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Original subtitles

A CIRCUNST�NCIA

-Al�. - Senhorita, sou eu. - Bom Dia senhora.

Queria de saber se voc� ligou para o advogado Pieruggi sobre a escritura.

Ele deixou um recado para esta tarde.

H� um esbo�o em cima da mesa.

Ainda � uma minuta, n�o � definitiva.

Prefiro conversar um pouco mais com ele.

Verifique se est� leg�vel, por favor.

Eu n�o gostaria que houvesse algo incompreens�vel.

Assim que ele ligar, d�-lhe meu n�mero.

De qualquer forma, passarei no escrit�rio.

Alguma novidade?

Bem, obrigado.

Agora, vamos ligar.

No amplificador diferencial colocamos um BC-186.

- Perfeito. - Deve haver um no meio dessa bagun�a.

- Anna? - Sim?

- Voc� tem as porcas e os parafusos? - Sim.

- Aqui. - Obrigado.

- Al�. - Voc� est� a�?

Sim. Onde voc� quer que eu esteja?

- Voc� n�o foi ver os meninos? - N�o posso ir todos os dias.

N�o sei porque ningu�m responde l�.

O que posso dizer? Eu n�o sei. Eles devem ter sa�do.

- Todos? - Como vou saber?

- Voc� sabe algo sobre Beppe? - Acho que est� tudo bem.

- Quando voc� o viu? - Faz uns dias.

Sabe se ela j� Se consultou com Brusati?

N�o sei. Acho que s�o coisas privadas.

- Diga a ele para me ligar esta noite. - N�o sei se vou v�-los at� a noite.

Talvez fique no escrit�rio at� tarde.

Pe�a a sua secret�ria para procur�-los e dizer-lhes para me ligarem.

Quero saber de Pietro como v�o as coisas.

Est� bem, adeus. Lembran�as a Silvia.

Comunicado interno:

para l�deres e chefes de se��o, divis�es e servi�os.

Sobre os programas de organiza��o e treinamento...

anunciamos a inscri��o para o semin�rio residencial...

de faixas intermedi�rias.

...que se realizar� desta vez, no lugar abaixo indicado...

no per�odo de 17 a 19 de setembro.

- Eu acho que � inteligente e �til. - Tenho certeza que sim.

Para mim, � uma cilada.

Algum pretexto para despedir pessoal.

As reuni�es v�o come�ar Segunda-feira �s 8h30.

Voc� ser� esperado no hotel at� domingo �s 22:00 horas.

Voc� pode chegar l� de trem, pela Estrada de Ferro do Estado.

Bom dia, Engenheiro.

Voc� acha que h� algo por detr�s de tudo isso?

Como se pode saber?

Dizem que � um pretexto para despedir pessoal.

- Bom dia. - Bom dia.

Bom dia.

- Nos vemos. - At� logo.

Para ter um motivo louv�vel.

Cautela conosco?

Se eles decidirem mandar algu�m, embora, n�o dar�o explica��es.

- Isso � certo. - Eles o far�o naturalmente.

Reestrutura��o, reorganiza��o das empresas...

reformula��o dos organogramas...

Voc� ver� que todos iremos procurar nosso nome nas novas listas.

Como os escolares que procuram as notas dos exames.

Nunca despediram ningu�m. N�o acredito que o fa�am.

N�o, mas eles podem criar problemas para for�ar voc� a se demitir.

Quando n�o figura no organograma � porque voc� est� fora.

Eles colocam voc� a disposi��o. e te deixam no mesmo posto...

mas voc� n�o recebe mais documentos, nem liga��es.

Nada.

Seus colegas o ignoram.

Os que eram seus amigos evitam voc�, e se te encontram...

Eles sorriem para voc�, como algu�m quem tem um homem morto em casa.

Ent�o o que voc� faz? Voc� come�a a duvidar, e...

se pergunta qual erro cometeu, onde voc� estava errado...

e n�o encontra respostas. Voc� n�o entende porque foi a sua vez.

Se n�o sair, voc� enlouquece.

Basta para mim aguentar uns anos. Ent�o me aposento e nada importa mais.

- N�o acredito. - O que?

Que seja a solu��o.

� voc�! Oi.

Voc� est� aqui, Silvia!

Fabrizio e M�nica vir�o com os outros.

Eles chegar�o em breve.

Voc� me ajuda a procurar um disco? Eles sempre os bagun�am.

Tem umas flores na capa.

� este?

Sim, tem uma ponta quebrada.

- � rosa, certo? - Mais que rosa, � de cor "salm�o".

Mulheres s�o muito detalhadas com cores.

- O que �? - Haydn. "Noturno em F� Maior".

- Ele est� um pouco arranhado. - Eu o escuto demais.

Francesco!

Giusti!

Eu estou indo a�.

Como est� a �gua? Deveria estar a 20 graus.

Sim, bem fria.

- Voc� est� fora? - N�o. Acabei de entrar.

Mas... o que se passa pela sua cabe�a? Cretina!

Chega!

O que voc� est� fazendo? Voc� est� puxando meu cabelo!

Ol�, pequena.

N�o me cumprimenta? O que houve?

Voc� est� zangada!

Meu Deus, que cara feia.

Voc� ainda est� com raiva de mim? Vamos, eu n�o fiz nada para voc�.

Silvia!

INTERRUP��O

H� um contrato de venda, na minha mesa.

� s� um esbo�o, n�o � definitivo.

Se eu puder, vou passar amanh�, Quero ver como est� a fazenda.

