Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
NETFLIX APRESENTA
Sabe por que estou aqui, Eric?
Seus pais me chamaram porque estão preocupados.
Quer me contar o que houve?
Pode confiar em mim. Já ajudei crianças como você.
Há mais crianças como eu?
Claro.
Deixe-me adivinhar.
Está triste porque teve que ir embora da sua antiga casa e escola, não é?
Eric, é normal que esteja chateado.
Eu também não gosto de mudanças.
Mas esta casa é muito bonita.
E, em breve, vai conhecer novos amigos, e tudo será como antes.
Diga, por que está sendo tão difícil dormir?
Elas sempre acordam.
Quem te acorda?
As vozes.
Vozes? Seus pais?
E o que essas vozes te dizem?
Às vezes me pedem para desenhar coisas.
Eric, está ouvindo as vozes agora?
Sim.
E o que estão dizendo?
Não posso contar.
Então, o que ele tem?
Ele tem uma imaginação fértil.
E as vozes que ele diz que escuta?
Seu filho é muito inteligente
e teve que se acostumar a brincar e falar sozinho. Só isso.
E a insônia?
Sara me disse que vocês compram e revendem casas.
Sim, isso mesmo. Nós as renovamos.
É provável que seja pela instabilidade dessas mudanças.
Isso pode ter causado ansiedade e dificuldade para dormir.
-Faz sentido. -Sim.
…possível pancada de chuva.
Céu nublado e temperaturas baixas esta semana na região.
E chegará uma frente de Algeciras que trará chuvas
por todo o sul da Espanha.
Puta merda.
Papai, está ouvindo? Câmbio.
Papai falando.
Precisa dizer "câmbio".
Câmbio.
Papai falando. Câmbio.
Pode tirar minha bola da piscina?
Ela caiu de novo. Câmbio.
Já vou. Câmbio.
Faz bem em esperar fora, Eric. Não gosto que entre sozinho.
Se cair de novo, me avise, certo?
-Para que é isso? -Isto?
Sabe o que são pragas?
Como as moscas na minha lareira?
Acho que não estão só na sua lareira.
Mas não diga nada à sua mãe.
Se souber que a casa é tão velha, me mata.
Eric!
Eric, hora do banho!
Vamos, bobinho.
Tente roubar a bola.
Vamos!
Ele te odeia…
Ainda não enxaguou o cabelo?
-Enxaguei. -Vamos, incline a cabeça.
O que é isso?
Eric, estava brincando com os gatos? O que eu disse?
Mandei não se aproximar. Eles passam doenças.
-Mamãe. -O que foi?
O que foi?
É verdade que o papai me odeia?
Quem falou essa besteira?
Eu fiz uma pergunta, Eric.
Papai.
O papai disse isso? Quando?
Pelo rádio.
Não minta, Eric.
O papai te ama muito.
Você sabe disso.
Ou não?
Venha, vamos jantar.
Tenho seu número nos contatos e não sei…
Tem um homem te seguindo.
Hoje recebemos Germán Domingo
em ocasião do lançamento de seu último livro,
chamado Sons do Além.
Como sabe que uma psicofonia é autêntica?
São vozes vindas de lugares onde houve muita dor.
E, acredite, se ouvir uma psicofonia real,
é algo que não dá para esquecer.
Quantas das psicofonias que analisou são reais?
Muito poucas. Quase nenhuma, eu diria.
A maioria procede de humanos.
São vozes que vêm da rua, ou da televisão do vizinho.
-Dani? -Sim?
Você brigou com o Eric ou disse algo?
Não. Por quê?
Nada, esqueça.
…no gráfico de som. Algo que ainda não deciframos.
Você ouviu a psicóloga, meu bem. Ele não tem nada sério.
Quando ele fizer um amiguinho na escola, vai passar.
É que às vezes ele diz umas coisas… não sei.
Acho que está chateado comigo.
Vou tentar me organizar e passar um tempo com ele.
