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Zulu
Senhor.
Ponha as m�os � vista.
Joel Hurley, porra!
Aqui em Summit, Utah.
N�o pensei voltar a ver-te aqui.
Pode testemunhar que esteve com o Joel
desde as 22h00 da v�spera de ano novo?
Fui busc�-lo � meia-noite.
Estou a tentar perceber porque mentiria sobre com quem esteve.
Disse-lhes a verdade acerca daquela noite.
Contei-lhes que eu e tu n�o est�vamos no cinema.
- Encontraram um corpo. - T�m de sair da propriedade agora.
Sou eu a fazer o meu trabalho.
N�o fa�as de mim um idiota por te ter apoiado.
O JC disse que voc� devia dinheiro � Olivia.
Pensei que n�o conseguisse convencer ningu�m aqui a falar.
Porque voltaste aqui?
N�o fales comigo assim.
Era importante que se soubesse a verdade.
- S01E05 - "The Reckoning"
Transcri��o: CopyTeam
Sincroniza��o: Subspedia
A t-shirt foi encontrada juntamente com o corpo.
E havia lix�via, o que significa que tentaram encobrir.
Juntamente com sangue e tinta.
Tentaram limp�-lo da parede?
Sim, at� perceberem que n�o valia a pena
e puseram o corpo naquela lona em que o encontr�mos.
E o sangue em cima dela?
Acho que � dela. Vamos fazer an�lises.
Quero ver o espetro total de ADN na camisa.
E...
Temos isto.
N�o fa�o ideia do que �.
Estava debaixo de uma prega de pele no abd�men inferior.
Outra arma do crime?
N�o, era s� pl�stico.
Pode ter servido para prender o corpo no buraco onde a encontr�mos.
Ou ent�o n�o � nada.
- Fotografou-os? - Sim, mando por e-mail.
Obrigado.
Se quer a minha opini�o,
tudo come�ou como um acidente.
Uma queda...
� um acidente.
Um soco � menos acidental.
E depois, h� o que gosto de chamar
uma lista de traumatismos "pouco profissionais".
Pouco profissionais?
Sim.
Um estic�o, uma tentativa falhada de estrangulamento.
E mais um traumatismo mais conclusivo,
do lado esquerdo do rosto e da cabe�a.
Indica que foi uma pessoa destra.
Entre 80 e talvez 100 kg.
Espanto-me sempre como descobrem essas coisas.
Era existencialista e G�meos.
- O qu�? - Inventei agora.
Pensei...
Mas que raio?
N�o sabia?
N�o.
H� 20 minutos, apareceu este tipo a dizer que era s�cio do Eric Neill.
Implicou-o numa s�rie de casos antigos.
Vigarices.
Uma rapariga atrasada com uma heran�a enorme.
A mesma abordagem que no assass�nio de Olivia Lake.
� treta.
N�o, ele tinha boas hist�rias.
N�o, � uma treta o que est� a acontecer agora.
Ele n�o apareceu do nada.
- Nate. Natey. - Querida, n�o � boa altura.
Quero falar-te sobre algo. Estive a pensar.
Esta ave rara acabou de aparecer e eu tenho de tratar dela.
Nate.
- O que foi? - � disso que te quero falar.
Eu vi. Algu�m anda a jogar sujo.
Eu sei, algu�m quer que eu desista do Joel e volte a investigar o Eric.
� o que estou a pensar.
Se concordas,
faz o mesmo.
O qu�?
Revela informa��o. Lan�a um isco.
- V� o que o Joel faz. - N�o vou fazer isso.
N�o � �tico.
� desonesto.
- E � mau trabalho policial. - A menos que tenhas raz�o.
Ent�o, todos te achar�o um g�nio.
- Desculpa, n�o vai acontecer. - Eles que se concentrem no Eric.
Obrigado pela sugest�o.
Surpreende-me, mas n�o vou faz�-lo.
Amo-te, mas n�o vou.
Desculpa.
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A� est� ele.
Detetive Henry. Declara��es sobre Casey Delacroix.
Quem � ele e porque se revelou agora?
N�o comento uma investiga��o em decurso. Com licen�a.
