All language subtitles for Queer As Folk (UK) S01E05

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Original subtitles

Nathan, tens um namorado?

Não estou a perguntar. Não tens de dizer, mas...

- Não é sobre seres gay... - Eu não sou, está bem?

O que vais fazer? O que lhe vais contar?

- Não posso. - Tens de contar.

Sim, o Stuart e o Vince.

Cameron Roberts, eu fazia a contabilidade do Phil.

Na realidade, eu sou lindo de morrer. Já me disseram.

E és.

Ai ai, Bernie. É um dos teus?

Não o consegues levar esta noite, sacaninha esperto.

Se o conseguirmos levar hoje, vens comigo. Não vou sozinha.

- Leva-o a ele. A culpa é dele. - P'ró caralho, Vince.

ESTRANHOS COMO NÓS

5º EPISÓDIO

Vá, mexe-te. Tenho de ir trabalhar.

Eu disse rua!

Tu também.

Vá, mexe o cu. Tenho de picar o ponto.

ESMAGA A ORTODOXIA FASCISTA E HETEROSSEXUAL

Foi porreira a noite, não foi? Foi divertido.

Vejo-te outra vez ou quê?

- Podes ver-me agora. - Vai-te foder!

Tio Stuart!

Chamem a polícia! Andam miúdos loucos à solta.

Perdi a aposta: reconheceram-te. Thomas, diz aquilo.

A mãe diz que tens o telefone avariado pois nunca respondes.

Diz à tua mãe que ela não é inteligente nem engraçada.

- Adeus, Stuart. - Até à vista.

Quem são?

Aqueles senhores simpáticos vieram tratar dos canos do tio.

É a minha camisa? Está passada? Há água quente?

Conheci um tipo no Paradise Factory. Achei-o giro, mas ao acordar...

Podias estar morto!

A tua mãe vem a caminho. Queres que lhe conte?

Ela está pelos cabelos! Se lhe digo o que andas a fazer,

leva-te para casa, nem que chame a polícia.

Queres que lhe conte?

- Queres? - Não.

Tens mais alguma coisa a dizer?

Desculpa.

Estás nesta casa por favor, meu bem.

Não me irrites.

- Desculpa o atraso. - Cá está ele.

Escovado e passado a ferro. Até logo à noite.

Não sei porque alinhas nisto.

É para as compras. E mais um extra, ele precisa de canetas.

Ele gosta das Ball Pentels, mas compra só duas.

Está sempre a perdê-las.

Esta noite? Não avisas com muita antecedência.

Eu sei. Pedi à Louise mas...

Desde que o pai partiu, acham que também vou desaparecer.

Se ficares com eles, com o entusiasmo nem dão pela minha falta.

- Como é que ele se chama? - Malcom.

Não rias.

É lá do escritório. É um idiota e tem uns dentes...

Mas convidou-me para sair, isso basta-me.

É o trabalho... Estou enfiado até ao pescoço.

Não podes pedir à mãe?

- E digo-lhe que tenho um encontro? - Bem visto.

Alguma vez sais? Um encontro com jantar como deve ser?

Sim, tive uma vez um.

Comi o empregado.

Está bem. Conta comigo.

Apanho-te à hora do costume.

Não me dês boleia, é embaraçoso.

Se não queres ficar embaraçado, sabes o que tens a fazer.

Vem a casa esta noite, amor.

Só para jantar. A tua irmã adorava ver-te.

Não vai haver problema.

Venho buscar-te esta noite.

Eu não vou desistir, Nathan. Não te vou abandonar.

Há café em promoção. 2 pelo preço de 1. Armazenas.

E duplicas os pontos do cartão.

Traz uma caixa de Weetabix.

O teu pequeno-almoço não é um maço de tabaco?

É para o Pequeno Lorde.

Não faço compras para ele!

Ele quer mais o quê?

Biscoitos coloridos? Mousse instantânea? Fraldas?

Traz uma embalagem grande de Surf.

Lavo o dobro da roupa, quase tudo lençóis.

Tinha-me esquecido o quanto os adolescentes se masturbam.

- Mãe! - Parecem tábuas.

Hazel, não os laves. Eu fico com eles.