Tom! onde voc�s estavam? Eu os chamei toda a tarde.

- Passe-me ao Pietro. - Imediatamente.

Pietro, voc� foi ao veterin�rio? Eles tiraram as amostras?

Sim, mas ainda temos tempo.

Foi ao mediador? J� deveria ter feito um acordo, n�o

Diga a ele para se apressar. Todo dia gasta-se mais dinheiro inutilmente.

E voc�? Est� estudando?

Voc� far� algum exame, ou vai seguir perdendo tempo com suas besteiras?

- Papai est� preocupado com voc�. - Preocupado por que?

Porque voc� n�o decide...

Ajude-nos!

Vamos tapar com isto para apagar o fogo!

Com cuidado!

�Cuidado!

Abram a porta!

Vamos! Cuidado com os bra�os!

V� por ali!

Senhora, v� para tr�s do volante, r�pido!

Cuidado. Cuidado, por favor.

Pronto.

... revelando que existem tesouros...

levamos o leitor para um mundo da fantasia...

que apaixona e cativa...

- � longe? - N�o. No m�ximo, meia hora.

Que n�o fique tarde. Devo fazer as malas para amanh�.

Apenas comeremos algo e cumprimentamos os rapazes.

- Voc� � rico, eu vejo. - N�o, n�o. Isso n�o � meu.

- � tudo de minha mulher. - Mas � muito...

Ela herdou de seu pai, junto com o cart�rio.

Por que voc� simplesmente n�o desiste e vem morar aqui?

N�o posso. Isto � um desperd�cio. H� alguns anos, estava em ru�nas.

Minha mulher renovou tudo.

Ele transformou a fazenda da agricultura a cria��o de gado.

Ela o faz como hobby, com o dinheiro do cart�rio.

Mesmo assim, existem coisas de grande valor.

Esse touro, por exemplo, custa muito dinheiro.

� um exemplar de dezenas de milh�es.

N�o h� nem mesmo homens que valem isso.

- N�o. - Nem os dirigentes.

Muito menos.

- Rina, onde est� meu terno claro? - Talvez, no arm�rio.

- Eu n�o o vi. - Ent�o n�o sei.

Talvez eu tenha perdido.

- Como est�o indo suas experi�ncias? - Deixe-me em paz.

Tom � um �s da eletr�nica. Construiu, sob a adega ...

um pequeno laborat�rio.

Passa o dia fazendo coisas com seus amigos.

Mas em vez de estudar, inventa dispositivos estranhos...

que n�o se sabe para que servem.

- O tempo passa e n�o d� em nada. - J� basta.

Claro. E n�s, gera��es de homens s�rios...

O que n�s conseguimos?

Tamb�m o que significa levar as coisas a s�rio?

Por exemplo, quando voc� joga, tudo � feito com maior esfor�o, certo?

- Voc� quer? - N�o, obrigado.

- E voc�? - Sim.

Tomaremos o caf� depois, com Beppe.

- Ol�, papai. - Ol�.

Ele � Beppe, e ele � um colega.

Boa noite. Seu pai me dizia...

- Como est� a esposinha? - Boa noite.

- Voc� parece bem. - Sim, Sim.

Hoje minha mulher ligou, irritada por n�o saber nada a seu respeito.

Perguntou se voc� foi ao controle com o Dr. Brusati.

N�o, mas est� tudo bem. Um caf�?

Sim. � a segunda raz�o de nossa visita.

- Voc� bebe caf� tamb�m? - Com muito prazer.

� divertido este ambiente, igual ao "Far West", certo?

Eu acho que foi um �timo trabalho come�ar a construir uma casa.

Voc� se esfor�ou muito, e a casa ficou muito boa.

Bem, n�s n�o sab�amos se poder�amos conseguir.

Mas acabou se tornando uma casa de verdade.

� verdade.

O que � isso?

Eles procuram sapos nos po�os. Eles v�m todas as noites.

- Voc� j� experimentou as r�s? - N�o, n�o.

Tem gente que gosta delas. Podem ser fritas, cozidas...

Quando nascer� o beb�?

Segundo os m�dicos, em tr�s meses.

Voc� notou um ressurgimento de interesse em religi�o?

N�o acho que seja interesse, � antes, o medo da sociedade.

No entanto, parte da comunidade n�o acredita em Cristo, considere isto.

Quer dizer, anos atr�s, s� havia senhoras idosas nas igrejas.

Hoje est�o cheias de jovens.

- Voc� jogou? - Sim, agora � a sua vez.

Bem.

Quanto tempo eles v�o ficar?

N�o sei, talvez alguns meses. Temos coisas para fazer.

- Obrigado. - Deve ter sido terr�vel.

Voc� n�o tem ideia. Terr�vel. N�o sabe como ficou o pobrezinho.

Nunca vi ferimentos desse tipo. Al�m disso, ele � apenas um menino.

- Bati! - Mas que malandro!

- � a terceira vez. - Bem, eu tenho os coringas.

Sempre caem para voc�!

- Quer uma aspirina? - Obrigada, tomei uma antes de sair.

Se tivesse acontecido comigo, Eu n�o teria tido coragem ...

- Como foi? - N�o sei, n�o vi nada.

Carregaram o ferido para o meu carro e fomos para o hospital.

Laura, amanh� daremos uma volta de barco. Voc� quer vir?

Sim, com muito prazer.

Ser� como no ano passado n�s pescamos, comemos o peixe...

Ou apenas pescamos, que � o mais importante.

Tommaso...

Tommaso!

Tommaso!

