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� o autocarro das 10h para Saint Louis, com paragens em Waterloo,

Davenport, Peoria e Springfield.

� o autocarro das 10h para Saint Louis, com paragens em Waterloo,

Davenport, Peoria e Springfield, com partida imediata.

Dirijam-se ao port�o sete, por favor.

Conheces o clube masculino perto da universidade?

- O Skylar? - Ainda est� aberto?

Pelo que sei...

Lori, foste incr�vel. Ador�mos ter-te c�.

Mas esta semana estamos cheios at� domingo.

Tenho a Amber a abrir.

Deixa-me entrar antes dela.

Ela abre para mim.

Se te ponho � frente para receber gorjetas, ela mata-me.

Tens de marcar antes.

Deixas-me doido, mi�da!

- Quem � o teu agente? - Ningu�m, por enquanto.

Ouve, sa� de LA sem dinheiro,

e tenho-me aguentado com trabalhos suficientes. Mas...

Estou a ficar sem dinheiro. Tenho andado de autocarro, percebes?

Empresta-me algum para voltar para Chicago, talvez para um hotel.

Da pr�xima vez que c� vier, pago-te tudo.

Do Metrodome para Highland Park. Algu�m nas proximidades?

Doze, estou no Dome.

O destino � Howell e Beach.

Passageiros na Fourth e Chicago.

Fourth e Chicago, compreendido.

J� h� resultados?

- Isto � o Phalen Park? - Sim.

Podia virar � esquerda na Forest? E � direita.

Est� bem.

Aqui. � direita.

De Englewood e Asbury para a baixa. Est� algu�m por l�?

Para onde?

- H� algum hotel perto da esta��o? - Claro.

MERCEARIA

Vincent.

V� l�, entra no carro.

Ei! Ei!

Vincent, onde... onde vais?

Ei! Vincent!

Cabr�o de...

Idiota, mas que diabo?

Qual � o teu problema?

Ei!

N�o tenho tempo. Como te disse, estou com pressa.

N�o sabia que gostavas de westerns.

Vejo qualquer coisa com o Forrest Tucker.

Ele era uma lenda.

- Ele e o John Ireland. - Devo ser mais incisivo.

Deixa-te de limpezas e anda para aqui.

Estou s� a tentar ajudar.

N�o est�s numa audi��o. J� te mudaste.

Vou arranjar forma de pagar a minha parte.

Isso n�o me preocupa.

Se n�o te lembrares quando chegares � �rvore,

podes esquecer tudo.

Ouve.

Come�am um filme amanh�.

O gerente ligou-me por causa do vestu�rio dos atores.

O enredo � sobre um australiano que vem para c� dar-nos uma li��o.

Por isso, recomendei-te.

Porque sei que �s capaz.

Obrigada.

Tenho de cuidar da minha parceirinha.

Eu � que cuido de ti.

E cuidas.

Somos fam�lia.

N�o. Tenho de ir.

J� te disse que tenho de ir para casa!

- Estou sem dinheiro. - Pois.

- Quanto te falta? - Em termos de cenas...

Metade da merda do filme.

Quase todos os exteriores.

N�o sei o que te diga.

Ias arranjar-me 20 mil

dos filmes para v�deo... - J� fiz isso!

S� deu para 10, mas dei-te 20 mesmo assim.

J� foi tudo?

Tudo. Sim.

Tudo.

Porra!

- N�o quero perder estes atores. - N�o te censuro.

J� vi algumas imagens em bruto.

Se pudesse dar-te mais do meu bolso, dava, mas n�o posso.

Estamos falidos. Talvez tenha aqui o suficiente

para terminares esta semana, mas mais nada.

Depois, tens de suspender a produ��o.

Pelo menos, por agora.

O que farias no meu lugar?

Contratava uma lenda.

- Est� bem. - Bem...

N�o arranjas investidores sem nomes de peso.

N�o tens nenhuma estrela pornogr�fica no elenco.

- Nenhum nome... - S�o atores!

- ...na folha! - Que se lixem!

Queres dinheiro? Vai ao ficheiro

e arranja algu�m com f�s que queira entrar em filmes.

Usa-os de forma a que n�o lixem as cenas de que precisas.

