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Legendas: Fagundes
Arredores de Floren�a - 1478.
Meu amor, j� � hora de levantar.
Bom dia. Como voc� dormiu?
Bem, m�e.
Ei, voc�. Onde mora Fioretta Gorini?
Por aqui.
Aqui. Nesta casa.
Giulio, venha Giulio.
Chegou o dia que n�s tem�amos.
Fioretta Gorini! Abra a porta!
Sei que voc� ser� corajoso, n�o importa o que aconte�a.
Lembre que eu te amo.
Abra ou vou quebrar a porta!
Sei que voc� est� a�!
Fuja Giulio e procure o Pe. Tim�teo. Ele sabe onde te levar.
Derrube a porta.
Fioretta Gorini... o seu filho onde est�?
N�o tenho filho. Est� na casa errada.
Est� mentindo. Onde est� o seu filho?
Onde ele est�?
N�o est� aqui.
Aqui! Ele est� aqui!
- Est� fugindo. -Ache-o.
Agora. R�pido. R�pido!
N�o h� nenhum vest�gio. Procure atr�s da casa.
Por aqui. Giulio! Venha! Mais r�pido.
Precisamos ir at� a sua fam�lia,
a Lorenzo de Medici.
Meu filho!
Lorenzo!
Pintei os corpos de oito homens.
Quando isso vai acabar?
Quando morrerem todos os respons�veis pela morte de meu irm�o.
Ainda falta um.
Sim, mas que pre�o vai pagar?
Eu vou pagar qualquer pre�o.
Riario.
E Floren�a?
MEDICI "O Magn�fico".
N�o.
Papai! Prometeu jogar xadrez.
Talvez.
Quem sabe jogamos amanh�...
- Mas eu quero agora, voc� disse ... - Piero.
Seu pai est� ocupado. Jogue com Giovanni.
Papa Sixto declarou guerra.
Seu ex�rcito est� a poucos dias da cidade. Por que n�o ataca?
Voc� est� p�lido.
� s� cansa�o.
Porque n�o dorme.
N�o pode carregar peso sozinho. Deixe-me ajudar.
Ao menos sua esposa.
O que acha?
- N�o, n�o! - O que foi que eu disse?
J� disse que o pai est� ocupado. Brinquem aqui.
Sou Girolamo Riario,
Senhor de Imola, e general do ex�rcito do Papa Sixto.
Trago mensagem do Santo Padre para Lorenzo de Medici.
Morte ao traidor!
Volte para casa, Riario!
Conspiradores!
Tem coragem de entrar em minha casa
com as m�os ainda manchadas com o sangue do meu filho.
Eu poderia mat�-lo agora mesmo.
Bem, fale!
Sixto oferece paz a Floren�a.
Que condi��es?
Que v� a Roma implorar perd�o por seus pecados mortais.
Seus pecados?
Ter enforcado Salviati em sua posi��o de bispo.
Bem, � claro.
E a b�n��o para o massacre dos Medici na igreja Sixto n�o considera pecado mortal?
E se Lorenzo n�o aceitar as condi��es de Sixto?
Sua Santidade excomungar� Floren�a.
N�o haver� batismos, at� que concorde. O Papa pretende reconduzir o povo
no caminho certo e libert�-lo da dura tirania dos Medici.
Proibindo homens, mulheres e crian�as de receber os sacramentos?
Deixe o povo decidir entre seu amor pelo Senhor ou por Lorenzo.
Gra�as ao tirano Lorenzo de Medici sua cidade foi excomungada.
� a pol�tica suja.
Fechando a igreja e separando as pessoas de Deus,
espera colocar o povo contra n�s.
Como homem, o Papa pode errar em tudo, exceto na doutrina.
D� o que ele pede.
Quer que implore perd�o a quem permitiu o assassinato de Giuliano?
Quero? N�o! Mas que escolha temos? A guerra?
Assim outros filhos da nossa cidade morrer�o em v�o.
