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A HIST�RIA A SEGUIR � FICT�CIA
N�O RETRATA EVENTO, ENTIDADE OU PESSOA REAL.
No sistema de justi�a criminal, crimes sexuais
s�o considerados especialmente hediondos.
Na cidade de Nova Iorque os dedicados detetives
que investigam esses delitos b�rbaros
s�o membros do esquadr�o de elite
chamado Unidade de V�timas Especiais.
Estas s�o suas hist�rias.
Doces ou travessuras!
-Oi, M�e. -Ellis, querido, entre.
-Aqui est�. -Patrick, olhe!
-N�o s�o lindas? -Legal.
-Oi! -Oi.
Nunca deveria ter me mudado.
�, mas quem iria trazer o vinho super caro?
Gostou? Bordeaux. Combina��o de cabernet e Merlot.
Meu chefe recomendou...
logo depois de me promover.
Sim, sou
o novo negociante de renda fixa Goldman Sachs.
Ganha o qu�? US$200, US$300 mil por ano?
O dobro de mim.
-Querido, estou t�o orgulhosa. -Obrigado, m�e. Obrigado.
-Vamos celebrar. -Sim, sim,
-mas n�o posso demorar. -Eu sei.
� fim de semana de Halloween. Voc� tem festas.
Mas n�o esteja de ressaca amanh� cedo.
Vamos limpar a garagem.
A menos, � claro, que seja muito bom
para ajudar seu velho.
Oi, sou Ellis.
-E voc� � quem? -Minha prima, Janie.
E n�s vamos dan�ar...
sem voc�.
-Espere, ele � bonito. -N�o.
Ei, aqui. Permita-me.
Acervo secreto.
Certo. Jordan Spieth...
Isso n�o � fantasia. � minha roupa normal.
Al�m do mais, tenho mais cabelo que ele.
-Voc� gosta de golfe? -N�o.
-N�o? -Te vejo por a�.
Desculpe...
A porta n�o estava trancada.
Voc� est� bem?
Eu te conhe�o. Evan.
Ellis.
Est� muito quente aqui.
-Me solta. -Saia de cima dela.
-O que est� fazendo? -Qual problema, cara?
-Tudo certo, cara. -N�o quero
-brigar com voc�. -Ent�o sai fora.
-O qu�? Chamou a pol�cia? -Quem ligou para emerg�ncia?
-Fui eu -N�o tem nada aqui.
Esse cara... estuprou aquela mo�a!
Do que voc� est� falando?
-N�o... Isso � loucura. -Para tr�s, senhor.
Certo, isso... Eu n�o fiz nada.
Eu n�o... Eu n�o fiz nada.
Eu n�o...
Tenente.
Estou indo para casa. O que pegou?
-Poss�vel tentativa de estupro. -Nada disso.
-Cad� a v�tima? -Hospital. Rollins foi para l�.
Coloque-o no interrogat�rio.
-Vamos. -Vamos � sala de espera.
Ele n�o testemunhou nada.
Certo, por que n�o se senta?
N�o, o cara ingl�s acha que viu,
mas est� enganado.
Deixe-me explicar que tudo vai se resolver.
-Est� bem? -Eu acho que n�o.
J� � viral!
Law & Order SVU 18x05 Rape Interrupted
Equipe Queens Of The Lab - Diabolicamente Majestosas -
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Kings: TatuW | Netto
Queens: LaryCarvalho | Kari | Lynne
Queens: Lu Colorada | Keila
Certo, Rollins. Mantenha-nos informados.
Nossa v�tima, Janie Spears, ainda inconsciente,
ingeriu muito �lcool.
E o garoto diz que foi consensual?
Ellis Griffin, disse que conheceu Janie na festa.
Faziam sexo ao ar livre, no parque,
quando um turista, Brian Dancy,
"entendeu errado" e ligou para o 190.
Um ele disse, ele disse, ela n�o disse.
Certo. Ellis estava b�bado tamb�m?
Sim. Pelo seu cheiro, muito.
Ele pediu uma liga��o? Advogado?
N�o, quer contar o seu lado.
Certo, vamos dar a ele um pouco de caf�.
Conseguir um depoimento.
-Fin? -Brian brit�nico, estou nessa.
Lucy, sinto muito.
Chegarei bem tarde. Tchau.
Oi, Ellis.
-Trouxe caf� para voc�. -N�o, estou bem.
Sou a tenente Benson.
Queremos ter certeza que esteja l�cido o suficiente
para responder algumas perguntas.
