All language subtitles for Romulo e Remo (1961) (1)

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Original subtitles

Vinte anos depois em 753 A.C.

Durante os ritos pagãos de Lupercais,

Amúlio, tirano de Alba Longa,

Festejava o futuro casamento seu protegido Curtius

Com Júlia, a filha do poderoso rei dos Sabinos.

Veja! Por que tanta gente aqui hoje?

São os festejos do deus Pã. A ele devemos os frutos da terra.

Tem razão, lá está um.

Ela não é linda?

Sim, ela é.

Mas não esqueça porque viemos aqui.

Como se recusa a fazer uma oferenda? Não quer uma boa colheita?

Mas que colheita? Nem terra eu tenho!

- E aqueles animas, me dê... - Não!

Eles lhe trarão as bênçãos do deus Pã.

- É do rei Amúlio. - Não! Meus animais não!

Vamos, meu filhos, a cerimônia vai começar.

Não... Que vou fazer agora?

Calma, os deuses te ajudarão.

Por todos os deuses! Aquela é Réia Sílvia!

- Réia Sílvia? - Sim, a Guardiã Vestal do templo de Marte.

Aí vem o rei Amúlio!

Em honra de Pan, celebramos este sacrifício.

Aceite nossas oferendas.

Que se cumpra o sacrificio.

Para mim! Para mim!

É verdade que a multidão quer apanhar com o couro do animal sacrificado?

Sim, dizem que traz prosperidade.

E também sorte e amor.

Me bate! Me bate!

- Parecem ter enlouquecido! - É como se o sangue os empolgasse.

Pare! Está fugindo? Não quer ser abençoada pelo deus Pã?

- Não! - Solte-a ou te mato!

Venha.

Quando te vi pensei que você era estrangeira.

Por isto intervi.

Te afastei daquele espetáculo.

Indigno de olhos bonitos como os seus.

- Meu nome é Romulo, qual o seu? - Como ousa me tocar?

- Vejo que gosta de brigar. - Seu...

Não bata na cabeça do meu irmão.

- Ele esta tonto com sua beleza. - Isso! Eu juro.

Júlia!

Procurei por você em toda parte. Por que fugiu?

- Alguém a desrespeitou? - Não.

Esses dois... pastores

Me ajudaram a sair das cavernas dos Lupercais.

Dê-lhes uma recompensa. Eles merecem.

Você ouviu? Obedeça sua dona!

- Seu porco! Como ousa falar assim... - Pare, Curtius!

Como quiser.

Se és tão valente quanto insolente,

Por que não participam da corrida de obstáculos em chamas?

Eu estarei lá.

- Qual o nome da sua senhora? - Júlia, filha de Tácio, rei dos Sabinos.

Pelos deuses! Ela é filha de um rei!

- Poderia ter estragado todo o plano! - Sim, eu sei.

Mas na corrida à noite, os guardas estarão distraídos e será fácil para você.

Concordo, não podemos perder tempo se queremos que o plano dê certo.

Muito bem, vamos.

Remo!

- Por que está aqui, Tarpéia? - Por que que ficar no acampamento?

- Sou mais útil aqui. - Isso não é trabalho para mulher!

Por que não, Remo? Tarpéia monta e luta como um homem.

Tudo está pronto. Não fique braba comigo, Remo.

Não gosto de quem desobedece minhas ordens.

Só vim porque queria ficar perto de você.

Isso não é necessário.

O que está fazendo aqui? Está louco?

Sabe o que fariam com um homem encontrado com a deusa Vesta!

Estou aqui para agradecer a deusa.

Há anos eu procuro você.

Fui nas festas do seu pai Numitor, no ano da Lua Dupla.

Você era uma garotinha, não se lembra?

Faltavam dois desses.

Não faltam?

Há muitos anos...

Eu encontrei dois meninos.

Criados por uma loba.

Eles têm medalhas como essas que está usando.

Então eles estão vivos...

Eu os criei como meus próprios filhos.

E hoje eles estão aqui.

Um é alto, de pele escura.

- Os olhos são de um azul profundo. - Sim.

Romulo é alto, e tem olhos azuis. Como você sabia?

Ele passou por mim hoje.

- Ele tem e os mesmos olhos. - Você nunca o viu antes!

Olhos de quem?

De um deus...

Depressa, tem que ir agora!

É o rei...

O fogo sagrado está se apagando.

Da minha tenda eu o vi diminuir.

Por isso eu vim.

Não quero mais maus presságios.

Vejo a eterna sombra da hostilidade nos seus olhos.

Mas houve um tempo em que não era assim.

- Depois que Numitor morreu... - Depois que você o matou!

Ele era um fraco!

Ele não foi feito para governar.

Além do mais, tantos anos já se passaram.

Você quis ser uma Vestal.

Para recusar meu amor.

Estes são os resultados.

Uma mulher solitária...

E um rei solitário.

Perdoe-me Amúlio, mas os jogos não começam sem a sua presença.

Magnífico.

- Curtius. - Como está?

Bem!

Fique onde está.

O que faz aqui, mulher?

Seja gentil com uma mulher que prefere um guerreiro corajoso a uma corrida.

- Serei gentil como você merece. - É mesmo?

