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UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
T�m hist�ria?
Hist�ria. Biologia.
A Eva n�o disse que tinhas sido presa.
O que v�o fazer os mi�dos?
Est� tratado. Ficam com o Hopper.
�s mesmo idiota.
O que me chamaste?
Que estupidez.
Bem me parecia. N�o te esque�as de que sou tua m�e.
As morenas?
A Red sentiu-se mal e o Litvack mandou lev�-la.
Est� bem. Impede-a de tossir. O King esteve constipado pela primeira vez
e n�o quero repetir esse inferno.
Tivemos de aspirar o ranho do nariz dele.
� amor, mas � nojento.
- Toalhete? - Obrigada.
Chega aqui. D�-me as tuas m�os.
Vamos. Est� tudo bem. O que aconteceu?
- Porque estavas na c�mara frigor�fica? - Fui � procura de algo.
- A Passagem do Noroeste? - N�o estive l� muito tempo.
Red, tenho medo...
...que estejas doente.
Nem sei como reparaste que estava desaparecida.
Andas t�o ocupada com a Cle�patra.
Reparo em muitas coisas.
Podemos falar sobre isto?
FECHADO
Desculpem. Tive de ouvir os clientes a queixarem-se
de que n�o encontram stroganina sem ser em Omsk.
E, agora, sou eu a queixar-me.
O que perdi?
O Mikhail tem liga��es com o importador da S�rvia.
O Ilya vai com ele.
Talvez juntos consigam convenc�-lo.
Temos de ir.
E o novo neg�cio?
Falamos disso depois.
Falei com a Olga de novo.
Diz que as comunidades de reformados v�o continuar a surgir.
Se entrarmos agora...
Claro. Falamos depois.
E tamb�m daqueles bolos para o ch�. Para a pr�xima.
N�o podem esperar cinco minutos?
� uma mina de ouro. E n�o � ilegal.
Ficar�o entusiasmados quando ouvirem a ideia.
Nunca se lembram de que tenho sempre boas ideias.
O contrato com a pris�o? Fui eu.
Apresentam as minhas ideias como se fossem deles.
E a reuni�o com o s�rvio? Est�s pronto?
Devia casar com a Sonya Chekova?
A m�e diz que o pai dela podia meter-me na Associa��o de Joalharia.
N�o queres ser joalheiro numa loja da Zales.
E n�o queres morar ao lado da tua m�e.
A Luda � simp�tica para a mi�da por interesse.
Arranjas melhor do que a Sonya Chekova e o prognatismo dela.
Da �ltima vez, o tipo n�o morreu logo.
- E o Vlad usou um p� de cabra. - N�o quero saber isso.
O olho parecia uma bola saltitona, pendurado na �rbita.
E se te derem outro trabalho? Posso pedir.
N�o � preciso. Eu consigo. Nem sei porque me queixo.
Ser bom empregado compensa sempre.
Tenho de ir.
A tua m�e espera. Come.
Vai gritar comigo. N�o vale a pena.
Boa noite.
Uma deusa ca�adora tem de conseguir carregar as suas armas.
� a primeira li��o do retiro.
Estou a adaptar-me � mudan�a de cen�rio e at� ao conceito.
Quando a Kiki cancelou o lugar, sem reembolso,
vi que era uma boa coincid�ncia.
Pensei: "Quem morreria primeiro num cataclismo nuclear?"
- Toda a gente. - A Piper!
Perdeste a tua b�ssola interior e n�o sabes manusear uma faca.
N�o vejo a liga��o entre essas duas coisas,
mas agrade�o a oportunidade de mudar de perspetiva.
Os �ltimos dias n�o correram bem.
N�o consigo fazer sexo com desconhecidos.
Com desconhecidos n�o.
E com um amigo de um amigo? N�o seria t�o desconhecido.
Pensava que est�vamos aqui para reivindicar o nosso poder
como ca�adoras e fornecedoras de sustento.
Sim, mas temos de aceitar as d�divas da Terra M�e,
sejam presas ou parceiros.
Piper, lembras-te da Maia? Do grupo de beb�s?
Claro. Que bom ver-te.
N�o te preocupes, n�o vou contar que estiveste presa.
Agrade�o imenso.
Este fim de semana vai ser t�o primitivo!
Gostava que fechassem os olhos por um minuto.
Ou�am os p�ssaros e o vento.
A voz da natureza a rodopiar � nossa volta.
Escutem as orienta��es dos vossos esp�ritos-guia
sobre onde devem descansar o corpo e escolham um quarto.
Tot�s! Fico na cama de casal!
Esta noite, vou parecer uma estrela-do-mar!
Ficas por cima ou por baixo?
Sou daquelas que dorme em qualquer lado.
- Ol�, Zelda. - Ol�.
- Vais adorar a Piper. - Est� habituada a beliches.
- Combin�mos �s 18 horas. - Eu sei. A contagem demorou.
