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UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
- Cozinha? - Livre.
- Sala da caldeira? - Livre.
- Lavandaria? - Livre.
- Sala de visitas? - Livre.
Sala de conv�vio?
- Quem revistou a sala de conv�vio? - Supostamente, o Hellman.
Atribu�ram-me o p�tio, por isso, fizeste asneira.
N�o. Anotei tudo. Por isso, tu � que fizeste asneira.
N�o interessa. A nossa prioridade � encontrar a menina Morello.
Quando fogem da pris�o, temos de circunscrever o per�metro.
Se uma delas foge, outras podem faz�-lo.
- Fuga da pris�o? - Ela deve estar armada.
- N�o vamos j� presumir o pior. - E se ela estiver armada?
Dois a dois, vamos continuar as buscas na pris�o.
Alvarez e Hopper, vejam na sala de conv�vio.
Encontrei-a. Preciso de refor�os. Estou na capoeira. R�pido.
Mudan�a de planos. Voc�s v�m comigo. Voc�s ficam aqui.
Vejo algo proeminente. Acho que est� armada.
Morello? Sentes-te bem?
Baixa a arma.
Morello, vamos entrar na capoeira.
Um, dois...
Vamos!
- Para, reclusa! - Esperem!
- Merda. - Apanh�mo-la.
Foda-se. Lamento muito. Ela est� bem?
N�o era necess�rio usar isso.
- Hellman. - Sim?
Levanta-a e leva-a � enfermaria.
Est� tudo bem. Havia uma proemin�ncia.
Com cuidado. Isso.
Ali est� a tua proemin�ncia.
Cheira mesmo a galinha frita.
O encerramento terminou.
Continuem as atividades habituais e n�o tentem fugir como idiotas.
Muito bem. Se quiserem, j� podem sair.
N�o vais vomitar, pois n�o?
N�o vomites. Temos de completar esta lista de tarefas p�s-encerramento.
Preciso de um minuto.
Elas pressentem o medo, entendes?
"Foi dada �s reclusas a oportunidade de tomar um duche ap�s o encerramento."
Sim, certo.
Mas n�o o fizemos.
Vai ver se te controlas, sim? A s�rio, sai daqui.
Vai. Eu dou conta de uma sala cheia de conas.
Levanta-te. Isso mesmo.
Credo. Vai beber �gua e lavar a cara. Est�s com um aspeto horr�vel.
Para onde est�s a olhar?
Sylvie, esperas um pouco?
N�o venhas ao bar para me envergonhar � frente dos meus amigos.
- Fizeste isso sozinha. - N�o.
- Podes parar? Est�s a ser rid�cula. - N�o, tu � que est�s.
C�us. Estas merdas n�o aconteciam se n�o estivesses b�beda.
N�o temos de ficar at� o bar fechar, entendes?
Queria ir h� uma hora e ignoraste-me, como no �ltimo fim de semana.
- Fosses embora. - A s�rio?
Sim.
Para acabares numa entrada qualquer?
Vou ver se aquele tipo me empresta aquilo.
- O que est� a fazer? - Meu Deus!
Foda-se. Sylvie, sai da�.
N�o estou a brincar. Vamos.
Foda-se.
Merda.
- Est�o bem? - Sim, estamos bem.
Desculpa.
Desculpa.
Tudo bem. Estou aqui.
Estou aqui.
Red, querias preparar as batatas para amanh�, lembras-te?
Queria?
- Sim. Vamos. - � verdade.
Vigia-a.
Est� bem. Eu ia lavar estes tabuleiros,
mas acho que aqui funcionam como uma meia na ma�aneta da porta.
O jantar s� � servido �s seis.
O que foi?
O que foi? N�o servimos entre as refei��es.
O que est� a dizer?
N�o est� a falar espanhol. Talvez queira ser volunt�ria.
Falta-nos uma colaboradora. H� muito trabalho para ela.
Est� bem. Mas ensinem-na a falar ingl�s, sim?
Certo. Relaxa. Fecha os olhos. Inspira fundo.
Vou avan�ar muito devagar e ser muito delicada, sim?
Sim.
- Nem sequer... - Eu sei, mas doeu.
Por vezes, at� d�i quando mijo.
Isto n�o vai funcionar.
N�o te quero magoar.
Soube bem at�...
Est� bem.
�timo.
N�o vou ficar triste.
Queremos descobrir como pode funcionar, certo?
Por isso, tens de me dizer tudo.
N�o se trata de provar que tenho talento para o sexo.
Trata-se de te fazer sentir em �xtase.
O que fazes?
SALSA
Salsa? Usa-se para guarnecer, n�o �?
Certo. � aqui.
Red, j� ouviste falar de um pa�s em que fazem sopa de salsa?