Deixe eu te mostrar...

O que está havendo?

Vamos, rápido! Vai.

Bravo, Curcio!

Maravilhoso o pastor!

E eu perdi.

- Quem é aquele no cavalo branco? - Romulo, apenas o filho de um pastor.

- O que é isso? - Ladrões.

Roubaram todos os cavalos!

Júlia!

Atrás deles! Eles precisam ser pegos. Quero a cabeça dos ladrões!

Estão chegando!

Estão vindo com os cavalos!

Conseguimos como sempre.

O fruto roubado por Amúlio voltou às árvores.

- Onde está Romulo? - Ficou para trás.

Ele está levando uma carga frágil como ovos.

- Como assim? - A sabina loura, mais bela do que cavalos.

Eu não o culpo.

Os deuses o tontearam.

Temos dois inimigos e não um.

O rei dos Sabinos vai querer o nosso couro.

Remo,seu pai está gravemente ferido. Venha!

- Por favor, me solte! - Para onde iria? Não conhece o caminho...

Vamos parar para o caval descançar.

E não tente fugir, sou mais rápido que você.

Júlia!

Não! Me solte!

Teimosa e orgulhosa.

Remo.

Chegou o fim.

A flecha

estava envenenada.

Está escuro...

Onde está Romulo?

Não escuto a voz dele.

Ele está aqui do meu lado.

Estamos com você, pai.

Por favor...

Darei paz com minha morte.

Eu os enganei todos esses anos.

O que está dizendo, pai?

Pai...

O orgulho de ouvir essa palavra...

Me impediu de contar a verdade.

Mas agora preciso falar.

Não sou seu pai de verdade.

Sou apenas o pastor que os encontrou com uma loba.

Vocês são filhos de um deus com Réia Sílvia.

Vamos esperar aqui até parar a chuva.

Não tenha medo, eu não mordo.

Não bastavam os cavalos que seus amigos roubaram?

Você vale mais do que os cavalos.

E é mais bonita que um cavalo.

Estou falando de resgate.

Seu pai é um rei, até Amúlio lhe paga tributos.

Mas desta vez, ele é quem vai pagar.

Dispa-se e seque-se.

Vai ficar resfriada.

Os senhores de Alba Longa ou os Sabinos são todos iguais.

Usam uma coroa, mas são ladrões.

- Quer um pouco? - Não estou com sede.

Vai esquentá-la.

Você acha que o que está fazendo é honesto?

Essa cabana é do Neumar, um amigo meu.

Não estou falando do vinho.

Eu preciso sobreviver.

E o meu jeito não é o pior.

Roubando?

Éramos pastores e tão pobres que tínhamos sorte quando comíamos.

Tão pacíficos que beijávamos a mão de quem nos roubava.

Agora as coisas mudaram. Somos muitos.

Homens desesperados, tentando reaver o que nos foi tirado.

Sacrificando a vida dos outros?

Pode-se morrer de fome também.

Poderiam encontrar um trabalho honesto em Alba Longa.

Sim, poderíamos.

Mas temos outro problema, amamos a liberdade.

E o lugar onde nascemos, as montanhas, os rios, os vales.

Nossa terra.

Não é preciso ser ladrão só porque quer a liberdade.

Pode ser livre em qualquer cidade que tenha lei

e que seja respeitada por todos.

Talvez.

Se essa cidade existisse, mas Alba Longa não é assim.

A chuva parou.

Lá está ele, é seu cavalo.

Silêncio!

Pegue esse cavalo, ladrão!

- E corte-o em pedaços! - Não, Curtius!

Somos estrangeiros nessas terras.

Não há escolha, ele deve ser levado ao rei Amúlio, a decisão é dele.

É a segunda vez que intercede por este ladrão.

- Eu represento seu pai! - Não tem nada a ver com isso.

Não podemos arriscar nossa aliança com rei Amúlio.

Corra Neumar! Avise Remo!

Vá atrás dele! Não o deixe escapar!

Vá, Neumar!

Remo.

Um deus...

Sou filho de um deus e Réia Sílvia.

- Fáustulo não era meu pai. - O que está dizendo?

Eu já sabia há muito tempo.

Algo diferente corre nas minhas veias. Algo superior aos outros!

Alba Longa é minha e Amúlio está sentado no meu trono!

Eu sou o verdadeiro rei daquela cidade.

Vou matar Amúlio e mudar suas leis. Alba Longa será a maior cidade do mundo!

Maior que Tebas, maior que Nínive.

Se tivesse homens de verdade, ao invés desses pastores inúteis!

Sérbio e Sulpício talvez, mas os outros...

Remo!

Não, sei, novidades! Vamos ver!

Remo!

Vim da minha cabana no vale.

Romulo foi pego pelos homens de Amúlio e por Curtius, o Sabino.

Aquele louco! Como pode ser tão tolo! Onde está?

Ele se defendeu o melhor que pode, mas eram muitos.

Agora todos estaremos em apuros.

Vão encontrar nosso esconderijo e nos atacar. Por causa de uma mulher!

Romulo não é covarde.

Não falará nem se for queimado vivo.

- Servio tem razão. - Sim, não estamos seguros.

- Devemos sumir. - Esconder-nos no bosque.

