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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

Bem-vindas � cozinha do Centro de Deten��o do SEF da PolyCon, meninas.

Temos 75 detidas � espera de comida.

A maioria n�o fala ingl�s,

mas os seus est�magos est�o a dar horas, por isso, despachem-se.

Quem � a respons�vel?

Vamos come�ar.

- Voc� esteve... - Sim, estive.

Neste solo sagrado contigo, Reznikov.

N�o consegui afastar-me.

Queres cortar?

Eu ajudo. � melhor serem duas pessoas.

Muito bem, vamos ver.

Temos vegetais enlatados fora da validade,

substituto de carne fora de validade,

cebolas que grelaram e alho com bolor.

Pelo menos, o arroz parece estar bom.

Lorna, descasca os alhos. Retira as partes bolorentas.

Flaca, p�e �gua a ferver para o arroz.

S�o mi�das delinquentes,

mas est�o em crescimento e deviam aliment�-las melhor, n�o acham?

N�o � uma pris�o juvenil. � um tipo diferente de deten��o.

Sim, deten��o de imigrantes.

Quer viver nos EUA?

� branco? De prefer�ncia da Europa Ocidental ou da Austr�lia?

N�o? Espere aqui.

Coma carne falsa ran�osa cozinhada por criminosas.

Bem-vindo aos EUA.

� melhor do que como em Ellis Island, em que deixaram entrar toda a gente.

- V� o resultado disso. - Sim, isso mesmo.

Est�s aqui, porque a tua fam�lia entrou nos EUA atrav�s de Ellis Island.

Quando a ideia de os EUA se tornarem num regime fascista

governado por um partido liderado por um radical autorit�rio era impens�vel.

Os tempos mudaram mesmo muito.

Tiveste de passar por um centro de deten��o

quando vieste de Porto Rico?

Sou uma cidad� americana. Porto Rico faz parte dos EUA.

� um posto avan�ado na pobreza, com comida latina e pouco emprego,

mas faz parte dos EUA.

Parece-se muito com o Bronx.

Certo, o que se passa aqui?

Estamos a ser muito minuciosas.

Eu mostro-te.

Tiras a parte de cima, v�s?

A parte de baixo, cortas ao meio e tiras a casca.

Sim? E depois, cortas.

Vira a ponta da faca para baixo. N�o chores.

Gloria, n�o fiques a� parada.

Vai p�r as batatas cortadas em �gua para n�o ficarem escuras.

Sim, boa ideia.

Nicky, termina aqui.

Corta peda�os pequenos. N�o sejas aldrabona.

Tu...

...come�a a saltear as cebolas.

Lorna, traz-me o alho.

Credo.

Parecem t�o deprimidas.

Como se tivessem acabado de ver The Ring - O Aviso.

Ser� errado desejar que fossem homens?

Ser� errado n�o o desejar?

Pessoal, fa�am fila. A comida est� pronta.

Bom apetite.

Ol�.

Bom apetite.

Aqui tens.

Tens de avan�ar, por favor. Vamos l�.

C�us... O que est�o aqui a fazer?

Blanca, o que fazes aqui? Pensava que tinhas sa�do em liberdade.

Tamb�m eu.

Andei de um lado para o outro e tramaram-me com o crime de motim.

- Despacha-te! Tenho fome! - Cala-te, isto � um reencontro.

Certo.

Espera. N�o entendo.

Explico mais tarde. Mas...

Preciso que encontres o Diablo.

Meu Deus!

- Meu Deus! - Meu Deus!

N�o toques na reclusa. Ou melhor, n�o toques na imigrante.

Porque n�o conversam ali? N�s tratamos disto.

Meu Deus, amiga, estou a delirar? Pensei que n�o te voltaria a ver.

- Est�s com um ar escaldante. - Claro. Sou a mesma.

N�o, est�s a transpirar.

Isto parece um balne�rio h�mido e malcheiroso. � do pior.

Flaca, n�o fazes ideia. Tens de me ajudar.

O que queres dizer? Ajudar-te a fugir?

N�o. Isto � um erro. Preciso que encontres a minha m�e.

Diz-lhe que sei que est� zangada, mas � uma emerg�ncia, sim?

A Maria Ramos em Miami.

Est� bem. N�o te preocupes, sim?

Ficar preocupada faz rugas entre as sobrancelhas.

- Est� bem. - Eu ajudo-te.

Boa tarde, Agente Hopper.

V�-lo aqui deixa-me muito feliz, Sr. Caputo.

Por favor, chame-me Joe.

Fant�stico.

Sabia que aquela beb� armada em diretora n�o ia durar.

Fico impressionado por o terem chamado t�o depressa.

Soube que ela fechou a Unidade Especial? Que amadora.

Se eu n�o estivesse l� ontem para lhe salvar a pele,

teria sido uma cat�strofe.

- Ainda bem que estava l�. - N�o �?

Ela acha que tirar um curso � noite

com um professor civil faz dela uma perita em gest�o prisional.

Acredita?

Professor Caputo. Hopper.

Quer entrar para partilhar essas preocupa��es?

Eu e a diretora vamos discutir os novos programas educativos.

Decidi voluntariar-me

para apoiar os vossos esfor�os em ajudar estas mulheres.

- De certeza que tem ideias valiosas. - Tenho de voltar ao trabalho.

Algu�m tem de manter as condenadas debaixo de olho.

Se se lembrar de algo, a minha porta est� aberta.

N�o o via h� algum tempo. Pensei que tinha deixado de ser guarda.

