All language subtitles for The.Prince.2019.[BluRay+BRRip+BDRip] - renomeie para seu release

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Original subtitles

- Art Subs - 12 anos fazendo Arte para voc�!

Legenda - NoriegaRJ -

O PR�NCIPE

Baseado no romance hom�nimo de Mario Cruz

Vamos, ande!

Pare a�!

Turco, companhia.

Vamos, entrem.

Se afaste da porta.

Se afaste da porta, filho da puta!

Venham.

Parem.

A porta, Mu�oz!

Vamos.

Andem, andem!

- Feche o port�o. - Garcia, a porta!

Andem!

Andem, andem.

Parem a�!

Entrem.

Voc�s dois.

Pare a�.

Entre a�.

D� a ele seu assento.

Por qu�?

N�o v� o estado em que ele est�?

N�o seja uma garota m�.

Sente-se.

Bateram forte em voc�, hein, garoto?

Qual � seu nome?

Jaime.

E seu apelido?

N�o tenho.

Tem que ter um.

Tire a camisa.

Tire.

Tire a cal�a.

V� lav�-las.

Por que eu?

Quer que eu v� lavar?

Olhem s� o Plat�o.

Plat�o gostou de voc�.

Significa que voc� � uma pessoa boa.

Pegue.

N�o, obrigado.

Fume, idiota. Vai te fazer bem.

Voc� teve sorte.

Aqui todos somos limpos.

N�o vai te faltar comida.

E ningu�m pisar� em voc�.

Se n�o sabe mostrar respeito, caia fora j� daqui.

Sabe mostrar respeito?

Sim, claro.

�timo!

Sente-se.

Bateram muito em voc�?

N�o.

Voc� n�o sabe mentir. E est� fedendo, idiota.

Vamos.

Os tiras realmente acabaram contigo.

Olhe como deixaram a sua cara.

Est� toda marcada.

Veja, um presente dos tiras.

Queriam que eu falasse.

- Chegou carne fresca! - Tome cuidado!

- Como vai, Potro? - Ol�, companheiro.

- Para voc�. - Obrigado.

N�o pode tomar banho com esse p�o.

Para sobreviver aqui tem que ser muito macho, cara.

Eu sou um principiante.

Tire sua cueca e entre no chuveiro.

Saia.

Est� �tima, cara.

Entre.

N�o est� boa?

Vamos, me conte.

Por que est� aqui?

Voc� ficou bem com minhas roupas, cara.

Aquele � o D�lar.

Eles se conhecem desde jovens.

Dizem que eles dormiam juntos.

E quando D�lar foi transferido,

Potro ficou t�o infeliz

que pegou uma l�mina de barbear e cortou a pr�pria barriga.

Ele foi punido por isso.

Recontagem.

- Um. - Dois.

- Tr�s. - Quatro.

Cinco.

Feito.

S�o uns babacas.

Saia da�.

E onde eu vou dormir?

Ali.

Venha deitar.

Mas tire suas roupas.

Fique de costas.

Relaxe.

Fique relaxado.

Contagem!

- Um. - Dois.

- Tr�s. - Quatro.

Cinco.

Feito.

Ol�.

- Ol�. - Claro!

- S� o pr�ncipe ganha um ol�. - Qual � o seu problema, escroto?

O pr�ncipe...

Esse ser� o seu nome agora. Pr�ncipe.

Vamos, levante.

V� se lavar.

O pr�ncipe primeiro, imbecil.

N�o se olhe tanto no espelho. Est� bonita.

- Sirva meu caf� da manh�. - N�o tem a ele agora?

N�o disse que ele era um pr�ncipe, idiota?

Tem que servi-lo.

Est� se achando superior, garota?

Sente-se.

Voc� n�o vai tomar o caf� da manh�?

Voc� me escutou?

Voc� me escutou?

Por que n�o me responde?

Levante-se, seu lixo!

Por favor, n�o me bata!

N�o vai me responder, filho da puta?

V� tirar essa merda fora daqui!

E n�o volte nunca mais.

Pegue suas merdas de tarde, quando eu n�o estiver aqui.

N�o quero te ver nunca mais. Suma!

Ol�.

Precisa de mais alguma coisa?

Sabe o qu�?

N�o preciso de mais nada.

O que houve, pr�ncipe?

Aquele velho que veio te ver � seu pai?

E sua m�e?

Voc� � �rf�o?