Meu Deus! Red!
- Preciso de ajuda na cozinha. - Entendido.
- Mas que raio? - O que aconteceu?
Afastem-se da faca.
Ningu�m quer saber das facas. Temos de a levar � Enfermaria.
Red, o que aconteceu?
- Disse-te para a vigiares. - Desculpa.
- N�o preciso que me vigiem. - Ela est� a sangrar.
Sim, vamos.
Larga-me.
- Mant�m a press�o. - Deixa-me em paz, Nicky.
Ela precisa de um m�dico.
Cortou-se num dedo. Sei coser uma ferida.
�timo, mas n�o � s� o dedo.
Tem tido problemas de mem�ria
e varia��es de humor. - N�o lhe d� ouvidos.
N�o sabe o que est� a dizer.
- V� l�, Red. - Certo.
Por agora, vamos tratar a m�o, sim?
Anda, vou acompanhar-te ao bloco.
Espere. O que aconteceu � Morello?
Depois de a encontrarem, tiveram de a sedar para sua pr�pria seguran�a.
Anda. Vamos l�.
- Nada mau, pois n�o? - N�o.
No escrit�rio, temos posters de Manhattan.
Nunca passa de moda. Tal como um almo�o gr�tis.
- Stumptown ou Bitchin' Booch? - Surpreende-me.
Estou feliz por vires conhecer o meu local de trabalho.
Sim. Desde que contei o segredo da pris�o na Chapman Accounting,
o meu pai est� mais calmo.
N�o se importa que fa�a o meu pr�prio hor�rio,
desde que fa�a o trabalho.
V�s? Arrancaste o penso a frio
e a ferida come�ou a sarar. - Sim.
Ent�o, podes vir ao ioga comigo durante a semana e n�o s� ao domingo?
Talvez, mas aviso-te
que uma aula de abertura da bacia vai deixar-me a chorar.
N�o me incomoda.
Chega aqui, senta-te.
Estes baloi�os s�o id�nticos aos da sala de estar da Barneys.
Trabalhaste na Barneys? Eras compradora?
Era fornecedora deles.
Tive uma empresa de sab�o artesanal por um tempo limitado.
Muito porreiro. Porque n�o voltaste a esse neg�cio?
� complicado. Abri a empresa com a minha melhor amiga.
E, depois, ela dormiu com o meu noivo
quando eu estava na pris�o.
Dormiram juntos. Ainda s�o um casal.
Credo, mulher.
Qual � o teu trabalho, afinal?
Ajudo organiza��es sem fins lucrativos a angariar fundos.
Neste momento, estou a organizar uma gala.
Mas fala-me desse noivo.
Como se chamava? Talvez conhe�a, a cidade � pequena.
Larry.
- Desculpa. - Sentes-te bem?
� �bvio que n�o sei quem era a Piper antes de ser presa.
Ainda falas com eles?
Acho que eles n�o querem falar comigo. As coisas terminaram muito mal.
Mas se lhes ligares e tentares resolver isso,
as coisas v�o terminar de uma forma diferente.
Podes recome�ar.
Tenho estado � espera de estar pronta para lidar com tudo isso.
Piper, essa sensa��o nunca vai chegar.
Tens de arriscar.
Talvez caias e batas com o nariz no rego do cu suado de algu�m,
mas, se ficares parada, nada ir� acontecer
e nada se ir� resolver.
Vamos ver o teu telem�vel...
O que fazes?
Larry, n�o �? Aqui est�. Liga-lhes, aqui e agora.
O qu�? N�o, isso � uma p�ssima ideia.
N�o penses, age.
Se correr mal, pelo menos sabes
que tens algu�m para te apoiar, aconte�a o que acontecer.
- N�o acredito que vou fazer isto. - Confia em mim.
Vou buscar bolachinhas, como recompensa.
Tenta este. Onde encaixa?
Quase. Estamos a trabalhar a motricidade fina.
Sim, a motricidade.
Sou melhor nisso do que tu, mas h�s de l� chegar.
Est�s a melhorar muito.
Tenta aqui. Sim?
- Aqui. - Sim, Larry?
Sim. Quem fala?
Piper?
Sim, � a Piper. Sa� da pris�o.
Sa�ste? Da pris�o? Sa�ste da pris�o. C�us.
� incr�vel. Parab�ns.
- Quem �? - � a Piper.
Espera. A Polly est� aqui. Vou colocar-te em alta-voz.
Ol�, Polly. Como est�s?
Estou bem.
Estou surpreendida por te ouvir.
Sim. Sa� da pris�o.
E estava a pensar se voc�s...
Desculpem, sei que isto � estranho, por isso, n�o se sintam obrigados,
mas pensei que talvez quisessem tomar um caf�.
