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Original subtitles

Parab�ns a voc�.

Parab�ns a voc�.

Parab�ns querido Calvin.

Parab�ns a voc�.

Calvin Gabriel, 5 anos

Agarrem-nos!

Estou farto da tua conversa.

Os meus rob�s! Fa�am o que quiserem...

Eles est�o todos mortos amigo. - N�o!

Andre Kriegman, 12 anos

Dia Zero

23 de Junho de 2000

Temos que ser r�pidos nisto.

D�-me o trip�. Est� na mala.

Pernas bem abertas, rapazes

Queres que segure?

Ok, aguenta.

Aten��o! P�ra...

Um, dois, tr�s

Chamo-me Andre Kriegman. E eu Cal Gabriel.

Um, dois, tr�s, vamos.

E n�s somos o ex�rcito de dois homens!

Este � o nosso liceu, localizado na nossa vila.

� o nosso pior inimigo. - � o nosso n�mesis.

Foda-se, o que vem a seguir?

Vai haver uma s�rie de miss�es, seguidas por uma...

miss�o final do caralho... Chamada...

Dia Zero!

� s� isto. - Sim, est� feito? N�o �?

Caramba, eu odeio esta escola de merda. - Tu odeias?

Estes s�o os melhores anos da tua vida.

4 de Julho

Est�s a gravar?

O ex�rcito de dois tem v�rios armaz�ns de armas espalhados por a�,

este � no meu arm�rio.

Cerca de tr�s metros de...

rastilho � prova de �gua. Cartuchos de CO2 para armas de press�o de ar.

Los bulletos de M�xico! Calibre 22

Estes s�o usados em espingardas e, por vezes pistolas.

Aguilla. Christina Aguilla

Muni��es de espingarda.

Queres fazer um close-up? - Calibre 12

Uma das coisas mais fixes que aqui temos,

isto vai dar um grande estouro.

Rockets de garrafa. Vamos divertir-nos com estes hoje � noite.

Identifica��o falsa, se for preciso bazar do pa�s.

Um passaporte falso. Cart�o da seguran�a social falso, 20 d�lares Peruanos...

D� para comprar uma caixa de chicletes ou qualquer coisa...

Ser� melhor agora irmos embora.

Vamos curtir.

Casa de f�rias dos Kriegman

Para que � que est�s a gravar? N�o vais ver nada...

Eu tenho vis�o nocturna Deixa ver a tua cara,

Diz algo que soe oficial.

Estamos a oficialmente declarar guerra. Miss�o 1.

N�o temos uma M-80, sei l�, algo mais interessante?

N�o p�. Isto � apenas para festejar.

Rebentamos as merdas maiores depois.

� melhor mantermo-nos discretos.

N�o queres gest�o de raiva? - Se n�o puder, n�o.

Olha para isto.

Pareces um fantasma...

Um, dois, tr�s...

Que comece a contagem decrescente.

N�o sabia que �amos dizer...

Que comece a contagem decrescente.

Cuidado!

Foi porreiro.

Foi mais ou menos. - O que queres dizer com mais ou menos?

Que est�s para a� a dizer? Foi excelente.

10 de Julho

Est�o todos a dormir em minha casa.

Muito bem, esta � a primeira entrada no meu di�rio de v�deo do Dia Zero.

Est� tudo planeado com tanto cuidado.

Ser�...

Inacredit�vel. Ser�...

Belo.

� t�o estranho ver-me no v�deo.

� como um olho. � esquisito... parece...

a pupila de uma m�quina.

Eu estou a olhar directamente para ti atrav�s da cassete. Directamente para ti.

Vamos deixar-vos todos para tr�s.

Apenas paus na lama, que eu e o Andre deixamos.

E n�s vamos embora.

N�s...

vemos mais do que voc�s, n�s...

17 de Julho

Pais do Andre

Feliz anivers�rio, Andre.

Espero que seja o que querias. - � esse mesmo. Bom bolo, pai.

Bom bolo, mas e que tal a c�mara?

O vendedor disse: Essa coisa do lado...

melhora a qualidade da imagem. - Eu n�o acho que isso seja acertado.

N�o � de todo verdade. - Sim...

Bem, est�s contente com a c�mara? - N�o, vais ter que a devolver... Claro que serve.

Eles n�o fazem trocas. - V�o fazer quando eu lhes disser...

"Rasto"! O que � um "rasto"? - Carrega no bot�o.

Vejam isto! - Olhem para a c�mara.

Perguntem o que vamos fazer esta noite. - O que v�o fazer esta noite?

A s�rio, agora que te estou a gravar, o que � que v�o fazer esta noite?

Bem, estamos a pensar em fumar cannabis e ir a uma festa beber cerveja de barril.

N�o sei, o que achas?

Repete l� isso, por favor?

Erva n�o, LSD.

E porque n�o ecstasy j� agora. - Hero�na. Ecstasy n�o, j� estamos fartos.

Essa � uma droga de inicia��o... Agora a s�rio, voc�s v�o sair ou qu�?

N�s vamos sair e fazer cenas.

N�o somos nenhuns Brad Huff. P�, Brad Huff...?

� capit�o da equipa de wrestling. Todos pensam que... - Isso diz tudo.

Todos pensam que ele � um deus.

Esse rapaz conduz b�bado, e a pol�cia est� sempre a mand�-lo parar...

mas nunca lhe tiram a carta de condu��o ou o est�pido do Range Rover.

Detesto aquele carro. - Detesto ser quem vos diz isto no vosso 18� anivers�rio...

mas a vida nem sempre � justa.

L� porque ele se safa de alguma coisa e � mau tipo,

�s vezes fazem-se boas ac��es e tamb�m s�o ignoradas, portanto...

Caramba, isso � mesmo de levantar a moral...

Quem precisa de Prozac quando te tenho a ti pai. - Que queres, � a verdade, Andre.

N�o tentes perceber, porque � uma perda de tempo, n�o chegas a lado nenhum.

E nem te consigo ver. Agora consigo.

Obrigado pela subtil revela��o.

Eu esperei o suficiente. 18 anos. Est�s a ver?

Ele... Anda por a� a dizer que � muito inteligente.

N�o podia estar mais longe da verdade. Obrigado. De nada.

Agora v�s o que tenho de aturar?

Estes s�o os melhores anos da tua vida. - Sim, seriam os melhores anos.

Acho melhor agora irmos. - Achas?

Importam-se que n�s vamoos? - Vamos. V�o, v�o.

Obrigado. - At� logo.

Abra�o de grupo para a c�mara. - P�e-te a andar se queres voltar.

Vamos bazar.

Primo do Andre

Esta festa � uma seca.

Eu simplesmente n�o sou bom em festas.

Ent�o, n�o est�s contente com a c�mara? - N�o � a que eu queria...

Quando me disseram, o que queres pelos teus anos. Eu dei-lhes um certo modelo...

e eles foram comprar algo completamente diferente... - Ent�o, que fazem aqui!

Que se passa, Chris? - Nada de especial.

Onde arranjaste isso? - Foi a prenda de anivers�rio dos meus pais.

Tem efeitos porreiros. - Estou a delirar.

Ent�o, que se passa? - Nada de especial, e tu?

Como v�o as coisas? - N�o acontece nada.

N�o sei quantos da vossa idade v�o aparecer.

N�s provavelmente n�o vamos ficar mais tempo.

Que horas s�o?

Podemos beber qualquer coisa? - H� caucasiano (white russian) no frigor�fico.

Feliz anivers�rio. - Obrigado.

A irm� da Maria tem muitas amigas boazonas.

Nenhuma delas usa cuecas. - O qu�?

Como � que sabes que n�o usam cuecas? - Porque usam roupa justa e reveladora.

Vamos bazar. Depois a gente v�-se.

Obrigado por nos deixarem estar por aqui.

Ainda d�s tiros? - N�o muito.

Importas-te que a gente v� da pr�xima vez que fores?

