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Original subtitles

Alto l�! Aonde voc� vai?

Vamos! Mexa-se! Saia da�!

N�o!

Bielorrussos!

Cada um de voc�s tem uma miss�o

para auxiliar a reconstru��o de sua regi�o.

Voc�s devem estar cientes

de que isto n�o pode ser realizado sem o apoio dos alem�es.

Qualquer resist�ncia �s ordens alem�s

ser� considerada sabotagem

da mesma forma como uma incita��o ao motim.

Ainda existem indiv�duos

que n�o entendem o caminho a seguir.

Estes partisans

que atacaram a Resist�ncia Alem�

devem ser justamente punidos.

Vejam o que acontece aos inimigos do Reich alem�o.

N�o apoiem os partisans.

Sua situa��o � desesperadora.

Todos aqueles que se unirem aos partisans

ter�o o mesmo destino.

Este � o momento para grandes solu��es.

Tomem parte ativa

na reconstru��o do Estado bielorrusso,

pelo povo da Bielorr�ssia.

Enforquem!

NA NEBLINA

Do romance de Vassil Bykov

Vamos l�!

Droga!

N�o fique a� parado!

Mexa-se. N�o � t�o profundo.

� a �ltima coisa de que preciso!

Que dor!

Est� vendo?

Bem ali.

Estou.

Vamos ao anoitecer.

Voc� acha que ele nos espera?

Provavelmente n�o.

Talvez ele j� tenha fugido.

Para juntar-se � pol�cia alem�.

Espere aqui.

N�o h� nada de errado.

Vou dar uma olhada.

N�o demore muito.

N�o demoro.

Que belas patas...

Precisamos lhe dar uns olhos, em seguida, umas orelhas.

Orelhas pontudas, como uma raposa.

Como vamos cham�-la?

Belka.

Faremos suas pequenas orelhas muito pontudas.

Boa noite.

Veja o cavalo que meu pai fez.

� um belo cavalo.

Ele tamb�m me fez esse c�ozinho com rabo.

Com rabo?

Que legal. Qual � o seu nome?

Gricha. Meu pai � Sushenya.

Ent�o voc� � Grigorij Sushenya.

Como est� a vida?

Sente-se, n�o fique de p�.

Eu n�o o reconheci.

Voc� mudou.

Voc� parece diferente, tamb�m.

O amigo anda com uma arma.

S�rio?

Isso n�o � para crian�a brincar.

N�o � com cartucho real, apenas o inv�lucro.

O inv�lucro...

Eu realmente vim por voc�, Sushenya.

Onde est� sua esposa?

Ordenhando a vaca.

Eu esquentei a �gua do banho.

Est�vamos indo nos lavarmos.

Lavar-se...

Que legal.

Eu sabia que voc� viria.

Sabia?

Que legal.

Voc� reconhece sua culpa.

N�o h� nada a reconhecer.

Eu n�o sou culpado de nada.

Este � o fato.

Nada?

Nada.

E aqueles homens?

Os que foram enforcados?

Eles foram enforcados.

Boa noite.

Boa...

Anelya.

Bem...

Vou preparar alguma comida.

Voc� deve estar com fome.

N�o h� tempo, Anelya.

Voc� tem algum pano para enrolar meus p�s?

Preciso substitu�-los.

Sua m�e, ela ainda est� viva?

Ela morreu.

Seis meses atr�s.

E sua irm� Nyura?

Est� morta, tamb�m.

Morreu na �ltima primavera, na floresta Lisichansky.

Vamos beber alguma coisa.

N�o.

Eu n�o quero.

Que pena.

Eu vou.

Posso?

V� em frente.

Mas fa�a isso r�pido.

Que isto n�o seja por aquelas pessoas.

Porque n�o foi verdade.

N�o � verdade!

O que n�o � verdade?

N�s n�o desejamos aquilo. N�o o quisemos!

