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Vic, telefone.
- Para mim? - Sim. Anda depressa.
Estou? Poupette! Onde est�s?
- No Festival de Salzburgo. - A tocar?
Este ano, n�o. Vim ver uma aluna e tamb�m ouvir Mozart.
- Tudo bem contigo? - Um horror.
A fam�lia � simp�tica, mas fa�o 20 km de autocarro para ir �s aulas.
� um deserto. At� li "Educa��o Sentimental".
- Vem ter comigo e voltamos a Paris. - Ainda me faltam 6 dias.
- O que vou dizer? - Ora bem.
Que a tua bisav� de 85 anos est� a morrer.
Doida.
LA BOUM 2 DEPOIS DA FESTA
Realiza��o
Argumento
Produ��o
Tenho artrose, mas n�o sou cega.
E o teu alem�o? Conta.
Falei muito em franc�s.
Nada disso.
O teu alem�o... Como se chamava? Ulrich.
- Esse? - Sim.
Era mais ou menos. Alto, magro.
Um cr�nio em filosofia, mas sem humor.
- O filho do Dr�cula e de Rousseau. - Isso.
- E tu e o Jean-Louis? - Vai buscar-me.
A mulher est� nas termas de Evian.
Devia ter avisado os pais. S� me esperam no domingo.
- Quando virem a tua cara... - Desculpe.
N�o h� problema.
- Por favor, mostrem o passaporte. - Passaporte.
- H� um ano que n�o vejo um tipo. - Est�o sempre a mudar o c�digo.
- Ver mesmo ou "ver"? - Passaporte, por favor.
- "Ver". Estar com o mesmo. - Obrigado.
Paris, a escola, as festas. Sempre as mesmas pessoas.
Se n�o encontro nas f�rias, nunca encontrarei ningu�m.
Mi�dos de 16 anos com borbulhas e imbecis conhe�o muitos.
Obrigado.
Tenho a sensa��o de que nunca voltarei a apaixonar-me, Poupette.
- Quantos anos tens? 15? - E 3 meses.
� s� uma sensa��o.
- Est�s a v�-lo? - N�o. Mas � a mam�.
- Mam�! Mam�! - O que fazes aqui?
- Onde est� o Jean-Louis? - N�o p�de vir.
- Aconteceu uma coisa, Poupette. - Aconteceu algo ao Jean-Louis?
- A mulher morreu. - Caramba.
Como cresceu. O pap� est� bem?
Devido � tese n�o o vemos muito.
- Vai ficar chateado. - Era aborrecido.
O que foi?
- Est�s bem? - Parece que perdi uma amiga.
- Nem a conhecias. - E uma boa not�cia.
J� n�o h� "Back Street", podem casar-se.
Calma. Depois de 44 anos em Back Street, n�o se muda de morada assim.
Vou para o est�dio. Se sa�res, deixa o Lucas na Mme. Monnet.
- Certo. Adeus, mam�. - Adeus.
Vic, tamb�m cresceste.
Bom dia. Consult�rio do Dr. Fran�ois Beretton.
J� n�o d� consultas �s ter�as e �s quintas.
Ligue de manh� entre as 8 e as 9h. Obrigada.
Pronto. Espera. � porreiro. N�o � bonito, mas porreiro. Como tu.
Toma. Ligas para os teus amigos e eu para as minhas amigas.
Estou? Vic, n�o vinhas s� no domingo?
- Vim-me embora. - Vamos ver-nos. H� coisas a contar.
- Uma coisa, sobretudo. - Conta.
- J� est�. - A s�rio?
Vou ao Pagode v�-lo. Encontramo-nos l�?
- Nota-se? - N�o. Que idade tem?
18 anos. Chama-se Thibault.
- Est�s apaixonada? - Estou. E simp�tico.
- Como �? - Moreno. Simp�tico. Mora em...
- E tu. Conta. - Cassis e fam�lia, Baviera e gansos.
- Recebeste as cartas? - A �ltima foi a 3 de agosto.
O her�i podia ainda chegar. Conheci o Thibault no �ltimo dia.
- Foi s� uma vez? - Duas vezes na mesma noite.
- Quanto durou? - Uns 3, 4 minutos.
- A s�rio? - De cada vez.
- N�o passaste a noite com ele. - Tive de ir. Os pais iam voltar.
- E como te sentes? - Estou animada.
- Ainda bem que era simp�tico. - Dois bilhetes de estudante.
- As colunas est�o no s�tio. - Podemos avan�ar?
Podemos. O microsc�pio vai cantar "A Valqu�ria".
- J� viste a estrutura, �tienne? - Deixa ver.
Fant�stico.
Vamos dormir e amanh� vemos o que se passa ap�s digest�o enzim�tica.
Eu fico, como por perto e daqui a duas horas vejo se h� mudan�as. Ficas?
Merda. S�o 19h. Tenho de ir.
Prometi algo importante para o trabalho da Fran�oise.
- Faz intervalos. - E tudo?
- Pronto. Acab�mos. - Espera.
- Olha. - Perfeito.
- A que horas? - Oito horas no Sofiel.
- Os belgas s�o pontuais. Apanho-te? - O Fran�ois leva-me.
- O Fran�ois vai? - N�o levas a B�atrice?
N�o. � um jantar de neg�cios. N�o importa. O Fran�ois � bem-vindo.
Estou, pap�? Tudo bem?
- Onde est�s? - Em casa da P�n�lope. A mam� est�?
- N�o, mas h� substituto. - A P�n�lope vai viajar com o pai.
J� s� a vejo no regresso �s aulas. Temos coisas a contar.
- Posso dormir aqui? - Tamb�m tenho muito a contar.
- At� amanh�. - Est� bem. Beijo.
Beijo.
Espera. Desligaram. N�o faz mal.
Estou? Como?
Vou tentar explicar.
- N�o deves ter fotografias. - J� o tinha visto. Est�o a revelar.
Com tr�s idas ao cinema, mesmo com o desconto, j� n�o tenho dinheiro.
- Devo ter 50 francos. - Boa. Mais uma torrada?
- Era o teu pai. Ouvia-se mal. - J� n�o vamos.
- Esta em Istambul em reportagem. - Tudo bem. A Samantha vai odiar.
Sempre foi chata, mas desde o div�rcio que � profissional.
Tenho de estar na ag�ncia �s 9h. Explica-lhe.
- O autocarro da col�nia vem agora. - Liga-te durante o ataque de nervos.
- Isso. Adeus, meninas. - Adeus.
