All language subtitles for Law.and.Order.SVU.S18E07.Next.Chapter.1080p.WEB-DL.DD5.1.H.264-NTb

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Original subtitles

No sistema de justi�a criminal, crimes sexuais

s�o considerados especialmente hediondos.

Na cidade de Nova Iorque os dedicados detetives

que investigam esses delitos b�rbaros

s�o membros do esquadr�o de elite

chamado Unidade de V�timas Especiais.

Estas s�o suas hist�rias.

Preciso dizer, esta comida est� fant�stica.

Fus�o de Coreia e M�xico.

Moro a 3 quadras daqui e n�o sabia que existia.

Explorar leva tempo.

Exatamente.

Algo errado?

N�o.

O oposto.

Est� tudo certo.

Estou sald�vel,

razoavelmente normal,

e estou jantando com mulher linda e maravilhosa.

Mas?

Acho que vou descansar o distintivo.

Vai se aposentar?

-Para fazer o qu�? -Para fazer nada.

Para cheira as flores.

Espero, que com algu�m como voc�.

Fa�o isso h� muito tempo, e chega uma hora...

Sabe, j� � o suficiente.

Esse trabalho te engole inteiro, se voc� deixar.

Ent�o n�o deixe.

Est� dizendo que ainda n�o est� pronta?

Estou dizendo que...

tive um �timo jantar, com um �timo homem.

-Est� mudando de assunto. -Talvez.

N�s dois sabemos que n�o est� sendo t�o f�cil

quanto ach�vamos que seria.

Eu sei.

Mas seja honesta, Liv.

O que o futuro reserva para voc�?

Para n�s?

Esta empresa est� gritando "Assuma controle".

Est� na moda, � relevante, o marketing � jovem e atual.

-Acho que Smith vai pular nela. -S�rio?

Os jovens pagariam mais por cerveja artesanal org�nica?

N�o, porque nosso cliente precisa mudar.

Hoje, ser vulner�vel � uma maldi��o.

Vendem a��es com 20% de desconto para empresas parecidas.

Concordo. Smith precisa ser o piv� r�pido.

N�o podem continuar focando em bebidas gaseificadas.

A compra da cerveja artesanal Hollow ser� seu piv�.

Por favor, pare de dizer "piv�".

J� entendemos, Brad.

Agrade�o o que est�o tentando fazer,

mas n�o gosto da ideia.

Certo. Qual seu plano?

Mudar quem voc� �, quem realmente �,

� quase imposs�vel. Ent�o, vamos abra�ar a vulnerabilidade

e duplicar quem eles realmente s�o.

Ou isso � brilhante ou seremos despedidos amanh� cedo.

Voc� a mandou flores e ainda nem se conhecem?

N�o, nos vimos atrav�s da sala.

-Eu acenei. � ser ousado. -Ou assustador.

T�, espera, espera. Ent�o ser rom�ntico � assustador?

-Depende. -Do qu�?

Se ela pensa ou n�o que voc� � bonito.

O que foi?

Nada.

Pensei ter visto algu�m que conhe�o.

Nate, mais uma rodada para todos.

-Mesmas bebidas? -Sim.

Pode deixar.

Desculpe cham�-la t�o tarde, Liv.

Tudo bem. O que temos?

Nome da v�tima � Quinn Berris, 27 anos.

Mora sozinha, solteira.

Ligou para a emerg�ncia as 23h25.

Disse que um cara de mascara a agarrou,

entrou no apartamento

e a estuprou sob amea�a de uma faca.

Vamos procurar por c�meras de seguran�a

e conversar com os vizinhos.

-J� providenciei. -Bom.

Tudo bem.

-Obrigada. -Sem problemas.

Quinn, sou a tenente Benson,

e este � o detetive Tutuola.

Somos da Unidade de V�timas Especiais.

Voc� se importa se fizermos algumas perguntas?

Sei que o homem que fez isso usava uma m�scara.

Sim, era uma m�scara preta.

Ele era alto ou baixo?

Altura e corpo mediano.

Pode dizer se ele era branco ou negro?

N�o.

Mas isso n�o importa.

O que quer dizer?

Acho que sei quem fez isso.

O seu nome � Ray Wilson.

E ele me persegue desde a faculdade.

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Ent�o Quinn, se conseguir,

gostaria que contasse mais sobre Ray Wilson.

Nos conhecemos na faculdade. Na Rutgers.