Rápido!

- Dividimos o butim - Quietos!

Não fugiremos nem dividiremos o butim.

Romolo é meu irmão!

lremos a Alba Longa libertá-lo.

Nossa hora chegou, tenho certeza.

Quer ir a guerra sem armas?

Sem armas, sem guerras.

- Roubaremos do inimigo. - Ninguém sabe usá-las.

Aprendem a usá-las ou morrem.

Quem é você para me dar ordens?

Não temos chefe, esta é a lei.

Errado, tem um chefe e está falando com ele!

Vamos ver se aceitamos...

Esta é a última vez que perdôo a vida de quem se opõe a mim.

Se alguém tem algo contra, que fale agora.

E quem se juntar a nós, não perguntarei seu passado.

Isto não me interessa.

Só quero saber se quer usar a espada contra o tirano e falso rei.

Vamos ser um povo.

E não viver como escravos e foras da lei.

Sigam-me e eu vos darei uma cidade.

Os farei ricos e poderosos, terão seus lares.

Que temem nos soldados de Amulio?

Armas e armaduras de bronze?

Também podemos tê-las.

Atacaremos Alba Longa e a cidade será nossa!

Estou disposta a dar meu sangue e minha vida.

Só peço de vocês fidelidade e coragem.

- Estão comigo? - Sim!

E agora, ladrão de ovelhas? Vai falar?

Diga onde estão seus amigos e sua vida será poupada.

Onde estão os chacais que tiveram a audácia de desafiar Amúlio?

Não seja teimoso, pastorzinho.

Minha paciência está acabando.

Estou esperando! Você resolveu não falar?

Em dois dias as Ianças Sabinas aumentarão minhas forças.

E nenhum de vocês escapará! E você morrerá antes dos outros!

Quando for tarde demais, vai se arrepender de ficar calado.

Guarde sua ferocidade para amanhã.

Odeio isto tudo.

Esta gente cruel e seus costumes.

Gostaria de nunca ter vindo para cá.

Eu me sinto como se fosse prisioneira aqui.

Mesmo que eu fugisse e voltasse para o meu pai, nada adiantaria.

É tarde demais para voltar.

Quando chegamos em Alba Longa você era tão diferente.

Foi o jovem pastor que a fez mudar de opinião?

Cale-se! Não diga isso!

Júlia!

Vamos assistir a um espetáculo. Cortesia de Amúlio.

Seu amigo pastor deve será presa fácil para o urso.

Tenho certeza que vai gostar de vê-lo despedaçado pela fera.

Você não me agradeceu por salvá-la, Júlia.

Você sabia que seu pai estava vindo?

Meu pai?

Sim, os sentinelas de Amúlio disseram que ele já partiu.

Viu? Ele deseja que nos casemos logo.

Amúlio não tem herdeiros.

O reino dele será meu.

Eu me tornei indispensável, para ele.

Boa sorte.

Por que acha que Tácio me deu sua mão com tanto entusiasmo?

Não sei as razões do meu pai.

Mas não sou apaixonada por você, e sabe disso.

Não importa, Júlia.

Mas prometo vai aprender,

quando tudo estiver concluído,

de acordo com a vontade dos deuses.

Animada, minha querida? Você está prestes a ser vingada.

Pegue! Depressa! Suba pela corda!

- O tempo está acabando! - Certo.

Subam o mais rápido possível, Caio.

Todas essas preparações são inúteis.

Teremos sorte se conseguirmos os pedaços dele!

Amúlio gosta de um show.

Se o urso não pegar Romulo, vamos incitá-lo com a ponta da espada.

Incitem o animal com as espadas! O prisioneiro não pode sobreviver!

Misericórdia rei! Salve o prisioneiro!

É filho de um deus, não pode ser morto! Peço que respeite o destino!

Essa mulher enlouqueceu! Livrem-se dela!

Vamos continuar, o prisioneiro deve morrer.

Amúlio, você matou o meu pai e agora quer matar meu filho!

Eu sobrevivi pois os deuses assim quiseram. Não negue isso, Amúlio!

- Chame os arqueiros, rápido! - Eu imploro, não mate meu filho!

Poupe-o! Poupe-o!

Vou matá-lo com minhas mãos!

Já chega disso!

Já chega dessa matança!

Preparar arqueiros! Atirem!

Remo!

- O coração está batendo, está viva. - A cidade está em chamas.

Temos que fugir imediatamente.

Temos que sair o mais rápido possível.

Vamos tentar alcançar seu pai nas montanhas. Ele vai deter essa rebelião do pastor.

- Solte-me! Não me toque! - Você pertence a mim!

É vontade minha e de seu pai, Rei Tácio!

Deixe-a em paz!

Não!

Servio, Servio!

Mãe.

Fale conosco, mãe.

Nós destruímos a cidade, mas construiremos uma maior e melhor.

Não.

Não aqui.

Essa cidade foi destruída com violência.

Está escrito,

Fundarão uma cidade imortal.

Depois do pântano, na montanha de fogo.

No vale das sete colinas.

Fiquem juntos, em harmonia.

Sempre.

Mãe!

Saiam todos! Levem apenas comida. Precisamos abandonar a cidade. Depressa!

Vamos!