N�o costumamos beber caf�.
Tudo bem. A s�rio. N�o h� problema. Eu entendo.
- E irmos jantar? Queres... - O qu�?
- O que foi? - Jantar?
Sim, seria fant�stico.
Lembras-te do restaurante de sushi a que costum�vamos ir?
Aquele secreto bastante bom por baixo do estacionamento?
Adoro esse restaurante. Com o tipo do ioi�, n�o �?
Exato. Vou fazer uma reserva.
Eu e a Polly precisamos de sair num encontro. � perfeito.
Ele pede desculpa por meter os p�s pelas m�os.
N�o faz mal.
Ser� �timo voltar a ver-vos.
Ele comeu o iogurte? Adeus, Piper.
Adeus.
Tamb�m n�o posso comer sushi. H� pl�stico nos oceanos...
H� outras coisas na ementa. Adeus, Piper.
- Adeus. - Espalhou-o pela cara.
- Comeu uma colher de sopa. - S�?
- Devia comer um inteiro. - Eu tentei...
- Tudo bem. �s um bom pai. - Obrigado.
E n�o espero que me perdoes o que te fiz.
Sinceramente, nem me lembro de o fazer,
de tentar afogar-te.
Mas sei que o fiz. N�o o estou a negar.
O que lhe vou dizer?
� dif�cil. Mas, pelo lado positivo, a Beth n�o est� a negar a tua viv�ncia.
Est� a admitir que te causou sofrimento.
Cabe-te a ti dizer-lhe
como pode ser feita justi�a nesta situa��o.
Vamos.
Seria feita justi�a se ela fosse enclausurada
e ficasse afastada de toda a gente tanto quanto poss�vel.
Se n�o tem autocontrolo, n�o dev�amos proteger os outros dela?
Nunca fazes coisas que n�o consegues explicar?
Dessa forma, n�o. N�o sou assim t�o violenta.
A s�rio?
Tens dupla personalidade ou algo assim?
Ou n�o me v�s como uma pessoa?
Agente Dixon, este programa destina-se �s reclusas e �s suas v�timas.
Eu sei. Sou uma v�tima e ela � uma reclusa.
Quero confrontar quem me agrediu, tal como ela.
As v�timas t�m de ter forma��o para ultrapassar os traumas,
antes de confrontarem os agressores.
- Se quiser, posso ajud�-lo... - Tudo bem.
Ele tem raz�o.
Se quer falar comigo, podemos permiti-lo, certo?
Est� bem.
Beth, obrigado. Bom trabalho.
Agente Dixon, sente-se.
Pode come�ar por contar � agressora o que lhe aconteceu.
Durante o motim, fizeste-me ref�m.
Sim.
Lamento muito.
Aprisionaste-me, torturaste-me,
humilhaste-me...
...e nunca mais voltei a ser o mesmo.
Ontem, quando o alarme disparou no encerramento, voltei a reviv�-lo.
N�o consigo dormir.
E quando tento adormecer,
tenho pesadelos contigo e o teu bast�o.
E n�o voltarei a ser capaz de usar um sanit�rio port�til.
Lamento muito, a s�rio.
Fiz-vos passar por merdas horr�veis.
Passo o trocadilho.
E o que vos fiz continua a atormentar-vos.
N�o posso alterar o passado. Gostava de poder.
Mas espero que o ajude saber que tenho consci�ncia do mal que fiz.
E que estou a tentar ser uma pessoa melhor
para que mais ningu�m tenha de sentir o que sente por minha causa.
- Quer um abra�o? - N�o.
Sim. Est� bem.
Chega aqui.
Tamb�m j� fiz merdas horr�veis.
Obrigado por pedires desculpa.
N�o resolve nada, mas significa muito para mim.
Muito bem. Excelente trabalho, pessoal.
Isto mostra-nos como a justi�a restaurativa
pode ter desfechos realmente inesperados, dada a oportunidade.
Vemo-nos na pr�xima aula. Bom trabalho.
Vamos.
Ol�.
Vim confirmar o nosso jantar da pr�xima semana.
O meu namorado est� ansioso por cozinhar para voc�s.
A Fig vai mexer a comida no prato a fingir que come
e eu vou comer pelos dois. - Certo.
- Mal posso esperar. Obrigado. - Eu tamb�m.
Espero que esteja orgulhoso do seu trabalho, Sr. Caputo.
Come�amos a ver o impacto positivo dos nossos programas.
Hoje, vemos a R�ssia como uma amea�a s�ria � nossa na��o,
� nossa liberdade e � paz mundial. Porqu�? O que faz dela uma amea�a?
Analisando de perto, h� uma resposta.
Desculpe. Isto n�o sai no teste.
E ent�o?