Sa�mos em um encontro.

Eu n�o estava interessada

e ele n�o me deixava em paz.

Mandava mensagens, me seguia,

come�ou a deixar bilhetes no meu carro, comprar presentes.

e me seguiu at� a casa dos meus pais uma vez.

-Pediu uma ordem de restri��o? -Sim, � claro.

Mas ele n�o se importou.

E ent�o um dia, depois da aula,

ele estava no meu arm�rio.

Ele atacou voc�?

N�o, joguei meu caf� nele,

corri para o banheiro, tranquei a porta e liguei para o 190.

A pol�cia chegou 5 minutos depois.

Ele foi preso?

Sim... ele saiu em condicional no ano passado.

Voltou para Patterson.

Ele entrou em contato com voc� de novo?

Sim, ele mandou uma carta de desculpas

para o meu escrit�rio.

E isso me deixou nervosa, ent�o liguei para o sargento Cole.

Sargento Cole?

� o policial que me salvou naquela noite.

Certo. E voc�s ainda mant�m contato?

Sim, meio que viramos amigos.

Conhe�o sua filha, fomos para a faculdade juntas.

Ele est� aposentado agora.

Perguntei para ter certeza que Ray n�o estava obcecado por mim.

Deveria ter ligado para pol�cia.

A �nica coisa com que precisa se preocupar � com voc�. Certo?

Voc� vai ficar bem, Quinn.

Voc� vai superar isso.

Ray Wilson, 27 anos.

Foi condenado h� 4 anos por invas�o e tentativa de estupro.

-Saiu em condicional em outubro. -Algo mais?

-N�o, s� isso. -Falei com vizinhos da Quinn.

-Ningu�m viu e ouviu nada. -C�meras de vigil�ncia?

Est�o procurando, mas at� agora, nada.

-Corpo de delito? -Sem s�men ou DNA.

O suspeito usou camisinha.

Acharam um pacote rasgado debaixo da cama dela.

Est�o procurando por digitais e DNA.

Tudo que temos � um cigarro, mas foi encontrado no jardim

-na frente da porta da Quinn. -Tomara que a per�cia ache DNA.

Do contr�rio, temos um monte de nada.

Com exce��o de Ray Wilson, claro.

-Devemos ach�-lo? -N�o.

Vamos falar com o Sargento Cole.

Quanto mais soubermos sobre Ray Wilson antes, melhor.

Vamos dar um passeio em Jersey.

RESID�NCIA DE TOM COLE S�BADO, 7 DE JANEIRO

Isso a�! Agora voc�s n�o conseguem me parar.

Cuidado! Ai meu Deus...

Quem est� ganhando?

A juventude.

-Voc� deve ser a tenente Benson. -Sim.

-E este � o detetive Carisi. -Tom Cole.

Lugar legal que voc� tem.

Obrigado. Minha esposa faz tudo.

Eu s� asso as carnes.

Vamos a um lugar mais reservado.

-Sentem-se. -Deixarei voc�s conversarem.

Tem certeza que n�o querem nada?

-Caf� ou ch�. -Estamos bem, obrigada.

-Linda. -Linda.

Eu falei com a Quinn h� algumas horas.

Ela ligou para voc�?

Sim, ela est� desolada e aterrorizada.

Ela est� convencida de que Ray Wilson fez isso.

Eu entendo.

Ent�o voc� e a Quinn s�o pr�ximos.

Minha esposa e eu, meio que a acolhemos.

Ela disse que voc� falou com Ray Wilson.

Sim, depois daquela carta que ele mandou,

Quinn ficou nervosa e com medo dele voltar a persegui-la,

ent�o eu fui visit�-lo.

Me reapresentei, sabem como �.

-E como foi? -Tudo bem.

Considerando o quanto ele � ferrado.

Ele ainda � obcecado pela Quinn.

Ent�o dei umas dicas sobre como � uma condicional.

Lembrei-o de n�o se aproximar, ou morar,

-em um raio de 56 km. -E trabalho?

� outra hist�ria. Ele trabalha onde quiser.

Agora, ele � chefe em um restaurante franc�s

h� 20 quarteir�es do apartamento da Quinn.

Nada que possamos fazer.

Sabe o nome do restaurante?

Lafayette, eu acho.

E se voc� lembrar de mais alguma coisa,

pode nos ligar a qualquer hora.

Vou ai em um segundo.

