All language subtitles for Crime Ring 1938 BR

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Original subtitles

O C�RCULO DO CRIME (1938)

E vejo voc� se tornando um homem poderoso da ind�stria.

Forte, cruel.

Muito ambicioso. $10, por favor.

Aparecer�o muitos homens na sua vida...

Com romance em seus cora��es.

Loiros, morenos.

Ruivos.

S�o $5.

Forte como sua ambi��o.

Isso te levar� a se tornar uma grande atriz.

S�o $3, querida.

Os sinais de hoje trar�o muitas oportunidades.

Voc� nasceu em que m�s, senhor?

Venham ver o que h� nas estrelas.

Vamos, senhora. Deixe as estrelas escolher

- um marido para voc�. - N�o, obrigado.

Acabei de me livrar de um.

Ou�a, voc� n�o pode vender esse lixo aqui.

- Esse � um pa�s livre, n�o? - Isso � o que

os pagadores de impostos acham. Suma.

Voc� est� se metendo no territ�rio da Madame Jarman.

Ou�a, amigo. Tenho uma licen�a e ficarei aqui.

Shorty Evan, $35.

Espere, ele mandou $10 a menos. Ele est� tentando nos enganar?

N�o, ele pagar�.

Ag�ncia de Detetives Buzzell. Buzzell falando.

Oh, ol�, Maurice.

Ele est�, hein?

Cuidaremos dele.

Slim disse que h� um homem interferindo com os neg�cios da Madame Jarman.

Livre-se dele. Leve o Dummy contigo.

- Vamos l�. - Neste momento?

- Ela est� pagando por prote��o, n�o? - Maldi��o.

Agora que estava come�ando a me concentrar.

Em que m�s nasceu, senhor?

Qual � o problema?

N�o volte mais aqui.

Tenho que admitir. O Buzzell nos protege mesmo.

Pelos 10% que recebe, ele deveria.

D�-me um cigarro.

- Tully? - Sim.

Dois homens atacaram um homem que l� hor�scopo.

V� ao hospital e veja o que descobre.

Certo.

Posso escrever essa hist�ria sem deixar esse escrit�rio.

"Dois homens que nunca vi me espancaram sem motivos. "

Nunca falha.

Basta encontrar a m�fia dos adivinhos e ningu�m fala nada.

Sim, mas algu�m pode falar se estiver irritado o suficiente.

- Como se saiu com a Lady Craig? - Aposto que n�o conseguiu.

E aposto que levou um soco no rosto.

Ele acertou em tudo.

Est� lindo.

Ei, voc� devia ter usado a t�cnica do Ryan.

Minha cara Lady Bevington Craig, tenho a honra de receber nesta costa,

a flor da beleza brit�nica.

Ryan, seu esquema � colossal.

V� a cadeia tentar us�-lo com algumas gracinhas.

Eles s� expulsaram 3 rep�rteres. Mas para um homem com sua capacidade...

Pode deixar. Te trarei uma hist�ria.

Queremos sair! Queremos sair!

Sil�ncio! Sil�ncio!

- Tente nos obrigar. - Queremos sair!

Queremos sair! Queremos sair!

Sil�ncio. Sil�ncio.

Somos damas? Ou n�o?

Ei, o que o Morrell est� fazendo? Est� almo�ando?

- Cad� nosso advogado? - Cad� nossa fian�a?

N�o haver� fian�a. Morrell fugiu.

- Neste caso, solte-as. - Sim, senhor.

- Ei, o que acha que est� fazendo? - Estou soltando-as, como mandou.

- Eu n�o disse nada. - � claro que di...

Oh, ent�o � voc� de novo.

Ela � uma ven...

- "Ventricuolista". - O que?

Ela muda de voz.

Fique quieta.

Fique quieto voc�. O que acha disso?

Boa tentativa, Kitty.

Oh, eu gostaria de colocar as m�os no Morrell, aquela fuinha.

- De todos os truques. - E eu me matando por ele.

Podem imaginar um homem se aproveitando de 12 damas?

Bem, o que faremos agora?

Sairemos daqui nem que eu tenha que derrubar esse lugar.

Ei, chame um advogado. Eu quero um advogado.

Um advogado. Um advogado.

Sil�ncio. Somos damas ou n�o?

Olhe...

Que vis�o deplor�vel.

- Ora, o que h� de errado comigo? - Nada, eu diria que voc� � perfeita.

Estava falando dessa injusti�a. Voc�s n�o deviam estar aqui.

Acha que n�o sabemos? Queremos sair.

- Basta deixar comigo. - Quanto nos custar�?

Nada. Como advogado,

eu n�o poderia aceitar um centavo de voc�s.

Ei, voc� � gente boa.

- Nossa, voc� � �timo. - Obrigado, bonit�o.

Agora, se me disserem o que aconteceu...

Bem, est�vamos no meio de um n�mero quando a pol�cia invadiu e...

Eu estava no corredor quando me prenderam.

- Eles me arrastaram do camarim. - Agora, esperem um pouco.

N�o todas de uma vez. Vamos com calma.

Vamos come�ar com voc�. Como se chama?

- Judy Allen. - Judy Allen.

N�o estou no n�mero, fa�o uma esquete dram�tica.

- Atriz, hein? - Sim.

E voc� � um rep�rter.

Olhe, garotas. O Daily Sun.

Esperem um pouco, garotas. Posso explicar tudo.

Eu...

N�o, n�s n�o pensar�amos em fazer muita coisa!

Mas eu s� estava...

Socorro! Socorro!

Sargento!

Larguem-no. Larguem-no.

Levante-se, rapaz.

Pare de valentia, espertinho.

Ou�a. Voc� n�o pode iniciar uma revolta aqui.

Por que estava se metendo com essas meninas?

Voc� j� tentou se meter com uma serra el�trica?

- Cale-se. - Saia daqui.

Sejam compreensivos, rapazes. Preciso de uma hist�ria.

Cale-se ou te colocarei numa cela.

Obrigado pela ajuda.

� melhor prepararem as boas-vindas, por que voltarei com a autoriza��o

do promotor.

Vamos.

THOMAS REDWINE PROMOTOR - PRIVADO

N�o estou surpreso com o que me contou, Sra. Wharton.

Voc� � apenas mais uma v�tima de uma m�fia de adivinhos.

Mas tenho que pegar aquele dinheiro de volta, Sr. Redwine.

� todo dinheiro que tenho no mundo.

Pode ter certeza de que farei o poss�vel para ajud�-la.

- Obrigado. - Tchau.

- Brady. - Sim, senhor?

Cuide da Sra. Wharton, por favor.

- Bem, n�o bate mais na porta? - Me desculpe.

- Ol�, Brady. - Ol�.

Ent�o, o que tem em mente?

- Bem, quero que me fa�a um favor. - De novo?

- Sim. - Diga.