E f�-los despirem-se e p�e-nos a foder pelo menos uma vez.

Duas.

Um nome grande enche-te os bolsos.

� um meio termo, Eileen. N�o pode ser s� arte.

Trouxe provis�es.

N�o trouxeste leite?

Quem p�e leite no pur�?

S� os essenciais.

Ent�o...

O que achas deste s�tio?

� como o imaginei.

- Obrigado, Vince. - Agradece ao dono.

- Como se chama o homem? - Jerome.

Costumava beber ao almo�o no Hi-Hat, do meio-dia � uma.

Lembro-me disso. Bom rapaz.

Disse para desfrutar disto em boa sa�de.

Isso n�o est� nas minhas m�os.

Posso ajudar-te?

Podes acabar de cortar a lenha.

Est� bem.

- Sabes o que est�s a fazer? - Ora.

� como andar de bicicleta.

- Senta-te e relaxa. - Muito bem.

J� n�o fa�o isso.

Agrade�o a lembran�a, mas n�o posso.

Mas n�o h� quase sexo nenhum!

� s� mesmo para p�r o teu nome no cartaz

e arranjar financiamento.

E o que estamos a fazer...

� diferente de tudo que j� fizemos.

- E podes representar. - Representar?

Quem queres tu enganar?

Nunca me pagaram para isso.

Sabia o que esperavam de mim.

Merda, Shana.

Se sabias que n�o querias o papel, porque vieste?

Ando aborrecida.

Queria ir a um restaurante p�r a conversa em dia com uma velha amiga.

Pois.

Oh, querida...

Casei.

- Caramba. - Pois �.

Com um dos maiores promotores imobili�rios de Nova Iorque.

O Aaron Rivers ia �s minhas estreias na cidade,

e ficava � entrada a olhar para mim.

Dois jantares depois, fez-me o pedido.

Levou-me para uma mans�o de 12 quartos em Tuxedo Park

e deu-me uma mesada ilimitada.

- Ent�o... - A contrapartida era...

Tinha de sair do meio.

Sabes de onde venho.

Era uma estrela.

E tudo que tinha, ganhei com esfor�o.

Meu Deus.

Adorava a aten��o.

Admito-o.

Gostava mais da aten��o do que do dinheiro.

Agora sou apenas outra mulher numa gaiola de ouro.

Cometi um erro.

O que posso dizer?

Vamos beber outro copo, sim?

- Que vamos fazer? - Quanto �s mi�das?

N�o, quanto � situa��o do L�bano.

N�o sei, Tom. Como vais mant�-las na quinta

quando j� viram a rece��o dos hot�is?

Faz-se exemplo de alguma.

J� est� quente o suficiente.

Vou � aldeia encomendar lenha.

O suficiente para mim.

- Tens aquecimento? - Pouco.

O que fazes no inverno?

O inverno n�o me apanha.

O Rudy foi-se.

- Como assim? - Morreu.

Os tipos dele mataram-no.

Como costumam fazer.

- Como? - No carro dele.

Na 49th, ao p� do rio. Um tiro na cabe�a.

Porque lhe fizeram isso?

Agora � s� o Tommy. O novo capo.

O Tommy n�o bate bem da bola.

D�-lhe na cabe�a e preme o gatilho.

- Achas que foi ele que o matou? - N�o sei.

Mas j� o vi matar, sei do que � capaz.

O que o Rudy tinha, agora � dele.

Ouve...

Queres que te arranje...

Rem�dios, ou algo, n�o sei.

Estou bem.

Podias ao menos ter telefone, pod�amos falar.

Posso ligar-te de vez em quando, da cidade.

Muito bem, volto no m�s que vem.

Claro.

Foi divertido, meu.

Pois foi.

O meu pai dizia para nunca deixar nada me escapar.

Segui o conselho dele.

Acho que nunca deixei uma pedra por virar.

- Lembras-te da Honey? - Claro.

Ela era qualquer coisa.

Todas elas, todas, meu.

Eram ricas.

N�o me arrependo de nada.

Bebi do c�lice.

- Mike. - O qu�?

Merda.

Isto � duro de...

- Eu... - Sil�ncio.

Vamos apreciar a fogueira.