Onde diabos ele foi?

Eu queria dizer a ele que n�s sairemos por uns dias.

Em todo caso, ligo para ele amanh�.

Talvez eles n�o lembrem de sua crise.

Na verdade, nem n�s.

Eles est�o melhor, separados.

Pode haver uma correla��o...

� seu?

Voc� est� com frio?

Aposto que voc� nunca esteve com ningu�m.

Eu creio que n�o.

Porque voc� acha isso?

� sempre assim, na primeira vez. H� o medo.

N�o?

Ei, pessoal, a que horas o sol vai nascer?

Em quatro minutos.

� a �ltima vez que venho.

N�o...

Silvia!

- Sim? - Onde voc� esteve?

Com M�nica e os demais, vendo o nascer do sol.

N�o gosto que voc� volte a esta hora.

Est� bem.

A dire��o da empresa organizar�, periodicamente...

encontros entre os dirigentes de todos os n�veis...

para melhorar as estruturas operacionais...

da empresa.

- Bem-vindo, Dr. Bellotti. - Bom dia.

Estou chegando tarde.

A� vem o chefe.

Todos sabem que a situa��o est� se agravando progressivamente.

N�o s� na nossa empresa, nem no pa�s.

Em todos os setores da ind�stria e na economia mundial.

H� que se enfrentar problema urgentemente...

e faz�-lo em todos os seus aspectos.

A produtividade, o mercado...

os pre�os e custos de gest�o.

Um dia cinzento, pelo que parece.

... o jogo de neg�cios � um novo m�todo did�tico.

Atrav�s deste "jogo de neg�cios" traduzido literalmente...

fases da vida de uma empresa podem ser emuladas.

As escolhas fundamentais, decis�es program�ticas...

com todas aquelas problem�ticas relativas...

resumindo em horas, v�rios anos de trabalho.

Grupos de seis ser�o formados.

Cada um � respons�vel por uma ger�ncia:

geral, administrativa, de produ��o...

Os integrantes de cada equipe, devem eleger o seu presidente.

Com licen�a, com quais crit�rios os grupos ser�o formados?

- Por sorteio. - Obrigado.

Achamos que era o melhor. Est�o de acordo?

Espero que estejamos juntos.

Cada grupo deve adquirir e dirigir uma empresa hipot�tica...

que esteja em fase de transforma��o.

As decis�es dos grupos ser�o transmitidas por telefone...

a um c�rebro eletr�nico, conectado a uma s�rie de terminais...

e elaborado de acordo com modelos matem�ticos...

que reproduz o in�cio, e as variantes de desenvolvimento.

O jogo de neg�cios vai durar 12 horas, divididas em quatro m�dulos.

As 12 hs equivalem, aproximadamente, a tr�s anos de atividade...

da empresa hipot�tica.

- Qual � o nosso? - O 105.

Seria nossa sala de aula.

Sim, parece o primeiro dia de escola.

30 anos de trabalho e te mandam estudar.

� como brincar de soldadinhos.

� mais assim como o jogo do gato e do rato...

n�o o dos soldadinhos.

Olha que lindo. Quarto com vista para o lago.

E agora? Esperamos o professor?

Se est�o de acordo, vamos definir os postos.

- Boa. Eu anoto. - Perfeito.

Eu gostaria de propor um m�todo de trabalho preciso...

para que n�o surjam problemas.

Poder�amos trabalhar em grupo: solu��es s�o propostas e discutidas.

Eu acho que dev�amos definir os cargos...

para se ter claridade na discuss�o final.

Assim se poder� distinguir os m�ritos pessoais.

Decidamos quem ser� o diretor geral...

para que possamos nos ordenar.

Eu diria que pode ser o mais antigo. Veremos mais tarde...

Pela cor de cabelo, deve ser eu.

- Est� bem. - De acordo.

- Est� de acordo? - Por mim tudo bem.

Nota-se que � um jogo.

- Desculpe-me, madre. - Diga.

Como est� o rapaz?

Ainda n�o sabemos, mas parece ruim.

- Chamaram os pais? - Sim, mas eles ainda n�o vieram.

Parece que n�o moram aqui.

Desculpe, outra coisa...

Encontrei esta medalhinha, no meu carro.

Tem apenas uma data. Deve ser do garoto.

- Obrigado, vou dar para ele. - Se precisar de alguma coisa...

antes que os pais cheguem.

Eu acho que ele s� precisa de muita ora��o.

- Que horas vai ser? - N�o sei.

Vamos, venha.

- Voc� est� com meu isqueiro? - N�o.

Quem sabe onde coloquei...

- Ol�! - Ol�! Voc� por aqui?

Estava pr�ximo e...

Ela � Mimma. Venha cumpriment�-los.

- Oi. - Oi.

- N�o chega sinal. - Vamos tentar remover o rel�.

Vamos troc�-lo por outro.

Ele � um inventor. Um "Brainiac".

O que eles est�o fazendo?

- Um rob�. - Verdade?

- E ele anda? - N�o, n�o anda.

N�o gesticula... nada humano.

- Ent�o o que ele faz? - Ele pensa.

- Nada mais? - Te parece pouco?

Todos fazem rob�s para ajudar o homem a trabalhar.

N�s, por outro lado, faremos um que o ajude a pensar.

A pensar em que?

Voc� o disse. Essa � uma pergunta terr�vel.

Inquietante...

Ainda n�o entendi, sabe?

O problema � que, quando se entende, n�o � mais bonito.

Vamos.

Acho que est�o brincando.