Seria bom.
Não se preocupe.
Droga.
Merda de portão.
Agora não. Me deixe dormir. Estou muito cansado.
-O que foi, meu amor? -Por favor!
-Calma. Tudo bem. -Por favor!
Eric, calma. Já passou.
-Por favor! -O que foi? Já passou.
Eric?
O que foi?
-Eric? -Não sei.
Vem cá, Eric.
Está tudo bem.
Foi só um pesadelo. Já passou.
Dani, a sua mão.
Merda.
Porra, que casa nojenta.
Merda.
-O que fazem aqui? O que foi? -Ele foi expulso.
-O que você fez? -Nada.
Como assim, "nada"?
Ele saiu da aula, se escondeu num armário e mordeu o diretor quando se aproximou.
Isso é normal?
Por que fez isso, sócio?
A partir de amanhã, a Dra. Carol virá todo dia.
A doutora morreu.
-De onde tirou isso? -As vozes me disseram.
Vá para o seu quarto fazer deveres.
Não consigo sozinha, Dani.
Sinto muito. Sinto muito mesmo.
Se pudermos fazer algo, basta nos…
Eu entendo.
Entendo. Tenha um bom dia.
O que houve?
O carro dela saiu da estrada logo depois de ela sair daqui.
Como ele sabia?
-Como ele poderia saber? -Alguém deve ter contado na escola.
O que ele tem, Dani?
Eu não sei.
Posso entrar, sócio?
-Trouxe um sanduíche. -Não estou com fome.
Mas você precisa comer. Vamos.
Eric, ontem à noite, antes de entrar no seu quarto,
estava falando no rádio, certo?
-Com quem? -Com você.
Eu não falei com você, sócio.
Era a sua voz.
Vamos, coma o sanduíche.
Estou louco, papai?
Como que louco, meu filho?
Você só está um pouco confuso
com a mudança e toda essa confusão. Só isso.
Eu não gosto desta casa.
Você não queria uma casa com piscina?
Eu não quero tomar banho lá. Vamos para outro lugar.
Até sua mãe e eu renovarmos a casa, não podemos vender. Então…
Não lembra de como nos demos bem na última?
-Faturamos alto. -Exatamente.
Faturamos alto.
A mamãe ainda está brava comigo?
Já vai passar. Não se preocupe.
Vamos, coma.
Dani.
Dani.
O portão da piscina.
Tem alguém aí?
Não está na hora de brincar.
De novo isso?
Eric!
Eric!
Eric!
Eric!
Eric!
Certeza que não quer vir comigo?
Seria bom para você passar uns dias longe daqui.
Preciso terminar logo a reforma.
Mande um beijo para os seus pais.
O que vamos fazer com a casa?
Não sei, Sara.
Agora, eu não sei.
Não consigo morar aqui.
E o que você sugere?
Não sei se percebeu que investimos todo o nosso dinheiro aqui.
Tudo, Sara.
Cuide-se.
Vamos, corra, estamos nos molhando.
Adorei esta casa!
Legal, não é? É demais!
É tão grande!
Vamos, venha.
-Uau! É enorme! -Sim, mas precisa de muitas reformas.
Posso ficar com esta?
Bem, por um tempo, sim. Depois veremos, certo?
Você sabe como é.
Três, dois, um, e…
Uau!
Que massa. É enorme!
E é seu quarto.
-Sério? -Sim.
De que cor devemos pintar?
Podemos pendurar meus desenhos?
Como na outra casa, né? Cheia de desenhos. Lá embaixo também, e na cozinha.
Papai, podemos dar um mergulho na piscina?
Meu amor, você viu como a água está? E esse frio…
É só limpar!
Então fica pra mim.
-Não! -Não?
Oi, amor. Como vai?
Desculpa ter agido assim hoje de manhã.
Não queria discutir.
-Sério? -Sim.
Sim, pode ser ali…
A gente se fala, certo?