Ent�o h� uma investiga��o. O caso foi reaberto?
Casey Delacroix, levanta d�vidas
ou confirma o que acha sobre Eric Neill?
Nada mudou.
Pe�o a todos que respeitem a mem�ria da v�tima, Olivia Lake.
Fez parte da investiga��o h� quatro anos.
Vai reabrir o caso?
Repito, n�o vou reabrir o caso.
Eric Neill tem antecedentes criminais semelhantes ao caso de Olivia Lake.
O cadastro anterior de Eric Neill n�o tem rela��o com este caso.
Qual � o plano de a��o?
Esta hist�ria n�o � sobre mim.
Na verdade, nem h� hist�ria.
N�o tenho nada a dizer.
- Identificaram o cad�ver? - N�o � sobre mim.
Por favor. A s�rio!
J� me conhecem,
n�o falo com a imprensa.
Mesmo quando h� algo para dizer.
N�o fa�o coment�rios.
Vou atropelar-vos.
Detetive...
Quando terminar na montanha,
ligue-me.
Ponto.
Tenho uma pergunta sobre o Alan. Ponto.
N�o demora muito. Ponto.
Joel, � s� para ter not�cias. Ligue-me quando puder.
CASEY DELACROIX
DESCREVE COMO TRABALHOU COM O ASSASSINO ERIC NEILL
Estou?
Para aceitar uma chamada a cobrar do dept. prisional do Utah,
prima a tecla 1.
- Estou? - Pet, � mentira.
Algu�m lhe pagou para falar. Ele n�o falaria se n�o lhe pagassem.
- Est�s a�, Petra? - O que se passa?
Eu e ele trabalh�mos juntos, mas s� algumas vezes.
Ele n�o me conhece. Nada do que diz � de confian�a.
Quem � a Eloise Brand?
Uma mi�da herdeira que o Casey conhecia
de um col�gio onde trabalhou h� 12 anos.
- Ela n�o regulava bem. - Apaixonou-se por ti,
p�s-te no testamento e morreu, como a Olivia.
N�o foi como a Olivia, e s� seis meses depois.
Teve uma overdose. Ningu�m apresentou queixa.
Nem sequer houve queixa, ningu�m suspeitou de mim.
Porque � que descobri isto agora?
- N�o pareceu importante. - Eric.
N�o queria perder-te, Pet. �s tudo o que tenho.
�s a �nica pessoa que acreditou em mim.
Que mais n�o sei eu?
Juro-te que � tudo.
Tudo o que tu e o Casey fizeram.
Isso sem acusa��es, e a Olivia.
E houve outra vez,
uns anos antes da Olivia,
tivemos a ideia de convencer
os moradores de Summit a financiar uma prospe��o falsa de prata.
Fizemos a proposta a algumas pessoas,
mas ningu�m alinhou.
J� tinhas estado em Summit?
S� para falar com pessoas.
Quais pessoas?
Umas acima da montanha, outras mais abaixo.
Os O'Connor?
Tamb�m. Porqu�?
Pet, est�s a�? Porque perguntas?
Foi assim que conheceste a Olivia?
Conheci-a atrav�s de um intermedi�rio, um ano depois.
Quem?
Um advogado chamado Cliff Jones.
Cliff Jones. Quem raio � ele?
Representava uma rica�a europeia que queria comprar a propriedade,
mas a Olivia n�o queria vender.
- Porqu�? - Estava ligada a ela.
- N�o, porque � que ele te ligou? - N�o sei.
N�o sabes porque � que ele te ligou, especificamente.
N�o lhe perguntei.
Mas falaste � tua advogada sobre o Cliff Jones?
Claro que sim.
Ela disse que ele n�o existia.
E isso n�o interessa para o caso.
Quem est� a pagar ao Casey quer que eu fique preso.
Se descobrires quem lhe paga,
saber�s de quem a Olivia falava naquele telefonema,
de quem ela tinha medo.
Merda, o tempo acabou. Vem c� ter, vem ver-me.
Merda!
Detetive Henry?
- Acho que recebeu a minha... - A intima��o?