- Giuliano n�o morreu em v�o. - Ent�o por que morreu?
Veneza amea�ada pelos turcos, n�o enviou tropas para nos ajudar.
Mil�o est� paralisada com o tio do Duque tramando para ser regente...
E N�poles, o maior ex�rcito, n�o toma posi��o.
N�o temos aliados, Lorenzo. Estamos sozinhos.
Onde voc� vai?
Falar aos priores precisamos de apoio.
E o que dir� a eles?
N�o sei.
Vai.
J� esperei demais. Onde est� o menino?
Fala!
O menino escapou, senhor.
O punhal. Entregue-me agora.
Ele � apenas um menino.
� um Medici.
Senhor Medici. Uma palavra!
- Senhor Medici. - Para tr�s!
Medo que o agrida com minhas m�os de escriv�o?
Deixe-o, Vanni.
Sinto muito, tenho assuntos com os priores.
E como o rato de Esopo... v�o sugerir pendurar um sino no pesco�o do gato.
Senhor Medici.
Que Sixto declare guerra � cidade com o pretexto da revolta
em que enforquei um dos conspiradores, � uma piada de mau gosto.
Mas, a excomunh�o... � um crime.
Certo.
Senhor Spinelli.
Sixto s� quer que Lorenzo implore o perd�o.
Jamais pedirei perd�o a quem aben�oou o assassinato de meu irm�o.
Senhor Spinelli, aqui, como o rato de Esopo,
acredita ser simples a proposta de solu��es imposs�veis.
Se for a Roma, serei morto. Simples.
E Floren�a passaria a Riario. � isso que querem?
Sabemos como ele reina em Imola.
Esmaga a discord�ncia com m�o de ferro. Querem isso?
N�o!
Ardingelli.
As igrejas foram fechadas. Os santos sacramentos, proibidos.
Ora��es sem resposta. Confiss�es n�o escutadas.
Logo os mortos n�o ser�o sepultados.
Pelo menos considere a oferta do Papa e ponha fim a essa excomunh�o.
- Senhor Medici. - N�o aceitamos paz a n�o ser com nossas condi��es.
Ent�o, vai fazer uma contra-oferta?
- � o que eu disse, senhor Ardinghelli. - Bom.
- Vanni.
Vou � Igreja.
Aguardo aqui. Sigam-me.
Espere!
Como sempre.
Dane-se.
De novo!
Parece gostar de perder.
Um dia vai perder alguma coisa.
- Voc� acha? - Tenho certeza.
E voc� vai se machucar.
- Como assim? - Bem ...
n�o estar� perdido.
E eu vou estar l�.
E como! Para tripudiar.
Para ajud�-lo a se levantar.
Senhor Medici.
Eu te conhe�o?
O prior de San Marco me mandou fechar a igreja.
Mas se quiser orar, posso acompanh�-lo. - N�o. Eu n�o quero orar.
Padre.
Sixto amea�a os pobres com a condena��o eterna
para o bem de si mesmo e sua fam�lia.
Seu prior aprova essas ideias?
E o senhor?
N�o confunda Deus com aqueles que devem servi-lo.
Roma � um esgoto de concupisc�ncias onde nadam o Papa e seus comparsas.
Certo. Mas as pessoas n�o percebem.
Se quer mostrar ao povo que Sixto s� se preocupa com a sua pr�pria vantagem,
mostre que n�o � como ele.
Obrigado.
- Padre ... - Girolamo.
Girolamo Savonarola.
Se querem esmolas procurem o convento de San Marco.
Sou o Padre Tim�teo. O menino foi enviado por sua m�e, Fioretta Gorini.
Deixe-os entrar.
Procure Maria, mande trazer comida e roupas limpas.
Deixe-me v�-lo.
Por que a m�e da crian�a a mandou aqui?
Senhora, o nome do menino � Giulio.
� o filho de Giuliano de Medici.
Voc� ouviu?
Sim, ouvi.
