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Zulu
No sistema de justi�a criminal, crimes sexuais
s�o considerados especialmente hediondos.
Na cidade de Nova Iorque os dedicados detetives
que investigam esses delitos b�rbaros
s�o membros do esquadr�o de elite
chamado Unidade de V�timas Especiais.
Estas s�o suas hist�rias.
"Mas o Fl�psy, o M�psy e o Rabinho-de-Algod�o
jantaram p�o com amoras e leite."
Muito bem, querido. Est� na hora de dormir.
Certo?
Eu sei, a hist�ria parece meio infantil.
Eu gosto. Era a preferida da vov� Sheila.
Disse para ela que a ler�amos hoje.
E fizemos isso. E quer saber de uma coisa?
A vov� Sheila ficou muito feliz em ver voc�.
Quando ela vai sair do hospital?
Ela n�o parece doente.
Sabe, Noah...
Voc� se lembra, querido...
Se lembra que eu te expliquei...
que a vov� Sheila est� doente de um jeito diferente?
Que ela est� doente no jeito como ela pensa?
E que ela foi para o hospital para poder melhorar.
Isso mesmo.
Mas ela parece bem. Talvez ela saia logo de l�.
-Vamos esperar para ver. -Certo.
-Boa noite. -Boa noite, querido.
Durma bem.
Lourdes! Voc� est� linda!
Alan, ela n�o est� linda?
-Lind�ssima! -Obrigada!
-Aonde voc� vai, Lourdes? -Vou sair para dan�ar, chamaco.
-Eu quero ir. -Talvez outro dia, chamaquita.
Mas n�o esque�a de escovar os dentes
por dois minutos inteiros, certo?
Muito bem! Pode ir!
-Divirta-se. Vamos sobreviver. -N�o sei se eu vou conseguir.
Escute, volte na hora que quiser.
Vamos l� deix�-los com meus pais no fim de semana.
Sairemos logo cedo.
-Obrigada. -De nada, tchau.
A pior coisa � a "Noite das M�es".
Elas enchem a cara de vinho
e n�o prestam nenhuma aten��o nos filhos.
-Sprite com vodca e lim�o. -Obrigada.
E a� ela espera que eu cuide
de 6 crian�as juntas. Sem pagar a mais.
Voc� disse algo para ela?
Ela me olhou como se eu tivesse pedido um de seus rins.
Tem tanta sorte que os Buckley s�o decentes.
Sim, tenho sorte mesmo. E eles s�o.
N�o � � toa que est� com eles h� 5 anos.
Mas n�o quer ser bab� para o resto de sua vida.
Nossa, voc� o conhece?
Ele � gatinho.
Conte-me por que estou aqui e n�o em casa,
jogando videogames com o Jayden?
Primeiro porque ele � muito novo para jogar videogames.
Segundo, porque meu ex canalha que conseguiu os ingressos
e n�o deixaria que os usasse.
E terceiro, queria companhia.
Companhia?
Parece estar muito bem de companhia.
-S� estou aproveitando a m�sica. -Certo.
E Deus, meu cachorro morreu, meu carro quebrou,
e estou come�ando a me sentir uma vela aqui.
Eu notei que � sexta-feira � noite.
Minha vida social anda �tima. Obrigado por perguntar.
Teresa, preciso dizer, n�o sei o que est� esperando,
mas at� onde eu sei, todos os bilion�rios
parecidos com o George Clooney?
Est�o todos comprometidos, certo?
Tenho que desligar. Certo, amo voc�.
Fale para Mia que a amo tamb�m.
O que voc� tem a�?
Peguei o sr. Smith aqui, no trem C,
oferecendo massagens nos p�s das mulheres
com o p�nis dele.
Mas que beleza.
Venha comigo.
-Jura que n�o se lembra de mim? -N�o me lembro.
Voc� � deslumbrante.
N�o sei como n�o me lembraria de voc�.
Foi h� muito tempo.