Vamos, conte pra mim.

Aqui, o sol tira nossas tristezas.

Quem � voc�, pr�ncipe?

Sou de San Bernardo, onde o povo � como est�tua,

que � tarde p�e a cadeira na cal�ada

para ver os p�ssaros voarem.

San Bernardo n�o � pobre nem triste,

e os jovens n�o fogem de l�.

Santiago fica perto,

mas parece longe por pura timidez.

Eu parecia um garoto selvagem desesperado

e terminava suando como um cavalo,

com as roupas grudadas no meu corpo.

Onde est� meu pai?

Seu pai n�o est� aqui. Ele ainda n�o chegou.

E...

est�vamos roubando p�ssegos...

e, de repente, Elena apareceu.

Ela estava chorando.

- Por qu�? - N�o sei.

- O que disse a ela? - Nada.

Voc� acha que n�s...

poder�amos nos ver de novo?

Aqui?

N�o.

Aqui podem nos ver.

Onde?

Em Santiago.

Ela me convidou para ir a Santiago.

Ent�o?

Aquela.

� muito cara.

� a que eu gosto.

- Ol�. - Boa tarde.

- Em que posso atend�-la? - Quer�amos ver roupas.

Sim? Para voc� ou para seu filho?

- Para meu filho. - O que gostaria de ver?

O su�ter da vitrine.

Claro. Que tamanho?

O menor que tiver.

Sim, eu te levo. Venha. Me acompanhe.

Mam�e? Venha comigo.

Ficou bonito.

Me deixe v�-los.

Me deixe v�-la.

Ela tirou sua roupa?

Tirou.

N�o.

A cal�a, n�o.

Por que n�o?

Ela fica bem em mim.

Deixe assim.

Isso.

Devagar.

N�o t�o r�pido.

N�o t�o r�pido.

Daqui a pouco estar� pronto de novo.

N�o.

Tenho que voltar para San Bernardo.

N�o pode me deixar assim.

Sim, posso.

Filho da puta!

Pronto.

Venha.

Como vai querer, garoto?

Assim.

- Como Sandro? - Sim.

- N�o combina com voc�. - Por qu�?

- Voc� � teimoso. - E se pusermos brilhantina nele?

- N�o combina. - Por qu�?

Corte estilo prisioneiro, cara.

Nunca.

Ele n�o quis.

Que temperamental!

- Quer parecer com Sandro? - Quero.

Quer ser famoso?

Que �timo! Vou tirar sua foto, garoto.

Voc� tem algum talento?

- Sou bonito. - Isso n�o serve pra nada.

- Sempre serviu. - Aqui dentro, l� fora, n�o.

Toca algum instrumento, canta, ou alguma merda dessas?

N�o sei nada.

J� sei onde te levar. Venha.

O t�pico paradoxo

do regime do sistema capitalista.

Quando a d�vida dos pa�ses do Terceiro Mundo alcan�a...

a inacredit�vel cifra...

- de 95 bilh�es... - Roberto!

O que foi?

Quando meu pa�s...

Estamos ouvindo o Chicho. O que houve?

Pra que ouv�-lo, cara? Prisioneiros n�o votam.

Este garoto quer ser artista e n�o tem nem um viol�o.

Viol�o? Atr�s da cortina tem um.

Vamos ver.

- Mas � velho. - E o que tem contra os velhos?

S�o bons para a primeira vez.

N�o lembra da velha que voc� comeu?

Plat�o!

Come�amos mal!

Aonde Plat�o foi?

N�o consigo tocar com cinco dedos.

V� com calma, garoto.

Espero que aprenda a tocar isso logo.

Por qu�?

Porque quando aprende a tocar um instrumento,

nunca mais estar� sozinho.

A ansiedade De ter voc� em meus bra�os...

Que m�sica � essa?

Um amigo me ensinou.

� verdade, idiota.

Talvez meus pensamentos

Estejam chorando

Minhas l�grimas s�o p�rolas

Que caem no mar

E o eco adormecido

Deste lamento

Que linda esta m�sica!

Em meu sonhar

A ansiedade

Voc� foderia um viado por dinheiro?

N�o sei. Se for muita grana, talvez.

Mas essa merda � arriscada porque os velhos t�m dinheiro.

E um mais jovem?

N�o sei.

E na boca

Voltar a te beijar

Onde voc� mora?

- Aqui perto. - Sozinho?

N�o, com meu pai.