Tive tanto medo quando o prenderam.

Eu n�o conseguia dormir. Meus olhos se consumiram em l�grimas.

Depois, o libertaram.

E o que pudemos fazer?

Ele n�o pediu nada disso!

Ele n�o fez nada de errado com eles. Tentou proteg�-los!

Mas eles foram enforcados.

E ele foi libertado.

Por qu�?

Quem sabe o motivo?

N�o.

H� uma raz�o.

V� em frente, Anelya.

N�o h� nada a discutir.

� o destino.

Vamos.

Para onde vai lev�-lo?

Tenho que ir. N�o � por muito tempo.

N�o chore. Acalme-se.

N�s temos...

algumas coisas para cuidar.

- Logo ele estar� de volta. - Isso mesmo.

Bem, mas ainda �...

Por que n�o leva algo com voc�?

Ao menos alguma banha de porco.

Voc� precisa de algo para comer.

N�o v� sem alimentos.

- Deixe-me dar-lhe uma cebola. - N�o precisa.

Voc� gosta de cebola com banha de porco.

V� em frente e pegue, se voc� gosta dela.

Tudo bem, me d� uma.

Tudo fica melhor com cebola.

Especialmente banha de porco.

Fica gostoso com uma bebida.

De qualquer forma, estou atrasado, lave-se sem mim.

Qual o caminho?

Por ali.

Devo pegar uma p�?

Sim.

Ande.

Sabe o que vai acontecer.

Se voc� me trair...

Eu n�o tra� ningu�m!

- Ent�o quem foi? - Eu n�o sei.

O libertaram, certo?

Sim, aqueles bastardos.

Eu gostaria que tivessem me enforcado.

V� em frente!

Como conseguiram, irm�os?

Este rio encheu na primavera.

Ficou como um p�ntano.

O que estava esperando? Areia?

Bem, n�o isto.

Areia seria melhor.

Voc� pode enfrentar isto algum dia, tamb�m.

Areia?

Muito bem.

Vamos em frente.

H� areia entre os pinheiros.

H� um lugar mais alto l� na frente.

V� em frente, mexa-se!

Pare.

Ent�o?

Um lugar t�o bom quanto qualquer outro, n�o? Para qualquer ocasi�o.

Ocasi�o?

Se voc� tivesse me dito...

Tudo pode acontecer neste tipo de guerra.

- � uma barbaridade. - Cale-se!

Voitik, fique de guarda ali enquanto cuidamos disso.

V�.

Seria melhor n�o contar nada a Anelya sobre isso.

Sobre o qu�?

Que voc� atirou em mim.

Diga a ela que os alem�es me mataram.

Claro que, mais tarde,

ela vai descobrir.

Continue cavando...

Depois vemos isso.

Talvez seja o bastante.

Vai levar muito tempo para ench�-lo de volta.

Fa�a-me um favor.

Este casaco...

Entregue para Anelya.

Seu casaco?

Tudo bem.

Eu cuido disso.

� um bom casaco.

Ela n�o encontrar� outro como este.

A vi�va...

Voitik, � voc�?

N�o se mexa!

Alto l�!

Renda-se!

Pare, bastardo!

Leve-o para a direita!

Voc� est� vivo?

Onde se feriu?

O que foi? O que voc� quer?

Onde...

Onde voc� est� me levando?

Eu n�o sei.

Voitik...

Eu n�o sou Voitik. Sou Sushenya.

Eu...

estou...

ferido gravemente?

Quem sabe.

Mas foi baleado.

Eu n�o consegui

mat�-lo a tempo.

N�o h� mais tempo.

A guarda apareceu de repente, do nada.

Leve-me para Zubrovka.

Devo ir para Zubrovka.

L�,

procure Kienya.

Kienya? Certo.

Burov?

Camarada Voitik?

O que aconteceu com Burov?

Bem...

Eles atiraram nele.

Foi isto que conseguiu!