N�o. A PolyCon � o maior empregador em tr�s condados

e os beb�s s�o caros.

Queremos dar ao King um irm�ozinho assim que a Wanda tiver sarado.

Tamb�m tem um beb�!

Que sorte, pode ver o seu beb� todos os dias.

Sinto tantas saudades do meu pequenote.

Estou sempre a pensar: "Como estar� ele?"

Embora, agora, ele n�o fa�a nada de especial.

Dorme a sesta e respira devagarinho. Inspira, expira.

O King ronca quando dorme. � ador�vel. Parece um leit�ozinho.

"King". Que nome t�o sonante.

N�o escolheram Duke ou Earl. Quiseram o mais pujante.

�amos chamar-lhe Scott Junior,

mas ao ver a coroa da cabe�a a sair, pensei: "A coroa � linda."

Ele tinha uma cabe�a enorme e demorou muito tempo a sair.

No momento em que ele irrompeu pela vagina desfeita da m�e, tive uma vis�o.

Desculpem. N�o tive muitas oportunidades para partilhar esta hist�ria.

Sei como �.

Depois da cesariana de emerg�ncia, tentei sentar-me para avaliar os estragos

e percebi que estava algemada � mesa de opera��es.

� uma hist�ria engra�ada para contar ao Sterling um dia, n�o acha?

Levei quase um litro de sangue.

Tive uma febre medonha e os meus seios ficaram muito inchados,

o que era extremamente doloroso,

mas, pelo menos, o Vinnie p�de v�-los.

Os seios em lacta��o s�o maravilhosos.

E o leite � t�o doce.

Sabe a Coffee-mate de baunilha francesa.

Sem d�vida.

A Lorna finalmente encontrou algu�m

que deseja tanto falar sobre beb�s como ela.

Alguns homens mudam muito com a paternidade.

O Dmitri n�o foi um deles.

A minha sovi�tica contundente preferida est� de volta.

Bastou uma oportunidade

para comandar o pessoal com uma escumadeira na m�o.

D�-me �nimo poder fazer algo em que sou boa.

As pessoas precisam de objetivos.

Ouve o meu plano.

Vou pedir um telem�vel emprestado, algo que devias fazer tamb�m...

N�o posso ser apanhada com contrabando. Vou sair este ver�o.

N�o � grave. Costumo usar o da Zirconia para ver o meu hor�scopo.

Tenho de encontrar a m�e da Maritza

e tu tens de saber onde est� o Diablo.

Tenho de cumprir as regras.

Vou ligar aos meus filhos de um dos telefones da pris�o

e digo-lhes para encontrarem o Diablo usando um computador.

Assim, n�o estou a quebrar as regras.

O que est�s a dizer?

Elas est�o sem op��es, certo? Somos a �nica esperan�a delas, Gloria.

A nossa miss�o � ajud�-las. Somos as Obi-Wans delas.

N�o sou nenhuma Jedi.

A minha �nica miss�o � voltar para os meus filhos.

Viram a minha mala?

Onde est�o?

Onde est�o, meus amorzinhos?

Onde estar�o?

N�o est�o no arm�rio.

M�e,

viste as minhas crian�as?

Crian�as? Quais crian�as?

Quando vos encontrar,

vou dar-vos um grande...

...abra�o!

O que foi, querida?

Ela n�o quer que te v�s embora.

Cheguem aqui.

Vamos conversar.

Vamos tirar isto daqui e, depois, vamos arranjar espa�o para a mam�.

Afastem-se. Para aquele lado.

Muito bem.

Eu tamb�m n�o me quero ir embora.

Ent�o, porque vais?

J� fal�mos sobre isto.

Aqui, n�o consigo arranjar emprego.

Em Nova Iorque, vou trabalhar muito e vou conseguir poupar dinheiro.

Teremos o nosso apartamento, poder�o andar numa boa escola

e teremos uma vida melhor.

Sabes que mais? N�o teremos de dormir na mesma cama.

Mas eu gosto de dormir na mesma cama.

Eu n�o. Est�s sempre a dar-me pontap�s.

Porque me arranhas com as unhas dos p�s.

Em Nova Iorque, vamos ter um beliche.

- A s�rio? - Quero ficar na cama de cima.

Veem? Vai ser muito divertido.

Estaremos afastadas por algum tempo.

E depois estaremos juntas de novo.

Sim?

Sei que � dif�cil entender isso,

mas estou a fazer isto para o vosso bem.

Nunca vos deixaria se n�o tivesse de o fazer.

Aqui t�m.

- �s a melhor. - Obrigada.

AMOSTRA DE RISCO BIOL�GICO

Raios.

- N�o alinhaste bem a folha. - Ol�!

Quando a Sharon te ensinou a fazer isto,

n�o me parece que ouvir Pearl Jam fosse permitido.

N�o queres que ou�a m�sica? Ou tens algo contra grunge fora de moda?

Esta tarefa pode n�o parecer importante, mas a contabilidade exige precis�o.

N�o quero que ou�as m�sica.

- Concentra-te no trabalho. - Entendido.

Concentra��o no trabalho.

ACESSO PROIBIDO

Estou aqui h� 15 minutos. N�o quero ser apanhada.

Desculpa.

O Luschek n�o se calava com a hist�ria de um homem com dois p�nis.

O meu carro est� reparado, finalmente,

por isso, pela gra�a do Senhor, j� n�o tenho de ir � boleia com ele.

Ele p�e Huey Lewis & The News e acha que com isso lhe vou chupar a pila.

Presumo que seja um single.