Sim, foi alguma piada?
N�o achei gra�a nenhuma.
N�o entendo.
Est� a pedir-me uma intima��o
num caso que, al�m de fechado,
est� j� resolvido.
Quer alargar a investiga��o sobre algu�m que j� foi preso?
S� quero fazer o meu trabalho.
Eu sei, o seu antigo chefe disse-me.
Est� a abrir uma ferida com quatro anos com base num palpite,
com a ajuda de uma parceira que... Deixe-me ver se acertei.
� a irm� da pessoa
que confessou o crime.
A quest�o � que o Eric Neill nunca confessou.
- Poupe-me, detetive. - Foi um acordo.
Ele nunca admitiu a culpa.
Desculpe, acho que vi um novo decreto que exigia
que revissem no��es de Direito,
sobre uma decis�o que ajudei a tomar.
Que, se me pergunta, achei demasiado ligeira
para um indiv�duo t�o perigoso.
Confie em mim.
Ele tem mais que se lhe diga.
Eis o que tenho a dizer sobre a sua intima��o.
Da pr�xima vez que vier pedir-me ajuda sobre um caso aberto,
lembre-se deste momento
e das palavras que lhe vou dizer.
A raz�o por que Dick Andreesen, inexplic�vel e estupidamente recusou.
Boa sorte, detetive. Feche a porta ao sair.
E detetive...
N�o me diz respeito,
mas as escolhas que faz
e os partidos que toma...
... t�m consequ�ncias.
Pois t�m.
Bom dia, Dick.
Est�s feliz, agora?
Na verdade, estou zangado.
Uma rea��o mais adequada seria o medo. Esta � uma cidade pol�tica.
Pediram-me que te chamasse � raz�o.
O Dick Andreesen baseou toda a sua campanha
na condena��o do Eric Neill.
- Por falar em cidades pol�ticas... - Que quer isso dizer?
Verifica as tuas fontes, Alan.
Ele n�o quer que voltemos a investigar o caso.
A fonte, devo lembrar-te, somos n�s.
O Dick Andreesen e a equipa dele trabalharam com o que lhes demos.
N�o, trabalharam com o que tu lhes deste.
O que n�s lhes demos.
Tu � que querias condenar o Eric Neill.
Tu � que cedeste � press�o.
Qual press�o, Alan?
N�o fa�o ideia.
Mas deixa-me perguntar-te.
Quem te apoiou no teu novo neg�cio?
O que est�s a sugerir?
N�o sei. N�o tinha pensado nisso at� agora.
Ningu�m apoiou o meu neg�cio.
Fui contratado porque os meus clientes confiam em mim.
Foste contratado pelos mesmos que apoiam o Dick Andreesen.
- Como te atreves? - Porqu�? N�o fa�o ideia.
Est�o relacionados?
Tamb�m n�o tinha pensado nisso,
mas porque foram todos t�o r�pidos a acusar o Eric Neill?
Porque ele cometeu um homic�dio.
Talvez.
Provavelmente. Mas eu n�o sei isso.
� melhor que saibas.
Ou ent�o estou a assistir ao colapso de uma carreira.
A minha carreira est� bem.
Achas mesmo?
N�o sei.
Talvez estejas certo.
Nesse caso, retiro o que disse.
Seja como for, tenho de descobrir. Porque o meu emprego,
a minha carreira,
s�o servir a justi�a.
N�o apenas manter a seguran�a.
Respira. Respira...
Parece que tudo o que disseste estava certo.
Respira.
Talvez a primeira parte.
Talvez o "manter a seguran�a" tenha sido demasiado.
Que se lixe. � verdade.
� verdade, certo?
- Sim. - N�o �?
Sim, querido.
N�o planeei nada.
� medida que falava,
comecei a embalar...
E as palavras come�aram a sair.
Como � que o Alan arranjou aquele emprego de repente?
Porqu�?
Sabes quem s�o os clientes dele?
Sabes quem s�o?
Sabes quem s�o?
Os O'Connor, os Kazmarsky,
os Riley, os Loutt, os Weed.
Os mesmos que apoiaram o Dick Andreesen.
