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Fique por perto, Eleannor. Acompanhe-me.
Vamos. N�o pare por nada.
- N�o consigo mais. - Se pararmos, nos encontrar�o.
E se nos encontrarem, estaremos mortas.
Vamos.
R�pido!
- Vamos! - Estou indo.
A princesa ainda n�o foi encontrada, Senhor.
- Confio em Monsieur Marshall. - Precisamos conversar.
Vejo brilho em seus olhos, irm�o.
Gostaria de falar sobre a ca�ada.
Estou ansioso por isso.
O Cardeal est� esperando por voc� na missa.
Pe�a-o que reze por n�s.
Encontrei a parteira. Vive no sul, um dia de viagem.
- V� busc�-la, imediatamente. - � muito perigoso.
- N�o devem saber sobre isso. - Ent�o, v� voc� at� ela.
Quero que escute isso com seus pr�prios ouvidos.
Iremos juntos.
Devo me colocar em risco por suas fantasias?
Essa � a verdade.
Os Cavaleiros de Damasco
protegem um prisioneiro para o Vaticano.
A Igreja � a culpada pela conspira��o
e o Cardeal Leto est� comandando tudo.
O Di Marco tentou me matar quando eu descobri.
N�o duvido que o homem atr�s da m�scara de ferro
seja nosso irm�o bastardo.
E a parteira � a �nica que pode confirmar isto.
E se voc� estiver errado?
Quem mais pode ser? Por que esconde a cara?
Eles querem essa pessoa no trono.
Querem-me fora do trono.
Est�o questionando a legitimidade do meu poder?
Se a Igreja descobrir do nosso irm�o mais velho,
ele pode ser proclamado o verdadeiro Rei de Fran�a.
Partimos de imediato. Avise o Bontemps.
N�o, n�o avisaremos ningu�m.
Especialmente, Bontemps.
Equipe inSanos apresenta
Legenda S�rgio Rita
Adapta��o PT-BR e Revis�o: IsaacA
S03E07 "The Book of Revelations"
Voc�s devem se preparar para o pior.
No caminho, uma jovem garota pode encontrar ladr�es
e vagabundos.
E homens do Rei.
Oremos pela salva��o dela.
Receio que o Senhor tenha outros planos para ela.
E para mim, tamb�m.
Mesmo que Ele queira que ela retorne s� e salva,
ela ter� car�ter suficiente para ser uma rainha?
Ela foi levada contra a vontade dela.
Quando ela retornar, meus planos para Espanha n�o mudar�o.
Apenas se os homens do Lu�s a encontrarem.
- Madame Duvern�? - O que restou dela.
N�o dev�amos roubar uns dos outros.
- Por favor! - Saia, estamos com fome!
Todos queremos comer e sofremos igualmente.
E quem � o culpado?
Pare!
O Rei diz que a Fran�a � de todos n�s.
Prometeu-nos o mundo,
mas ele s� nos obriga a pagar impostos.
E o que sobra para n�s?
N�o sei de voc�, mas para mim j� chega.
Senhor, O Conselho est� ansioso para discutir seu casamento.
Gostaria de pedir a permiss�o de Vossa Majestade
- para cuidar disso. - Se acha necess�rio.
Conhe�o melhor suas necessidades do que os outros.
Preciso partir.
Mas voc� tem reuni�o com o Conselho hoje.
Assuma em minha aus�ncia.
N�o deveriam saber onde est� indo?
Diga-lhes que fui ca�ar.
Senhor, temos not�cias dos nosso patrulheiros.
Os Otomanos est�o reunindo as for�as.
Avise-me quando vierem para Viena.
- Claro. - Senhor, para onde vai?
Um javali foi visto em Virofle.
Um animal bestial, adequado � ca�a do Rei.
- Ent�o, devo ir com voc�. - N�o ser� necess�rio.
Um tecido digno de uma rainha.
Rezo para que nunca tenha que vesti-lo.
Tenho a certeza de que estar� em boas m�os.