Repetiram-na tr�s vezes.
Fico aliviada. Comecei a pensar que n�o vinhas porque...
Eu consigo.
Desculpa ter-te beijado.
N�o sei porque o fiz... Foi est�pido, n�o foi?
Sim, foi inapropriado.
Pensava que sent�amos o mesmo...
Eu n�o. Sou casada.
N�o quero obrigar uma reclusa a fazer sexo comigo.
Obriga-me a vender contrabando, por isso, estamos na corda bamba.
Pediste-me ajuda.
Para me livrar do Hellman. N�o para trabalhar para si.
Salvei-te de um idiota perverso. Arranjei-te trabalho e dinheiro.
Belo trabalho. Se for apanhada, aumentam-me a pena.
- Os carregadores foram ideia tua. - � melhor do que hero�na.
Ent�o, a parva sou eu.
Posso sair?
N�o te atrases de novo.
Espera, n�o consigo...
Sou finalmente convidada � Cimeira das Pris�es, nas Ilhas Caim�o,
mas tenho de voltar mais cedo para resolver esta confus�o.
Perdi a atua��o do Michael Bolton.
Dei o meu melhor com o tempo que me deu
e a jornalista fez de tudo para me tramar...
Devia ter-se limitado aos t�picos.
Imprimi t�picos de conversa para isso.
Os t�picos n�o diziam que os fundos da Psiquiatria
seriam gastos em galinhas.
Tinha de dizer algo.
Avisava-me antes de a entrevista ir para o ar.
Em vez disso, assisti ao seu falhan�o
numa sala cheia de colegas de trabalho. Devia ter visto a cara bronzeada do Jack,
quando voc� fez desaparecer as margens de lucro,
como um Ricky Jay sem categoria. Descanso � sua alma.
Certo...
Sei que isto � dif�cil.
Mas devia saber que lutei por si.
Ningu�m queria que a contratasse.
Foi uma escolha invulgar,
mas vi algo especial em si.
Vou dizer isto para seu bem.
Est� a arruinar esta oportunidade �nica.
Se gastar dinheiro em programas, mando acabar com eles.
N�o pode contratar um professor de educa��o especial,
nem ter um armaz�m de cereais para as galinhas.
N�o fa�a mais do que lhe pedem, sim?
Certo.
Queres caf�? Ch�? Leite com cacau?
N�o. N�o te ouvi entrar.
Tens not�cias da tua advogada?
Enviei-lhe o caderno.
A equipa legal vai analis�-lo, por isso...
Est�s bem?
Achas que estou a estragar tudo?
Da minha perspetiva, n�o.
Na verdade, �s a primeira diretora a tentar melhorar a pris�o.
N�o h� dinheiro. Como posso continuar se os programas v�o acabar?
Usa volunt�rios. N�o tens de pagar, s� tens de agradecer.
Ouve, sim?
- Precisas de professores, certo? - Sim.
Tens reclusas com forma��o presas por crimes econ�micos.
Est�o na seguran�a m�nima. E t�m bons advogados.
E tu, Taystee?
Tenho um trabalho. Estou muito ocupada...
N�o � um trabalho. � voluntariado, lembras-te?
N�o tenho tempo...
Vou despedir-te para teres tempo.
- Est� bem. Vou arranjar tempo. - Obrigada.
- Uma pergunta. - Sim?
- Quem � o Ricky Jay? - Quem � o Michael Bolton?
Bom dia, Galinha Pintadinha!
Posso analisar o seu ninho?
Um ovo � um milagre, n�o achas?
� vida e sustento de vida ao mesmo tempo.
Porque est�s t�o feliz?
Deram-te novos medicamentos? Tamb�m quero.
Exceto estimulantes. Sou acelerada de mais.
N�o, est�s perante a alegria de algu�m
que, pelo poder das suas palavras e de forma aut�noma,
conseguiu mudar a vida de outra pessoa.
V�.
"Querida Suzanne, obrigada por seres..."
"Uma mula teimosa e uma chata que se recusa a ouvir a raz�o."
"O caderno pode ajudar, por isso, vou envi�-lo � minha advogada"?
"Lamento ter duvidado de ti."
"A tua amiga...
...Taystee."
� muito porreiro.
Afinal, sei remediar as coisas.
Como a Olivia Pope, o Woodward e a fam�lia do Bernstein.
Vamos, galinha. Mexe-te.
S� tr�s? Temos doze galinhas,
por isso, dev�amos ter quase doze ovos.
Mais coisa, menos coisa. Meninas, aproximem-se.
� a nossa primeira crise com as galinhas.
Galinhas criminosas?
At� tem gra�a. Porque n�o est�o a p�r ovos?
Os ovos podem ficar na cloaca.
Podemos pux�-los com a m�o.
Andam a comer os pr�prios ovos!
S�o galinhas canibais. � muito comum.
