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Xhosa
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Yoruba
Zulu
No sistema de justi�a criminal, crimes sexuais
s�o considerados especialmente hediondos.
Na cidade de Nova Iorque os dedicados detetives
que investigam esses delitos b�rbaros
s�o membros do esquadr�o de elite
chamado Unidade de V�timas Especiais.
Estas s�o suas hist�rias.
-Jura que n�o se lembra de mim? -N�o me lembro.
Agora voc� lembrou de mim?
Sente-se no sof�. Abaixe a arma!
Conte a ela como me enfiou na traseira da sua van
at� passar pela fronteira?
Voc� me queimou, me cortou.
V�rias vezes, sem parar, voc� me estuprou!
Eu quero que voc� sinta
como � estar morto por dentro!
eu sei...
que ele fez algo horr�vel com voc�.
D�-me a arma.
Prenda-os.
Os dois.
Certo, o que estamos vendo aqui?
Stone est� a caminho da delegacia.
H� muito o que resolver.
Esse � Jorge Diaz, dono do apartamento.
-Qual a conex�o com Miguel? -E eu que sei.
Talvez ele se lembre quando acordar.
� isso, Liv, te levarei ao hospital.
Estou bem, Fin, n�o estou ferida.
Coloque uma viatura na escola de Noah.
Talvez lidemos com traficantes e cart�is mexicanos.
Miguel Lopez?
Sem registro na Imigra��o, CIA, FBI, Pol�cia de Fronteira.
-N�o � nem um pontinho no radar. -Miguel Lopez � um coiote
que estuprou e torturou Lourdes.
Ele a vendeu como escrava dom�stica.
Lourdes � a v�tima aqui.
Tudo bem, tudo bem.
Mandarei uma viatura � escola e uma para o seu quarteir�o.
Aqui � Olivia Benson.
Preciso falar com meu filho.
HOSPITAL MERCY SEXTA, 11 DE MAIO
Por que estou preso?
Quase morri por pegar uma garota e lev�-la para casa.
-N�o para sua casa. -Qual a conex�o com Jorge Diaz?
Fiz o design de um site para o neg�cio dele.
-Que tipo de neg�cio? -Comunica��es...
Eu n�o o conhe�o muito bem.
Por que tem um aplicativo no seu telefone
conectado � c�mera de seguran�a dele?
H� gente entrando e saindo. Ele foi roubado m�s passado.
Pediu que vigiasse enquanto viajava.
Sabia que o v�deo estava na darknet?
Isso torna imposs�vel a aplica��o da lei.
O qu�? N�o... n�o sei do que est� falando.
Miguel, sou Efrain Hernandez. Pare de falar, por favor.
-Sou o advogado do sr. Lopez. -Entendemos.
Vejo que meu cliente ainda est� preso.
-Por enquanto. -Ent�o o interrogat�rio acabou.
Liguem para a Imigra��o. Deportem-me.
-N�o vamos fazer isso. -Por que n�o?
Me deportam para o M�xico, eles me acham, me matam
e acabam os seus problemas e os meus.
Quem s�o eles?
Miguel Lopez? Jorge Diaz?
Eu n�o conhe�o o Diaz.
Ele � o dono do apartamento.
O cara cujo cr�nio voc� fraturou.
Eu n�o queria ligar para a pol�cia. N�o foi pessoal.
N�o como com Miguel.
-Sabia que ele estaria na boate? -N�o.
Ent�o foi por acaso? Simplesmente esbarrou
em quem, supostamente, te traficou h� 5 anos?
Era ele.
Eu n�o queria nada disso, eu...
n�o pedi por nada disso.
Poderia ter ido embora.
Eu nunca poderia ir embora.
Se eu tentasse fugir ou contar a algu�m
o que aconteceu comigo, eles me matam.
� uma perda de tempo falar com voc�s.
N�o.
N�o podemos ajud�-la se n�o falar.