Ent�o, Ellis, porque n�o come�amos com voc� dizendo
o que houve esta noite.
Estava na festa de Halloween.
Janie... Janie e eu nos conhecemos.
Est�vamos dan�ando, curtindo, bebendo, dan�ando, etc.
Ellis, precisamos de detalhes.
Ajudaria se voc� pudesse explicar
-todo o "etc". -Estou um pouco nervoso.
N�o � porque fiz algo errado.
Ellis, n�o tenha pressa. Certo?
Apenas diga o que aconteceu.
Tudo come�ou quando a encontrei no banheiro.
Ela disse que precisava de ar, ent�o fomos para fora.
Voc� se lembra que horas eram?
N�o sei. Depois da meia-noite?
N�o sei. Ela parecia b�bada, mas estava bem.
"Bem"? O que "bem" quer dizer?
Ela estava conversando, rindo.
Ent�o andamos pelo parque.
Foi quando ela me beijou.
Sim, mas juro por Deus que ela queria.
-Aquela garota n�o queria. -Como pode dizer isto?
Ela n�o se movia. Ele estava em cima dela, acredite.
Ent�o o que voc� fez?
Gritei, "Pare." O pervertido n�o ouviu.
Se aproveitava de uma garota indefesa.
Ent�o liguei para o 190.
O que fez at� os policiais aparecem?
Tirei-o de cima dela, ele levantou, fechou a braguilha.
-Disse, "Ela est� bem." -Mas ela n�o estava.
Voc� e Jane estavam se beijando.
Ent�o, como tudo aconteceu t�o r�pido?
A gente estava entrando no clima.
Senti ela puxar meu cinto.
Continue.
Ela caiu em cima de uma pilha de sacos de lixo
que estavam empilhados. E eu...
eu ca� em cima dela, e quando...
quando percebemos...
E n�s... Parecia rom�ntico, sabem?
E... Eu a beijei novamente. E ent�o n�s...
E voc�...
Come�amos... Come�amos a transar.
Eu sei, n�o � legal.
N�o � legal fazer sexo em cima do lixo, eu sei.
Mas... � o que era. Isso � o que era.
Era sexo consensual entre dois adultos.
Ela permitiu?
-Voc� a ouviu dizer, "Sim"? -Sim.
Sim! Est�vamos nos curtindo o tempo todo.
At� que aquele brit�nico gritou e os policiais chegaram.
Ellis, o brit�nico, nossa testemunha,
disse que ela parecia estar inconsciente.
Talvez ela tenha adormecido.
Mas dizer que eu a estuprei...
isso � loucura.
Ellis, entendo porque voc� se sente assim.
Sinto-me assim porque essa � a verdade.
Perguntem a Janie.
N�s iremos.
Janie acabou de acordar.
J� voltamos.
HOSPITAL MERCY S�BADO, 29 DE OUTUBRO
Janie, voc� sabe por que est� aqui?
Porque sou idiota e tive intoxica��o alc�olica.
Voc� foi encontrada no parque, ontem � noite,
deitada perto de alguns sacos de lixo.
Por isso meu cabelo fede.
Quando voc� foi encontrada, estava inconsciente.
Voc� se lembra de estar l� com algu�m?
N�o, n�o lembro. Algu�m quem?
Uma testemunha disse que a viu com um homem.
Voc� se lembra de fazer sexo noite passada?
N�o. N�o lembro.
N�o lembro, certo? Eu lembro...
Lembro de estar na festa.
Voc� saiu de l� com algu�m?
Eu n�o sei com quem estava.
Meu Deus, � por isso que estou dolorida aqui.
Precisamos do corpo de delito.
Corpo de delito? Eu n�o tenho seguro.
-Quanto custa? -N�o � cobrado.
Tem uma Leah Simes aqui.
-� minha prima. -Tudo bem.
-Ela estava na festa. -Ela esteve te ligando.
-Posso v�-la? -Sim.
Detetive Rollins?
Est�vamos conversando sobre ontem.
-Jane, voc� est� bem? -O que aconteceu?
-Voc� foi estuprada. -Como voc� sabe?
Est� na Internet. As pessoas est�o falando,
chamando-a de Menina do Lixo, jogada no lixo.
Quer dizer que fizeram sexo comigo
enquanto eu estava apagada?
Janie, voc� bebeu muito ontem � noite.
Voc� se lembra de consentir sexo?
Eu n�o diria "tudo bem" no ch�o daquele jeito.
Ele a estuprou. Esse filho da m�e
estuprou minha prima.