Sim. Mas haveria provas dessa abomina��o.
N�o h� restos de cascas de ovos.
Menina Warren? O que dizes?
Precisam de luz do sol.
T�m a menopausa?
Fazemos-lhes um teste hormonal...
A capoeira � escura e o terreno est� coberto.
Precisam dos nocivos raios UV.
- A vitamina D � vital para produzir ovos. - Sim. O telhado tem de desaparecer.
Ficam vulner�veis a predadores.
O qu�? Est�o a ver bem? Estamos numa pris�o.
N�o veem a veda��o com arame farpado?
- Nada entra aqui. - Drag�es!
N�o. Al�m disso, antes que perguntem,
elas n�o v�o fugir, porque n�o sabem voar.
� o que querem que penses.
Quem � a favor de retirar o telhado?
N�o est� em maioria, mas � a �nica solu��o sugerida...
- V�s? - Est� bem.
- Remedeio tudo. - Remedeias tudo.
D�s-me um abra�o?
N�o sei se devo abra�ar-te ou dar-te uma bofetada.
Talvez ambos, mas...
C�us.
Ser� que devo saber?
Fiz asneira. Mas n�o fui presa por isso.
D� gra�as por as tuas filhas serem adultas.
Os adultos tamb�m fazem asneiras.
A Daya precisa de ti.
Est� metida no neg�cio da droga at� ao pesco�o. N�o a consegui impedir.
- Eu resolvo isso. - Equipa da cozinha do SEF, em fila!
- Est�o a chamar-me. - Adeus, amiga.
Afasta-te.
N�o me vais apresentar?
Esta � a Aleida. Aleida, este � o grupo.
Tens um grupo? Lembro-me da �ltima vez que tiveste um grupo.
Ela disse-vos que formou um gangue? Como se chamava?
Sim. As Raridades.
Ela adorava aqueles poneizinhos com tatuagens no traseiro
e o seu favorito era a Rarity.
Mas n�o eram raros, vendiam-se em qualquer supermercado.
Eu adorava a Starlight Glimmer.
Mas ela implorou-me que a levasse ao parque
e sabem o que aconteceu?
Ficou al�rgica. Como um boneco da Michelin castanho.
Ou�am. Visualizem a cena. O olho estava a sair-lhe da...
Posso falar contigo?
O que foi? N�o gostas de coices?
- Os trocadilhos s�o piadas reles. - N�o fales assim.
Assim, como? Como o meu beb� adulto?
Mando neste bloco.
Ningu�m mexe um dedo sem eu mandar. Respeita-me.
Relaxa. J� n�o tens de fingir que �s uma durona, porque eu voltei.
Vai dormir a sesta ou outra coisa.
- Vai fazer uns rabiscos. - N�o. Porta-te bem.
Como as outras.
Vais chorar?
Ou tens os olhos vermelhos, porque �s uma viciada de merda?
N�o posso ter uma viciada a vender produto.
Prejudica a margem de lucro.
- Quem � a respons�vel? - � a Diaz.
N�o est�o a acompanhar. A Daya trabalha para mim.
� gra�as a mim que h� neg�cio.
Em termos de hierarquia corporativa...
...eu estou aqui, no topo.
- � a sua namorada? - O qu�?
N�o sei do que falas.
N�o lhe chamou "acepipe de jalapenho"?
Termin�mos.
Saiu mais cedo para ir aos saldos na ourivesaria.
Andas a seguir-me?
Relacionamentos entre agentes e reclusas s�o proibidos.
- S�o ilegais. - E s�o um crime pun�vel
e n�o h� nada entre mim e a Aleida.
A reclusa Diaz.
Tenha calma. "N�o julgais para n�o serdes julgados."
- Sabe quem disse isto? - Jesus.
O Tony Robbins. Num dos semin�rios.
Vai haver outro, no pr�ximo m�s, em Wilmington.
Mas preciso de uns dias de folga.
Acha que ser� um problema?
N�o, de forma alguma.
Para ser uma deusa ca�adora,
temos de saber seguir o rasto, procurar
e preparar o nosso alimento, mas tamb�m dar gra�as
e entender o nosso papel no vasto c�rculo do universo.
Examinem o arco.
Reconhe�am o seu poder para infligir a morte e sustentar a vida.
Reconhe�am a multitude que existe dentro de cada uma.
Orgulhem-se disso. Protejam essa condi��o.
Uma de cada vez, avancem,
fa�am pontaria ao alvo e libertem um peso que t�m carregado.
� importante definir a nossa inten��o e limpar a mente
de tudo o que impe�a uma ca�ada honesta e honrada.
Liberto a culpa de n�o proteger a minha m�e dos abusos do meu pai.
Temos de falar em voz alta?
S� se quiserem.
Se n�o falarmos em voz alta,
continuamos a guard�-lo dentro de n�s.
Por vezes, amamento quando estou pedrada.
H� um ano que finjo orgasmos.
