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Fat Mooney. Ou ser� Skinny Malink? Onde est�o as tuas amigas?

Magic Man. Mesmo na hora. Ouve, ainda n�o chegaram.

Enquanto esperamos, temos novas cassetes.

- O que t�m? - Donas de Casa Famintas.

� sobre donas de casa que t�m fome, mas de sexo.

- Percebi. - Pois.

A��o Real Escaldante! 100 por cento caseiro!

- Quantas? - Umas 12, mais a caminho.

Copias tudo do original?

Porque o �ltimo lote, uns tinham a imagem granulada.

Foi um problema de equipamento.

- Eu e a Irene melhor�mos a cena. - Est� bem. � justo.

Amigo, n�o � uma biblioteca. Leem-se melhor em casa.

Todos os dias esta merda.

Desculpa. O tr�nsito.

Chaz Rowe. Deve ser o Sr. Martino. Esta � a Tina.

- A sua fama precede-o. - N�o acredite em tudo.

Por fim, um encontro de mentes. E eu ganho com isso.

V�o para o meu escrit�rio. L� atr�s.

Sei onde �. No corredor do bondage, ao p� do fetiche. Vamos.

Entra.

Muito bem. Mete isso e vamos ver o que tens.

- V� isso. - � o mais recente.

Meti na parte melhor.

- Isto � a tua sala? - Sim, em Yonkers.

- O que pode ser? - Merda. Tenho uma encomenda.

Isto n�o foi planeado.

Porra, isto � muito bom.

Espera, vamos abrir. Espera.

A� est�.

Est�s a gozar. Isso aconteceu?

Porqu� a surpresa? Disseram que fazias v�deos amadores.

- Assine aqui. - Sim.

Filmo pornografia amadora a fingir. Isto � s�rio.

Tenha um bom dia.

Mas que...

- H� quanto tempo fazem isso? - Dois anos. Um ou dois por semana.

- E temos amigos. - Amigos?

Conhecemos malta em clubes. Malta do mesmo g�nero. Amigos.

Primeiro, era pelo gozo. Depois come��mos a vender a terceiros.

A ideia de desconhecidos a ver-nos, a pagar-nos...

Viemos ao centro, fal�mos com pessoas. O Sr. Mooney pensou...

J� percebi.

- Precisam de distribui��o. - Tem uma empresa, certo?

Sim.

Eu andava no infant�rio.

Um mi�do, o Louis, dava-me o dinheiro do leite para ver a minha vagina.

E dava mais para lhe tocar.

Depois, foi contar aos amigos. E foi como come�ou.

- O pequeno Louis. - Com o pequeno Louis.

E tu?

C�us...

Era adolescente, uma tipa mais velha fez o arranjo.

N�o devia querer o servi�o, ele tinha uns 140 kg, um tipo obeso.

Foi num quarto no Princess.

- Lembras-te? O Princess. - Claro!

- Aquele s�tio. - Pois.

E disse que queria uma massagem nas costas.

Pensei, � f�cil, certo?

Ele foi buscar o �leo que queria.

Deito-lhe o �leo e come�o a esfregar.

Demorei uma eternidade at� o ter coberto de �leo, era uma montanha.

Depois de um tempo, o gajo fica de pau feito e pede-me um broche.

Ent�o, fa�o-lhe o broche, e n�o estou a gozar,

o filho da m�e n�o se lavava h� semanas.

O cheiro... Eu quase vomitava.

E pensei, "Vou saltar pela janela."

Era s� uma mi�da.

A pensar em matar-me.

Uma crian�a. Enfim, ficou f�cil depois disso.

E o teu filme? � sobre as nossas hist�rias?

Ainda n�o sei.

Ainda estou a pensar.

Candy, tu sempre trabalhaste sozinha, certo?

- Nunca tiveste um chulo? - N�o, n�o gostava.

Para mim, houve sempre um gajo.

N�o sei.

- Ouves a Dra. Joyce Brothers? - Conhe�o-a.

Ela diz que a culpa � do meu pai.

- Pois, os pais. - O meu...

O meu pai era um est�pido de um b�bedo.

Hist�ria antiga, demasiado clich� para ti.

Nada para mim � clich� se for verdade.

- A comida j� vem. - Gosto disso.

N�o sei o que quer dizer, mas soa-me bem.

� o que importa.

Tosta com ovos, batatas fritas, ovos escalfados, p�o de centeio,

omelete e duas colas. - Obrigada.

- Bom apetite. - Obrigado, Leon.

V�s?

Alguma coisa sobre o dono?