Para o celeiro!

O que estava fazendo?

Nada.

O que est� tramando?

Nada!

O que voc� est� tramando?

Eu n�o constru� este caminh�o com minhas pr�prias m�os

por isso aqueles bastardos atrevem-se a dirigi-lo!

N�o seja tolo!

N�o sofreu o bastante?

- J� n�o foi o suficiente? - V� dormir, m�e.

Eu sei o que voc� est� tramando.

Voc� quer justi�a!

J� sofri o bastante.

Estou dormindo.

Voc� dorme?

Eu sei como voc� dorme.

Santa Maria, M�e de Deus, livrai-nos do mal.

� Senhor, Jesus Cristo, livrai-nos do mal e perdoai-nos de nossos pecados.

Senhor, tem piedade. Senhor, tem piedade.

Salve-nos e proteja-nos.

Tia Anisya, Kolya est� em casa?

- Kolya est�? - N�o grite. Eu n�o sou surda.

Voc� est� fantasiado!

Ol�, Kolya.

O que voc� quer?

Mikitionok me enviou.

Precisamos de sua ajuda.

N�s n�o podemos guiar com o caminh�o problem�tico.

Ele n�o vai pegar. Mas voc� pode faz�-lo funcionar.

Venha nos dar uma m�o.

Mirokha, uma vez eu bati em um de seus dentes.

E?

Olhando para voc� agora, eu deveria ter batido em todos eles.

Voc� se engana!

Ent�o?

Voc� vem?

Cai fora!

� assim que voc� quer?

Eu poderia lhe ordenar isto.

Voc� est� pedindo por isto.

Chegue mais perto e vou cuspir no seu rosto.

J� estou farta de voc�! Saia!

Eu ainda te pego! Conte com isso!

Ele est� chateado porque tomaram seu caminh�o.

Ainda o terei de volta algum dia!

Vai se arrepender disso, Kolya!

Voc� era um tolo ontem e ainda � um tolo hoje.

Diga que eu fui para a casa de minha tia.

Aonde voc� vai?

Vou me esconder at� esta confus�o passar.

N�o devia ter feito isso.

Idiota...

Mandei voc� ficar de guarda.

E voc�...

Eu fiquei de guarda.

Mas eles se infiltraram pelo outro lado.

O outro lado...

Voc� � t�o dissimulado.

Oh, sim.

Falso. Voc� quem �!

Por que viemos para os pinheiros?

Voc� realmente n�o entende nada.

Onde est� Sushenya?

Sentado ali.

N�o o incomode.

Como quiser.

Que me importa?

O que o comandante dir�?

O que faremos agora?

Ficaremos sentados aqui?

Esperando que atirem em n�s, como coelhos?

De onde veio?

Babichi?

Provavelmente.

N�o tenho como continuar.

Voc�s n�o podem me levar.

Precisamos de um carro.

Sen�o, ele...

Onde est�o atirando?

Quem sabe.

� pra l�.

Babichi?

Provavelmente.

Fique aqui.

Vamos encontrar um carro.

Fa�a o seu melhor.

Sushenya...

Voc� sabe o caminho de volta.

Sabe onde fica a aldeia?

Babichi fica pra l�.

Perto das matas virgens.

- Perto do tiroteio? - Sim.

V� e encontre um carro.

Espere.

Eu vou.

Voc� fica aqui.

Fique de guarda.

D�-me a minha arma.

Sua arma?

Aqui est�.

Tentarei ser r�pido,

se n�o for muito longe.

Por que eu n�o...

o matei em sua casa?

Se eu tivesse feito isso

ali...

Eu n�o estaria morrendo agora.

Em minha pr�pria casa?

Meu menino estava l�.

O menino...

Sim...

E por que...

voc� n�o fugiu, Sushenya?

Fugir para onde?

Para os alem�es?

Eu estive com os alem�es.

Aqui.

Olhe.

Foi voc�...