Vamos dar uma volta primeiro,

depois te deixo em casa.

Suba logo.

Pronto.

O que � isso?

Rapazes, est�o detidos!

O maior por dirigir b�bado

e o menor por estar b�bado.

E do que est�o rindo tanto?

Estavam indo dormir juntos, suas bichinhas?

Vamos, entrem j�!

- Eu disse entrem! - Vamos, vamos, vamos!

Vou entrar. Est� bem, est� bem.

Quero vomitar.

Jaime.

Jaime.

Jaime, vou vomitar.

Levante.

O que aconteceu?

Algu�m deve estar chegando.

Julio, Miguel!

V�o e vejam quem est� vindo.

Vamos.

Deve ser algu�m importante.

Eles o est�o recebendo como um artista.

J� n�o me cumprimenta mais?

Voltarei depois, quando estiver mais apresent�vel.

Vestido.

Para voc�, garoto.

Quem � o argentino?

Como aquele idiota poderia ser argentino?

Ele � chileno, cara.

Voc� o conhece?

Bom... Voc� estava me contando...

- Como est�, parceiro? - O que v�o querer?

Por enquanto... tr�s vezes quatro...

doze cervejas.

- Por enquanto. - Certo, cerveja.

A seu dispor.

- Doze cervejas. - � que estamos com sede.

Vou ao banheiro. Volto j�.

Foi r�pido. N�o quer mais?

Vamos, vamos.

Vamos, babacas!

- Levantem, seus putos! - De p�, filhos da puta!

Andem! Vamos, vamos! De p�, babacas!

Verifique essa merda.

- N�o tem nada a�. - O que disse, imbecil?

Que n�o tem nada a�.

O que est� escondendo, imbecil?

Responda, seu merda!

Est� de mau humor, filho da puta?

O que est� escondendo, filho da puta?

Mu�oz.

Nada, sargento.

Tenho certeza que esse viado est� escondendo algo.

Vamos ter que verificar.

Fique de quatro.

Ele est� falando contigo, viado!

Obede�a ou vamos te enfiar a porrada!

Vamos ver, vamos ver...

Voc� tem um belo rabo, viado.

Quer sentir uma coisa grande e dura, sua bicha velha?

Quem tem vaselina?

Caras dur�es gostam assim.

Vaselina � para as bichinhas.

Um pouco de vaselina. Por que ser t�o cruel?

- Um pouco mais. - Este � o tamanho que temos.

� melhor fod�-los do que bater neles.

Isso � uma merda!

Fiquei entediado, babacas!

Este filho da puta � um osso duro de roer.

Est� sempre de cabe�a em p�.

Me deixe em paz, filho da puta!

Voc� sabe, pode ser com a vareta ou sem.

Eu trouxe esta com a vareta. S�o cinco escudos.

- E os cigarros? - Um escudo.

- Perdeu alguma coisa? - Qualquer um desses � um escudo.

S�o cigarros argentinos. S�o muito bons.

Estes s�o len�os de tango.

Para caras corajosos.

- Quanto custa a jaqueta preta? - Voc� n�o pode pagar.

Leve um torrone e fica me devendo dois escudos.

Eu disse dois escudos.

E esta jaqueta vermelha?

- Quanto �? - Ela j� tem dono.

- Pode ser negociado? - Claro que pode.

Saia daqui.

Potro.

- Para voc�. - N�o tenho dinheiro.

Me convide para almo�ar e tudo bem.

Para comemorar, tomem um.

S�o argentinos.

- Potro... - Estou comendo.

Que lindo gato.

De quem �? Como se chama?

� meu e se chama Plat�o.

Plat�o? Como o fil�sofo.

N�o, idiota, porque ele � platinado.

� um nome muito bonito.

E um gato muito lindo.

E o que aconteceu com o viol�o?

Os guardas quebraram.

E n�o conseguiu outro?

No pr�ximo m�s.

- N�o gostaria de ter um agora? - O que voc� quer, seu puto?

A cela.

� maior do que a minha. Preciso de mais espa�o.

Estou indo bem com os neg�cios.

Espero que fodam seu rabo.

Com uma vassoura?

Fora daqui, filho da puta!

- Voc� � muito mal educado. - Caia fora, escroto.

At� mais, Plat�o.

Oh, cigano!

Como voc�.

Devia cortar seu cabelo como Sandro.

Aqui, camarada.

Para voc�.

