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Lembre-se do dia 5 de novembro.
A p�lvora, a trai��o e a conspira��o.
N�o vejo raz�o para que a p�lvora da trai��o jamais seja esquecida.
Mas e o homem?
Sei que se chamava Guy Fawkes.
E sei que em 1605, ele tentou explodir as casas do Parlamento.
Mas quem ele era na realidade?
Como era?
Lembramos da id�ia totalmente, mas n�o do homem.
Pois um homem pode fracassar.
Podem captur�-lo, mat�-lo e esquec�-lo.
Mas 400 anos depois, uma id�ia ainda pode mudar o mundo.
Presenciei pessoalmente o poder das id�ias.
Vi pessoas serem mortas em seu nome...
e morrerem defendendo-as.
Mas uma id�ia n�o pode ser beijada, tocada ou abra�ada.
Id�ias n�o sangram,
sentem dor,
ou amam.
N�o sinto falta da id�ia e sim do homem.
O homem que me faz lembrar do dia 5 de novembro.
Um homem que nunca esquecerei.
V de Vingan�a
Ent�o, li que os antigos EUA...
est�o t�o desesperados por suprimentos m�dicos que supostamente...
enviaram v�rios cont�ineres de trigo e tabaco.
Disseram que foi um gesto de boa vontade.
Quer saber o que penso?
Est� ouvindo meu programa, ent�o creio que quer sim.
Acho que chegou a hora das col�nias saberem o que realmente pensamos delas.
Creio que � hora de nos vingarmos da festinha do ch�...
que nos deram algumas centenas de anos atr�s.
Sugiro que vamos �s docas esta noite jogar essa porcaria...
na bunda ulcerada dos EUA. Quem est� comigo!
Quem est� comigo nessa!
Gostou dessa?
Bunda ulcerada dos EUA. O que mais posso dizer?
Era um pa�s que tinha tudo. Tudo mesmo.
E agora, 20 anos depois, ele � o qu�? A maior col�nia de leprosos do mundo.
Por qu�?
Ate�smo.
Repetindo: ate�smo.
N�o foi a guerra que come�aram,
nem a praga que criaram, foi julgamento divino.
Ningu�m escapa do seu passado.
Ningu�m escapa ao dia do julgamento.
Acreditam que Ele n�o est� l� em cima?
Acreditam que Ele n�o est� vigiando todo este pa�s?
De que outra forma explicariam? Ele nos testou e passamos.
Fizemos o que foi preciso.
Islington, Enfield. Estive l� e vi tudo.
Imigrantes, mu�ulmanos, homossexuais, terroristas,
degenerados cheios de enfermidades.
Tivemos que elimin�-los!
A for�a atrav�s da uni�o e a uni�o atrav�s da f�.
Sou um ingl�s temente a Deus e tenho orgulho disso!
Chega. Muito obrigada.
Merda!
Toque de recolher c�digo amarelo est� ativado.
Qualquer pessoa n�o autorizada, ser� presa.
Isto � para sua prote��o.
Toque de recolher c�digo amarelo est� ativado.
Qualquer pessoa n�o autorizada, ser� presa.
Isto � para sua prote��o.
- Desculpe, srta. - Sinto muito, n�o vi voc�.
- Est� com pressa, hein? - � que...
- O toque de recolher j� foi dado, sabe? - Meu tio est� muito doente.
Um tio doente, hein? O que pensa disso, Willy?
Que � conversa para boi dormir.
Cometi um erro ao sair depois do toque de recolher, eu sei.
Acharia melhor "cuidar" da gente antes de voltar para seu tiozinho.
- Meu amigo est� doente, n�o �? - Muito doente.
Estou at� ficando azul. D� pra sentir, sente.
- N�o me toque! - Olhe, Willy, a gatinha tem garras.
- Acabou de nos amea�ar. - Amea�ou mesmo.
Sabe o que isso significa, n�?
Que podemos exercer nosso poder decis�rio judicial.
- E voc� vai engolir tudinho. - Voc�s s�o homens do "dedo".
- Ela est� sacando. - Por favor, n�o sabia. Sinto muito.
Ainda n�o sentiu nada, mas vai "sentir".
Talvez n�o seja a vadia que mais sente muito em toda Londres,
mas vai ser a mais dolorida.
N�o, por favor, n�o fa�am isso!
Vou para casa e n�o fa�o isso de novo. Juro! Por favor!
O que acha, hein?
Se poupar a vara, estraga a crian�a.
Socorro, por favor! Algu�m me ajude!
A vileza crescente da natureza abunda nele.
- Mas que diabo! - V� se lascar!
Desdenhando a fortuna, brandindo sua l�mina que gerou uma execu��o sangrenta.
Somos homens do dedo, cara!
Jesus Cristo!
Freq�entemente somos culpados disso, isso j� foi provado,
que com o rosto da devo��o e a��es devotas at� ado�amos o pr�prio diabo.
- Algu�m, por favor. - N�o poupar a vara.
Asseguro que n�o te farei mal.
- Quem � voc�? - Quem?
"Quem" � uma das formas da fun��o de "qu�" e o que sou � um mascarado.
- Isso estou vendo. - Claro que sim.
N�o estou questionando seus poderes de observa��o.
S� estou estressando o paradoxo de perguntar a um mascarado quem ele �.
Oh, certo.
Mas nessa noite muito auspiciosa,
permita-me, no lugar de oferecer uma alcunha comum,
sugerir o car�ter desse personagem teatral.
Voil�, eis aqui um humilde Veterano do teatro revista...
jogado no papel tanto de Vil�o como de V�tima pelas Vicissitudes do destino.
Este rosto, n�o um mero entalhe de Vaidade,
� Vest�gio da Voz do povo, agora Vaga, sumida.
Entretanto, esta Valorosa Visita de afli��es passadas agora est� Vivificada,
e jurou Vencer esses Vermes Venais e Virulentos que salvaguardam o Vicio...
e protegem a Violenta e depravada Viola��o da Vontade.
O �nico Veredicto � a Vingan�a, uma Vendeta.
Um Voto, que n�o � em V�o, feito pelo Valor e Veracidade dos que um dia...
Vingar�o os Vigilantes e Virtuosos.
� Verdade, esta sopa Vichyssoise de Verbiagem Vira-se para o lado Verboso.
Ent�o, deixe-me apenas adicionar que tenho honra em conhec�-la...
e voc� pode me chamar de "V".
Voc� � doido?
Tenho certeza que dir�o que sou.
Mas com quem, posso perguntar, estou falando?
- Sou Evey. - Evey? E"V"ey. S� podia ser.
O que quer dizer com isso?
Que eu, assim como Deus, n�o jogo dados e n�o creio em coincid�ncias.
- Est� ferida? - N�o, estou bem.
- Gra�as a voc�. - Apenas representei meu papel.
Mas diga-me, voc� gosta de m�sica, Evey?
Suponho que sim.
Veja, sou um tipo de m�sico e estou indo fazer uma apresenta��o muito especial.
Que tipo de m�sico?
Minha especialidade s�o os instrumentos de percuss�o, mas esta noite...
pretendo convocar toda uma orquestra para este evento em particular...
e me sentiria muito honrado se me acompanhasse.
Acho que n�o, eu devia era voltar para casa.
Prometo que nunca viu nada igual.
Depois voltar� para casa segura.
De acordo.
Aqui em cima � lindo.
Um palco melhor seria imposs�vel.
N�o estou vendo nenhum instrumento.
Seus poderes de observa��o continuam a te servir bem.
Espere! � para a Senhora Justi�a que dedico este concerto...
honrando o feriado que ela parece ter tirado dessas partes...
e em reconhecimento ao impostor que tomou seu lugar.
Diga-me, sabe que dia � hoje, Evey?
- 4 de novembro. - Agora n�o � mais.
Lembre-se do dia 5 de novembro.
A p�lvora, a trai��o e a conspira��o.
N�o vejo raz�o para que a p�lvora da trai��o jamais seja esquecida.
Primeiro, a abertura.
Sim. Sim, os instrumentos de corda.
Escuta com aten��o. Est� ouvindo?
- Agora de sopro e metal. - Estou ouvindo!
Est� ouvindo isso? Est�o tocando m�sica!
Toque de recolher.
- Como est� fazendo isso? - Espere! A� vem um crescendo.
� lindo, n�o �?
Senhores, tiveram 4 horas. Melhor terem resultados. Sr. Creedy?
A �rea de Bailey est� em quarentena.
J� detiveram todos as testemunhas importantes.
Bom. Sr. Etheridge.
Encontraram um dispositivo de grava��o...
dentro do sistema de transmiss�o para emerg�ncias.
O CD foi a abertura do Tchaikovsky de 1812.
Acrescente-o � lista negra. Nunca mais quero ouvir essa m�sica.
Sim, Senhor.
Tamb�m monitoramos duplamente as escutas dos telefones.
Elas indicam uma alta porcentagem de conversas sobre a explos�o.
Sr. Dascomb, o que estamos fazendo sobre isso?
Diremos que foi uma demoli��o de emerg�ncia.
Estamos fazendo uma cobertura total pela rede e o interlink e...
v�rios peritos foram chamados para atestarem contra...
a integridade da constru��o Bailey.
Quero que Prothero fale hoje sobre o perigo desses velhos edif�cios...
e que alegue que o pr�dio era o s�mbolo de um passado decadente.
Ele deve concluir que o novo Bailey se tornar� o s�mbolo dos nossos tempos...
e do futuro com que nossa convic��o nos recompensou.
Sr. Heyer.
Nossas c�maras de vigil�ncia capturaram v�rias imagens do terrorista,
mas a m�scara tornou a identifica��o retinal imposs�vel.
Tamb�m conseguimos uma foto da garota e Creedy j� mandou det�-la.
Quem � a garota, Sr. Finch?
Ainda n�o sabemos, Senhor. Mas estamos trabalhando com v�rias pistas.
Algo mais?
Encontramos os fogos e tra�os dos explosivos usados em ambos os lados,
mas infelizmente, apesar do alto n�vel de sofistica��o, parece que...
estes dispositivos s�o de fabrica��o caseira...
com produtos qu�micos do varejo...
tornando-os muito dif�ceis de rastrear.
