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UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
Menina Jefferson, tens de te deslocar
� sala de visitas dos advogados.
Vamos.
Ol�, professora T. Hoje � o dia do exame final.
Observa. � a minha pose de poderosa.
Faz-me sentir confiante, mesmo que n�o o esteja.
Funciona a um n�vel mais profundo.
- Vamos, mexam-se. - N�o posso.
Temos de manter a pose dois minutos para funcionar.
Devia tentar para aumentar a coragem.
Pe�o desculpa.
Esta tarde, tenho uma audi�ncia em Albany
e sinto-me assoberbada.
Lamento ter demorado tanto tempo para reunir consigo,
mas quis certificar-me de que o caso era analisado com cuidado.
Sim. S�o os primeiros passos, certo?
Li na biblioteca legal
que o pedido de habeas corpus pode ser demorado...
Analisei o caderno da sua amiga e, para ser sincera,
n�o tem potencial como prova num processo de habeas corpus.
Pode fazer um requerimento pro se, mas a nossa organiza��o...
Isso n�o vai ser poss�vel. Leu o caderno?
Sim, Tasha. N�o chega.
Ent�o, leia-o de novo.
Sei que a Suzanne n�o � a melhor testemunha,
mas ela n�o � mentirosa.
Foram os agentes da ERE que mataram o Piscatella e n�o eu.
Tem de acreditar em mim.
Eu acredito, mas isso n�o chega.
A Suzanne estava psic�tica no depoimento original.
- N�o � uma testemunha cred�vel. - Certo.
E a Cindy Hayes?
Talvez volte com a palavra atr�s se lhe mostrarmos o caderno?
N�o sabemos dela.
Contact�mos a fam�lia dela, mas elas n�o se falam.
N�o h� provas, Tasha.
Us�mos imensos recursos a tentar procurar,
mas n�o encontr�mos nada. Lamento.
Lamenta?
Sabe que estou inocente.
E sabe...
...que vou passar o resto da vida na pris�o
e tudo o que tem a dizer � "Lamento"?
Se � isso que tem a dizer, ponha-se a andar daqui.
Voltamos a falar quando voc� estiver mais calma.
N�o.
N�o a quero voltar a ver.
N�o desistas.
Vamos, Tuck, tu sabes isto. A...
- Escuta. A Declara��o da Independ�ncia. - Foda-se. Eu sabia.
Foda-se. N�o acredito que falta uma hora para o exame.
Vou chumbar. Obrigada, Travis Kimball, tinhas raz�o.
Quem � o Travis Kimball?
Era um tipo do d�cimo ano
que dizia: "Doggett, �s burra que nem uma porta."
N�o �s burra. O teu c�rebro � especial, como o meu.
� dif�cil de acreditar,
mas quando andava na escola, os mi�dos tamb�m me chamavam nomes.
- A s�rio? - Inacredit�vel. Eu sei.
Mas a minha m�e dizia que n�o podes dar ouvidos
a quem n�o sabe nada sobre ti.
Tens de dar ouvidos aos que te conhecem bem.
- E eu conhe�o-te bem, certo? - Sim.
Melhor do que ningu�m na pris�o?
E talvez melhor do que o resto do mundo?
Sim.
Ent�o, como especialista mundial em Tiffany Doggett,
digo que o Travis Kimball n�o sabe
a ponta de um corno sobre absolutamente nada.
Tens raz�o. Ele casou com a tia.
Acho-te inteligente.
E acho que vais passar no teste.
Quando tinha um teste, a minha m�e dizia
que, depois, podia beber o sumo de anan�s que quisesse.
Porqu�? O sumo de anan�s sabe a peido.
Discordo.
Qual era a tua recompensa favorita?
Se n�o fizesse barulho quando a minha m�e recebia o namorado,
comia o pequeno-almo�o ao jantar. - O pequeno-almo�o ao jantar?
Feito.
- Como vais... - N�o.
Feito.
Agora...
"Onde..."
Merda.
"...se situou a primeira das treze col�nias?"
Na Virginia. Porque a Am�rica era virgem quando os brit�nicos chegaram.
E a multid�o est� ao rubro!
Ali vem ela. Deixa-me falar.
Bom dia, diretora.
Tem um ar muito interessante.
E roupas muito interessantes.
T�m um minuto para dizer o que pretendem. Falem r�pido.
Queremos saber se, segundo o protocolo,
devemos revistar as reclusas da equipa da cozinha...
Uma das reclusas levou um telem�vel traficado
para o centro de deten��o, ontem � noite,
e o SEF est� muito insatisfeito.
Vou ligar-lhes e tentar p�r �gua na fervura
para n�o envolverem a dire��o.
Tragam a reclusa ao meu gabinete. Temos de fazer uma acusa��o formal.
N�o sabemos qual foi a respons�vel.
Ent�o, descubram.
Podemos interrogar as reclusas?
Fa�am o que for preciso.
Bom dia, quero falar com o Danny Pearson, por favor.
� sobre um projeto de microempr�stimos
que estou a desenvolver com uma reclusa muito inteligente de Litchfield.