Voc� traiu

aqueles tr�s homens.

Eu n�o tra� ningu�m.

Ent�o por que...

eles n�o o enforcaram

com os outros?

Se tivessem me enforcado,

eu ficaria muito grato.

Mas n�o...

eles me libertaram.

Pensei que voltariam para me pegar.

Mas n�o.

Deixei minha casa por duas semanas.

Para onde eu poderia ir?

Ent�o, pouco a pouco,

comecei a entender porque me libertaram.

Usaram-me como isca.

Voc� caiu na armadilha deles.

Fui um trabalhador da estrada de ferro por 13 anos.

Certamente voc� j� sabe disso.

Eu quase desisti quando os alem�es chegaram.

Mas o chefe da esta��o veio at� n�s.

Voc� deve conhecer Tereshkov.

Ele nos disse para ir trabalhar

ou os alem�es iriam mat�-lo.

O que eu poderia fazer?

Eu fui.

Que filho da puta!

Ele era um bastardo sob os sovi�ticos, tamb�m.

Sua esp�cie se adapta a qualquer regime.

Se algum dia eu cruzar com ele em um beco escuro...

Filho da puta!

D�-lhe uma surra durante a inspe��o.

Surpreenda-o!

� isso! E vou dizer que foi ideia sua.

Eu n�o vou sozinho diante do pelot�o de fuzilamento.

Nada isso. N�o diga uma palavra.

Mantenha a boca fechada e guarde isto.

At� o momento certo chegar.

O momento certo?

Bem...

N�s podemos soltar este encaixe e mandar tudo pelos ares.

Podemos fazer isso em uma curva.

Quem � o respons�vel pela manuten��o? Aquele desgra�ado.

Os alem�es ir�o execut�-lo.

O encaixe, voc� disse?

Boa ideia!

Os alem�es n�o s�o est�pidos.

Eles iriam descobrir.

Descobririam que o encaixe foi sabotado.

De jeito nenhum!

Quando um trem sai dos trilhos, nenhum encaixe resiste.

Tudo fica destru�do.

Lembra-se do m�s passado?

N�o muito longe do posto Lemeshev,

houve um acidente ou alguma sabotagem.

Uma bagun�a total. Imposs�vel de detectar.

Se algu�m fosse suspeito, seriam os partisans.

Nada a ver com a gente.

N�s apenas fazemos o nosso trabalho.

Vamos voltar, deixar nossas ferramentas,

e depois ir para casa.

Por que suspeitariam de n�s?

E a aldeia vizinha?

Se houver suspeita de partisans, eles v�o destruir a aldeia.

V�o atirar em todos. Todos aqueles inocentes.

Isso j� aconteceu muitas vezes.

Que aldeia?

Existem apenas algumas velhas l�.

E elas n�o s�o seres humanos?

Voc� n�o deve fazer isso.

Ent�o voc� tem medo?

O trem parte � noite. N�o chegar�amos l� mesmo.

Ou talvez ele goste

de levar uma surra.

Voc� vai nos ajudar?

N�o deve fazer isso.

Voc� quer chamar os alem�es?

Vamos falar como amigos, com o cora��o aberto.

Voc� parece ser uma pessoa razo�vel.

Sim.

E n�s queremos ajud�-lo.

Amanh�, vamos enforcar os outros.

Mas n�s estamos oferecendo-lhe a vida.

A n�o ser que...

Sim?

Voc� vai viver.

A n�o ser que...

Voc� deve assinar um acordo de colabora��o.

Que colabora��o?

A colabora��o secreta, � claro.

Com as autoridades alem�s.

Ent�o organizamos a sua liberta��o.

Voc� voltar� para o seu povo,

os que voc� despachou nesta miss�o.

Ficaremos em contato pr�ximo.

Secretamente, � claro.

N�o.

Voc� sabe...

Eu n�o posso.

Eu n�o posso fazer isso.

