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Original subtitles

A HISTORIA A SEGUIR � FICTICIA

N�O RETRATA EVENTO, ENTIDADE OU PESSOA REAL.

No sistema de justi�a criminal, crimes sexuais

s�o considerados especialmente hediondos.

Na cidade de Nova Iorque os dedicados detetives

que investigam esses delitos b�rbaros

s�o membros do esquadr�o de elite

chamado Unidade de V�timas Especiais.

Estas s�o suas hist�rias.

-Posso manter a conta aberta? -Sim.

Beleza.

Como vai, Jessica?

-Do que precisa, Rodney? -Jante comigo amanh�.

Polo Club, Locanda Verde, Nobu. Onde quiser.

-Vou trabalhar. -Esque�a o jantar.

S� case-se comigo.

Est� bem, casamento foi meio precipitado.

Vamos s� namorar.

Beleza. Ser� em Paris.

Voc� e eu descendo a avenida Champs-�lys�es...

Ela n�o quer, cara. Desista.

� o namorado dela?

N�o.

-Ent�o cala a boca. -Apenas pare, Rodney.

-Me ouviu? -Adoro quando fica brava.

Seus olhos brilham e faz biquinho.

Oi... desculpe. N�o queria te assustar.

V� embora. N�o quero brincar.

Beleza, mas sou legal.

Eu juro, desculpe por ser t�o chato.

-Mas... -Opa. N�o me toque!

Relaxa, s� quero dizer boa noite.

-Me solta! -Quieta!

-Me solta, Socorro! -Abra a porta.

Me solta!

Relaxe. Relaxe.

Jessica Walcott, 26 anos.

Trabalha no bar da 7� com a Avenida B.

Foi empurrada para dentro do pr�prio carro e estuprada.

Sentimos muito pelo ocorrido.

Podemos fazer algumas perguntas?

Sim, claro.

Viu quem te atacou?

N�o. Ele veio por tr�s quando eu abria a porta.

N�o o vi. Desculpe.

N�o. Tudo bem. N�o se preocupe.

Ouviu a voz dele?

Sim. Depois de acabar ele falou muito.

O que ele disse?

Que sentia muito.

Come�ou a chorar e disse que n�o era culpa dele,

que ele nasceu um estuprador. Estava em seus genes.

Law & Order SVU 18x13 Genes

Equipe Queens Of The Lab - Diabolicamente Majestosas -

Twitter: @Queens_OfTheLab

Queens-site: www.queensofthelab.tk

King: TatuW

Queens: LaryCarvalho | Lu Colorada

Queens: Lynne | Keila

Eu abri a porta, algu�m me agarrou por tr�s.

Dei uma cotovelada nele,

mas ele agarrou meus bra�os. Era muito forte.

Ele me empurrou para o banco de tr�s,

colocou a m�o em minha boca,

abaixou minhas meia cal�a e calcinha,

e ent�o... me estuprou.

Disse aos meus detetives que ele disse algo?

Sim. ele ficava dizendo, "sinto muito."

-Mas acho que sei quem foi. -Sabe? �timo.

-Sabe o nome dele? -Rodney.

Tudo bem.

Ele vai muito ao bar.

Est� sempre me cantando e me chamando para sair.

Eu digo n�o, mas ele insiste.

E ele tentou ontem � noite?

Sim.

Depois que fechei o bar, me seguiu at� meu carro.

Ent�o...

voc� disse aos meus detetives

que o criminoso chorou e te disse

que te estuprou por causa da gen�tica dele?

Sim.

Foi estranho.

Digo, isso existe?

N�o, n�o existe. E isso �...

� rid�culo.

CARROS MANHATTAN SEXTA, 10 DE FEVEREIRO

� o melhor carro no showroom.

Vendi um ao Derek Jeter h� 2 meses.

Ele me liga uma vez por semana para agradecer.

Juro, ele diz que � o melhor carro que j� teve.

Rodney Marsh, precisamos conversar.

Estou no meio de algo, pessoal.

Tamb�m estamos no meio de algo.

E voc� parece estar do lado errado dele.

-Como �? -� sobre ontem � noite.

Uma mulher chamada Jessica Walcott.

Me d� 2 minutos, Mitch.

Meus pre�os s�o t�o baixos que a pol�cia acha que � crime.

Chegaram na melhor hora, pessoal.

Esse cara est� no papo.

Aposto que fecho a venda at� o almo�o. Sejam r�pidos.

O que houve com voc� e Jessica Walcott ontem?