N�o me sinto m�e. Sou eu, mas com uma beb�.
Fiz sexo com o Charlie Rose e o Matt Lauer.
Foi consensual.
Podes segurar uma arma? � que...
Devia repetir, certo?
Ficaste a saber o que precisavas.
Agora, a pares,
vamos � primeira ca�ada na floresta!
S� pode ca�ar quem tem licen�a de ca�a
e o Curso de Normas de Seguran�a.
As restantes ficam a contemplar a natureza num recanto.
T�o im�veis que, se um veado passar por v�s,
nem reparar� que est�o ali.
Porque n�o vais com a Zelda?
� simp�tica, n�o achas? Fiquem im�veis juntas.
O que est�s a fazer?
Isto devia ser um ref�gio tranquilo.
Sabes o que � tranquilo?
Contemplar a alvorada nos bra�os de um amante.
Depois de um 69.
Nesse caso, n�o ficamos im�veis.
Parece que ficamos juntas de novo.
Despachem-se.
Sei o que vou fazer com os �culos de sol daquele paspalho.
Vamos chamar-lhe "Opera��o Abomin�vel Homem das Neves".
� um monstro de cora��o gelado.
- Primeiro... - N�o.
- ...vamos ferv�-los. - Para. A s�rio.
N�o vou pregar uma partida a um agente do SEF.
Vou sair em breve
e n�o vou voltar, como a idiota da Aleida.
Ser� que adormeceu?
Sim, ficou a comer o pequeno-almo�o continental.
Credo, Red, j� estava a ter maus pensamentos.
E n�o eram er�ticos. Dormiste bem?
Estou �tima. N�o h� motivo para tanta ang�stia.
Sim, mas ontem...
Estou como nova.
Preciso que ponhas esta carta no correio.
- N�o tem morada. - Eu sei.
� esse o objetivo. Tens um telem�vel. Descobre a morada.
� uma amiga tua?
N�o � da tua conta.
Estou a tentar fazer conversa
antes de enviar uma carta com antraz.
Se continuares a fazer perguntas in�teis, pe�o a outra pessoa.
Tenho de entender isto, sim?
Ontem, pregaste-me um susto valente.
Sim, tens raz�o, ontem...
...fiquei confusa. Estava cansada. Mas agora estou �tima. A s�rio.
Enviar esta carta vai ajudar-me.
Tenho de pedir a outra pessoa?
N�o, eu fa�o-o. Conta comigo.
�s a minha menina linda.
Assim que o Mikhail fizer o sinal, o Ilya aparece de carro.
N�o dev�amos mandar o Mikhail com o novato.
� a nossa liga��o aos s�rvios.
Come�as a enervar-me.
J� chega.
Nunca me vais deixar falar?
N�o tentes ensinar-me a gerir o meu neg�cio.
Ent�o, o que fa�o aqui, se n�o queres a minha opini�o?
Podia esperar na c�mara frigor�fica enquanto os homens falam,
se n�o queres que intervenha quando vejo erros.
Tens a minha aten��o. Elucida-me.
N�o dev�amos levar o Ilya amanh�.
� simp�tico, mas ainda � imaturo.
E vamos deix�-lo ir � vida dele?
N�o, ele sabe demasiado.
P�e-no de vigia. Manda-o fazer recados.
� tarde de mais para mudar.
� melhor mudar tudo � �ltima da hora do que fracassar.
Leva o Danila ou o Konstantin.
Querem provar o seu valor e n�o s�o meninos da mam�.
O Ilya n�o � um menino da mam�.
Sou m�e. Sei reconhecer um menino da mam�.
- Encontrei o Diablo. - Sim?
Onde est� ele?
Num centro de deten��o no estado da Ge�rgia.
Meu Deus.
Pelo menos, ainda est� nos EUA.
Consegui o n�mero de estrangeiro dele, mas n�o foi f�cil.
No sistema, identificaram-no como Daria e n�o Dario.
Visto por tr�s, entendo o erro. Tem as ancas largas para um homem.
Gostava de saber mais.
N�o.
Pelo menos, posso escrever-lhe. Obrigada.
Vamos para a c�mara frigor�fica?
N�o h� alternativa?
Tornou-se um lugar assombrado.
� raro acontecer, mas n�o me apetece.
O que � isso? Tens uma namorada?
N�o, a Red pediu-me para enviar isto.
E n�o sabes se o deves fazer, sem ler o que diz.
N�o. Por norma, n�o leio cartas fechadas.
Sim, mas...
O qu�?
Quando a minha av� adoeceu,
fazia telefonemas horr�veis a meio da noite.
Disse ao irm�o que era ileg�timo.
Perdeu no��o do que devia ou n�o dizer.
Percebemos que estava a enlouquecer.
A Red n�o est� louca, est� bem?
Falei com ela esta manh�.
Disse-me que estava confusa, mas que agora est� �tima.