N�o vai dizer nada?
N�o acredita?
N�o � estranho ele aparecer agora?
Seu nome � Giulio.
Pode ser o bastardo de qualquer um querendo se aproveitar da nossa dor.
Ele � o filho de Giuliano.
N�o h� qualquer d�vida em seu cora��o?
Tenho certeza de que ele tinha um caso com essa Fioretta Gorini.
Com ela e com metade das mulheres em Floren�a.
Vamos, Piero, vamos ver o que Giovanni est� fazendo.
Minha m�e v� o que quer ver.
Quem quer que seja esse menino, a m� sorte o atingiu.
Deixe-o ficar por uns dias.
Se n�o por ele, por causa de sua m�e.
Que assim seja.
Obrigado.
Mandarei a mensagem para o Papa.
Sugerir uma tr�gua?
Em meus termos.
Voltou vitorioso?
Virei garoto de recados do meu tio.
Floren�a deve ser minha.
Sixto vai cair mais cedo ou mais tarde.
Mais cedo ou mais tarde?
Realmente voc� n�o entende?
Sixto tem poder ef�mero.
Quando morrer, vou ficar sem nada.
Sem reino, sem ex�rcito, sem dinheiro.
Preciso de um poder verdadeiro.
Ainda tem aqueles sonhos?
Todas as noites.
O assassino me cortando a garganta e sem rosto.
Medici n�o vai descansar at� que eu morra.
N�o vou dormir em paz at� que o �ltimo deles seja enterrado.
P�o e dinheiro. V� com Deus.
Obrigado.
- N�o tem mais, senhora. - N�o � poss�vel!
- Leve-me ao prior. - Sim.
Sinto muito. Vou voltar.
Senhora Medici.
Sinto incomod�-lo, Prior, mas hoje n�o temos moedas suficientes para os mendigos.
E comemos em pratos de ouro.
Que trazem o bras�o dos Medici.
S�o presentes.
Feitos para a gl�ria de Deus e n�o de seus humildes servos.
Os mendigos tamb�m se beneficiam da beleza que os circunda.
A beleza mata a fome?
A instransig�ncia � s� uma forma de arrog�ncia, Padre Girolamo.
Pe�o que reflita sobre isso.
Vou pedir doa��es aos outros benfeitores do convento.
Vamos dar mais para os pobres.
Obrigado.
Minha fam�lia tamb�m doar� mais.
Venham. � o primo de voc�s.
Giovanni.
- Ol�. - Piero
- Ele n�o � meu primo. Pode ser o bastardo de qualquer um.
N�o repita isso!
Adeus.
Ou�a.
Agora voc� n�o tem nada a temer. N�o deixarei que ningu�m te fa�a mal.
Vamos l�.
Voc� � uma boa crist�, intercedeu pelos desafortunados.
� meu dever.
Acho que ajudar os outros me d� paz de esp�rito.
O prior tamb�m um bom crist�o, Padre.
O que est� acontecendo?
Eles pensam que Deus os abandonou.
Senhora, ajude-me, senhora. Olhe.
Ela est� doente e n�o pode ser batizada. Se morrer, vai queimar no inferno!
Eu lhe imploro. Pe�a que seu marido nos ajude.
Caro Carlo. Espero que apesar de preso, esteja bem.
Estou fazendo tudo em meu poder para libert�-lo.
Talvez, n�o seja amanh�, mas acredito que ser� em breve.
Talvez em troca de sobrinho de Sixto, o cardeal Rafael.
Trouxeram-nos um menino alegando ser filho do meu irm�o.
Lembro da m�e dele, mas n�o sei se � filho Giuliano.
Olhando para ele, eu vejo que j� carrega o peso do mundo.
A juventude que tive com Giuliano foi sem preocupa��es e cheia de risadas.
- Lorenzo. - Cardeal Rafael.
Espero que n�o esteja desconfort�vel.
Falta-me apenas a liberdade.