Fala Joe Caputo.
A s�rio?
Quando � que ele pode falar?
Nas �ltimas quatro vezes, ele tamb�m estava numa reuni�o.
N�o estou a ficar exaltado.
Gostava que ele parasse de me evitar.
Est�, sim. Ele...
Est�, sim. N�o sou est�pido.
Desligou.
Como est�o a correr as chamadas?
Ningu�m atende as minhas chamadas.
Ouvem o meu nome e ficam sem disponibilidade.
Devias tentar desistir. Funciona comigo.
N�o vais trabalhar?
Vou meter baixa m�dica, porque aquela merda deixa-me mesmo doente.
Aonde vais t�o bem vestido, Sr. Belvedere?
A Tamika organizou uma festa de final de semestre para os programas.
Vou at� l�.
Para entregar os diplomas do programa de justi�a restaurativa.
Achas boa ideia?
J� devem saber que �s um agressor sexual.
N�o sou um agressor sexual.
Sou assediador sexual e sabes bem a diferen�a.
O que devo fazer? Passar a vida escondido numa caverna?
N�o posso ligar a ningu�m, n�o posso dar aulas.
E a Tamika deu-me autoriza��o. Uma �ltima visita para a despedida.
Aquelas mi�das merecem-no.
Mulheres. S�o mulheres.
A culpa dos meus atos n�o lhes devia ser imputada...
J� n�o podes dizer "imputada". � uma microagress�o.
Tamb�m n�o podes oferecer pepino a algu�m,
nem referir-te a broches.
Pareces uma crian�a de 12 anos.
E nem ouses dizer "crian�a de 12 anos".
Esta sandes est� deliciosa.
Obrigada por vires.
Vim porque sei que est�s a sofrer.
Lamento ser respons�vel por isso, mas n�o mudei de opini�o.
Decidiste que devemos terminar o nosso envolvimento,
porque n�o te permites ser feliz.
Por tua causa, comecei a ansiar
vir trabalhar nesta pris�o horr�vel.
Sei que tamb�m sentes algo por mim. Vejo a forma como me olhas.
Sou casada.
Porque continuas a martirizar-te
quando sabes que ela n�o te d� o devido valor?
- N�o quero ouvir isto. Vou-me embora. - Ela vai deixar-te.
Era inevit�vel, sabes disso. No teu �ntimo.
Ela anda enrolada com outra.
- N�o sabes isso. - Sim, sei.
Vi-as ontem � noite, � frente do apartamento dela.
N�o ia confront�-la, mas quando vi o que ela estava a fazer...
Est�s louca?
Fica longe da minha mulher.
- Tens frio? - Sim.
Obrigada.
Esta vista...
Sim.
�s vezes, esque�o-me de a apreciar.
Merda.
- Desculpa. - N�o faz mal.
Pago a conta da lavandaria.
Na verdade, quanto ser� isso?
N�o te preocupes.
CHAMADA PERDIDA
Merda.
REJEITAR - ATENDER
- Desculpa. Tenho de atender. - Sim.
Estou?
Porque n�o atendeste?
� assim que queres come�ar esta conversa?
Pe�o desculpa por a agente ter aparecido em tua casa.
Se soubesse que ia fazer isso, nunca teria...
O qu�? Fodido com ela?
Sentaste-te � minha frente e mentiste-me.
Ela obriga-te a vender carregadores?
Que monte de mentiras.
E tu? N�o me mentiste?
O qu�?
Ela disse-me que andavas com outra.
- Tu... - Est�s com ela neste momento?
Foi por isso que n�o atendeste?
� a Zelda?
- Isto � rid�culo. - O qu�?
Se n�o est�s com ela, diz logo.
Diz: "N�o, n�o estou com a Zelda."
Pipes, desta vez, excedeste-te.
O que queres dizer?
N�o vamos fazer isto por telem�vel. Tens de vir falar comigo.
O qu�?
Diaz. Parab�ns. Atribu�ram-te uma nova tarefa.
- N�o pedi tarefas. - N�o quero saber.
Segundo consta, est�s na equipa de limpeza e vais para a Unidade Especial.
Porque tenho de ir limpar a UE?
As baratas t�m feito reclama��es? Aquilo foi encerrado.
O chefe da guarda atribui as tarefas. Eu s� dou o recado.
Sou uma roda dentada neste mecanismo. N�o mates a roda dentada.
N�o sei porque est�s a reclamar.
Calhou-te a sorte grande. A UE � f�cil de limpar.
Pulha sem escr�pulos. Se voltar a ver o Vinnie,
aperto-lhe os colh�es at� os espremer como um ponto negro.
Assim, ele deixa de ter colh�es e fica s� com um escroto vazio.
Lorna, por favor. Ele s�... N�o o podes culpar.
Porqu�? Ele n�o devia ficar impune. Levou-me o meu beb�.
- Ele n�o fez isso. - Fez, sim.
N�o, n�o fez.
Mi�da, entendo que n�o queiras aceitar o que aconteceu,
porque isso torna tudo real.
E perder um filho...
Quase ningu�m recupera da dor de perder um filho.