O Bernie diz para não lavar, que fica com eles.

Parece uma linha erótica.

Levo-te isto à tarde

e falamos sobre o Nathan.

Estamos nisto há 15 dias, é ridículo.

Com licença, meu senhor.

Sue, isto é com desconto de funcionário

e põe o meu nome.

Estás ocupado, vou-me embora.

Oh meu Deus! Desculpa...

Cameron Roberts. Conhecemo-nos no funeral do Phil.

Sim, claro. Desculpa... Vince.

Eu sei.

Bem, que coincidência.

Não propriamente.

O Phil disse que trabalhavas aqui. Vim à tua procura.

Achei que pudesses querer jantar hoje.

Desculpa, é que aqui no trabalho, não.

- Isso é um sim ou um não? - Não sei.

Posso ter alguma coisa para fazer.

Tudo bem, sem pressões.

Tens aqui o meu cartão. Pensa nisso.

Claro... Belo cartão.

Liga-me.

- Porque tenho de ser eu? - Ele é chato de dar dó.

Casado, tem três filhos, um em Oxford, blá blá blá.

Por isso, nada de táticas de choque. Comporta-te.

Uma boa refeição, uns brandies e consegues que ele assine.

Martin.

Stuart, já me falaram muito de si.

É tudo mentira.

A Sandra pode reservar um restaurante

ou ligar para o Bridgewater Hall, se preferir um concerto.

Com licença.

Então agora falamo-nos?

Cala a boca, é uma emergência.

Fui convidado para sair. Um encontro.

Estás lembrado? Cameron Roberts.

Estava no buffet. É mais alto que tu.

- Australiano. - Ah sim, o australiano cego.

É giro?

Devia ser quando era novo.

Mas deve ter, o quê...? Pelo menos, 36 anos.

E é contabilista, provavelmente vai vender-me um plano de reforma.

O Phil morreu, anda à cata de clientes.

Toma a iniciativa.

Podes seduzi-lo enquanto te mostra os portefólios.

Posso fazer outras coisas.

Como correr com aquele puto de casa da minha mãe.

Ao menos podias pedir desculpa, mas é claro que não.

Num dia daqueles, só mesmo com uma foda.

O problema é que ele está à espera da próxima foda.

Fica em casa da Hazel até conseguir.

Isso chateia-te porquê?

Porque cada vez que lá vou, lá está ele.

Ela faz-lhe o jantar!

É sempre a mesma história!

Como o Alan Lucas.

Apaixona-se por ti e acaba trancado na minha casa-de-banho.

Trancou a porta e tudo!

Disse que não saía até apareceres. Ficou lá 3 horas.

Comeu a pasta dos dentes. Eu não podia usar a casa-de-banho.

Tive de mijar no lava-loiça. É o que acontece por tua causa.

- Mijar no meu lava-loiças! - Sr. Roberts?

É da parte do Sr. Tylor.

Vou passar a chamada.

Olá. Sim, é o Vince.

Não, é um estagiário. Bastante inútil.

Estou um pouco ocupado.

Que tal se te ligar para a semana?

Não, é que eu ando mesmo muito...

Combinado, então.

Está bem.

Vou jantar fora às oito da noite.

Ele tem um encontro!

Tenho é um plano de reforma.

Seu cabrão.

O concerto começa às 8, vou buscá-lo às dez para as...

Eu pensei... É que o concerto...

Podíamos fazer algo mais divertido. Sabe...

Irmos ao seu tipo de lugar.

Ao meu tipo de lugar?

Ao seu tipo de lugar.

Jesus Cristo! Já não há um único hétero no mundo?

Martin, convenceu-me!

E o trabalho de História é para quando?

Segunda.

Então, vejo-o no Domingo à noite.

- Pode ser? - Claro, vem jantar.

É como ter duas mães.

E de quem é a culpa?

Dá-lhe tempo. Vamos vencê-lo pelo cansaço.

Cortei-lhe a novela EastEnders. Ficou branco.

É muito simples, Janice.

É ir lá acima, fazer-lhe as malas, metê-lo no carro e levá-lo para casa.

Quem é que manda? A Janice ou ele?

Ele fala em Londres cada vez que eu tento.