Quero um passe especial para ver as garotas presas.

Por que precisa de um passe? Voc� nunca teve problema

para entrar na cadeia antes.

Acredite ou n�o, acabo de vir de l�.

- Os policiais me expulsaram. - Quem pode culp�-los?

E n�o estou interessado. Tenho coisas mais importantes em mente.

Qual � o problema? Voltou a errar no golfe?

V� em frente. Fa�a gra�a.

Aqueles adivinhos est�o me deixando de cabelo branco.

Isso n�o � novidade.

N�o, mas fico nervoso quando boas mulheres,

como a que acaba de sair, s�o roubadas de tudo que tem

e n�o consigo provas o suficiente para prend�-los.

Nenhum dos meus investigadores conseguiu alguma coisa.

Essa � a quest�o, todo adivinho na cidade os conhece.

Ei, espere um pouco.

Sei como pode conseguir sua prova, e posso conseguir uma hist�ria.

�?

Voc� s� precisa entrar no neg�cio dos adivinhos.

- N�o estou afim de brincadeira. - N�o estou brincando.

Estava brincando quando te ajudei no caso do Clansky?

E quando te ajudei no assassinato do Blake?

Tudo bem. Diga.

E � melhor que seja bom.

Primeiro, libertamos duas garotas do Morrell.

Uma delas � atriz e se n�o estiver enganado,

� muito corajosa.

Abrimos uma loja de adivinha��o para ela.

N�o contate o c�rculo, deixe que a contatem.

- E a�? - Ent�o, ela...

- � s� o que precisa fazer. - Oh, n�o.

Eu n�o.

N�o vou me meter com nenhum extorsion�rio

Voc� n�o precisa ter medo. Voc� ser� protegida o tempo todo.

A resposta ainda � n�o.

Ou�a, Judy.

- Voc� quer trabalhar como atriz, n�o? - E o que isso tem a ver?

Muita coisa.

Pense em toda publicidade que receber�. Voc� ficar� famosa.

Todo jornal no pa�s publicar� uma foto sua.

E que foto. Estou falando s�rio.

Voc� nadar� em contratos com r�dio e cinema.

- Seu nome ser�... - Voc� faz parecer atrativo.

Mas, n�o.

Tudo bem.

Jogue fora sua chance de estar na primeira p�gina.

- Jogue fora a maior hist�ria do ano. - Sinto muito.

- Eu gostaria de ajud�-lo. - Est� tudo bem.

Est� tudo bem. Est� tudo bem.

H� muitas garotas que gostariam dessa oportunidade.

Mas n�o estaria apenas me ajudando, mas suas amigas tamb�m.

- N�o vejo como. - Nos ajude

e Redwine dispensar� o caso contra elas.

De outra forma, s�o 90 dias.

90 dias. Muito tempo, hein?

Tudo bem. Acho que sou sua adivinha.

Sabia que tinha escolhido uma vencedora.

- Querida, eu voc�... - S� trataremos de neg�cio.

Sim, s� trataremos de neg�cio.

Ei, sargento?

Dos pobres aos ricos em um pulo f�cil.

Por aqui, pessoal.

- Obrigado por me incluir, Judy. - Te trouxe para me proteger.

Voc� � essa agora.

Nossa. Que lugar aconchegante.

� aqui que voc� ficar�.

Se ficar, escolherei minha companhia.

Voc� tem que se livrar dessa coisa aqui.

Ele s� � parte do esquema. Esperem at� ver o restante.

L� dentro.

E aqui � onde atuar� com os clientes.

H� v�rios truques para ajudar no trabalho.

Esse painel controla tudo.

Essa � a parte mais importante.

Come�a a tirar fotos e gravar o �udio nos microfones escondidos neste quarto.

Isso nos dar� a prova que precisamos para o tribunal.

Venham. Mostrarei como a c�mera funciona.

Eu n�o. Ficarei aqui.

Assim, quando o fantasma come�ar a andar,

eu posso come�ar a correr.

Tudo dito l� fora ser� gravado neste disco.

Essa c�mera tirar� fotos de todos � sua mesa.

E ela n�o morde. S� precisa trocar o filme.

- Mas, e se olharem nesta dire��o? - Eles n�o ver�o nada.

Esse � um vidro especial. Daqui podemos v�-los,

Olhe a Kitty.

Nada aconteceu, viu?

Eu sou o Chefe Wanote.

Morto h� 150 anos.

Venho at� voc� atrav�s da n�voa do tempo.

Dos territ�rios de ca�a...

- Ela est� morrendo de medo. - � melhor eu desligar aquelas coisas.

� melhor mesmo.

Vejo duas figuras na luz do luar.

Voc� e um homem.

Ele � alto, ombros largos, lindo.

Ele te pega em seus bra�os, te aperta em seu abra�o,

seus l�bios se aproximam.

Eles chega mais perto, mais perto.

Mais perto.

Nossa! Que beijo!

- Acha que conseguirei? - Voc� est� �tima.

Nosso primeiro cliente.

- Talvez seja meu amante fantasma. - S� se ele sair pelo telefone.

- Heidee falando. - Ol�, Judy.

- Algum cliente? - N�o.

- Nenhum cliente ainda. - N�o se preocupe, eles aparecer�o.

Tamb�m aparecerei, assim que falar com minha namorada, Phoebe Sawyer.

E sempre apare�o.

� uma longa viagem, mas n�o perderia seu anivers�rio por nada.

Deixei uma reuni�o de neg�cios muito importante para viajar.

- Estava em New York, mas... - Mas tem medo que os outros

passem a sua frente.

Phoebe Sawyer, voc� sabe que s� estamos pensando em voc�.

Pare de tentar me enganar, Abby. Voc�s s� est�o pensando

nos meus 40 milh�es.

V�o pra casa. Estou cansada.

- Ol�. - Ol�.

Sauda��es. E feliz anivers�rio.

Obrigado, Joe.

Agora, v�o embora, pessoal. Tenho um neg�cio importante

para tratar com esse jovem. Os vejo no ano que vem.

- Ol�, John. - Senhor.

Por sinal, minha jovem, eu devia process�-la por danos.

Nunca deixo de arranhar meu carro naquela sua est�tua.

Por que n�o se livra dela?

Ou n�o acredita que o autom�vel substituir� o cavalo?

Aquela est�tua ficar� l�. Ela est� l� h� 60 anos.

Esse � o problema. Tudo nesta casa

est� aqui h� 60 anos.

Por que n�o muda para um lugar moderno?

Voc� pode ficar confort�vel e visitar as pessoas.

Quais pessoas? Meus amigos est�o morrendo

e desprezo minha fam�lia. Me esperando morrer, como abutres.

N�o � seguro para voc� aqui. � muito isolado.

Joe, venho me afastando das pessoas h� anos

justamente para ficar isolada. E agora, eu consegui.

- S� os vendedores vem aqui. - E eu.