Quase que tens a minha admira��o por lutares tanto,
mas quando olho para ti, com aten��o,
vejo que h� uma parte de ti que sabe a verdade.
O Sterling morreu.
Sim.
Morreu no hospital.
E fingir que ele ainda est� vivo n�o o vai trazer de volta.
Por isso, aceita que ele partiu e faz o teu luto.
Qual � o teu problema?
Porque dirias algo assim? Isso � horr�vel.
Porque � verdade, entendes? Tens de aceitar a verdade.
Est�s zangada comigo, porque nunca quis ser tua namorada!
Lorna, acalma-te, sen�o, transferem-te para a Florida.
Sempre odiaste ver-me feliz com o Christopher e o Vinnie.
E, agora, est�s a inventar isso
para ficar triste e sozinha para sempre, tal como tu!
Lorna, tens de te acalmar.
Entendo a tua f�ria comigo,
mas, por favor, acalma-te. Quero que fiques aqui.
Est�s a ter outra crise?
Tamb�m estou zangada. Eu...
Acho inaceit�vel que esta refei��o tenha tr�s alimentos ricos em amido.
N�o � de todo recomendado para algu�m pr�-pr�-diab�tico.
- Reclama com o respons�vel, Nichols. - Sim.
- E pouco barulho. - Sim, senhor capit�o.
Diga-me de novo.
Como � que uma mi�da t�o inteligente e bonita...
...acaba a trabalhar numa espelunca destas?
N�o trabalho realmente aqui. Vagueava pelas ruas e entrei.
Encontrei este uniforme num cesto e nunca mais sa� daqui.
Sim?
Sentiu-se atra�da pelo fedor da morte?
Por favor, isto deve ficar longe de...
Em que parte da cidade disse que vivia?
Nunca mencionei isso.
Sabe porque gosto de si?
Tenho um cu negro sensual e dou-lhe mais arroz-doce � socapa.
S�o excelentes qualidades, mas h� mais.
Toda a gente que anda por aqui
quer contar a sua vida e saber da vida dos outros.
Mas voc� � discreta, entende? Gosto disso.
Obrigada, Sid.
N�o devia abusar do a��car, senhor.
Dizem-me isso constantemente, mas s� se morre uma vez.
Sim. � verdade. Pronto, cheg�mos.
- Fazemos como habitualmente, sim? - Sim.
- Vou precisar da sua ajuda. - Est� bem.
V�.
Aqui vamos n�s.
Com calma. Pronto.
- Aguente. Muito bem. - Pronto.
- Consegue? Sim. - Sim.
N�o lhe incomoda...
O que se pode fazer?
Gosta de ouvir Sam Cooke?
Se gosto do melhor cantor de soul de todos os tempos?
Assim � que � falar. Tome.
Sim?
SOMOS A POLYCON! TRABALHAMOS PELO BEM P�BLICO
Taystee?
O que se passa?
Vais contar-me ou tenho de perguntar?
- De que est�s a falar? - Da reuni�o. Como correu?
N�o me vais contar? Estou a morrer de curiosidade.
N�o h� muito a dizer.
A advogada quer falar com mais especialistas
antes de avan�ar, por isso...
Mas vai avan�ar.
Muito bem. � nessa dire��o que queremos ir.
Manter a esperan�a, certo? Pod�amos celebrar na festa esta noite.
Sim. Mas eu n�o vou � festa.
N�o fiz realmente parte do programa, por isso...
O que est�s a dizer? As explica��es eram o programa.
Era para ser surpresa, mas encomendei imensos d�nutes.
Tens de vir � festa. V� l�.
N�o saio daqui at� prometeres.
Est� bem. Eu vou.
Prometo.
- Tamika. - Sim?
E se trouxesses comida do Storky's? Em vez de d�nutes.
Do Storky's.
Excelente ideia. Vou fazer isso. Fica combinado.
Boa tarde. Chamo-me Sr. Bibby.
Vou administrar o exame de equival�ncia ao 12.o ano.
O que aconteceu ao Luschek?
O vosso professor n�o estar� presente
e, antes de fazerem uma pergunta,
levantem a m�o, por favor.
Est� bem, n�o precisa de ser antip�tico.
O teste divide-se em cinco sec��es.
Um minuto antes de terminar cada sec��o, aviso-vos.
Quando acabar o tempo, direi "tempo" e devem pousar os l�pis,
caso contr�rio, o teste � anulado e t�m de sair da sala de exame.
Sim?
Ol�. E quem tem direito a tempo extra?
Ningu�m ter� tempo extra.
N�o. Eu tenho tempo extra. Tenho um transtorno de aprendizagem.
Nenhuma das examinandas aqui presentes foi autorizada a ter tempo extra.
N�o posso fazer o teste sem tempo extra. Pergunte ao Luschek. Ele diz-lhe.
� tarde de mais. O professor devia ter feito um pedido h� semanas.
E ele f�-lo.
O meu c�rebro � diferente, entende? Demoro mais tempo!
Lamento. Temos de avan�ar.
S� podem abrir o enunciado quando eu der autoriza��o.