Porqu�?
"A calma do C�u envolve-me o cora��o."
"A calma do C�u envolve-me o cora��o."
"A calma do C�u envolve..." Desculpa, enervei-me outra vez.
Eu sei. Consegues conduzir?
Querido...
Consegues conduzir?
Claro.
Claro que consigo.
Obrigado.
Obrigado, Melissa.
- N�o te preocupes. - Amo-te.
Eu tamb�m.
Tom, que posso fazer por si?
J� viu o que aconteceu?
Estou a ver agora.
Que coisa estranha.
De loucos.
Estou a sentir-me encurralado.
A minha fam�lia liga-me a perguntar o que � verdade.
N�o � nenhuma emerg�ncia,
mas quero que me informe dos boatos,
ou at� not�cias verdadeiras que possa saber.
Claro, Tom. Verei o que posso fazer.
Est� em pensar em algu�m em particular?
Seria bom saber o rumo que isto est� a tomar.
Entendo.
N�o se preocupe. Vou ver o que posso descobrir.
Obrigado, amigo.
Agrade�o-lhe.
... o corpo congelado de Olivia Lake,
juntamente com uma t-shirt enterrada com ele, foi descoberto.
Fontes revelam que a t-shirt estava rasgada
e parecia ter manchas.
O perito forense Mark Chamberlin
diz que poder� ser uma tentativa de lavar o sangue com lix�via.
Tamb�m foi encontrado este peda�o misterioso de pl�stico azul,
que poder� ter sido usado no pr�prio assass�nio
ou na oculta��o do cad�ver.
Fontes ligadas ao laborat�rio
dizem que estava alojado na pele da caixa tor�cica de Olivia Lake.
Noutra reviravolta bizarra,
um homem chamado Casey Delacroix contactou a TKSL5
com informa��es inesperadas.
APAGAR FOTO
Restaura��o, em que posso ajudar?
Servi�os de quartos?
- Sim, senhor. - Ol�.
Pode pedir a algu�m que venha tirar o �lcool do meu minibar?
Claro, com certeza, vou j� mandar algu�m.
- � o quarto 304? - Sim, obrigado.
Disponha, � para j�.
Estou?
Queria falar com Joel Hurley.
Ouve, tenho muito em que pensar neste momento.
Acho isto muito estranho.
Como se estivesse a conden�-lo, de repente.
Ontem, s� pensavas em contar-lhe sobre a mentira.
Sim, mas era para desabafar.
- Isto � para me atormentar mais. - Frank!
Era a m�o direita dele.
Estava vermelha e inchada.
E tinha uma ferida no n� do dedo.
- Tens a certeza? - Sim.
Vi-o � chegada. Perguntei:
"� a m�o com que desenhas, o que aconteceu?"
O que respondeu ele?
Disse que discutiu com a Laura e espetou um murro na parede.
Estava armada em moralista.
Sabes como ela �.
Por acaso, n�o tenho essa ideia dela.
Acredita em mim, por baixo daquela do�ura toda...
Mas foi por isso que ele saiu com a outra rapariga.
Foi o que contou.
Joel. Tudo bem, amigo?
Nate, tenho informa��es sobre o Cameron.
Acho que pode ser uma pista.
- A s�rio? - Sim.
Algu�m tentou mesmo vender o desenho da Olivia
que foi roubado do cofre.
E eu tenho o e-mail dele.
- Tens o e-mail dele? - Sim.
�timo, vou querer anotar.
Papel e caneta...
- Est�s pronto? - Sim.
� Ray.breslin@jnet.
Ray Breslin.
- B-R-E-S... - L-I-N.
- L-I-N. - Jnet.
Jnet.
Vou investigar. Obrigado.
De nada.
Est� tudo bem contigo?
Tens passado bem?
Sim, estou bem. Tudo �timo.
Parecias um pouco...
... alheado h� bocado.
N�o, estou bem. Tudo bem.
E tu?
Eu estou bem.
Est� tudo bem.
Tens passado bem?
Sim, sim...
Algumas novidades?
N�o, nenhuma novidade.
Tenho de ligar � Laura...