O qu�?

O que voc� disse?

Eu n�o posso fazer isso.

Voc� � idiota?

Est� se recusando a viver?

Voc� quer morrer?

Claro que n�o, mas...

Ent�o assine o acordo.

Vamos tomar todas as precau��es.

Ningu�m vai suspeitar de nada.

Eu n�o posso fazer isso.

Ent�o...

Voc� quer morrer.

O enforcamento � amanh�.

Dou-lhe um tempo para pensar.

At� amanh�.

Mexam-se!

Vamos...

N�o, voc� n�o, Sushenya.

Por que n�o?

Levante-se.

Ser� que pensou em minha proposta?

Voc� ainda quer balan�ar em uma corda com seus amigos?

Eu pensei que fosse um sujeito esperto.

Mas � um idiota.

Voc� quer uma morte nobre?

Quer que todos honrem a sua mem�ria?

Quer que escrevam panfletos sobre voc�?

N�o...

Isso n�o vai acontecer.

Vou arranjar outro tipo de morte para voc�.

Pela �ltima vez:

Sim

ou n�o?

Eu n�o posso fazer isso.

Muito bem.

N�o pode.

Saia daqui.

V� embora.

V�.

O que eu poderia fazer?

Eu os invejei imediatamente.

Todos os honravam.

Seus filhos estavam orgulhosos.

Vizinhos ajudando suas fam�lias. Mas eu era odiado.

Eu senti...

que at� mesmo a pessoa que mais me amava,

minha esposa Anelya,

j� n�o olhava para mim

como antes.

Um dia, ela come�ou a chorar e disse:

Melhor que tivesse sido enforcado!

Eu comecei a me perguntar

se eu mesmo poderia me enforcar.

Mas, mesmo assim...

As pessoas diriam: "Foi sua consci�ncia culpada.

Ele era um traidor."

Como eu poderia viver assim, Kolya?

Kolya...

Voc� pode me ouvir?

Kolya.

N�o se esque�a de perguntar sobre o tabaco!

Ele prometeu.

Eu n�o vou esquecer.

Como ele est�?

Est� descansando. Tem a febre muito alta.

Os caras perguntaram sobre o tabaco.

Alto l�!

Venha c�!

Aonde vai?

De onde voc� �?

Onde conseguiu isso?

Eu n�o sei. Eu parei na casa de um sujeito.

Ele me deu.

Onde?

Eu n�o sei.

Leve-nos l�.

Maldi��o!

Ainda est� aqui?

Mas ele...

Eu sabia.

Quando?

Ontem � tarde.

Bem...

N�o h� necessidade de carro.

Est�o todos ali, esperando.

Desde ontem.

Ent�o?

Sem carro?

Sem carro.

Os alem�es est�o em Babichi.

Os alem�es?

Ent�o, e agora?

E agora?

N�s escondemos o corpo e sa�mos.

Podemos passar.

E ir para onde?

Cada um segue o seu pr�prio caminho.

Eu vou para o meu pelot�o.

Voc� provavelmente ir� voltar para os alem�es.

Eu n�o vou para os alem�es.

Leve-me com voc�.

Para o meu pelot�o?

Sim, eles est�o esperando por voc�.

Devemos levar Burov.

N�s n�o podemos deix�-lo aqui.

Voc� viu quantos corvos?

Mas voc� ir� carreg�-lo.

Sim, eu vou.

Entendido.

Ent�o se levante.

Voc� sabe para onde ir?

Se quisermos evitar Babichi,

temos que ir pela esquerda.

Mostre o caminho.

Tenha cuidado!

Evite os alem�es.

Por onde eles est�o vindo?

Pela estrada principal, eu acho.

A estrada principal?

Sim.

Onde voc� est� nos levando?

Aonde mais posso ir?

Voc� disse que os alem�es est�o em Babichi.

Eles est�o l�.

Ent�o esta � a �nica op��o.