- Mãe? - Peguem os cavalos.

Vamos!

Rápido!

Júlia!

Você está livre.

A viagem pode ser longa e difícil e seu pai pode nos seguir.

Eu vou com você.

Meu rei! Alba Longa está em chamas.

E sua filha foi levada pelos rebeldes.

Cinco sóis já se passaram desde então.

Quando a vi ser sequestrada, levada com violência.

Já estavam longe.

Alba Longa foi com eles.

Meus ferimentos são prova da minha resistência.

Eles vão pagar por isso, aqueles miseráveis.

Vou persegui-los sem descanso até destruir todos!

Não apenas queimaram a cidade, mas ofenderam o rei dos Sabinos!

Nenhum irá sobreviver!

Vamos destruir Alba Longa!

Em frente!

Cuidado, Sira!

Sira!

Avante!

Sira.

- Venha cá. - Vamos, adiante!

Não parem!

Venha aqui minha filha.

Mãe, estou tão mal...

- Adeus Sira. - Volte ao seu posto.

Pensa que estamos passeando?

- Mexam-se! - Não seja tão rígido.

Estão viajando há dias sem descanso. Estão cansados.

Você tem um coração gentil, meu irmão.

Mas temos uma longa viagem e apenas começamos. Não esqueça isso.

Parem a caravana! Desatrelem os cavalos!

Vamos descansar até o pôr-do-sol.

Vamos parar aqui. Amarrem os cavalos nas carroças!

Parem. Vamos descansar um pouco! Os homens da caravana estão cansados.

Pegue os melhores homens e vão atrás da caravana imediatamente.

Economizem vinho, o caminho é longo.

Parece cansada. Por que não descansa?

Você se arrependeu?

As carroças não são confortáveis, mas não me importo

Romulo, o que há do outro lado do pântano?

Ouvi dizer que ninguém jamais o atravessou.

É verdade.

Mas acredito na profecia de minha mãe.

Depois do pântano e da colina de fogo,

Encontraremos um vale.

Cercado por sete colinas, com um rio.

Lá construiremos nossa cidade, lá serão nossos lares.

Os sentinelas relataram que viram muitos pássaros subindo ao céu.

Podem ser apenas alguns animais, mas eu acho que é cavalaria.

- Remo! Você ouviu isso? - Sim.

- Poderiam ser os Sabinos? - Não sei. Vou investigar.

- Você leva a caravana. - Não, eu vou.

É melhor você ficar aqui, tenho um coração mole, você disse, lembra?

Tudo bem, mas seja rápido. E não arrume encrenca!

Gillards, vamos!

Se for o meu pai, eu sou um risco para vocês.

Talvez sim, talvez não.

Você não acha?

Você pode valer como refém. Só por isto ainda está viva.

Você vai me jogaria no pântano.

Você odeia seu irmão por ter um coração.

Vocês nem pareceriam irmãos se não fosse pela aparência.

Vocês têm sonhos diferentes.

O que o atormenta?

Romulo está diferente desde que a conheceu.

Mas ele não é um comandante nato.

Quando éramos garotos, eu fazia uma espada de um graveto e ele uma flauta.

Eu sonhava em comandar homens.

Ele ficava feliz com uma mulher ao seu lado.

Talvez ele esteja certo.

Mulheres não gostam de soldados.

Mulheres gostam de homens que são homens.

Poeta ou soldado, não importa.

Remo.

Acrén e Sulpicio querem fazer fogo.

Agora não.

Quando Romulo retornar partiremos.

- Teu pai nos segue? - Sim, temo que sim.

Não terá piedade se nos alcançar.

Por que não vai encontrá-lo?

Talvez podia fazê-lo compreender.

Não é possivel.

O destino e não os cavalos movem estes carros.

- Os rastros são novos. - O que encontrou, soldado?

Esses rastros foram deixados pela caravana, não há dúvida.

Eu acho que sei para onde estão indo.

Vejam isso.

Essa é a floresta onde estamos agora.

Esse é o pântano a nossa frente.

E mais adiante a Montanha Sagrada que vomita fogo.

E depois disto?

Nunca ninguém foi adiante disto.

Vamos segui-los aonde forem!

Te rogo que não desafie o desconhecido.

Esta terra engole quem nela pisa.

Vamos abandoná-los em sua própria loucura.

Minha filha.

Entendo sua dor.

E a compartilho contigo.

Amo Julia, deveria ser minha esposa.

E você é um pai para mim.

Porém diante do destino, o sábio se rende.

Eu não desisto nunca.

Sou muito velho para aprender.

Adiante, vamos!

Ouça.

- Naquela direção, Romulo. - Cavalos e homens.

- Sim. - E bem perto.

Vamos.

Os rastros desapareceram na água.

Não adianta continuar, é perda de tempo.

- Sabinos. - Parece uma patrulha.

- Precisamos avisar os outros. - Cuidado, Romulo!

Rápido, eles não podem fugir!

- Boa pontaria, Romulo. - Vamos rápido outros virão.

Sem tua ajuda estaria morta.

Não me agradeça, fiquei feliz em ajudá-la

Talvez fosse melhor deixar ele.. me esmagar.

Não chegaremos ao nosso destino.