Agente Alvarez, vamos a isto.
Esqueci-me do que ia dizer.
Diz-nos quem trouxe o telem�vel ou acrescentamos cinco anos � vossa pena.
Acho que era sobre um sapo escaldado.
N�o sei de quem � o telem�vel.
Lamento. Sei que n�o � meu. S� isso.
Para teu bem, espero que as tuas amigas tenham melhor mem�ria do que tu.
N�o posso ficar mais tempo na pris�o.
Gloria, por favor, tens de confessar.
Sei que nunca me ir�s perdoar.
Tudo bem, mas n�o fa�as a minha filha pagar pelos meus erros.
A Pepa esteve doente na semana passada, sabias?
Esteve com muita tosse e ficava acordada toda a noite a chorar.
S� queria ter estado l�
para lhe passar alcoholado no peito
e para lhe ler o livro que a minha m�e me lia.
Aquele sobre o burro adoentado?
Tinhas esse livro em Porto Rico? Aquele com a can��o?
Respeito o que fizeste.
Correste um risco pelos filhos de outra.
N�o te vou denunciar.
Mas, por favor, n�o me impe�as de estar com a minha filha.
Deixa-a conhecer-me enquanto ainda � uma crian�a.
FELIZ FINAL DE SEMESTRE
O que se passa nesta pris�o?
� uma pris�o de seguran�a m�xima.
Parece que um unic�rnio com diarreia borrou a sala toda.
N�o sei. Acho isto bastante revigorante.
Desculpa, mas que merda de palavra � essa?
"Revigorante"? Achas isto revigorante?
- Sim. - Sr. Hopper.
Faz-nos sentir felizes.
� da Aleida.
O que queres dizer?
Tens de ter um cora��o
para perceber. - Que palavra fofa.
- N�o, eu entendo. - A s�rio?
- � uma palavra fofa. - Diz o significado.
- Eu sei o significado. - Ent�o, qual �?
- O que est�s a esconder? - Nada.
- Vou tratar da papelada. - Sr. Revigorante.
- At� logo. - Faz-te vibrar o olho do cu?
- � o que queres dizer? - Sim, � isso.
Faz-me vibrar o olho do cu. Desmancha-prazeres.
Sim?
Est� a� algu�m?
Espero que n�o tenha carb�nculo.
- Sabes... - Podes esperar um segundo?
N�o me empurres. Este lugar � nojento.
N�o quero tocar em nada. Tu... Sabes que mais?
- Est� melhor. - Sim. Gostas assim?
- Est�s dentro de mim? - Referia-me � posi��o.
N�o... Merda. Sim, agora j� estou dentro de ti.
N�o preciso de pormenores. Consigo senti-lo.
Meu Deus. Estou l� dentro. Sim.
Meu Deus. Era mesmo disto que precisava.
- Obrigado, querida. Foi uma �tima ideia. - N�o est� a ser nada mau.
- Meu Deus. - Porque escolheste a UE?
N�o. A UE foi ideia tua.
N�o. Foste tu que me disseste para vir.
Estou a ver. Queres que seja o guarda grande e mau
que te leva para a UE para te castigar?
- Vais levar uma repreens�o. - Sim.
- E outra. E mais uma. - Sim.
E outra. E mais uma. Levas tantas quantas queres.
- Afaste-se da reclusa, agente. - N�o.
N�o. Isto � um mal-entendido.
Apanhei-o com as cal�as nas m�os, literalmente.
Qual � a d�vida?
Somos namorados. Os filhos dela vivem comigo.
Somos praticamente casados. Diz-lhe.
Sim. Ele toma conta dos meus filhos.
Isso n�o muda nada.
- Agente Hopper... - Por favor. Eles n�o t�m mais ningu�m.
Reclusa.
Diretora, por favor. Eu preciso deste emprego.
Finalmente, aprendeu a chamar-me pelo meu t�tulo.
- Est� despedido, Sr. Hopper. - N�o.
Prefere isso ou uma acusa��o formal em tribunal
para ver o que acham do vosso arranjinho?
Agente Blake, acompanhe a Mna. Diaz de volta � cela.
Agente Young, acompanhe o Sr. Hopper � sa�da.
Hopper, armaram-te uma cilada.
PROIBIDO ENTRAR
- Podemos avan�ar? - Sim.
Ainda devem estar l� em baixo.
Merda. Foda-se.
Encontrei.
Sim! Tylenol. Obrigada.
Vamos.
Sim.
Merda.
- N�o achas isto cruel e invulgar? - Sim, � invulgar.
As galinhas s�o criaturas sociais. Precisam de estar umas com as outras.
N�o. Temos de impedir a viol�ncia entre elas.
E se o isolamento as tornar mais violentas?
Est�o engaioladas, literalmente.
E se a solu��o for mais intera��o social e n�o menos?
N�o.
Estas galinhas s�o predadores sanguin�rios. Superpredadores.
Consigo v�-lo nos olhos delas.
- N�o. - Sim.
Sei que n�o � o ideal,
mas � a �nica solu��o que temos.
V�, um ovo!
