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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

Pronto.

Ajuda-me, foda-se!

APOIO AO ESTUDO EQUIVAL�NCIA AO 12.o ANO

Assim, temos...

...o pequeno-almo�o ao jantar...

...ao pequeno-almo�o.

N�o sabia o que fazer. Esteve assim a noite toda.

N�o quis deix�-la sozinha.

Eu trato do assunto. Obrigada.

Pode dizer aos outros agentes

para estarem na sala multiusos durante a mudan�a de turno?

Quero-os l� a todos.

- Claro. - Obrigada.

Ol�, Taystee.

Lamento que a tua amiga tenha falecido.

Ela n�o era minha amiga.

Era minha aluna.

Certo.

O que aconteceu?

N�o sei.

Quando cheguei, ela j� tinha morrido.

Est�s bem?

J� vi demasiados cad�veres.

Quantos cad�veres achas que j� viste?

Na tua vida?

N�o sei.

J� vi seis.

Antes de ter este emprego.

Vi dois ou tr�s contigo.

Lembras-te do carro que subiu o passeio

e atropelou o Antwan Stokes

e o Drew n�o-sei-quantos? - Sim, lembro.

Tamb�m vi aquela mi�da ser alvejada � porta da farm�cia.

Sim, acho que ela era prima do Marquis Taylor.

- Sim. - Tinha uns 12 anos.

E um idiota que saltou para debaixo do comboio,

mas nesse caso n�o se v� um cad�ver. V�-se sangue e carne.

- E o meu c�o morreu. - O c�o cara de macaco?

Quando foi isso?

H� quatro anos.

Mas tinha chegado a hora dele.

O pelo estava todo grisalho. N�o via nada e ia contra as paredes.

O teu c�o morto mijou na minha mochila.

Ensopou aquilo tudo.

E como n�o me deram outra no lar de acolhimento,

durante um ano inteiro, levei os livros numa mochila cheia de mijo.

Raios partam o c�o cara de macaco.

- Ainda bem que morreu. - Cala-te.

A minha m�e falou

em embalsam�-lo e coloc�-lo na sala de estar.

Ainda bem que n�o t�nhamos dinheiro. Seria muito sinistro.

Achas que ela fez de prop�sito? A tua amiga?

- Ela n�o era minha amiga. - Desculpa.

N�o sei.

� prov�vel.

Talvez.

Ela estava a passar um mau bocado.

E entendo isso.

Entendes?

Tamika, acho que n�o consigo continuar.

Pensas assim agora, mas n�o significa que seja verdade.

Pois, e se eu reformular?

N�o quero continuar a fazer isto.

Amanh�, tudo vai melhorar.

A minha m�e dizia-me isso depois de um dia mau.

Mas amanh� tamb�m pode piorar. Fala a voz da experi�ncia.

A tua m�e queria embalsamar um c�o morto, por isso...

Ela era uma otimista.

Algu�m nesta sala traz drogas e telem�veis para a pris�o.

Deixaram as reclusas sem supervis�o.

Vamos tratar deste assunto,

mas, neste momento, vamos realizar buscas t�o minuciosas

que, quando a PolyCon vier dar-me nas orelhas,

ter� de ultrapassar um gigantesco monte de contrabando

para chegar perto de mim.

A Judy King doou uma c�pia a cada reclusa.

Podemos entreg�-los enquanto fazemos as buscas.

Matamos dois coelhos com uma cajadada.

E as reclusas ter�o algo para ler

enquanto esperam que revistemos as celas. As que sabem ler.

Agente Alvarez, eu estava a falar.

Ela fez uma m�nage � trois com um guarda?

Quem ser� o guarda que gosta de ratas velhas?

- Mas que raio? - Parem de trocar livros!

N�o! Larguem os livros!

Est�o a gozar comigo?

Uma mulher morreu.

N�o se iludam, vou despedir quem n�o levar isto a s�rio.

Vou despedir quem nesta sala

for respons�vel por tornar esta pris�o num mercado de droga.

J� todos me viram a despedir pessoas. V�o fazer o vosso trabalho!

Sei que temos um passado em comum...

Sim? Que passado ser� esse?

Aquele em que levei muita porrada sua.

Sim, foi divertido. Bons tempos.

Queres mais? Estou com vontade.

Tenho quatro mil d�lares de fentanil.

Quer uma parte do lucro? Dou-lhe 40 %.

E que tal 100 %?

Estou a cumprir pris�o perp�tua, Hellman.

Fa�o esta oferta a um agente certinho e aceito qualquer coisa.

Para mim, � igual. Mas prefiro ganhar dinheiro, n�o acha o mesmo?

Isto � uma busca, idiota.

O que vou fazer com a droga?

Pode lev�-la consigo.

E se a enfiar pela tua goela abaixo e fizermos contas depois?

Foda-se. Tens sorte, porque usei o �ltimo preservativo

a foder uma ruiva boazona com mamas gigantes.

- Sou uma sortuda. - S�o 70 %. Para mim.

Est� bem.

Mas se n�o me pagar, abro a boca.

Sim, vamos ver.

Abres a boca, ficas sem dentes.

Estou a falar a s�rio.

Ouve, tenho de ir mijar. Volto j�.

V�, pega nisso. Vamos.

J� vieram revistar a minha cela.

Sim. Vim verificar de novo.

Ouve, encontrei...

...canetas vaporizadoras nuns chinelos de chuveiro. Queres?

Est� a falar a s�rio?

Tem sido uma manh� complicada.

Pode ir embora?

V�o cheirar isso e pensar que sou eu.

N�o quero mais problemas.

Certo.

Foste apanhada com um telem�vel.

Deixe-me adivinhar...

...n�o quer que o denuncie.

Foi isso que veio fazer? Proteger-se?

N�o, eu s� queria...

N�o, tem raz�o. Eu devia t�-lo denunciado.

Mas fui est�pida.

Pus a fam�lia daquelas mulheres � frente da minha.

Devia ter sido uma imbecil e ego�sta, tal como voc�.

Nunca me devia importar com o que acontece aos outros.

Luschek, voc� � um modelo a seguir.

Quero crescer e ser tal como voc�.

Um modelo dos diabos.

Livre!

N�o h� aqui nada de jeito.

Senhora.

- O que encontraram? - N�o encontr�mos grande coisa.

S� isto?

Fizemos uma busca h� alguns dias.