Loraine, cale-se.
- Salve-me dessa mulher furiosa. - O que devo fazer? Esperar?
Seu destino est� nas m�os do Rei.
Se ele ainda n�o me enviou para Espanha,
ent�o ainda h� esperan�a?
Tudo � poss�vel.
S� est� dizendo isso para me animar, n�o �?
Voc� acha que ele ainda me enviar�.
Se essa for a decis�o dele,
voc� ter� que partir.
Partir para minha morte.
- Disseram-me que ia sair. - N�o temos futuro aqui.
Monsieur Cavanel, todos possuem for�a
se permanecerem unidas.
Ele privou-nos das nossas riquezas.
Quantos dos nossos amigos renunciaram � sua f�?
Queimaram a nossas b�blias e partiram os nossos cora��es.
Quanto tempo vai levar at� que o Rei tire as nossas vidas?
Precisamente. Por prote��o, temos de permanecer juntos.
Vamos recorrer ao Cardeal enquanto est� em Versalhes.
- Ele ter� de nos escutar. - E se ele n�o o fizer?
- Protestaremos! - Como faremos isso?
Recorreremos � resist�ncia? � viol�ncia?
De qualquer forma, n�o esperarei o Rei nos atacar.
N�o irei mais ajoelhar-me perante Sua Majestade.
Monsieur Cavanel?
N�o me permitiram deixar o pa�s.
Sabia que te encontraria aqui, entretendo-se.
Aprecio os simples prazeres onde quer que os encontre.
Preciso da sua ajuda.
Ser� que estou sentindo cheiro de humildade?
Nunca fui hostil com voc�.
Mas tamb�m n�o mostrou afei��o.
E o que est� procurando agora?
Boa vontade?
N�o � para mim.
Cavanel n�o teve permiss�o para ir a Holanda.
E iniciou o destino daqueles escolhidos por Deus.
Voc� � um homem com influ�ncias.
N�o mais, Delphine.
Mas possui mais acesso que eu.
Ele s� precisa de uma assinatura no documento oficial.
E isso significaria mostrar boa vontade de esp�rito.
Por tr�s dessa m�scara superficial,
fomentador intrigas,
est� um homem que deseja fazer justi�a.
� muito arriscado.
Falsifica��o de assinatura � punida severamente.
Sempre soube que era um excelente orador,
mas nunca pensei que fosse um covarde.
- Eu sou covarde? - Sim.
Podia, ao menos, ter hesitado?
Como se isso n�o fosse evidente.
N�o gosto de me meter, � verdade.
Prefiro ver-me como uma pessoa pragm�tica.
Com o tempo, aprendi a aproveitar as oportunidades.
Isso � sobreviv�ncia, n�o covardia.
Ent�o far� uma boa a��o ou n�o?
Que boa a��o?
N�o � meu trabalho lidar com Protestantes.
Tenho medo deles.
Come�a com a queima de livros e termina com as pessoas.
E Madame de Maintenon ir� acender a tocha.
Isso traz-nos de volta aos pap�is de Delphine.
Talvez fa�a escondido dela.
N�o, obrigado, farei outra coisa.
Tenho outras coisas para fazer.
Mas porqu� adiar?
Estou pensando em outros objetivos estrat�gicos.
Talvez deva fazer.
�ltimo aviso, Bastien.
Mais um atraso esta semana e reduzirei seu sal�rio.
Fui honrar a mem�ria dos mortos.
- Est� procurando problemas... - N�o.
S� estou dizendo o que os outros pensam.
Meus empregados est�o satisfeitos.
Se ir� se opor ao Rei, somente um vencer�.
Ao menos tenho coragem de o fazer.
Por que batalhar se n�o pode vencer?
Veja o que aconteceu conosco
ap�s Monsieur Colbert ser atacado.
Veja o que aconteceu com a Olivier.
Deus criou o mundo desse jeito por uma raz�o.
Tentar mudar as coisas � tolice.