O Michael est� a despedir-se de amigos antes de ir para a escola.

Isso � bom.

- A casa est� silenciosa. - Pois.

N�o � justo para mim.

Eu entendo.

Eu entendo.

Lamento ter-te magoado.

Mas n�o me arrependo do tempo que pass�mos juntos

ou da fam�lia que form�mos.

Eu...

Vou come�ar a procurar casa.

Foi autor da maioria dos trabalhos que lhe s�o atribu�dos.

Mas, na sua opini�o, Edward De Vere � o melhor

dos candidatos propostos. - Correto.

E diz que os acad�micos

se inclinam para essa teoria

e especificamente para De Vere?

Sim, est� a ganhar aceita��o e considera��o mais ampla

mesmo entre os que nunca lhe deram credibilidade.

A bolsa avan�a para pesquisas que apontam nesta dire��o.

Uma an�lise pormenorizada do texto das pe�as, sonetos e poemas

sugere paralelos com a vida de De Vere que n�o s�o coincid�ncias.

Ol�.

Podias ter trazido o pequeno-almo�o.

Sim. Fui ver o Mike.

Lamento tanto.

Isto � uma camisola de agente imobili�ria.

- N�o me odeies. - Eileen.

N�o quero v�-la de camisola.

Eileen. Est� uma tal de Lori ao telefone

a perguntar pela Candy.

- A Lori Madison? - � a cobrar. Aceito?

- Vou transferir a chamada. - Est� bem.

- Lori? - Aceita?

- Sim, aceito. - Prossiga.

- Lori? - Ol�, Candy.

Onde est�s tu? Na Calif�rnia?

N�o. Em Youngstown.

Est�s em Ohio?

Sim, n�o sabia a quem ligar.

Estou tesa e queria ir para Nova Iorque.

Tive de sair de LA � pressa e n�o planeei bem as coisas.

Se tiveres trabalho, ou se puderes emprestar-me algum,

pago-te depois.

Claro. Para onde mando?

Estou no pr�prio s�tio, s� tenho de ir levantar.

Muito obrigada. J� volto.

Harvey. O que achas da Lori Madison no elenco?

Isso arranja-me dinheiro r�pido?

E, finalmente, o entretenimento para adultos j� n�o cresce no bairro.

Estamos a expandir a for�a em resposta a receios

de infiltra��o de estabelecimentos de sexo, mendigos e criminosos

em �reas a norte e a oeste dos s�tios condenados.

Se observarem um destes elementos no vosso quarteir�o,

liguem-nos e l� estaremos.

Mas, aten��o: se apoiarem algum destes elementos indesej�veis,

l� estaremos de igual forma.

Obrigado, Gene. Podemos abrir para perguntas? Um de cada vez.

Sem interrup��es. Sra. Parker?

Sou a Abby Parker. Tenho um bar na 45th h� quase 15 anos.

Quem l� vai, torna-se meu cliente.

Neste bairro, isso implica conhecer prostitutas, chulos,

traficantes, drogados, sem-abrigo,

todos os indesejados que refere no seu apelo.

Esses s�o os meus clientes. E alguns s�o amigos meus.

Engana toda a gente ao dizer que essa nova fase de desenvolvimento

vai salvar o meu bairro de si pr�prio, a cidade vai olhar por n�s.

Claro, h� milh�es em jogo, mas � dinheiro privado.

O seu papel nisto � tornar a reestrutura��o mais apetec�vel

ao fingir que � um projeto p�blico.

Mas, Gene, digo-o do fundo do cora��o,

v�-se lixar se espera que lhe fa�amos as vontades.

O meu gabinete h� muito que trabalha

para tornar Midtown mais recetiva.

Mais recetiva a quem?

Sei que h� desenvolvimento econ�mico e empregos a chegar,

mas n�o para as pessoas que conhe�o.

Vai reconstruir Times Square

e quem n�o estiver de acordo com os padr�es ser� corrido.

Tenho um bar, onde a prioridade � tratar todos com alguma dignidade.

Posso n�o ter feito grande coisa nos �ltimos 14 anos,

mas sempre servi toda a gente de igual forma e n�o vou parar.

Qual � o teu problema, porra?