Não! Teremos nossa terra, nossa casa.

- Uma cidade de verdade. - Acredita nisto?

Claro, você tem que acreditar.

Ajuda o coração a bater, e dá sentido para a vida,

E para a morte também.

Estaremos unidos, seremos um povo, vê?

Dê-me isto, entendo mais de facas do que você.

Não se incomode, Tarpéia.

Ele não chegará a nenhum lugar com aquela Sabina bonita.

Júlia escolheu outro.

Júlia!

Da próxima vez que sair, avise alguém. Há muitos perigos na floresta.

Me deixe em paz. Você é o único perigo.

Você se acha um líder, mas não é! É um ladrão.

Ladrão de beijo?

Eu poderia lhe fazer mal e deixá-la para os abutres.

Está corajoso porque estou só. Não falaria assim se Romulo estivesse aqui.

- Meu irmão. - Sim, Romulo.

Você só serve para dormir com aquele Sabino estúpido que se veste de guerreiro

Posso vendê-la de volta a ele, se eu não o matar antes.

Remo.

Desde que saímos de Alba Longa você mal falou comigo.

Você me evita, está apaixonado pela Sabina, não?

Quieta!

- Já chega de conversa de mulher. - Tenho olhos, posso ver.

Você e seu irmão ficam em cima dela como cachorros.

Rápido, Remo! Precisamos partir Os Sabinos estão bem atrás de nós.

Dê o alarme! Rápido, Romulo!

Montem seus cavalos! Peguem suas carroças! Rápido!

O que estão fazendo aí? Vamos andando!

Aqui !

Plastino localizou a caravana dos rebeldes.

Eles tentarão passar pelo vale, Plastino vai detê-los.

Ordene o ataque.

Mas nossa patrulha já estão na frente da caravana agora.

Se algum tentar fugir, vão nos encontrar do outro lado da Montanha de Fogo.

Vamos pegar cada um desses traidores.

Mas se a caravana já está condenada,

Por que vamos nos arriscar nos perigos da montanha?

Seria melhor esperar aqui.

Seu conselho não vem da sabedoria, Curtius, vem do medo.

Todos devem saber que rei Sabino se vinga de uma afronta.

Não é só por causa da minha filha, tem mais coisas importantes em jogo.

Esse rei Tácio, e os rebeldes.

Está escrito !

Empurrem as carroças!

Depressa! Mais rápido!

Em frente! Movam seus cavalos!

Romulo! Remo! Vejam!

Uma ponte!

Estão vendo?

Só aguenta algumas pessoas de cada vez.

Sim, teremos que deixar as carroças para trás. Abandonem as carroças!

Peguem armas e comida e entrem na marcha. Depressa!

Temos que atravessar a ponte. Desçam das carroças!

Depressa, atravessem a ponte.

Os Sabinos estão bem atrás de nós!

- Eles estão muito perto. - Vamos enfrentá-los aqui.

- Eles acabariam conosco. - Faremos Curtius se lembrar de nós.

- Que faremos? - Venha comigo.

O que os deuses responderam?

O sangue não se coagula.

Me conhecem bem, isto não me deterá.

Mesmo que as previsões não ajudem.

E alguns sejam contrários, continuaremos.

- Em frente. - Em seus cavalos!

Vamos!

Eles chegaram! Está pronto, Romulo?

Espere!

Deixe que cheguem mais perto.

Avançar!

Está funcionando! Sim, mas o resto vai nos atacar.

- Estão ali. - Temos que fugir.

- Vamos embora. - Venham comigo.

Depressa! Atravessem a ponte! Vamos!

Não!

Ele nos salvou.

Infelizmente, isso não é o suficiente para detê-los. Precisamos ir rápido.

Um dia nos encontraremos, meu amigo.

Veja, se preparam para a batalha.

Mas já sabem que teus guerreiros não são imbatíveis.

Mataram meu melhor guerreiro, um fiel comandante.

Um preço muito alto para umas carroças miseráveis.

Nunca falou de preço antes,

Sempre quis lutar pelo que era teu...

Ou que tirou dos outros.

Ouvi dizer que estes irmão são muito unidos.

Por que insiste em lutar contra eles?

São apenas uma lenda!

Surgida depois da chegada de Eneas.

Desde quando acredita em deuses?

Desde quando sente que o poder te escapa como areia das mãos?

Cuidado como que fala, Curcio.

Preciso acabar com esta ridícula lenda antes que a rebelião se extenda,

Como uma praga entre meu povo.

E não é no vinho que encontrará forças para esta tarefa.

Continuo com esta tarefa porque nada tenho.

Nada.

Nem coragem para partir.

Sou um covarde, por isto abusa de mim.

Dando sua filha para aumentar seu poder.

Sua filha!

Sua filha gosta tanto de você quanto gosta de mim.

Como teus súditos gostam de você.

Como a mãe dela te amou.

Uma escrava que a tomou a força.

O passado deixa sombras.

Não esqueça disto.

E tenha em mente servir-me!

Todos tem uma missão na vida, vencerem ou serem vencidos.

E a tua é a de ser vencido.

Não vamos nos enganar, amigos. Chegou a hora de enfrentarmos a realidade.

Os umbros, os camponeses de Martina, e os idosos estão prestes a desistir.