As pessoas come�ar�o a lutar pelos direitos.
N�o na minha oficina.
Se o Rei descobre sobre isso, seremos presos imediatamente.
Agora volte ao trabalho.
Voc� se acha melhor do que n�s, n�o �?
Acha que � um dele agora?
- Lembre sua fun��o, Bastien. - Chega, Guillaume.
N�o irei tolerar desrespeito em minha oficina.
Eu me lembro de onde voc� veio. Sei quem voc� �.
Mas ainda obedeces a eles como uma marionete.
- E os neg�cios no pal�cio? - Saia e n�o retorne!
Por favor, Guillaume!
- Ele n�o quis dizer isso. - Saia!
Enfie sua oficina em seu rabo.
Prefiro comer ratos a ter que trabalhar para ele.
Vamos, filho.
Ela est� mancando?
Merda!
- Levante! Vamos no meu cavalo. - N�o.
Mas eu n�o posso.
Preciso de dormir.
Certo, vamos descansar um pouco.
- N�o vou retirar o que disse. - N�o vim pedir isso.
Seu irm�o venderia a pr�pria m�e.
Ele mandou seu sal�rio.
� dinheiro sujo.
Sei que precisa dele.
O que far� agora?
Dizer o que penso, como sempre fa�o.
E se n�o te escutarem?
N�o posso mais ficar sem fazer nada.
Preciso fazer alguma coisa.
Eu tamb�m.
Isso me deixar� zangado?
� habitual pedir uma audi�ncia.
Tal como � habitual acreditar na palavra do Rei.
Minhas tropas encontraram um mercador que ia para Malta
carregando espi�es a bordo do seu navio.
Lu�s assinou um acordo de com�rcio
com os Otomanos e ganhou milh�es.
S�o neg�cios.
O mundo dos neg�cios tem suas regras.
Mas porqu� agora? O que est� ganhando em troca?
Os Otomanos colocaram tropas em minhas fronteiras.
Ent�o devemos nos preparar para dispers�-los.
E se Lu�s estiver do lado deles?
� uma acusa��o muito grave.
Isto � uma declara��o de guerra.
Ele preferiu os infi�is a Roma.
Ele me e desafiou voc�.
� claro como o dia que ele vai te retirar do poder.
N�o esque�a do seu lugar, imperador!
Ningu�m neste mundo
dita as regras da Igreja.
N�o vou dormir l�.
- N�o temos escolha. - Mas este lugar � horr�vel.
Vamos. Aqui.
- Esse lugar � para animais! - Sim!
Mas e se houver aranhas aqui?
As aranhas n�o devem ser sua preocupa��o. Vamos.
Lembra da �ltima vez que fizemos isto?
S� n�s os dois.
Mal consegu�amos limpar nosso o pr�prio nariz.
Voc� tinha medo do escuro.
� a constela��o de G�meos?
Cintur�o de �rion. G�meos est� a leste.
Castor e Pollux, as estrelas mais brilhantes.
G�meos.
N�o acredito que pensou
que eu estava armando contra voc�.
Nunca se sabe em quem se pode confiar.
Acha que eu conspirei,
matando pessoas secretamente para insult�-lo?
Eu n�o sabia o que pensar.
Sabia que havia uma conspira��o, no topo do governo.
E presumi que n�o havia ningu�m mais poderoso que voc�.
N�o tem.
Essa maldita Igreja s� cria problemas.
O que acha que est�o planejando?
Ele quer me controlar.
E se n�o funcionar, ele tentar� me destruir.
Com a ajuda do nosso irm�o. O Rei leg�timo.
Se o Vaticano tiver sucesso, n�s viveremos assim para sempre.
- N�s? - Por isso que preciso de voc�.
Pela minha boa vontade e pelo meu esp�rito cr�tico?
Pelo seu instinto.
E pelo seu cora��o.
Que tipo de homem mata uma mulher inocente?
Voc� n�o � inocente.
Voc� me usou, assim como sua m�e.