Se voc� abrir um brinquedo...

para ver como funciona...

voc� termina desapontada e com o brinquedo quebrado.

O que o testador marca?

15.000.

Ei, eu precisaria fazer "uma coisa".

- Agora? - Sim.

Com licen�a, ela pode ir ao banheiro?

- Sabe onde �? - Sim, sim, eu sei.

Venha.

Quem s�o?

Diz que faz publicidade, essas coisas.

Ele est� sempre com garotas idiotas.

Ele � um rufi�o. Drogas... um pouco de tudo.

Talvez, seja ladr�o.

- E voc� confia nele? - Para ele, sou um amigo.

Ele precisa de mim. n�o lhe conv�m me prejudicar.

- Voc� viu que lugar? - Sim, mas...

- Mimma. - Sim?

Voc� gostaria de fazer isso aqui?

N�o. Parece uma igreja.

N�o � m� ideia.

Mimma.

Mimma!

Vamos, venha aqui.

- Quem s�o? - Quem?

- Aqueles dois. - Quais dois?

Vamos, venha...

Mimma.

- Silvia... Luisa... - Sim, senhora.

J� cheguei. Silvia, voc� comeu?

Sim. Voc� quer almo�ar?

N�o. S� tomarei um suco. N�o estou com fome.

Em primeiro lugar, que respeitem os acordos.

N�o precisa dar-lhes explica��es.

No confie em ningu�m.

Felizmente, n�o h� problemas.

Se em dois dias eles n�o vierem para carregar, escolhemos outros.

Diga-lhes claramente e sem delicadeza. Est� bem?

Eu gostaria de not�cias do menino. Existem esperan�as?

Gra�as a Deus, est� melhor.

- E os pais dele? - N�o sabemos nada.

- Leve-o para o 27. - Certo.

A pol�cia est� procurando pelos pais.

Parece que a m�e vive no exterior.

Conseguiram localizar o pai.

Estava em viagem, com amigos. O procuraram v�rios dias...

Como voc� se sente?

Ontem eu trouxe voc� com o meu carro.

Pobre rapaz. Ele se queixou a noite toda.

Faz muito calor aqui.

Sim. � sufocante.

Se eu puder ajud�-lo...

Precisa de algo?

N�o...

N�o chore.

A freira me disse que o seu pai vir� logo.

Voc� vai ver.

Fique tranquilo, o pior j� passou.

Essa medalhinha � sua, n�o?

- Sim. - Eu a encontrei no meu carro.

Est� quebrada, mas pode ser consertada.

S� tem uma data nela. � importante?

Se voc� quiser, eu mandarei consertar. Est� bem assim?

Obrigado.

Desculpe, n�o h� um quarto mais fresco?

L� faz um calor tremendo.

H� quartos pagos. Passe na administra��o.

- Voc� tem seguro? - N�o.

- Posso fazer-lhe um cheque? - Sim, claro.

... S�o os dados mais recentes. Bom Dia.

Nenhum investimento ainda em m�quinas, certo?

Sem mencionar a inseguran�a, nem o fornecimento de insumos...

Sim, claro.

Primero verifiquemos a capacidade produtiva...

e ent�o poderemos ver sua conex�o com o mercado.

Vamos lembrar de controlar as finan�as. N�o esque�amos dos custos.

Uma reuni�o deve ser marcada entre os gerentes gerais...

ou um representante, para chegar a um acordo...

sobre os termos de refer�ncia.

Voc� teria a gentileza de se expressar em termos compreens�veis?

N�o estamos t�o atualizados.

N�o fui eu que inventei esses termos, Estes jarg�es s�o de uso comum.

N�o para mim. Eu sou uma pessoa simples, e n�o falo ingl�s.

Sim, � poss�vel usar termos conhecidos...

assim todos poderemos entender.

Vamos continuar. As pol�micas n�o contribuem em nada.

Eu preparei um resumo da situa��o, com base na previs�o do mercado.

Com licen�a, senhores. Eu tenho algumas m�s not�cias a relatar.

No nosso jogo surgem problemas, como na realidade.

Os sindicatos amea�am greve, se suas demandas n�o forem atendidas.

Acredito que sejam demandas aceit�veis.

Os representantes est�o dispostos a dialogar...

quando lerem suas contrapropostas.

Eu as passarei para eles. assim que estiverem prontas.

Como se v� em nosso jogo existem imponder�veis.

Senhores, at� logo.

Que palha�ada.

Me permite? Obrigado.

Isto arru�na todos os programas.

Vejamos as condi��es talvez...

- � um pau na roda. - V�-se que est�o usando fantasia.

Est� previsto no jogo.

Reproduzem o estresse da realidade e checam a capacidade de decis�o.

Voc� parece bem informado.

Me preocupei com isso, antes de vir. Era o m�nimo que eu podia fazer.

E se cri�ssemos um �rg�o pol�tico para que possamos baixar os juros?

Eu n�o pensei que chegar�amos a este ponto de estupidez.

Se isso n�o te agrada, voc� n�o deve reclamar conosco.

Por favor, deixe-nos trabalhar em paz...

ainda que seja uma palha�ada, como voc� disse.

� uma palha�ada!

Ent�o diga isso aqueles que o convidaram aqui!

- Uma pergunta. - Sim?

Que garantia os sindicatos oferecem? N�o queremos isso a toda hora...

ou seja, em tr�s meses, haver� mais exig�ncias.

Todas as garantias at� o final da gest�o.

- Obrigado. - De nada.

Queria pedir outra garantia.