E a aposentadoria...

Como te parece?

Como se devesse ter me aposentado antes.

Ele trabalha em um restaurante chamado Lafayette Grand Caf�.

Fica na Lafayette com a Great Jones.

Pegue o Fin e v� at� l� o quanto antes.

Obrigada, Rollins.

Est� tudo bem?

Sim, � que...

Estou pensando.

�, sobre o qu�?

Sobre o pr�ximo cap�tulo.

E?

E esse � o final dessa conversa.

LAFAYETTE GRAND CAF� S�BADO, 7 DE JANEIRO

Vamos, vamos, vamos r�pido.

Vamos acelerar, pessoal, temos 120 pratos para hoje.

-Ray Wilson. -Posso ajud�-los?

Somos os detetives Rollins e Tutuola.

Queremos conversar sobre Quinn Berris.

Podemos ir em outro lugar?

Por que me perguntar sobre a Quinn?

Para saber onde estava ontem.

-Por que querem saber? -Por que n�o nos responde?

-Funciona melhor assim. -Para voc�s.

Quer ir para a delegacia?

Tornar isso mais formal, na sala de interrogat�rio?

Tudo bem.

Eu estava em Belmar.

O que fazia por l�?

-Orando. -Como �?

-Estava no grupo da igreja. -Grupo da igreja?

Aconteceu alguma coisa com a Quinn?

Que horas voc� saiu?

N�o falo mais nada at� me dizerem o que aconteceu.

Ela foi estuprada.

E voc�s acham que fui eu?

N�o, est�o loucos. Fiquei na igreja das 19h at�...

-At�? -Pr�ximo das 22h30.

S�o muitas ora��es, Ray.

�, eu n�o sabia que havia um limite.

Precisamos dos nomes de todos

com quem voc� estava.

"Comportemo-nos com dec�ncia, como quem age � luz do dia,

n�o em orgias e bebedeiras,

n�o em imoralidade sexual e deprava��o,

n�o em desaven�a e inveja."

Isso � um "sim",

-esteve com Ray Wilson ontem? -Correto.

N�s discut�amos o significado

e nuances dessa passagem: Romanos 13:13.

-E quando a reuni�o come�ou? -�s 19h.

E quando acabou?

N�s est�vamos aqui, at� tarde da noite,

conversando e celebrando o poder de Cristo.

Isso � �timo.

Mas preciso saber que horas a reuni�o acabou.

Foi as 21h, 22h?

Sem chances do Ray ter cometido essa atrocidade.

-Por qu�? -Porque ele � uma boa pessoa.

A luz dele est� come�ando a brilhar.

Estamos todos orgulhosos dele.

Fico feliz em ouvir, mas preciso saber

que horas a reuni�o acabou.

Deveria se juntar a n�s, detetive.

Nunca � tarde para rejubilar na gl�ria do Salvador.

Estou bem. Por favor diga a que horas

essa droga de reuni�o acabou.

Alguma sorte com as filmagens de seguran�a

do apartamento da Quinn?

-N�o, ainda n�o. -Continue procurando.

Mande mais policias para a cena.

Fa�a-os vasculhar a vizinhan�a,

mostrem fotos do Ray, quem sabe ele...

esteve por l�.

Observando, esperando.

Voc� acha que foi ele?

�s vezes a resposta certa � a mais simples.

Navalha de Occam, certo?

Ou talvez ele realmente encontrou Deus

e tirou todo aquele lado negro do corpo dele.

� poss�vel, mas a pris�o normalmente te deixa pior,

n�o melhor, infelizmente.

Assim como ser um policial.

Quem � voc� e o que fez com o Carisi?

Voc� se sente assim?

Fale comigo daqui a 20 anos.

Falarei.

E voc� ir� ver...

que o trabalho n�o faz voc� mudar,

faz voc� ser mais de quem �.

Escute s� isso... Ray Wilson disse a verdade.

-O cara estava orando. -E limpando.

Temos v�deos dele lavando a lou�a na igreja

�s 22h50, ent�o mesmo saindo �s 22h51

e dirigindo como um louco, n�o estaria aqui antes de 00h.

A Navalha de Occam n�o ajudou muito.

Est�o dizendo que n�o foi o Ray que fez isso comigo?

Temos evid�ncias que sugerem

que ele estava em New Jersey na hora do crime.

Mas se n�o foi o Ray, quem foi?