Quem quer que ele seja, Chanceler, ele � muito bom.
Poupe-nos das suas anota��es profissionais. Elas s�o irrelevantes.
- Sinto muito, Chanceler. - Cavalheiros, isto � um teste.
Momentos como estes s�o uma quest�o de f�.
Fracassar seria semear a d�vida em tudo o que acreditamos,
em tudo pelo qual lutamos. A d�vida levar� este pa�s ao caos novamente...
e n�o permitirei isso.
Quero que achem esse terrorista...
e que Ihe ensinem o verdadeiro significado de terror.
- A Inglaterra prevalece. - A Inglaterra prevalece.
- Acha que o povo vai engolir essa? - Por que n�o? Esta � a BTN.
Nosso trabalho � divulgar as not�cias e o do governo � invent�-las.
No lado mais "light" das not�cias.
Parece que os respons�veis pela demoli��o do velho Bailey...
queriam dar a ele uma espetacular, ainda que improvisada, despedida.
Ainda que a demoli��o estivesse prevista h� um algum tempo,
a m�sica e os fogos, segundo o chefe do grupo, n�o faziam...
parte da programa��o de forma alguma.
Acredita nessas lorotas? N�o foi demoli��o coisa alguma.
- Eu vi tudo. Voc� viu? - N�o. Ontem � noite...
Tem raz�o, voc� foi ver o Papai Deitrich, n�o foi?
A� est� voc�, Evey. Ainda trabalha para mim, certo?
- Sinto muito, Patricia. - Dois expressos e 3 caf�s...
e Deitrich quer seu ch�.
N�o entendo. Por que ele usou a m�scara de Guy Fawkes e explodiu o Bailey,
Guy Fawkes n�o tentou explodir o Parlamento?
Ainda d� tempo. Ele ainda tem 16 horas.
Talvez ele s� esteja fazendo um aquecimento.
Sim.
Ok. Uma pista do paradeiro da garota.
N�o me interprete mal. Adorei. Crucificar uma vaca...
� hilariante, mas nunca ser� aprovado, tem que re-escrever, ok?
Que boa garota.
Voc� � a mulher mais atraente que j� me deu o cano.
- Sr. Deitrich. - Gordon, por favor.
Me chamar de senhor me faz me sentir mais velho ainda.
Gordon.
Eu estava indo ontem � noite, mas os homens do "dedo" estavam por perto e...
fiquei com medo e fui pra casa.
Infelizmente, depois de ontem � noite, acho que o toque de recolher vai piorar.
ANULADO
Te peguei!
Ol�, Fred.
- Uso o raio-x a�? - N�o! Est� cheio de bombas.
Esses comerciais a� s�o da hora, n�o �?
N�o posso acreditar que assista esse lixo.
Olha s� que explos�es da hora.
- O que � tudo isto? - N�o sei bem. Acabaram de chegar.
- Est� marcado "Palco 3". - Deve ser Prothero.
Queria que algu�m tivesse coragem...
para falar � esse moleque travesso que essa emissora n�o � seu playground.
Que diabos � isto?
Ponha ali at� eu descobrir para que s�o.
Parece s�rio, os pais dela eram ativistas pol�ticos.
Foram detidos quando ela tinha 12 anos.
E o que aconteceu com ela?
Ficou 5 anos no projeto de reabilita��o juvenil.
Cacete. Precisaremos de apoio, mas s� o m�nimo.
Tem certeza, senhor?
Quero a chance de falar com ela antes que Creedy a mande para o saco.
Senhor?
Fique a� mesmo. Mostre sua identifica��o ou vai levar chumbo.
Cacete!
Voc�s dois, vigiem os elevadores. O resto, sigam-me.
Aten��o!
Todo o pessoal, favor evacuar o pr�dio.
Isso n�o � uma simula��o.
Todo o pessoal, favor evacuar o pr�dio.
- Que se passa aqui? - Est� travada.
Arrombe.
Ali!
Pol�cia, saiam da frente!
Saiam da frente!
Maldi��o.
Farei assim.
Direi o que sei. A Inglaterra prevalece!
- Evacuem todos! - Sim, senhor.
Socorro!
A for�a pela uni�o e a uni�o pela f�.
- Que diabos est� acontecendo com isso? - Pai, o que aconteceu com a TV?
Boa noite, Londres.
- Primeiro, quero pedir desculpas por - Esse � o canal de emerg�ncia!
Como muitos de voc�s, eu tamb�m aprecio os confortos da rotina di�ria...
a seguran�a do que � familiar, a tranq�ilidade do repetitivo...
- Caramba! - Gosto disso, como qualquer um.
No intuito de comemorar eventos importantes do passado,
geralmente associados � morte de algu�m...
ou o fim de alguma horr�vel luta sangrenta,
voc�s celebram um feriado legal.
Achei que pod�amos marcar esse dia 5 de novembro,
um dia que certamente n�o � mais lembrado,
tirando um dia das nossas vidas di�rias para sentar e bater um papinho.
Claro que h� alguns que...
- n�o querem que falemos. - Deixe-me pensar!
Neste momento est�o gritando ordens nos telefones...
e homens armados est�o a caminho.
- � o chanceler. - Diabos!
Por qu�? Porque enquanto o cassetete � usado no lugar da conversa...
as palavras sempre manter�o seu poder.
As palavras expressam um significado e s�o para aqueles que aceitam ouvir...
a revela��o da verdade.
E a verdade � que h� algo terrivelmente errado com este pa�s, n�o �?
O senhor o projetou e queria que fosse a prova de falhas.
Disse-me: Todas as TV de Londres.
crueldade e injusti�a, intoler�ncia e opress�o.
E enquanto que antes voc�s tinham a liberdade de objetar,
de pensar e falar o que quisessem,
hoje voc�s tem a censura e sistemas de vigil�ncia...
coagindo voc�s a conformidade e a submiss�o.
C�meras. Precisamos de c�meras.
Como isso aconteceu? De quem � a culpa?
Certamente uns s�o mais culpados que outros, mas ser�o responsabilizados.
Mas o certo � que se quiserem achar o culpado,
basta olharem-se no espelho.
Sei por que fizeram isso. Sei que estavam com medo.
Quem n�o estaria? Guerras, terror, doen�as.
Milh�es de problemas conspiraram para corromper sua raz�o...
e roubar seu sentido comum. O medo os dominou.
E em seu p�nico, recorreram ao alto chanceler Adam Sutler.
Ele Ihes prometeu ordem e paz.
E a �nica coisa que pediu em troca foi seu consentimento calado e obediente.
Inspetor, estamos quase atravessando.
Ontem � noite, busquei acabar com esse sil�ncio.
Ontem � noite, destru� o velho Bailey para lembrar...
este pa�s o que est� esquecido.
Mais de 400 anos atr�s, um grande cidad�o...
quis incrustar o dia 5 de novembro para sempre em nossa mem�ria.
Sua esperan�a era lembrar ao mundo que...
retid�o, justi�a e liberdade n�o s�o meras palavras.
Elas s�o perspectivas.
Ent�o se n�o viram nada,
se desconhecem os crimes desse governo, ent�o...
sugiro que n�o fa�am nada no dia 5 de novembro,
mas se virem o que vejo,
se sentem o que sinto...
e se buscam o mesmo que eu,
pe�o que fiquem do meu lado...
daqui h� um ano em frente aos port�es do Parlamento...
e juntos Ihes daremos um 5 de novembro que nunca,
nunca esquecer�o.
Cuidado todos. Ele est� usando nossa m�quina de fuma�a.
Cubra as sa�das. Ningu�m sai.
O resto, me siga.
Aten��o!
Sai da�.
N�o atirem! Por favor, n�o atirem!
Cessar fogo!
- Ele p�s m�scaras em todos n�s! - Jesus!
- A� v�m mais. - N�o atirem!
N�o atirem.
Por favor! Ningu�m se mexa!
Mascarados, de joelhos agora!
Tirem as m�scaras.
Ele deixou uma bomba-rel�gio na cabine de controle.
Oh, n�o!
- Jones, tire todos sem m�scara daqui! - Sim, senhor.
Marshall, ajude a carregar este homem.
Os outros, vamos.
Oh, meu Deus!
Andem logo! Saiam todos!
Vamos.
Tem id�ia quanto demorar� para reconstruir este lugar?
Tem id�ia do que est� fazendo?
Cuidado!
- N�o atirem. - � ele!
De joelhos. De joelhos!
Por favor n�o me machuquem.
A� vamos.
Consegui!
Parado!
M�os na cabe�a!
Agora mesmo ou atiro!
Devo dizer que estou assombrado pelo tempo de resposta da pol�cia londrina.
N�o esperava que chegariam t�o r�pido.
Est�vamos aqui antes de voc� come�ar, azar seu, colega.
N�o sei bem.
RELAT�RIO ESPECIAL DE EMERG�NCIA
Interrompemos sua programa��o habitual...
para Ihes trazer uma not�cia aterradora...
sobre uma tomada terrorista da torre Jordan que terminou faz uns instantes.
Um terrorista psicopata, identificado apenas pela letra V,
atacou a cabine de transmiss�o...
com explosivos de alta pot�ncia e outras armas...
que usou contra civis desarmados para transmitir uma mensagem de �dio.
Acabamos de receber essas imagens de um ataque ousado da pol�cia.
Fique onde est� ou atiramos!
Fique onde est�!
Esta � s� uma not�cia inicial, mas neste instante acredita-se que...
durante este ataque her�ico, o terrorista foi morto a tiros.
Papo furado.
De novo, segundo as autoridades, o perigo acabou.
O terrorista est� morto.
A� mesmo. O que ele est� pensando?
Est� pensando se a deixa ou n�o.
Depois que ela acabou de salv�-lo.
Ele � um terrorista.
N�o espere que ele aja como n�s.
Ainda assim � humano.
Para o melhor ou pior, ela est� presa a ele.
- Assustou-me. - Desculpa. Sente-se bem?
Sim, obrigada. O que � este lugar?
Meu lar. Eu o Chamo de "galeria de sombras".
� lindo.
Onde arranjou tudo isto?
Aqui e ali.
A maior parte do Minist�rio dos Materiais Censur�veis.
Voc� roubou?
N�o existe roubo quando algo n�o � de ningu�m.