- Feche seus olhos. - N�o!
- Feche! - N�o fecharei.
Voc� n�o consegue me matar porque v� amor em meus olhos.
Mentira.
Sim, eu era agente do Imperador Leopoldo.
Sim, conspirei contra Lu�s.
E, sim, estou apaixonada por voc�.
E sei que tamb�m se sente assim.
Diga-me que o que senti por voc� n�o foi em v�o.
Voc� � um homem melhor do que o Rei acha.
Voc� n�o � um c�o sem cora��o que � subordinado dele.
N�o estou em posi��o de duvidar de minhas ordens.
Se n�o posso cumprir o meu dever,
- o que me resta? - Voc� tem seu cora��o.
E sua consci�ncia.
Fique l� dentro por mais uma hora.
Depois v� para o oeste. N�o parem.
O que dir� ao Rei?
Estou com medo por voc�.
Pense apenas em voc�.
Se eu te ver de novo...
cumprirei o meu dever.
N�o tenho tempo para isto!
N�o ligo se os cidad�os de Paris est�o infelizes.
- Deveria estar preocupado. - N�o gostei do seu tom.
Por favor, aceite minhas sinceras desculpas.
Monsieur Louvoy, se o Rei n�o fizer nada,
ele pagar� caro. A taxa do sal prejudica as pessoas.
O humor das pessoas est�o mudando.
O que est� dizendo, exatamente?
Receio que possam se rebelar contra Sua Majestade.
N�o est� traindo seu povo ao me dizer isso?
Minha lealdade pertence ao rei.
Entregue-me nomes e endere�os e iremos prend�-los.
Por favor, n�o me pe�a isso.
Vim aqui avisar o rei. N�o quero que as pessoas sofram.
O seu contrato est� terminado.
E voc� n�o est� mais a servi�o do rei.
Vejo em seus ombros o peso das contas do Estado.
Queria poder ajudar.
- Eu e a Matem�tica nunca... - Por que est� aqui?
Quero desculpar-me.
- Pela morte da minha sobrinha? - Sim.
O momento escolhido � muito duvidoso.
O que quer?
Acha que n�o sou capaz de pedir perd�o?
As evid�ncias est�o contra voc�.
Sinto muito que tenha esse olhar sombrio sobre a natureza humana.
Tenha um bom dia.
Qual � o motivo real da sua visita?
Queria pedir um pequeno favor.
Acredito que esse beneficiar� a Tesouraria do Estado.
- Mas n�o � importante. - Qual � o favor?
- Conhece o Monsieur Vanel? - N�o, quem �?
� um fabricante de chocolates de Lyon.
Talentoso. Ele quer expandir o neg�cio.
- Muito bom. - Realmente.
Ele tem que ir para Inglaterra na pr�xima semana.
Mas a papelada o atrasou.
Ele perguntou se poderia ajud�-lo.
E por que deveria?
Porque ele � um fiel servidor do rei.
E, como sabe, o futuro da Fran�a depende do sucesso do com�rcio.
O que espera que eu fa�a?
Apenas uma confirma��o da identidade dele.
E garantia de livre tr�nsito.
E tenho a sua palavra, se � que vale algo,
que os neg�cios dele s�o absolutamente legais?
Sim, absolutamente legais.
Obrigado.
E, como se fosse m�gica, Vanel torna-se...
Cavanel.
A� est�.
Como posso agradecer-te?
Pagando-me.
- Quanto? - O pre�o da liberdade?
Bem, digamos...
Dois mil? N�o... Melhor tr�s mil.
Enviarei o dinheiro diretamente para os seus aposentos.
Tem certeza de que n�o quer vir comigo?
Tenho.
Meu lugar � aqui.
Boa sorte com a sua nova vida.
Agora voc� quer dinheiro de pessoas desesperadas?
- Acha que sou o Bom Samaritano? - N�o, mas...
Pe�o dinheiro para poder sobreviver.
E se ainda tiver outros amigos necessitados...