Ainda n�o sabemos, mas vamos encontr�-lo.

Espero que sim.

Certo...

Vamos falar sobre o que aconteceu antes.

Voc� disse que trabalhou at� tarde.

E ent�o foi para um bar, certo?

Agora, voc� se lembra de algo incomum l�?

Algu�m encarando ou olhando voc�?

Tinha um cara, que estava me encarando.

Por um segundo, achei que fosse o Ray,

mas n�o era, s� parecia com ele.

Olhe...

Definitivamente um pouco paranoica.

-Tudo bem. -Fiquei paranoica desde...

Est� tudo bem. � completamente normal.

Eu entendo.

Respire fundo.

Quando nos conhecemos,

voc� disse que Ray Wilson perseguiu voc� por anos.

Sim.

Eu acho que exagerei um pouco.

Eu s�...

Esse m�s, desde que o Ray voltou para New Jersey,

eu sinto como se algu�m estivesse me observando.

Chegou a ver algu�m observando voc�?

N�o.

�...

� s� um sentimento.

E...

E voc� tem a sensa��o de que existe

essa energia negativa na sua dire��o.

Um cara que eu namorava, viu algu�m uma vez.

Olhando meu apartamento, bem cedo.

E ent�o, a noite, ele viu o mesmo cara

olhando do outro lado da rua.

-Quando foi isso? -H� tr�s semanas.

Ele deu uma boa olhada nesse cara?

N�o, ele s� disse que era branco e da minha idade,

e eu assumi que fosse o Ray.

Certo. Qual o nome do seu ex?

Jack Price.

Tamb�m precisamos do nome do bar onde voc� estava

na noite do ataque.

WISE MEN DOMINGO, 8 DE JANEIRO

Sim, � Quinn. Ela vem sempre aqui.

Ela trabalha na consultoria do outro lado, Chatterton.

Ela esteve aqui h� duas noites.

-Lembra-se de ter visto ela? -Sim.

Ela estava com alguns colegas.

Notou algu�m observando ou encarando ela?

Todo mundo encara a Quinn. Ela � linda.

E tem essa energia intensa...

Estou come�ando a me preocupar, Nate.

S� estou dizendo, ela � incr�vel.

Mas n�o, n�o notei ningu�m a seguindo

ou agindo estranho.

Mas ela teve uma discuss�o intensa

-com um dos colegas. -Como sabe?

Ele jogou a garrafa de cerveja no ch�o.

Precisei coloc�-lo para fora.

Sabe o nome dele?

Aquilo n�o foi nada, est�vamos discutindo

sobre um cliente se aproximar ou n�o

-do movimento milenar. -� um movimento agora?

N�o � minha culpa as pessoas da minha idade

serem abertas a ideias novas.

Parab�ns, voc� � inovador.

O que n�s queremos saber � o que aconteceu depois do bar.

Quinn e eu trabalhamos juntos h� quatro anos.

N�s gostamos e respeitamos um ao outro,

somos amigos... somos bons amigos.

Ela me ligou no dia seguinte. Falei para ela

-ficar no meu apartamento. -N�o foi essa a pergunta.

O que queremos saber �, aonde voc� foi

depois que saiu do bar?

S�rio? Est�o querendo um �libi?

N�s parecemos bem s�rios, certo?

Ent�o, v� com calma e conte os detalhes.

Se eu j� vi algu�m no apartamento da Quinn?

Por qu�? O que aconteceu, ela est� bem?

Ela est� bem. Investigamos uma reclama��o.

E Quinn nos disse que voc� viu algu�m parado

em frente ao apartamento de manh� e a noite de novo.

-Eu vi. -Viu como ele se parecia?

-Sim. -Chegou perto dele?

Muito. Eu o confrontei.

Perguntei o porqu� dele estar ali.

Me perguntou da Quinn. Mandei ele cuidar da vida dele.

Ele me xingou, me empurrou, e eu bati nele.

No rosto.

Nunca mais o vi.

-Voc� contou a ela? -N�o.

N�o quis assust�-la.

Falei que havia visto algu�m para ela ter cuidado.

Est�o aqui para me prender por bater em um palha�o?

N�o. Queremos mostrar algumas fotos para voc�.

Esse aqui parece o palha�o que voc� bateu?

-N�o. -E esse aqui?

Eu n�o estava perseguindo a Quinn.

Era mais uma preocupa��o.

Como �?