A gar�onete? A chamei para sair e ela disse n�o.

� crime?

-N�o, mas estupro �. -Do que est� falando?

Ela foi estuprada.

E voc� foi o �ltimo a falar com ela.

Aposto que foi voc�, Rodney.

Aceito a aposta, porque eu, absolutamente,

inequivocamente, n�o a estuprei.

Juro por Deus.

N�o. Estava s� flertando com ela.

E depois que o bar fechou, a vi saindo e tentei de novo.

N�o aceitou um n�o como resposta.

-� isso? -N�o desse jeito.

-Nunca estuprei ningu�m. -Por que a seguiu at� o carro?

N�o segui. Conversamos na porta do bar por um minuto.

Ela me dispensou, fui embora na dire��o oposta.

Peguei um taxi e fui para casa.

Se � inocente, n�o se importaria

em nos dar uma amostra de DNA.

Pode colher.

C�meras de seguran�a de uma loja perto ao bar

mostram Rodney agarrando a Jessica,

mas ela se esquiva e vai embora.

Ele a observa por alguns segundos,

mas vai em outra dire��o.

Confere com a hist�ria, por agora.

Mais para sempre.

O DNA de Rodney n�o bate com o corpo de delito.

Mas a boa not�cia �,

bate por parentesco com um cara chamado Mark Brown.

Preso em 2013 por estupro. Onde ele est� agora?

Cumprindo 7 a 10 anos em Sing Sing.

Estuprou uma professora no Bronx.

Ent�o v�o a Sing falar com esse Mark.

Peguem os nomes dos parentes homens

que moram por aqui.

PRIS�O SING SEXTA-FEIRA, 10 DE FEVEREIRO

Quer que eu diga se tenho parentes por aqui?

-O que mais? Que lave seu carro? -N�o.

Temos quem fa�a. Umas das maravilhas de ser policial.

Escute, falamos com o diretor,

ele disse que se nos ajudar,

ir� considerar seu pedido de uma TV.

Quero isso por escrito.

Se n�o se importa com o parente ferido gravemente

-� com voc�. -Ferimentos graves?

-Do que est� falando? -Queremos sangue.

Houve um acidente e algu�m se machucou.

Ele precisa de sangue. Olhamos o DNA dele

e descobrimos seu parentesco.

Voc� tem fam�lia na cidade? Em Jersey?

Sim, meu irm�o, Nick.

Ele est� bem? Vai sobreviver?

-N�o tenho certeza. -Se fizer a transfus�o,

os m�dicos acham que sim.

Meu Deus, tem que ser o Nick.

Ele mora no East Village, mas...

Minha m�e sabe disso?

Ainda n�o conseguimos falar com ela.

Tem o endere�o do Nick ou sabe onde ele trabalha?

� um contador em uma dessa firmas enormes.

Obrigada por seu tempo.

RCFY SERVI�OS DE CONTABILIDADE SEXTA-FEIRA, 10 DE FEVEREIRO

-Nick Brown? -Sim?

NYPD, pode vir conosco, por favor?

-� sobre a gar�onete? -Sim, como sabe disso, Nick?

Soube que algu�m a atacou.

Soube? Por quem?

Um cara que conheci no bar.

Certo. Por que n�o vem com a gente?

Fui eu, est� bem?

Eu a estuprei.

N�o pude evitar.

Nasci desse jeito. Nasci um estuprador.

Certo. Levante-se e vire-se.

Tem o direito de ficar em sil�ncio.

Tudo o que disser pode e ser� usado contra voc�

no tribunal.

Meu pai era um monstro.

Cumpriu 7 anos de cadeia por 3 estupros.

Ele disse que n�o podia evitar.

Estava no DNA dele, ent�o tamb�m est� no meu.

Era s� uma quest�o de tempo.

-Est� em meu sangue. � quem sou. -Nick, chega.

Meu cliente tem informa��es que pode ajud�-los

a resolver um caso sobre um estuprador em s�rie.

-Vamos ouvir. -Claro.

Depois que o promotor nos der um acordo.

Sim. Adorar�amos fazer isso,

mas precisamos de algo mais.

Nos d� uma pr�via, algo que te d� credibilidade.

Sei quem � o estuprador do rio.

O estuprador do rio?

Conhece-o?

-Qual o nome dele? -Ainda n�o.

S� o que discutimos.

Ele amorda�a as v�timas com meias.

Parab�ns, voc� leu o jornal.

N�o me deixaram terminar.

Meias de l�, porque s�o grossas e �speras.

E isso faz as garotas sufocarem.