Era muito fixe, atir�vamos a animais embalsamados.

Se os teus pais deixarem. - A gente convence-os.

Eu vou-lhes ligar. - Claro que vais.

Mas sim, na boa, da pr�xima vez que eu for.

Quero ir, h� quase um ano que n�o dou uns tiros. - Fixe.

Fixe, at� logo.

Ei, adeus. At� logo.

Obrigado.

Oh, meu Deus. - O qu�?

Isto j� fede. - Eu ainda n�o cheiro nada.

Isso � nojento! - Eu nem consigo abrir o raio do saco.

Queres cheirar? - N�o!

H� quanto tempo isso est� a�? - Cerca de seis semanas.

Acho que tenho que explicar o nosso primeiro acto de guerra.

Basicamente, o Brad Huff,

o maior idiota, filho da puta que o mundo j� viu,

ele � tudo o que odiamos, tudo no mesmo pacote,

vamos bombardear o Range Rover feioso dele...

com ovos podres com seis semanas.

A vida n�o � justa, por isso temos ajustar contas.

Essa n�o � a casa do Brad. - N�o.

Isto vai ser espectacular.

Vai ser fixe. - Que queres dizer com fixe?

Isto vai ser excelente. Seria melhor se tiv�ssemos ca�adeiras.

"Tlim Tl�o"

"Ol� Sra. Huff, podemos falar com o Brad, ele est�?"

"Bradley querido, tens aqui uns amigos!"

ent�o, ele vem c� abaixo... "O que � que querem medricas?"

"Queremos-te morto, cabr�o!" - BANG, BANG...

Baixa-te.

� ali. - Onde est� o Rover?

Foda-se, n�o est� aqui. - Queres entrar na garagem, ver se est� l�?

E arriscar ser preso por invas�o de propriedade privada e destruir todo o plano?

N�o, n�o! Mantemos o plano B. Bombardeamos a casa.

E que mensagem � que isso passa?

Porque � que est�s a parar, filho da puta?

Que caralho? Bem...

Temos 7 minutos at� � meia-noite.

Vai ser � meia-noite como programado, temos que aprender a seguir o hor�rio.

Meu, eu consigo cheirar isso mesmo estando fechado no saco.

Quem vier a passar tamb�m cheira.

Temos que arranjar sacos novos depois disto.

Vamos usar cinco litros daquele ambientador de fruta. - Eu ia dizer o mesmo.

Agora esperamos.

Que horas s�o?

Temos 10 segundos.

Pronto? - Sim.

E agora, Brad?

Despacha-te... - Que nojo.

E o toque final... Meu, vamos bazar daqui.

Ep�, foi t�o fixe!

Ganhamos aquela batalha?

Posso honestamente dizer: Miss�o cumprida!

Por que � que ainda estamos a correr? - Eu n�o sei.

25 de Julho

De forma a manter em segredo as opera��es vamos usar um protocolo de seguran�a.

Que vai come�ar agora.

Se se pensar um pouco, quem tentou algo assim no passado...

abriu um site ou fez algo est�pido para chamar a aten��o.

normalmente � o que eles querem, aten��o. N�s n�o somos assim.

Eles n�o percebem que...

se se tivesse uma lista com os alvos ningu�m ia atr�s deles,

com viola��es colectivas em pris�es de seguran�a m�xima.

� preciso perder uns minutos e pensar nas coisas.

Se estamos a fazer algo assim, usamos o procedimento militar,

por isso � que somos o ex�rcito de dois, e n�o o grupo de idiotas com armas.

Estes gajos eram t�o est�pidos que at� metiam d�.

Se dependesse de mim, metia-os num quarto e borrifava-os com Raid, como formigas.

s� que era com Raid para Humanos.

Voc� podem estar a pensar: "Bem, eles est�o a gravar isto"

"Claro que querem que seja encontrado." - T�m raz�o, queremos que seja encontrado.

J� que agora est�o a ver isto. - Exacto.

S� deve ser encontrado quando estivermos prontos.

Decidimos arranjar um cofre.

Como voc�s sabem...

os cofres apenas podem ser abertos pelos propriet�rios,

a n�o ser que este morra.

Quando terminarmos vamos deixar...

toda a informa��o a um terceiro.

Provavelmente, aos meios de comunica��o.

Quais s�o as tr�s personalidades dos m�dia, a quem gostarias de deixar isto?

N�mero 1, Peter Jennings.

N�mero 2...

Dan Rather. E o n�mero 3, Wolf Blitzer.

S�o esses.

Chegamos.

Vais ter que desligar isso, l� dentro n�o te deixam ter a c�mara a gravar.

Estamos agora na sala privada do banco.

Sala privada, sala segura...

Vamos agora depositar o primeiro conjunto de cassetes...

para garantir que a m�e n�o as encontra debaixo da cama.

Est�?

Ol� m�e.

Agora? Estou com o Cal.

Sim, vou jantar em casa.

M�e, se disse que vou jantar em casa, � porque vou.

Est� bem, adeus.

Bem, est� tudo certo.

Ent�o eles n�o podem abrir isto?

Eles agora n�o nos podem tocar.

N�o t�m acesso a estas cassetes enquanto estiverem aqui seladas.

Ningu�m pode abrir isto excepto eu.

Queres espreitar para veres como �?

Queres tocar-lhe, Cal? Queres tocar-lhe, Rapaz�o?

Toca na minha caixa!

Anda! Toca! Toca!

Queres responder a perguntas que espectador possa ter?

31 de Julho

Ent�o, temos aqui o Steven Spielberg? - Sim.

Sim, � para a posterioridade.

C� vamos!

Devias ter vindo quando tratamos os de cima, agora os de baixo n�o t�m piada.

Porque n�o, qual � a diferen�a?

Porque ap�s a remo��o da parte superior j� v�s os dentes todos bonitos.

Devias ter gravado quando come�amos, os dentes ainda estavam todos feios.

Eu sei, perdi a oportunidade. - Adeus aparelho.

Assim tiramos a cola.

Vamos apertar o aparelho e de seguida enxaguar.

Vamos dar ao Cal o seu pr�prio suporte dental.

M�e do Calvin

Espero que fiques melhor depois disto.

Oh meu Deus!

Eles est�o direitinhos. - Nem consigo acreditar!

Que bom.

Valeram a pena estes anos todos ..? - Passeios at� aqui? Sim.

Valeu a pena.

2 de Agosto

Ol� e bem-vindo ao epis�dio de "Cr�tica a armas caseiras"

Hoje vamos ensinar a fazer uma boa arma, pequena e f�cil de esconder.

Nestes dias quando um jovem de 18 anos se quer armar...

h� um falhado de 60 anos que pensa:

"Por que � que este rapaz se quer... armar?"

Assim, n�s encontramos uma solu��o n�o muito inteligente para este problema.

Para este velho dilema.

Est�o a ver, h� tantas armas espalhadas por a�...

Para qu� atrair aten��o ao comprar uma nova?

O meu pai ensinou-me a ca�ar quando eu era muito pequeno...

e sempre me obrigou a esperar l� em baixo, para

eu n�o saber onde estavam as armas e a chave.

Para dizer a verdade, eu sempre soube onde estava a chave,

s� lhe estava a fazer a vontade.

Aqui est� ela.

Bem, vamos ver as outras.

Aqui temos...

uma espingarda comum

pessoal, n�o sou um grande f�,

a seguir, temos o orgulho do Velho Oeste.

Espingarda de cano duplo

Enquanto eu a carreguei e fechei isto

tr�s jogadores de futebol, j� me derrubaram e deram com uma cadeira na cabe�a.

N�o � nada bom.

Pistola semi-autom�tica.

� mais ou menos se se quiser roubar algu�m, acho eu.

Pequena pistola de calibre 0,25

Isto n�o mata ningu�m...

mesmo que se dispare � queima-roupa nos olhos.

Esta aqui...

� como a arma do caralho do Dirty Harry.