Obrigada. Sim, assim que eu puder.
Eram os Buckley.
Est�o indo a Connecticut. Pegaram um advogado para ela.
Sabem sobre a hist�ria dela?
Disseram que n�o faziam ideia.
-Conseguiu algo do Miguel? -N�o muito.
Um advogado apareceu e nos calou.
Miguel n�o ligou para ele. Pode ser ligado ao cartel.
Mas confirmamos que Lopez morava em Portland em 2013.
-Eu acredito na Lourdes. -Eu sei.
Mas ela n�o pode pegar uma tenente,
mant�-la ref�m e se safar.
O que aconteceu com ela foi mil vezes pior.
-Se pudermos provar isso. -Carisi, eu estava l�.
Eu vi as cicatrizes. Ouvi a hist�ria dela.
Tenente, n�o digo que n�o foi traficada.
Que n�o foi abusada.
Mas foi o Miguel?
N�o � poss�vel...
que ele s� parecesse um coiote?
Eu n�o sei.
Liv, j� lidou com muita coisa. Vou te levar para casa.
N�o � necess�rio, Fin.
Sem discuss�o. Vou te esperar no elevador.
Benson.
Certo, obrigada.
O que foi?
O hospital acabou de ligar.
Jorge Diaz?
Morreu na mesa de cirurgia.
O que isso significa para a Lourdes?
Que tenho que acus�-la de homic�dio.
Law & Order SVU (season finale) 19x24 Remember Me Too
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Povo versus Lourdes Vega.
-Bom dia, sr. Stone. -Merit�ssimo.
Acredito que n�o tive o prazer
de v�-lo em meu tribunal, sr. Rojas.
Ao saber das circunst�ncias do caso,
fui obrigado a oferecer meus servi�os.
Lourdes Vega n�o � a criminosa aqui.
Ela � v�tima de tr�fico humano, estupro e coisa pior.
Sem ofensa, mas vamos nos ater ao assunto em quest�o, sim?
Como sua cliente pleiteia as acusa��es de agress�o,
sequestro, tentativa de homic�dio
-e homic�dio culposo? -Inocente.
-O Povo pede pris�o preventiva? -Pedimos.
-Ela precisa de prote��o. -Por qu�?
� testemunha em potencial em um caso RICO
contra os cart�is mexicanos.
Esses animais sequestram,
torturam, assassinam e mutilam impunemente.
Sr. Stone.
N�o sei de nenhum caso, Merit�ssimo.
Mas podemos coloc�-la na solit�ria em Rikers.
A vida dela j� foi amea�ada.
Ela n�o est� segura em uma deten��o institucional.
Levarei em considera��o, enquanto aguardo
a recomenda��o do promotor. Volta a falar comigo, sr. Stone?
-Sim, Merit�ssimo. -Certo, pr�ximo caso.
Miguel Lopez � um traficante.
Tem alguma prova disso,
-al�m da palavra dela? -N�o, mas terei.
At� l�, minhas m�os est�o atadas.
Miguel se livra e voc� coloca a v�tima em julgamento.
Eu ofereci um acordo. Foi recusado.
-Retire as acusa��es. -N�o por homic�dio.
Mesmo se eu pudesse, ela seria deportada.
-� isso que voc� quer? -N�o, n�o �.
Mas se concordar em testemunhar em um caso de tr�fico,
receber� asilo e entrar� na prote��o a testemunhas.
Uma presa em Rikers amea�ou esfol�-la viva.
Isso tem que vir dos cart�is.
Podemos coloc�-la sob cust�dia at� o julgamento acabar.
Mas tenho que desistir das acusa��es contra Miguel.
Ent�o ele pode voltar para o M�xico.
N�o sabemos se far� isso. N�o sabemos se � algo mais
al�m do que diz: designer de site.
Com parceiros de neg�cios que usam c�meras ocultas
para transmitir na darknet.
Eles est�o escondendo algo.