Quanto ao pap�, deve ser verdade.
- Vamos buscar as fotografias? - Espera.
- Perdeste a carteira? - Est� no passaporte.
Tinha a certeza que tinha. Caramba.
- O que foi? - Olha.
� giro. E � verdade. Quem �?
N�o sei.
- Ol�. - Ol�.
- O pap� ligou. - J� sei. Falei com a mam�.
- Est�s bronzeada. N�o est�? - A col�nia foi fixe?
�tima. N�o fosse o idiota, tinha ficado mais uma semana.
Olha que ele vai muitas vezes � Alemanha.
Espera. , Gr�fica Berthier. E aqui.
- � aqui? - E.
- Ol�. Philippe Berthier � aqui? - Ol�. E.
Ol�.
- Ol�. - Ol�.
- N�o estavas no comboio? - Estava. Espero que tenhas o meu.
N�o pode. Catherine, v� o passaporte na minha mala, por favor.
- Eu sou o Fredo. - P�n�lope.
- Cook Da Books, adoro. - Fabulosos. Viste-os?
- N�o, mas adorava. - Victoire Beretton.
- Por favor. Vic. - Deixa ver.
- Praticas boxe franc�s? - Pratico.
- Tamb�m. - Onde?
- Na Cidade Universit�ria. - No Centro?
- Temos cerveja quente e caf� morno. - N�o. Obrigada. Vamos? Adeus.
- Adeus. - Adeus.
- Adeus. - Adeus.
- Toma os 50 francos. - Viste como olhou para mim?
- Ela est� com ele ou com o outro? - Praticas boxe?
- N�o, mas vou come�ar. - Martineau diz que estou pronto?
H� dois anos que os chateia. Est� na hora de render.
- O que acha? - Faltava a sua autoriza��o. Tenho?
- E tem. Entrega a tese quando? - Daqui a dois meses.
Vai deixar os canais. Bem-vindo aos loucos.
Obrigado.
Samantha, a campainha.
Samantha!
- Quem �? - Raoul.
Thibault, o traidor, ligou? A tua casa � porreira.
- Ol�. - Ol�.
- Porque lhes disseste? - Est�s encharcada.
- Para encolher as cal�as. - E estilo porno-sexual.
- Tens sumo? - Na cozinha.
Baixem o som. Estou a trabalhar. S�o mesmo chatos.
- Calma, ratito. - Merda.
Estou? Sou eu. Est� bem.
Estou? Tudo bem e contigo? Sim.
N�o. Eu tamb�m.
- N�o. S�o colegas de turma. - O que fazes a 17 de novembro?
Daqui at� l�, pode ser que caia uma bomba.
Chatice. Tenho dois bilhetes para o Baryshnikov.
- Baryshnikov? � um s�bado? - Sim. E.
Isso mesmo. Adeus.
, - Ent�o? - E um idiota. Ligou-me a cobrar.
Meia garrafa de Soave Bolla. Muito bem.
- N�o bebes vinho. - N�o. E vinho branco sobe � cabe�a.
- Um sumo de laranja. - Obrigado.
Porque me olhas assim?
- O que tenho vestido? - Como assim?
- Como estou vestida? - Fran�oise.
- Uma blusa bege e... - E mais?
Debaixo da mesa. Estou de cal�as? De botas?
De saia? Salto alto? Meias pretas?
N�o perguntei � Vic, mas a ti.
Aqui est�.
Foste buscar-nos. Descemos de elevador.
Entr�mos no carro. Sa�mos do carro. Entr�mos no restaurante.
- Nem olhaste para as minhas pernas. - J� as conhe�o. S�o lindas.
Mas j� n�o olhas para elas. J� n�o olhas para mim.
N�o � verdade. Olho pois. Acho-te muito bonita.
Mas hoje n�o olhei para as tuas pernas,
porque estava a pensar noutra coisa.
Quer dizer, n�o em pernas.
Se vos trouxe aqui
� porque � nossa tradi��o comer esparguete em alturas dif�ceis.
Aqui vai. Vou deixar o consult�rio.
Esparguete com ameijoas?
- Quando apresentar a tese. - A entrada para a menina.
Sim. Quero trabalhar no laborat�rio.
Em pesquisa. E s� fazer isso.
- Fant�stico. - Sabes o que significa?
Buracos nos molares d� mais dinheiro que os ratos.
- Para saber porque t�m c�ries. - N�o percebi.
- Ficaremos tesos. - O desenho animado vai dar dinheiro.
J� agora, j� tenho t�tulo, "39 Toupeiras".
O dinheiro que ganharei com as minhas toupeiras
podes perd�-lo nos ratos.
Talvez n�o seja a melhor hora,
o passe voltou a aumentar e a minha semanada j� n�o d�.
Melhor.
Um dueto.
- Olha. - Ol�. J� conheces o Fredo.
Conhe�o. P�n�lope. Estou � espera de um amigo.
Um luva vermelha. Quero ir ver um Kurosawa � cinemateca.
- Gostas de filmes japoneses? - Chove muito. Fico deprimido.
- Eu gosto. - Vou deixar-vos.
- A que horas? - D�s-me o n�mero da tua amiga Vic?
Posso.
Estou? N�o desligue.
Entra. Estou ao telefone. Estou, � a pr�pria. Quem?
Philippe Berthier. Sim.
Estive com a P�n�lope. Os Cook d�o um concerto dia 27 de novembro.
- Adoro. - 27 novembro a Baltard. Queres ir?
Tens quantos bilhetes? A Pen�lope pode ir?
- Estive 3 horas na fila. S� havia 2. - Tenho de perguntar.
- Em princ�pio posso. Depois ligas? - Adeus.
Podes ir. N�o me interessa.
O amor � um milagre. E mesmo um milagre.
Ainda mal conhe�o o amor e a P�n�lope...
- Agrada-te ou n�o? - Talvez. N�o sei. Estou a pensar.
Se est�s a pensar, agrada-te.
Com Jean-Louis pensei muito. 3 meses de rosas, 6 meses de orqu�deas.
Estava na orquestra da Op�ra. Um dia n�o recebi pe�nias. Era altura delas.
Pensava que ia enlouquecer. Nesse dia percebi.
Olha. A Rose Beuret. Uma das minhas inspira��es.
Viveu com o Rodin 50 anos sem se casar.
Foste ao enterro da mulher dele?
Na minha idade � como o jogo da cadeira. Sempre uma a menos.
Como � linda.
- Sou eu. - O qu�?