Tem compromisso no s�bado?
Eu deveria ajudar meu pai a limpar a garagem.
Ellis, conversamos com a Janie.
E ela n�o se lembra o que aconteceu.
Talvez eu possa falar com ela.
Ela vai se lembrar ao olhar meu rosto.
Pode ser, mas n�o podemos fazer isso.
Mas gostar�amos de tirar uma amostra do seu DNA.
Pode se voluntariar.
Ou ligamos, conseguimos um mandado.
N�o precisam fazer isso.
Que bom, porque precisamos do seu consentimento.
Eu realmente preciso sair daqui.
Isso ser� r�pido.
Abra a boca.
Liv, temos um problema.
Carisi, � melhor voc� sair tamb�m.
-O que foi? -O pai dele
-cancelou o interrogat�rio. -Ele n�o pode.
Ellis tem 22, n�o pediu advogado.
-Quem � ele? -Disse ser policial
do condado de Nassau.
Patrick?
-Olivia. -Patrick Griffin.
Voc�s se conhecem?
Meu primeiro parceiro.
N�o sabia que voc� tinha um filho.
Ellis n�o apareceu de manh�.
N�o atendia liga��es, eu rastreei o telefone dele.
Pensei que ele tivesse sido assaltado.
-Ele n�o est� machucado. -Por que ele est�
-no interrogat�rio? -Ele est� sendo investigado.
-Pelo qu�? -Estupro.
Ele n�o vai responder mais nada.
Ele n�o ser� mais questionado sem um advogado.
Quero que os depoimentos feitos sejam descartados.
Voc� sabe que n�o posso fazer isso.
Ele veio voluntariamente. N�o est� sob cust�dia.
N�o pediu advogado.
E n�o disse que o pai era policial.
-Vou lev�-lo embora. -Tudo bem.
Seja honesta.
Existem evid�ncias...
Temos uma testemunha que o viu sobre a v�tima.
Certo. Ent�o deve ser um engano.
Tudo bem.
Pai, o que est� fazendo aqui?
-N�o diga nada. Estamos indo. -Ellis, n�o saia da cidade.
Juro que n�o a estuprei.
-Estou tentando explicar. -Pare de falar!
Gostaria de dizer que foi bom te ver.
Vamos.
-Voc� est� bem? -Sim.
Griffin e eu temos hist�ria.
Quando sa� da academia, fui para a 55�.
E ele cuidou de mim.
-Ele me ensinou muito. -Fizemos tudo certo, Tenente.
Por que ele n�o disse que o pai era policial?
A primeira coisa que ensino � nunca falar com a pol�cia.
-Ele acha que n�o fez nada. -Esse � o segundo erro.
O primeiro erro foi transar com uma garota desacordada.
J� escutamos a vers�o do Ellis.
-Quero ouvir a da Jeanie. -Vou avisar a Rollins.
HOSPITAL MERCY S�BADO, 29 DE OUTUBRO
Oi, Janie.
Sou a Tenente Benson, da UVE.
-Como est�? -Um pouco melhor.
Quando posso pegar minha roupa?
Assim que a processarmos. Faz parte do corpo de delito.
Isso soa estranho.
Que eu fui estuprada.
Eu acho que fui.
Janie, j� faz algum tempo
desde que voc� acordou.
Consegue lembrar de alguma coisa?
Na verdade, n�o.
Est� confuso.
Nossa mem�ria pode ser complicada.
Qualquer coisa que lembrar pode ser �til.
Eu mal lembro de um cara entrando no banheiro.
Leah o conhece.
Ellis.
Certo, eu gostaria...
Vou te mostrar algumas fotos, veja se identifica algu�m.
Ele.
�, Ellis.
Foi ele?
Janie, o Ellis disse que voc� foi com ele para fora,
por vontade pr�pria, e que voc� o beijou.
-E que voc�s transaram. -Eu lembro de beij�-lo.
Certo, se lembra de fazer sexo?
N�o, lembro de me sentir culpada por beij�-lo.
Mas voc� o beijou porque quis?
-Sim, acho que sim. -Por que se sentiu culpada?
Terminei com o meu namorado h� uma semana.
Eu mandei mensagem para ele ontem.
N�o achei que ficaria com algu�m t�o cedo,
especialmente com algu�m que saiu com a Leah.
Ellis saiu com sua prima?
�, tipo, uma vez.
Vou falar com a Leah.
Janie, eu gostaria de...
repassar tudo o que voc� se lembra
desde o come�o. Tudo bem?
Ellis e eu ficamos ano passado.