Certo, manda-lhe cumprimentos meus.
Est� bem, adeus.
APAGAR SITE
- Ainda quer que leve... - Sim.
N�o entendo.
Quando?
Eu diria no pr�ximo voo poss�vel.
H� um em Nova Orle�es que chega �s 6h
e estarias em Summit �s 6h45.
Nate, tens de me dizer o que se passa.
Falei com ele h� cinco minutos e n�o me disse nada.
A �nica coisa que posso dizer-te � que devias estar aqui, Laura.
Sei que talvez seja mais dif�cil, mas para o bem do Joel,
n�o podes falar com ele at� eu falar contigo em pessoa.
Qual � a gravidade?
Ele fez alguma coisa?
Falamos quando chegares, est� bem?
Est� bem, adeus.
Est�s bem?
Preciso de ir a Summit.
Agora?
O Joel est� metido num sarilho.
O Nate, um amigo nosso que � pol�cia,
n�o me conta nada at� eu l� chegar.
E disse que eu n�o devia falar com o Joel at� falarmos os dois.
Merda, lamento...
Ele � ficcional.
Ficcional, como?
� uma personagem de um filme.
Ray Breslin � a personagem do Stallone em "Plano de Fuga".
- E o e-mail? - Foi registado por Cameron Morgan.
Sabemos onde estava a 31 de dezembro.
Detetive, uma mulher chamada Petra Neill tem tentado ligar-lhe.
Diga-lhe que recebi as mensagens e para ela parar de me ligar.
At� pode dizer...
Ol�. N�o podemos falar.
Nunca dev�amos ter come�ado a falar.
Ou�a, isto � um caso grave. Quando terminar, talvez.
Mas, at� l�, tem de deixar de me ligar.
Lamento. N�o passe mais chamadas dela.
- N�o vai gostar disto. - Porqu�?
Ligue para o canal 6.
Podem aumentar o som?
...citando fontes que revelam
que dois objetos foram encontrados com o corpo.
Uma t-shirt manchada de lix�via
e um pequeno tri�ngulo de pl�stico azul,
que poder� ter sido usado para enterrar o corpo.
Raios!
N�o come�ou como assass�nio, acho que se agravou.
- Mike... - Crime passional.
- N�o fui eu. - Ent�o, quem foi?
- E o que fazes aqui? - Tenho amigos c�.
Ele queria informa��es, n�o vi problema em dar-lhes.
Alan...
Acabei de chegar, n�o posso ter revelado nada.
Pensei no assunto e deve ter sido algu�m do tr�nsito.
- Ou da inform�tica. - N�o acredito nisto.
J� n�o basta termos o Andreesen a desenterrar o Casey DeLaCroix.
- N�o sabemos se ele fez isso. - Ent�o, quem foi?
Quem mais tem essa informa��o?
Quem mais n�o quer que o Eric Neill fa�a um recurso?
Descobre quem passou a informa��o.
- Nate, n�o... - Espera.
- Tenho uma ideia. - Nate.
- Tens um minuto? - Por acaso, Alan, n�o tenho.
Como � que eles sabem isto?
Est� tudo relacionado com os n�veis de di�xido de carbono.
E acham que foi uma tentativa de estrangulamento,
seguida de trauma contundente no queixo?
O meu colega acredita que foi feito � pressa. Morte acidental.
Obra de um amador.
Ela estava perturbada.
Talvez algu�m a tivesse tentado silenci�-la.
Havia coisas no ch�o, res�duos de produtos de limpeza,
algo nas unhas dela...
Escoria��es no joelho, sinal de...
...que andou pelo ch�o a rastejar, o que implica que ela caiu.
Deve ter tentado fugir. Foi pontapeada.
Caiu de costas, talvez. Levantou-se, foi estrangulada.
Isso n�o a matou.
- E depois, o murro. - Por uma pessoa destra.
Como pode ter a certeza?
� incr�vel o que descobrem hoje em dia.
O Eric Neill?
� canhoto.
E foi isso que...
N�o, foi com um martelo.
Dois, tr�s ou quatro golpes.
Como se sente quanto a isto?