Que os membros do grupo n�o mostrem impaci�ncia ou desprezo.

Isto dificulta o trabalho dos demais.

Obrigado.

O que voc� diz, em certo sentido, faz parte do jogo.

Comportamentos de indiferen�a, incredulidade ou desprezo...

s�o muito frequentes na realidade laboral.

S�o dificuldades que surgem e s�o enfrentadas dia a dia.

- Gostaria de sua aten��o... - Desculpe-me... Desculpe-me.

Queria dizer algo, se me permitem.

Acho que se a Dire��o Geral da empresa...

que organizou este semin�rio...

deva ter suas boas raz�es.

Eu s� digo que, estas boas raz�es,

na realidade, ainda n�o as compreendo.

Eu perten�o ao passado...

e o que acontece hoje, parece querer destruir...

o que antes constru�mos.

Talvez seja esta a inten��o...

e � compreens�vel que esse desconforto ocorra.

Porque � realmente humilhante, acreditem em mim, ...

para pessoas como n�s...

que trabalharam tantos anos com empenho e sacrif�cio...

reunirem-se no final da carreira, e n�o entender nada.

Confesso que n�o entendo o que estamos fazendo aqui.

N�o compreendo o jogo, os mecanismos, as palavras...

H� muito tempo me sinto alijado...

e eu me esforcei para perceber o que estava acontecendo.

Sim, estou tentando me atualizar...

At� me inscrevi num curso de ingl�s.

E n�o riam, porque eu sei que muitos fizeram o mesmo.

Hoje, nosso delegado administrativo disse, na introdu��o...

que a empresa,

e n�o s� a nossa, sen�o toda a economia, est� em crise.

Est� doente. E mais: se me permitem diz�-lo...

acho que � um cad�ver que se tenta maquiar.

Mas eu, realmente, n�o quero fazer parte dessa palha�ada.

Silvia, se apresse. Eu devo ir.

J� estou pronta, desculpem. Eu levo algo para beber?

N�o, h� de tudo.

Melhor trazer um abrigo. De noite, no mar, faz frio.

Sim, ser� melhor.

N�o voltaremos muito tarde, n�o? Amanh� devo ir embora.

- E voc� o que far�? - N�o sei. Eles vir�o me buscar.

Pronto.

- Viu como essas meninas est�o? - Elas fazem voc� enlouquecer.

- Com quem eu vou? - - Conosco. Vamos deix�-los sozinhos.

- Esqueci os cigarros. - Eu tenho.

Continue!

Fabrizio, onde est�o os outros?

- Ainda nos encontraremos. - N�o cheguem muito tarde.

Sim. Est� bem.

N�o deixem Francesco sozinho!

- Francesco, onde est� Fabrizio? - N�o sei.

� sempre a mesma coisa. Ele � um idiota.

Onde voc� quer ir?

N�o sei.

Voc� me fez sofrer por muito tempo, sabe?

Voc� n�o gostava? Diga-me a verdade.

N�o, n�o � por isso.

� por que?

Por que?

E por que voc� quis?

Porque voc� � muito bonita.

E tamb�m?

Voc� n�o dormiu?

Ainda se sente mal?

Agora n�o.

Eles acabaram de me dar uma inje��o.

Tente descansar, ent�o.

- Faria bem para voc�. - N�o posso.

N�o paro de pensar.

Em seus pais?

Em muitas coisas.

Feias ou bonitas?

Coisas que nunca havia pensado.

Acontece, quando descansamos, surgem pensamentos estranhos.

Eu poderia ter morrido.

N�o diga isso.

� noite, tudo parece mais feio.

Foi terr�vel, mas j� passou.

Voc� � jovem, voc� estar� curado em breve.

Sua corrente estar� pronta em alguns dias.

Era uma besteira.

Eu vi que a data da medalha era muito recente.

� da sua namorada?

Sim.

� a data do primeiro encontro?

N�o.

Foi um dia em que est�vamos muito felizes...

e n�s fizemos duas medalhas iguais.

Isso � muito lindo.

Foi um grande amor.

"Foi"? J� terminaram?

N�o.

Mas decidimos n�o nos vermos durante todo o ver�o.

E por que?

Para ter mais certeza.

Mas este ano, o ver�o n�o acaba nunca.

Anna, o carro atolou na lama.

Eu n�o consigo sair do prado.

O que faremos?

Anna...

- Leve-me l� para cima. - Sim, sim.

Cuidado.

Ainda est�o aqui?

Eu pensei que tinham ido.

Voc� tem medo do temporal?

Eu dormi.

Ou � que voc� n�o pode voltar para sua casa?

N�o.

Onde voc� escondeu o carro? N�o o vi.

Est� atr�s dos silos.

O que � desta vez? Roupas femininas ou dinheiro?

- Bobagens. - Veja que n�o quero problemas...

Maldi��o!

N�o fique com medo, � s� um temporal.

Parece o fim do mundo.

- Quem sabe? - Voc� � t�o sombrio.

Pietro!

Pietro!

Pietro!

- O que est� acontecendo? - � a Anna... acho que vai nascer!

Ajude-me a desatolar o carro com o trator.

Est� bem!

Anna vai ter o beb�, e estou atolado!

- O Pietro vem com o trator! - Eu cuido disso, demorarei menos!

Vamos, venha comigo!

Eu vou com o trator! Diga a Pietro para trazer uma corda!

- Est� bem! - Apresse-se!

Tom foi com o trator! Precisamos de uma corda!

Vamos! Ali deve ter uma!