- Posaste? - Tinha 16 anos e belas pernas.
Ainda falam delas, os que est�o vivos.
- Como se chama o rapaz? - Philippe.
- Saiu com a P�n�lope? Namoriscou? - N�o. N�o.
Sais com ele e se ela n�o te falar � parva.
Repito. Comentem a cita��o de Romain Gary.
"O patriotismo � o amor pelos seus.
O nacionalismo � o �dio pelos outros."
� para entregar sexta-feira.
Vic, posso ser ama. Preciso de dinheiro.
- As pontas s�o caras. - Certo. Ouve, P�n�lope.
Se fazes um drama, mando-o passear, mas n�o amues.
Ela aguenta muito tempo.
Querida, � melhor ires � a Anne-Marie, a minha m�dica.
- Mas � a ginecologista. - E.
A partir de uma certa idade, � melhor habituarmo-nos...
- Marca consulta e vamos. - Tu vais. Dou-te o telefone dela.
E no dia em que... Quando pensares...
- Nessa altura, eu digo-te. - N�o me parece.
P�lula, n�o. Engorda.
- N�o � s� a p�lula que engorda. - A P�n�lope engordou dois quilos.
A P�n�lope? N�o quero incentivar-te a...
N�o. S� queres impedir.
Fran�ois Beretton, depois de uma an�lise
os jurados entregam-lhe o t�tulo de doutor de ci�ncias Odontol�gicas.
Com uma men��o de honra e os parab�ns.
Entregam-lhe um pr�mio de tese e a medalha de prata da universidade.
Foste claro, brilhante, apaixonante.
- At� compreendi algumas coisas. - Foi?
- Quem � o Portal? - O das perguntas sobre colag�nio.
- Veio de Lyon de prop�sito. - Boa tese, mas a tua filha � linda.
- Um beijo. - Th�r�se, a estagi�ria.
- Milagre, n�o houve o lema. - Saber, dar a saber...
- Fant�stico. - Obrigado.
- Parab�ns. - Ol�.
H� muitos ratos neste laborat�rio.
- Ciumenta? - Zelosa.
Com licen�a, vou apresent�-lo ao Professor Portal.
Com licen�a, querida.
Usei as suas obras.
O nosso encontro no congresso de Grenoble foi vital.
Aproveito para...
Os seus resultados interessam-me. Gostaria de falar consigo.
- Se for a Lyon... - Certo.
Apresento-lhe a minha mulher, professor.
- Mme. Beretton. Professor Portal. - Como est�?
N�o se esque�a.
A partir de agora o seu lema �, saber, saber fazer, dar a saber.
� sua.
- 20 franco; N�o tem mais pequeno? - E s� o que tenho.
20 e faz 50. S� um momento.
Obrigada.
- Est�s aqui? - Ol�.
- Viemos em grupo. - E o Fredo.
- Queres? - Tens fome? Queres?
- Tenho dinheiro. - Deixa. Um cachorro, por favor.
A sair.
"Get It Together", adoro.
- Um sumo de laranja. - A sair.
- Quanto �? - Dois cachorros, uma cerveja, 29.
Ele...
- A gorjeta est� inclu�da? - Est�.
- A sair. - Obrigada. N�o queres?
N�o. Esvaziei o frigor�fico antes de vir.
- S�o s� seis? - Os outros n�o v�m. Pode levar.
A Claudine est� mal.
Tem de fazer uma tese sobre o tecido fri�vel para o marido.
Que exagero. Ela adora. Pensa que est� casada com o Einstein.
E ainda trabalha na ag�ncia, tem voos gratuitos e o Einstein n�o quer ir.
- Fran�oise? - Ol�. Como est�s?
- Bem. E tu? - O meu marido. Claude Varret.
- Como est�? Temos de falar. - Temos.
- Quem �? - Fiz para ele um an�ncio do queijo.
- Est�s com ci�mes? - N�o. Zeloso.
J� agora, a Vic, � linda. Devem andar aflitos.
Nada disso. Est� muito mais calma do que h� dois anos.
- S� mais uma. - S� mais uma.
- S� mais uma. - S� mais uma.
- S� mais uma. - S� mais uma.
- S� mais uma. - S� mais uma.
- S� mais uma. - S� mais uma.
Ficamos aqui?
- Deixa ver. - Toma l� d� c�.
- Prefiro a do passaporte. - Pareces uma chinesa.
- A irm� da Adjani e de Conf�cio. - Tamb�m?
- A minha bisav� faz sempre isso. - A minha m�e v� as parecen�as.
- Mora em Estugarda. - Por isso vais � Alemanha.
Como sabes? O passaporte.
E eu que queria dar-me mais dois anos e 4 cent�metros.
Teria parecido idiota.
- Sabes tudo de mim. - Tudo n�o.
Vem. H� lugares. Vamos sentar-nos.
Vamos. Mergulha na escurid�o da minha vida.
- A Catherine � o qu�? - Uma amiga.
Amiga mesmo ou "amiga...?
N�o acredito na amizade entre rapazes e raparigas.
N�o? Eu acredito.
N�o contes comigo.
- Fim de linha. - N�o � Vincennes.
N�o. Estamos em Val de Fontenay. Vincennes � para o outro lado.
A minha mala. Perdi a mala. Merda.
Espera.
Salvos, mas n�o tenho mais.
- N�o d� sinal. - Deixa ver.
S�o voc�s?
- A Vic ainda n�o voltou? - N�o.
- E 1h20. - Leva-me a casa?
H� um ano, ia adorar estar a s�s consigo num carro, � noite, assim.
N�o se preocupe. J� n�o estou apaixonada por si.
Era substituto do meu pai que � jornalista. Nunca est� c�.
Um amigo da m�e disse-o. E psic�logo.
- Como vai a escola? - Quero l� saber da escola.
Quero entrar no conservat�rio de dan�a, mas � dif�cil.
Obrigada.
At� qualquer dia, espero eu.
- Adeus. - Adeus.
- Vic? - Ainda n�o voltou?
N�o. Um concerto de rock acaba tarde.
Podia ligar.
- Onde era? - Pantin ou St-Ouen. N�o me lembro.
Boa. A tua filha est� na rua � noite e n�o te Iembras.
- Porque n�o me disseste? - Eu disse, mas n�o me ouves.
- Ultimamente s� passas por casa. - 3h10.
Chamo a Pol�cia?
Tens 50 francos?
- For�a. - Come�a tu.
Para come�ar, o concerto foi �timo.
- Acabou tarde. - Chega.
