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OUTONO 1995
Tenho que ir. Foi �timo te ver.
Tenha um bom dia.
Oi.
- Tchau, obrigada pela noite. - Tchau, Sofia.
Ela esteve em muitos lugares diferentes.
- Na floresta? - Posi��o 1. Posi��o 2.
Aqui h� pegadas na grama. Luvas de mulher e uma p�rola.
A tr�s metros do corpo encontramos a fivela do cinto.
Tudo foi feito com cuidado.
As roupas foram cortadas, n�o rasgadas.
Suas calcinhas foram cortadas ao meio para expor o abdome.
A camisa e o suti� tamb�m.
Acho que o assassino voltou ao local.
Encontramos um cart�o de identifica��o,
um cart�o de desconto para estudantes...
e duas latas de cerveja, marca Pripps Blue, extra fortes.
Tudo muito perto da ciclovia para
estar relacionado com o assassinato.
Tamb�m uma pequena mancha, que poderia ser s�men.
Onde estava?
Na jaqueta, mas muito pouco para um teste de DNA.
Est� relacionado com os ataques em N�sby e Gamleg�rden?
Ainda n�o podemos dizer,
trabalhamos em c�rculos de fora para dentro.
Erik, o que voc� tem?
A patrulha da Associa��o de Excursionistas Noturnos.
- Toda noite? - Sim.
Devemos obter resultados o mais r�pido poss�vel.
Todas as f�rias est�o suspensas.
- Conta como horas extras? - N�o tenho sal�rio de Chefe.
Tudo calmo l� fora. N�o aconteceu nada.
Tem gente para o pr�ximo turno? Gostaria de fazer outra ronda.
- � bom fazer algo. - Verdade.
Veronika, quer um turno com Bengt?
Claro que eu adoraria.
Bem, nos separamos ent�o.
Conheci uma mulher muito simp�tica no supermercado.
Ela pensou que eu era sua neta. Estava bastante confusa.
THE HUNT FOR A KILLER legendas @drcaio
PARTE 2
Realmente gostaria de poder ajudar. Isso � horr�vel.
Tenho um primo que morava ao lado da fam�lia Nilsson.
Eu senti por eles.
Ningu�m deveria passar por algo assim.
- � por isso que estamos na Uni�o Europeia? - Acho que n�o.
H� uns dias, encontraram
uma mulher assassinada em Kristianstad.
Os moradores locais est�o em estado de choque.
Nosso rep�rter est� no local.
East Sk�ne est� em estado de choque.
O assassino continua foragido.
O medo se espalha, enquanto
o assassinato de Helen Nilsson volta � mente de todos.
Estou aqui com Ammie Jansson.
Estas coisas n�o deveriam acontecer.
Estou morta de medo, j� n�o saio � noite.
A investiga��o � conduzida por Per-�ke �kesson...
Bonita foto, deve ser velha.
Trazemos o namorado da Sofia de novo?
N�o, esteve aqui 4 vezes.
Verifiquei seus h�bitos sexuais, ex-namoradas,
n�o temos nada para det�-lo.
Este �: Jan Str�m. Tem um hist�rico de viol�ncia...
contra mulheres. Bebe e fica violento.
N�o sei o que dizer.
Tudo o que sei � que fui a Kostigen...
e ouvi um grunhido, como quando uma raposa agarra uma lebre.
O que fez depois do bar e antes de ir para casa?
N�o sei, s� sei que fui a Kostigen.
- Matou Sofia Jansson? - Honestamente, n�o sei.
Ele a levou para l�, t�o perto de n�s.
Precisa de uma carona para casa?
N�o, estou com meu carro aqui.
Tenho enxaqueca e Alvedon n�o me ajuda.
Sente-se melhor se conversarmos.
UM ANO DEPOIS
Trabalho amanh� � noite.
Tchau.
Elisabeth J�nsson est� desaparecida.
Um colega tentou ligar para ela
quando n�o apareceu para o trabalho.
35 anos, sem filhos. O namorado
tamb�m n�o consegue falar com ela.
Vou pedir ao Tony para revistar a casa.