Encontre uma raz�o para acusar Miguel,
entreg�-lo aos federais,
aos federais mexicanos ou todos os itens acima.
POUSADA DE BEIRA DE ESTRADA TER�A, 14 DE MAIO
Estamos bem, quarto 6.
Qual prote��o ela ter�?
Oficial � paisana, 24 horas por dia.
Um oficial.
N�o temos recursos ilimitados.
Ela � uma testemunha federal em potencial.
N�o at� que tenhamos um caso.
Minha cliente disse tudo o que sabe. Ela est� cooperando.
Que diferen�a faz? Nunca conseguir�o provar
e estarei morta antes de qualquer maneira.
Sei que parece um caso perdido, mas estou dizendo,
n�s tivemos casos contra traficantes sexuais.
O que mais posso fazer?
Precisamos corroborar a sua hist�ria.
Voc� nunca disse nada para os Buckley?
N�o, claro que n�o.
Foi Miguel que colocou o an�ncio no classificados.
Ele me fez dizer que eu era uma estudante com visto vencido.
Disse que se eu contasse algo aos Buckley,
estaria morta.
CASA DOS BUCKLEY TER�A, 15 DE MAIO
Lourdes tem algum amigo, algum parente?
N�o sei. Ela nunca recebeu visitas.
Ela raramente fazia liga��es.
Oi!
Mam�e, quando a Lourdes vem para casa?
Em breve. D�-nos um minuto. Por que n�o liga a TV?
-Sinto falta da Lourdes. -Eu sei, querida.
Meus filhos s�o muito apegados a ela.
Posso imaginar. Lourdes viveu com a sua fam�lia por 5 anos.
Ela nunca falou sobre si mesma?
N�o. Agora eu sei por qu�.
Acho que nunca perguntei.
N�s nos importamos com ela, mas...
Mas ela era a empregada.
Deus, isso parece t�o horr�vel.
Quem �?
A loira, acho que o nome dela � Ingrid.
Ela � bab� da fam�lia vizinha.
A morena eu n�o sei quem �.
N�o, eu n�o a conhe�o.
Lourdes, havia duas fotos no seu quarto.
Ela � uma amiga do M�xico?
Desculpe. S� n�o quero
que a fam�lia para a qual ela trabalha descubra.
Descubra o qu�?
Ela foi traficada? Assim como voc�?
Precisamos falar com ela, Lourdes.
A n�o ser...
A n�o ser que voc� queira que o Miguel fique solto
pelo resto da vida sem pagar pelo que fez a voc�,
pelo que ele fez �s outras garotas.
Onde estas fotos foram tiradas?
No Central Park?
Lourdes disse que elas se encontravam
no bar na Green e compravam sorvete para as crian�as
antes de atravessarem o parque
todos os dias, perto das 15h30.
-Est� perto das 15h30 agora. -Espere.
-Aquela � ela? Com licen�a! -Maria?
Oi, Maria. Podemos conversar por um minuto?
-Eu n�o fiz nada. -N�o, voc� n�o est� em apuros.
Queremos falar sobre Lourdes Vega.
-Desculpe, n�o posso falar... -Isto s� levar� um minuto.
Maria, voc� conhecia a Lourdes
do Texas, do M�xico.
Foi h� muito tempo.
Quero esquecer sobre aquele tempo.
Estou feliz agora,
melhor do que em Tenancingo.
Por favor, n�o chamem a Imigra��o.
N�o � por isso que viemos aqui.
-N�s n�o far�amos isto. -Maria,
precisamos que voc� identifique algu�m.
Voc� conhece este homem?
Ele era o traficante?
Do esconderijo no Texas?
-N�o. -Tem certeza? Porque a Lourdes
me contou o que ele fez
com a Estella e a Lucita.
Voc� as conhecia?
-Sim, eu as conhecia. -Certo. Pode olhar de novo?
Voc� reconhece este homem?
Eu nunca o vi antes na minha vida.