Sabe onde me encontrar.
Madame Secretary?
N�o consigo te ver.
Por favor, permane�a sentada.
Mas consigo reconhecer a voz do Rei.
Parece a voz do seu precioso pai.
� uma grande honra receb�-los em meu lar.
Meu irm�o e eu temos algumas perguntas para voc�.
Lembra-se de Louise de Lafayette?
Perdoe-me, Senhor.
Ocupei um lugar elevado na corte.
Jurei nunca discutir certos assuntos.
Mesmo que o Rei pe�a para que o fa�a?
O Rei estava muito afei�oado por ela.
Sim, sabemos que tiveram uma crian�a.
N�o se preocupe.
Sem pressa.
Certo dia,
caminh�vamos juntos, perto da colheita.
O nascimento de Lu�s estava perto,
mas n�o perto suficiente.
Ent�o, subitamente, ela suspirou de dor.
O sangue rapidamente manchou a dela saia.
Deitamos ela na grama.
Ela chorou suavemente,
mas n�o se queixou de nada, apesar do tormento.
E depois ele nasceu.
O pequeno Robert.
Tinha uma marca de nascen�a no rosto.
A marca de Caim.
Ainda ou�o a voz dele, gritando com for�a aos c�us.
Mas, gritou em v�o.
Foi o �nico sopro de vida dele.
Ele morreu?
Morreu. Morreu, claro.
Caso contr�rio, Robert seria o rei.
Se n�o fosse a vontade de Deus,
ter�amos adorado a ele.
Por que ele n�o foi enterrado como rei?
Mas, Sua Alteza, ele foi.
Fora da clareira, v� at� os p�s da cruz,
o local sagrado, onde os peregrinos oram.
Vire-se para o oeste, onde as paredes se encontram.
� sua frente, cave o ch�o, onde jaz a pedra antiga.
L�, seu pobre irm�o descansa em paz.
Lu�s de Bourbon e Louise de Lafayette,
enlutados, enterraram-no em segredo por vergonha.
Porque n�o quiseram que duvidassem
da capacidade do Rei de trazer � luz um herdeiro.
Louise retirou-se de imediato para um mosteiro.
Mas o Rei e a Rainha rezavam todos os meses com ela.
Para partilhar a dor da perda.
Quem mais sabe do beb�?
Ningu�m fora do c�rculo mais pr�ximo do Rei.
O cirurgi�o pessoal do seu pai cuidou de tudo.
E fez com extremo cuidado e cautela.
Ele era o confidente mais pr�ximo dele,
Jean-Baptiste Bontemps.
O pai de Bontemps escondeu toda a hist�ria.
Seu amigo mais pr�ximo sabe tudo desde o in�cio.
E deve ser agradecido por manter o segredo do pai.
N�o podemos parar por aqui.
O Rei teve uma crian�a e ela n�o sobreviveu.
- N�o tem mist�rio. - Quem � o homem mascarado?
N�o importa j� que n�o pode ser Rei.
Mas o mist�rio permanece.
Sabemos o mais importante: eu sou o Rei leg�timo.
- Qual a liga��o com o Vaticano? - Talvez n�o haja liga��o.
Talvez Bontemps n�o saiba de nada.
Mas quem nos contou de Makar?
Quem � mais pr�ximo do Cardeal e de Di Marco?
E quem disse que um homem mascarado
era apenas uma inven��o?
O prisioneiro est� escondido por uma boa raz�o.
E Bontemps sabe porqu�.
E por qual motivo
enviaremos a criatura para as col�nias?
� a melhor forma de nos livrar do problema para sempre.
Ele deve permanecer aqui.
Onde podemos proteger e tomar conta dele.
Mas enquanto estiver na Europa, ele � uma amea�a.
Uma amea�a �til.
E como o ir� utiliza-lo?
Levaremos ele caso precisemos convencer Lu�s.
N�o entrarei numa conspira��o contra o Rei.
O que tem feito durante sua vida?