O motivo é que acreditam cada vez menos na profecia. Quanto resistiremos nestas condições?

O tempo que quiserem os deuses.

Não podemos continuar cegamente assim.

O sacrifício feito por Públio e sua inteligência nos salvaram

- Quando atravessamos a ponte, mas amanhã... - Agora não é hora de reclamar.

Quando saímos de Alba Longa, todos sabíamos que enfrentaríamos o desconhecido.

Agora só temos que aumentar a distância da cavalaria Sabina

Para termos tempo de prepararmos nossa primeira defesa, na terra que será nossa.

Eu sei, você é sincero, Romulo e suas palavras vêm do coração.

Mas se não formos detidos pelas lanças dos sabinos, outra coisa vai nos deter.

Fome, doenças...

Você fala como um abutre!

Escutem, todos!

Nosso destino está diante de nós.

Só precisamos esticar o braço e pegá-lo.

Se alguém se recusa a sacrificar tudo, então ele é um servo, um escravo.

Remo, um bom líder não fala assim.

Queremos uma cidade nossa, assim como você.

Mas se todos morreremos nessa corrida, o que iremos construir?

Uma cidade de cadáveres?

É verdade que você é quem está nos liderando, nós concordamos, mas...

Você é um homem ambicioso...

- E muitas vezes cruel. - Cale-se, seu velho!

Não devia ter feito isso, Remo!

Eu sei o que deve ou não ser feito.

Fique fora disso, Romulo. Só há um líder aqui: Eu.

Você decidiu isso sozinho.

O último desejo de nossa mãe foi que vivêssemos unidos

E construíssemos uma cidade juntos.

Os deuses me escolheram e eles me ajudarão!

Se está tentando me provocar, não vai conseguir. Nunca lutaria com meu irmão.

Os deuses indicarão quem vai nos liderar.

É tolice não obedecê-los.

Amanhã, ao nascer do sol, quando as fogueiras estiverem apagadas,

Os abutres no céu serão contados.

Vocês ficarão separados por 5 tiros de arco.

Quem contar o maior número de abutres será o rei.

Com a proteção dos deuses.

Que seja, então.

Romulo.

Perdoe-o, Romulo.

Mas...

- Creio que ele falou assim de exaustão. - Estamos todos cansados.

Mas se lutarmos entre nós, nunca atingiremos o nosso objetivo.

Tenha paciência com ele.

Você precisa descansar.

Você é a criatura mais gentil e linda que já vi, Júlia.

Quatro pretas e oito brancas.

- Os deuses decidiram. - Romulo é o nosso rei!

Longa vida ao Romulo!

Que a decisão dos deuses seja respeitada.

- Você sempre estará ao meu lado. - Não quero sua generosidade.

Eu conheço sua gentileza e estou cansado dela, Romulo.

Eu não aceito esse veredito, todo esse empreendimento foi idéia minha.

E eu serei o líder no final.

Não serão aves estúpidas, mas a espada que vai decidir quem será o líder!

- Mostre sua coragem. - Não insulte os deuses, Remo!

Eles já indicaram o que desejam.

Eu já lhe disse antes e repetirei: nunca lutarei com você.

- Por que você é um covarde! - Não! Não puxe a espada, Romulo.

Ele é seu irmão. Não respeitando o veredito dos deuses,

Um teste com o qual você concordou de livre e espontânea vontade,

Você cometeu um grande sacrilégio.

Ninguém o respeitaria como líder agora, será que não entende?

Sim, eu entendo.

Vocês esqueceram as expedições que comandei?

Você, Acílio, esqueceu que já salvei sua vida? E a sua, Goda!

E agora me abandonam.

Eu estou pronto para segui-lo, mas não contra seu próprio irmão.

Eu também o seguirei.

Muito bem, nosso caminhos se separam aqui.

Você é o seu próprio mestre. Quem quiser, pode seguir.

- Dividir a caravana? - Sim! Dividir a caravana é uma boa idéia!

Dois rastros confundirá os Sabinos.

E quem chegar primeiro fundará a cidade.

E finalmente seremos um povo.

O destino está sempre com o mais forte, Romulo. Lembre-se disso.

Vou sentir sua falta.

Não se preocupe, nos encontraremos de novo.

- Adeus, Romulo. - Vá em paz.

Por favor, não tenha raiva porque decidi seguir seu irmão.

- Eu devo minha vida a ele. - Vá Acílio.

Nos encontraremos no vale das sete colinas.

Que os deuses o ouçam.

Eu prometo cuidar do seu irmão, não se preocupe.

Obrigado, meu amigo.

Por favor, não chore, Éstia. Não vamos ficar separadas para sempre.

- Logo nos encontraremos de novo, você verá. - Eu não aguentaria ficar sem Acílio.

Eu o amo e vou com ele.

Se você realmente o ama, faz bem em segui-lo.

- Adeus, Júlia. - Adeus, Acílio. Cuide dela.

Os deuses cuidarão de você.

Vamos, Éstia.

Para você também Tarpea, boa sorte.

Guarde seus desejos, sabina, e a alegria de ter vencido.

Ninguém pode prever o futuro.

Na verdade não nos é permitido conhecer o futuro.