Desculpe-me.
N�o tem problema.
Estamos aqui agora, n�o �?
�, estamos.
Ent�o � assim.
-Gosta de for�a? -Gosto que seja gostoso.
Mostre-me, mostre-me mais.
Deixe-me te mostrar.
-Gosta disso? -Gosto, meu bem.
Quero te mostrar uma coisa.
Mostre-me, gata. O que �?
Agora voc� lembrou de mim?
N�o. Espere, espere.
Law & Order SVU (season finale) 19x23 Remember Me Too
Equipe Queens Of The Lab - Diabolicamente Majestosas -
@Queens_OfTheLab www.queensofthelab.tk
Kings: TatuW | ChicoAlves | caio213
Queens: Carrolpatty | l.kath | Julie
Queens: Lu Colorada | Nay | Lynne
Queens: marisa | rmsdiana | GabiCM
Queens: GabyA | Keila
Boa noite. Ou melhor, bom dia.
Preciso falar com um detetive.
Meu turno acabou, mas algu�m ir� te atender, est� bem?
N�o acho que isso possa esperar.
O que � isso?
Por favor, n�o fa�a isso.
O que voc� quer? Dinheiro?
N�o quero o seu dinheiro.
No come�o achei que era um jogo sexual que deu errado.
Talvez um assalto.
-O celular � seu? -N�o.
Achei em uma festa ontem � noite.
Desativei o bloqueio para tentar devolv�-lo ao dono
e me deparei com isso na tela.
N�o sei, acho que � algum aplicativo.
Isso n�o � um trote? Est� acontecendo ao vivo?
Sim.
E se voc� n�o fizer algo logo, acho que esse cara morrer�.
Diga-me que voc� lembra de mim.
N�o, eu n�o te conhe�o.
Fale novamente.
Eu n�o te conhe�o.
Nunca te conheci.
N�s j� nos conhecemos.
Nunca esquecerei.
Eu ou�o a sua voz nos meus pesadelos.
Isso n�o � poss�vel.
N�o.
Voc� n�o me diz o que � poss�vel, eu te digo.
Sabe o que � imposs�vel?
Ver o seu rosto. Ouvir a sua voz.
Sentir o seu cheiro.
O Sal. O Suor.
Os minerais. A tequila.
� voc�.
Voc� � louca.
Sua respira��o � mais doce agora.
Cheira a conhaque, n�o a tequila barata.
Mas o seu suor.
Seu suor continua o mesmo.
Por que est� fazendo isso?
Se vai atirar em mim, ent�o atire.
Sou eu quem d� as ordens aqui, n�o voc�.
Isso � ao vivo e o TARU n�o consegue rastrear.
-O IP est� invis�vel. -Sim, levar� um tempo.
Vem pela dark net e fica oculto no protocolo da Onion e Tornet.
A rede dos usu�rios de pornografia infantil.
-N�o � c�mera de seguran�a. -E o rapaz que trouxe?
-Est� envolvido nisso? -Sem antecedentes.
Nada que o conecte a isso. Eu n�o sei o que � isso.
-N�o h� resgate. - O TARU rastreou o celular
at� Miguel Lopez. O endere�o � Rua Bleecker, 720.
V�o. V�o. V�o.
N�o precisa fazer isso.
Est� com medo?
Se voc� quer que eu diga que estou com medo,
ent�o sim, estou com medo.
Bom.
Olhe para mim.
Olhe para mim.
Est� me vendo?
Sim.
Feche os seus olhos.
Qual a cor dos meus olhos?
-Castanhos. -Qual a cor do meu cabelo?
Castanho.
Qual a minha idade?
Jovem. Eu n�o sei.
20 ou 25 anos.
23 anos.
Eu tinha 18 quando nos conhecemos.
Voc� tinha 18 anos?
5 anos atr�s eu morava em Portland.
Trabalhava em uma empresa de Software.
Darei o n�mero e voc� pode ligar...
