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Eles iam atirar em mim. Eu estava na minha.
O que fazia no bar, Hector?
Tentando ficar b�bado. Fiquei preso por 3 dias.
N�o procurava confus�o, eu juro.
O que eles queriam?
Devem ter me seguido.
Estava bebendo e colocaram uma arma na minha cabe�a
e exigiam saber quem matou Kanann e Shala.
Eu disse que n�o fui eu. N�o as machuquei.
Voc� deixou acontecer.
Voc� deixou aquelas garotas serem estupradas.
Voc� deixou Shala e Kanann morrerem.
-Voc� fez isso. -Eles...
-Apontaram uma arma para mim. -E at� dizer
quem mais est� envolvido, isso n�o vai acabar.
A advogada do Hector est� aqui.
O que pensa que est� fazendo? N�o pode falar com meu cliente.
-Ele � v�tima de um crime. -�, uma v�tima
acusada de duplo homic�dio.
Ele s� ia me contar o que houve no bar.
-Nada mais. -Pois acabou.
Beleza, a escolha � sua.
-E uma escolha idiota, ali�s. -Como �?
� �bvio que ele quer cooperar.
Hector tem um �libi forte com sua esposa.
Est�o com o homem errado.
E a testemunha que o identificou?
Est� em um campo de refugiados na Turquia.
Isso n�o significa que a identifica��o seja inv�lida.
Tenho um cliente para defender que, no momento,
o estado n�o tem evid�ncias para condenar.
Ent�o se me der licen�a, vou levar Hector ao hospital.
A menos, � claro, que queira prend�-lo por ter sido ref�m.
Law & Order: Special Vitims Unit
Season Finale Parte 2 18x21 Sanctuary
Queens Of The Lab Lynne | TatuW | Lu Colorada
Liih | GabiCM LaryCarvalho
Comandante.
O que temos? Uma morte?
-Um dos acusados. -O que sabemos sobre eles?
O falecido � Aakif Ahmadi. 28 anos, empres�rio local.
E o outro � Daleel Hamdan. 25 anos.
Estudante na CUNY Tech. Nenhum dos dois tem passagem.
Nem liga��o com atividade terrorista.
Ao que parece, foi pessoal.
Daleel disse que estavam cheios de insultos.
S� queriam justi�a pelo Samra.
Eles pegaram Hector e exigiram que revelasse seus c�mplices.
-Ele revelou? -N�o.
A advogada o convenceu que ele � inocente.
A esposa dele est� apoiando seu �libi.
Precisamos falar com ela e tentar desmenti-la.
Fa�a isso r�pido. Isto precisa acabar...
antes que mais algu�m seja morto.
APTO. DE HECTOR RAMIREZ QUINTA-FEIRA, 4 DE MAIO
� culpa sua. Voc�s prenderam Hector.
Fizeram acharem que teve algo a ver
com aquele crime horr�vel no restaurante.
Por isso quiseram machuc�-lo.
Por isso todos nos odeiam.
N�o, odeiam Hector porque ele estava l�.
Estava no restaurante na noite da agress�o.
-� o que voc� diz. -� o que diz a evid�ncia.
Voc� n�o sabe como �. N�o posso sair do apartamento.
N�o posso sair com as crian�as.
Ent�o trabalhe conosco, voc� e Hector.
Podemos manter voc� e as crian�as seguras.
Hector n�o fez o que voc� diz. Ele estava em casa comigo.
Isso n�o � o melhor para suas filhas.
Est� amea�ando chamar o Conselho de novo?
Soledad, se subir na bancada
e mentir por seu marido, � perj�rio.
-� um crime. -Significa que pode se dar mal.
N�o ter� ningu�m aqui para cuidar do seus filhos.
Pare de falar dos meus filhos.
N�o tem outra sa�da.
Voc� est� em uma situa��o grave.
Saiam. Saiam.
Por favor, saiam.
Ignor�ncia, n�o imigrantes!
A NYPD precisa proteger todos os cidad�os.