Chiclete. "Big Red".
- Falta um cadar�o. - Bota direita, sem cadar�os.
Fibras do que poderia ser um edredom,
um cobertor ou algo parecido.
Marcas de pneus. Algu�m dirigiu desde
Fj�lkestadsv�gen, retrocedeu e partiu.
Pode ser de algu�m que se perdeu.
O estrado da cama est� quebrado, sinal de uma luta violenta.
Um brinco, um cabide quebrado... com certeza houve uma briga.
O que voc� acha?
N�o consigo evitar de pensar em Sofia Jansson.
Ainda sentimos a falta dela.
- Elisabet! - Elisabet!
Elisabet!
A propriedade � ao lado, algu�m deve ter visto algo.
As pessoas n�o se atrevem a falar.
Contratam trabalhadores por temporada,
devem ter uma lista.
Para que precisamos dela?
Esses caras preferem falar com homens.
N�o tenho certeza disso.
Olha eles fugindo.
As di�rias est�o de volta. Estamos de novo nos anos 30.
- Voc� � o capataz? - Com certeza.
Erik Johansson. Pol�cia.
- Sven-G�ran. - Bengt.
- Gostar�amos de dar uma olhada. - Comece por aqui.
Eu gostaria de ver uma lista de seus
trabalhadores, inclusive os tempor�rios.
Claro, mas alguns s� trabalharam por hora.
N�o tenho certeza se est�o na lista.
Tem informa��es sobre todos eles, n�o?
Sim, muitos vivem em nossas casas.
E as barracas de campanha?
Est� muito frio nesta �poca do ano.
Acabamos de chegar.
Nos prometeram trabalho at� fevereiro...
mas agora est�o nos liberando e n�o sei porqu�.
- Mora aqui permanentemente? - Sim, moro na casa oficial.
- Como foi o Natal? - Muitos c�nticos. E o seu?
Nada especial.
- Feliz Ano Novo. - Obrigado, para voc� tamb�m.
Bonito su�ter. Borgonha � a cor do ano.
Obrigado pela gentileza.
- N�o fiz nenhum progresso. - Tenho uma pista interessante.
Uma mulher que morava perto de Elisabet
disse que um homem em um carro preto, talvez um Saab,
parou e pediu �gua para o motor do autom�vel.
- Viu a placa? - N�o, j� estava muito escuro para ver.
Voltei a falar com aquele
trabalhador rural, Bengt Karisson.
Tem uma forma incomum de responder perguntas.
Traga-o, fa�a parecer uma formalidade.
Ol�, pode vir por aqui.
Comecei �s 4 da manh� e parei na hora do almo�o.
Depois peguei o meu carro e fui a N�sby fazer compras.
- E ent�o? - Um pouco de limpeza,
assistir TV, andar de bicicleta pela fazenda...
Viu alguma coisa especial enquanto andava de bicicleta?
Olof Nyl�n passou por mim uma vez no carro dele.
Bengt disse que Olof passou por ele
uma vez, mas Olof disse duas vezes.
Quando Nyl�n se dirigia para l�
e depois novamente quando voltava.
At� ent�o, Bengt tinha passado pela casa de Elisabet.
Al�m disso, Nyl�n tem um irm�o mais velho
cuja tarefa � acender a caldeira.
Mas quando chegou na noite em que
Elisabet desapareceu, Bengt j� tinha aceso.
Agora nos concentraremos inteiramente em Bengt.
Antecedentes, namoradas...
Tudo pode ser importante.
Pelle disse para levarmos para casa.
- Tudo isso? - Sim.
- Acha que teria um corpo aqui? - Duvido.
Pelle, olha isto.
Bengt � um excursionista noturno.
Foi um dos mais ativos nas excurs�es
ap�s o assassinato de Sofia Jansson.
� chamado de "O bom Bengt" porque sempre ajuda.
Tamb�m � um soldador bem treinado.
Podemos traz�-lo por alguma coisa?
Apenas d�vidas menores.
Continue procurando.
- Johansson. - Sven-G�ran, de Odensberga.