Ele parecia legal, mas � agressivo.
-Agressivo como? -Sexualmente.
Vamos falar da Janie.
Voc� viu os dois interagindo na festa?
Janie achou ele gato, mas ela estava b�bada
para saber o que queria.
Quando a garota diz que terminou com o namorado...
Ellis contou que a Janie disse isso?
�, e eu vi a Janie puxando o Ellis pela porta.
Parecia que a Janie tomava iniciativa?
Com certeza. Ela estava na dele.
-Ela parecia b�bada? -N�o mais que os outros.
Sou amiga do Ellis. Essa acusa��o � imposs�vel.
-Por qu�? -Ele � muito fofo.
Tem um bom trabalho.
As garotas se jogam nele, inclusive eu.
Ele n�o precisaria se aproveitar de ningu�m.
Janie e eu dividir�amos a carona.
Me despedi dos meus amigos.
Quando eu voltei, Janie e Ellis tinham ido.
Escutei os policiais falando sobre o Ellis e estupro.
Estamos tentando entender o que aconteceu.
Ellis ficou tentando dan�ar com a Janie.
Tentando ficar.
Ela estava b�bada, ele conseguiu o que queria.
As testemunhas n�o ajudaram.
Alguns dizem que a Janie estava muito b�bada
e outros dizem que ela estava bem
-e se jogando no Ellis. -O corpo de delito?
Positivo para s�men e combina com o Ellis.
-Ele n�o nega o sexo. -S� o consentimento.
-Sim. -E a Janie n�o lembra
-de ter dado. -Isso. E nossa testemunha
mant�m a hist�ria de que Ellis estava transando com a v�tima,
-que parecia desacordada. -Isso � suficiente.
Escute, o pai, seu ex-parceiro...
-Voc�s eram pr�ximos? -Sim, �ramos.
-�. -Ele foi meu mentor.
E meu amigo.
E agora eu tenho que avis�-lo
que irei prender o filho dele por estupro.
Obrigada por virem.
Viemos voluntariamente.
Vou me sentar, se n�o for problema.
N�o, se estiver tudo bem para o Ellis.
Ellis pediu que o advogado e o pai estivessem presentes.
Tudo bem.
Certo, ent�o...
Eu devo dizer que isso � muito s�rio.
Que Janie Spears est� bem consistente.
Que ela n�o se lembra de consentir.
E o corpo de delito confirmou o DNA do Ellis.
O que condiz com a hist�ria de que eles fizeram sexo.
Temos uma testemunha que viu o Ellis sobre a Janie
e que ela parecia desacordada.
-N�o foi isso que aconteceu... -Ellis, Ellis.
Ent�o por que estamos aqui?
A Promotoria ir� acusar Ellis de estupro.
Estamos dando uma oportunidade como cortesia.
Ellis, se houver alguma parte da hist�ria
que voc� queira mudar, qualquer parte
que tenha deixado de fora, agora � a hora.
-Talvez possamos resolver isso. -N�o escondi nada.
-Eu disse... -N�o fale, Ellis.
N�o est�o tentando resolver. Est�o tentando enterr�-lo.
Patrick, n�o � isso.
Estamos dando a ele uma nova chance.
Antes do qu�? Antes de prend�-lo?
Acredito que estender�o a cortesia
de deix�-lo se despedir da m�e?
Patrick, precisa me escutar.
Pelo meu distintivo, ele estar� aqui pela manh�.
N�s queremos provar a inoc�ncia dele.
-�s 8h00 amanh�. -Tudo bem.
Olivia, podemos conversar?
Patrick, estou tentando ser o mais correta poss�vel.
As evid�ncias indicam estupro.
Por favor, sente-se. Por favor.
N�o fa�a isso, Olivia.
Estou pedindo como algu�m que j� foi seu amigo.
Seu parceiro.
N�s dois sabemos que voc� pode fazer isso sumir.
Eu n�o posso.
� o nosso �nico filho.
Destruir� meu garoto.
Sinto muito, Patrick.
Mas � aqui que nos encontramos.
Nossa primeira apreens�o, voc� seguiu
um bandido at� uma sala, sozinha.
Ele alegou o sumi�o de dinheiro,
-drogas. -N�s dois sabemos
que n�o peguei as drogas ou o dinheiro.
Sim, mas se eu n�o tivesse testemunhado na Corregedoria
-que estava na sala... -Eu seria presa
-por um erro de iniciante. -Exatamente.
Como voc�, Ellis cometeu um erro de iniciante.