Cale a boca! Olhe para mim.
Estou diferente agora.
Mas eu era diferente antes tamb�m,
eu tinha esperan�a.
Tinha vida nos meus olhos.
O que voc� v� agora?
Voc� � linda.
Errado.
Eu era linda. Voc� me tirou isso.
Eu n�o sei do que voc� est� falando.
Voc� me queimou.
Voc� me cortou... Venha aqui.
Disse que me fazia um favor ao poupar meu rosto.
Que voc� poderia cortar meu nariz ou orelhas.
Que eu deveria ser grata que a beleza tinha valor.
Meu Deus...
Quem fez isso com voc�...
merecem morrer.
Mas n�o fui eu.
Sim, foi!
Quer saber de uma coisa? Vou retribuir o favor!
Vou atirar no seu cora��o.
APARTAMENTO DE MIGUEL LOPEZ SEXTA, 11 DE MAIO
-Esse � Miguel Lopez? -Sim.
-O que sabe sobre ele? -N�o muito.
� um bom inquilino. N�o d� problema.
Ele tem namorada? Ou ex? Algu�m com ressentimento.
Ele n�o falou nada.
Ele viaja muito. Tem uma av� doente, eu acho.
Certo, tudo bem. Fique a� atr�s. Obrigada.
DPNY!
Miguel Lopez?
-� o apartamento errado. -Onde ele est�?
Desculpe, amigo.
N�o atirou em mim.
Voc� acredita em Deus.
N�o, n�o acredito.
Mas s� matar voc� seria muito f�cil.
O que voc� quer?
Quero que voc� sofra.
Quero que sofra como eu sofri.
O que voc� vai fazer?
Torturar voc� e depois, matar.
Por favor.
Ela vai cort�-lo.
O que ele fez com voc�?
Precisamos ach�-lo, r�pido.
Rollins e Carisi disseram que o identificaram como Lopez.
Onde quer que ele esteja...
n�o � o mesmo endere�o da conta de telefone.
Por que ele tem um app com c�meras de seguran�a
-onde ele est�? -Sim, com um IP invis�vel.
Onde o telefone foi supostamente encontrado?
"Oscillate," uma boate em Chelsea.
Certo, talvez o conhe�am l�.
-Estou indo. -N�o sou quem voc� pensa.
Miguel � muito legal.
Fiquei presa do lado de fora s� de lingerie.
Ele correu para chamar o porteiro.
Ele ficava em outro lugar?
Talvez na casa de um amigo.
N�o, n�o que eu me lembre.
E uma namorada com raiva?
Nunca o vi com mulher. Achei que ele fosse gay.
N�o o vejo metido em nada ilegal.
N�o dissemos isso. Ele mencionou fam�lia ou amigos,
talvez algu�m que ele tivesse as chaves?
Ele n�o falava muito.
Ele era espanhol... ou mexicano, eu acho.
Eu podia ouvi-lo ao telefone.
Tudo bem, obrigado.
Ele � ilegal?
-� isso? -Na verdade, n�o sabemos.
Porque, se for o caso, falo em nome dele.
O que acontece neste pa�s � uma desgra�a.
Conseguiu alguma coisa?
Cidad�o modelo inofensivo.
Mas n�o � o que ela acha.
Sou um cara legal, um cara normal.
Mudei para NY h� um ano vindo de Portland.
Sou um website designer.
Um website designer.
Olha s�... voc�...
Voc� se saiu muito bem!
Este apartamento n�o � meu.
E o dono deveria estar em casa hoje.
-Est� mentindo. -N�o, n�o.
Ele pode chegar a qualquer momento.
Se for embora agora,
podemos esquecer que isso aconteceu.
Lamento pelo que aconteceu com voc�.
Mas n�o tive nada com isso.
Pegou o cara errado.
E eu preciso usar o banheiro.
Se tem que ir, v�.
Voc� � uma vadia maluca!
A� est� o homem que conhe�o.