Pela minha experi�ncia, estes quadros pioram rapidamente.
Em certos dias, a minha av� estava bem.
Noutros, nem me reconhecia.
N�o conheces a Red. A lealdade � tudo. As ordens s�o para cumprir.
Portanto, vou enviar esta carta porque ela me mandou.
Entendo.
Tu ama-la. N�o queres ver a realidade.
E eu vejo a realidade, porque...
...gosto de ti.
Todos temos pontos cegos.
Vamos usar uma escala. De um a dez, quanto gostas de mim?
Onze.
Vou pesquisar isso no Google.
O que fazes aqui?
Surpresa! Sou a tua professora.
O qu�?
O Sr. Fantauzzo disse que teria um professor qualificado.
Completei o liceu. Sou qualificada.
Sim, e quando terei um professor a s�rio?
Escuta, estou aqui, sim?
N�o haver� mais ningu�m.
Queres ajuda ou n�o?
Muito bem. No primeiro exerc�cio, l�s este par�grafo
e tens de escolher a frase que n�o est� correta.
Leio isto? Est� bem.
"Pesar de Thomas Jefferson gostar de mob�lia cara
e vinho ilegal...
...ilegalmente ob...
Obter... Obteve! Obtido!"
O que foi?
- Est�s a fingir. - O qu�?
J� te vi dar palestras de 20 minutos
em que culpas as tangas pela homossexualidade.
J� te vi a recitar
passagens completas da B�blia, palavra por palavra, por isso...
Era Deus a falar atrav�s de mim.
Certo.
E coisas da Anita Bryant que memorizei.
Fingires ser burra pode ter resultado com certos professores,
mas eu sei que �s inteligente.
Se queres passar, tens de tentar.
Sou inteligente. Mas o meu c�rebro � diferente.
Foi por isso que pedi um professor especial.
Consigo entender tudo o que dizes.
Mas ao olhar para esta p�gina,
est� tudo indistinto e desfocado.
E o Sr. Fantauzzo disse que tenho um mutante no lobo tempura.
N�o sabia disso. Est� bem.
Come�amos com o alfabeto...
N�o!
V�s? N�o! Eu sei ler, est�pida!
Queria avaliar as tuas capacidades. S� isso.
Pois. Eu n�o sou def.
Viste? N�o usei a palavra completa, certo? Porqu�?
Porque seria indelicado e eu n�o sou assim.
Respeito os outros, ao contr�rio de certas pessoas.
O que � isso, reclusa?
Achas que n�o vi isso, menina Munoz?
Foda-se.
Enfermaria � cela C106.
Cigarros? Isso mata.
Ent�o...
...sempre desejaste matar por alimento ou cabedal?
N�o diria que a Neri me enganou, mas ela deu mais �nfase � liga��o a outras irm�s
e � oportunidade de mudar de perspetiva do que...
- � matan�a? - Sim.
Vieste para matar algo?
Sem d�vida. S� para isso.
N�o vim porque queria um fim de semana
livre da preocupa��o de me cruzar com a minha ex-mulher
e um dos seus engates mais recentes na Linha F do metro.
C�us. D�i ouvir isto. Na Linha F do metro.
Est�s a pensar em fazer sexo sem compromissos,
mas n�o vou fazer sexo contigo.
Folgo em saber.
Desculpa.
A Neri convenceu-se de que eu devia expandir os meus horizontes sexuais
e est� sempre a incentivar-me a ter sexo contigo.
Pensava que sabias.
S� estive com a Neri uma vez.
No ch� de beb� da Maia.
Houve um jogo com chocolate na forma de coc�.
Devias saber que o meu �ltimo ano e meio foi muito estranho.
Numa esta��o espacial?
N�o, numa esp�cie de culto e agora tenho de voltar � sociedade.
Um culto de sexo? Foi por isso que reagiste assim?
N�o era realmente um culto.
Pedimos-te perd�o, Terra Criadora,
por termos tirado a vida a este animal humilde, mas nobre.
Vi cascos e ouvi grunhidos.
Deve ser de uma quinta nas redondezas.
Deixamos um recado?
O que fazemos?
Sim.
Vamos falar de neg�cios.
Apetece-me falar de tudo menos disso.
� assim que sustento os meus filhos.
Est�s a ver isto?
O m�dico diz que � do stress.
Est�s stressado porqu�?
N�o sei,
a intera��o semanal com o teu ex, o Cesar, � intimidante.
Tenho quatro filhos para criar.
E se formos apanhados,
vou para a pris�o.
Tu est�s na pris�o.
N�o � uma piada.
O meu cora��o n�o aguenta viver sem ti. Detesto ver-te aqui.
Tens de ter calma.
N�o � a situa��o ideal, mas agora que estou aqui,
podemos fazer mudan�as.
Vamos simplificar o neg�cio para a idiota parar de consumir.
E podemos passar tempo a s�s.