E ent�o? N�o estamos a aprender o que precisamos.
Eu estou. A Hist�ria � uma continuidade que se repete.
- Podes estar calada? - N�o.
Quando teremos um professor que ensine realmente?
N�o sei.
Quando o Gabinete Federal de Pris�es aprovar um, daqui a alguns meses?
Isso � depois do exame final.
Queres que te ensine algo? Eis uma li��o de vida importante.
Quem n�o se rala, nunca fica desapontado.
Rala-te menos.
Os substitutos nunca prestam.
Est� bem.
A aula terminou.
Espere. "O proletariado n�o tinha nada a perder, exceto" o qu�?
CURSO DE FORMA��O
Espero que n�o queiras ajuda a Matem�tica, porque n�o fa�o isso.
N�o. Vou fazer-lhe uma proposta de neg�cios.
Quer fazer adi��es � sua conta banc�ria?
Espera. Vais pedir-me para fazer algo ilegal.
Est� bem, conta comigo.
Nem lhe disse o que �.
Deixa-me adivinhar. Queres que traga algo para a pris�o?
Tu vendes e eu recebo uma parte.
Sim.
S�o adesivos de fentanil,
porque s�o f�ceis de esconder em livros e pode traz�-los para a aula.
Em livros, v�o suspeitar.
Enfio-os no cu.
Est� bem. N�o costumam voluntariar-se para isso.
� a melhor forma, confia em mim. Ningu�m quer ver o meu olho do cu.
J� que n�o se importa com o que enfia no cu,
ser�o comprimidos, porque s�o mais f�ceis de obter.
Tudo bem. Se n�o for eu, ser� outra bilha a faz�-lo.
O meu pessoal ir� contact�-lo.
Percebeste? "Outra bilha"?
Nada? C�us.
Mais um dia lindo e produtivo na Cidade de Icorococ�.
Sim.
V� aquela, a abanar o barbilh�o alegremente.
N�o, v� aquela, toda contente a relaxar.
Est� a apanhar sol. At� os bichinhos gostam do fim de semana.
N�o.
Acho que a Senhora Cabidela bateu as botas.
Talvez seja s� uma insola��o.
Ser� como os toxicodependentes
com overdoses ap�s a desintoxica��o por perda de toler�ncia?
Apanhou demasiado sol e estava habituada � sombra.
- � triste. - N�o.
Foi assassinada.
A d�cima terceira?
Galin�ceo da fam�lia nefastus e do g�nero vituperius.
Tinhas raz�o.
O que vamos fazer?
Vamos isol�-la para que n�o volte a atacar.
N�o podemos permitir que perturbe
as vidas pac�ficas e cumpridoras da lei das outras galinhas.
E a galinha que foi assassinada?
Est� morta.
O que fazemos com o corpo?
Comemo-lo.
N�o, vamos enterr�-lo secretamente
e fingir que isto nunca aconteceu.
Acho que j� passei por isto antes.
Como est� a correr o dia, menina Cathy?
Mais ou menos, obrigada.
Hoje, aprendi um novo ponto de croch� tunisino.
Permite deixar uma abertura na pe�a que estamos a fazer.
Teve um incidente s�rio
com uma reclusa psic�tica que foi encontrada na capoeira?
Boa tarde. N�o lhe chamaria um incidente s�rio.
Isto � uma pris�o e n�o uma escola Waldorf.
Os programas s� trouxeram problemas.
E cruzei-me agora com o Joe Caputo no corredor.
O Joe Caputo. Ele est� respons�vel por uma terapia de grupo?
Tem consci�ncia do que est� a fazer?
Sim.
Estou a poupar-lhe muito dinheiro.
Quando t�m objetivos e atividades, as reclusas s�o menos problem�ticas.
H� menos confrontos violentos,
o que permite poupar em despesas m�dicas.
O programa educacional poupa-lhe dinheiro.
A terapia agropecu�ria poupa-lhe dinheiro.
N�o conhe�o a sua hist�ria pessoal com o Joe Caputo,
mas o �timo trabalho dele na pris�o tem-lhe poupado dinheiro.
Agrade�o.
Aviso-a de que perdeu o seu encanto
e que n�o terei problemas em despedi-la, se houver outro incidente.
Entendido.
Caso seja preciso a sua interven��o,
serei a primeira a contact�-la.
- Ol�. - Ol�.
- Est�s bem? - Sim.
Estou �tima. Sinto-me rid�cula por me teres visto daquela forma.
A reclusa desaparecida podia estar armada
e entrei em p�nico.
A Lorna?
Desculpa.
� irracional, mas quando o motim come�ou,
n�o sabia quando ia terminar, entendes? As coisas iam de mal a pior.
Agora, mesmo sendo irrelevante, penso:
"Ser� o in�cio de outro pesadelo?"
