�e morreu.
Mas que brincos bonitos! Onde os compraste?
Deu-mos ele.
N�o vou deixar que ele me toque nunca mais.
Consegues imaginar? Com uma enfermeira!
Fizeram-no no nosso quarto.
O J�r�me n�o fazia isso.
Na verdade, n�o faz nada h� meses.
Quero uma tatuagem.
N�o te d�i?
�s vezes gosto disso quando fodemos.
Que queres dizer?
Nunca levaste uma palmada?
No rabo?
�, onde normalmente � dada.
Est�s doida?
O meu namorado nunca faria isso. Ele respeita-me.
N�o deve ser muito bom.
Eu � que tenho sorte. O meu novo namorado fode-me como um coelho.
Estou toda irritada. � quase demais.
Queres mesmo fazer uma tatuagem?
Que tipo de tatuagem?
Por baixo do umbigo.
A palavra "Para�so" ou parecido.
- O costume. - Ela � doida.
Que tal "�s bem-vindo"?
Quero deix�-los loucos.
Q
A Cyril Collard,
e a todos os que ainda acreditam que o amor significa alguma coisa.
Onde queres ir?
P�ra aqui. Est� bom.
- Aqui? - Sim, por favor.
- Aqui, pode ser? - Sim, qualquer lugar. N�o importa.
O que estavas � procura l� no bar?
Uma caixa Tupperware ou parecido.
Para qu�?
Para as cinzas do meu pai.
Foste a um bar para arranjares uma caixa para as cinzas dele?
Tenho-as num saco de pl�stico mas est� furado.
O meu pai vai saindo.
Metade dele j� se foi.
� permitido transportar as cinzas de algu�m por a�, assim?
N�o quero deix�-lo num buraco.
Ent�o roubaste-as... N�o podes fazer isso.
Trabalhou toda a vida para me sustentar.
� o m�nimo que posso fazer.
Era pintor, mas recusava-se a vender o seu trabalho.
Era bate-chapas.
Ironicamente, a tinta entrou-lhe nos pulm�es.
Descobrimos qual era a doen�a quando foi para hospital.
J� n�o saiu mais.
Isso � triste.
N�o sei o que te dizer.
�s muito ing�nuo, n�o �s?
N�o posso acreditar em ti.
Passou a vida como um escravo e est� reformado num cemit�rio.
- Porque �s assim? - Vamos, vamos embora!
- N�o me queres beijar? - N�o tens namorado?
� um tipo porreiro. N�o te vai bater.
O teu amigo disse que nos pagava durante a semana.
Sim, mas conheces o Maurice. Ele disse que acabou o nosso tempo.
Mas era para n�s restaurarmos s� um quarto, n�o tudo.
Sim, isso � verdade.
Ent�o, est� atrasado duas semanas no nosso pagamento.
Chance, espera. Chance, espera.
O qu�?
N�o foi muito simp�tico mas vai pensar nisto.
Fixe.
N�o, n�o � fixe.
E tu? Est�s com algu�m?
Conheci uma rapariga, por mero acaso.
Voc� � cego? N�o me viu a entrar?
Quer que eu fique calmo? Olhe para o meu carro!
Voc� cheira a cerveja.
Aquele � o seu pai?
�, o mais espalhafatoso.
Nem sempre deve ser f�cil.
� mec�nico?
Reparo carros. Nem sempre � f�cil.
Estamos juntos desde ai.
� complicado. O pai dela...
Vou mijar.
Vais ficar a�?
Est�s � minha procura?
Est�s a brincar?
N�o gostas de brincar?
O que achas do meu rabo?
O que est�s a fazer?
- Gostas do meu rabo? - O que achas?
E das mamas, s�o jeitosas?
� claro que gosto delas.
E dos meus mamilos?
Sentes como est�o duros?
P�ra.
Acaricia-me.
Acaricia-me.
E a minha racha?
Sentes como est� h�mida?
Quero comer-te.
Se me comes, vou gritar.
Acaricia-me....
Se gritares, ningu�m te vai ouvir.
N�o gostas de gritos?
S� quando fa�o as raparigas virem-se.
N�o me importo se me acariciares.
Podes fazer o que quiseres.
Mas n�o me podes comer.
- E se eu te comer de qualquer maneira? - N�o percebeste.
Devo ser demasiado burro.
E muito impaciente.
Qual deles gostas mais? A minha racha ou o meu rabo?
Vou comer-te.
N�o me est�s a ouvir.
Estou-te a fazer sofreres?
Sua cabra.
Mas uma cabra que queres comer.
O que � que tu queres?
N�o me podes comer a pensares noutra pessoa.
Levas-me de volta?
- O que fazes aqui? - Est�s sem f�lego.
Sim, o Alex e eu tivemos um problema.
O Maurice est� a perseguir-nos.
- Podemos sair daqui? - N�o, � poss�vel.
- Como est� o carro? - N�o muito bem.
Avariou-se?
Prometi � Sonia que a levava ao parque de divers�es Caen.
Mas o meu carro...
... sem empurrar ou explodi-lo,
n�o vejo como o p�r a andar.
Para um nerd em electr�nica, que consegue ligar qualquer carro,
desapontas-me.
Caso n�o tenhas reparado, o meu carro � um Fiat 96.
Naquela �poca, tinha que pedalar para um PC trabalhar.
N�o tens um encontro com a C�cile?
Oh, puta de merda!
- Bem, vejo-te depois. - Que seja.
N�o fiques chateado.
Nunca se sabe, talvez me comas um dia.
Pertences a uma mulher.
Nunca paras de me lixar. Ages sempre como uma puta?
�s engra�ado. N�o desistas t�o facilmente.