Ela estava b�bada. Ele devia saber.
Sim, ele devia.
Isto n�o � o mesmo que voc� e eu.
Isto � diferente. Seu filho estuprou uma garota desmaiada.
Isto n�o ir� sumir, Patrick.
Ent�o voc� enfrentar� a luta da sua vida.
Voc� e o Promotor
e toda a droga do seu Departamento.
Este caso se resume a consentimento.
Janie ainda n�o lembra,
mas diz que definitivamente n�o faria sexo
-naquela situa��o. -Qual a �ltima vez
que falou com ela? Pois lembran�as v�m em partes.
Repassei a hist�ria dela umas 6 vezes.
-Ela n�o lembra de consentir. -Sim, mas tamb�m
-n�o lembra de dizer n�o. -Sorte nossa,
termos a testemunha brit�nica no quarto do hotel,
presa na pol�cia de NY, esperando testemunhar.
Certo, e ele estava a 6 metros, estava escuro.
Temos certeza que a hist�ria dele � verdadeira?
-Quer que repassemos de novo? -Sim, eu quero.
E ter certeza que n�o estamos perdendo outra testemunha.
Verifiquem de novo as c�meras de tr�fego perto do parque.
Vejam se o TARU acha quem tirou esta foto na internet.
-Talvez saibam algo. -Entendido.
Olhe, s� estou tentando ser minuciosa
e garantir que demos a voc� todas as evid�ncias.
Liv, entendo que voc� e o pai eram parceiros.
-Sei que tinha uma liga��o. -Tinha.
Antes de tudo isto.
Minha primeira apreens�o,
Patrick estava no 2� andar cuidando de dois traficantes.
Eu, no primeiro, prendendo o terceiro,
sozinha em outro quarto.
Tinha uma pilha de dinheiro, um monte de drogas.
O criminoso me acusou de roub�-los.
Obviamente n�o roubei,
mas a Corregedoria veio pesado atr�s de mim,
at� Patrick testemunhar que estava comigo o tempo todo.
Ele mentiu para te salvar.
No meu mundo, voc� perde a licen�a.
Sim, no meu mundo, te d� uma promo��o.
Voc� n�o deve nada para ele, Liv.
N�o est� inventando coisas.
Ali est� sua v�tima.
Estava esperando-a?
-N�o. -...o mais cedo poss�vel.
Janie.
Est�o me chamando na internet de "puta do lix�o".
N�o podemos controlar a m�dia. Mas tente ignorar.
N�o consigo comer. Nem dormir. Sinto-me ansiosa o tempo todo.
Janie, o que aconteceu com voc� � uma viola��o.
E nunca, nunca deveria ter acontecido.
Podemos conseguir aconselhamento.
J� estou na terapia. Vou todos os dias.
N�o est� ajudando. S� quero que ele saiba o que fez.
E n�o dizer aos advogados, a imprensa,
que a "mulher embriagada sem nome"
� t�o respons�vel quanto ele.
S� porque eu n�o lembro o que aconteceu
n�o quer dizer que n�o fui ferida.
Sabemos disso, e voc� pode contar isso ao j�ri.
N�o quero contar ao j�ri.
Por que tem que ser eu a subir l�
e fazer todos acreditarem? Devia ser ele.
Est� dizendo para pedirmos ao Promotor um acordo?
N�o quero testemunhar.
S� quero desculpas.
Certo. Falaremos com o Promotor.
E Ellis e a fam�lia dele.
ESCRIT�RIO DE RAFAEL BARBA TER�A-FEIRA, 8 DE NOVEMBRO
A fim de poupar a v�tima o tormento de um julgamento,
estamos dispostos a oferecer estupro qualificado.
Um crime E. Ele ser� fichado.
Sim. Por delito sexual, n�o � negoci�vel.
-Tempo na pris�o? -Nenhum.
-10 anos de condicional. -E Ellis,
a v�tima fez um pedido
que voc� pe�a desculpas
-depois de seu discurso. -Ele deve se desculpar
-por algo que n�o fez? -Patrick, por favor.
No julgamento, temos testemunha, e v�tima cr�vel.
J�ri liberal de Nova Iorque
pronto para enforcar um estuprador privilegiado.
Se condenado, seu filho, enfrentar� 7 anos.
Sim. Eu e a m�e est�vamos conversando.
E se o pior acontecer?
Ela disse que n�o suportar� se eu for preso.
Declare-se culpado de um crime e ser� fichado.
Voc� vai perder o emprego.
N�s sabemos a realidade da penitenci�ria estadual.