Mas tem algo que se pode ter em vida,

E que podemos conhecer

Chama-se amor.

Besteira.

Te odeio pelo que você é.

Por ter mudado o coração de um homem.

Pela proteção injusta que recebe dos deuses.

Deixe os deuses em paz e diga as coisas em seu nome.

Você esta com ciúmes.

A aventura não terminou.

Se voltarmos a nos encontrar, cuidado.

Estarei perto de meu amado, e isto para mim basta.

O que deve fazer Tapea, é buscar a felicidade.

Tem muitas formas de amar.

Mas você não pode entender.

Pegue esta faca.

Se Romulo morrer,

É melhor usá-la em você.

Deixe-a em paz e vá com os outros.

Este é o tipo de mulher que se precisa.

- As outras... - Que são como eu.

As despreza, eu sei.

Não desprezo, Julia.

Mesmo que seja a causa de nossa divisão.

Este é outro motivo.

Tem muitos motivos.

O verdadeiro motivo é que invejo Romulo,

É que sempre teve mais sorte que eu.

E também terá desta vez.

Mas ainda não foi dada a última palavra.

Minha vontade é mais forte do que o destino.

Os que decidiram ir com Remo estão loucos!

- Pegarão o caminho da montanha. - É mais curto e mais perigoso.

Essa montanha é sagrada para o deus de Hades.

- Remo não deveria desafiá-lo. - Escolheu desafiar o deus e a si mesmo.

Não adianta olhar para trás.

Precisa esquecer.

Vamos andar, pegue o caminho da floresta.

- Por que está chorando? - Tudo o que aconteceu é culpa minha.

Se não tivesse me encontrado estaria ao lado com seu irmão.

Eu os separei e agora estou com medo.

- Tenho medo por você. - Não é culpa sua.

Nascemos no mesmo dia, sob o mesmo signo,

Mas com destinos diferentes.

Eu nunca quis ser o líder.

Poderíamos tomar as decisões juntos, mas Remo...

Só conhece uma lei: a força.

Romulo, eu imploro, me deixe ir. Preciso deter o meu pai.

Não, Júlia. É tarde demais.

Seu futuro é meu.

Você é minha.

Não sei como é o fim da jornada, mas nós estaremos juntos.

Sim, estaremos juntos.

Avancem! Não parem!

Vamos!

Suba.

Andem!

Não deixe os mantimentos caírem no chão.

- Vamos, pegue! - Quer morrer de fome?

Não conseguimos...

Vamos! Não parem agora!

Remo! Onde você está? Remo!

Tarpéia!

Tarpéia!

Remo!

Não!

Júpiter pai onipotente.

Você que tem a vida e o destino em tuas mãos,

Te suplico que tome a minha vida e deixe a dele.

Salve sua vida!

Não é verdade! Deixe-me! Deixe-me!

Calma amoir, está vivo, estamos vivos!

Espere, Curtius!

Ela é mulher do bando de ladrões. Eu a reconheço.

- Não pretende poupá-la, não? - Não.

Mas ela precisa falar antes de morrer.

Onde estão os outros? Onde está minha filha?

Fale!

Para o seu próprio bem.

Por que eu falaria? Que ganho em troca?

Morte rápida e sem dor para você e seu companheiro.

Dê-nos a vida e cavalos e digo o que quer saber.

Sugere que devo barganhar quando sua vida depende de um gesto meu?

Se eu morrer, nunca encontrará sua filha nem seus inimigos.

Prefere ser torturada?

Tente, Tácio.

Tente!

Muito bem. Prometo poupar a vida dos dois.

Tem minha palavra.

Sua filha está com os outros, com Romulo.

Ela vive com as outras mulheres da caravana de igual para igual.

Foram pela floresta em volta da montanha que guarda o vale das sete colinas.

Precisamos atacá-los antes que se organizem e construam defesas.

- Peguem o caminho da floresta. - Vai mesmo deixá-los viver?

Eu dei minha palavra.

Sei que pela traição, ela fez não merece viver.

Deixemos que os deuses a castiguem, e ao seu homem, terão seu destino.

Como todos nós.

Romulo! Júlia! Vejam!

Romulo, é lindo!

Que os deuses sejam louvados!

O que foi? Não parece feliz.

Queria que Remo estivesse aqui.

Chegamos! Chegamos!

Que houve?

Que houve?

Acalme-se, você perdeu muito sangue.

Onde estão os outros? Acílio? Goda?

Somos os únicos sobreviventes.

Eles foram engolidos pela montanha. Os deuses estavam com raiva.

Mas você ainda está vivo.

Até mesmo Romulo está perdido.

Os Sabinos vão destruí-lo antes de construir a cidade que é sua de direito.

- Você está errada. - Não.

Eu contei aos Sabinos para onde eles tinham ido, em troca da sua vida.

O que você disse?

O que você disse?

Não havia nada que eu pudesse fazer, entende?

Chegaram quando estava inconsciente e eu tinha que salvar sua vida!

Estamos sozinhos, mas cuido de você.

Eu salvei você.

Você é louca!

Ninguém terá a minha cidade!

Serei rei, nem que tenha que matar meu irmão!

Remo, eu imploro, não vá! Não vá!