Tamb�m tenho saudades tuas.
Tens?
N�o me malhas h� algum tempo
e s� consigo pensar em ti em cima de mim.
Sim. Lembras-te daquela vez no estacionamento do restaurante?
Depois, comeste tr�s tostas-mistas, lembras-te?
Ouve.
Conheces as despensas. Cabemos os dois nalguma?
�timo. Vamos precisar de espa�o.
Amo-te.
Esta mulher � um fantasma.
N�o est� no Instagram. Nem no Facebook.
N�o a vais encontrar nas redes sociais. Ela � velha.
Pesquisa na lista telef�nica ou no Spokeo.
Tu e a Shani est�o a ficar muito pr�ximas.
Eu n�o confio nela.
Se violou a lei para entrar no pa�s, do que ser� capaz quando se acomodar?
Olha � tua volta. Todas viol�mos a lei.
� diferente.
Temos esse direito, porque somos cidad�s. Ela n�o.
Vai casar contigo por um Cart�o Verde, como aquele franc�s narigudo.
Tenho de voltar � minha busca por uma velhota russa
sem rasto digital, por isso, se n�o me queres ajudar...
Espera. Mulher, 58 anos. Merda.
Tem de ser ela.
- Tenho de pagar a morada? - N�o fa�as isso.
Ligas-lhe a dizer que �s de uma empresa de sorteios
e que ela ganhou um pr�mio. Precisas que esteja em casa
quando forem entregar o cheque, por isso, queres confirmar a morada.
Ser� que ela pode repetir? "Muito obrigada."
Seria bom dominares o teu c�rebro para fazer o bem.
Acharam que era um veado beb�?
Tamb�m n�o dev�amos matar o Bambi.
N�o paro de pensar na etiqueta com o nome.
O objetivo do retiro era matar um animal, n�o era?
Ca�ar veados. N�o animais de estima��o.
N�o me digas que n�o comes cordeiro.
Estamos a tentar aceitar o que se passou.
Deusas, a Neri est� triste com o seu erro.
N�o vale a pena julg�-la, nem �s suas a��es.
Culpar ou envergonhar os outros n�o altera o passado.
A felicidade recupera-se quando aceitamos a dor
que infligimos ou o trauma que sofremos.
Neri, repete o que vou dizer.
"Matei uma ovelha."
Matei uma ovelha.
Continua at� dominares as tuas palavras.
Matei uma ovelha.
Matei uma ovelha.
Matei uma ovelha.
Matei... uma ovelha.
Sim, � verdade.
Agora, falemos da arte do carniceiro!
Quando os nativos americanos ca�avam, utilizavam a totalidade do animal,
a carne, a pele e os tend�es
que ligam o m�sculo aos ossos. Dos tend�es faziam cordame.
Sou 12 % nativa americana.
A Sardenta n�o ser� desperdi�ada.
Ao usarmos o seu corpo, damos sentido � sua morte.
Enquanto cortamos este animal,
quero que honrem todas as partes de que voc�s s�o feitas.
Se encararmos certas partes como m�s e outras como boas,
estamos a condenar-nos � infelicidade.
Aceitem a luz e a escurid�o.
Chama-se autoaceita��o radical
e implica aceitarem todos os aspetos de quem s�o.
� um feto?
� mais do que antecip�vamos. A natureza deu-nos uma d�diva.
N�o temos de comer isso, certo?
Vamos voltar a tentar.
Desrespeitaste-me.
Eu sei e pe�o desculpa, est� bem?
� a primeira vez que sou professora e estou a aprender.
Por isso, estive a estudar a forma correta de te ensinar.
Estive a ler um livro de fichas e tem qualidade.
- Sim? - Sim.
Descobri que h� v�rias formas de ler.
At� existem audiolivros,
o que, ao in�cio, pensei que era batota, mas afinal � uma forma leg�tima de ler.
Como queiras. Nunca vou passar no exame.
Comprei isto para ti.
J� n�o fumo dessas merdas.
O livro diz que ajuda sublinhar as palavras enquanto l�s.
Assim, sabes o que j� leste e n�o te perdes.
Escuta, a Suzanne n�o desistiu de mim.
Quero fazer o mesmo por algu�m e n�o vou desistir de ti.
Tens sorte, porque sou muito clemente.
Ouve.
Deu tudo certo.
Consegui o que queria e vou dar-te o que precisas.
� da minha reserva pessoal.
� ainda melhor do que o previsto. Porque sou generosa.
Toma isto.
Ter�s uma viagem pac�fica.
N�o ser� como a Daddy.
Vemo-nos mais tarde.
S�o dez ovos. Um aumento de 233 %.
A teoria da luz natural tem pernas para andar.
Ou "penas para voar"?
- At� teve gra�a. - Sim.
Ou "patas para esgravatar".
Gra�as a ti, a crise est� resolvida.
Obrigada. O que posso dizer?