- Como te est�s a dar? - � muito simples?
Vermelho para promo��es.
Azul para pre�os normais.
O que estudas?
Ci�ncias pol�ticas. N�o sou muito boa em matem�tica.
Achas que consegues?
N�o se preocupe, Sr. Daniel.
Quero estar mais tempo contigo, a toda a hora.
Mas s� dizer-to assusta-me,
tenho medo que te assuste e desapare�as.
Quando sais, tenho medo de nunca mais te voltar a ver.
� horr�vel sentir o quanto me farias sofrer...
se tu desaparecesses.
Amo-te.
Queres ir at� minha casa?
P�ra de me pedires isso.
N�o queres? Nunca l� foste.
Sim, quero, mas...
n�o entendes o que eu quero.
Quero viver numa casa com um grande jardim,
com flores por todo o lado,
e cavalos...
e muitos filhos.
- N�o gostas de cavalos? - Gosto.
Que queres dizer, saiu com um tipo? T�nhamos um encontro.
Ela queria ir ver o mar.
O Matt, o filho do Bernard, ofereceu-se para a acompanhar.
Merda, mas h� �gua aqui por todo lado.
Ela deixou isto.
O que � isso?
Os restos do cinzeiro? Sei l�.
- Espera, n�o abras! - O que �?
� da C�cile... penso que... esquece.
Diz-lhe que levei o pai dela para casa.
Importas-te se eu puser isto no porta-bagagens?
N�o. N�o te esque�as das tuas merdas l�.
N�o � meu. E n�o brinques com isto.
Oh, que sens�vel. D�-me a chave!
Esta coisa funciona?
Sim, funciona.
Mas quando encontras dinheiro,
o dono do terreno fica com metade dele.
Metade do dinheiro ainda � dinheiro.
Sim, mas leva anos, e o equipamento � caro.
O que pensa a Sonia?
Deixei de pensar nela.
N�o foi o que disseste h� tr�s meses atr�s.
N�o dev�amos ter ido morar juntos.
Aqui est� a tua coisa de volta.
Quero ficar longe de problemas por agora.
- Experimentaste? - N�o, n�o tive tempo.
� a tua ferramenta para roubar carros? Posso experimenta-la?
Se conseguires sair daqui com isso, podes ir.
Onde � que ele vai?
N�o sei.
Logo ali.
N�o � f�cil encontrar-te.
Queres vir?
Se quiseres.
N�o consegues dormir?
- Queres �gua? - N�o!
Estou exausto.
A tua m�e ligou-me. Deixou v�rias mensagens.
N�o vais responder �s chamadas.
P�ra.
Porqu�?
N�o estou com disposi��o.
N�o te excito mais?
S� se estivesse morto.
N�o digas isso.
Tu excitas-me.
C�cile, por favor...
P�ra.
Viste como ainda te excito?
Queres-me matar?
�s meu.
- Estou a falar de desejo. - Prazer?
� complicado.
H� uma grande diferen�a entre desejo e amor.
Os homens s�o todos iguais.
O meu nem sabe que me posso vir.
Dormi com um tipo que nem sabia onde era o cl�toris.
Pensou que eu tinha um bot�o no meio das pernas.
Ficou com nojo de mim.
Quando estamos sozinhas, detestamos isso.
Quando n�o estamos, detestamos o tipo.
H� alguma coisa errada nisso.
Aonde vamos?
Ver um tipo que conhe�o. N�o te preocupes.
O que est�s a fazer?
Vem, n�o tenho as chaves!
- Merda! - Precisas de ajuda, gordo?
- Vamos comer depois? - Vou encontrar-me com a C�cile.
Gostas?
N�o sei.
Disseste que n�o havia c� ningu�m.
Sim, n�o h� ningu�m nos escrit�rios.
Ent�o porque est�s a sussurrar?
N�o estou a sussurrar. V� l�, desenha alguma coisa.
Ontem, a Alizee estava maluca.
Estava vestida toda sexy e fascinante, sabes?
Comecei a tocar-lhe e ela estava a deixar-se ir.
De repente, empurrou-me.
N�o tentes entender.
Espera, mas h� mais. Estava cansado, ent�o fui dormir.
Sonhei que algu�m me estava a segurar no pau.
Acordei e ela estava a masturbar-me como uma doida.
Pegou-me no pau e enfiou-o pela racha adentro.
Foi uma loucura.
V� l�, concentra-te.
Filhos da puta!
PAGA, MAURICE!
- O que est�s a fazer? - Queria ver-te.
N�o podes aparecer assim.
N�o podes ficar aqui.
Sentiste a minha falta?
- Sim, mas tu n�o entendes... - Entendo.
Entendo que preciso de ti.
Aqui n�o.
Alice?
Alice!
Sim?
O teu pai quer que limpes as latas do lixo.
Ele pediu para as p�r no barrac�o.
Ele tem sentido umas dores ultimamente.
N�o fiques contra ele.
Anda cansado.
Est�o a fazer ele trabalhar o dobro...
desde que despediram metade dos empregados.
Isso � terr�vel.
N�o � f�cil para ele.
Depois de 30 anos de trabalho.
Com certeza.
O que est�s a fazer?
Est�s a brincar comigo?
O que h� contigo? Est�s doido?
N�o gostaste?
N�o � esse o problema.
Gosto de ti.
N�o sabes o quanto.
N�o posso viver sem ti.
- O que � que disseste antes? - N�o interessa.
Achas que n�o a devia ter comido?
- O que vais fazer com isso? - Preciso de um candeeiro l� para casa.
Chance, acha que n�o a devia ter comido?
- Vem. - Porqu�?
Diz-me.
- Esquece. - Diz-me, sou teu amigo.