E voc�. E � assim que quero.

Um Montilado 93.

Agora, realmente celebraremos meu anivers�rio.

Bem, Phoebe, e sua mensagem anual para o mundo?

Devo publicar o de sempre?

- Cuide dos seus centavos... - E seus parentes cuidar�o

dos seus d�lares.

Se voc� permitir. Mas n�o publique isso.

Joe?

O que realmente est� acontecendo no div�rcio dos Chandler?

- Realmente? - Voc� sabe o que eu quis dizer.

As coisas que n�o p�de publicar.

Voc� � uma velha fofoqueira.

Aqui vai.

Entre, senhor.

Eu gostaria de ver a Heidee.

- Pode se sentar? - Obrigado.

Seu nome, senhor?

Achei que talvez a Heidee pudesse me dizer isso.

Entre pelo portal do futuro, procurador da verdade.

Depois dele, jaz a resposta para o enigma eterno.

S� assim poder� encontrar a Heidee...

E saber sua sorte nas estrelas.

O poder dos cristais...

Ventriloquista, hein?

- E nada mal. - Mal?

Fiz sucesso no Kansas.

N�o duvido disso. Cad� a Heidee?

Adentre.

Entre.

Bem-vindo a fonte de todo o conhecimento.

Que seja liberto dos seus problemas.

Pergunte e ser� respondido.

Procure e encontrar�.

Aqui, neste cristal m�stico, o poder da luz e da escurid�o

- se misturam para refletir seu futuro. - Deixe-me refletir seu futuro.

Vejo uma garota vindo para esta cidade abrir um neg�cio

sem consultar as pessoas certas.

O cristal me diz que ela n�o entende que essas pessoas precisam

ser inclu�das no neg�cio.

Neste cidade, h� pessoas que podem facilitar ou dificultar a vida dela.

Se ela n�o cooperar,

vejo p�ssimas coisas acontecendo com ela.

Mas se fizer o que mandarem,

vejo que ela poder� fazer o que quiser e ficar� fora de problema.

- Eu fui claro? - Nem tanto.

Certo. Serei direto.

Voc� arruma um trouxa e ele reclama. � a� que entramos.

Temos uma �tima organiza��o que cuida de tudo.

Inclusive da competi��o, mas isso custa dinheiro.

Vejo o que quer dizer, mas n�o sei por que pagaria os outros

para me ajudar a cuidar do meu pr�prio neg�cio.

Voc� n�o ter� nenhum neg�cio se n�o estiver na nossa lista.

Bem, isso n�o me d� muita escolha, d�?

- Quanto? - $500 para come�ar,

e 10�/�� do que ganhar.

- Isso n�o � caro demais? - N�o para um lugar bom assim.

Muito bem.

Mas n�o tenho o dinheiro aqui, terei que ir ao banco.

Garota esperta. Nos daremos bem.

Voltarei em algumas horas.

E...

Sobre aqueles 10�/��.

N�o esque�a que temos como saber quanto lucrar�.

Te vejo mais tarde.

Ele trabalha para um homem chamado Mo Buzzell.

Ele tem uma ag�ncia de detetives particulares.

- Buzzell deve fazer a coleta. - Mandou prend�-lo?

N�o, isso entregaria meu plano.

Estou atr�s de algu�m mais poderoso.

E achei que tivesse pego.

Judy, neste caso, teremos que ir atr�s do chefe.

Mas n�o se desaponte, por que cada passo

nos levar� ao topo.

Me pergunto se algu�m da minha fam�lia gosta apenas de mim.

Ou se sou apenas uma velha que suspeita de tudo.

� claro que gostam, Sra. Sawyer.

Mas dinheiro faz as pessoas agirem estranho.

Suponho que sim. Mas, gostem ou n�o,

eu nunca descobrirei.

Voc� poderia, se quisesse.

Tenho visitado um homem maravilhoso.

Mais adivinhos. Alice, voc� sempre foi cabe�a oca.

Traga meus sapatos.

Mas este � diferente.

Ele me disse coisas maravilhosas.

Ele disse que haveria um casamento na minha fam�lia,

e logo depois, minha irm� Minnie,

ela � dez anos mais velha que eu, encontrou um homem.

Se isso n�o � maravilhoso, gostaria de saber o que �.

Alice, voc� devia ter a cabe�a examinada.

Desperdi�ando seu dinheiro com adivinhos.

Mas n�o estou desperdi�ando dinheiro.

E Marvin n�o � adivinho, ele � ps�quico.

E ele � cego.

� por isso que ele � t�o sens�vel a vibra��es.

A vis�o mortal pode confundir seu olho interno.

Besteira. Vamos.

Quero fechar meus olhos externos.

- Qual � o endere�o deste homem? - Pensei ter dito que era besteira.

Se eu disse que � besteira, ser� besteira.

Traga-me o vestido mais velho que tenho.

N�o quero que ele veja que tenho dinheiro.

- Mas ele n�o enxerga. - Ele n�o precisa enxergar,

provavelmente pode sentir o cheiro do dinheiro.

MARVIN VIDENTE CEGO

- Boa tarde. - Quero ver o Sr. Marvin.

Ele geralmente s� recebe clientes com hora marcada.

Meu jovem, eu nunca marco hora.

Quero dizer, n�o pensei nisso.

Por sorte, ele est� sozinho no momento.

Entre, por favor.

Por aqui.

Entre.

Uma dama veio v�-lo, senhor.

Como vai?

- Quer se sentar? - Obrigado.

Estou � sua disposi��o, senhora.

Voc� veio discutir um problema espec�fico

- Que m�todo voc� usa? - Geralmente leio a palma da m�o.

As linhas s�o feitas pelo destino e n�o mentem.

Como pode ler minha palma se n�o enxerga?

Meus dedos s�o meus olhos, senhora.

Primeiro, preciso tonalizar suas vibra��es.

Naquela mesa, voc� encontrar� papel e caneta.

Escreva seu nome.

Depois de escrever seu nome, rasgue o peda�o de papel

em peda�os pequenos e coloque na sua bolsa.

"Phoebe Sawyer".

- Escrit�rio do Sr. Taylor. - Marvin ligando.

D�-me o relat�rio sobre uma Phoebe Sawyer.

S� um instante.

Sawyer, Sra. Phoebe. 401, West Bolling Green.

Avaliada em 4A+.

4A+?

ESSA � PHOEBE SAWYER

Marido Herbet morreu em 19 de maio de 1932.

FILHO �NICO MORREU AFOGADO NO NAUFR�GIO DO SS MARATHON

N�o � melhor come�ar?

Meu futuro chegar� antes de me contar sobre ele.

Voc� n�o devia ser t�o impaciente, Sra. Sawyer.

- Como sabe meu nome? - Voc� o transmitiu

com uma vibra��o simples que qualquer mente treinada pode captar.

Besteira.