N�o estamos na happy hour. N�o quero saber da sua vida amorosa.

O qu�?

- Foi voc� que come�ou a conversa. - Sim, porque � nojento.

Pensava que ias perceber.

Como queira.

N�o tem outra ali...

Pois, sim.

Esta � a �ltima vez, certo?

Est� a correr muito bem. V�s?

Aqui tens um b�nus pelo teu trabalho.

Isto n�o � um b�nus.

Eu pedi-lhe este telefone

em troca do que ganhei a arriscar a pele por si.

Terminamos isto quando eu disser. Devias arranjar uma capa de telem�vel.

Porreiro. Vou compr�-la na loja da pris�o.

N�o me parece que a loja venda...

Engra�ado. Tens gra�a.

� mesma hora amanh�, sim?

- N�o dobraste isto? - N�o sei que diferen�a � que isso faz.

Se as dobrares, deixam de ser folhas confusas

e passam a ser um panfleto que atrai as pessoas para os programas.

Vou usar o meu DeLorean para voltar atr�s no tempo e fazer isso.

Ou podes sentar-te a� e fazer isso no presente.

Isto funciona?

Est� pronto a funcionar.

Prime este bot�o para come�ar a falar e n�o carregues no P.

Carregar no P?

Afasta-te do microfone e relaxa.

Bom dia, residentes de Litchfield.

Fala a Diretora Ward com um especial...

...importante...

Relaxa.

...an�ncio.

Folgo em dizer-vos

que vamos iniciar v�rios novos programas de forma��o.

As residentes que participarem nestes programas

ser�o candidatas a privil�gios especiais, como tempo extra no p�tio.

Mas esperamos que o principal incentivo seja o vosso desenvolvimento pessoal.

Leiam os panfletos que vamos distribuir hoje e inscrevam-se.

Se n�o tentarem, nunca saber�o do que s�o capazes.

J� pensaste que evitar o trabalho d� mais trabalho do que trabalhar?

N�o.

Levem um panfleto.

� uma folha de papel.

Cada uma que dobre o seu.

Ol�. Queres crescer e aprender comigo?

Queres sair da Florida por um bocado?

Desde que a �poca de kickball terminou, ando muito ansiosa

por estar sempre no mesmo s�tio.

Est�s a ouvir?

O que est�s a escrever?

� mais uma das tuas hist�rias espaciais malucas e sensuais?

N�o! Isto � a verdade.

Porque a verdade n�o � a verdade.

E nem sequer gosto de falar nisso, porque fico sem energia para escrever.

Est� bem.

V�s?

Agora, j� n�o me apetece escrever.

Preciso de paz e sossego.

- Cuidado. - Desculpa.

Estou em modo de escrita. Ou talvez n�o. N�o te vi.

Na verdade, podias responder a algumas perguntas.

Dar-me-ia motiva��o para escrever.

- Seria muito... - Foda-se, Suzanne.

� importante. Para tu e a Taystee fazerem as pazes.

Para.

O que est� feito n�o pode ser desfeito.

N�o vale a pena pensar nisso nem falar disso contigo.

N�o pode ser emendado, por isso, deixa-me em paz.

Bom di�logo. Vou inclu�-lo.

Berlin.

Sei que, na Florida, os agentes n�o impedem estas maluquices,

mas n�o estar�s a exagerar?

Sento-me onde?

Precisas mesmo de 27 copos de pudim vazios?

N�o devias comer aqui. N�o � higi�nico.

V�s?

Bom dia, meninas. Receberam os panfletos.

T�m perguntas sobre os programas?

A aula de r�cita deve ser divertida.

Na verdade, tenho uma pergunta.

Quais s�o os incentivos? O panfleto n�o esclarece isso.

Dev�amos ter direito a visitas conjugais.

Podem sair do bloco.

Usar o vosso tempo de forma construtiva.

J� que est�o na pris�o, podem tentar desenvolver aptid�es.

Preparar-se para a vida depois de Litchfield.

Podias ter sido tu a ser transferida e n�o a Murphy.

Porque n�o me transferiste?

Soube que recusaram o teu pedido de recurso.

Sim.

Lamento.

O Sr. Caputo disse-me que, durante o motim,

uma das tuas exig�ncias era repor o programa de forma��o educacional.

Concordo contigo e quero que esta pris�o seja diferente.

Para que as reclusas sintam que s�o pessoas.

N�o finjas que os novos programas t�m algo que ver comigo ou com o motim.

Taystee, posso concretizar os teus objetivos.

E agora?

Vais ficar sentada o dia todo � espera de morrer?

Acho que devias sair daqui.

Taystee, tu n�o �s esta pessoa.

Tens de encontrar uma forma de viver enquanto est�s aqui.

N�o, n�o tenho.

Estou a tentar encontrar uma forma de melhorar a tua situa��o.

- Para... - Se quisesse ouvir palestras,

estaria inscrita numa das tuas aulas est�pidas.

Ol�, querido. Que surpresa t�o agrad�vel.

Pensei que me visitasses s� na pr�xima semana.

Est�s linda.

Gostava de estar mais arranjada, mas n�o estou.

Est�s com um ar muito abatido. O que � isso? Tens papos nos olhos?

N�o dormi ontem � noite.

Querido, �s um excelente pai.

Tens lido para ele todas as noites?

Tens-lhe dito que o amo?

Como est� o nosso amorzinho?

Lorna, escuta. Tenho m�s not�cias.

O Sterling...

Os pulm�es do Sterling... Ele teve...

Os pulm�es do Sterling... Ele teve uma pneumonia.