Eu s� queria saber se ela estava saindo

com aquele Jack Price ou n�o.

Meu primo tem um lindo apartamento em Aspen,

que eu poderia usar e eu ia convidar a Quinn.

Mas eu queria saber se ela tinha algu�m,

ent�o fui ao apartamento dela em uma manh�.

E mais tarde no mesmo dia.

Certo, sim, eu meio que pirei um pouco,

mas n�o estava seguindo ela, por favor,

n�o de um jeito estranho.

N�o tem outro jeito de seguir algu�m.

N�o, o que quero dizer...

Beleza, Quinn e eu...

achei que est�vamos nos dando bem.

E uma noite, n�s meio que ficamos.

Ou.. quero dizer, nos beijamos,

mas, da� eu perguntei a ela e ela me cortou, e...

-Voc� o qu�? -N�o pude deixar para l�.

N�o, n�o tenho orgulho disso. Mas n�o parei de pensar nela

e eu ouvi ela falando de um cara

e n�o pude deixar de imaginar Quinn com um cara qualquer.

Espere, n�o... pode n�o contar nada disso para ela?

Ela nunca me perdoar� e depois do que passou, vai me odiar.

Antes de se preocupar com isso, falemos de voc�

e da noite do ataque.

Depois que deixou o bar, foi ao apartamento dela?

N�o, depois daquele cara me dar um soco,

-eu nunca mais voltei, nunca. -Mas voc� ligou para ela?

-Sim. Para me desculpar. -Depois de sair do bar.

-Mas ela n�o atendeu. -E onde estava quando ligou?

Eu estava em frente ao restaurante Coreano,

perto do meu apartamento, na Spring e Varick.

comprei chocolate de am�ndoas e um ma�o de cigarros.

-Voc� fuma? -Ocasionalmente, sim.

� ruim para sua sa�de. Causa c�ncer.

Mesmo em mil�nios.

N�o guarde a p� ainda, Ryan.

Continue cavando.

-Esse cara � irritante, mas... -Mas o qu�?

Meu instinto diz que n�o � ele.

Bem, instinto � bom, mas DNA � melhor.

-Concordo, mas n�o neste caso. -O que quer dizer?

O DNA do cigarro chegou.

Combina com Ray Wilson.

Ray Wilson? O cara com o �libi perfeito?

O pr�prio.

Certo, ent�o se Wilson estava em Jersey

a noite toda, rezando, como o cigarro dele

apareceu no p�tio da Quinn

no West Village?

Wilson estava em Nova Jersey, mas o seus cigarros

e DNA em Manhattan. Faz muito sentido.

Talvez foi em outro momento. Um ou duas noites antes.

Poss�vel, mas choveu muito na noite anterior ao ataque.

A amostra estava muito intacta para ter estado na chuva.

O cigarro deve ter sido deixado na noite do ataque.

-Ent�o foi plantado. -Ent�o algu�m seguia

Ray Wilson, esperando ele largar um cigarro.

Vamos voltar, falar com Wilson e ver se talvez

ele lembre de algu�m seguindo ele, observando.

Ent�o quem seguia estava sendo seguido.

-� s� ir�nico ou estranho? -Os dois.

RUA FRANKLIN, 53 SEGUNDA-FEIRA, 9 DE JANEIRO

E agora?

Acusando-me do assassinato do Kennedy?

N�o, na verdade, acreditamos em voc�.

Sabemos que n�o estava em Manhattan na noite do crime.

-Certo. Por que est�o aqui? -Achamos que plantaram

sua bituca de cigarro no local.

Notou algu�m suspeito observando voc�?

Quando sai da pris�o, voc� acha que o mundo todo te observa.

Julgando, te odiando.

Algu�m em particular?

Sim, eu percebi...

-um carro. -Seguindo voc�?

Estacionado perto do restaurante.

Um Cadillac preto, eu acho.

Eu estava fumando e notei um carro

em vaga dupla, ligado.

Beleza, quando foi isso?

Um dia antes de voc�s entrarem no restaurante me acusando.

-Voc� viu o rosto? -N�o.

E a placa?

N�o sou policial, sou um chef.

Costumava ser, afinal, at� voc�s aparecerem.

Fui demitido ontem.

Certo, o que temos?

Filmagens do restaurante onde Wilson trabalhava.

Um Cadillac preto estaciona em frente ao restaurante, certo?

Mesmo dia que Quinn foi atacada, 15h05.