Uma sociedade limitada, j� dissolvida. Era de fachada.

N�o conseguimos identificar o dono.

Queres que o desenterre e o exponha. Como n�s fazemos.

Encontras o tipo da escritura

e, se for algu�m p�blico, vamos por a�.

Sen�o, depois vemos.

- Precisas mesmo deste quarteir�o. - Estamos perto do novo Marriott.

Metade destes pr�dios v�o valorizar. Est� na altura.

Levo-te, levo-te l�

Onde mais ningu�m foi

- E queres mais - Est�o � tua espera, beleza.

- Est�s empolgada? - Claro.

Olha-me estas vadias. Vais ser a mais gira no est�dio.

V�s o que me fazes? Fazes isso a todos os homens.

Vai-te a eles, amor. Faz a tua cena.

Hora do espet�culo.

- Ol�, marinheiro. - Ol�, cowboy.

- Como est�o as coisas? - Mal.

Qual � o problema?

Nada de especial, tudo bem na c�mara. J� o bar...

N�o est� a dar dinheiro. Ainda est� muito leve.

- N�o vai ser fixe? - A culpa n�o � tua.

O Rudy sabe com o que lidas.

Sabe?

N�o sei. Podem acabar por encerrar-nos a todos.

Saunas, quartos dos fundos.

Quem sabe, talvez seja melhor. Por preven��o. Seguran�a.

Mantenham as quecas vis�veis.

Falem com as pessoas, eduquem-nas.

N�o s�o as casas que transmitem doen�as.

�s inteligente. Devias concorrer �s elei��es.

Para qu�? Pega da aldeia?

- Ganhavas na boa. - Vai-te lixar.

Mas est�s bem, certo?

Eu? Sim, claro. Estou bem.

- Muito bem, Paul. - Foi bom ver-te.

- Muito bom. - Espera.

Passa ao Roy, ele tem uma linha.

- Ele j� a tem. - Servi�o!

Angelyne, continua assim, est� �timo.

Kimmy, inclina-te sobre o Roy, quero as tuas mamas na cara dele.

A� est�. Muito bem, Roy.

Isto � t�o errado. Mas t�o certo.

Lori, para a frente.

Sim.

Mike, p�e-te em posi��o.

Mais perto.

Deixa-me mostrar como se faz no Iowa.

N�o, n�o... Temos de cortar. N�o.

- Corta, corta! O que foi? - N�o me engasgo, n�o fa�o isso.

- E para que � o milho? - � o teu primo. Do interior.

- E trouxe milho? - Sim. Improvisa.

Podemos falar?

- Ele ia-me ao cu. - E da�? Lavaste-te, certo?

Lori, estamos a pagar a tarifa anal.

N�o com legumes! Falaste disso com a Kiki?

- N�o discuto cena a cena. - Talvez devesses!

� o meu nome que vende o teu produto.

Sou a Lori Madison, e n�o uma pac�via aspirante a atriz.

Eu sou o filme. Est�s a dizer para enfiar um legume no rabo?

- Lori... - E quem � aquele?

- O dono da casa. Pode ver. - V�o-se lixar. Onde � o telefone?

Ei! Shay.

- Est�s bem? - O Rodney est� c�?

- O Rodney? - Espera. Tens ginger ale?

Claro, fofa, senta-te.

- Posso fazer-te algo quente? - S� isso, obrigada.

� bom. A minha m�e tinha f� em ginger ale. Curava tudo.

M�e, estou constipada. Bebe ginger ale. D�i-me o p�. Bebe ginger ale.

Fui atropelada por um corta-relva. Bebe um...

V� l�, Shay. Por favor. Senta-te.

Estou bem. S� preciso de um instante.

D�s-me mais?

Porque n�o acabas essa?

D�s-me dois u�sques e uma �gua?

- Claro. - Pousa isto na mesa...

E a imagem continua a regressar, como um tema, um motivo.

E quero que haja um ponto de vista intenso,

vou acrescentar isso ao gui�o.

E vou escrever este sozinha. Vou tentar.

Tenho falado com as meninas, ouvido as hist�rias.

- Eileen, eu... - Sim?

N�o quero interromper o conceito.

S� quero reiterar que n�o vou financiar este.

N�o estou no gozo. N�o posso entrar nisso contigo.

Eu pedi-te alguma coisa?

N�o quero dinheiro, s� ouvidos.

- Ou n�o posso brincar com ideias? - Claro, desculpa. Brinca � vontade.

Espera. Primeiro, preciso de um favor. � dinheiro para ambos.

Certo? Ainda pagas a renda, certo?