Agora, posso fazer o pequeno-almo�o ao jantar.
Que sorte, n�o achas?
T�m mais um minuto para a parte de Matem�tica.
Tempo.
Pousem os l�pis.
Pousem os l�pis.
O exame de equival�ncia ao 12.o terminou.
Fiquem sentadas enquanto recolho as folhas de resposta.
"Sim, estamos numa nova morada,
com vistas abertas de paredes cinzentas e a canaliza��o avariada.
E n�o deixem de reparar na fuligem que cai dos tetos.
S�o de ora��es ignoradas como dejetos
ainda mal proferidas.
S�o caracter�sticas especiais, n�o acham?"
Gosto.
Sentiram? S�o vibra��es.
Dispa a camisa!
Onde est� a comida do Storky's?
- Sim. - Tenho muita fome.
Sim, tenham calma. Os hamb�rgueres est�o a chegar.
Voltamos com mais vibra��es logo ap�s um breve intervalo.
Sr. Caputo.
Limitou-se a escrever o nosso nome no certificado.
Sim, exato.
Afinal, quem precisa do nosso perd�o � voc�, n�o �?
Por nos dar um certificado da treta.
Obrigada pela sua opini�o, menina Tawney.
Sr. Caputo, posso dizer-lhe algo?
Claro, Beth. O que se passa?
Quando soube que vinha para a pris�o, antecipei que seria dif�cil.
Previ que n�o ia ter muitas amigas, o que acabou por acontecer.
N�o tenho uma �nica amiga, mas aceito isso.
Mas n�o esperava que as pessoas n�o me conseguissem encarar.
Desculpa.
� horr�vel.
Quando chegam novas reclusas, tento cativ�-las,
mas quando elas descobrem o que fiz, tamb�m deixam de me encarar.
E entendo porqu�. No lugar delas, faria o mesmo.
- Beth, n�o... - N�o tem de fazer isso, Sr. Caputo.
Eu sei o que fiz. Sei o que elas pensam quando me encaram.
Tenho de viver com isso.
Mas n�o era isso que lhe queria dizer.
Queria agradecer-lhe,
porque, desde que participei no seu programa,
algumas das outras reclusas na justi�a restaurativa
voltaram a encarar-me
e algumas at� sorriem para mim.
Fico feliz por ouvir isso. Obrigado.
O que quero dizer...
...� que essa atitude delas n�o dura para sempre.
Se alguma vez sentir que elas se est�o a afastar.
Soubeste daquilo?
Deve haver outras reclusas que tamb�m sabem.
Lamento ter-vos desapontado.
Agora, j� entendem o motivo do meu afastamento.
Sr. Caputo, foi voc� que nos ensinou
que as pessoas merecem a oportunidade de se redimirem.
Al�m disso, quem somos n�s para julgar?
Idiota in�til.
Qual � o seu problema?
N�o sei. Consumi drogas antes da maturidade cerebral?
Chumbei por sua causa.
Tem calma, mi�da.
Espera. A culpa n�o � minha. Dei-vos as ferramentas...
A s�rio? Voc� devia ter pedido tempo extra para mim por ser disl�xica!
Lembra-se? Sim?
Sabe o quanto estudei?
Fartei-me de estudar! Sabe o que me fez?
- Calma, Doggett. - Sabe?
- Vamos ter calma. - J� conheci muita ral�
na minha vida, mas voc� � um verdadeiro pulha!
Um monte de esterco!
Pronto. Vamo-nos embora.
Quem diria?
Est�s com mau aspeto, Nicky. Quase n�o te reconhecia.
Estou assoberbada.
Como est� a Morello?
Nem me digas nada.
Andei atr�s dela o dia todo para impedir que se metesse em sarilhos.
Gra�as a Deus, finalmente foi fazer uma sesta.
Sempre a amaste, n�o foi?
Tenho um fraquinho por ela, mas � plat�nico.
Surgiu outra pessoa?
Sim, at� podia ter resultado.
O que lhe aconteceu?
Foi-se embora. Sabes que mais? N�o vamos falar sobre mim.
Como te tornaste t�o boa m�e da pris�o?
- Tive uma boa professora. - Sim?
Uma mulher linda e not�vel.
Chama-se Galina, mas chamavam-lhe Red.
Por favor. Era uma pergunta sincera.
E dei-te uma resposta sincera.
N�o fazia ideia do que era suposto fazer. Aprendi por experi�ncia.
Sim, mas a tua situa��o era mais complicada.
Tinhas sob a tua al�ada um monte de degeneradas teimosas
e conseguiste recuperar uma drogada sem tento na l�ngua
oriunda da zona nobre, n�o foi?
�s especialista em fazer v�rias coisas ao mesmo tempo.
Bem...
...criei tr�s rapazes enquanto geria um neg�cio e...
...desenrasquei-me.
�s vezes, quando estamos muito ocupadas,
nem temos tempo para pensar como � que fazemos tanta coisa.
Fazemos e pronto.
E, por vezes, batemos numa barreira e dizemos:
"Cheguei ao meu limite."
Damos um passo atr�s e tentamos n�o bater na barreira de novo.