Desculpa. N�o aguentei no outro dia, n�o estava bem.

O qu�?

O Rudy lixou-te a cabe�a. Claro.

O que me lixa � ver que � como se o Rudy nunca tivesse existido.

H� semanas que recebo os envelopes, dou-tos e nada muda.

O que devia mudar?

Escuta.

Adorava o Rudy. Sinto-me mal pelo que lhe aconteceu.

- Sabes quem o matou? - Pode ter sido qualquer um.

Pois pode.

Ouve, Vincent. Eis um segredo.

N�o sei quem matou o Rudy,

mas sei que o motivo pode ter sido n�o te ter entregado.

Sabias disso? Ele assumiu a culpa por teres matado o Cacace.

Pagou a tua d�vida assim. Agora os homens do Cacace

j� n�o te procuram, porque ele foi o olho por olho.

Pois.

Contei-lhe sobre ti e o Frankie. Sobre as drogas.

Ele podia ter estado envolvido.

Jura? Estas �ltimas semanas, tens-me evitado

como se te fosse dar alguma import�ncia.

O Rudy odiava a cena das drogas. Assim como os outros velhos.

Mas se fic�ssemos de fora, s� os pretos iam ganhar dinheiro.

O Rudy estava enganado quanto a isso.

E errou ao n�o te despachar quando soube o que fizeste.

No nosso mundo, quando erras, n�o chegas � reforma.

E eu?

E tu, Vincent? A verdade � que sabemos coisas um do outro.

Desde que fiquemos calados, estamos bem.

Continua a fazer a tua cena. O Bobby, a Irene, o pessoal todo.

Vai ficar tudo bem. J� ando a ver um lugar novo para ti.

N�o sei se quero voltar a isso, agora que durmo as horas normais.

Ser� como dantes. A �nica diferen�a � que os envelopes v�m para mim.

Ponho-te num clube todo janota, vais gostar.

Abby!

- Ol�. - Ol�.

N�o sais hoje.

- Estamos mal e vou fechar. - Tens fechado muito, ultimamente.

- Que posso dizer? Estou ocupada. - Era outra cerveja, se faz favor.

- Tenho de ir. - Vem ao meu espet�culo amanh�.

- Vou tentar. - � importante para mim, Abby.

L� estarei.

- Isso sabe bem. - Gostas quando te toco aqui?

- Adoro. - Sim?

- Sim. - E aqui?

Sim, � bom.

A�, a�.

T�o bom. N�o pares, n�o pares.

- Queres-me dentro de ti? - Sim. Estou excitada, fico por cima.

Devo-te uma.

Aceito o trabalho.

Por trabalho, est�s na dire��o errada.

O trabalho est� todo em LA. Sabes isso.

N�o para mim, j� n�o. Deixei o meu homem.

E eu e a Kiki separ�mo-nos. Foi h� um m�s.

Voltei ao circuito das dan�as. Tenho dan�ado por gorjetas.

- Vendo umas fotografias. - Percebo.

Mas, hoje, pela primeira vez, sa� do autocarro em Nova Iorque.

Andei pelo porto e nenhum chulo olhou para mim...

- Devo estar velha. - N�o, mi�da, est�s em forma.

Estou a realizar uma coisa nova.

Filmo quando h� dinheiro.

Mas tenho umas cenas para filmar e posso escrever um papel para ti.

N�o te vai resolver a vida, mas � qualquer coisa.

Sim, qualquer coisa.

Eis o meu n�mero. Liga-me e eu aviso quando puderes vir buscar o gui�o.

- Onde est�s? - Num hotel, para j�.

A menos que fiques numa pens�o, precisas de cart�o de cr�dito.

N�o me lixes!

Um s�tio limpo, mas n�o o Waldorf Astoria, certo?

Sim.

Bem-vinda. N�o h� palmeiras, nem sol, nem a porra dos abacates.

Obrigada, Candy. Adeus.

Abby.

Abby?

A Xiomara disse o qu� mesmo?

Disse que n�o iam voltar para o sal�o franc�s nem nenhum outro.

- Que esses dias acabaram. - E a lealdade?

Fui eu que a pus no circuito dos programas.

N�o se importava com o que pensavas, tu ou o teu pai. Disse nomes.