Como assim?
Pessoalmente.
- Teve aquele caso com ela. - Estou bem. N�o...
- Est� a perturb�-lo de algum modo? - N�o.
Foi uma rela��o fugaz.
H� cerca de doze anos.
Sim, perturbou-me v�-la a ser desenterrada.
Mas, passados minutos, era apenas trabalho.
� bom saber.
Ou�a...
Tivemos alguns vizinhos preocupados.
Alguns deles moram a 3 km, mas chamamos-lhes vizinhos.
Por causa de toda a agita��o na nossa propriedade.
Nas propriedades de todos.
S� queria avis�-lo para n�o se surpreender
se vir algumas caras novas por c�.
Desculpe... Caras novas?
Sim, temos uma opera��o em Atlanta.
V�o emprestar-nos parte da equipa. N�o quero aborrec�-lo com isso.
O Dave Dorenzo liga-lhe. Aterrou agora, ele informa-o.
Ele tem o seu n�mero.
E eu devo...
Aguarde.
Deixe que esta agita��o na montanha acalme.
Vamos enfrentando o que surgir. Vai tudo correr bem.
Morgan. Morgan.
Quem � aquele?
Quem � aquele na televis�o? Parece o teu pai.
Aquele jovem bem-parecido, calmeir�o e talentoso
parece o teu pai a falar do emprego dele na televis�o.
- Foste tu. - O qu�?
- Que passaste a informa��o. - O qu�?
- Nate... - Do que est�s a falar?
Claro que fui eu. Devias ter-me visto.
Disse assim: "Pete, conheces-me. Eu n�o falo com a imprensa."
E depois meti-lhe uma carta no bolso e pisquei-lhe o olho.
- E resultou, certo? - Vai levar-me a jantar no s�bado.
Sim, resultou! Obrigado!
�s um g�nio.
Assim que a hist�ria se soube, o Joel ficou em polvorosa.
Pus o Roberts a segui-lo. Estou � espera do relat�rio.
- Caramba! - Eu sei, pois �.
Tenho de ir. Ela est� a aterrar.
O Joel sabe que foi ele e estava s� a mentir?
Eu...
N�o posso dizer-te.
Mas se o Andreesen quer uma guerra com Nate Henry,
vai provar do seu pr�prio veneno.
N�o entendo porque � que o Andreesen
quer que o Eric Neill fique preso.
� o emprego dele, � um embara�o.
E se ele se enganou?
Devias ter ouvido a maneira como ele falou comigo.
Vai arrepender-se. E o Alan tamb�m.
E toda esta cabala pol�tica da montanha.
Desculpa, achas que estou a exagerar?
Um pouco, um pouco, um pouco...
Pronto, acalma-te. Tudo ser� revelado.
Tudo ser� revelado a seu devido tempo.
Adeus, mi�do. Adoro-te.
Se fizer sentido, diz-lhe ol�.
Est� bem.
Obrigado.
Roberts, ol�.
A que dist�ncia?
Est� bem, ainda temos tempo.
Pronto, o que se passa?
Prazer em v�-la outra vez. Estou � procura do Horacio.
Sabe onde ele est� neste momento?
Deve estar em cada dos Miller.
Conhece Splendid Valley Road, para cima, � esquerda?
Acho que sim. Splendid Valley, sigo em frente e viro � esquerda?
- Sim. - Prazer em v�-la. Obrigado.
Horacio.
Tenho uma pergunta acerca de um impresso de seguros
que eu talvez tenha deixado na carrinha.
Importa-se que procure?
- Est� bem. - Gracias.
Encontrei, obrigado.
Outro caixote do lixo.
Est�s a perder a oportunidade, h� uma bomba de gasolina.
J� passaste por quatro. Encosta.
Encosta.
Encosta. Encosta.
- Encosta, Joel. - Est� bem.
- Est� bem! - Passaste a bomba, encosta!
Cala-te. Cala-te.
Vou faz�-lo.
Ele n�o est� a ver.
N�o imagino pelo que est�s a passar agora.
Quero que saibas que n�o concordei em prender um amigo.
Tudo bem, Nate.