Vamos filmar hoje e o Tony foi para a desintoxica��o.

Tens de cobrir. Tu... Por favor.

S� algumas cenas. S� cenas que...

Solo numa banheira e diretores a dar a queca sob o olhar da criada.

- E a criada junta-se a eles? - Qual � a hip�tese?

- HW, em que posso ser �til? - Genial.

Como arranjaste o gui�o desse piv�? Merda, Harvey.

Tanta conversa sobre cinema art�stico.

New Wave Francesa, Godard, Charbroil, � tudo tanga?

- Chabrol. � Chabrol. - Sim.

Eu sei que � Chabrol, estou no gozo.

Perdeste o sentido de humor junto com a alma?

Eileen, isso n�o � justo. N�o � justo!

N�o, n�o, fica. Fica, fala sobre o filme.

�s um vendido de merda.

Tenho mi�das que fariam isto, basta estalar os dedos.

E atiram pipocas do rabo como b�nus.

E aquele merdas a ver? N�o gosto.

Vais ter de sorrir e acenar, percebes?

N�o concordei com nada disto.

Lori. Preciso que jogues em equipa.

O Sean Howard � o maior realizador do momento, e s�o assim as coisas.

Isto � um trabalho importante. Est� bem?

- Merda, Kiki! - Lori?

Est� bem!

- Vou arar o teu campo. - Colhe a minha aveia, Johnny Jr.!

Mas n�o contes � Tia Sharon.

E corta. Roy, mant�m o tes�o.

- J� resolveste? Aleluia. - N�o no meu rabo!

Abby Parker. Preciso de ver a Doutora Wells.

Tem consulta marcada?

Diga-lhe que a Abby est� na sala de espera.

E tem algu�m que precisa de ajuda, agora.

- Abby... - A Abby dos envelopes.

Doutora, podia vir � rece��o?

�timo, obrigada.

� bronquite, tenho sempre no inverno.

Trouxe-te ch� quente. E p�o.

- Pensei que ias fazer canja. - Posso ir comprar.

Estou a gozar.

� constrangedor, mas qual � o teu apelido?

- Brody. - Brody.

- E como se escreve Shay? - � Lila.

- Lila Brody. - Uma bela rapariga judia.

- Faz a tua pr�pria canja. - Vai-te lixar.

Menina Parker?

Est�s a dizer que est�s a ter problemas com os teus.

N�o pessoalmente. Mas a organiza��o est� problem�tica.

- Est�s bem com eles? - Nunca vi o chefe.

Ele n�o sai do castelo que construiu em Staten Island

com as colunas e m�rmore

e os vestidos de seda, como a porra do Liberace.

Come a criada com a mulher no quarto ao lado.

� a m�e dos filhos dele, nem a respeita.

- Pois. - Sei l�. Ele n�o deve durar.

O que acontece se ele for?

O Gotti e eles fazem uma pe�a. S�o animais.

E o que tenho a ver com isso?

V�o come�ar a cobrar-nos 15 por cento, em vez de dez.

Preciso de que te esforces mais.

Mais promo��o nos clubes,

o que tiveres de fazer nos sal�es para subir a receita.

Sobre isso tudo, Rudy, sabes...

Pelo lado do Paul, h� uma doen�a? Ele n�o anda a roubar.

N�o anda a entrar dinheiro.

� uma merda assustadora. Mas fora o Paul.

- Farei o meu melhor, Rudy. - Sei que sim.

- Tens um carro novo? - Sim. Um Mark de 85.

- E o telefone? - � um dos extras.

Nunca falaria de neg�cios com isto, mas tinha de ter.

Este � dono deste,

que faz neg�cios com este. At� que este... � t�o complicado.

N�o estamos habituados a este processo.

Normalmente, n�o andamos atr�s de donos de pr�dios.

Porque, na Am�rica, a propriedade � sagrada.

Historicamente, n�o gostamos de mexer com im�veis.

Vamos atr�s das entidades ilegais que gerem neg�cios l� dentro.

A menos que sejam s�cios na opera��o il�cita.

- Mas agora cobi�amos propriedade. - N�o n�s.

Mas, finalmente, h� quem cobice. E h� dinheiro para os atrair.

1,7 mil milh�es do fundo de desenvolvimento da 42.

Exato. Investiga a fundo.

N�o sei como ainda est� viva.

Tem fluido nos pulm�es, uma infe��o grave na garganta,

uma infe��o vaginal. Vou p�-la em Saint Vicent's.

- Ela n�o tem seguro. - Isso resolve-se.

- Obrigada. - Devemos-te uma.