Ele sai do carro, vai at� a entrada da cozinha

e 5 segundos depois, ele volta e vai embora.

Certo, � a entrada onde Wilson

-vai fumar. -Sim, a mesma.

E ent�o este cara sai com a butuca de cigarro.

-Parece que sim. -Apuramos a placa?

Com certeza. O carro � pertence a Linda Cole

de Montclair, Nova Jersey.

A esposa do sargento Tom Cole?

Policial amigo e salvador da Quinn?

Esse mesmo.

Ent�o nosso policial her�i e aposentado plantou a prova?

Para prender Wilson por achar que ele cometeu o crime,

ou para encobrir ele pr�prio, porque ele � o culpado?

Bom, tem que ser a �ltima.

Pois ele pegou a butuca antes do ataque acontecer.

O que significa que ele planejou tudo.

Voltem a falar com o sargento Cole

e vejam se ele admite

estacionar o carro no restaurante.

Vamos ver se ele mente.

Tomem cuidado, ele pode estar aposentado,

mas ainda � um policial.

RESTAURANTE DO JAKE TER�A, 10 DE JANEIRO

Fico feliz que veio nos encontrado, Tom.

-Tenho tempo. -Em uma virada surpreendente,

a UCC nos deu respostas rapidamente.

Em menos de 3 dias. Quem subornaram?

-Exato. -Achamos uma bituca

fora da casa da Quinn, tinha o DNA do Wilson.

A� est�. Uma vez vagabundo, sempre vagabundo.

T�m certeza que ele � o cara?

Parece que sim, mas a cronologia est� um pouco irregular.

Por isso tentamos eliminar poss�veis suspeitos.

� mais "suspeitos te�ricos", por causa do promotor.

Esse cara, Barba, � met�dico, quer que chequemos tudo

-antes de acusarmos algu�m. -Por isso estamos aqui.

Quer que chequemos todos com quem Quinn falou

-no dia do incidente. -E registros mostram

que ligou para Quinn algumas vezes

no dia anterior ao incidente e uma no dia.

Sim, queria atualiza-la sobre o Wilson.

Falei com o oficial da condicional dele.

Me sinto mal com tudo isso.

Esse in�til, Wilson, merece morrer.

N�o discordo.

Se n�o se importa, pode nos dizer

onde estava na noite do ataque?

Entendo, precisa do �libi para satisfazer o promotor.

Como disse, esse cara � um p� no saco.

A n�o ser que aja um motivo para n�o querer contar.

N�o, tudo bem. Estava em modo aposentado.

Jantei com minha esposa,

depois fiquei no por�o.

Estou construindo uma adega. � meu novo hobby.

-Colecionar ou beber? -Ambos.

Avisem-me quando o prenderem.

Abrirei um Bordeaux em honra ao Wilson.

Sabe, podemos abrir a garrafa

no restaurante do qual ele foi demitido.

-Sr. Chef. -Subchefe.

Isso, Subchefe.

Por muito tempo, achei que diziam Chefe de Sopa.

Que diabos eu sei? Sou s� um policial de Jersey.

Ent�o foi l� que falou com Wilson,

no restaurante?

No restaurante? N�o. Nunca estive l�.

Foi em Jersey, fora de seu apartamento.

Obrigado por seu tempo, Tom.

Obrigada pela ajuda.

O sem vergonha est� mentindo.

Muito obrigada.

Linda.

Desculpe incomoda-la em seu trabalho.

Tenente, o que faz aqui?

Surgiram algumas perguntas sobre a Quinn

e gostar�amos de falar com voc�.

Bem, como posso ajudar?

Confidencialmente, estamos cercando Ray Wilson.

Achamos que ele a tem seguido

por cerca de um m�s e agora, � claro,

precisamos provar, o que � bem dif�cil.

Tentamos montar uma cronologia de onde ela esteve.

Come�amos com a noite do ataque

-e vamos retroceder. -Faz sentido.

Sim. Quinn disse que jantou

com voc� e Tom naquela noite.

N�o, n�o a vejo h� meses.

N�o sei porque ela diria isso.

Sabe, talvez esteja confusa.

N�o � incomum. Esse tipo de trauma

pode causar problemas de mem�ria.

Ent�o... tem certeza de que n�o esteve em sua casa.

N�o, est�vamos s� eu e Tom.

Um belo e calmo jantar rom�ntico?