J� tinha andado de moto antes?

- Nunca. - E?

� �timo.

O vento na cara.

O cheiro de gasolina, grama e fuma�a. � �timo.

- Voc� ficou assustado. - N�o.

- Foi o que seu corpo mostrou. - Est� louco.

Ent�o por que me abra�ou com tanta for�a?

N�o queria cair.

- Ent�o estava com medo. - N�o.

Eu teria morrido feliz.

Por que estava fazendo c�cegas na minha barriga?

Porque estava feliz.

Sabe...

- Nada. - Diga.

N�o.

Voc� j� � grande, me diga.

Eu gosto... do seu sorriso.

Verdade, eu gosto.

- Posso te contar um segredo? - Claro.

- Este sorriso � roubado. - Como?

S�rio. Quando eu tinha uns 9 anos,

eu fui a uma feira, perto da parada 18 do �nibus,

e um cara apareceu com uma roupa incr�vel.

Um violonista.

Pegaram um banquinho, ele se acomodou,

e ent�o ele sorriu.

E era um sorriso t�o bonito...

Ele cantou alguns tangos, e quando aplaudiram,

voltou a sorrir e a� eu peguei aquele sorriso.

Eu me lembro disso desde ent�o.

Ficou na minha cabe�a.

Sonho com uma assim.

Com a jaqueta?

E a vida.

Voc� n�o consegue encontrar essa merda no Chile.

Potro, podemos levar um papo ali atr�s?

Claro.

Vamos embora.

E o filme?

Como se estivesse assistindo, idiota.

Vamos.

Que caem no mar

E o eco adormecido

Deste lamento

Faz com que esteja presente

Em meu sonhar

Talvez esteja chorando

Pensando em mim

E apertando meu retrato em seu peito

Com frenesi

E at� que seu ouvido alcance

A melodia selvagem

E o eco da tristeza

De estar sem ti

A ansiedade

De te ter em meus bra�os

Sussurrando

Palavras de amor

A ansiedade

De ter teus encantos

E tua boca voltar a beijar

Comecei a me estudar.

O sol estava fraco e penetrava na cela.

Isso me favorece. Pare�o bem.

Como os outros me viam? Eu n�o era feio.

Algu�m me acharia bonito?

O que chamaria mais aten��o?

Meus olhos, a boca, o cabelo, ou talvez meu corpo?

Ou tudo seria apenas regular?

E voc�?

Por que est� t�o feliz?

Coisas de adulto.

Acha que sou muito novo?

N�o.

Eu tamb�m ando feliz, sabe?

Ah, �?

Mas acho que n�o � pela mesma raz�o.

N�o mesmo.

Deve ser pela raz�o oposta.

N�o sei. Ser� um segredo.

Me conte.

As paredes podem nos ouvir.

Conte em meu ouvido.

Quantas vezes por dia toma banho, Russo?

Duas ou tr�s.

E por que tantas vezes?

- Porque est� tudo sujo aqui. - O telhado � que est� sujo.

E isso?

"O pr�ncipe tem um pau grande."

Que autoestima elevada. Ele acha que � um pr�ncipe.

Temos que ver isso, n�o? Mostre.

Muito bem.

T�nhamos que ver porque...

Russo tem...

dois punhos.

Tenho que medir o seu, certo?

� grande.

Voc� gostaria da nova jaqueta, n�o?

Venha conosco.

Vamos no quarto e voc� pega a jaqueta.

Vamos?

Ficou excitado.

Gostou da ideia, n�o foi?

V� arrumar a cama.

O que estava fazendo com aquelas bichas no chuveiro?

- Obrigado, Ricardo. - V� pra puta que o pariu!

Toque alguma coisa.

Voc� toca como uma merda.

Vou pedir ao Roberto pra vir te dar uma aula hoje.

Vai ser �timo.

N�o quero te ver mais com aqueles babacas, entendeu?

Entendi.

Por que est� de mau humor?

- Desde quando? - Alguns dias.

� essa senten�a que n�o sai.

Quer ir embora?

E quem quer ficar aqui, idiota?

Eu.

� porque pra voc� tudo isso � novo, cara.

Espere s� passar sete anos e ningu�m vir visit�-lo.

Ningu�m vem me ver.

Isso � porque voc� n�o teve uma fam�lia.

N�o tem filho, n�o tem esposa...

E a sua?

Devem estar por a�,

vivendo suas vidas.