Esta � provavelmente uma das minhas favoritas.

Eu chamo-lhe Milena. - Diz-me o que est�s a fazer.

Eu estou a preparar as ferramentas...

para aplicar isto. Sai daqui, Mel.

Isto � o que eu chamo de mini-saia, aqui para a Milena.

Esta � uma coronha modificadora ilegal. - Por que � que � ilegal?

� ilegal tornar uma arma mais discreta...

s�o precisas licen�as especiais para armas que se podem esconder.

Felizmente, com as nossas inten��es e prop�sitos,

n�o h� necessidade de nos preocuparmos com a legalidades.

Ningu�m quer saber quando se encomenda uma coronha. Porqu�?

Porque � apenas um peda�o de madeira, � por isso.

O meu recorde � de 64 segundos.

Eu quero ser r�pido, porque n�o sabemos quando � que o Dia Zero chega. - Vai.

Pronto.

54 segundos. - Sim!

Vai ficar no arm�rio do meu pai com a saia longa posta...

durante o tempo que for necess�rio. Indefinidamente, se for preciso.

Ningu�m precisa saber, ou ningu�m alguma vez vai saber

que eu fiz uma mini-saia, a n�o ser que eu lhe diga.

E ent�o, pensa nisso. Isto est� operacional em 54 segundos.

S� s�o precisos 54 segundos para poder esconder este bacamarte...

e ir atr�s de ti.

Obrigado por nos veres neste programa: "Cr�tica a armas caseiras".

Boa noite do Andr� e Cal.

N�o digas ao pai, est� bem?

8 de Agosto

Kurmay. - Ele era um sapo.

N�o, n�o Kermit!

Feyk!

Ebenezer B. Hannibal

Est�s a andar em cima de algu�m!

Est� tudo bem, eles est�o mortos.

� a campa de uma crian�a? � Willy! Ol� Willy!

Que estamos a fazer, a gozar com os mortos?

Eu gosto daquele nome, Lillian.

Eu n�o gosto de Tomlinson, por causa de um tipo...

Eu n�o te quero contar uma hist�ria de quando o Cal foi espancado.

Por uma Lillian? - N�o, foi por um Tomlinson.

Foi um tipo mauz�o do quinto ano?

N�o, estava mais no oitavo. Qual � a piada disso?

Pessoalmente eu n�o batia nos mi�dos do quinto ano se estivesse no oitavo.

Batias sim. - O Andre � que � violento, n�o sou eu.

Acabaste de dizer que o Andre � violento.

- Eu n�o disse isso. Ele tamb�m n�o � violento.

N�o sei, �s vezes, a forma como ele fala das pessoas...

e como interage... � tudo um pouco? - Como tu?

Nem sempre comigo. � apenas um pouco estranho

Achas que � uma m� influ�ncia para mim? M�e?

Ele tamb�m n�o gosta de ti, por isso, est� tudo bem

N�o faz mal, eu n�o me importo, andas muito com ele...

E n�o quero que...

fiques como ele. - O que � "como ele?"

Ele tem muita raiva. - Problemas, ou apenas raiva em geral?

Ele tem raiva porque tem problemas, que eu n�o saiba, mas...

O pai n�o lhe bate ou qualquer cena assim

Eu sou tua amiga e tudo, e ele � teu amigo...

portanto ele deve pelo menos ser semi-cort�s comigo

Mas n�o �. - � um est�pido?

Sim, a maioria das vezes.

Acho que nunca o enfrentei.

Quem achas que � o l�der aqui no ex�rcito de dois homens?

Eu ou o Andre? - O Andre.

Achas que � o Andre?

N�o sei, quando est�s com ele, �s diferente do como �s agora. - Como sou eu agora?

Agora �s o Cal que conhe�o h� muitos anos.

Mas quando est�s com o Andre...

�s como o Andre n�mero dois. - Porque pensas isso?

E se ele for o Cal n�mero dois e eu o n�mero um?

Como sabes que ele n�o est� a copiar o meu estilo?

A n�o ser que tenhas algum mal dentro de ti que eu nunca vi...

Eu tenho-o escondido, ningu�m o v�.

Ser� que ele usa boxers ou cuecas? - � a tua vez!

Tu agora sais.

Agora � a minha vez de te fazer isto.

Por que � que tens que gravar tudo?

� fixe.

Por que � que � fixe? - Acho que... N�o sei...

Por que gravo tudo? N�o fa�o a m�nima ideia.

Eu n�o sei, apenas gosto.

O Andre quer que lhe filme rabos de raparigas.

Eu n�o acho que seja por isso que filmas.

Eu acho que ainda est�s a esconder alguma coisa, Cal.

Eu sou inseguro, e preciso de aten��o.

A s�rio, � por isso que...?

Sim, eu pare�o muito inseguro n�o �? Sim, Cal.

Eu n�o sei...

Talvez haja algo que o Andre quer que lhe filmes.

N�o necessariamente os rabos de toda a gente, mas...

Talvez ele seja gay. E eu estou a gravar o qu�?

A ti, para ele!

Quero que saias da cidade, porque agora o Andre vai-te ver na cassete.

Est�s a ver, eu disse-te! Eu sabia que lhe ias mostrar!

N�o lhe vou mostrar nada.

12 de Agosto

Os tubos explosivos s�o uma excelente arma anti-pessoal por dois motivos.

Primeiro, eles s�o baratos e f�ceis de fazer, qualquer um compra os componentes.

Segundo, eles s�o muito potentes para o tamanho que t�m.

uma bomba grande faz um boom grande.

Estes s�o de a�o galvanizado.

N�o comprem de pl�stico, porque eles simplesmente derretem.

N�o comprem nada mais caro do que a�o galvanizado, porque � para rebentar.

Assim, ao construir qualquer arma, a seguran�a � o mais importante.

Usem o senso comum.

N�o comprem os tubos no mesmo s�tio em que compram as tampas.

� escusado levantar suspeitas,

v�o de loja em loja e comprem os diferentes componentes.

S�o todos iguais.

Quando falas em fabrico de explosivos, � melhor n�o dizer explosivos

pois se algu�m ouvir a conversa, vai saber o que se est� a passar

podes usar uma palavra-c�digo, pode ser qualquer coisa,

"�culos de sol, carteira, amendoins..."

N�o interessa, agora podes-te rir: "Oh, eles est�o a fazer amendoins, ha ha!"

Mas pensando bem, � a �nica forma das pessoas

n�o perceberem do que se est� a tratar.

E pode fazer a diferen�a entre o sucesso e o falhan�o.

Eu gosto de fazer tudo passo a passo de modo ordeiro e eficiente.

Pega-se em metade das tampas e fazem-se furos nelas.

Essas ficam de lado e n�o se mexe por um bocado.

Pega-se no rastilho e corta-se em bocados iguais.

Podes ter um rastilho comprido se te queres divertir um pouco

ou um mais pequeno para se atirar como uma granada.

Ap�s cortar o rastilho, pega-se nas tampas perfuradas

e enfia-se o rastilho na tampa.

Pega nas tampas que n�o furaste e enroscas no fundo do cano.

Depois de enroscadas, pegas na p�lvora e no funil

e despejas o p� la dentro.

Existem dois tipos de p�lvora que se podem usar:

p�lvora sem fumo e p�lvora preta. A p�lvora sem fumo queima mais devagar.

por causa de uma cena qu�mica que envolve a aus�ncia de fumo,

mas a p�lvora preta queima mais r�pido e faz um estrondo maior

n�o � necess�rio gastar muito na p�lvora. Porque apenas

difere na marca do frasco. � a mesma merda.

o que quer que rebente mais r�pido e for mais barato � a cena a comprar.

N�o uses fato e gravata quando fabricas isto, porque

a p�lvora deixa marcas pretas por todo o lado.

Como se pode ver...

nas luvas...