Procurava algo incomum?
Bengt desmantelou seu carro.
Procurem em cada ferro-velho, precisamos daquele carro.
Tem um Saab 900 azul?
Saab? Tive um no ver�o passado.
Tamb�m tenho dois Mercor. Venha e lhe mostrarei.
- Este era um carro muito bom. - Isso foi h� um tempo.
Mas era bom.
Ei! N�o amasse o carro!
- Quem est� falando? - Eu.
Estou acostumado a me colocarem em situa��es como essa.
Bebi muito em 76-77.
Tinha 15 ou 16 anos e assediava
algumas meninas. Ainda pago por isso.
Me mandaram a um psiquiatra em Lund
e depois a uma fam�lia adotiva em H�rby.
Sobre quarta-feira antes do Natal,
por que saiu de bicicleta?
Precisava de ar fresco... para clarear meus pensamentos.
Costumo andar de bicicleta � noite e recolho embalagens.
Olho em latas de lixo. Um pouco de dinheiro extra.
Estava no seu carro naquela noite?
N�o me lembro.
Foi na mesma noite em que Elisabet desapareceu.
Se quiser me acusar, apresente algumas provas reais.
Posso ter sa�do, mas voltei para casa �s 9.
� quando come�a "The X-Files".
Sua hist�ria n�o bate com a informa��o que temos.
Algu�m te viu.
Devem ter inventado. Esta � a minha hist�ria.
Seu m�todo � emocionante.
Ela os faz passar pelo que fizeram passo a passo.
Muito original...
Bengt, pensou bem no que aconteceu
na quarta-feira, 20 de Dezembro?
Pense no passeio de bicicleta. Como foi?
J� falei sobre isso.
Olof disse que te viu indo e vindo de bicicleta.
N�o foi isso que voc� disse.
Ent�o um de n�s deve estar mentindo.
- Voc� sabe se est� mentindo. - N�o estou mentindo.
O que sabe sobre Elisabet?
N�o sei nada de especial a respeito dela.
Os irm�os Nyl�n a chamavam de "A Condessa".
Costumava sair com o herdeiro de uma fam�lia nobre.
Pode revistar a casa de Bengt Karisson?
Droga, est� coberto de neve.
Tony, n�o podemos det�-lo para sempre.
Ent�o vou precisar de uma patrulha.
H� dois carros l� fora!
Deve ser requisitado oficialmente.
Ent�o pegue seu pr�prio carro.
N�o podemos usar ve�culos particulares em servi�o.
Use o meu, tudo bem.
Foi preso por estuprar uma prostituta.
Bom trabalho, Monica. Vai conseguir dobr�-lo.
Mas que diabos!
Estamos trabalhando no escrit�rio da esquina.
Berg n�o estava contente com a vista.
N�o est�?
Ei, Bengt! Veja o que acabamos de encontrar!
- De onde v�m? - N�sby. A lavanderia.
A lingerie te excita? Experimente se quiser.
Sinta-as ou seja l� o que quiser fazer.
Eu gosto de andar por a� com elas... em mim.
Destruiu todo o meu trabalho em um segundo!
Arrisquei, �s vezes � preciso. Mas entendo o que est� dizendo.
Bem, pelo menos fico feliz em saber!
Todos estes assassinatos significam
que temos um assassino em s�rie � solta?
Nada aponta para isso.
Encontraram o corpo de Elisabet?
N�o podemos entrar em detalhes.
N�o temos o corpo e consideramos todas as pistas.
Pedimos que mantenham os olhos abertos
mas tamb�m estamos conscientes...
que uma avalanche de suspeitos
e pistas de todo o tipo n�o beneficiar� a investiga��o.
Portanto, seria �til que n�o mencionassem
que n�o encontramos o corpo.
Temos que escrever algo!
Por que estamos aqui se n�o podemos escrever nada?
- N�o me conteste em p�blico! - Voc� acabou de me contestar.
Eu sou o chefe aqui e esta � uma organiza��o hier�rquica!
- Que diabos � isso? - � um Gunilla.
Voc� me prometeu uma nova cadeira de escrit�rio.