-Seu futuro acabou. -Pelo amor de Deus.
Estamos tentando te ajudar.
Ellis, essa � uma oferta �nica.
Ou voc� pode tentar a sorte, ir a julgamento.
Pai.
SUPREMA CORTE QUINTA-FEIRA, 8 DE NOVEMBRO
Ellis Griffin, voc� se declara culpado
de estupro qualificado.
Fez essa declara��o de forma consciente,
-inteligente e volunt�ria? -Sim, eu fiz.
Algu�m te coagiu ou te for�ou a fazer essa declara��o?
N�o, Merit�ssima.
Uma vez aceito pelo tribunal,
voc� ser� condenado por estupro qualificado,
a senten�a inclui condicional e servi�o comunit�rio.
E ser� obrigado a se registrar como criminoso sexual.
-Voc� entendeu? -Sim.
Est� ciente de que, ao se declarar culpado,
abre m�o de seu direito a um julgamento com j�ri,
assim como quase todos os direitos de recurso?
-Sim. -Entendo que queira
fazer uma declara��o de desculpas.
Pode come�ar quando estiver pronto.
Senhoras e senhores,
na sexta-feira � noite,
na sexta-feira � noite, 28 de outubro,
eu estava em uma festa.
O que realmente quero dizer
para a v�tima �...
N�o posso, n�o posso.
Eu volto atr�s. N�o sou culpado.
-Eu retiro. N�o posso. -O qu�?
Sr. Griffin, esta retratando sua culpabilidade?
-Sim. -O Povo rescinde a oferta.
Entendido. Sr. D'Angelo, parece que seu cliente
est� mudando a declara��o para inocente
por estupro simples, correto?
Minhas desculpas.
Sim, est� correto.
A data ser� definida. Estamos em recesso.
Ele n�o podia s� se desculpar?
Pensei que t�nhamos um acordo.
-Disse para ele desistir? -Disse para ele pensar.
Se ele estuprou a garota,
admitisse e aceitasse as consequ�ncias.
Ele n�o acha que fez, ent�o apoio a decis�o dele.
N�o importa se ele acha que � culpado, Patrick.
A lei � a lei. As evid�ncias s�o fortes.
Por isso estamos aqui, no tribunal, todos os dias,
e olhando nos olhos dos jurados,
nos certificando que eles saibam que acreditamos em nosso filho,
e nos recusamos deix�-lo ser atropelado por voc�s.
Vamos.
-Certo. -Vamos, querido.
Mantenha a cabe�a erguida.
Estuprador!
Estuprador.
Seu lixo!
Estuprador!
Ela n�o se movia. Os olhos estavam fechados.
Quando voc� tirou sr. Griffin de cima da v�tima, ela reagiu?
N�o. Ela continuou deitada, desacordada.
Foi quando a pol�cia chegou.
Evid�ncia n�mero 3, Merit�ssima.
Uma foto da cena do crime, tirada por um dos oficiais.
Essa foto representa o estado que voc� viu a v�tima?
Sim. Ela estava completamente desmaiada.
Obrigado.
A foto foi tirada 15 minutos ap�s ligar para emerg�ncia?
-Mais ou menos. -Quando voc� a viu deitada,
como poderia dizer que ela estava inconsciente?
Pareceu que ela estava.
Pareceu? No escuro?
H� 6 metros de dist�ncia?
Verificou o pulso dela? Tentou reanim�-la?
-N�o. Chamei a pol�cia. -N�o uma ambul�ncia ou m�dico?
-N�o. -Ent�o queria ser um her�i.
-Mas s� at� certo ponto. -Protesto.
Retirado. Sem mais perguntas.
Voc� se lembra de fazer sexo com o r�u?
N�o.
Lembra-se de consentir fazer sexo com o r�u?
-N�o, devo ter desmaiado. -Obrigado.
Boa tarde, srt.� Spears. Como est� se sentindo?
N�o muito ansiosa, espero.
-Estou bem. -Certo, �timo.
S� para esclarecer, voc� n�o se lembra do sexo.
N�o se lembra de consentir.
-Isso mesmo. -Lembra-se de n�o consentir?
Dizer ao sr. Griffin para ir devagar?
-Ou parar? -N�o.
Tudo bem.
Registros telef�nicos indicam que ligou para sua prima
por volta de 00h30, prova 7 da defesa.
Leah, � Janie. Estou prestes a ligar para o Max,
mas, te liguei, ent�o voc� poderia me parar.
Meu namorado. Ex. Esse cara �...