- A mi�da � fogo. - De que lado est�s afinal?

Tens de admitir isso.

� o que diz o Tommy. Devias ter feito exemplo dela.

E o que acontece? Porque se lixo a Xiomara,

as outras saem a correr dos bares do hotel

e atiram os pagers � rua.

V�o voltar a correr para os sal�es.

N�o vai acontecer.

O que digo ao Tommy Longo quando ele aparecer?

Diz-lhe que tom�mos uma decis�o.

Quando estava em Rikers, um tipo chamado Joe "Espanhol"

marcou-me logo que entrei.

H� tipos que s�o zangados e t�m de arranjar algu�m para humilhar.

Disse que me ia limpar o sebo.

Foi um grande erro. H� tipos que passam muito tempo no topo.

Como diz o meu mano Tuco: "Quando � para atirar, atira, n�o fales."

O Joe "Espanhol" deu-me tempo para pensar, e decidi.

Fiz amizade com o guarda e ele deu-me uma chave de fendas longa.

Um dia, apanhei o Joe "Espanhol" nos duches.

Para apanhares um homem quando est� vulner�vel, apanha-o nu.

Segurei-o pelo pesco�o e enfiei-lhe a chave de fendas no olho,

at� ao cabo, enterrei-lhe aquela merda at� aos miolos.

Ele estava certo do rumo das coisas, mas eu escrevi o fim da hist�ria.

Estou confuso. Est�s a dizer que dev�amos matar a Xiomara?

N�o est�s a perceber. Eu tive um problema e resolvi-o.

Volto a perguntar: o que devo dizer ao Tommy Longo?

Diz-lhe que n�o podes lutar contra o futuro, as mi�das bazaram.

Olha-o nos olhos e diz-lhe que temos de fazer outra coisa.

Querida, trazes-me molho de pato?

Quem diabo � o Tuco?

Li o gui�o e n�o me levem a mal, mas � seco.

Cursei estudos femininos no �ltimo ano da faculdade

e era mais dram�tico.

Larry, o que fazia um tarado como tu numa aula de estudos femininos?

- Para arranjar rata, Candy. - E correu bem?

Sim. Algumas das ratas mais furiosas que possas imaginar.

Mas porque te d� a Lori Madison duas cenas de fala e uma fodinha

para um projeto art�stico sem financiamento?

Est� em Nova Iorque e quer trabalhar.

Problema dela. Tem exclusividade com a Vibrance. S� trabalha para n�s.

N�o vos faz dinheiro se continuar alapada.

Quem andas tu a enganar? Est�s a dar-lhe apenas o suficiente

para a p�r no cartaz e sacar uns trocos.

E est�s a faz�-lo a pre�o reduzido.

De qualquer forma, n�o abdico dos meus direitos pela Lori.

Trabalha comigo, ou n�o trabalha.

� o Harvey.

Dois mil para a Lori, em dinheiro, no dia da filmagem.

Dois mil para ti, Larry, em cheque. Envio hoje.

- Tr�s mil para mim, Harvey. - Vendido.

Mas, Candy, querida...

- Sim, Larry? - O que est�s a fazer?

Se queres tanto o financiamento para o projeto, porqu� arriscar pouco?

A participa��o da Lori n�o vai dar assim para tanto.

- O que tens em mente? - N�o disseste que n�s...

Um filme. Um dos meus.

Um regresso � era de ouro, com estreia nos cinemas,

uma hist�ria em tr�s atos, com bons valores de produ��o e estrelas.

Uma "Green Door" ou uma "Misty Beethoven".

Tudo depende do gui�o. Tenho de o ler antes de decidir.

Posso levar-te as p�ginas.

Porque falas em p�ginas? Queres-me a realiz�-lo, n�o �?

Queremos-te a foder, Candy.

Tu e mais duas ou tr�s lendas presentes no filme.

O Regresso de Candy Ren�e.

J� n�o atuo h� muito, Larry. H� muito tempo.

- Mas ainda �s uma brasa. - Seja como for.

Dois dias de trabalho, s� sexo de bom gosto.

Nada de anal, nem de abrir o rabo, nada disso.

Sem abrir o rabo.

Dez mil pagavam-te algumas semanas de produ��o em Nova Iorque.