As vossas doa��es ajudam-nos nos momentos maus.

Achas que... Ela usou agulhas.

Pela tua experi�ncia... Se fosse uma amiga tua?

Se fosse minha amiga, faria o mesmo que tu.

Ol�, � a Dra. Wells.

Sim, querida, d�-lhe.

Sim, sim...

Vamos cortar.

Ningu�m gosta de ver mortos a foder.

Diz-nos o que precisas. Queres mais a��o?

Isto � muito foleiro.

Christina, �s uma criada francesa, sim?

- Sim. - Ent�o, fala franc�s.

Meu Deus, pap�, sim, sim!

Meu Deus, beb�. Que homem, que homem.

- Caramba. - Sou do Canad�.

A biblioteca...

Vai para cima dele. Filma.

Adoro o livro.

- � rid�culo. - Sim, mas � um pouco melhor.

- E eu? Que fa�o? - P�e-te teso e deixa-as trabalhar.

- Cassoulet. - Toca-me.

- Touch�. Croissant t�o grande. - Sim!

Estas cassetes, algumas s�o p�ssimas, outras, s�o �timas. Todas s�o reais.

Pessoas reais a foder em v�deo. � uma galinha de ovos de ouro.

Se o DiBi nos ajudar, vai chover dinheiro.

- Vais v�-lo hoje? - Sim, mais logo.

N�o me fa�as parecer mal, eu recomendei-te.

Ele � o rei da pornografia?

- Ent�o eu sou o pr�ncipe. - Sim.

Que horas s�o?

Perguntas-me a hora enquanto olhas o rel�gio?

Drogas-te com o teu produto?

Cala-te com isso, �s parvo?

N�o sou parvo!

- J� vou, e tu? - Fico.

- Ficas? - Sim.

- Que est�s a fazer? Larga-me. - D�-me!

Faz linhas mais grossas, meu. Linhas mais grossas.

Desta vez, usamos uma nota de 100. Deixa c� ver.

Sim!

Boa! Deixa para mim.

Trouxeste para todos?

� uma festa, n�o �? Diverte-te.

N�o estou a brincar, a informa��o que me deste hoje?

Que grade escolha! Digo-te, se isto correr bem...

- Uma m�o lava a outra. - �s o maior. O maior.

Ei! Que diabo? Onde est� a minha nota de 100?

- Essa merda tem piada. - Meu!

Quem a levou, filho da m�e?

- Com quem falas? - Quem levou?

O que vais fazer?

Vai-te lixar, maricas!

- Larga-me! - Trent, calma. Estamos bem.

- H� algum problema? - Baza.

- Vamos. - Ele � meu amigo, v� l�.

- Tira-me este macaco de cima... - Fora.

- Merda. Ei, Joey! - Anda!

�s um homem morto!

Telefonista, ligue � pol�cia.

A cortina cai na �ltima apresenta��o.

- Que cortina? N�o h� dinheiro. - Fa�o eu a com�dia, obrigado.

Quero s� dizer que foi incr�vel trabalhar convosco,

sobretudo com o meu parceiro genial,

o gal� com cora��o de ouro, Sr. Todd Lang. Vem c�.

Teria conseguido sem ti, mas cansava-me mais.

Isto foi profundo. N�o esquecerei. Nem me esquecerei de voc�s.

Obrigado.

Oi�a, Sr. DiBernardo, o que diria se lhe dissesse

que tenho centenas de cassetes do melhor porno amador que h�?

Material em bruto, verdadeiro, pronto a vender.

- E tenho centenas a caminho. - Sim?

O mercado amador est� ao rubro.

As pessoas querem pessoas reais, n�o querem a fingir.

Conhe�o o mercado, j� vi os teus filmes. N�o s�o a minha onda.

N�o, n�o. N�o percebe. Estava a fingir o verdadeiro.

Isto � verdadeiro a s�rio, entende?

Quem diria que os cascais em Yonkers e Westchester

e em todo o lado andavam a fazer isto?

Estes filmes n�o me agradam. Mas as cassetes?

D�o um pau t�o duro que um gato nem o arranha.

Isto � o futuro. Mas a que estou a dizer isto? Tem olho para isto.

Est� interessado?

Sem ofensa, mas trazes o teu produto num saco de supermercado.

Apareces sem forma de eu o ver. E falta-te um bot�o na camisa.

- N�o estou impressionado. - Deve ter ca�do.

Deixa o teu material aqui. Se gostar, distribuo-o. Fico com 60 por cento.

- De qu�? - Do bruto.

E se tiver outros distribuidores?