Quando olho para a cara delas, entendo o que pensam.
Porque as vejo como pessoas.
As galinhas veem melhor do que os humanos.
T�m dois cones adicionais.
Veem mais cores do que n�s.
Segundo os princ�pios da terapia da agropecu�ria,
responsabilizarmo-nos por outros seres fortalece-nos,
por isso, menina Warren, vou nomear-te Presidente da Cidade de Icorococ�.
O qu�?
Preciso de um p�dio e de duas bandeiras de cada lado.
Cidade de Icorococ�? N�o teve gra�a?
Devia ser eu.
Obrigada pelo teu trabalho.
Obrigada.
Tudo mudou. A responsabilidade...
Antes, a minha vida era...
E, agora, a minha vida � ser presidente.
Prometo unir esta capoeira dividida.
Prometo lutar por voc�s.
E por todas as cidad�s desta capoeira,
prometo assegurar... - Espera. Posso...
...ser a tua tenente?
Sim, podes.
- Posso? A s�rio? - Podes!
- Podes! - Posso!
Podes.
� verdade que n�o querias matar o guarda no motim?
- Claro que queria. Quem disse isso? - A Aleida disse que foi um acidente.
Estou do teu lado, mas as outras t�m d�vidas.
A Aleida nem estava l�.
Vais ficar sentada ou vais ajudar?
Dei-lhe um tiro. Mas ele morreu por acaso.
Foi um acidente pela metade.
A Aleida diz que o teria atingido nos tomates e na cabe�a.
- Como uma mulher fatal. - A Aleida pode ir � merda.
Ela age como se merecesse um lugar no topo,
mas eu esforcei-me para isso.
- Com a tua ajuda. - Sim.
Ela acha que o lugar � dela.
N�o importa. No in�cio, pode parecer simp�tica,
mas s� sabe quebrar promessas e foder com idiotas carecas.
N�o, � um pote.
N�o est� neste saco.
A tua m�e vai culpar-nos por isto?
Aquela cabra! Foi ela. Excluiu-nos.
Soube que consegue encontrar pessoas. Procuro a minha irm�.
N�o. S� fiz isso uma vez por uma amiga.
Por favor. N�o tenho mais ningu�m a quem recorrer.
- Vou ver o que consigo fazer. - Obrigada.
Deus te aben�oe.
Meninas, o tempo no exterior terminou.
Fa�am fila junto �quela parede, de forma ordeira.
Junto � parede! Agora!
Mas que raio?
C�us. Lamento imenso. O man�pulo ficou preso.
Acho que est� estragado.
Vamos!
- Houve uma inunda��o? - Afasta-te, reclusa.
Credo, venho em paz.
Encontrei a Luda.
Que bom.
Enviaste a carta. Boa menina.
N�o encontrei a morada. Tive de lhe telefonar.
Falei com ela.
E ent�o? O que disse ela?
Quis que eu lhe lesse a carta.
E?
Ela disse que lhe tinhas enviado a mesma carta h� dez anos.
O mesmo pedido de desculpas.
Ela disse que n�o te perdoou na altura e que tamb�m n�o te perdoa agora.
O que aconteceu ao filho dela.
Eu nunca...
...lhe enviei uma carta.
Mas eu acho que enviaste.
E esqueceste-te disso.
Tamb�m te esqueceste do que ias fazer � c�mara frigor�fica.
J� te disse. Bloqueei. Mas, agora, estou �tima.
Acho que temos de te levar ao m�dico.
Achas mesmo? Para qu�?
Para me porem uma trela
e me alimentarem por um tubo para o resto da vida?
Podem arrastar-me desta cozinha quando morrer.
S� estou a dizer isto, porque te amo, m�e.
- Por favor, sim? - N�o tinhas o direito de ler a carta.
- Confiei em ti e tu tra�ste-me. - N�o.
Pediste a minha ajuda
e eu ajudei-te. - Acabou!
Os rapazes est�o em casa da Jelina. Pod�amos sair s� os dois.
N�o vamos ver Quem Quer Ser Milion�rio?
N�o queres saber se o universit�rio ganha?
Para que precisa de um milh�o de d�lares?
Acham que sabem, arriscam e perdem tudo!
Nunca desistem.
Nem todos s�o inteligentes como a minha Galina.
Muito bem. N�o nos desiludiste.
Provaste que est�s preparado.
J� fal�mos sobre isto.
Os inspetores v�m sem pr�-aviso.
N�o te preocupes, voltamos amanh� e resolvemos tudo.
Galina, obrigado pelo teu conselho.
O Ilya era um menino da mam�. N�o pudemos us�-lo.
Gali...
Conseguiste contar uma d�zia de aves, presidente Warren?
N�o se preocupe. Estamos quase.
T�m dois minutos.
Tenente, vou empurrar as aves para o canto para as contares.
- N�o as deixes voltar. - Sim. Entendido.