N�o tem como roubar da Censura, eu s� os recuperei.
Puxa, se um dia encontrarem esse lugar.
Se acharem esse lugar, essa ser� a menor das minhas preocupa��es.
Ou seja, diante do que j� fez?
Deus, e o que foi que eu fiz?
Joguei spray de pimenta num detetive, por que fiz isso?
Fez o que achou certo.
N�o. N�o devia ter feito isso. Devia estar louca.
� isso que pensa mesmo ou o que querem que pense?
- Acho que tenho que ir. - Posso perguntar aonde?
Pra minha casa.
Voc� disse que estavam te procurando.
Se sabem onde voc� trabalha, certamente sabem onde mora.
Tenho amigos. Posso ficar com eles.
Receio que isso n�o vai dar certo tamb�m.
Tem que entender, Evey, eu n�o queria isso para nenhum de n�s,
mas n�o achei outro modo.
Estava inconsciente e tive que tomar uma decis�o.
Se tivesse te deixado l�,
voc� estaria em uma das celas de interroga��o do Creedy agora mesmo.
Te aprisionariam, torturariam...
e provavelmente te matariam para me encontrar.
Depois do que voc� fez, n�o podia deixar que isso acontecesse, ent�o...
te peguei e trouxe ao �nico lugar onde sabia que estaria a salvo:
- aqui, no meu lar. - N�o contarei a ningu�m. Juro.
Sabe que pode confiar em mim.
Sinto muito, mas n�o posso correr esse risco.
Mas nem sei onde estou. Poderia ser qualquer parte.
Voc� sabe que � no subsolo e sabe a cor da rocha.
Isso bastaria para um homem inteligente.
O que est� dizendo, ent�o? Que tenho que ficar aqui?
S� at� que eu termine, depois do dia 5, n�o importar� mais.
Daqui h� um ano? Tenho que ficar um ano aqui!
Sinto, Evey. N�o sabia o que mais fazer.
Devia ter me deixado em paz! Por que n�o me deixa em paz?
Algo mais a respeito dos pais dela?
Sim, e n�o � bom.
Foram enterrados em Belle March.
- N�o. - Sim.
Ela morreu durante uma greve de fome e ele em m�os dos militares.
E o pior � que o irm�o dela estava no St. Mary.
- Cristo. - Azar atr�s de azar.
Ent�o, sabemos sua hist�ria.
Agora precisamos saber a dele.
- V. - Bonjour, mademoiselle.
S� queria me desculpar pela minha rea��o de ontem � noite.
Entendo o que fez por mim e quero que saiba que estou agradecida.
Suas m�os!
Sim.
Pronto, bem melhor.
Espero n�o ter tirado seu apetite.
- Claro que n�o, mas voc� est� bem? - Claro, estou �timo.
Posso perguntar o que aconteceu?
Um inc�ndio h� muito tempo.
Para alguns � Hist�ria Antiga.
N�o � um bom tema de conversa��o � mesa.
Quer uma x�cara de ch� com o ovo?
- Sim, obrigada, de fato, estou faminta. - Sente-se.
- Isto � delicioso. - Bom.
N�o como manteiga de verdade desde menina.
Onde conseguiu?
De um trem de suprimentos para o Chanceler Sutler.
- Roubou isto do Chanceler Sutler? - Sim.
Voc� � louco.
Eu ouso fazer tudo que conv�m a um "homem",
quem ousa fazer mais, n�o � um de fato.
- MacBeth. - Muito bem.
Minha m�e lia um monte de pe�as para mim desde quando quis ser atriz.
Pe�as e filmes.
Aos 9 anos tocava violino e minha m�e ficou muito orgulhosa.
- Onde est� sua m�e agora? - Morreu.
Sinto muito.
Posso perguntar sobre o que disse na TV?
- Sim. - Falou s�rio?
Totalmente.
Acha mesmo que explodir o Parlamento tornar� esse pa�s melhor?
Certeza n�o existe, oportunidade, sim.
Pode estar certo que se algu�m aparecer, Creedy vai por no saco.
O povo n�o deve temer o governo, o governo � que deve temer o povo.
E voc� vai tornar isso poss�vel explodindo um pr�dio.
O pr�dio � um s�mbolo, assim como o ato de destru�-lo.
O poder dos s�mbolos v�m das pessoas. Sozinho um s�mbolo n�o tem sentido.
Mas com gente suficiente, explodir um pr�dio pode mudar o mundo.
Bem que eu queria acreditar que isso fosse poss�vel.
Mas toda vez que vi esse mundo mudar, sempre foi para pior.
Direi o que sei. Eu sei que n�o � um homem.
O que �? Um homem n�o usa uma m�scara.
Um homem n�o amea�a civis inocentes.
Esse terrorista n�o tem sangue nas veias, ele � um tremendo covarde!
N�o haver� negocia��o.
Quando chegar de manh�, vou mandar esse irland�s embora.
Estou olhando a fita agora mesmo e ele n�o consegue me por num bom �ngulo.
Meu nariz parece o Big Ben!
Ou�a, seu cora��o mole!
A Inglaterra prevalece porque eu falo que ela prevalece.
Ningu�m � t�o importante assim nesse show, inclusive voc�.
Ache um outro c�mera ou ache um novo emprego!
Direi o que gostaria. Gostaria de ter estado l�.
Queria ter tido a chance de enfrent�-lo cara a cara.
Uma �nica chance � o que preciso.
VERIFICA��O DE SEGURAN�A EVEY HAMMOND
O assim-chamado V e sua c�mplice Evey Hammond, demagogos.
Dando seus discursos de �dio numa voz iludida e repugnante...
proliferam um ultimato terrorista.
Um ultimato enfrentado com justi�a r�pida e precisa.
E a hist�ria, senhoras e senhores, � que...
os bons vencem e os maus perdem.
E como sempre...
a Inglaterra prevalece.
Meu santo Cristo! Jesus!
Boa noite, comandante Prothero.
Deus! Como entrou?
N�o se preocupe. Assegurei-me que nossa reuni�o...
n�o fosse perturbada por nenhuma liga��o importuna de madrugada, comandante.
Pare! Por que fica me chamando disso?
Esse era seu t�tulo, lembra? Quando nos conhecemos muitos anos atr�s.
Naquele tempo voc� usava uniforme.
CENTRO DE DETEN�AO DE LARKHILL
Voc�...
� voc�.
O fantasma dos Natais passados.
Sim?
- Finch, � Dascomb. - Dascomb?
J� liguei para o chanceler, temos que controlar a situa��o.
Que situa��o?
O Chanceler Sutler concordou...
por raz�es �bvias, que temos que manter isso sigiloso, inspetor.
Se revelado de forma inapropriada, a perda da voz de Londres...
pode ser desastroso para nossa credibilidade.
- Talvez diremos que foi um derrame. - N�o, � muito horr�vel.
Uma morte tranq�ila e digna enquanto dormia.
Algu�m viu ou ouviu algo?
Nada, igual aos demais.
Mas tem um registro de identidade no elevador.
Me deixe adivinhar.
Ela est� envolvida at� o pesco�o, inspetor.
V?
Meu amiguinho gordo.
Montego.
Espero n�o ter te acordado.
N�o. � que pensei que estava lutando de verdade.
Meu filme favorito: O Conde de Montecristo.
Com o Robert Donat como Edmond Dantes.
N�o � minha espada, � seu passado que desarma voc�.
- Sempre me emociona. - Nunca vi.
- S�rio? Gostaria? - Tem um final feliz?
O celul�ide garante isso.
Tudo bem.
Guarda a espada.
A policia t�cnica deu com os burros n'�gua.
Nada de impress�es, cabelo, fibras. O cara � um fantasma.
N�o acreditar� na merda que encontraram no Prothero.
- Drogas. - Podia abrir at� um hospital.
- Interessante. - Por qu�?
Sabia que Lewis Prothero era um dos homens...
mais ricos do pa�s antes de tornar-se a voz de Londres?
- Drogas? - Das legais.
Principal acionista da Biodoxin, ind�stria farmac�utica.
Biodoxin entra na fus�o em menos de uma semana.
Coincid�ncia?
A este ponto, j� n�o acredito em coincid�ncias.
Podemos subir?
Voc� encontrar� sua pr�pria �rvore.
- Voc� gostou? - Sim.
- Mas senti pena da Mercedes. - Por qu�?
Porque ele se importava mais com a vingan�a do que com ela.
A na��o ficou arrasada com a not�cia que o mais popular...
Espera. O que � isto?
o astro mais premiado na hist�ria do BTN.
O homem que toda a na��o conhecia como a voz de Londres...
faleceu ontem � noite por causa de um ataque card�aco.
- Um homem de muito talento - Ela est� mentindo.
- que dedicou sua vida ao pais. - Como sabe?
Ela pisca muito quando informa algo que sabe � mentira.
N�o foi surpresa para quem o conhecia que seu corpo...
foi encontrado em seu escrit�rio, onde com freq��ncia trabalhava at� tarde...
quando todos os outros j� tinham ido para casa.
Lewis, sentiremos muito sua falta.
V, ontem n�o consegui encontrar minha identifica��o.
Voc� n�o levou, certo?
Prefere uma mentira ou a verdade?
- Teve algo a ver com aquilo? - Sim, eu o matei.
- Sim? Oh, Deus. - Est� perturbada?
Perturbada? Voc� acabou de dizer que matou Lewis Prothero.
Talvez tamb�m matei "o homem do dedo" que te atacou,
- mas voc� n�o reclamou na hora. - O qu�?
A viol�ncia pode ser usada para o bem.
- De que est� falando? - Justi�a.
Entendo.
N�o h� tribunais neste pa�s para homens como Prothero.
E voc� matar� mais gente?!
Sim.
Olhe isto. � a ficha militar do Prothero.
O que v�?
Iraque, Curdist�o, S�ria,
antes e depois, Sud�o.
- Garoto ocupado. - Sim, depois de um tempo,
puseram-no no comando de uma casa de deten��o em Lockhill.
Todas as boas a��es tem sua recompensa.
Acha que h� uma liga��o entre o "V" e Lochill?
Pode explicar a conex�o entre ele e a Evey Hammond.
O problema � que n�o encontro outro registro dele.