Eu devia pedir para voc� ir embora,

mas desculpo sua animosidade por causa dos seus dois sofrimentos.

A morte do seu marido Herbet, h� seis anos.

E a perda do seu �nico filho, Walter, no naufr�gio do Marathon.

E agora, Sra. Sawyer, devo me despedir.

Voc� quebrou o ele ps�quico entre n�s.

Mas eu quero saber.

Se voltar em um dia ou dois, com uma mente mais receptiva,

eu te direi o que deseja saber.

Obrigado.

- Entregue isso imediatamente. - Certo.

Marvin pediu esse relat�rio e achei melhor avis�-lo.

Phoebe Sawyer? Chame o Sr. Whitmore.

Sim, senhor.

5914.

� o Taylor.

Obrigado.

Al�, Taylor.

Sim?

Phoebe Sawyer?

Essa � uma boa not�cia.

Nunca pensei que ela cairia nesse esquema.

Ou�a, Taylor.

Diga ao Marvin para vir ao meu escrit�rio esta noite.

Ela � um peixe muito grande para ele cuidar sozinho.

E diga a Goshen para n�o vender nenhuma a��o a ela.

Muito bem. Tchau.

Sr. Goshen?

Taylor ligou e disse para ficar longe de uma senhora chamada Sawyer.

E o Myles est� te esperando.

- De novo? - Sim.

N�o consegui me livrar dele.

Ora, Sr. Myles. Estou feliz em v�-lo.

Isso mudar� quando eu acabar de falar.

Ou�a, Goshen. A a��o que me vendeu n�o presta.

Voc� tem que aceit�-la de volta.

N�o estaria te fazendo um favor se fizesse isso.

Tenho not�cias confidenciais. Aquela a��o subir�.

Isso � �timo.

Voc� pode comprar minha parte e lucrar quando subirem.

- N�o posso fazer neg�cio assim. - Eu sei como faz neg�cio.

Voc� e a Madame Jarman est�o mancomunados,

mas n�o se safar�o disso.

Devolva meu dinheiro ou irei a pol�cia.

Mas, como favor para mim, d�-me dois dias.

Se aquela a��o n�o subir, a comprarei de volta.

Justo?

Tudo bem, Goshen. Mas n�o esperarei mais que isso.

Ele est� nervoso o suficiente para morder.

Sim.

Ligue para o Buzzell e diga-o para colocar uma focinheira nele.

Certo.

Al�?

Sra. Myles?

Seu marido quer que o pegue na esquina da 7� com a Blane.

Ora, estou cortando um vestido. Diga-o para pegar um taxi.

Tudo bem. Eu irei.

Ei, quem est� falando?

Al�?

Al�?

George?

George.

George, sabe que n�o me importo que tome algumas doses, mas...

George?

George, qual � o problema com voc�?

George, o que aconteceu?

George.

Eles...

Eles me disseram para manter a boca fechada.

Ou...

Ou eles voltariam.

Oh, George!

Socorro! Socorro!

Morreu nos bra�os da esposa. Agressores desconhecidos.

Te disse v�rias vezes para n�o deixar o Buzzell ir longe demais.

Ele � um tolo incompetente.

E tolos s�o perigosos para minha organiza��o.

N�o � t�o ruim quanto parece.

Myles deve ter morrido sem falar ou a pol�cia os teria prendido esta manh�.

Bem...

Vamos esperar que esteja certo.

Mas diga ao Goshen e a Madame Jarman

para manterem a mesma hist�ria caso sejam questionados.

N�o pode prender o Goshen e os adivinhos, e faz�-los falar?

Eles falar�o sim, e ouviremos a mesma hist�ria.

Os adivinhos nunca ouviram falar do Goshen.

Goshen � um corretor de a��es honesto.

Nunca pegaremos os assassinos desse jeito.

N�o ser� f�cil, chefe.

Nem mesmo a Sra. Myles faz ideia de quem gostaria de matar seu marido.

Ei.

E se houvesse um outro George Myles?

Do que est� falando?

E se eu fizesse o mesmo que o Myles?

Vou ao Goshen, digo que a Heidee me mandou,

compro algumas a��es e depois amea�o entreg�-lo.

Quem cuidou do Myles, tentar� cuidar de mim.

- Essa � uma boa ideia, Joe. - Com certeza.

- S� que voc� n�o ser� a cobaia. - Espere um pouco.

Essa � minha ideia e minha hist�ria.

Tudo bem, Joe.

Se quer escrever seu pr�prio obitu�rio, v� em frente.

Ele ser� bom.

Mas n�o comecem a poupar dinheiro para as flores.

Com licen�a. J� falo com voc�.

Certo.

- Algu�m j� cuidou de voc�, senhor? - N�o.

Eu gostaria de investir em algumas a��es.

Bem, n�o h� nada melhor. Vamos entrar.

Certo.

- Quer se sentar? - Sim, obrigado.

Tem alguma a��o em particular em mente?

Bem...

Sei que parecer� tolo, mas...

Bem, eu fui a uma adivinha...

- J� foi a um adivinho? - N�o, eu nunca fui.

N�o?

Oh, eu n�o faria nada sem consultar a Heidee antes.

- Ela � maravilhosa. - Suponho que seja.

Ela disse algo sobre eu investir numa a��o.

Ela come�a com "S" e tem 11 letras.

Vamos ver. Come�a com "S".

Saddle Mountain? N�o, tem letras demais.

Spear Ridge?

N�o, essa tem 10.

Stream Light. Essa tem 11.

Sim, e ela disse algo sobre ver a luz.

Bem, a� est�. $0,25 por a��o.

$0,25? Est� barato.

- De quantas a��es gostaria? - Poderia me vender $1.000?

� claro.

- E esse � um bom investimento. - Sim, foi isso que a Heidee disse.

- Ol�. - Ol�, Joe.

- Tirei fotos do Jenner. - S�rio?

Ele veio me entregar $100.

Minha parte por envi�-lo ao Goshen.

- Aqui est�. - Bom.

Isso prova que o Goshen est� metido com os adivinhos.

Cuide disso, pode ser?

O escrit�rio da promotoria andou ocupado tamb�m.

Eles rastrearam o dinheiro que deu ao Jenner

e descobriram que foi depositado por um homem, numa conta laranja.

- Algu�m chamado Belock. - A m�quina n�o para de girar.

Sim, e n�s daremos um empurr�o.

Quero que ligue para o n�mero que o Jenner te deu

para conselhos legais.

Obrigado.

Diga que estou aqui reclamando.

- N�o estar� se arriscando? - Provavelmente sim, mas...

Aposto que aparecer�o depressa.

- Mas, Joe... - Nada disso.

Lembre-se, temos um acordo com o Redwine.

E temos que mant�-lo.

"E tenho certeza, professor, que esses esp�cimes

ser�o uma adi��o valiosa a cole��o do museu.