O convidado sai aqui.

N�o fomos a lado nenhum.

Estou orgulhoso de ti.

- Todd? - Entra.

- Jason Cohen, Public Theater. - O Glen disse que virias.

Conhecemo-nos h� muito tempo.

Ele disse-me que tinha de te ver, e tinha raz�o.

Vamos montar a nova pe�a do Durang na primavera.

� o Jerry Zaks a encenar.

O Jerry Zacks.

Ainda � cedo, mas tenho um papel que pode ser teu.

Gostava que te conhecessem.

- Ligas-me? - O qu�?

Tens uma ironia intr�nseca...

� muito espec�fica, perfeita para o trabalho do Durang.

- Vamos falar. - Obrigado.

Mais valia n�o me ter dito nada, agora n�o durmo.

Ainda tens a novela nos pr�ximos dois meses.

- Foi o que disseram. - E se isto entrar?

Fa�o ambos.

As coisas est�o a aparecer, o que posso dizer?

- Vais queimar-te nos dois lados. - E tu?

Nem ao m�dico vais, nada de serm�es.

N�o � um serm�o.

Tu sabes. Presumo que seja positivo.

Querido, temos de ser inteligentes. Especialmente com o corpo.

- N�o abuses, s� isso. - Estou a pedir-te.

- Podemos n�o falar disso? - Sim, claro. Desculpa.

Estamos aqui agora.

Um brinde! De tacada!

- Pol�cia! Abram caminho! - Alto!

- Posso ajudar? - A licen�a de venda de �lcool.

J� pass�mos por isso.

A sua licen�a tem de estar exposta. Est� exposta?

- Como disse... - N�o tem licen�a.

Sabe que h� venda de drogas ilegais neste estabelecimento?

- N�o. - E venda de bebidas a menores.

- Sabe disso? - Sr. agente...

- Parem a m�sica e liguem as luzes. - Por favor, n�o.

Pessoal, esta casa est� fechada. Dirijam-se � sa�da.

- V� l�! - N�o podem revistar-nos, � ilegal.

Fiquem com as vossas drogas.

Mas apanhem pedradas l� fora.

Vamos, pessoal!

Haddix! Haddix! Merda. Vens agora?

- Isto � a hora de ponta! - A culpa n�o � minha.

Estes tipos novos s�o cowboys.

- Mete-os na ordem. - N�o consigo, n�o s�o meus.

E ningu�m pediu a minha opini�o sobre a lei Padlock.

- N�o posso ajudar-te. - Para qu� te pago?

Lamento, Vince. Lamento.

Merda!

John, recebes o selo do Esp�rito Santo.

Que a paz esteja contigo.

- Cheiras bem. - Obrigada.

- Cheiro bem para a missa. - Para o padre tarado?

Claire, recebeste o selo do Esp�rito Santo.

Que a paz esteja contigo.

Ele est� nervoso. Disse-lhe que o bispo ia dar-lhe um tabefe.

- Para que lhe disseste isso? - Pelo gozo.

Recebeste o selo do Esp�rito Santo. A paz esteja contigo.

Vamos l�. Apresento Luke.

Luke, est�s com o selo do Esp�rito Santo.

- �men. - A paz esteja contigo.

Ela parece ter frio.

Por isso � que devias ter ficado connosco.

Quem?

Mulheres Contra a Pornografia.

Ajudei a organizar tudo.

Ironicamente, fi-lo com envelopes do sal�o.

- Eu sei, eu estava l�. - Quando o fiz, foi pela informa��o.

Pela consciencializa��o.

N�o era um assalto � liberdade de express�o.

Dworkin, MacKinnon, o que est�o a fazer com a censura,

e agora querem aliar-se ao Reagan e ao Meese

e aqueles imbecis? - E da�?

J� n�o � uma quest�o de marchas com as donas de casa

pelo Deuce para verem como �. Est�o a mudar as coisas.

Como? A pisar a Primeira Emenda?

A emenda n�o � sobre filmes porno. � sobre coisas importantes, ideias.

Se n�o a usares para filmes porno, n�o existir� para as ideias.

- O problema com os... - Ei.

Voc�s n�o se calam, suas cabras.

Desculpa, linda.

Como est�s, Shay?

- Bom trabalho. - Ei!

Estiveste bem. N�o te disse? Toma, n�o mostres � m�e.

- Agradece ao Patrick. - Obrigado.

- Doeu quando te bateram? - Que estupidez.

O que fez o parvo? Nada. Escolheste-o a ele?

O que est�s a dizer?

Ajudei-o a escolher o nome, a dizer as ora��es. N�o foi?