Quantos mul�umanos inocentes v�o morrer
para a NYPD trabalhar?
Conhec�amos o homem que foi baleado, Aakif.
Sinto muito.
Por que isso tinha que acontecer?
Saiu do controle.
E ele tinha uma arma.
Talvez ele devesse ter matado Hector.
A� n�o saber�amos quem s�o os outros 2 homens.
Precisamos pressionar Hector para que coopere.
E isso significa que precisamos de provas.
Precisamos de evid�ncias.
Tem algum detalhe? Algo em que consiga pensar?
Qualquer coisa que lembre que coloque Hector
no restaurante naquela noite?
N�o sabia que era ele.
N�o reconheci a voz dele.
Alguma coisa?
Um deles, quando entrou pela primeira vez,
ele...
desligou a c�mera de seguran�a da porta da frente.
Mas ele foi direto nela, como se soubesse que estava l�.
Ent�o pode ter sido o Hector.
Sim. Talvez tenha sido ele.
Isso �... �til.
� muito �til.
Achamos digitais de Hector na c�mera de seguran�a.
In�til. Ele trabalhava no restaurante.
Sim, mas saiu 3 semanas antes da agress�o.
Mas era gar�om, limpava mesas.
N�o comandava a seguran�a.
Sim, sim, sim. � evid�ncia fraca.
N�s sabemos. Todos entendemos. Vamos com calma.
E quanto � esposa?
-Ela � ilegal, certo? -Sim.
Vamos chamar a Imigra��o.
Como �?
Espere. Vamos ajudar a imigra��o
a deportar uma mulher com crian�as?
N�o sei, mas com certeza vamos amea�ar.
NY � uma cidade santu�rio, lembra?
Mentiu para proteger um suspeito de um crime hediondo.
Duas pessoas estupradas e 2 mortas.
A m�e e esposa foram obrigadas a ver, a ouvir.
Ent�o me chame de louco, Detetive.
Mas em caso de empate, minha simpatia
� com Maya e Lela, n�o a esposa do criminoso.
-Tenente. -�, Carisi. � pol�tica da NYPD.
Com certeza, todos concordamos.
Mas isto � diferente.
N�o sou c�mplice dos federais e com certeza
n�o dou a m�nima para a quest�o da Imigra��o.
Mas no momento,
o que est� ocorrendo na cidade no momento...
precisamos jogar cada carta na mesa.
Ent�o tragam Soledad e as crian�as tamb�m.
-Esta noite? -Est� tarde,
-as crian�as est�o dormindo. -Agora.
Minhas filhas s�o cidad�s americanas.
Tenho a certid�o de nascimento.
E eu estou ciente. Elas est�o seguras.
Mas voc� n�o tem documentos, Soledad.
Se chamarmos a Imigra��o, j� era.
Eu trabalho, pago impostos, nunca desrespeitei a lei.
Est� desrespeitando a lei ao mentir
-para proteger seu marido. -Ele n�o matou ningu�m.
N�o estuprou ningu�m. N�o tem provas contra ele.
� o que a advogada dele te disse?
-� a verdade. -Soledad...
essas meninas lindas merecem ser protegidas.
Voc� � jovem, elas s�o inocentes,
t�m a vida toda pela frente.
Mas seu marido � uma hist�ria diferente.
N�o pode proteg�-lo.
Vou te dar mais uma chance
para me contar a verdade.
Ou ent�o terei que fazer algo que...
eu nunca fiz antes.
E � chamar a Imigra��o.
Eles v�o te mandar de volta para El Salvador.
E suas filhas ir�o com o Conselho Tutelar.
Escute.
N�o quero fazer isso.
Por favor, me d� outra op��o.
Est� bem.
� a tenente Benson da UVE.
Quero falar com a agente especial Phelps.
Sim, eu aguardo.
-Phelps. -Phelps, tenente Benson da UVE.
Estou com uma mulher sem documentos de El Salvador
que se recusa a cooperar
em um caso de estupro/homic�dio.