Trazemos as novidades da noite e da madrugada.
Foi uma noite de Ano Novo ca�tico,
com inc�ndios, brigas e bebedeiras por todo Malm�.
Tamb�m foram cometidos muitos roubos.
Estrado de cama quebrado.
Chiclete, "Big Red". Falta cadar�o...
Fibras de um edredom ou um cobertor ou algo similar...
- Prendemos ele. - A evid�ncia � abundante.
Tamb�m deve ter matado Sofia. Na �poca morava em N�sby.
Ele de fato me perturba.
Podemos prend�-lo, mas quanto tempo podemos segur�-lo?
Se o soltarmos, pode nos levar ao corpo dela.
- Esqueceu isto. - Obrigada.
Deve sentir falta dos seus dias de patrulha.
N�o tenho as crian�as esta noite.
Voc� pode dormir aqui.
Esta noite n�o posso. Talvez outro dia.
Est� bem.
Ele voltou para Lingen�set.
Parece que se dirige para a reserva natural.
N�o, mudou de ideia.
- Pelle, temos que falar. - Sobre os ve�culos de servi�o?
N�o sei nada sobre isso,
tenho um problema com um de seus detetives.
- S�rio? Quem? - Jesper Larsson.
Nunca documenta seus interrogat�rios.
Apenas fala.
- Isso n�o me serve. - Ent�o vou tir�-lo.
Mais alguma coisa que eu deva saber?
Sua investiga��o est� gastando muitos recursos.
S� para voc� ficar sabendo.
Al�m disso, perguntam por que voc�
n�o participa das reuni�es de gest�o em Malm�.
Larsson.
Um cadar�o de sapato.
Com certeza o que falta na bota.
- Tamb�m falta um brinco. - Falta um brinco...
O brinco da esquerda � igual ao que encontramos no quarto.
A cena me lembra Sofia Jansson em Kostigen.
Tenho problemas de est�mago.
N�o se vai sentir melhor at� se livrar da causa.
- No que est� pensando, Bengt? - A ansiedade...
- Falemos de voc� e de Elisabet. - Do que quer falar?
Sabes o que quero dizer, Bengt. Suspeita-se que a assassinou.
Foi um assassinato?
Nesse caso, quero um advogado.
Senti como se quisesse me cuspir.
Um policial n�o deve se comportar assim.
Voc� fez o mesmo na fazenda. N�o me cumprimentou.
Deve fazer isso quando visita algu�m.
Pe�o desculpas. Voc� merece ser tratado
com respeito, como qualquer outra pessoa.
Todos n�s cometemos erros.
�s vezes simplesmente n�o conseguimos evitar.
A vida �s vezes lhe trata mal
e � poss�vel que queira desabafar.
Mas se realmente est� disposto a mudar,
deve livrar-se de todos os maus pensamentos.
N�o aguento mais isto...
Quero falar com o meu advogado a s�s.
Interrogat�rio suspenso �s 14h42.
Ontem � noite fiquei pensando
como algu�m se sente ao matar uma pessoa e...
pensei no que me disse...
sobre como as coisas podem dar errado...
por coisas que aconteceram no passado e...
� isso...
Eu a matei.
Eu admito... assassinei Elisabet.
Agora que falou, conte-nos exatamente o que aconteceu.
Estava dentro da casa... a casa de Elisabet.
Quando foi?
Naquela noite... na quarta � noite.
Irei passo a passo.
- Eu a estrangulei. - Como fez isso?
No princ�pio com as minhas m�os...
depois usei uma corda de varal de roupa.
Onde conseguiu?
Sempre carrego na minha jaqueta.
N�o sei porque fiz, simplesmente apaguei.
Eu a envolvi em um len�ol e a coloquei no meu carro.
A princ�pio, n�o sabia o que fazer,
ent�o simplesmente dirigi.
depois cheguei a um lugar onde eu costumava viver,
ent�o a escondi nos arbustos,
e fui para casa.
- Como se sentiu depois? - N�o pensei muito nisso.
Aconteceu t�o r�pido...