Atenciosamente... "

Ol�, Marvin. Entre.

Puxe uma cadeira.

Obrigado, querida.

Tenho uma boa not�cia para voc�. Acho que a Sra. Sawyer est� pronta.

Tenho que parabeniz�-lo. N�o esperava resultado t�o cedo.

Estou feliz comigo mesmo.

Mas ela � mulher e n�o p�de resistir ao instinto maternal.

N�o achei que ela seria a exce��o.

Agora, eis o que planejei.

Fa�a a Sra. Sawyer anunciar que far� uma viagem por causa da sua sa�de.

Mande-a para uma ilha remota no Sul do Pac�fico, num navio lento.

Isso dar� tempo ao Taylor para liquidar os bens dela.

Achei que isso fosse entre n�s dois.

- Por que incluir o Taylor? - Por que s� teremos sucesso

se usarmos a procura��o assinada pela Sra. Sawyer.

E levantar� menos suspeita se for usada por um advogado.

Que garantia terei que voc� e o Taylor n�o me excluir�o?

Voc� tem minha palavra.

Isso n�o � o suficiente?

Foi tolo da minha parte falar disso.

Afinal, posso prejudicar seus planos com facilidade.

Voc� n�o ter� motivos.

Fico feliz de nos entendermos.

A Sra. Sawyer me encontrar� esta tarde.

Farei minha parte.

Jed, abra a porta para o Sr. Marvin.

N�o me importo que seja advogado, n�o me importo que seja detetive,

vou ficar aqui at� receber meus $1.000 de volta.

Receberei agora ou terei que esperar?

Devo apontar que minha cliente n�o te vendeu as a��es?

Ela me disse para comprar. Fui enganado.

Sr. Drake, n�o te disse para comprar.

Eu s� recebi uma mensagem espiritual

- e passei para voc�. - N�o tente escapar na conversa.

Se n�o receber meu dinheiro de volta, eu destruirei esse lugar.

- E estou pensando em come�ar agora. - Espere um pouco.

Se ficar de valentia, voc� se arrepender�.

Voc� n�o me assusta, conhe�o meus direitos.

- Irei ao escrit�rio do promotor. - Fa�a isso...

E ser� processado por difama��o de car�ter.

Sinto muito pelas a��es, mas por que descontar em mim?

Afinal, voc� comprou por que quis.

- Bem, talvez eu tenha feito isso. - E talvez ela suba.

Ora, � claro.

J� vi a��es de minas subirem da noite para o dia.

Eles s� precisam encontrar um veio e pronto.

Bem...

Talvez estejam certos.

- Irei conversar com o Goshen. - Por favor, espere, Sr. Drake.

N�o se arrependeria se voc� se livrasse das a��es e elas subissem?

- Deixe-me ler seu futuro de novo. - N�o vejo motivo para isso.

De gra�a, desta vez.

- De gra�a? - Sim, vamos.

Tudo bem. O que tenho a perder?

- Agora sim, meu jovem. - Bom.

Fico feliz que tenham se acertado. Bem, devemos partir?

Sim.

- Tchau. - Tchau.

Fico feliz com a oportunidade de provar minha boa f�.

Sempre tento interpretar as mensagens espirituais com clareza.

Achei que descobririam tudo.

Voc� devia ter visto seu rosto quando o Jenner entrou.

Bem, eu n�o esperava v�-lo.

Quase me perco. � melhor desligar a c�mera.

E acho que terei que reclamar com o Goshen para termos a��o.

Talvez consiga mais do que est� procurando.

Esque�a isso. Posso me cuidar.

- H� algo de estranho naquele cara. - Todos os trouxas s�o estranhos.

Ele n�o me pareceu trouxa.

Se estiver mesmo nervoso como aparentou,

ele ir� direto ao Goshen. Ficarei por perto.

Fique � vontade. Voltarei ao escrit�rio.

Vou descer.

COMPANHIA E.J. GOSHEN A��ES DE MINERA��O

- N�o discutirei mais. - Sr. Drake, vamos conversar.

Converse com o promotor.

Ol�, Joe. Prazer em v�-lo.

Faz tempo que n�o o vejo, Joe. Como tem passado?

Esperem um pouco. Acho que n�o os conhe�o.

- � claro que se lembra de n�s. - Somos seus amigos.

Espere um pouco.

- V� com calma. - Nunca os vi antes.

- Voc�s cometeram um erro. - N�s n�o, voc� cometeu.

- Quando tentou enganar o Goshen. - Voc�s est�o enganados.

Pare de enrolar, Ryan. Seu golpe n�o funcionou.

Descobrimos que � um rep�rter.

E faremos com que v� parar na primeira p�gina.

Sim, mas...

Slim, acho que tem um carro nos seguindo.

Pise fundo.

Entre na pr�xima rua lateral.

Vamos!

Saiam, rapazes. A festa acabou.

Oh, n�o fizemos nada.

Voc�s destru�ram propriedade p�blica.

- Quem � voc�? - Sou do escrit�rio da promotoria.

- Fiche esses homens. - Certo.

Vamos. Voc� tamb�m.

Ol�, Ryan.

Brady.

Ei, voc� ganhou um lugar no meu Hall da Fama.

Diga-me. Como aconteceu...

N�o aconteceu por acaso. Estamos te seguindo

desde que deixou o escrit�rio do Redwine.

� parte do nosso trabalho cuidar dos nossos interesses.

Sim, eu sei...

At� mais.

Lhes darei mais uma chance de falar a verdade.

- Quem espancou o Myles? - J� disse que nunca o conheci.

Por que espancar�amos algu�m? Somos detetives.

E temos a licen�a para provar.

Claro, s� sabemos que trabalhamos para o Buzzell.

- Ele... - O que faziam com o Ryan?

Lam lev�-lo para dar uma volta no parque?

Sim, ao Lago West, para ver os cisnes.

Ou�a, chefe. Deixe-me cuidar dessa cara.

V� em frente. Mas s� falaremos com nosso advogado.

- Ray Taylor. - Tirem-nos daqui.

Vamos.

Por que n�o deixou o Brady interrog�-lo?

Eu poderia ter deixado, se ele n�o tivesse mencionado o Taylor.

Desde quando voc� teme advogados?

Quero ficar longe desse.

Ele � o advogado do bando todo.

Como sabe disso?

Checamos o parceiro do Jenner, e ele trabalha para o Taylor.

No minuto em que o Taylor sentir falta dos seus amigos,

ele aparecer� para solt�-los.

Nossa. Voc� n�o pode deix�-los partir.

Isso faria o restante dos rapazes sumirem.

N�o fique agitado.

Ningu�m tocar� nesses homens at� eu conseguir provas

contra o Taylor, o Buzzell e o chefe deles.

Por que n�o os coloca no zool�gico?

Tem um que parece ter ca�do de uma �rvore.