Tu n�o precisas disto nas tuas m�os nem nos bra�os nem nas tuas roupas,

ou no ch�o, porque se os pais ou amigos...

perguntarem porque � que tens estas marcas pretas, nas m�os e nas tuas roupas,

vai ser dif�cil de inventar uma explica��o.

Os fragmentos s�o importantes, se se quiser matar muita gente

e � provavelmente o ingrediente mais simples, porque se pode usar de tudo.

N�s usamos parafusos, mas podes usar tudo o que te apetecer...

Pinos, pregos, balas de pequeno calibre...

...clips.

Agora que o tubo est� cheio de p�lvora e estilha�os...

fecha-se a tampa, garantindo que o rastilho toca na p�lvora.

Tamb�m experimentamos colar estilha�os com fita cola por fora do tubo.

Ainda n�o sabemos se funciona porque ainda n�o testamos...

e s� os vamos utilizar no Dia Zero.

Portanto se queres mesmo saber, vais ter que perguntar a um sobrevivente.

18 de Agosto

Decidimos qual vai ser a fonte das outras armas...

al�m do pai do Andre, que vai ser o Chris

Vamos busc�-las algum tempo antes do Dia Zero.

Sinto-me um pouco culpado por tir�-las ao Chris,

mas vamos roubar-lhas...

vamos roubar-lhas, tipo... ele n�o se vai meter em sarilhos por isso.

Eu estive a pensar...

e ocorreu-me que, muita gente se vai perguntar:

Como � que algu�m pode fazer algo como o Dia Zero, como o que vamos fazer?

Mas eu quero saber como � que algu�m...

pode apenas...

Como pode algu�m simplesmente suicidar-se?

Quantos putos se querem suicidar e acabam por o fazer?

Milhares de putos pensam nisso.

Mas quantos � que se apercebem que o modo do samurai...

pode ser encontrado na morte?

Eu n�o vou sair de forma limpa, n�o vou simplesmente desaparecer

vou deixar a minha marca e ent�o...

ser� a minha hora de morrer, quer dizer...

� uma causa perdida quando apenas se suicida. Est�o a ver?

� uma coincid�ncia que dois rapazes como eu e o Andre se tenham encontrado.

Mas eu acho que � apenas um azar desta terra.

N�o, sorte, � a sorte dela!

A sorte � vossa, porque v�o ser os previligiados...

ao receber o despertar que vos vamos dar.

V�o perceber a minha ideia na forma desta...

figura grossa e gelatinosa a entrar nas vossas casas

e todos os outros v�o ter que ver nas not�cias.

E voc�s v�o ficar tipo: "Um primo meu anda naquela a escola".

Fixe para voc�s.

Oi�am como isto est� totalmente desafinado.

E todas estas pequeninas aqui em baixo...

Est�o aqui cerca de 19 cordas,

e todas deviam ressoar harmonicamente...

com as cordas maiores aqui de cima,

e eu at� tenho uma corda rebentada...

21 de Agosto

Bem, esta � basicamente a miss�o 3.

� uma simula��o de treino, pode-se dizer assim.

� um teste �s armas. Vamos trabalhar com o meu primo Chris...

que � nossa v�tima e c�mplice sem saber,

vai-nos levar a dar uns tiros e vamos filmar tudo.

entretanto investigamos a casa dele e v�-mos onde ele guarda as chaves e assim.

e j� agora, quero vincar esta ideia, ele n�o faz a m�nima ideia do que se passa,

ele n�o sabe o que estamos a fazer, nem tem conhecimento do que se passa,

ele pensa que vamos dar tiros com ele, e � s� isso que vamos fazer,

n�s apenas vamos disparar. Nada mais est� a acontecer.

Ent�o, vais filmar isto? - Sim, pode ser?

Est�o ambos vestidos a rigor. Trouxe umas cenas, pinos de bowling, mel�es...

Trouxemos um boneco parecido com o Barney, uma Tartaruga Ninja...

Espectacular. - T� tudo.

Gesundheit (sa�de).

Este � o meu amigo Jamie, emprestou-nos a espingarda.

Para j�, vamos usar a de calibre 22.

Pronto, acabaram as balas. - Qual disparamos a seguir?

Dispara com a Lee-Enfield.

Metes l� dentro assim...

� uma arma fixe, mesmo muito fixe.

Embora ruidosa. - Bem, queres tentar, Cal?

Ele tem talento natural. - Selec��o natural.

Oh, meu Deus!

Deitou-te os �culos abaixo!

Ficas mais est�vel com...

Quem quer tentar esta?

Rapidamente, v�.

Isto enrijece os ombros.

Vejam como arranhou.

"A minha m�e foi morta por um ca�ador"

"agora eu tamb�m serei"

Empurra a telha para a frente que ela fica pronta a disparar

e certifica-te que fazes pontaria ao boneco

Esta � a melhor arma, � a minha favorita.

Tem muito poder e pouco coice.

Perfeita. - D�-me aquele r�dio.

Deixa-me dar-lhe um tiro na cabe�a.

� assim que fica a cabe�a de algu�m?

Tira-me uma foto. Caramba, G!

Sai da frente!

Por que � que me est�s a filmar? - Ningu�m te est� a filmar.

Porque � que est�s a olhar para n�s?

Costumas tir�-las todas daqui assim? - �s vezes.

Com vizinhos a ver? Onde � que as arranjaste?

Comprei-as numa loja.

Comprei em lojas de armas, est�s a ver?

Preciso disto.

Digo-vos, estou mesmo muito cansado.

Qual arma � a melhor para se matar algu�m a s�rio?

Eu n�o sei, todas elas de certeza que matam uma pessoa.

25 de Agosto

A bola oito supostamente � a �ltima... bola colorida com um n�mero...

Maddy, o preto n�o � uma cor. - Ok, esquece. � sim, a presen�a de todas as cores.

� a aus�ncia de cores. - Est�s a ter uma m� ideia.

N�o, faz assim.

Isso � fixe.

Funcionou t�o bem.

Faz a dan�a jamaicana! M�e!

Eric, anda c�.

Por que � que as pessoas idosas andam com bengalas?

Para nos darem tau tau...

E que significa isso?

Significa que nos batem com as bengalas

E se todos os idosos do mundo se unissem...

e conquistassem o mundo com as bengalas?

Isso � assustador.

E se te batessem at� te partir o cr�nio?

Eles n�o t�m tanta for�a. - N�o n�o iam...

Teriam que ser muitos idosos a bater-te e fazer n�doas negras.

Quase como p�ssaros.

Pic. Pic. Pic. Ficavas com pequenos furos no corpo todo.

Vai-te vestir. Quero tomar caf�.

3 de Setembro

L� em voz alta.

"Plano de ataque do Dia Zero." Apresentado pelo ex�rcito de dois.

Uma pergunta que voc�s podem fazer �, porque lhe chamam o Dia Zero?

Quem tentou isto no passado, sempre teve uma data pr�-determinada.

27 De Maio, ou qualquer uma.

Isso � um pouco desleixado, porque se est� em todo o lado "27 de maio" a vermelho

as pessoas v�o pensar, o que � que se vai passar no 27 de Maio?

Decidimos que o mais f�cil a fazer � ter tudo preparado para qualquer altura...

e atacar no primeiro dia do ano em que a temperatura for de zero graus.

Combinamos acordar todas as manh�s � mesma hora e ouvir a mesma esta��o de r�dio.

De segunda a sexta-feira, excluindo os feriados judaicos, � claro.

Quando acordamos, a primeira coisa a fazer � ouvir a previs�o do tempo.

Tr�s graus, quatro graus... sete negativos...n�o d�.

No primeiro dia em que ouvirmos... Desculpem.

No primeiro dia em que ouvirmos o gajo dizer zero graus...

levantamo-nos, vamos buscar as merdas e rebentamos com pessoas.

Bem, primeiro dia de aulas � amanh�...

e, por isso o dia pode chegar a qualquer momento,

Portanto, agora � a melhor altura para rever o plano...

e ver o que temos planeado...

para que o espectador posso fazer algo assim sozinho.