Temos que atravessar a estrada principal.

O que faremos agora?

Atravessamos?

Devemos esperar a escurid�o da noite.

Isso, apenas esperar.

� melhor.

Voc�s j� se conheciam?

Desde a inf�ncia.

Mor�vamos na mesma rua.

Ele era mais jovem do que eu.

Ele sempre amou carros.

Sim...

Por isso ele caiu.

E voc�, com ele.

Ele, talvez.

Comigo foi outra coisa.

O qu�?

Eu n�o morri l� atr�s,

na delegacia de pol�cia. � isso.

Por que a pressa de morrer?

Burov estava com pressa. Ele n�o podia esperar.

Sua loucura � a culpa.

Sim...

Ele morreu muito cedo.

Ele ainda era jovem. Uma pena.

Por que voc� se importa?

� uma esp�cie de culpa minha.

Mas n�o por completo.

Eu n�o queria isso.

Eu s� n�o queria morrer naquele p�ntano.

Se voc� tivesse morrido, Burov ainda estaria vivo.

N�o � mesmo?

Sim, provavelmente.

Vai contar tudo para o seu comandante?

Contar o qu�?

Tudo sobre mim.

Que eu n�o fiz isto.

Afinal de contas, eu tenho uma esposa,

um filho...

Ah, sim!

Sim, eu vou lhes dizer.

� melhor escrever.

Escrever seria bom.

Seria documentado.

Voc� confia em documentos?

Claro, confio.

Talvez eles resolvam isso tudo, algum dia.

Mas eles o recrutaram, n�o?

Vamos, confesse.

Ah, se fosse isso!

Mas n�o.

Eles tentaram.

Mas eu n�o pude.

Eu simplesmente n�o podia faz�-lo.

Voc� realmente n�o fez?

Deve estar mentindo!

Voc� sabe que isso � imposs�vel.

N�o nesta situa��o.

N�s causamos a nossa pr�pria ru�na,

mas tamb�m a de nossa fam�lia.

Que tipo de vida eles t�m?

Se permanecerem vivos...

Tudo pode acontecer.

Isto � a guerra, claro...

Voc� se refere � guerra,

como a possibilidade de tudo acontecer...

Mas ela fez tudo mudar em um ano e meio?

Ser� que as pessoas realmente mudam t�o rapidamente?

Ser� que a guerra realmente transforma-nos desse jeito?

Eu moro aqui h� 37 anos.

Todo mundo me conhece.

Eu sempre fui respeitado.

Nunca tive problemas com ningu�m.

Ent�o por que n�o confiam mais em mim?

Por que confiamos nos alem�es,

mas n�o em nossos vizinhos?

Ningu�m acredita em mim. Voc� n�o acredita...

Nem mesmo a minha mulher...

Ela tem d�vidas.

Ser� que eu mudaria tanto?

Como, se eu nasci com esse car�ter?

As pessoas podem mudar muito.

Elas s�o inst�veis por natureza.

Especialmente se querem sobreviver.

Exatamente.

Se voc� quer viver, por que escolhe trair?

Diante da morte, tudo parece o mesmo.

Mas quando se quer viver,

voc� vive com esperan�a.

Se n�o por voc�,

talvez por seus filhos.

Talvez eles

tenham sorte para sobreviver.

Ent�o, voc� vai primeiro.

Espere por mim do outro lado.

Alto l�!

Alto l�!

De repente eu o vi.

Indo para o inferno!

N�o teve jeito, o perdi!

- Onde ele est�? - Espere um pouco.

Aqui est� ele.

Ele tem rifles.

- Eu sabia que era um bandido. - Ele est� morto?

Parece que sim.

O coldre...

Est� vazio. Ent�o, onde est� sua pistola?

Reviste.

Veja essas botas.

Apresse-se...

Maldi��o!

Ele ainda est� vivo.

Acabe com ele e vamos embora.

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