Uma regra. Est�s doente, gr�vida, drogada, tens um problema, ligas.
Para voc�s s� h� problemas. Mas a vida n�o � s� isso.
Outras coisas podem impedir de ligar.
Roubaram-me, and�mos, chovia, n�o t�nhamos dinheiro, pedimos boleia.
N�o foram problemas, porque estava feliz.
N�o queria voltar.
Sabia que estavam preocupados e que ias ralhar comigo.
Amanh� falamos.
Vai-te embora.
Vai-te embora.
- Come�am as chatices. - O que aconteceu?
- Ela est� feliz. - Vic!
- Conheci um tipo. - A s�rio?
O sobrinho do cunhado do amigo da minha m�e. Vai levar-me ao mercado.
- E tu? - N�o saio at� ao Natal. Eram 4h.
- Hist�ria de Amor? Pijama Para Dois? - Serenata A Chuva.
Bolas. O St�phane! Deixei-o pendurado.
- O que aconteceu? Esperei por ti. - N�o o avisaste?
Eu sabia. Devia ter-te ligado. Est�s a abusar.
2364194? Liguei dez vezes.
- Verdade. - 96 e n�o 94.
- Pronto. - Pronto. Vamos. Temos teste.
- Fica para a pr�xima? - Desculpas-me?
Vou l�. O que foi?
Tens os olhos a brilhar. Continuas apaixonada?
Falemos de mim. Estou tramada. O Jean-Louis quer casar comigo.
- Quer? - O que fazemos?
J� dura h� 44 anos. Deves ter pensado nisso.
N�o. Existia a Genevi�ve, uma for�a da natureza.
Filha de H�rcules e Pauline Canon. N�o pensei que fosse primeiro.
Tinha 10 anos a menos que eu.
Ele tamb�m. N�o posso casar com um homem mais novo que eu.
- Na vossa idade, n�o conta. - Tens raz�o.
N�o tem espa�o em casa para as minhas harpas.
- A tua casa? - N�o! A minha casa � minha.
N�o queres casar-te.
"Resolver problemas a dois que n�o existiam."
Sacha Guitry ou Tristan Bernard.
- E os teus pais? - Preparam-se para a prova de tens�o.
- O qu�? - O pouco que est�o juntos, discutem.
R�pido. Vou tocar no Gaveau �s 19h.
J� agora. Queria dizer-te.
Sobre...
Lembra-te. Ou acordamos felizes ou infelizes. N�o h� meio termo.
Nada de precipita��es.
- Agora eu. - O que �?
O que foi? Ganh�mos.
Estou? Fran�ois, � para ti.
- Obrigado. Estou? - Fran�ois?
Ainda bem. Ia ligar-te. O microsc�pio delirou.
Temos de obter um antissoro, um anticolag�nio, mas s� h� em Lyon.
Vou para l� esta noite e aproveito para ver o Portal.
- Estou? Fran�oise? - Estou aqui.
� verdade. Tu � que ligaste. Passa-se algo?
- Vou a Angoul�me. - Disseste que n�o era preciso.
- Ganh�mos o Alfred. - A s�rio. Fant�stico.
Tenho de ir. Vamos buscar os editores japoneses.
- Vamos almo�ar ao Corinto. - Como assim?
- Querem comer italiano. Sugeri. - Foste tu?
- O que te deu? - O Corinto � nosso. E a nossa casa.
Os japoneses comem italiano?
- N�o sejas infantil. N�o � nada. - Ouve.
Se n�o percebes, n�o interessa.
- Tens raz�o. Beijo. - Beijo.
- Bom dia. - Bom dia.
O meu marido. M. Toshiko Suzika, M. Fumi Ataki.
Bom dia. Despede-te e vamos embora.
- Est�s doido? Onde vamos? - Para Africa. O avi�o � �s 16h.
Fazemos as malas, dizemos adeus aos mi�dos e pronto.
- E Lyon? - Vai sobreviver e a toupeira tamb�m.
- Tu aguentas! Volta daqui a 10 dias. - E um rapto.
Vic! Ol�.
- O que aconteceu? - Os meus pais sa�ram por uma semana.
- Fui despedir-me deles. - N�o me disseste.
- N�o estava programado. - Est�s sozinha?
Estou. Tenho o meu irm�o e a senhora que trata dele.
O pontap� circular.
Mais alto.
Levanta a guarda. N�o feches.
- N�o est�s no balne�rio? - J� se conhecem. Catherine.
- Vic. - Ol�.
- Ol�. - Vai!
For�a.
- Viste a resposta? - O Lopez tem bons reflexos.
- Despacha-te. �s tu. - Vou-me.
Final do combate.
- E a P�n�lope? - Foi Ver um filme ao Pagode.
- Pois. - De pesos-ligeiros.
Com o campe�o da Holanda, Suen Bergen.
- � normal. Ele vai ganhar. - Boa.
Philippe Berthier do Clube Desportivo Universit�rio.
Cumprimentem-se.
- N�o te preocupes. Vai correr bem. - Tempo.
- Primeiro assalto. - Lutem.
Est� no papo.
O holand�s n�o tem hip�tese. O Philippe tem melhores pernas.
- Um. Dois. Tr�s. - N�o aqueceu e o outro aproveitou.
Caiu com um pontap� circular na cara. Caiu.
Dez. M�dico.
Suen Bergen � o vencedor.
Fran�ois!
Perfeito.
Desculpe.
- O que lhe aconteceu? - Fratura e um traumatismo craniano.
N�o � grave, mas fica em observa��o.
Na semana em que os teus pais n�o est�o, o destino trama-te.
- E a outra? Exigiste decis�o? - A Catherine?
Acabou. J� n�o est�o juntos.
E o sobrinho do cunhado do amigo da tua m�e?
- Thi�rry? Acabou. - Tu ou ele?
De comum acordo.
- O destino � tramado. - Vai tu, se quiseres.
J� demos para o "Back Street" na fam�lia.
- N�o sente a minha falta? - Est� �timo. A menina tamb�m.
- Vou pass�-la. - Mme. Monnet?
- N�o h� problemas com a Vic � noite? - Nenhum.
Deito o menino. Vou para casa.
Ela pode chamar-me. Portam-se bem.
- Vou pass�-la. At� s�bado. - Adeus.
- Mam�? - Vic.
- Vale a pena irem? - Nem imaginas.
Parece que tenho a tua idade.
- N�o � muito bom. Est�. - Algum problema? Viste a Poupette?