O seguran�a da escola � o primeiro alvo a considerar

Para maximizar os resultados do ataque tem que

se eliminar qualquer oposi��o o mais r�pido poss�vel.

A captura do inimigo � fundamental devido ao facto de...

que quem conseguir fugir pode acabar com a festa prematuramente...

ao usar um telem�vel ou outros meios de comunica��o

para alertar o exterior antes de ser conveniente.

Mantendo esta l�gica, � importante que ao atacar sala a sala...

os sobreviventes de cada sala sejam reduzidos.

O ex�rcito de dois aconselha a que haja um

plano de fuga secund�rio caso algo de errado aconte�a.

No entanto, � insensato e contraproducente confiar demasiado nesse plano

pois pode-se ficar demasiado confort�vel com a sua implementa��o.

O precedente foi um delineamento b�sico dos ideais e objectivos da nossa miss�o.

Concluindo: Vive r�pido, vive duro

e morre combinando destes dois ideais de qualquer forma.

Fim.

16 de Setembro

Ok. Eu...

Estou pronto para o Dia Zero.

Estou pronto, para que aconte�a quando tiver que acontecer

estou onde preciso de estar e estou a tentar ficar com este s�tio que tenho...

para quando acontecer porque...

agora � que estou inspirado, portanto...

parece que planeei isto toda a vida.

E quando eu e o Andre nos encontramos, foi quase como...

se at� a� eu tivesse feito a minha parte e ele a dele

e quando nos encontramos tudo se juntou num s� ponto...

e a partir da�, tudo... Percebem?

N�s nunca dissemos, vamos atacar a escola, vamos fazer isto

porque n�o precisamos, j� l� estava a ideia.

Portanto, eu estou pronto.

Tu est�s?

28 de Setembro

Que caralho? - O qu�?

Por que � que est�s vestido assim?

� a miss�o. Por que n�o est�s tu tamb�m?

- Porque n�o me disseste qual era a miss�o.

Se vamos a qualquer s�tio que eu n�o conhe�o, n�o quero ser surpreendido.

Queres dizer-me que miss�o secreta � esta?

Sinceramente, n�o.

Que estamos aqui a fazer?

"Um poema para o Rolly"

O Rolly � um homem trabalhador

Ele rola a electricidade

Trata dos nossos filhos

Como uma Anne Frank dos tempos modernos

Portanto se te cansares da vida, se te sentes a aborrecer

A esposa de Cristo da Igreja, a casa do nosso Senhor.

Obrigado.

Que vais fazer? - � s� um poema.

"A arma poder ser a arma perfeita", disse ele.

"Estando entre uma rocha e um lugar alto"

"Mas uma arma n�o � nada sem uma bala", respondi eu.

"Eu sou a minha bala"

"Vivo a minha vida num perfeito arco parab�lico"

"Cheio de prop�sito"

"E houve aquela vez em que pisaste a mina terrestre"

"e eu nunca te perdoei."

"E conseguiste sentir toda a ascens�o e queda do 3� Reich aos teus p�s"

"� uma vida desperdi�ada"

Obrigado.

Queres dizer-me que raio foi isto?

Um poema. - Eu sei o que foi, mas porque o fizeste?

Em que estavas pensavas? Que caralho?

� s� um poema p�.

Na manh�, na beleza... � mesmo profundo!

As flores... - Florescem...

� um n�mero de com�dia?

Ent�o pessoal, s� h� aqui 5 pessoas...

Voc�s podiam...? Sim, podem continuar...

Esperem! Esperem!

N�o, comecem de novo. - A s�rio?

Meu, n�s ouvimos quando estavas aqui. Porque n�o podes tu agora ouvir?

Diz-me, quando for para rir. - Vamos bazar daqui.

Desculpem l� isto, rapazes. Vamos bazar, agora, vamos.

Que caralho? - O qu�?

Pega tu na c�mara. Eu j� nem quero pegar nela.

N�o, pega tu nela.

A c�mara � tua...

Volta! - Anda c�! - Vai-te foder!

Pega nisto, eu tenho que conduzir. - N�o, n�o. - Pega!

Foi excelente. - Quantas vezes � que tenho que explicar...

para tu entenderes? - Desculpe, Tenente.

P�ra com as merdas e entra no carro!

Perdoe-me por falar t�o desajeitadamente, Senhor.

E p�ra de falar como se estivesses no ex�rcito!

O que acontece se eles falarem aos pais sobre os rapazes da t-shirt do ex�rcito?

"Eles andam na tua escola? - Sim, andam."

"Vou ligar ao Director imediatamente."

Se lhe ligarem, tu �s chamado ao gabinete, tu �s encaminhado para aconselhamento.

os teus pais pais v�o controlar-te e depois falam com os meus...

e depois os meus controlam-me...

Foda-se!

E agora? Onde queres ir? Que queres fazer?

Acabou. - Acabamos aqui ou por completo?

Aqui. Liga o carro.

P�ra na sa�da. Pronto? Quero que tu...

feches os olhos...

...e conduzas. Vamos.

E vais-me dizer para onde ir? - Sim, vamos. Fecha os olhos.

Para a direita. Direita, direita... Mantenha os olhos fechados.

A direito, a direito. Est�o bem fechados?

Para onde? - Esquerda.

Curva recta � esquerda.. Pronto, em frente...

Isto � t�o louco!

V�spera de Ano Novo

Isto � que eu e o meu pai costum�vamos fazer...

Lembras-te disto?

Sete minutos!

N�o funciona!

M�e, n�o funciona!

Carrega no bot�o vermelho. Carrega no bot�o azul pequeno.

10 de Janeiro de 2001

O plano original era que...

o Dia Zero seria no dia dos zero graus

Mas isso s� aconteceu uma vez, porque este Inverno foi t�o quente...

e nesse dia o Andre teve diarreia.

Portanto vamos definir uma data.

1 de Maio.

Era interessante porque pensamos que o destino ia decidir o dia, mas...

de certa forma, o 1 de Maio tamb�m � o destino.

Quando come�amos...

planeamos fazer isto � nossa escola, depois metermo-nos no carro de fuga...

e ir estado a estado fazer o mesmo.

O Andre pode n�o compreender isto, mas...

isso n�o vai acontecer de todo.

Eu vou sair num saco preto...

� isto.

2 de Abril

1, 2, 3, 4, 5, 6 ,7, 8, 9,10...

30 horas. Isto � mais do que um dia inteiro.

�, e algu�m vai ter que ver isso tudo.

Eu tenho uma pergunta. Pergunto-me se...

achas que eles se v�o preocupar em saber se temos um cofre...

como deixamos uma mensagem para que seja encontrado?

Como � que chegam a este cofre?

Pensei assim, no dia anterior, deixamos a mensagem, ou ainda mais cedo...

antes de fazer aquilo, fazemos uma esp�cie de cassete testamento.

E dizemos, a prop�sito, temos umas cassetes num cofre...

Deixamos em qualquer lado. - Sim, deixamos no carro.

A �ltima imagem, somos n�s a entrar na escola.

E depois n�o v�em mais nada.

Achas que v�o ver as cassetes?

Tu n�o as vias?

Pensa nisto. Tudo o que n�s fizemos...

tudo o que tivemos, vai ser escrutinado com o maior microsc�pio do mundo.

Isso n�o me agrada nada. - Habitua-te...

v�o examinar CDs e jogos, e dizer: Oh, Mortal Kombat, foi por causa disto!

Mas n�o foi por nada disso. V�o tirar falsas...

Mas as pessoas s�o assim est�pidas. - Livra-te de todas as tuas coisas.

Isso parece uma busca �s cavidades corporais...

Eu n�o quero que me vejam pelo rabo acima...

N�o quero que vejam as minhas coisas. - � um bom ponto de vista.

Vamos queimar tudo, sei l�.

25 de Abril

Isto vai arder? - Oh, sim.