E pode fazê-lo.

Tantos rapazes da idade dele fogem e...

Ele gosta muito daqui. Enquanto cá estiver, está a salvo.

Só não percebo porquê. Que fiz eu de errado?

Ele tem 15 anos, só isso. Acontece muito, Janice.

Alguns miúdos não saem do armário. Explodem.

- E o pai dele? Não pode fazer nada? - Ele não fala nisto de todo.

Nem uma palavra. Eu não posso contar a ninguém.

Se eu contasse na escola, teriam de alertar os Serviços Sociais.

E a Helen tem 10 anos. O que lhe acontecia? Entrevistavam-na?

Ficava com o nome num registo aos 10 anos?

Eles não fazem isso, amor. Limitam-se a visitar...

Tu lá sabes, não é?

Desculpa, eu não queria...

Percebi mal, não foi?

Em algum momento, percebi tudo mal.

Ele fica bem, não fica? Quero dizer...

Se ele anda pela Canal Street, fica de olho nele.

Claro que fico.

Obrigada, é melhor eu...

Obrigada.

Parabéns, Vince! Levaste uma mulher adulta às lágrimas.

Como se ninguém lhe tivesse falado até lhe caíres em cima.

O que tens tu?

Tenho um encontro!

Não, eu não quero um plano de reforma.

Cameron, pára por aí.

Nada de plano.

Não.

A culpa é tua.

Se eu acabar com um seguro de saúde,

apólices, acções e essas coisas, vais ser tu a pagar.

- Onde estás tu? - Vamos ao Via Fossa.

Tenho um novo amigo. Chama-se Martin.

Por isso não fazes falta.

Muito obrigado.

Oh meu Deus! Estou aqui, vou entrar.

Boa sorte! Deixa o telefone ligado.

E Vince, lembra-te duma coisa. És fantástico.

Sou um fantástico otário.

- E a Rembrandt, ainda existe? - Sim, costumo lá ir.

E ao Via Fossa, e à Union. E ao Maunto's, ao Metz, ao Napoleon's.

Ao New York New York. E ao Cruz, ao Babylon, e ao Paradise.

E ao Poptastic. Só de vez em quando.

- Tu estás em todas. - Não estou nada.

É que eu saio bastante.

- Porque é que tu não sais? - Vince...

O que há naquela rua que me vá surpreender?

Sim, mas se não fores lá como hás-de conhecer alguém?

Olá?

Claro...

Vais pedir entrada? Eu não, nunca peço entrada.

Vou sim, estou esfomeado. Vou pedir entrada.

Olha só para as entradas! Há aos montes.

Então e o vinho?

Vês alguém que te agrade?

- Há um. - Quem? Talvez o conheça.

Ah, claro.

Desculpa. Não me parece que...

Tu nunca irias... Nem num milhão de anos.

Eu assino o contrato se estiveres disposto a...

É a sério. Eu assino. Se...

Era o meu namorado ao telefone, o Vince.

Está com o contabilista agora.

Desculpa.

Eu assino de qualquer forma. Desculpa.

E que tal aquele?

O alto e loiro alinha em tudo. Eu intercedo por ti.

- Quantos anos tem? - 15.

15?

É um bocado revoltante, não é?

Absolutamente.

Nathan, olha só!

Posso ver-te agora!

Aposto que nem te lembras do meu nome, fodilhão.

- Vão ficar por aqui? - Não, estamos no ir.

- Estamos nada. Chegámos agora. - Vamos embora.

Nathan, amor, calma. Talvez isto seja um choque...

... mas não estou apaixonado por ti. Estás a salvo!

Volto num minuto. Pede-me um dry Martini.

Chamo-me Daniel, já agora. Dazz.

O Daniel da noite passada?

Daniel, o advogado de 1.90m com um BMW?

Não, é outro Daniel!

É um pesadelo!

Diz que tem 36, o mentiroso. Estou aqui sentado com um velho.

É como fazer audições para o Cocoon 3.

Conta-lhe a história da perna partida. Resulta sempre.

É o Vince? Manda-lhe um beijo meu.

Um otário manda um beijo.

É o Nathan?

A mãe dele caiu-me em cima. Por favor, fica de olho nele.