E n�o funcionou. Onde est�o as drogas que mataram a Doggett?

Talvez tenha consumido tudo.

Acha que isso justifica?

Encontrou algo, Luschek?

- Sim, claro. - E armas?

Telem�veis? Estes objetos n�o s�o significativos.

N�o diga isso. H� aqui canetas vaporizadoras.

E sedativos no fundo do saco.

E um dildo.

Est�s a falar de ti ou do que est� no saco?

Est� no... Para!

Tenho informa��es sobre o tr�fico.

- Finalmente. - Sabes como entram aqui as drogas?

As drogas? N�o.

N�o sei nada sobre as drogas. A s�rio.

Isto � sobre o telem�vel. Os telem�veis.

O telem�vel que foi apreendido no outro local.

No local da deten��o.

- No SEF. - A Ruiva e o Alvarez est�o a investigar.

N�o h� nada a investigar. Sei como os telem�veis entram aqui.

Sou eu que os trago.

Sou eu. Eu trafico telem�veis.

E a Mendoza n�o devia ser castigada.

O telem�vel era dela?

N�o, o telem�vel era meu.

Obriguei-a a vender chamadas �s mulheres no lugar mau.

Credo.

N�o posso...

Est� despedido.

- Pode limpar o seu cacifo. - N�o tenho l� nada.

Talvez tenha l� uma barra de chocolate. Espero que sim.

Est� despedido, por isso, saia daqui.

Saia daqui!

At� logo, pessoal.

Sentem o cheiro a panos queimados?

Cheira a marijuana, Blake.

O Luschek tresandava a marijuana.

Santo Deus.

Olha s� para esse narizinho na tua cara.

- N�o estava � espera disto. - Ol�.

Parece fora do contexto.

� como ver o professor de Matem�tica em cuecas de nata��o.

Esta senhora simp�tica veio trazer-te algo e eu impedi-a de sair.

O Cal e a Neri ainda est�o a ajudar a m�e?

Sim, Deus os aben�oe.

Est�o a arrumar a casa como a Marie Kondo. Tive de sair.

- Vamos para a sala de estar? - �timo.

Gostei muito de o conhecer, Sr. Chapman.

Igualmente, Zelda. Diverte-te em Northampton.

Obrigada. Adeus.

Vais a Northampton?

- Tenho boas recorda��es de l�. - Sim. Estudaste em Smith.

"A virtude traz sabedoria." � o lema da universidade.

Talvez seja por isso que me sinto t�o ignorante,

pois n�o tenho sido virtuosa.

Northampton, ent�o.

Servi�o de consultadoria.

Talvez demore algumas semanas. A consultadoria.

- Lamento que seja constrangedor... - Vem comigo.

- O qu�? - Vem comigo para Northampton.

Vou ser alojada numa casa de quinta

que parece sa�da de um filme independente alusivo � nostalgia.

Esta aventura seria boa para ti, n�o achas?

Agora que �s uma mulher livre.

As coisas est�o um pouco complicadas.

Est� bem, mas pensa nisso.

N�o sei se isso importa, mas gostava muito que viesses.

Toma. Comprei-te algo.

Um bagel? Que del�cia!

Tem sementes de papoila.

A tua liberdade condicional terminou

e j� n�o tens de fazer testes de despiste de opioides.

- �s muito am�vel. Obrigada. - Sim.

Vem mesmo a calhar. Estou esfomeada.

Vou deixar-te comer � vontade.

Obrigada.

Est�s salgada.

Adeus.

Piper?

- Sim? - Podes dar-me uma ajuda?

Sim.

Tentei p�-la no ber�o, mas n�o correu bem.

Deste-lhe a chupeta?

N�o. Certo.

Aqui tens, querida.

Resultou.

Piper, tamb�m queres uma chupeta? Tenho um elefante.

Senta-te. O que aconteceu?

� a Alex, pai. Estou triste por causa dela.

O som da desaprova��o. O meu estilo de vida...

Piper, se achas que desaprovo que sejas l�sbica,

fica a saber que �s uma adulta. Toma as tuas decis�es e s� livre.

Mas tamb�m sou um adulto e tenho o direito de me exprimir.

N�o gosto da Alex. Foste presa por causa dela.

E continua a fazer-te sofrer.

Mas parece que n�o v�s o que ela fez e o que continua a fazer ao teu cora��o.

Piper, sei que ela � importante na tua vida, mas segura nela.

Observa-a com aten��o.

Achas que ela te traz alegria?

Meu Deus.

Vou analisar a minha mulher usando o m�todo da Marie Kondo?

Agradece o que ela adicionou � tua vida e livra-te dela.

Tu nem uma caneta consegues deitar fora.

Mas fi-lo! Tinhas raz�o.

- A Alex n�o � uma caneta avariada. - Mas ela est� corrompida.

N�o queres algu�m �ntegro?

Vamos!

Vamos.

Vamos!

- Vamos. - Cinco minutos!

Vamos, pessoal! Agora!

- Mexam-se. - Vamos! R�pido!

O que est�s a fazer?

N�o fiques a� parada, sen�o, levam-te a ti e �s tuas coisas.

O que fa�o?

Pega nas tuas coisas. Temos de mudar de s�tio.

Quatro minutos!

Levem o que quiserem, exceto objetos volumosos.

Senhor, esse sof� que leva �s costas � um objeto volumoso.

Tirem-lhe isso!

Vamos, senhora. R�pido.

Estou a tentar maximizar o espa�o. Respeite o meu m�todo de arruma��o.

Vais arrepender-te de levar o candeeiro.

Sim, arrependo-me de muita coisa.

Tenho de revistar a tua cela.

Vou facilitar isto. Sei que est�s a passar um mau bocado.

- Quer que saia? - N�o.

Livre.

Est�s a ultrapassar a situa��o?

Eu conhecia-a.

O que quer dizer?

Agora que ela morreu, posso dizer isto sem arranjar sarilhos.

Ela era minha amiga.

�ramos amigos.

Lamento a sua perda.

Sim, obrigado.

Dixon?

Acha que me pode levar a ver a Suzanne?

Ela tamb�m era amiga dela e quero ver como � que ela est�.

As coisas agora est�o um pouco ca�ticas.

Sim, mas eu acabei de ver uma pessoa morrer.

N�o estamos em encerramento. As pessoas andam por a�.

Ningu�m vai reparar.

Credo.

J� tudo voltou ao normal.