Quando Sixto tomou meu tio Carlo como ref�m, n�o tive outra escolha.
N�o quero ser seu inimigo.
E ele n�o quer ser seu. Ele � um homem bom.
E voc� � um ing�nuo.
Voc� est� livre. Pode retornar ao seu tio em Roma.
E em troca, espero que n�o fa�a mal a Carlo.
Por que faria?
Tenho uma oferta de paz ao Papa, e o senhor ser� meu mensageiro.
Bem, como n�o sou mais seu carcereiro, posso oferecer uma bebida.
Enquanto n�o estiver pronto, n�o vamos atacar Floren�a.
A excomunh�o de Floren�a enfraquece Lorenzo. E � poss�vel sua queda sem guerra.
Fico feliz em ouvir isso.
Mas se a guerra for inevit�vel, precisa ser o mais r�pido poss�vel.
N�o se percam muitas vidas, nem de um lado, nem de outro.
S� N�poles tem for�a capaz de dobrar Floren�a.
Se entrarmos em acordo em dividir a cidade, suas tropas ir�o conosco.
Claro, precisa tempo para a excomunh�o fazer efeito,
mas eu acho que deve fazer uma proposta ao rei Ferdinando hoje
porque, Deus nos livre, se a guerra for iminente, estaremos prontos.
Rafael! Meu sobrinho!
- Voc� est� ferido? - Pelo contr�rio.
Lorenzo me tratou bem. Ele quer oferecer-lhe paz.
Meu primo.
Estamos t�o felizes em v�-lo em boa sa�de.
Compreende que s� um ato de contri��o pode convencer o Papa a perdo�-lo.
Ele oferece todas as terras que o Estado Pontif�cio perdeu para Floren�a nos �ltimos 20 anos.
E o que ele pede em troca?
Apenas um gesto.
Bem? O qu�?
Reconhecer que Vossa Santidade esteve envolvido no assassinato do irm�o de Lorenzo.
Eu te disse: uma oferta com as minhas condi��es.
Sabia que o Papa jamais aceitaria.
Porque aprovou o assassinato de Giuliano.
Sua vingan�a � mais importante para voc� do que o povo de Floren�a?
Eles n�o entendem a pol�tica, mas est�o com medo por suas almas e de seus filhos.
Uma mulher no convento de San Marco veio at� mim pedir sua ajuda.
Sua filha est� morrendo sem batismo.
Essas pessoas estavam de p� ao seu lado no momento da conspira��o, Lorenzo.
E agora est�o � espera de sua protec��o. E pensou o que aconteceria com Carlo?
Sixto sabe que prejudicar um sacerdote ir� minar sua autoridade.
E Riario? Ele matou a m�e do menino.
Sim, eu sei.
O Papa rejeitou a minha oferta de paz. Vamos � guerra.
Devemos agir agora. Prover mantimentos e mercen�rios para refor�ar o ex�rcito.
- N�o podemos lutar! - Mais uma vez?
Precisamos de paz!
Senhor Spinelli, sua vez.
Fez a proposta sem a aprova��o do conselho?
Eu apenas segui o seu conselho.
Se fosse assim deveria nos ter notificado da sua proposta com anteced�ncia.
O Papa � o culpado. N�o Lorenzo.
Parece que nada lhe agrada, Senhor Spinelli.
Primeiro, queria a paz a qualquer pre�o. E agora, apenas com suas condi��es.
Nosso povo acreditava que Deus o abandonou. N�o t�m for�a para lutar.
Enquanto o ex�rcito do Papa talvez j� esteja em marcha para Floren�a.
A quest�o...
A quest�o n�o � o que Lorenzo fez.
A quest�o...
� o que Lorenzo vai fazer agora.
Deve informar imediatamente o rei Fernando de N�poles.
Diante de dois ex�rcitos Floren�a poderia se render sem luta.
Preciso pensar.
Pensar o qu�?
Perdoai-me, Santo Padre.