N�o me queres dizer?
O que h�?
Gostava de saber o que realmente queres.
A ti, para come�ar.
O que queres de mim? Queres que te o chupe?
Se quiseres.
Est�s contente?
Isto relaxa-te?
O qu�?
Depois de te vires, posso trazer-te uma cerveja.
Est� bem, para.
Qual � o teu problema?
O que h� de errado?
�s tu.
O que � que eu fiz?
Todas as mulheres com quem dormiste...
Tenho pesadelos com isso.
N�o penses nisso. Foi h� muito tempo atr�s.
O que � que eu posso fazer?
Isso d�i-me tanto que n�o consigo dormir.
Sou doida por ti.
S� existes tu, tu sabes. S� tu.
Aqui somos como uma grande fam�lia.
Voc� tem a idade da minha filha.
Gosto de trabalhar com pessoas que est�o na mesma onda.
Chame-me Maurice. S� assim. Est� bem?
Venha, vou mostrar-lhe a oficina.
Vai gostar.
V�s? N�s consertamos barcos.
Removemos a tinta e restauramo-los como novos.
Disse-te para sa�res daqui.
Venha.
Gosto de si, sabia?
Gosto muito de si.
Voc� n�o � t�mida, sabe o que quer.
- Lembro-lhe a sua filha? - Perd�o?
N�o tenho a mesma idade que a sua filha?
- E da�? - Est� a apalpar-me...
Pensei que fosse esperta.
N�o acho o meu futuro ex-chefe muito inteligente.
- N�o gosto do seu tom. - Vou explicar-lhe.
N�o uso o meu corpo para a minha ascens�o, entendeu?
Vou deixar claro.
Se quiser o emprego, tem que se deitar.
Seu peda�o de merda. Quem voc� pensa que �, seu idiota?
� melhor ir ao m�dico.
N�o tem a ver com os seus tomates.
Voc� precisa � de tirar toda essa merda que tem na cabe�a!
Ela estava fora de controle.
N�o sabia se a devia comer.
- Perder o pai excitou-a. - Sim.
Se isso lhe fez esse efeito, devia perd�-lo mais vezes.
- N�o digas isso, por favor. - Voc�s malta, s�o estranhos.
- Conhe�o-a desde os sete anos. - Tamb�m eu, mas nunca tivemos nada.
Que idade tinhas quando foi a tua primeira vez, 15?
E dois anos depois,
foi a L�onore, que te deixou todo maluco.
N�o me quero prender. Nem ela.
Posso prende-la � cama...
Isso parece-me amor.
Amor s�o duas semanas de felicidade,
dois meses de discuss�o, e dois anos de recupera��o.
N�s sa�mos quando queremos.
N�o quero perder todas as outras mulheres.
Sem ci�mes. Porra, � perfeito.
- Porra. - Foi o que eu acabei de dizer.
Porra, Manu! Corre!
Desgra�ado!
Seu filho da puta!
Merda!
Manu, ainda tens vodka?
Como posso saber?
Estou cansado dele a bater naquela coisa.
Est� alguma coisa mal, Manu?
Apanhou dos amigos do Chance.
C�cile, o teu namorado est� sempre com problemas.
N�o � nada que me interesse.
Ontem, ele estava a contar-me sobre a greve e eu estava a ouvir,
quando de repente levantou-me as saias e tentou agarrar-me.
Acreditas nisto?
O Manu nunca se atrevia a fazer isso.
Ficava com medo que lhe arrancasse os tomates.
Vai em frente, arranca-os.
Vou agarra-los enquanto lavas a lou�a, querido.
Nunca lavo a lou�a.
Precisas de a lavar, brevemente.
O senhorio anda a atr�s de mim. Estou a dever tr�s meses de aluguer.
Est� a ficar fulo.
A seguir, o teu chefe despede-te.
O que � que se passa contigo? Fui despedida h� tr�s meses.
Ainda bem que tenho amigos.
- Desculpa. - Tudo bem, est�s b�bada.
N�o est� b�bada.
Estou � espera do saca-rolhas.
Como foi o funeral?
Acabou.
N�o dev�amos fazer qualquer coisa para sair desta merda?
Como vamos encontrar emprego se n�o h� nenhum?
Podemos come�ar um fundo solid�rio.
� uma boa ideia, mas como vamos arranjar dinheiro para l� p�r?
Temos algumas cartas na manga.
- Que cartas? - Sei l�.
Achas que vamos deitarmo-nos por a� por dinheiro?
Qualquer que seja.
Quem vem escalar este fim de semana?
Escalar para onde?
Escalar uma fal�sia.
Com cordas.
Gostavas, n�o gostavas, C�cile?
Conhe�o algu�m que ia adorar amarrar-te.
Acho que ela ia gostar.
Nunca me deixo prender, querida. Nunca.
Duvido. Tens a certeza?
Tenho.
E se eu conseguir?
- N�o consegues nada comigo? - Posso tentar?
Est�s a gostar?
P�ra, tenho vergonha.
� como se estivesse a fazer algo de mal.
Mas n�o pares. N�o pares.
Ainda h� aqui alguma cerveja?
� assustador.
Acha mesmo que isto parece assustador?
Isto � tudo o que tens?
Vou ver o que posso fazer. Volta amanh�.
Est� bem. Obrigado.
Matt?
V�s aquele Fiat do rapaz. � f�cil.
- Deixa-me s� terminar este aqui. - Toma.
Era tudo o que ele tinha.
N�o podes ajudar as pessoas por nada.
Como vais para a frente assim?
N�o h� problema. Estou � espera de clientes.
Sen�o, estou na merda.
N�o te preocupes, vai dar tudo certo.