Esquece-o. Pensa em ti, para variar.

Podemos ir a algum lado a seguir. Não sei...

O Cruz está aberto? Tu é que és o expert.

Tenho de fazer uma chamada. É um rapaz sem ter quem olhe por ele.

É uma pequena crise, não te importas?

Stuart, a sério, foi por tua causa que ele saiu de casa.

Ele pode desaparecer por aí...

Aguenta, chamada em espera.

Obrigadíssima, Stuart! Tenho o Ben lavado em lágrimas.

Nada como outro homem a abandoná-lo.

Eu liguei, Marie. Deixei mensagem. Estou numa emergência de trabalho.

Estás num bar, dá para ouvir!

Quantos encontros arranja uma mãe de dois filhos?

Aguenta, chamada em espera.

Estás com o Martin Brooks? Ele tem o telemóvel desligado.

A mulher dele ligou. Caiu o telhado ou coisa assim.

- Martin, é a tua mulher. - Não estou aqui!

Ele não está.

Chamada em espera, ele é um homem ocupado.

Não leves a mal, mas podes desligar por um instante?

Claro, desculpa.

Se quiseres ir a uma discoteca, eu posso...

Desculpa, é aquele miúdo. Eu prometi à mãe dele...

Vince, ele deixou-me em espera. Passa-me a ele.

- Não estou com o Stuart! - Estás sempre com ele!

Tinha um encontro e ele estragou tudo!

Marie, a sério, não estou. Aguenta, chamada em espera.

Vince, passa-me a ele.

Sei perfeitamente que ele levou o Martin Brooks a algum antro.

- Não estou com o Stuart! - A mulher dele está doida.

- A mulher de quem? - Do Martin Brooks!

Quem raio é o Martin Brooks? Aguenta, chamada em espera.

- Que é? - Desligaste-me!

- Estás com o Martin Brooks? - Como sabes dele?

- Tenho a Sandra atrás dele. - Nunca ouvi falar em Martin Brooks.

Espera. Ele não está com o Martin Brooks.

- Quem raio é o Martin Brooks? - Enganei-me. Espera.

Sandra, nada do Martin Brooks.

Ele está com o Martin Brooks! Caiu-lhe o telhado.

Caiu o telhado a quem?

- Ao Martin Brooks! - Espera.

Marie, ias sair com o Martin Brooks?

Foda-se! Quem é o Martin Brooks?

Não sei, mas tem mulher e um telhado manhoso.

Eu conheço o Martin Brooks. Deixa-me falar.

É o meu telefone.

Liga-me.

Com o quê?

- Contabilistas do caralho. - Amor, tive saudades tuas.

Vou comprar mais deste after-shave.

A Donna disse que o comeste.

É o máximo que vais ver dele. É um papa-frangotes.

Anda atrás de ti e até te paga o jantar.

Depois de te foder, não te torna a olhar.

- Pois eu comi-o duas vezes. - Nunca te pagou o jantar.

- Gostas dele? - Ele é fixe.

Como se o Nathan não estivesse completamente apaixonado.

Uma dica, Nathan.

Ele pode pavonear-se, mas falta-lhe uma coisa.

Ele não é novo e sabe disso.

Com a tua idade, podes fazê-lo implorar.

- Como te chamas? - Adrian.

Adrian, Martin. Martin, Adrian.

Que perda de tempo. Ele nem me curtiu.

Deve ter curtido.

Sem foda?

Ele é gay, temos um encontro, e a foda?

Estou-me a cagar. Vês aquele tipo? Tem estado a olhar, vou lá.

Ele convidou-te para sair. Beijou-te.

E foi para casa. Não é normal!

Vince, é assim tão difícil acreditar que alguém te curta?

Não me importa. Vou foder.

Desculpa, importas-te de fechar um pouco a boca?

Claro.

É mais sensual se fechares um pouco a boca.

Claro.

Oh meu Deus! Tens o Genesis of the Daleks.

Sim.

Podemos ver?

Podemos vê-lo depois, sim.

Podemos ver agora?

Por favor!

- Davros! - Exterminar! Exterminar!

Esta foi a primeira vez que o Davros apareceu.