Desculpe-me, eu...
O que eu fiz a voc�?
� por que eu cheguei em voc� na boate?
Eu abordei voc�. Eu reconheci voc�!
Lembra?
� voc�.
Eu disse, sou um cara normal.
Gosto de beber,
de ir a boates,
ficar com desconhecidas.
Veja s� como isso acabou hoje!
Estou brincando, eu...
Tenho permiss�o para rir?
Eu gosto de rir.
De dan�ar, de sair.
No escuro, voc� pode esquecer seu passado.
Voc� � uma vers�o diferente,
uma pessoa diferente. Eu entendo isso.
Conheci voc� na boate?
O que eu fiz a voc�?
Prometi ligar e nunca liguei?
N�o � isso.
Ent�o, o qu�?
Prometeu que nunca mais eu teria que v�-lo.
Viu este cara ontem � noite?
-Jesus! Sim, ele est� bem? -N�o.
O que pode me dizer sobre ele?
Esse � Miguel Lopez.
Ele vem alguns dias no m�s,
-d� boas gorjetas. -Conhece ele.
Ele estava com uma mulher?
Sim, sim, ele estava com algu�m.
Cabelo escuro. Pareciam amigos.
Eles j� se conheciam ou acabaram de se conhecer?
� uma boate. Algumas bebidas e cantadas, j� s�o almas g�meas.
-Como eu vou saber? -Verdade.
Olhem isso aqui.
Sim, � ela.
Pegou o nome? Ela era alguma convidada?
-Ela veio com amigos? -N�o, nunca a vi aqui antes.
Apenas me diga...
Diga-me onde eu a conheci...
Quando...
O que eu, supostamente, fiz?
Realmente n�o se lembra de mim?
Significo t�o pouco assim para voc�?
N�o, eu n�o disse isso.
Sabe como isso faz eu me sentir?
N�o tem RG dessa mulher na boate.
N�o, e n�o conseguimos nada com o reconhecimento facial.
Certo, TARU conseguiu algo?
Est�o tentando rastrear, mas o IP est� escondido
-atr�s de muita criptografia. -Esperem.
Aquilo � a luz do sol entrando pela janela de tr�s?
-S�o raios vindo do leste. -Sim.
� Art D�co, de antes da guerra.
� casado, Miguel?
Por qu�?
Imagina se algu�m iria ao meu funeral?
-Responda � pergunta! -N�o.
N�o, n�o sou casado.
Por que n�o?
Acho que � sorte.
Outra piada ruim.
Nunca encontrei a garota certa.
Sem filhos, ent�o?
E importaria para voc� se eu dissesse "sim"?
N�o.
E voc�?
Tenho crian�as com as quais me importo, mas...
Voc� sabe disso, n�o?
Eu n�o sei nada sobre voc�.
Um menino e uma menina.
Eu os amo como se fossem meus, mas eles n�o s�o.
Eles v�o crescer um dia.
Eles v�o se esquecer de mim.
Voc� � jovem, ainda pode ter filhos.
N�o!
Eu nunca terei um marido! Eu nunca terei filhos!
Quem iria me querer?
Estou sozinha.
Sem passado, sem futuro. Minha vida acabou!
O que quer que eu fa�a com voc�, nunca serei livre.
-N�o diga isso... -Nada importa!
Nada importa...
O que eu estava pensando?
Nada vai mudar!
Nada vai mudar.
N�o para mim.
Nunca.
Meu Deus, aonde ela est� indo?
Ela deve estar indo para o terra�o.
� a sombra de uma �rvore?
-Parece o Central Park. -Sim, do lado oeste
olhando pelo horizonte do lado leste.
Ajudem-me.
Ajudem-me!
Ajudem-me.
Ajudem-me!
N�o...
N�o!
N�o!
Ela acabou de se matar.
Ela se matou? Onde ela est�?
-O que houve? -Ela saiu da sala
e n�s ouvimos um tiro.