Pensava que tinhas parado.
Tamb�m eu.
N�o faz mal. � esta maldita pris�o.
Merda.
O medo apodera-se do meu corpo
e, quando passa, n�o faz sentido,
porque parece que tudo voltou ao normal.
Preciso de sentir que algo mau aconteceu
ou ter um escape, entendes? Para saber que n�o foi imagina��o minha.
Vamos encontrar uma solu��o.
A afiadeira de l�pis para os olhos?
- Est�s linda. - Estou com ar de s�bria h� seis meses?
Passas bem por seis meses e tr�s dias.
- O que � isto? - Cidra de ma�� gaseificada.
Parab�ns, querida. Isso � muito importante.
- Reservei mesa num restaurante. - Sim? N�o me contaste.
Queria surpreender-te.
J� fiz planos com o meu padrinho e com outros membros dos AA.
Vamos sair depois da reuni�o.
Tamb�m n�o me contaste.
Costumas trabalhar ao s�bado � noite, e sabes que est�s convidada.
- Est�s sempre convidada. - Est� bem.
Vem connosco.
Porque ficaste t�o melindrada?
N�o sei. Talvez porque tens uma nova vida
e agora usas palavras como "melindrada".
Claro que tenho uma nova vida. O objetivo era esse.
Sim. Mas sinto que j� n�o fa�o parte dela.
Por favor, Alex. Claro que fazes.
Mas precisei do apoio de v�rias pessoas. N�o foste s� tu.
Os meus amigos s�brios s�o importantes para mim
e tu ainda nem tentaste conhec�-los melhor.
S� queria estar a s�s contigo.
Lamento.
Pensava que tinhas terminado com ele.
- Ele matou o teu gato, certo? - Foi sem querer.
Sim, para mim, acabou. Terminei com ele.
A n�o ser que ele queira continuar.
Acabou de entrar um pit�u novo.
N�o tinhas combinado uma cerveja de gengibre com a Sylvie?
Sim. � s� mais uma rodada de �lcool a s�rio.
Porreiro. Pagas tu. Certo, Sr. Warbucks?
Sempre.
"Encontra o comprimento da hipot..."
"Hipotenusa."
- Hipotenusa. - Como vou lembrar-me disto tudo?
Para a hipotenusa, penso em "avan�ar a corta-mato",
porque vamos a direito e cortamos os cantos.
Queres ouvir um exemplo? Costumava fazer a hipotenusa
atrav�s do p�tio do Sr. O'Connor, quando ia para escola.
E ele gritava: "N�o pises a relva."
O p�tio n�o tinha relva, s� tinha quinquilharia
e um pit bull preso a uma corrente, chamado Salm�o, mas est�s a ver a ideia.
D�s explica��es? O novo professor � horr�vel.
Sim, o Luschek tem muitos talentos, mas em termos acad�micos � uma n�doa.
N�o te importas?
Desde que elas venham para aprender.
Est� bem, podem sentar-se. Estamos na p�gina 58.
Raios!
Est�o � espera de comprar?
Tenho muito produto de qualidade a um pre�o razo�vel.
Estamos a estudar para o curso de forma��o.
O diploma da forma��o n�o serve para nada.
Se quiserem ter sucesso no exterior, precisam de dinheiro
para poderem pagar uma casa,
em vez de ficarem com um careca branquelas e sem ambi��o.
Para terem o que comer, em vez de ca�rem em esquemas da treta.
Para poderem pagar a um advogado decente.
Para n�o voltarem a ser presas como idiotas.
De que serve um diploma no exterior?
Exato. Por isso...
Queres uma toalha?
A tua vida miser�vel est� a ensopar este lugar.
Sim. Podes sair daqui? Temos de nos concentrar.
Sabem que mais? Tudo bem.
Querem desperdi�ar o vosso tempo sem ficarem pedradas?
Fiquem � vontade, cabras.
Curso de forma��o.
Paz.
Est�vamos a estudar o teorema de Pit�goras.
Equipa da cozinha. A limusina est� � espera.
Hoje, somos s� n�s.
A Red vai ficar bem?
Boa pergunta e n�o sei a resposta.
Algu�m sabe alguma coisa da Lorna?
Soube que teve uma crise psic�tica.
O qu�? Quem disse isso? Algu�m a viu?
Nichols? Tens de ir � enfermaria.
� a Morello?
Entre, menina Nichols.
Acho que ela n�o quer falar comigo.
Sente-se para falarmos do diagn�stico.
Diagn�stico?
Sim. Entre.
Senhora Reznikov, os seus sintomas indicam que tem dem�ncia precoce.
A doen�a evoluiu mais rapidamente devido ao estado grave de del�rio,
que come�ou durante o isolamento, na Unidade Especial.