-Vou mandar um agente. -Espere, pare!
Pode esperar um pouco?
Vou dizer a verdade.
Hector n�o estava em casa. Chegou tarde.
-Que hora? -Ele me acordou �s 2h.
Ele tinha sangue nos sapatos.
Por favor, deixe-me ver minhas filhas.
Vou contar tudo.
-Sim. -Ela pode ver as crian�as.
V� em frente.
Agente Phelps?
�, a situa��o se resolveu.
Obrigada. Eu te devo uma.
Ia mesmo prosseguir com isso?
Entreg�-la para a Imigra��o?
Ela acabou de colocar Hector em uma sinuca.
Agora ele n�o tem escolha a n�o ser fazer um acordo.
V� peg�-lo.
Sua esposa desmentiu seu �libi.
Disse que voc� chegou em casa �s 2h
e tinha sangue nos seus sapatos.
Isso te incrimina, Hector. O coloca na cena do crime.
Ser� acusado de assassinato e estupro.
Com agravante por crime de �dio. � perp�tua.
Diga o nome dos seus c�mplices.
-Precisamos de tempo para... -N�o.
V�o deportar a Soledad.
N�o posso deixar minhas filhas no sistema de ado��o.
Hector, olhe para mim.
Se cooperar, concordar em testemunhar,
eu prometo, sua esposa e filhas ficar�o seguras.
Estava bebendo com 2 caras que conhe�o de outro trabalho.
Quem?
Mitch Jenkins e Stevie Cole.
Certo, prossiga.
Estava puto por ter sido demitido.
E eles queriam prejudicar os Samra.
Iriamos destruir o lugar.
Mandar uma mensagem.
Mas Kanann reagiu.
Mitch o chutou e esfaqueou.
Depois foram atr�s de Lela e Shala.
Queria o dinheiro, n�o o que aconteceu.
As coisas sa�ram do controle.
Onde eles moram?
Mitch em New Brunswick.
Stevie mora no Queens.
GARAGEM DO TOMMY, QUEENS. SEXTA-FEIRA, 5 DE MAIO.
NYPD, estamos procurando por Stevie Cole.
-Stevie n�o est� aqui. -Vamos procurar mesmo assim.
-Tem um mandado? -N�o precisamos.
A n�o ser que queiram ser presos
por interferir uma investiga��o de homic�dio.
-Homic�dio? -Seu colega, Stevie,
� suspeito em um homic�dio duplo.
N�o quero me envolver com isso.
-Stevie Cole? -Sou eu.
-NYPD. -M�os para o alto.
-O que � isso? -Fizeram a coisa certa.
Mitchell Jenkins, voc� est� preso
pelo estupro qualificado de Shala Samra
e pelo assassinato de Kanann Samra.
Tem o direito de ficar em sil�ncio.
Tudo que disser ser� usado contra voc� no tribunal.
-Chame um advogado! -Quem?
-Procure na internet! -Pegaram o cara errado.
Meu marido n�o fez isso. Soltem-no!
-Sente-se. Pare! -M�e.
Querido, est� tudo bem.
Quer que seu filho a veja assim?
Vou solt�-la. Cuide do seu filho.
Venha aqui.
-Voc� fez isso, Stevie. -N�o sei do que est� falando.
-Onde estava sexta � noite? -N�o tenho que responder isso.
N�o, mas devia considerar se ajudar.
Sabemos que � culpado.
Vamos achar seu DNA. Vamos encontrar suas digitais.
-Mas n�o acharam. -N�s vamos.
Na verdade, n�o precisamos j� que Hector entregou voc�.
Vai ser preso mesmo assim.
-Por que um idiota disse isso? -Idiota? N�o, Stevie.
Ele est� com vantagem, tem um acordo.
Ent�o porque n�o fica esperto
e diz algo que nos fa�a gostar mais de voc�.
N�o fui eu.
N�o pode ter sido eu. N�o sou assim.
Por que n�o diz quem voc� realmente �?
Quero um advogado.