Se n�s ouvimos, os vizinhos devem ter ouvido tamb�m.
Vou ver no ShotSpotters.
-Veja se o 190 recebeu liga��es. -Agora mesmo.
Pessoal, pessoal, esperem! Ela est� bem!
Ela est� viva.
Eu pensei que tivesse se matado.
Eu pensei nisso.
E quase me matei.
E por que n�o o fez?
Se eu serei o seu carrasco,
voc� merece um julgamento justo.
Com voc� como ju�za e j�ri?
Isso mesmo.
Se eu confessar...
voc� me deixa sair daqui?
-Sim. -Eu confesso.
O que disser que eu fiz com voc�,
eu fiz.
Sim, fui eu.
Continue.
Voc� tinha 18 anos quando eu te conheci.
Eu bebi tequila
e acabei com a sua vida.
Se lembra de mim, agora.
Sim,
eu me lembro de voc�.
Isso � bom.
Continue.
Se quiser mais, vai ter que me dizer o que falar.
-Voc� me cortou. -Sim.
Eu cortei voc�...
com o meu canivete.
Eu queimei voc� com o meu cigarro.
At� agora, houve 6 liga��es para a Emerg�ncia
sobre um tiro �s 2h da madrugada.
Era uma pistola de partida de corrida no Central Park.
A linha de partida era na entrada da rua 77.
Central Park West? Nos pr�dios antigos?
Todos os apartamentos l� t�m terra�os.
Certo, vamos andando, vamos.
CENTRO DE COMANDO DO DPNY SEXTA-FEIRA, 11 DE MAIO
A equipe t�tica estima que h� de 10 a 12 pr�dios
que podiam escutar um tiro de pistola.
Procuramos um apartamento com terra�o, deve ser cobertura.
Fa�am duplas. Dividiremos por setores,
busca em rede em cada pr�dio.
Procedam com cuidado. Chamem por refor�o.
Ningu�m precisa ser her�i. Vamos, vamos!
Voc� me cortou...
Voc� me queimou...
Voc� me estuprou. Admita.
Eu n�o a estuprei.
Nunca estuprei ningu�m.
Quem quer que tenha feito isso com voc�,
eu sinto muito.
Eu... sinto muito pelo seu sofrimento.
Mas o que est� fazendo agora, isso...
N�o vai melhorar as coisas.
Voc� n�o sabe disso.
Sei que voc� tem uma vida aqui.
Em Nova Iorque.
Crian�as que sentir�o sua falta.
Posso ajud�-la.
Tenho contatos com a pol�cia.
Posso ligar e contar o que houve com voc�.
Posso ajud�-la.
Vamos dar o fora daqui. Voc� quer acabar com isso!
-Quero. -Ent�o, solte-me.
Jorge, n�o venha aqui! Chame a pol�cia!
-Pe�a ajuda! -O qu�?
Levante as m�os!
-Quem � voc�? -� uma louca. Vai me matar!
-O qu�? Por qu�? -Cale a boca!
Parem de falar... voc�s dois parem de falar!
-Ela � maluca! -Ande. Ande.
Continue.
Jorge! Jorge!
Pare!
O que est� fazendo?
O que est� olhando? O que est� olhando?
-Eu n�o sei! -Est� mentindo.
Est� mentindo para mim.
A transmiss�o foi cortada.
Ela desabilitou a c�mera.
-A transmiss�o caiu. -Vamos �s cegas.
-DPNY. -O que est� havendo?
Voc� tem uma cobertura com terra�o?
Duas, na verdade.
-Por qu�? -Agora.
-Os donos est�o em casa? -Preciso verificar...
N�o, n�o. Precisamos de acesso agora. Vamos subir.
Cobertura B.
Para a esquerda. Fin.
A transmiss�o caiu. Ela encontrou a c�mera.
-Eu sei. -Ela est� se desesperando.
Oremos que n�o olhe pela janela e veja a rua cheia de policiais.