- Est� a tocar no sudoeste. - E o Philippe?
Est� no hospit�l com o nariz partido. E o boxe.
- N�o � muito grave. - Calhou mal.
N�o vai � final.
- H� mensagens para mim? - N�o. Sim. O Gilles ligou. Espera.
- M. Van der Bauer chega sexta-feira. - Sexta-feira?
- Quem �? - O produtor belga para a maquete.
- E as plaquetas separaram-se? - J� comecei a dissolver os blocos.
- Est�o prontos para observar. - Podemos esperar, mas pode ir-se.
Comecem sem mim. O que queres? H� meses que trabalhamos nisso.
J� cortejaste mulheres e eu fiquei com elas.
- Piada. At� s�bado. - Certo.
Que bom. Dan�as como eu gosto.
Nunca mais dan��mos.
Lembras-te do Golf Drouot? Muitas noites nem t�nhamos for�as para...
N�o � verdade. Mentirosa. Ora essa.
- Est� calor esta noite. - S�o os al�sios.
Quinta-feira h� tempestade.
- H�? - O porteiro disse-me.
Os nativos sabem. At� os camelos t�m dores de ossos.
- Quinta-feira? - Sim.
Tivemos seis dias de sol.
Ent�o, Abib? Acabou-se o sol?
Aqui est� sempre sol. S� chove um dia por ano. Mais nada.
Obrigada, Abib.
� do norte. N�o sabe. Nunca falei em chuva.
- � uma tempestade de areia? - Isso.
� o inferno. Fica tudo tapado, as casas, os olhos.
E os olhos claros?
E tu que costumas ter conjuntivites, vais ficar com os olhos assim.
- Os voos foram cancelados. - Ligaste para o laborat�rio?
Uma coisa r�pida.
O microsc�pio estava a cantar "Volta Para Mim"?
- Quer dizer... - Podemos ir quinta-feira.
- H� avi�o... - Um 404, �s 16h40.
- Como sabes? - Bauer chega sexta. E melhor estar.
Que idiota.
Porta-te bem. Conto-te o resto a seguir. Estou?
- Sou eu. - Est�s melhor?
- Melhor. Fugi. - E o teu nariz e o traumatismo?
O meu traumatismo �s tu. Tenho de te ver, Vic.
- Fugiste para me ver? - A P�n�lope deu-me as flores.
- H� dias que ligo. Vou enlouquecer. - A s�rio?
Estou com o Fredo. H� uma festa da ta�a na Universidade.
- Vens ter comigo? - Pois.
Vic, amo-te.
Vejam quem chegou.
Estavam fartos de ti no hospital?
- Entra. Ainda n�o. - A tua m�e ainda n�o chegou?
- Ol�. - Est� a dormir.
- D�-mo. - A Monnet n�o podia?
- A espia dos pais? � gira? - O teu vestido de noiva.
- Tens o biber�o e o resto. Obrigada. - Certo.
- Quando vens busc�-lo? - N�o sei.
- As chaves. Entras e leva-lo. - Certo.
- J� agora. - Sim.
Se chorar, ele adora Aznavour. Adeus.
- Um beijo, por favor. - Amas-me?
- S� a mim, a mais ningu�m? - Mais ningu�m.
Philippe- Philippe!
- Os pais voltam depois de amanh�? - Sim.
Tens toda a noite, ent�o?
Vamos acordar os mi�dos.
- O Lucas n�o est� aqui. - Nem aqui.
Meia-noite. Onde est�o?
N�o o levaria a uma festa?
Samantha? Samantha.!
- Samantha! - O que foi?
- Mme. Fontanet? - E o pai da Vic.
- Estou? - N�o est�. Quem est� ao telefone?
- � o pai da Vic. � a P�n�lope? - E a Samantha. Quer falar com ela?
- Sim, depressa. - Saiu com a mam�.
- Estiveram em �frica? Foi giro? - Foi.
- Sabes onde est� a Vic? - N�o. N�o est� a�?
- Obrigado, adeus. E ent�o? - Mme. Monet desceu �s 21h.
E a P�n�lope?
P�n�lope.
Mas quem... P�n�lope!
Quem �?
Samantha!
- Vou acender. - N�o.
Sabes, � que eu nunca...
- Ainda n�o... Percebes? - Percebo.
Quase aconteceu h� dois anos. Chama-se Mathieu.
Pensava que 0 amava.
Mas acabou-se. Acabou t�o depressa.
Vem.
N�o acredito. N�o encontro a chave.
- Tinhas a chave no hospital? - O hospital.
Esvaziaram-me os bolsos. A enfermeira disse-me. Merda.
Podemos pedir � Catherine.
- Quando der a chave a uma mi�da... - Certo.
- Ora bem. - Est�s doido? N�o vais...
Vic?
Entra.
- Ouve. - Foi assim...
- Foi assim todas as noites? - N�o. S� esta.
Onde estavas e com quem?
- N�o estamos na Sic�lia. - Por favor.
Na Sic�lia, estar�amos no cemit�rio ou na igreja.
Como nenhuma das solu��es � exequ�vel, o que prop�es?
- Vou explicar. - N�o. Antes funcionava.
- Antes quando? - Quando confiava em ti.
Vic, tens a no��o? �s uma inconsciente.
- Andar com ele na rua � noite. - N�o o deixei numa igreja.
- O que aconteceu? - Estava com o Philippe.
- N�o est� no hospital? - N�o dormi com ele. S� pensam nisso.
N�o � s� nisso que pensamos. Trata-se de confian�a.
- N�o podes sair em dia de aulas. - Com uma m�dia 14.
- Devias ver os outros. - Notas de outros n�o interessa.
Estudar para qu�? Para isto?
Para isto o qu�?
Para nem conseguir aproveitar 8 dias de f�rias
com quem amamos e voltar mais cedo porque um rato tem hepatite?
- Vic! - Desculpem.
N�o queria diz�-lo. Mas estavam a ralhar.
Nem querem saber porque o fiz e o que sinto.
Porque n�o sei onde estou.
E pus o capuz ao Lucas e levei sumo de laranja.
E ia busc�-lo.
- N�o acabou? - Contigo � dormir ou acabar.
- Claro. - Ol�.
- Ol�, campe�o. - Ol�.
- Que bom teres vindo. - N�o treino durante duas semanas.
- Caf�? - Sim.
Cinco caf�s, por favor.
- Entregaste o trabalho? - N�o, o Jolivet vai examinar-me.
- Est�s no 12�? - Estou, no Montaigne.