Merda, quase me apanhou da �ltima vez.
Algum desgra�ado vai ser apanhado para repintar tudo.
Mexe-te.
Tu e as tuas de hist�rias de merda.
N�o pensei que ele te fosse apanhar.
Est�s-te borrifando.
Claro que p�es as pessoas na merda.
Est�s de mau humor.
Quando � que vais perceber que tens que te molhar para nadares?
N�o sabia que tinhas sido apanhado.
- Est�s bem? - Sim.
Tens a certeza?
Estou bem. � da bebida.
A Sonia n�o est�?
- Viste-a? - Sabes sobre amanh�?
Pediu-me para ajudar o Serge a tirar umas coisas do bar.
N�o sei onde � que ela est�. N�o estou para a� virado.
Livrei-me daquela puta.
Chorou. Foi pat�tico.
O que h� contigo?
As mi�das n�o nos merecem.
Vou enfiar-lhes um saco na cabe�a, isso vai ensin�-las.
V�o aprender a pensar duas vezes.
- Deixa-as em casa. - N�o, na adega.
Assim ningu�m vai ouvi-las gritar.
Vamos arrancar-lhes os mamilos,
e queimar-lhes as rachas se foderem com o vizinho.
Porque est� a dizer isso?
Esquece.
com a libra a perder o valor...
Esquecemo-nos do teu pai.
- N�o compr�mos nada para ele. - Volto noutro dia.
Vou encontrar-me com o director.
Trago-lhe um brandy da pr�xima vez.
Est�o a pagar-me 7500. Depois v�o transferir-me.
N�o me parece correcto.
Os tempos est�o dif�ceis.
- Podiam dar a fazer fora. - Claro.
Mas o teu trabalho � dif�cil. Devia ser bem pago.
Eu limpo. Isso � o combinado.
Eles pagam-me de acordo com os resultados.
Tenho de lhes dar os resultados de que precisam.
N�o sei como podes confiar neles.
N�o entendo.
Mesmo que... mesmo que fechem a f�brica...
eles garantiram-me...
que vou ganhar uma boa quantia.
- Tens a certeza? - Sim.
Isso tranquiliza-te?
- Sabes de uma coisa? - O qu�?
O que achas de ir para um lugar... mais privado?
N�o gostas disto aqui?
J� fizeste amor num barco?
Gosto de foder em mar aberto.
Que tal na casa de banho?
N�o � muito escuro?
Estou t�o excitado. E tu n�o?
N�o... N�o, agora n�o.
Sim?
N�o, hoje vou chegar tarde, tenho aulas depois do trabalho.
N�o te preocupes, e diz � mam� para n�o esperar.
Entendo.
Queres um pequeno presente?
Um presente muito pessoal. Sim?
- Est�s encharcada. - Sim!
Com licen�a.
Al�! Ol�, Alexander!
Sim, encontrei. Que bom, n�o �?
Tenho que ir, vamos atracar.
At� depois.
Se me quiseres ligar qualquer dia...
Encontrei um bom presente.
- O que �? - Um disco do Stooges, primeira edi��o.
Ele vai adorar. Encontrei um lugar para a festa.
- Que merda! - Perd�o, desculpe-me.
N�o acredito que ela simplesmente se foi.
Sim, mas... n�o � m�.
Parece a namorada do Matt.
Ajuda-me em vez de olhares para o cu dela.
N�o precisas de olhar para a minha tamb�m.
Desculpa.
Pois, aproveita.
Vais acompanhar-me ao trabalho?
Posso ver-te logo � noite?
Nunca desistes.
Quero fazer amor contigo durante horas.
Quero que grites de prazer.
Deixa-me ir.
N�o te interessa nada.
N�o! Estou lisonjeada.
� que s� pensas nisso a toda a hora.
O que est�s a fazer aqui?
M�e? S� est�vamos a passear.
- Bom dia, minha senhora. - Pensei que estavas no trabalho.
- Estou a caminho. - Que bom.
- Eles t�m que trocar a �gua da piscina. - O que � que tens vestido?
Para, m�e.
- Vamos para casa. - N�s n�o fizemos nada.
Ouviste-me? Se o teu pai souber...
N�o me importa. Estou cansada de...
Vens comigo!
N�o discutas comigo!
Bateste-me!
Vi-a na rua com um rapaz. N�o podes imaginar!
Vi-lhe os olhos, o modo como ele lhe olhou.
Alice?
N�o podes limpar o quarto?
Eu j�...
Nunca me ouves. � por isso que a tua m�e � louca.
N�o fiz nada.
Lembras-te do que te disse?
Os jovens daqui esperaram pelos Krauts...
- Os alem�es. - Eles massacraram-nos.
O teu av� ficou na janela.
A �nica coisa idiota que ele fez foi ser visto.
Os Krautz, os alem�es, encontraram-no e vingaram-se.
Mataram-no na frente da mulher gr�vida.
Sim. Era jovem, tinha menos de 25 anos.
Mas era um homem honesto.
Casou-se com a tua av� quando ela engravidou.
Pap�...
Nem todos os homens s�o como o teu av�.
- Eu sei. - Sim, eu sei!
E se n�s arranjarmos um apartamento para ti? N�o?
Mas promete-me uma coisa.
- Promete-me que nos vais telefonar. - Mas o que dir� a mam�?
Ouvis-te. Ela est� assustada por ti. � normal!
Ela esquecesse como ela e eu nos encontr�vamos �s escondidas.
Os pais dela nunca conseguiram impedir-nos.
- N�o te preocupes. - Mas eu preocupo-me.
Sabes, querida...
n�o sabemos o que vai acontecer.
O que est�s a fazer � chuva?