Com que � que contribu�ste para a nossa fogueira de divers�o?

Jogos de v�deo...

Jogos da Playstation, DVDs...

muitos CDs...

ainda mais CDs...

Temos "Armas de assalto", "O Senhor das Moscas"...

tive que o ler para um trabalho...

E que achaste? - Achei que foi muito bom.

A minha velha B�blia da catequese.

E tenho este autocolante de cobra para memorizar os livros do Novo Testamento.

Mateus, Marcos, Lucas... Jo�o.

Romanos...

O primeiro Cor�ntios, o segundo Cor�ntios.

N�o veio de jogos de v�deo...

livros, filmes, CDs...

Esta ideia foi nossa, e de mais ningu�m.

O que � isso?

Um papel que uma rapariga me deu para a� no oitavo ano...

Deixe-me ler. - N�o

"Andr�, gostei muito de estar na aula do Sr. Ackerman contigo este ano."

"Sr. Ackerman � um..." - V� l�! N�o!

J� chega! - "... Est�pido ..."

"Mas sempre me fizeste rir com as piadas sobre ele,"

"excepto quando ele ouviu e te expulsou da aula. :("

J� chega. N�o quero que digas o nome dela.

Quantas cenas � que estamos a queimar?

Provavelmente s�o 2.500 ou 3.000 d�lares.

Sim, acredito nisso.

Merda. Agora temos que continuar.

Acho que queimamos todas as nossas posses.

Tudo.

Ent�o e o baile de finalistas? Ainda vais com aquela mi�da?

Quem? - A cabra da Rachel.

Sim. - Porqu�?

Porque n�o? - � estranha. Eu n�o gosto dela.

Ela acha que sou maluco,

est� sempre com medo de mim.

Mas tu �s maluco! - Sim, mas tu tamb�m.

� verdade. - Ela n�o percebe, deve ser do teu aspecto de loiro bonitinho.

"Agora vou mexer no meu cabelo!"

Cala-te! - Quando � que ela te convidou?

"Na semana passada, quando o acne desapareceu..."

Quem � que aqui tem acne? - Cala-te!

N�o acredito que te convidaram.

N�o vais com ningu�m, pois n�o? - N�o.

Mas quem disse que n�o me perguntaram? Eu � que n�o quis ir!

N�o te convidaram, isso � treta. - Ent�o?!

V�o dizer que um de n�s era o l�der.

N�s brincamos, mas n�o acho que qualquer um de n�s...

seja mais l�der do que o outro.

Porque � que n�o dividimos os comunicados de imprensa?

Eu lidero metade, tu lideras metade. - Parece-me bem.

Olha para ele a apagar. Que fixe.

Cada vez que o vento sopra, apaga-se um pouco mais.

A maneira como falamos do Dia Zero � quase como se...

fosse um fogo de 300 metros de altura que arde sem parar.

Olha para isto, agora � s� lixo preto.

29 de Abril

Temos aqui uma boa imagem do Greg a brincar com as luzes.

J� estou farta de ti. - Ela j� se fartou de mim!

Brian!

Calem-se pessoal!

Deixem-no entrar. - O que � que ele traz?

Prazer em te conhecer, Cal. - Sou a Sarah.

Ainda n�o fomos apresentados, Josh. Fecha a porta, temos que ir.

Diz ol�, Cal.

Cal, por que � que n�o dizes nada?

Greg, que se passa? - Pouca coisa.

Fala comigo, Greg. - Vou para ao baile sozinho.

Vamos sozinhos!

Arranjem espa�o, n�o sei onde ela se vai sentar.

Vamos! Baile de finalistas!

De volta ao carro.

Brian! - Isto vai ser divertido pessoal.

Pessoal, isto vai curtir o rabo. - Espera, o qu�?

Vai curtir o rabo! - Tu �s gay amigo!

Como v�o? Vamos para o baile de finalistas!

O baile de finalistas (prom) significa promenada. - Ele fala muito bem ingl�s.

N�s somos famosos!

P�ra de dizer isso! Jesus Cristo! Tu �s gay! Cala-te!

As raparigas n�o dizem o que querem mesmo dizer, certo?

Elas dizem uma coisa mas querem dizer outra.

Por exemplo: "Eu quero que me fa�as um broche" diz-se isso...

e � exactamente o que se quer dizer. "Estou chateado" n�o quer dizer...

que "eu era feliz, mas..." - O que � que est�s para a� a dizer?

As pessoas est�o a acenar!

Vamos tirar a �ltima foto.

Vamos. Estou t�o contente!

Eu tenho que ir primeiro. - N�o, eu!

Ol�, Andre. - Que est�s a fazer com a c�mara?

Pensei em gravar algumas coisas para os arquivos da fam�lia.

Talvez envie para a tua av� em Montreal.

Ent�o, agora este � o teu fabuloso trabalho? - Oh, sim.

Quando � que est�s pronto? - Agora.

Estou quase pronto, queres sair daqui?

Tens as chaves do carro? - Sim, sempre.

Pensei em dar-te...

uma aula de condu��o no caminho para casa. - Soa bem.

Cuidado com os carros.

O qu�? N�o me posso meter � frente deles? - Ainda n�o.

Foi movimentado hoje? Foi na boa.

Eu limpo tudo no final da noite. Huhu.

Ouve, algu�m tem que o fazer.

Tu sabes como eu comecei...

Todos n�s o fizemos.

N�o podes come�ar no topo como pizzeiro chefe.

� verdade. Mas felizmente n�o tenho qualquer desejo...

de ser pizzeiro chefe, portanto... - Sim, ainda bem.

N�o te tornes o pizzeiro chefe.

H� por a� coisas melhores para ti.

Tu nem imaginas. - Oh sim, eu imagino.

Faz a curva um pouco mais devagar da pr�xima vez.

Isto � uma aula de condu��o, n�o � Le Mans.

Eu sei que � s� uma pizzaria...

e parece que n�o fazes nada importante l�...

mas � incr�vel como te fez crescer nestes �ltimos meses...

ou mesmo j� um ano.

A este ritmo, daqui a pouco tens o carro pago.

Espero que sim... - Eu nunca pensei... espera...

Ainda n�o acabei o meu discurso, mas...

tu sabes como isto � dif�cil para mim.

Nunca pensei dizer isto, mas eu estou orgulhoso de ti. Portaste-te bem.

Nunca pensaste vir a dizer isso? - N�o, n�o � que eu n�o esteja sempre...

Mas sabes como eu sou, tenho dificuldade em dizer estas coisas.

N�o � de homem dizer isto.

Portanto, continua nesse caminho, que vai tudo correr bem.

Como eu disse, pagas o carro daqui a pouco.

Quem sabe, talvez eu e a m�e te ajudemos.

Parece-me bem.

Abra�o de grupo.

O baile curtiu o rabo! O baile curtiu o rabo!

Calados, por favor. - Eu posso ficar calado!

Eu posso ficar calado! Sim, eu mostro-te o calado! - Cala-te!

J� que a� est�s, queres... - Cala-te!

Brian! - O Brian � um est�pido.

Rachel... - N�o h� nada de errado em estar um pouco tocada.

H� quanto tempo nos conhecemos? - H� muito tempo.

H� quanto tempo sabes que ele � gay? - H� muito tempo.

Que achas de mim?

Leve-me a casa do Andre, por favor.

Como se todos soub�ssemos onde o Andre mora...

Sabes onde ele mora? - Quem � o Andre?

Talvez em vez de ires ter com ele, ficas connosco... - Sim, vem connosco.

j� que ele n�o sabe quem � o Andre, e n�o sabe como l� chegar.

Voc� pode-me levar a um lugar espec�fico? - Ok, onde?

Tens mesmo que ir? - Sim, tenho que ir.

Posso acompanhar a Rachel durante resto das festividades? - Claro.

Muito bem, Josh!

Ele quer saber onde queres ir.