-Montero? -Tenente Benson?
-Algu�m em casa? -S� a empregada.
Ela pode ter ouvido algo.
N�o, n�o. Fique calma.
Montero?
Socorro, socorro!
Abaixe a arma! Ou atiro na cabe�a dele!
Certo, vamos...
vamos conversar, certo?
Acha que n�o atirarei?
Largue a arma, ou eu o mato.
Eu fiz besteira, Tenente.
Tem uns 100 policiais l� embaixo, senhorita...
N�o precisa saber meu nome!
Se conversaremos como seres humanos, eu...
-Eu preciso. -N�o � um ch� da tarde, mo�a!
N�o � t�o dif�cil!
Ou voc� larga a arma, ou eu mato seu amigo.
Por favor, Tenente. N�o deixe ela me matar.
Eu tenho uma esposa. Tenho um filho.
Certo.
Certo. Vamos...
Vamos dar uma pausa, est� bem?
Coloque-a no ch�o!
Voc� tem que me dar algo em troca.
Que tal eu n�o matar o seu amigo?
Chute-a para c�, n�o fa�a nada est�pido.
O que est� fazendo? Ela � louca!
Cale a boca, ou atiro em voc� em seguida!
Escute-me.
Ainda n�o fez nada realmente errado.
-Voc� pode sair livre. -Acha que sou idiota?
Eu tenho, o qu�, uns 3 crimes aqui?
Tire suas algemas.
Voc� n�o! Tire suas algemas.
Fin, c�mbio.
-CPW, 221 est� limpo. -Entendido.
CPW, 221 est� limpo.
Fin, c�mbio.
-Estamos limpos. -Entendido.
N�o deu nada, no CPW, 173.
Por favor, este homem precisa de ajuda.
Todos n�s precisamos de ajuda.
-Tenente. -Est� bem.
-S� fa�a o que ela diz. -Levante.
Feche a porta.
-Sente-se no sof�. -S� para voc� saber,
se atirar em uma Tenente do DPNY, vai para pris�o.
-E n�o vai sair. -N�o vou atirar em voc�.
Voc� ser� minha testemunha. Vamos.
-Sente-se no sof�. -Certo.
Testemunha? Testemunha do qu�?
Quer fazer perguntas idiotas, fique � vontade!
N�o a escute! Ela me matar�!
Ningu�m morrer� aqui.
-Fa�a algo! -O que ela pode fazer, Miguel?
Olhe para ela.
Sente-se.
Momento agulha no palheiro.
Mais para agulha em um saco de agulhas.
-Eu fico com este. -Sabe, eu...
Liguei para a Liv h� uns minutos. Ela est� aqui.
V�rios terra�os.
Ele est� amarrado e eu, algemada.
Ent�o voc�... pode abaixar a arma,
n�o queremos que dispare acidentalmente.
-N�o queremos ningu�m machucado. -Eu quero!
Al�m do mais, sei como usar uma arma.
O Miguel aqui me mostrou. Conte a ela!
Diga como atirou naquelas duas garotas na minha frente.
Eu n�o matei ningu�m. Nunca segurei uma arma!
Sou um nerd de computa��o com diploma de Gonzaga!
-Pelo amor de Deus, eu... -Levante-se.
N�o farei nada com uma arma apontada para mim.
Tudo bem?
Feliz? Levante-se! Levante.
-Podemos apenas... -Olhe nos olhos dele.
Olhe nos olhos dele.
Abaixe a arma. Abaixe a arma
-e vamos conversar... -De joelhos.
Certo, certo, certo. Tudo bem.
Tudo bem.
Esses s�o os olhos de um nerd?
S�o olhos de um assassino. Olhos de estuprador!
-Voc� a estuprou? -N�o!
Eu n�o a estuprei, eu...
eu tenho duas irm�s.
Voc� disse que queria...
que eu testemunhasse isso.
Por que n�o me conta o que ele fez?