Uma, duas, tr�s, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, 11...
Uma, duas, tr�s, quatro... Dez, onze, doze...
Presidente, achas que o guarda, quando disse "uma d�zia",
estava a falar literalmente? Ou aproximadamente?
N�o. Est�s a contar mal. Tens de usar a voz.
Aqui est� uma galinha!
Duas galinhas!
Tr�s nobres aves!
Quatro... Espera. Uma, duas, tr�s...
- Uma colher de cada vez. - ...quatro, cinco, seis...
- Era uma hist�ria de reis. - Sete, oito, nove, dez, 11, 12, 13.
H� uma a mais.
Eu sabia que as galinhas fingem que n�o sabem voar.
Esta galinha � estrangeira.
S�o todas iguais.
Eram 13 galinhas desde o in�cio.
As galinhas castanhas n�o s�o todas iguais.
Esta galinha tem manchas brancas e pontas pretas.
Esta... Espera.
J� vi...
J� vi esta galinha.
Entrou por um t�nel, como o El Chapo. Seria uma grande reviravolta.
N�o. Esta galinha � especial. � m�gica.
Est� bem. Vou avisar o Alvarez.
O qu�? N�o. Sou a presidente. Est�s sob a minha jurisdi��o.
O que faria um presidente?
Seria presidencial. Declaro que ela pode ficar.
Merece estar aqui.
Estava certa quanto � luz natural. E, agora, tamb�m estou.
N�o estou convencida.
- J� terminaram? - N�o lhe podemos contar.
- Tens 13! - N�o lhe vamos contar.
Vai culpar-me pela galinha m�gica,
por ter aparecido aqui por magia e vai retirar-me a autoridade.
E a tua.
Eu divulgo as conspira��es. N�o participo nelas.
Temos uma d�zia?
O Hopper convidou-me para ir beber um copo.
N�o quero sair mais tarde do que 15 minutos antes.
Sim, temos sem d�vida...
...uma d�zia. - Treze.
Treze � um n�mero que traz muito azar.
Cuidado com os maus press�gios!
TENHO DE TE CONTAR ALGO.
N�o � a Creech.
Est� na Enfermaria. Mandaram-me inspecionar a cela.
Eu...
...pe�o desculpa.
Estava t�o obcecada com os meus problemas,
que nem pensei nos riscos que corres.
� a vida de um bar�o da droga.
Demorei quatro anos para ter este emprego.
Dizem que apoiam os soldados quando regressam a casa.
"Obrigado pelo seu servi�o."
Mas ningu�m quer lidar com a realidade dos soldados.
N�o controlo as emo��es. Queimo a pele.
Desde que voltei, j� tive oito empregos.
Fui despedida de um restaurante, porque insultei um mi�do.
Fui despedida de um supermercado pelo mesmo motivo.
E nem imaginas o que aconteceu
quando me vesti de Pequena Sereia numa festa infantil.
N�o abdicou da voz por um homem e viveu feliz para sempre.
Primeiro, usei cart�es de cr�dito para pagar as compras.
Depois, usei adiantamentos para a renda. Estou afogada em d�vidas.
N�o posso perder este emprego.
Foi por isso que n�o me demiti depois do motim.
N�o foram bons momentos.
N�o te quero obrigar a nada.
Se quiseres parar, podes parar.
Est�o aqui alguns carregadores
como uma forma de dizer "obrigada" ou "desculpa".
Aposto que parece uma sereia com o cabelo solto.
V�o ficar muito zangadas quando descobrirem que roub�mos isto?
Continuamos a usar as partes todas. Como fertilizante.
E estamos a honrar o que a Sardenta haveria de desejar.
N�o estou a antropomorfizar ao presumir
que a Sardenta n�o iria desejar que a sua beb� se tornasse numa carteira.
Ou numa luva pequenina.
Dizemos algumas palavras?
Querida Sardenta J�nior...
...lamento que n�o tenhas chegado a viver.
Pelo menos, n�o pagas pens�o de alimentos.
A rela��o acabou mal?
Queres saber o mais pat�tico?
Termin�mos h� sete meses.
Tenho de repetir o exerc�cio da Rio de tiro ao alvo com arco e flecha.
Eu tamb�m.
Tenho de me libertar da pris�o.
Sa� recentemente da pris�o federal.
N�o sou perigosa, mas...
...� uma parte de mim que tenho escondido e devia aceit�-la.
Levei uma mala com dinheiro de droga. Isso � ilegal,
declarei-me culpada, fui para a pris�o
e descobri partes rec�nditas em mim
que nem sabia que existiam.
Foi apenas...
...quatro por cento da minha vida.
Mas foi o suficiente para mudar tudo.
E, agora, n�o sei quem sou.
Dev�amos ir. N�o sei se...
...estou a violar a liberdade condicional ao enterrar um feto de ovelha.
Ou podemos ficar aqui mais um pouco.
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