E a arma

n�o � uma faca, como dizem.

� um picador de gelo.

E ele cheira a cigarro. Garanto a voc�s

que alguma v�tima mencionou isso

porque ele fuma cigarros baratos.

Aqueles com pl�stico na ponta.

Vamos falar com os detetives que investigam esse caso,

e se conferir, entraremos em contato.

Diga � gar�onete que...

-Eu sinto muito. -Sim, claro.

Quer mandar umas flores tamb�m?

Verifiquei a hist�ria com o detetive desse caso.

E confere.

A meia, o cigarro barato, parece que era verdade.

Falarei com o Barba para ver que acordo ele far�.

Avise-o que ele alega ter nascido

com o gene do estupro.

Essas desculpas nunca param de surpreender.

Por que n�o liga para a Jessica

dizendo que prendemos o agressor,

que ele confessou e quer um acordo?

Tudo bem.

Nunca contou ao Carisi sobre o seu pai?

-Nem voc�. -N�o � minha escolha.

Est� tudo bem para voc� essa conversa sobre gen�tica?

Sim. Sim, obrigada.

DR. PETER LINDSTROM S�BADO, 11 DE FEVEREIRO

Noah e uma garotinha tiveram uma briga.

Ela estava com o brinquedo ou cupcake que ele queria.

Isso, e eu digo, e se for outra coisa?

-E se for algo mais? -Como assim?

�s vezes me preocupo...

Que Noah se torne o pai dele?

Sim.

Voc� se tornou o seu pai?

N�o virei uma estupradora, se foi o que quis dizer.

Mas penso nele o tempo todo,

penso no que ele fez, nas escolhas dele.

Penso muito nisso.

Estou lidando com isso h� muito tempo,

bem antes de conhecer voc�.

E n�o importa...

o que fa�o, ainda me preocupo...

Com o qu�, Olivia?

Que de alguma forma esse...

Lado negro ir� superar minha vida e minhas escolhas,

porque j� fiz isso antes.

J� estive com raiva, j� fui...

Violenta.

Eu sei.

E sei o quanto isso assustou voc�,

mas n�o acredito que essa seja voc�.

Em minha opini�o, sua for�a, sua moralidade,

suas cren�as,

s�o mais poderosas do que o DNA do seu pai.

N�o existe essa coisa de gene do estupro, Olivia.

Seja voc� homem ou mulher, n�o importa.

ILHA RIKERS S�BADO, 11 DE FEVEREIRO

Falei com a ten. Benson. Parece que nos ajuda.

Quero oferecer um acordo.

Estupro simples, se a informa��o for confi�vel.

-Estava pensando... -� o melhor que d�.

Diga sim, ou vamos embora.

Tudo bem para voc�?

Sim, parece justo para mim.

-Qual o nome do estuprador? -Conhe�o-o por Sam.

-N�o sabe o nome completo? -N�o.

Sabe onde ele mora? Trabalha?

-N�o. -Ent�o o que voc� sabe?

Onde ele estar� �s 22h.

S�BADO, 11 DE FEVEREIRO

Pai nosso, que estais no C�u,

santificado seja o Vosso nome.

Venha a n�s o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade

assim na Terra como no C�u.

O p�o nosso de cada dia nos dai hoje.

S�rio? Predadores sexuais rezando

sobre n�o transgredir?

Parece pegadinha, mas � real.

Tem muito disso acontecendo esses dias.

Oi, cara. Posso come�ar?

Pode.

Eu tinha sa�do, estava tomando uma cerveja,

conversando com essa linda gar�onete.

E eu comecei a surtar.

Comecei a ter essas sensa��es.

E n�o pude me controlar.

Acabei fazendo o que juramos n�o fazer.

Eu a estuprei.

Como p�de fazer isso?

T�nhamos um acordo.

Que �amos lutar contra isso juntos.

Onde est� o Sam? N�o ouvi o nome dele.

Quem sabe?

Talvez o estuprador do rio n�o queira se purificar hoje.

Cometi um erro. E eu sinto muito.

N�o estou acreditando.

Voc� julgaria um etilista por beber?

Ele n�o � respons�vel pela gen�tica dele.

Nem voc�.

Ou voc�.

Ent�o n�o se culpem.

N�o se odeiem.

Est� de brincadeira?

Eu me desprezo.

Todos os dias, eu acordo pensando,

ser� hoje o dia em que cumprirei meu destino.

O dia em que arruinarei a minha vida

e a vida de uma mulher inocente.

Tem algu�m juntando-se ao grupo.