Lockhill.
N�o lembro dessa casa de deten��o em particular, inspetor,
mas pode revisar nossos registros � vontade.
Checamos seus registros, Major,
e eles s� dizem que tinha uma casa de deten��o em Lockhill...
cerca de 10 milhas ao norte de Salisbury.
Pronto, � isso a�.
Isto � um assunto importante, major.
Precisamos saber se tinha algo de diferente com esta casa de deten��o.
Sinto muito, inspetor. Simplesmente, n�o lembro.
Havia algum perfil espec�fico para os que enviavam para l�.
Os indesej�veis de costume, creio.
- Mas sabe? - Claro que n�o. N�o servi l�.
Conhece quem serviu l�?
N�o lembro de nomes espec�ficos, mas se olhar nossos cadastro.
Seus cadastros est�o apagados, omitidos ou perdidos.
Como chefe do programa de deten��o da �poca.
Antes que continue, deixe-me lembrar-Ihe, inspetor,
que havia muito caos naquela �poca.
Agora n�o temos os problemas que t�nhamos ent�o.
Todos fizemos o que foi preciso.
E dada as circunst�ncias, fizemos o melhor que pudemos.
N�o vou falar mais nada a respeito.
Voc� consegue.
Escrit�rio de Produ��o. Gordon...
Oi!
Estive pensando.
Quero te perguntar algo, mas...
n�o creio que entender� por que a menos que saiba algo sobre mim.
Meu pai era escritor. Voc� teria gostado dele.
Ele dizia que os artistas usavam mentiras para dizer a verdade,
enquanto que os pol�ticos as usavam para encobrir a verdade.
O tipo de homem que gosto.
Ele sempre contava as melhores hist�rias...
at� que meu irm�o morreu.
Foi a� que tudo mudou.
Meu irm�o era um dos estudantes de St. Mary.
Depois que ele morreu, meus pais se meteram na pol�tica.
Protestaram contra a guerra, as repara��es.
Quando nomearam Sutler Alto Chanceler,
eles participaram dos protestos em Leads.
Eu assisti na TV pensando que ia ver meu pais serem mortos.
Lembro que discutiam a noite.
Minha m�e queria deixar o pa�s. Meu pai n�o queria.
Ele dizia que se fossemos embora, eles ganhariam.
Ganhar como se fosse um jogo.
Evey, esconda-se r�pido!
M�e!
Nunca mais os vi.
Era como se os sacos negros os tivessem feito sumir da face da terra.
- Sinto muito, Evey. - N�o. Eu � que sinto.
Sinto n�o ser mais forte.
Sinto n�o ser como meus pais. Bem que eu queria ser, mas...
n�o sou.
Bem que eu queria n�o viver com medo, mas...
vivo com medo.
Sei que este mundo � ferrado, creia, sei disso mais que a maioria.
Por isso quero perguntar se posso fazer algo para ajudar a corrigi-lo.
- Por favor, me diga. - Se deseja isso.
Acha que ainda vamos encontrar algo aqui?
Vale a pena tentar.
Uma coisa � valida pra todos os governos.
Os registros mais confi�veis s�o os de impostos.
Parece que todos os registros eletr�nicos originais se perderam.
Principalmente durante a repara��o. Muitas coisas se perderam nessa �poca.
Mas encontrei essa c�pia em papel arquivado no cofre.
Tudo o que temos sobre Lockhill est� a�.
Obrigado. Isto � de grande ajuda.
"Vi veri veniversum...
vivus vici. "
"Pelo poder da verdade, eu, ainda em vida, conquistei o universo. "
- � um lema pessoal. - Do Fausto.
Isso � sobre tentar enganar o diabo, n�o �?
Sim e falando do diabo, sua oferta de ajuda ainda est� de p�?
Claro.
Parece que circunst�ncias imprevistas aceleraram meu plano original.
Por essa raz�o, preciso de algu�m com certa habilidade teatral.
Farei o melhor que puder.
Creio que far� mesmo.
Outro m�dico.
Por que uma casa de deten��o precisaria de tantos m�dicos?
N�o sei, mas isto � interessante.
A primeira pessoa assalariada que contrataram foi um padre.
S�rio?
- O Padre Lilliman. - Lilliman?
Ganhava quase $200 mil por m�s.
Isso sim � interessante.
Parece que foi promovido, agora � bispo.
Vossa Gra�a.
- Dennis, j� prepararam tudo? - Sim.
Acabo de receber seu itiner�rio, o senhor deve chegar a tempo para a missa.
Voc� � muito diligente, Dennis.
Um exemplo nobre de todos que trabalham em nome do Senhor.
Mas eu n�o estava falando de "trabalho"...
e sim minha �ltima "remessa" que eu estava interessado.
Minha �ltima alegria.
Desculpe, Vossa Gra�a.
Ela j� chegou.
Mas houve alguma confus�o na ag�ncia porque mandaram uma nova garota...
que receio � um pouco mais velha que de costume.
Mais velha? Ela n�o � velha demais, certo?
Vossa Gra�a � que decide.
- Meu Deus. - Vossa Gra�a.
Imagina que duvidei que voc� seria t�o linda.
Mea Culpa, minha filha. Mea Culpa.
Por favor, Vossa Gra�a, n�o temos muito tempo e preciso dizer algo.
Uma confiss�o? Adoro o joguinho de confiss�es.
- Conte seus pecados. - Isto n�o � um joguinho, Vossa Gra�a.
Algu�m est� vindo e creio que ele pretende te matar.
O qu�?
Estou dizendo isso porque quero algum tipo de prote��o ou...
anistia. N�o tive nada a ver com o Bailey.
Cometi um grande erro na torre, mas acho que isso vai compensar o que fiz.
De que est� falando?
Sou Evey Hammond.
Tenho sido prisioneira do terrorista chamado V h� v�rias semanas...
e estou dizendo...
que h� qualquer momento ele entrar� por aquela porta porque...
destranquei a janela no quarto quando Dennis me mandou me aprontar.
Fant�stico! Nunca joguei este jogo.
Que mente encantadora voc� tem.
Aposto que o resto de voc� � igualmente interessante.
- Tem que acreditar. - Acredito.
Acredito no que quiser.
Chega! Sai de cima de mim!
V � um terrorista perigoso!
Esse tipo de confiss�o � �tima!
Sua vagabunda. Sua puta desgra�ada!
- Reverendo. - Meu Deus! Ela n�o estava mentindo.
- Voc� fez o qu�? - Sinto muito. N�o tive escolha!
Evey!
E assim, disfar�o minha vileza nua com velhas variedades...
roubadas da escritura sagrada...
e pare�o um santo quando na maior parte fa�o o papel do diabo!
- Por favor. Tenha piedade. - Esta noite n�o, bispo.
Esta noite n�o.
O que � isso?
Que diabo?
Eu n�o quero morrer!
Esta � a cabine de vigil�ncia: h� uma emerg�ncia.
Pegue todos os nomes daquele arquivo, quero saber onde todos est�o esta noite.
Sim, Senhor. Olha quantos homens do dedo.
Sim. Fa�a logo o que pedi.
Creedy. O que faz aqui?
V�rios membros proeminentes do partido foram assassinados, Inspetor Chefe.
Essa n�o � uma situa��o normal, portanto requer aten��o especial.
O chanceler exigiu meu envolvimento imediato.
Vai ser dif�cil investigar se ficar detendo todas as minhas testemunhas.
A seguran�a da informa��o � essencial.
E nestes tempos vol�teis,
erros como o da Jordan Tower n�o podem ser mais tolerados.
Se � que Jordan Tower foi mesmo um acidente.
Como assim?
Parece que o terrorista conhece profundamente nosso sistema.
O chanceler suspeita que pode haver um informante.
Est� dizendo que "eu" estou sendo vigiando, Sr. Creedy?
Neste momento seria prudente...
parar todas as investiga��es de assuntos h� muito transcorridos...
e concentrar-se nas preocupa��es do presente.
Refere-se a Lockhill?
O major Wilson � amigo do alto chanceler.
- A lealdade dele � inquestion�vel. - Mas a minha n�o �?
Sua m�e era irlandesa, certo?
O que St. Mary fez com a Irlanda foi terr�vel, n�o �?
Sou membro do partido h� 27 anos.
Se eu fosse voc�, inspetor chefe,
eu encontraria o terrorista e encontraria logo.
Por favor.
- Evey. Por Deus. - Sinto muito. N�o sabia onde ir.
Melhor entrar antes que algu�m te veja.
Um brinde.
Gordon, sei que todos os policiais deste pa�s est�o atr�s de mim.
Sei que foi horr�vel da minha parte vir aqui e coloc�-lo nesta situa��o.
Se me encontrarem aqui, poderia ter s�rios problemas.
Evey, escute.
Se o governo revistasse minha casa, voc� seria o menor de meus problemas.
Voc� confiou em mim e eu seria muito rude se n�o confiasse em voc�.
Oh, meu Deus!
� o "Deus salve � rainha".
Meus pais me levaram l� quando penduraram na galeria 12.
Pensei que Sutler tinha destru�do.
Ele acha que sim, isso me custou mais que esta casa.
Mas n�o importa como eu me sinta mal, isso sempre me alegra.
O que � isso?
� uma c�pia do alcor�o do s�culo XIV.
- Voc� � mu�ulmano? - N�o, eu trabalho na televis�o.
E por que o conserva?
N�o tenho que ser mu�ulmano para considerar as imagens lindas...
- e a poesia emocionante. - Mas vale a pena?
Quer dizer, se o encontrarem aqui?
Disse que voc� seria a menor de minhas preocupa��es.
- Obrigada, Gordon. Muito obrigada. - N�o esquenta.
Sabe, tudo isto come�ou na noite que ele explodiu o velho Bailey e...
eu estava vindo para c� e...
Ah, sim.
Ambos somos fugitivos de certa forma.
- Mas... - Est� se perguntando por que...
foi convidada para jantar aqui em primeiro lugar, j� que meu...
apetite � por algo menos convencional.
Infelizmente, espera-se que um homem em minha posi��o entretenha...
mo�as atraentes como voc�.
Porque neste mundo, se eu fosse convidar quem desejo mesmo...
eu acabaria, sem d�vida, sem uma casa e muito menos um programa de TV.