Ele viciava a guerra dos Kaleds com os Thals

para que as suas criaturas sobrevivessem.

- Eu sei. - Estes são os primeiros Daleks.

Nem se chamavam Daleks. Eram os Mark 3 Travel Machine.

Eu sei, a cassete é minha.

Mais três episódios...

Molto bene, molto!

...a criatura suprema. O grande conquistador do Universo.

O Dalek!

Ele era giro, era simpático.

Fora as cuspidelas.

Suponho que te safaste.

Boas discotecas... Deve ser maravilhoso fazê-lo sempre.

Achas?

Hoje à noite deve ser bom.

A que horas tens o comboio?

Vou cancelá-lo.

- Digo à Anne que tenho de trabalhar. - Muito bem. Cancela.

Sai, embebeda-te, fode. Depois podes repetir.

Depois tornas a repetir. Fode todas as noites da tua vida.

Esquece a tua mulher. Esquece os teus filhos.

Mas não sejas um turista. Ou fazes ou não fazes.

Então, como é? Ficas ou vais?

O comboio é daqui a meia hora.

Todos comentam.

- A começar pela Amanda Boyce. - O que disse ela?

"Porque é que o Nathan Maloney já não vem para a escola a pé?"

E a Susan chinesa disse que nunca estás em casa.

Como se houvesse um divórcio, ou assim.

- E o que disseste? - Não disse nada. Disse que não sabia.

- É espantoso! - Não é nada espantoso!

Se a escola sabe disto, tens os Serviços Sociais à perna.

Aconteceu ao Billy Valentine, puseram-no num lar.

Desapareceu, foi para Cardiff. Teve problemas a sério.

Eu tenho problemas a sério!

Quais?

A tua mãe revistou as tuas coisas. Grande coisa!

Ela sabia de tudo. Andou a espiar!

E depois? É tua mãe, é a função dela!

Ela acha que se eu voltar para casa, volto ao normal.

Como se estivesse doente e fosse melhorar.

- Ela nunca disse isso. - Donna, não a conheces!

Não sabes de nada! Tu és hétero, fazes parte do sistema.

Fazes parte da ortodoxia fascista e heterossexual.

Sou preta e rapariga.

Experimenta isso durante uma semana.

Estou atrasado. Entro ao meio-dia.

Tens o The Seeds of Death! É um clássico!

Apareço para vê-lo um dia destes, pode ser?

Sim.

Adeus.

Cuidado com os Mentiads!

- Levei-o a Alderley Edge. Adorou. - O Vince não está contigo?

- Porque havia de estar? - Estava a falar com o Alfred.

Passámos a tarde com outro dos teus bebés.

Eu levava a Helen às cavalitas, mas ela puxava-me o cabelo.

- Olá. - Que estás aqui a fazer?

Passei à porta. Aos fins-de-semana posso tomar conta do Alfred.

Fazer de baby-sitter.

Trabalhas a semana toda. Deves estar esgotado, na tua idade...

Gostámos do Nathan. Ele pode ficar.

É bestial, como um empregado. Ele pode tratar do jardim.

É a Fundação Stuart Jones para Garotos Perdidos.

- Alerta, escoteiros. - Tenho culpa dele estar obcecado?

Obcecado aos 15. Isso faz de ti o quê?

Uma pista de comboios? Uma PlayStation?

- Desculpem, interrompo? - Não sejas tolo.

Deves ser o Stuart! Ouvi falar muito de ti, amigo.

Eu não ouvi falar nada de ti, amigo.

Lance Amponah. Prazer em conhecer-te.

Eu contei-te. O Lance trabalha na universidade.

Fizemos aquele seminário de ética. Se me ouvisses...

Mudou-se para cá. Está no quarto das traseiras.

É o nosso hétero simbólico.

Olhem para o Alfie. Não está muito quente com isto?

Importas-te?

Vem cá, grandalhão.

- Mudou-se quando para cá? - Não é por muito tempo.

O meu visto expira daqui a cinco meses.

Tive de mudar de casa na semana passada.

Não achei nada só por 5 meses e a Romey ajudou-me.

Sou mais uma das suas causas perdidas.

Cristo! Não se pode virar as costas a esta casa.