E a que veio te ver?

N�o.

Aquela n�o era Cristina.

Cristina era linda.

As �nicas mulheres que esperam voc� sair da pris�o

s�o as gordas, feias e sem dentes,

com cinco filhos nas costas.

Cristina era muito linda.

Trabalhava no El Carrusel,

- no jogo do gato. - Que jogo do gato?

Jogo do gato, um jogo...

com aqueles gatos, com olhos redondos

e voc� joga com uma bola de meia.

Eu passava horas l� jogando

e gastando todo meu dinheiro naquele maldito jogo

s� pra ficar perto dela.

Ela nunca me perdoou pela vida de merda que eu levava.

� que...

Cristina era uma mulher decente.

Voc� viu Plat�o?

N�o.

Tem dias que ele n�o aparece.

Deve estar andando por a�.

� um gato.

- Como? - Des�a para c�.

Para c�?

Isso.

- Ficou legal. - � isso a�.

E depois?

Boa tarde!

Podemos?

Vim trazer seu gato. Se enfiou na minha cela,

- este gato louco. - Podia ter me avisado, idiota.

Est�vamos mesmo esperando um tango, Che Pibe!

- Querem um tango? Pois, ter�o. - Voc� � cantor tamb�m?

Temos que aprender de tudo, Potro.

Tem alguma merda que voc� n�o saiba fazer?

Guardar rancor. N�o aprendi.

Com certeza.

N�o saber�s

O que aconteceu com Plat�o?

Tem estado esquivo h� v�rios dias.

Por culpa desse viado argentino.

Ele n�o era chileno?

Se vou odi�-lo, prefiro que esse puto seja argentino.

Entender

O que � amar e enlouquecer.

Teus beijos que queimam

Teus l�bios que embriagam

E que torturam minha raz�o.

Eu sei

Que nunca mais

Poderia arrancar do peito esse bem-querer.

No entanto, me atormento

Porque em meu sangue te levo

E a cada instante

Febril e amante

Quero teus l�bios beijar

Te quero sempre

Est�s cravada em mim

Como um punhal na carne

E ardente e apaixonado

Tremendo de ansiedade

Quero em teus l�bios

Morrer

� isso a�.

- Parab�ns, Che Pibe! - Muito obrigado, companheiros!

Agora cante uma chilena, idiota.

- Voc� � chileno ou n�o? - Eles pediram um tango, Potro.

Voc� � chileno ou n�o, filho da puta?

Ou vai negar seu pa�s?

Chega! O show acabou, idiotas! Todo mundo em suas celas. Saiam!

Para suas celas!

Vamos!

Vamos, saiam!

Tchau.

Por que o defende tanto, idiota?

Por acaso, gosta dele?

V� deitar.

- E voc� deita comigo, idiota! - Tire as m�os de mim!

Com quem mais eu deitaria, seu est�pido?

Ei, amigo. Podemos sentar aqui com voc�?

Chegamos agora do mercado e queremos tomar uma cerveja.

Sim, claro.

- Meu s�cio. - Ol�.

- Ol�. - V� e traga uma d�zia.

Estamos te convidando.

Foi um �timo dia.

Vendemos 800 escudos. Estamos forrados.

Deixe eu me apresentar. Me chamam de Tropical.

N�o porque vivo com tes�o. Sou apenas bonito.

� porque sou viril e um �timo dan�arino.

- Jaime. - Muito prazer.

As coisas est�o esquentando.

Obrigado.

- Uma para nosso amigo. - Ainda tenho uma.

Filho da puta!

O que voc� fez, filho da puta?

- Caralho! - Filho da puta!

O que houve?

N�o, n�o! Facas, n�o! N�o!

Facas, n�o!

Socorro! Ajudem!

Ajudem!

Por favor, ajudem! Parem eles!

N�o, n�o vamos entrar. V�o nos matar.

E o que v�o fazer?

Aqui, se voc� morrer, morreu.

Filhos da puta!

Separem eles! Separem eles!

Separem eles!

Eu vou te matar!

Mate ele!

N�o! Me deixe passar! N�o!

N�o! N�o! N�o!

- Vamos, vamos. Calma. - Cuidado.

Por que se importa tanto? Vou jogar mesmo no lixo.

PLAT�O

Fa�a o que tiver que fazer.

E me deixe fazer o que tenho que fazer.

Fume.

- N�o quero. - Vai te fazer bem.

Quer comer?