E quando n�o queremos desistir?
Mesmo sabendo que � demasiada areia para o nosso cami�o,
mesmo que nos esmaguemos contra a barreira?
Tamb�m � preciso for�a para admitir n�o conseguir fazer algo.
Ningu�m gosta disso...
...mas � uma quest�o de autopreserva��o.
Est� a ficar tarde. Vais chamar a Norma, a Gina e a Tricia?
Em breve, temos de ir preparar o jantar.
Podemos ficar s� mais um pouco?
Sim, querida, s� mais um pouco.
Certo. Uma de cada vez.
Sabes se a Suzanne vem?
Escuta, gostava muito de poder ficar a conversar,
mas o dia est� a ser ca�tico, por isso...
Queria dizer-te...
Sim. O qu�?
Nada...
Eu s� queria dizer que valorizo o que est�s a tentar fazer...
...com os programas.
Espero que continues.
Claro que vamos continuar.
Est�s � espera de qu�, mi�da?
R�pido, vai para a fila. A ideia foi tua.
Taystee.
- Ainda bem que te vejo. - Ol�, Sr. Caputo.
Quero pedir-te desculpa pessoalmente
por n�o conseguir avan�ar com os empr�stimos a ex-reclusas.
N�o faz mal.
Na verdade, pode ser prejudicial associar a minha imagem a isso.
Mas continua a divulgar a ideia por ti pr�pria.
� bom que ou�am algu�m nessa situa��o.
Sim, talvez fa�a isso.
Lamento muito, Taystee. N�o consegui fazer mais.
N�o. Fez tudo o que podia.
N�o me ver�s a andar pela pris�o, porque vou deixar de dinamizar
o programa de justi�a restaurativa.
Talvez n�o te veja por uns tempos.
Dava-te um abra�o de despedida, mas...
At� um dia, Taystee.
Sr. Caputo, � um homem bom.
Toma conta de ti.
Sabemos que n�o foste tu.
Trabalhaste este tempo todo sem cometer infra��es.
Diz-nos que foi a Ruiz.
Se n�o nos disseres quem foi, todas v�o cumprir mais tempo.
Agente Alvarez, o que diz no processo?
Desculpa, n�o... O que pretendes saber?
A data de sa�da em liberdade. Claro que quero saber isso.
Faltam nove dias para sair em liberdade.
Os teus filhos v�m buscar-te?
Agente Alvarez, diz-lhe o que acontece � data de sa�da em liberdade
se acrescentarmos cinco anos � pena dela.
A s�rio?
Pe�o desculpa, sim? N�o devia ter gritado.
N�o havia forma de saberes que estava a falar da data de sa�da,
porque n�o especifiquei.
- Desculpa. - Obrigado.
Se acrescentarmos cinco anos � tua pena,
s�o mais cinco anos que ficas sem os teus filhos.
Sentes-te � vontade a manter os filhos longe da m�e?
Eu amo os meus filhos.
N�s sabemos.
Vais dizer-nos quem trouxe o telem�vel?
Lamento muito.
Fui eu.
Algu�m viu a Suzanne?
Professora T!
Esta comida do Storky's est� deliciosa.
Vou fingir que eles apoiam pr�ticas de agricultura sustent�vel.
- Espero que sim. - Sim.
Respeito a pessoa que tornou isto poss�vel.
Sim.
O molho especial torna tudo ainda melhor.
Hoje, sa�-me muito bem no teste. At� acabei antes do tempo.
Com o aumento da automa��o, a equival�ncia ao 12.o tem valor simb�lico.
Como proteger-se de chuvas torrenciais com um jornal h�mido.
� verdade. Que se foda essa merda.
Que tal animarmos mais esta festa?
Venham.
Ouve.
- Vou ter convosco � lavandaria. - Sim.
Conseguiste finalmente a tua �ltima refei��o?
Ent�o, n�o devia dizer: "At� logo."
Pelo menos, arranjaste uma forma de sair daqui.
O que te aconteceu?
Chumbei no exame.
N�o lhe deram tempo extra.
Daqui a uns meses, podes voltar a tentar.
Para qu�? Qual � o sentido disso?
N�o preciso de um teste para saber qu�o burra sou.
Desculpa o atraso. O autocarro... Isto � uma cat�strofe.
O autocarro que costumo apanhar atrasou-se e...
Quanto tempo temos?
Podem desligar os telefones a qualquer altura.
Quantas vezes fodeste com ela?
S� uma. Depois de saber que andavas com a guarda.
Quantas vezes � que tu e ela...
Sabes que mais? N�o respondas. N�o quero saber.
Aquilo dos carregadores era verdade?
Sim. Ela obrigava-me a vend�-los. Mas par�mos depois de...
Nem... N�o. Chega de mentiras.
N�o consigo ouvir mais mentiras. Temos de ser sinceras.
Pergunta-me o que quiseres e dir-te-ei a verdade.
Gostas dela?
Ent�o, porque fizeste isso?
Estava a tentar proteger-me,
porque a tua vida agora � no exterior e tive medo que me abandonasses.