-Desculpe, preciso ir. -Por favor.
Ent�o, esta outra bab�, Maria,
nega ter conhecido o Miguel.
Este pode ser um caso de erro de identidade.
Ou, o mais prov�vel,
Maria morre de medo dos cart�is, como a Lourdes.
Ir a p�blico, levar isto a julgamento,
voc� a est� colocando em perigo.
Eu ofereci um acordo a ela. N�o posso faz�-la aceit�-lo.
Lourdes n�o queria matar ningu�m.
Ela quis nocautear Jorge Diaz.
O que aconteceu depois disso foi culpa dela.
Sr. Stone, isto acabou de chegar
-do escrit�rio de Santino Rojas. -Obrigado.
Espero que conhe�a um bom psiquiatra.
Rojas est� alegando insanidade mental.
Las mariposas.
As borboletas monarcas.
Milh�es delas.
Elas voam dos Estados Unidos
at� as montanhas mexicanas todo outono.
E se voc� olhar para o c�u, � como olhar para...
lindos anjos laranjas e pretos,
pairando sobre a sua cabe�a, discutindo sobre quem aben�oar.
E no ver�o, elas se v�o.
De volta para os Estados Unidos.
� bobo, eu sei.
Mas eu costumava imaginar uma garotinha
em Boston ou Nova Iorque,
olhando para as minhas borboletas e sorrindo.
Eu tentava imagin�-las enquanto Miguel me estuprava.
O que voc� via?
Nada.
O c�u estava escuro e frio.
A lua estava cheia.
Era como um c�rculo perfeito
cortado de um len�ol de escurid�o.
O que estava do outro lado do len�ol?
O infinito?
O para�so?
Agora, quando olho para o c�u, � s� um tapete grande, sem vida.
Aquele dia em que voc� amarrou o Miguel,
voc� o deixou sozinho por alguns minutos.
Eu...
Eu fui ao terra�o porque n�o conseguia respirar.
Voc� se lembra no que estava pensando?
Eu o queria morto.
O que te impediu de mat�-lo?
Acha que sou fraca?
-N�o. -Amedrontada?
-Voc� tem o direito de estar. -Burra?
Claro que n�o.
Aquelas borboletas...
Vivem apenas de 4 a 5 semanas.
As que moram pr�ximas a minha montanha, em mar�o?
N�o s�o as mesmas que voltam em junho.
N�o sobrevivem.
SUPREMA CORTE SEXTA-FEIRA, 18 DE MAIO
Na minha opini�o,
Lourdes Vega sofre de Transtorno de Estresse P�s-Traum�tico.
Ela sabia que o que fazia era errado?
-Sabia. -Para esclarecer, dr.� Olivette,
no momento do suposto crime,
-a r�u estava delirante? -N�o.
-Obrigado, doutora. -Est� ciente, n�o �, doutora,
que a testemunha da acusa��o, sr. Miguel Lopez,
ir� testemunhar que nunca viu a srt.� Vegas?
Foi isso o que me disseram.
Se uma pessoa n�o apenas confunde outra,
mas insiste na identifica��o err�nea,
apesar de todos os fatos contr�rios,
diria que a mesma � delirante?
Se insistisse que o �ltimo � Deus ou o Diabo, sim,
seria medicamente delirante.
O Diabo.
Isso inclui o homem que a queimou
-e a estuprou m�ltiplas vezes? -Obje��o.
Apenas algo para considerar.
Retirado.
Voltar ao meu apartamento foi ideia dela.
Meu apartamento estava sendo pintado,
ent�o, fomos para a casa de um amigo.
Ele estava fora da cidade.
Eu estava ficando l�.
Antes que percebesse, ela me deu uma coronhada,
amarrou-me na cadeira,
queimou meu rosto
e amea�ou me matar.
Quando se refere a um amigo, seria Jorge Diaz.
Sim.
Ele...