-n�o � meu namorado. -Essa � a sua voz?
-Sim. -Falando de forma incoerente,
mas claramente consciente.
Sim.
E voc� se lembra de fazer essa liga��o, srt.� Spears?
-N�o, n�o lembro. -N�o se lembra.
N�o lembra de fazer essa liga��o, mas fez.
Assim como n�o lembra de n�o consentir, mas o fez?
-Protesto. -Vou permitir isso.
A testemunha pode responder.
Eu estava desmaiada.
N�o importa o que disse ou n�o, significa que ele me estuprou.
Significa que te estuprou?
Ou � o que os detetives da SVU e o promotor te disseram?
Ou isso � o que a internet disse?
Ou � o que suas liberais, feministas,
namoradas guerreiras da justi�a social,
que odeiam meu cliente, disseram?
Retiro.
Nada mais.
Redirecionar, Merit�ssima.
Janie, por que voc� acredita que foi estuprada?
Porque nunca consentiria com um cara que acabei de conhecer,
ainda mais no ch�o, no lixo.
Estava desmaiada e ele fez o que quis, de qualquer maneira.
Nada mais. A acusa��o encerra.
Vamos encerrar por hoje.
Recome�amos amanh� de manh� �s 9h,
quando a defesa apresentar� seu caso.
Aproximar, Merit�ssima?
O qu�?
A defesa adicionou sua pr�pria testemunha ocular?
Imposs�vel, fizemos uma investiga��o minuciosa.
Diego Perez. Seu nome significa algo?
N�o � ningu�m que conversamos.
De onde surgiu essa testemunha?
Certo, busque o nome. Descubra tudo sobre este Perez.
-Entendido. -Mantenha-me informado.
-Voc� est� bem? -Sim, sabe como �, semana longa.
V� para casa. Voc� tem um filho, um namorado.
-Sim. -Como est� indo, voc� e Tucker?
� complicado.
-Tenente. -Desculpe interromper sua noite,
mas � importante e talvez n�o queira que sua esposa ou�a.
-O que houve? -N�o foi ao tribunal esta tarde.
E no final do dia, a defesa
chamou uma testemunha surpresa para depor amanh�.
Isso mesmo. D'Angelo disse que algu�m se apresentou.
Um bom cidad�o que viu todo o suposto estupro.
-�. Um bom cidad�o? -Sim.
� um traficante de carreira que se tornou informante
na 55�, sua antiga delegacia.
N�o sei do que voc� est� falando.
Quer mesmo fazer isso?
� manipula��o de testemunha.
Obstru��o.
Mais uma vez, n�o sei de nada.
Est� arriscando seu emprego. Sua aposentadoria.
Sem mencionar que poderia enfrentar acusa��es criminais.
Como quando menti para a Corregedoria por voc�.
Ainda investigamos a testemunha, registro telef�nico,
-extratos banc�rio... -Certo, entendi.
Ele � meu filho. Tem 22 anos.
Graduou-se com honras em Dartmouth.
Tem um trabalho que paga muito bem.
E voc� quer destruir a sua vida...
porque ele transou com uma garota b�bada.
Veio de muito longe por nada.
Sr. Perez, pode nos dizer o que viu, voltando para casa
pelo parque, pr�ximo � 00h45 em 28 de outubro?
Estava chegando perto do port�o, � um atalho.
Vi um homem e uma mulher. Eles transavam no ch�o.
Voc� v� aqueles indiv�duos aqui hoje?
Ali e ali.
Para registro,
sr. Perez apontou para o r�u, Ellis Griffin,
e a suposta v�tima, Janie Spears.
E voc� foi capaz de ver se ambas as partes
estavam acordadas e conscientes?
Sim, estavam acordados. Ela pode lembrar de mim.
Chamei sua aten��o. Estava a 4m de dist�ncia.
Havia algo que te fez achar que a mulher estava em apuros?
N�o, estava gostando, gemendo. Ela dizia: "Continue".
� Halloween, as pessoas fazem loucuras.
Fazendo sexo no parque.
Nada mais.
Sr. Perez, h� cinco anos,
voc� foi preso por vender subst�ncia controlada.
-Um crime. Isso est� certo? -Protesto. Relev�ncia.
Mostrar credibilidade.
Negado. A testemunha vai responder.
-Sim, fui preso. -Esse foi o seu 3� delito.
Ainda assim foi capaz de evitar um tempo na pris�o,
ao concordar em se tornar um informante confidencial.
Sim, e da�? N�o sou mais.