Como se nada tivesse acontecido.

Como se uma luz de esperan�a n�o se tivesse apagado cedo de mais.

Est� bem.

Vamos.

Ol�, mi�da. O que est�s a fazer?

- Estou a desfazer. - Vejo que sim.

- O que est�s a desfazer? - A UE das galinhas.

A P-Tuck odiava-a.

Achava que era cruel e acho que ela tinha raz�o.

Cometi um erro.

Cometi um grande erro,

mas agora vou emend�-lo.

Como te sentes?

Estou triste.

Sim.

Tamb�m estou triste.

H� muito tempo que estou triste.

Perder algu�m � dif�cil.

Mas tem de acontecer,

por isso, estou a tentar habituar-me.

Para lidar melhor com isso, entendes?

Quando elas aparecem e desaparecem.

Aconteceu o mesmo com a Vee e com a Poussey.

- Com a Cindy e contigo. - Estou mesmo aqui.

N�o, tu j� n�o �s a mesma.

Deves ter raz�o.

Mas n�o faz mal.

Percebi que n�o posso controlar as coisas.

Andaste a ler livros de autoajuda?

N�o. Estou a amadurecer.

� dif�cil,

mas est� a acontecer.

Podes ajudar-me com as galinhas?

Vou tentar.

Vais conseguir.

V�o!

- Abre a porta. - Est� bem.

- V�o, galinhas! - V�o, galinhas.

- V�o! Sejam livres! - Mexam-se!

V�o! Em liberdade!

Olha para elas a ir!

Adoro-te, Suzanne.

E estou orgulhosa de ti.

Promete-me que continuar�s o teu caminho, aconte�a o que acontecer.

Agora, �s tu.

Tens de continuar.

� agora ou nunca.

� agora.

FOSTE TU QUE TORNASTE ISTO POSS�VEL. AMANH�, TUDO SER� MELHOR.

DEPARTAMENTO DE EDUCA��O

ESTE DIPLOMA � CONCEDIDO A ANTOINETTA KERSON - IRENE CABRERA

ESTE DIPLOMA � CONCEDIDO A TIFFANY DOGGETT

BOLETIM OFICIAL DE FORMA��O TOTAL - 596 - RESULTADO FINAL - APROVADA

A nossa rela��o tem sido atribulada.

Muito mais do que atribulada.

Mas ainda estamos numa fase de adapta��o...

Vou ser transferida.

- O qu�? - Para o Ohio.

N�o podem fazer isso.

Tanto podem, que j� trataram de tudo.

Talvez seja melhor assim.

V� o que estamos a fazer. N�o est� a funcionar.

Passamos o tempo a discutir, a negociar e a ser infi�is.

- N�o foi sempre assim? - Sim, e temos de parar.

- N�o queria... - Por favor, eu preciso de...

Deixa-me terminar.

Quero que saibas que lamento muito

o desvio tresloucado que te levei a fazer.

- N�o. - Quero que sejas feliz...

...e livre.

Alex, n�o �s um desvio na minha vida.

Tu �s a minha vida.

N�o significa que devemos ficar juntas.

E o nosso casamento?

Sabes que n�o foi oficial.

Cas�mos na pris�o. J� n�o est�s na pris�o.

Pensarei em ti todos os dias do resto da minha vida.

Espero que tu tamb�m,

mas tamb�m desejo que encontres outra pessoa em quem pensar.

Pipes, passaram-se demasiadas merdas.

Sim, passaram-se muitas merdas, mas eu tamb�m te magoei.

- Estamos quites. - Por favor, para.

- N�o podes... - Sabes que tenho raz�o.

Para de lutar contra isto.

Tamb�m tens de me deixar partir.

Tamb�m te pe�o a minha liberdade.

Alex...

Tenho de ir.

Amo-te.

Amar-te-ei para sempre.

PORQUE TE RIS QUANDO TE PEIDAS

PORQUE USAS FIO DENT�RIO REGULARMENTE E NINGU�M FAZ ISSO

Ningu�m tem nada?

Escuta...

Puxem pela cabe�a.

T�nhamos tantos esconderijos diferentes.

Tem de haver droga escondida por a�.

Os ratos comeram o queijo todo.

V� l�. Voc�s n�o servem para nada?

Saiam daqui.

E quando voltarem, espero que tragam algo branco.

Vejam quem ainda est� viva.

Mudaste de ideias?

Ou vieste despedir-te uma �ltima vez?

- Somos irm�s de armas, n�o �? - Mudei de ideias.

Enquanto h� vida, h� esperan�a.

Ent�o? Agora acreditas em Deus?

Tens um ar diferente.

Quero tentar algo novo.

Quero concentrar-me no presente,

porque a minha vida tem sido uma caixinha de surpresas.

Vou continuar e descobrir o que o futuro me reserva.

Odeio surpresas. Costumam ser uma merda.

Ainda tens o produto que te dei?

Estou aqui para isso. Quero anular o neg�cio.

- Anular o neg�cio? - Preciso da chave.

Mais cedo ou mais tarde, algu�m vai dar pela falta dela

e quero devolv�-la.

Porque vou abdicar do que me mant�m no neg�cio da droga?

Porque n�o podes ir buscar o contrabando

e pode demorar at� isso acontecer, por isso, n�o h� droga na pris�o

e eu tenho o que tu desejas aqui e agora.

- Sim? - Ent�o?

N�o quero andar � porrada, entendes?

Queres o produto, d�-me a chave.

Se n�o queres trocar, vou-me embora. E ficamos por aqui.

- Tens drogas? - Se derem mais um passo,

nunca ir�o saber onde escondi a droga.

Ajuda-me a levantar. Eu dou-te a chave.

Bateste-me com for�a.

Agora, vivo no presente.

Obrigada.

Tinhas o produto nas cal�as?

Devo dizer que pensas bem e r�pido. Boa estrat�gia.

Estou mesmo a precisar.

Afastem-se! Eu sou a primeira.

Sim, houve alguns contratempos,

mas tamb�m alcan��mos feitos importantes.

Tenho resolvido as situa��es problem�ticas.

Identifiquei e despedi o guarda que traficava os telem�veis na pris�o.

Dispensei o Hopper por manter uma rela��o com uma reclusa.

Mas n�o apresentei queixa contra nenhum deles.

Quis esperar para saber a sua opini�o,

porque sei que gosta de tratar disto com discri��o.