Vinte.

- Metade ao assinar. - Est�s a gozar, certo?

Sim ou n�o?

Quinze. E deixo a Lori atuar, porque sou generoso.

O jogo mudou.

Tr�s mi�das juntam dinheiro e arranjam um apartamento,

p�em um an�ncio no Voice e pronto, t�m um bordel.

N�o recebemos nada por isso?

Que se lixe isso. Nem pensar.

N�o. Elas n�o se safam assim. N�o fazem isso.

Se lixarmos a Xiomara, as outras voltam.

N�o v�o voltar. E foder a boca a uma, n�o ajuda.

O pager deu-lhes coragem.

Perceberam que n�o precisam de chulos.

Algumas, pelo menos.

E sabes que mais, Tommy? T�m raz�o. � um pa�s livre.

Mais uns meses disto e os sal�es estar�o vazios.

Sim, est� bem. Sim.

� um problema econ�mico.

De gest�o. Prefiro matar um cabr�o.

Ol�, mi�da.

- Queres uma bebida? - Claro.

O teu gui�o est� na mesa. Senta-te.

Isto � bonito. Quando te mudaste?

H� uns anos. Quando os filmes er�ticos eram mais populares.

Passei muitas noites na sala de edi��o do Harvey,

achei que seria bom ter algo mais perto.

- Vais voltar para c�? - Acho que sim. Pareces bem.

N�o, o neg�cio anda mal em Nova Iorque. Sou das �ltimas em atividade.

Vou fazer com que resulte. Obrigada pelo papel.

- Estive c� h� uns meses. - Ai sim?

Vim a uma audi��o para um filme normal.

Um filme de terror. Era est�pido. Nem me ligaram de volta.

Isso acontece o tempo todo.

Os atores aprendem a lidar com isso. N�o � nada.

Achas?

N�o achas que ter� a ver com o facto de eu ser uma estrela pornogr�fica?

� s� isso que parece importar.

Ouve, Lori. Tamb�m n�o foi f�cil para mim fazer mudan�as.

Agora que h� cassetes, n�o existem "ex-estrelas pornogr�ficas".

As cassetes ficam para sempre.

E da�? � seguir em frente.

Ent�o, est�s a dizer que n�o tenho como escapar a esta vida.

N�o tens de escapar.

N�o devias querer escapar. �s a Lori.

As pessoas amam a Lori Madison.

A Lori Madison ganhou quatro Eroticas. A Lori Madison � valiosa.

Ajudou-me num filme do qual me orgulho.

�s a Lori Madison, caramba.

Mas se est�s a dizer que n�o �s isso, eu entendo.

Guarda um pouco para ti. N�o podes ser s� ela.

Como sabes? S� me conheces assim.

Eu sei.

Sou a Candy Ren�e para a maior parte do mundo.

Mas tamb�m sou a Eileen Merrell...

Sou m�e, sou filha...

Sou amante de algu�m. Sou ambas.

Vivemos duas vidas. � como o fazemos.

N�o tenho filhos.

J� n�o tenho homem. N�o tenho fam�lia.

Passei pela minha casa a caminho e tinha t�buas nas janelas.

Isto � tudo que sou.

N�o �.

A que horas entro amanh�?

�s nove.

E agora que temos dinheiro, podemos acabar a tua sequ�ncia

no fim da semana, se encontrarmos locais.

Odeio fazer isto outra vez, mas tens dinheiro para o t�xi?

Leva 40.

- Pagas-me quando acabarmos. - Est� bem.

Lori...

Qual � o teu nome verdadeiro?

Qual � o teu nome verdadeiro?

Mi�da dos Lagos, lembras-te?

Vejo-te amanh�.

- Joey, tens namorada? - Ningu�m em especial.

Ou seja, n�o tens ningu�m.

Achas que h� algo de errado comigo?

- At� o Hitler tinha namorada. - Para, Bobby.

- Querem caf�? - Sim.

Sim, por favor.

Eu n�o quero nada.

Como correu hoje com o Tommy? Vai endireitar as mi�das?

N�o. Ningu�m vai endireitar ningu�m.

Merda, pai. Dei-te essa m�quina de dinheiro e estamos a ignor�-la.