-Podemos fazer um churrasco? -Claro.
Eu te amo.
Ele não gostou do quarto.
-Eu vou ficar… -Eu gostei!
Não, Eric…
-Sim, gostei! -Não gostou…
-Sim, adorei! -Não…
Não gostou! Vamos ficar com ele!
É sério que você gostou?
-Sim! -Viu como não gostou?
O robô também não gostou! Ele não quer ficar aqui!
Vou ficar com o quarto!
Alô?
Sim, Sara?
Dani, o que foi, tudo bem?
Sim, por quê?
Não deu para entender a sua mensagem.
Só ouvi umas vozes estranhas, uns gritos. Eu fiquei preocupada.
-Tem certeza de que está bem? -Sim.
O sinal está fraco. Pode ser isso.
Certo.
Ei, ligo pra você daqui a pouco, certo?
-Certo. Eu te amo. -Eu também.
Oi, amor. Como vai?
Oi, amor. Como vai?
Como vai?
Papai, por favor, me ajude!
Para Javier.
"Javier", sim. Obrigado. É uma honra. Tenho todos os seus livros.
SONS DO ALÉM
-Obrigado. De nada. -Muito obrigado.
Bem, não incomodo mais.
"PARA A MINHA ESPOSA, QUE ME ESPERA NO ALÉM."
Com licença, a quem dedico?
-A Daniel. -"A Daniel."
-Aqui está. -Você é um impostor, Sr. Domingo?
Como é?
O que diz no seu livro é verdade?
Olhe…
já escrevi mais de dez livros sobre psicofonia.
Se eu não achasse que é real, teria desperdiçado minha vida inteira.
Preciso que escute uma gravação.
Mande por e-mail. Tem no meu livro.
Preciso que escute agora.
Por favor.
Meu filho morreu.
Acho que gravei a voz dele.
Sei que é difícil aceitar a perda de um ente querido,
especialmente de uma criança,
mas está se apegando a algo que não volta.
Estou pedindo, por favor.
Só o senhor pode me ajudar.
Olhe, de verdade, não é assim que funciona.
O gráfico de som fica inalterado ao reproduzir a gravação.
Seu livro diz que isso é uma prova de que é uma psicofonia real.
Não é mesmo?
Acha que essa é real?
-Viu o arquivo que eu enviei? -Sim.
Mas pode estar adulterado.
Ruth, por que um pai falsificaria a voz do filho morto?
Não sei, pai, você cria expectativas com essas coisas, e aí…
Desta vez tenho um bom pressentimento.
Está bem.
POLÍCIA - NÃO CRUZAR
Vou descarregando?
-Isso é um baseado? -Sim, claro.
É tabaco de enrolar.
Com a sua inteligência, não sei como ainda fuma, filha.
-Obrigado por vir tão rápido. -De nada.
Ruth, este é Daniel…
Velasco. Daniel Velasco. Prazer.
Lamento pelo seu filho.
Podemos entrar?
Sim, claro.
Desculpem a bagunça, mas, como podem imaginar,
foram dias difíceis.
Não se preocupe.
-Alguém mais aqui? -Não.
Minha esposa está com os pais.
Tem algum quarto um pouco mais afastado?
Um porão ou algo onde possa me instalar?
Porão não, mas tem quartos desocupados.
O que é isso?
Meu filho dizia que falavam pelo rádio.
Na verdade, ele dizia que era a minha voz.
Entendo.
Na gravação, parecia que meu filho estava gritando por socorro.
Acha que quer me dizer algo?
Talvez.
Mas aviso que a mensagem pode ser desagradável.
Como assim?
Veja…
eu tenho certeza
de que o que vem depois da morte não é o que nos contam há séculos.
Como assim?
Meu filho está em um lugar horrível?
Ele só tinha oito anos. O que ele fez para merecer isso?
E este lugar é menos horrível?
Guerras,
crianças morrendo de fome, doenças…
Por que seria diferente lá?