Estes incidentes podem ficar entre n�s.

Sim, � melhor assim.

Certifique-se de que os idiotas sortudos n�o pedem indemniza��es.

Maldita overdose.

N�o podia ter tido um aneurisma? Como vou explicar este incidente?

� poss�vel que ela for�asse as outras reclusas

a dar-lhe os seus analg�sicos...

...reunindo grandes quantidades.

� convincente.

Afinal, tem jeito para este ramo.

Mas que raio?

Corredor este. Est� a� algu�m? H� aqui uma galinha.

Ol�. Acho que � a Dona Celeste Warmington III.

- Ou a Pintadinha? Talvez? - Levem-na daqui.

Meu Deus!

Essa coisa n�o ser� um foco de doen�as?

- S� saberemos quando for tarde de mais. - O qu�?

Estou a brincar. N�o corre perigo.

Como sabe, o nosso programa de agropecu�ria

que, j� agora, fornece ovos de gra�a para a cozinha,

� gerido pelas reclusas com especificidades neurol�gicas

e elas cometem pequenos erros, mas no geral...

Se as apanharmos, onde as colocamos?

Porque h� galinhas a correr como se tivessem sido decapitadas?

Tu. Estou a apontar para ti.

Seja o que for que aconteceu, n�s controlaremos a situa��o.

Uma delas acabou de p�r um ovo.

Tenho um primo drogado chamado Jackson que toma oito destes por dia.

E isto n�o � ibuprofeno.

Est� despedida.

Pronta?

O pol�cia n�o me deu tempo. A distribui��o de peso est� horr�vel.

- Obrigada. - Sim.

Tamb�m preciso de um carrinho.

Ainda bem que trouxeste o candeeiro.

Entrei em p�nico! Sou nova nestas andan�as.

N�o sei o que fazer nesta situa��o.

As senhoras caridosas das sandes. Boa.

Acham que as barras de figo s�o bolachas, o que n�o � verdade,

mas adicionam-lhes coisas �teis, como um cart�o de oferta ou cup�es.

Ol�, senhoras das sandes. T�m duas para n�s?

Claro!

Tomem.

Ol�, sou a Jennifer e este � o meu filho, o Brian.

- Ol�. - Brian, diz ol�.

Ol�.

Pertencem a alguma igreja ou algo assim?

Somos s� amigos e familiares.

Quero ensinar aos meus filhos que os sem-abrigo n�o s�o m�s pessoas.

S�o v�timas da desigualdade econ�mica, do ciclo da pobreza

e da corporativiza��o impiedosa dos EUA.

Ena, Brian.

A tua m�e n�o tem papas na l�ngua. Entendes o que ela diz?

N�o sei.

N�o te preocupes. Escuta a tua m�e.

Obrigada pelos sacos.

De nada. Prazer em conhecer-vos.

- Brian, diz adeus. - Adeus.

Adeus.

Isto tem fiambre? Desculpe?

Desculpe, isto tem fiambre?

A tua tem fiambre?

A minha tem peru.

- Queres trocar? - Podes crer.

- Nem me apresentei. Sou a Cindy. - Sou a Camilla.

O que te traz a este estilo de vida t�o glamoroso?

Receber sandes de liberais brancos com sentimentos de culpa.

Na verdade, sou toxicodependente.

- Maravilhoso. - Sim.

Os meus pais precisam de um intervalo.

Mas, como fomos desalojadas, talvez tenha de voltar a casa mais cedo.

Pelo menos, tens para onde ir.

Talvez.

Da �ltima vez...

...roubei as joias da minha av� para comprar droga.

E os teus pais aceitam-te de volta?

S�o a minha fam�lia. T�m de aceitar.

Merda.

Nunca conheceste a minha m�e.

Na minha opini�o, quando temos um filho, somos respons�veis por ele para sempre.

N�o acho que seja assim.

Temos de fazer das tripas cora��o.

Este bloco � mais adequado para ti.

� a Florida.

� onde os reformados v�o aproveitar a vida.

Quem s�o estas pessoas?

Amigas que ainda n�o conheceste.

Porque n�o vais buscar o teu almo�o? Hoje, h� salada de fruta.

Desculpa... C�us.

N�o te queria magoar. A s�rio.

- Estava a tentar proteger-me e... - N�o faz mal.

Sei que foi um acidente. Ficamos um pouco desastradas com a idade.

Sou a Galina Reznikov. E tu?

Berlin. Sou a Frieda Berlin.

Prazer em conhecer-te, Frieda Berlin.

- Toma, leva o meu. - Obrigada.

Eu vou buscar outro.

Vem sentar-te comigo. Ficaremos a conhecer-nos melhor.

Queres ouvir uma anedota?

Sobre um pinguim, um agricultor e uma beringela?

N�o me podia ir embora sem me despedir.

O que queres dizer? Vais mesmo "embora"?

O grupo que tu e a Gloria fundaram?

Gra�as a eles, posso recorrer do meu caso em liberdade.

Vou sair daqui.

Devo tudo isto a voc�s, por isso, obrigada.

Podes agradecer � Gloria?

O que est�s a fazer? Tens algo nos olhos?

N�o, � um abra�o com os olhos.

Gostava de te poder abra�ar,

mas, desde que descobriram o telem�vel, andam em cima de mim.

Fico muito feliz por ti, Blanca.

Espero que tudo corra bem.

J� est� na altura de uma de n�s ganhar.

Que se lixe o abra�o ocular.

Quero um abra�o real.

Ainda tens de me obedecer. Vamos.

Renova��es de merda.

Olhem para isto. Os espa�os abertos s�o do pior.

Mexam-se.

Clitvack. Precisamos de mais formul�rios de entrada.

N�o te disse para n�o me chamares isso?

Esse n�o � o meu nome.

Calma, estava a brincar.

A brincar, fodeu o macaco a m�e.

Merda.

Vais a algum lado?

Fui despedida.

Uma das galinhas cagou um frasco de comprimidos.

A s�rio?

Achas que ia inventar isto?

Sabes que mais? � um al�vio.

� um aut�ntico al�vio.

Porque este trabalho � imposs�vel.

E...

...os programas estavam destinados a fracassar.

As reclusas nunca ter�o hip�tese.

O sistema permanecer� inalterado e n�o h� nada que possa fazer.

Obrigada, Tamika.

Tamb�m me ajudaste muito.

- Se ajudei, fico muito feliz. - Sim.