"� assim que deve fazer, � assim que funciona!"
Foi assim sem mais nem menos.
"Agora ela est� l� e agora est�... "
N�o senti nada... eu a estrangulei.
Agora n�o sei por que fiz. Foi como... imagine que...
- Pode dar uma explica��o? - N�o posso.
Deve haver algo errado... no meu passado.
Sente esta ansiedade h� muito tempo?
Durante toda a minha vida, mais ou menos.
Recebi muitas cartas durante todos os dias
daqueles de quem emprestei dinheiro e n�o paguei.
N�o quis dizer esse tipo de ansiedade.
N�o claro que n�o...
Disse que algo tinha sa�do errado.
Claro, caso contr�rio, n�o teria feito essas coisas.
N�o, porque n�o � um ato natural.
Al�m disso, estas coisas n�o costumam ser epis�dios �nicos.
Ent�o agora precisa se limpar completamente.
- Pode ter sido maltratado. - N�o sei o que foi.
Precisa de ajuda para descobrir
o que aconteceu e mudar o seu comportamento.
N�o quero continuar assim.
Aconteceram coisas no seu passado.
N�o sei por que fiz essas viola��es...
Est� vazio dentro da minha cabe�a...
Quer me dizer mais alguma coisa? Outros nomes?
- N�o. - Agora voc� abriu a caixa.
Por que n�o tira tudo do seu peito?
Quero fazer isso um pouco de cada vez.
Falar � f�cil mas � dif�cil.
Estupro, assalto. Cadar�o, corda,
faca ou outras ferramentas.
1986.
Tentativa de estupro. Kristianstad, Bockeboda.
1988. Estupro. Faca. Halmstad, Furet.
1990. Prostituta, Malm�. Rev�lver.
N�o tenho certeza do ano.
1995. Sofia, Kristianstad. Faca. Cinto.
1996. Elisabet. Kristianstad. Fazenda Odensberga.
Cinto... N�o, corda de varal de roupa.
Pensei e � da Sofia que voc� quer saber.
Sofia Jonsson... agi automaticamente.
Foi um pouco como Elisabet.
Algo no meu corpo me fez...
Algo no fundo da minha mente me diz que...
O que voc� ouve na sua cabe�a quando isso acontece?
N�o sei, � como este pensamento...
"mulher � igual a estupro".
N�o h� melhor maneira de descrever...
"mulher" � igual a "estupro".
Est� por todo meu corpo, � como...
uma inquieta��o... um desejo... um impulso...
Nem mesmo sobre sexo... � mais forte que sexo.
Me falou de uma prostituta em Malm�.
Bateu nela, a deixou no ch�o e foi embora.
- Deixou ela morta? - Disse que n�o sabe.
Estes s�o alguns casos n�o resolvidos
que tamb�m podem estar relacionados
com Bengt Karisson.
Petra L�v foi encontrada nua
e estrangulada em um cemit�rio de Gotemburgo.
Ramona Andersson, prostituta, trabalhava
na Falkenberg�s quando Bengt tamb�m trabalhava l�.
Essa prostituta, poderia ser Jannica Ekblad?
Helen Nilsson. O que Bengt fazia quando foi sequestrada?
Trabalhava como guarda em Halmstad,
mas comprou uma fazenda em H�rby no ano seguinte.
O mesmo lugar que era sua casa de acolhimento,
onde lhe ensinaram a ser fazendeiro.
N�o me lembro de ter feito nada � Hel�na ou � Jannica.
Mas minha mem�ria �... n�o posso ter certeza absoluta.
Tem medo de t�-las matado tamb�m?
Realmente n�o pode descartar nada.
Em geral, uma vida � uma vida mas uma crian�a...
N�o acho que possa machucar uma crian�a...
mas n�o tenho certeza.
N�o d� para dizer o que est� na parte
de tr�s da minha cabe�a.
Estou t�o s�... n�o posso suportar...
estou envergonhado...
N�o procure mais... matei as duas.
Helen de cara para a estrada, Jannica para H�ssleholm.
Sou imperdo�vel. Tenho 20 anos.
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