Pare de brincar.

Ficarei com esse macacos nem que tenha que coloc�-los num hosp�cio.

Ei, o que h� de errado com isso? Essa � uma �tima ideia.

Alguns dias l� e todos falar�o.

QUARTO DE OBSERVA��O

Pode sair daqui e nos deixar dormir?

N�o dormimos nada ontem a noite.

Um homem ficou gritando que era o Touro Sentado.

- Algum problema ontem a noite? - Ora, n�o, senhor.

O que?

- Voc� ouviu vozes? - Bem, eu...

Eu ouvi algo.

Ele est� ouvindo vozes.

Algum outro tra�o de insanidade na sua fam�lia?

Bem...

Eu tive um tio que... N�o, n�o h� nenhum.

Esses casos pedem pelo tratamento da banheira.

Banheira? Ningu�m me dar� banho.

- Eu sairei daqui. - Voc� n�o pode fazer isso.

Taylor nos soltar�. Fique calmo.

Por sinal, cad� minha cal�a?

- N�o fique agitado. - N�o estou agitado,

mas quero sair daqui!

Ol�, rapazes.

Pensei que os encontraria balan�ando no candelabro.

Cara engra�ado.

Talvez n�o ache gra�a quando sairmos.

Oh, Sr. Redwine.

Pode dizer a esses homens que n�o somos loucos?

Essa � uma quest�o de opini�o. Histeria aguda.

Man�aco depressivo.

Agora, preciso checar meus outros pacientes.

Ent�o, rapazes, est�o prontos para ceder?

Ou�a. Essa � uma jogada inteligente,

mas n�o pode manter o Taylor longe para sempre.

- Bem, eu posso tentar. - Mas, por que nos manter aqui?

Sabe que n�o somos loucos.

Imaginamos que devam ser. Os dois.

Para deixarem seus amigos tra�rem voc�s.

Se acha que n�o nos avisaram, por que o Brady estava seguindo voc�s

- quando pegaram o Ryan? - Acordem.

N�o veem que eles querem culp�-los pela morte do Myles?

- N�o falaremos at� vermos o Taylor. - Voc�s n�o ver�o o Taylor.

Voc�s ficar�o aqui at� estarem prontos para falar.

Oh, n�o nos deixe aqui, Sr. Redwine.

- N�o suporto aqueles barulhos. - Cale-se e se acalme.

N�o acho que tiraremos algo do Slim, mas o outro est� no limite.

Mais uma noite deve bastar. Dobre os barulhos, doutor.

- E trate-os como louco. - Meus rapazes cuidar�o disso.

Bem, algo deu errado. Eles n�o sumiriam sem me contactar.

Por que ele est� demorando? Ele teve tempo para soltar 12 homens.

Ele deve ter que checar cada subesta��o.

- Ele os encontrar�. - N�o estou gostando disso.

Se foram pegos por causa daquele rep�rter,

por que n�o saiu no jornal?

Quer saber?

Acho que os prenderam pela morte do Myles.

Voc� finalmente entendeu. Por que acha que estou preocupado?

Aonde est�o? O que fez com eles?

N�o me diga que n�o conseguiu servir o mandando de soltura.

Eu tentei.

Chequei todas as subesta��es policiais da cidade, tentei at� na sede.

Ningu�m sabia de quem eu estava falando.

Sei onde posso encontr�-los, com aquele rep�rter esperto.

Use sua cabe�a. Se os encontrar,

voc� acabar� como o Slim e o Dummy.

Temos que esperar at� sabermos da Sra. Sawyer.

Ol�, Hobbs.

Volte com esse mandado.

Venha c�, Hobbs.

Sente-se.

D� uma boa olhada nesta assinatura.

Quero que a coloque numa procura��o.

Phoebe Sawyer?

Nunca pensei que teria o privil�gio de copiar esta assinatura.

N�o esque�a de limpar as cortinas, mandar as roupas para a lavanderia

e pague todos os empregados. Te avisarei quando voltarei

para deixar a casa pegando vento.

Sim, senhora.

Imagine fazer as malas sem saber para onde vai ou o motivo.

Foi a coisa mais doida que j� fiz.

Foi a coisa mais s�bia que j� fez.

Em sua cegueira, Marvin v� muitas coisas que...

N�o fique a� parada. Re�na o restante das minhas coisas.

- Bem, o que � isso tudo? - O que parece?

- Viajarei. - Para onde? Por que?

Bem, viajarei pela minha sa�de.

Qual � o problema, Phoebe?

Ora, n�o � nada s�rio. �...

Meu peito.

Querida, voc� est� aprontando algo.

Que absurdo.

Ningu�m pode adoecer sem voc� suspeitar?

N�o h� nada de errado com voc�. Sua sa�de est� �tima.

Agora, diga-me o que est� havendo. Sempre te conto tudo.

� um segredo, mas...

Promete n�o dizer nada?

Prometo.

Sabe, Joe...

Eu nunca acreditei que meu filho tivesse se afogado.

E recentemente, descobri que talvez esteja certa.

Ele tem vagado pelos anos numa n�voa de esquecimento.

E o Marvin me garantiu que fazendo essa viagem,

eu o encontrarei.

Marvin?

Phoebe, eu cortaria meu bra�o antes de machuc�-la,

mas n�o posso deix�-la partir nessa busca infundada.

- Marvin � uma fraude. - Ele n�o pode ser, Joe.

Ele me contou tudo sobre o Walter e meu marido.

Todo mundo sabe disso.

- � conhecimento p�blico. - Talvez seja.

Mas como ele me reconheceu? N�o sou vista em p�blico h� 20 anos

e n�o tirei nenhuma foto neste per�odo.

E ele me chamou pelo meu nome dois minutos depois de conhec�-lo.

- Responda-me isso. - N�o posso.

N�o sou adivinho.

Mas eles tem jeitos para descobrir essas coisas.

- Mas, por que ele me mandaria viajar? - Tamb�m n�o posso responder isso.

Mas sei que ele est� atr�s do seu dinheiro.

N�o acredito nisso.

Tudo que ele aceitou foi um cheque de $25.

Ele disse que eu poderia dar a ele o que quisesse

depois que encontrasse o Walter.

N�o acha que ele sabe como se sente sobre o Walter?

Ele est� se aproveitando de voc�.

� com isso que adivinhos trabalham. � assim que enganam

centenas de pessoas.

Provavelmente, sou uma velha tola, mas...

Ainda sinto que encontrarei meu filho.

Phoebe.

Eu e o promotor estamos tentando desmantelar

uma gangue de adivinhos falsos, e o Marvin est� na lista.

Voc� est� numa �tima posi��o para nos ajudar.

Odiaria fazer algo para estragar minha chance de encontrar o Walter.

Voc� n�o ter� que fazer isso. Se estiver errado sobre o Marvin,

eu cuidarei da sua viagem pessoalmente.