Ele...
voltou mais cedo da viagem.
E agora est� morto.
Por causa dela.
Obrigado.
Sr. Lopez, voc� disse que viaja
para a Cidade do M�xico v�rias vezes ao ano.
-Est� correto? -Correto.
Para visitar minha av�.
Vou l� desde garotinho.
Nunca teve problemas para voltar aos Estados Unidos?
Minha m�e me trouxe quando tinha 8 meses.
-Ent�o, � um Sonhador? -Correto.
Mas DACA n�o foi implementada at� 2012.
Significa que os anos anteriores a 2012,
voc� ia e voltava ilegalmente do M�xico?
Claro, mas...
N�o era problema at� recentemente.
Ou seja, voc� n�o tem respeito
-por nossas leis, n�o �? -Obje��o.
Mantido.
Pagou seus impostos anteriores a 2012?
Sim.
Voc� tinha um n�mero de CPF falso.
Paguei meus impostos.
Mas cometeu um crime.
Tecnicamente.
Ent�o...
Tecnicamente, voc� mentiu.
Mentiu para seu empregador,
mentiu para o governo dos Estados Unidos...
-Obje��o. -Negado.
Por que acreditar�amos em voc� agora
quando diz nunca ter conhecido a srt.� Vega?
Por que acreditar�amos que voc� n�o a estuprou e torturou?
-Merit�ssimo. -J� chega, sr. Rojas.
Nada mais, Merit�ssimo.
MAXWELL'S SEXTA-FEIRA, 18 DE MAIO
Tudo que digo � que...
N�o seria uma boa testemunha.
Lourdes Vega apontou a arma para voc�?
-Sim, mas... -Ela evitou que voc�
sa�sse do apartamento?
-Sim. -Vai se sair bem.
O que acontece quando Rojas perguntar
o que aconteceu entre Lourdes e Miguel?
Legalmente, � irrelevante.
E moralmente?
O que isso ao menos significa?
Talvez signifique que o menos culpado ganhe.
Est� certa em ter sentimentos question�veis neste caso...
Est� errado, n�o h� nada de question�vel nisso.
E se Miguel n�o tiver sido o coiote
-que a estuprou? -Foi ele.
Voc� estava l�? Tem alguma evidencia
de que ele � o traficante?
N�o sei como lidar com voc�.
Sua confian�a � algo bom, Liv. Pode at� ser nobre.
-Infelizmente, a lei... -Pode parar? Por favor, pare.
Eu j�...
J� ouvi esse discurso antes.
-Talvez deva ouvir de novo. -Talvez voc� deva ouvir.
Lourdes foi estuprada.
Todo o ser, passado, presente,
e mais importante, o futuro dela foi negado.
Isso n�o d� a ela o direito de vingan�a.
Mas d� direito de recuperar o que j� foi dela.
E se vingan�a faz parte disso,
que seja.
Voc� n�o acredita nisso.
Acredito que a pessoa errada est� sendo julgada.
Tenho um filho.
Bar bonito.
De onde eu venho, tem apenas dois tipos de vodca,
barata e mais barata.
Estou aqui para um funeral.
-Meu irm�o. -Sinto muito.
Eu amava o Jorge.
Assim como voc� ama sua irm�.
Pamela, se n�o estou enganado.
Sabe que sou procurador adjunto?
Por isso estamos conversando, sr. Stone.
E por isso voc� vai abandonar o caso.
Lourdes ser� deportada
e nosso sistema judicial vai assumir o caso.
A acusada, Lourdes Vega,
estava com a arma apontada para o policial Montero.
Ela disse que ia atirar se eu n�o largasse minha arma,
ent�o eu larguei.
E ela n�o atirou.
O que aconteceu depois?
Fomos algemados, mas ficamos ilesos.
E Jorge Diaz?
O que tem ele?
Descreva a condi��o f�sica dele.
Ele estava vivo.
Pode ser mais espec�fica?