Nada. J� est�vamos de sa�da.
Sinto-me enganada.
Agora?
N�o, com um tipo que conheci no barco, de Inglaterra.
Posso dar uma passa, Alex?
Bem, vou vender o cobre.
Acaricia-me.
J� chega.
Tu e o Alex podem comer-me.
N�o exageres, Est� bem?
Gosto quando ficas assim.
Desculpa-me. Sim!
Vai com calma.
Do que est�s � espera?
- De qu�? - De mim.
Nada.
- Surpreendo-te �s vezes? - Nunca.
Mereces apanhar.
Isso � exactamente o que me excita. Bate-me.
Vamos vender o cobre.
- Vamos l�. - Anda l�.
Aquela rapariga no barco era bonita.
Que rapariga no barco?
Sabes de quem estou a falar.
Era muito linda.
Nem reparei.
Estava sentada ao nosso lado.
Quando sa�mos do porto, ela deixou cair a mala.
Ah, essa.
Era bonitinha.
- Vais para a cama? - Quero ver um filme.
N�o quis dizer "dormir".
- Sabes que n�o posso. - Esta tudo na tua cabe�a.
Desculpa-me. Ainda n�o.
Ainda n�o estou pronta.
Tens a certeza?
E se...
a tivesse comido na casa de banho?
�s um pervertido.
- Ela excitou-te? - Sim.
Quere-la?
Sim.
Na tua frente.
Na minha frente?
Tens que a ver ela a chupar-mo.
Depois virasse para ti.
E faz-te vires-te.
E eu vejo-te meteres-lho nela...
como uma puta,
de quatro.
Meto-lhe no cu, com for�a.
Vejo o teu pau a desaparecer dentro do cu dela.
Quanto mais ela grita...
com mais for�a o meto nela.
At�... at� te vires.
At� a cobrir de esperma.
Estou bem.
Deixa-me ficar s�.
Por favor.
Foi muito simp�tico da tua parte.
Foi a C�cile que me deu a ideia de chamar toda a gente.
- Claro. - N�o te vais esquecer do teu 26�.
N�o sejas chato.
Estamos muito perto da �gua.
Porque queres ir para l�?
O que est�o a fazer?
- � tua espera. - Muito engra�ado.
� o anivers�rio de um amigo.
Vais ficar connosco?
Se ficares comigo.
N�o te aproveites de mim. Estou b�bada.
E a tua namorada?
Que namorada? A Alice?
Foge quando lhe toco.
- Ainda est�s a pensar nela. - N�o!
N�o sei. Estou perdido.
Acontece que tu me deixas excitado.
N�o paro de pensar em ti.
- No meu cuzinho? - N�o!
- Queres ir nadar? - N�o, est� muito frio.
Que tal um banho?
- Vamos l�. O que � que eu estava a falar? - Sim, vamos l�.
Quero-te.
- Agora? - Sim.
- Agora mesmo. - Nunca paras.
Deixas-me louca. N�o te entendo.
N�o aguento mais.
Vamos nadar!
Espera por mim! J� volto.
Vem aqui.
Mais for�a.
Magoa-me.
Fode-me com for�a.
Fode-me!
Vou rebentar-te.
Bate-me.
Outra vez.
V� l�.
Outra vez.
Mais for�a!
Outra vez.
N�o sinto nada. N�o sinto nada. N�o sinto nada. N�o sinto nada.
A Heloise quase disse que 'sim' �s fotos
- Ai sim? - Sim!
Ela quer mesmo ver a Sonia.
Que interessa? Tenho a certeza que ela j� se arrependeu.
Quero saber onde � que ela est�.
Fazemos certas coisas estranhas.
Este tipo ligou-me uma vez. Tinha marcado o n�mero errado.
Isso sempre a acontecer comigo.
Ele excitou-me porque tinha uma voz sexy.
- Deixou-te molhada. - N�o sejas t�o vulgar.
Deixa. Continua.
Da primeira vez, fal�mos durante algum tempo
e antes de desligar, perguntou-me se podia voltar a ligar-me.
E tu?
N�o acredito! E o teu namorado?
Ele nunca soube.
Ele continuou a ligar-me.
Comecei a sentir a falta quando ele n�o me ligava.
- Mas eu n�o queria ligar para ele. - Porqu�?
Preferia que ele me ligasse.
Era isso que me excitava.
Convers�mos sobre v�rias coisas, principalmente sobre sexo.
Foste enganada.
Deixa-a falar.
Conta-nos o que aconteceu.
Planeamos encontrar-nos no hotel em frente � esta��o.
O Select Hotel?
Pensei que era para prostitutas.
N�o, � um hotel decente.
Ele deu-me instru��es muito precisas.
Tinha que o esperar na cama, nua e de bru�os.
E ele veio?
Era muito delicado.
- Voc� n�o... - Voc�s fizeram-no?
Ele foi com calma, foi muito gentil. Ele foi muito bom.
Foi incr�vel.
Senti como se o meu corpo precisasse daquilo h� muito tempo.
E o facto de eu n�o o poder ver excitou-me ainda mais.
E no fim, ele enfiou-mo no cu.
- N�o te doeu? - Isso � nojento.
Se o tipo quer, deixo-o.
Todos s�o secretamente gays.
Mas gostei. Foi diferente.
O prazer � mais violento do que o amor.
P�ra, est�s-me a excitar.
Ent�o o que aconteceu com ele?
Nunca mais me ligou.
Estou muito confuso, Sonia.
N�o podemos continuar assim.
Temos que conversar. N�o achas? Al�?
Maldito voicemail!
Eu estava na aula.
N�o podes esperar por mim?
Sim, sei onde �.