- Chegaste bem? - Na boa. Encontraste a chave?
Encontrei. Fa�o uma c�pia?
Ol�. Adivinhem quem encontrei.
N�o estamos num exame.
- Mathieu. - A s�rio? Onde?
- Voltou das Antilhas? - No Mabillon.
Temos 50 francos. Limp�mos os vidros de um tipo que nos deu 20 c�ntimos.
E quem vai parar de moto ao nosso lado?
O Mathieu. Lindo.
Fez muitas perguntas sobre o grupo e os amigos.
Vai dar uma festa para festejar e at� me convidou.
- Vais ver. � simp�tico. - Porque iria? N�o fui convidado.
Eu sou convidada e n�o vou sem ti.
- Adivinhem quem est� em Paris? - Mathieu.
Sim.
Cuidado. Roda para a direita. Direita.
- Cuidado. V�o reclamar. - Idiota.
Ol�.
- Philippe. Mathieu. - Ol�.
- Ol�. - Entrem.
- P�n�lope! - Tudo bem?
- Didier, Mathieu. - Prazer.
- Ola. - Samantha!
- Patrick. - Ol�.
- O que � isso? - Erva que roubei ao Beno�t.
O que est�s a fazer?
- O que est�o a fazer? - N�s? Nada.
Ajudem-nos. Leva as garrafas.
Levo a carne fria?
Est�s... Est�s muito mais...
- Mais... - Tu tamb�m.
- Vou para hotelaria. - Vais ser Chef como o teu pai?
N�o. Queria uma coisa do tipo gest�o ou administra��o.
- E tu? - N�o sei.
J� n�o quero ser enfermeira e n�o me apetece ir para o instituto.
- Procurei-te. - Prova. E �timo.
- Procurei-te. - Ol�, linda.
- Ol�. - Quem � este?
Andei com ele h� dois anos.
- O que fazias al�m de ter gajos? - Queres dan�ar?
Quero.
Vai fazer 16 anos. Com a p�lula n�o h� tanto perigo.
� parte dos acidentes de mota, extors�o, droga, idiotas.
- Aqui tem. Bom apetite. - Obrigado.
- N�o. Mas que seca. - E idiota. E uma valsa, n�o?
Ter�a-feira tenho o exame de nata��o. Estou aflita.
- Vai correr bem. - N�o sei nadar.
- Se n�o sabes nadar... - A Jo�lle est� gira.
- Colombiana? - Do M�xico.
- Mesmo forte. - N�o cheira a ratatouille?
N�o. Deixei isso.
- Est�s � vontade. - Tenho 13 anos. N�o chateies.
Rameira velha.
- N�o est�s pronta? - Quase. Boa noite.
- O Olivier chega em breve. - Bebemos?
Venham. Temos tudo.
- O que �? - Uma caixa de ritmos.
Essa. Basta eu arranjar algu�m que ela n�o larga.
- Meninos, vamos jogar � rolha. - Mas que chato com os seus jogos.
- Um pouco de quiche? - N�o, obrigado.
- Pronto. J� beijei um tipo. - J�?
Pronto.
- Vamos. - Distribuis?
- Nove rolhas. - Vou buscar.
- Quem ganha? - O �ltimo a sair.
- Percebeste tudo. � a eliminar. - N�ojogamos?
N�o. S� na pr�xima.
Rolha.
- Batoteiro - Tem duas rolhas.
- Rolha. - Rolha.
- Simpatia. - Vamos.
- Estamos prontos. Quando quiseres. - Certo.
- Como se chama? - Vic.
Vic.
Vamos ao New Morning ouvir R and B. Queres vir?
- Esta noite n�o d�. - Noutra altura ent�o?
- Vens, F�lix? - Vou.
- O que queria? - Engatar-me. O que achas?
Quando o assunto � dinheiro, a Fran�oise � �tima.
As coisas correm-lhe bem.
O melhor do seu trabalho � que o pode fazer em qualquer lado.
Em qualquer lado.
O apartamento em Paris � bom, mas agora com o mi�do � pequeno.
Em Lyon, temos um jardim, um est�dio para ela, vista sobre o R�dano.
- Acho que foram d�-las a Lyon. - De certeza.
Pronto.
Jean-Pierre, tens seis minutos para ir para uma janela do outro pr�dio.
- Boa. - E n�s?
Para a Vic e a Samantha, que perderam.
Tr�s minutos de rua.
- O qu�? - De rua.
Est�s doido?
- E idi�ta. - O que foi? E divertido.
Caluda. Aten��o.
Cron�metro. Tr�s, dois, um. Podem ir.
Vamos para a varanda.
- O que foi? - A minha m�e deixou �gua a correr.
- Quem �? - O vizinho de cima.
- Isso � a minha m�e. Desaparece. - Merda.
- 2 minutos e 10. - Olha, Vic.
- N�o acredito. - Est�o giras.
- Deixa ver. - Vais usar isto.
Vais usar esta estola. Olha a minissaia.
- N�o. - N�o vais usar isso.
- Luz no quinto. - O meu gato est� na varanda.
- O gato est� na varanda. N�o ouve? - O que foi, Adrienne?
- Um senhor' � procura do gato. - E urgente.
4 minutos e 20.
- N�o vais sair assim. - Vou.
Vamos.
Venham ver.
- A estola � porno-sexual. - 5 minutos 40.
S�o prostitutas.
- Eu pego-lhe. - Deixamo-las em casa.
Pega no c�o.
- Onde moram? - Na rua Cossonnerie.
- Rua Cossonnerie. - Fica perto da Rua St-Denis.
Exato.
Calem-se.
2 minutos 15.
- Diz-me, mi�da. - Diga.
- Que idade tens? - 13 anos.
- �s obrigada a isso? - Claro.
- H� muito que o fazes? - N�o, h� 2 minutos e meio.
- 3 minutos. - Seu porco.
Muito bem.
- Vic, �s tu. - Estou a avisar-te.
- Se fores, vou-me embora. - Estamos a divertir-nos.
- O que est�s a fazer? - J� vou.
- Vamos. Vai. - A contar.
- Passo por S�bastopol? - Isso.
- Um minuto. - Primeira � esquerda, 2� � direita.
- �s nova? - N�o.
- Quantos anos tens? - 18 anos.
- Pare! - Pol�cia, documentos.
S� tenho o passe.
- Entra no t�xi. - Sai daqui.
N�o te metas.
- Anda c�. - Largue-me.
- J� chega. - Larga-a, tarado.
Cala-te!