�, algo do tipo.

Comemos at� cerca de 20h30

e depois ele foi para o por�o.

Est� construindo uma adega.

Meu marido � um suspeito, Tenente?

Sim.

Ele �.

E se sabe de algo, por favor, diga.

Linda, precisamos de sua ajuda.

Voc� tem uma filha.

E Quinn nos contou que eram amigas.

N�o acredito que isso est� acontecendo.

Na noite do ataque...

Tom ficou mesmo no por�o a noite inteira,

trabalhando na adega?

Ele ficou, por um tempo.

Mas ele estava bravo, confuso.

E ent�o ele saiu.

Disse que ia � Home Depot,

mas n�o o vi novamente at� de manh�.

Ele disse...

se algu�m perguntar,

diga que fiquei em casa a noite toda.

Tudo bem, Linda.

Tem algu�m com quem pode ficar por um tempo?

Minha irm�.

V� para l� hoje.

Entraremos em contato.

A esposa do Cole acabou com o �libi dele.

O suficiente para o prendermos?

Sim, ligue para o Barba

e pe�a para ele emitir um mandado de pris�o.

Rastreie a Quinn.

Acho que est� ficando no Park Milano com a m�e.

-Conte o que est� acontecendo. -Certo.

HOTEL PARK MILANO QUARTA, 11 DE JANEIRO

Detetive Rollins, este � Tutuola.

Procuramos uma h�spede de voc�s, Quinn Berris.

Ela ficou aqui nas �ltimas noites com a m�e.

Sim, eu a vi h� 20 minutos.

- Uma mo�a muito legal. - Estava sozinha?

N�o, acho que estava com um homem.

� esse cara?

N�o tenho certeza, n�o olhei bem.

Ela disse aonde estava indo?

N�o, desculpe.

Quinn, � a detetive Rollins.

Ligue para mim ou para a ten. Benson

assim que ouvir isso.

Ligarei para Liv para avisar o que est� havendo.

-O que foi agora? -Estamos procurando a Quinn.

Por qu�? O que houve?

-Ela est� bem? -N�o sabemos.

Desativaram o celular dela, n�o d� para rastrear.

N�o acredito que Tom faria uma coisa dessas.

Linda, ou�a, pense, por um minuto, que ele fez.

Certo? Para onde ele estaria indo?

Sabe onde ele se esconderia?

-Possuem outra propriedade? -N�o.

O irm�o do Tom possui uma velha casa de fazenda em Harding.

Ele nunca fica l�, mora em Boston.

Tom tem feito umas reformas para ele.

Linda, sei que isso � muito dif�cil para voc�.

Mas preciso do endere�o exato imediatamente.

Como est� o andamento do alerta?

As autoridades de pontes e t�neis

t�m a placa do carro e foto, mas sem sorte.

Eu e Carisi estamos seguindo uma pista da esposa do Cole.

� uma casa de fazenda em Harding,

fica a uns 10 minutos.

Depois voltaremos para a cidade.

Acabei de receber uma foto da Ponte GW.

� o Cole, ele est� com a Quinn.

Est� sentada ao lado dele.

Quando foi tirada?

H� 45 minutos.

Ligue para a pol�cia estadual e para o FBI agora.

Precisamos de toda ajuda poss�vel, certo?

Aqui � a detetive Amanda Rollins, NYPD, UVE.

Tenho um caso de sequestro.

� aqui.

Certo, vamos dar uma olhada.

-Tome cuidado, Carisi. -Estou bem.

Eu disse para ter cuidado.

-Parece estar vazio. -Sim.

-Cadillac preto. -Preparado?

Vamos l�.

Arma!

Sargento Cole?

� a tenente Benson, sei que est� a� em cima.

Socorro! Ele est� com uma arma!

Aqui � o detetive Carisi, UVE.

Estou na estrada Timber Lane, n� 31.

Tenho um suspeito. Est� bloqueado e armado.

Possui uma ref�m.

Mande uma equipe t�tica e uma de negocia��o agora.

Tenente Benson.

Precisa ir embora agora.

Vamos conversar e resolver, sargento. Vamos conversar.

-N�o h� nada a ser dito. -Claro que h�.

Sempre h� algo a ser dito.

E quero ouvir o que voc� tem a dizer.

Quero entender, mas, antes,

precisa libertar a Quinn, certo?

Ela est� segura.

Est� aqui comigo.