Eu não posso dizer que seu filho está no céu cercado de anjos, Daniel.
Eu digo o que sei.
E sei que precisamos estar preparados para qualquer coisa.
Se meu filho precisar mesmo de ajuda, farei o que for preciso.
Como aconteceu?
Ele não sabia nadar?
Sim, ele sabia nadar.
A polícia disse que deve ter ficado preso em um galho tentando pegar a bola.
Mas eu sei que é impossível.
Ele nunca vinha aqui sozinho.
Não pergunte por quê, mas sinto que aconteceu algo mais.
-Está tudo bem? -Porra!
Desculpa, não queria te assustar.
Não se preocupe, é que eu me assusto fácil.
Não é a melhor característica para esse trabalho.
É que não é o meu trabalho.
Só ajudo meu pai às vezes.
O que é tudo isso?
É para estudar os sons que não são captados pelo ouvido humano.
"Sons do além", como o livro do seu pai.
Bem, ao contrário dele, eu não acho que vêm dos mortos.
Tenho certeza de que era a voz do meu filho.
Como vai, filha?
Está quase tudo pronto.
Quando quiser, chefe.
Então vamos.
Aponte para o canto.
Pega algo?
Não, nenhum sinal.
Pai, acho que não vamos achar nada.
Paciência, filha.
Sem paciência não se chega ao conhecimento.
Está gostando, não é?
Qual é o problema de se gostar do seu trabalho, Ruth?
Não sei como a mamãe te aguentava.
Pai.
O que foi?
Mande Daniel sair. Ele está dando interferência.
-Ruth. -Sim?
O que foi?
Não pode estar vendo Daniel.
Como não? Está no quarto do filho. Estou vendo ele.
Eu também estou, e ele está lá fora.
Está vendo algo no quarto do garoto, não é?
Pai, isso é muito estranho.
-Ouviu isso? -Sim.
Vem lá de cima.
-Vou subir. -Por favor, tenha cuidado.
Está vendo?
Ainda está aqui?
Pai!
-Ruth, está falhando. -Pai!
-Ruth? -Pai, está ouvindo?
Ruth?
Está falhando, pai. Está me ouvindo?
Pai.
Pai, está me ouvindo?
Agora sim. Diga.
Precisa sair daí agora.
-O que foi? -Está bem na sua frente.
Isso é incrível.
Quem é?
Queria poder responder essa pergunta, Daniel.
Você estava lá. Não viu ninguém?
Eu não vi ninguém. Eu não vi nada.
Está dizendo que há uma presença na minha casa?
Aceite os fatos, filha.
É um fenômeno paranormal.
Você mesma gravou a silhueta.
Uma silhueta térmica, pai.
E para captar uma temperatura, é preciso um corpo físico.
O fato de não compreendermos não significa que não seja real.
Temos que continuar tentando amanhã.
Germán.
Quem está aí?
Filha, é você?
Vamos.
Estou te esperando.
Oi, meu amor.
Estou sonhando.
Isto parece um sonho?
Adivinhe o que estou preparando.
Sente-se.
Já faz tanto tempo.
Sentiu a minha falta?
Eu senti a sua a cada dia.
Você não mudou nada, Sofía.
Alguma vantagem precisava ter.
Espero este momento há muito tempo.
Você não?
Eu também.
Não.
Vamos ficar juntos de novo.
Não tenha medo, meu amor.
Pai? O que está fazendo?
Que merda está fazendo?
Posso saber o que está fazendo? Daniel!
Pai, olhe para mim! Pai!
Daniel!
Daniel!
Daniel!
DESCONHECIDO
Sim?
Alô?
Mamãe.
-Quem é? -Sou eu, Eric.
Quem é? É um trote?
Mamãe, precisa vir me ajudar.
Eric?
Eric?
Mamãe, por favor.
Esse homem quer me machucar.
Que homem?
Um homem que o papai trouxe.