-Oi, Sam. -� ele, � ele.

Algu�m disse o nome dele.

Nick estava contando sobre sua transgress�o recente

e o Will estava expressando desapontamento.

Eles estavam se apoiando.

Sinto em ouvir isso. Mas acontece.

Obrigado.

E voc�, Sam? Como est�?

Bem.

Sinto como se tivesse virado a p�gina.

Fui a um encontro ontem com uma �tima mulher.

Isso � fant�stico.

Sr. Witt, voc� acha que � poss�vel para o Sam

ou qualquer um de n�s ter um relacionamento normal?

Acho. Mas � um processo.

Mesmo depois de estuprar 3 mulheres?

Por que est� t�o negativo?

S� tentando entender para mim mesmo.

-Ent�o fale sobre suas merdas. -Estou no mesmo barco.

Eu s�...

quero saber o que � poss�vel para n�s.

Pessoas que j� estupraram.

Por que usar a palavra com "E"?

Estamos fazendo nosso melhor.

Boa pergunta.

-Isso n�o parece bom. -Espere, d� uma chance.

N�o estamos fazendo o melhor mentindo

Por que est� me julgando?

Todos se acalmem.

Agora.

Estamos aqui para nos ajudar.

Nick est� fazendo muitas perguntas.

Acusando as pessoas de fazerem as coisas.

J� estive aqui por 10 vezes.

Nunca o escutei falar de estupro.

Ou das a��es dos outros.

Mas hoje ele est� em cima da situa��o do Sam,

sendo espec�fico.

Voc� � um dedo-duro?

N�o.

Abaixe a faca.

-Abaixe a faca! -Chris.

Todas as unidades, mexam-se.

Abaixe isso, Chris. Abaixe a faca.

-Est� em um caso? -N�o, sou um contador.

Seu mentiroso filho da puta.

-Filho da puta! -Mate-me.

Eu mere�o. Eu mere�o.

Solte a faca!

Afaste-se ou eu atiro!

Solte a faca! Solte a faca!

Voc� ai! Parado!

Parado. Bem ai.

Coloque as m�os na cabe�a.

Venha aqui.

Vire-se e ajoelhe-se.

Todo mundo sentado! Todo mundo!

M�os para cima, devagar. N�o se mexam.

Algeme esse homem.

Vamos todos para a delegacia

para continuar essa conversa fascinante.

Nick estava dizendo a verdade.

Era membro de um grupo para estupradores.

Pena n�o termos uma confiss�o.

N�s tentamos muito.

Mas pressionaram muito o Sam Dalton,

as coisas sa�ram do controle e n�s entramos.

Tem algo para segur�-lo?

N�o.

Invente alguma coisa.

Eles t�m falhas, sem d�vidas.

Mas s�o decentes. Est�o tentando.

E se falarmos sobre Sam Dalton?

Ele j� disse que violentou tr�s mulheres?

Os membros do meu grupo discutem v�rios assuntos.

S� nos importa os relacionados a estupro.

O sentido dessa organiza��o � dar apoio a esses homens

que n�o t�m aonde ir.

Ningu�m para conversar.

N�s ouvimos, encorajamos

e, o mais importante, n�o julgamos.

A maioria dos membros nunca fizeram nada de errado.

Como eu disse, Richard, nosso foco � Sam Dalton.

Ou qualquer outro que cometeu um crime.

Eu me recuso a trair o grupo.

Tudo bem para voc� trair tr�s v�timas inocentes?

Tr�s mulheres que v�o dormir � noite

imaginando se a pol�cia prender�

o filho da puta que as atacaram?

Se eu trair algu�m,

perco toda a credibilidade

e o grupo acaba.

E muitos homens decentes

que lutam contra seus impulsos,

a gen�tica deles... n�o ter�o lugar para ir.

Ent�o n�o haver� s� um estuprador, haver� 10.

20.

100.

Interessante. Melhor exorcizar seus dem�nios em um armaz�m

do que agir sob impulsos violentos.

Em teoria. Mas na realidade,

poderia piorar as coisas.

D� a eles f�rum para racionalizar

e legitimar seus crimes.

Quem � este garoto?

-Will Stein. -O que temos contra ele?

Nada.

Tudo que sei, e o que Carisi me falou,

� que ele � limpo.

E tudo que dissermos � confidencial.

Ele disse algo a voc�, mas voc� n�o quer cooperar.

-� isso que est� dizendo? -N�o, n�s...

N�s vamos l� para ficarmos melhores.