As an�lises ao sangue revelam ainda que tem uma infe��o urin�ria s�ria,
o que certamente intensificou o seu estado de del�rio.
Podemos tratar a infe��o urin�ria e os del�rios com medica��o,
mas, infelizmente, a dem�ncia continuar� a dificultar o seu dia a dia.
N�o posso prever quando, mas eventualmente
vai precisar de ajuda para executar as tarefas di�rias.
Perguntei � Sra. Reznikov se havia algu�m em quem ela confiasse e ela identificou-a.
Vou dar-vos privacidade.
- Lamento muito. - N�o.
Lamento muito.
Lamento muito.
Podes contar comigo, sim? Estou aqui.
Estou aqui, sim? Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
Quando aceitaste a ave assassina, sabias que era homicida?
N�o.
Mas avisaram-me de que devia manter as fronteiras fechadas a invasores
e n�o liguei.
Agora, resta-me evitar que volte a acontecer.
Coloquei a criminosa no isolamento, afastada das outras galinhas.
Puseste a galinha na UE?
A UE tem uma conota��o negativa.
Coloquei-a no m�dulo terap�utico.
Podes ficar com o meu. N�o tenho fome.
Espero que tenhas modulado a galinha certa.
O que queres dizer? A assassina tem de ser a galinha nova.
Tens testemunhas?
N�o, mas ela mexeu-se furtivamente e agiu de forma evasiva.
Al�m disso, estava tudo bem at� ela aparecer.
Estava?
"Pensava que a culpa era toda minha.
Que merecia ser maltratada por ti. Mas n�o merecia."
Kimberly, poupa-me. Eram neg�cios.
Ambas ganh�vamos dinheiro.
N�o te obriguei a fazer sexo comigo, como o �ltimo chulo.
Tratei-te bem.
"Mandavas-me sair com tipos muito perigosos
e apanhei tricomon�ase quatro vezes."
Mas, Kim, disseste que aceitavas tipos mais duros.
Pausa.
Se algu�m nos aborda e diz: "Tu fizeste-me isto",
devemos escutar atentamente.
N�o devemos corrigir o que est�o a pensar ou a sentir.
Damiva, d�-me o teu lugar. Vazquez, vou fingir que sou a v�tima.
O que se passa, Kim? Est�s a ficar careca.
Vamos, Juanita. Temos de levar isto a s�rio.
A Kim vai explicar � menina Vazquez a sua viv�ncia como v�tima.
Vou usar o testemunho da Kim para desempenhar o papel.
Juanita...
- Quero que... - Posso perguntar algo, Kim?
- Sim. - Porque me denunciaste � Pol�cia,
sua puta delatora? Estou na pris�o por tua causa.
"Denunciei-te, porque algu�m tinha de te obrigar a parar."
Pe�o desculpa.
"Denunciei-te,
porque n�o queria que outras passassem pelo que passei."
O que passaste?
Consumias a minha coca�na como uma campe�.
Kim, eras um aspirador de coca�na, mi�da?
N�o me est�s a escutar.
Quero que entendas o sofrimento que me causaste.
Que sofrimento, Kim?
"No in�cio, pensava que eras minha amiga.
Mas se n�o fizesse o que ordenavas...
...castigavas-me.
- Nunca sabia o que esperar." - A s�rio?
Se fodes por dinheiro, a vida que tens � essa.
- Continuas a n�o me escutar. - Nem eras boa na cama.
Reclamavam por usares os dentes, cheirares mal da rata...
Ela quer contar-te o que lhe fizeste
e tu n�o escutas.
Sr. Caputo, sente-se bem?
Pe�o desculpa.
Gostava que me contasses o que aconteceu.
Mas se foste tu, como vou acreditar no que dizes?
Porque est� ela numa gaiola de tamanho inapropriado?
Portou-se mal.
Isto est� a ajudar?
� dif�cil dizer.
N�o!
N�o.
N�o, isto n�o est� a acontecer.
Est� sim. Outra ave enjaulada que foi para o c�u das galinhas.
Prendi uma galinha inocente.
Equipa da cozinha!
- N�o acredito. - O que foi? Aderi ao Duolingo.
V�.
Ol�, bem-vinda de volta.
Est�s bem?
Ol�. Soube que te encontraram na capoeira,
mas deve haver algum engano. Tu odeias a vida no campo.
N�o sei.
A �ltima coisa de que me lembro � do Vinnie... Ele veio visitar-me.
Levou o beb� para longe.
E disse que n�o ia voltar.
- Ele n�o pode fazer isso. - N�o pode mesmo.
Como assim, ele levou o beb�?
Diz-me exatamente o que ele disse.
� melhor ires descansar um pouco, sim?