N�o sou uma m�dica.
Permiss�o para ser hostil, Merit�ssimo.
V� em frente.
Verdadeiro ou falso, Tenente:
o sr. Diaz estava amarrado, inconsciente e sangrando?
-Ela n�o tinha inten��o... -Pe�o que retire.
Concedido.
Vamos tentar mais uma vez, Tenente.
O sr. Diaz estava sangrando?
Estava.
A srt.� Vega amea�ou atirar em Miguel Lopez?
-Ela n�o tinha inten��o... -Merit�ssimo.
Apenas responda a pergunta, Tenente.
Ela disse que atiraria nele.
Disse v�rias vezes, n�o?
Disse.
Obrigado, Tenente.
Sem mais perguntas.
Tenente Benson, voc� passou v�rias horas
com a acusada, Lourdes Vega?
Sim, passei.
Na sua experi�ncia com detetive da UVE,
ela estava com estresse p�s-traum�tico?
-Sem d�vida. -Um estresse espec�fico
que pode ser ativado depois de encontrar com seu estuprador?
Sim.
V�rios sintomas do TEPT causado por estupro e agress�o f�sica
podem incluir lapsos de mem�ria, impulsividade, hiperexcita��o.
Quase uma forma de psicose, correto?
Isso � consistente com minha experi�ncia
nesses casos.
Obrigado, Tenente.
A procuradoria encerra o caso, Merit�ssimo.
O irm�o do Jorge Diaz amea�ou a sua irm�.
Por que n�o me contou?
Achei que pudesse cuidar disso.
-Ela est� bem? -Sim, est� �tima.
A pol�cia de Westchester e do estado foram avisadas.
Fui at� a cl�nica ontem � noite e ela est� trancada.
H� policiais na porta e no sagu�o.
-Isso � o cartel, entende? -Aqui � Nova Iorque, n�o M�xico.
N�o retiramos as acusa��es por causa de cart�is.
Certo.
Jack McCoy sabe disso?
N�o.
Ele me faria renunciar.
Ju�zes e promotores s�o amea�ados o tempo todo.
Mas raramente s�o reais.
Est� tentando me tranquilizar?
Vou pedir as imagens de seguran�a do bar
e das c�meras da rua. Talvez haja reconhecimento facial.
E pedirei ao Fin e ao Carisi para irem at� South Salem.
SUPREMA CORTE. SEGUNDA, 21 DE MAIO.
Eu sempre carregava uma arma.
Tinha medo que o homem que me traficou, voltasse.
E, dessa vez, me vendesse como prostituta.
O que houve quando voc� e Miguel Lopez voltaram ao apartamento?
Ele me beijou.
As m�os dele estavam em mim.
E eu senti o horror.
Senti como se eu estivesse no ch�o sujo do Texas
onde ele me estuprou.
E foi nesse momento que peguei a minha arma
e exigi que ele admitisse os crimes dele.
E ele admitiu?
Por fim, sim. Ele admitiu.
Admitiu ter me estuprado.
Ter me cortado.
E me queimado.
Isto.
Ele me queimou com os cigarros dele.
Enquanto ele ria e bebia tequila.
Ele me estuprou repetidas vezes.
Ele fez o que quis comigo.
Eu estava presa. E estava desamparada.
E foi assim que voc� se sentiu
encarando o homem que te machucou?
Eu estava sufocando.
Sentia que estava morrendo.
N�o conseguia pensar direito.
Eu queria que a dor acabasse,
mas eu n�o sabia como.
Foi nesse momento em que a Tenente Benson
me salvou. Ela me trouxe de volta.
Me devolveu os sentidos.
De volta � realidade.
Sim, eu te cortei com o meu canivete.
Te queimei com os meus cigarros.
As cicatrizes de queimadura no peito da Lourdes,
claramente foram feitas por um cigarro.
Mas no apartamento a Lourdes nunca mencionou os cigarros.