E mesmo assim, tu viras.

Truz-truz. É o último dia da Eileen.

Vamos beber um copo. Queres vir?

Não, tenho um compromisso.

Alguma coisa de interesse?

Não. É só uma pessoa amiga. Talvez nem vá.

É um encontro?

Talvez seja.

Diverte-te, que bom para ti...

Se não fores, estamos no Feathers às sete.

Olá, sou eu. O Vince.

- Eu liguei, deixei mensagem. - Os teus Sábados são assim?

Andas a pedir desculpas pela semana?

A ama é um bocado estúpida com as mensagens.

- Arranja um atendedor. - Tinha um, o Robert levou-o.

Compra um novo.

O carro precisa de arranjo. A embraiagem está a pifar.

- Quanto? - 200.

E o Tom queria um software, é um pack de gráficos ou assim.

- 500 libras está bem? - Óptimo.

- E os pais vão-se divorciar. - Claro, tens muita piada.

Tu tem-los visto? Guiaste 16 quilómetros para os visitar?

Eles não contam ao seu ai-jesus. Eu é que levo com tudo.

- O que disseram? - Podes passar-lhes um cheque.

Não é assim que resolves tudo?

Se não acreditas, vai lá vê-los. Eu faço-te um mapa.

A sério, eu não me importo. Podemos ir a Castlefield.

Disseste que curtias este lugar.

Tu convidaste, vamos fazer o que curtes.

O problema é que começa tudo a parecer o mesmo.

Passei três anos em Sidney e foi fantástico.

A cidade é enorme. Há centenas de discotecas.

E chego aqui... Atravessei meio-mundo e o que encontro?

Os mesmos homens nas mesmas discotecas.

- Os mesmos quê? - Homens.

Mesmos que o quê?

São os mesmos que em Sidney.

- Aquela mulher estava no funeral. - Qual mulher?

Aquela ali. Enfiou metade da comida na carteira.

Onde é que te enfiaste, caralho?

Stuart, Cameron. Já se conhecem.

É verdade. Conhecemo-nos no buffet.

Adorei aquele buffet. Foi bom p'a caralho.

- Estás pastilhado. - Então traz-me um copo!

O que faz um director de contas?

Dirijo contas.

Algumas são uma merda, mas alguns dos clientes são bons.

As marcas independentes de Manchester e assim.

Faço aquilo com uma perna às costas.

Não sei... Tenho pensado em sair de lá.

Ando à procura.

- Do quê? - De qualquer coisa.

Há sempre alguma coisa melhor...

... à espera de aparecer.

Conheces a sensação?

Toma.

Demoraste. Tive saudades.

Não se prendam por mim.

Onde é que ele vai?

Vai à merda.

Cá está, não é grande coisa.

- Bebes alguma coisa? - Vais beber?

Um copo. Não posso dormir tarde.

Vou ter de correr contigo. Trabalho cedo.

Gin tónico?

Sim, gin tónico.

Lamento aquilo do Stuart.

Não o via tão pastilhado há séculos.

Grande amigo. Estava a atirar-se a mim.

Não, ele é sempre assim.

Vince, já tenho alguma rodagem.

- Ele atirou-se a mim. - Não, tu não o atrais.

Obrigado.

Não, quero dizer...

É só estilo, sabes? Ele não se atiraria.

Atirou-se.

O apartamento é agradável.

Doctor Who.

Passava lá. Assustava-me quando era puto.

Aquele dos bonecos na montra.

E aquele das larvas... Esse era giro.

Quantas cassetes tens?

És um daqueles fanáticos?

- As cassetes... - Caga para as cassetes!

Quais cassetes?

NO PRÓXIMO EPISÓDIO

A senhora desculpe, mas reclamaram da transpiração em excesso.

Importa-se de sair?

Pensei na hipótese de pinar com um dos funcionários.

Australiano, mas que bem!

Irene, o nosso Vince arranjou namorado.

Bem jeitoso!

Eu disse olá! Olhem para mim!

Que se fodam! Elas que se fodam!

- A tua mãe é puta? - Cala-te.

Filho da puta...

Que história é essa, caralho?

Tradução e Legendagem LAPORT INC.

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