- N�o. - Qu�?

Sa�ste-te bem na mesma. O teu av� est� orgulhoso.

Pai, quero falar contigo.

Tenho uma despedida de solteiro, de um tipo do trabalho.

Vamos alugar um quarto no Milford. Queria umas raparigas.

Para dan�ar e tal. Talvez do sal�o?

Parece uma chatice. N�o ser� barato. Falamos depois.

Bobby? Bob, vamos?

O tio Nicky diz que temos de ir contigo.

Ela est� a enlouquecer-me. Sim, m�e.

Est� bem. Joey, tu vens comigo.

Mas est�s a poupar?

Mais ou menos.

Posso dizer-te isso, tu n�o vais levar a mal.

Isto n�o dura para sempre. Para ningu�m, nem para ti.

E est�s a ganhar uma fama.

Fama? Porque n�o querer uma ma�aroca no rabo?

- N�o � s� isso. - Tenta mandar-me

para trabalhos s�rios. Sei fazer mais coisas.

- N�o tenho contactos. - Faz chamadas. Isto � Hollywood.

Est�s do outro lado da colina, caso n�o tenhas reparado.

Queres filmes normais, arranja um agente normal.

N�o vou mentir-te sobre o que fa�o.

- Pensei que estavas do meu lado. - E estou.

E � por isso que quero que digas sim a tudo.

Isto � o Vibrance. A Traci Lords fez muitos t�tulos com eles.

Sabes "O Melhor da Lori Madison"? N�o acontece sem isto.

� a tua oportunidade. Acaba o filme do Sean Howard em grande.

As cabinas est�o prontas.

Tenho de ir ao WC antes.

Tens de virar, sen�o fica seco.

- Est� bem. - Espero que tenhas suficiente.

Esta gente est� faminta.

Rita, para que est�s a limpar?

Aqui vai o ziti, o ziti est� a chegar.

- No trabalho? - Sim, adoro.

No piso de opera��es � preciso dar uns empurr�es, encaixo bem.

H� quem tenha feito a faculdade. Sei l�, s�o inteligentes.

Mas n�o s�o espertos como eu.

- Boa. Ol�, como est�s? - Ol�, Bobby. Est�s bem?

- � bom ver-te. - A ti tamb�m.

Ent�o, achas que queres investir? Se eu tiver informa��o.

N�o. O teu tio Frankie � que gosta de apostas, eu n�o.

N�o seria bem uma aposta, se � que me entendes.

Vou buscar outra.

�s s� treta.

N�o estava a ser espertinho, estava a ser pragm�tico.

Mesmo assim.

Nada da Abby?

Ela teve uma cena.

O pai n�o larga aquela gaja.

�s a coisa mais gira da sala. Houve um tempo...

- Deves estar a brincar. - J� volto.

A Sra. Edwards? � minha irm�.

- Tessie. - Que vergonha.

Estamos numa festa, n�o num funeral.

O que est� este palerma a dizer? � cheio de tretas.

- Muito bem. - N�o acredites nele.

Ter�o de aparafus�-lo na cova.

Ouve o pai, mas deixa-me dizer-te algo.

- Pronto. Acabou o vinho para ti. - Estou a brincar.

Adoro o meu rapaz. Voc�s ficam bem juntos.

Tenta n�o fazer merda desta vez.

Aonde vais, docinho?

Temos de ir. Os mi�dos.

- Adoro a tua carteira. - Louis Vuitton.

Eu sei.

- Podemos falar? - Claro.

N�o demores.

Como est�o os mi�dos?

- Vem c�. - O que foi?

O que se passa entre ti e o Rudy? O assunto do v�deo?

- O que foi? Nada. - Nada? Ele n�o est� feliz.

Que se lixe o Rudy Pipilo. Fiz isto sozinho.

- Frankie, a babysitter. - Pois.

Mant�m as coisas simples desta vez.

Preocupas-te demais, mano.

- Quero mais beringela. E tu? - Sim.

N�o te mant�ns atualizado.

Ouvi dizer que ter�o hologramas,

ser� como se a rapariga fosse real e pudesses com�-la.

- Mas � no ar, ou sei l�. - Vamos foder o ar?

- Por Deus. - Falhado...

A raio do DiBernardo, sabes que anda a pescar-me gente?

Como se n�o tivesse suficiente.

- Como sabes? - Ligaram-me.

Ele fez um neg�cio � parte com um dos meus.

- Quem? - Um idiota, n�o importa.

Nem sei como chegou l�.

O que importa � que ele me deve fidelidade. Ao Carmine.