N�o.

Mas est�o a cuidar dele e a dar-lhe antibi�tico.

Sim, mas n�o funcionou.

Ent�o, o que v�o fazer agora? Devias estar com ele.

Aposto que me v�o deixar sair da pris�o,

porque ele parece estar muito doente. - Lorna...

- Ele precisa de mim. - Fizeram de tudo.

- Sou a m�e dele. - Estava ligado ao ventilador,

cheio de tubos por todo o lado

e havia tantos m�dicos � volta dele que nem sequer o conseguia ver.

Depois, no fim, deixaram-me segur�-lo durante muito tempo...

...mas ele morreu.

Ele morreu.

Sim?

- Ol�, estou a falar com a Maria Ramos? - Sim, quem fala?

Ol�, daqui fala a Marisol.

N�o sou coletora de d�vidas, nem quero vender-lhe nada.

Estou a ligar por causa da Maritza Ramos. Conhece-a?

Estou?

Foda-se.

Lamentamos, mas o n�mero que...

Meu Deus.

Sim?

- Conhece a Maritza Ramos? - Sim.

A s�rio? Meu Deus. � a Maria Ramos, a m�e da Maritza?

Sim. O que se passa?

Ol�, sou a melhor amiga dela, a Flaca,

e sei que n�o atendia as chamadas quando ela foi presa,

mas � uma emerg�ncia, por favor...

Est� tudo bem com a Maritza?

N�o, ela est� numa pris�o de imigra��o, porque n�o tem o BI.

Ela precisa da certid�o de nascimento para provar que � cidad� dos EUA.

N�o a tenho.

Pode ir ao registo civil pedir uma segunda via?

N�o, a certid�o n�o existe.

A Maritza n�o nasceu nos EUA.

Tenho uma reuni�o do outro lado da cidade, por isso, vemo-nos amanh�.

- Adeus. Boa reuni�o. - At� logo, Sr. Chapman.

Espera. Posso pedir-te uma coisa?

A m�e percebe mesmo de Bitmoji, n�o achas? A imagem � mesmo parecida com ela.

Sim e fui eu que lhe mostrei como se fazia.

Agora, sou casado com um meme animado.

Escuta, preciso de folga na sexta-feira, � tarde, para ir visitar a Alex.

Vou adiantar as digitaliza��es para n�o me atrasar nos prazos.

Tens f�rias ap�s 90 dias de trabalho, tal como os outros.

Posso vir trabalhar no s�bado para compensar.

N�o, Piper. N�o te vou tratar de forma especial.

- J� saiu? - Sim.

A costa est� livre.

J� viram o v�deo dos macacos a conduzir um carro?

Adoro esse! Esperem por mim!

Ignorar an�ncio.

- Meninas? - Porque n�o? Afinal, � quarta-feira.

- Aqui tens. - Obrigada.

Observem. Vai p�r a m�o no cu do c�o.

Vejam!

Piper, j� viste este v�deo?

Queres um gole?

Obrigada, mas n�o posso.

Desculpa. Tens de ficar s�bria?

N�o. Sim, por enquanto.

Talvez esteja gr�vida.

- Cheira a amor. - Vou buscar os pratos!

Ainda n�o a podemos comer. � para a Heather.

A licen�a de maternidade termina na pr�xima sexta.

Ela teve diabetes gestacional, lembram-se? Nesse dia, pod�amos esquecer a dieta

e ficar diab�ticas com ela.

Porque n�o compras uma, na sexta-feira, acabadinha de fazer?

�s quartas, fazem um desconto especial.

� como um gal�o gelado. � bom ap�s uns dias.

Por falar nisso, esta tarde, fa�o gazeta.

- Sim. - J� s�o 15h30.

Tamb�m podes sair. Vem connosco.

Gostava muito, mas n�o posso.

N�o vos julgo.

E claro que n�o vou dizer nada.

Estou a tentar mudar a minha forma de viver.

Que bom para ti.

Se tivesse a tua disciplina, seria capaz de apertar as cal�as.

- Tchau! Adeusinho! At� logo, mi�das! - Adeus.

Cal�as com c�s el�stico. S�o a melhor solu��o.

Ol�! Tudo bem? Bem-vindas.

Uma rosinha veio fazer uma visitinha � aulinha.

Ent�o, � isso? Vamos rimar? Estou-me a cagar.

Ena, at� rimaste.

A r�cita � uma forma de arte antiga.

Sim, porque se trata de falar.

Experimenta. Fecha os olhos.

Deixa-te levar.

Sai, vai, cai num sonho, risonho, produto da tua consci�ncia.

O que v�s?

Escurid�o. Pontos reluzentes. Como vermes gelatinosos.

Certo, deixa-me interromper-te. O que tens de fazer �...

Sair desta aula.

Tu v�-los. Vermes gelatinosos.

Vai embora. Agora. A Rosa Parks n�o o fez outrora.

Um conjunto para esta cliente de confian�a.

Lindo. Obrigada.

Casa de banho das visitas.

Disseste que, se acabasse com a Annalisa, lavava o ch�o.

N�o disse que podias chegar atrasada.

- Tens marca��o? - Para ir buscar uma vassoura?

N�o pertences � equipa de limpeza

e, que eu saiba, n�o apoias o nosso neg�cio clandestino.

Posso falar contigo?

N�o h� problema. Ela � porreira.

Em privado?

Entra no meu gabinete.

Preciso de uma linha de vis�o. S� vou ficar atenta a sons de discuss�o.

O que se passa?