Sabemos que foi para ajudar na vingan�a do seu amigo.
As coisas sa�ram do controle.
-Estava b�bado, n�o? -Bebeu tequila a noite toda.
-E da�? -E da�?
O que mais voc� fez?
Fumou metanfetamina?
Uma das mulheres que voc� atacou,
lembra do cheiro de tequila no seu h�lito.
Os jurados amam esses detalhes.
Ela deve estar falando de Hector.
Mexicanos adoram tequila.
E estupro.
Pergunte ao Presidente.
Agora entendi.
Est�o do lado dele, n�o?
Melhor ficar do lado do branco do que de um dos seus?
Quero ficar do lado dos tr�s.
Mas serei honesto com voc�.
-Estou interessado em voc�. -Fique � vontade.
-Bebeu, drogou-se. O que mais? -Eu n�o disse isso.
Uma das mulheres que estupraram sobreviveu.
E ela lembra do seu cheiro, lembra da sua voz.
Ent�o mande a cadela mu�ulmana com o len�o vermelho depor,
e convencer 12 americanos de que est� falando a verdade.
-Esse � o plano. -N�o fui eu.
Mas para ser sincero, queria que fosse.
Porque � o que esses terroristas merecem.
Pergunte a minha prima Susan.
O marido dela morreu no 11 de setembro.
Tr�s filhos.
Esses malditos querem nos matar,
-n�o entende? -N�o, n�o entendo.
Esse � o problema. Pessoas como voc�.
Brancos liberais, estupidos.
Chame um advogado, vadia.
O que voc� disse?
Quer dizer de novo?
Quer saber? N�s vemos no tribunal, Mitch.
Ser� acusado, amanh� de manh�.
GRANDE JURI, PARTE 14. SEXTA, 19 DE MAIO.
Renunciou imunidade para o seu testemunho?
-Renunciei. -Tamb�m se declarou culpado?
Correto.
Declaro-me culpado por homic�dio doloso...
e sequestro.
Alguma promessa feita sobre sua senten�a?
N�o.
Diga ao j�ri o que aconteceu na noite de 24 de abril.
Eu e outros dois homens,
Mitchell Jenkins e Steven Cole,
invadimos o restaurante Samra.
Amarramos a fam�lia,
roubamos o caixa e destru�mos o local.
Mas o dono, Kanann,
come�ou a gritar.
Mitch o chutou,
pegou a faca e o esfaqueou no est�mago.
Prossiga.
Mitch estuprou Shala.
Stevie estuprou Lela.
Mas...
Shala come�ou a gritar.
E...
E Mitch esmagou sua cabe�a no ch�o...
e ela morreu.
O j�ri anunciou acusa��es
de estupro, sequestro e homic�dio
contra Mitchell Jenkins e Steven Cole.
Faremos o poss�vel para condenar esses homens
e impor a puni��o m�xima. Obrigado.
-Bem, isto n�o ser� nada f�cil. -Estou pronta.
Abaixem-se! Todo mundo para baixo!
Saiam! Saiam da frente!
Saiam da frente!
Ele � um monstro!
Ele � a esc�ria.
� a esc�ria. � sujo!
Hector foi baleado.
Filho da puta!
Tudo que disseram � que a bala atingiu a aorta.
Est� em cirurgia, mas n�o � nada bom.
Eu sei. Ligo quando tiver not�cias.
-O que Barba disse? -Que precisa de Hector vivo.
E eu preciso de uma casa em Hampton.
Temos informa��es do atirador.
-Quem �? -Keith Skinner, 28 anos.
Desempregado. Estudou com Stevie Cole.
-Mitch ou Stevie armaram isso? -Ainda n�o sabemos,
mas at� agora disse que � um patriota americano
e mu�ulmanos e mexicanos
conspiram para eliminar a ra�a branca.
At� a Irmandade Ariana negaria a inscri��o desse cara.
Tenente Benson?
Sim.
Fizemos o poss�vel, mas Hector n�o resistiu.
Droga.