Preciso saber, exatamente, o que aconteceu.
O que voc� acha, Miguel?
Devo contar a ela?
Como voc� sentou na cozinha da minha m�e
e contou como me levaria para Nova Iorque
para trabalhar como bab� de uma linda fam�lia?
Como eu seria uma verdadeira americana?
Ou como me enfiou em um refrigerador
na traseira da sua van at� passar pela fronteira?
-Eu... -Como voc� me bateu?
Como me cortou?
Como me queimou?
E enfiou um pano nojento na minha boca
para evitar que eu gritasse
enquanto me estuprava na terra no Texas?
V�rias vezes, sem parar, voc� me estuprou!
Escute-me, eu posso ajud�-la.
O qu�?
Voc� tem uma varinha m�gica para apagar
o que este demonio fez comigo?
Eu nunca estive no Texas.
Nunca...
Eu nunca esquecerei esses olhos.
Esse cheiro.
E o som da voz dele.
E o jeito que ele grunhia.
E o cheiro do suor dele.
Eu tenho os mesmos pesadelos que voc�.
Eu acordo no meio da noite, tremendo.
Ofegante.
Assim como voc�.
Mas essa...
n�o � a maneira de ter justi�a.
Quem acreditaria em mim?
Eu acredito.
Depois de passar 10 minutos aqui,
eu sei...
que ele fez algo horr�vel com voc�.
Quando isso aconteceu?
5 anos atr�s.
Eu orei bastante para Nossa Senhora,
pedindo para ela me deixar morrer.
Eu sinto muito por voc�,
-mas n�o foi eu... -Cala a boca.
Que tipo de policial � voc�?
Por que confia nela e n�o em mim?
Ela � uma louca com uma arma.
Mandei ficar calado!
Na primeira vez que voc� me for�ou no ch�o,
eu peguei um peda�o de uma garrafa.
E segurei t�o forte,
que ficou preso na minha m�o, consegue ver?
Eu mantive, e toda vez que me estuprava,
eu apertava o mais forte que conseguia.
Quando chegou na terceira, quarta vez,
eu j� n�o sentia o vidro mais.
J� n�o sentia mais nada.
Eu quero que voc� sinta
como � estar morto por dentro!
Voc� n�o est� morta por dentro. Olha para mim.
Essa frieza, esse vazio,
eu sei como � isso, e voc� n�o � assim.
Eu posso te ajudar a superar isso.
-Querida, diga-me o seu nome. -N�o importa.
Importa sim! Para mim voc� importa.
Diga-me o seu nome.
-Lourdes. -Lourdes, isso...
Isso n�o vai te satisfazer.
N�o vai te trazer justi�a.
Escute-me.
Voc� tem certeza
que � ele?
� ele. � ele.
Olha, Olha... Miguel, Miguel...
Cante para n�s sua m�sica, sua m�sica favorita!
Eu n�o... Eu n�o sei.
Miguel, voc� cantava toda vez
-que montava em mim! -Eu n�o sei!
Para bailar la bamba
Para bailar la bamba...
Cante ou eu atiro, eu irei atirar!
Para-para
Para bailar la bamba
-Viu? -Se necesita una poca de gracia.
-Certo. -� ele. � ele.
Fale para ela, Mi...
Voc� disse que queria que eu testemunhasse.
Disse que queria que eu assistisse
e eu quero o que voc� quer.
Eu quero o que voc� quer.
E o �nico jeito de se sentir completa,
o �nico jeito desse vazio ir embora,
� escutar da boca dele.
Vai contar exatamente o que voc� fez com ela.
Voc� me entendeu?
-Obrigado. -Eu s� quero
olhar nos seus olhos quando confessar.
Confesse,
ou eu atiro em voc�.
Como voc� atirou na Estella e na Lucita.
Confesse.
Eu estuprei voc�, certo?
O policial Montero n�o est� respondendo o r�dio dele.
Ele estava com sua tenente.
Tenente, responda.