A oferta de Lorenzo � insulto n�o s� para v�s,
mas tamb�m para a vossa santa posi��o.
V�s deveis agir.
Eu devo rezar.
Liberte Carlo de Medici. Ele � inocente.
Assim como Rafael.
Obrigado por seu apoio.
N�o acredito que Ardinghelli tenha insinuado
que exatamente voc� queira enfraquecer a Rep�blica.
� uma hist�ria longa...
Os ratos ainda pedem o sino, senhor?
Desculpe, Tommaso.
Quem � voc�, senhor?
Meu nome � Bruno Bernardi.
Como posso ajudar?
"Voc� deve me seguir... Eu serei seu guia e mostrarei o caminho para a eternidade ".
Primeiro Esopo e agora Dante!
Quero ser seu conselheiro. Posso ler al�m das mentes, ver os cora��es.
Realmente?
Tendes alta opini�o sobre v�s mesmo.
Conhe�o meu valor. E conhe�o o vosso.
Por isso quero estar ao seu lado enquanto outros se afastam.
Ou apenas estou procurando emprego.
E o que me aconselhas a fazer agora?
Esque�a a guerra.
Podeis responder fogo com fogo, mas sem o povo n�o sois nada.
O povo sofre pela excomunh�o.
Prossiga.
O sino no gato.
Estou desapontado.
No fim, tamb�m �s um rato.
Mas, ao contr�rio deles, acredito que podeis fazer.
Responderei ao fogo com fogo. Ou, pelo menos, padres com padres.
Voc� joga xadrez?
Venha � minha casa ter�a � noite.
Carlo de Medici.
Voc�!
Voc�!
O que quer?
Pode voltar para Floren�a. Por ordem do Papa.
Em troca da liberta��o do Cardeal Rafael.
Levem-no embora.
Por que estamos parando?
O que est� acontecendo?
Voc� � um padre!
Muito bem! Que lindo!
Acho que pintaria mais as orelhas. Isso a�.
Eu ajudo voc�.
Vamos desenhar um cavalo como Giovanni.
Comece com as orelhas...
Sandro! Tanto tempo n�o te vemos!
Lorenzo pediu muitos trabalhos, senhora.
- Ele est�? - Est� no conselho.
Tirou o meu quadro!
Olha o que eu fiz, Sandro!
Bom garoto! � m�o livre, como ensinei.
Ele � Giulio.
Prazer em conhec�-lo, meu jovem.
� o filho de Giuliano.
Foi trazido para c�, sua m�e foi morta pelos comparsas de Riario.
Desde ent�o n�o falou mais.
Ol�.
Seu pai foi meu amigo. A pessoa mais cara.
Voc� tem a coragem de Giuliano. Posso sentir.
Na minha pintura, Merc�rio tem o rosto do seu pai.
T�o bonito!
Um artista deve capturar a beleza de Deus.
Piero?
Eu, tamb�m, perdi meus pais quando era crian�a.
Estava sozinho, e rejeitado por todos.
Os Medici me acolheram, me deram uma casa, uma fam�lia, uma voca��o.
Me deram a vida.
Papai, venha aqui conosco!
Minha m�e disse que estava me procurando.
Que maravilha, um peda�o de Giuliano vive naquele menino.
O que voc� quer?
N�o posso mais pintar as imagens dos mortos.
Sinto muito, Lorenzo. Giuliano era cheio de vida.
Vamos lembr�-lo juntos, mas virando as costas para a morte.
N�o posso e n�o pretendo. O seu trabalho � importante.
Porque gera medo?
Lembra o povo de ter medo de voc�?
Termine o trabalho que encomendei.
Alexandre, o Grande!
N�o � voc�. Nem um pouco.
Senhor, como pediu, os bispos da Toscana est�o esperando no convento de San Marco.
Emin�ncias. Obrigado por terem vindo t�o r�pido.
N�s sabemos o que quer de n�s, Lorenzo.