Ele era nossa �nica testemunha.
Certo, vamos continuar investigando.
De alguma forma,
temos que colocar esses dois na vizinhan�a sexta � noite.
-Ligarei Barba. -Entendido, Tenente.
Onde est� o Hector? Cad� ele?
Onde Hector est�?
-Vim assim que soube. -Soledad...
Sinto muito.
Hector n�o resistiu.
A culpa � sua!
Fez dele um alvo!
-Voc� me fez tra�-lo! -Est� tudo bem!
N�o acredito que ele morreu!
N�o, ele n�o merecia isso.
Sr.� Jenkins.
Como disse no telefone, n�o tenho nada a dizer.
S� queremos conversar. Espero que n�o haja problema.
Obrigado por vir, Carleen. Agradecemos.
Sei que tem sido dif�cil para voc�.
O advogado falou que n�o preciso falar.
N�o, mas conheci seu filho. O nome dele � Tyler, certo?
O que isso tem a ver?
Tem que tomar cuidado com o que diz, Carleen.
-Est� amea�ando meu filho? -Se continuar mentindo
para proteger seu marido, n�o ser� bom para seu filho.
Mitch estava em casa sexta, � a verdade.
Quer mesmo que a gente acredite nisso, Carleen?
E se encontrarmos evid�ncias que provam que isso � mentira?
O celular de Mitch, as digitais, o DNA.
Se mentir no tribunal para ajud�-lo,
e ele for condenado e voc� por perj�rio.
Quem vai cuidar do seu filho?
N�o estou mentindo. Deixe meu filho fora disso!
Estou tentando ajud�-lo.
Sei que voc� e Mitch tem problemas.
Voc�s discutem, voc�s brigam.
Ligou para pol�cia quatro vezes nos �ltimos dois anos.
E retirou as queixas. Eu entendo.
Sabe que Mitch � perigoso.
Estou dando uma chance para se salvar, Carleen.
E mais importante, a seu filho.
Voc� n�o d� a m�nima para o meu filho.
Porque ele n�o � imigrante, ou um gay,
ou uma trans, como quer chamem agora.
Ele � s� um garoto branco comum
que, por alguma raz�o, agora � uma maldi��o.
Ningu�m se importa com ele ou comigo.
� como se n�o tiv�ssemos mais import�ncia.
Por isso que estamos nesta confus�o para come�ar.
Todo esse �dio.
O que h� com esse pa�s?
De repente as pessoas se sentiram livres para dizer
coisas horr�veis em voz alta.
Sem dec�ncia, sem filtro.
As pessoas sempre sentiram-se assim.
Agora sentem-se empoderados, tem permiss�o.
Entendo. Mas pode realmente culpar Carleen?
Ela est� com raiva e frustrada.
� casada com um estuprador assassino
que, claramente, a intimidou para mentir por ele.
Ela est� desempenhando o papel de esposa obediente.
Quer dizer, a v�tima de abuso obediente.
De qualquer forma, confirmou o �libi do marido.
Temos que provar que � mentira.
Estamos focados, confie em mim.
Essa � Nova Iorque, algu�m ou alguma coisa
deve ter visto os 3 sexta � noite.
Meus caras j� est�o reexaminando o bairro.
Eles v�o encontrar algo.
N�s batemos em todos os neg�cios do bairro.
E finalmente conseguimos.
Uma confeitaria � 3 quadras do restaurante Samra.
S�o, com certeza, Mitch Jenkins e Stevie Cole.
O rel�gio diz que � 23h30 de sexta.
30 minutos depois que as unidades responderam
ao chamado da Samra.
Isso coloca uma falha no �libi do Mitch.
A esposa disse estar em casa a noite toda.
Sim, mas vamos ter que passar pra a defesa
e eles v�o ajustar o tempo do �libi.
Certo. Ent�o, Barba, essa � nossa situa��o.
Precisamos de mais.
N�o posso levar isso � julgamento. Vamos perder.
E quanto ao testemunho do grande j�ri do Hector?