Em especial, porque te queria pedir um �ltimo favor antes de ires.

Podes incluir esta pessoa na minha lista de contactos?

Certo.

Claro que sim.

E, j� agora, p�e l� tamb�m o teu nome.

Vou ligar-te para saber como est�s.

Ouvir o que tens andado a fazer.

E quero saber como vai o teu marido jeitoso.

Nunca o conheci pessoalmente,

mas senti que era uma brasa pelo telefone.

� um �timo parceiro de vida.

E tu...

...�s uma excelente colega de trabalho.

� fant�stico ter uma amiga de longa data como tu.

Sabes que gosto de ti, amiga.

Preciso dos vossos rolinhos de carne. Honrem os mortos, pessoal.

Obrigada.

E obrigada...

Aproximem-se e fa�am sil�ncio.

Cheguem aqui. Vamos come�ar.

Ouviram o que ela disse. Vamos come�ar.

T�m as camisolas vestidas?

Sim? Prontas? �timo.

Muito bem. Vamos colocar o capuz.

Coloquem o capuz!

�timo.

Peguem num copo de bebida amarela e levantem-no.

Parece que estamos num culto.

Vamos beber esta mistela cegamente?

Sobrevivi da primeira vez, por isso...

- � Pennsatucky. - � Pennsatucky.

� Pennsatucky.

Escutem...

...n�o gosto de cantar em p�blico...

...a s�rio.

Mas a minha amiga P-Tuck gostava de me ouvir cantar na cela.

Gostava da minha voz.

Por isso, pe�o que fechem os olhos

para eu cantar a can��o favorita dela e n�o sentir que me est�o...

...a observar, entendem? Por isso...

Vamos l�.

Vejo olhos abertos.

- Pessoal! Tenham... - Suzanne.

Posso fazer uma sugest�o?

Em vez de lhes pedires que fechem os olhos para n�o te verem,

podes fechar os teus olhos para n�o as veres.

Vou fazer isso.

� uma solu��o inteligente.

Est� bem.

Aqui vamos n�s.

Cabrona!

Aonde pensas que vais sem te despedires?

Sei que n�o me farias isso.

- Ficas bem aqui? - Est�s a gozar?

Esta fodilhona de guardas?

Fico �tima.

Agora, p�e-te a andar e n�o sejas idiota como eu.

Adoro-te, amiga.

Tamb�m te adoro.

Gloria, quero agradecer-te por confessares que o telem�vel era teu.

Fico feliz por sa�res em liberdade.

Tive sorte.

O Luschek finalmente fez uma boa a��o na vida.

Mas n�o te iludas quanto � minha decis�o.

N�o o fiz por ti.

Vou sentir a tua falta.

Deixei os meus acess�rios de banho na tua cela.

Vou continuar o nosso trabalho, Gloria.

N�s ajud�mos as pessoas.

Escuta. Primeiro, cuida de ti.

A Maritza iria querer que eu fizesse isto.

Al�m disso, sinto que estou num filme de espi�es.

E, agora, todos dizem "Clitvack".

Estou decidida.

Ent�o, tem cuidado, sim? Promete-me.

Prometo.

Agora, tenho de ir.

Eu sei. Estou feliz por ti.

Tamb�m estou feliz por mim.

D� cabo deles, querida.

Vamos.

Vem ver o meu quarto. � uma celebra��o do maximalismo.

Meu Deus.

Frieda Berlin, como consegues viver assim?

- � uma imundice. - Eu gosto.

Mant�m as pessoas longe.

N�o devias fechar a porta. Precisamos de circula��o de ar.

Posso mostrar-te um segredo?

Ultimamente, nunca me lembro de nada.

Acho que � seguro.

S� podes estar a gozar.

O que mais hei de fazer? Assim, divirto-me.

E o lixo mant�m as pessoas longe.

� rid�culo, mas se te faz feliz, tudo bem.

Agora, abre a porta, por favor. Tenho os olhos a arder.

Fazes-me lembrar algu�m.

N�o sei dizer quem.

Um destes dias, descubro.

Est� bem.

- Est�s com bom aspeto. - Sim?

Comprei uma bicicleta est�tica. �s vezes, fa�o os exerc�cios.

Outras vezes, masturbo-me a pensar em instrutoras sensuais.

Tamb�m � fazer exerc�cio.

- � bom ver-te. - Sim, mas d�i-me ver-te a�.

- O que aconteceu? - O que aconteceu?

Sou m�e e sou latina. Ele meteu-se com a minha filha.

Sim. Soube que despediram o teu cavaleiro branco como a cal.

Tens um plano B?

� que estou bem guarnecido e preciso de despachar o produto.

Hei de encontrar uma solu��o.

A Daya tem um novo contacto que eu n�o conhe�o

e comporta-se como se estivesse no filme Scarface.

Se descobrir que �s o contacto dela e que me andam a enganar,

fujo da pris�o e vou arrancar-te os tomates, entendes?

N�o sabes?

- O qu�? - C�us...

Diz-me logo o que sabes, Cesar.

- O contacto dela � a Eva. - Qual Eva?

A tua filha Eva.

� a liga��o entre a Daya e um tipo chamado Armando.

Est�s a gozar? Ela meteu a Eva nisto?

Ouve. Tens de falar com esse Armando e tir�-la do neg�cio.

Aleida, n�o posso fazer isso.

� da concorr�ncia. Acaba com ele.

H� espa�o para todos.

Ele � irm�o da mulher do meu primo.

N�o vou interferir nessa merda.

- Qual primo? - O Louis. Aquele que estudou arte.

Ent�o, porque n�o faz obras de arte?

Ele faz. Esculturas com t�cnicas mistas.

Trata-se do cunhado do Louis.

E eles ganham muito dinheiro.

Nenhum deles vai parar.

N�o posso permitir isso.

Mais nenhuma filha minha vai estragar a vida.

N�o.

Um...

Um segundo! C�us.

Merda.

Piper.

N�o sei o que estou a fazer aqui.

J� somos dois. Est�s bem?

Comecei a caminhar

e parece que tenho o instinto de vir para a casa onde morava.

Al�m disso, tenho de mijar. A Polly est� em casa?

N�o. Mas podes entrar. Temos uma casa de banho.

- Como tu sabes. - Sim.

Caramelo de manteiga?

Tamb�m temos menta de luz estrelar e barril de cerveja de raiz.