- Sinto muito. - N�o tanto como eu.
A verdade � que depois de tantos anos, come�a a perder mais que seu apetite.
Quando usamos uma m�scara h� muito tempo at� esquecemos quem somos de fato.
Sinto, inspetor chefe.
O mesmo tipo de toxicologia evasiva que Prothero.
Este tipo de veneno pode ser encontrado em qualquer casa de Londres.
Obrigado, Delia.
H� alguma pista que leve a este cara?
Ainda n�o h� nada, mas pode me ajudar com outra coisa.
Voc� estudou bot�nica, n�o �?
� uma Carson escarlate. Acredita-se que est�o extintas.
Ele as deixa nas cenas dos crimes.
Agradeceria se pudesse examinar.
Qualquer informa��o pode ajudar.
Claro.
Com licen�a.
Acabei de checar os nomes nos arquivos, inspetor.
Melhor voltar para c�.
Sim, ok.
- Meu Deus, ele matou todos. - Falta um.
- Quem � ela? - N�o tenho certeza.
Na certa uma das pessoas no comando de Lockhill.
Depois que fecharam, ela sumiu dois anos...
a� ela pediu um visto no exterior, que foi negado.
Ela est� fugindo.
Na certa porque depois disso todos os registros pararam.
- Ela mudou de nome. - � o que calculo.
Liguei para Cadastros, mas ainda n�o retornaram.
- Est� tarde, ou cedo. - Ligue de novo, quero o nome.
O qu�? Tem certeza disso?
Ok. Obrigado.
A Dr. Diane Stanton mudou o nome para Delia Soridge.
- A legista! - Sim.
Jesus, acabei de v�-la!
� voc�, n�o �?
- Voc� veio me matar. - Sim.
Meu Deus.
Sinto, inspetor, n�o consegui uma resposta desse n�mero.
Problema na linha.
Jesus Cristo.
Ele est� l�.
Depois do que aconteceu, depois do que fizeram.
Pensei em me matar.
Sabia que um dia voc� viria me pegar.
N�o sabia o que iam fazer.
Eu juro.
Leia meu di�rio.
Sem voc�, eles n�o poderiam ter feito nada.
Oppenheimer conseguiu mudar mais que apenas o curso de uma guerra.
Ele mudou todo o curso da hist�ria da humanidade.
� errado me ater a esse tipo de esperan�a?
N�o vim pelo que voc� tinha esperan�a de fazer.
Vim pelo que fez.
Engra�ado, hoje me deram uma de suas rosas.
N�o tinha certeza se voc� era o terrorista at� v�-la.
Que estranha coincid�ncia que me deram uma justo hoje.
N�o existem coincid�ncias, Delia.
S� a ilus�o de que existem.
Tenho outra rosa...
e esta � para voc�.
- Agora vai me matar? - J� te matei dez minutos atr�s,
- enquanto dormia. - Vou sentir dor?
- N�o. - Obrigada.
- Adianta pedir desculpas agora? - Nunca.
Sinto muito.
Maldi��o.
O terrorista queria que a gente tivesse isso.
Queria que soub�ssemos a hist�ria ou pelo menos parte dela.
Devo entender que leu este documento, inspetor?
Sim, senhor.
- Algu�m mais leu? - N�o, senhor.
Ent�o vou deixar bem claro para voc�.
O conte�do desse documento � uma quest�o de seguran�a nacional.
Ele � uma ofensa ao car�ter de v�rios membros importantes do partido...
e tamb�m uma viola��o grosseira dos artigos de lealdade.
Como a autenticidade desse documento n�o pode ser comprovada,
ele pode ser uma falsifica��o complexa criada pelo terrorista...
ou fantasias degeneradas de um ex membro do partido...
que renunciou por raz�es psicol�gicas.
Qualquer discuss�o deste documento ou seu conte�do...
ser� visto no m�nimo como um ato de rebeli�o...
ou pior, um ato deliberado de trai��o.
- Compreendeu, Sr. Finch. - Sim, senhor.
� melhor, inspetor, tirar isso da sua mente.
27 de maio.
Meu primeiro grupo de cobaias chegaram hoje.
Tenho que admitir que estou muito empolgada.
Esta pode ser a aurora de uma nova era.
O poder nuclear seria in�til...
num mundo em que um v�rus pudesse matar toda uma popula��o...
deixando toda a riqueza intacta.
27 de maio.
O comandante Prothero mostrou o laborat�rio a um padre chamado Lilliman.
Me disseram que estava aqui para monitorar viola��es de direitos humanos.
Fiquei nervosa, mas depois o comandante me mostrou que n�o haveria problemas.
2 de Junho.
Fico pensando se essas pessoas soubessem como est�o ajudando seu pa�s,
se agiriam diferente.
Eles s�o t�o d�beis e pat�ticos. Nunca te olham nos olhos.
Me dei conta que eu os estava odiando.
18 de agosto.
Das 4 d�zias originais, mais de 75% morreram.
Ainda n�o surgiu nenhum padr�o control�vel.
18 de setembro.
Pelo menos tem um caso que continua a me dar esperan�as.
Seu sistema imunol�gico n�o desenvolveu nenhuma das patologias que os outros.
Descobri v�rias c�lulas anormais no seu sangue que n�o consegui classificar.
As muta��es parecem ter causado...
o desenvolvimento anormal dos reflexos e da sinestesia.
A cobaia disse que n�o lembrava mais quem era e de onde veio.
Quem quer que ele tenha sido, ele agora � a chave de nosso sonho.
E a esperan�a que tudo isso n�o foi em v�o.
5 de novembro.
Come�ou ontem � noite por volta de meia-noite.
A primeira explos�o destruiu toda a se��o m�dica.
Todo meu trabalho foi destru�do.
Estava tentando entender como isso tinha acontecido quando o vi.
O homem da sala 5.
Ele me olhou. N�o com os olhos, pois ele n�o tinha.
Mas sabia que me olhava, porque senti.
Meu Deus. O que eu fiz?
- "Bonjour, mademoiselle. " - Est� fazendo o qu�?
Chamamos de ovo na cesta, minha m�e fazia.
- Estranho. - Por qu�?
A primeira manh� que estive com ele, ele fez ovos para mim do mesmo jeito.
- S�rio? - Juro.
Estranha coincid�ncia. Embora tenha uma explica��o �bvia.
- Tem mesmo? - Sim, Evey.
Eu sou V. Finalmente voc� descobriu a verdade.
Voc� est� estupefata, eu sei.
� dif�cil de acreditar que por tr�s desse exterior todo enrugado...
existe uma perigosa m�quina de matar com mania de usar a m�scara de Fawkes.
"Vive la Revolucion!"
Isso n�o tem gra�a, Gordon.
Sei. N�o tem gra�a sem uma plat�ia no est�dio.
J� vi gente ir para a cadeia por menos que isso.
Mas ele tinha raz�o, n�o �?
H� algo errado com este pa�s.
TERRORISTAS ATACAM COM ARMA BIOL�GICA
O V�RUS DE ST. MARY MATA 178
THREE WATERS INFECTADO COM O V�RUS
EPIDEMIA
REBELI�ES
80 MIL MORTOS
Bom dia, inspetor.
Chegou cedo.
Algo errado?
N�o est� com boa apar�ncia, senhor?
Quero te perguntar algo, Dominic.
Pouco me importa se vai responder.
S� quero dizer isso em voz alta.
Mas prometa que essa pergunta n�o vai sair desse escrit�rio.
Claro, inspetor. Por causa do terrorista?
N�o.
O que �, chefe? O est� havendo?
A pergunta que quero fazer � sobre St. Mary...
e Three Waters.
A pergunta que me manteve acordado nas �ltimas 24 horas,
a pergunta que tenho que fazer �...
e se o pior...
e mais horr�vel ataque biol�gico da hist�ria deste pa�s...
n�o foi obra de extremistas religiosos?
N�o entendo. Sabemos que foi.
Ele foram pegos e confessaram.
E depois executados, eu sei.
E talvez foi isso mesmo que aconteceu.
Mas vi uma cadeia de eventos.
Coincid�ncias.
E tenho que perguntar se "n�o" foi isso que aconteceu.
E se foram outros que soltaram aquele v�rus?
E se foram outros que mataram toda aquela gente?
Voc� ia querer saber quem fez isso de fato?
Claro.
Mesmo que fosse algu�m que trabalha para este governo?
Essa � minha pergunta.
Se nosso pr�prio governo foi respons�vel...
pelo que aconteceu em St. Mary e Three Waters.
Se nosso pr�prio governo foi respons�vel...
pela morte de quase 100 mil pessoas,
la querer saber mesmo?
"Muitas conversas atrav�s de escuta".
Baseado em checagens rand�micas de escutas...
prevejo que nesse instante...
80% do p�blico acha que o terrorista ainda est� vivo.
Tamb�m h� um aumento de 12% sobre as men��es positivas do m�s passado.
- Em todos os 4 quadrantes. - Sr. Creedy.
Estamos resolvendo da melhor maneira que podemos, Chanceler.
Desde as repara��es nunca prendemos tantos.
N�mero de pris�es n�o bastam, quero resultados.
- Do que se trata tudo isto? - Estou celebrando.
Celebrando o qu�?
Acho que esse foi o melhor programa que j� fiz.
Ou�am. Esta noite teremos um programa extraordin�rio.
N�o acreditar�o. Pra falar a verdade, acho que nem eu.
Poderiam receber calorosamente...
ao Chanceler Adam Sutler.
N�o pode ser.
Jogamos fora o script aprovado pela censura...
e gravamos um novo, que escrevi esta manh�.
Oh, meu Deus.
Chanceler. Estou ciente que anda sob muita press�o ultimamente...
desde que come�ou este problema de terrorismo.
Pensamos que seria boa id�ia tentar ajud�-lo a relaxar. Garotas!
Leite quente. N�o h� nada melhor.
Sabemos que desfruta de um copo toda noite.
Desde que era menino.
Mas o senhor est� errado, Sr. Deitrich.
O terrorista nunca foi uma preocupa��o seria.
S�rio?
Chanceler.
Est� dizendo que ele n�o est� vivo?
O terrorista foi neutralizado.
Meu Deus, chanceler! Olhe! O terrorista.