N�o bato em mulheres para poderes receber. Sou melhor que isso.

- E tu tamb�m. - Est� bem.

N�o importa, porque tenho uma oportunidade melhor. Uma coisa certa.

Isso n�o existe.

O meu amigo no trabalho tem um amigo na FDA.

H� um medicamento para o cora��o. Para tipos como tu n�o terem AVC.

A quantidade em armaz�m da farmac�utica s� sobe.

- Todos julgam que ser� aprovada. - E da�?

O primo do meu amigo diz que n�o ser� aprovada,

por causa dos efeitos secund�rios adversos. N�o tem hip�teses.

O tipo que encurta as provis�es vai ganhar algum.

Como assim, encurtar as provis�es?

Em vez de apostar que sobe, apostas que desce.

Isso � pouco patriota.

V� l�, pai.

D�-me 20 mil. Fa�o o trabalho todo e dividimos o lucro.

- Vinte mil? - Sim.

Vai-te foder.

Quanto podemos ganhar?

Tens lume?

- Quem vende? - A Pol�cia.

Vai-te foder, cabra.

Eu mandava nisto tudo at� � 47th. Quem vende?

- Coca ou erva? - Coca.

O meu gajo est� de camur�a.

Ol�.

- Obrigada, tem uma boa noite. - Tamb�m tu.

- Sentia que voltavas a aparecer. - Lamento o atraso.

Tem sido dif�cil encontrar-te.

Tamb�m lamento isso.

Uma amiga falou-me de um trabalho antes de eu me ir embora.

J� n�o importa.

Ainda podemos entrar?

Trancaram o port�o. � demasiado tarde.

N�o � s� a tua amiga hoje.

O que dizes?

Quando percebi que isto n�o dava, soube que nunca acabarias.

Por isso, vou faz�-lo por ti.

Talvez ainda n�o tenhas conhecido a pessoa certa.

Ou talvez tenhas conhecido e n�o lhe tenhas dado hip�tese.

Ficas bem?

Sempre fiquei.

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Ol�, amor.

Ol�, amor, queres namorar?

- Sim, quanto �? - Por 50 levo-te numa viagem.

�s um roubo.

- Vinte pelo quarto. - Claro.

A porta est� aberta.

Obrigado.

Como te chamas?

Sarah.

Melhor do que quando est�vamos casados.

Quem diria?

N�o estamos sempre l� um para o outro.

- Talvez por isso seja bom. - Pois, n�o sei.

- Talvez estejamos mais velhos. - E isso � melhor?

� mais inteligente.

Talvez se na altura f�ssemos como somos agora,

as coisas tivessem corrido de outra forma.

- Algo para pensar. - Acho que sim.

Mas as coisas s�o como s�o, Vin.

Porqu�? N�o achas que podemos...

Acho que peg�mos no que t�nhamos e deix�mos cair no ch�o.

Como se fosse uma ch�vena velha.

E agora, com os mi�dos crescidos...

E os anos passados, podemos sentar-nos no ch�o

com a cola e colar os cacos.

P�r as pe�as no s�tio certo,

e depois, no fim, depois do trabalho todo,

ainda se veriam todas as rachas e bocados em falta.

Tu e a Abby?

Ningu�m quer ser a segunda escolha, Vin.

Isso nunca resulta.

� mais f�cil comprar uma ch�vena nova?

Sim, � mais f�cil.

Abby?

- O que queres chamar a isto? - Apple 30.

Temos de filmar.

- Como vamos filmar sem a Lori? - Ela nem sequer ligou.

- A Lori ligou ao gabinete do Harvey? - N�o fa�o ideia.

Sempre foi inconstante.

- Queres que ajude no foco? - Eu...

Mas ela queria muito este papel.

Podemos chamar os outros atores e filmar outra cena.

- N�o. - Como assim, n�o?

Temos o equipamento alugado, est�o c� todos...

N�o quero filmar hoje.

Muito bem, pessoal.

Por hoje � tudo.

- A s�rio? - Mesmo?

Ficamos por aqui.

Disse que te devolvia a caneta.

Eu vou-te buscar uma toalha

- E depois, ele mandou-a sair. - Hoje n�o.

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