O Andre � gay? Eles est�o juntos ou qu�? - N�o.

Qual � o problema? - Nenhum.

Rach, que se passa? - Nada. Estamos a divertir-nos.

Estamos todos a divertir-nos!

Ele vai sair e cumprimentar toda a gente?

Queres? Sei que adoras ver a cara dele. - Eu sei, eu gosto.

� esta, p�ra aqui.

Eu volto j�.

Onde � que ele vai? - Vai ver o Andre.

Qual o problema, porque n�o gostas dele? - Qual o problema dele? S�o muitos...

Tal como? - Ele � como o Cal?

O que � que isso quer dizer? - O Cal � t�o querido.

Ele � apenas calado. - Ol� Cal! Ent�o?

O Cal voltou!

O Andre est� nu, e n�o nos vem cumprimentar... - Isso � bom.

Portanto eu vou ter com ele.

Eu � que sou o gay. - Nu? - Sim, vou-me por nu...

Deixa-o ir. - Diverte-te.

Adeus Cal, foi um prazer conhecer-te.

Vejo-te em BI....O.

Bi-o?

Que dizes? - Ela v�-te em bi-o.

Ah, j� percebi, tem piada...

Adeus Cal. - At� logo. Foi fixe conhecer-te.

Diverti-me imenso!

Tu curtiste o rabo! - Tu curtes o rabo!

Pronto, eu n�o gosto dele. - Que cabra!

Pronto, vai.

Umas coisas antes. N�s agimos sozinhos.

Adquirimos as armas sozinhos...

E ningu�m sabia que �amos fazer isto.

Os nossos pais n�o tiveram nada a ver com isto.

Assim, toda a gente sabe que eles n�o sabiam nada disto.

Quando os nossos pais encontrarem estas cassetes, o que � que v�o pensar?

"Eu estava a dormir, enquanto eles estavam a gravar isto."

"Pod�amos ter percebido e t�-los impedido." - N�o!

Isso � uma treta, m�e! N�o te preocupes com isso!

Encontraram isto e pensaram: "Meu Deus, vou met�-los em tratamento."

N�s faz�amos a terapia, esper�vamos um tempo...

E depois... - Sa�amos e faz�amos o mesmo.

Podiam pensar que nos tinham curado, n�s far�amos crer que sim, mas...

N�o podem curar quem n�o est� doente.

N�o se sintam culpados. - A culpa n�o e vossa, nos amamos-vos.

N�o fomos est�pidos como os outros falhados que fizeram disto.

N�o somos uns retardados que est�o mortos por aten��o.

N�s enganamos todos.

Mesmo que n�o tiv�ssemos enganado, podem culp�-los por n�o perceberem?

Quem iria pensar que o filho, amigo ou o empregado vai fazer isto?

N�o h� raz�es, voc�s v�o procur�-las, mas n�o as v�o encontrar.

Por isso, v�o-se foder, que se foda isso, que se fodam as raz�es.

N�o h� nenhumas!

A culpa n�o � nossa, quer dizer...

Voc�s � nos fizeram...

fizeram o que eu sou.

Durante anos fui atormentado por todos voc�s, idiotas.

Chamaram-me paneleiro por andar na escola com uma camisola da J.C. Penney.

� uma puta de uma camisola, quem � que se importa caralho?

Na Europa medieval, se algu�m insultasse outra pessoa,

tirava-se espada, faziam um duelo e matavam o gajo.

N�o se enganem, n�s fomos insultados.

Agora � a hora do duelo.

Eu sei que este vai ser o meu �ltimo dia.

O Dia Zero � o meu �ltimo dia. Mas...

nesse �nico dia vou viver mais do que...

qualquer um viveu em toda a sua vida.

Seremos mais poderosos do que Deus.

Vamos ser Deus. Sem d�vida nenhuma.

Vamos ser o puto do Deus.

N�s decidimos quem vive ou morre.

Quem escapar, daqui por uns anos a sua vida miser�vel vai ter significado,

e v�o-nos agradecer, porque v�o pensar que Deus lhes salvou a vida.

� uma pena que tenhamos que fazer isto, mas vamos faz�-lo, portanto...

N�o percam esta oportunidade, n�o digam s�:

"As vidas destas pessoas foram desperdi�adas por nada."

� est�pido. Acordem.

N�o estamos a desperdi�as as vidas de ningu�m, mas estamos a tentar mostrar

o que as pessoas devem valorizar.

Respeitem e amem o pr�ximo.

Pode parecer que somos hip�critas por dizer isto, porque n�o estamos...

ou pelo menos voc�s n�o pensam que o estamos a fazer,

mas estamos a fazer a coisa mais respeitosa e mais am�vel que podemos.

Todos n�s somos animais.

E eventualmente todos vamos morrer.

Portanto aproveitem enquanto podem.

S� mais uma coisa. Tenho um cofre no First National Bank.

Por este meio o deixo � CNN e a Wolf Blitzer,

e a qualquer pessoa dos m�dia que o queira.

� isto.

Sim.

(Vai dar pesadelos...)

Eu n�o lhe quero destruir o computador.

Est� bem, n�o mexemos no computador, mas tem que parecer que entramos l�.

H� uma festa do outro lado da rua,

faz diferen�a, j� n�o estamos a atirar ovos � casa do Brad Huff...

Ainda h� gente no �trio, portanto... - N�o faz mal.

Vamos tentar ir por tr�s.

Meu Deus!

Meu, a camuflagem funciona mesmo.

Consegui. - Funcionou?

A s�rio?

Vem ter comigo � porta de entrada.

Despacha-te!

� esta que queres? Mete o saco na cama e tiramos tudo.

Muni��es.

Merda. - N�o caiu.

Ca�adeira de reserva se for preciso. - Activa a patilha de seguran�a e leva-a.

N�o � preciso mexer-lhe agora.

Quero ver de que lado... Ele tirou o indicador. Vou p�-la no s�tio.

Vamos bazar daqui.

Eu n�o quero rebentar os miolos antes do Dia Zero.

Podemos ir agora?

Relaxa. Respira fundo.

Est� tudo bem. N�o h� problemas. Temos tudo o que viemos buscar.

Quanto ao resto, ainda v�o demorar a...

Vou escrever um bilhete para o Chris. - Porqu�?

Vais estragar tudo.

N�o deixes... E se ele o encontra antes do tempo?

Uma folha de linhas serve ou uma carta de agradecimento?

Merda, aqui. - Apenas algo que...

"Chris..." O que � que eu digo?

"Desculpa, roubamos as tuas armas, precisamos delas para o nosso plano."

"Roubamos as armas, precisamos delas para um filme."

"Esperemos que te tenhas divertido..."

"...na tua mam� ..." - A tua Mam�!

Fica aqui, quando eu encostar, trazes o material.

Volto em dois minutos.

Aquele n�o � ele.

Que est�s a fazer? - Estou a fazer um v�deo.

Dos vizinhos? - Sim.

Oh, meu Deus...

D�-me a c�mara.

Pega nisso! N�o h� tempo, vamos!

Oh, meu Deus!

Ser� que n�s...? - Sim.

1 de Maio

Ok...

Pronto.

Hoje estou nervoso para caralho.

S� me quero certificar que temos tudo.

Pronto...

N�o te consigo dizer como estou nervoso. - Esta � para ti.

Cuidado com ela.

Ficas com a .45 e com a carabina?

Quem fica com a Glock? Eu? Queres ficar com ela? - N�o.

N�o vai come�ar a gravar de novo, nem por cima do que j� gravamos.

N�o vai apagar nada? - N�o. - Tens a certeza?

Come�aste num s�tio em branco? - Em branco, sim.

Pronto.

Que est�s a fazer? - A olhar para o saco das balas.

Meu, quero que saibas que...

eu n�o conseguia fazer isto com outro... tipo...

Eu n�o sei o que me acontecia, se n�o f�ssemos amigos.

Eu n�o acho que...

podia ter feito isto...

sem algu�m...

a ajudar...