O terrorista?
Peguem-no!
Finalmente,
agora todo mundo ver�.
Soltem-me! Eu sou seu Chanceler!
Como se atreve? Eu sou o chanceler!
Seu impostor!
Soldados, este homem � o terrorista.
Ordeno que atirem no traidor.
- Mentiroso. - Farsante.
- Fraude! - Preparar, apontar, fogo!
E o que far�o? nos multar? Grande coisa!
Temos o programa mais assistido no ar!
Bem, voc� � meu empres�rio, para isso te pago. Me proteja.
- Uns anos atr�s, seria minha m�e. - Voc� est� louco.
Ou isso ou minha m�e n�o me amamentou.
Tudo � uma brincadeira para voc�, Gordon?
- S� o importante. - E se vierem atr�s de voc�?
Vou te dizer o que acontecer�.
Terei que me desculpar de alguma forma,
...fazer alguma angaria��o de verbas chata e...
...enquanto isso, nossa audi�ncia vai varar o teto.
Vai dar tudo certo. Acredite.
Gordon?
Depressa, se esconda!
J� n�o � t�o engra�ado, n�o �, seu engra�adinho.
- Te peguei! - N�o.
Sabe por que est� aqui, Evey Hammond?
N�o, por favor.
Voc� foi formalmente acusada de triplo assassinato,
...a explos�o de propriedade do governo,
...conspira��o para cometer terrorismo, trai��o e rebeli�o.
A pena para isso � morte por pelot�o de fuzilamento.
Voc� tem apenas "uma" chance de salvar sua vida.
Tem que nos dizer a identidade...
...ou o paradeiro do codinome V.
Se sua informa��o levar a sua captura,
voc� ser� solta imediatamente.
Est� entendendo?
Pode voltar a sua vida, Srta. Hammond.
Basta cooperar.
Processem-na.
Sei que n�o posso te convencer que isto n�o � um dos truques deles,
mas n�o me importo. Eu sou eu.
Meu nome � Valerie.
N�o acho que viverei muito mais tempo e queria contar minha vida para algu�m.
Esta � a �nica autobiografia que escreverei,
e, meu Deus, estou escrevendo em papel higi�nico.
Nasci em Nottingham em 1985.
N�o lembro muito dos anos iniciais, mas lembro muito bem da chuva.
Minha av� tinha uma fazenda em Tottlebrook...
e ela me dizia que Deus estava na chuva.
Passei da 11� s�rie e fui para a aula de gram�tica para garotas.
Foi na escola que conheci minha primeira namorada.
Seu nome era Sarah.
Seus pulsos me atra�ram, eles eram lindos.
Pensei que nos amar�amos para sempre.
Lembro da minha professora ter nos dito...
...que era uma fase de adolescentes que todos superavam.
Sarah superou. Eu n�o.
Em 2002, apaixonei-me por uma garota chamada Christina.
Nesse ano, eu assumi com meus pais.
N�o teria conseguido se a Chris n�o estivesse segurando minha m�o.
Meu pai nem me olhou.
Me mandou embora e disse para nunca mais voltar.
Minha m�e n�o disse nada.
Eu apenas contei a verdade, isso foi t�o ego�sta assim?
Nossa integridade � vendida t�o barato, mas � apenas isso que temos de fato.
A �ltima polegada que nos pertence.
E nessa �ltima polegada, somos livres.
Terminar� quando quiser. Apenas nos diga onde ele est�.
N�o sei.
Sempre soube o que queria fazer com minha vida...
e em 2015, comecei meu primeiro filme: "The Salt Flats".
Foi o papel mais importante de minha vida.
N�o por causa da minha carreira, e sim porque conheci Ruth.
A primeira vez que nos beijamos,
soube que seus l�bios seriam os �nicos que eu ia querer beijar.
Mudamos para um pequeno apartamento em Londres.
Ela plantou Scarlet Carsons para mim na nossa caixa de janela.
E nossa casa sempre cheirava a rosas.
Foram os melhores anos de minha vida.
Mas a guerra nos EUA ficou cada vez pior...
e acabou chegando � Londres.
O projeto de lei proposto pelo sub-secret�rio de defesa Adam Sutler...
de fechar o resto das esta��es de metro passou com unanimidade hoje.
Depois disso, as rosas acabaram...
para todos.
Voc� n�o vai durar muito mais tempo, morrer� aqui.
A pessoa que voc� est� protegendo, nem se importa com voc�.
Lembro como o significado das palavras come�ou a mudar.
Como palavras incomuns como "colateral" e "Efetiva��o" tornaram-se assustadoras.
A guerra sem sobreviventes e os "artigos de lealdade" tornaram-se poderosos.
Lembro que "diferente" tornou-se sin�nimo de "perigoso".
Ainda n�o entendo porque nos odiavam tanto.
Pegaram Ruth enquanto estava comprando comida.
PARA SUA PROTE��O
Nunca havia chorado tanto em toda minha vida.
N�o demoraram para virem me pegar.
Parecia estranho que minha vida iria terminar em um lugar t�o terr�vel.
Por mais de tr�s anos eu tive rosas e n�o pedi desculpas para ningu�m.
Morrerei aqui.
Cada polegada de meu ser perecer�.
Cada polegada... menos uma.
Uma polegada.
� pequena e fr�gil.
Mas � a �nica coisa no mundo que vale a pena ter.
Nunca devemos perd�-la ou entreg�-la.
Nunca podemos deixar que nos tomem isso.
Espero que seja quem voc� for, consiga escapar deste lugar.
Espero que o mundo mude e que as coisas melhorem.
Mas o que mais espero � que compreenda o que quero dizer quando digo...
que ainda que eu n�o te conhe�a...
ou vou jamais te conhecer,
amar com voc�, chorar com voc�,
ou te beijar.
Eu te amo...
de todo cora��o.
Eu te amo.
Valerie.
Mandaram-me informar que voc� foi condenada por um tribunal especial.
E que a menos que esteja pronta para cooperar, ser� executada.
Entendeu o que estou dizendo?
Sim.
Est� pronta para cooperar?
N�o.
Muito bem.
Escoltem a Srta. Hammond de volta a sua cela.
Preparem um pelot�o de seis homens,
...levem-na para detr�s do setor qu�mico e atirem nela.
- Chegou a hora. - Estou preparada.
Eles s� querem qualquer informa��o, passe algo a eles, qualquer coisa.
Obrigada,
mas prefiro morrer atr�s do setor qu�mico.
Ent�o voc� n�o tem mais medo de nada. Est� completamente livre.
Ol�, Evey.
Voc�!
- Foi voc�. - Sim.
Aquilo n�o foi real?
- O Gordon est�...? - Sinto muito, mas...
o Sr. Deitrich est� morto.
Pensei que s� o prenderiam, mas...
quando encontraram o Alcor�o em sua casa, executaram-no.
Oh, Deus.
Por sorte, encontrei voc� antes deles.
Voc� me encontrou?
Voc� fez isto comigo.
Cortou meu cabelo. Me torturou.
Voc� me torturou!
- Por qu�? - Voc� disse que queria viver sem medo.
Bem que eu queria que houvesse uma forma mais f�cil, mas n�o havia.
- Meu Deus! - Sei que talvez nunca me perdoe.
Mas se entendesse como foi dif�cil para mim fazer aquilo.
Todo dia vi em mim tudo o que voc� v� agora.
Todo dia queria acabar com aquilo.
Mas toda vez que voc� se recusava a ceder, eu sabia que n�o podia.
Voc� � doentio! Voc� � maligno!
Voc� podia ter acabado com tudo, Evey.
Voc� podia ceder, mas n�o fez.
- Por qu�? - Me deixe em paz. Eu te odeio!
� isso a�! No come�o eu tamb�m achei que era �dio,
o �dio era tudo que eu conhecia, era todo meu mundo, me aprisionaram,
me ensinaram a comer, a beber, a respirar!
Pensei que morreria com todo o �dio em minhas veias.
Mas ent�o, algo aconteceu.
- Aconteceu comigo, como com voc�. - Cala a boca!
N�o quero escutar suas mentiras!
Seu pr�prio pai disse que artistas usam mentiras para contar a verdade.
Sim, eu criei uma mentira,
mas por ter acreditado nela, voc� descobriu uma verdade sobre si pr�pria.
N�o!
O que foi verdadeiro naquela cela tamb�m � agora.
O que sentiu l� dentro n�o teve nada a ver comigo.
J� n�o consigo sentir mais nada!
N�o fuja disso, Evey, voc� tem fugindo toda sua vida.
Meu Deus.
Minha dor. Eu...
N�o. Por favor, n�o.
Escute, Evey.
Esse � o momento mais importante da sua vida, comprometa-se com ele.
Tiraram seus pais e seu irm�o.
Aprisionaram voc�, tiraram tudo, exceto sua vida.
Voc� achou que n�o tinha mais nada a perder, n�o �?
A �nica coisa que Ihe restou foi sua vida, mas n�o foi, certo?
Por favor.
Voc� achou outra coisa. Algo que importa mais que a vida.
Foi quando amea�aram te matar a menos que desse a eles o que queriam.
Voc� disse que preferia morrer.
Enfrentou sua morte, Evey.
Voc� estava calma e sossegada.
Tente sentir agora o que sentiu naquele momento.
Oh, Deus.
- Eu senti... - Sim.
Estou tonta.
Preciso de ar.
Por favor, me leve pra fora.
H� um elevador que nos levar� ao teto.
Deus est� na chuva.
V, vou embora.
Tem 872 can��es aqui.
Ouvi todas, mas nunca dancei.
- Me ouviu? - Sim.
- N�o posso ficar. - Eu sei.
N�o encontrar� mais nenhuma porta trancada aqui.
Pensei em ficar com isto, mas n�o achei certo porque voc� escreveu.
N�o fui eu que escreveu.
Posso te mostrar algo antes que v�?
- Ela existiu mesmo. - Sim.
Ela � linda.
- Voc� a conheceu? - N�o.
Ela escreveu a carta antes de morrer...
e eu passei para voc� como foi passado para mim.
- Ent�o, aconteceu de verdade mesmo? - Sim.
Voc� estava na cela do lado da dela.
Essa � a raz�o de tudo.