N�o � admiss�vel.
J� tentei com o juiz.
Maya.
O que houve?
Reconheci os nossos atacantes, sei quem s�o.
Mitch Jenkins e Stevie Cole,
os homens que voc� acusou.
Voc� disse n�o ter visto os rostos.
N�o podia contar antes.
Estava com medo.
Eles disseram que voltariam
e matariam a mim e a Lela.
Mas agora que est�o presos, n�o tenho mais medo.
E foram eles, tenho certeza.
Quero testemunhar em ju�zo.
Certo, ent�o voc� realmente viu
os rostos de ambos?
-Steve Cole e Mitch Jenkins? -Sim.
-Voc� disse que usavam m�scaras. -Eu sei
e sinto muito.
Tenho lutado com isso desde aquela noite horr�vel.
Claro.
Pode ser um pouco mais espec�fica?
Quando estavam saindo,
olharam-me nos olhos e disseram:
"Se voc� contar a algu�m,
mataremos sua outra filha e voc� tamb�m".
-Eles chegaram a usar m�scaras? -O que quer dizer?
Viu os rostos deles o tempo todo ou s� por alguns segundos?
Usaram m�scaras na maior parte do tempo,
ent�o tiraram por alguns segundos.
Quando me amea�aram.
Lela tamb�m viu os rostos deles?
N�o, apenas eu.
N�o me importo mais.
N�o dizer nada n�o estava ajudando.
Quero dizer a verdade e coloc�-los na pris�o.
Tudo bem, contanto que essa seja a verdade.
Essa � a verdade.
Ela sofreu muito, eles est�o com raiva.
Est�o fazendo o que acham ser certo.
O que isso quer dizer?
Significa que acredito no que Maya acredita
-que viu os rostos dos dois. -Acha que ela diz a verdade?
-Sim ou n�o? -N�o � meu trabalho
pensar ou achar, mas mostrar a evidencia que � mais cr�vel.
At� termos prova que Maya est� mentindo,
-� cr�vel. -Ent�o a colocar� para depor.
N�s dois sabemos que v�timas e testemunhas
mudam suas hist�rias e o que recordam
o tempo todo. A hist�ria n�o � perfeita,
-mas � plaus�vel. -Plaus�vel?
Ent�o esse � o padr�o?
Nesse momento, sim.
N�o sou onisciente, Liv. N�o tenho
-uma bola de cristal. -Ningu�m quer mais do que eu
que esses desgra�ados sofram, acredite...
Nosso sistema legal � o melhor.
Mas n�o � perfeito.
Ou puro.
Nunca foi.
SUPREMA CORTE PARTE 7 TER�A-FEIRA, 23 DE MAIO
Na noite do ataque, viu os rostos dos homens
que estupraram sua filha Lela,
que estupraram e mataram sua filha Shala,
que chutaram seu marido Kanann na cabe�a?
Sim.
Eles est�o ali.
E havia um terceiro homem com eles.
Hector Ramirez, ele trabalhava no restaurante.
A 1� vez que falou com a pol�cia,
disse-lhes que viu os rostos dos autores?
-N�o. -O que disse?
Que estavam usando m�scaras de esqui.
Estavam?
Estavam. Na maioria do tempo.
Mas retiraram, depois que tudo acabou,
e me amea�aram.
Disseram que matariam eu e minha filha
se testemunhasse contra eles.
O que a fez mudar de ideia?
Raiva.
Pode explicar?
Meu marido est� morto.
Minha filha, Shala, tamb�m.
E minha outra filha, Lela...
Est� sofrendo tanto.
� dif�cil at� de processar.
N�o me importo mais se estou viva ou morta.
Por isso decidi falar a verdade.
Sem mais perguntas.
S� posso imaginar como deve ser dif�cil para voc�
e sua filha.
E qu�o confuso deve ser.
Na manh� ap�s o ocorrido,
disse para a Tenente Benson, que, abre aspas,
"n�o havia visto os rostos deles".