Soube o que aconteceu � Daddy.

Preciso de produto para aniquilar uma pessoa.

Se queres sais de banho para matar algu�m,

tens de pedir.

� o que estou a fazer.

Sim, tens raz�o. Obrigada. � para quem?

� melhor n�o saberes.

Sinto-me desrespeitada.

Se n�o disseres, n�o levas nada.

� para mim.

Sim, mas � para quem?

Para mim.

Merda.

Porque queres fazer isso?

Por favor. N�o finjas que nunca pensaste nisso.

Todas as noites, aqui sozinha.

N�o. Pensar nessa merda d� cabo de ti.

Toma.

Vais ver o lado bom do lado mau da vida.

N�o.

N�o queres drogas? Mas queres drogas.

Vamos passar aqui o resto das noites da nossa vida.

A olhar para a escurid�o nesta pris�o de merda.

S�o 20 mil noites.

- Fizeste as contas? - Est�s a ouvir?

N�o vou usar drogas para suportar isto, entendes?

Cada dia que passo presa � uma vit�ria para eles.

E n�o ser� tamb�m uma vit�ria quando te suicidares?

N�o. Eles querem que viva para estar na pris�o.

N�o achas isso errado?

Mas se morrer, n�o estarei na pris�o.

� �nica forma de ter controlo sobre a minha vida.

Mas se o fizeres, a tua vida acaba.

�s terapeuta ou traficante?

- Traficante. - Certo.

Vais pagar como as outras.

- Quanto? - Mil d�lares.

Est�s a gozar?

Devias perceber isto melhor do que ningu�m.

Se houver outra overdose,

os agentes v�o dificultar ainda mais o tr�fico de droga.

Sabes quanto tempo vou demorar a arranjar dinheiro?

Tens mais para onde ir?

Sem ressentimentos.

Vais fazer um bal�o de ar quente em massilha?

Vou rasg�-los aos pedacinhos para encher a minha almofada.

� a �nica utilidade que t�m.

Importas-te?

"A Arte da R�cita."

Arte, o tanas.

"Viciadas em Croch�."

"Justi�a Restaurativa: Reconcilia-te com o Teu Passado."

Vamos sentar-nos em roda e chorar.

N�o tens arrependimentos?

O que est� feito, feito est�.

O passado � irrecuper�vel,

como um cagalh�o a ir pelo esgoto.

Desde que o cano n�o esteja entupido.

N�o podemos recuperar o passado,

mas podemos...

...remediar os nossos erros, n�o achas?

Obter a reconcilia��o?

Isso n�o existe.

Por favor. Temos de resolver isto das baratas.

N�o tenhas tanto medo delas.

S�o sobreviventes. E empreendedoras.

Se tiver de ser, at� comem a fam�lia.

Tanto eu como tu sabemos disso.

O que sabemos sobre n�s pr�prios?

A justi�a restaurativa ajuda a perceber porque agimos de certa forma.

Ajuda-nos a sentir os efeitos das nossas a��es

nas pessoas que mago�mos. Nesta...

Gosto do que diz no panfleto. N�o somos o nosso crime.

� verdade. Mas o vosso crime faz parte de voc�s.

Nesta aula, vamos assumir a responsabilidade pelas nossas a��es.

Estamos aqui para nos sentirmos culpadas.

Podem assumir a responsabilidade por algo e n�o se sentirem culpadas.

Por vezes, fa�o coisas que magoam a minha namorada.

- Como o qu�? - Aquela dor prazerosa.

Esqueci-me do seu anivers�rio,

porque n�o sabia em que dia era e porque ela parece um ser imortal

e n�o um ser humano normal que festeja o anivers�rio.

Mas isso deixou-a magoada.

N�o tencionava mago�-la, mas aconteceu.

Posso assumir a responsabilidade,

mas n�o me censurar, porque errar � algo normal.

� por isso que est� aqui? Porque errou?

N�o � o diretor que perdeu o controlo da Seguran�a M�nima?

Estou aqui porque tive muitas experi�ncias em Litchfield

e espero que isso fa�a de mim um bom facilitador.

Estamos juntos nesta viagem.

Como podemos fazer uma viagem com quem nos magoou? De prop�sito.

Algu�m chamado Beth.

Hipoteticamente, essa pessoa deve assumir a culpa

e descobrir uma forma de compensar a pessoa lesada.

Este � o lugar perfeito para tal.

Mas vamos falar mais sobre isso na semana seis.

Na semana sete, vamos estar com as nossas v�timas.

Elas v�m visitar-nos?

Isso n�o � poss�vel em todos os casos.

No caso da Beth, por exemplo.

Matou os filhos, por isso, est�o mortos.

N�o se precipitem.

Vamos ler sobre as diferen�as

entre a justi�a restaurativa e a justi�a criminal.

� na p�gina tr�s da pasta.

Menina Doggett, pode come�ar?

Certo.

"A justi�a criminal tem uma faceta punitiva e contardit�ria...

Acho que diz "contradit�ria".

Achas? Ent�o, devias ser tu a ler.

"A justi�a criminal tem uma faceta punitiva...

- Tens not�cias? - Tentei de novo. Ningu�m atendeu.

N�o atendem. T�m escola,

o Julio tem treino de futebol e o Benny tem Educa��o F�sica.

Mas eles est�o a tratar disso.

A Lurdes tamb�m ficou de fazer telefonemas.

- A Flaca encontrou a minha m�e? - Sim, mas...

S� abrem a janela quando estiverem prontas.

Elas ficam aos magotes.