E tornar-nos pessoas melhores.

Talvez voc� se torne, mas Dalton n�o est� melhorando.

Ele estuprou 3 mulheres, Will.

N�o sei nada sobre isso.

Sabe que � crime mentir para um policial? Sabia?

N�o pedi para participar disso.

N�o � minha culpa que meu pai estuprou algu�m

e eu herdei os genes dele.

Estou tentando fazer o certo para esse mal n�o se manifestar.

Por isso vou �s reuni�es. Para controlar meus anseios.

Entendo voc�, Will. Mas sou policial, beleza?

N�o sou um padre, nem psiquiatra.

Quero falar sobre crimes de verdade.

Ent�o, mais uma vez,

vai me contar algo sobre Sam Dalton ou n�o?

N�o.

Avise-me sobre Dalton.

Sam, temos provas confi�veis que voc� atacou 3 mulheres.

Robin Landry, Sara Perez, Kim Espinoza.

Ent�o, por que n�o me prenderam?

Porque queremos ouvir seu lado da hist�ria.

Dar a voc� uma chance de se explicar.

Est� neste grupo de terapia. Obviamente sente remorso.

Ent�o talvez queira falar a verdade.

Tirar toda culpa e vergonha do seu peito.

-Tipo, confessar? -Sim.

De qualquer maneira, ser� preso. Isso � certo.

Mas se for verdadeiro, pode se redimir um pouco.

O juiz levar� isso em conta na sua senten�a.

E quem sabe? Possa fazer voc� se sentir bem.

Sabe o que faria eu me sentir bem?

Um bife grosso.

N�o est� sozinho nessa.

Mas n�o acho que isso acontecer� para voc� agora.

-Aonde est� indo? -Para casa.

�, isso j� era.

Voc� est� preso por invas�o.

O qu�?

N�o era autorizado a estar l�.

� propriedade privada. Tinha marijuana no bolso. Vire-se.

-Quero um advogado. -Tenho certeza que sim.

Sem problemas. Mas primeiro, vamos process�-lo.

Todas as 3 v�timas identificaram Dalton.

Lembraram seu rosto, voz e o fedor de cigarro barato.

-E querem testemunhar? -Est�o muito animadas.

Mal podem esperar para prenderem esse cara.

Mais boas not�cias.

O laborat�rio confirmou que � o DNA do Dalton

-nas 3 v�timas. -Voc� � muito bondosa.

Desculpe interromper.

-Mo��o de impedimento. -Impedir o qu�?

A confiss�o do Dalton ao grupo de terapia.

A defesa afirma que � inadmiss�vel.

Privil�gio cl�rigo-congregado.

Cl�rigo-congregado? Isso � um pouco demais.

Sim, �.

Mas a lei est� evoluindo.

No pior cen�rio, perdemos a mo��o.

-O que significa? -Que estamos ferrados.

Perdemos a confiss�o, perdemos tudo.

Fruto da �rvore envenenada.

Meu cliente cresceu em uma fam�lia abusiva.

O pai era um homem violento

que lutava com v�cios em drogas e controle de impulsos.

Ele est� cumprindo 7 anos em Greenhaven

por abuso sexual. Dada a educa��o do sr. Dalton,

ele tamb�m teve problemas em controlar os impulsos.

Mas estava determinado a fazer algo sobre isso.

Procurar ajuda. Desenvolver t�cnicas e ferramentas vitais

-para frear esses desejos. -MM.�, n�o sei a relev�ncia

-para a mo��o do r�u. -Eu tamb�m. Sr. Strauss?

Estou simplesmente tentando fornecer contexto.

-Para o qu�? -O grupo de terapia

onde meu cliente confessou,

como dito em meu discurso,

essas conversas s�o inadmiss�veis

sob o privil�gio cl�rigo-congregado

e a cl�usula de estabelecimento da 1� Emenda.

Homens falando de quem estupraram ou querem

-n�o � religi�o. -A 1� Emenda

afirma que o Congresso n�o far� lei

-sobre isso... -Ele confessou

-Ou proibindo o livre exerc�cio. -a 4 homens em um armaz�m.

Cavalheiros.

4 homens e um pastor.

Como � que �?

Richard Witt, fundador do grupo, � um pastor ordenado

e membro da Igreja Batista da 3� Avenida.

Est� afirmando

que este grupo de terapia � uma organiza��o religiosa?

Estou afirmando que � uma fraternidade espiritual

tal como os Alco�licos An�nimos,

grupo que os tribunais estaduais e federais

regulamentaram como organiza��o religiosa.