Voc� est� se vingando pelo que fizeram com ela...
e com voc�.
O que foi feito comigo me criou.
Um princ�pio b�sico do universo...
� que cada a��o provoca uma rea��o oposta igual.
� assim que voc� encara tudo isso?
- Como uma equa��o? - O que fizeram comigo foi monstruoso.
E criaram um monstro.
- Sabe aonde ir�? - N�o.
Isso teria me assustado antes, mas suponho que devo te agradecer por isso.
Obrigada.
Adeus.
Evey.
Posso te pedir algo?
Se eu tivesse apenas um desejo,
gostaria de v�-la novamente pelo menos uma vez antes do dia 5.
- Tudo bem. - Obrigado.
Chanceler, ningu�m parece querer discutir isto, mas...
se quisermos estar preparados para qualquer eventualidade...
ent�o, isso n�o pode ser mais ignorado.
O relat�rio � sua frente foi examinado por v�rios especialistas em demoli��o.
Conclui-se...
que a forma de ataque mais l�gica para o terrorista seria pelo ar.
Outro relat�rio sugere um trem...
ainda que os t�neis que rodeiam o Parlamento estejam lacrados.
- Quem fez esse relat�rio? - O inspetor chefe Finch.
Tem alguma prova que corrobore essa conclus�o, Sr. Finch?
N�o, Senhor. S� um pressentimento.
Se tenho certeza de algo inspetor Finch, � que este governo n�o sobreviver�...
se estiver a merc� dos seus pressentimentos.
Sr. Dascomb,
o que precisamos agora � de uma mensagem clara para o povo deste pa�s.
Esta mensagem deve ser lida em todos os jornais,
ouvida em todos os r�dios e vista em todas as TVs.
Esta mensagem deve ressoar em toda nossa rede.
Quero que este pa�s se d� conta que estamos a beira do aniquilamento.
Quero que todo os homens,
mulheres e crian�as saibam como estamos perto do caos.
Quero que todos lembrem porque precisam de n�s!
Nos ex-EUA, a guerra civil continua a devastar o Meio-Oeste.
Os cientistas atribuem essa �ltima falta de �gua...
a uma escassez de chuva nos �ltimos dois anos.
Representantes do minist�rio prev�em aumento no pre�o da �gua.
- A pol�cia prendeu 9 suspeitos. - D� para acreditar nessa merda?
Fora da zona de quarentena, um novo pat�geno matou 27 pessoas.
As autoridades t�m novas provas ligando a organiza��o terrorista chamada V...
a v�rios desses ataques a Londres 14 anos atr�s.
Meu amigo que trabalha com "o dedo" sacou algo.
Havia tr�s homens que...
assim diz a informa��o, originariamente "sacos negros" do Creedy.
Allan Pacey, Robert Keys e William Rookwood.
Um dia depois da praga em St. Mary...
Pacey fez uma chupeta na sua Beretta, Keys morreu em um inc�ndio...
Rookwood desapareceu.
Essas coincid�ncias me embrulham o est�mago.
Rookwood.
Conhe�o esse nome.
Se est� atr�s de mim, ent�o est� pronto para a verdade, me contate.
Puta merda!
Ele deve ter criado um caminho secreto quando foi despedido do "dedo".
Melhor que de costume.
O que far�?
Sou policial. Tenho que saber.
Este lugar me dava arrepios.
Ainda d�.
N�o se aproxime mais, inspetor.
N�o temos escutas.
Sinto muito, mas um homem em minha posi��o...
...sobrevive s� se tomar todas as precau��es.
- Tem informa��o para n�s? - N�o. Voc� j� tem.
Os nomes e as datas est�o em sua cabe�a.
O que quer, o que precisa, na verdade, � uma hist�ria.
Uma hist�ria pode ser verdadeira ou falsa.
Voc� decide, inspetor.
Nossa hist�ria come�a como a maioria,
com um jovem pol�tico em ascend�ncia.
Um homem extremamente religioso e membro do partido conservador.
Ele � focado no que quer e n�o liga para processos pol�ticos.
Quanto mais poder ele consegue,
mais �bvio torna-se seu fanatismo...
e mais agressivos tornam-se seus partid�rios.
Eventualmente, seu partido Ian�a um projeto especial...
em nome da seguran�a nacional.
No come�o, parece ser a busca de armas biol�gicas...
que � levada a cabo sem que o custo seja levado em conta.
Entretanto, o verdadeiro objetivo deste projeto � o poder.
Domina��o completa e hegem�nica.
Entretanto, o projeto termina de forma violenta.
Mas os esfor�os dos envolvidos n�o foram em v�o.
Uma nova forma de travar guerra � encontrada no sangue das v�timas.
Imagine um v�rus,
o pior de todos, mas s� voc� tem a cura.
Mas se seu objetivo � o poder, qual � a melhor maneira de usar essa arma?
� nesse ponto da hist�ria que a aranha aparece.
Ele � um homem aparentemente sem consci�ncia...
para quem os fins sempre justificam os meios...
e � ele que sugere que...
o alvo n�o devia ser um inimigo do pa�s e sim o pr�prio pa�s.
Ent�o alvos s�o escolhidos para maximizar o efeito do ataque...
uma escola, uma esta��o e uma usina de tratamento de �gua.
V�rias centenas morreram nas primeiras semanas.
Three Waters foi de fato contaminada.
As autoridades est�o tentando conter sua mortal dissemina��o.
Uma onda de destrui��o por todo o subsolo.
Alimentado pela m�dia, o medo e o p�nico se espalharam rapidamente,
fragmentando e dividindo o pa�s...
at� que finalmente o verdadeiro objetivo se faz vis�vel.
Antes da crise de St. Mary,
ningu�m teria previsto os resultados da elei��o daquele ano, ningu�m.
Mas logo depois das elei��es, olhem s�, um milagre.
Muitos acreditaram que era obra do pr�prio Deus.
Mas foi numa ind�stria farmac�utica...
controlada por 7 membros do partido que tornou todos eles muito ricos.
Um ano depois, v�rios extremistas foram julgados,
.pronunciados culpados e executados enquanto um monumento...
foi constru�do para canonizar suas v�timas.
Mas o resultado final, a verdadeira genialidade do plano foi o medo.
O medo tornou-se a arma por excel�ncia desse governo e atrav�s dele...
...o nosso jovem pol�tico foi finalmente apontado...
para a posi��o rec�m-criada de Alto Chanceler.
O resto, como dizem, � mera hist�ria.
Pode provar qualquer uma dessas acusa��es?
Por que acha que ainda estou vivo?
Ok. Gostar�amos de mant�-lo sob cust�dia protetora, Sr. Rookwood.
Tenho certeza que sim.
Mas se quiserem minha grava��o, me obede�am.
Vigiem Creedy 24 horas por dia.
Quando eu me sentir seguro,
quando ele n�o puder cutucar o nariz sem que saibam,
eu os contato de novo. At� l�, tchau.
Rookwood... por que n�o se apresentou antes?
O que esperava?
Voc�, inspetor, eu precisava de voc�.
O que ele est� fazendo l�?
O nojento do Creepy. Nem quero saber.
Sutler n�o pode mais confiar em voc�, certo, Sr. Creedy?
E ambos sabemos porqu�.
Depois que eu destruir o Parlamento,
a �nica chance dele � oferecer outra coisa, um outro peda�o de carne.
E deix�-los sentir, Sr. Creedy?
Um homem t�o inteligente como voc� j� deve ter pensado nisso.
Um homem t�o inteligente como voc� deve ter um plano.
Esse plano � a raz�o do Sutler n�o confiar mais em voc�.
� por isso que o vigiam agora mesmo com seus "olhos" e "orelhas"...
e todos os c�modos dessa casa tem escutas para todo lado.
Mentiras.
Um homem t�o inteligente como voc� acredita em mim.
- O que quer? - Sutler.
Vamos, Sr. Creedy. Voc� sabia que isto aconteceria.
Sabia que algum dia seria voc� ou ele.
Por isso Sutler manteve-se escondido, por seguran�a.
Por isso v�rios dos seus homens ficam perto de Sutler.
Homens que voc� pode contar. Basta voc� mandar.
- O que levo nesse trato? - Eu.
Se aceitar, marque sua porta com um "X".
Por que deveria confiar em voc�?
Porque s� assim poder� me deter.
Mondego, � seu passado que te desarma.
Podemos subir?
Voc� achar� sua pr�pria �rvore.
O Creedy est� preso como uma borboleta h� semanas.
Ele ainda n�o apareceu. O que ele est� esperando?
Sim... Inspetor, � para voc�.
- � o inspetor chefe Finch? - Sim.
Fala o capit�o Clark da 137.
- N�s o encontramos. - Encontraram quem?
William Rookwood, o que estiveram procurando.
Vi seu relat�rio duas semanas atr�s e chequei os mortos n�o identificados.
E achei mesmo. Arcada dent�ria bateu perfeitamente.
Um cad�ver jogado no rio, uns pescadores o recolheram.
N�o tinha identifica��o e s� apareceu agora.
Quando foi sua morte?
Por nossos c�lculos, faz 20 anos.
Diabos!
Aquele filho da puta...
ficou sentando me passando toda aquela mentira e eu engoli tudo!
O que fazemos agora, inspetor?
Faremos o que dever�amos estar fazendo.
Vamos encontr�-lo.
A for�a atrav�s da uni�o e a uni�o atrav�s da f�.
Todo dia, senhores.
Quanto mais perto chegamos perto de novembro.
Cada dia que esse homem permanece solto � mais um fracasso.
347 dias, Senhores. 347 fracassos!
Chanceler, n�o temos a for�a adequada...
Estamos sendo enterrados numa avalanche de sua incompet�ncia, Sr. Creedy.
Eu atendo.
- Voc� � Finch? - Sim.
Que diabos...?
Quantas foram entregues?
J� contamos 8 caminh�es, v�rias centenas de milhares, no m�nimo.
Cristo!
Quero que prendam todos que forem pegos usando uma dessas m�scaras.
Passa o dinheiro. Passa a porra do dinheiro!
Estamos assediados. A cidade enlouqueceu.
Isso � exatamente o que ele quer.
O qu�?
Anarquia num novo dia!
Caos.