Acabou-se a reuni�o. Voltem ao trabalho.

A Morello n�o veio. Preciso de ajuda. Elas trabalhavam comigo.

Podes escolher uma. Mas elas n�o recebem.

Pelo que sei, n�o querem trabalhar se n�o tiverem nada a ganhar.

� t�pico.

- Vai tu. - Eu vou.

N�o tens de qu�.

Onde est� a Morello? N�o me digas que prefere limpar sanitas.

Foi ao m�dico. Perguntei porqu� e a Ruiva disse: "Uma crise de mete-te."

Tem uma inflama��o mam�ria. � muito doloroso. Coitada.

N�o. Est�s a pensar em mastite.

Com "mete-te", ela queria dizer: "Mete-te na tua vida."

Cuidado com esses...

Ol�. Serves-me ou n�o?

Sim. Tenho muito gosto. Em servir-te.

...peitos de frango!

Ol�. Encontraste-a? �s a minha hero�na!

Sabes que mais? Esta batata deve vir do Canad�,

da Irlanda ou de outro pa�s e ningu�m se importa.

Ningu�m diz: "Mandem a batata para o Canad�, onde n�o conhece ningu�m,

porque n�o h� certid�o de nascimento." Seria rid�culo

e um desperd�cio de uma batata inteligente, sensual, engra�ada e amiga.

Espera. Sou a batata?

Porque d�o tanto valor a um peda�o de papel?

Por que raz�o � isso que diz que somos americanas

e n�o o facto de sabermos de cor a letra de "TiK ToK"

ou sabermos fazer madeixas sensuais com um el�stico,

sem ficar a parecer uma puta de Jersey?

N�o posso voltar a perder-te.

Vai � janela dar uma ajuda. Vamos l�.

O que se passa? Diz-me.

A tua m�e diz que nasceste na Col�mbia.

Tirar-te daqui vai ser mais dif�cil do que pens�vamos.

Como?

Ela mentiu-me?

Mas nunca vivi noutro lado.

Claro que me mentiu,

porque � uma cabra mentirosa, idiota e ego�sta.

A tua m�e teve de fugir de uma situa��o horr�vel

para te dar uma vida melhor.

Apesar dos erros que ela cometeu, estava a dar o seu melhor.

Como tens tanta certeza disso?

Ol�!

- Terminaste? - Sim.

Est� tanto calor. Vamos dar-nos ao luxo e apanhar um t�xi.

Sim! Vamos de t�xi!

�timo. N�o devias caminhar tanto com este calor.

Tens raz�o.

Vamos ao centro de massagem tailandesa onde fazem milagres pelos ombros.

O que se passa? Calhou-te dinheiro numa raspadinha?

N�o, melhor ainda.

Toma. Tira-me uma foto.

Quero lembrar-me deste dia.

- Uma foto? - Sim.

Est� bem.

Mas apanha o letreiro da loja, sim?

- Sim? - Sim.

- Aquele letreiro? - Sim. Fico bem aqui?

D�-me um momento.

- V� se o letreiro fica vis�vel. - Sim, fica.

Excelente! Obrigada.

- Adivinha. - O qu�?

Esta ser� a minha loja.

O Sr. George vai reformar-se e quer tornar-me propriet�ria parcial.

Vai oferecer-te uma parte do neg�cio?

N�o entendo.

N�o, compro metade agora e a outra metade quando puder.

Mas s�o milhares de d�lares!

N�o tens tanto dinheiro.

Vou usar as minhas poupan�as

e depois pago o resto com uma parte do meu sal�rio.

Pensava que ias usar esse dinheiro para comprar um apartamento.

E as tuas filhas?

Vou demorar mais tempo,

mas poderei comprar um apartamento num bairro melhor.

Sem ofensa.

H� boas pessoas no meu bairro. Muito trabalhadoras.

Eu sei, sou uma delas! Mas n�o � o melhor para as crian�as.

Agora, posso pagar um apartamento num bairro seguro com uma boa escola.

Isso n�o ser� agora, Gloria.

Daqui a um ano. Dois? Tr�s? Ou mais, entendes?

As crian�as n�o entendem o conceito de "bairro seguro" ou "escola boa".

Querem estar com a m�e.

De que lhes vou servir se n�o lhes puder dar uma vida melhor?

Pensei que ias ficar feliz por mim.

Sabes que mais? N�o devias tomar esta decis�o agora.

Porqu�?

T�xi!

Lourdes, porqu�? Por estar gr�vida?

Sim, por estares gr�vida.

E porque escolheste outro homem que n�o ficou contigo

para criar os filhos! - E a culpa � minha?

Vens ou n�o?

Devias descansar os p�s.

Vou a p�.

Sei o que � melhor para mim.

E para a minha fam�lia.

Sim?

Ol�, esposa.

Alex! Como est�s a ligar? Est� tudo bem?

Sim. Estou na cela.

Ningu�m me pode ouvir e a Creech dorme como uma pedra.

Tens um telem�vel?

Sim, arranjei um telem�vel.

Queria conversar contigo com privacidade.

Alex.

N�o estou zangada.

Sinceramente, tenho estado muito preocupada.

Mas o que imagino deve ser pior do que a realidade.

Pior do que vender hero�na para o Hellman?

- Est�s a gozar? - Quem me dera.

Mas j� n�o tenho de o fazer.

Sim. � fant�stico que j� n�o vendas hero�na.

A McCullough livrou-me disso...

...mas obriga-me a vender baterias de telem�vel.

� mau, mas, pelo menos, n�o � hero�na e n�o � o Hellman.