Liv, consegue me escutar?
Temos que atender o telefone,
ou ir�o saber que h� algo errado.
Certo? Est� no meu bolso de tr�s.
Est� tudo bem. R�pido.
S� seja esperta.
Fin. Sim.
Est� tudo bem,
tenho mais alguns apartamentos para ir.
Tudo certo,
vou precisar de voc�
para pedir a Rollins
buscar Jenny na escola.
Porque acho que vou me atrasar um pouco aqui.
Sim, �timo.
Tudo certo.
Tudo certo.
Ela est� em perigo.
Diga ao TARU para rastrear o celular dela.
Era bem tarde, eu...
Quando eu... A primeira vez...
Eu tenho que mijar.
Ningu�m est� te impedindo. Continue.
N�o sei o que voc� quer!
Deixe-me ver se consigo te fazer lembrar.
Pense, Miguel.
Pense.
Quando eu comecei a chutar
e a socar.
O que voc� fez?
N�o sei, eu...
Eu te segurei.
Aqui vai outra dica.
-Lourdes, pare! -Eu te queimei!
Pare!
N�o queria que voc� perdesse as melhores partes.
O que mais?
Eu te segurei no ch�o, em meio � sujeira...
e te estuprei.
Agora, isto...
soa como uma confiss�o.
Sou...
sua testemunha, Lourdes.
Assim como voc� queria.
Eu escutei.
Eu acredito.
E irei te prender.
E testemunharei contra voc�.
Desamarre-o.
Voc� est� fazendo a coisa...
certa.
De p�!
Voc�s dois.
-Levante-se. -Para o terra�o.
Olhem isso. Quem pensaria em colocar um parque lindo
no meio de uma cidade t�o imunda.
Gosto de trazer as crian�as aqui no fim da tarde.
Harry gosta de escalar a est�tua da Alice no Pa�s das Maravilhas.
Afaste-se.
Vire-se.
Vire-se!
Tentamos correr,
Estella, Lucita e eu!
Mas ele nos ca�ou como se f�ssemos cachorros.
Apontou o rifle para n�s e disse:
"Uma de voc�s deve morrer
para ensinar �s outras a n�o correr".
Ele disse...
que eu deveria escolher
qual das minhas amigas devia morrer.
Eu n�o pude escolher.
N�o poderia. Eram apenas pessoas.
Eram pessoas buscando uma vida melhor.
N�o poderia escolher.
Ent�o ele matou as duas.
"H� muito mais de onde elas vieram", ele disse.
Suba na borda.
-Lourdes... -Suba!
Lourdes, n�o!
Agora, eu te dou a escolha.
Ou voc� pula ou atiro na sua cabe�a.
N�o pode mat�-lo, Lourdes.
Porque se o fizer,
ele se tornar� a v�tima.
E ent�o, ningu�m...
saber�,
muito menos acreditar�
no que aconteceu com voc�. Eu te prometo.
Ele passar� o resto da vida...
na cadeia.
Escolha!
-Por favor! -O que ser�, imbecil?
Uma bala no c�rebro
ou uma po�a de sangue na cal�ada.
Lourdes, abaixe a arma.
-Escolha! -Por favor!
Desculpe-me por machuc�-la. Por favor!
Por favor, n�o me mate.
N�o, voc� n�o ir� mat�-lo.
N�o ir� mat�-lo
porque o que h� dentro de voc�
n�o deixaria voc� escolher.
Estella...
ou Lucita
ainda est�o em voc�.
E ningu�m...
Ningu�m poder� tirar isso de voc�.
D�-me a arma.
D�-me a arma.
Meu Deus!
Parado, DPNY!
-Liv! -Aqui fora.
Eu estou bem.
Montero e o cara que mora aqui est�o no banheiro.
-Fin. -Droga, Liv.
Prenda-os.
Os dois.
-Pegue isso. -Coloque as m�os para tr�s.
Eu preciso de um minuto.
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