Todos os outros detalhes, o Texas, a tequila,
o ch�o sujo, tudo ela j� havia dito.
Ele diz que s� repetiu o que ela queria ouvir.
Ent�o como ele sabe sobre os cigarros?
Est� falando s�rio?
Sim, estou.
Isso n�o se sustenta no tribunal.
Miguel Lopez estuprou e torturou Lourdes.
Ela n�o se enganou.
A confiss�o dele para ela e para mim foram reais.
-Isso n�o est� gravado. -Eu estava l�,
eu ouvi.
� a minha palavra.
Voc� n�o est� pensando direito, est� escolhendo acreditar
-no que quer acreditar. -Meu Deus.
Sim, Fin?
Ela sumiu.
Eles a levaram.
Levaram a sua irm�. Sinto muito.
Geralmente a nossa seguran�a � muito boa.
Meu Deus, os pacientes...
N�o, todos os pacientes, menos um est�o aqui.
-Pamela Stone? -Como voc� sabe?
Fizeram-me lev�-los ao quarto dela
antes de me trancarem no arm�rio com o resto da equipe.
Consegue descrev�-los?
Deixe me pensar. Eram tr�s que eu vi.
Eram latinos e educados,
apesar das armas, e profissionais.
Pegaram os celulares para n�o chamarmos socorro.
Parece que levaram-na viva.
O ruim � que est�o 3 horas a nossa frente.
Precisamos de uma c�pia disso.
Se eu soubesse de algo, diria a voc�.
O que foi?
N�o � nada.
Voc� lembra se o Miguel falou sobre outra casa
ou apartamento que o Jorge use?
-Por que ele me diria? -N�o sei. Notou algo,
uma foto, um calend�rio,
ou recados em um bloco de notas?
A �nica coisa que vi foi o �dio nos olhos do Miguel.
Voc� n�o est� me dando nada.
Costumava estar do seu lado,
entender por que fez o que fez,
-mas agora... -O qu�? O que posso fazer?
Pode fazer um acordo com Stone.
J� falou o suficiente, Detetive.
Esses homens...
Eles comandam os cart�is.
N�o pensar�o duas vezes antes de me matar!
Podemos te dar nossa melhor prote��o!
Se cooperar conosco, podemos...
podemos te dar asilo, Lourdes!
Ouvi hist�rias.
Assisti s�ries sobre os riscos que garotas correm
ao cruzar a fronteira.
Valeu a pena para mim.
Teria me escondido da pol�cia da fronteira.
Rastejaria pelo deserto, sem �gua ou comida por dias.
Estava disposta a ser jogada na traseira de uma van.
Estava disposta a aceitar Miguel.
Tudo para ser americana.
E eu seria uma boa americana.
Eu trabalharia come�ando de baixo.
Tudo o que queria era uma chance.
Fui ao inferno e voltei para chegar aqui, Detetive.
E o que o Miguel fez?
Su mamita o trouxe quando era um beb�, em um �nibus!
E ele pode ficar. Ele se tornou um americano,
pois seu presidente assinou um papel.
E eu? Sempre serei ilegal.
E agora tenho que morrer,
porque quis me tornar algo que ele ganhou de gra�a.
Diga ao sr. Stone que aceito o acordo dele.
Sim, sim, claro. Culpe-me, por que n�o?
Culpe-me pelo que acontece a qualquer mulher da cidade.
-Nunca conheci essa Pam! -Como nunca conheceu a Lourdes.
-Isso mesmo! -Certo.
Ent�o por que n�o nos conta sobre o irm�o do Jorge Diaz?
Diego? Nunca o conheci.
Isso deve significar que � um z� ningu�m
na rede do cartel, n�o �?
N�o sei do que est� falando.
Cartas na mesa, Miguel.
O sr. Stone tem a Narc�ticos
e a for�a tarefa federal antitr�fico
na discagem r�pida, neste momento.