Tom! �Tom! Aqui est� a corda!

- Amarre-a! - D�-me o guarda-chuva!

- Devo amarr�-la ao para-choque? - Sim, perfeito, n�o saia da�!

Agora d� a volta!

Voc� a amarrou?

Para tr�s! Venha!

Vamos, ligue o carro! Suba no carro!

Passe a corda por ali! Vou dar o n�!

Bem, assim deve funcionar!

Tom! Tom! Chame uma ambul�ncia!

Diga que venha logo! Anna est� mal!

- Vamos lev�-la! - Anna est� em perigo!

- Vou subir! - Se apresse!

- Esperaremos aqui? - N�o sei, acho que sim!

Enquanto eu ligo, traga a esposa do zelador.

V� � casa do meu irm�o, diga que Anna est� prestes a dar � luz.

- Onde �? - Na escadaria atr�s do p�rtico

Senhora!

- Senhora! - O que?

Venha r�pido que a cunhada de Tom est� em trabalho de parto!

Estou indo!

Justo esta noite!

Por Deus e pela Virgem! Ela esperava para mais tarde!

Deveria nascer no fim do m�s!

Filhos, para onde devo ir?

Para a casinha atr�s do est�bulo.

Obrigado e adeus.

Estou com frio.

HOSPITAL MUNICIPAL

Vamos deix�-la sozinha assim poder� descansar.

Eu passo mais tarde. Se voc� precisar de mim, me chame.

- E o menino? - N�o se preocupe.

Com a crian�a � mais simples. Se ele chorar, deixe-o chorar.

Se ele incomodar a m�e, leve-o para baixo, onde n�o h� muita luz.

Durante o dia, d�-lhe um pouco de agua. Amanh� veremos.

Mimma... Ol�!

O que?

- Eu disse "ol�" - Ol�.

- Ol�. - A esposa de Beppe teve o menino.

Foi esta noite.

Desculpe, professor, por perturb�-lo � noite

Por favor! Estou acostumado. � normal para mim.

As crian�as, quase sempre, nascem de madrugada.

- Inclusive nos feriados. - � um inc�modo.

Sim, � verdade. Mas h� pacientes que s�o muito simp�ticos...

e querem viver. Isso � uma vantagem.

- J� avisou sua m�e? - Ligarei para ela mais tarde.

Eu recomendo suavidade.

� um choque ser uma av� t�o jovem.

Diga que me ligue na cl�nica. Estarei l� a manh� toda.

- Est� bem. - Sabe como � sua m�e.

Vai querer saber muitas coisas. � melhor voc� estar ciente de tudo.

Diga a ela para ficar calma que tudo correu bem.

- Foi muito "movimentado". - Somos n�s que exageramos.

Trazer uma crian�a ao mundo � normal. A natureza � perfeita.

N�s apenas esquecemos disso.

Sinal de que perdemos a f� na vida.

Voc� pode dizer que costume � este de passar a noite fora?

Voc� sabe que eu n�o gosto, mesmo que esteja com conhecidos.

Descanse um pouco, que devemos partir.

Ir embora?

Sim, vamos voltar para casa. Anna teve o menino.

- O que eu tenho a ver com isso? - Como � que n�o tem que ver?

N�o � bom que voc� n�o v�. Eu vou e voc� me acompanha.

Durma. �s 9:00 n�s iremos. Quero chegar para o caf� da manh�.

- Bom dia, senhora. - Bom dia.

� poss�vel consertar esta pequena corrente imediatamente?

Sim, n�o h� problema.

Eu estarei fora por alguns dias. Qualquer coisa, me avise.

E ent�o o que voc� gostaria de fazer?

Ficar aqui em casa ou em outro lugar?

Por que?

Porque na pr�xima semana vou reabrir o est�dio, ...

mas antes devo fechar a casa do mar.

Se � por isso, posso ficar sozinha.

Nem em sonho.

Se voc� quiser ficar no mar, pode ser um h�spede do Prandoni.

N�o quero.

Mas... eles n�o s�o seus amigos?

Eu n�o gosto de ser h�spede.

Mas se voc� esteve l� todo o ver�o, de manh� at� � noite.

- Descarregue as malas. - Est� bem.

Estou indo para a casa de Beppe.

Beppe...

Beppe? O que voc� est� fazendo a�?

Consertando a cama.

- Como est� Anna? - Bem.

- E o menino? - Tamb�m.

Que raio de sol!

Os rec�m-nascidos s�o feios.

- N�o diga besteiras. - Voc� deveria v�-lo � noite.

- Quanto pesa? - Ainda n�o o pesamos.

Como que n�o pesaram? N�o tem uma enfermeira ou algu�m...?

- N�o sei. - N�o sei?

Brusati n�o enviou ningu�m?

Disse que ele mesmo voltaria est� tarde.

E da�? Ele n�o est� sendo cuidado.

� necess�rio algu�m para cuidar e vigiar a crian�a.

A Rina estava aqui, a esposa do zelador.

Bom, mas voc� n�o pode deixar o menino com a esposa do zelador.

- Anna est� dormindo? - N�o, acho que n�o.

- Anna querida, como est�? - Bem.

Aconteceu assim de repente?

Ontem ficamos lendo at� tarde. Tudo estava tranquilo.

Antes de irmos para a cama, tiramos os len��is.

Que coisa!

Voc� foi corajosa, minha querida.

- Voc� ficou com medo? - N�o.

Houve uma tempestade terr�vel. N�o havia luz e o carro n�o pegava.