Est� a inventar sabonetes inspirados nos doces

junto �s caixas registadoras em restaurantes medianos.

Que espec�fico.

Sim. A minha mulher � assim.

Quero dizer... � isso mesmo.

A sala est� diferente.

Sim. A Polly mudou a decora��o.

E depois voltou a mudar.

� terceira � de vez. Por agora.

Acontece quando ela est� stressada e, agora, com o beb�,

suspeito que esteja iminente a aquisi��o de um sof� novo.

Piper, n�o tenho jeito para confortar pessoas a chorar.

A Alex terminou comigo.

Disse que queria que eu fosse livre.

N�o sei o que fazer.

Festejar? Desculpa. A s�rio. S�o ressentimentos antigos.

Toma. Assoa-te.

Esta sala de estar podia ter sido minha.

Estes toalhetes podiam ter sido meus.

N�o.

Piper, isso n�o aconteceria.

Porque tu n�o desejavas estar comigo.

Querias estar com a Alex. Sempre quiseste.

Larry, eu queria estar contigo.

Mas a Alex...

Quando nos conhecemos,

passei a ter cinco membros.

Ela faz parte do meu corpo.

E, agora, n�o quer estar comigo.

N�o foi isso que ela disse. Ela queria que fosses livre.

E isso � simp�tico da parte dela.

Porque tamb�m acho que ela � uma cabra perniciosa.

N�o sejas cruel. Todos acham que ela destruiu a minha vida.

- Mas, por favor. - N�o. Espera.

N�o disse isso e...

...n�o penso dessa forma.

Acho que foi ela que construiu a tua vida.

Eras uma mi�da linda e loira de Connecticut,

que ia estudar em Smith e seguir um certo caminho.

Naquele momento, viste o teu futuro,

como seria toda a tua vida da� em diante,

terias uma vida agrad�vel e normal

e uma parte de ti pensou: "N�o quero isto. Quero ser especial."

A Alex foi a tua catapulta para seres especial.

Tiveste uma vida de aventura e mist�rio.

Viveste � margem da lei.

Mas ficaste com medo e voltaste ao teu antigo caminho.

Foi esse o meu papel, certo? E o da nossa vida em comum.

Voltaste a ver como seria a tua vida da� em diante,

uma vida agrad�vel e normal

e desta vez pensaste: "Foda-se.

Estou cansada. Vamos ficar por aqui."

Mas penso que essa tua inquieta��o

podia despertar de novo a qualquer altura.

Por isso, ainda bem que a Alex te denunciou,

porque voltaste a ser especial.

Credo.

Quando criaste essa teoria sobre mim e sobre as minhas motiva��es de vida?

H� algum tempo que penso nisto.

Tenho dado muitas voltas � cabe�a.

At� conversei com dois terapeutas.

Ambos pensam que estou certo.

N�o queria ir para a pris�o, Larry.

- N�o duvido. - Foi horr�vel.

Acredito.

Mas talvez tenha sido a melhor coisa que te aconteceu,

porque nunca mais ser�s amig�vel e normal.

�s uma ex-reclusa,

um estatuto bastante original no nosso c�rculo social.

N�o vivemos nos mesmos c�rculos.

Avalia as escolhas que tens feito, Piper.

A mulher que levaste a jantar connosco?

Ela � fabulosa.

� sensual.

Tem um emprego porreiro.

- Um apartamento fant�stico. - Um apartamento fant�stico.

Est� no bom caminho e gosta de ti.

Mas tu s� pensas na Alex.

Porque amo a Alex.

Sim, porque amas a Alex.

Mas tamb�m

porque amas o que representa estar com a Alex.

Larry, para.

N�o � verdade.

J� n�o me conheces.

Conheceste uma vers�o de mim,

mas n�o fazes ideia de quem sou agora.

Tu criaste uma hist�ria, entendes?

N�o sou t�o autodestrutiva.

- N�o �s? - N�o.

Estou de cora��o partido.

E n�o sei o que fazer.

Talvez v� para Northampton.

- Vais voltar a estudar? - N�o. A Zelda est� em Northampton.

- Pediu-me para ir com ela. - V�s? � isso mesmo.

Tens op��es. Podes ir para Northampton

e ver se resulta. - Ou posso ficar e esperar pela Alex.

Sim.

Claro, tamb�m h� isso.

Aposto que � o que vais fazer.

Est�s a basear-te numa vers�o antiga de mim.

Certo, ent�o, eis o meu conselho:

faz o que a nova Piper faria.

Ol�, girafa. Queres jogar ao Peixinho?

Sou das que prefere o Olho do Cu.

N�o preciso de saber da tua vida pessoal.

Ent�o, o que se passa?

Vieste revelar-me que, na verdade,

a minha bisav� teve um caso com um palha�o,

o que explica o meu cabelo e a minha tara por carros pequenos?

Sim.

Chamava-se Batatinha e inventou a galinha de borracha.

Nichols, tens de estar � altura dos teus antepassados.

Eu sabia.

Vim despedir-me. Vou ser transferida para o Ohio.

O Ohio?

Mas o que fizeste para merecer ir para o Ohio?

Asneira.

Gostaria de saber os pormenores,

mas j� sei que n�o me vais contar.

- N�o gosto de beijar e contar. - Ent�o, houve beijos?

Sabes que mais? Isto faz todo o sentido.

�s uma das �ltimas pessoas importantes na vida que tenho aqui,

por isso, claro que os deuses vingativos tinham de se livrar de ti.

Lamento que a culpa possa ser minha.

N�o, fui eu que causei esta m� sorte.

Tu e a loirinha, como est�o a encarar isto?

Separadas.

A pris�o n�o � t�o rom�ntica

como os filmes abusivos dos anos 70 faziam parecer.

Quero reaver o meu dinheiro.

Tamb�m quero reaver muita coisa.

Ent�o, acabou?

A banda separou-se.

Talvez fa�amos uma �ltima digress�o.

Onde tocaremos os nossos �xitos.

Os que todos adoram, certo?

"Agacha-te e Tosse", "P� de Atleta"

e, claro, o nosso maior �xito,

"Tudo Pode Ser um Dildo Se Tiveres Coragem", n�o �?

Os f�s v�o adorar.

Ohio.

Obrigada por virem.

Queres um refrigerante? Tenho um cup�o.

A Monica tem treino de debate dentro de meia hora, por isso...

Agora, fazes debates?