Eu protegi o Rei.
Chame do que desejar,
mas continuar� a faz�-lo.
Caso n�o queira que o Rei saiba
que o servente mais confi�vel dele
s�o, na verdade, um traidor.
E agora,
onde, exatamente, est� o prisioneiro?
Vamos parar. Preciso descansar.
- Estamos perto de chegar? - N�o.
Se voc� se apressar,
chegaremos na fronteira holandesa em alguns dias.
O que quer dizer?
Preciso voltar e terminar algumas coisas.
Fazer o qu�?
- Destruir o Rei. - O qu�?
- Vingarei a minha m�e. - Mas se voltar, morrer�.
- Estou de acordo. - Sophie, escute-me.
Se voc� voltar, tudo ser� em v�o.
� muito jovem para morrer. Venha comigo.
Vamos recome�ar nossas vidas.
N�o conseguirei sem voc�.
Ningu�m sabe como ser� o futuro,
mas pelo menos teremos esperan�a.
E uma a outra.
Diga e o Senhor te escutar�.
Sou culpado de mentir.
E est� arrependido dessa mentira?
N�o.
Mas a mentira � um pecado.
E a fidelidade tamb�m � um pecado?
Fidelidade a quem?
A uma pessoa muito pr�xima.
Pessoa que amo.
E respeito.
Eu quis proteg�-la,
mantendo um segredo que o poderia ter te destru�do.
Alguns est�o dispostos a usar esse segredo contra meu Senhor.
Se realmente ama o seu Senhor,
ent�o voc� encontrar� uma jeito de impedi-los.
Independentemente da decis�o que eu tomar,
causar� destrui��o.
Conseguiu encontr�-la?
No mosteiro, a caminho de Aachen.
E ent�o?
- Pertencia � Princesa Eleanor. - E a Duquesa de Cassel?
N�o causar� mais problemas, Senhor.
Sabia que podia confiar em voc�.
Diga a Bontemps que precisamos conversar.
- Encontraram seu irm�o? - Encontramos?
Numa clareira.
- E? - Est� morto h� muito tempo.
- E o homem na m�scara de ferro? - Permanece um mist�rio.
E Bontemps � a solu��o.
Tem certeza?
Ele sabe de alguma coisa.
Encontre-o.
Garanto-te que faremos o poss�vel
para encontrar, torturar e executar os culpados.
- N�o ser� dif�cil encontr�-los. - Por qu�?
Porque foram os seus homens.
Acha mesmo que sou capaz de matar uma jovem inocente?
Acredito que seja capaz de qualquer coisa.
Est� me culpando pela trag�dia que voc� provocou.
N�o foi eu quem a deixou escapar.
E certamente n�o a empurrei para os bandidos da estrada.
- Como ousa? - Senhores!
Vossa Majestade,
sugiro que retorne aos seus aposentos.
Preciso conversar com o Rei.
Agora que a princesa est� morta,
voc� quer que eu aprove o casamento do rei Charles
com a sua sobrinha?
Apenas se achar cab�vel.
N�o acho que seja.
Suas reivindica��es para a Espanha s�o ilegais.
- Voc� traiu Vaticano. - Isso � rid�culo.
Sabemos de seu acordo com os hereges otomanos.
Acordo?
O acordo comercial em troca do ataque � �ustria.
E como a invas�o da �ustria afeta o Vaticano?
N�o abuse da minha paci�ncia.
�ustria � um a chave para chegar ao Sacro Imp�rio Romano.
Se os Mu�ulmanos tomarem Viena, n�o parar�o por a�.
Vossa Emin�ncia, prometo que nenhum mul�umano
entrar� nas terras do Vaticano.
Suas promessas perderam o valor, Lu�s.
Nesse caso, continuarei sem o seu apoio.
- Voc� desafiar� a Igreja? - Sim.
Isto � uma declara��o de guerra.
N�o aconselho entrar em guerra comigo, V. Em.�
E eu n�o aconselho brincar comigo, Lu�s,
Rei de Fran�a.