Eric, onde você está?
Estou escondido no meu quarto,
debaixo da cama.
Venha depressa, por fa…
Eric?
Eric?
Daniel!
Já viu algo assim?
Nunca.
Acho que li sobre isso.
E o que significa?
Não sei.
Mas acho que não podemos confiar no que vemos nem no que ouvimos.
Tudo pode ser uma armadilha.
-Armadilha de quem, Germán? -Não sei, Daniel.
Veja…
receio que a voz que você gravou…
não seja do seu filho.
Reconheceria a voz dele entre um milhão.
-O que faz aqui? -Quem é ele?
-Por que não ligou? -Diga. Quem é?
É Germán, um amigo. É escritor.
Sara, espere.
Entre.
Vamos.
Você vem da casa das vozes, certo?
Não deveria voltar lá.
As vozes sabem coisas de nós. Elas nos enganam.
E quando você perceber,
será tarde demais.
Eric.
Eric.
Eric.
Eric.
Desculpe a minha esposa. Ela também está sofrendo.
Aqui está.
Sabia que já tinha visto isso. Veja.
O que é isso?
-O que significa? -É uma ameaça.
Era usado na Idade Média para advertir forasteiros em seu território.
-No território de quem? -De uma bruxa.
É a casa, Daniel.
Aparentemente, há 300 anos,
este lugar era um tribunal.
Um tribunal, aqui?
A Inquisição.
Devem ter torturado e assassinado dezenas de mulheres inocentes aqui.
É difícil acreditar que alguém merecesse ser queimado.
Mas, embora tenha sido injustiça na maioria das vezes,
o mal sempre existiu…
Sara!
Pai, você está bem?
Sara! Aguente!
Sara!
Sara!
Vamos.
Sara!
Sara!
O casal tinha brigado recentemente?
Não, sério.
Já disse que o conheci há 24 horas.
Sim, claro.
Se eu me lembrar de algo mais…
Ligue se lembrar de algo mais.
-Obrigada. -Muito obrigado.
-Filha, quero que veja isso. -Precisamos conversar.
Acho que sei onde podemos encontrar os restos das pessoas que torturaram…
Pai, me escute. Precisamos ir embora.
-Vou pegar as coisas. -Ruth!
Mas você também ouviu as vozes.
Estão aqui tentando nos dizer algo.
Passei toda minha carreira procurando por isso.
Não podemos ir agora, entende?
Não posso ir.
Está fazendo tudo isso por causa da mamãe, não é?
O que está dizendo?
O que aconteceu?
Pai, me diga o que aconteceu.
Acho que mereço saber por que ela fez o que fez.
Não sou mais criança.
Para mim, ainda é minha menina.
Acabou. Vamos embora.
Espero que um dia você perceba que fugir de tudo nem sempre é a solução.
Pai, vem cá.
O que é isso?
Não!
-O que eu fiz? -Não foi você.
O que foi isso?
-Daniel! -Merda.
-Quê? -Ela está aqui!
-Espere, Daniel. -Não sentem?
-Eu a ouço em toda parte. -Não tem ninguém.
Ela está aqui, Germán!
Calma, Daniel! Não tem ninguém!
Não tem ninguém.
Olhe para mim, Daniel. Não tem ninguém.
Calma. Não tem ninguém aqui.
Olhe para mim.
Já passou, Daniel. Calma.
Está tudo bem.
Tudo bem.
Como viver com isso?
Como continuar sabendo que seu filho está pedindo ajuda e você não pode ajudar?
Sabendo que nunca vai saber o que realmente aconteceu com sua família?
Como se convive com isso?
Não é fácil, Daniel.
Eu posso garantir.
É tudo culpa minha.
Eu pedi que viéssemos para cá.
Estou sozinho.
Não está.
Olhe,
acho que sei onde podemos encontrar
a origem do que está acontecendo aqui.