Suponho que pretenda chamar o sr. Witt como testemunha.

Ele est� no corredor.

Come�amos cada encontro

recitando o Pai Nosso.

Depois disso, eles podem dizer ou n�o o que quiserem.

O objetivo � dar �s pessoas que acreditam serem propensas

a impulsos de viol�ncia sexual, um f�rum

para discutir esses problemas complexos e vergonhosos.

Qual sua fun��o nessa organiza��o?

Sou o fundador.

E voc� tem conhecimento

em trabalho social ou psicologia?

Sou um pastor.

Como voc� caracteriza

o teor ou o sentimento

desses encontros?

Espiritual.

Obrigado.

Qual sua ocupa��o?

Considero-me um homem de Deus.

Considero voc� um vigilante privado

que trabalha em uma boate chamada Coelhinhas.

Trabalho para a empresa de seguran�a.

Eles me dizem onde trabalhar.

E esse �ltimo m�s, trabalhou em um local chamado Coelhinhas.

-Sim. -E voc� ganha 100%

da sua renda do seu trabalho

como seguran�a privado. Correto?

-Sim. -Ent�o, prega de gra�a?

-Sim. -� um hobby.

Alguns jogam golfe, outros colecionam vinhos.

Voc� prega.

Eu prego, pois tenho desejo de ajudar outros

e sou bom nisso.

Fui ordenado na Igreja de nosso Santo Salvador.

Diz IgrejadonossoSantoSalvador.com.

-Correto. Mas eu estudei... -Sem mais perguntas.

Ent�o agora, falar de estupro em um armaz�m

� um encontro religioso?

De acordo com a ju�za, sim.

Disse que a proposta deste grupo � igual � do AA.

Ajudar pessoas a superar dem�nios e v�cios.

Porque recitam o Pai Nosso

e Witt estudou online por duas semanas inteiras,

� uma religi�o e a conversa � privilegiada?

A verdade � que a ju�za ficou nervosa.

Olhe, � um problema muito complicado.

-E h� v�rios casos. -Oi.

O caso Cox, em particular.

Se uma confiss�o de homic�dio durante uma reuni�o do AA

� considerada privilegiada, por que n�o uma de estupro

-em um grupo de terapia? -Se a confiss�o � inadmiss�vel,

o que mais est� fora?

O DNA do Dalton.

-E as 3 v�timas? -Fora, tamb�m.

Sem a divulga��o indevida do Nick da confiss�o do Dalton,

nunca conhecer�amos o Dalton ou como ele era.

A foto que mostramos para as v�timas n�o vale,

nem a identifica��o que fizeram.

-Ent�o n�o temos nada. -Correto.

E as outras pessoas no grupo de terapia?

Como disse, toda conversa no grupo...

E fora?

Se conversaram longe de Witt e do armaz�m, pode.

O problema � que todos s�o suspeitos.

Todos, menos um.

Will.

Ele n�o tem antecedentes.

O DNA dele n�o combina com nenhum corpo de delito.

Tem um �timo emprego, voc� o viu, parece um escoteiro.

CONSULTORIA GRANDE M�DIA SEGUNDA-FEIRA, 20 DE FEVEREIRO

Will. Oi, Will.

-Lembra-se de mim? -Sim, oi.

Oi.

-N�s nos conhecemos outro dia. -Tudo bem?

Sim, esta � Alison. Trabalhamos juntos.

Will est� nos ajudando com algo. � um cidad�o modelo.

Sim, por isso estamos aqui. Precisamos de mais ajuda.

Se puder nos dar licen�a

-por um momento. -Est� bem?

-Precisa de algo? -Est� tudo bem.

Tudo bem, obrigado. N�o se preocupe.

Trabalho aqui. As pessoas n�o podem pensar

-que sou um tipo... -N�o pensam.

-Porque voc� n�o �. -Certo.

-Certo, ent�o... -Certo, sim.

J� falou com Dalton fora dos encontros?

N�o quero trair ningu�m.

Escute-me. N�o deve nada ao Dalton.

Ele � um predador.

� tudo que voc� est� lutando para n�o se tornar.

Mas se o proteger, ele far� de novo.

-Sim. -E esse estupro...

ser� culpa sua, Will.

Tomamos caf� uma vez, em um restaurante.

Ele disse alguma coisa sobre as v�timas?

Disse que as v�timas gostaram.

Que n�o gritaram e n�o lutaram.

E eu queria dar um soco na cara dele.

Mas n�o dei.