- � o pai dela. - Ela n�o fez nada. E um jogo.
- Sapadores bombeiros. Diga. - Entra no carro.
- J� chega. - Parem.
- J� te mandei para o t�xi. - Parem!
- Arranque. - Eu vou l�.
O senhor...
- Est� doido? � o meu carro. - S�o pol�cias.
M. Beretton. Parem com isso!
Os pol�cias vestem-se de sacanas.
Estudantes de vadias e vadias de damas. Como saber?
- Porque foram para ali? - Ia deixar-me com uma amiga.
- Porque n�o me liga? - O Philippe? Liga-lhe tu.
- N�o. - Bife t�rtaro.
- Obrigada, Serge. - Frango com cantarelas.
Sente-se ofendido. Est� apaixonado, como tu.
- Achas? - Como se chama o pianista?
- F�lix. - Quantos anos tem?
25 anos. O Mathieu tem o n�mero dele, mas n�o vou ligar-lhe.
- Claro que n�o. - Mais vinho branco?
Qual � o problema de uma rapariga ligar a um rapaz antes dele?
Quanto mais fazemos, menos se esfor�am. Ol�, Jacques.
Ol�. Ia mesmo ligar-te. Est�s livre na quinta-feira dia 15?
Quinta-feira, dia 15? Vou casar-me.
- Casas-te? - Sim.
Lamento pela festa, mas felicidades.
Afinal aceitaste?
- J� � tarde. - Sabia que ias esquecer.
- Eu... - Geleia de pato, champanhe, mousse.
Queres tomar banho?
N�o. No ano passado ainda conseguia apertar os bot�es.
Precisamos de t�cnico de montagem, imagem, operador e 2 desenhadores.
, - Tanta gente? - E um trabalho de equipa.
Vai demorar quanto tempo?
Se fizermos o filme, s�o dois anos no m�nimo.
- E no laborat�rio? - Tudo bem.
Nem se compara com o trabalho do Portal em Lyon.
- Paris � o centro de pesquisa. - N�o penses isso.
H� universidades fora com trabalho e uma boa qualidade de vida.
Muita gente vai para l�.
Casa com jardim, ar puro, vista sobre o R�dano.
- Tu percebes. - Aqui temos o Sena.
- O Portal ofereceu-me emprego. - Mas n�o em Lyon.
- Sim. - Nem pensar.
Temos de pensar.
- Aceitaste? - N�o sem falar contigo.
- Mas � de pensar. - Por quanto tempo?
S� um ano. Ou dois.
E o meu desenho animado?
- Com o TGV, levas 2h40 a chegar. - E tu?
- Eu o qu�? - N�o podes andar de TGV?
N�o � a mesma coisa. N�s trabalhamos em equipa.
Temos 15 dias para decidir.
Se eu fosse para Bruxelas com o Van der Bauer, ias comigo?
- Vic. - Ol�.
Adeus. Depois ligas-me?
Ol�.
- Adeus. - Montaigne veio visitar Henri IV?
- Veio. - Pod�amos jantar no s�bado.
- Talvez. - Tens autoriza��o?
- Ent�o n�o. - Levo-te a casa?
- N�o. - Ent�o?
Pode ser.
Claro que para ti, deixar Paris, as tuas colegas e amigas...
Sempre acreditei numa coisa.
Se os pais s�o felizes, os filhos s�o felizes.
- �s feliz? - Sem ela, n�o sou feliz.
Lembras-te como foi h� dois anos?
Temos de dizer que a nossa separa��o foi um fracasso.
N�o te mexas. Pronto.
Como souberam que tinham de voltar um para o outro?
O dif�cil n�o � saber.
- O dif�cil � dizer. - Verdade.
E o Philippe? Veem-se s�bado?
- S�bado. - Vamos a Evreux ver o av�.
- Toma, para ti. Trouxeste o Lucas? - Trouxe. Eu, Bernard e Gilberte.
- Quando o av� nos convida... - Nem a Poupette gosta e � m�e.
O St�phane convida-me para ir ver "Boris Godounov".
- Vais ver. � lindo. - Mas � no s�bado.
Atendes?
- Estou? - Quero falar com a Vic Beretton.
- Quem fala? - F�lix Mar�chal.
N�o desligue. Quem � o F�lix Mar�chal?
- Bolas. - Certo.
- Estou? - Vic, � o F�lix.
- Dispon�vel para s�bado? - Sabes quem � o F�lix?
- N�o. - E um homem. Tem voz de homem.
- Sim. - Algum problema?
Nenhum. Adeus.
- Quantos anos tem o F�lix? - 21.
E vou ver Boris Godounov ou n�o?
Quem �? - E a Poupette.
- O que fazes aqui? - Vim v�-lo.
- Quem? - F�lix. N�o caio na Boris Godounov.
- N�o vais contar. - Acreditaram?
- St�phane, �pera. - Anestesia geral.
Ligas para o 2364196, para o St�phane? J� liguei. Est� ocupado.
- E o Philippe? - Anda com a Lydia.
M� not�cia. N�o dou mais do que dois dias. A Lydia n�o os segura.
- Que idade me d�s? E assunto? - Ocupado.
- Nunca jantei a s�s com um tipo. - Se � inteligente, nunca concordes.
Vai convencer-te. Se for parvo, concorda e a noite acaba depressa.
- N�o gostas? - Est�s bel�ssima.
� ele. Diz-me como est� vestido.
- Boa noite. - Boa noite, minha senhora.
Entre.
Sou av� dela.
Sou bisav�, mas fica muito comprido. A minha neta j� vem. Bisneta.
- Ganga dos p�s � cabe�a. - Eu sabia.
Pare�o uma saloia.
- Boa noite. - Ol�.
Deram-te autoriza��o at� tarde?
- Vamos comer ostras? Vamos. - Boa.
- Boa noite, minha senhora. - E o St�phane.
- Sou. - Est�vamos preocupadas.
- Estavam? - Circuncis�o, educa��o burguesa.
- Uma especialidade e desemprego. -Intelectual.
- Para todos. - Gostas de ostras?
- Gosto. - Est�s no 12�, n�o est�s?
- N�o. No d�cimo. - Tens que idade?
- 16 anos. - Engataste a devassa de manh�.
A empregada inglesa pergunta ao franc�s como gosta do bife.
"Como gosta do bife?" O franc�s responde: A sangrar.
Diz a empregada: Um bife a sangrar?
Muito bem. E umas batatas a murro?
E aquela do Woody Allen que deixou a mulher por ela ser imatura.