N�o tenho fome.

Eu tamb�m n�o.

Vai dormir na minha cama?

E voc�?

Durmo no ch�o.

Dorme comigo?

Oi.

Ricardo est� te esperando na enfermaria.

Vamos.

Ol�.

Ol�, pr�ncipe.

- Por que est� rindo? - Nada. Bobagem.

Me diga, voc� vai morrer?

N�o, idiota. Estarei de volta logo.

A jaqueta!

- � para mim? - N�o, idiota, para mim.

Ponha ela.

Ficou perfeita.

Agora sim est� parecendo um pr�ncipe.

Fique bom logo, est� bem?

Pode deixar.

Tamb�m tenho um presente para voc�.

S�rio?

- Trarei na pr�xima visita. - Claro.

Tome cuidado e aguente firme.

- Ele voltar� em alguns dias. - Que bom.

- Quero dar a ele um presente. - O qu�?

Um gato, de brinquedo.

Como aqueles dos carross�is.

E que se pare�a com Plat�o.

O que houve, Jaime?

S� queria saber, quem � seu amigo?

Tropical, �s suas ordens.

Muito prazer, Tropical.

Omar! Mais uma d�zia de cervejas.

Ei, amig�o. Um prazer conhec�-lo.

Um prazer conhec�-lo tamb�m, companheiro.

E voc�...

o que faz?

Na vida?

Vivo.

Isso mesmo!

- Voc� � bonito, cigano. - E o qu�, Tropical?

Se eu n�o gostasse tanto de pernas,

eu o convidaria para dan�ar.

E qual o problema?

- Vale tudo. - Venha com seu rei.

Querida

Se quer minha vida

Diga isso baixinho

E eu a te darei

Me d� s� um pouco

Nada mais que um pouco

Desse amor que voc� esconde

E ser� meu bem

Bom dia!

Bom dia.

Venho lhes informar que...

o r�u Ricardo Garcia...

faleceu hoje na enfermaria.

Minhas condol�ncias.

Viemos buscar seus pertences.

- Voc� vai lev�-los agora? - Agora.

O funeral � amanh�.

- Vou empacot�-los agora. - Eu fa�o isso.

Ricardinho...

Ricardinho...

Minhas sinceras condol�ncias.

Ricardo era meu melhor amigo.

- Posso entrar? - Entre.

Sinto muito.

Vou te pegar dormindo, filho da puta!

N�o te deram permiss�o para o funeral.

Gonzalez!

E quem � este?

Este � novo.

Vai ficar aqui.

Quero a verdade, garoto.

Qual o seu nome?

- Mauro. - E seu apelido?

- N�o tenho. - Tem que ter um.

Vai dormir a�.

E seja respeitoso, porque estamos de luto aqui.

Sabe mostrar respeito?

Muito bem.

E o que � isso?

� meu r�dio.

Voc� ter� que voltar para sua cela algum dia.

Eu sei.

Amanh�.

Posso ficar com voc� hoje?

Pode.

Mostre a ele os chuveiros. Voc� est� sujo.

Vamos.

Pe�o a voc�s...

que v�o para suas casas...

com a alegria saud�vel...

da limpa vit�ria alcan�ada.

E que esta noite,

quando acariciarem seus filhos,

quando buscarem o descanso,

pensem...

no futuro dif�cil que teremos pela frente,

quando teremos que colocar...

mais paix�o e mais carinho...

para fazer o nosso Chile cada vez maior

e cada vez mais justa a vida em nossa p�tria.

- Art Subs - 12 anos fazendo Arte para voc�!

Talvez meus pensamentos

Estejam chorando

Minhas l�grimas s�o p�rolas

Que caem no mar

E o eco adormecido

Deste lamento

Faz com que esteja presente

Em meu sonhar

A ansiedade

De te ter em meus bra�os

Sussurrando

Palavras de amor

A ansiedade

De ter teus encantos

E tua boca

Voltar a beijar

A ansiedade

De ter teus encantos

E tua boca

Voltar a beijar

Talvez meus pensamentos

Estejam chorando

Minhas l�grimas s�o p�rolas

Que caem no mar

E o eco adormecido

Deste lamento

Faz com que esteja presente

Talvez meus pensamentos

Estejam chorando

Minhas l�grimas s�o p�rolas

Que caem no mar

E o eco adormecido

Deste lamento

Faz com que esteja presente

Em meu sonhar

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