Sr. Creedy, considero-o pessoalmente respons�vel por esta situa��o.
O problema � que ele nos conhece melhor que n�s mesmos.
Por isso fui a Lockhill ontem � noite.
Fica fora da quarentena.
Tinha que ver.
N�o sobrou muito.
Mas quando estava l� foi estranho.
Subitamente tive o pressentimento que tudo estava ligado.
Era como se eu pudesse ver tudo.
Uma cadeia de eventos desde Lockhill.
Senti como se pudesse ver tudo que aconteceu...
e tudo que ia acontecer.
Como uma trilha perfeita, bem na minha frente.
E me dei conta que todos fazemos parte dela.
Todos estamos presos nela.
Ent�o voc� sabe o que vai acontecer?
N�o. Era um pressentimento.
Mas suponho...
que haver� tanto caos que algu�m far� algo est�pido.
E quando fizerem, as coisas ficar�o feias.
Agitadores foram presos em Brixton.
Ent�o Sutler ser� for�ado a fazer a �nica coisa que sabe.
E nesse ponto, bastar� ao V manter sua palavra,
e ent�o...
Esta � sua grande noite.
Est� preparado para ela?
Estamos preparados para ela?
Senti saudades desta m�sica.
N�o pensei que viria.
Eu disse que viria.
- Voc� est� bonita. - Obrigada.
Posso perguntar como evitou que Ihe detectassem?
Documentos falsos funcionam melhor que uma m�scara de Guy Fawkes.
Devo confessar que cada vez que ouvia uma sirene me preocupava com voc�.
Eu tamb�m me preocupei por um tempo.
At� que um dia estava no mercado...
e uma amiga com quem trabalhava no BTN ficou atr�s de mim na fila.
Fiquei t�o nervosa que quando o caixa me pediu o dinheiro, eu deixei cair.
Minha amiga pegou e me deu.
Ela me olhou direto nos olhos e n�o me reconheceu.
Creio que o que fez comigo funcionou melhor do que imaginaria.
Eu tenho um presente para voc�, Evey,
mas antes de dar-Ihe...
gostaria de pedir algo.
Poderia dan�ar comigo?
Agora? Na v�spera da sua revolu��o?
Uma revolu��o sem dan�a n�o tem gra�a.
Eu adoraria.
Esta noite falarei diretamente com esta gente...
e esclarecerei muito bem a situa��o para eles.
A seguran�a desta na��o depende da total e completa submiss�o.
Esta noite,
qualquer protestador, instigador ou agitador...
servir� de exemplo.
Chanceler, h� uma conting�ncia que n�o foi endere�ada.
Qual �, Sr. Dascomb?
- Se o terrorista tiver �xito... - N�o ter�.
Sei que � pouco prov�vel, mas se ele conseguir...
Se ele conseguir e algo acontecer com aquele pr�dio,
a �nica coisa que mudar�, a �nica diferen�a que far�...
� que amanh� de manh�, em vez de um jornal,
estarei lendo a ren�ncia do Sr. Creedy.
Andou ocupado. Est�o muito assustados agora.
Ouvi que Sutler far� uma declara��o p�blica esta noite.
Aproxima-se o momento.
As m�scaras foram uma id�ia genial.
Foi estranho, subitamente vi seu rosto em toda parte.
Esconda o que sou...
e me ajude pois tal disfarce se transformar� na forma da minha inten��o.
- "12� Noite. " - Verdade.
- N�o compreendo. - O qu�?
Como voc� pode ser uma das coisas mais importantes que j� me aconteceu...
e no entanto, n�o sei quase nada sobre voc�.
N�o sei onde voc� nasceu, nem quem foram seus pais, se teve irm�os.
Nem sequer conhe�o seu rosto.
Evey, por favor.
O rosto embaixo dessa m�scara n�o � o meu de fato.
N�o sou nem meu rosto, nem os m�sculos embaixo dele ou os ossos embaixo deles.
- Entendo. - Obrigado.
N�o temos muito tempo. Tenho que te dar algo.
Passei pelo Parlamento.
Nunca vi nada igual. Tem tanques, artilharia anti-a�rea, infantaria...
Espero que ningu�m apare�a esta noite.
Se aparecerem, o que acha que acontecer�?
O que geralmente acontece quando gente desarmada enfrenta gente armada.
Pare aqui.
Estamos checando esses t�neis h� semanas. Acha mesmo que vai ach�-lo l�?
Inspetor.
Tudo deu errado, certo?
O metr�. Pensei que tinham fechado tudo.
Fecharam mesmo.
Demorei quase 10 anos para limpar os trilhos e fazer uns outros.
Deixe-me mostrar.
- Estes trilhos v�o at� o Parlamento. - Sim.
- Ent�o vai acontecer mesmo, n�o �? - S� se voc� quiser.
- Como? - Este � meu presente, Evey.
Tudo o que tenho: minha esperan�a, meus livros, a galeria, este trem.
Deixo tudo para voc� fazer o que quiser.
Isto � outro truque, V?
N�o. Os truques e as mentiras acabaram.
S� a verdade. E a verdade � que voc� me fez entender que eu estava errado.
Que n�o sou eu que devo decidir se puxo essa alavanca ou n�o.
Por qu�?
Porque este mundo...
do qual fa�o parte e que ajudei a dar forma acabar� esta noite.
Mas amanh� come�ar� um novo mundo e pessoas diferentes v�o dar forma a ele.
E esta decis�o pertence a essas pessoas.
Onde vai?
Chegou a hora de encontrar meu criador...
e pagar-Ihe na mesma moeda por tudo que ele fez.
Espere, V. Por favor, n�o precisa fazer isso.
Pode deixar isso pra l�. Podemos viver aqui juntos.
N�o. Voc� tinha raz�o quanto ao que sou.
Nenhuma �rvore me espera.
Tudo o que quero, tudo o que mere�o est� no fim desse t�nel.
Isso n�o � verdade.
N�o posso.
Meus compatriotas.
Esta noite, nosso pa�s, tudo que representamos e amamos,
enfrenta uma grave e terr�vel amea�a.
Aqui est� limpo, senhor.
Esse ataque vil e sem precedentes a nossa seguran�a...
- ser� recha�ado... - Onde est� ele?
- e n�o ficar� impune. - C� estou eu, guardas.
Nosso inimigo � trai�oeiro e est� tentando nos dividir...
e destruir os fundamentos da nossa grande na��o.
Eu cumpri minha parte do trato e voc�, vai cumprir a sua?
Tragam-no aqui.
Esta noite devemos permanecer firmes.
Devemos permanecer determinados.
Mas acima de tudo, devemos permanecer unidos.
Os que forem pegos esta noite violando o toque de recolher...
...ser�o considerados aliados do nosso inimigo e processados...
...como terroristas sem piedade, nem exce��o.
Quero ver o rosto dele.
Esta noite, juro solenemente que a justi�a ser� r�pida.
Ela ser� �ntegra e sem piedade.
Oh, Deus!
Finalmente nos encontramos.
Tenho algo pra voc�, chanceler.
Um presente de despedida.
Por tudo o que fez,
pelo que podia ter feito e pela �nica coisa que Ihe restou.
Adeus, chanceler.
Sr. Creedy.
Seu asqueroso.
Agora que fiz minha parte,
chegou a hora de ver seu rosto.
- Tire a m�scara. - N�o.
Rebelde at� o final, hein?
Voc� n�o chorar� como ele, certo? N�o teme � morte.
Voc� � como eu.
A �nica coisa que temos em comum, Sr. Creedy,
� que ambos estamos prestes a morrer.
Como acha que isso vai acontecer?
Com minhas m�os ao redor de seu pesco�o.
Papo furado.
O que far�? Vasculhamos esse lugar.
Voc� tem apenas facas idiotas e frescuras de Karat�.
- N�s temos armas! - O que voc�s tem � balas...
e a esperan�a de que quando suas armas estiverem vazias...
eu n�o estarei de p� porque se eu estiver...
vai estar morto antes de recarregar.
Isso � imposs�vel!
Matem-no!
Agora � minha vez.
Morra!
Por que voc� n�o morre?!
Por que voc� n�o morre?!
Tem muito mais que carne embaixo dessa m�scara.
Embaixo desta m�scara tem uma id�ia, Sr. Creedy,
e id�ias s�o a prova de bala.
O ponto 11 est� guardado, c�mbio.
Aqui � o general Ackroyd. N�o percam a comunica��o.
N�o quero que isto fique pior do que j� est�.
V!
Oh, meu Deus, precisamos parar o sangramento.
Por favor, n�o. Estou acabado e estou feliz por isso.
N�o diga isso.
Disse que agora � s� a verdade.
Durante 20 anos busquei apenas este dia,
mais nada existia,
at� que te vi...
a� tudo mudou.
Me apaixonei por voc�, Evey.
E eu n�o pensava mais que poderia.
N�o quero que voc� morra.
Essa � a coisa mais linda...
que voc� podia ter me dado.
V!
"Olhos e ouvidos" detectaram movimento na dire��o da pra�a Trafalgar.
Aqui � o per�metro 1, estabelecemos contato com o inimigo.
Pare a� mesmo.
Voc� � Evey Hammond, n�o �?
- Acabou-se. - Quase.
Pare! Tire as m�os da alavanca!
N�o.
O inimigo est� se aproximando rapidamente. Solicito ordens.
- O que fazemos, general? - O comando geral n�o est� respondendo.
Nem o chefe de partido, Creedy.
Nem tampouco o Alto Chanceler.
Por que est� fazendo isto?
- Porque ele tinha raz�o. - A respeito do que?
Este pa�s precisa muito mais que apenas um pr�dio agora.
Ele precisa de esperan�a.
Baixem suas armas. Abaixem!
Jesus Cristo.
Chegou a hora.
Diga.
O senhor gosta de m�sica, Sr. Finch?
- M�sica ador�vel. - Sim.
� a m�sica dele.
Quem era ele?
Edmundo Dant�s,
e meu pai,
e minha m�e,
e meu irm�o,
e meu amigo,
e voc�,
e eu.
Todos n�s.
Ningu�m jamais esquecer� aquela noite...
e o que ela significou para este pa�s.
Mas eu nunca esquecerei do homem...
e o que ele significou para mim.
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