N�o estou a adivinhar, s�o factos. Aconteceu realmente.
Tudo bem, Nate.
- Alta-voz? - Sim.
Ol�, Joel.
Querida, estou a tentar ligar-te h� duas horas.
Desculpa, desliguei o telefone por causa... de uma coisa.
N�o interessa.
Naquela noite, sobre o que t�nhamos discutido?
Qual noite?
Desculpa, na noite em que a Olivia morreu.
V�spera de ano novo. Lembras-te da discuss�o?
Sim. Porqu�?
Dei um murro numa parede?
N�o sei, Joel. Fui-me embora.
Talvez, disseste que sim. Talvez o tenhas feito.
Sinceramente, n�o sei.
Eu fazia isso muitas vezes? Bater em coisas?
Quando bebias, sabes que sim. N�o posso falar agora, Joel.
Lembra-te dessa noite. Porque � que discutimos?
Foi por causa da Olivia.
Estou?
- Eu disse por que raz�o? - Ela disse-te coisas.
Que coisas?
Maldades, n�o sei. Isso interessa?
- Tenho de desligar, Joel. - Espera, porqu�?
- Tenho de desligar, desculpa. - Laura, o que me disse ela?
N�o sei...
Ela queria acertar contas.
Tenho de desligar, Joel. Vemo-nos em breve. Desculpa.
N�o percebo, est�s zangado com a Olivia ou comigo?
Est�s a ser t�o condescendente que nem distingo as duas.
Como � que estou a ser condescendente?
Dissemos que far�amos mudan�as no ano novo.
- Estamos no ano novo. - Ainda � o ano velho.
Disse que estou farta de coisas que levam a becos sem sa�da.
Eu sou um beco sem sa�da?
Odeio-la, mas parece que concordas com ela.
- Estou farta disto. - E est�s farta de mim.
O que te disse ela para ficares assim?
Vou a casa da Melissa. Ela convidou-nos.
- Faz o que quiseres. - Boa, vai-te embora.
Vai � merda, Joel.
Mostro-lhe o meu, se me mostrar o seu.
Desculpe?
Os desenhos. Caramba.
Quer mesmo ver os meus desenhos?
Claro. S�o bons?
Vai ver.
Um Martini a sair.
Com gelo, duplo.
Cheg�mos a um impasse, Joel. S� h� duas sa�das.
Ou seguimos em frente, o que n�o me parece poss�vel,
ou voltamos para tr�s cada um na sua dire��o.
Joel, tenho tentado ligar-lhe.
O qu�?
Desculpe, foi um assunto pessoal, em casa.
Preciso de falar consigo. � importante.
N�o sei como dizer isto.
Quando nos conhecemos e eu fui ao Louisiana, eu...
N�o fui direta consigo. Fui desonesta, na verdade.
Estava � procura de algo para reabrir o caso do Eric,
mas na verdade...
� o Horacio, tenho de atender.
N�o saia da�, por favor.
N�o se v� embora.
Hola?
- Quando... - Ela chegou h� pouco.
Quando te liguei, estavas...
Tu...
Fal�mos sobre v�rias coisas.
Sobretudo sobre a vossa partida de Summit.
Sobriedade, as perdas de consci�ncia.
- D�vidas. - Posso falar contigo?
Ol�.
Ol�.
Eis o que quero fazer agora.
Quero falar contigo no corredor, um momento. A Laura fica aqui.
Depois, tu e ela podem ter uma conversa franca.
Vamos.
Joel.
Vou s� dizer algumas coisas que eu sei.
E outras que gostaria de descobrir.
O Ray Breslin � a personagem do Sylvester Stallone
em "Plano de Fuga".
Joel, pareces preocupado. Est�s a ouvir-me?
O qu�?
Ray.breslin@jnet.
Sim, � o do Cameron.
Sim...
Talvez.
Sim, ele tentou vender os desenhos.
Mas adivinha onde ele estava na v�spera de ano novo.
Na cadeia, em Tucson. Violou a condicional.
Bem, mas...
Tive uma reuni�o com o departamento forense hoje.