- Voc� fez tudo sozinha? - Felizmente Pietro estava l�.

Se n�o... N�o sei. Fiquei sobrecarregado.

- Que inconsciente! - Logo vieram Tom e seus amigos.

S�o dois loucos. Aqui, sozinhos e sem telefone.

Esta casa � pitoresca, ...

mas se vier um vento forte n�o sei o que pode acontecer.

Se ela resistiu a esta tormenta, o que mais podemos pedir?

Mas � conveniente que se mudem para a casa.

Principalmente pelo menino.

Posso dar-lhes o meu quarto.

� grande. Ficar�o confort�veis O que lhes parece?

Estamos muito bem aqui.

Bem... sozinhos pode at� ser divertido.

Mas, com o menino, me parece uma imprud�ncia.

- Por que? - N�o seja teimoso, por favor.

E depois... para os que vierem visit�-los,

V�-los viver assim, precariamente... O que lhe parece, querida?

Vamos, n�o se preocupe. J� organizamos tudo...

E depois, estamos bem aqui.

- Boa tarde, senhora. - Boa tarde.

- Preparei o rascunho na m�quina. - Bom.

Traga a ata do Dr. Minari.

J� disse que n�o quero que comam �s escondidas, enquanto trabalham.

Se voc� � jovem, est� com fome, e n�o aguentar...

v� comer no banheiro.

- Aonde foi? Ao mar? - Sim.

- O tempo estava bom? - Muito.

No �ltimo dia choveu.

... e o grupo 5 com -1.143.194.600.

Por �ltimo, o grupo 6 com -1.291.119.600.

O �nico grupo que fechou positivo foi o n�mero 2...

com mais de 700 milh�es.

Senhores, n�o quero manchar, o entusiasmo do grupo vencedor.

Mas, como dizemos no in�cio...

o motivo do jogo � did�tico, n�o competitivo.

Amanh� vamos nos dedicar, a analisar a experi�ncia com cuidado...

confrontando as diferentes decis�es dos grupos...

durante os tr�s meses de gest�o simulada.

Sim, eu sei. Mas n�o posso agora largar tudo e ir embora.

N�o � por causa da import�ncia, � um momento delicado.

� muito longo para explicar.

Vou tentar escapar antes ou depois do jantar.

N�o sei. Preciso ver como as coisas est�o indo, aqui.

A chave do meu quarto, por favor.

- A que horas amanh�? - 9:30. Mas esta noite...

dever�amos nos reunir e organizar... - Esta noite preciso ir em casa.

- O meu neto nasceu. - Parab�ns.

- N�o diga isso, hora sou av�. - Tarde ou cedo acontece para todos.

Voltarei pela manh�. Deixarei minhas coisas no quarto.

Sim?

Eu vou, mas volto esta noite, ou amanh� cedo.

Pelo menos tenho de estar presente.

Cumprimente-os por mim e diga-lhes ...

N�o � o momento certo para sair. Mas, o que eu posso fazer?

... diga a eles que estou feliz, e que os admiro.

Justo nestes dias o menino teve que nascer.

Chega ao mundo e j� bagun�a tudo.

Eu n�o sei, porque sou solteiro.

Mas, deve ser muito importante ter um filho.

Bem... nessa idade, � uma leviandade.

Se n�o fosse assim, como as crian�as viriam ao mundo?

- At� amanh�. - Nos veremos.

Bem, � um momento de confus�o de mal-estar geral.

- Voc� bebe caf�, certo? - Obrigado.

- Rina... - Sim?

- Nos prepare quatro caf�s. - Sim, senhora.

Desculpe, voc� estava dizendo...?

Que as coisas que tanto desej�vamos n�o sa�ram como esper�vamos.

Trabalhamos como loucos, nos sacrificamos por nada...

e hoje nos encontramos com as m�os vazias.

Se pode dizer o que essas pessoas querem? Acho que nem eles sabem.

Sim? Quem �? Desculpe.

Espera um momento, eu n�o ou�o nada aqui.

- Sim? - Al�, Silvia. N�o me reconhece?

Sim. Ol�.

O que houve, sou um estranho?

- Quando voc� voltou? - Acabamos de chegar.

E por que voc� n�o me ligou? Eu teria gostado.

- Eu n�o sabia se voc� estava. - Voc� podia tentar.

-O que houve com voc�? - Nada.

O que aconteceu? Diga-me a verdade.

Nada! Ent�o por que voc� voltou?

Acompanhei minha m�e. Minha cunhada teve beb�.

- Voc� vai ficar alguns dias? - N�o. Partimos amanh�.

- Quero ver voc�. - � melhor n�o.

- Silvia, vamos ver o menino. - Sim, j� vou.

- Depressa. - Est� bem.

- Por que voc� n�o quer me ver? - Por favor. Eu prefiro assim.

- Silvia...! - Em todo caso, te ligo amanh�.

- Eu irei. - N�o.

- Por que? - N�o h� motivo. N�o quero.

Por que voc� n�o queria me ver?

Ainda tem o meu rel�gio?

Eu mantive minha palavra. E voc�?

Voc� n�o pode, certo?

Mas, por que?

Voc� acha que eu n�o te amo?

Abrace-me.

Abrace-me, por favor.

O que h� com voc�? N�o consegue dormir?

Est� preocupada com os rapazes?

N�o.

Eles est�o bem... Voc� n�o acha?

Sobre! o batismo, Diria que esperemos um pouco.

Todo mundo est� viajando Quer dizer, os que nos interessam.