Mas ele � realmente assustador e eu n�o sou t�o forte.

Ent�o n�o dei um soco, mas queria dar, queria mesmo.

Dalton te disse que estuprou 3 mulheres?

-Est� certo. -E havia mais algu�m presente?

Sem Ministros? Nenhum membro do grupo?

N�o, s� n�s dois.

Ligue para as 3 v�timas.

E dizer-lhes o qu�?

O caso est� de volta e testemunhar�o amanh� cedo.

O testemunho do Will � o suficiente?

A confiss�o do Dalton na cafeteria � admiss�vel.

N�o h� privil�gio religioso,

com base nisso, podemos pedir que identifiquem Dalton.

Obrigado, Carisi.

Realmente aprecio a sua ajuda, Will.

Acabou de salvar nosso caso.

Sam Dalton estuprou 3 mulheres.

Sara Perez,

Robin Landry,

Kim Espinoza.

A evid�ncia � esmagadora.

Cada uma das v�timas descrever� a brutalidade

que este homem lhes infligiu.

O r�u � um predador violento e impulsivo.

Seu s�men foi encontrado dentro ou sobre cada uma das v�timas.

N�o h� d�vida que � respons�vel por atacar essas 3 mulheres.

Mas n�o acreditem no que digo,

no que as v�timas dizem ou no laborat�rio forense.

Acreditem no que ele diz.

O r�u confessou que atacou essas mulheres.

Sam Dalton � um predador perigoso

que merece ser punido com todo o rigor da lei.

E depois que colocou as meias de l� em sua boca,

o que ele fez?

P�s um picador de gelo perto do meu pesco�o e depois...

-ele me estuprou. -V� o homem

que te fez isso aqui, hoje?

Sim, ele est� bem ali.

Se isso � verdade, n�o poderia ter visto o rosto do Sr. Dalton.

N�o, eu vi o rosto dele antes de me atacar.

Mas voc� disse � pol�cia,

"ele me empurrou para o ch�o em segundos."

Certo.

Assim, h� 9 meses, um homem te empurra

para o ch�o com segundos para v�-lo, no escuro,

mas voc� lembra do rosto dele t�o vividamente

que pode identific�-lo com convic��o em um tribunal?

Sim.

Voc� tem a melhor mem�ria

na hist�ria do mundo ou � uma mentirosa.

Protesto.

Retiro.

32 minutos ap�s o ataque,

disse � pol�cia que o agressor

"tinha 1.76m" de altura.

Sim.

86kg, tinha olhos azuis

e um nariz torto.

Mas como pode ver, essa descri��o n�o se encaixa...

nem remotamente, em Sam Dalton.

N�o sou muito boa em descrever as pessoas.

Mas tenho certeza de que ele, Sam Dalton, me estuprou.

Assim como estava certa quando deu a pol�cia

uma descri��o errada do agressor.

Na noite do ataque,

disse � pol�cia que estava bebendo.

Voc� tomou 4 ta�as de vinho.

-Sim. -Ent�o estava b�bada?

Tomei 4 ta�as de vinho.

O que significa que estava intoxicada.

Significa que tomei 4 ta�as de vinho.

Exatamente. Nada mais.

Sr. Barba, por favor, chamar� a pr�xima testemunha?

Sim, Merit�ssima. O povo chama Will Stein.

Neste momento, Merit�ssima, o Povo pede um recesso.

Corte suspensa.

-Onde ele est�? -Continuo ligando. N�o atende.

Fui ao trabalho e a recepcionista disse

que n�o apareceu, n�o estava no apartamento.

Precisa encontr�-lo, r�pido, pois sem ele,

-n�o temos caso. -Entendemos.

N�o me importo se entenderam, ache-o.

N�s vamos achar o garoto.

Mas n�o nos culpe.

Voc� perdeu a mo��o de exclus�o, n�o eu.

-De novo? -Mostrei um caso anterior

-aplic�vel. -Caso Delaware.

-Esse grupo... -N�o era aplic�vel.

Essa � a sua opini�o. Funcionou bem para n�s.

Vamos, Sonny, vamos.

Que diabos foi aquilo tudo?

-N�o foi nada. -N�o parecia nada.

Ou�a, Amanda, n�o me importo com Barba.

Mas dei-lhe um bom caso.

Manteria a confiss�o original.

E n�o estar�amos aqui, onde um estuprador

-est� prestes a se safar. -Certo, Sonny, te entendo.

Mas estamos onde estamos, ent�o...

-E a amiga do Will, Allison? -Liguei,

ela n�o faz ideia de onde est�.