Que pe�amos ao Papa para levantar a excomunh�o.
N�o podemos. N�s servimos ao Senhor, e n�o a voc�.
Guiamos nosso rebanho para o outro mundo.
Mas seu rebanho vive neste mundo.
E tendes o poder de acabar com o sofrimento que o Papa causou ao rebanho.
Como?
Usando fogo contra o fogo.
A excomunh�o � apenas um ato de jurisdi��o eclesi�stica.
Como bispos da Toscana, podeis formar uma corte com poderes pr�prios.
Eu tropecei.
Como d�i!
Aceita como prova do meu amor.
N�o fa�a assim, Fioretta.
Fioretta!
Aquela garota que encontrei...
N�o quer mais me ver.
Sei, nem eu consigo entender... Ser� que � cega?
Voc� n�o estava na igreja?
- Deus sentiu muita falta? - Nossa m�e sim.
Deus d� com uma m�o e tira com a outra.
Papai!
Olhe!
Giulio, pode vir aqui?
Venha aqui.
Vamos l�.
Giulio, voc� gosta daqui?
Voc� quer tornar este lugar sua casa?
Queria que meu irm�o me ajudasse a mudar o mundo.
Mas eu o perdi.
Meu cora��o sente falta do seu pai.
Vai me ajudar no lugar dele?
O que � isso?
Por que voc� n�o mostrou antes?
Primeiro queria que eu tivesse certeza...
Eu tenho, Giulio.
Eu tenho.
Voc� nasceu Medici.
E agora vai aprender como se tornar um.
V�.
Quando eu tiver aprendido, poderei ter um punhal?
Para o homem que matou minha m�e.
Maria disse que Giulio falou. Como ele est�?
Precisa de tempo.
Vamos l�.
Vamos l�.
Ego te baptizo in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amen.
Eu lhe pergunto, Lorenzo, e voc�, Clarice.
Querem receber a vida eterna na Igreja de Deus mediante a f� em Jesus Cristo?
Quero.
Quero.
Como conseguiu levantar a excomunh�o?
Sua Santidade, uma carta dos bispos da Toscana.
Abra.
N�o pode ser ...
Ousam questionar a legitimidade da minha excomunh�o.
Sim, o que eles pensam que s�o?!
Est�o amea�ando reunir um conselho de bispos para excomungar o senhor.
Eu sou o sucessor de S�o Pedro! Eles n�o podem!
Isto � obra do diabo.
Isto � obra de Lorenzo de Medici.
O papa causa sofrimento ao povo para nos ferir.
E voc� fez isso para o povo n�o sofrer?
E a dor que ter�o que sofrer quando chegar o ex�rcito do Papa?
A guerra � inevit�vel.
Sim, porque n�o deixou alternativa a Sixto.
Podemos vencer.
E a Igreja, que gra�as a voc� corre o risco de se dividir?
A Igreja � problema de Deus n�o lhe devo nada.
Lorenzo, n�o vire as costas para Deus.
Cristo estava olhando da cruz quando meu irm�o foi trucidado.
N�o lhe devo nada.
Diga ao rei Fernando I que N�poles deve me ajudar a expulsar
Lorenzo de Floren�a o mais r�pido poss�vel e processar aqueles bispos-hereges.
J� fiz isso.
Sem minha autoriza��o?
Eu a antecipei, Santo Padre.
Conduzirei nossas tropas a se unir ao ex�rcito de Alfonso de N�poles.
que nesse momento marcha para Floren�a.
Carlo ...
Carlo!
- Onde est� Lorenzo? - Sigam-me.
- Eu tenho que ver Lorenzo. - Chame um m�dico.
Carlo? O que aconteceu?
Eu vi Riario receber uma carta de N�poles com o selo do rei.
L� em cima. Levem-no!
Se N�poles se unir com o Papa, seu ex�rcito vir� contra n�s.
Vamos lutar at� a morte.
Legendas: Fagundes
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