Ela entrava na casa de banho quando tomava banho e ela molhava o barco.
, Philippe? E o Philippe Berthier?
- Sou. - Poupette, av� da Vic. Entre.
- Minha senhora. Adeus. At� amanh�. - Adeus.
Sou a bisav�, mas � muito comprido.
- O Lucas? - Est� com a Mme. Monnet.
- E a Vic? - No cabeleireiro com a Poupette.
Ent�o a casa est� deserta.
- Porque dizes que n�o � igual? - N�o disse nada.
N�o � igual porque �s homem, d�s a entender que � pelo bem das pessoas.
Eu sou mulher e fa�o rabiscos. Mas eu fa�o rir as pessoas.
Tamb�m � importante, mais do que ser f� de um Nobel.
Eu respeito muito. Nunca disse isso.
Tu pensas isso, como todos.
Os homens acham que as mulheres devem segui-los e nenhum o faria.
Ent�o n�o vamos.
Eu � que decido? Ou sou v�tima ou carrasco.
N�o � justo. N�o � mesmo nada justo.
Vou vestir-me. A minha av� casa-se.
N�o fa�as essa cara. N�o � o casamento da tua filha.
- Vou-me embora, Poupette. - Claro que vais.
Um marinheiro que renuncia o mar pela mulher, tem cara feia.
Um casal pode perdoar tudo, exceto o que n�o se fez.
- E a Vic e o Lucas? - O Lucas � pequeno. A Vic � grande.
- Em breve, vai-se embora. - N�o quero perder a Fran�oise.
- � pensionista, est� doida? - Anda de autocarro.
- Ainda reclama. - N�o est�s nervosa?
Acredita, Fran�ois. Viver separados um tempo quando h� amor,
encontram-se a meio caminho, v�o ao encontro com o cora��o a saltitar.
Dormem em Dijon em hot�is rascas. N�o dormem no comboio.
V�o separar-se com olheiras de manh�.
Na cafetaria da esta��o. Apanhas o teu comboio.
- Ela, o seu. - Tens boas recorda��es.
N�o achas que vou fazer asneira?
- Mam�. - Mas...
- Onde v�o? - De lua de mel, mas clandestinos.
- Tinha meias azul-escuras. - Desculpa.
- Est�o na minha gaveta. - Tenho de ir para o est�dio.
Avisa-me quando tiras coisas. Perco tempo a procur�-las.
- O que se passa, Vic? - Nada.
Rub�ola, fraturas, pesadelos.
O problema das crian�as crescerem � sofrerem aqui.
Tamb�m sofremos e n�o sabemos porqu�.
- Porqu�? - N�o tinhas trabalho?
Quem culpas? O pap� por se ir embora?
Eu porque sou uma m�e que trabalha e uma mulher insubmissa?
O que decidiram? Metemos as coisas na carro�a e vamos apesar dos �ndios?
N�o decidimos. Mas tu...
- Eu? Aqui ou noutro lado... - A s�rio?
Antes terias ficado desesperada por deixares.
- Por o deixares. - Como sabes?
N�o me contas nada, adivinho.
Mam�.
- Ol�, St�phane. - Ol�. A Vic est�?
- N�o. - Prometi-lhe Boris Godounov.
- Adorou. - A s�rio?
- Obrigada. Tamb�m � para ela? - E.
- Eu entrego-lhe. Adeus. - Adeus.
- Quem era? - O St�phane. Trouxe isto.
Pobre St�phane. Est� caidinho.
Eu sei.
N�s tamb�m.
Tenho de ir.
- Passei para o 11�. 20 e 19... - Os outros...
- N�o me interessa. - N�o te interessa.
- Dou-te os parab�ns. - Tamb�m.
� �timo o que est�s a fazer. Mudar as coisas com a tua idade.
� fant�stico gostar tanto do seu trabalho.
A tua m�e tamb�m. O trabalho dela. Tem muita sorte.
- N�o vou para a Terra Ad�lia. - Para onde?
Para o Polo Sul. Fim de semana sim, fim de semana n�o,
se a tua vida privada tiver tempo para o teu pai.
A minha vida privada � Terra Ad�lia. A que horas vais?
Agora. S� vou buscar a mam�.
Samantha, e a prova?
- N�o erg hoje a prova? - E agora.
Bom dia. O pap� prometeu Iev�-la.
H� cinco anos que treina porque ele disse adorar o Lago dos Cisnes.
- E n�o veio. - Um hotel ardeu em Bogot�. Verdade.
Mas ela nem quer saber, j� sabes.
Samantha! Samantha.
O teu pai ficar� irritado, mas est�s a desperdi�ar a tua vida.
N�o havia de vitela. Trouxe peru.
- Despacha-te. Obrigada. - Obrigada.
- Vic. N�o te esque�as disto. - Obrigada.
J� n�o te vejo esta noite.
- Amo-te. - Adeus.
N�o chores. Est�s a borrar tudo.
- Devia apresentar a morte do cisne. - Os p�s.
N�o vens comigo?
Estou s� a falar at� ao comboio.
- N�o gosto de "at� breve". - Certo.
- Em agosto, Cassis, com os mi�dos. - Sim.
- Talvez em Setembro... - Sabes bem.
- O belga pode ir � fal�ncia. - Vende cerveja.
Muito bem. Quase me esquecia.
Debaixo da gabardina tens a saia azul direita com racha.
A blusa branca que te ofereci no Natal. Sand�lias novas azuis.
E escondidas pelo cabelo, argolas pequenas que ningu�m v�.
A n�o ser eu quando...
O carro � seu? N�o pode ficar aqui.
- Menina Fontanet. - E a minha irm�.
Espera.
- Tenho not�cias do Philippe. - Tens?
- Tenho. Ando com o Fredo. - A s�rio?
- Dormiste com ele? - N�o. E a s�rio.
E � verdade.
N�o fiquem aqui, meninas.
- O que disse o Fredo? - O Philippe passou no exame.
Vai para casa da m�e em Estugarda hoje.
O que � isto?
- Uma carta do St�phane. Nem abri. - Tem uma aba secreta. Tem algo.
Deixa ver.
Desculpa.
Dei cabo deles, malta. Fui fabulosa.
Onde est� a Vic?
PARTIDAS ESTUGARDA
- Est� livre? - Est�.
Vic. Vic!
Tradu��o e Legendagem M�nica Miranda / SINTAGAMA JIPI multiMEDIA
Ripadas e sincronizadas por: pepesusu
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