Voc� sempre soube me convencer.

Aposto que o Sr. Marvin sabe o que est� aprontando.

Fale alguma coisa e eu...

Sinto muito por mant�-lo esperando, Sr. Marvin.

Est� tudo bem. Tem sido uma honra servi-la.

Aqui est�o as instru��es. Se forem seguidas,

elas te levar�o ao seu filho.

Obrigado.

E tenha certeza de que ser� bem recompensado pelo seu esfor�o.

Tenho certeza de que far� uma viagem prazerosa.

- Adeus. - Adeus, Sr. Marvin.

Vamos.

- A� est� voc�. - Se apresse, querida.

Tenho que tir�-la pelo port�o de carga.

Joe Ryan, � melhor que esteja certo.

Nenhuma mulher na minha idade devia estar fazendo isso.

- Vamos para onde depois? - Meu apartamento.

Voc� ficar� l� esta noite.

E se me lembro corretamente,

voc� encontrar� duas garrafas de vinho l�, safra de 93.

- Bem, o que estamos esperando? - A dor de cabe�a.

Chequei os banco nos quais tem conta, Sra. Sawyer, e Taylor contactou todos.

� �bvio que ele pretende transferir seu dinheiro

para uma conta laranja e liquid�-la.

- � um plano simples. - � um absurdo.

N�o entendo como esperam conseguir isso.

Pelo �ngulo deles, acham que ser� f�cil.

Com voc� fora do pa�s e o Marvin assassinado...

Assassinado?

Os jornais disseram que ele se afogou acidentalmente.

Bem, os assassinos queriam que aparentasse isso.

Como se ele tivesse ca�do e batido a cabe�a no p�er.

Mas encontramos uma marca de sapato perto do borda.

Se tivesse escorregado, ele cairia sem bater a cabe�a.

Ele estava ferido por que...

- O Sr. Taylor quer v�-lo. - S� um instante.

Mande-o entrar.

- Boa tarde, Sr. Taylor. - Boa tarde.

Sinto muito por pedir que voltasse t�o tarde,

- mas � quest�o de rotina. - Eu entendo.

Est� com a procura��o?

Me desculpe por congelar as contas da Sra. Sawyer, mas...

Seu...

Seu safado sem vergonha.

Voc� devia ser surrado.

- E se meu marido estivesse vivo... - Espere, Phoebe.

Ele receber� algo pior. Cerca de 50 anos para pensar nisso.

Essa assinatura � sua, Sra. Sawyer?

�, mas n�o escrevi.

Taylor, voc� est� preso. Leve-o.

Vamos.

Obrigado, Sra. Sawyer. Voc� ajudou bastante.

E sinto muito por tirarem vantagem de algo t�o pr�ximo como...

Me leve para casa, Joe.

- Cuidado, Nate. - Me desculpe, chefe, mas...

Estou nervoso.

Fico pensando em como o Marvin me olhava quando o matei.

Como se estivesse colocando uma maldi��o em mim.

N�o me diga que est� ficando com medo depois de tanto tempo fazendo isso.

Eu? N�o.

Mas esses m�sticos tem jeito de voltar dos mortos.

Ontem a noite, juro que o vi sentado na minha cama.

Meu caro Nate, voc� precisa de algo para coragem.

Foi isso que me disseram...

- Pensei ter dito para nunca vir aqui. - Tive que fazer isso.

Fui ao escrit�rio do Taylor e todo mundo desapareceu.

Taylor e a secret�ria.

- Foi o Marvin voltando do... - Cale-se.

- Agora, acalme-se e fa�a sentido. - Isso n�o faz sentido.

O lugar est� limpo, at� os arquivos sumiram.

Faz sentido para mim.

Taylor n�o resistiu �quelas contas banc�rias.

Mas n�o posso v�-lo incluindo seus empregados.

N�o foi isso.

Deve ter acontecido com ele o mesmo que com Slim e Dummy.

O que tem o Slim e o Dummy?

Bem, eles desapareceram.

Nate, pegue o carro.

Agora, pare dar voltas e v� direto ao ponto.

Tudo come�ou quando Heidee mandou um homem chamado Joe Ryan

at� o Goshen.

Taylor e eu descobrimos que ele � um rep�rter

e achamos que ele estivesse investigando a morte do Myles.

Ent�o, voc� e Taylor acharam que podiam agir sozinhos?

N�o sabem que venho pensando por voc�s h� anos?

Suponho que nunca pensaram em checar a garota.

Por que pensar�amos? Ela pagou o que devia

e n�o criou problema.

Isso � um monumento � sua estupidez.

� �bvio que Ryan e a garota est�o trabalhando juntos.

Agora, precisamos descobrir se a pol�cia tamb�m est� envolvida.

Jed, ligue para o Jenner.

Agora, entenda uma coisa, Buzzell.

E preste aten��o.

PARE

N�o se preocupe comigo. S� tenho um pesco�o.

O escrit�rio do Clifton disse para ir depressa

e � isso que farei.

Aposto que prenderam o bando todo.

- Estava me perguntando. - O que?

Se o chefe � alto, moreno e bonito ou apenas um gorila.

O que est� havendo? Por que n�o olha aonde vai?

- N�o viu o sinal? - A culpa n�o foi nossa.

- Algu�m bateu no nosso carro. - � mesmo?

Isso � o que sempre dizem.

Espere aqui.

Olhe meu caminh�o. Isso te custar�.

Olhe nosso carro. Isso te custar�.

� mesmo? Vai ficar de valentia?

Sim, vou ficar de valentia.

Ei, voc� n�o pode falar assim com uma dama.

Sinto muito. A culpa foi do meu motorista.

Est� vendo? O que dissemos?

Ficarei feliz em pagar por todos os danos.

- Obrigado. - Est� tudo bem para mim.

Nossa. Ele virou uma rel�quia.

- Nunca chegaremos ao centro em tempo. - Bem, estou a caminho do meu escrit�rio.

- Ficarei feliz em dar-lhes uma carona. - Isso � gentileza sua, mas...

N�o posso deixar o carro aqui, posso?

Se est� com pressa, senhora, pedirei a Garagem Tri�ngulo

- para buscar seu carro. - Obrigado.

Vamos.

Voc� devia vir nos visitar um dia desses.

Tchau.

Obrigado. Farei isso.

- Sim? - Al�, Redwine?

Vim ver a Judy e as garotas sumiram.

N�o, elas n�o sa�ram. A Judy ia me encontrar.

Algu�m veio aqui e destruiu as grava��es.

- Aquelas garotas est�o com problema. - N�o entre em p�nico.

As encontraremos. Mandarei um alarme geral.

Sei como agir mais r�pido que isso. Venha me buscar de carro.

Certo.

Nos deixe sair daqui ou farei um esc�ndalo.

Ora, voc� n�o pode se safar disso.