A prop�sito, Bellotti foi nomeado delegado administrativo.

Verdade?

Faz mais de um m�s.

Ultimamente houve muitas mudan�as.

A situa��o � dif�cil.

Parece que eles querem reduzir pessoal.

V�rios dirigentes foram colocados � disposi��o.

Alguns j� renunciaram...

para n�o sofrer a humilha��o de ser expulso de um dia para o outro.

Pense at� onde eles chegaram: alguns voltaram de f�rias...

e encontraram o escrit�rio vazio.

Enquanto estavam fora eles desmontaram tudo...

e colocaram outro. - Tanto assim?

Eles n�o est�o l� para felicitar o pessoal.

Era de prever. N�o podiam continuar assim.

Voc� ainda � amiga da esposa do Bellotti?

Sim, muito.

Ent�o se voc� puder ligue para ela...

ainda com a desculpa do nascimento da crian�a.

Porque, afinal, Bellotti decide tudo.

- Silvia... - Sim?

- Voc� est� acordada? - Sim.

O que voc� decidiu? Voc� fica ou vem comigo?

Voc� vestiu minha camisa.

Desculpe, h� muita desordem.

Coloquei a primeira coisa que vi.

Mas fica bem em voc�.

Eu vou para o escrit�rio. Se voc� decidir vir, me diga.

At� logo.

Senhores, antes de come�ar com a discuss�o...

e os exames correspondentes do que motivou...

as decis�es program�ticas de cada grupo...

Eu gostaria de falar sobre alguns aspectos do nosso primeiro jogo.

com certeza notaram a import�ncia do trabalho em grupo.

Alguns perceberam a casualidade com que as equipes foram formadas,

al�m da falta de tempo, o que impede o alcance da efici�ncia.

- Esta experi�ncia de trabalho... - O que aconteceu?

Palmieri foi embora.

Renunciou. Deixou a empresa.

Ontem a dire��o assinou os novos organogramas.

Dizem que quando voltamos, encontraremos grandes mudan�as.

Haver� muitos escrit�rios vazios.

Cada decis�o � tomada com ansiedade e apreens�o.

E assim foi em nosso jogo, mesmo sendo uma realidade simulada.

Desculpe, senhora. Procuro por Tommaso.

Ainda est� dormindo.

- Precisa de algo com urg�ncia? - Sou amigo dele.

N�o sei quando ele vai acordar. � melhor voltar mais tarde.

- E o menino, como est�? - O menino?

- Por qu�? - Estivemos l� naquela noite.

N�s demos uma m�o. Fizemos o que pod�amos.

Em todo caso esperarei aqui.

Acho que � conveniente vir outro dia.

Obrigado...

Seu pai veio. Chegou esta manh�...

e queria lev�-lo a todo custo.

Nessas condi��es? � uma loucura.

N�o tinha que ser transportado com traumatismo craniano.

Mas, diante da decis�o do pai ...

N�o sabe para onde ele foi?

N�o, mas podemos perguntar ao professor.

N�o, n�o importa.

A prop�sito, o pai pagou as despesas.

- Se passar pela administra��o ... - N�o, obrigada.

- A administra��o... - Disponha como quiser.

Est� bem.

O inc�ndio come�ou esta manh�, no final de uma festa.

Os bombeiros lutaram por horas, antes de controlar as chamas.

A causa do inc�ndio no hotel, constru�do h� dois anos, ...

ainda n�o � conhecida.

Voc� pode fazer a liga��o para a esposa do Dr. Bellotti?

Desculpe, esqueci completamente.

Eu tinha coisas demais para fazer.

Tente ligar amanh�. Voc� me faria um grande favor.

N�o h� problema.

- Engenheiro. - Bom dia.

- Bom Dia. - O Dr. Belotti me ligou.

- Parecia urgente. - Vamos, eu o avisarei.

- Espere, por favor. - Obrigado.

Dr. Rancalli est� chegando, para o presidente.

Sim, est� bem.

- Bom dia, advogado. - Bom dia.

- Est� fazendo frio, n�o? - Sim. E est� um pouco �mido.

Ele est� ocupado agora. Vamos ver sua secret�ria...

acho que h� uma comunica��o para voc�.

- Senhorita, o Engenheiro est� aqui. - Sim, entre, por favor.

Desculpe, a esposa do doutor, mandou este pacote para sua senhora.

Voc� se importaria de entreg�-lo? � para um nascimento.

Sim, obrigado. Agrade�a a senhora.

Minha esposa vai ligar para ela depois para agradec�-la.

- Est� bem. - At� logo, senhorita.

At� logo, Engenheiro.

Em 1973, em 24 de setembro, em Mil�o, rua Margoni 29...

Frente a mim, Dra. Laura Riberti, tabeli�...

registrada no col�gio notarial de Mil�o,

Comparece os senhores:

Giuseppe Torti, nascido em Brescia em 18 de julho de 1896...

domiciliado em Mil�o, Rua Cardiani 29, propriet�rio...

Voc� pode acender?

Obrigada.

Na pr�xima semana abriremos a casa ficaremos na cidade.

Com este tempo, n�o vale a pena vir para c� todas as noites.

E voc�? Este ano voc� vai estudar ou vai continuar perdendo tempo...

com suas coisas? - In�teis, eu sei.

- In�teis, feitas desse modo. - � o �nico modo que me interessa.

- Boa resposta. - Digo que cada um...

tem seu pr�prio conceito de utilidade, diferente dos demais.

Legendas PtBr: RC

A CIRCUNST�NCIA

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