Pronto?

Vamos fazer isto.

("let's kick the tires and light the fires") Vamos a isto!

911, qual � o problema? - Acho que h� disparos na escola?

Temos agentes a caminho, v� os criminosos? Homens armados?

N�o, mas h� um monte de gente...

Onde � que est�? Quantas pessoas?

Consegue ver os homens armados?

Voc� est� dentro ou fora?

Tiros. Est�?

Tiros.

Est�?

Pode pegar no telefone?

Estou? - Consegue dizer-me onde est�?

Est�o aos tiros na escola, ajude-me, ajude-me!

Eu sou o atirador! Chama os putos dos policiais!

O atacante est� ao telefone.

Viste-a cair?

Achas que est�o mortos? - N�o interessa, eles v�o morrer.

S�o duas pessoas. Homens.

S�o dois atiradores. Homens.

Estou, pode atender?

� o nosso amigo, como est�s p�?

Vamos. - N�o, espera. Temos aqui uma chamada.

Andre... - �ltimas palavras?

Andre! - O nome do atirador � Andre.

Andre? Andre?

Pode atender? - Ol�, pessoal!

V�rias pessoas na sala...

Os dois atiradores e uma mulher na sala.

Ouvem-se tiros.

Tiros r�pidos.

Cala-te!

Tiros.

Derek, que est�s a fazer?

Consegue ouvir-me? Andre?

Andre, pode atender?

Oh meu Deus! - N�o digas o meu nome, eu estou mesmo aqui.

Os atiradores e uma v�tima.

Deixem-me em paz!

Andre, pode atender?

Olha para o sangue, Jesus!

Algumas v�timas podem estar feridas ou mortas.

A arma est� apontada a ti? - N�o!

O qu�?

J� est�s morta? - Deixa-me em paz!

Ainda est�s viva, n�o est�s?

Os atiradores est�o a amea�ar as v�timas.

Cala-te!

Est�o irritados e amea�am a v�tima.

Andre, pode atender?

N�o disparem...

Uma v�tima fala com o atirador. - Est�o todos mortos...

Tenta chama-lo � raz�o.

N�o sobrou ningu�m.

Tu ainda est�s vivo! - Uma das v�timas tenta cham�-lo � raz�o.

P�ra... - P�ra, queres que eu pare?

Queres que pare agora?

Cala-te!

Olha para ali.

Tiros r�pidos.

� hora de (mudar de arma)... - Est�o a mudar de armas.

Falam de uma pistola.

H� mais de uma arma.

Cal, olha, � o Greg! - Aproximam-se de outra v�tima.

O nome da v�tima � Greg.

Senta-te Greg, v� l�.

Relaxa! - Eu n�o fiz nada, senhor. - Senhor? Gosto disso.

N�o matem. - Eu n�o te posso matar. �s demasiado pat�tico.

Hoje vais sobreviver p�.

V�rios disparos, r�pidos.

Esta arma � uma merda. - Parece-me boa, deu conta do recado.

Ei, olha, est� outro gajo por tr�s do sof�!

H� uma v�tima por tr�s de um sof�. - N�o dizes nada?

Nada? Nem por favor, ajudem-me?

Tiros.

P�ra! - Vai-te foder!

Vai-te foder?!

Recuou para ir buscar a mochila.

Recuou por causa da mochila. - Uma das v�timas fugiu.

Tinha erva l�? - Uma v�tima do sexo masculino escapou, pode vir a sair.

Deve sair daqui a pouco.

Olha, ele caiu.

Como vai isso, amigo?

Andre, pode atender? Andre!

Estou, pode atender?

Armas carregadas.

Andre?

Pode atender?

N�o sobrou mais ningu�m.

Os atiradores podem agora estar sozinhos.

H� mais algu�m vivo aqui? - Apenas n�s.

Os atiradores indicam que n�o est� ningu�m na sala. - Parece morto.

Os atiradores indicam que n�o est� ningu�m na sala com vida.

Estou, pode atender?

Andre, pode atender?

Andre?

Arma sem muni��o.

Andre, pode atender? - Consigo ver o meu reflexo no sangue dele.

Olha l� para fora. S�o muitos pol�cias, caralho.

Eles v�em as unidades a chegar. - Anda, vamos matar alguns.

Est�o a falar em disparar sobre a pol�cia. -N�o. - V� l�, vamos.

Um dos atiradores est� hesitante. - Por mim j� acabei.

Como � que j� acabaste? - Andre, tu tamb�m j� acabaste.

Eu ainda n�o acabei.

Tu preferes ser morto por pol�cias...

ou fazeres isso sozinho? - Poss�vel suic�dio.

Acho que tens raz�o. - Podemos ter uma tentativa de suic�dio.

Est�s a pensar ou sabes? - Eu sei.

Eles falam sobre suic�dio.

Tens raz�o.

Falam sobre suic�dio. - Sim...

Andre?

Estou farto, disto tudo. - Andr�, podes atender o telefone?

Armas carregadas.

Andre, n�s podemos resolver isto. Podes atender o telefone?

Andre, consegues responder? Onde � que est�s?

Andre, onde � que est�s?

Um, dois... - Acho que o v�o fazer...

Espera!

O qu�? - N�o consigo fazer isto.

O Andre est� hesitante. - Eu simplesmente n�o consigo.

Um atirador est� hesitante.

Andre! - Eu n�o consigo.

Andre, n�s podemos ajudar-te. Eu posso ajudar, pega no telefone.

Andre? N�s tiramos-te da�. - N�o consigo.

N�o � preciso pensar. - Isto n�o precisa de ser assim.

Andre, n�s podemos tirar-te da�.

Andre, podes responder?

D�-me um sim. - Sim.

Um...

Dois... - Vamos ter um suic�dio.

1, 2, 3 e disparamos, ou 1, 2 e disparamos?

Decidem em que n�mero v�o disparar.

1, 2 e disparamos?

Disparamos no 4 ou no3? - Posso tirar-vos disto, atendam.

Todos disparam no 4. - Tipo 1, 2, 3 e dispara-se?

Concordam nos n�meros.

Um, dois, tr�s, bang Um, dois, tr�s, bang?

Nada de 1, 2, bang, compreendido.

Andre? - Um...

Dois...

N�s podemos tirar-vos disto. - Tr�s...

Disparos.

Os atiradores podem estar mortos.

10 de Maio

Abre a janela.

Putos dos m�dia.

Est�o empilhados por todo o lado.

N�s vamos estar do outro lado, eles n�o conseguem ver nada.

V�o ouvir o que se passou de manh�.

S�o aqueles? Onde? - Ali. Est�s a ver?

Est�s a ver aquelas cruzes? - Todas as 14...

T�m tudo?

Est� ali o primeiro. - Andaram todos aqui na escola.

N�o os conhe�o a todos.

Este... Jason... - N�o � este.

Tenham mais respeito pessoal.

N�o sabemos quem eles s�o.

Omar... - N�o.

Que barulho � aquele, est� a ficar mais alto?

Desliga a tua lanterna.

Qual o...? Calvin qu�?

Este �... - O que �?

� um daqueles refrigeradores. - Est� tudo bem.

V�s algu�m a�? - N�o, ningu�m.

Est�o ali? Aqui est�o eles.

Escreveram merdas por todo o lado.

"Amamos-te Andre. Rezamos por ti" Que merda � esta?

Incendeia esse... - Esperem a�...

Encharca bem.

Este cabr�o vai arder bem. - Podes ter a certeza que vai arder.

Eles v�o arder para caralho.

1, 2, 3... Incendeiem, pronto.

Ardam, desgra�ados!

Ardam no inferno, filhos da puta!

Ardam! - Vamos embora!

Vamos bazar daqui.

Olhem para aquela merda a arder!

Porreiro. Vamos, eu tenho que...

Aquilo s�o as almas deles. - S�o as almas deles a arder.

Tradu��o: Zeke

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