Porque pensarias tal coisa?
Uma parte de mim sabia que era uma possibilidade,
porque, perante as dificuldades, tendes a abandonar o barco.
- N�o � justo. - N�o seria a primeira vez, Pipes.
N�o acredito nisso sobre mim.
Como resolvemos isto?
N�o posso passar assim os pr�ximos tr�s anos.
Como te mostro que n�o precisas de ter medo?
Diz-me que n�o sentes nada pela Zelda.
N�o te posso mentir.
Ent�o, o que fazemos agora?
Achas que...
...a nossa rela��o vai sobreviver a isto?
N�o sei.
Alex, aconte�a o que acontecer, quero que saibas...
Acabou o tempo, meninas.
Nunca deixarei de te amar.
A porta est� aberta!
Exceto se vier pedir algo.
A porta est� aberta, mesmo se vier pedir algo.
Queres sentar-te? N�o vais apanhar nenhuma DST.
� engra�ado. Pensava que estaria na festa.
Esta burocracia fascinante requer a minha aten��o.
Soubeste do Hopper?
Se n�o soubesse que a PolyCon vai usar isto contra mim,
estaria a pular de alegria por me livrar daquela careca branquelas.
Era sobre isso que vinha falar.
Queres falar da careca do Hopper?
N�o, desculpe. Venho pedir-lhe um favor.
O que se passa?
Lembra-se de ter dito que queria que fosse sua informadora?
Quero evitar que tenha de lidar com outro incidente...
...porque estou apaixonada por uma reclusa.
Qual � o teu problema?
- Podia despedir-te por dizeres isso. - Ainda n�o fiz nada.
E n�o vais fazer.
N�o quero, mas estou a ter dificuldade em controlar-me.
Ent�o, inscreve-te num gin�sio. Cria um perfil num site de encontros.
O que esperas que fa�a em rela��o a isso?
Que a transfira para outra pris�o.
N�o suporto ver a cara dela.
Assim, garantia que n�o haveria incidentes.
Outra forma de garantir isso era despedir-te.
Sim, pode despedir-me.
Mas acha que se pode dar ao luxo de perder outro guarda?
Ele � t�o belo com dois olhinhos lindos,
dois globos oculares irresist�veis
e dois pontinhos negros t�o fofos no meio dos olhinhos.
Morello, podes calar-te?
Uma cor de olhos fant�stica e pestanas t�o giras.
Ouviste? Mandei-te estar calada.
N�o fiques zangada com a Morello por teres escolhido uma m� altura
para desistires do programa. Come a tua empada de compota.
Primeiro, n�o � empada, porque n�o tem cobertura.
Segundo, se ela volta a falar do bebezinho com...
- Uma pilinha t�o pequenina. - Morello.
Escuta-me com muita aten��o, porque isto � muito importante.
Quero que o teu beb� se foda.
Lorna, tem calma, sim?
O que disseste?
Disse: "Quero que o teu beb� se foda."
Mesmo na moleirinha.
Enfia l� uma pichota e fode os miolos a esse beb�.
Lorna. Eu adoro-te, mi�da. Vou sentir muito a tua falta.
Acabou.
Quando olho para ti, vejo uma asquerosa, nojenta e horr�vel.
Agente, preciso de ajuda.
E vou partir-te a cara toda.
O que est� a fazer? A doente aqui � ela.
Ouviu o que ela me disse? Ela devia morrer. Devias morrer!
Deviam foder-te essa fontanela, sua cabra!
- Para onde me levam? - Encerraram a Psiquiatria, tens sorte.
Vai-te foder, sua cabra da pris�o!
Disse-te para me deixares em paz. Fui muito clara.
Sim. Por isso, fiz-te um favor.
Vais ser transferida para outra pris�o.
N�o podes fazer isso.
Est�s louca? N�o podes fazer isso!
Tenho de ficar em Nova Iorque. Para ficar perto da minha mulher.
Volta para o teu beliche!
Deves ter esquecido quem �s, reclusa.
AVISO DE TRANSFER�NCIA PRIS�O: SEGURAN�A M�XIMA DE LITCHFIELD
DESTINO DE TRANSFER�NCIA COLUMBUS, OHIO - SEGURAN�A M�XIMA
Ent�o, sentes-te bem?
Est�s perdida? N�o sabes que autocarro apanhar?
Estou bem. Sim. Vai tudo correr bem.
Ol�.
Ol�.
Como correu?
Correu bem.
Fiz jantar.
Uma das mulheres disse algo que me tocou profundamente.
Espero que n�o lhe tenhas tocado tamb�m.
Desculpa, n�o consegui evitar.
Quem?
A Beth.
- Qual � o apelido dela? - N�o sei, Hoefler ou...
Beth Hoefler. � uma reclusa nova? N�o estou a reconhecer esse nome.
N�o � nova. Cabelo castanho e quase da minha altura.
Nada.
- Matou os filhos. - Beth, a Assassina de Beb�s.
O que disse ela?
Acha que mere�o a oportunidade de me redimir.
Informa��o pouco fidedigna, mas bem-intencionada.