Pode ter um ex�rcito,
mas eu tenho uma arma,
que destru�ra seu imp�rio antes de estar constru�do.
Est� me amea�ando?
N�o sou eu quem est� te amea�ando.
Ent�o quem �?
Descobrir� em breve.
Encontre Monsieur Bontemps.
Diga-lhe que quero falar com ele. Imediatamente.
Monsieur?
- Encontraram-no? - Foi visto nos est�bulos.
Desde o dia da minha ascens�o ao trono,
guiaram-me com conselhos s�bios e planos l�gicos.
Estabeleci boas rela��es com os vizinhos,
assinei tratados e sempre pedi a opini�o do Vaticano.
Esses dias acabaram.
Espanha, Estrasburgo e Luxemburgo ser�o meus.
Agora!
Senhor, est� falando de uma guerra aberta.
Exato.
Admito que admiro a ousadia de Vossa Majestade
e as suas ambi��es.
Mas n�o seria mais s�bio
limitar-nos a tratados e diplomacia?
Os dias de diplomacia acabaram!
Deste dia em diante, a Fran�a luta sozinha.
Nossos �nicos aliados s�o a coragem
e o nosso poder ilimitado.
Pare de se preocupar.
Fabien ir� encontrar ele e traz�-lo de volta.
Agora... Onde est� a noiva?
A minha sobrinha mal faleceu...
Damas e cavalheiros da Corte,
pe�o que sa�dem minha sobrinha, Marie Louise,
a futura Rainha de Espanha.
Soube que as tropas Otomanas est�o a caminho.
Voc� deve voltar e defender seu pa�s.
N�o subestime-o.
N�o subestime o poder da Igreja.
Vossa Emin�ncia. Primo. Vamos juntos � missa?
Obrigado pela oferta, mas estou de sa�da.
Alguns casos aguardam a minha interven��o em casa.
Claro. Espero que nosso pr�ximo encontro
seja sob circunst�ncias mais agrad�veis.
Duvido. Adeus, Lu�s.
Parece que todos est�o partindo.
Exceto eu.
Foi enviado para me matar?
Se assim fosse, j� estaria morto.
N�o me provoque!
A bravura n�o lhe cai bem, Bontemps.
Abaixe a faca e retornaremos a Versalhes.
N�o ser� poss�vel.
Por que n�o? Porque est� aqui? Voc� traiu o Rei?
N�o, estou protegendo-o.
S� est� protegendo a si mesmo.
Escute-me! As for�as do mal est�o agindo.
V�o destruir a coroa!
Acha mesmo que sou um idiota?
Acha mesmo que sou um traidor?
Nos conhecemos h� muito tempo, Marshal.
N�o importa o que aconteceu entre n�s,
uma coisa permanece inalterada.
A nossa lealdade para nosso Rei.
- Conseguiu encontr�-lo? - N�o, Vossa Emin�ncia.
Preparem a minha carruagem.
- Quem est� a�? - Alexander Bontemps.
Viemos entregar ao prisioneiro uma mensagem do Cardeal.
Veio aqui para me matar?
Sua jornada chegou ao fim.
N�o � preciso, Vossa Alteza.
O que diabos est� fazendo?
- Voc� mentiu e traiu o Rei! - Deixai-o falar.
Tudo o que fiz foi para sua prote��o, Senhor.
Tentaram mudar o que fiz.
- Quem? - A Igreja?
Era um segredo, mas agora � uma maldi��o.
Preciso da verdade.
Imediatamente.
Desculpe te desapontar.
Esperava por outra pessoa?
Isso � um sonho?
� o seu maior desejo se realizando.
Retire a m�scara.
Quem � voc�?
Sou chamado de Duque de Sullun.
Sou um homem sem nome.
Qual seu verdadeiro nome?
Meu nome n�o importa, mas sim quem eu sou.
Quem � voc�?
Sou o seu pai.
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