Vou tentar encontrar comida decente para ti.
� isso. Espera. Eu ajudo-te a levantar os p�s.
Muito bem. Os teus pezinhos. Isso mesmo, querida.
Devias ter vindo falar comigo.
Desculpa, devia ter estado aqui para te apoiar.
Tenho falhado com todas voc�s.
Espero que seja uma fase, entendes?
A fase de ser uma idiota e de n�o estar atenta, certo?
Pronto.
N�o posso ir.
Ela mal consegue andar. Vou ficar aqui com ela.
Digo � Ruiva que est�s doente. Sen�o, obrigam-te a ir.
Obrigada.
Diz � Shani que lamento n�o poder estar com ela.
Estou numa maratona em que desiludo toda a gente
e ela n�o � a �nica a sofrer com a minha neglig�ncia, sim?
Assim que puder, falo com ela.
Preso em cima?
Ou solto?
Preso, fica muito elegante e, solto, d�-te um ar rom�ntico.
ORDEM FINAL DE DEPORTA��O
Ol�. Vim jantar com uns amigos.
A reserva est� no nome de Bloom. Larry Bloom.
- Vamos ver. - Agora, somos quatro pessoas.
- Ol�, estou aqui. - Sim, quatro pessoas.
Sou a quarta.
Muito obrigada por fazeres isto. Sei que est�s sempre ocupada.
De nada. Sou a tua boia.
Chama-me Boia Contra Embara�os.
Os seus amigos j� chegaram. Est�o no bar.
Vamos a isto.
Foste noiva dele? � muito atraente. Agora, entendo.
N�o, o Larry � um tipo de homem... diferente.
Ol�. Larry.
- Ol�. Piper. - Ol�.
Ol�.
Queria ver se ainda tinham aquelas sanitas japonesas fabulosas.
T�m mesmo. O meu olho do cu est� limpinho.
� a minha amiga Zelda.
Ol�, sou o Larry.
Zelda. Ouvi coisas escandalosas sobre ti,
mas folgo em saber que, pelo menos,
o teu �nus est� imaculado.
- Vamos? - Sim, vamos.
Ol�, � a Piper. Agora, n�o posso atender.
ORGANIZA��O SEM FINS LUCRATIVOS DA ZELDA EM NOVA IORQUE
ESPET�CULODAZELDA
Piper.
- Ol�. - Ol�.
- Concentra-te. - Sim.
- Sim. - Vejam aquela posi��o.
Ela conseguiu fazer a posi��o.
Sim, conseguiu.
N�o consigo fazer a invertida sobre a cabe�a.
Acho que ela fez a invertida sobre a cabe�a. Eu n�o consigo.
Sai! Fica longe dela!
Inacredit�vel. J� andas a trair-me?
N�o tinhas de lhe bater. Pensava que est�vamos a dar um tempo.
Porque haverias de pensar isso?
Porque gritaste comigo,
partiste um candeeiro e desapareceste durante tr�s dias.
Disse-te que precisava de pensar!
N�o podes ir para a cama com a primeira pind�rica que aparece!
Sylvie, n�s j� n�o temos nada em comum.
N�o, querias que continuasse dependente para te sentires necess�ria
e agora que estou melhor, est�s a dar-me com os p�s.
Achas que � isso?
N�o sou o teu pai. N�o te vou abandonar.
� assim que costumas agir.
Tens tanto medo de perder o controlo
que preferes estragar uma rela��o antes que algu�m te magoe.
Meu Deus. Tantas bolachas!
Bolachas.
Sou est�pida?
O que queres dizer?
N�o estamos a fazer nada de errado.
Sou uma reclusa a tomar banho
e tu �s uma agente a vigiar-me.
N�o, achas que sou est�pida por pensar que temos uma rela��o?
Uma rela��o s�ria?
Porque eu sinto-me...
N�o �s est�pida.
Tenho saudades deles. A s�rio.
Eu e o Cal �amos para o bosque e divert�amo-nos � macho.
Liga-lhe.
Ele ia adorar falar contigo. Podem combinar um encontro de pap�s.
- Achas? - N�o seria estranho?
J� ultrapass�mos essa fase.
Voc�s est�o juntos e eu sou casada, estamos bem.
�s casada?
N�o, casei-me com a Alex.
Como est� a correr?
Bem.
Como deves saber, � dif�cil quando o parceiro est� preso.
Mas acho que encontr�mos uma forma de estarmos ligadas e abertas.
Abertas uma para a outra, n�o me refiro a uma rela��o aberta.
Mas devo confessar que tent�mos isso.
- A s�rio? - V�s?
- Nunca funciona. - Ela n�o disse isso...
Estava impl�cito.
Sasa dango.