Se este lugar funcionou como tribunal,
as pessoas mortas aqui devem estar escondidas sob nossos pés.
Acho que sei por onde ir.
Merda.
O que porra fizeram com a boca dela?
A Santa Inquisição achava que os castigos precisavam estar à altura dos crimes.
Se a ofensa era blasfêmia, mentira ou manipulação,
a tortura era aplicada à boca da vítima,
para que não a usasse mais.
Matem-na!
Bruxa!
Vai pagar pelas mortes!
Era a voz dela.
Por isso tentaram calá-la para sempre.
Toda a sua ira ficou trancada aqui por todo esse tempo.
Segundo a tradição, só se pode destruir uma bruxa com fogo.
Aqui, pegue isto.
Não é suficiente.
-Deve ter mais. -Vou descer. Não há tempo a perder.
-Cadê o Daniel? -Ela já vem.
Fique aqui.
O quê? Não. De jeito nenhum.
Hoje você quis a verdade sobre a morte da sua mãe.
Quer saber por que ela se suicidou. Quer a resposta.
Eu não sei, Ruth. Gostaria de saber.
Eu arrastei você para cá, e não vou aceitar perder você também.
Prometa que se eu não voltar em dez minutos,
você vai sair correndo daqui.
Prometa.
Tudo bem.
Pai!
Pai, você está bem?
Pai!
Daniel, é você?
Minha bebê.
Não se lembra mais de mim?
Mãe, é você?
Você está tão grande, meu amor.
Você já é uma mulher.
Vem. Chega mais perto para eu te ver.
Eu fiquei muito triste
porque você não se despediu.
Não veio ao meu enterro.
É que o papai não deixou.
Sinto muito não ter podido estar com você, meu amor.
Mas agora você está aqui.
Nós estamos juntas.
Venha.
Me abrace.
Não quer abraçar a mamãe?
Você não é a minha mãe.
Como pode dizer algo tão terrível?
Venha, meu amor. Me abrace.
Não!
Não deixe ele fazer isso, Dani.
Se você deixar, também vamos desaparecer.
Sinto tanta saudade de vocês.
Eu também.
Por que não quer mais ficar com a gente?
Pai.
Ruth.
Lute, Ruth.
Você precisa lutar, filha.
Não me obrigue a fazer isso.
-O que houve, pai? -Você está bem?
Você está ferido. Vamos!
Venha, pai.
Cuidado. Cuidado com a cabeça.
Pai, preciso fazer um curativo.
Pai.
Como você está?
Estou bem, filha.
-Acha que funcionou? -Espero que sim.
Mas não vamos ficar aqui para ver.
Imagino o que deve ter sentido todo esse tempo.
Mas eu também precisava de uma resposta.
Por isso começou com tudo isso, certo?
Sempre achei…
que por trás da morte da sua mãe havia algo sombrio.
Quando ela nos deixou,
de um jeito tão horrível e sem sentido,
eu entendi que o mal existe
e está à espreita.
E se é assim,
talvez os espíritos bons também estejam próximos, certo?
E agora?
Agora pode continuar com a sua vida.
-Ou talvez… -Talvez o quê?
Há alguns dias…
recebi um e-mail de um amigo padre.
Quer que entreviste uma garota.
Um exorcismo?
Deve ser uma doença não diagnosticada, mas nunca se sabe.
Claro.
Bem, por enquanto, você precisa descansar.
E eu preciso de uma semana de folga.
Pai, por favor, me ajude!
Por favor, me solte!
Mamãe!
Não!
Me solte, papai!
Por favor, socorro!
Não!
Daniel?
Ruth!
Daniel!
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós…
Senhor, escute nossas preces,
e não permita que o inimigo nos derrote.
Liberte sua ira sobre a besta.
Agora e na hora da nossa morte.
O que faço aqui?
Liberte sua serva Eleanor, para que não seja mais prisioneira.
Para todo o sempre.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.
Legendas: Caio Xavier
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.