Mas e o pregador, Witt?

Certo? Ele e Will pareciam pr�ximos.

Sim. � uma boa ideia.

Falei com Will ontem � noite. Disse para n�o testemunhar.

Voc� est� louco?

Isso � manipula��o de testemunha.

Estou tentando ajud�-lo.

Ele precisa do grupo. O que significa que n�o devia...

ele n�o pode tra�-lo.

Sem n�s, ele n�o tem para onde ir

e acabar� sendo v�tima de suas predile��es.

Se precisar de ajuda, achar� um pastor,

-um psiquiatra de verdade. -Chega.

Vamos falar sobre Sam Dalton.

Aquele filho da puta agrediu...

aterrorizou 3 mulheres, certo?

Se acha ou n�o que � gen�tica,

ele precisa ser punido.

Significa que precisamos que Will testemunhe,

independente das predile��es dele.

Agora vai nos dizer onde Will est�.

-N�o sei onde ele est�. -Ligue para ele e descubra.

Fiz tudo certo. Trabalho duro, rezo.

Mas a verdade vem � tona

e tudo volta para o lado ruim.

E meu lado ruim � supostamente um estuprador.

Ent�o, se sou uma boa pessoa,

se sou realmente uma boa pessoa,

vou me matar antes de ferir uma mulher inocente.

Est� tudo bem. S� se acalme.

Como disse, est� fazendo tudo certo.

Tenho 25 anos e nunca beijei uma garota.

Pois tenho medo do que poderia fazer a ela.

O que pode acontecer. Ent�o...

fa�o o que o sr. Witt diz e...

suprimo meus impulsos,

evito ter intimidade com as mulheres.

Mas na minha opini�o, evitaria o sr. Witt.

Ele est� tentando te ajudar, mas n�o est� preparado

para lidar com esses problemas.

Mas ningu�m est� preparado, n�o � um problema, � um gene.

N�o pode ajudar se � um gene.

Se tem o gene do c�ncer

ou pessoas com esquizofrenia.

N�o � uma quest�o de tempo, e sim quando.

Will, Will, escute-me.

Escute-me.

N�o h� isso de gene de estupro.

Simplesmente n�o existe. Confie em mim.

Eu sei, porque pesquisei sobre isso.

Falei com m�dicos.

-Falei com psiquiatras. -Por qu�? Por qu�?

Porque sou como voc�.

Como assim, voc� � como eu?

Meu pai era um estuprador.

Ent�o eu sei disso.

Tenho lidado com isso por toda a minha vida.

Mas isso n�o me torna m�.

Isso n�o me torna cruel.

Will, quando os rapazes da terapia de grupo

contam hist�rias de estupro,

como voc� se sente?

� absolutamente nojento.

Exatamente. � repulsivo para voc�.

� repulsivo porque voc� n�o �

um estuprador, Will.

Vamos l�. Peguei voc�, peguei voc�.

Tudo bem, est� tudo bem. Voc� est� bem, peguei voc�.

SUPREMA CORTE QUARTA, 22 DE FEVEREIRO

Est�vamos tomando caf�, e Sam Dalton

disse-me que n�o tinha problema agredir mulheres, estupr�-las,

contanto que depois voc� orasse pedindo perd�o.

O que disse em resposta?

Disse que ele estava errado.

E que estuprar algu�m � horr�vel.

Ele apenas sorriu para mim e disse que eu n�o entendi.

Que as mulheres realmente gostam.

Ele disse quantas mulheres agrediu?

Sim. Disse que estuprou 3 mulheres.

Agora, voc� v� o homem com quem falou

naquela cafeteria e disse que estuprou 3 mulheres?

Sim.

� ele.

Sam Dalton.

� uma coisa horr�vel

achar que � destinado a ser um estuprador,

que todo impulso normal

e saud�vel, � um aviso.

Um press�gio de que algo ruim est� por vir.

Al�?

Tudo bem.

Certo. Sim.

Est� bem, obrigada. Muito obrigada por ligar.

-Est� tudo bem? -Sim, era...

a escola do Noah. Ele caiu brincando de pega-pega.

Cortou o joelho. N�o � grande coisa.

Como empurrar uma crian�a na caixa de areia.

Espero que esteja certo.

Eu estou.

Oi, mam�e.

Oi.

Ainda est� acordado?

Boa noite, Noah. Eu te amo.

Sempre te amarei, n�o importa o que aconte�a.

N�o importa o que aconte�a.

Feche os olhos.

Boa noite, docinho.

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