- Lembraste-te. - J� n�o est� na ementa,
mas podes pedir para fazerem. - Larry.
Saqu� quente?
- Deseja um? - N�o.
Mas adoras saqu� quente.
Eu sei.
Estou gr�vida.
Foram r�pidos.
- Queremos que tenham idades pr�ximas. - Pr�ximas, claro.
� um menino.
Vou ter uma casa cheia de pilotas.
E tu �s a abelha-mestra.
Eu e a minha irm� temos 16 meses de diferen�a.
Discut�amos imenso at� � puberdade
e, de repente, decidimos que �amos amar-nos intensamente.
� a minha melhor amiga.
Ent�o, s� os primeiros 12 anos � que ser�o complicados. Entendido.
Fico feliz por voc�s. A s�rio.
Ainda bem que est�o juntos.
Tr�s cart�es?
- Quanto �? - Dividimos a conta, Larry.
Eu pago a tua parte.
Aqui est�.
� t�o bom voltar ao crack, mi�das.
E o fentanil n�o � crack reles. � forte como tudo.
Superaste a tua m�e.
Devias chamar-lhe isso, "Superaste A Tua M�e".
O fentanil matou o Prince, n�o foi?
Chama-lhe "Purple Rain".
Acho que "Superaste A Tua M�e" soa melhor
e adequa-se mais ao p�blico-alvo.
Posso levar o teu tabuleiro?
Era assim que todas me deviam tratar.
Queres que ponha os teus tamp�es por ti?
O que se passa contigo?
Nada. Soube que as Kardashian t�m algu�m. N�o quero ficar para tr�s.
Posso juntar-me a ti?
Desaparece, fur�o.
Acho que precisas de uma amiga.
Gosto de comer a s�s. Olhar para roedores d�-me n�useas.
A tua filha tem um novo correio.
A Daya arranjou outro acesso � pris�o? Quem �?
N�o gostas de roedores, mas dava-te jeito uma toupeira.
Est� a olhar para n�s?
Sim.
�timo. Pode ver as inimigas dela a juntar for�as.
Confirmaram a fertiliza��o in vitro para a pr�xima sexta.
Est�s a ouvir? Talvez na pr�xima sexta,
o teu esperma e o meu �vulo se consigam entender
e passar a morar no meu �tero.
- Tenho de me demitir. - Poupa-me.
- Ol�. � um prazer receber-vos. - Ol�.
- O prazer � nosso. - Sim. � �timo.
Ent�o, tiveste de encerrar a pris�o pela primeira vez. Como correu?
Acho que correu bem.
Gra�as � aula do Professor Caputo.
A vossa ajuda tem sido muito �til.
N�o sei o que teria feito sem voc�s.
Com a tua intelig�ncia, terias encontrado uma solu��o.
Sei que achas que consigo fazer tudo, mas tenho de dizer
que foi mais f�cil com o vosso apoio.
Um brinde ao Joe e � Natalie.
Aos tr�s.
Fico feliz por algu�m estar a tirar partido
dos anos que pass�mos no inferno.
N�o queria continuar a falar de trabalho, mas tenho de perguntar:
Como est� a correr com a cabra infernal?
- Vou demitir-me da Justi�a Restaurativa. - N�o, n�o vais.
Ele est� a exagerar.
Porqu�?
Fui sujeito a uma ordem de afastamento.
Tretas. Foi envolvido no movimento Me Too por motivo nenhum.
N�o foi por motivo nenhum.
E n�o fui envolvido. N�o fui a v�tima.
Ent�o, � culpado?
Culpado de qu�?
Sim, sou culpado.
Chama-se Susan Fisher, era agente na seguran�a m�nima e eu gostava dela.
Foi incorreto com ela.
Criei um ambiente sexualizado no trabalho,
deixei-a desconfort�vel e ultrapassei limites que n�o devia.
Quando ela me rejeitou, despedi-a.
N�o foi s� por isso que ele a despediu. Ela n�o era boa profissional.
Vai ter de se demitir.
Sim.
Fiz profiteroles.
Achas que alguns relacionamentos...
...se esgotam, talvez?
Acabam e sabes que n�o tens mais nada a retirar dali?
Sim.
E h� relacionamentos que nunca se esgotam, no bom sentido.
Continuam a evoluir e a surpreender-te.
Estou exausta. Vemo-nos no ioga?
Sim, est� bem. Vemo-nos l�.
Quero que saibas que adoro o cheiro do teu champ�.
Ent�o...
Obrigada por esta noite divertida.
Ser� que gostarias...
...de me acompanhar � gala?
Adoraria. Boa noite.
Boa noite.
ALEX TR�S CHAMADAS PERDIDAS
COMO EST� A CORRER?
A RECEBER CHAMADA
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