-Bom para ele. -As pessoas do outro lado
do meu telefone perguntar�o o quanto ajudou.
E, certamente, n�o me oponho a mentir.
-E meus amigos falam muito. -As mentiras viajar�o r�pido
at� seus compadres, ent�o, meu conselho �:
coloque seus assuntos em ordem.
-Dane-se! -Dane-se?
Est� certo.
Certo.
Est� livre para ir.
Vamos.
Vamos.
Meu conselho �: tome cuidado.
N�o fa�o ideia do que aconteceu com aquela garota.
N�o � como se Diego me consultasse.
-E a Lourdes? -Ela me atacou, na verdade!
N�o sou m� pessoa.
Eu...
Voc�s n�o fazem ideia.
Fui para a faculdade. Tenho uma habilidade.
Mas h� 10 anos, quem me contrataria?
Claro, eu poderia...
Poderia lavar pratos.
Cortar a grama.
Mas sou um �timo programador! H� 10 anos, ningu�m ligava!
N�o ligo agora.
Jorge disse que tudo o que faria era dirigir um caminh�o.
Sabe como �, sou mexicano, certo?
Posso fazer isso. Est� no meu sangue.
E as garotas j� estavam l�, ent�o voc� percebeu...
que poderia estupr�-las tamb�m.
Existe o fraco
-e o forte. -E voc� era o forte.
Sim! Sim!
Poderia ter quem eu quisesse.
Por 1600km, eu era o deus delas.
Eram minhas at� que as largasse no armaz�m
e voltasse para pegar mais.
E n�o teve medo que Lourdes mencionasse isso aos Buckley?
O dep�sito.
O dep�sito onde deixou as garotas, onde �?
Onde �, Miguel?
O que temos aqui?
6 garotas, talvez mais. Sob guarda armada.
-E minha irm�? -Est� viva.
Escutem-me. Deixem a USE liderar.
N�o queremos que ningu�m comece a atirar.
N�o atire.
-Chaves! -Na mesa.
Venha aqui, est� tudo bem.
-Ande, ande, vaya. -Ande, vamos.
-Vamos, vamos. -Vaya, vaya.
Solta a garota, Diego!
Para que possam atirar em mim?
Ningu�m quer te machucar.
S�rio? Ent�o larguem as armas!
-Tenente Benson, UVE. -Afaste-se.
-Deixe-me falar com ele. -Eu disse, afaste-se.
Peter!
Peter!
Ent�o, o que vai ser?
Abaixem as armas ou ela morre!
Oi!
Peter!
Cessar fogo! Cessar fogo!
Pam, fique comigo.
Pam, fique comigo.
Pam? Pam! Pam!
-Meu Deus. -Pam! Fique comigo!
Pode me ouvir? Pam!
M�dico!
Fique comigo, n�o, n�o. Fique comigo, fique comigo.
GABINETE TEN. BENSON SEGUNDA, 21 DE MAIO
E quanto ao cartel?
Ele vir�o atr�s de mim!
O Sr. Stone � um homem muito bom
e ele est� falando com os Federais.
E quando voc� testemunhar, com sorte conseguir� asilo.
E ir� para a prote��o de testemunhas.
Eu estarei sozinha.
N�o. N�o, querida.
Voc� ser� livre.
Sim.
Voc� ser� livre.
Sim. Sim.
Gra�as ao Miguel,
os federais prenderam
todos os associados dele nos dois lados da fronteira.
Isso � bom.
Peter, eu...
sinto muito.
Eu tinha 9 anos...
jogando taco com meu amigos no p�tio da escola.
Pam apareceu com seu...
O l�bio sangrando.
Disse que Billy Collier a empurrou da escada.
Eu acabei com ele.
Peter...
Voc� tem que saber...
n�o havia nada...
que voc� pudesse ter feito.
Nada.
A �ltima coisa
que a Pam disse foi...
Peter.
Justi�a feita, mas o final nunca � feliz em SVU :(
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