N�o h� problema, dei-lhe instru��es.
Mas s�o para cumprir todas.
Est� bem... Vou demiti-los e enviar-lhes um cheque.
Acha que isso vai acalm�-los?
Mas tens que ser o mais r�pido que poderes.
Est� bem, � isso. N�o, n�o gosto disso
N�o, n�o mesmo.
Estou sentada c� fora, no caf�, como plane�mos.
Consegues ouvir-me?
Eu disse que estou... Fiz o que me pediste.
Estou sem cuecas.
N�o acredito que fiz isso.
Sim, estou aqui fora. Vem.
Querias uma garrafa, certo?
Comprei maquilhagem tamb�m.
N�o, n�o � para a minha racha. N�o sejas idiota.
De acordo!
Deixei-te 25 mensagens.
25. Nunca me respondes.
S� quero falar contigo.
N�o podes acabar assim...
e n�o falares nunca mais comigo.
Isso � horr�vel.
Somos mais do que isso, Sonia.
Sabes disso.
Estou a implorar-te, liga-me.
N�o, n�o, n�o, est� a ficar cada vez pior.
Tens tempo para te encontrares comigo?
N�o, mas est�o exaustos.
N�o podes vir?
Estou em frente ao caf�.
Onde est�s?
N�o podes continuar a ligar-me, quando estou a trabalhar.
Sim, sim, eu sei. Tenho que falar contigo. Tenho que...
Est� bem, mas depois.
Tenho clientes. N�o posso falar.
Est�s ocupado?
Queria ver-te.
Tenho que trabalhar. N�o posso falar agora.
Tenho que ir, sim? Adeus.
Matt. Podes ver o Peugeot depois?
Sem problemas.
N�o precisas de vir amanh�, n�o temos nada para fazer.
Eu sei, mas venho de qualquer maneira.
Como queiras!
- Quem �? - Adivinha.
- N�o gosto de enigmas. - Que pena.
Esperei a noite toda.
Sim, eu sei. Desculpa, mas n�o deu para ir.
Porque n�o?
O que houve?
- Vira-te. - Aqui?
N�o me importa. Vira-te.
- N�o est�s a fazer bem. - Cala a boca.
Espera. Eu ajudo-te.
N�o v�s que n�o est� a resultar?
P�ra, isso d�i.
- N�o te entendo. - D�-me as tuas chaves?
- Para qu�? - N�o me queres comer?
- Na minha casa n�o. - �s complicado.
E tu?
Apareces e desapareces.
Estava com algu�m melhor antes de ti.
N�o te entendo.
N�o sabes como amar.
Est�s a ficar chato. Gostava mais de ti, impotente.
- Deixa-me em paz. - O que se passa contigo?
Entendi.
As tuas escadas s�o uma merda.
Desculpa mas n�o fui eu que as fiz.
Merda.
Est�o todos loucos, principalmente os homens. Reparaste?
� o medo do desemprego.
Queres saber?
Apanhei o meu a masturbar-se no carro.
O meu ficou obcecado por sexo.
Queria faze-lo no hall de entrada do meu pr�dio.
- Isso � bom. - S� quer comer-me.
Pelo menos � original.
Agora � que apareces? Onde estavas?
- Desculpa, tive uma entrevista de emprego. - Aqui est�s tu.
Vamos r�pido, est�o a olhar.
N�o vamos levar coisas pesadas. Deixa a�.
N�o vou deixar nada para o senhorio.
O meu homem disse-me isso quando me fodia.
- Isso deu-me tes�o. - O que � que ele disse?
Fingiu que me estava a pagar para me comer.
N�o foi original, mas funcionou.
� original para algumas pessoas.
N�o, o meu ex deu-me isso.
- Obrigada. - Qual deles?
Odeio isso. Agora finalmente posso livrar-me disso.
� o senhorio.
Quietas.
Aliz�e, fodias na frente do teu namorado?
Oh n�o. N�o conseguia.
Mas n�o me importo de o fazer por dinheiro.
Os homens pensam em coisas estranhas.
Ser paga para foder � um tipo de fantasia chata.
Dada a situa��o, estou a come�ar a pensar nisso.
Porque n�o ganhar por foder?
� como o tipo desempregado no filme que se torna stripper.
S� por uma noite.
- D� certo no filme? - Totalmente.
Mesmo que me paguem, desculpem, mas quero escolher com quem vou foder.
E n�o trazemos os tipos.
- O senhorio ainda est� l�? - Vou l� ver.
- Ele n�o vai ceder. - Podemos sair pela janela?
- Acho que n�o. - Isso n�o � bom.
De qualquer maneira, todos os homens s�o porcos.
- Tu �s um pouco l�sbica, n�o �s? - E da�?
Os homens s�o interessantes entre as dez e a meia-noite.
Podiam ser mais gentis.
Eu gosto de ser amarrada.
Amarrada com uma corda?
N�o � humilhante?
Experimenta! E vais ver.
- Pelo menos n�o podemos fingir. - � verdade.
- Tu finges? - �s vezes � preciso.
Uma vez, estava t�o cansada que tive que fingir para ele me deixar dormir.
Eles esquecem-se que n�o somos m�quinas de sexo.
Se n�o estou para ai virada, corro com ele da cama para fora.
Agora com a greve, v�o ter mais tempo para o sexo.
S� em sonho. Eles s� se preocupam com o tamanho dos seus paus!
� s� um telem�vel...
tem c�mara, � um computador port�til, liga��o � internet, formid�vel, tudo.
� uma necessidade absoluta.
Est� a viajar por lazer ou em neg�cios?
- Tem um cigarro? - N�o quer ir para o conv�s comigo?