Nunca vou desistir! Nunca!

Escute, eu imploro.

Leia os sinais,

A resposta dos abutres,

A maldição da montanha de fogo!

Pense nos que morreram para segui-lo!

Para seguir seu sonho impossível!

Eu imploro, por favor não vá atrás dele. Eu imploro!

Ninguém tem o poder de mudar o destino! Ninguém! Nem mesmo você.

O destino de outros, talvez, mas certamente não o meu!

Não, Remo!

Não, Remo! Não me deixe aqui! Não!

Eu imploro! Não vá embora!

Remo!

- Estique bem o braço e mire no alto. - Assim?

Isso mesmo.

Rápido, mulheres! Encham as trincheiras! Eles vão atacar a qualquer momento.

Estamos prontos. Podemos nos defender.

Podemos repelir qualquer tipo de ataque. Finalmente temos força.

O que importa agora é abrir o primeiro fosso para a nova cidade.

Você deve fazer isso, Romulo. É obrigação do rei.

Você nos guiou com sabedoria.

No topo da montanha seria muito longe do rio e a água é necessária a vida.

Você me surpreende Neumar. Fala como um rei.

Ele é jovem e todo jovem se sente como um rei.

Pretende esperar para sempre o irmão que o abandonou?

Remo queria esse empreendimento. Temos que esperar por ele, é meu irmão!

Devo minha vida a ele.

Não, Romulo.

Dessa vez está errado.

Não foi só para salvar você que Remo decidiu atacar Alba Longa.

Foi porque seu pai, antes de morrer, disse algo a Remo que atiçou sua ambição.

As palavras criaram no coração dele a vontade de poder.

Foi por isso que ele atacou, não para salvá-lo. Você foi apenas uma desculpa.

Retire o que disse!

Me espanque se quiser, mas isso não vai mudar a verdade.

Romulo!

- Os Sabinos! - Onde?

Na colina, são centenas!

- Eles nos superaram. - Ali também! Veja!

- Estamos cercados, não temos chance. - Só há uma coisa a fazer.

Lutar.

Eles têm dez vezes mais soldados do que nós.

Deixe-me ir até meu pai, não derrame mais sangue por mim.

Não, Júlia. Não é apenas por você. Vamos lutar pela nossa terra e futuro.

Esperava por esse momento. A caçada terminou.

- Divida os homens em grupos. - Certo.

É a nossa chance, quando atacarem, mostraremos quem somos.

Será um grande dia.

Com os deuses, subiremos os muros da cidade, com pedras já manchadas pela glória.

Malditos rebeldes cercaram o acampamento com trincheiras.

Será quase impossível passar pelas defesas.

- Se preocupa demais, Curtius. - O que quer dizer com isso?

O caminho para o trono de Alba Longa, é bem mais fácil de fazer casando minha filha

Do que arriscando a vida na batalha.

Suas palavras são ofensivas.

Mostre que estou errado. Tenha a honra de liderar o ataque.

Mas é suicídio, Tácio.

E além do mais, é para isso que você tem comandantes.

Nesse exército, quem decide é o rei Tácio. Lidere o ataque, Curtius!

Mas... É a morte.

É morte certa!

É melhor desistir de Júlia.

Melhor desistir de tudo.

Você não tem mais nada do que abrir mão. Não lembra de ter dito isso?

Em frente!

Chegou a hora. O destino é quem vai julgar.

Lancem! Depressa!

Agora!

Sulpício.

Você venceu. Vá em frente.

Por que não dá o golpe?

Vou lhe mostrar como morre um rei.

Não, Romulo!

Pai.

Morava com essas pessoas pela minha vontade, eu era livre.

Eu compartilhava as minhas esperanças e sonhos.

Foi minha própria escolha, pois o amo muito.

Nessa terra, consagrada pelo sangue do nosso povo,

Vamos construir uma cidade e ninguém vai nos impedir.

Resolva, Tácio.

Que haja paz entre nós.

Em nome dos deuses imortais, eu, Romulo, sou agora rei dessa cidade.

Esse fosso marca seus limites.

Quem passar desarmado é nosso amigo.

Quem estiver armado deve morrer.

- Essa é a lei! - Longa vida a Romulo!

Meu irmão.

Esse é o fosso da minha cidade ou da sua?

Da nossa, meu irmão.

Nunca vou dividir nada com você!

Veja, já destruí sua cidade.

Não!

Vejam o seu rei rastejando no chão! Isto que escolheram para defendê-los?

Fraco como a cidade que fará para vocês!

Levante-se, Romulo.

Vou matá-lo onde está, como um verme.

Foi você que quis isso, Remo.

Ele desrespeitou a lei. Tem que matá-lo, Romulo!

Os deuses estão contigo Romulo.

Romulo, defenda sua cidade com a minha espada.

Remo.

Remo.

- Não chore por mim. - Remo!

Meu irmão!

Não foi você que decidiu nossos destino. Não podemos ir contra o destino.

Ninguém desafiará seu poder agora e a cidade que vai construir

Será grandiosa como a cidade com a qual eu sonhei.

Remo!

Esse é o fim da lenda.

E o começo da história da maior cidade do mundo.

A cidade eterna !

Roma !

FiM

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