Tira-o do teu tipo. Vou mijar. Raio da pr�stata.

Junta-te ao clube. Ouve, se n�o te vir...

N�o te levantes.

- Ol�. - Como est� tudo?

- Olha quem �. � bom ver-vos. - Alegro-me em ver-te.

Estes malandros.

- Vou buscar-vos bebidas. - Carmine, como est�s?

Senta-te um pouco.

Perdi muito dinheiro h� uns dias.

N�o t�m arte, a malta do Ozone Park.

Classe nenhuma. V�.

O lixo que est�o a vender, as drogas?

� como Deus te mant�m humilde.

- � l� que est� o dinheiro. - Essa merda d� cabo de ti.

Porra do Gotti. Basta. Vamos.

- Como est�s? - Muito bem.

- Fica bem. - Tu tamb�m.

- O que fazes? - Filmes er�ticos.

Com um toque feminista. Femme erotica, como lhe chamo.

S�o filmes de nus. � pornografia. Sim, fa�o pornografia.

A minha � diferente. N�o � o sistema comum...

Mas sou porn�grafa.

E j� fui atriz pornogr�fica. A� est�.

- V�s muita pornografia? - J� vi alguma.

Reconheceste-me na passagem de ano?

Estou s� a tentar perceber o que tens em mente.

Uma bela mulher sozinha num bar. Mais nada.

Se te tivesse reconhecido, seria um problema? Ou � agora que sei?

Dizeres-me era para assustar-me?

Conheci muitos tipos que disseram que n�o havia problema,

mas, na verdade, s� queriam comer a atriz pornogr�fica.

E, quando cumpriram esse objetivo, enfim...

- N�o posso falar pelos outros. - Pois n�o.

Mas admito que � uma novidade para mim.

Mas n�o me assusto facilmente.

- O que fazes? - Financiamento.

Uma empresa quer comprar outra, eu ajudo.

Aqui em Nova Iorque?

Tenho c� casa, mas trabalho por todo o lado.

- T�o efusivo. - Estou mais interessado em ti.

Onde cresceste?

Em Queens. E depois...

Estive na rua por muitos anos. Fui prostituta.

Nada?

Treta.

N�o me julgues. A tua hist�ria � intrigante, mas n�o � tudo.

Estou mais interessado nesta noite. E no que acontece a seguir.

O vinho faz-me falar.

Neste caso...

Tens um brilho.

Um brilho a s�rio.

- Sabias que tens isso? - � da bebida.

N�o �, n�o.

Sa�de.

- N�o estamos a brincar. - Eu sei que tu n�o est�s.

Desde que lhes disseste como eram as coisas

e sa�ste do disfarce num estalar de dedos.

Super Rapariga, edi��o policial.

E, num instante, o bandalho est� no ch�o, algemado.

Podia passar o dia a ver-te nisso.

- E eu a ver-te nos relat�rios. - Golpe baixo.

Pobre rapaz. Sem progressos?

A ver registos de terrenos, empresas, tabelas comerciais.

Sabes aquelas bonecas umas dentro das outras?

- � assim. - E?

Ainda nada.

Procura outra forma.

Houve dois inc�ndios no im�vel.

Talvez fale com os bombeiros.

Fazemo-los passarem multas por viola��es, a ver se vemos um nome.

Melhor, se conclu�rem que foi fogo posto, ter�s um padr�o.

Abres uma investiga��o.

Arranjam-te uma ordem judicial para o nome dos donos.

Inteligente.

Afinal, n�o �s s� uma pol�cia bonita.

Perdi.

Certo...

Antes de irmos �s an�lises,

quero que entenda o que elas dizem.

Caramba.

N�o testamos o v�rus da SIDA, o v�rus HTLV.

Com sorte, conseguiremos em breve.

O que fazemos � medir os gl�bulos brancos.

Especificamente, a contagem de CD4.

N�o percebo o que est� a dizer, doutor. Est� a assustar-me.

Estou a tentar explicar os par�metros do teste.

Diga-me s� se...

O que diz o resultado?

Sr. Dwyer.

As suas an�lises mostram uma contagem saud�vel de CD4.

- O sistema imunit�rio � robusto. - Ent�o n�o apanhei?

N�o vejo ind�cios de exposi��o ao v�rus.

Eis uma dica, comece com isso. Ainda d� um ataque a um gajo.

Raio de coisa.

E as fichas? Cheias de esperma.

- Usa isto. - Que diabo. V� l�, Rudy.

N�o quero estar aqui contigo.

Porque n�o dizes o que queres dizer?