Decidi voltar ao trabalho amanh�.
- Tornar o mundo melhor e essas tretas. - Que bom para ti.
- Pelo menos um de n�s devia ter emprego. - Sim? Achas?
Precisamos de uma forma de rendimentos.
Espero ter realmente a oportunidade de me redimir.
Eu tamb�m.
Eu tamb�m.
- Eu... - J� percebi. �s uma cabra.
Vai-te foder!
- Vai-te foder! - Estou farto que me d�s merda.
Foda-se. Merda. Sabem o que vou fazer?
Vou tatuar "Vida de Bandida" nas costas.
A, n�o queres?
O meu pai era toxicodependente,
por isso, n�o vou arriscar. - D�-me uma dose grande.
Tem calma, Gananciosa.
Uma dose normal chega bem.
O que queres? �s agente de narc�ticos?
Em termos legais, tens de nos informar.
N�o, n�o sou agente de narc�ticos.
- Vim ver o que est�o a fazer. - � um interesse for�ado.
Se pensam assim, deviam v�-la na Seguran�a M�nima.
Consumiu at� ficar desdentada.
N�o � interesse for�ado, est� bem?
Estava farta da festa e dos programas de merda.
Est�o ali a fingir que n�o est�o na pris�o.
Estava-me a cagar para o exame.
- O que tens a�? - Isto?
"Educa��o para a Cidadania." Tens d�vidas?
- N�o percebi. - Claro que n�o.
A gera��o dos millennials n�o tem respeito pela hist�ria.
Sabem o que me apetece? Uma bebida do Storky's.
- Sim. - Vamos a isso. Vens, Tali?
Ia convosco,
mas quero terminar este projeto, patroa.
- Est� bem. - Obrigada.
- Acham que t�m sumo Dr Pepper? - Obrigada.
Ningu�m quer saber dessa merda.
O que foi?
- O que foi? - Nada.
Questiono-me como � que uma lingrinhas como tu vai dar conta desse saco sozinha.
Queres ajuda?
Doreen, sabes que n�o est� certo.
Fizemos tudo o que pediste.
N�o podes fazer isto! Para onde vamos agora?
O problema n�o � meu, Laniece. T�m de fazer as malas.
- Que treta! - Adeus. Pega nas tuas coisas e sai.
O que foi? O que aconteceu?
O inspetor do pr�dio descobriu que ela aloja pessoas.
Ser� despejada se n�o nos expulsar daqui.
Tens para onde ir?
O Antoine tem um primo em East New York que nos pode receber.
Mas temos de trabalhar para ele.
N�o quero voltar a vender drogas. Se for apanhada, volto a ser presa.
� isso ou a rua.
Merda.
Sim?
Uma reclusa da Penitenci�ria de Litchfield
quer contact�-la. Aceita a chamada? - Sim. Aceito.
J� compraste a tua mans�o?
Amiga, foi a primeira coisa que fiz.
Assim � que � falar. Tem quantos quartos?
- Vinte e sete. - Vinte e sete quartos?
Sim, quero que haja espa�o para todas.
Para ti, para a Cindy, a Suzanne, a Janae...
At� a menina Claudette pode ficar, se se portar bem.
Vejo que estar em liberdade te amoleceu o cora��o.
Agora, a s�rio, como est�s?
Estou bem. Tive uma proposta de emprego.
- Parece promissor, certo? - Sim...
Estou cansada, P.
Cansada de enfrentar dificuldades.
Este mundo n�o foi feito para pessoas como eu. Devia voltar para a pris�o.
Assim, pelo menos, fic�vamos juntas.
- N�o sabes o futuro, T. - Tenho de ir.
N�o. Espera, T.
Contei-te o que senti quando a minha m�e morreu, certo?
Sim.
Sofri muito, mas nunca te descrevi esse sentimento.
Sentia uma dor profunda no peito que nunca desaparecia.
N�o queria viver sem ela. Entendes?
Acho que sim.
Tamb�m me sentia cansada.
Mas essa dor profunda n�o durou para sempre.
Aliviou e acabou por desaparecer.
Ou talvez l� continuasse, mas eu n�o a sentia t�o intensamente,
porque surgiram outros sentimentos em mim. Provocados por coisas boas inesperadas.
Que coisas boas? Est�s na pris�o, P. Referes-te a qu�?
Refiro-me a ti.
Que tipo de vida teria se nunca te tivesse conhecido?
Tens de aguentar mais um pouco do que o que achas que consegues,
porque a vida reserva-te boas surpresas e n�o sabes quais.
Sim. Sem d�vida que terei boas surpresas.
- Tenho de ir. - Est� bem, amiga. Mant�m a esperan�a.
E quando eu sair, fazemos uma festa na tua mans�o.
Com DJ diferentes em cada um dos 27 quartos.
- Adoro-te, T. - Tamb�m te adoro, P.
Vais com eles ou connosco?
Vou convosco.
Devias sair daqui!
Ajudem-me!
Ajudem-me!
Por favor! Ajudem-me!
Ajudem-me!
EM MEM�RIA DE KAREN REUTER
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