Trouxe-te uma c�pia do relat�rio. Podes l�-la se quiseres.
Mais tarde. Talvez te avive a mem�ria.
Eis o resumo.
A Olivia foi atingida no queixo, do lado esquerdo do rosto.
Por uma pessoa destra.
N�o sei se sabes, mas o Eric Neill � esquerdino.
A tua m�o direita estava vermelha, ensanguentada e inchada.
Ambas, quando a Tia te foi buscar � meia-noite.
�s 23h57, para ser exato.
E depois, de manh�, quando o Frank te levou � cidade.
Mas isso � o menos.
Pedimos a algu�m que te seguisse hoje.
Assim que descobriste a informa��o sobre o que encontr�mos com o corpo,
sa�ste do hotel, foste ao condado de Marcellus.
� onde vive o jardineiro, Horacio.
Foi a ele que vendeste a carrinha, depois do assass�nio.
Depois disso, foste a uma bomba de gasolina na I-80.
Temos uma equipa a caminho dessa bomba, neste instante.
T�m instru��es para revistar os caixotes do lixo.
Queres dizer-me o que eles v�o encontrar,
ou espero que eles me digam?
O que acontece agora?
Agora, volto � esquadra e preparo um mandado.
E levo-o ao promotor logo de manh�.
Quando ele o assinar, e acredito que o far�,
falo com a ju�za Warren,
e conto-lhe tudo o que contei a ti.
Ela aprovar�,
eu voltarei a este quarto de hotel
e n�s os dois decidiremos como vamos fazer isto.
J� me lembro sobre o que eu e a Olivia est�vamos a discutir.
Ela disse que eu lhe devia dinheiro e eu disse: "Isso n�o � justo".
Acho que lhe disse que ela era desonesta.
E ela disse-me que eu nunca teria sucesso como artista.
E que s� me aceitou na quinta porque me queria foder.
Fui ter contigo...
Perguntaste-me o que se passava e eu respondi qualquer coisa.
E acho que concordaste com ela.
S� com a parte de ela te querer foder.
N�o me lembro de nada depois disso.
Achei estranho porque adoravas aquela carrinha.
Porque a querias vender t�o depressa?
N�o interessava o que o Horacio pagava, s� a querias vender.
De repente, querias sair da cidade quando eu to pedia h� um ano.
Tenho recorda��es do antes e do depois.
E come�o a ter algumas do que se passou durante.
Foste ao cinema com o Frank?
N�o.
Estiveste com outra pessoa?
N�o.
Mas pensava que sim. Desculpa.
N�o entendo. Pensavas que estiveste com outra pessoa?
Pensava que tinha dormido com algu�m.
E pensei que te ajudasse ao n�o te dizer.
Mas tinha medo, porque �s t�o boa pessoa.
Joel, n�o...
Mudaste-te para o Louisiana por mim.
- Contigo. - Mas n�o querias ir para l�.
Foste o meu rochedo. E apoiaste-me.
- Foste minha amiga e parceira. - Por favor, n�o o...
Foi por isso que eu quis sair de Summit e deixar tudo para tr�s.
E isso consome-me todos os dias desde essa altura.
E ontem, por um segundo,
fiquei t�o aliviado por n�o te ter tra�do.
Mas n�o me lembro daquela noite. N�o me lembro do que aconteceu.
Pensava que sim, mas foi-se tudo.
Quando algu�m me conta o que poder� ter acontecido,
come�o a achar que talvez possa ser verdade.
N�o sei se � real, ou se vejo essas imagens porque me disseram isso.
Mas eu...
sei que odiava a minha vida.
E sei que estava zangado.
Fui instrutor de esqui, depois empregado de bar,
depois fui caseiro, ou seja l� o que for que era...
Vivia num celeiro.
- O que te diz o teu instinto? - N�o sei.
O que te diz a tua alma?
Que preciso de pensar ou...
N�o sei, talvez de n�o pensar.
O mais estranho, Joel...
� que ainda acho que �s um bom homem.
Seja l� o que isso for.
Acho que vais fazer a coisa certa.
Sei o que tenho de fazer.
Tradu��o Jorge Filho
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