Est�o nos esperando. Se n�o aparecermos,

- eles vir�o nos procurar. - N�o, eles n�o far�o isso.

N�s ligamos para voc�s.

N�o precisa se preocupar, s� quero conversar com voc�.

Estava esperando isso h� algum tempo,

mas n�o assim.

Sabemos que voc�s duas est�o trabalhando com o Joe Ryan.

Quero a resposta de uma pergunta simples.

A pol�cia est� envolvida?

Muito bem. Ent�o irei direto ao ponto.

Criei um neg�cio com lucro anual de mais de um milh�o de d�lares.

E faria qualquer coisa para proteger meu investimento.

Entretanto...

Estou disposto a pagar $10.000 para me dizerem o quanto a pol�cia sabe.

Voc� ter� que perguntar a eles.

Dizer n�o � minha especialidade.

$10.000 devia ser muito dinheiro para voc�s, garotas.

Mas eu dobrarei.

N�o estou interessada.

Eu tamb�m.

Muito bem.

Mas acho que mudar�o de ideia em breve.

Lembre-se, Dummy...

Te tiramos da camisa de for�a, mas podemos coloc�-lo de volta.

Eu n�o trairei voc�s.

Prefiro ser enforcado do que voltar para aquele lugar.

Poupe-nos.

Entre.

Aonde esteve? O que aconteceu com voc�?

Os policiais nos pegaram e nos prenderam num hotel,

mas fui mais esperto que eles.

Dei $100 ao lavador de janelas para me ajudar a escapar.

Seu imbecil. Por que veio aqui?

- Por que n�o se escondeu? - Eu precisava de dinheiro para fugir.

� melhor voc� fugir tamb�m, os policiais sabem do esquema todo.

Acho que o Taylor n�o aguentou.

Al�? Quero falar com o Whitmore.

- O secret�rio dele, ent�o. - Rastreei essa liga��o.

Al�, Jack? � o buzzell.

Quando o Whitmore chegar, diga-o para se livrar

daquelas garotas e fugir.

Taylor testemunhou e o Dummy fugiu.

Continue falando.

V� em frente. Voc� s� dificultar� sua vida.

Al�? Al�?

- Est� com problema? - N�o.

N�o h� nada de errado.

Diga ao Whitmore para n�o se preocupar com os arquivos, eu me livrarei deles.

Agora, desligue.

Isso � tudo.

A liga��o foi para Lionel Whitmore, Gaviota Drive 487.

- Fica perto do oceano. - Notifique o escrit�rio do xerife

- e a esta��o central. - Sim, senhor.

Voc� foi mais esperto que eles. Seu imbecil.

- N�o sou, n�o. - Ele est� certo.

Ei, espere um pouco.

Siga em frente e pise fundo.

N�o posso acreditar que o Tayler falou.

Tem certeza de que falou com o Buzzell?

Claro que tenho. Ele estava agitado,

como se estivesse com problema.

� isso que merecemos por nos metermos com a velha.

Isso est� no passado, Jenner.

Demos sorte em escapar.

Chamando carro 14. V� para Burnsdale 5864.

Chamando todos os carros. Cubram a Gaviota 487.

Fiquem de olho numa limusine azul.

Fiquem de olho numa limusine azul

carregando duas mulheres e dois homens procurados por homic�dio.

S�o perigosos. Tomem cuidado.

- � melhor abandonarmos o carro. - Pode haver bloqueios,

- nunca passaremos. - N�o ser� preciso.

Conhe�o um lugar que nunca pensar�o em verificar.

Podemos ficar l� at� as coisas se acalmarem.

Nate, vire na pr�xima direita.

Nenhuma luz, g�s ou telefone. Nada.

Como farei seu jantar?

N�o quero nada. Vou me deitar.

Deve ser o Joe.

Ele nunca ficar� satisfeito at� derrubar aquela est�tua.

Saiam.

Nate, fique conosco. Jenner, livre-se do carro.

Leve-o para a costa e nos espere no porto.

- Com aquele aviso? - Voc� conseguir�.

Eles est�o procurando um carro com 4 pessoas, no m�nimo.

Ora...

Ora o que?

O que � isso? Halloween?

Cale-se.

Para tr�s.

Chamando todos os carros. Chamando todos os carros.

Desconsiderem a transmiss�o n � 8.

Limusine pega nos arredores de Ventura.

Isso � tudo.

Voc� ouviu, Mac. Pise fundo.

Esse lugar me d� arrepios. Vamos sair daqui.

Bom, assim poderei dedetizar minha casa.

� melhor se acalmar, Sra. Sawyer.

Voc� pode ser nossa anfitri� por v�rios dias.

Fique � vontade.

Mas todos os meus empregados aparecer�o amanh�.

Agora n�s temos que sair daqui.

Voc� matou o Marvin. Voc� n�o escapar�.

E a m�o dele sair� da cova e apontar� para voc�.

Nate, pegue o carro.

- Conseguiram algo com ele? - N�o, ele est� mal, Sr. Redwine.

- Cad� as garotas? - N�o vimos nenhuma.

Ele falou algo sobre mudar de carro e ir para o norte, e depois desmaiou.

Ent�o apostamos que ele estava falando sobre o Whitmore

e os rapazes foram naquela dire��o.

� melhor esperarmos no meu escrit�rio. Levar� horas...

- Alguma sorte? - N�o, chefe.

Parece que os rapazes precisam praticar tiro ao alvo.

- Eles desperdi�aram muita muni��o. - Tiro ao alvo nada.

Sei onde esse carro esteve. Vamos.

Estamos presos. Estamos presos.

N�o consigo ligar aquele ferro velho. Ele n�o � usado h� 20 anos.

Jed, ajude-o.

Ele est� t�o assustado que n�o sabe o que faz.

Sinto muito por incomod�-la, Sra. Sawyer, ao levar seu carro.

Mas te garanto que cuidaremos bem dele.

Tenho que dizer, Whitmore, essa busca foi dif�cil.

Joe.

Ei, como voc�...

- Nada de piadas. - E nada de exageros.

- Sr. Ryan, muito obrigado. - N�o me agrade�a.

Agrade�a a est�tua na entrada.

O xinguei v�rias vezes por marcar meu carro,

mas, quando vi a mesma marca no carro do Whitmore...

- N�s ficamos quites. - Nossa, isso que...

Oh, meu Deus!

Larguem.

Pegue as armas deles e vamos deixar esse lugar.

Bom trabalho, Nate.

Certo. D�-me.

Ou�a a voz do Marvin. Larguem as armas.

S� sujem as m�os de sangue se quiserem se juntar a mim na cova.

Sujem suas m�os de sangue...

Esque�a isso.

- Nate! - Para tr�s.

Certo, cavalheiros. Devemos ir?

- Kitty, voc� � uma artista. - Kitty, tenho orgulho em conhec�-la.

N�o foi nada.

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