Onde � o lugar dela.

N�o, Cole. O lugar da Quinn � em Nova Iorque.

O lugar dela � com a fam�lia e com os amigos,

e voc� sabe disso porque � um homem inteligente.

Voc� � um policial aposentado e sei que entende isso.

Sei o que est� fazendo, Benson.

Poupe-me da baboseira de psiquiatria.

Eu disse as mesmas coisas quando estava trabalhando.

Fazer o criminoso sentir-se seguro, no controle.

Trate-o com respeito.

� tudo besteira. Sei disso, voc� tamb�m sabe.

Certo, ent�o serei honesta e direi que precisamos

pensar em algo r�pido, antes que a SWAT e o FBI cheguem.

Podemos fazer isso?

Fique calada.

Vai ficar tudo bem.

Vou tentar v�-lo.

Tome cuidado.

Por um segundo...

por um est�pido segundo,

achei que ela se importava comigo.

Que era grata por eu ter entrado em sua vida,

que entendia os sacrif�cios que caras como eu fazem

para mant�-la segura.

Voc� a manteve segura.

E precisa mant�-la segura agora.

Para ela cuspir na minha cara de novo?

N�o retornar minhas liga��es?

Cancelar o jantar?

Em toda minha vida vadias belas como voc�

se aproveitavam e depois me ignoravam.

Sabe o que fiz por 20 anos?

As coisas que vi?

As vidas que salvei?

Voc� n�o se importa.

Eu me importo.

E eu me importo porque te entendo.

Voc� e eu dedicamos nossas vidas ao trabalho,

nos entregamos a ele.

E voc� est� certo.

Somos subestimados.

As pessoas n�o entendem, n�o entendem.

Est� absolutamente certo.

N�o � uma sensa��o boa, mas n�s dois sabemos

que isso n�o � culpa da Quinn.

Ent�o precisa deix�-la ir. Tudo bem?

Voc� � policial, sei que entende isso.

Ent�o preciso que me escute

e entenda que voc� tem a oportunidade,

agora, aqui mesmo,

de levantar-se e fazer a coisa certa

mais uma vez.

Quer dizer, uma �ltima vez.

Tom...

Ou�a-me, quero que pense na sua esposa.

Quero que pense na Linda, aquela mulher que te ama.

Quero que pense na sua filha que te ama.

As duas te amam. Agora me escute...

Elas n�o me amam.

Sim, elas amam.

Tom? Tom, h� um futuro aqui.

Voc� tem um futuro.

N�o, n�o h�.

Eu dei 20 anos.

Diga a Linda que sinto muito.

Ou�a, me escute, respire, me escute agora.

Tudo bem? N�o desligue.

Realmente sinto muito.

Fiz o melhor que pude.

Tom.

Tom...

Largue sua arma, agora.

Tudo bem.

N�o fa�a isso.

Sou policial, assim como voc�.

N�o tem que terminar assim.

� tarde demais para isso.

Voc� est� bem. Est� bem.

Quinn? Quinn, olhe para mim. Olhe para mim.

Quinn? Quinn, olhe para mim, olhe para mim.

Voc� est� a salvo. Quinn, est� segura agora.

Voc� est� a salvo. Est� segura.

Peguei voc�. Te peguei.

Peguei voc�.

Como est� aguentando, Liv?

Estou bem.

O sindicato est� enviando um representante a delegacia.

Estar� com voc� quando depor.

Entendi, obrigada.

Ent�o, te levar�o ao hospital

por medida de precau��o, tudo bem?

Ele disse que eu era ingrata.

Eu o agradeci, apreciei... N�o entendo...

Quinn. Isso n�o � culpa sua.

Entendeu?

Caras como Cole, s�o...

predadores.

E eles procuram por luz, por bondade e...

tentam roub�-la.

Mas me prometa que n�o vai se culpar por isso.

Obrigada, tenente.

Como ela est�?

Ela n�o entende por que ele faria isso com ela.

Nem eu. Talvez todos aqueles anos no trabalho,

lidando com os piores, como sair imaculado?

N�o, ser policial n�o o mudou.

Ele sempre foi ruim, apenas...

demorou um tempo para se revelar.

Tenente, obrigado.

Por me ajudar l� atr�s, te devo uma.

Espero que n�o queira se aposentar por isso.

N�o. Exatamente o contr�rio.

Liv? Aposentar? N�o mata a gente n�o, fia!

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