Quem era seu oficial de controle?
-Dennis Marino. -Um detetive na 55�.
Certo. Mas como disse, n�o sou mais um informante.
N�o falo com Marino h� anos.
Certo. Quando voc� era um informante,
conheceu quaisquer outros detetives da 55�?
-Alguns. -Conheceu Patrick Griffin?
O pai do r�u.
Um antigo policial da 55�.
-Protesto! -De novo, credibilidade.
-Permitido. -Perguntarei de novo, sr. Perez,
lembre-se que fez um juramento. J� conhecia Patrick Griffin?
N�o.
Mas Griffin e Marino trabalharam juntos na 55�.
-Sabia disso? -Perguntado e respondido.
-Merit�ssima -Permito. Ele responder�.
Como eu disse, nunca o conheci.
O sgt. Griffin n�o se aproximou ou o coagiu para testemunhar
a favor do filho dele?
Ele est� mentindo! Ele n�o viu! Est� inventando.
-Janie nunca disse "continue". -Ellis!
-Sente-se -N�o, sinto muito.
Sinto pelo que eu fiz e pelo que meu pai
-faz agora. -Ellis! Chega de falar!
-Ordem! Ordem! -N�o, eu sabia
que voc� estava desmaiada. E n�o consegui parar.
Eu estava... errado, Janie.
T�o errado e sinto muito.
Estuprei voc�.
E eu apenas... sinto muito.
-Sinto muito. -Todos, no meu gabinete. Agora.
Seu cliente mudou a declara��o, sr. D'Angelo?
-N�o. -N�o � parte
-do processo, sr. Griffin. -Meu filho me quer aqui.
-� o direito dele. -N�o, eu n�o quero.
Saia.
Deixe-me sozinho.
Eu s� quero... que isso acabe.
Est� mudando sua declara��o, sr. Griffin?
Podemos conversar um pouco, Merit�ssima?
-O Povo n�o tem obje��o. -N�o preciso de mais tempo.
Ou de mais ajuda.
S� quero me declarar culpado na frente de todo mundo.
Acho que voc� j� o fez, filho.
Estou preparada para aceitar a declara��o de culpa
de estupro simples. Nos reuniremos nesta tarde.
Est� certo em fazer esta declara��o
-livre e voluntariamente? -Sim.
Antes de eu dar in�cio a senten�a,
sei que a v�tima tem uma declara��o.
Primeiro, pensou que n�o tinha feito algo errado.
Voc� culpou o �lcool.
Estou feliz que agora entende que ele n�o tirou meu vestido,
subiu em cima de mim e se for�ou para dentro.
Estou feliz que voc� sabe o que voc� fez.
Feliz que disse, "Sinto muito. Estuprei voc�."
Eu escolho deixar isso para tr�s.
Obrigada.
Obrigada.
Se as duas partes disseram tudo, agora imporei um senten�a.
Sr. Griffin, declarou-se culpado de estupro simples.
Levando em considera��o seu conhecimento do delito,
al�m da sua idade,
e o fato de ser sua primeira pris�o,
sentencio voc� a 24 meses de pris�o.
A Corte est� encerrada.
Dois anos n�o � o suficiente!
Dois anos n�o � suficiente!
E agora?
Voc� me prende por corromper testemunhas?
N�o. Falei com Barba.
Mas, Patrick, o que estava pensando?
Que precisava salvar meu filho.
N�o importa o qu�. N�o importa como.
Sou um policial.
Protejo pessoas que nem conhe�o.
E aqui est� meu filho,
meu melhor amigo no mundo inteiro,
prestes a ser preso por 10 segundos de estupidez.
Ent�o pensei que se o j�ri ouvisse
uma testemunha dizer
que ela estava acordada, haveria d�vida razo�vel.
Vou fingir que n�o ouvi nada disso.
Todo este sistema est� manipulado contra ele.
Protestantes.
Pude ver o jeito que aquela mulher no j�ri
estava olhando para ele.
Mesmo agora,
querem a cabe�a do Ellis em uma bandeja, certo?
Eu falhei com ele.
Ainda � o pai dele.
N�o importa como ele se sinta em rela��o a voc�,
sobre ele mesmo,
nesses pr�ximos dois anos, esteja l� por ele.
Sinto muito, Patrick.
Se tivesse algo que eu pudesse ter feito...
Havia.
E voc� escolheu n�o fazer.
Eu me arrisquei por voc�.
E a verdade �,
que eu queria n�o tivesse feito.
Queria que tivesse contado a verdade.
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