Porque n�o ficamos aqui?
N�o se pode fumar no barco.
N�o se pode fumar em nenhum lugar.
Est� bem, resposta errada. Com licen�a.
Tem um cigarro? Por favor!
Tenho at� lume.
E aqui est� meu cart�o.
N�o pode fumar aqui.
Se eu s� fizesse o que � permitido, a minha vida seria triste, n�o acha?
- N�o acha? - Concordo.
Gostaria de...
acender... o meu cigarro...
na casa de banho?
Claro.
Voc� vai primeiro. Vou dentro de cinco minutos.
H� duas possibilidades:
ele pode perceber o que fizemos, ent�o temos cinco minutos para fugir,
ou ele est� loucamente apaixonado, e vai esperar at� chegarmos ao porto.
N�o tenho nada a ver com isso.
� � assim?
Vem para aqui.
N�o � muito confort�vel, mas podemos ficar sozinhas.
- Fumas? - N�o!
Vais muito a Inglaterra?
Compro l� as roupas. Que tal esta resposta?
V� l�, relaxa.
Tamb�m n�o planeei viajar na casa de banho.
Mesmo numa boa companhia.
Qual � a tua? Gostas de enganar as pessoas?
Ou s� gostas de as roubar?
�s linda.
N�o mudes de assunto.
S� precisas de tirar estas coisas rid�culas.
N�o consigo ver.
Deixa-me em paz.
Tens duas op��es.
Nunca paras? Gostas de ati�ar os homens?
Porqu� os homens?
S�o t�o previs�veis.
Nunca quiseste foder assim como, por divers�o?
N�o, nunca falo disso.
N�o quero falar disso. N�o dessa maneira.
Nunca pensas em coisas indecentes,
coisas sujas?
Coisas que te excitam?
Diz-me no que pensas.
Podemos nunca mais nos vermos outra vez.
Homens...
Eles sabem exactamente como explicar que...
o prazer n�o tem nada a ver com amor.
- O que � que tu queres? - E tu?
P�ra.
Sei que est�s toda molhada entre pernas.
Vamos, n�o te preocupes. S� te vou tocar.
O que est�s a fazer?
H� quanto tempo n�o fodes?
J� te acariciaste?
N�o.
Sim.
Eu...
Toquei-me.
No que pensaste?
N�o sei.
Em sexo.
No Matt...
a fazer amor comigo.
Abre as pernas.
N�o.
N�o posso.
O que te impede?
N�o sou assim.
Olha. Tu �s linda.
Olha.
Diz-me que gostas.
O meu telem�vel. Voc� roubou-me o meu telem�vel.
Voc� bateu-me assim que me sentei!
Veja, senhor.
- Ela tem um c�mplice. - Claro que ela tem...
Desculpe, menina. Vamos para a esta��o.
- Mas ela... - Vamos e explica-me.
Mas ela roubou-me o meu telem�vel.
Vamos esclarecer isso. Venha comigo.
C�cile?
N�o sei se me reconhece.
N�o. Ah, sim, sim.
Desculpe incomod�-la,
mas o meu marido disse-me que voc� estaria hoje aqui.
O que exactamente voc� quer?
O Yves fala muito sobre si e eu queria v�-la.
Ent�o?
Sei que isto � idiota.
- Desculpe, esque�a. - N�o, espere. Volte aqui.
Isto � idiota. N�o vejo ningu�m h� seis meses.
Fico feliz que tenha vindo.
Ele tamb�m me fala de voc� e ele tem raz�o. Voc� � bonita.
Voc� tamb�m.
Estou feliz por a ver.
Eu amo-o, sabe.
Senhor Daniel!
O que aconteceu?
Estou bem. S� preciso de me sentar.
Tem a certeza?
O que posso fazer?
Por favor, n�o fale sobre isto.
Voc� precisa de um m�dico.
Para si, sou um empregado de limpeza de casas de banho, mas j� tive outra vida.
N�o o vejo assim.
J� tive grandes hist�rias de amor com mulheres.
Com mulheres maravilhosas.
E ent�o, casei-me... com uma mulher que era t�o...
Era t�o...
E ent�o, quando ela...
Quando ela partiu...
eu sabia que tinha acabado.
N�o toco uma mulher h�...
25 anos.
FECHADO DEFINITIVAMENTE
Ent�o, qual � o problema? O que vais fazer exactamente?
Pensei que est�vamos aqui para falarmos de n�s.
- Ent�o, n�o me interessa? - Depende.
Voc�s s�o esquisitas, n�o �?
Ent�o, n�o posso participar?
Se quiseres pagar, porque n�o?
Deixa-me ver se entendi. Se eu quiser ter sexo contigo,
tenho que pagar?
Vai sonhando.
Eu n�o disse que queria foder contigo.
Sonia, sei que estraguei tudo.
Agora j� percebeste?
Devia ter cuidado melhor de ti.
N�o te dei aten��o suficiente.
P�ra.
- Como est�s? - Bem.
Fiquei surpreendida quando me ligaste.
E eu fiquei surpreendida por teres ficado com o telem�vel daquele parvalh�o.
- Queria pedir-te um favor. - Que tipo de favor.
� um pouco estranho.
- N�o � outra fantasia... - N�o te fiz vires-te.
- Est� bem, p�ra. - Como quiseres.
Acho que n�o dev�amos ter-nos encontrado de novo.
Queres sair?
Muito bem, vamos l�.
- Sinto a tua falta, � muito dif�cil. - P�ra, p�ra.
Sinceramente, penso em ti o tempo todo. N�o consigo viver sem ti.
Agora � que me dizes?
Agora � que me dizes?
N�o posso ficar sem ti. Por favor p�ra, Sonia.