Isto � um s�tio para se ver coisas, n�o dizer.

Quero que vejas o que tens em m�os. V�.

- Espera. V�. - O qu�?

Depois disto... Agora.

- Porque est� a mudar? - V�.

�s t�o bonita.

- A mais bonita. - � uma crian�a.

- A s�rio? - Sim. N�o sabias?

Tens uns olhos lindos.

Que merda � esta?

Enterram essa merda nas bobinas aos poucos.

Os tarados sabem onde est�o.

Isto tem passado nas tuas cabinas. Nem sabias, pois n�o?

- N�o quero ver isto. - Obrigada.

Trazido at� ti pelo grande DiBernardo.

O maior nome da pedofilia.

� o maior distribuidor deste nojo. � com ele que far�s neg�cios.

N�o tenho nada a ver com isto. O que queres dizer?

Queres lidar com um pervertido, � contigo.

Devias ter falado comigo primeiro, Francis.

- Est�s na minha equipa. - Disse-te n�o, Rudy.

- Mais baixo. - Cuida da tua vida!

Se queres a minha lealdade, devias ter-me inclu�do nos neg�cios.

Mas n�o, lixaste-me. Por isso, tira as m�os dos meus bolsos.

- Cala-te! - Estou farto de falar disto!

E vai-te foder, pila mole!

Enquanto estiverem no campo, as comunica��es s�o por pager.

"No campo", como se fosse a tropa. Sim, comandante.

O Black Frankie fica no local contigo, leva-te e traz-te.

Tenho uma pergunta. O que fazes tu?

Vendemos a rata, o Black Frankie � o condutor.

A Bernice � a secret�ria.

N�o tenho tempo para explicar-te como funciona a gest�o.

D�-lhes os pagers!

Senhoras?

- Menina Madison, j� est�. - Obrigada, foi muito prest�vel.

� t�o querida, o prazer foi meu. Aqui tem.

- O que � isto? - Pode levantar amanh�.

Amanh�? O broche foi hoje!

Os vizinhos chamaram a b�fia.

Merda!

Estou farta desta merda! Foda-se! Merda!

- Aonde vai? - Merda!

Foda-se!

Para n�s dois.

Dinheiro, dinheiro, dinheiro!

- Obrigado. - O que quiseres.

Obrigado.

Grande festa l� dentro.

- Ai sim? - Sim, a s�rio.

Sete tipos, a 300 a cabe�a, s�o 2100.

Fazes bem contas. � natural estares em Wall Street.

Pod�amos cobrar muito mais. Talvez aumentar a minha comiss�o.

Isto podia ser outra linha de neg�cios.

E eu a pensar, "Quanto? Por um livro por escrever?

Posso mostrar-lhe quadros que ainda n�o pintei?"

- Estes adiantamentos s�o de doidos. - N�o para mim.

S� os famosos � que ganham. Os autores lixam-se.

Por falar do destino do dinheiro, j� compraste um iate?

- Por que n�o dois? - O dele e o dela? Parece s�rio.

- Vamos ver como corre. - Isso.

Eileen, o que fazes da vida?

- Trabalho em filmes. - J� te vimos em algum?

Estou mais por tr�s das c�maras.

Sou realizadora pornogr�fica.

A Eileen est� a ser modesta. Faz femme erotica de alta qualidade.

- Certo? - Isso mesmo.

Femme erotica. S� mulheres?

N�o, h� homens tamb�m. � com todos, fazemos tudo.

- Tenho milh�es de perguntas. - For�a.

C� vamos n�s.

- O Reg era um dos teus? - Quem? Qu�?

O tipo nas escadas.

- Raios, n�o! Era giro? - Muito.

- Merda. - Pois.

Aposto que ela fica com os melhores, a mimada.

- Anda fumar um cachimbo comigo. - Est� bem.

Divirtam-se.

Devagar! Devagar!

Come-me com for�a!

Gostas, certo?

Porque a menina estava a tentar ser feroz, estava...

Ca�mos!

A Miss Um precisa de cuidados m�dicos, ouviram?

- Chama uma ambul�ncia! - Meu Deus, at� me engasgo!

Mostrei-te o que o Marc-Steven me atirou para cima?

N�o.

- Meu Deus. - Vestido pela Diana Ross

nos Grammy de 1976, quando foi nomeada para Melhor Cantora

de R&B, pelo Love Hangover. Se h� uma cura para isto...

N�o acreditas em mim?

Provenance, querida. Provenance.

Isto �... Isto � importante!

Percebes, cabra? � o lado bom de ter todas as amigas a morrer.

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