Aposto que tens jeito. Sais a mim.

Sempre fui muito boa a argumentar.

Porque estou aqui?

Porque fui eu que te fiz.

Nunca fui muito boa a manter a dedica��o a algo,

mas a mulher que me fez ensinou-me a ser melhor do que isso.

Mostrou-me como ser melhor do que isso.

Porque continuou a cuidar de ti e esteve sempre presente.

E eu quero ser como ela.

� por isso que estou aqui.

Vou estar aqui todos os domingos �s 11 horas.

E quero contar-te

o que fiz e pensei.

Quero que tamb�m me contes coisas

ou que fiques a� com esse ar de zangada.

Continuarei a estar aqui, Monica.

E vou provar-te que podes confiar em mim.

Ambas podem confiar em mim.

Todos os domingos, �s 11 horas.

Aqui mesmo.

Vais mostrar-lhe?

Como?

Sentada num restaurante de fast food todas as semanas?

Quero falar-te do teu pai.

Chamava-se Curtis.

Eu gostava muito dele...

...mas ele tinha uma namorada.

E escolheu-a em vez de mim.

Mas eu escolhi-te a ti.

Deacon?

Deacon!

- Sim, Judy? - Temos mais bolachas?

Aquelas que o editor alem�o me ofereceu num cesto.

Pareciam charutinhos.

Recheadas com um creme de chocolate e avel�?

- Choco Heim. - O qu�?

Chamam-se Choco Heim.

Que nome t�o rid�culo. Quero tr�s, por favor.

Volto j�.

Querido, adoro ver-te enquanto te afastas.

Isso � ass�dio.

Tu gostas disso.

Deacon?

Deacon, o telefone est� a... Raios.

Ol�. Uma reclusa da Pris�o Federal de Litchfield

est� a tentar contact�-la. Aceita?

Sim, aceito.

Estou?

Judy King?

Meu Deus, n�o acredito que atendeste.

Tenho ligado e um idiota diz-me sempre que n�o est�s,

mas eu sabia que estavas a� e disse-lhe:

"Tem de me deixar falar com ela, porque sou a Tasha Jefferson

e n�s t�nhamos uma amiga em comum,

a Poussey Washington." - A Poussey.

"Sei que ela gostava de falar comigo,

porque vou criar um fundo em nome da Poussey

para dar microempr�stimos a ex-reclusas quando saem em liberdade,

e como ela acabou de lan�ar um livro,

seria uma excelente componente altru�sta,

se ela quisesse participar."

Se quiseres participar.

Estou a falar r�pido, porque n�o tenho muito saldo no telefone

por ter feito tantas chamadas para ti todos os dias. Mas...

Estou? Est�s a�?

Estou a ouvir. Como � que isso funciona?

Tenho tudo planeado, entendes?

Come�amos por ensinar �s pessoas a gerir as suas finan�as.

Se n�o percebermos de finan�as,

vamos arranjar sarilhos.

Sabes que est�s a falar com algu�m

que foi presa por evas�o fiscal, certo?

Merda. � verdade.

Sim.

Ent�o, j� sabes do que estou a falar.

Sabia que estava a ligar � pessoa certa.

J� agora, o teu livro est� a ser um sucesso aqui.

- Toda a gente anda a l�-lo. - Est�o a gostar?

O que achas?

N�o me digas. Que partes preferem?

Amiga, as partes picantes.

Bem.

Ol�, linda.

Ol�, Red.

Sim. Estou a escrever ao meu beb�.

O pai est� a mant�-lo afastado de mim,

por isso, escrevo-lhe todos os dias

e estou a guardar as cartas para quando estivermos juntos,

ele saber o que fiz

e que estive sempre a pensar nele.

Posso? Que do�ura.

N�o entendo o que est�s a dizer,

mas sei que apoias a minha causa.

Porque as m�es t�m de se apoiar umas �s outras, n�o �?

� uma quest�o de car�ter.

Saber quem nos apoia e quem devemos apoiar.

Quando somos crian�as, aprendemo-lo.

Quando somos m�es, ensinamo-lo.

Quando envelhecemos, esperamos lembrar-nos disso.

Est�o a nascer-lhe os dentes e soube que esfregar as gengivas com rum

ajuda a controlar a dor e eles dormem melhor.

Uma toalha gelada. Molha-se,

p�e-se no congelador e depois deixamo-los mastig�-la.

O frio acalma o desconforto.

Uma toalha gelada. Boa dica.

O meu neto vinha visitar-me.

Que fofo. Tamb�m lhe est�o a nascer os dentes?

N�o sei. N�o o cheguei a ver.

Aconteceu algo.

A Frieda.

Ela n�o tem filhos. N�o pertence ao nosso clube.

J� me lembro.

J� me lembro.

J� me lembro!

N�o, obrigada. Vou esperar at� perderes a mem�ria de novo.

Depois, at� podemos jogar gin.

- Vou matar-te! - Chega, Red.

Afasta-te. Vamos!

Mato-a!

Afasta-te!

O que se passa?

N�o conseguiu ver o neto.

Talvez o tenha visto e se tenha esquecido.

V� s�.

Se queres falar a s�s com ela, tens a� a tua hip�tese. Vai.

Podes trazer-me �gua, j� que est�s de p�?

Claro. Era nisso que estava a pensar. Na tua sede.

A tua irm� mais nova? A s�rio?

� um neg�cio de fam�lia, certo?

Fazemo-lo para que os nossos filhos n�o tenham de o fazer.

N�o tenho de o fazer, mas quero faz�-lo e a Eva tamb�m.

Vai ganhar dinheiro para comprar casa pr�pria

onde poder� viver com os mi�dos,

em vez de estarem com o teu namorado falhado,

que agora nem tem emprego.

Ela � uma crian�a, Daya.

Vais destruir-lhe a vida.

- Como destru�ste a minha? - Est� bem.

N�o sejas como eu.

N�o sou como tu.

Sou a manda-chuva.

O que te aconteceu?

Eras uma mi�da am�vel.

Desenhavas e dizias coisas aborrecidas.

Quem � esta drogada mal�fica? Nem te reconhe�o.

Sabes como � matar algu�m?

Bem me parecia que n�o.

Entra na linha. Deixa os assuntos de fam�lia comigo,

porque a Eva vai fazer o que eu disser

e talvez meta a Lucy nisto.

S� podemos confiar na fam�lia, n�o �?