Foi assim que ganhei dinheiro para o telem�vel

para te poder contar esta hist�ria engra�ada.

Piper?

Estou aqui. Estou a processar a informa��o.

Desculpa. N�o era isto que queria.

Mas para a rela��o funcionar,

temos de ser sinceras.

Para a rela��o funcionar, ter�s de sair da pris�o um dia.

Disseste que confiavas em mim.

Achas que faria isto se tivesse outra op��o?

O Hellman obrigou-me a engolir hero�na.

Engoli-a e depois tive de a cagar.

Sabes qu�o perigoso � isso?

N�o podes ficar zangada.

Alex, � muito pior do que imaginava. � agress�o.

� abuso e coer��o. Podemos apresentar uma queixa, um relat�rio ou...

Foi o que fiz. E acabei a traficar para a McCullough.

A pris�o est� cheia de pessoas honestas.

- Deve haver algo que possamos fazer. - N�o h�.

N�o podes ajudar-me. S� precisava de te contar isto.

N�o sei o que dizer.

Como corre o trabalho?

Muito mal.

Queres contar-me?

O meu pai n�o me deixa ir visitar-te na sexta.

Bill. Mandamos algu�m dar-lhe uma co�a?

Lamento n�o poder ir visitar-te.

Pelo menos, agora, podemos falar.

Sim. Pelo menos, isso.

� um curso de forma��o. N�o est�s inscrita.

Eu sei. A escola � uma seca.

Que outros programas h�?

S� te falta ir � oficina de croch�.

Come�a daqui a meia hora na Florida.

Queria fazer isto para sair da Florida.

Tem raz�o, a escola � uma seca.

Prazer em conhec�-la, menina...

Tiffany. Quero dizer, Doggett.

Certo, venha, menina Tiffany Doggett,

vamos falar de como a escola � uma seca.

Pessoal.

Escola.

Foi por isso que viemos, certo?

Por que raz�o n�o gostam de estudar?

ESCREVER SOBRE COMO ODEIO LER AQUI

Ideias, pessoal?

Deve haver algo que odeiam, sen�o, todas seriam diplomadas.

Trabalhos de casa.

Testes.

Eu gostava muito da escola, mas a minha situa��o socioecon�mica

obrigou-me a desistir para ir trabalhar, por isso...

Folgo em v�-la aqui, agora.

Professores que se acham superiores.

Espero conseguir mudar isso.

Os professores que falam sobre mudar.

� r�pida, menina Doggett.

Mas tamb�m n�o gosto de ler,

de matem�tica, ci�ncia, escrita, calculadoras, o som do giz

e n�o gosto que cheire a piza empapada misturada com tristeza.

Obrigado. Mais algu�m?

Cabras falsas que acham-se giras.

Pessoalmente, gostava dessa parte, mas...

...vamos falar desta frase.

As pessoas falam assim.

CABRAS FALSAS QUE ACHAM-SE GIRAS

Soa bem.

E funciona em termos de comunica��o da mensagem.

Mas, para passarem neste curso,

t�m de saber ler e escrever em ingl�s padr�o.

O ingl�s falado pelos brancos.

H� muitas pessoas brancas que n�o sabem falar ingl�s padr�o,

mas esse � um bom argumento.

Quem sabe corrigir esta frase?

Cabras muito falsas que acham-se giras.

Cabras muito falsas que se acham giras.

Muito bem. "Cabras muito falsas que se acham giras." Mas...

Ol�. Inscreveste-te na forma��o? Nunca � tarde de mais.

Posso falar consigo l� fora?

...ali.

Acham-se. A-C-H-A-M tracinho S-E.

�timo.

Ol�. Pe�o desculpa. N�o estava a dizer que �s velha.

Por vezes, n�o raciocino antes de abrir a boca.

Parece que tenho uma les�o cerebral ou...

Merda.

Vamos recome�ar. H� muito que n�o te via.

Talvez porque estive muito tempo na Unidade Especial.

Disseste-me para n�o te visitar.

Sei que anda a traficar telem�veis. Preciso que me arranje um.

Pensava que eras uma pessoa cumpridora.

Arranja-me um telem�vel ou n�o?

Claro.

Sim. Por ser para ti, fa�o-te um desconto brutal.

Que tal 500 d�lares?

Tem raz�o. Tem uma les�o cerebral.

Pode ser de gra�a. � isso.

Preciso de um com acesso � Internet. N�o daqueles com tampa.

- Ol�. - Gloria.

M�e, Deus a aben�oe.

Tamb�m a ti.

As meninas j� fizeram as malas?

Tirei folga para as ir buscar ao aeroporto, amanh�.

Gloria, n�o sei como te dizer isto, mas...

...as meninas decidiram n�o ir.

Ent�o? Est�o nervosas por ir de avi�o?

Devem ter receio de fazer novos amigos.

- � uma grande mudan�a. - N�o...

� mais do que isso.

Deixa-me falar com a Ceci.

Se �s crescida para decidir,

tamb�m �s para lho dizer diretamente.

Sim.

Ceci? O que se passa?

Vais adorar viver aqui, prometo. N�o precisas de ter medo.

N�o tenho medo.

Ent�o, qual � problema?

Sei que demorei mais tempo do que disse.

Mas vai correr tudo bem.

E mal posso esperar que tu e a Ellie conhe�am o vosso irm�o.

Gloria, n�s n�o vamos.

V�m sim, Ceci.

N�o �s tu que decides. Sou tua m�e.

- Desde quando? - Desde sempre.