"Estavam usando m�scaras de esqui o tempo todo".
Correto.
E, no dia seguinte � morte de Hector Ramirez,
foi � sala da Tenente e contou que havia visto os rostos deles.
Que n�o estavam usando m�scaras o tempo todo.
Sim.
Ent�o, estavam usando m�scaras o tempo todo
at� Hector Ramirez levar um tiro e morrer.
A� n�o estavam mais usando m�scaras o tempo todo.
N�o. N�o � verdade.
Sabia que o caso da promotoria era fr�gil.
Que a morte de Hector o tornaria mais fr�gil.
Ent�o, decidiu mentir.
-Obje��o. -Mantida.
Decidiu mudar o depoimento
para aumentar a chance de ganhar e conseguir justi�a
-para a sua fam�lia. -H� uma pergunta?
Chegue ao ponto.
N�o � verdade que esperou Hector Ramirez
morrer para contar � Tenente Benson
que viu o rosto de Steven Cole e Mitchell Jenkins
porque acreditou que era o �nico jeito de vencer?
N�o.
N�o � verdade.
Contei isso � Tenente Benson
semanas antes de Hector Ramirez ser morto.
Contou � Tenente Benson semanas antes de Hector morrer?
Contei.
Obrigado. Sem mais perguntas.
Acreditei at� ela dizer
que ligou e os identificou antes da morte do Hector.
-Isso n�o aconteceu. -Nunca aconteceu.
A defesa a encurralou, ela se desesperou
-depois de tudo... -Acho que sim.
Liv, tem um segundo?
-Vejo voc� na delegacia. -Certo.
-O qu�? -Recebi a lista atualizada
das testemunhas da defesa. Voc� est� nela.
Ele quer perguntar sobre o telefonema.
Telefonema que nunca aconteceu, n�?
Sabe que nunca aconteceu?
-Se voc� diz. -Se eu digo?
-Mas... Venha aqui. -O qu�?
Ela passou por um trauma horr�vel.
Talvez tenha esquecido da hora exata da liga��o.
Ou o conte�do da conversa.
Est� dizendo que devo confirmar a hist�ria?
Estou dizendo que ela � humana.
N�o o que voc� deve falar.
Mesmo? Porque parece que est�.
� um caso diferente. Circunst�ncias diferentes.
Precisa fazer o que acha que � certo.
Simples assim.
Noah, Lucy vai chegar a qualquer minuto, certo?
O que est� fazendo? Ela chegou!
-Comandante. -Estava na vizinhan�a.
N�o sabia que ainda diziam isso.
Entre. Quer um caf�?
N�o, j� tomei muito. N�o � � toa que minha press�o
-est� alta. -Ent�o falou com Barba?
Falei.
-E s� queria... -Olhe, n�o preciso de conselhos.
N�o vim para aconselh�-la.
Tudo bem. E por que est� aqui?
Para oferecer...
absolvi��o.
� um padre, agora.
Olhe, Liv...
n�o h� boas escolha aqui.
Mas tamb�m n�o h� escolhas ruins.
Se � que isso faz sentido.
N�o faz.
Independentemente do que fizer, voc� ficar� bem.
Vou me certificar de que voc� ficar� protegida.
N�o sabia que precisava de prote��o.
Lidei com essa situa��o ao longo dos anos.
Algumas vezes.
-E? -Fiz as duas coisas.
J� esqueci certas coisas que levaram ao resultado certo
e j� lembrei certas coisas que levaram ao resultado errado.
Quer que eu seja honesto? D� no mesmo.
Mas isso sou eu. Sou bom em racionalizar tudo.
Acho que faz parte do ambiente.
O que voc� diria a Mike?
A mesma coisa que disse a voc�.
SUPREMA CORTE PARTE 7 QUARTA, 24 DE MAIO
Quando falou pela primeira vez com Maya Samra?
Na manh� seguinte ao duplo estupro e assassinato.
No restaurante dela.
Perguntou se ela viu o rosto dos intrusos?
-Perguntei. -E o que ela respondeu?