Talvez agora fique a saber qual � a sensa��o.

Continuem.

Continuem a andar. Vamos.

Levanta-te.

Levanta-te. N�o podemos esperar por ti.

Acho que parti alguma coisa.

O tornozelo?

Levanta-te.

Vamos ver se consegues apoiar o p�.

P�e o p� no ch�o.

Est� bem.

Muito obrigada.

Deus te aben�oe.

Obrigada.

Aqui.

Deixo-te aqui. Lamento.

Por favor.

Por favor! Ajuda-me!

Os meus filhos est�o do lado de l�. Tenho de conseguir chegar.

Entendo, mas tenho de guiar estas pessoas pelo deserto.

Tentarei voltar para te vir buscar.

Mas, agora, n�o posso esperar. Entendes? Tenho de ir.

Por favor!

N�o me deixes aqui!

Por favor!

N�o!

N�o!

ENCONTRE UMA FAM�LIA DE NOVA IORQUE FEIRA DE ADO��O

Quero um menino.

Os meninos gostam sempre mais da m�e.

Tudo bem. Um pequenino. Que n�o tenha mais de dois anos.

� importante apanh�-lo cedo. Para lhe ensinar boas coisas.

A n�o assediar mulheres, por exemplo?

E se for homossexual?

Temos de o ensinar a n�o assediar homens.

Temos de o ensinar a n�o assediar os n�o bin�rios.

Se ele quiser ser tratado por "ele".

Pode preferir a forma neutra.

Quero um menino.

Eu tamb�m.

Sou a Vanessa! Gosto do teu vestido.

Querem ouvir-me cantar?

- Claro. Sim. - Por favor.

Nunca as preparei para a vida no exterior.

Claro que ca�ram no mundo das drogas.

DIRETOR HELLMAN

Fa�am magia com estas batatas.

O terceiro dia da desintoxica��o � duro.

Tens aqui um balde. Vomita aqui. N�s continuamos.

Temos muito que fazer. Vomitar e cortar.

Vai correr tudo bem.

Vou tentar. N�o posso prometer nada, est� bem? Mas vou tentar.

N�o prometo nada, entendes?

Mais uma.

Que lindo. Bom trabalho. J� percebeste como se faz.

Bom trabalho.

"O meu burro

tem uma dor de garganta.

O m�dico deu-lhe

um cachecol branco!"

Maria Nova, l� a pr�xima parte.

E l� com entoa��o,

porque tens de cativar a aten��o dela quando lhe leres em casa.

Espero que leias para ela.

Sim.

Vamos, prossegue.

"O meu burro

tem uma dor no cora��o.

O m�dico deu-lhe

gotas de lim�o!"

Lim�o.

Gotas de lim�o.

Tenho de ir cagar.

Toma. Caso fiques sem papel higi�nico.

- Sim. - Toma.

Jones, como fica a Judy King toda nua?

N�o me apetece falar nisso.

Vem sentar-te ao p� de n�s.

Temos de ser um campo de refugiados para as novatas?

S� SIMP�TICA

Sei como � dif�cil no in�cio.

Tens de pensar na tua pena como se fosse uma mandala.

Sabes o que � uma mandala?

H� cinco linguagens de amor diferentes,

mas n�o sei bem quais s�o.

Raios, Ang! Est� demasiado frio para esta merda.

O que foi? � engra�ado. E as tuas pernas s�o fant�sticas.

- Achas? - Sim.

Tens as pernas da Taylor Swift,

mas s�o mais curtas, p�lidas e n�o est�o agarradas � Taylor Swift.

Obrigada, Ang.

Preparada?

Espera, o ponteiro n�o est� nos 12.

Pronto, prepara-te e vai.

Isso mesmo!

Ouve! Asi�tica. Espera.

Tens de parar de me chamar isso.

Eu sei. Estou a tentar, juro. Estou a ler Rising Out of Hatred.

Escrevi um haiku para ti.

� um tipo de poema japon�s.

Eu sei.

"Acho que gosto de ti Na verdade, sei que gosto de ti

Estou vulner�vel"

Gostei muito.

Obrigada.

Parab�ns.

N�o acredito.

Sou uma mulher livre.

Patricia, muito obrigada por tudo.

Uma mulher livre com um Cart�o Verde.

V� aproveitar a vida, menina Flores. Boa sorte.

N�o acredito que est�s aqui.

Porque vieste morar numa barraca na capital mundial dos homic�dios?

� de loucos!

Est�s aqui. Por isso, vim ter contigo.

Vamos embora deste aeroporto nojento e mandar uma foda na tua barraca do amor.

Comigo especificamente ou com outro?

S�o para ti.

Chega aqui.

Espero que tenhas trazido dinheiro para subornar os gangues.

Sim. Bate com for�a.

Sim. Com mais for�a.

Como v�o sair em liberdade dentro de uns meses,

ser�o as primeiras a receber um microempr�stimo

do Fundo Poussey Washington!

Sim! Isso � que � falar.

Ou�am, n�o posso deixar que saiam em liberdade e que estraguem tudo.

Ningu�m vai ficar feliz com isso.

Por isso, v�o aprender a organizar as vossas finan�as.

Ser proficiente em termos financeiros

vai ajudar-vos a sair do autocarro da pobreza.

Ou, pelo menos, ter algum dinheiro para viver

sem terem de recorrer a atividades ilegais.

Sempre adorei ficar limpa.

Mas, agora, quando digo "limpa",

j� n�o me refiro a banhos e duches.

Refiro-me a superf�cies limpas.

Uma vida limpa.

PROCESSO CIVIL

Uma consci�ncia limpa.

E uma nova oportunidade.

FUNDO POUSSEY WASHINGTON

ENVIA SMS COM FPW PARA O 41411 (EUA) OU VAI A CROWDRISE.COM/FPW PARA SABER MAIS

Terminou.

A banda separou-se.

Adeus.

Yippee-ki-yay, cabr�es.

Adoramos-vos!

Namaste.

"Agacha-te e Tosse."

"P� de Atleta"

e o nosso maior e mais internacional single de sucesso...

..."Tudo Pode Ser um Dildo Se Tivermos Coragem".

Do fundo do cora��o. Voc�s mudaram a minha vida.

Sim. Os f�s v�o ficar loucos.

- Sim. - Gente perversa.

Corta!

Obrigada.

Para a minha gente.

Tudo tem um fim.

Agora, estou desempregada.

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