Tudo o que fiz foi para o vosso bem.

Tive de vos deixar para vos dar novas oportunidades.

- E agora... - N�o.

N�o tinhas de te ir embora. Fizeste essa escolha.

Esta � a nossa escolha, a minha e da Elena.

N�s n�o vamos.

Est� na hora de fechar. Conclu�mos mais um dia.

Estou duas caixas adiantada.

- O que � isto? - O qu�?

Porque est�o as canetas aqui?

N�o funcionam.

Experimentaste-as?

Foi assim que vi que n�o funcionam.

Quando algo n�o funciona, deitamo-lo fora.

N�o podes deitar fora metade das canetas.

N�o posso deitar fora uma caneta estragada de 29 c�ntimos?

Estou farta que me digam o que posso ou n�o fazer.

N�o posso falar da minha vida real. N�o posso beber.

N�o posso ir a um bar e ver pessoas a tomar uma bebida.

N�o posso estar na rua depois das 23 horas.

N�o posso estar perto de beb�s que n�o pertencem � minha fam�lia.

- N�o posso ouvir m�sica. - Est�s a fazer uma cena.

N�o posso fazer uma cena. O que posso fazer?

Acalma-te. N�o te zangues.

N�o me posso zangar com a Alex. Nem contigo.

N�o me posso atrasar para fazer an�lises, sen�o, voltam a prender-me.

N�o te preocupes. S�o 17h02. N�o estou a sair mais cedo do trabalho.

Sabia que ela estava em reabilita��o.

Ol�, mi�da. Sentes-te melhor?

Sentimos a tua falta na arena de espet�culos do SEF.

� s� uma dor de cabe�a. Estou �tima. Chega aqui.

Acreditas nisto?

O Sterling teve hoje alta da UCIN e vai para casa.

� fant�stico. Parab�ns.

Daqui a nada, ser� um adolescente com a pele oleosa

e estar�s a lavar as meias dele cheias de langonha.

Vou criar uma conta de Instagram para ele, agora que se livrou daqueles tubos.

O que devo escrever nesta publica��o?

"Adeusinho, beb�s chor�es!"

"Fiquem bem, copinhos de leite. Deixem um coment�rio."

Coloco primeiro um hashtag?

- H� sempre um hashtag. - Est� bem.

Tens de colocar um hashtag.

Podem ficar surpreendidas, mas eu era muito revoltada.

E, depois, tive uma experi�ncia de quase morte. A Beth.

N�o importa se foi espiritual ou causada pela m�o humana.

Percebi que algo muito errado podia resultar num bom jogo de kickball,

em que ningu�m morre, se tentarmos ser boas pessoas.

Obrigado por partilhares.

Estou muito feliz por estar aqui.

N�o s� por poder ir ao p�tio mais tempo.

N�o sei se esta aula servir� de muito para mim,

mas li num panfleto:

"Leva o que desejas e ignora o resto."

Parece relativo a assaltos, mas tem um bom sentido.

Esta aula vai ser �til

a quem quiser vir para trabalhar em si pr�pria.

Por favor.

Vamos ler o pr�ximo cap�tulo, cada uma na sua vez.

Eu come�o.

"O que � o crime?

Criamos regras para guiar o nosso comportamento

para vivermos em paz uns com os outros.

Mas, por vezes, as nossas vidas pressionam as regras.

As regras parecem arbitr�rias e restringentes.

Por vezes, vemo-nos em conflito

entre a nossa realidade emocional e as exig�ncias sociais.

Agimos de formas que nos prejudicam a n�s e aos outros ou aos seus bens.

O crime � um ponto de rutura.

Por vezes, estamos de um lado como v�timas.

Por vezes, estamos do outro lado como infratores.

A justi�a existe para reparar essa rutura.

Mas, por vezes, a forma de a reparar n�o � clara

e haver justi�a parece imposs�vel."

"O estado quer proteger as pessoas,

mas o estado � uma institui��o composta por pessoas."

LIBERDADE PARA OS IMIGRANTES

"Pessoas que falham e que s�o parciais.

E, por vezes, um sistema desenhado para nos proteger falha.

Por vezes, � um sistema maior que designamos por destino ou acaso

que nos coloca em situa��es dif�ceis."

"Temos de fazer escolhas dif�ceis que os outros n�o entendem.

Por vezes, somos n�s

que n�o percebemos por que raz�o algu�m fez algo

ou porque temos de pagar pelas suas a��es.

Muitas vezes, n�o somos capazes de lidar com o caos da vida."

PESQUISA REC�M-NASCIDO MORENO LINDO

"E n�o h� forma de nos prepararmos para as contrariedades.

Mas se estivermos sempre a fugir das coisas que s�o dif�ceis de enfrentar,

estamos a definir-nos pelo que queremos evitar."

NOVA PUBLICA��O - 1.o DIA DE LIBERDADE!!! #lardocelar #beb�maislindodesempre

"Ningu�m vive sem estar sujeito � dor ou � injusti�a.

H� pessoas com uma vida mais dif�cil do que outras.

Podem sentir que n�o h� luz ao fundo do t�nel.

Podem perder a esperan�a e pensar que ningu�m quer saber.

Como fazer justi�a num mundo profundamente injusto?

O que fazemos quando j� n�o sabemos o que fazer?

N�o h� uma resposta f�cil.

A puni��o n�o � a resposta. Desistir tamb�m n�o.

Temos de encontrar as nossas respostas,

embora possa parecer que n�o temos for�as.

Mas a primeira coisa a fazer � tentar."

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