Ela disse que eles estavam usando m�scaras.
-O tempo inteiro? -Sim.
A srt�. Samra chegou a mudar sua hist�ria
no que dizia respeito � identifica��o dos intrusos?
-Sim. -Quando?
Uma semana depois.
Isso foi antes ou depois de Hector Ramirez ser morto?
Depois.
Ent�o a vers�o de srt�. Samra � diferente da sua?
�, mas geralmente v�timas desse tipo de trauma...
Se a vers�o dela difere, ela est� mentindo.
-Obje��o! -Mantido.
O j�ri ir� desconsiderar esse coment�rio.
Nada mais.
Voc� disse que nos ajudaria.
Disse que estaria do nosso lado e ajudaria a fazer justi�a.
-Desculpe, Maya. -Disse que se importava!
-Voc� n�o se importa. -N�o � verdade.
Teve uma chance aqui e agora e n�o a aproveitou.
N�o aproveitou a chance e agora eles est�o livres.
Os homens que destru�ram minha fam�lia e minha vida.
Vamos ficar bem. Vai ficar tudo bem.
Meu Deus...
Est�o com raiva de voc�?
Est�o.
Porque voc� n�o confirmou que ela viu meu marido?
N�o importa o que eu disse ou n�o.
Seu marido � culpado.
Eu sei o que fizeram.
Ent�o fa�a algo a respeito.
Eu sei que voc� chamou a pol�cia
quatro vezes nos �ltimos dois anos.
Eu sei que voc� sabe que tipo de homem ele �.
-A viol�ncia de que ele � capaz. -Ele � meu marido.
Ele � um estuprador e um assassino.
E a pr�xima mulher morta no ch�o...
poder� ser voc�.
Ent�o n�o diga a verdade por Maya ou por Lela.
Diga a verdade por voc� mesma e por seu filho.
D� esse primeiro passo.
Em dire��o a qu�?
Liberdade.
Seguran�a.
SUPREMA CORTE PARTE 7 QUARTA, 24 DE MAIO
O que fazia na noite do ataque � fam�lia Samra?
-Assistia � TV. -Com quem voc� estava?
Com meu filho.
Seu marido estava com voc� naquela noite?
N�o.
Quando dep�s na pol�cia, ap�s a pris�o de seu marido,
voc� disse que voc� e seu marido estavam em casa,
que jantaram, assistiram � TV, e foram dormir �s 22h.
Eu menti.
Desculpe. Voc� mentiu?
Menti.
Antes ou agora?
Antes.
Estou dizendo a verdade agora.
Passei aquela noite sem v�-lo e s� o vi pela manh�.
Suas cal�as e sapatos estavam sujos de sangue.
-Vagabunda mentirosa. -Sente-se!
-Ordem! Levem-no daqui! -Vou matar voc�!
Soltem-me! Voc� est� morta, Carleen! Morta!
Ordem.
A justi�a foi feita hoje.
S� que essa vit�ria n�o trar� de volta
Shala e Kanann Samra,
ou apagar� a trag�dia que esse crime foi.
Talvez ajude a fam�lia Samra e esta grande cidade
a come�arem a se recuperar.
-Sr. Barba! -Com licen�a.
Obrigado. N�o, sem coment�rios.
NINGU�M � ILEGAL
Mas que caso.
Mas que ano.
Conseguimos conden�-lo, � isso que importa.
Quem me dera fosse t�o simples.
-At� amanh�, Liv. -At� amanh�.
-Oi. -Oi.
Quer uma bebida para comemorar?
N�o, obrigada. Preciso ir para casa.
-Certo. Est� chateada comigo? -N�o.
Decepcionada?
N�s respondemos aos nossos pr�prios deuses.
Felizmente, o meu � mais tolerante que o seu.
-Desculpem interromper. -Comandante.
O que aconteceu? Est� tudo bem?
Uma bomba explodiu em uma mesquita de East Harlem.
Cinco mortos.
E... at� a pr�xima temporada!
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