Vou provar o meu amor por ti todos os dias.
O que te fez perceber isso? O facto de eu te ter deixado?
- Ol�, estou � procura da Alice. - Ela n�o est�.
- H� quanto tempo � que ela saiu? - N�o sei.
Como assim, n�o sabe?
Se a fizeres sofrer, eu mato-te.
- Matei um tipo. - N�o sabes isso.
Ele n�o se mexeu. Estava deitado como um c�o.
O que � que eu fiz? Merda!
Tens que ligar para o hospital.
Tenho estragado tudo desde que a Sonia me deixou.
S� fa�o merda.
Roubei um carro e matei um tipo. Consegues imaginar?
Usaste a tua ferramenta?
Roubei um carro maravilhoso.
S� isso.
Volta para onde isso aconteceu.
Est�s louco? N�o consigo.
Volta para casa e acalma-te, est� bem?
Eu trato disto, sim?
Acalma-te.
Foste atropelado por um carro? Est�s bem?
Sim, deixa-me em paz.
- Vamos para o hospital. - Estou bem.
Eu disse que estou bem.
N�o estavas na minha festa de anivers�rio?
Tu �s o pseudo-namorado da C�cile.
Do que est�s a falar?
Que tal calares a tua boca? Est�s-me a deixar nervoso.
Certo, ent�o a tua mi�da nem tem um namorado. Idiota.
Acabaste de ser atropelado.
Essa � a �nica raz�o para n�o te bater.
Se isso � que � amar algu�m...
voc�s os dois merecem-se. S�o dois idiotas.
Vou levar-te a um sitio maravilhoso.
� uma casa que me emprestaram.
Vais entra sozinha.
N�o vou contigo.
Vais pegar o len�o e o capuz que est�o numa mesa na entrada.
Uma pessoa vai chegar. Vais deix�-la entrar.
� aqui?
Tem que esperar ali.
Tenho que a vendar.
Ah, certo. A venda.
- Tenho que abrir a porta. - Sim, claro.
� minha primeira vez, sabe?
Ele n�o me vai magoar, n�o �?
Pode pedir-lhe para n�o ser violento?
� a primeira vez que fa�o qualquer coisa assim.
Vais deixar a segunda pessoa entrar e colocas-lhe o capuz.
- Ol�. - Ol�.
Eles n�o podem falar entre si.
Posso entrar?
Sim, mas tenho de lhe p�r isto a si.
Vai descobrir os seios da mulher.
Depois vais empurrar o homem em direc��o � mulher.
- Vais ajud�-los a fazer amor. - N�o posso fazer isso.
N�o podes ou n�o queres?
- N�o ia conseguir. - N�o te estou a pedir que fodas.
- Mas n�o posso... - Podes sim.
� como no barco,
quando me viste a roubar o telem�vel.
- Gostas de correr riscos. - N�o, n�o gosto.
N�o gostaste...
quando te pararam e os enganaste?
Porque eu?
Porque sei que tu consegues.
Aposto a minha l�ngua nisso! Confia em mim.
Tu �s terr�vel.
Porqu�? S� fiz um favor a eles.
Ela estava a pressionar-se a ela pr�pria.
Porque �s t�o agressiva comigo?
Desculpa.
Est�s desculpada.
E o marido dela?
- N�o entendeste? - O qu�?
A venda era para que n�o se pudessem ver um ao outro...
Era o marido dela quem estava a fazer sexo com ela.
Ele sabia?
Claro que n�o.
N�o compreendo.
A jovem mulher, Virginie,
teve uma m� experi�ncia h� uns meses atr�s...
e precisava de sentir prazer novamente,
sem se sentir culpada.
Desculpa.
N�o, desta vez.
A partir de agora, quando agires mal, vou dar-te um desafio.
Est�s de acordo?
De acordo?
Sim.
De acordo.
Vai para esta morada.
Agora.
Vais tirar a roupa e sentas-te na cama.
Um homem vai chegar e vais receb�-lo.
Sim, quero que esperes por ele,
nua, na cama.
N�o sei se consigo.
Sim, consegues.
- Ol�, C�cile. - Tenho que ir.
Ent�o, qual � a ideia doida?
Mas ainda, para fazer eles pagarem...
Eles comem-nos como se n�s lhes pertencesse-mos.
Eles pagam e n�s escolhemos. � o para�so, n�o �?
E com esse dinheiro, podemos at� ajudar os grevistas.
Sim, vamos a ver.
Ent�o, vamos?
C�cile, tu �s doida.
E n�s tamb�m, por te seguirmos.
Est�o prontas?
Eles est�o aqui.
Est�o � espera.
J� pagaram.
Agora temos que escolher.
Alice?
Fazes um pre�o especial para mim?
N�o. Para ti, � de gra�a.
- Est�s doida? - N�o fales assim comigo.
Vem.
Posso p�r a minha jaqueta?
Vem.
Tenho uma coisa para te mostrar.
Est�s-me a magoar.
Tu � que te est�s a magoar. Ele n�o vai voltar, C�cile.
Vai-te embora!
- Que fa�o dele? - Larga isso.
- Porqu�? N�o lhe ligas. - Cala a boca. Larga isso!
N�o podes...
Mas... quem pensas tu que �s? N�o podes fazer isso!
Mas tu podes?
Tu podes cuidar dos outros, mas n�o de ti mesma.
Vai-te embora.
Vai-te embora.
N�o achas que est� na hora de enterrares o teu pai, para teu bem?
Vamos.
Vem.
N�o vamos voltar.
Amo-te.
Amo-te.
Mesmo que nem sempre seja f�cil.
Tradu��o e sincroniza��o de: ricardojaf
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